quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

O Banco Mundial felicitou hoje o Governo da Guiné-Bissau e manifesta abertura em continuar com os projectos nacionais. Mais um sinal forte vindo de Washington, D.C.,USA.

 

MNE

PR da República do Congo no poder há 40 anos é candidato às eleições de março... O Presidente da República do Congo anunciou hoje a sua candidatura às eleições presidenciais marcadas para 15 de março neste pequeno país da África Central rico em petróleo.

Por LUSA 

"A presentarei a minha candidatura às eleições presidenciais", declarou Denis Sassou Nguesso, que aos 82 anos acumula mais de 40 anos no poder, perante uma multidão de vários milhares de pessoas em Ignié, no sul do país.

O movimento de que faz parte, o Partido Congolês do Trabalho (PCT), tinha designado, no final de dezembro, em congresso, Denis Sassou Nguesso como "candidato natural".

As eleições, inicialmente previstas para 22 de março, realizar-se-ão afinal a 15 de março.

A votação das forças de segurança terá lugar alguns dias antes da data oficial do sufrágio, para que estas possam garantir a ordem pública no dia da votação.

Denis Sassou Nguesso governou a República do Congo sob um regime de partido único entre 1979 e 1992, antes de ser derrotado nas primeiras eleições pluralistas por Pascal Lissouba.

Regressou ao poder em 1997, na sequência de uma guerra civil, tendo sido eleito em 2002 e reeleito em 2009.

Em 2015 alterou a Constituição para eliminar o limite de dois mandatos presidenciais e foi reeleito em 2016.

Guterres condena ataque terrorista na Nigéria e pede justiça... O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou hoje, "nos termos mais fortes", "o ataque terrorista" de terça-feira no estado de Kwara, na Nigéria, que fez mais de 170 mortos.

Por LUSA 

Guterres reiterou a solidariedade das Nações Unidas para com o Governo e o povo da Nigéria "nos seus esforços para combater o terrorismo e o extremismo violento" e destacou "a importância de levar os perpetradores à justiça", segundo um comunicado divulgado pelo gabinete do secretário-geral.

O Governo nigeriano atribuiu o ataque armado de terça-feira contra as comunidades de Woro e Nuku, no centro-oeste da Nigéria, ao grupo jihadista nigeriano Boko Haram, que causou pelo menos 175 mortes, segundo indicaram líderes locais à agência espanhola EFE.

Num comunicado divulgado na noite de quarta-feira, a Presidência da Nigéria informou que o Presidente, Bola Ahmed Tinubu, ordenou o envio de um batalhão do Exército para Kwara, onde "terroristas do Boko Haram assassinaram moradores indefesos na noite [de terça-feira]".

"Até o momento, recuperamos 175 corpos. Muitos deles foram encontrados na floresta durante uma busca realizada por jovens e agentes de segurança", disse o líder comunitário de Woro, Khaleed Abba, à EFE, por telefone, na noite de quarta-feira.

Considerado um dos piores massacres no país nos últimos meses, o ataque ocorre num momento em que o país, com o apoio dos Estados Unidos, intensifica esforços para combater a insegurança endémica relacionada com grupos criminosos e extremistas.

Face à insegurança no estado de Kwara, as autoridades locais impuseram um recolher obrigatório em certas zonas do estado e encerraram as escolas durante várias semanas, antes de ordenarem a sua reabertura na segunda-feira.

O aumento dos ataques e sequestros levou o Presidente nigeriano a declarar, no final de novembro, o estado de emergência no país e a aumentar o efetivo das forças armadas e da polícia, a fim de intensificar a luta contra os criminosos, que geralmente encontram refúgio em áreas florestais remotas e de difícil acesso.

A insegurança na Nigéria tornou-se um tema de interesse para os Estados Unidos, cujo Presidente, Donald Trump, afirma que os cristãos da Nigéria são "perseguidos" e vítimas de um "genocídio" perpetrado por "terroristas".

A maioria dos especialistas nega veementemente, afirmando que a violência geralmente atinge indistintamente cristãos e muçulmanos.

O exército norte-americano realizou ataques no estado de Sokoto no dia de Natal, visando, segundo declarou, membros do Estado Islâmico.

Desde então, a cooperação militar entre os dois países fortaleceu-se com o fornecimento de armas dos Estados Unidos à Nigéria, a partilha de informações e o envio de uma equipa de militares norte-americanos encarregada de ajudar o exército nigeriano.


Leia Também: Governo nigeriano culpa grupo Boko Haram por ataque que matou 175 pessoas

O Governo nigeriano atribuiu o ataque armado da passada terça-feira às comunidades de Woro e Nuku, no estado de Kwara (centro-oeste), ao grupo jihadista nigeriano Boko Haram, divulgou hoje a imprensa internacional.


Cabo Verde passa a exigir visto prévio para cidadãos de 91 países... Cabo Verde passou a exigir visto prévio para cidadãos de 91 países, de acordo com uma avaliação de riscos, segundo uma resolução publicada no Boletim Oficial e informações prestadas por fonte oficial à Lusa.

Por LUSA 

Entre eles está um único país europeu, a Bielorrússia.

O despacho de 23 de janeiro corrige uma versão de novembro, na qual se indicavam 96 países, e complementa a lei de entrada e permanência de estrangeiros, atualizada em maio de 2025 (decreto-lei 13 de 2025).

