quarta-feira, 25 de março de 2026

Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau: ABERTURA DE VAGAS PARA ATOS CONSULARES

Por   Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau

Informamos os nossos utentes que as vagas para os agendamentos de atos consulares (autenticações, cartão de cidadão, passaporte) para as próximas semanas serão abertas na quinta-feira, 26 de março, às 11h, hora de Bissau.

➡ Deverá recorrer à plataforma https://agendamentos.mne.gov.pt/pt/login , utilizada em toda a rede consular portuguesa e que constitui a ÚNICA forma de agendamento.

⚠ Reiteramos que o agendamento é gratuito e que não é permitido efetuar mais do que um agendamento para cada ato durante o mesmo período. Pode consultar a tabela dos emolumentos consulares em https://bissau.embaixadaportugal.mne.gov.pt/.../tabela-de... .

ℹ Lembramos que os cidadãos portugueses deverão agendar com recurso exclusivo à chave móvel digital para autenticações e renovações de cartão de cidadão ou de passaporte, para o que poderão encontrar instruções no site da Embaixada (em https://bissau.embaixadaportugal.mne.gov.pt/.../agendamen... ).

🚫 Mais informamos que os agendamentos irregulares serão cancelados, sendo as suas vagas disponibilizadas para novos utentes.

EUA nunca deixaram de partilhar "informações secretas" com a Ucrânia... Moscovo afirmou hoje que Washington nunca atendeu ao seu pedido para cessar de partilhar informações secretas com a Ucrânia para ataques a território russo, entre denúncias de que Moscovo estará a fornecer dados semelhantes ao Irão.

© Sefa Karacan/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  25/03/2026 

"No âmbito dos contactos disponíveis, transmitimos regularmente aos representantes norte-americanos a inadmissibilidade de fornecer ao regime de Kyiv informações secretas", declarou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, numa conferência de imprensa transmitida pela televisão estatal russa.

Zakharova indicou que o Exército ucraniano utiliza essa informação "para realizar ataques de longo alcance, com armas fornecidas pelos países do Ocidente, contra território russo e, claro está, alvos civis".

"Vemo-nos obrigados a reconhecer que, em resposta aos nossos protestos, a parte norte-americana, por norma, dá respostas vagas ou simplesmente permanece em silêncio. Por isso, abordamos a questão periodicamente", concluiu, sobre a guerra russa em curso na Ucrânia desde fevereiro de 2022, data em que a Rússia iniciou a invasão do país vizinho.

No início de março, circularam rumores de que a Rússia estaria a fornecer ao Irão informações dos serviços secretos sobre a localização de forças norte-americanas, o que permitiu à República Islâmica lançar ataques precisos contra os seus agressores.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, inicialmente desvalorizou os rumores, mas depois admitiu que Moscovo está a ajudar "um bocadinho" Teerão.

Pouco depois, o enviado de Trump para negociações com a Rússia, Steve Witkoff, declarou à imprensa que a parte russa lhe tinha comunicado que não era verdade que partilhasse tais informações com o Irão.

Por seu lado, o Kremlin negou alegadas negociações com Washington para cessar simultaneamente a partilha de informações secretas com a Ucrânia e o Irão.

Na passada segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que os seus serviços secretos militares (GUR) têm "provas irrefutáveis de que os russos continuam a fornecer informações secretas ao regime iraniano".

Zelensky assegurou ainda ter informação de que a Rússia está a ajudar os iranianos a produzir drones que têm sido utilizados contra países terceiros no âmbito das suas campanhas de bombardeamentos.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos - entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.

A organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou a 23 de março o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.268, entre as quais 1.443 civis - incluindo 217 crianças -, 1.167 militares e 658 pessoas cujo estatuto não foi precisado.


Leia Também: EUA aumentam produção de mísseis previsto na iniciativa "Arsenal da Liberdade"

O Departamento de Defesa norte-americano anunciou hoje um acordo com fabricantes da indústria de defesa para acelerar a produção de mísseis, inserido no programa "Arsenal da Liberdade", que prevê aumentar a capacidade militar do país.


Teerão diz ter visado com mísseis porta-aviões dos EUA... O Irão disse hoje ter visado com mísseis um porta-aviões norte-americano, obrigando-o a "mudar de posição", quando Washington diz ter um plano de paz e países terceiros promovem esforços diplomáticos para sair da escalada militar.

© JACK GUEZ / AFP via Getty Images    Por LUSA   25/03/2026 

Em comunicado, a Marinha iraniana afirmou que os disparos de mísseis obrigaram o porta-aviões "Abraham Lincoln", destacado no Golfo, "a mudar de posição". 

"Assim que esta frota hostil entrar no alcance dos nossos sistemas de mísseis, será alvo de ataques poderosos", alertou o comandante da Marinha, almirante Shahram Irani, em comunicado.

As forças armadas dos Estados Unidos (EUA) ainda não confirmaram o ataque iraniano.

O anúncio, que acompanha uma forte troca de ataques entre Israel e Irão na região, ocorre numa altura em que surgem iniciativas para pôr fim a uma guerra que se prolonga há quase um mês.

O embaixador do Irão no Paquistão negou qualquer conversação com Washington.

"Ao contrário do que [o Presidente dos EUA, Donald] Trump afirma -- até agora, não houve negociações, diretas ou indiretas, entre os dois países", disse Reza Amiri Moghadam, que considerou "natural que os países amigos estejam sempre envolvidos em consultas com ambas as partes".

A imprensa iraniana ridicularizou hoje o que classificou de "mentiras" do Presidente dos EUA, com o diário conservador Javan a exibi-lo na primeira página com o nariz de Pinóquio.

Na terça-feira, Donald Trump assegurou que estavam em curso discussões para pôr fim ao conflito, com o seu enviado Steve Witkoff, o seu genro Jared Kushner, o vice-presidente, JD Vance, e o chefe da diplomacia, Marco Rubio.

Do lado iraniano, a República Islâmica tem negado quaisquer discussões.

