quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Canadá aumenta restrições a imigração (e trava refugiados qualificados)... O governo canadiano introduziu hoje mais uma medida para reduzir o número de imigrantes que chegam ao país, suspendendo um programa-piloto para atrair refugiados qualificados e preencher vagas de emprego.

Por LUSA 

O Programa Piloto de Caminhos para a Mobilidade Económica, em vigor desde 2018, oferecia aos refugiados qualificados a oportunidade de "imigrar para o Canadá através de programas económicos", e facilitou a chegada de engenheiros, profissionais de saúde e outros profissionais em áreas de elevada procura. 

Numa mensagem publicada no site do programa, o governo canadiano indica agora que não aceita novas candidaturas, após atingir a sua quota para 2025. 

O jornal The Globe and Mail noticiou hoje que as autoridades canadianas admitiram até ao momento apenas metade da meta inicial, cerca de mil pessoas, e que não há data definida para retomar o programa. 

As autoridades canadianas alertaram ainda que o processamento dos pedidos já enviados pode demorar até três anos. 

A suspensão do programa surge pouco depois de Otava ter interrompido outro programa piloto de imigração a 19 de dezembro, também sem data de reinício, destinado a atrair trabalhadores para cuidar de idosos, pessoas com deficiências e crianças. 

Desde 2024, o governo canadiano tem tomado medidas para reduzir drasticamente o número de imigrantes que chegam ao país todos os anos, incluindo residentes permanentes, trabalhadores estrangeiros temporários e estudantes internacionais. 

Até ao ano passado, o Canadá era o país do G7 com o crescimento populacional mais rápido, de 2,7% ao ano, devido ao fluxo maciço de imigrantes, cujo número subiu de 300.000 em 2015 para quase 500.000 em 2024. 

Estes números são ainda mais impulsionados pelos estudantes internacionais (682.889 em 2023) e pelos trabalhadores estrangeiros temporários (quase um milhão em 2023). 

O governo canadiano pretende agora reduzir a proporção de trabalhadores estrangeiros temporários no país dos atuais 7% para 5% nos próximos anos.  

Em novembro, anunciou que aceitaria apenas 385.000 residentes temporários em 2026 e 370.000 em 2027 e 2028, além de cortar o número de estudantes internacionais e trabalhadores estrangeiros temporários em mais de 50%. 

As medidas tomadas já começaram a surtir efeito: a 17 de dezembro, o Statistics Canada (CE) informou que, pela primeira vez em décadas, a população do Canadá caiu 0,2% no terceiro trimestre do ano, com uma perda de 76.068 pessoas. 


Leia Também: Portugal -Estrutura de Missão da AIMA encerra hoje. Governo diz que foi "exemplar"

O secretário de Estado da Imigração considerou hoje que a Estrutura de Missão da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que hoje encerra atividade, constituiu uma das "operações mais exemplares da administração pública".


Chefe da junta militar declarado vencedor das presidenciais na Guiné-Conacri... A comissão eleitoral declarou o líder da junta militar da Guiné-Conacri, general Mamadi Doumbouya, vencedor das presidenciais de domingo, segundo resultados incompletos da primeira eleição no país desde o golpe de Estado de 2021.

Por LUSA 

A Direção Geral de Eleições (DGE) do Ministério da Administração Territorial da Guiné-Conacri disse que Doumbouya tinha obtido 86,72% dos votos apurados até terça-feira à noite.

Antes da votação de domingo, os analistas previam que uma oposição enfraquecida, nomeadamente pela exclusão dos principais rivais, resultaria na vitória de Doumbouya, que tinha pela frente oito concorrentes pouco conhecidos.

A oposição tinha apelado ao boicote desta votação, organizada mais de quatro anos após o golpe de Estado de setembro de 2021 que derrubou o ex-Presidente Alpha Condé, que estava no poder desde 2010.

Yéro Baldé, antigo ministro da Educação no governo de Condé, ficou num distante segundo lugar com 6,51% dos votos. A DGE garantiu que 80,95% dos cerca de 6,8 milhões de eleitores inscritos votaram no domingo.

Na segunda-feira, a Frente Nacional para a Defesa da Constituição, um movimento cidadão, reclamou o regresso dos civis ao poder, questionando a elevada participação anunciada pela DGE e indicando que a "maioria dos guineenses optou por boicotar a farsa eleitoral" organizada pela junta.

No final de setembro, os guineenses aprovaram uma nova Constituição num referendo ao qual a oposição apelou ao boicote, mas cuja participação oficial foi de 91%.

A nova Constituição, que autoriza os membros da junta a candidatarem-se às eleições, abriu caminho para a candidatura de Doumbouya. Também aumentou de cinco para sete anos a duração do mandato presidencial, renovável uma vez.

Desde a independência em 1958, a Guiné-Conacri tem vivido uma história complexa, marcada por regimes militares e autoritários.

