quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Atualização: SOBE PARA 3 NÚMERO DE MORTES EM INCÊNDIO QUE HOSPITALIZOU 163 PESSOAS NOS HOSPITAIS DE BAFATÁ E SIMÃO MENDES EM BISSAU

Por RSM 18.02.2026

A cidade de Bafatá está mergulhada em luto após a confirmação de mais uma vítima mortal do incêndio devastador que abalou a região esta semana.

A terceira vítima fazia parte do grupo de 21 pessoas transferidas em estado crítico para o Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, onde recebiam cuidados intensivos devido à gravidade das queimaduras.

Autoridades de saúde indicam que vários pacientes continuam em estado delicado, o que mantém o país em alerta.

A tragédia provocou uma reação imediata do Executivo. Na segunda-feira, o primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, anunciou o encerramento imediato das bombas improvisadas de venda de combustível, consideradas uma das principais causas de incidentes do género no país.

Num gesto de solidariedade, o futebolista guineense Roger Fernandes, atualmente a atuar na Arábia Saudita, doou 10 milhões de francos CFA para apoiar o tratamento das vítimas.

O gesto foi amplamente elogiado por diversas organizações nacionais, sendo visto como um exemplo de união num momento de dor coletiva.

Diversas organizações nacionais continuam a mobilizar apoios para as famílias afetadas. Enquanto isso, as autoridades reforçam os apelos ao cumprimento das novas medidas de segurança.

A tragédia de Bafatá reacende o debate sobre a comercialização informal de combustível e a necessidade urgente de maior fiscalização para evitar que episódios semelhantes voltem a acontecer.

Em Ruanda, a prisão de Gitarama ganhou a reputação aterrorizante de ser um verdadeiro inferno na Terra. Embora tenha sido projetada originalmente para comportar apenas 400 detentos, a instalação chegou a abrigar cerca de 7.000 pessoas no período caótico que sucedeu o genocídio no país.

@Desvendando o infinito
A superlotação atingiu um nível tão extremo que o espaço físico se tornou insuficiente para o básico, obrigando os prisioneiros a permanecerem de pé durante todo o dia e noite, encostados uns nos outros em uma massa compacta de corpos onde não existe a mínima possibilidade de deitar ou sentar para descansar.

As condições insalubres resultantes desse confinamento são devastadoras para a saúde física dos encarcerados. Como muitos são forçados a ficar pisando continuamente em um chão coberto de sujeira úmida e dejetos, o desenvolvimento de gangrena nos pés tornou-se uma consequência comum, levando a inúmeras amputações para tentar salvar a vida dos detentos. O local não possui celas convencionais, funcionando apenas como um pátio aberto de sofrimento coletivo que serve como um retrato brutal do colapso total do sistema penal e da inexistência completa de direitos humanos.

Senegal: A adjunta do presidente da câmara municipal de Kaffrine, Astou Ba, faleceu na sequência dos ferimentos que sofreu.

Tinha sido gravemente atingida na cabeça durante incidentes violentos ocorridos no final de dezembro de 2025, à margem de uma cerimónia oficial de entrega das chaves de salas de aula reabilitadas nas escolas 3 e 4 da cidade.

Os factos aconteceram num clima de forte tensão política e social. De acordo com informações do Seneweb, o incidente deflagrou na escola 4, na sequência de uma discussão entre jovens pertencentes aos campos do presidente da câmara, Abdoulaye Saydou Sow, e do partido Pastef. Os confrontos deslocaram-se depois para a escola 3, onde a situação degenerou em violência física.

Foi no decurso desses distúrbios que Astou Ba foi atingida na cabeça por um pedaço de bloco de pavê. Gravemente ferida, foi evacuada com urgência para o hospital Thierno Birahim Ndao, em Kaffrine, antes de ser transferida para Touba para receber cuidados especializados.

Em coma durante mais de três meses, a eleita local não sobreviveu, finalmente, aos ferimentos, provocando grande comoção na população de Kaffrine e na classe política local.

Conselho de Paz de Trump arranca amanhã. Quem vai? Portugal participa?... O Conselho de Paz, organismo composto por líderes mundiais criado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, arranca na quinta-feira com a primeira reunião em Washington e a promessa de destinar 5.000 milhões de dólares para reconstruir Gaza.

Por  LUSA 

Em 19 de fevereiro de 2026, estarei novamente acompanhado pelos membros do Conselho de Paz no Instituto Donald J. Trump para a Paz, em Washington, D.C., onde anunciaremos que os Estados-membros prometem mais de 5.000 milhões de dólares [4.227 milhões de euros, ao câmbio atual] para os esforços humanitários e de reconstrução de Gaza", escreveu Trump no domingo, na rede Truth Social.

A nova organização internacional, cuja carta de criação foi assinada por Trump em 22 de janeiro deste ano, teve uma reunião fundacional nessa altura em Davos, na Suíça, e conta com pelo menos 35 chefes de Estado e de Governo, a grande maioria aliados da atual administração norte-americana, como Israel, Argentina, Arábia Saudita e Egito.

Eis algumas perguntas e respostas sobre este organismo criado pelo líder dos Estados Unidos:

O que pretende o Conselho de Paz?

O organismo foi criado no âmbito do plano de 20 pontos apoiado por Washington para pôr fim à guerra na Faixa de Gaza, que começou após o ataque sem precedentes do movimento extremista palestiniano Hamas e outras fações contra Israel, em 07 de outubro de 2023, desencadeando uma ofensiva israelita que se prolongou até 10 de outubro de 2025, quando entrou em vigor uma trégua.

O objetivo do Conselho seria consolidar "um cessar-fogo permanente, apoiar a reconstrução de Gaza e promover uma paz justa e duradoura baseada no direito palestiniano à autodeterminação e ao estabelecimento do seu Estado de acordo com o direito internacional", abrindo assim caminho à segurança e estabilidade dos países e povos da região.

Donald Trump tem insistido que "é muito importante que o Hamas cumpra o seu compromisso de desmilitarização completa e imediata".

No entanto, embora o Conselho tenha sido inicialmente concebido como um órgão que mediaria a guerra de Israel contra Gaza e a estabilidade na região, desde então expandiu a sua Carta para resolver conflitos em todo o mundo -- o que tem levantado suspeitas sobre intenções do Presidente Trump de criar um organismo paralelo às Nações Unidas, de que é um crítico feroz.

Como funciona o Conselho de Paz?

Um conjunto de organismos anunciados pela administração Trump ficará encarregado de gerir a Faixa de Gaza na segunda fase do cessar-fogo. O Conselho de Paz integra este conjunto de organismos.

Trump será o primeiro presidente do Conselho de Paz, cujos poderes previstos são muito extensos, como definir a agenda e convidar ou afastar outros líderes, salvo em caso de veto por uma maioria de dois terços dos Estados-membros.

Um responsável norte-americano confirmou que Trump poderá conservar a presidência, incluindo após o fim do mandato na Casa Branca, até que se demita.

Cada Estado-membro exerce um mandato com uma duração máxima de três anos, renovável pelo presidente do Conselho.

O mandato de três anos não se aplica aos Estados-membros que paguem mais de mil milhões de dólares (cerca de 845 milhões de euros) ao Conselho de Paz durante o primeiro ano após a entrada em vigor da Carta.