Segundo a imprensa dos EUA e Israel, Washington propôs ao Irão um plano de paz em 15 pontos através do Paquistão, com boas relações com ambos os lados.

Segundo três fontes não identificadas citadas pela televisão israelita Channel 12, os Estados Unidos defendem um cessar-fogo de um mês para Teerão considerar as suas exigências.

Cinco dos 15 pontos dizem respeito ao programa nuclear iraniano, outros ao abandono do apoio aos aliados regionais do Irão, como o Hezbollah do Líbano ou o Hamas palestiniano. O plano também insiste na reabertura do Estreito de Ormuz à navegação.

Em troca, o Irão obteria o levantamento das sanções internacionais e apoio ao seu programa nuclear civil. Isto representa uma inversão em relação às declarações de Donald Trump no início de março, que exigiam uma "capitulação incondicional" por parte do Irão.

O Irão afirmou entretanto que "navios não hostis" podem agora "beneficiar de uma passagem segura pelo Estreito de Ormuz", segundo a Organização Marítima Internacional (OMI).

Quase 20% da produção mundial de hidrocarbonetos passa por este estreito estratégico, cujo quase total bloqueio de Teerão nas últimas semanas fez disparar os preços do petróleo e abrandou a atividade em todo o mundo.

Apesar da troca de mensagens, os confrontos prosseguem e a imprensa norte-americana dá conta do envio de uma unidade de elite de paraquedistas como reforço para o Médio Oriente.

A Guarda Revolucionária do Irão anunciou hoje ter atacado o norte e centro de Israel, incluindo a área de Telavive.

Imagens da agência francesa AFP captaram rastos de foguetes a atravessar a cidade costeira de Netanya, enquanto sirenes de alerta soavam em grande parte do centro do país.

Bases militares dos EUA no Kuwait, Jordânia e Bahrein foram alvos de ataques iranianos. No Kuwait, um ataque com drone incendiou um depósito de combustível no aeroporto internacional do emirado, segundo a Autoridade de Aviação Civil.

Os países do Golfo Pérsico apelaram ao Irão para que cessasse imediatamente os seus ataques aos seus territórios e pagasse reparações, durante um debate em Genebra perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Por sua vez, o exército israelita voltou a anunciar ataques em Teerão.

Israel continua também a sua ofensiva no Líbano, onde pelo menos nove pessoas foram mortas durante a noite em três ataques ao sul, considerado por Israel como um reduto do movimento pró-iraniano Hezbollah, segundo a agência oficial de notícias libanesa Ani.

O exército israelita ordenou que os residentes de sete bairros nos subúrbios do sul de Beirute, outro reduto do Hezbollah já quase deserto, se retirassem em antecipação a novas operações.

Desde que o Líbano foi sujeito a uma nova guerra no seu território, após ataques do grupo xiita Hezbollah a Israel a 02 de março, os ataques israelitas mataram mais de 1.000 pessoas e deslocaram mais de um milhão, segundo as autoridades libanesas.


Leia Também: Jordânia denuncia ataque iraniano com cinco mísseis nas últimas 24 horas

As Forças Armadas da Jordânia denunciaram hoje que o Irão atacou o país com cinco mísseis e um drone nas últimas 24 horas, tendo neutralizado quatro desses mísseis.


O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, recebeu esta quarta-feira (25.03) no seu Gabinete de Trabalho na Primatura, o Ministro da Administração Territorial e poder Local, Ministro do Interior, Ministro da Energia, Presidente da Câmara Municipal de Bissau e governadores regionais.

Durante o encontro foram abordadas questões remoções de postos de venda de combustíveis sem autorização, a campanha de comercialização de castanha de caju, abastecimento e os preços do pescado e da carne.

𝗚𝗨𝗜𝗡𝗘́-𝗕𝗜𝗦𝗦𝗔𝗨 𝗘𝗠 𝗥𝗜𝗦𝗖𝗢 𝗗𝗘 𝗣𝗘𝗥𝗗𝗘𝗥 𝗜𝗡𝗩𝗘𝗦𝗧𝗜𝗠𝗘𝗡𝗧𝗢𝗦 𝗗𝗢 𝗕𝗔𝗗 𝗣𝗢𝗥 𝗙𝗔𝗟𝗛𝗔 𝗡𝗔 𝗔𝗨𝗗𝗜𝗧𝗢𝗥𝗜𝗔 𝗗𝗘 𝗖𝗢𝗡𝗧𝗔𝗦

 
Radio TV Bantaba 

Atrasos na auditoria de contas podem levar à suspensão do financiamento de vários projetos do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) na Guiné-Bissau. 

O alerta foi deixado esta quarta-feira (25-03-2026), em Bissau, pelo Diretor-Geral Adjunto da instituição, Joseph Ribeiro, na abertura da reunião de revisão da carteira de investimentos.

Em causa está o incumprimento de prazos na entrega de relatórios, uma falha que coloca em risco projetos financiados pelo Banco no país. Ribeiro sublinhou que a transparência e a prestação de contas são pilares inegociáveis para a manutenção dos desembolsos.

Do lado do executivo, o Ministro da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadu Muntaga Djaló, reconheceu os baixos níveis de execução e os entraves nas instituições nacionais. Contudo, o governante sublinhou a necessidade de maior rapidez e eficácia, tanto das equipas da Guiné-Bissau como do próprio Banco.

RDN


Reforço das parcerias estratégicas no compromisso com a conservação: IBAP capacita forças de segurança para operações mais seguras e eficazes em Bubaque

  IBAP - Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas 

O IBAP promoveu, durante 4 dias (19 a 22 de março de 2026), uma ação de formação em Bubaque dirigida às forças e segurança, no âmbito do fortalecimento das parcerias estratégicas essenciais à conservação da biodiversidade na Guiné-Bissau.

Esta iniciativa insere-se no compromisso do IBAP em trabalhar de forma integrada com os seus parceiros, reconhecendo o papel fundamental das forças de segurança na proteção dos recursos naturais e na fiscalização das áreas protegidas.