Apesar de o país ser rico em minerais, mais de metade da população vive abaixo do limiar da pobreza, de acordo com dados do Banco Mundial para 2024.

O megaprojecto de minério de ferro de Simandou, com uma participação chinesa de 75% no maior depósito de ferro do mundo, tem sido o ponto focal da revitalização infra-estrutural e económica da junta militar.

A produção no local começou em novembro, após décadas de atraso. As autoridades apostam que o projeto criará milhares de empregos e abrirá investimentos noutros setores, incluindo a educação e a saúde.

A Guiné-Conacri é um dos vários países da África Ocidental que sofreram um golpe de Estado ou uma tentativa de golpe desde 2020. Os militares aproveitaram o descontentamento popular com a deterioração da segurança, economias fracas ou eleições contestadas para tomar o poder.

Desde novembro, também a vizinha Guiné-Bissau e o Benim passaram por golpes de Estado.

Taiwan acusa China de lançar foguetes para águas situadas perto da ilha... Um comandante militar de Taiwan disse que alguns dos foguetes disparados durante o segundo dia de exercícios militares da China perto da ilha caíram em águas situadas perto da costa.

Por LUSA 

O número dois da inteligência militar do Ministério da Defesa Nacional taiwanês disse que o Exército de Libertação Popular (ELP, forças armadas da China) disparou 27 foguetes na terça-feira.

O tenente-general Hsieh Jih-sheng sublinhou que dez caíram dentro da "zona contígua" de Taiwan, que se estende por 24 milhas náuticas (44,5 quilómetros) a partir da costa.

De acordo com a agência de notícias nacional taiwanesa CNA, Hsieh acrescentou que os projéteis foram disparados em duas vagas utilizando lançadores múltiplos de foguetes da província de Fujian, no sudeste da China.

Por volta das 09:00 (01:00 em Lisboa) de terça-feira, as forças armadas chinesas dispararam 17 rockets de Pingtan, na província de Fujian, que atingiram o mar ao largo da costa norte de Taiwan, fora da zona contígua de 24 milhas náuticas.

Quatro horas depois, as forças chinesas lançaram mais dez projéteis de Shishi, também em Fujian, em direção a uma área de exercícios do ELP previamente designada a sudoeste de Taiwan, desta vez dentro das 24 milhas náuticas.

Numa conferência de imprensa realizada na terça-feira, Hsieh disse que os foguetes do ELP nunca se tinham aproximado tanto de Taiwan em exercícios com munições reais realizados em redor da ilha nos últimos anos.

A China realizou na segunda e terça-feira os exercícios militares 'Missão Justiça-2025' como forma de advertência contra o que Pequim considera serem "interferências externas" na questão de Taiwan.

O ELP simulou ataques a alvos marítimos e terrestres, bloqueio de portos e áreas-chave, operações antissubmarinos e exercícios para alcançar a "superioridade aérea regional", envolvendo bombardeiros, caças, contratorpedeiros, fragatas e veículos aéreos não tripulados ('drones').

Segundo o Ministério da Defesa Nacional de Taiwan, a China empregou um total de 207 aeronaves, 31 navios de guerra e 16 embarcações da Guarda Costeira Chinesa durante os dois dias de manobras.

Também na terça-feira, o líder de Taiwan, William Lai Ching-te, assegurou que as Forças Armadas da ilha vão agir "com responsabilidade" face aos exercícios militares lançados pela China, apelando à serenidade da população.

"Agiremos com responsabilidade, sem escalar o conflito nem provocar confrontos", declarou Lai na rede social Facebook.

"Neste momento, a união entre civis e militares e a resistência à desinformação são a força mais poderosa para proteger o nosso lar democrático", acrescentou.

Apelidado de independentista e provocador por Pequim, Lai instou os taiwaneses a apoiarem os "heróis na linha da frente" e a defenderem a soberania e a liberdade da ilha, autogovernada desde 1949 e reclamada pela China como parte do seu território.


Leia Também: França e Alemanha alarmadas com manobras militares chinesas em Taiwan 

Os governos da França e da Alemanha expressaram hoje alarme com as manobras militares desencadeadas pela China nas águas em redor de Taiwan, considerando que aumentam as tensões regionais.


Colômbia diz que EUA bombardearam fábrica de cocaína na Venezuela... O Presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que os Estados Unidos bombardearam uma unidade de produção de cocaína na cidade portuária de Maracaibo, no oeste da Venezuela.

Por LUSA 

"Sabemos que [o Presidente norte-americano Donald] Trump bombardeou uma fábrica em Maracaibo. Tememos que estejam a misturar pasta de coca para produzir cocaína", escreveu Petro, na rede social X, na terça-feira.

O líder da Colômbia sugeriu que se tratava de uma instalação do Exército de Libertação Nacional (ELN), o grupo guerrilheiro colombiano que controla parcialmente a região produtora de cocaína de Catatumbo, na fronteira com a Venezuela e perto de Maracaibo.

