quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Um projeto de lei apresentado pela deputada federal Julia Zanatta (PL-SC) pretende criar uma pena de até oito anos de prisão para mulheres que fizerem denúncias falsas de violência doméstica contra homens que não cometeram qualquer agressão.

@Concursos Públicos em São Paulo  12/02/2026

A proposta, segundo ela, busca evitar o uso distorcido da Lei Maria da Penha, preservando sua finalidade original: proteger mulheres que realmente estão em situação de risco. Segundo Zanatta, a lei é um avanço importante no combate à violência doméstica, mas sua credibilidade pode ser afetada quando utilizada de forma indevida. 

Para ela, permitir que denúncias sejam utilizadas de modo fraudulento acaba gerando prejuízos a homens inocentes e enfraquecendo um instrumento essencial de proteção. O texto apresentado sugere alterações no artigo 18 da Lei Maria da Penha, que trata das medidas adotadas pelo juiz ao receber um pedido de proteção urgente. 

Pela proposta, o acusado deverá ser comunicado imediatamente após a denúncia e terá o prazo de sete dias para apresentar uma defesa por escrito. Depois disso, caberá ao magistrado reavaliar as medidas protetivas concedidas, levando em conta os elementos apresentados por ambas as partes.

"NATO é um multiplicador de força que permite aos EUA projetar poder"... Um grupo de 16 ex-embaixadores dos Estados Unidos na NATO e ex-Comandantes Supremos Aliados da Aliança alertaram hoje que a existência da organização "não é um ato de generosidade norte-americana".

© Berkan Cetin/Anadolu via Getty Images  Por LUSA  12/02/2026 

Trata-se antes de "um pacto estratégico" que garante aos Estados Unidos, agora liderados por Donald Trump, "que continuarão a ser a nação mais poderosa e economicamente segura do mundo", a uma "fração do custo" de fazê-lo sozinhos, sublinharam, em comunicado. 

Na declaração hoje assinada, no dia em que se realizou em Bruxelas uma reunião de ministros da Defesa da Aliança Atlântica, 16 diplomatas e generais norte-americanos que serviram na NATO nos últimos 25 anos recordaram que a organização "tem sido a pedra basilar da segurança nacional" dos Estados Unidos e que retirarem-se ou reduzirem a sua presença seria altamente prejudicial.

"Longe de ser uma obra de caridade ou uma garantia de segurança unidirecional, a NATO é um multiplicador de força vital que permite aos Estados Unidos projetar poder, proteger a sua economia e partilhar os imensos encargos da liderança global de formas que seriam impossíveis, ou proibitivamente dispendiosas, de alcançar sozinhos", referiram os signatários no documento.

Como ex-embaixadores dos Estados Unidos junto da NATO e antigos comandantes supremos da Aliança, afirmaram ter "experimentado o seu verdadeiro valor", defendendo que uma organização forte "melhora a dissuasão na região transatlântica" e permite a Washington "garantir a segurança noutras regiões do globo", pelo que é "fundamental para a sua própria segurança" que os norte-americanos "reconheçam o valor da NATO".

Deram como exemplo que, se os Estados Unidos se retirassem da NATO, ou diminuíssem a sua utilidade erodindo a confiança entre os aliados, o resultado mais imediato seria que a Casa Branca enfrentaria "custos mais elevados" para manter "o mesmo nível de influência global e segurança comercial".

Nesse cenário, a Marinha e a Força Aérea dos Estados Unidos, no mínimo, teriam de "expandir-se significativamente" para substituir as frotas e os grupos aéreos aliados, um "vazio de segurança" que custaria "até 200 mil milhões de dólares (cerca de 168 mil milhões de euros, ao câmbio atual).

De acordo com os antigos responsáveis norte-americanos, sem a presença dos Estados Unidos (EUA) na NATO, "a Rússia e a China poderão estar mais inclinadas a desafiar a Europa", aumentando assim "o risco de conflito com os maiores parceiros comerciais dos EUA" e arrastando-os para "um conflito que a sua permanência na Aliança teria evitado".

Os EUA também perderiam a sua influência nas decisões de segurança europeias, o que poderia levar ao "surgimento de um bloco militar europeu que não esteja alinhado com os interesses dos EUA", além de perderem "as redes de serviços de informações locais e especializadas de 31 aliados da NATO".

Depois de referirem outros problemas, como a perda de padrões comuns para o equipamento militar --- o que desencorajaria as compras aos Estados Unidos ---, os ex-embaixadores argumentaram ainda que, sem o guarda-chuva (escudo) nuclear de Washington, muitos países ver-se-iam obrigados a desenvolver a sua própria defesa com armas nucleares, aumentando "a probabilidade estatística de uso acidental ou intencional".

Os Estados Unidos perderiam igualmente a sua rede de bases aéreas, navais e terrestres em toda a Europa e ficariam impossibilitados de voltar a acionar o artigo 5.º da NATO, que foi invocado apenas uma vez na História, após os atentados de 11 de Setembro de 2001, quando os aliados destacaram mais de 50.000 soldados, no auge da missão da NATO no Afeganistão.

Por último, Washington teria muito menos legitimidade nas suas operações no estrangeiro, uma vez que seriam vistas como "ações policiais" unilaterais, em vez de mandatos internacionais assentes no apoio dos seus parceiros da NATO.


RÚSSIA: "Os países europeus seguiram o caminho da militarização", acusa Rússia... O secretário do Conselho de Segurança Nacional russo acusou hoje a NATO de seguir o caminho da militarização e de aumentar o número de provocações nas fronteiras da Rússia e da Bielorrússia, bem como dos seus aliados na região.

© ALEXANDER NEMENOV/AFP via Getty Images   Por LUSA   12/02/2026 

"Os países europeus seguiram o caminho da militarização apesar da difícil situação das suas economias. A presença militar da NATO está a aumentar e o número de provocações no espaço aéreo e em alto-mar está a crescer", declarou Sergei Shoigu em entrevista à agência de notícias russa Interfax.

Segundo o antigo ministro da Defesa, a Aliança Atlântica está a realizar manobras que simulam ataques contra a Rússia e a Bielorrússia.

"Só nos países bálticos e na Polónia, entre 30 de janeiro e 06 de fevereiro deste ano, foram realizados nove exercícios militares, que incluíram, entre outras coisas, exercícios com munições reais utilizando o sistema de lançamento múltiplo de foguetões HIMARS, de fabrico norte-americano", criticou.

Shoigu acrescentou que "a Aliança está efetivamente a criar uma testa de ponte para a agressão militar", referindo-se também aos membros da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, que reúne antigas repúblicas soviéticas.