A formação centrou-se no reforço das competências técnicas em navegação, orientação e uso de tecnologias de apoio à fiscalização, bem como em operações de busca e salvamento. A abordagem combinou sessões teóricas com exercícios práticos, permitindo aos participantes aplicar diretamente os conhecimentos adquiridos no terreno.

Principais conteúdos abordados:

• Utilização de GPS: princípios básicos, configuração e aplicação prática na localização de posições

• Navegação marítima: técnicas essenciais para uma deslocação segura em ambiente marinho

• Leitura de cartas náuticas: interpretação de mapas, símbolos, profundidades e identificação de rotas seguras

• Rosa dos ventos: orientação geográfica aplicada ao terreno e à navegação

• Uso de drones: ferramentas de apoio à fiscalização, vigilância e operações de busca e salvamento

Ao investir na capacitação das forças de segurança, o IBAP consolida uma colaboração estratégica fundamental para garantir maior eficiência e segurança no cumprimento das missões de conservação.

Esta ação reafirma a importância de uma abordagem colaborativa e coordenada, onde a partilha de conhecimentos e o fortalecimento institucional contribuem diretamente para a preservação sustentável dos ecossistemas do país.

Financiado no quadro do Projeto Blue Bijagos.

PRCM   BioGuinea Foundation

OIM: Recorde de 900 migrantes mortos ou desaparecidos no Mar Vermelho em 2025... Pelo menos 900 migrantes foram mortos ou desapareceram no Mar Vermelho em 2025, sendo este ano o "mais mortífero de sempre" para a Rota Oriental, anunciou hoje a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

© Lusa   25/03/2026 

"O ano de 2025 foi o mais mortífero de sempre registado na rota migratória do Leste, [que liga o Corno de África à Península Arábica], com 922 pessoas mortas ou desaparecidas, o dobro do ano anterior", declarou a chefe de missão da OIM no Djibuti, Tanja Pacifico, acrescentando que "a maioria das vítimas era originária da Etiópia".

Todos os anos, dezenas de milhares de migrantes do Corno de África, muitas vezes provenientes da Etiópia e da Somália, percorrem esta "Rota Oriental" para tentarem chegar aos países do Golfo, que são ricos em petróleo, fugindo, assim, de conflitos, catástrofes naturais e das perspetivas económicas desfavoráveis dos seus países.

A maioria dos migrantes tenta a travessia a partir do Djibuti.

A Etiópia, o segundo país mais populoso do continente africano e com cerca de 130 milhões de habitantes, tem mais de 40% da sua população a viver abaixo do limiar da pobreza, segundo o Banco Mundial (BM).

O país africano é palco de conflitos armados nas duas regiões mais populosas e acaba de sair de uma sangrenta guerra civil na região do Tigray (norte), que causou mais de 600 mil mortos entre 2020 e 2022, de acordo com uma estimativa da União Africana (UA), considerada subestimada por vários especialistas.

Cerca de 1.300 pessoas morreram de fome e por falta de medicamentos em campos de deslocados em todo o Tigray desde o fim da guerra, disse, na segunda-feira, um responsável local citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Segundo a agência das Nações Unidas, o crescimento económico previsto para 2026 na Etiópia, de cerca de 10%, "poderá reduzir alguns movimentos migratórios pela Rota Oriental", mas a inflação, em torno dos 10% em fevereiro, é "suscetível de comprometer os progressos económicos e de continuar a alimentar as pressões migratórias".

Entre aqueles que conseguem completar a travessia, muitos ficam retidos no Iémen, o país mais pobre da Península Arábica, assolado por uma guerra civil há quase 10 anos, onde tentam sobreviver em condições difíceis. Alguns migrantes que ficam retidos neste país preferem voltar para trás.

DINAMARCA: Primeira-ministra dinamarquesa demite-se horas após vencer eleições... A primeira-ministra da Dinamarca demitiu-se horas depois de ter vencido as eleições legislativas na Dinamarca, avançou a agência Reuters. A coligação encabeçada por Mette Frederiksen não obteve maioria absoluta.

© Nichlas Pollier/Bloomberg via Getty Images   Noticiasaominuto.com  25/03/2026 

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, demitiu-se, esta quarta-feira, horas depois de ter vencido as eleições legislativas com uma curta margem e não tendo obtido maioria absoluta.

Recorde-se que a coligação de esquerda de Frederiksen ganhou as eleições legislativas dinamarquesas com 48% dos votos, dependendo assim dos centristas para alcançar uma maioria

De acordo com a Reuters, que cita um comunicado do Palácio Real, a primeira-ministra apresentou a sua demissão ao governo do rei.

Agora, seguir-se-ão negociações que poderão ser longas e difíceis para determinar quem irá formar o próximo governo, se Frederiksen ou outro líder partidário.

De notar que Mette Frederiksen convocou as eleições em fevereiro, vários meses antes do necessário, aparentemente na esperança de que a sua imagem de firmeza na crise da Gronelândia perante os Estados Unidos reforçasse a sua votação. 

No seu segundo mandato, o seu apoio diminuiu com o aumento do custo de vida, algo que, juntamente com as pensões e um possível imposto sobre as grandes fortunas, tem sido um tema importante da campanha. 

A social-democrata de centro-esquerda, de 48 anos, é conhecida pelo seu forte apoio à Ucrânia e pela sua abordagem restritiva à imigração, dando continuidade a uma tradição na política dinamarquesa que já dura há duas décadas. 

Procurando contrariar a pressão da direita e apontando para um possível aumento da imigração devido à guerra com o Irão, Frederiksen anunciou este mês propostas que incluem um potencial "travão de emergência" para o asilo e controlos mais apertados sobre os criminosos sem residência legal.

O seu governo já tinha divulgado um plano para permitir a deportação de estrangeiros que foram condenados a pelo menos um ano de prisão por crimes graves.    

O governo tripartido de Frederiksen foi o primeiro em décadas a abranger todo o espetro político.

NASA quer construir base na Lua com custo de 20 mil milhões de dólares... O administrador da NASA, Jared Isaacman, marcou presença numa conferência de imprensa nesta terça-feira, dia 24, onde partilhou planos de construir uma base permanente na Lua. Terá um custo de 20 mil milhões de dólares.