"É simplesmente o ELN. Com a sua agitação e dogmatismo, o ELN está a facilitar a invasão da Venezuela", escreveu o Presidente colombiano.

Na segunda-feira, Trump divulgou um ataque contra uma "grande instalação" num cais da Venezuela, no âmbito da campanha contra o tráfico de droga que, segundo ele, sai de território venezuelano.

Segundo informou o jornal norte-americano New York Times, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) realizou na semana passada um ataque com drones contra uma instalação portuária na Venezuela.

O Governo venezuelano ainda não se pronunciou sobre as afirmações de Trump.

Os Estados Unidos mantêm, desde agosto, uma operação militar no mar das Caraíbas, justificada como parte de uma luta contra o tráfico de droga, mas que a Venezuela interpreta como uma tentativa de promover um golpe de Estado.

Na terça-feira, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) anunciou que está a vigiar duas das principais instalações petrolíferas do país, o Complexo Petroquímico Ana María Campos e o Centro de Refinação Paraguaná, face à tensão com os Estados Unidos.

O chefe da Região Estratégica de Defesa Integral (Redi) 1 Ocidental, Pedro González Ovalles, disse que uma Unidade de Reação Rápida (URRA) está destacada para "garantir a segurança integral" do complexo petroquímico e da refinaria, segundo um vídeo partilhado hoje pelo comandante estratégico operacional da FANB, Domingo Hernández Lárez.

O Centro de Refinação Paraguaná, em Falcón (oeste), é "um dos maiores do mundo, responsável por transformar o crude em gasolina, gasóleo, betume e outros derivados" na Venezuela, segundo o Ministério dos Hidrocarbonetos, enquanto o Complexo Petroquímico Ana María Campos, no estado de Zulia (oeste, na fronteira com a Colômbia), abrange fábricas de fertilizantes, plásticos e outros derivados do petróleo.

Este mês, os Estados Unidos apreenderam dois navios que transportavam petróleo venezuelano e Donald Trump anunciou o bloqueio total aos petroleiros sancionados que entrem e saiam da Venezuela, o que aumentou a pressão sobre o Governo do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

CONSELHO NACIONAL DE TRANSIÇÃO - RESOLUÇÃO №01/GP/CNT/2025,... Moção de Felicitação №01/PL/CNT/2025,... Moção de Repúdio №02/PL/CNT/2025,... E DESPACHO №001/GP-CNT/2025,... №002/GP-CNT/2025,... №003/GP-CNT/2025,... №004/GP-CNT/2025,... №005/GP-CNT/2025.......













Fonte:  Fode Caramba Sanha

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Kyiv estima que Rússia está a perder 6 soldados por cada ucraniano morto.... A Ucrânia estima que a Rússia esteja a perder seis soldados por cada militar ucraniano morto no campo de batalha, com perdas médias diárias superiores a 1.000 militares, segundo avaliações das Forças Armadas de Kyiv.

Por LUSA 

"Os russos perdem aproximadamente seis vezes mais soldados do que a Ucrânia. Esta proporção aplica-se especificamente às fatalidades", sublinhou comandante-chefe das Forças Armadas da Ucrânia, Oleksandr Syrskyi, citado pelo portal de notícias ucraniano Euromaidan.

Para Syrskyi, estes números mostram claramente p uporque é que o Kremlin é incapaz de acumular novas forças para um avanço estratégico na frente de batalha, apesar da mobilização em massa, dos incentivos financeiros e da pressão sobre a população.

"As constantes perdas impedem a Rússia de expandir as suas forças, mesmo depois de ter cumprido formalmente os seus planos de mobilização", frisou.

A Rússia divulgou ter cumprido 100% do seu plano de recrutamento militar em 2025, mobilizando 406 mil pessoas, lembrou Syrskyi.

Mas a realidade no campo de batalha conta uma história diferente e as perdas russas durante o mesmo período ultrapassaram os 410.000 ocupantes, indicou.

"Podemos afirmar que mesmo a plena implementação dos seus planos de mobilização não lhes permite aumentar o tamanho das suas forças", enfatizou Syrskyi.

Para os responsáveis militares ucranianos, é pouco provável que a Rússia consiga aumentar o tamanho do seu Exército, apesar dos esforços de mobilização em grande escala e a propaganda do Kremlin.

O número total de tropas de ocupação russas na Ucrânia estabilizou entre os 710.000 e os 711.000 militares, um número que se mantém inalterado há vários meses, segundo Kyiv.

Nos primeiros meses de 2025, o número de tropas russas continuou a crescer entre 7.000 e 9.000 por mês, mas esta tendência diminuiu posteriormente, destacou Kyiv.

Syrskyi referiu ainda que guerra entrou numa fase fundamentalmente nova: "Drones de todos os tipos dominam agora o campo de batalha", apontou.