"Os principais mecanismos para garantir a estabilidade estratégica foram descartados, e isso não foi culpa nossa. É o resultado das ações deliberadas e sistemáticas dos países ocidentais", afirmou o dirigente russo, que foi ministro da Defesa até 2024, tendo gerido os primeiros dois anos da invasão das forças de Moscovo da Ucrânia.

Em relação à situação de segurança internacional após o fim do tratado de desarmamento nuclear START III, Shoigu voltou a criticar os Estados Unidos, cujas "declarações sobre a vontade de trabalhar em conjunto para reforçar a estabilidade estratégica não passaram de 'slogans' populistas".

O secretário de Segurança de Moscovo indicou que a Rússia "continua aberta a estudar iniciativas para criar novos acordos sobre a estabilidade global, caso se verifiquem as condições correspondentes".

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, afirmou na quarta-feira que Moscovo respeitará os limites estipulados pelo START III, desde que os Estados Unidos façam o mesmo.

Lavrov observou que os Estados Unidos nunca responderam à proposta do Presidente russo, Vladimir Putin, de prolongar o cumprimento do tratado por pelo menos um ano.

México pede explicações aos EUA sobre encerramento do espaço aéreo... A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou hoje que o governo pediu explicações formais aos Estados Unidos sobre o encerramento temporário do espaço aéreo em El Paso, no Texas.

© ANTONIO ARAUJO/AFP via Getty Images   Por LUSA  12/02/2026 

"Até ao momento, não há informações oficiais. Ainda não recebemos uma resposta. Por isso, terão de explicar", declarou Sheinbaum, na conferência de imprensa matinal.

O encerramento ocorreu na quarta-feira, quando a Administração Federal de Aviação (FAA) norte-americana restringiu os voos nas imediações do aeroporto de El Paso, cidade fronteiriça com Ciudad Juárez, por motivos de segurança nacional.

A medida, que durou cerca de oito horas, levou à suspensão de voos comerciais e de carga, tendo sido levantada depois de as autoridades norte-americanas indicarem que não existia qualquer ameaça à aviação comercial.

Informações preliminares divulgadas nos Estados Unidos indicaram que as agências de segurança investigavam a presença de veículos aéreos não tripulados (UAV), que podiam estar ligados a grupos de crime organizado.

Claudia Sheinbaum afirmou que o México não recebeu dados conclusivos sobre o sucedido e salientou que os comunicados norte-americanos não atribuem responsabilidade ao país.

"Nem sequer mencionam o México em nenhuma das declarações. Falam de cartéis, mas nunca mencionam o México", disse a chefe de Estado mexicana, acrescentando que o incidente não teve qualquer repercussão do lado do México da fronteira, limitando-se ao espaço aéreo de El Paso.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros mexicano solicitou esclarecimentos diretos a Washington e disse estar a acompanhar o caso por via diplomática.

O episódio gerou incerteza numa região de forte interligação aérea e comercial entre os dois países, num contexto de cooperação bilateral em matéria de segurança fronteiriça.

As autoridades norte-americanas descreveram a restrição como uma medida preventiva e indicaram que as operações aéreas foram retomadas normalmente após o levantamento das limitações.


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Dois navios da marinha mexicana atracaram hoje em Cuba com mais de 800 toneladas de ajuda humanitária, sobretudo comida, face à crise energética que a ilha enfrenta e ao embargo petrolífero imposto pelos Estados Unidos.


GUINÉ-BISSAU: OMS considera "antiético" estudo de vacinas financiado pelos EUA na Guiné... A Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou hoje "antiético" um estudo financiado pelos Estados Unidos da América (EUA) na Guiné-Bissau que implica excluir parte dos recém-nascidos da administração da vacina contra a hepatite B à nascença.

© LUSA    12/02/2026 

O arranque do ensaio clínico estava previsto para o início deste ano, mas as autoridades guineenses anunciaram, em janeiro, que tinha sido suspenso, depois da polémica que se gerou com a contestação de vários especialistas. 

Para a OMS, este plano experimental, que teria como propósito estudar a reação à doença em recém-nascidos vacinados e outros que não recebiam a vacina, "é contrário à ética", por implicar deixar crianças sem as doses da vacina à nascença.

"Isso poderia expo-las a uma alta probabilidade de infeção, o que implica um número significativo de mortes", alertou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, numa conferência de imprensa, noticiada pela agência de notícias espanhola EFE.

O Departamento de Saúde dos EUA financia com 1,6 milhões de dólares (1,35 milhões de euros) o ensaio clínico previsto para o Projeto de Saúde de Bandim, em Bissau, que implicava também o início da administração da vacina contra a hepatite B ao nascer.

O Governo guineense anunciou, em janeiro, que tinha cancelado o ensaio clínico e adiado a introdução da vacina até 2028, mantendo o atual plano nacional contra a doença, com a vacinação às seis, dez e 14 semanas.

O ensaio clínico que estudaria os diferentes efeitos da vacinação contra hepatite B à nascença abrangia 14.000 recém-nascidos na Guiné-Bissau, sendo que metade seria imunizada ao nascer e a outra metade mantinha o atual plano com a primeira vacina às seis semanas de vida.

"Negar a metade das crianças do mundo o acesso a uma vacina que está disponível, é segura e eficaz há mais de 14 anos, é antiético", afirmou o diretor-geral da OMS, organização que tem como meta até 2028 garantir a vacinação nas primeiras 24 de horas de vida contra a doença em países com prevalência alta da hepatite B, como é o caso da Guiné-Bissau.

O responsável reconheceu que um país soberano pode decidir sobre os calendários de vacinação, mas observou que "este tipo de estudo pode afetar outros países também".

O estudo, conduzido por pesquisadores dinamarqueses e publicado na revista Nature, também foi criticado por especialistas que acusam os Estados Unidos de tentarem obter dados para justificar a redução da vacinação no sistema de saúde norte-americano, de acordo com a EFE.


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GUINÉ-BISSAU. Justiça autoriza contacto de Simões Pereira com advogados... Promotoria da Justiça Militar autorizou que os advogados de Domingos Simões Pereira (DSP) tenham acesso ao político para consultas. Líder do PAIGC deverá ser ouvido na sexta-feira no Tribunal Militar.

Domingos Simões Pereira está em prisão domiciliária desde 30 de janeiro, sob vigilância de polícias e militares Foto: DW Por  DW África 

A Promotoria da Justiça Militar autorizou que os advogados de Domingos Simões Pereira tenham acesso ao político para consultas. 

Segundo um despacho emitido, a que a DW teve acesso, a Promotoria deferiu "o requerimento apresentado pelos mandatários judiciais" do líder do PAIGC. 

"Nestes termos, ordena o corpo de segurança instalado na residência de Domingos Simões Pereira a terem acesso à residência e poderem livremente comunicar com este, sem restrições", pode ler-se no documento.