A lei estipula que "é vedada a atribuição de visto 'online' e à chegada aos nacionais dos países constantes da lista aprovada".

Segundo fonte oficial, é agora exigido que o visto seja solicitado presencialmente, numa embaixada ou consulado, antes da viagem, para "reforçar a segurança através de entrevistas diretas, impedindo a emissão automática 'online'". 

Nos casos em que não houver embaixada no país de origem, o requerente terá de recorrer a representações noutros países e aguardar a validação da Direção de Estrangeiros e Fronteiras (DEF) de Cabo Verde.

Ou seja, os cidadãos dos 91 países na lista terão de fazer o mesmo que os cabo-verdianos fazem quando precisam de um visto para um país sem representação local em Cabo Verde -- deslocando-se, por exemplo, a Dakar (Senegal), a capital mais próxima e que concentra várias representações diplomáticas.

Entre as economias asiáticas mais influentes, a lista de 91 países inclui a Indonésia.

Entre os países africanos, constam da lista o Egito, Argélia e Etiópia.

O México é o único país da América do Norte na lista, ao lado de pequenos territórios da América Central e Caraíbas, enquanto a América do Sul inclui países como Colômbia, Chile ou Venezuela.

Além da Bielorrússia, único país europeu, na lista estão 31 países asiáticos, 28 países africanos, 11 da América Central, 10 da América do Sul, nove países da Oceânia e um da América do Norte, totalizando os 91.

O decreto-lei 13 de 2025 prevê que a DEF, em articulação com outras entidades, proponha ao Governo os países isentos ou não de visto prévio à chegada, "mediante uma avaliação ponderada dos riscos, tendo em consideração os superiores interesses do país, a prevenção da imigração irregular, o tráfico de seres humanos, a manutenção da ordem pública e a salvaguarda da segurança nacional, designadamente a prevenção e combate a fenómenos ilícitos internacionais, a saber o terrorismo".

Além dos casos típicos (tripulantes, pessoal em missão, entre outros), os nacionais dos 91 países listados só beneficiam de exceção se forem residentes em Cabo Verde, na União Europeia, Islândia, Liechtenstein, Reino Unido, São Marino, Suíça, Vaticano, Brasil, Canadá ou Estados Unidos.


Leia Também: Cabo Verde acompanha Brasil e apoia chilena para secretária-geral da ONU

O Governo cabo-verdiano anunciou hoje que vai acompanhar o Brasil e apoiar a candidatura da chilena Michelle Bachelet para secretária-geral das Nações Unidas.


Guiné-Bissau : Após sair das celas, DSP vai ser ouvido no Tribunal Militar

Por CFM

O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira (DSP), deverá ser ouvido no Tribunal Militar Superior, em Bissau, no dia 13 de fevereiro deste ano, a partir das 09h30, disse à Rádio Capital FM, uma fonte próxima do processo que pediu para não ser identificada.

A audição de Simões Pereira, disse a fonte, vai ocorrer no âmbito do alegado envolvimento do líder político num caso de "tentativa de golpe de Estado", em outubro de 2025, que resultou na detenção de vários militares, entre eles o Brigadeiro-General Daba Naualna.

Após 65 dias detido, Domingos Simões Pereira foi libertado na semana passada e colocada sob residência vigiada, uma condição que os seus advogados contestam, alegando que a "prisão domiciliar" é estranha ao ordenamento jurídico guineense.

Esta não é a primeira vez que o líder do PAIGC é ouvido no Tribunal Militar Superior. Em 2013, antes de assumir a liderança do partido, também foi ouvido na mesma instância, mencionado num caso de alegada tentativa de golpe de Estado, de 21 de outubro de 2012, do assalto ao quartel dos para-comandos.

O processo, no entanto, acabou por não provar a participação de Domingos Simões Pereira na suposta manobra de subversão da ordem constitucional e nunca mais o político foi ouvido.

DSP foi detido no dia 26 de novembro de 2025, sem culpa formada, momentos após os militares assumirem o poder na Guiné-Bissau, num golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral que estava em curso.

GRUPO DE REFLEXÃO NEGA ACUSAÇÕES DA DIREÇÃO E APELA AOS VETERANOS PARA SALVAR O PAIGC

Por: Filomeno Sambú odemocratagb.com

Grupo de Reflexão, que integra dirigentes e militantes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), reagiu ao comunicado do Secretariado Nacional do partido, negando que seja movido por ambições pessoais. O grupo apela aos veteranos do PAIGC para que assumam o processo de transição, com o objetivo de “salvar o partido de nós”.

Segundo o grupo, a sua ação é motivada exclusivamente pela convicção de que o PAIGC deve voltar a ser “o farol da democracia e da justiça social”.

Na terça-feira, 4 de fevereiro, o Secretariado Nacional do PAIGC acusou o grupo, liderado por Aladje Seco Sanó, de protagonizar ações sistemáticas de hostilidade contra o partido, alegadamente ao serviço de interesses alheios ao PAIGC e em conluio com o regime instalado desde 2019, com o objetivo de fragilizar e assaltar a liderança partidária.

Em reação a essas acusações, o Grupo de Reflexão afirma que o seu objetivo é congregar todas as sensibilidades internas, restaurar a unidade e erguer novamente o PAIGC como referência incontornável da vida política guineense.