Segundo Kyiv, não só o número de drones aumentou, como também a sua qualidade melhorou, juntamente com o papel das unidades especializadas em drones.

A Rússia está a formar novos batalhões, regimentos e brigadas, mas a Ucrânia respondeu reforçando as suas forças de sistemas não tripulados (drones), resultando num impacto direto no aumento das perdas russas.

O comandante-chefe ucraniano destacou ainda o lançamento de um sistema de comando ao nível do corpo de Exército, que tornou as forças ucranianas mais controláveis e eficazes no campo de batalha.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.


Leia Também: França diz que não há "provas concretas" de ataque a residência de Putin

Os governos da França e da Alemanha expressaram hoje alarme com as manobras militares desencadeadas pela China nas águas em redor de Taiwan, considerando que aumentam as tensões regionais. 


França diz que não há "provas concretas" de ataque a residência de Putin.... França defendeu hoje que não existem "provas concretas" que corroborem as acusações russas de que uma residência pertencente ao seu Presidente, Vladimir Putin, foi alvo de um ataque ucraniano, imputações que Kyiv negou desde o início.

Por LUSA 

O Palácio do Eliseu (presidência francesa) criticou ainda as versões contraditórias de Moscovo sobre o sucedido, noticiou a agência Efe.

Fontes próximas do presidente francês, Emmanuel Macron, reagiram hoje à polémica sobre o alegado ataque de domingo à noite contra uma residência na região de Novgorod, que, segundo o Kremlin, foi massivo e executado com drones.

As mesmas fontes francesas esclareceram que não tinham reagido antes porque necessitavam de realizar verificações.

Após estas verificações, criticaram as autoridades russas por "dizerem uma coisa e depois o contrário sobre o que realmente aconteceu", particularmente em relação ao número de veículos de ataque e às regiões atingidas.

Além disso, insistiram que "não existem provas concretas que corroborem as graves acusações feitas pelas autoridades russas", depois de terem consultado os aliados de Paris.

"Quando são feitas acusações graves como estas, os factos e a sua verificação são de importância primordial", sublinharam as fontes francesas.

Para o Palácio do Eliseu, o que é "muito real" e "está documentado" são as ofensivas russas na Ucrânia e "as baixas civis na Ucrânia".

A este respeito, salientaram que, desde o início da invasão russa, a 24 de fevereiro de 2022, 15.000 civis ucranianos morreram e que, durante 2025, a taxa de baixas civis devido aos bombardeamentos russos aumentou 25% em relação a 2024.

O círculo próximo de Macron enfatizou que, enquanto "a Ucrânia e os seus parceiros se comprometeram com um caminho de paz, a Rússia opta por continuar e intensificar a sua guerra contra a Ucrânia".

E, na sua visão, este é "um ato de desafio contra a agenda de paz do Presidente (norte-americano Donald) Trump".

O chefe de Estado norte-americano adiantou na segunda-feira, depois de se reunir com Zelensky na Florida para discutir o seu plano de paz, que Putin lhe tinha dito que uma das suas residências tinha sido atacada.

Trump acreditou nas alegações do Presidente russo e disse que não gostou do sucedido, que estava muito irritado e que "este não é o momento certo para fazer nada disto".

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

Conservador do Registo Civil de Cacheu apela ao Estado para pôr fim a exigências da Embaixada de Portugal

 A.Gomes.   Radio TV Bantaba 

O Conservador Regional do Registo Civil e Notariado da região de Cacheu, com sede em Canchungo, apelou ao Estado da Guiné-Bissau para que ponha cobro às exigências impostas pela Embaixada de Portugal no país relativas à inclusão obrigatória dos nomes dos avós nos registos de nascimento antigos, datados de 1912, 1972 e outros anos, sob pena de rejeição dos documentos.

Em declarações à imprensa, Sori Djocú explicou que essas exigências têm causado constrangimentos aos serviços de registo civil e aos cidadãos, sobretudo no tratamento de documentos históricos que, à época da sua emissão, não obedeciam aos atuais critérios administrativos.

O conservador aproveitou a ocasião para fazer o ponto da situação sobre o novo sistema eletrónico de produção de documentos, recentemente introduzido na Conservatória da região de Cacheu. Segundo Djocú, apesar dos avanços registados, o sistema encontra-se atualmente sob controlo da Universidade de Aveiro, em Portugal, defendendo que o Estado guineense deve assumir o controlo total da plataforma, por se tratar de um instrumento estratégico da administração pública.

Sori Djocú afirmou ainda que a conservatória perspetiva abandonar definitivamente o uso do papel nos próximos cinco anos, sublinhando que os funcionários já dominam plenamente o sistema eletrónico de emissão de documentos.