© CCTV Video News Agency   Noticiasaominuto.com   25/03/2026 

A NASA anunciou esta terça-feira, dia 24 de março, planos para construir uma base permanente na Lua. O projeto tem como nome Ignition e os planos para este objetivo foram partilhados numa conferência que contou com o atual administrador da agência espacial norte-americana, Jared Isaacman.

O Ignition pressupõe a suspensão do Lunar Gateway, um projeto que pretendia colocar uma estrutura na órbita da Lua em 2027 e cujos esforços serão agora redirecionados para a construção de uma base na Lua - a qual terá um custo de 20 mil milhões de dólares (17,24 mil milhões de euros), diz o site The Verge.

Como explica o site CNet, o novo plano será composto por três fases. A primeira baseia-se em abandonar a “abordagem padronizada” das últimas missões e apostar na aprendizagem por via de tentativas. A segunda fase levará à construção de uma “infraestrutura semi-habitável” na Lua. Já a terceira etapa, resultaria na construção de uma infraestrutura permanente na superfície lunar.

Apesar dos planos ambiciosos, Isaacman não partilhou qualquer calendário para a concretização destas etapas, mas adiantou que o “relógio está a contar” e deu a entender que o importante passa por passar à ação.

“Trata-se de uma ação imediata… Queremos começar a agir”, afirmou Isaacman.

Serve recordar que, desde que assumiu a liderança da NASA, Isaacman tem procurado reformular uma boa parte dos planos da agência espacial para os próximos anos. As mudanças feitas por Isaacman abrangem também o programa Artemis.

Mesmo que os planos originais tivessem como objetivo voltar a colocar humanos na Lua com a missão Artemis III, Isaacman decidiu alterar a estratégia da NASA e tal só acontecerá com a missão Artemis IV - prevista para o começo de 2028. A missão Artemis III terá agora como objetivo realizar testes com equipamento que será usado na missão seguinte.


Leia Também: NASA celebra 20 anos de sonda de Marte com 4 fotografias imperdíveis

A Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) foi lançada em agosto de 2025 e começou a operar a 10 de março do ano seguinte. A sonda tem ajudado a NASA a saber mais do “Planeta Vermelho” ao longo dos últimos 20 anos.


Leia Também: NASA quer dar-lhe bons motivos para esperar pelo dia 1 de abril

A NASA organizou uma conferência de imprensa onde adiantou que a primeira tentativa de lançar a missão Artemis II está marcada para o dia 1 de abril. Caso não seja possível, haverá mais oportunidades de descolagem nos seis dias seguintes.

COMBUSTÍVEIS : AIE disponível para libertar mais reservas de petróleo "se necessário"... A Agência Internacional de Energia (AIE) está disposta a libertar mais reservas estratégicas de petróleo "se for necessário", disse hoje o diretor executivo da organização, Fatih Birol, durante uma reunião no Japão com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi.

© Reuters    Por LUSA  25/03/2026 

"Birol expressou a sua gratidão ao Japão pela sua decisão exemplar de libertar as suas reservas estratégicas entre os membros da AIE, e afirmou que poderia considerar outra fase de libertação, se necessário", detalhou o Ministério dos Negócios Estrangeiros japonês num comunicado. 

O responsável respondeu assim ao pedido japonês para "preparar possíveis libertações adicionais coordenadas no futuro", caso a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão se prolongue.

A primeira-ministra japonesa recebeu Birol em Tóquio para discutir possíveis formas de estabilizar o fornecimento de petróleo bruto, cerca de uma semana depois de a AIE ter aumentado a libertação das suas reservas estratégicas para 426 milhões de barris, a maior da sua história, para compensar perdas de abastecimento devido à interrupção do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

O responsável da AIE afirmou no início desta semana, a partir da Austrália, que a situação é "muito grave" e ultrapassa as crises energéticas da década de 1970.


Leia Também: Parlamento Europeu debate preços de energia e acordo UE-EUA em minisessão

O Parlamento Europeu (PE) reúne-se hoje e quinta-feira, em Bruxelas, numa sessão plenária de dois dias marcada pelos preços da energia e o acordo comercial entre a UE e os Estados Unidos.

Israel terá atacado instalações de produção de mísseis navais em Teerão... O exército de Israel afirmou hoje ter bombardeado duas instalações de produção de mísseis de cruzeiro navais de longo alcance na capital do Irão.

© Issam Rimawi/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA  25/03/2026 

Num comunicado, o exército indicou que os ataques contra as infraestruturas dependentes do Ministério da Defesa iraniano ocorreram "nos últimos dias" e garante que os mísseis fabricados em Teerão se destinavam a plataformas navais e eram de longo alcance, "capazes de destruir rapidamente alvos em terra e no mar". 

"Estes ataques foram significativos, causando danos extensos ao sistema de mísseis de cruzeiro e representam mais um passo no fortalecimento da infraestrutura de produção militar do regime", refere o comunicado.

Durante a madrugada, o exército de Israel alertou para três lançamentos de mísseis por parte do Irão contra território israelita. Os serviços de emergência de Israel não registaram quaisquer feridos.

Além disso, soaram alarmes em várias ocasiões em localidades do norte de Israel devido a ataques com projéteis e drones a partir do Líbano pelo grupo xiita Hezbollah, que também não causaram vítimas.

Alegando questões de segurança, a censura militar israelita não permite saber com exatidão se os ataques atingem infraestruturas militares ou estratégicas, uma vez que apenas são comunicados os impactos em zonas civis.

Os ataques de madrugada ocorreram numa altura em que os Estados Unidos indicaram estar a decorrer conversações com o Irão para chegar a um cessar-fogo, algo que o exército iraniano negou hoje, anunciando uma nova onda de ataques contra Israel.


