sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

EUA retiram-se da OMS e recusam pagar 221 milhões de euros de contribuições pendentes... A saída norte-americana tem levantado preocupações em matéria de cooperação global na saúde, sobretudo face a futuras pandemias.

Por  SIC Notícias com Lusa

O governo norte-americano anunciou que os Estados Unidos retiraram-se oficialmente da Organização Mundial de Saúde (OMS), recusando pagar contribuições pendentes superiores a 260 milhões de dólares (221 milhões de euros).

Um funcionário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos sublinhou à imprensa que os Estados Unidos pagaram até 25% do orçamento da OMS, sem que a organização tenha tido um diretor-geral norte-americano, e alegou que a própria agência privilegiava outros países que contribuíam menos.

"Há inúmeros exemplos, tanto recentes como históricos, das deficiências da OMS, mas a conclusão é que nós pagámos-lhes, confiámos neles e eles desiludiram-nos, e não assumiram a responsabilidade pela sua falha", acrescentou o responsável.

"Continuaremos a trabalhar com os países e os Ministérios da Saúde, como temos feito há décadas, e continuaremos a desenvolver estas relações e a utilizá-las de forma mutuamente benéfica e que respeite a soberania tanto do nosso país como de outros países", afirmou o responsável citado pela EFE.

A saída norte-americana tem levantado preocupações em matéria de cooperação global na saúde, sobretudo face a futuras pandemias.

Quando a OMS foi fundada em 1948, Washington aderiu através de uma resolução conjunta do Congresso que estipulava que o país, ao contrário de outros membros, manteria o direito de se retirar da agência.

Outro responsável norte-americano afirmou, a propósito das contribuições devidas, que os termos da resolução de 1948 não incluem nada que estipule que, como condição para a saída da OMS, "qualquer pagamento deva ser feito antes de a retirada entrar em vigor".

A administração Trump tem insistido repetidamente que não tem qualquer intenção de pagar as suas dívidas referentes ao período de 2024-2025, que se estimam entre 260 milhões e 280 milhões de dólares.

Criticou ainda o papel da OMS em crises globais de saúde, a sua incapacidade para adotar reformas e falta de independência em relação à influência política indevida de outros Estados-membros, numa referência direta ao poder da China.

O abandono decorre de uma ordem executiva assinada pelo Presidente Donald Trump no dia da sua tomada de posse, 20 de janeiro de 2025.

Trump, que durante o seu primeiro mandato (2017-2021) já tinha iniciado o processo para retirar o país da organização devido ao que considerou ser má gestão da pandemia de covid-19, reiterou este ponto na ordem executiva que assinou.

A administração Trump critica que países com populações superiores à dos Estados Unidos, como a China, paguem menos contribuições.

Costa saúda recuo positivo de Trump e quer estabilizar relações com EUA... O presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou hoje o recuo "positivo" do Presidente norte-americano, Donald Trump, nas ameaças tarifárias a países europeus devido às intenções dos Estados Unidos na Gronelândia, defendendo "a estabilização efetiva" das relações transatlânticas.

Por LUSA 

"O anúncio feito ontem [quarta-feira], de que não haverá novas tarifas dos Estados Unidos sobre a Europa, é positivo [pois] a imposição de tarifas adicionais teria sido incompatível com o acordo comercial entre a UE e os Estados Unidos", declarou António Costa, em conferência de imprensa no final de uma reunião extraordinária do Conselho Europeu, em Bruxelas.

O nosso foco deve agora ser avançar com a implementação desse acordo, [já que] o objetivo continua a ser a estabilização efetiva das relações comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos", acrescentou, nestas conclusões orais em nome dos 27 chefes de Governo e de Estado da União Europeia (UE).


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As conversações no Kremlin decorrem após o encontro entre Trump e Zelensky em Davos, onde foram anunciados encontros trilaterais nos Emirados Árabes Unidos entre delegações da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. Apesar dos progressos nas negociações, persistem divergências sobre os territórios ocupados no leste da Ucrânia.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Representação da Embaixada dos Estados Unidos em Bissau

@Representação da Embaixada dos Estados Unidos em Bissau

Kyiv e Washington chegam a acordo sobre "garantias de segurança"... A Ucrânia e os Estados Unidos chegaram a acordo sobre garantias de segurança às autoridades de Kyiv após uma possível cessação das hostilidades com a Rússia, anunciou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Por LUSA 

"As garantias de segurança estão prontas", disse o líder ucraniano aos jornalistas à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos na Suíça, após um encontro com o homólogo norte-americano Donald Trump, no âmbito das iniciativas de paz promovidas pela Casa Branca para o conflito iniciado por Moscovo em fevereiro de 2022.

Segundo Zelensky, "o documento precisa ser assinado pelas partes, pelos presidentes, e depois será enviado para os parlamentos nacionais".

O Presidente ucraniano referiu, por outro lado, que ainda não há acordo sobre os territórios reivindicados por Moscovo no leste da Ucrânia.

"Tudo gira em torno da parte oriental do nosso país. Tudo gira em torno dos territórios. Esse é o problema que ainda não resolvemos", indicou aos jornalistas.

Ainda em Davos, o Presidente ucraniano revelou a realização de uma reunião trilateral a partir de sexta-feira nos Emirados Árabes Unidos com negociadores de Kyiv, Washington e Moscovo.

Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner estão hoje na Rússia para uma reunião com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Sem "erradicar" o Hamas não poderá haver reconstrução de Gaza... Jared Kushner, genro do Presidente norte-americano, apresentou hoje em Davos a nova fase do plano de paz para Gaza, sublinhando que não poderá haver reconstrução do enclave sem a desmilitarização do movimento islamita palestiniano Hamas.

Por LUSA 

Membro do conselho executivo fundador do Conselho de Paz hoje inaugurado, o genro de Donald Trump sustentou que a paz é possível, após mais de dois anos de guerra de Israel para "erradicar" o Hamas da Faixa de Gaza, e agradeceu ao sogro os seus esforços para alcançá-la.

O evento decorreu no âmbito do Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, onde Kushner afirmou que se está a trabalhar "com o novo Governo" em Gaza na desmilitarização do Hamas e insistiu que, se tal não acontecer, "o Hamas acabará com as aspirações de paz" da população.

O genro e conselheiro de Trump apresentou na cerimónia uma série de diapositivos que mostram o plano que o Governo dos Estados Unidos propõe para a Faixa de Gaza, que começa pela cidade de Rafah, no sul -- fase 1A --, e avança para norte, sem especificar prazos.

A última fase do plano, a quarta, diz respeito à cidade de Gaza.

Como se se tratasse de um projeto de planeamento urbanístico, um dos diapositivos mostra o território de Gaza com cores que representam os locais onde se pretende construir empreendimentos turísticos, complexos industriais (incluindo centros de dados), recintos desportivos, parques e zonas residenciais e delimitar terrenos agrícolas.

Outro diapositivo mostra "a nova Gaza", com arranha-céus junto à costa, uma rede de transportes e infraestruturas industriais tecnológicas e energéticas.

Jared Kushner apresentou também números sobre crescimento económico, aumento do rendimento familiar e criação de emprego ao longo de um período de dez anos, mas sem fornecer qualquer documentação para os fundamentar ou explicação pormenorizada.

Assegurou que a ajuda está a chegar à população de Gaza em quantidades suficientes, embora a ONU tenha indicado, desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em outubro, que a assistência vital continua a ser claramente insuficiente.

Não obstante, Kushner insistiu que está a ser feito no enclave palestiniano "o maior esforço humanitário numa zona de guerra".

Indicou igualmente que o funcionamento diário de Gaza será dirigido por uma comissão sem conotações políticas, composta por tecnocratas.

No mesmo evento, Donald Trump destacou a localização da Faixa de Gaza à beira-mar e o potencial para a sua reconstrução graças a essa situação geográfica, que classificou como única.

"No fundo, sou um agente imobiliário, e o mais importante é a localização - por isso, disse: 'Vejam esta localização à beira-mar. Vejam esta bela propriedade, o que poderá significar para tantas pessoas', afirmou Trump ao encerrar a cerimónia de inauguração do Conselho de Paz que criou, com o apoio de uma vintena de países.

A propósito, o seu genro referiu que, no Médio Oriente, não é invulgar assistir à construção de cidades para dois milhões de pessoas (a população aproximada de Gaza) num período de "dois ou três anos".

Destacou ainda as oportunidades de investimento que haverá para o setor privado durante a fase de reconstrução da Faixa de Gaza.

Depois de mencionar como membros do Conselho de Paz o Egito, a Turquia, a Arábia Saudita e Israel, entre outros, Kushner apelou aos países que participam nesta entidade para que deixem de lado as suas divergências "durante 30 dias", para trabalharem juntos em prol dos povos de Israel e da Palestina.

O acordo de cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza constituiu a primeira fase do plano de paz proposto pelo Presidente norte-americano, após negociações indiretas mediadas pelo Egito, Qatar, Estados Unidos e Turquia.

Esta fase da trégua envolveu a retirada parcial do Exército israelita para a denominada "linha amarela" demarcada pelos Estados Unidos, linha divisória entre Israel e a Faixa de Gaza, a libertação de 20 reféns vivos em posse do Hamas e de 1.968 prisioneiros palestinianos.

O cessar-fogo visa pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro de 2023 do Hamas a Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.

No entanto, desde 10 de outubro de 2025, mais de 466 palestinianos foram mortos por fogo israelita na Faixa de Gaza, segundo as autoridades locais, e a segunda fase do plano, agora em curso, continua a ser marcada por mortes quase diárias de palestinianos em ataques israelitas.

A retaliação de Israel ao ataque de 2023 do Hamas fez, até agora, em Gaza, mais de 71.550 mortos - entre os quais mais de 20.000 crianças - e mais de 172.000 feridos, na maioria civis, segundo números atualizados (com as vítimas das violações do cessar-fogo por Israel) pelas autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.


Leia Também: Hamas critica sanções dos EUA contra associações palestinianas

O movimento islamista radical Hamas classificou hoje como injusta a decisão dos Estados Unidos da América (EUA) de sancionar associações palestinianas, consideradas por Washington próximas do grupo autor do ato terrorista de 07 de outubro de 2023 em Israel.


Criança de 5 anos detida pelo ICE no Minnesota. Está em prisão no Texas... Uma criança de cinco anos foi detida pelo ICE no Minnesota, na terça-feira, e foi, posteriormente, levada para um centro de detenção no Texas. Esta será a quarta criança detida na comunidade escolar de Columbia Heigts sob a administração Trump.

Por Notícias ao Minuto

Liam Ramos, um menino de cinco anos, foi detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), juntamente com o pai, quando regressava da escola, em Columbia Heigts, a norte de Minneapolis, no estado norte-americano do Minnesota. Imagens da criança no momento da detenção mostram mais uma das detenções polémicas que têm acontecido neste estado, onde ainda no início do ano uma mulher morreu após ser baleada pelas autoridades.