Do Comité Executivo, que tem a incumbência de operacionalizar a visão do Conselho de Paz, fazem parte o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio; o enviado especial Steve Witkoff; o genro de Trump Jared Kushner; o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; o líder de uma empresa de investimento privado, Marco Rowan; o diretor-geral do Banco Mundial, Ajay Banga, e o conselheiro de segurança nacional dos Estados Unidos (EUA), Robert Gabriel.

Jared Kushner apresentou um projeto de reconstrução -- incluindo resorts de praia e torres altas -- para Gaza, criticado por palestinianos como "imperialista".

Está ainda contemplada a criação de um Comité Nacional para a Administração de Gaza (CNAG), composto por 15 tecnocratas palestinianos independentes, entre os quais apenas uma mulher, para supervisionar a situação do pós-guerra no enclave palestiniano, em colaboração com o Conselho Executivo de Paz de Gaza.

É liderado pelo engenheiro Ali Shaaz, natural de Khan Yunis (sul da Faixa de Gaza), mas residente na Cisjordânia, que exerceu funções de vice-ministro dos Transportes na década de 1990 na Autoridade Nacional Palestiniana (ANP).

O que se espera da primeira reunião

O foco principal é o plano de reconstrução de Gaza, após dois anos de uma operação militar israelita em grande escala no enclave palestiniano, que provocou mais de 72 mil mortos, segundo as autoridades locais, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

Além do anúncio dos fundos que os Estados-membros vão disponibilizar "para os esforços humanitários e de reconstrução de Gaza", também poderão ser conhecidos mais detalhes sobre uma chamada Força Internacional de Estabilização, igualmente previsto no plano de 20 pontos da administração Trump.

Segundo o líder dos EUA, os membros do Conselho "comprometeram milhares de elementos com a Força Internacional de Estabilização e a Polícia Local para manter a segurança e a paz para os habitantes de Gaza".

Portugal integra o Conselho?

Não. Em janeiro, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, confirmou que Portugal recebeu o convite, mas afirmou que a adesão só se concretizaria se o âmbito da organização se cingir ao conflito israelo-palestiniano, enquanto acentuou a centralidade da ONU.

"O que está previsto na resolução do Conselho de Segurança [da ONU que aprovou, em novembro, a criação desta organização] é que haja uma espécie de comissão de paz (...) com um papel de supervisão política de um governo tecnocrático que atua em Gaza", lembrou.

Por isso, a organização em causa "terá de ter uma arquitetura diferente da apresentada", reforçou o ministro.

Para Portugal, "como para a generalidade dos países europeus, as Nações Unidas são uma sede fundamental de governação mundial", comentou.

"E, portanto, aí é o espaço para o diálogo, é o espaço para as decisões, é o espaço multilateral em que nós nos queremos afirmar", observou Rangel.

Que países confirmaram a participação?

A Casa Branca convidou formalmente 50 países, incluindo Rússia e Israel, e 35 chefes de Estado e de Governo demonstraram interesse. Até ao momento, 26 países aderiram e foram designados como membros fundadores.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, próximo de Trump, vai enviar o ministro dos Negócios Estrangeiros, Gideon Saar, à reunião de quinta-feira, onde deverão estar presentes Javier Milei (Argentina) e Viktor Órban (Hungria, o único país da União Europeia a participar como Estado-membro), entre outros.

Ainda na Europa, Kosovo e Albânia, aceitaram o convite, tal como vários países do Médio Oriente e árabes: Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Egito, Turquia, Jordânia, Qatar, Marrocos e Bahrein. Também consta da lista, entre outros, Indonésia, Azerbaijão, Arménia, Kuwait, Vietname, Paquistão e Uzbequistão.

Índia e Austrália indicaram que estavam a analisar o convite. Moscovo também ainda não respondeu.

A União Europeia, que recusou o convite para integrar a estrutura, vai fazer-se representar na reunião inaugural pela comissária para o Mediterrâneo, Dubravka Suica, mas Bruxelas não esclareceu se terá a condição de observadora.

De acordo com o executivo comunitário, Dubravka Suica participará nas conversações "para facilitar a coordenação e a complementaridade das ações [europeias] com os esforços internacionais para a recuperação e reconstrução pós-guerra de Gaza", tendo ainda várias reuniões bilaterais marcadas "com atores-chave".

Quem recusou participar?

Pelo menos 14 países.

A União Europeia afirmou que não pretende aderir ao Conselho de Paz devido a preocupações com o estatuto do organismo.

O convite de Trump ao Presidente russo, Vladimir Putin, dificultou a presença de europeus, nomeadamente do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

As principais potências europeias, como Alemanha, França, Reino Unido e Espanha rejeitaram o convite.

Por outro lado, alguns países europeus, como Itália, Roménia, Bulgária, Grécia, Eslováquia e Chipre, vão ter o estatuto de observadores.

O Papa Leão XIV não irá aderir ao Conselho, considerando que a resolução de situações de crise compete à ONU.

Qual é a posição do Hamas e das autoridades palestinianas?

Na terça-feira, o Hamas exortou o Conselho de Paz a agir para obrigar Israel a "pôr fim às violações" da trégua na Faixa de Gaza.

Na semana passada, as autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas, insistiram na urgência da chegada do CNAG para iniciar rapidamente as funções governativas.

Este comité palestiniano defendeu a necessidade de ter "controlo total" sobre o território.

O que disse a ONU?

Em 21 de janeiro, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, considerou, através de um porta-voz, que o Conselho de Paz era, até então, "amorfo", enfatizando que o apoio ao órgão é "estritamente" pelo trabalho no enclave.

"O Conselho de Paz, em termos do que vai fazer, continua amorfo. Teremos que ver o que fará. Estamos a manter-nos fiéis ao nosso programa. A ONU tem a sua Carta, uma longa história de conquistas e um amplo conjunto de tarefas que devemos cumprir constantemente, e é isso que estamos a fazer", disse o porta-voz adjunto de Guterres, Farhan Haq.

O que disseram outras organizações?

A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional considerou que a criação do Conselho de Paz "revela um desrespeito gritante pelo Direito internacional e pelos direitos humanos e representa uma nova manifestação do ataque crescente aos mecanismos das Nações Unidas, às instituições de justiça internacional e às normas universais".

Cientistas resolvem mistério sobre origem da vida complexa na Terra... Cientistas descobriram que os nossos antepassados microbianos usavam ambos oxigénio, resolvendo o mistério presente na teoria de que a vida complexa na Terra surgiu após a união de dois micróbios muito diferentes, foi hoje divulgado.

Por LUSA 

O problema da teoria "mais amplamente aceite" para a evolução das "plantas, animais e fungos, conhecidos coletivamente como eucariotas" era não conseguir explicar como é que os dois micróbios estavam tão próximos para se unirem, quando um precisa de oxigénio para sobreviver e o outro era conhecido por viver em espaços sem este gás.

Segundo um estudo publicado na revista científica Nature, algumas arqueias Asgard, grupo de organismos do qual fazia parte um daqueles antepassados e que hoje em dia vivem sobretudo nas profundezas do mar e noutros espaços sem oxigénio, "usam, ou pelo menos toleram, o oxigénio".

"A maioria dos Asgards vivos de hoje foram encontrados em ambientes sem oxigénio", diz um dos autores do estudo, Brett Baker, professor associado de Ciências Marinhas e Biologia Integrativa na Universidade do Texas, nos Estados Unidos, citado num comunicado de divulgação do estudo desta instituição.

