quinta-feira, 14 de março de 2019

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA: “EU NUNCA AFIRMEI INDISPONÍVEL PARA TRABALHAR COM JOSÉ MÁRIO VAZ”


O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), mostrou-se esta quarta-feira, 13 de março de 2019, disponível para voltar a trabalhar com o Chefe de Estado da Guiné-Bissau, caso for chamado para dirigir o próximo governo guineense.

Domingos Simões Pereira será o próximo primeiro-ministro guineense de consenso no quadro de um acordo de incidência parlamentar entre o PAIGC, vencedor das eleições de legislativas, com três formações politicas com assento no parlamento (Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APU-PDGB), União para Mudança (UM) e Partido da Nova Democracia (PND).

Na sua primeira declaração após o resultado do escrutínio, Simões Pereira fez lembrar aos guineenses que nunca afirmou ter qualquer dificuldade em trabalhar com qualquer guineense que o povo escolheu para este efeito.

“Esta é uma pergunta que eu penso que tem que fazer ao Presidente da Republica, porque eu nunca afirmei indisponibilidade para trabalhar com o Chefe de Estado, portanto o que eu posso garantir aqui é a minha disponibilidade e em relação ao resto acho que não é minha competência e nem a minha atribuição”, vincou Simões Pereira.

O partido venceu o escrutínio de 10 de março, com 46,1 por cento dos votos, mas só assegura uma maioria absoluta no parlamento da Guiné-Bissau com acordos eleitorais, segundo os resultados provisórios que foram anunciados esta quarta-feira pela Comissao Nacional das Eleições (CNE), num dos hotéis da capital Bissau.

Aos jornalistas, Pereira revela que o PAIGC aceita os resultados divulgados pela CNE, contudo refere que os dados na posse do partido apontam que o PAIGC deveria ter 52 mantados no parlamento.

“Esses dados coincidem com os resultados obtidos por algumas organizações que acompanharam o processo eleitoral. Contudo, a CNE é a única entidade competente para a declaração dos resultados eleitorais, por isso, o PAIGC aceita estes resultados e está preparado para governar nos próximos quadro anos”, assegurou Pereira.

O líder dos libertadores revela que o próximo governo liderado por PAIGC, através do projeto “Terra Ranka”, vai valorizar o desporto, a cultura e lutar contra a corrupção no país.
De acordo com Pereira o novo governo vai também combater o trafico de drogas e outras práticas criminosas que sabotam o Estado e degradam vidas e famílias inteiras.

De salientar que o PAIGC teve 47 dos 102 mandatos do parlamento, um número a que se somam os eleitos dos partidos que celebraram acordos deputados eleitos pela APU-PDGB, o quarto mais votado, 5 deputados), UM, 1 deputado e PND, 1 deputado.

Em segundo e terceiro lugar ficaram, respetivamente o Movimento para a Alternância dos Democrática (Madem-G15, 27 deputados) e o Partido da Renovação Social (PRS, 21 deputados) que também anunciaram na terça-feira um acordo de governo, na expectativa de governarem.

No domingo cerca de 762 mil eleitores foram chamados para a escolha de 102 deputados ao parlamento, tentando pôr fim a uma crise política que dura há quatro anos.

Por: Alison Cabral

radiojovem.info

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