terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Conselho da Paz? "A ONU nunca me ajudou com todas as guerras que resolvi"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, justificou hoje a criação do Conselho da Paz, uma organização destinada a pôr fim aos conflitos internacionais, acusando a ONU de nunca o ter ajudado a resolver qualquer guerra.

Por  LUSA  20/01/2026

"A cabámos de criar o Conselho da Paz, que penso que será incrível. Gostava que a ONU pudesse fazer mais. Gostava que não precisássemos de um Conselho da Paz, mas, com todas as guerras que resolvi, a ONU nunca me ajudou em nenhuma delas", declarou o líder norte-americano, numa conferência de imprensa na Casa Branca para assinalar o primeiro aniversário do seu segundo mandato.

Apesar das críticas, Trump afirmou que quer "deixar que a ONU continue a existir porque o seu potencial é demasiado grande".

Na próxima quinta-feira está previsto que presida à cerimónia de fundação do Conselho da Paz, durante o Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.

Inicialmente concebido para supervisionar a implementação do cessar-fogo na Faixa de Gaza, Trump quer "expandir os seus poderes e competir com o Conselho de Segurança da ONU".

Segundo meios de comunicação social norte-americanos, os países que desejem um lugar permanente no Conselho da Paz deverão contribuir com cerca de mil milhões de dólares (850 milhões de euros), embora o líder norte-americano seja o único com poder de veto.

Dezenas de líderes internacionais foram convidados para integrarem o Conselho da Paz, mas o Presidente francês, Emmanuel Macron, recusou, o que levou Trump a ameaçar impor tarifas sobre vinhos e champanhes do seu país e, hoje na sala de imprensa da Casa Branca, declinou uma proposta para uma reunião do G7 (grupo das setes maiores economias mundiais) em Paris.

"Não, não faria isso. Porque, sabem, o Emmanuel não vai ficar lá muito tempo. É meu amigo. É bom tipo. Gosto do Macron, mas não vai ficar lá muito tempo, como sabem", observou.

Nos últimos dias, Trump ameaçou igualmente impor tarifas à França e aos outros países europeus que partiram em defesa da Gronelândia, que Washington deseja anexar.

Macron, cujo mandato termina em 2027, propôs ao homólogo norte-americano que se realizasse uma cimeira do G7 em Paris na próxima quinta-feira, para a qual poderia convidar também representantes da Rússia, da Ucrânia, da Dinamarca e da Síria.

O próprio Trump publicou na sua rede social Truth Social uma mensagem privada de Macron, na qual o convidava a fazer uma escala em Paris depois de participar no Fórum de Davos para abordar várias frentes de crise e conflito, incluindo a Gronelândia.

"Meu amigo, estamos em total acordo sobre a questão da Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irão. Não percebo o que está a fazer na Gronelândia", escreveu o líder francês na mensagem revelada depois por Trump.

Sobre as suas ambições no território autónomo dinamarquês, rejeitadas pelos principais aliados europeus de Washington na NATO e das autoridades autónomas da ilha, o líder da Casa Branca argumentou hoje que, quando falar com os representantes de Nuuk, "ficarão encantados" com o seu projeto.

Questionado sobre até onde poderá ir para tomar a Gronelândia, respondeu apenas: "Vocês vão descobrir".

O Presidente dos Estados Unidos afirmou acreditar que o seu projeto será "muito positivo para todos", deixando também a mensagem para os países da Aliança Atlântica de que "ninguém fez mais pela NATO" do que ele próprio.

Ainda sobre a Gronelândia, desvalorizou a possibilidade de retaliação por parte da Europa, onde vários líderes nacionais e da União Europeia (UE) sugeriram que poderiam optar por suspender o acordo comercial assinado com Washington entre junho e agosto do ano passado ou utilizar o instrumento anticoerção, também conhecido como "bazuca" comercial.