Entre as vantagens do novo sistema, o responsável destacou a possibilidade de impressão de documentos em qualquer ponto do país, a arrecadação direta das receitas para o cofre do Estado e a redução da necessidade de deslocação de cidadãos de outros setores até à cidade de Canchungo.

Apesar dos progressos, o conservador alertou para algumas dificuldades persistentes, nomeadamente os problemas de fornecimento de energia elétrica em vários Postos de Registo Civil da região de Cacheu, situação que continua a afetar o normal funcionamento.

Declaração preliminar da Missão de Observação da CEDEAO na eleição presidencial de 28 de dezembro de 2025 na Guiné

 














Iémen: Emirados Árabes Unidos anunciam retirada total depois de ultimato... Os Emirados Árabes Unidos anunciaram hoje a retirada das forças que mantêm no Iémen, após um ultimato da Arábia Saudita e do Governo iemenita reconhecido internacionalmente devido a acusações de apoio aos separatistas do sul, rejeitadas por Abu Dhabi.

Por LUSA 

O anúncio foi feito pelo Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos (EAU) num comunicado, divulgado pela agência de notícias estatal WAM, que indicou "a saída das restantes equipas antiterroristas no Iémen por iniciativa própria, de forma a garantir a segurança dos seus membros e em coordenação com as autoridades competentes".

O ministério referiu-se ainda a "desenvolvimentos recentes e as suas potenciais repercussões na segurança e eficácia das operações antiterroristas", mas não avançou a data para a sua retirada.

A Arábia Saudita acusou hoje os EAU de agirem de forma "extremamente perigosa" no Iémen, para justificar ataques a interesses de separatistas neste país apoiados por Abu Dhabi, que já rejeitou as acusações.

A coligação militar liderada pela Arábia Saudita anunciou ataques contra um carregamento de armas alegadamente para separatistas do sul, no porto de Al-Mukalla, capital da província de Hadramawt, recentemente tomada pelo Conselho de Transição do Sul, no Iémen.

Esta organização separatista reagiu ao ultimato de Riade, declarando apoiar a presença dos Emirados Árabes Unidos no Iémen.

O confronto ameaçou abrir uma nova frente na guerra que já dura há uma década no Iémen, o país mais pobre do mundo árabe.

Embora a Arábia Saudita e os EAU, vizinhos na península arábica, tenham vindo a aumentar a sua rivalidade quer em termos económicos quer de política regional, particularmente na zona do Mar Vermelho, os ataques aéreos e o ultimato de hoje foi o confronto mais sério entre os dois países das últimas décadas.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros dos EAU negou ter enviado armas, mas reconheceu ter enviado veículos "para serem utilizados pelas forças dos Emirados Árabes Unidos que operam no Iémen", garantindo que a Arábia Saudita soube do carregamento com antecedência.

O ministério apelou, no entanto, "aos mais altos níveis de coordenação, contenção e sabedoria, tendo em conta os desafios e ameaças à segurança".

O Iémen, na extremidade sul da península arábica, ao largo da costa oriental de África, faz fronteira com o Mar Vermelho e o Golfo de Áden.

A guerra no país já matou mais de 150.000 pessoas, incluindo civis, e criou um dos piores desastres humanitários do mundo.

Com os Huthis a controlar o norte e o Conselho de Transição no sul, o país enfrenta um perigo de desintegração. O Iémen apenas é unificado desde 1990, e conta com dois governos nacionais rivais: o Conselho de Liderança Principal e o Conselho Político Supremo, liderado pelos Huthis, apoiados pelo Irão.

Israel reafirma direito de reconhecer Somalilândia... Israel defendeu hoje a sua decisão de reconhecer a Somalilândia como um Estado soberano, argumentando que ninguém pode questionar a sua política externa e que muitos países fizeram o mesmo com a Palestina.

Por LUSA 

"Os outros países têm permissão para reconhecer um Estado que não existe. Israel não tem o direito de reconhecer um Estado de facto", lamentou o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, na rede social X.

Na sua mensagem, o chefe da diplomacia de Telavive avisou que "ninguém decidirá por Israel" a respeito das suas relações diplomáticas".

Israel anunciou na sexta-feira o reconhecimento oficial da Somalilândia, uma decisão inédita para esta autoproclamada república que se separou da Somália em 1991.

A medida recolheu fortes críticas da União Africana, do Egito e da União Europeia, entre outros protagonistas internacionais, que defendem a soberania da Somália, devastada pela guerra civil e pelo terrorismo.

No entanto, Israel recebeu o apoio dos Estados Unidos, ainda que o Presidente norte-americano, Donald Trump, descarte para já adotar uma medida semelhante.

A representante adjunta dos Estados Unidos na ONU defendeu o aliado israelita na segunda-feira, durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança.

"Vários países, incluindo membros deste Conselho, decidiram unilateralmente reconhecer um Estado Palestiniano que não existe, e nenhuma reunião de emergência do Conselho foi solicitada", argumentou Tammy Bruce, acusando os seus colegas de "dois pesos e duas medidas".