O despacho determina também que seja garantida a comparência de Simões Pereira na audiência agendada para esta sexta‑feira (13.02) no Tribunal Militar e ordena ao corpo de segurança que cumpra estas instruções.

As equipas de defesa do político afirmam que não têm acesso ao processo, não sabem em que condições o líder político será ouvido e denunciam que não foi permitido o contacto prévio com os advogados.

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) está em prisão domiciliária desde 30 de janeiro, após ter passado mais de 60 dias na Segunda Esquadra de Bissau.

GUINÉ-BISSAU: MNE guineense responde a primeiro-ministro de Timor: "Falta de dignidade"... O governo guineense de transição manifestou hoje indignação e repúdio pelas declarações do primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, que considerou o país um "Estado falhado", precisando de ajuda no desenvolvimento da democracia e direitos humanos.

©  Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau  com  Lusa  12/02/2026 

Num comunicado hoje divulgado, o ministério dos Negócios Estrangeiros guineense considera que "as declarações revelam falta de dignidade e de postura política e moral" de Gusmão "para avaliar a realidade" institucional do país.

"Xanana Gusmão, tal como José Ramos-Horta [Presidente timorense], possui um historial de controvérsias públicas que fragilizam a autoridade com que se pronunciam sobre a governação de outros Estados", enfatiza-se na nota.

No documento salienta-se ainda que Xanana Gusmão "tem episódios" políticos que "suscitaram questionamentos sobre a sua conduta", nomeadamente durante períodos de conflito em Timor-Leste.

Na nota do Governo guineense de transição defende-se ainda que o Presidente timorense, José Ramos-Horta, "tem sido associado", no debate público, "a comportamentos e posicionamentos que levantam dúvidas quanto à sua estabilidade e coerência política".

Bissau considera "difícil de compreender" como é que figuras desse perfil assumem responsabilidades de liderança em organizações como a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"A Guiné-Bissau não aceita qualquer tentativa de humilhação pública, estigmatização política ou desqualificação institucional, sobretudo quando proveniente de um Estado membro da CPLP", sublinha-se.

O primeiro-ministro timorense afirmou hoje que o golpe de Estado de novembro, na Guiné-Bissau, demonstra que o país é um Estado falhado e salientou que é preciso ajudar no desenvolvimento da democracia e direitos humanos.

"Fomos ajudar a montar todo o sistema, nomeadamente a CNE [Comissão Nacional de Eleições] (....) , para realizarem as primeiras eleições democráticas na Guiné-Bissau. Mas depois disto, voltar agora com um golpe militar ou golpe de Estado, já não falamos de Estado frágil, falamos de Estado falhado", salientou Xanana Gusmão.

Na sequência do golpe de Estado de 2012, Timor-Leste prestou durante vários anos apoio à Guiné-Bissau na organização de eleições.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas após o encontro semanal com José Ramos-Horta, no Palácio Presidencial, em Díli.

Timor-Leste assumiu em dezembro a presidência da CPLP, que foi retirada à Guiné-Bissau após o golpe de Estado no país africano em 26 de novembro, que depôs o então Presidente, Umaro Sissoco Embaló, e interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de 23 de novembro.

Uma missão de alto nível da CPLP para a Guiné-Bissau chega a Bissau em 18 de fevereiro, para permanecer no país até dia 21, para contactos com o Alto Comando Militar que protagonizou o golpe de Estado, membros do Governo de transição e elementos da sociedade civil.

A delegação, composta por 15 elementos, incluindo quatro de Angola, dois de São Tomé e Príncipe e os restantes de Timor-Leste, será chefiada pelo ministro da Defesa de Timor-Leste, Donaciano do Rosário Gomes.

Missão do FMI reúne-se com o Primeiro-Ministro de Transição da Guiné-Bissau... A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) está, neste momento, reunida com o Primeiro-Ministro Ilídio Vieira Té. A reunião insere-se no âmbito do Programa Facilidade de Crédito Alargado, que visa apoiar o país na implementação de reformas económicas e na manutenção da estabilidade macroeconómica.

Mike Tyson é o novo embaixador da política nutricional do governo Trump... O campeão de pesos pesados Mike Tyson cedeu a sua imagem a uma grande campanha publicitária chamada "Coma Comida de Verdade", cujo primeiro anúncio foi lançado durante o Super Bowl.

© Getty Images   Por LUSA   12/02/2026 

O pugilista surgiu hoje num evento promovido pelo Governo liderado pelo Presidente Donald Trump, dedicado ao combate aos alimentos ultraprocessados, amplamente consumidos pelos norte-americanos. 

"Esta é a luta mais importante da minha vida", frisou o lendário pugilista. 

No vídeo a preto e branco passado durante o Super Bowl, a final da Liga de futebol americano (NFL), Mike Tyson incentiva os norte-americanos a darem prioridade a alimentos não processados, como vegetais, carne e produtos lácteos, em vez de alimentos ultraprocessados (bolos industriais, snacks ou refrigerantes), cujos riscos para a saúde estão cada vez mais documentados.

"A minha irmã chamava-se Denise. Morreu de obesidade aos 25 anos, teve um ataque cardíaco", conta o antigo campeão mundial de 59 anos neste vídeo, no qual fala também das suas próprias dificuldades com a alimentação.

"Venho de Brownsville, em Brooklyn. É o bairro mais violento e pobre de Nova Iorque, e os alimentos ultraprocessados eram a norma por lá", explicou hoje, ao lado, entre outros, do secretário da Saúde Robert Kennedy Jr., um crítico acérrimo dos alimentos ultraprocessados.

De acordo com as autoridades de saúde norte-americanas, os Estados Unidos estão entre os países que mais consomem calorias provenientes de alimentos ultraprocessados, uma estatística preocupante.

O consumo excessivo destes alimentos, ricos em açúcar, gordura, sal e aditivos, está de facto associado a um risco acrescido de obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.

Embora esta iniciativa da administração Trump tenha sido bem recebida pelos profissionais de saúde e especialistas em nutrição, outros mostraram-se preocupados com a ênfase significativa dada às proteínas animais e aos produtos lácteos integrais, temendo que esta recomendação possa ser motivada mais pela pressão dos lobbies agrícolas do que por um benefício comprovado para a saúde.


Leia Também: Trump recebe prémio de industriais por ser "campeão indiscutível do carvão"

Donald Trump recebeu na quarta-feira um prémio de empresários por ser o "campeão indiscutível do carvão", durante um evento na Casa Branca em que ordenou ao Departamento da Energia que compre eletricidade com esta origem.


Guiné-Bissau. PM timorense afirma que país africano é Estado falhado e precisa de ajuda... O primeiro-ministro timorense afirmou hoje que o golpe de Estado de novembro, na Guiné-Bissau, demonstra que o país é um Estado falhado e salientou que é preciso ajudar no desenvolvimento da democracia e direitos humanos.