"Olhem, eles querem [o acordo). Eles precisam mesmo deste acordo connosco. Precisam mesmo. Eles lutaram muito para o conseguir, por isso duvido, mas veremos o que acontece", comentou, antes da sua viagem esta noite para Davos, onde são aguardados encontros com líderes europeus e onde espera que "as coisas vão correr muito bem".

Durante 80 minutos em que se dedicou a apresentar o que considera serem os seus feitos no primeiro ano do segundo mandato, Donald Trump voltou a afirmar que resolveu oito guerras e reivindicou para si o Prémio Nobel da Paz de 2025 que lhe foi oferecido pela opositora Venezuelana María Corina Machado, apesar de o comité norueguês não o ter reconhecido.

"Perdi muito respeito pela Noruega e acredito firmemente que a Noruega controla o Prémio Nobel", declarou, um dia depois de ter escrito ao primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, que não se sentia "obrigado a pensar apenas na paz" depois de ter sido excluído do Prémio Nobel, que é atribuído por um comité nomeado pelo parlamento.

"Vocês precisam de compreender que acabei oito guerras", repetiu o Presidente norte-americano aos jornalistas na Casa Branca, quando questionado sobre a carta ao líder norueguês, adicionando que não o fez pelo Nobel, mas para "salvar muitas vidas", e que é isso que o move para "resolver a guerra com a Rússia e a Ucrânia".

O líder republicano deixou ainda uma palavra sobre a Síria, dirigindo o seu apoio a Presidente de transição, Ahmad al-Shara, cujas tropas governamentais têm estado envolvidas nas últimas semanas em confrontos com as Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos e aliadas de Washington no combate ao grupo terrorista Estado Islâmico.

"Está a trabalhar muito, muito, o Presidente da Síria. Um homem forte, um homem duro com um historial bastante brutal. Mas não se pode colocar um santo lá para fazer o trabalho", afirmou sobre al-Sharaa, que hoje anunciou uma trégua temporária com as FDS, durante a qual será negociada a integração das regiões controladas pela aliança dos curdos sírios e dos seus combatentes no Estado central.


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Declaração de Presidente de transição na fortaleza Amura…


Edifícios da ONU em Jerusalém Oriental demolidos por Israel... Israel demoliu hoje edifícios dentro do complexo da sede da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) em Jerusalém Oriental, testemunhou um fotógrafo da Agência France Presse.

Por LUSA 

Os edifícios foram demolidos pelas escavadoras deslocadas para o local.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel disse que o complexo não tem imunidade, e que a demolição foi realizada de acordo com as "leis israelitas e internacionais".

Um funcionário da agência das Nações Unidas acusou Israel de ter cometido "uma grave violação do direito internacional", bem como dos privilégios e imunidades da ONU.

As autoridades israelitas acusaram os responsáveis da agência de participar no ataque do Hamas, a 07 de outubro de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.


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A televisão estatal do Irão foi hackeada no domingo, com a programação a ser substituída por mensagens pró-protestos e contra o governo. Durante o ataque, foram emitidos dois vídeos do príncipe herdeiro do Irão, a apoiar o movimento e mensagens de motivação para continuar as manifestações.


Número de mortos no descarrilamento em Espanha sobe para 41... Foram localizados três corpos entre os destroços do comboio Alvia e deverão ser retirados nas próximas horas.

Por sicnoticias.pt 

O número de mortos no acidente de comboio em Adamuz, Córdova, Espanha, subiu para 41, disseram à agência de notícias espanhola EFE fontes próximas da investigação.

A vítima mais recente foi encontrada sob os destroços do comboio Iryo, cujos três últimos vagões descarrilaram, provocando o acidente ao colidirem com a frente do comboio Alvia, como confirmou o Governo Regional da Andaluzia.

O Ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, confirmou que três corpos foram localizados entre os destroços do comboio Alvia e deverão ser retirados nas próximas horas.

Durante toda a noite, as equipas técnicas e de socorro mobilizadas para o acidente ferroviário continuaram os seus trabalhos, concentrando-se na instalação de uma grua de grandes dimensões para levantar os vagões destruídos do Alvia.