“Amílcar Cabral já dizia que nem todos são do partido. Hoje, assistimos claramente que as opções políticas assumidas resultam da incompetência e da falta de visão estratégica. Porque, de facto, nem todos são do partido”, sustenta o grupo.

Num comunicado datado de 5 de fevereiro, a que O Democrata teve acesso, o Grupo de Reflexão garante que continuará firme e defende que a única opção é os veteranos do partido assumirem o processo de transição para “salvar o partido de todos nós”.

“Este Grupo de Reflexão sente o PAIGC, vive o PAIGC, e entende que não se pode continuar parado à espera que a atual direção, movida por mera obsessão, ambição e nepotismo, acabe por aniquilar um partido que sempre foi símbolo de esperança e referência para o povo guineense”, lê-se no comunicado.

O grupo denuncia ainda que o PAIGC, um partido forjado numa gloriosa luta que custou sangue, suor e lágrimas aos combatentes da liberdade da pátria, encontra-se hoje “desamparado, impotente e abandonado” pelos seus dirigentes máximos do Presidium e da Comissão Permanente. Estes estariam, segundo o comunicado, num “silêncio ensurdecedor”, “escondidos ou exilados”, com receio de aceitar e enfrentar a realidade atual e “incapazes de defender os superiores interesses do nosso grande partido”.

Face a esta paralisia, o Grupo de Reflexão — constituído por militantes e dirigentes “com elevado sentido militante e patriótico” — decide assumir, “com determinação inabalável”, o compromisso de resgatar “o nosso grande partido” e colocá-lo novamente ao serviço “deste martirizado povo”.

“A política faz-se com dignidade, coragem e determinação, mas sobretudo com a convicção de defender um bem maior, longe de interesses mesquinhos ou de grupo”, conclui o comunicado.

COMUNICADO DO CONSELHO DE MINISTROS

Conselho de Ministros autoriza contrato para exploração de bauxite em Boé

Por  RTB

O Conselho de Ministros reuniu-se esta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, em sessão extraordinária, no Salão Nobre General Umaro Sissoco Embaló, em Bissau, sob a presidência do Presidente da República de Transição, General do Exército Horta Inta.

No capítulo deliberativo, o Governo deu anuência à assinatura do contrato com a Empresa de Mineração de Boé (EMB), uma sucursal da companhia russa RUSSAL, com vista à construção de infraestruturas necessárias ao início da exploração de bauxite na localidade de Boé.

Durante a reunião, foram igualmente aprovados, com alterações, o projeto de decreto sobre o Regime Jurídico de Empreendimentos Turísticos de Alojamento e o projeto de decreto relativo ao Regulamento de Inspeção do Turismo.

No âmbito das informações gerais, o Ministro do Turismo e Artesanato apresentou uma exposição sobre os constrangimentos enfrentados por turistas à entrada e durante a circulação no território nacional, situações que foram denunciadas por agências de viagens da Gâmbia.

O Conselho de Ministros deliberou ainda sobre nomeações na Administração Pública. No Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, foram nomeados Manuel José da Silva Júnior como Diretor-Geral e Lucas Na Sanhá como primeiro vogal do Conselho de Administração do Conselho Nacional de Carregadores. No Ministério das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, foram nomeados Luzia Fernandes para o cargo de Diretora-Geral de Infraestruturas de Transporte, Armando Bame Ié como Diretor-Geral de Geografia e Cadastro e Aguinaldo Garcia Varela como Diretor-Geral de Habitação e Urbanismo.

Em consequência destas nomeações, foi dada por finda a comissão de serviço, nas mesmas funções, dos anteriores titulares.

A reunião teve lugar em Bissau e o comunicado foi assinado pelo Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Usna António Quadé.

Cuba sofre colapso parcial do sistema elétrico afetando 3,4 milhões de pessoas

Por cnnportugal.iol.pt

Empresa estatal de eletricidade cubana afirmou que está a "verificar as causas" do incidente

O sistema elétrico nacional de Cuba sofreu um novo apagão parcial, afetando aproximadamente 3,4 milhões de pessoas em quatro províncias do leste da ilha (Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo), confirmou a empresa estatal Unión Eléctrica.

Segundo a empresa, a interrupção deveu-se a um linha de alta tensão de 220 quilovolts (kV) na província de Holguín, que se desligou de forma repentina.

O incidente, explicou a empresa, levou ao encerramento da central termoelétrica de Felton, a maior geradora de energia do leste de Cuba, bem como de outra central e de uma subestação na mesma província.

Este é o segundo apagão parcial do sistema elétrico nacional de Cuba em pouco mais de quatro meses e ocorre numa altura de grave crise energética, agravada pelo embargo petrolífero imposto pelo governo norte-americano, que ameaça agravar a situação já crítica.

No entanto, o apagão de quarta-feira parece estar relacionado com os problemas crónicos da infraestrutura elétrica do país, tal como outra interrupção parcial, em outubro, também causada por uma sobrecarga de energia.

A empresa estatal de eletricidade cubana afirmou que está a "verificar as causas" do incidente.

Desde meados de 2024 que a ilha enfrenta uma grave crise energética, refletida em apagões diários que ultrapassam as 20 horas em todas as localidades.