Leia Também: Embaixador iraniano no Paquistão nega contactos diplomáticos com EUA

O embaixador do Irão no Paquistão reiterou hoje à France Presse que não ocorreram negociações entre Washington e Teerão desmentindo notícias sobre contactos para uma solução para a guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel.

terça-feira, 24 de março de 2026

Trump garante que Irão comprometeu-se a não desenvolver bomba nuclear.... Donald trump garantiu, esta terça-feira, que a Casa Branca está a negociar com o Irão e assegurou que Teerão se comprometeu a não desenvolver uma bomba nuclear, prometendo para breve o anúncio de um acordo. O Paquistão ofereceu-se para mediar um encontro entre Irão e Estados Unidos.

Por sicnoticias.pt 

O governo de Islamabad tem coordenado com outros países da região uma tentativa diplomática de se encontrar um fim para esta guerra, não apenas um cessar-fogo.

O primeiro-ministro paquistanês quer que seja o vice-Presidente norte-americano JD Vance a chefiar uma delegação americana.

A administração Trump estará a falar com o presidente do parlamento iraniano. No início do mês, Mohammed Qalibaf prometia, depois de eliminado o ayatollah, que Trump e Netanyahu pagariam pelo assassinato.

O Irão nega que estejam em curso quaisquer negociações, apenas contactos, e mantém uma posição de força, que Trump diz ser de quem não a tem.

Apesar do que diz o chefe de Estado, o Estreito de Ormuz permanece controlado militarmente pelo Irão, que deixa agora passar alguns navios.

Nos Estados Unidos, uma nova sondagem mostra que 57% de inquiridos estão contra a guerra, contra 43% que apoiam o Presidente, apesar do aumento dos preços.

Entretanto, o Pentágono vai destacar para o Médio Oriente 3.000 militares de uma brigada aerotransportada capaz de atacar em qualquer parte do Irão.


A Organização Iraniana de Energia Atómica declarou hoje à noite que a central nuclear de Bushehr (sul) tinha sido atingida por um ataque, que não causou danos, acusando os Estados Unidos e Israel de serem os responsáveis.

Quem é Mohammad Ghalibaf, "a opção promissora" para liderar o Irão?... Mohammad Ghalibaf é, desde 2020, o líder do parlamento iraniano. Segundo a imprensa norte-americana, Ghalibaf esteve em contacto nos últimos dias com Steve Witkoff e Jared Kushner e é apontado como "uma opção muito promissora". No entanto, estarão a ser avaliados outros candidatos pela administração de Donald Trump.

Por LUSA 

Mohammad Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano, é visto pela Casa Branca como o principal interlocutor dos Estados Unidos dentro do Irão e poderá ser até um possível líder apoiado pelo governo de Donald Trump. Afinal, quem é Mohammad Ghalibaf?

Embora tenha já feito várias ameaças aos Estados Unidos, Mohammad Ghalibaf, de 64 anos, será visto por algumas pessoas da Casa Branca como um interlocutor confiável que poderia vir até a ser o líder do Irão ou negociar uma saída diplomática da guerra.

No entanto, de acordo com o Politico, que cita fontes do governo que não foram identificadas, a administração de Donald Trump não se quererão comprometer-se com uma única opção e, por isso, deverão testar alguns candidatos.

De recordar que, na segunda-feira, o presidente norte-americano anunciou que estava em curso um diálogo entre a sua administração e autoridades iranianas e que, por isso, haveria uma trégua de ataques a centrais e infraestruturas energéticas durante cinco dias.

Informação que acabaria por ser desmentida por Ghalibaf: "As notícias falsas estão a ser utilizadas para manipular os mercados".

Saliente-se que vários meios de comunicação norte-americanos apontaram que Ghalibaf teria estado, nos últimos dias, em contacto com o enviado especial dos EUA para o Médio Oriente, Steve Witkoff, e com o genro de Trump, Jared Kushner.

Embora o Irão tenha um parlamento e um presidente, note-se que o país não é considerado uma democracia, uma vez que o líder supremo do país tem sempre uma palavra a dizer quanto à nomeação de candidatos para altos cargos.

O que dizem os funcionários da Casa Branca?

Funcionários da Casa Branca foram ouvidos pelo site Politico e afirmaram que Mohammad Ghalibaf seria o nome mais forte entre os candidatos que estão a ser considerados pela administração. 

"É uma opção muito promissora", referiu um dos entrevistados, acrescentando que Ghalibaf "é um dos principais candidatos", mas que há outros e, por isso, não se podem "precipitar".

"O objetivo é ter alguém como Delcy Rodríguez na Venezuela e dizer: 'Vamos mantê-la lá. Não vamos tirá-la de lá. Você vai trabalhar conosco. Você vai dar-nos um bom acordo, um acordo prioritário para o petróleo'", disse.

Ainda assim, esta crença de que Donald Trump poderá escolher o próximo líder do Irão como fez após a captura de Nicolás Maduro na Venezuela, é considerada prematura por outros funcionários da Casa Branca. 

"Ghalibaf é um típico político do sistema. É ambicioso e pragmático, mas fundamentalmente comprometido com a preservação da ordem islâmica no Irão", apontou um analista iraniano.

E Reza Pahlavi?

Um dos funcionários entrevistados considerou que o xá Reza Phlavi é um candidato improvável, tendo em conta que os Estados Unidos não acreditam que ele tenham legitimidade dentro do Irão. 

"Colocar o Reza Pahlavi no poder? Deus me livre. Ele cresceu fora do sistema. É a última coisa que se quer. Isso vai ser um caos", salientou.

O funcionário referiu que, em cima da mesa, estão figuras que já detêm poder dentro do sistema iraniano e é por isso que Ghalibaf é apontando como um dos favoritos. 

Quem é Mohammad Ghalibaf?

Mohammad Ghalibaf iniciou a sua vida política como militar após ter estado na guerra Irão-Iraque, na década de 1980. 

Entre 1997 e 2000, Ghalibaf foi subindo hierarquicamente até ter chegado ao posto de comandante da Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária, tendo sido nomeado pelo então líder supremo, Ali Khamenei.

Posteriormente, foi chefe do comando policial e, mais tarde, presidente de Teerão. Desde 2020, é o líder do parlamento iraniano.