Trinta e nove feridos continuam hospitalizados, 13 dos quais - um deles menor de idade - estão na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI).

Dois portugueses que estiveram envolvidos no acidente e estão bem, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Sánchez promete investigação "com transparência"

O acidente ocorreu pelas 19:45 de domingo (18:45 em Lisboa), no município de Adamuzm, na província de Córdova, e envolveu dois comboios de alta velocidade, um da empresa privada Iryo (que tinha saído de Málaga e tinha como destino Madrid), e outro da empresa pública Renfe (que seguia em sentido contrário, de Madrid para Huelva.

Os três últimos vagões do comboio Iryo descarrilaram e invadiram outra via onde circulava o comboio da Renfe, num local conhecido como o apeadeiro de Adamuz, onde existe uma subestação de manutenção da linha e um ponto de mudança de agulhas.

Os dois primeiros vagões do comboio da Renfe foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.

O Governo espanhol decretou três dias de luto nacional, de hoje a quinta-feira.

O primeiro-ministro, Pedro Sánchez, prometeu tornar públicas, "com transparência e claridade", as conclusões da investigação do acidente, que qualificou como "uma tragédia" que deixa "dor em toda a Espanha".

Trump confirma convite a Vladimir Putin para integrar Conselho de Paz... O presidente norte-americano confirmou ter convidado o homólogo russo, Vladimir Putin, para integrar o Conselho de Paz, uma organização que pretende criar para trabalhar na resolução de conflitos em todo o mundo, em concorrência com a ONU.

Por LUSA 

"Sim, foi convidado", disse na segunda-feira Trump a um jornalista na Florida, quando este perguntou se convidou o líder russo para integrar a organização, onde a taxa de entrada para um lugar permanente será de mil milhões de dólares (857 milhões de euros).

"O Presidente Putin recebeu um convite para integrar o Conselho de Paz por vias diplomáticas", declarou anteriormente o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, numa conferência de imprensa diária.

Peskov disse que a Rússia pretende "esclarecer todos os pormenores" da proposta com os Estados Unidos, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Trump divulgou na sexta-feira a composição do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, a que vai presidir, e que inclui o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, e o antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair.

O enviado especial norte-americano Steve Witkoff também fará parte do órgão, assim como o genro de Trump, Jared Kushner, e o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga.

Sabe-se ainda que Trump convidou o rei Abdullah II da Jordânia, os presidentes turco, Recep Tayyip Erdogan, e argentino, Javier Milei, e os primeiros-ministros paquistanês, Shehbaz Sharif, e indiano, Narendra Modi.

O conselho faz parte da segunda fase do plano de paz de Trump, que prevê a formação de uma administração de tecnocratas em Gaza e o desarmamento do grupo extremista Hamas, que governa o enclave palestiniano desde 2007.

A Casa Branca disse que durante o Fórum de Davos na Suíça, em que Trump participa ao longo desta a semana, será revelada mais informação sobre os países que vão integrar a Força Internacional de Estabilização para Gaza.

Trata-se de um contingente da ONU destinado a garantir a segurança e a desmilitarização de Gaza, tal como estipula o plano de paz de Trump.

O plano destina-se a pôr fim à guerra entre Israel e o Hamas iniciada em outubro de 2023, após um ataque do grupo extremista em solo israelita, que causou dezenas de milhares de mortos e a destruição do território.


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Aeronaves do Comando de Defesa Aeroespacial da América do Norte (NORAD) vão chegar à Gronelândia "em breve" para participar em "atividades há muito planeadas" no território autónomo dinamarquês, anunciou hoje esta força conjunta dos EUA e Canadá.


Novo ataque russo deixa parte de Kiev sem luz, água e aquecimento... Este é o terceiro grande ataque russo contra infraestruturas energéticas de Kiev desde 9 de janeiro, data em que um outro bombardeamento com mísseis e drones deixou grande parte da cidade sem luz durante quase três dias.