Por rtp.pt 12 Fevereiro 2026

"Fomos ajudar a montar todo o sistema, nomeadamente a CNE [Comissão Nacional de Eleições] (....) , para realizarem as primeiras eleições democráticas na Guiné-Bissau. Mas depois disto, voltar agora com um golpe militar ou golpe de Estado, já não falamos de Estado frágil, falamos de Estado falhado", salientou Xanana Gusmão.

Na sequência do golpe de Estado de 2012, Timor-Leste prestou durante vários anos apoio à Guiné-Bissau na organização de eleições.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas após o encontro semanal com o Presidente timorense, José Ramos-Horta, no Palácio Presidencial, em Díli.

Xanana Gusmão destacou também a liderança e o envolvimento bem-sucedido de Timor-Leste no g7+, grupo de países considerados frágeis, do qual Timor-Leste é cofundador e a Guiné-Bissau estado-membro.

"Somos cofundadores do g7+, que olha para Estados frágeis. Agora a Guiné-Bissau tornou-se um Estado falhado", lamentou o líder timorense.

"Podemos ficar satisfeitos porque muitos países em África já mudaram o seu sistema para a democracia. Por isso, é também nosso dever ajudar a Guiné-Bissau no caminho da democracia e dos direitos humanos", declarou o primeiro-ministro.

Timor-Leste assumiu em dezembro a presidência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que foi retirada à Guiné-Bissau, na sequência de uma cimeira de chefes de Estado e de Governo, após o golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral, impedindo a divulgação dos resultados das eleições gerais de novembro.

Na reunião do Conselho de Ministros de quarta-feira, o Governo aprovou o tema "Consolidação do Estado de Direito Democrático e os Desafios da CPLP" para a presidência entre 2026 e 2027.

Segundo Xanana Gusmão, o tema é "extremamente relevante, não apenas para resolver a situação na Guiné-Bissau, mas também face à situação política em Angola e Moçambique".

Estudo. Substâncias cancerígenas encontradas em extensões de cabelo... Um novo estudo publicado na revista Environment & Health da American Chemical Society encontrou 169 substâncias químicas presentes em diversas amostras de extensões de cabelo, 17 das quais associadas ao cancro da mama.

© Shutterstock  Mariline Direito Rodrigues  noticiasaominuto.com 12/02/2026 

Dezenas de substâncias químicas perigosas - algumas, inclusive, associadas ao cancro e problemas hormonais - foram detetadas em extensões de cabelo, conforme revelam as conclusões de um novo estudo.  

Especialistas notam que as mulheres negras estão particularmente expostas aos riscos associados a estes produtos, o que levou a um pedido de ação por parte das entidades governamentais, noticia o jornal Independent. 

Tanto as extensões naturais (de cabelo humano), como as extensões sintéticas são tratadas com produtos químicos agressivos para efeitos de limpeza e resistência ao fogo.

Segundo Elissia Franklin, investigadora do Silent Spring Institute em Massachusetts, as empresas "raramente divulgam os produtos químicos utilizados para obter estas propriedades, deixando os consumidores na ignorância quanto aos riscos para a saúde decorrentes do seu uso prolongado". 

Para o estudo foram analisados 43 produtos online, assim como de lojas locais. Cerca de 19 amostras sintéticas sintéticas alegavam ser resistentes ao fogo, outras três à água, nove ao calor e três garantiam não conter produtos tóxicos. 

"Embora relatórios anteriores tenham encontrado algumas substâncias químicas preocupantes em extensões de cabelo, ainda há muito que se desconhece sobre a sua composição química geral", notou Franklin. 

"Queríamos ter uma ideia melhor da dimensão do problema", continuou. 

"Esta é uma indústria que há muito tempo negligencia a saúde das mulheres negras, que não deveriam ter de escolher entre a expressão cultural, conveniência e saúde", realça. 

Entre as amostras analisadas foram recolhidas 169 substâncias químicas, algumas das quais associadas ao cancro e a problemas hormonais.

O estudo apurou que todas as amostras, exceto duas, continham substâncias químicas perigosas, sendo que 17 substâncias - presentes em 36 amostras - foram associadas ao cancro da mama. 

Para além disso, quase uma em cada 10 amostras continha organoestânicos tóxicos, usados ​​principalmente como biocidas, pesticidas e estabilizadores de plástico PVC, substâncias regulamentadas no Reino Unido e União Europeia.

"Estes produtos são normalmente usados como estabilizadores térmicos em PVC e têm sido associados à irritação da pele, um queixa frequente entre as consumidoras de extensões de cabelo", diz ainda Franklin. 

Os resultados deste estudo foram publicados na revista Environment & Health da American Chemical Society.

ESTUDO: Substâncias químicas no sémen ligadas a alterações na saúde reprodutiva... Um estudo identificou 42 compostos químicos de uso quotidiano presentes no sémen humano que podem afetar a saúde reprodutiva.

© Shutterstock   Por  noticiasaominuto.com  12/02/2026 

O estudo, conduzido pelo Instituto de Avaliação Ambiental e Investigação da Água (IDAEA) do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) de Espanha, numa colaboração com o Instituto Nacional de Investigação Agronómica e Ambiental de França (INRAE) e a Universidade Rovira i Virgili (URV) em Tarragona, avaliou o exposoma químico, o conjunto de substâncias químicas a que a população está exposta.

Utilizando uma metodologia inovadora de espectrometria de massa de alta resolução, esta técnica determina a massa exata dos compostos com uma precisão superior a 0,001 unidades de massa atómica, sendo possível distinguir entre substâncias que, embora pareçam idênticas, apresentam composições químicas diferentes.

Para determinar a presença de compostos químicos, a investigação analisou amostras de sémen, sangue e urina de um grupo de estudo composto por 48 homens saudáveis, com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos, residentes em Tarragona, Espanha.

Após o rastreio de mais de 2.000 compostos orgânicos, os investigadores detetaram 42 substâncias no sémen, 42 na urina e 48 no sangue.

As substâncias pertenciam a misturas complexas que incluíam adoçantes artificiais, inseticidas, substâncias perfluoroalquiladas e polifluoroalquiladas (PFAS), retardadores de chama, compostos alimentares, produtos farmacêuticos e marcadores de utilização de tabaco.

"Embora o nosso estudo não estabeleça relações causais entre a presença de múltiplas substâncias químicas e a espermatogénese, demonstra associações entre a exposição a estes compostos e a qualidade do sémen", explicou Montse Marquès, investigadora do IDAEA-CSIC e autora principal do estudo.

A análise demonstrou que alguns dos compostos tóxicos detetados afetaram negativamente vários parâmetros da qualidade do sémen.