Numa conferência de imprensa que decorreu na quarta-feira, Zena Stenvik, a porta-voz do distrito escolar desta cidade explicou que tudo aconteceu quando pai e filho estava a chegar a casa. A responsável explica que quando foi chamada à residência dos detidos, ainda ao carro do pai estava ligado, apesar de os dois terem já sido levados para um centro detenção no Texas.

Stenvik sublinhou que Liam Ramos é um dos quatro menores na área do distrito escolar que já foram detidas pelo ICE durante a administração Trump.

A responsável contou ainda que um outro adulto, que vive com este pai e filho, lhe explicou que tentou impedir que o ICE levasse a criança, "implorando" que deixasse Liam consigo, mas o pedido foi negado pelos agentes. O irmão desta criança, que é aluno do Ensino Básico, chegou a casa cerca de 20 minutos depois da detenção acontecer.

"A família fez tudo o que devia, de acordo com as regras estabelecidas", explicou o advogado que representa a família, Marc Prokosc, acrescentando: "Eles não vieram para cá ilegalmente. Não são criminosos." Ainda segundo advogado, não havia nenhuma ordem de deportação contra eles. A família em causa chegou aos Estados Unidos no âmbito de um caso de asilo e o advogado mostrou documentação que prova a entrada legal desta família no país.

Responsáveis pela comunidade escolar divulgaram duas imagens do momento da detenção. Uma das imagens mostra o momento em que a criança, com um gorro azul do cartoon "Lilo & Stitch" a entrar no carro, com um dos agentes a agarrar-lhe a mochila. A outra mostra o menor à porta de casa.

"Por que razão se vai deter uma criança de cinco anos? Não podem dizer que esta criança vai ser registada como um criminoso violento", apontou Stenvik.

© Cedido por Columbia Heights Public Schools

O que diz a administração Trump?

Já na noite de quarta-feira, a porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, argumentou, em relação a este caso, que o ICE estava a levar a cabo "uma operação planeada" para deter o pai desta criança, que descreveu como um "imigrante ilegal". "O ICE não tem uma criança como alvo", apontou, dizendo depois que, perante a presença dos agentes, o "pai fugiu a pé - e abandonou a criança". "Para o bem desta criança, um dos agentes do ICE ficou ao lado da criança, enquanto os outros faziam a detenção [do pai]."

"Os pais são questionados se desejam ser deportados com os seus filhos, ou o ICE colocará as crianças sob os cuidados de uma pessoa de confiança designada pelos pais", defendeu a porta-voz.

"Liam é um aluno brilhante. Entra na sala e ilumina-a"

A professora desta criança emitiu um comunicado, no qual falou de Liam: "O Liam é um aluno brilhante. Ele é muito amável e gentil e os colegas sentem a falta dele. Ele entra na sala de aula e ilumina-a Tudo o que quero é que ele volte."

Já o advogado da família falou ainda acerca do impacto que esta detenção não terá só na família, como na comunidade escolar, com as outras crianças, que "vão enfrentar um trauma" perante esta situação.

São vários os casos de detenções levadas a cabo pelo ICE que têm vindo a ser noticiadas, nomeadamente, com pessoas que estão no país há décadas e que estão em situação legal. Em centros de detenção já houve mesmo mortes, assim como nas ruas, onde no início do ano morreu Renee Nicole Good. A mulher foi alvejada por um agente do ICE, depois de seguir no seu carro e de 'virar' as costas a esta força de segurança. O caso está a ser investigado e gerou muita polémica logo no início do ano.


O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) não terá detido apenas um menino de cinco anos no Minnesota. Haverá, pelo menos, mais três menores sob controlo destas autoridades. Pelo menos duas destas crianças estarão num centro de detenção no Texas.


PAGAMENTO PRESENCIAL DE PROFESSORES PARALISA AULAS EM BISSAU E BIOMBO

Por RSM 22.01.2026

O pagamento presencial em curso aos professores efetivos está a provocar fortes perturbações no normal funcionamento das aulas nas escolas da região de Biombo e do Setor Autónomo de Bissau.

O procedimento está a ser realizado em diferentes brigadas criadas nas duas regiões indicadas, obrigando milhares de docentes a abandonarem as salas de aula para se deslocarem em busca dos seus vencimentos.

Em declarações à Rádio Sol Mansi, vários professores que aguardavam na fila na Direção Regional da Educação de Bissau, classificaram o processo como complicado e prejudicial, sublinhando que a ausência prolongada dos docentes tem impacto direto no processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

Na passada segunda-feira, o Governo de Transição havia anunciado que os pagamentos seriam efetuados aos fins de semana, medida apresentada como forma de evitar a interrupção das aulas. Segundo a ministra da Função Pública, a decisão visava garantir a continuidade do calendário escolar. No entanto, contrariando esse anúncio, o pagamento está a decorrer em pleno dia útil, esta quinta-feira.

Face à situação, os professores ouvidos pela Rádio Sol Mansi defendem uma alternativa mais prática: que o pagamento seja feito diretamente nas respetivas escolas, permitindo que os docentes continuem a lecionar sem comprometer o funcionamento das aulas.

O processo de pagamento presencial em curso, segundo a ministra da Função Pública, Assucénia Donate de Barros, enquadra-se nas reformas estruturais da administração pública, com foco na boa gestão dos recursos públicos, na valorização do pessoal efetivo e na construção de uma administração credível. 

