domingo, 19 de junho de 2022

RÚSSIA/UCRÂNIA - Donbass. Frente de batalha "inalterada" e tropas russas desmoralizadas

© Reuters

Notícias ao Minuto  19/06/22 

O Ministério da Defesa britânico fez a sua avaliação diária sobre a guerra na Ucrânia.

Os serviços secretos do Reino Unido disseram, este domingo, que a frente de batalha continua praticamente inalterada nos combates que estão a ocorrer no Donbass.

De acordo com o relatório diário do Ministério da Defesa, os relatos de que há batalhões a recusar seguir as ordens do Kremlin continuam. Também a moral das tropas estará "em baixo".

"Os motivos para a baixa moral russa incluem a fraca liderança, pouca rotação das unidades de combate, vários ferimentos graves, stress provocado pelo combate, logísticas enfraquecidas e maus pagamentos", explicam os responsáveis pelos serviços secretos.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, que mereceu a condenação de grande parte da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição de sanções à Rússia.


Leia Também:

Південь ми нікому не віддамо. Звернення Президента за підсумками 115 дня війни

Notícias ao Minuto  19/06/22

Apesar das "perdas significativas", "a Rússia não tem tantos mísseis" quanto o povo ucraniano “tem desejo de viver", frisou o presidente da Ucrânia.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, recusou-se, este domingo, a ceder parte do território do país à Rússia e sublinhou que “o mar será ucraniano e seguro”.

Na sua comunicação diária ao país sobre a situação da invasão russa, o presidente referiu a sua visita a Mykolaiv, onde reuniu com “os defensores” da cidade. “Olhando nos seus olhos é óbvio que todos eles não duvidam da nossa vitória. Agradeci-lhes pelo serviço, pela proteção do nosso Estado. Agradecemos aos pais de tão corajosos filhos. Realmente muito fortes”, frisou.

“Não entregaremos o Sul a ninguém, retornaremos a tudo o que é nosso e o mar será ucraniano e seguro”, assegurou ainda.

Em Mykolaiv e em Odessa, Zelensky revelou ter ouvido “relatos sobre a destruição das regiões provocada pelos ataques russos”. “As perdas são significativas. Muitas casas foram destruídas, a logística civil foi perturbada, há muitas questões sociais”, explicou. No entanto, “a Rússia não tem tantos mísseis” quanto o povo ucraniano “tem desejo de viver”.

Assinala-se, este domingo, o 116.º dia da guerra na Ucrânia, que já provocou, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), a morte a 4.481 civis e deixou 5.565 feridos.


Por LUSA 19/06/22 

O secretário-geral da NATO avisou numa entrevista publicada hoje no diário alemão Bild que a guerra na Ucrânia pode durar anos, na qual exortou os países ocidentais a manterem o seu apoio a Kyiv.

"Temos de estar preparados para que isto dure anos", disse Jens Stoltenberg.

"Não devemos enfraquecer o nosso apoio à Ucrânia, mesmo que os custos seja
m elevados, não só em termos de apoio militar, mas também devido ao aumento dos preços da energia e dos alimentos, acrescentou.

Estes custos não são nada em comparação com o que os ucranianos pagam todos os dias na linha da frente, disse o líder Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Por outro lado, Stoltenberg deixou um aviso, caso o Presidente russo, Vladimir Putin, atingisse os seus objetivos na Ucrânia, como fez com a anexação da Crimeia em 2014: "teríamos de pagar um preço ainda maior".

Neste contexto, exortou os países da aliança a continuarem a entregar armas a Kyiv.

"Com armas modernas adicionais, a probabilidade de a Ucrânia conseguir empurrar as tropas de Putin para fora de Donbass iria aumentariam", sustentou.

Esta região da leste da Ucrânia está agora parcialmente sob o controlo de soldados russos.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia, que mereceu a condenação de grande parte da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e a imposição de sanções à Rússia.

Sem comentários:

Enviar um comentário