Rússia lança um dos maiores ataques diurnos com mais de 400 drones... A Rússia lançou hoje um dos seus maiores ataques diurnos contra a Ucrânia, com mais de 400 drones, depois de uma noite já marcada por grandes bombardeamentos, informou o porta-voz da Força Aérea ucraniana.

Por LUSA 

"Já lançaram mais de 400 drones" desde as 9h00 locais, segundo Yuriy Ignat, em declarações à agência France-Presse (AFP), descrevendo "uma escala sem precedentes" de ataques à luz do dia desde o início da guerra, em fevereiro de 2022.

Os ataques russos provocaram hoje pelo menos quatro mortos e deixaram 35 feridos, indicaram as autoridades ucranianas.

A Rússia já tinha disparado 23 mísseis de cruzeiro e sete mísseis balísticos contra a Ucrânia durante a noite, atingindo pelo menos 10 locais em todo o país, relatou a Força Aérea.

Os ataques prosseguiram durante o dia em várias regiões do país, incluindo na capital, Kyiv.

Pelo menos 13 pessoas, incluindo três crianças, ficaram feridas na cidade de Dnipro, na Ucrânia central, e outro bombardeamento atingiu um prédio de apartamentos no centro da cidade de Lviv, no oeste do país, onde duas pessoas ficaram gravemente feridas, disseram as autoridades regionais.

"Estes números mostram claramente que é necessária mais proteção para salvar vidas contra os ataques russos. É importante continuar a apoiar a Ucrânia. É importante que todos os acordos sobre defesa aérea sejam implementados atempadamente. E é importante que a Europa seja capaz de produzir o número necessário de mísseis de defesa aérea para se proteger contra quaisquer ameaças", comentou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na rede social Telegram.

Ao mesmo tempo, as forças de Moscovo estão a intensificar as operações para romper as defesas ucranianas da linha da frente, no que pode ser o início de uma esperada ofensiva terrestre durante a primavera.

O comandante das forças armadas da Ucrânia, general Oleksandr Syrskyi, indicou que as tropas russas fizeram tentativas simultâneas, nos últimos dias, para romper as linhas defensivas em várias áreas estratégicas.

"Combates ferozes ocorreram ao longo de toda a linha de contacto", disse Syrskyi na segunda-feira, com a Rússia a lançar 619 ataques em quatro dias e a destacar novas unidades para o terreno, enquanto a Ucrânia enviou reforços para conter estas vagas de assalto.

O Instituto para o Estudo da Guerra (ISW), um 'think tank' (grupo de reflexão) sediado em Washington que monitoriza as evoluções do campo de batalha desde o início da guerra, considerou na segunda-feira que a ofensiva russa de primavera-verão já está em curso.

Moscovo intensificou os seus ataques a partir de 17 de março e deslocou equipamento pesado e mais tropas para a linha da frente, segundo o ISW.

Com a guerra na Ucrânia em segundo plano devido ao conflito iniciado em 28 de fevereiro pelos Estados unidos e Israel contra o Irão, enviados ucranianos voltaram a encontrar-se no sábado com representantes norte-americanos para tentar relançar as negociações com Moscovo, que estão paradas há várias semanas.

A última ronda trilateral foi realizada em Genebra em 17 e 18 de fevereiro e terminou com as partes afastadas sobre os temas essenciais das conversações, que dizem respeito ao futuro das regiões reivindicadas pela Rússia no leste da Ucrânia e garantias de segurança a Kyiv para prevenir uma nova agressão de Moscovo.

A guerra no Médio Oriente tem beneficiado a Rússia, através do levantamento parcial e temporário das sanções norte-americanas contra o comércio de petróleo russo, como parte dos esforços para conter a alta instabilidade nos mercados mundiais desde o início deste novo conflito.


Leia Também: Guerra contra Irão é "oportunidade histórica": Príncipe saudita pressiona Trump para continuar conflito

Um jornal norte-americano noticiou esta terça-feira, que a Arábia Saudita está a pressionar os Estados Unidos a continuar a guerra contra o Irão, argumentando ser uma "oportunidade histórica" para remodelar o Médio Oriente.


Guiné-Bissau desmantela rede de emigração clandestina... O Ministério do Interior guineense anunciou hoje que a Polícia desmantelou uma rede de apoio à emigração clandestina, com a detenção de 22 pessoas, a maioria de países vizinhos da Guiné-Bissau.

Por LUSA 

O porta-voz do Ministério do Interior guineense, Agostinho Djatá, explicou, numa conferência de imprensa transmitida pelos órgãos de comunicação social locais, que, na operação, realizada na segunda-feira por vários serviços de segurança do país, foram detidos 17 cidadãos da Guiné-Conacri, quatro do Mali e um da Guiné-Bissau.

Entre as 17 pessoas originárias da Guiné-Conacri, algumas são crianças que se faziam acompanhar das mães, sublinhou Djatá.

"Essas crianças seriam utilizadas nessas viagens como escudos", afirmou o porta-voz do Ministério do Interior guineense.

A operação foi conduzida pela Polícia de Intervenção Rápida, Agentes dos Serviços da Migração e Fronteiras e ainda por agentes da Brigada da Guarda Nacional, precisou Agostinho Djatá, que louvou uma denúncia anónima de um cidadão guineense.

O porta-voz do Ministério do Interior guineense incentivou todos os cidadãos a denunciarem quaisquer suspeitas de tentativa de emigração clandestina para que as forças de segurança possam intervir.

Na operação, foram ainda apreendidas sacas de arroz, açúcar, óleo alimentar e combustível, produtos que a polícia guineense acredita que seriam utilizados durante a viagem. A piroga em que se faziam transportar até Espanha também foi apreendida.

Agostinho Djatá adiantou que existem indícios de que o cidadão guineense detido na operação seria o "cabecilha do grupo" em Bissau e seria o elo de ligação com um outro cúmplice, que se pensa residir em Espanha atualmente.

"A investigação continua a nível interno para descoberta de todos os cúmplices, como também para localizar o paradeiro do contacto deles em Espanha", precisou o porta-voz.