De acordo com a governante, mais de 50% da massa salarial do Estado é destinada ao setor da Educação, representando cerca de 1,8 mil milhões de francos CFA por mês, o que torna urgente um maior rigor no controlo do pessoal.

O Primeiro-Ministro de Transição, Ilídio Vieira Té, preside neste momento Sessão Extraordinária do Conselho de Ministros de 22.01.2026

Jornalista de carreira e ativista, Arthimiza Mendonça foi chamada para presidir à Comissão Nacional Organizadora do Carnaval 2026.

A jornalista aceitou o desafio e prometeu uma nova abordagem na organização de um dos maiores eventos culturais do país, apostando no trabalho conjunto, no apoio institucional e na colaboração de todos os intervenientes.

Com um percurso académico e profissional de relevo, Arthimiza Mendonça é licenciada  em Minas Gerais, Brasil, e pós-graduada em Televisão, Cinema e Mídias Digitais pela mesma instituição.

Comissão de carnaval 2026

EUA diz só faltar resolver um ponto para Paz na Ucrânia... O enviado especial dos Estados Unidos da América (EUA) para a resolução da guerra entre Rússia e Ucrânia, Steve Witkoff, afirmou hoje que apenas resta uma questão por resolver entre as partes, registando-se "progressos significativos".

Por LUSA 

"Acredito que só resta uma questão para ser resolvida. Discutimos diversas versões dessa questão, o que significa que ela pode ser resolvida. Portanto, se ambos os lados desejarem resolvê-la, nós vamos resolvê-la", disse, sem pormenorizar, num evento à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos, Suíça.

Witkoff viaja ainda hoje para Moscovo, prevendo-se um encontro com a cúpula do Kremlin para transmitir o ponto da situação negocial com Kiev.

A Rússia invadiu território ucraniano em 24 de fevereiro de 2022, na altura classificando as suas ações como uma "operação militar especial", supostamente para "desmilitarizar" e "desnazificar" o regime liderado por Volodymyr Zelenski, já depois de ter anexado a península Crimeia, em 2014.

O conflito estendeu-se e já fez milhões de mortos e estragos materiais de ambos os lados e, ainda hoje, sistemas de defesa aérea russos abateram, nas últimas horas, um total de 31 drones ucranianos sobre diversas regiões da Federação Russa.

A Ucrânia tem concentrado os ataques na infraestrutura energética russa, especialmente em refinarias nas regiões sul do país, numa tentativa de comprometer a capacidade de produção e abastecimento das forças armadas inimigas.

Moscovo lançou uma série de ataques nas últimas semanas, bombardeando a infraestrutura civil do país vizinho e deixando milhões de ucranianos sem eletricidade e aquecimento, enquanto as temperaturas caem para entre 10 e 20 graus negativos.


Leia Também: Finlândia receia ser atingida por drones ucranianos desviados pela Rússia

As autoridades finlandesas alertaram hoje sobre a possibilidade de o território da Finlândia ser sobrevoado e atingido por drones ucranianos desviados pelas forças russas.

Da indemnização à bagagem de mão grátis, o que pode mudar na aviação?... Eurodeputados contestam a tentativa dos governos da União Europeia de enfraquecer direitos dos passageiros aéreos, nomeadamente em caso de atrasos ou cancelamento de voos. Além disso, há outras novidades.

Por Noticiasaominuto.com

A revisão das regras dos direitos dos passageiros aéreos foi aprovada, na quarta-feira, pelo Parlamento Europeu, por uma esmagadora maioria de 632 votos a favor, contra 15 e nove abstenções. Da indemnização à bagagem de mão grátis, há várias mudanças a caminho. 

Afinal, o que pode mudar? 

Com esta votação, os eurodeputados contestam a tentativa dos governos da União Europeia de enfraquecer estes direitos, nomeadamente em caso de atrasos ou cancelamento de voos, bem como recusa de embarque.

No que respeita à garantia dos direitos existentes, os eurodeputados pretendem manter o direito dos passageiros aéreos ao reembolso ou ao reencaminhamento, bem como o direito a pedir uma indemnização caso um voo sofra um atraso superior a três horas, seja cancelado ou em situações de recusa de embarque.

O Conselho da UE, colegislador com o PE, defende que a indemnização apenas deve ser aplicada após um atraso de quatro a seis horas, dependendo da distância do voo.

Os eurodeputados opõem-se à redução dos atuais montantes de compensação por perturbações dos voos e propõem que sejam fixados entre 300 e 600 euros, consoante a distância do voo.

Os governos dos Estados-membros, por outro lado, querem fixar uma compensação entre 300 e 500 euros.

Os eurodeputados sustentam ainda que os passageiros das companhias aéreas devem poder levar gratuitamente uma peça de bagagem de mão para além de um item pessoal e que adultos acompanhando menores de 14 anos ou pessoas com mobilidade reduzida possam sentar-se com eles gratuitamente.

O PE quer também renovar a lista das circunstâncias extraordinárias que permite às transportadoras limitarem as suas responsabilidades de indemnizar e que incluem atualmente catástrofes naturais, guerras, condições meteorológicas ou conflitos laborais imprevistos que afetam o operador aéreo, o aeroporto ou o prestador de serviços de navegação aérea.

Os eurodeputados querem que esta lista seja exaustiva e que a Comissão Europeia a atualize regularmente.

No âmbito do processo legislativo, a posição do Parlamento será enviada ao Conselho e se os Estados-membros não aceitarem as alterações propostas, será convocado um "Comité de Conciliação" para chegar a acordo sobre a forma final do projeto de lei.