Em 31 de janeiro, Cuba registou o maior apagão desde que começou a publicar regularmente estatísticas energéticas em 2022, que deixou 63% do país sem energia em simultâneo.

Sete das 16 centrais termoelétricas de Cuba - que representam aproximadamente 40% da geração energética do país - estão fora de serviço devido a avarias ou manutenção, incluindo duas das três maiores.

Desde meados de janeiro que os relatórios diários da Unión Eléctrica deixaram de especificar o número de centrais que estão inoperacionais devido à falta de combustível.

Especialistas independentes salientam que a crise energética cubana decorre do subfinanciamento crónico do setor, que é totalmente estatal desde a revolução de 1959.

Várias estimativas independentes sugerem que seriam necessários entre oito e dez mil milhões de dólares (entre 6,8 e 6,5 mil milhões de euros) para estabilizar o sistema elétrico.

Os prolongados apagões diários estão a prejudicar a economia, que contraiu mais de 15% desde 2020, segundo dados oficiais, e têm sido o catalisador dos principais protestos dos últimos anos.

Na quarta-feira, o porta-voz do secretário-geral da ONU disse que António Guterres está "extremamente preocupado" com a situação humanitária em Cuba, "que vai piorar, ou mesmo entrar em colapso" se as necessidades petrolíferas do país não forem atendidas.

Depois de suspender o envio de petróleo venezuelano para Cuba na sequência da captura de Nicolás Maduro no início de janeiro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, emitiu na semana passada uma ordem executiva que permite aos Estados Unidos impor tarifas aos países que vendam petróleo para Havana.

No domingo, o Presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos iniciaram um diálogo com o Governo cubano e disse prever "um acordo" com Havana.

Moscovo confirma saída do Novo START, o último tratado nuclear com os Estados Unidos... A Rússia declarou oficialmente que já não está vinculada ao Tratado Novo START, o acordo de desarmamento nuclear com os Estados Unidos que expira esta quinta‑feira. Assinado em 2010, o tratado era o último instrumento de controlo de armas entre as duas potências, limitando o número de ogivas e lançadores nucleares.

Por Sicnoticias 

A diplomacia da Rússia declarou que já não está vinculada ao Tratado Novo START sobre desarmamento nuclear com os Estados Unidos, que expira na quinta-feira.

"Presumimos que as partes do Tratado Novo START já não estão vinculadas a quaisquer obrigações ou declarações recíprocas ao abrigo do tratado", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Moscovo em comunicado.

Anteriormente, as autoridades russas tinham afirmado que iam agir de forma "ponderada e responsável" em relação às suas atividades nucleares.

Em que consistia o Tratado Novo START?

O Tratado Novo START é o último acordo de controlo de armas entre Washington e Moscovo. Assinado em 2010, limitava cada parte a 800 lançadores e bombardeiros pesados e 1.550 ogivas ofensivas estratégicas destacadas, e era acompanhado por um mecanismo de verificação.

O fim do prazo do acordo marca a transição para uma ordem nuclear menos regulamentada, embora as inspeções das partes já estivem suspensas desde 2023, devido à invasão russa da Ucrânia, iniciada em fevereiro do ano anterior.

O que dizem a China, Rússia e EUA?

Durante uma conversa com o homólogo chinês, Xi Jinping, o Presidente russo, Vladimir Putin, disse que Moscovo ia usar cautela e responsabilidade em relação ao seu armamento, indicou o conselheiro diplomático do Kremlin Yuri Ushakov, em conferência de imprensa.

"Continuamos abertos a encontrar formas de negociar e garantir a estabilidade estratégica", disse Ushakov.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou, pelo seu lado, que não tinha qualquer anúncio a fazer, remetendo comentários sobre o assunto para o líder da Casa Branca, Donald Trump.

O chefe da diplomacia de Washington indicou ainda que os Estados Unidos pretendem incluir a China em quaisquer discussões sobre este tema.

"O Presidente Trump já deixou claro que, para se alcançar um controlo de armas genuíno no século XXI, é impossível agir sem incluir a China, dado o seu arsenal considerável e em rápida expansão", observou Rubio.

"Mundo vai ficar mais perigoso" avisa o Kremlin

Na terça-feira, o Kremlin alertou para as consequências do fim do prazo do tratado, descrevendo um mundo que corre o risco de ficar "numa situação mais perigosa do que antes".

Em setembro de 2025, Vladimir Putin propôs a Washington um prolongamento de um ano dos termos do entendimento, uma proposta descrita como uma "boa ideia" pelo homólogo norte-americano, mas à qual não houve resposta.

Os Estados Unidos retiraram-se em 2019 de outro importante tratado de desarmamento, concluído em 1987 com a Rússia, relativo às armas nucleares de médio alcance.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Zelensky estima que 55 mil soldados ucranianos morreram na guerra... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que morreram cerca de 55 mil militares do seu país ao longo de quase quatro anos de conflito com a Rússia, adicionando "um grande número" que Kyiv dá por desaparecidos.

Por  LUSA   04/02/2026

"Na Ucrânia, oficialmente, o número de soldados mortos em combate, tanto militares de carreira como recrutados, chega aos 55 mil", declarou Zelensky em entrevista à televisão pública France 2.

Este registo oficial está bastante abaixo do número indicado no final de janeiro num relatório do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), que apontou entre 100 mil e 140 mil soldados ucranianos mortos nos últimos quatro anos.