O acessulfame (um adoçante artificial amplamente utilizado), o bisfenol-S (um composto utilizado em plásticos e resinas), o inseticida nitenpiram e certos tensioativos utilizados na indústria e na indústria farmacêutica foram negativamente associados à contagem total, morfologia e concentração de espermatozoides.

O retardador de chama trietilfosfato (utilizado como retardador de chama em materiais de construção, veículos e eletrónica) foi associado a um menor volume de espermatozoides, enquanto outro aditivo utilizado no fabrico de pneus foi associado a uma redução da motilidade e viabilidade.

O estudo confirmou ainda associações negativas já descritas na literatura científica para compostos derivados do tabaco, como a nicotina e a cotinina, e para substâncias perfluoradas persistentes, utilizadas em utensílios de cozinha, embalagens e vestuário, entre outros.

A infertilidade afeta 15% da população mundial, sendo que entre 40% a 50% dos casos são atribuídos a fatores masculinos.

A exposição a fatores ambientais e de estilo de vida é considerada uma variável chave para a saúde reprodutiva.

Kim Jong-un prepara-se para nomear filha como herdeira... O líder norte-coreano, Kim Jong-un, prepara-se para nomear a filha Ju-ae como sucessora, avançou um deputado após uma reunião com os serviços secretos, quando se prepara a grande cerimónia do poder em Pyongyang este mês.

© LUSA   12/02/2026 

A dinastia Kim governa o país com 'mão de ferro' desde a sua fundação em 1948, tendo Kim Jong-un sucedido ao pai e ao avô.

O atual líder, que mantém secretismo sobre a descendência, aparece cada vez mais com a filha adolescente, Kim Ju-ae, em eventos oficiais importantes, levando a crer que é a favorita para a sucessão.

"O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) estima que Kim Ju-ae está prestes a ser nomeada sucessora", disse hoje o deputado Lee Seong-kweun, após uma reunião com o NIS.

A informação baseia-se, nomeadamente, numa visita em janeiro ao Palácio do Sol Kumsusan - onde repousam o fundador Kim Il-sung e o filho deste e segundo líder supremo, Kim Jong-il -, durante a qual Ju-ae prestou homenagem aos antepassados ao lado do pai.

No congresso do partido no poder em Pyongyang no final do mês, o Governo deverá revelar as orientações nacionais, desde a política externa à economia, passando pela defesa e avanços no armamento nuclear.

A reunião também serve frequentemente como tribuna para anunciar mudanças na liderança do Partido dos Trabalhadores da Coreia. Analistas acreditam que Ju-ae poderá ser nomeada primeira secretária do comité central, ou seja, a número dois do PTC.

A existência da filha de Kim Jong-un foi revelada em 2022, quando esta assistiu com o pai ao lançamento de um míssil balístico intercontinental.

Os meios de comunicação oficiais norte-coreanos referem-se a Ju-ae como a "filha amada" do país, ou ainda "grande guia", qualificativos normalmente reservados aos líderes supremos da Coreia do Norte e respetivos herdeiros.

Criminoso reincidente impedido de usar nome Jesus Cristo na Rússia... Um criminoso reincidente da cidade russa de Kazan foi impedido de usar o nome Jesus Cristo e obrigado a retomar o nome de batismo, noticiou a imprensa local.

Por  cnnportugal.iol.pt

Tribunal ordenou que Yevgeny Chekulayev deixe de constar como Jesus Cristo e reponha nos documentos oficiais o nome de batismo

Um criminoso reincidente da cidade russa de Kazan foi impedido de usar o nome Jesus Cristo e obrigado a retomar o nome de batismo, noticiou a imprensa local. 

Jesus Cristo - nascido Yevgeny Chekulayev - foi condenado por registar fraudulentamente vários estrangeiros na sua morada, o que lhe valeu no ano passado uma multa de 60.000 rublos (aproximadamente 780 dólares).

As autoridades não clarificaram se os registos fraudulentos foram feitos em troco de benefício material ou por caridade.

O mesmo tribunal de Kazan condenou o falso messias a dois anos de prisão, com pena suspensa, por delito semelhante.

A justiça não viu com bons olhos o “milagre” da multiplicação dos registos, nem o dos nomes próprios: segundo noticiou o Business Online, um tribunal ordenou na quarta-feira que Yevgeny deixe de constar como Jesus Cristo e reponha nos documentos oficiais o nome de batismo.

"O Tribunal Distrital de Novo-Savinovski, em Kazan, ordenou ao Registo Civil que restaure o nome anterior de um residente de Kazan chamado Jesus Cristo", afirma a sentença.

A decisão do tribunal foi motivada por um pedido da procuradoria da cidade situada 800 km a leste da capital, Moscovo.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Indeferimento do Aumento de Tarifa Energética


HOSPITAL SIMÃO MENDES BENEFICIA DE APARELHO DE RAIO-X

Por RTB 

No âmbito da 12.ª missão “Rumo à Guiné”, a ONGD portuguesa Bisturi Humanitário entregou um equipamento de Raio-X ao Hospital Nacional Simão Mendes, reforçando a capacidade de diagnóstico e resposta do principal hospital da Guiné-Bissau.

Esta ação integra-se no compromisso contínuo da Cooperação Portuguesa e da ONGD Bisturi Humanitário com o fortalecimento do sistema de saúde guineense, através de cooperação técnica, capacitação de profissionais e disponibilização de equipamentos médicos essenciais.

EPGB

O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, realizou nesta quarta-feira (11.02) uma visita às Delegacias do Ministério Público junto às Varas Crime Cível, bem como ao Tribunal do Trabalho, da Família e de Menores. A visita foi acompanhada pelo Procurador-Geral da República, Amadú Tidjane Baldè, e pelo Ministro da Justiça, Carlos Pinto Pereira.

PRIMEIRO-MINISTRO CONSIDERA DESUMANA, AS CONDIÇÕES DE TRABALHO NOS TRIBUNAIS EM PARTICULAR  NO MINISTÉRIO PÚBLICO

O Primeiro-Ministro de Transição considera desumana, as condições de trabalho no edifício, bem como nos gabinetes dos magistrados do Ministério Público.

Esta constatações foram feitas hoje, no decurso de uma visita à edificio de Curadoria dos Menores, ao Tribunal da Família e à Vara Crime, cujo edifício se encontra em más condições, verificando-se a falta dos aparelhos de climatização, iluminação, cadeiras e bastantes humidades nas paredes.

Após a visita, Ilídio Vieira Té afirmou ser urgente, que o Governo tome medidas, para garantir condições mínimas de trabalho.

Entretanto, na mesma ocasião o Procurador-Geral da República, 

Amadu Tidjane Baldé, explicou que a sua instituição vai fazer um levantamento das necessidades, tanto da Procuradoria como dos tribunais regionais que não estão a funcionar.