Número de passageiros por via aérea sobe 8% na UE 

O número total de passageiros a viajar por via aérea na União Europeia (UE) subiu, em 2024, 8% para os 1,1 mil milhões, face ao ano anterior (973 milhões), divulgou o Eurostat.

De acordo com os dados do serviço de estatística da UE, todos os Estados-membros registaram, no ano passado, uma subida homóloga no número de passageiros aéreos, coma Hungria (19,2%), a República Checa (18,9%) e a Estónia (17,8%) a reportar os maiores aumentos, enquanto os mais baixos se verificaram na Suécia (1,3%), na Bulgária (3,8%) na França e Irlanda (ambos 4,6%). 


O Parlamento Europeu (PE) adotou hoje a sua posição face à revisão das regras dos direitos dos passageiros aéreos por uma esmagadora maioria de 632 votos a favor, contra 15 e nove abstenções.

"Declarações que Trump tem feito nos últimos dias são completa loucura"... A primeira-ministra da Dinamarca reiterou hoje que o país não pode negociar questões de soberania, depois de o presidente norte-americano ter anunciado o "quadro de um futuro acordo" sobre a segurança no Ártico com a NATO.

Por LUSA 

Donald Trump referiu-se na quarta-feira a um acordo com a Aliança Atlântica sobre a Gronelândia, mas a primeira-ministra disse hoje que não existe qualquer pacto com a organização.

Na quarta-feira, Trump cancelou as tarifas que tinha ameaçado impor a oito países europeus com o objetivo de forçar a tentativa de controlo dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, um território semi-autónomo da Dinamarca, país membro da NATO.

Tratou-se de uma mudança de posição súbita depois Trump ter afirmado que os Estados Unidos iriam controlar a Gronelândia, "incluindo o direito, o título e a propriedade" do território.

Donald Trump afirmou, em Davos, na Suíça, que estavam a ser realizadas "discussões adicionais" sobre a Gronelândia referindo-se ao programa anti-míssil Golden Dome, um sistema de defesa de 175 mil milhões de dólares que, pela primeira vez, afirmou, vai colocar armas norte-americanas no espaço.

Trump não forneceu detalhes sobre as armas limitando-se a dizer que os pormenores ainda estavam a ser definidos.

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou hoje que a segurança no Ártico é uma questão que diz respeito a toda a Aliança Atlântica considerando "bom e natural" que seja discutida entre o presidente dos Estados Unidos e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

Em comunicado, Frederiksen disse hoje que tem conversado com Rutte "de forma contínua", antes e depois do encontro com Donald Trump em Davos.

No mesmo documento, a primeira-ministra dinamarquesa acrescentou que a NATO está plenamente consciente da posição da Dinamarca de que qualquer assunto político pode ser discutido, incluindo questões de segurança, investimento e economia, mas frisou que a soberania não pode ser negociada.

"Só a Dinamarca e a Gronelândia podem tomar decisões sobre questões que dizem respeito à Dinamarca e à Gronelândia", disse Frederiksen.

Paralelamente, Aaja Chemnitz, uma das duas deputadas da Gronelândia no Parlamento dinamarquês, disse hoje que a NATO não pode negociar acordos sobre a Gronelândia com o presidente norte-americano, Donald Trump, sem a participação do território autónomo.

"As declarações que Trump tem feito nos últimos dias são uma completa loucura. A NATO não tem absolutamente nenhum mandato para negociar nada sobre a Gronelândia", escreveu Chemnitz numa mensagem difundida nas redes sociais.  

Chemnitz salientou que seria "completamente errado" pensar que a Aliança Atlântica tem qualquer influência sobre o território da Gronelândia.


Leia Também: "Só a Dinamarca e a Gronelândia podem tomar decisões sobre a Gronelândia"

A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou hoje que o acordo sobre a Gronelândia, que os Estados Unidos estão a negociar com a NATO, não põe em questão a soberania da Dinamarca sobre o território autónomo.

Presidente interina da Venezuela vai visitar Trump em Washington... O convite surge no contexto de uma estratégia pragmática de Trump para com a Venezuela, após acordos petrolíferos e promessas de libertação de prisioneiros políticos, embora mais de 900 detidos ainda aguardem a liberdade.

Por SIC Notícias Com Lusa  22/01/2026

A Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, antiga 'número 2' de Nicolás Maduro, capturado pelos Estados Unidos no início do ano, vai visitar Donald Trump em Washington, adiantou quarta-feira fonte da Casa Branca.

Delcy Rodríguez, que continua sob sanções norte-americanas, seria a primeira líder venezuelana a visitar os Estados Unidos em mais de um quarto de século, excluindo os presidentes que participam nas reuniões das Nações Unidas em Nova Iorque.

Este convite, sem data definida, e divulgado por fonte da Casa Branca, demonstra mais uma vez que o Presidente norte-americano, que afirmou estar a "trabalhar bem" com Rodríguez, pretende adotar uma estratégia pragmática com a Venezuela, noticiou a agência France-Presse (AFP).

Caracas e Washington já garantiram acordos petrolíferos e a promessa de libertação de prisioneiros.

No entanto, Trump parece estar a manter as suas opções em aberto, depois de na terça-feira ter manifestado o seu desejo de envolver a líder da oposição venezuelana e vencedora do Prémio Nobel da Paz, María Corina Machado, na governação do país.

