terça-feira, 21 de julho de 2020

Hospital Raoul Follreau - COMUNICADO À IMPRENSA


AID, HEALTH AND DEVELOPMENT – AHEAD, foi surpreendido com a informação de que os NOVOS INGRESSOS e alguns funcionários efectivos, em “protesto pela melhoria de condições de trabalho”, encerraram o Hospital durante todo o dia de ontem e impediram o público e os colegas de aceder às instalações do hospital. E apesar de assumirem na reunião com a Secretária de Estado da Gestão Hospitalar que cessavam as reivindicações, voltaram ao local e estão a mandar os pacientes embora.

AHEAD lamenta atitude desses profissionais que considera ser bastante grave e ilegal, quer porque nunca dirigiram uma única carta a reclamar ou protestar qualquer das situações que justificou a triste atitude, quer por que, ao abrigo de lei da greve (Lei nº 9/91, de 3 de Outubro), existem procedimentos a seguir para decretar a greve e, tratando-se dum hospital com aquelas características, a greve não afectaria o seu normal funcionamento (artigo 21º de Lei da Greve).

A AHEAD reage assim às falsas informações e calúnias veiculadas nos meios de comunicação social pelos NOVOS INGRESSOS e alguns funcionários efectivos integrados no Hospital, dando conta sob pretexto da revendição da melhoria das condições de trabalho que “faltam máscaras, luvas e que havia infiltrações de água no telhado e torneiras avariadas”.

Raoul Follereau é o único Hospital do País em que os técnicos são obrigados ao uso permanentemente de mascaras e luvas durante o trabalho para prevenir do possível contágio.Portanto, é falso que faltam máscaras e luvas no hospital, até por que o Ministério de Saúde fornece esses materiais através do Programa Nacional de Luta Contra a Tuberculose e AHEAD os adquire (compra) no mercado sempre que necessário.

Queremos esclarecer que com a PANDEMIA COVID-19 a gestão do Hospital começou a registar constante desaparecimento de máscaras no curto espaço de tempo e tudo leva a crer que está relacionado com a necessidade sentida pelos trabalhadores de fornecer máscaras e materiais de higiene aos familiares para se prevenirem do contágio, facto que levou a administração do Hospital a redobrar controlo, passando a fornecer as máscaras e luvas estritamente necessárias.

Quanto às “infiltrações de água no telhado e torneira avariadas”, a AHEAD informa que o hospital dispõe duma equipa que se ocupa desses problemas a tempo integral, nada que justifique alarmismos.

O hospital tem funcionado plenamente e garante óptimas condições aos seus pacientes e dispõe de óptimas instalações. Dispõe ainda de aparelhos modernos e eficientes, assegura higiene regular do espaço, fornece medicação e todo tratamento necessário aos pacientes a custo zero, atribui ainda subsídio aos trabalhadores efectivo, bem como assegura o fornecimento regular e contínua de cinco (5) refeições diárias aos pacientes, acompanhantes de pacientes e funcionários, sem nunca ter faltado uma única refeição ao longo dos 8 (oito) anos, condições que poucas ou nenhuma outra instituição garante.

De ponto de vista do resultado, o Hospital conta com uma taxa de sucessos a rondar os 95%. Não é de bom grado, sendo de todo condenável que algumas pessoas motivadas por interesses alheios a instituição procurem denigrir a imagem do Hospital com base em calúnias e difamações.

Sabe-se que existem interesses por detrás dessas reivindicações, mas HAED não permitirá que os mesmos condicionem ou interfiram na qualidade e no normal funcionamento do Hospital.

O Hospital Raoul Follereau está de portas abertas a interessados em confirmar "in loco" as condições em que tem funcionado e qual a real situação dos pacientes, tudo para evitar que pessoas se aproveitam para criar cenários e divulgar factos completamente falsos em relação ao Hospital.

O Hospital Raoul Follereau é gerido com base no Protocolo de Acordo celebrado entre o Governo da Guiné-Bissau e AHEAD, ao abrigo do qual compete ao Governo, através do MINSAP, indicar pessoal a integrar a equipa técnica do Hospital e assegurar o pagamento de salário dos mesmos (art. 3º, nº 2, al. e), não existe qualquer ligação entre esses trabalhadores e AHEAD, o que os impede de exigir o que quer que seja à AHEAD, quanto muito poderão apresentar as suar reclamações ao Governo que, por sua vez, na qualidade de parceiro contacta AHEAD.

A organização pretende continuar a apoiar a Guiné-Bissau, garantindo o pleno funcionamento do Hospital, como resulta das responsabilidades assumidas no protocolo de acordo celebrado com o Governo da Guiné-Bissau.

Bissau, 21 de Julho de 2020

Fonte: Alison Cabral

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