Durante a entrevista, o líder ucraniano estimou, por outro lado, que a Rússia terá de sacrificar acima de 800 mil soldados ao longo de dois anos para conquistar militarmente as províncias que constituem o Donbass, no leste da Ucrânia, reivindicadas por  Moscovo.

"Nós, ucranianos, sabemos perfeitamente o preço que cada metro, cada quilómetro deste território custa ao exército da Rússia. Não contabilizam as mortes. Conquistar o leste da Ucrânia vai custar-lhes mais 800 mil corpos", apontou, vaticinando de seguida que os russos "não resistirão durante tanto tempo".

Para o chefe de Estado da Ucrânia, Moscovo "não obteve uma única vitória" na guerra que desencadeou no país vizinho em fevereiro de 2022 e "precisa de uma pausa".

No entanto, insistiu que, se a Ucrânia não travar o Presidente russo, Vladimir Putin, este "invadirá a Europa" de seguida, a partir do território ucraniano

"A Rússia avançará. Os seus drones podem operar dentro das suas fronteiras. O alcance dos seus mísseis é ilimitado. Atacarão por todos os lados", advertiu, comentando que a perda da independência do seu país seria "absolutamente monstruosa".

No entanto, expressou que tem a certeza de esse cenário não vai acontecer e que espera que a paz seja alcançada em menos de um ano, um expectativa declarada no dia em que recomeçaram em Abu Dhabi as negociações entre as delegações da Ucrânia, Rússia e Estados Unidos sobre o fim do conflito.

Zelensky, que relatou ter-se "habituado ao medo" após quatro anos de hostilidades e ter sido alvo "várias vezes" de tentativas de assassínio por parte de Moscovo, acusou a Rússia de usar o frio "como arma" de guerra para obrigar Kyiv a aceitar "um ultimato" nas negociações em curso nos Emirados Árabes Unidos.

"A Rússia está a aproveitar-se do frio. É claro que quer infligir mais sofrimento aos ucranianos para que aceitem aquilo a que os nossos amigos americanos chamam um 'acordo'." Mas, na realidade, trata-se de um ultimato", sustentou, a respeito das campanhas intensivas de ataques aéreos contra as infraestruturas energéticas da Ucrânia em pleno inverno.

Apesar dos "apagões" prolongados e falta de aquecimento, Zelensky sublinhou que "os russos não compreendem que quanto mais atacam a população civil, quanto mais matam, quanto mais violam as regras da guerra, mais afastam a possibilidade de um acordo".

Sobre o conteúdo das conversações em Abu Dhabi, defendeu que "um conflito congelado", durante o qual as duas partes conservariam as atuais posições militares, já seria "uma grande cedência" de Kyiv.

Na entrevista, o Presidente ucraniano considerou que "Putin não tem medo dos europeus, só tem medo de Trump", referindo-se ao Presidente dos Estados Unidos, que nesta fase "têm outras prioridades geopolíticas, mas precisam compreender que a Ucrânia é um ponto importante para a segurança global".

Zelensky abordou ainda um eventual reatamento do diálogo do Ocidente com o Kremlin, por iniciativa do seu homólogo francês, Emmanuel Macron, mas reforçou que "o interesse de Putin é humilhar a Europa" e a pressão que lhe é exercida continua a ser "insuficiente".


Leia Também: Testa de ferro de Maduro detido em Caracas. Será extraditado para os EUA

Alex Saab é conhecido por ser o testa de ferro de Nicolás Maduro e, à semelhança do antigo presidente da Venezuela, foi detido numa operação que envolveu os EUA, esta quarta-feira. Saab, de 54 anos, foi ministro de Maduro e estará a caminho dos EUA (onde já cumpriu pena).


DGCI ESCLARECE RETOMA DE COBRANÇAS DO IMPOSTO DE CIRCULAÇÃO E FIM DA DUPLA TRIBUTAÇÃO 

 

Por: Aguinaldo Ampa  odemocratagb.com.  04/02/2026

O governo de transição da Guiné-Bissau, através da Direção-Geral de Contribuições e Impostos (DGCI), anunciou esta quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026, a retoma da cobrança do imposto de circulação para viaturas particulares.

De acordo com o anúncio feito em Bissau, o imposto de circulação passará a custar 41.500 francos CFA por ano aos proprietários de veículos privados.

A medida foi anunciada pelo diretor-geral de Contribuições e Impostos, Ufé Vieira, durante uma conferência de imprensa. Segundo o responsável, o imposto já existia desde 1988, tendo registado algumas alterações em 2021.

Na sua intervenção, Ufé Vieira explicou que a retoma do imposto tem como objetivo angariar fundos para investimento na melhoria das vias públicas. O dirigente alertou ainda que o não cumprimento da medida dentro do prazo legal implicará sanções, cuja responsabilidade recairá sobre o contribuinte.

Com a retoma do imposto de circulação, os proprietários de viaturas particulares deixam de pagar o Fundo de Conservação Rodoviário, esclareceu Ufé Vieira, numa conferência de imprensa conjunta que reuniu as direções-gerais de Contribuições e Impostos, de Viação e Transportes Terrestres e do Fundo de Conservação Rodoviário.