"Mas aqueles que estão mais relacionados com os eucariotas vivem em locais com oxigénio, como sedimentos costeiros pouco profundos, flutuando na coluna de água, e têm muitas vias metabólicas que utilizam oxigénio. Isto sugere que o nosso antepassado eucariótico provavelmente também possuía estes processos", acrescenta.

A mais recente descoberta da equipa de Baker, que investiga genomas de arqueias Asgard, descobrindo novas linhagens, expandindo a diversidade enzimática e explorando as suas vias metabólicas, dá mais credibilidade à ideia de que a vida complexa evoluiu como a teoria previa e aparentemente num ambiente rico em oxigénio.

De acordo com a ciência, até há cerca de 1,7 mil milhões de anos a atmosfera terrestre tinha muito pouco oxigénio, mas os níveis do gás aumentaram drasticamente durante o período conhecido como o Grande Evento de Oxidação e "algumas centenas de milhares de anos" depois "surgiram os primeiros microfósseis de eucariotas conhecidos", o que indica que a presença de oxigénio pode ter sido importante para a origem da vida complexa.

"O facto de alguns dos Asgardianos, que são os nossos antepassados, serem capazes de usar oxigénio encaixa muito bem nisso", adianta Baker.

"O oxigénio apareceu no ambiente e os Asgardianos adaptaram-se a ele. Descobriram uma vantagem energética na utilização de oxigénio e, então, evoluíram para eucariotas".

Para os cientistas, os eucariotas surgiram quando uma arqueia Asgardiana desenvolveu uma relação simbiótica com uma alfaproteobactéria e esta terá evoluído, tornando-se "uma organela produtora de energia dentro dos eucariotas, chamada mitocôndria".

A coautora Kathryn Appler, investigadora de pós-doutoramento no Instituto Pasteur, em Paris, França, destaca "o enorme esforço de sequenciação e a sobreposição de métodos de sequenciação e estruturais" realizados pelos cientistas e que permitiram" ver padrões que não eram visíveis antes desta expansão genómica."

Segundo o comunicado, esta investigação resulta do trabalho de doutoramento de Appler no Instituto de Ciências Marinhas da Universidade do Texas, que começou com a extração de ADN de sedimentos marinhos em 2019.

A equipa da UT e os seus colaboradores reuniram mais de 13.000 novos genomas microbianos, tendo conseguido "centenas de novos genomas de Asgard" e "quase duplicando a diversidade genética" do grupo que era conhecida.

Com base em semelhanças e diferenças genéticas, os cientistas construíram uma árvore da vida alargada das arqueias de Asgard, tendo os novos genomas permitido também descobrir novos grupos de proteínas, "duplicando o número de classes enzimáticas conhecidas".

Os ex-investigadores da UT Xianzhe Gong (atualmente na Universidade de Shandong, na China), Pedro Leão (agora na Universidade Radboud, Países Baixos), Marguerite Langwig (agora na Universidade de Wisconsin-Madison, Estados Unidos) e Valerie De Anda (atualmente na Universidade de Viena, Áustria) são outros autores do estudo.

Air Force One será pintado com cores favoritas de Trump (sim... dourado)... Mais de 60 anos depois, o avião oficial do Presidente dos Estados Unidos vai mudar a paleta de cores, por desejo de Donald Trump. O novo design vai incluir azul, vermelho, branco e... dourado.

Por  LUSA 

A Força Aérea norte-americana deverá repintar a sua frota presidencial (que inclui o Air Force One) e a VIP (que transporta altas figuras, incluindo a primeira-dama, o vice-presidente e membros do governo), para combinar com o esquema de cores preferidas do presidente Donald Trump.

A paleta que remonta à era de Kennedy está a ser substituída nos aviões à medida que vão chegando para reparações ou manutenções programadas, segundo referiram fontes militares à CBS News.

Os aviões visados incluem o  jato doado pelo Qatar e duas aeronaves que a Boeing está a converter para servirem como Air Force One.

Segundo a imprensa norte-americana, que cita fontes governamentais, as cores escolhidas são o azul marinho escuro, vermelho escuro e branco. Além das cores da bandeira americana já mencionadas, espera-se que os aviões recebam também uma faixa dourada, refletindo outra preferência do presidente, que decorou a Sala Oval com vários detalhes em dourado.

Isto marca o fim do design branco e azul, que data dos anos 60 durante a Administração de John F. Kennedy.

O primeiro C-32 (VIP) já foi pintado e a previsão é de que seja entregue nos próximos meses.

Trump já queria que a renovação fosse feita durante o seu primeiro mandato, de 2017 a 2021, mas o pedido foi cancelado pela Força Aérea sob a administração de Joe Biden, por preocupações com custos e aspetos técnicos relacionados ao efeito de aquecimento das cores mais escuras.

Até ao momento, a Casa Branca não comentou as alterações.


Leia Também: Marco Rubio revela que… se esconde de Trump para dormir no Air Force One

Marco Rubio disse, numa entrevista, que costuma esconder-se para dormir uma sesta quando viaja com Donald Trump no Air Force One. Porquê? Porque não quer que o presidente norte-americano pense que é um "homem fraco".

Portugal na área de risco do Chikungunya. O que se sabe sobre este vírus... Um estudo divulgado pela revista The Royal Society revelou que o vírus Chikungunya representa uma ameaça à saúde da Europa, sendo que Portugal está inserido na área de maior risco. O que é? Quais os sintomas? E os tratamentos? Eis o que se sabe sobre este vírus.

Por  LUSA 

Uma investigação publicada pela revista The Royal Society revelou que o vírus Chikungunya representa uma "ameaça à saúde na Europa maior do que se pensava anteriormente, pois pode ser transmitido quando as temperaturas do ar estão tão baixas quanto 13 graus Celsius". 

A pesquisa notou que o vírus pode ser transmitido em temperaturas de 13 a 14 graus Celsius, contrariando desta forma estudos anteriores que indicavam que o mínimo eram 18 a 16 graus. 

Tal significa que existe o risco de surtos locais de Chikungunya em mais áreas e por períodos mais longos do que se pensava anteriormente, alertaram os investigadores, que criaram um mapa para a Europa com três níveis de risco. 

Portugal está enquadrado na área de maior risco, em conjunto com países como a Grécia, Itália, Malta e Espanha, com o estudo a prever que a transmissão posso ocorrer durante cerca de seis meses por ano.

O que é o vírus Chikungunya?

Segundo o website do Institut Pasteur, o vírus Chikungunya é uma doença de foro viral transmitida aos humanos através da picada dos mosquitos Aedes albopictus e Aedes aegypti. 

Embora raramente leve à morte, esta pode causar dor intensa e sintomas que afetam a qualidade de vida dos pacientes. 

O Chikungunya é um vírus do género Alphavirus. O seu mecanismo de ação ainda não é totalmente conhecido, mas acredita-se que o vírus infete sobretudo os músculos, articulações, tecidos de contêm glóbulos brancos e, em alguns casos, o sistema nervoso. 

De que forma este vírus se espalha?

O vírus Chikungunya é um arbovírus, ou seja, é transmitido por artrópodes. Os seus vetores são mosquitos fêmeas do género Aedes, que podem ser identificados pelas suas riscas pretas e brancas. As duas espécies que transmitem a doença são o Aedes albopictus e o Aedes aegypti. 

Estes dois mosquitos também transmitem outros arbovírus, incluindo dengue, febre amarela e o vírus Zika. Os mosquitos geralmente picam durante o dia, especialmente no início da manhã e pouco antes do pôr do sol.