Amadu Tidjane Baldé acrescentou ainda ser preciso aumentar o número dos magistrados, devido à quantidade dos processos que cada um tem sob a sua responsabilidade.

Os edifícios do Tribunal da Família, da Curadoria de Menores e da Vara Crime encontram-se em péssimas condições, sem computadores, necessitando para isso de reabilitação, até nos tetos em estado de húmidade.

Com RSM 11. 02. 2026

O novo Aeroporto Internacional de Bissau entrará em funcionamento já no próximo mês de março. O anúncio foi feito hoje pelo Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, durante uma visita de inspeção às obras em curso.

Segundo o Governo, a entrada em operação da nova infraestrutura representa um passo importante para a modernização do setor dos transportes e para o reforço da ligação da Guiné-Bissau ao mundo.

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HOMEM ASSASSINADO À CATANA NO BAIRRO DE MÍSSIRA (CUNDOK) POR CIÚMES E SUSPEITO JÁ SE ENCONTRA DETIDO EM BISSAU

Por Rádio Sol Mansi   11.02.2026

Um homem aparentando ter mais de 40 anos foi "brutalmente" assassinado à catana na madrugada desta terça-feira, no bairro de Missira, em Bissau.

De acordo com informações apuradas pela Rádio Sol Mansi no local, o principal suspeito do crime teria agido por ciúmes, após desconfiar que a vítima mantinha um relacionamento amoroso com a sua esposa.

Fontes locais revelaram que o malogrado era amigo da família do agressor e que ambos residiam na mesma casa, facto que torna o caso ainda mais chocante.

Após o crime, vizinhos alertaram imediatamente a Polícia da 5ª Esquadra, que se deslocou ao local e efetuou a detenção do suspeito.

A Rádio Sol Mansi apurou ainda que o alegado agressor encontra-se atualmente detido nas celas da 2ª Esquadra de Bissau, onde aguarda os trâmites judiciais. As autoridades prosseguem com as investigações para o total esclarecimento do caso.

Três maneiras de beber café de manhã (sem quebrar o jejum)... Imagine tomar o seu café matinal sem comprometer os objetivos que traçou no inicio do ano para começar a fazer jejum. Com estas três dicas consegue fazê-lo da forma mais correta. Tome nota.

© Shutterstock   Inês Morais Monteiro  noticiasaominuto.com 11/02/2026 

Se é jejum que pretende fazer, saiba que o primeiro passo para tomar um café de forma tranquila e sem tentações é evitando pastelarias para desfrutar deste momento. 

Aproveite os primeiros minutos da manhã em casa, assim economiza calorias e dinheiro.

De acordo com o Very Well Health, "geralmente é permitido beber café preto (e outras bebidas de baixo teor calórico) durante o jejum — desde que não adicione açúcar ou leite".

Por isso, não considere sequer a possibilidade de um capuccino macchiato ou qualquer outra bebida semelhante.

Nalguns casos, o café pode até ajudar a aumentar os benefícios de um jejum, mas é importante estar ciente das possíveis desvantagens. Independentemente do tipo de jejum, as regras são clara, por isso, veja o que pode ou não fazer na sua rotina matinal se quiser mesmo manter o jejum.

O que pode acrescentar

De acordo com estes especialistas, "o café preto simples praticamente não contém calorias, por isso muitas vezes é permitido beber durante um jejum".

Não obstante, em jejuns "menos restritivos, pode considerar incluir uma colher de chá de leite ou uma colher de chá de óleo de coco.

O que não deve adicionar

Para praticar um jejum tradicional ou mais restritivo, estes especialistas recomendam que evite calorias ou açúcares adicionais.

Quantidades que pode beber

Um copo padrão de café "que contenha pouco menos de 100 miligramas (mg) de cafeína".

O consumo excessivo de cafeína, segundo a mesma fonte é definido "como mais de 400 mg por dia, equivalente a aproximadamente 4 canecas.

A quantidade de café ingerida matinalmente deve também ser limitada por estar associada a uma série de problemas como o aumento temporário da pressão arterial, palpitações, ansiedade, problemas digestivos e possíveis distúrbios do sono.

"Esses casos podem ser agravados quando não tem outros alimentos ou bebidas no estômago, como durante um jejum", por isso, sugerem que não ultrapasse as duas canecas de café.

Drones ucranianos atacam refinaria da Lukoil em Volgogrado... A refinaria da empresa petrolífera russa Lukoil em Volgogrado foi atacada por drones ucranianos, informou hoje o canal independente Astra na plataforma de mensagens Telegram, com base em fotografias publicadas por testemunhas nas redes sociais.

© STR/NurPhoto via Getty Images   Por  LUSA  11/02/2026

"De acordo com a análise das fotos das testemunhas feita pela Astra, a refinaria Lukoil-Vologadneftererabotka, no distrito de Krasnoarmeiski, em Volgogrado, foi atingida e começou a arder", indicou o canal, que mostrou as imagens citadas e gráficos explicativos com mapas.

A Astra indicou que este terá sido o nono ataque ucraniano contra aquela instalação desde fevereiro de 2024.

Embora a informação não tenha sido confirmada pelo governador local, Andrei Bocharov, o mesmo reconheceu no seu canal do Telegram que, ao longo da noite, "as defesas antiaéreas da Rússia repeliram um ataque terrorista maciço com drones contra instalações energéticas e infraestruturas civis".

Bocharov indicou que, durante o ataque, vários apartamentos, uma creche e uma fábrica no sul da cidade ficaram danificados, sem que houvesse vítimas humanas.

A região de Rostov foi também palco durante a noite de outro ataque massivo, indicou no Telegram o governador local, Yuri Slusar, que disse que as forças russas repeliram o ataque ucraniano em 12 cidades e localidades.

O ministério russo da Defesa informou que foram "intercetados e destruídos" 108 drones ucranianos de longo alcance durante a última madrugada, quase metade (49) sobre Volgogrado e outros 29 em Rostov.

Os restantes ataques afetaram outras 11 regiões russas e os mares Negro e Azov, de acordo com o comando militar russo.


Leia Também: Kyiv estima ter feito 1,25 milhões de baixas do lado inimigo

As Forças Armadas ucranianas estimaram hoje ter provocado 1,25 milhões de baixas, entre mortos e feridos, nas congéneres inimigas russas desde a invasão de 24 de fevereiro de 2022, sem que haja números de Moscovo há meses.


Irão celebra 47 anos da Revolução Islâmica na sombra de eventual conflito... Um analista português defendeu hoje que nos 47 anos da Revolução Islâmica, o Irão continuar a orgulhar-se da independência, embora a contestação social, as sanções económicas e o espetro de uma guerra ensombrem as comemorações.