O imposto de circulação aplica-se a automóveis, motocicletas e embarcações, tendo sido adotado, segundo as autoridades de transição, “com a finalidade de garantir que o executivo disponha de recursos suficientes para continuar a investir na construção e manutenção das vias públicas”.

O diretor-geral de Contribuições e Impostos informou ainda que o imposto incide sobre viaturas privadas e transportes públicos.

Já os transportes mistos não estarão sujeitos ao imposto de circulação, mas continuarão a pagar o Adiantamento da Contribuição Industrial.

“Convocámos a imprensa para anunciar a medida do governo relacionada com a problemática da dupla tributação entre o Fundo de Conservação Rodoviário e o Imposto de Circulação. O nosso sistema tributário engloba impostos, taxas e contribuições. A lei que institui o imposto de circulação na Guiné-Bissau remonta a 1988 e sofreu alterações em 2021, no âmbito da Lei do Orçamento Geral do Estado desse ano económico”, sublinhou Ufé Vieira.

O responsável acrescentou que os proprietários de viaturas particulares que já tenham efetuado pagamentos ao Fundo de Conservação Rodoviário podem dirigir-se à Direção-Geral de Contribuições e Impostos, munidos dos respetivos comprovativos, para que o valor pago seja deduzido, evitando assim a dupla tributação.

Por sua vez, o diretor-geral do Fundo de Conservação Rodoviário, Tanunde Keita, informou que serão divulgadas informações junto dos parceiros e dos proprietários de viaturas particulares, esclarecendo que o pagamento do imposto de circulação passará a ser efetuado exclusivamente na Direção-Geral de Contribuições e Impostos.

Departamento liderado por filha de Putin vai criar 'pombos-espiões'... O departamento científico universitário liderado pela filha mais nova do líder russo, Vladimir Putin, está a trabalhar na criação de 'pombos-espiões' através da colocação de 'chips' naquelas aves, que se tornam 'biodrones' teleguiados camuflados.

Por LUSA

Segundo o portal da Internet Meduza, o grupo empresarial Neiry, mais dedicado à Inteligência Artificial, implanta microcircuitos integrados em pombos para que estes possam vigiar instalações industriais ou militares, mas com aplicação também em operações de socorro e resgate.

Entre os dirigentes do Neiry Group está um professor da Universidade Estatal de Moscovo, Mikail Lebedev, o qual colabora com o laboratório sob responsabilidade da filha de Putin, Katerina Tíjonova.

O biólogo Vasili Popkov, que já colaborou com Lebedev em experiencias semelhantes com ratos, é quem dirige os trabalhos para "desenvolvimento de interfaces neuronais invasivos".

Os investidores do projeto são diversas organizações sob alçada do presidente russo e uma fundação detida pelo oligarca do setor dos metais Vladimir Potanin, entre outras figuras ligadas ao regime do Kremlin (presidência russa).

Os futuros 'pombos-espiões' distinguem-se facilmente por terem um cabo que sai das respetivas cabeças e está ligado a um pacote no dorso, o qual contém uma bateria recarregável por energia solar, além da câmara de vídeo ao peito.

Os implantes eletrónicos Neiry são alojados no cérebro das aves e recebem depois estímulos elétricos para controlar as ações e voos daquelas.

O fundador do tecnológico Neiry Group, Alexander Panov, comparou o controlo do livre-arbítrio dos pombos ao que acontece com um cavaleiro e a sua montada ou a ordenha de vacas e outros animais.

Os peritos citados pelo Meduza sublinham que há uma grande investimento no grupo empresarial e, segundo a revista especializada Forbes, a Neiry faturou 481 milhões de rublos (5,3 milhões de euros) desde sua fundação, em 2018, atraindo cerca de mil milhões de rublos (11 milhões de euros) para os seus projetos.


Leia Também: Rússia continuará ofensiva militar até Kyiv aceitar condições

O Kremlin afirmou hoje que continuará a sua ofensiva na Ucrânia até Kiev aceitar as suas condições, enquanto autoridades russas, ucranianas e norte-americanas se reúnem em Abu Dhabi para uma nova ronda de negociações.

Irão autoriza formalmente as mulheres a conduzir motas... O Irão autorizou hoje formalmente a emissão de cartas de condução de motociclos a mulheres, pondo fim a uma ambiguidade legal que impedia a sua atribuição.

Por LUSA 

O decreto foi assinado pelo primeiro vice-presidente do Irão, Mohammad Reza Aref, e estipula que "a polícia da República Islâmica do Irão deve emitir cartas de condução de motociclos a mulheres" depois de estas "receberem aulas práticas e passarem em testes" sob a supervisão da polícia de trânsito, avançou a rádio estatal do Irão IRIB.

A legislação iraniana não proibia explicitamente cartas de condução para mulheres, mas, na prática, as autoridades não as emitiam.

Isto significava que as mulheres que conduziam motas eram consideradas legalmente responsáveis em caso de acidente, mesmo que não fosse culpa delas.

A assinatura do documento, aprovado no final de janeiro pelo Conselho de Ministros, visa pôr fim a esta ambiguidade e endossar formalmente a exigência de emissão de cartas de condução para motociclos --- sendo as motas um dos meios de transporte mais comuns no Irão --- para as mulheres que passem nos exames relevantes.