Quais os sintomas do vírus Chikungunya?

Após um período de incubação de dois a 10 dias, este vírus causa dores articulares que afetam sobretudo os pulsos, dedos, tornozelos, pés e joelhos - e, raramente, a zona do quadril e ombros. 

A dor articular é frequentemente acompanhada de dor de cabeça, febre, fortes dores musculares, erupções cutâneas no tronco e membros, conjuntivite e inflamação de um ou mais linfonodos cervicais. 

Em alguns casos podem ocorrer manifestações neurológicas graves, incluindo meningoencefalite e neuropatia periférica. Estas afetam principalmente idosos ou pessoas imunocomprometidas, bem como recém-nascidos que foram infetados no útero ao mesmo tempo que a mãe.

Este vírus raramente leva à morte, pelo que as pessoas que perderam a vida já apresentavam outros problemas de saúde. A maioria dos pacientes recupera de sintomas clínicos rapidamente, sendo que a febre e as erupções cutâneas desaparecem em pouco tempo. 

Como o vírus é diagnosticado?

O diagnóstico baseia-se nos sintomas, no histórico de viagens dos pacientes para áreas onde o vírus é endémico e em exames laboratoriais. Os testes diagnósticos incluem ensaios sorológicos para detetar anticorpos contra o vírus e testes de biologia molecular, como a PCR, para detectar o material genético do vírus.

Quais os tratamentos disponíveis?

Ainda não existem tratamentos antivirais específico para este vírus. O tratamento baseia-se em analgésicos e anti-inflamatórios. 

Como prevenir este vírus?

A melhor forma de prevenir a propagação do vírus Chikungunya passa por medidas de controlo dos mosquitos. As pessoas deverão proteger-se vestindo roupas mais compridas, aplicando repelentes e usando inseticidas. 

No ano passado, os Estados Unidos suspenderam a autorização da vacina contra o vírus Chikungunya do laboratório franco-austríaco Valneva, uma das primeiras a ser desenvolvida contra esta doença viral.

Guiné-Bissau: PR transição exonera presidente do Tribunal Militar Superior... O Presidente guineense de transição, general Horta Inta-a, exonerou hoje o general Augusto Bicoda do cargo de presidente do Supremo Tribunal Militar, sem indicar os motivos, anunciou a Presidência do país através de decreto.

PRT General de Exército Horta Inta-A confere posse ao novo presidente do Tribunal Militar Superior

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO

Por LUSA 

Também em decreto presidencial, consultado pela Lusa nas redes sociais, Horta Inta-a nomeou o general Ioba Embaló para ocupar as funções agora deixadas por Bicoda, que havia sido indicado para o cargo em março de 2025 pelo então Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló.

O brigadeiro-general Ioba Embaló é um quadro militar guineense desde sempre afeto ao Tribunal Militar Superior, tendo, no entanto, trabalhado como conselheiro de segurança das Nações Unidas na Guiné-Bissau.

As mudanças na chefia do Supremo Tribunal Militar ocorrem numa altura em que o principal opositor ao regime em vigor na Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, foi ouvido no Tribunal Militar Regional de Bissau, no âmbito de um processo sobre uma alegada tentativa de golpe de Estado.

Pereira, que é líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e presidente eleito do parlamento guineense, foi ouvido, segundo a sua defesa, na qualidade de declarante de um caso que teria ocorrido em outubro passado.

Várias vozes guineenses e internacionais têm questionado o facto de um civil estar a ser ouvido num tribunal militar.

O decreto que exonera Augusto Bicoda e o que nomeia Ioba Embaló indicam que as mudanças ocorreram por iniciativa do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e foram aprovadas pelo Conselho Superior da Defesa Nacional.

Um Alto Comando Militar tomou o poder na Guiné-Bissau, a 26 de novembro de 2025, um dia antes da divulgação dos resultados oficiais das eleições gerais, presidenciais e legislativas, de 23 de novembro.

O candidato da oposição, Fernando Dias, tinha reclamado vitória sobre o Presidente cessante e candidato a um segundo mandato, Umaro Sissoco Embaló.

Dias foi apoiado pelo Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) que, pela primeira vez, foi afastado de eleições por decisão judicial.

O processo eleitoral foi interrompido, os militares aprovaram uma nova Constituição com mais poderes para o Presidente da República e convocaram novas eleições gerais para 06 de dezembro.

O Presidente cessante, Sissoco Embaló, saiu do país após o golpe, o candidato da oposição Fernando Dias, esteve refugiado na embaixada da Nigéria até 30 de janeiro, data em que saiu da cadeia para prisão domiciliária o presidente do PAIGC, Domingos Simões Pereira.

As autoridades militares anunciaram que tinha  libertado todos os presos políticos do golpe de novembro de 2025 e que Simões Pereira, considerado o principal opositor de Embaló, continua sob custódia por questões ligadas à justiça civil, sem especificar de que processo se trata.

Quase 3 em cada 4 angolanos tiveram dificuldade em alimentar-se em 2023... Quase três em cada quatro angolanos enfrentaram dificuldades no acesso a alimentos em 2023, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), que apontam para uma taxa de prevalência de insegurança alimentar de 74,6%.

Por  LUSA 

Os dados constam do Relatório sobre Escala de Experiência de Insegurança Alimentar (FIES, na sigla inglesa) 2020-2023, elaborado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) de Angola em parceria com o Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), que foi hoje tornado público em Luanda.

Segundo a pesquisa, ao longo do período analisado, a prevalência de insegurança alimentar moderada ou severa na população em Angola atingiu o valor mais elevado em 2021, situando-se em cerca de 82%, representando um aumento de 6,7 pontos percentuais em relação a 2020.

Nos anos seguintes, observou-se uma trajetória de redução, registando-se em 2022 uma prevalência nacional de 79,8% enquanto em 2023 esteve fixada em 74,6%, "um decréscimo acumulado de 7,1 pontos percentuais face ao pico observado em 2021", refere-se.

A província da Lunda Norte, leste de Angola, apresenta a maior prevalência da insegurança alimentar severa na população ao longo dos anos em todo o país, segundo o INE, argumentando que, neste período, "mais da metade da população provavelmente ficou sem comida, passaram fome e, na situação mais extrema, passaram dias sem comer, colocando sua saúde e bem-estar em risco sério".

Entre 2020 e 2023, a Lunda Norte apresentou a maior prevalência de insegurança alimentar severa com 54,7%, 55,2%, 54,1% e 70,7% respetivamente.

Em 2023, a província diamantífera foi secundada pelo Cuando-Cubango (47,4%) enquanto a Lunda Sul (31,3%), também no leste de Angola, e Zaire (31,1%) surgem nas posições imediatas.

Luanda, capital angolana, apresentou uma prevalência de insegurança alimentar severa na população de 12% em 2023. Cunene (7,2%), Uíje (8,1%) e Cuanza Sul (8,2%) foram as províncias com menores prevalências neste período.

Salienta-se igualmente na análise que em 2021 a prevalência de insegurança alimentar severa é ligeiramente superior entre as mulheres, situando-se em 29,1% em comparação com 28,8% entre os homens.

Em relação à segurança alimentar ou insegurança alimentar leve, observam-se variações entre os anos, e a menor prevalência foi em 2021 com 18,2%, enquanto 2020 e 2023 apresentou a maior prevalência, com 25%.