Carlos Andrés Pérez foi o último líder da Venezuela a visitar os EUA

A visita de Rodríguez, que não foi confirmada por Caracas, seria um acontecimento significativo, pois a última vez que um chefe de Estado venezuelano se deslocou aos Estados Unidos para um encontro oficial com um Presidente americano foi na década de 1990, quando Carlos Andrés Pérez se reuniu com George H.W. Bush (pai).

A viragem socialista sob Hugo Chávez (1999-2013) aumentou a tensão nas relações, que rapidamente se tornaram conflituosas.

Empossada em 5 de Janeiro, dois dias após a captura de Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, Delcy Rodríguez parece estar a fazer várias concessões sob pressão de Washington.

Trump não hesitou em ameaçá-la com outro ataque, caso não respondesse positivamente às suas exigências.

Além dos acordos petrolíferos e a libertação de presos políticos, a líder interina afastou Alex Saab, considerado um aliado de Maduro, dos corredores do poder e prometeu reformas legislativas para facilitar o investimento.

Mais de 900 presos políticos aguardam liberdade

Os voos de deportação de migrantes dos Estados Unidos para a Venezuela também foram retomados.

A Plataforma Unitária Democrática (PUD), que representa a maioria da oposição venezuelana, denunciou, na quarta-feira, que mais de 946 presos políticos "continuam a aguardar a sua liberdade", em pleno processo de libertação anunciado em 08 de janeiro.

"É urgente que as libertações em massa sejam realizadas imediatamente, constituindo um sinal inequívoco de gestos reais a favor da reconciliação e de uma transição genuína", declarou a plataforma num comunicado divulgado na rede social X.

A PUD indicou que nos últimos dois dias recebeu informações sobre três novas libertações, elevando o número total de libertados para 166 desde 08 de Janeiro.

Para a oposição, as libertações "a conta gotas" são "um sinal contraditório" às recentes declarações das autoridades, sublinhando que "mais de 80%" dos presos políticos "ainda aguardam" a liberdade plena.

A ONG Provea solicitou, na quarta-feira, a publicação da lista dos presos políticos libertados no país, após o presidente da Assembleia Nacional (Parlamento), o chavista Jorge Rodríguez, ter manifestado disponibilidade para divulgar os nomes dos que foram libertados.

A ONG Foro Penal, que lidera a defesa jurídica dos detidos por motivos políticos, adiantou na segunda-feira que registou um total de 777 casos na Venezuela e contabilizou também 143 libertações entre 08 de janeiro e segunda-feira.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

UCCLA marca presença nas comemorações dos 450 anos da cidade de Luanda

UCCLA marca presença nas comemorações dos 450 anos da cidade de Luanda

A União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA) estará presente nas comemorações dos 450 anos da cidade de Luanda, na sequência do convite endereçado ao Secretário-Geral da UCCLA, Luís Álvaro Campos Ferreira, pelo Governador Provincial de Luanda, Luís Manuel Nunes.

As celebrações, que decorrem sob o lema “Luanda - 450, um lugar de História e Cultura”, serão assinaladas com um conjunto de atividades comemorativas, tendo como local principal a Baía de Luanda, valorizando o património histórico e cultural da cidade e a sua relevância no espaço lusófono.

A coordenação das festividades dos 450 anos de Luanda é da responsabilidade da Administradora Municipal da Ingombota, Milca Cuesse Caquesse.

De referir que as comemorações dos 450 anos da cidade de Luanda decorrem até ao dia 31 de janeiro.

Anabela Carvalho

Assessora de Comunicação | anabela.carvalho@uccla.pt 

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@Faladepapagaio


Guiné-Bissau rejeita interferência portuguesa: “Não somos quintal de Portugal”

Por expresso.pt 

Durante a inauguração das obras de dragagem do porto de Bissau, o primeiro-ministro de transição guineense reafirmou a independência do país desde 1973 e garantiu que não aceitará ordens de ninguém

O primeiro-ministro de transição guineense, Ilídio Vieira Té, afirmou hoje que a Guiné-Bissau "não é quintal de Portugal" e avisou que haverá "resposta adequada" no dia em que o assunto do país africano for debatido no parlamento português.

As declarações de Ilídio Vieira Té foram feitas no discurso de inauguração das obras de dragagem do porto de Bissau e transmitidas pela comunicação social local.

O primeiro-ministro de transição guineense afirmou que o país é governado desde a sua independência, em 1973, pelos seus filhos e que não aceitará ordens de ninguém.

"Desde 1973 que ninguém manda aqui, e a Guiné-Bissau não é anexo de Portugal, nem quintal, nem da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa], razão pela qual autossuspendemos o nosso país dessa organização", afirmou Vieira Té.

O Governo de transição anunciou a suspensão de "todas as suas atividades" na CPLP, "com efeito imediato", a 15 de dezembro, dez dias depois do Conselho de Ministro da organização lusófona ter recomendado aos chefes de Estado a suspensão do país neste organismo.

O dirigente guineense avisou hoje que haverá "resposta adequada" no dia em que o assunto do país for debatido no parlamento português.

"Dizer-vos que na Guiné-Bissau quem manda são os guineenses (...) nem o ministro dos Negócios Estrangeiros português, nem é Marta Temido [eurodeputada socialista], e nem ninguém. Andamos com os nossos pés e pensamos com as nossas cabeças", declarou.

O primeiro-ministro de transição guineense disse ainda ter escutado o chefe da diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, afirmar que o país não terá as sanções levantadas no âmbito da CPLP enquanto os "presos políticos não forem libertados".