Por sicnoticias.pt 

Um novo ataque maciço russo contra infraestruturas energéticas ucranianas deixou esta terça-feira parte de Kiev sem eletricidade, água e aquecimento, numa altura em que as temperaturas na capital rondam os 12 graus negativos.

Segundo informaram o presidente da câmara de Kiev, Vitali Klichkó, e o chefe da administração militar da região da capital, Timur Tkachenko, a margem oriental do rio Dniepre - que divide a cidade em duas - foi a mais afetada pelo bombardeamento.

Durante as primeiras horas da madrugada, antes de os responsáveis divulgarem os primeiros balanços, a Força Aérea ucraniana já tinha alertado, através do seu canal no Telegram, que veículos aéreos não tripulados ("drones") e mísseis balísticos se dirigiam para a capital.

Este é o terceiro grande ataque russo contra infraestruturas energéticas de Kiev desde 9 de janeiro, data em que um outro bombardeamento com mísseis e drones deixou grande parte da cidade sem luz nem aquecimento durante quase três dias, precisamente no início da vaga de frio que ainda se mantém.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou repetidamente nos últimos dias para a preparação de um novo ataque russo em larga escala contra o sistema energético da Ucrânia, com o objetivo de agravar a crise de fornecimento em plena vaga de frio, após os danos causados por bombardeamentos anteriores.

Na semana passada, a Ucrânia recebeu um carregamento significativo de mísseis antiaéreos para reforçar as suas defesas e responder com maior eficácia aos ataques russos.

Cheias em Moçambique fizeram 112 vítimas mortais. 11 mil casas destruídas... O total de mortos na época das chuvas em Moçambique subiu para 112, continuando três pessoas desaparecidos, além de 99 pessoas feridas, segundo dados do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Por LUSA 

De acordo com a base de dados do INGD, com números de 01 de outubro a 19 de janeiro, abrangendo já o atual período de cheias generalizadas no país, foram afetadas até ao momento 645.781 pessoas, equivalente a 122.863 famílias, com 11.233 casas parcialmente destruídas e 4.883 totalmente destruídas, agravando o balanço anterior.

Até sexta-feira era referido o total de 103 óbitos e 173 mil pessoas afetadas desde o início da época das chuvas em Moçambique, avançou nesse dia o Governo, decretando de seguida o alerta vermelho nacional.

Dos 80 centros de acomodação abertos desde o início da época das chuvas, 69 permanecem ativos, com 70.488 pessoas, das 55.722 que já tiveram de ser retiradas das áreas evacuadas, segundo os mesmos dados do INGD.

Foram afetadas ainda 56 unidades sanitárias e 44 casas de culto, além de 306 escolas, sete pontes, 27 aquedutos, 2.515 quilómetros de estrada danificados e 155 postes de eletricidade tombados.

O registo do INGD aponta ainda para 165.841 hectares de área agrícola afetados, dos quais 73.695 hectares dados como perdidos, afetando 111.535 agricultores, além da morte de 38.770 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves.

O Governo moçambicano estima que 40% da província de Gaza está submersa, devido às fortes cheias dos últimos dias, e que vários distritos de Maputo estão inundados, além da total destruição de, pelo menos, 152 quilómetros de estradas nacionais.

As autoridades moçambicanas montaram segunda-feira um centro de coordenação nacional, liderado pelo porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, no aeroporto de Xai-Xai, província de Gaza.

Hoje prosseguem ações e tentativas de resgate de centenas de famílias que continuam sitiadas pelas cheias, algumas refugiadas em telhados de casas, tejadilhos de carros ou na copa das árvores, sobretudo em Maputo e Gaza, sul de Moçambique, resultado das fortes chuvas, quase ininterruptas desde há vários dias, e que estão a obrigar as barragens, incluindo dos países vizinhos, a aumentar fortemente as descargas, por falta de capacidade.