A incorporação da FIES, argumenta o INE, permitiu a obtenção de dados fiáveis sobre a segurança alimentar do país a nível nacional e provincial, permitindo assim uma melhor avaliação das políticas públicas de combate à fome.

As informações recolhidas com o módulo da FIES, permitem avaliar os programas do Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN 2018-2022 e PDN 2022-2027), referentes à Melhoria da Segurança Alimentar e Nutricional.

Deste modo, defende o INE, a resolução da mesma passará pela criação de políticas que visam priorizar as regiões com insegurança alimentar mais acentuadas sem esquecer das outras, de forma a se promover um nível de insegurança alimentar equitativo entre elas.

Para o INE, a inclusão da FIES nos inquéritos nacionais "é uma medida complementar, que visa dar suporte ao Governo de Angola, no âmbito do monitoramento da Estratégia Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, bem como do desempenho do ODS 2".


Leia Também: Hungria suspende fornecimento de gasóleo à Ucrânia

O Governo húngaro anunciou hoje a suspensão do fornecimento de gasóleo à Ucrânia, em resposta à decisão do país de não retomar o envio de petróleo russo através do oleoduto Druzhba.

Guiné-Bissau? "Toda a gente concorda que há muito trabalho a fazer"... O enviado especial da União Africana para a Guiné-Bissau salientou que há ainda muito trabalho a fazer para o país regressar à ordem constitucional, "legítima, inclusiva e aceite por todos", enquadrando assim a sua deslocação a Bissau quinta-feira.

Por LUSA 

A deslocação, anunciada hoje por Bissau, segue-se à passagem de Patrice Trovoada por Adis Abeba, onde aproveitou a presença na cimeira da União Africana (UA), que terminou domingo, de "praticamente todos os atores políticos do continente", para contactos, disse em declarações recolhidas pela RFI para esta rádio francesa e para a Lusa.

As reuniões com o presidente da Comissão da UA, Mahmoud Ali Youssouf, e o presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Julius Maada Bio, Presidente da Serra Leoa, mas também contactos "com outros chefes de Estado e personalidades de relevo", foram para colher impressões e conselhos, disse.

É a CEDEAO que está na linha da frente desta mediação, em coordenação com a União Africana, e Patrice Trovoada adiantou que vai a Bissau na posse de elementos que resultam do trabalho de acompanhamento da situação do país desenvolvido por muitas organizações, valorizando todas, incluindo a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e a União Europeia.

"A Guiné-Bissau tem sido acompanhada pela União Africana (que fez várias missões ao país) e não só, pelas Nações Unidas, às vezes por bons motivos, às vezes por maus motivos. Então, todos esses elementos são elementos que estão em minha posse, são elementos de apoio que vão servir à minha missão", disse.

Porque "toda a gente concorda que há ainda muito trabalho a fazer" e "qualquer missão da CEDEAO, da União Africana e até fora do continente que possa ajudar ao restabelecimento da ordem constitucional e legítima em Guiné-Bissau são bem-vindas", afirmou o também ex-primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, que referiu inclusive a União Europeia e a CPLP.

"Temos sempre as Nações Unidas, o Conselho de Segurança, nós temos a União Africana, a CEDEAO, temos também a CPLP, que é uma organização importante com países africanos importantes, e temos, evidentemente, a União Europeia, que é um grande parceiro também do continente (....). É evidente que contactos serão estabelecidos com todos esses parceiros", referiu o enviado especial da UA para a Guiné-Bissau.

Sobre as eleições anunciadas para dezembro pelo Governo de transição da Guiné-Bissau, e depois de, na Cimeira da UA, o Presidente de Angola, João Lourenço, ter afirmado que estabelecer a ordem constitucional após golpes de Estado não é realizar eleições em que os autores dos golpes se fazem eleger, Patrice Trovoada disse que "o importante é chegar a uma situação de normalidade", e que "há várias ferramentas".

"O que é importante é que, deste episódio, que todos nós lamentamos, se possa chegar a uma situação de normalidade, mas que traga com ela estabilidade para os guineenses, credibilidade para os guineenses e para a comunidade internacional. Este é o objetivo. Há várias ferramentas", realçou.

"[O Governo de transição marcou as eleições para uma data [06 de dezembro], tomamos nota e vamos falar", referiu, salientando que "não são coisas fáceis", mas que confia em que, "dialogando e associando todos, nomeadamente os guineenses, ouvindo os guineenses, também olhando o que foi o passado, as várias tentativas, os vários modelos, os acontecimentos", é possível haver o progresso para saída da crise.

Patrice Trovoada foi nomeado a 23 de janeiro enviado especial da UA pelo presidente da comissão com o propósito de apoiar os esforços da organização para restaurar a ordem constitucional na Guiné-Bissau.

Após o golpe militar de 26 de novembro de 2025, na véspera do anúncio dos resultados das eleições gerais realizadas três dias antes, a Guiné-Bissau foi suspensa de várias organizações internacionais que pedem a retoma da ordem constitucional e a libertação dos presos políticos, nomeadamente, a União Africana, a CEDEAO e a CPLP, que substituiu a Guiné-Bissau na presidência rotativa por Timor-Leste, um facto de gerou tensões entre Bissau e esta organização.


Leia Também: FMI chega a acordo com Guiné-Bissau para 9.ª e 10.ª revisão do programa

Falta de vitamina D. 4 sintomas inesperados que não pode ignorar... A vitamina D é essencial para o funcionamento do organismo e a sua falta poderá estar relacionada com diversos problemas de saúde. Fique a par de quatro sintomas que, normalmente, são ignorados.

Por  noticiasaominuto.com 

A vitamina D é fundamental para diversas funções do organismo. Esta contribui para um envelhecimento saudável, ajuda a manter os ossos fortes e fortalece o sistema imunológico. 

Segundo a Good Housekeeping, estudos revelam que cerca de metade da população mundial não ingere vitamina D suficiente. Ora, nestes casos, a maioria das pessoas não apresentam sintomas, mas há sinais que poderão indicar uma deficiência de vitamina D.

Sinais de que está com falta de de vitamina D

A farmacêutica Elizabeth Vi Nguyen revelou à publicação que a maioria dos pacientes é "assintomático". "Estudos sugerem ligações entre a deficiência de vitamina D e certos problemas de saúde, incluindo depressão, fraturas, diabetes, doenças cardíacas, cancro e infecções".

Conforme realça a Cleveland Clinic, há quatro sintomas em adultos que podem indicar a falta de vitamina D, nomeadamente: 

1. Dor nos ossos

2. Fraqueza ou dores musculares

3. Fadiga (cansaço)

4. Alterações de humor

Falta de vitamina D: Possíveis causas

A falta de vitamina D poderá dever-se a vários fatores. Eis os mais comuns: 

- Falta de alimentos ricos em vitamina D na dieta; 

- Não se expor suficientemente ao sol; 

- Condições que dificultam a absorção de vitamina D pelo organismo (como doenças do intestino delgado ou insuficiência pancreática);

- Condições que dificultam a conversão de certos compostos na forma ativa da vitamina D pelo organismo (como a cirrose);

- Medicamentos que dificultam a absorção ou conversão da vitamina D pelo organismo (incluindo alguns usados ​​para tratar convulsões, colesterol alto e perda de peso).