A aprovação da medida surge poucas semanas após uma onda de protestos contra a crise económica e a deterioração da qualidade de vida, que se expandiram para incluir reivindicações de melhorias nos direitos humanos.

As autoridades iranianas denunciaram a presença nos protestos de alegados terroristas apoiados pelos Estados Unidos e por Israel, argumentando que o objetivo era realizar ataques e aumentar o número de vítimas para que o Presidente norte-americano, Donald Trump, pudesse cumprir a sua ameaça de lançar um ataque contra o país.

Até à data, Teerão confirmou a morte de mais de 3.000 pessoas, na sua maioria civis e membros das forças de segurança, nos protestos que visaram inicialmente o aumento do custo de vida.

No entanto, organizações não-governamentais como a Ativistas de Direitos Humanos no Irão elevam o número de mortos para 6.872, incluindo 6.443 manifestantes, entre os quais 156 menores de idade.


Leia Também: Irão diz ter perdido contacto com drone após EUA anunciarem abate de aeronave

O Irão admitiu ter perdido o contacto com um drone Shahed-129 em águas internacionais depois de este ter "concluído com sucesso" a missão de transmitir imagens de movimentações militares na zona próxima do país.


O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira, reuniu-se hoje com a Representante Residente das Nações Unidas e os Representantes das Agências da ONU, residentes no país.

O encontro teve como objetivo manifestar à Coordenadora e à todos os Representantes do sistema a disponibilidade do Governo em continuar a trabalhar e desenvolver os projetos financiados pelas Nações Unidas no nosso país.

A Coordenadora Residente das Nações Unidas, em nome dos Representantes das Agências da ONU,  garantiu a continuação de projetos no país.

O encontro contou com a Presença da Secretária de Estado da Cooperação Internacional e das Comunidades, Fatumata Djau.

Ministério dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau

𝗘𝗠𝗣𝗥𝗘𝗦𝗔 𝗔𝗗𝗚/𝗔𝗟𝗕𝗔𝗥𝗖𝗔 𝗔𝗡𝗨𝗡𝗖𝗜𝗔 𝗥𝗘𝗗𝗨ÇÃ𝗢 𝗗𝗘 𝗣𝗥𝗘ÇÁ𝗥𝗜𝗢𝗦 𝗗𝗘 𝗔𝗥𝗥𝗢𝗭 𝗦𝗨𝗣𝗥𝗘𝗠𝗢 𝗣𝗔𝗥𝗔 𝟮𝟮.𝟱𝟬𝟬 𝗙𝗖𝗙𝗔 𝗤𝗨𝗘 𝗖𝗨𝗦𝗧𝗔𝗩𝗔 𝟮𝟰.𝟬𝟬𝟬 𝗙𝗖𝗙𝗔/𝟱𝟬𝗞𝗚

O anúncio foi feito esta quarta-feira pelo seu Diretor Comercial  Abdulai Mané, na presença dos representantes do governo, setor privado, retalhistas e Consumidores.

@Rádio Jovem Bissau

VIATURAS PARTICULARES PASSAM A PAGAR APENAS IMPOSTO DE CIRCULAÇÃO

Por  RSM   04.02.2026

O governo de transição decidiu hoje que todas as viaturas particulares passam a pagar apenas o imposto de circulação.

A decisão foi anunciada pelo diretor-geral de Contribuições e Impostos, durante uma conferência de imprensa sobre a aplicação e o cumprimento do imposto de circulação.

Uffé Vieira explicou ainda que os transportes públicos não estão abrangidos por este imposto e continuarão a pagar o imposto de contribuição industrial.

O responsável pelos impostos afirmou que o valor será deduzido para quem já efetuou o pagamento, mediante a apresentação dos respectivos comprovativos.

Na mesma ocasião, o diretor do Fundo de Conservação Rodoviária, Tanunde Keita, garantiu que será entregue um relatório de pagamento à Direção de Contribuições e Impostos, com o objetivo de permitir o controlo dos comprovativos.

A ocasião serviu também para alertar que, em caso de incumprimento do pagamento do imposto, a sanção será o agravamento do valor a pagar e, se a viatura for encontrada em circulação na via pública, a sua apreensão.

AUMENTO DE CASOS DE DIABETES PREOCUPA AUTORIDADES DE SAÚDE NA GUINÉ-BISSAU

Por  RSM 04-02-2026

A Guiné-Bissau enfrenta atualmente um aumento significativo das doenças crónicas não transmissíveis, com particular incidência da diabetes, alertou esta quarta-feira a diretora clínica do Hospital Nacional Simão Mendes.

A informação foi avançada por Luísa Oliveira Sanca Nhaga na abertura de uma formação de quatro dias destinada aos técnicos de saúde do maior centro hospitalar do país, promovida pela Associação Suíça de Apoio aos Pacientes Diabéticos na Guiné-Bissau.

Segundo a responsável, o número de pessoas diagnosticadas com diabetes tem vindo a crescer de forma acentuada em diferentes faixas etárias, situação que tem contribuído para o aumento de complicações graves e, em alguns casos, para a perda de vidas humanas.

Para a diretora clínica, a resposta a este desafio passa, necessariamente, pelo investimento na formação e capacitação dos profissionais de saúde. Nesse sentido, considera que a ação formativa em curso no Hospital Nacional Simão Mendes representa uma oportunidade para reforçar competências técnicas e melhorar a qualidade dos cuidados prestados aos pacientes diabéticos.