Agostinho Djatá assinalou que o processo terá de ser resolvido diplomaticamente, já que se trata de cidadãos de países da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

Por decisão própria, o Mali saiu da CEDEAO em janeiro de 2024, tendo-se juntado ao Burkina Faso e ao Níger para criar a Aliança dos Estados de Sahel (AES) e a Guiné-Bissau encontra-se suspensa da organização na sequência de um golpe de Estado, protagonizado por militares em novembro de 2025.

A delegação da agência Lusa na Guiné-Bissau está suspensa desde agosto após a expulsão pelo Governo dos representantes dos órgãos de comunicação social portugueses. A cobertura está a ser assegurada à distância

Europol lança centro europeu para reforçar combate ao tráfico de migrantes... A Agência da União Europeia (UE) para a Cooperação Policial (Europol) anunciou hoje a criação do Centro Europeu de Combate ao Tráfico de Migrantes (ECAMS), visando reforçar a resposta comunitária às redes criminosas que promovem a migração ilegal.

Por LUSA 

"Hoje, a Europol lançou o seu novo ECAMS, reforçando a luta da UE contra redes de tráfico de migrantes que ameaçam a vida de centenas de milhares de migrantes todos os anos", anuncia este organismo em comunicado.

De acordo com a Europol, o tráfico de migrantes tem vindo a expandir-se para o ambiente digital, onde os grupos criminosos recrutam colaboradores, anunciam serviços ilegais e organizam operações através de comunicações encriptadas.

Por isso, o novo centro visa intensificar a cooperação entre Estados-membros, juntando informação estratégica, coordenação operacional e ferramentas analíticas avançadas para desmantelar redes de tráfico em larga escala, explica a agência europeia de polícia.

Citada na nota, a diretora executiva da Europol, Catherine De Bolle, sublinha que estas redes "operam com complexidade crescente, tanto no espaço físico como digital", recorrendo a sistemas financeiros sofisticados para ocultar lucros ilícitos".

"À medida que o panorama criminal evolui, a nossa resposta deve acompanhar essa evolução", defende.

Nos últimos 10 anos, operações apoiadas pela Europol resultaram em milhares de detenções e no desmantelamento de centenas de redes criminosas.

Só em 2025, a agência apoiou cerca de 200 operações e coordenou 56 ações conjuntas em vários países europeus.

O novo centro visa, assim, reforçar o uso de investigações baseadas em dados e informação, permitindo identificar alvos prioritários e melhorar a eficácia das operações policiais, dando ainda maior atenção ao seguimento dos fluxos financeiros associados ao tráfico, considerado um negócio altamente lucrativo.

Segundo dados da Europol, as redes podem cobrar até 20 mil euros por pessoa para facilitar viagens entre continentes, explorando a vulnerabilidade dos migrantes.

A agência europeia destaca ainda a importância de uma resposta global a este fenómeno, sublinhando que as redes operam ao longo de múltiplas rotas e jurisdições, exigindo uma coordenação estreita entre países dentro e fora da União Europeia.

Esta iniciativa surge no contexto de uma política europeia mais restritiva em matéria de imigração ilegal, marcada pela adoção do novo Pacto sobre Migração e Asilo da União Europeia.

Aprovado em 2024, o pacto introduz regras mais rigorosas para o controlo das fronteiras externas, acelera os procedimentos de triagem e de asilo e facilita o regresso de migrantes em situação irregular.

O pacote legislativo prevê ainda maior solidariedade entre Estados-membros, combinando mecanismos de relocalização com contribuições financeiras, ao mesmo tempo que reforça a cooperação com países de origem e trânsito para travar fluxos irregulares.

GOVERNO VAI BAIXAR O PREÇO DO PESCADO

Por. RTB

O Primeiro-Ministro Ilídio Vieira Té reafirmou a sua determinação em enfrentar o aumento preocupante dos preços do pescado no país, considerando-os actualmente exorbitantes e com impacto directo e significativo no custo de vida das famílias guineenses.

Nesse sentido, o Chefe do Governo instruiu o Ministério das Pescas e Economia Azul a trabalhar de forma articulada com os demais ministérios e entidades públicas relevantes, nomeadamente aqueles que intervêm na cadeia de formação de preços — desde a captura, conservação, transporte, até à comercialização.

O objectivo central desta orientação é claro: identificar os factores estruturais e conjunturais que têm contribuído para a escalada dos preços e implementar medidas concretas que permitam a sua redução, garantindo maior acessibilidade ao pescado, que constitui uma das principais fontes de proteína para a população.

Entre os aspectos a serem analisados e corrigidos, destacam-se:

Os custos logísticos e de conservação (incluindo gelo e armazenamento);

A organização dos circuitos de distribuição;

A eventual existência de práticas especulativas no mercado;

A carga fiscal e parafiscal associada ao sector;

A eficiência das infra-estruturas de apoio à pesca artesanal e industrial.

Esta iniciativa insere-se numa política mais ampla de protecção do poder de compra das famílias e de valorização dos recursos nacionais, reafirmando o compromisso do Governo com a segurança alimentar, a justiça social e a regulação equilibrada dos mercados.

Espera-se que, com uma abordagem interministerial coordenada e tecnicamente fundamentada, sejam apresentadas, a curto prazo, propostas concretas que permitam corrigir as distorções existentes e restabelecer níveis de preços compatíveis com a realidade económica do país.

Presidente da República de Transição, General de Exército Horta Inta-a, recebe em audiência, a missão do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento ( BAD)

Comunicado Final do Conselho de Ministros

Governo ordena remoção de contentores de combustível em todo o país

Por RTB

O Conselho de Ministros da Guiné-Bissau determinou a remoção de todos os contentores utilizados para a venda de combustíveis em todo o território nacional, com a maior celeridade possível.

A decisão consta do comunicado divulgado após a reunião ordinária realizada no dia 24 de março de 2026, em Bissau, sob a presidência do Presidente da República de Transição.