Vitamina D: Os fatores de risco

Há grupos de pessoas com maior probabilidade de apresentar falta de vitamina D. Eis os fatores de risco: 

- Falta de exposição ao sol; 

- Tom de pele mais escuro;

- Idade avançada; 

- Excesso de peso; 

- Seguir uma dieta vegana; 

- Ter uma condição que dificulte a absorção de nutrientes (incluindo doença de Crohn, doença celíaca ou histórico de cirurgia de bypass);

- Ter uma condição que dificulte a síntese de vitamina D (como problemas no fígado ou nos rins).

O tratamento para a falta de vitamina D depende de cada pessoa, mas normalmente envolve uma combinação de alimentação e suplementos, uma vez que a maioria das pessoas não apanha sol suficiente. 


A toma de suplementos de vitamina D aumenta no inverno, no entanto, e apesar disto ser recomendado, há cuidados a ter no que diz respeito a excessos. A médica Zoe Williams fez este alerta no programa 'This Morning'

Rússia acusa Guterres de parcialidade e de violar Carta da ONU... A Rússia acusou hoje o secretário-geral da ONU, António Guterres, de parcialidade a favor da Ucrânia e de violar a Carta das Nações Unidas ao expressar posições que Moscovo considerou pessoais ou de Portugal.

Por  LUSA 

Guterres deveria "guardar para si as opiniões pessoais ou as abordagens do seu Governo [de Portugal] e conduzir-se de uma forma consistente com o cargo que ocupa", afirmou a porta-voz da diplomacia russa, Maria Zakharova.

Num encontro com a imprensa em Moscovo sobre as conversações de Genebra sobre a guerra na Ucrânia, realizadas na terça-feira e hoje, Zakharova recordou declarações recentes de Guterres sobre o conflito iniciado pela Rússia há quatro anos.

Zakharova disse que o secretário-geral da ONU defendeu que o princípio da integridade territorial tem precedência sobre o direito dos povos à autodeterminação, segundo o relato da agência de notícias russa TASS.

"Trata-se de uma violação clara do Artigo 100.º da Carta [da ONU], segundo o qual o secretário-geral e o pessoal do Secretariado devem aderir aos princípios de imparcialidade, equidistância e objetividade, e estão obrigados a agir no interesse de todos os Estados-membros", acusou.

Para a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Federação Russa, o antigo primeiro-ministro português "está a tentar colocar-se (...) simplesmente acima dos Estados-membros" e da própria estrutura da ONU.

Zakharova sugeriu que as declarações de Guterres devem ser vistas mais como o reflexo das opiniões pessoais de um cidadão português ou da linha oficial do Governo de Portugal, do que como a posição de um funcionário da ONU.

"Uma vez que ainda ocupa o cargo de secretário-geral da organização mundial, recomendaríamos que guardasse para si as suas próprias opiniões ou as abordagens do seu Governo", afirmou.

Zakharova recomendou ainda a Guterres que "se conduzisse de uma forma consistente com o cargo que ocupa", em conformidade com "os documentos que regulam as suas responsabilidades funcionais".

Portugal e a generalidade dos países europeus que apoiam Kyiv recusam as exigências russas de soberania sobre territórios ucranianos que Moscovo declarou como anexados, embora não os controle na totalidade.

A Rússia declarou em 30 de setembro de 2022, sete meses depois de ter invadido a Ucrânia, a anexação das províncias ucranianas de Donetsk e Lugansk, o chamado Donbass (leste), e Zaporijia e Kherson (sul).

A declaração de adesão dos quatro territórios à Federação Russa seguiu-se a referendos organizados por dirigentes separatistas locais apoiadas por Moscovo que não foram reconhecidos pela ONU nem pela generalidade da comunidade internacional.

Uma situação idêntica aconteceu com a Crimeia e Sebastopol, anexadas pela Rússia em 2014.

Para acabar com a guerra, o Presidente russo, Vladimir Putin, exige, entre outras questões, o reconhecimento das anexações, que corresponderão a cerca de 20% do território da Ucrânia.

O homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, recusa ceder território à Rússia, e exige a retirada das tropas russas de todo o país.

Kyiv quer o restabelecimento das fronteiras de 1991, quando a Ucrânia se tornou independente após o colapso da União Soviética, de que fazia parte.

Com mais de 603.000 quilómetros quadrados, a Ucrânia é o segundo maior país da Europa, depois da Rússia, cujo território se estende também pela Ásia.

Teerão e Moscovo realizam exercícios navais no Golfo de Omã... O Irão e a Rússia confirmaram hoje a realização, na quinta-feira, de exercícios navais conjuntos no Golfo de Omã e no norte do Oceano Índico, perante ameaças militares dos Estados Unidos contra Teerão.

Por LUSA 

Segundo a agência Tasnim, afiliada da Guarda Revolucionária iraniana, o porta-voz das manobras, vice-almirante Hasan Magsudlu, afirmou que o principal objetivo é "melhorar a segurança e as interações sustentáveis da navegação marítima" naquelas águas estratégicas.

Os exercícios terão início na cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do Irão, embora as autoridades não tenham especificado a duração das manobras nem o número de navios envolvidos.

De acordo com Magsudlu, as Marinhas iraniana e russa pretendem desenvolver a cooperação naval conjunta e reforçar as relações bilaterais no "planeamento e execução de operações combinadas", visando combater atividades que ameacem a segurança marítima, nomeadamente na proteção de navios mercantes e petroleiros e no combate ao terrorismo marítimo.

O comandante do grupo naval russo destacado para as manobras, Alexei Serguiev, já presente em Bandar Abbas, afirmou que as atuais relações entre Moscovo e Teerão permitem aos dois países gerir e resolver em conjunto diversos desafios marítimos e costeiros.

"A Rússia está pronta para realizar exercícios conjuntos em qualquer região, incluindo operações especializadas contra o terrorismo marítimo com navios e embarcações de ambos os países", declarou Serguiev.

Os exercícios decorrerão a leste do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, e onde a Marinha da Guarda Revolucionária iraniana realiza manobras desde segunda-feira, tendo chegado a fechar parcialmente o estreito.

O encerramento parcial ocorreu em pleno decurso das negociações nucleares entre Teerão e Washington, em Genebra, sob ameaças dos Estados Unidos de uma eventual intervenção militar caso não seja alcançado um acordo.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou o envio do porta-aviões USS Abraham Lincoln e do respetivo grupo de ataque para o Médio Oriente, bem como do USS Gerald R. Ford, numa demonstração de pressão sobre a República Islâmica.

Na terça-feira, o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, desvalorizou as ameaças norte-americanas e avisou que os Estados Unidos poderiam sofrer "um golpe tão severo que não conseguiriam recuperar".

Os Estados Unidos bombardearam, em junho, as três principais instalações nucleares do Irão durante a guerra de 12 dias entre o Irão e Israel, agravando a tensão regional.

França acusada de desinformação ao pedir demissão de relatora da ONU... Mais de 150 personalidades, incluindo uma centena de ex-ministros e antigos diplomatas, acusaram hoje o chefe da diplomacia francesa, Jean-Noel Barrot, de desinformação sobre declarações da relatora da ONU para os territórios palestinianos, Francesca Albanese.

Por  LUSA 

A polémica tem crescido em França após deputados do campo do partido do Presidente Emmanuel Macron terem acusado a perita da ONU de designar "Israel como um inimigo comum da humanidade".

Albanese negou ter feito tais declarações e denunciou "acusações mentirosas" e uma manipulação das palavras que proferiu há cerca de duas semanas.

Deputados pediram a Barrot em 10 de fevereiro que a França trabalhasse para que a relatora fosse "destituída de qualquer mandato na ONU".

