quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Em Ruanda, a prisão de Gitarama ganhou a reputação aterrorizante de ser um verdadeiro inferno na Terra. Embora tenha sido projetada originalmente para comportar apenas 400 detentos, a instalação chegou a abrigar cerca de 7.000 pessoas no período caótico que sucedeu o genocídio no país.

@Desvendando o infinito
A superlotação atingiu um nível tão extremo que o espaço físico se tornou insuficiente para o básico, obrigando os prisioneiros a permanecerem de pé durante todo o dia e noite, encostados uns nos outros em uma massa compacta de corpos onde não existe a mínima possibilidade de deitar ou sentar para descansar.

As condições insalubres resultantes desse confinamento são devastadoras para a saúde física dos encarcerados. Como muitos são forçados a ficar pisando continuamente em um chão coberto de sujeira úmida e dejetos, o desenvolvimento de gangrena nos pés tornou-se uma consequência comum, levando a inúmeras amputações para tentar salvar a vida dos detentos. O local não possui celas convencionais, funcionando apenas como um pátio aberto de sofrimento coletivo que serve como um retrato brutal do colapso total do sistema penal e da inexistência completa de direitos humanos.

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