© Reuters    Por LUSA 11/02/2026 

Numa entrevista à agência Lusa, o vice-presidente do Observatório do Mundo Islâmico (OMI), João Henriques, salientou também que a tensão existente entre o Irão e os Estados Unidos "poderá sempre degenerar em conflito", mas continua "algo limitada no curto prazo", com China e Rússia a reservarem-se apenas ao papel de protetores diplomáticos do Irão e sem intervir diretamente numa guerra.  

"Haverá sempre a possibilidade de uma escalada controlada com ataques limitados, com recursos à pressão económica. A Rússia e a China irão, seguramente, afirmar-se mais como protetores diplomáticos e parceiros económicos do Irão. Não irão intervir, estou certo, no campo militar, pelo menos diretamente. O custo de uma eventual intervenção da Rússia ou da China seria bastante elevado", argumentou. 

O analista português considerou ser "bastante limitado" um eventual regresso a Teerão de Reza Pahlavi, político iraniano e dissidente exilado nos Estados Unidos, filho mais velho de Mohammad Reza Pahlavi, o último Xá do Irão, derrubado pela Revolução Islâmica de 11 de fevereiro de 1979. 

"Definitivamente não. As hipóteses de um regresso triunfante de Reza Pahlavi são, na atualidade, bastante limitadas. A sua figura é essencialmente conhecida nos Estados Unidos, onde desfruta com a sua família de uma vida de amplo privilégio", sustentou João Henriques.

"De resto, para as gerações mais antigas, o clã Pahlavi e a sua polícia sanguinária, o SAVAK, que suportou o regime, são de triste memória. Para as gerações mais antigas, claro. Claramente o apoio interno a Reza Pahlavi no Irão atual é limitado, sendo mesmo simbólico em determinados círculos", acrescentou. 

O vice-presidente do OMI lembrou que, em 2025, o regime iraniano voltou a estar sujeito a uma enorme pressão internacional, tanto no domínio económico como na esfera diplomática, essencialmente protagonizada pelos Estados Unidos e pela União Europeia (UE), a que foram acrescidas as sanções ligadas ao processo nuclear promovidas pela ONU.

"Tudo isto veio agravar duramente a diminuição das receitas provenientes da produção de petróleo, o que, por sua vez, agravou os níveis da já elevada inflação e a consequente desvalorização do real, a par da escassez de bens essenciais e dos serviços básicos, como a água e a energia", sintetizou. 

Sobre os protestos registados no final de 2025, João Henriques realçou que, rapidamente, "evoluíram de simples atos de descontentamento para manifestações políticas abertamente contra o regime teocrático", exigindo respeito pelos mais elementares direitos da população, indo mesmo até ao apelo de mudança de regime.

"As drásticas sanções internacionais associadas a uma elevada contestação social acabaram por levar o regime a endurecer a sua resposta face aos protestos de grande parte da população, que segundo a liderança iraniana constituem uma verdadeira ameaça existencial", sublinhou.

João Henriques afirmou que Teerão "não tem quaisquer dúvidas" que estas ameaças "estão a ser promovidas pelos seus principais inimigos externos", tendo já provocado centenas de mortes e milhares de detidos.

"Diria que, nesta altura, segundo as fontes iranianas, 81% dos detidos e das vítimas da repressão iraniana são de pessoas ligadas ao crime organizado, à máfia, segundo os seus dirigentes, segundo os seus líderes, e também à infiltração de serviços de informações, nomeadamente a CIA e a Mossad", afirmou. 

Com a convocação para quarta-feira, de uma "demonstração de força" simbolizada por manifestações de apoio ao regime em todo o país, João Henriques referiu que existe "um risco elevado de contramanifestações e confrontos violentos no aniversário da Revolução Islâmica".

"São prováveis protestos espontâneos ou organizados contra esta demonstração oficial, especialmente nos meios urbanos. As forças de segurança tratarão qualquer manifestação como uma sabotagem estrangeira, recorrendo ao habitual uso da força", sublinhou, lembrando o histórico recente de repressão.

Para João Henriques, o "grande orgulho" dos 47 anos do regime teocrático iraniano é a independência que o país conquistou ao Ocidente nos mais diversos domínios da sociedade, "mas a dura realidade" quotidiana vivida pela população "faz temer uma profunda incerteza quanto ao seu futuro". 

"Na verdade, a economia enfrenta cada vez mais um cenário de colapso, com uma inflação galopante e a bem preocupante desvalorização da moeda do real. Todo este cenário é agravado por sanções que afetam sobremaneira a vida da população iraniana", concluiu.

Massacre numa escola no Canadá faz pelo menos 10 mortos... Outras 25 pessoas ficaram feridas. O primeiro-ministro, Mark Carney, manifestou-se "chocado" com o "terrível tiroteio" e cancelou uma viagem que tinha marcada para a Europa.

Por  sicnoticias.pt

Dez pessoas morreram, incluindo um suspeito atirador, num ataque esta terça-feira numa escola secundária numa pequena cidade no nordeste da província canadiana da Colúmbia Britânica, anunciou a Polícia Montada Real Canadiana (RCMP).

De acordo com Ken Floyd, superintendente distrital da RCMP, sete pessoas foram encontradas mortas dentro da Escola Secundária de Tumbler Ridge, incluindo o suspeito atirador, e uma morreu a caminho do hospital. Outras duas pessoas foram encontradas mortas numa residência, acrescentou numa entrevista virtual com a comunicação social.

Outras 25 pessoas ficaram feridas, sem risco de vida, de acordo com um comunicado da RCMP.

A polícia "encerrou o alerta de emergência em Tumbler Ridge", considerando não existirem "suspeitos em fuga ou ameaças ao público", informaram as autoridades provinciais.

De acordo com as primeiras declarações da polícia, o primeiro alerta recebido no início da tarde de terça-feira dizia respeito a um atirador ativo na escola secundária de Tumbler Ridge.

Ao chegar ao local, as forças da ordem descobriram, ao revistar o estabelecimento, sete pessoas que tinham sido mortas a tiro, incluindo o atirador suspeito.

Uma oitava pessoa ferida a tiro na escola morreu durante o transporte para o hospital.

Posteriormente, a polícia "identificou um segundo local, presumivelmente relacionado com o incidente, onde outras duas vítimas foram encontradas mortas numa residência", de acordo com um comunicado.

"Foi uma situação que evoluiu rapidamente e de forma dinâmica, e a cooperação rápida da escola, dos primeiros socorristas e dos residentes foi crucial para a nossa intervenção", afirmou Floyd, que se escusou a dar detalhes sobre o atirador.

Tumbler Ridge, uma pequena cidade junto às montanhas, tem uma população de cerca de 2.400 pessoas e localiza-se a mais de 1.000 quilómetros a nordeste de Vancouver, a maior cidade da Colúmbia Britânica.

