Por sicnoticias.pt
O ano de 2026 promete ser especial para os amantes da astronomia com quatro eclipses previstos, dois do Sol e dois da Lua. Em destaque, o eclipse solar total de 12 de agosto que será visível numa pequena área do nordeste de Portugal, apesar da duração de apenas 10 segundos.
Eclipse total de 12 de agosto de 2026 "vai valer mesmo a pena"
O eclipse total de 12 de agosto de 2026 “vai valer mesmo a pena pois a faixa da totalidade vai passar já aqui ao lado, entre o norte e o este de Espanha, em cidades como Gijón, Valladolid, Bilbau, Saragoça ou Valência”, explica o astrónomo Ricardo Cardoso Reis, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA).
“Em Portugal, só numa pequena parte do nordeste do Parque Natural do Montesinho será possível ver o eclipse como total e a única povoação ainda dentro da faixa da totalidade será a pequena aldeia de Guadramil, onde a totalidade irá durar apenas 10 segundos.
No resto do território nacional, a ocultação varia entre os 72% nos Açores e os 99,9% em Bragança. Este eclipse termina ao pôr-do-sol (em algumas localidades termina mesmo depois do Sol se pôr), mas o máximo será visível em todo o país”.
Em parceria com a Agência Ciência Viva, o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço vai organizar um evento de observação do eclipse do próximo ano, no único local em que este será total em Portugal.
O que é um eclipse do Sol?
Um jogo de sombras com três atores: a Lua, a Terra e o Sol. Um eclipse solar acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, projetando a sua sombra sobre o nosso planeta.
- Eclipse solar total: a Lua cobre completamente a face do Sol em determinadas regiões da Terra, criando um período de escuridão semelhante ao anoitecer. Durante este momento, a coroa solar - a atmosfera exterior do Sol - torna-se visível.
- Eclipse solar parcial - a Lua cobre apenas uma parte do Sol, deixando uma porção da sua superfície ainda visível.
- Eclipse anular - a Lua não consegue tapar a totalidade do disco solar e sobra um anel de Sol visível à sua volta, explica Ricardo Cardoso Reis.
Tipos de eclipses da Lua
Os eclipses lunares ocorrem na fase da Lua cheia. Quando a Terra está posicionada precisamente entre a Lua e o Sol, a sombra da Terra incide sobre a superfície da Lua, diminuindo o seu brilho e, por vezes, tornando a superfície lunar de um vermelho intenso ao longo de algumas horas. Cada eclipse lunar é visível a partir de metade da Terra.
- Eclipse lunar total: a Lua desloca-se para a parte interior da sombra da Terra, ou umbra. Parte da luz solar que atravessa a atmosfera terrestre atinge a superfície da Lua, iluminando-a fracamente. As cores com comprimentos de onda mais curtos - como o azul e o violeta - dispersam-se mais facilmente do que as cores com comprimentos de onda mais longos, como o vermelho e o laranja. Como estes comprimentos de onda mais longos conseguem atravessar a atmosfera terrestre, e os comprimentos de onda mais curtos se dispersam, a Lua adquire uma tonalidade alaranjada ou avermelhada durante um eclipse lunar. Quanto mais poeira ou nuvens existirem na atmosfera terrestre durante o eclipse, mais vermelha parecerá a Lua.
- Eclipse lunar parcial: um alinhamento imperfeito do Sol, da Terra e da Lua resulta na passagem da Lua apenas por parte da umbra da Terra. A sombra cresce e depois recua sem nunca cobrir completamente a Lua.
- Eclipse penumbral: a Lua atravessa a penumbra da Terra, ou a parte exterior e ténue da sua sombra. A Lua escurece tão ligeiramente que pode ser difícil de reparar.
Olhar para o Sol: um perigo real
Observar um eclipse solar sem a proteção adequada pode provocar lesões oculares graves. Para uma observação segura, recomenda-se o uso de filtros solares certificados ou de projetores indiretos, como a projeção por orifício.
Uma mapa interativo, produzido pelo astrónomo francês Xavier M. Jubier, dá pormenores sobre estes e outros eclipses.
.webp)
Sem comentários:
Enviar um comentário