sexta-feira, 20 de agosto de 2021

BURKINA FASO - Número de mortos em ataque terrorista no Burkina Faso sobe para 80

© Reuters

Notícias ao Minuto  20/08/21  

O número de mortos no ataque terrorista de quarta-feira no Burkina Faso contra uma caravana militar que escoltava civis, subiu para 80 pessoas, 65 civis e 15 militares, segundo novo relatório oficial.

O novo balanço foi divulgado pelo ministro da Comunicação e porta-voz do governo, Ousseni Tamboura ao final do dia de quinta-feira. O ataque à caravana militar que escoltava civis fez ainda 19 feridos, indicou o governo do país africano.

O "ataque terrorista" ocorreu na região do Sahel, na zona das "três fronteiras" entre o Burkina Faso, o Níger e o Mali.

O balanço inicial de 47 mortos - 14 militares, 30 civis e três auxiliares envolvidos na luta antijihadista ao lado do exército - e 30 feridos já havia sido revisto em alta.

Os militares e os seus auxiliares, escoltavam civis que tinham sido vítimas de ataques 'jihadistas' anteriores e que regressavam às suas cidades de origem, na mesma região, segundo o governo.

Segundo o ministério da comunicação do Burkina Faso, durante os confrontos "elementos das forças de defesa e segurança e os voluntários para a defesa da pátria mataram 58 terroristas e muitos outros foram feridos e fugiram".

Este foi o terceiro ataque nos últimos 15 dias contra soldados envolvidos na luta contra o 'jihadismo' no norte e noroeste do Burkina Faso.

Desde o início de agosto, 94 civis, soldados e auxiliares do exército morreram em ataques atribuídos a grupos jihadistas no norte e nordeste do Burkina Faso.

País pobre da África Ocidental, o Burkina Faso tem sido alvo, desde 2015, de ataques 'jihadistas' regulares e mortais, particularmente nas regiões norte e leste, como os seus vizinhos Mali e Níger.

Muitas vezes associados a emboscadas, estes ataques já mataram mais de 1.500 pessoas e forçaram mais de 1,3 milhões a fugir das suas casas.

O Burkina Faso decretou três dias de luto nacional, na sequência do ataque de quarta-feira, por decisão do Presidente, Roch Marc Christian Kaboré.

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