"Precisamos de chegar a um acordo, caso contrário será muito traumático, muito traumático", disse o Trump sobre as negociações com a República Islâmica, numa conferência de imprensa na Casa Branca.
Na ausência de um acordo, adiantou, os Estados Unidos passariam para a "fase dois", que seria "muito dura" para os iranianos.
Trump apontou novamente como exemplo o bombardeamento norte-americano de instalações nucleares iranianas durante a guerra de 12 dias iniciada por Israel em junho.
Os ataques do ano passado tiveram como alvo responsáveis militares iranianos, cientistas nucleares e diversos locais, bem como áreas residenciais em vários pontos do Irão.
Os Estados Unidos juntaram-se à ofensiva atacando três instalações nucleares iranianas.
Donald Trump advertiu Teerão repetidamente para uma potencial resposta militar norte-americana à brutal repressão pelas autoridades de protestos nas principais cidades iranianas no início de janeiro, contra a gestão da crise económica pelo governo, mas também visando o regime islamita.
Após uma ronda inicial de negociações, a 06 de fevereiro em Omã, Washington e Teerão afirmam que desejam continuar as discussões.
Os Estados Unidos insistem em incluir nas negociações a questão dos mísseis balísticos e dos grupos apoiados pelo Irão e designados como terroristas, caso do Hezbollah no Líbano e do Hamas nos territórios palestinianos, parte do chamado Eixo da Resistência.
Teerão, por sua vez, quer discutir apenas o programa nuclear, em troca de um alívio das sanções, e insiste em adquirir capacidade de enriquecimento de urânio com fins que designa como civis.
Numa reunião com o primeiro-ministro israelita na quarta-feira, Trump insistiu nas negociações, perante a alternativa de um ataque militar.
"Não se chegou a nenhuma conclusão definitiva, exceto que insisti que as negociações com o Irão continuassem para ver se um acordo podia ou não ser concluído", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social, após receber Benjamin Netanyahu na Casa Branca.
Já o primeiro-ministro israelita, através de um comunicado, "insistiu nas necessidades de segurança do Estado de Israel no âmbito das negociações"
"Os dois líderes concordaram em continuar a coordenação e o contacto estreito entre si", indicou o gabinete do líder israelita, em comunicado.
Israel quer que o Irão concorde em limitar o enriquecimento de urânio, reduzir o programa de mísseis balísticos e acabar com qualquer apoio a milícias na região.
O porta-aviões USS Abraham Lincoln e a respetiva frota de ataque chegaram à região do golfo Pérsico a 26 de janeiro, de acordo com o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM).
A Administração norte-americana descreveu esta deslocação de forças como uma medida de "vigilância e dissuasão" no quadro de possíveis ações do Irão, e indicou estar a avaliar o envio de um segundo porta-aviões, caso as negociações nucleares com Teerão não avancem.
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