Estão envolvidos nestas operações, condicionadas pelo estado do tempo, seis helicópteros e quatro aeronaves.

Em Maputo, as estradas Nacional 1, para norte, e Nacional 2, para sul, continuam intransitáveis, devido à subida das águas.

Taiwan quer adquirir mais de 200 mil "drones" através de orçamento de Defesa... Taiwan pretende adquirir mais de 200 mil veículos aéreos não tripulados ("drones") através de um orçamento especial de Defesa no valor de 1,25 biliões de dólares taiwaneses (cerca de 33.893 milhões de euros), noticiou hoje a imprensa local.

Por LUSA 

Durante uma sessão de esclarecimento realizada na segunda-feira com os deputados, o Ministério da Defesa Nacional (MDN) de Taiwan revelou sete categorias de armamento previstas neste plano, concebido para reforçar as capacidades defensivas da ilha face à crescente pressão militar da China.

O projeto prevê a compra de aproximadamente 200 mil veículos aéreos não tripulados -- incluindo "drones" costeiros de vigilância e reconhecimento, bem como "drones" de ataque --, mais de mil embarcações não tripuladas, munições "vagueantes" como o modelo Altius-700M e diversos sistemas "antidrones".

A formação de uma vasta frota de "drones" tornou-se uma das prioridades para a defesa de Taiwan, que vê na experiência ucraniana um exemplo de como a tecnologia pode ser utilizada para fazer face a uma eventual agressão de Pequim.

Entre os armamentos que Taiwan pretende adquirir contam-se ainda 82 sistemas lançadores de foguetes múltiplos HIMARS, acompanhados de 1.203 contentores com projéteis de precisão e 420 mísseis táticos, bem como artilharia autopropulsionada -- 60 obuses M109A7 -- e mísseis antitanque, entre os quais 1.050 Javelin e 1.545 TOW-2B.

Estas aquisições seriam financiadas através de um orçamento especial anunciado no ano passado pelo líder de Taiwan, William Lai, para vigorar entre 2026 e 2033, com o objetivo de consolidar umas forças armadas capazes de "defender permanentemente" o "Taiwan democrático" face à "ameaça chinesa".

Os fundos serviriam ainda para apoiar o desenvolvimento do denominado "Escudo de Taiwan" (T-Dome), um sistema de defesa aérea em camadas, anunciado por Lai a 10 de outubro, inspirado na "Cúpula de Ferro" (Iron Dome) de Israel e na "Cúpula Dourada" (Golden Dome) proposta pelos Estados Unidos.

Contudo, os dois principais partidos da oposição -- o Kuomintang (KMT) e o Partido Popular de Taiwan (PPT) --, favoráveis a uma maior aproximação entre Taipé e Pequim, têm bloqueado a tramitação do orçamento graças à maioria legislativa que detêm, acusando ainda o Governo de falta de transparência no plano de despesas.

Pequim considera Taiwan como "parte inalienável" do território chinês e não exclui o uso da força para recuperar o seu controlo, uma posição rejeitada pelo Executivo de Taipé, que defende que apenas os 23 milhões de taiwaneses têm o direito de decidir o seu futuro político.


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Cheias em Moçambique - UCCLA manifesta solidariedade

A UCCLA manifesta a sua solidariedade para com o povo de Moçambique, na sequência das intensas chuvas que têm assolado diversas regiões do país, provocando vítimas mortais, desaparecidos, deslocados e significativos danos materiais, com impactos graves nas comunidades, nas infraestruturas e nas condições de vida das populações afetadas.

Neste momento particularmente difícil, a UCCLA endereça as suas mais sentidas condolências às famílias enlutadas e expressa total solidariedade para com todos os moçambicanos, reafirmando o seu compromisso de cooperação e solidariedade no seio da comunidade lusófona, desejando uma rápida recuperação das zonas afetadas e o restabelecimento das condições de segurança e bem-estar das populações.

Anabela Carvalho

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