O portal na internet do governo provincial indica que a escola secundária de Tumbler Ridge tem 175 alunos do 7.º ao 12.º ano.

Primeiro-ministro do Canadá manifesta-se "chocado" e cancela viagem à Europa

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, manifestou-se "chocado" com o "terrível tiroteio" na escola secundária da pequena cidade de Tumbler Ridge.

"Junto-me aos canadianos para expressar as minhas condolências àqueles cujas vidas foram hoje abaladas para sempre e para saudar a coragem e o altruísmo dos socorristas, que arriscaram as vidas para proteger os seus concidadãos", declarou o chefe do Governo numa mensagem publicada na rede social X.

Os assassinatos em massa são raros no Canadá, mas este é o segundo na Colúmbia Britânica em menos de um ano. Em abril de 2025, onze pessoas foram mortas em Vancouver por um homem que atropelou com um camião uma multidão que celebrava um festival cultural filipino.

Mark Carney anunciou ainda o cancelamento de uma viagem à Europa. O primeiro-ministro tinha planos de viajar para a Europa entre hoje e 15 de fevereiro para participar, entre outros eventos, na Conferência de Segurança de Munique, que reunirá cerca de 60 chefes de Estado e de governo e uma centena de ministros das Relações Exteriores e da Defesa no próximo fim de semana.

Republicanos exigem prisão de Bad Bunny e executivos da NFL e NBC após espetáculo do Super Bowl

Por sicnoticias.pt

Congressistas republicanos dos Estados Unidos pediram ao regulador dos media que multe e detenha Bad Bunny, bem como executivos da NFL e da NBC, acusando o espetáculo do Super Bowl de incluir palavrões e conteúdo considerado inadequado. Os políticos defendem que a atuação foi ilegal e exigem uma investigação formal, com alguns a compararem o episódio ao caso de Janet Jackson em 2004.

Congressistas republicanos pediram na terça-feira ao regulador dos media nos EUA que multe e prenda Bad Bunny e os executivos da NFL e da NBC, acusando o espetáculo do Super Bowl de incluir palavrões e "depravação indizível".

O congressista Randy Fine exigiu à Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) que aplique sanções, considerando a apresentação ilegal por conter palavras que, traduzidas para inglês, justificariam a suspensão da transmissão, além de "toda a outra porcaria pornográfica repugnante" presente no programa.

"Pedimos [ao FCC] medidas drásticas, incluindo multas e revisão das licenças de transmissão da NFL, da NBC e de 'Bad Bunny'. Prendam-nos", frisou o congressista da Florida, numa publicação nas suas redes sociais.

O congressista incluiu traduções em inglês de músicas dos Bad Bunny contendo palavras como "pénis" e "rabo", que são proibidas na televisão de sinal aberto, embora em concertos como o de domingo, os cantores evitem estas palavras para cumprir as regras.

Este pedido foi acompanhado por Andy Ogles, congressista do Tennessee, que enviou uma carta à Comissão de Energia e Comércio da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) a solicitar uma investigação formal da NFL (liga de futebol americano) e da NBC (estação de televisão) por "facilitarem esta transmissão indecente", argumentando que a música "glorifica a sodomia e outras depravações indizíveis".

"As crianças foram forçadas a suportar exibições explícitas de atos sexuais gay, mulheres a abanar-se provocativamente e Bad Bunny a agarrar descaradamente a sua virilha enquanto se esfregava no ar", apontou Ogles numa carta partilhada na rede social X.

Em relação à tradução das letras, o congressista Mark Alford, do Missouri, informou que os republicanos "já estão a investigar" o espetáculo de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl no Congresso.

Para Alford, o espetáculo deste ano "pode ser pior" do que o incidente em que o mamilo de Janet Jackson esteve exposto durante o Super Bowl de 2004, numa entrevista ao canal conservador Real America's Voice.

"Não falo espanhol fluentemente, sei como perguntar onde fica a casa de banho, mas estas letras, se o que foi dito na televisão nacional for verdade, temos muitas perguntas para as estações que as transmitiram, e vamos falar com Brendan Carr, [presidente] da FCC, sobre isso", garantiu.

Os apelos refletem a crescente indignação entre os republicanos contra a atuação de Bad Bunny no intervalo do Super Bowl, que o Presidente Donald Trump classificou como "uma das piores da história" e uma "afronta à grandeza" dos Estados Unidos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Donald Trump vai revogar lei climática de Barack Obama... O Presidente norte-americano, Donald Trump, vai revogar na quinta-feira uma lei da presidência de Barack Obama que fundamentou o combate às emissões de gases com efeito de estufa nos Estados Unidos, anunciou hoje a sua porta-voz.

©LUSA    10/02/2026 

Trump "formalizará a revogação" dessa lei, adotada em 2009 e conhecida como Lei de Constatação de Riscos (Endangerment Findings Act), declarou Karoline Leavitt numa conferência de imprensa na Casa Branca. 

Fortemente condenada por cientistas e ambientalistas, tal revogação representará um rude golpe para a ação climática nos Estados Unidos, o maior emissor de gases com efeito de estufa da história.

Mas esta revogação será certamente contestada na justiça e poderá mesmo chegar ao Supremo Tribunal.

"Ver-nos-emos nos tribunais", prometeu recentemente o presidente da organização ambiental NRDC, Manish Bapna.

Adotado durante a presidência do democrata Barack Obama, o diploma em causa estipula que seis gases com efeito de estufa são perigosos para a saúde pública e, por isso, são incluídos no âmbito dos poluentes regulados pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA).

A sua aprovação abriu caminho a numerosas regulamentações federais destinadas a reduzir as emissões desses gases nocivos que aquecem a atmosfera (dióxido de carbono, metano, etc.), a começar pelos camiões e automóveis, que emitem dióxido de carbono ao queimar gasolina.

A revogação desta lei implicará o fim imediato da vigência destas normas de imposição de limites às emissões poluentes de veículos e porá em risco uma série de outros regulamentos, em especial os relativos a centrais elétricas.

Será "o maior ato de desregulamentação da história dos Estados Unidos", disse na segunda-feira o diretor da EPA, Lee Zeldin, que esteve na origem da iniciativa, em declarações ao The Wall Street Journal.

O Governo Trump, um acérrimo defensor do petróleo e do carvão, tentava há vários meses reverter esta decisão e as regulamentações dela decorrentes.

Desvalorizando o papel da atividade humana nas alterações climáticas e argumentando que os gases com efeito de estufa não devem ser tratados como poluentes no sentido tradicional, porque os seus efeitos na saúde humana são indiretos e globais, e não locais, o Governo dos Estados Unidos insiste que a revogação deste diploma levará a uma redução do preço dos automóveis.