No dia seguinte, o ministro, sem repetir as acusações dos deputados, apelou à demissão de Albanese, após o que classificou como "declarações ultrajantes e culposas".

Segundo Barrot, as declarações "somam-se a uma longa lista de tomadas de posição escandalosas, justificando o 07 de outubro, o pior massacre antissemita (...) desde o Holocausto, evocando o 'lobby' judeu ou comparando Israel ao Terceiro Reich".

Barrot aludia aos ataques do grupo fundamentalista islâmico Hamas contra Israel em 2023, que foram a causa direta para a ofensiva israelita na Faixa de Gaza, numa guerra que causou mais de 73.000 mortos dos dois lados.

A ofensiva israelita provocou também a destruição de grande parte da Faixa de Gaza e acusações a Israel de genocídio contra a população palestiniana do território pertencente à Palestina.

Numa carta aberta divulgada hoje, as 150 personalidades condenaram "o recurso a elementos inexatos e manipulados para desacreditar a titular de um mandato independente das Nações Unidas".

"Albanese reafirmou um princípio fundamental do direito internacional: a imputabilidade de violações graves do direito internacional constitui uma obrigação jurídica, não uma escolha política, e os responsáveis devem ser processados", afirmaram.

O grupo, que inclui antigos diplomatas neerlandeses e ex-ministros gregos, argentinos e dinamarqueses, disse que Albanese "não classificou Israel como 'inimigo comum da humanidade'", como negou a relatora da ONU.

Os signatários apelaram ao Ministério dos Negócios Estrangeiros francês para "rever as declarações inexatas atribuídas a Albanese e retificá-las publicamente".

As declarações no centro da polémica foram proferidas numa intervenção por videoconferência, durante um fórum organizado pela estação Al-Jazeera, no qual Albanese mencionou um "inimigo comum" que permitiu, na sua opinião, um genocídio em Gaza.

"O facto de, em vez de travarem Israel, a maioria dos países do mundo o ter armado, fornecido desculpas políticas, um guarda-chuva político, bem como apoio económico e financeiro, é um desafio", afirmou.

"Nós, que não controlamos vastos capitais financeiros, nem os algoritmos, nem as armas, constatamos agora que, enquanto humanidade, temos um inimigo comum", acrescentou, segundo a AFP.

Posteriormente, Albanese defendeu-se em declarações à estação televisiva France24 e garantiu que "nunca disse 'Israel é o inimigo comum da humanidade'".

"Falei dos crimes de Israel, do 'apartheid', do genocídio, e condenei como o inimigo comum o sistema que não permite levar à justiça e à cessação dos crimes de Israel", esclareceu.

A Alemanha e a República Checa também se insurgiram contra Albanese e pediram a demissão da relatora especial da ONU para os Territórios Palestinianos Ocupados, com base nas declarações que lhe foram atribuídas.

Vance diz que Teerão não aceita algumas "linhas vermelhas" sobre nuclear... O vice-presidente norte-americano, JD Vance, afirmou hoje que o Irão continua a ignorar as "linhas vermelhas" dos Estados Unidos sobre o nuclear nas negociações entre os dois países, sob mediação do sultanato de Omã.

© Getty Images   Por  Lusa

"De certa forma, as negociações correram bem e eles concordaram reunir-se novamente, mas, noutros aspetos, ficou muito claro que o Presidente (Donald Trump) estabeleceu algumas linhas vermelhas que os iranianos ainda não estão dispostos a reconhecer e a negociar", declarou em entrevista à Fox News. 

A propósito, reiterou que o "principal interesse" dos Estados Unidos é impedir o Irão de desenvolver armas nucleares.

"Não queremos a proliferação nuclear. Se o Irão adquirir uma arma nuclear, há muitos outros regimes, alguns amigos e outros nem tanto, que também desejarão adquirir armas nucleares a seguir", explicou.

O Irão e os Estados Unidos concluíram hoje, em Genebra, na Suíça, a segunda sessão de negociações retomadas pela primeira vez desde os bombardeamentos norte-americanos a instalações nucleares iranianas durante a guerra de 12 dias desencadeada em junho por um ataque israelita contra o Irão.

Vance disse que Washington continuará a trabalhar com Teerão a nível diplomático, mas salientou que o Presidente Trump se "reserva o direito" de tomar outras medidas se acreditar que a diplomacia não resulta.

"Esperamos não chegar a esse ponto, mas, se chegarmos, será uma decisão do Presidente", disse, acrescentando que Trump tem "muitas opções" em cima da mesa e que os Estados Unidos têm um "forte exército", numa referência a um eventual ataque contra o Irão.

Poucas horas após o fim das discussões na Suíça, o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, disse que o país está pronto a deixar verificar que não procura dotar-se de armas nucleares

"Nós não procuramos, absolutamente, obter uma arma nuclear. Se alguém quiser verificá-lo, nós estamos abertos a tal verificação", disse numa entrevista publicada hoje no 'site' da presidência iraniana citada pela agência France-Presse (AFP).

O secretário-geral da ONU, por seu turno, saudou a continuação das conversações entre os dois países e instou-os a manter o ímpeto das discussões visando "conduzir a resultados concretos e construtivos".

A visão de António Guterres foi partilhada pelo seu porta-voz, Stéphane Dujarric, que, numa conferência de imprensa em Nova Iorque, expressou esperança de que as discussões em curso reduzam as tensões regionais e evitem uma crise mais ampla, "que poderia ter implicações muito abrangentes".


Leia Também: Irão diz estar pronto a provar que não quer armas nucleares

O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, disse hoje que o país está pronto a deixar verificar que não procura dotar-se de armas nucleares, poucas horas após o fim das discussões entre o Irão e os Estados Unidos, na Suíça.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Portugal, Porto: Arouca apoia natalidade com 400 a 600 euros por cada nascimento ou adoção... O Município de Arouca vai implementar um programa de apoio à natalidade que prevê a atribuição às famílias locais de 400 a 600 euros por cada nascimento ou adoção, e também 200 euros para procriação medicamente assistida.

© Shutterstock   Por  Lusa  17/02/2026 

Segundo revela hoje à Lusa essa autarquia do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto, a medida ainda vai ser sujeita a discussão pública, mas no executivo camarário já tem o aval tanto da maioria socialista como da oposição social-democrata. 

A presidente da Câmara, Margarida Belém, justifica o novo programa com a descida da taxa de natalidade a que se vem assistindo no concelho e no país em geral.

"É necessário adotar medidas concretas para inverter esta tendência demográfica e fomentar a natalidade no concelho, e, desejavelmente, elas devem ser acompanhadas de outras ações de âmbito nacional no mesmo sentido", disse.

Para ajudar a criar "condições de vida mais vantajosas para os agregados familiares" de Arouca, a autarquia anuncia assim a atribuição de uma comparticipação pecuniária cujo montante irá variar de acordo com o número de crianças no agregado - sendo aplicável a nascimentos e adoções verificadas a partir da publicação definitiva do regulamento em Diário da República.

Em causa estão 400 euros pelo nascimento ou adoção do primeiro filho, 500 euros pelo nascimento ou adoção do segundo com a mesma filiação e 600 quando se tratar do terceiro ou seguintes, ainda com os mesmos pais.

Para apoio à procriação medicamente assistida, também está prevista uma ajuda financeira "até ao limite de 200 euros", quando cumpridos os termos da Portaria n.º 300/2024/1, de 25 de novembro.