O presidente do último parlamento eleito, Domingos Simões Pereira, que é também líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), encontra-se detido, sem culpa formada, desde o dia 26 de novembro na sequência do golpe de Estado militar, e várias figuras políticas da oposição estão com a liberdade condicionada, encontrando-se escondido em local incerto.

Ilídio Vieira Té afirmou que as atuais autoridades da Guiné-Bissau "não pediram o levantamento de sanções" da CPLP e insistiu que foi o país que se afastou da organização lusófona.

O responsável abordou também as ameaças da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) de aplicar sanções ao país caso o período de transição, proposto pelos militares para 12 meses, não seja encurtado e não seja formado um Governo civil inclusivo.

Segundo Ilídio Vieira Té, a Guiné-Bissau "é membro de pleno direito com quotas em dia" na CEDEAO, "mais do que muitos países".

"Portanto, quem manda aqui é o Presidente de transição, Horta Inta-a, o primeiro-ministro, sou eu, Ilídio Vieira Té, e temos um Governo que governa com as suas ideias", declarou.

Os militares tomaram o poder há cerca de dois meses na véspera da divulgação dos resultados das eleições gerais, presidenciais e legislativas, e o processo eleitoral foi interrompido.

O Presidente cessante e recandidato a um segundo mandato, Umaro Sissoco Embaló, foi deposto e saiu do país, enquanto o candidato da oposição, Fernando Dias, que reclamou vitória, terá procurado refúgio na Embaixada da Nigéria em Bissau.

No golpe de Estado, que várias vozes nacionais e internacionais consideraram ter sido uma encenação do Presidente cessante, foram detidos vários políticos, entre eles Domingos Simões Pereira.

O líder e o partido foram excluídos das eleições pelo Supremo Tribunal de Justiça e decidiram apoiar a candidatura de Fernando Dias, presidente de uma das alas do Partido de Renovação Social (PRS) que se dividiu, com uma fação fiel a Dias e outra apoiante de Sissoco Embaló.

Os militares anunciaram que o período de transição seria por um ano e uma das primeiras iniciativas legislativas foi a revisão da Constituição, conferindo mais poderes ao Presidente da República.

Hoje, o Presidente de transição anunciou a realização de eleições gerais a 6 de dezembro deste ano.

A Guiné-Bissau foi suspensa de várias organizações internacionais que pedem a retoma da ordem constitucional e a libertação dos presos políticos, nomeadamente, a União Africana, a CEDEAO e a CPLP, que substituiu a Guiné-Bissau na presidência da organização, que ocupava até 2027, por Timor-Leste.

Educação: SINAPROF CRITICA PAGAMENTO PRESENCIAL DE SALÁRIOS E TEME IMPACTO NO ANO LETIVO

Por RSM 21 01 2026

O Presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF) manifestou indignação face à decisão do Governo de Transição de efetuar o pagamento presencial dos salários aos professores afetos ao Setor Autónomo de Bissau e ao setor de Biombo.

A posição foi tornada pública esta quarta-feira pelo presidente do SINAPROF numa entrevista telefónica à Rádio Sol Mansi, em reação à medida adotada pelo Governo de Transição, que considera o pagamento à mão como um mecanismo adequado para o controlo dos professores.

Segundo Domingos de Carvalho, o SINAPROF não se opõe ao controlo no aparelho do Estado, mas defende que essa medida deveria abranger todos os funcionários públicos e não apenas os professores.

“Concordamos com o controlo porque a administração pública exige organização, controlo e gestão dos recursos humanos, mas estamos indignados com a medida do governo que será aplicada apenas ao Ministério da Educação, sobretudo aos professores”, afirmou o presidente do SINAPROF.

Confrontado sobre os critérios que serão utilizados no processo de pagamento e sobre o número de meses em que a medida será aplicada, o líder sindical afirmou desconhecer esses detalhes, manifestando, no entanto, preocupação quanto à transparência do processo de pagamento à mão aos professores.

“Desconhecemos os critérios e muito menos como será aplicado o pagamento, assim como o dia previsto. Para garantir transparência, deveriam integrar a equipa de pagamento os centrais sindicais, a sociedade civil e os líderes religiosos”, defendeu Domingos de Carvalho.

O presidente do SINAPROF, Domingos de Carvalho, alertou ainda para o risco de perda de um número elevado de dias letivos, caso a medida avance, situação que poderá comprometer a realização dos exames nacionais no país.

“Podemos perder ainda mais dias letivos com este pagamento à mão. Já perdemos aulas devido ao golpe de Estado de 26 de novembro e ao boicote de vários professores contratados desde janeiro. Somando tudo isso, os exames nacionais podem ficar comprometidos”, sublinhou este sindicalista.

O SINAPROF advertiu igualmente o Governo de Transição que qualquer bloqueio de salários a professores em exercício das suas funções poderá ter consequências, tendo em conta experiências anteriores, e apelou à criação de condições adequadas que permitam resolver o problema do controlo sem prejudicar o funcionamento do sistema educativo.

As eleições gerais na Guiné-Bissau vão realizar-se no dia 6 de dezembro. O decreto presidencial que oficializa a data foi tornado público nesta quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, após as auscultações do Presidente de Transição ao Alto Comando Militar, ao Governo, ao Conselho Nacional de Transição (CNT) e à Comissão Nacional de Eleições (CNE).