Em setembro passado, uma dezena de países ocidentais, incluindo potências com influência no Médio Oriente como o Reino Unido e a França, mas também o Canadá, a Austrália e Portugal, reconheceram o Estado Palestiniano, juntando-se a cerca de outros 150 que já o tinham feito.

Esta vaga de reconhecimentos diplomáticos gerou uma forte de condenação de Israel, que tem promovido o aumento da sua ocupação na Cisjordânia, ao mesmo tempo que combatia o grupo islamita Hamas na Faixa de Gaza, onde vigora um cessar-fogo desde 10 de outubro.

A Somalilândia, por sua vez, procurava em vão validação internacional até ao recente anúncio israelita.

Situada no Corno de África, a região norte da Somalilândia faz fronteira com o Iémen, do outro lado do Golfo de Áden e do Estreito de Bab-el-Mandeb, numa das rotas comerciais mais movimentadas do mundo, que liga o Oceano Índico ao Canal do Suez.


Leia Também: Israel anuncia suspensão de 25 organizações em Gaza a partir de janeiro

Israel anunciou hoje que vai suspender mais de duas dezenas de organizações humanitárias por não cumprirem as novas regras para avaliar organizações internacionais a operar na Faixa de Gaza.


A cerimónia de tomada de posse do Secretário de Estado do Tesouro, Mamadu Baldé, decorreu no Palácio da República.

 

Governo aprova OGE para 2026: Sob a presidência do Presidente da República de Transição, Major-General Horta N’ta-A, o Conselho de Ministros aprovou, com alterações, a Proposta de Lei do Orçamento Geral do Estado (OGE) para o ano económico de 2026, que integra o Programa de Investimento Público.

O orçamento prevê uma receita global de 530.689 biliões de francos CFA, com despesas do mesmo montante, registando um défice global de 79.780 biliões de francos CFA. 

Foi igualmente aprovado o Programa de Investimento Público, avaliado em 83.200 biliões de francos CFA.

O Presidente de Transiçâo apelou ainda à preparação adequada da Campanha de Comercialização da Castanha de Caju e ao abastecimento do mercado nacional com produtos da primeira necessidade, sem aumento nem especulação de preços.

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social concede dispensa de serviço aos trabalhadores da Administração do Estado no dia 31 de dezembro de 2025 e declara Feriado Nacional no dia 01 de Janeiro de 2026

A dispensa de serviço terá lugar na quarta-feira, [31.12] e o Feriado Nacional na quinta-feira, [01.01] em virtude das festividades de entrada do Novo Ano.


‼️Detido cidadão que agrediu sexualmente uma menina e expõs os vídeos nas redes sociais em Angola

Por M.D.A

O Serviço de Investigação Criminal, através da sua Direcção de Combate aos Crimes Contra as Pessoas, no seguimento de uma aturada investigação, deteve no dia 26 de Dezembro, um cidadão nacional, de 26 anos de idade, por factos que configuram crimes de Agressão Sexual com penetracção, Ameaças, Devassa da vida privada e contágio de doença sexualmente transmissível, em que foi vítima uma jovem de 21 anos de idade.

O crime cujo o vídeo se tornou viral nas redes sociais, onde um elemento com uma garrafa de cerveja nas mãos molestava uma cidadã, ocorreu no bairro dos Ramiros,  município de Belas, na província de Luanda, onde o acusado atraiu a vítima até uma obra abandonada, próximo uma praia onde conviviam, submeteu a mesma ao acto sexual forçado. 

Referir que o cidadão foi detido no momento em que voltou a contactar a vítima,  propondo-lhe a gravação de um vídeo na casa de um dos seus familiares para fazer passar como noivos alegando que o vídeo íntimo vazou sem anuência deles.

China critica venda recorde de armas dos EUA a Taiwan... Wang Yi, o mais alto responsável chinês a comentar até agora o novo pacote militar, condenou também as "forças pró-independência em Taiwan" e criticou a liderança japonesa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da China criticou esta segunda-feira a venda recorde de armamento dos Estados Unidos a Taiwan, no segundo dia de exercícios militares chineses em torno da ilha.

Wang Yi, o mais alto responsável chinês a comentar até agora o novo pacote militar, condenou também as "forças pró-independência em Taiwan" e criticou a liderança japonesa, durante um evento diplomático de fim de ano, em Pequim.

"Face às provocações contínuas das forças pró-independência de Taiwan e à venda de armamento em larga escala por parte dos EUA, devemos opor-nos com determinação e responder com firmeza", afirmou Wang, num balanço da política externa chinesa ao longo de 2025.

Wang reiterou o objetivo da China de alcançar a "reunificação completa" com Taiwan, ilha com governo autónomo desde 1949, mas cuja soberania é reclamada por Pequim.