Segundo o documento, os ministros da Energia, dos Recursos Naturais, do Interior e da Ordem Pública foram mandatados para executar a medida, que visa eliminar estes pontos de comercialização de combustíveis.

Na mesma sessão, o Governo abordou outros assuntos, incluindo a criação de uma comissão interministerial para analisar propostas ligadas a diferentes sectores e a apreciação de um projeto de decreto relativo à Central de Compras de Produtos de Saúde.

O executivo reiterou ainda a sua satisfação pela recente aprovação da 9ª e 10ª avaliação do Fundo Monetário Internacional (FMI), num contexto de transição política no país.

O comunicado foi assinado em Bissau pelo Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Usna António Quade.

Fogo devasta povoação de Tucunde, setor de Caravela, região de Bolama-Bijagós e destrói dezenas de casas... Um incêndio de grandes proporções devastou a tabanca de Tucunde, no setor de Caravela, região de Bolama, causando a destruição de entre 20 a 30 casas.

ONG denuncia ataques iranianos a navios mercantes civis em Ormuz... A organização não governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW) denunciou hoje ataques das forças armadas iranianas a dois navios mercantes civis em 11 de março, na zona do estreito de Ormuz, configurando crimes de guerra.

Por LUSA 

"As forças iranianas parecem ter atacado deliberadamente pelo menos dois navios mercantes civis no estreito de Ormuz e imediações em 11 de março de 2026", lê-se em comunicado, no qual se sublinha que tais ataques contra embarcações e suas tripulações "constituem um crime de guerra".

A HRW frisou que crimes de guerra "não justificam a prática de outros crimes de guerra" e instou Irão, Estados Unidos da América (EUA) e Israel a "cessarem imediatamente os ataques ilegais contra civis e bens civis", além de "cessarem as tentativas de apresentar tais bens como alvos legítimos".

Aquela ONG alertou também que os ataques, além da ameaça de novos ataques, podem contribuir para um aumento significativo dos custos globais de energia, alimentos e outros setores críticos, com impacto negativo ao nível dos direitos humanos.

O texto apelou ainda às forças iranianas a "cessarem imediatamente" tais ataques, bem como a "resgatarem os três tripulantes restantes a bordo do (cargueiro tailandês) 'Mayuree Naree' e a libertarem todos os marinheiros detidos".

Segundo a HRW, "os ataques das forças iranianas contra embarcações civis em Ormuz causarão danos a algumas das pessoas mais desfavorecidas socioeconomicamente do mundo", tendo em conta a dependência mundial de combustíveis fósseis, bem como suas conexões com o poder corporativo e governos autoritários, o que torna imperativa uma transição justa para energias renováveis.

Desde o começo dos bombardeamentos norte-americanos e israelitas, em 28 de fevereiro, o Irão lançou ataques aéreos contra Israel e países vizinhos do Golfo que albergam bases militares dos EUA e também várias infraestruturas petrolíferas.

Em simultâneo, mantém sob ameaça militar o estreito de Ormuz, por onde transita 20% de petróleo e gás natural liquefeito do Mundo, fazendo disparar os preços destes produtos à escala global.

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ba segunda-feira que aquela via marítima deverá reabrir "em breve" caso as negociações tenham sucesso, e admitiu a possibilidade de estabelecer um controlo "conjunto" daquela passagem comercial.

Taiwan pondera retomar energia nuclear face a conflito no Médio Oriente... Taiwan iniciou os procedimentos para reativar duas centrais nucleares, cerca de um ano após o encerramento do último reator em funcionamento, devido à elevada procura energética associada à inteligência artificial e às tensões no Médio Oriente.

Por LUSA 

A empresa estatal Taipower está a trabalhar para obter as autorizações necessárias para reativar as centrais de Kuosheng, no norte do país, e de Maanshan, no sul, indicou no sábado o líder taiwanês, William Lai.

Segundo Lai, a empresa deverá apresentar um plano à Comissão de Segurança Nuclear até ao final deste mês, sublinhando que a segurança nuclear, a gestão de resíduos e o consenso social são os "três fatores-chave" a considerar.

A iniciativa surge após o encerramento do último reator da central de Maanshan, em maio de 2025, que marcou o fim da era nuclear em Taiwan, na sequência do desmantelamento progressivo das centrais de Chinshan e Kuosheng entre 2018 e 2023.

A decisão anterior concretizou um dos principais objetivos do Partido Democrático Progressista, que defendia uma "pátria livre de energia nuclear", especialmente após o acidente de Fukushima.

O "forte desenvolvimento económico" da ilha, a necessidade de eletricidade com baixas emissões e o crescente consumo energético da indústria da inteligência artificial, a par de alterações legislativas recentes, levaram, porém, o Governo a reconsiderar a sua posição, reconheceu Lai.

O dirigente referia-se a uma lei aprovada no ano passado pelo parlamento, de maioria opositora, que passou a permitir a continuação das operações das centrais nucleares mesmo após entrarem em fase de desmantelamento.

O eventual regresso à energia nuclear é também explicado por fatores geopolíticos. Em 2025, o gás natural liquefeito representou mais de 47% da produção elétrica de Taiwan, sendo cerca de um terço importado do Qatar, segundo dados oficiais.

Cerca de 70% do petróleo bruto importado pela ilha provém igualmente do Médio Oriente, com destaque para Arábia Saudita, Kuwait e Emirados Árabes Unidos, o que aumenta a vulnerabilidade a eventuais interrupções no fornecimento devido ao atual conflito na região.

Num comunicado, o ministério dos Assuntos Económicos indicou que o abastecimento de gás natural deverá manter-se estável até ao final de maio e que as importações já estão diversificadas por 14 países, reduzindo a dependência do Médio Oriente.

A dependência de combustíveis importados por via marítima expõe ainda Taiwan a um eventual bloqueio por parte da China, que considera a ilha parte do seu território e não exclui o uso da força.

Nas recentes manobras militares chinesas em torno de Taiwan, designadas "Missão Justiça-2025", o exército simulou cenários de bloqueio e tomada de portos e outras infraestruturas estratégicas.