Governo dá início às obras de dragagem do Porto de Bissau

Bissau, 21 de janeiro de 2026 – O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital presidiu, esta quarta-feira, à cerimónia oficial de início dos trabalhos de dragagem de manutenção e aprofundamento do Porto de Bissau, uma intervenção estratégica para o desenvolvimento económico e logístico do país.

Na ocasião, o Ministro destacou que a obra representa um passo decisivo para a modernização das infraestruturas portuárias nacionais, permitindo o aumento da profundidade dos postos de acostagem, da bacia de manobra e do canal de acesso ao porto. Esta melhoria possibilitará a receção de navios de maior porte, com impacto direto na redução do custo do frete, no aumento da eficiência logística e no reforço da competitividade do Porto de Bissau a nível regional.

Segundo o governante, a dragagem contribuirá igualmente para o aumento das receitas portuárias, a criação de empregos diretos e indiretos e o fortalecimento da economia nacional, ligando de forma mais eficaz o país às principais rotas marítimas internacionais.

O Ministro sublinhou ainda o compromisso do Governo com a sustentabilidade ambiental, assegurando que todo o processo de dragagem será realizado em conformidade com rigorosos protocolos ambientais, conforme estabelecido no Plano Diretor do Porto de Bissau.

Para a execução dos trabalhos, o Governo da Guiné-Bissau mobilizou um parceiro privado, a empresa La Panafricaine de la Logistique de Bissau, com reconhecida experiência e capacidade técnica, prevendo-se a conclusão das obras num prazo máximo de seis meses.

A cerimónia contou com a presença de Suas Excelências Representantes dos Órgãos de Soberania, do Primeiro-Ministro, Dr. Ilídio Vieira Té, de Membros do Governo, Representantes de Missões Diplomáticas, Parceiros Bilaterais e Multilaterais, bem como de operadores económicos do setor marítimo-portuário.

O Governo reafirma, assim, que investir na dragagem do Porto de Bissau é uma prioridade contínua para garantir a modernização das infraestruturas, promover o crescimento económico e consolidar o papel estratégico do país no comércio marítimo regional e internacional.

Discurso do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, na cerimónia que marca o início dos trabalhos de dragagem nos canais de acesso ao porto de Bissau☝

O Conselho Nacional de Transição (CNT) reagiu ao que considera uma tentativa de ingerência nos assuntos internos da Guiné-Bissau por parte de algumas figuras políticas estrangeiras.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do CNT, Fernando Vaz, “Nando Vaz”, fez referência ao Governo português, a deputadas e ao Presidente de Cabo Verde, no âmbito das críticas já manifestadas.

Reequipamento da Comissão Nacional de Eleições, CNE, vandalizada na sequência do golpe militar, assim como a realização de um novo recenseamento eleitoral, estão entre as principais preocupações da instituição para a realização das próximas eleições na Guiné-Bissau.

As preocupações foram apresentadas ao Presidente da República de Transição durante uma audiência realizada esta quarta-feira, 21 de janeiro. À saída do encontro, o Presidente Interino da CNE, N’pabi Cabi, destacou a situação em que se encontra a Comissão.


Venezuela recebe 300 milhões de dólares com venda de petróleo após acordo com EUA... A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou um acordo de 500 milhões de dólares para venda de crude venezuelano.

Por sicnoticias.pt 

A presidente interina da Venezuela anunciou terça-feira um acordo de 500 milhões de dólares para a venda de crude da nação sul-americana.

"Dos 500 milhões de dólares iniciais, 300 milhões de dólares já foram recebidos", frisou Delcy Rodríguez durante uma visita a um centro comunitário em Caracas, num evento transmitido pela emissora estatal Venezolana de Televisión (VTV).

Segundo a governante, estes recursos serão utilizados para "cobrir e financiar" o salário dos trabalhadores, bem como para "protegê-lo da inflação" e do "impacto negativo das flutuações do mercado cambial".

A moeda oficial da Venezuela é o bolívar, mas o dólar norte-americano, e ocasionalmente o euro, são utilizados como referência para a fixação de preços de bens e serviços.

A taxa de câmbio oficial é definida pelo Banco Central da Venezuela (BCV). No entanto, existe um mercado paralelo com uma taxa de câmbio mais elevada, o que criou uma diferença entre as taxas de câmbio, o que significa que os produtos podem ter preços diferentes consoante a moeda utilizada para a compra.

Como explicou na semana passada, a presidente interina reiterou que estas receitas provenientes da venda de crude serão "utilizadas e empregues" através do mercado cambial, no sistema bancário nacional e através do BCV, "para consolidar e estabilizar o mercado", acrescentou.

Na quinta-feira, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, destacou um acordo de 500 milhões de dólares assinado entre Washington e Caracas, segundo o qual os EUA vão comercializar até 50 milhões de barris de crude venezuelano e gerir as receitas antes de as transferirem para o país sul-americano.

Leavitt referiu na altura que a administração liderada por Delcy Rodríguez cumpriu "todos os requisitos e solicitações" da administração Donald Trump.

Rodríguez assumiu a presidência após os ataques norte-americanos em Caracas e em outros três estados, que resultaram na captura do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua mulher, a congressista Cilia Flores, que continuam detidos em Nova Iorque.

Desde então, Trump afirmou ter solicitado "acesso irrestrito" aos recursos petrolíferos venezuelanos, enquanto o seu secretário de Energia, Chris Wright, assegurou que os EUA controlarão a venda de crude venezuelano por um período indefinido.


É a sétima operação deste tipo desde que o Presidente Donald Trump impôs em dezembro um bloqueio aos navios sob sanções ligadas à Venezuela.