O Governo de Taipé alega que Taiwan nunca fez parte da China comunista e que as pretensões de soberania chinesas são ilegítimas.

O pacote militar norte-americano, anunciado este mês pelo Departamento de Estado dos EUA, está avaliado em mais de 11 mil milhões de dólares (9,3 mil milhões de euros) e representa a maior venda de armamento norte-americana a Taiwan até à data. Inclui mísseis, veículos aéreos não tripulados ('drones'), sistemas de artilharia e 'software' militar.

As leis norte-americanas obrigam Washington a fornecer a Taiwan meios para a sua defesa. O Presidente norte-americano, Donald Trump, intensificou a pressão para que Taipé aumente as compras de armamento aos EUA, chegando a sugerir que a ilha deveria gastar até 10% do seu Produto Interno Bruto na Defesa.

Em resposta à venda, a China lançou dois dias de exercícios militares em torno de Taiwan, a partir de segunda-feira. Os exercícios são também vistos como uma mensagem dirigida à nova primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, que, no mês passado, inflamou os ânimos em Pequim ao sugerir uma possível intervenção militar japonesa em caso de conflito no estreito de Taiwan.

"O Japão, que lançou a guerra de agressão contra a China, não só falha em refletir profundamente sobre os vários crimes cometidos, como os seus líderes atuais desafiam abertamente a soberania territorial da China, as conclusões históricas da Segunda Guerra Mundial e a ordem internacional do pós-guerra", disse Wang Yi, alertando que a China "deve manter-se altamente vigilante perante o ressurgimento do militarismo japonês".

As guerras no Médio Oriente e na Ucrânia

No discurso de balanço anual da diplomacia chinesa, Wang abordou ainda a guerra na Faixa de Gaza, saudando os esforços internacionais para alcançar um cessar-fogo, mas afirmando que é preciso fazer mais.

"O mundo ainda deve justiça à Palestina", disse o chefe da diplomacia chinesa.

"A questão palestiniana não pode voltar a ser marginalizada e a causa do povo palestiniano pelos seus direitos legítimos e democráticos não pode terminar em vão", frisou.

A China mantém boas relações com Israel e com a Autoridade Palestiniana e apoia a solução de dois Estados, sob a qual Israel e Palestina existiriam como Estados independentes.

Wang reafirmou também o objetivo de Pequim de facilitar um acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia. Embora afirme manter uma posição imparcial, a China tem demonstrado apoio a Moscovo através de visitas de alto nível e exercícios militares conjuntos.

Esta semana, Wang também mediou conversações entre os chefes da diplomacia da Tailândia e do Camboja, que afirmaram que os encontros ajudaram a consolidar o cessar-fogo entre os dois vizinhos, após meses de confrontos fronteiriços.

As reuniões foram mais um exemplo da tentativa da China de reforçar o seu papel como mediador internacional e ampliar a sua influência em crises regionais na Ásia.

Ao consolidar-se como uma potência económica e política global, Pequim tem procurado há mais de uma década aumentar a sua influência diplomática como terceira parte em negociações multilaterais.

Iémen declara estado de emergência após ataques da Arábia Saudita... O chefe do Conselho Presidencial do Iémen, Rashad al-Alimi, declarou hoje o estado de emergência no país durante três meses e cancelou o pacto de defesa com os Emirados Árabes Unidos.

Por LUSA 

"O acordo de defesa mútua com os Emirados Árabes Unidos está cancelado", informou a agência de notícias oficial iemenita Saba, que citou ainda um decreto que estipula um estado de emergência de 90 dias.

O Governo reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita impôs ainda uma proibição de 72 horas a todas as passagens fronteiriças em território sob o seu controlo, bem como a entrada em aeroportos e portos marítimos, exceto os autorizados pela coligação liderada por Riade.

Al-Alimi justificou a decisão com a "necessidade de confrontar o golpe de Estado que tem vindo a ocorrer desde 2014", referindo-se aos rebeldes xiitas Huthis, apoiados pelo Irão.

Um conflito eclodiu em 2014 entre o Governo e os seus aliados, incluindo o STC, por um lado, e os Huthis, por outro, resultando em centenas de milhares de mortes, na fragmentação do país e numa das piores crises humanitárias do mundo.

Um acordo de cessar-fogo alcançado em 2022 tem sido amplamente respeitado.

Uma coligação liderada pela Arábia Saudita, rival do Irão, foi formada em 2015 para apoiar o Governo iemenita reconhecido internacionalmente.

Al-Alimi mencionou ainda "conflitos internos instigados por elementos militares rebeldes que receberam ordens dos Emirados Árabes Unidos para lançar uma ofensiva militar contra as províncias orientais com o objetivo de dividir a República do Iémen".

A medida segue-se a ataques aéreos da coligação contra um porto no Iémen, que visaram veículos blindados e armas para a força separatista conhecida como Conselho de Transição do Sul (CTS, na sigla em inglês).