A todos os bebés ou crianças abrangidos pelo programa será igualmente oferecido um 'kit' com "uma mala de maternidade e artigos de puericultura" e, no caso de menores de um ano, também um 'pack' com materiais de leitura.

Outro benefício previsto para grávidas e crianças até aos 3 anos é a isenção de pagamento em todas as modalidades disponíveis para esse público-alvo nos complexos desportivos municipais.

Para usufruir desse conjunto de apoios, as famílias interessadas têm, no entanto, que cumprir alguns requisitos: a criança em causa tem que estar registada como natural do concelho de Arouca e residir efetivamente com o requente -- que, por sua vez, tem que habitar no município "há pelo menos dois anos consecutivos até à data do nascimento". O mesmo período de residência mínimo é obrigatório para as mulheres que queiram aceder à ajuda para procriação medicamente assistida.

Margarida Belém realçou que o presente regulamento de apoio à natalidade se enquadra num conjunto de medidas apostadas em facilitar a vida aos jovens e em ajudar à sua fixação no território. Como exemplos disso, a autarca destacou "o reforço da oferta habitacional a custos controlados e com condições preferenciais para jovens, o regulamento de apoio ao arrendamento e a dinamização do autoemprego através da consolidação do Centro de Incubação e Inovação Industrial de Arouca, assim como a expansão e requalificação das zonas industriais para atrair novas empresas e criar novos postos de trabalho".

População da Alemanha deverá diminuir 10% até 2070... A população da Alemanha vai provavelmente diminuir em cerca de 10% até 2070, contra uma previsão anterior de 1%, anunciou hoje o instituto alemão Ifo.

© Shutterstock   Por  Lusa   17/02/2026 

Num comunicado hoje divulgado, o Ifo explica que este é o resultado de uma análise do instituto sobre os cálculos populacionais atuais da Agência Federal de Estatísticas alemã (Destatis). 

"Hoje já é necessário levar em consideração a diminuição e o envelhecimento da população nas decisões políticas de longo prazo, por exemplo, na saúde e nos cuidados", diz Joachim Ragnitz, da delegação de Dresden do Ifo.

Segundo os especialistas do ifo, não só a escassez de mão de obra qualificada deve piorar, como também o seguro de pensão estatal deve ser ainda mais pressionado.

"Com menos pessoas, precisamos de menos habitação, menos infraestrutura de transporte e também de menos funcionários públicos", diz o investigador do ifo, Robert Lehmann.

Ao mesmo tempo, a proporção de pessoas mais velhas está a aumentar de forma muito mais acentuada, com consequências para a necessidade de infraestruturas de saúde e cuidados.

De acordo com o estudo do ifo, existem diferenças regionais claras: os Estados da Alemanha Oriental são muito mais afetados do que os três Cidades-Estados da Alemanha Ocidental (Berlim, Hamburgo e Bremen), onde a população até deve aumentar até 2070.

A razão para este ajustamento significativo das projeções populacionais são os novos dados do censo de 2022, refere o Ifo.

Assim, 81,9 milhões de pessoas realmente vivem na Alemanha, em vez do número extrapolado anteriormente de 83,2 milhões do censo de 2011.

Esta correção leva a uma taxa de natalidade mais baixa e a menos imigração.

Apesar de pressupostos em grande parte idênticos, o ponto de partida mais baixo leva, portanto, a uma acentuada diminuição da população da Alemanha a longo prazo.

Anteriormente, assumia-se que a população permaneceria constante e cresceria ligeiramente até 2030.


O Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, chegou esta manhã à cidade de Bafatá com o objetivo de se inteirar da condição de uma parte dos feridos na sequência da explosão registada num contentor que servia como depósito para venda de combustíveis.

Rússia ataca várias regiões com mísseis antes do início de negociações... A força aérea ucraniana disse na plataforma de mensagens Telegram que a Rússia utilizou mísseis de cruzeiro e teve como alvo regiões no norte, centro, sul e oeste da Ucrânia.

Por sicnoticias.pt   

As forças armadas da Rússia lançaram esta terça-feira um novo ataque contra várias regiões da Ucrânia, utilizando mais mísseis e drones que o habitual, disse Kiev, horas antes de uma nova ronda de conversações.

A força aérea ucraniana disse na plataforma de mensagens Telegram que a Rússia utilizou mísseis de cruzeiro e teve como alvo regiões no norte, centro, sul e oeste da Ucrânia.

Paralelamente, os russos lançaram também vários grupos de aeronaves não tripuladas (drones), num ataque que se prolongou durante a madrugada.

A Rússia atacou também a cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, causando danos em infraestruturas não especificadas e num edifício civil, além de ferir duas pessoas.

As autoridades ucranianas ainda não divulgaram informações sobre os danos provocados pelo ataque de mísseis e drones de hoje.

Também hoje, o Ministério da Defesa russo disse no Telegram ter destruído mais de 150 drones ucranianos, incluindo 38 sobre a Crimeia, 50 sobre o Mar Negro e 29 sobre o Mar de Azov.

"Este foi um dos ataques mais longos dos últimos tempos", disse Mikhail Razvozhayev, governador de Sebastopol, uma importante cidade portuária da Crimeia, anexada em 2014.

"No total, mais de 24 drones foram abatidos" nos arredores de Sebastopol, acrescentou, dando conta de vários feridos, incluindo uma criança.

Na região de Krasnodar (sul da Ucrânia), onde 18 drones foram neutralizados, segundo o Ministério da Defesa, o ataque teve como alvo uma refinaria de petróleo e danificou um tanque de armazenamento de petróleo, informaram os serviços de emergência locais em comunicado.

Um incêndio deflagrou na refinaria, abrangendo uma área de aproximadamente 700 metros quadrados, após o ataque de um drone, e 72 bombeiros foram enviados para o local para combater as chamas, segundo a mesma fonte.

A troca de ataques aconteceu horas antes do início de uma uma nova ronda de conversações, na cidade de Genebra, na Suíça, entre negociadores russos, ucranianos e norte-americanos.

O avião que transportava a delegação russa, chefiada pelo conselheiro presidencial Vladimir Medinsky, chegou à cidade suíça às 07:00 (06:00 em Lisboa), avançou a agência de notícias oficial russa TASS.

Na segunda-feira, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que "a Ucrânia faria bem em sentar-se à mesa das negociações, e rapidamente".

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Ryabkov, alertou na segunda-feira que "as questões" que ainda precisam de ser resolvidas são "vastas" e que "ninguém se arriscará a prever" o resultado das discussões.

Ryabkov reiterou o desejo de Moscovo de obter não apenas uma pausa nas hostilidades, mas um acordo duradouro que inclua "a resolução das questões que estão na origem deste conflito".

A Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, alegando, entre outros motivos, que a ambição da Ucrânia de aderir à NATO ameaçava a segurança nacional russa.

Na segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu que não repetirá "os mesmos erros" cedendo território à Rússia e avisou que as ambições do Presidente russo só podem ser travadas com "sanções totais" ao Kremlin.


Leia Também: Mais de 21 mil fake news russas nos dias antes das negociações em Genebra

Entre 13 e 15 de fevereiro, cerca de 130 fontes envolvidas em ações russas de Manipulação e Interferência de Informações Estrangeiras (FIMI) publicaram aproximadamente 21,4 mil peças que mencionavam a Ucrânia, segundo uma organização ucraniana que combate a desinformação.