O CTS é apoiado pelos Emirados Árabes Unidos, que ainda não se pronunciaram sobre o ataque.

"A força aérea da coligação realizou esta manhã uma operação militar limitada, visando as armas e os veículos de combate que tinham sido descarregados dos dois navios no porto de al-Mukalla", informou a agência de notícias oficial saudita SPA.

A notícia, que cita um comunicado militar, justifica a ação com "os riscos e à escalada representados por estas armas, que ameaçam a segurança e a estabilidade".

A nota diz que o armamento chegou ao Iémen em navios vindos de Fujairah, cidade portuária na costa leste dos Emirados Árabes Unidos.

Os Emirados Árabes Unidos não fizeram até ao momento qualquer comentário sobre o ataque.

Não ficou claro se houve vítimas no ataque. Os militares sauditas disseram que realizaram o ataque durante a noite para garantir que "nenhum dano colateral ocorria".

O porta-voz da coligação afirmou que as entregas constituíram uma "clara violação" dos esforços de desescalada e uma infração à Resolução 2216 do Conselho de Segurança da ONU.

Turki al-Maliki disse que os carregamentos têm como objetivo "alimentar o conflito" nas províncias orientais de Hadramawt e Al Mahra, no Iémen, onde os separatistas apoiados pelos Emirados Árabes Unidos detêm o poder.

A coligação avisou no sábado que iria retaliar contra qualquer ação militar dos separatistas no Iémen, pedindo-lhes que se retirassem "de forma pacífica" das províncias recentemente conquistadas.

O STC tomou grandes extensões de território nas últimas semanas, particularmente em Hadramawt, sem encontrar resistência significativa.

Os separatistas pretendem restabelecer um Estado no sul do Iémen, onde uma república democrática e popular foi independente entre 1967 e 1990.

Neste contexto tenso, o Governo iemenita reconhecido internacionalmente pediu na sexta-feira apoio da coligação militar liderada pela Arábia Saudita.

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, apelou à moderação na sexta-feira, evitando tomar partido entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, dois parceiros-chave de Washington.

As novas tensões podem destabilizar ainda mais o Iémen, o país mais pobre da Península Arábica.


Uma coligação liderada pela Arábia Saudita anunciou hoje que atacou carregamentos de armas e veículos num porto do Iémen, descarregados de navios vindos dos Emirados Árabes Unidos.


Japão regista recorde de incursões chinesas nas águas próximas das ilhas Senkaku... Notícia surge num momento de tensão diplomática entre Tóquio e Pequim em torno da questão de Taiwan

Por CNN/Agência Lusa

A Guarda Costeira do Japão detetou navios chineses nas imediações das ilhas Senkaku durante 356 dias ao longo de 2025, estabelecendo um novo recorde anual, noticiou esta terça-feira o jornal nipónico Asahi, citando dados oficiais.

As embarcações foram observadas na chamada "zona contígua" às águas territoriais japonesas, de acordo com os registos mensais divulgados pela Guarda Costeira do Japão. A marca supera em um dia o anterior recorde, registado em 2024, segundo a agência noticiosa Kyodo.

A notícia surge num momento de tensão diplomática entre Tóquio e Pequim em torno da questão de Taiwan. Em novembro, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, afirmou no parlamento que um eventual ataque chinês à ilha autogovernada poderia justificar a intervenção das Forças de Autodefesa japonesas, em apoio aos Estados Unidos.

As declarações provocaram uma reação negativa de Pequim, que apelou aos cidadãos chineses para evitarem viagens ao arquipélago japonês e impôs restrições à importação de produtos do mar do Japão.

Segundo o Asahi, além da presença constante na zona contígua, os navios chineses chegaram por várias vezes a entrar nas águas territoriais japonesas.

Em março, um navio da Guarda Costeira chinesa permaneceu 92 horas nessas águas, estabelecendo um novo recorde de permanência. Em maio, um helicóptero chinês violou o espaço aéreo japonês após descolar de um navio localizado dentro do território marítimo japonês, no primeiro incidente do género registado.

A Guarda Costeira chinesa expulsou ainda, no início de dezembro, um barco de pesca japonês que alegadamente entrou de forma ilegal em águas próximas às ilhas disputadas.

As ilhas Senkaku – conhecidas como Diaoyu na China – são administradas pelo Japão desde 2012, mas reivindicadas por Pequim e por Taipé. O litígio intensificou-se após a nacionalização, por parte de Tóquio, de três das ilhas em setembro de 2012.

Situado no mar do Leste da China, o arquipélago não é habitado, mas tem grande importância geoestratégica e acredita-se que nas suas águas possam existir reservas significativas de gás e petróleo. As Senkaku localizam-se a cerca de 150 quilómetros a nordeste de Taiwan, que também reclama soberania sobre as ilhas.