Por sua vez, o médico Jorge Correia, que lidera a equipa do Hospital Universitário de Genebra, reconheceu que, apesar de alguns progressos registados no país, persistem ainda várias limitações ao nível do diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos doentes com diabetes. Garantiu, por isso, que a equipa suíça continuará a apoiar as autoridades de saúde guineenses no desenvolvimento destas áreas.

A parceria entre a Associação Suíça de Apoio aos Pacientes Diabéticos na Guiné-Bissau e as autoridades nacionais dura há oito anos. A atual iniciativa marca a quarta missão médica do Hospital Universitário de Genebra ao país, no âmbito do reforço da cooperação na luta contra a diabetes.

A BANDEIRA É DO POVO

Por  Juvenal Lopes Imbonque  @Cidadania Ativa

A orientação do Governo de Transição para que o PAIGC altere a sua bandeira, em razão da semelhança com a bandeira nacional da Guiné Bissau, reabre um debate que deve ser analisado à luz do Direito Constitucional, da história política e da evolução democrática do Estado.

É historicamente indiscutível que o PAIGC, fundado em 1956, antecede a proclamação da Independência, ocorrida em 24 de setembro de 1973. O seu papel na luta de libertação nacional, iniciada em 1963, é parte essencial da memória coletiva. Contudo, como ensinava Max Weber, o Estado moderno define se não apenas pela história, mas pela institucionalização legítima do poder. A partir do momento em que a Guiné Bissau se afirma como Estado soberano, os seus símbolos adquirem natureza jurídica própria e superior à de qualquer organização política.

A bandeira nacional deixa, assim, de ser um símbolo de um movimento de libertação e passa a representar a totalidade do povo, exigindo neutralidade, exclusividade e universalidade. Como defendia Hans Kelsen, a ordem jurídica assenta numa hierarquia normativa, onde os símbolos do Estado ocupam um patamar superior face às entidades privadas, incluindo os partidos políticos.

É verdade que esta distinção poderia ter sido feita aquando da abertura política que conduziu ao multipartidarismo, constitucionalmente consagrado em 1991. Todavia, o contexto político da época, ainda marcado por resquícios do partido Estado, não favorecia uma separação simbólica clara. O facto de não ter sido feita então não impede que o seja agora. O Direito não é estático. Como sublinhava Montesquieu, as leis devem ser adaptadas às circunstâncias do tempo, do lugar e da sociedade.

Hoje, num contexto pluralista, é legítimo exigir a separação efetiva entre Estado e partidos. Exigir ao Estado a alteração da sua bandeira seria desproporcional e contrário ao princípio da razoabilidade, consagrado no pensamento jurídico contemporâneo. O impacto institucional, histórico e diplomático seria incomensuravelmente superior ao de uma adaptação simbólica por parte de um partido político.

Sendo o partido uma entidade privada, a exigência de adequação dos seus símbolos ao quadro constitucional vigente não constitui negação da história, mas afirmação da maturidade democrática. Como lembrava Jean Jacques Rousseau, a soberania pertence ao povo, não às facções que o representam em momentos específicos.

Portanto, preservar a exclusividade dos símbolos nacionais é garantir a neutralidade do Estado e a igualdade dos cidadãos perante o poder político. Respeitar a história não significa cristalizá la, significa enquadrá la num Estado de Direito que se quer moderno, plural e inclusivo.

O Ministro do Interior e da Ordem Pública, Mama Saliu Embalo, efetuou, nesta quarta-feira (04.02), uma visita à Brigada da Polícia de Viação e Trânsito, conhecida como antigo “Cala Boca”, com o objetivo de avaliar de perto o funcionamento da unidade e reforçar a autoridade do Estado no ordenamento do trânsito e na segurança pública.

@Radio Voz Do Povo

PAIGC não vai acatar as decisões do Alto Comando Militar... O PAIGC afirmou hoje que não vai alterar a sua bandeira nem os seus símbolos, por serem decisões tomadas por um órgão ilegal, sem respaldo popular, formado através de um golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral e suspendeu a Constituição.

Em entrevista exclusiva à DW, o porta-voz do partido, Muniro Conté, declarou que é o Estado da Guiné-Bissau que deveria mudar a sua bandeira, os seus símbolos e o seu hino, por todos eles pertencerem ao PAIGC, partido que fundou o Estado.

Nesta entrevista, Muniro falou ainda sobre o futuro político de Domingos Simões Pereira, as contestações internas, o governo inclusivo exigido pela CEDEAO e as alegadas tentativas de apagar a história do PAIGC e pôr fim à existência do partido.

𝗚𝗢𝗩𝗘𝗥𝗡𝗢 𝗙𝗜𝗫𝗔 𝗡𝗢𝗧𝗔 𝟭𝟬 𝗖𝗢𝗠𝗢 𝗠É𝗗𝗜𝗔 𝗗𝗘 𝗣𝗔𝗦𝗦𝗔𝗚𝗘𝗠 𝗗𝗘 𝗖𝗟𝗔𝗦𝗦𝗘 𝗡𝗢 𝗔𝗡𝗢 𝗟𝗘𝗧𝗜𝗩𝗢 𝟮𝟬𝟮𝟱/ 𝟮𝟬𝟮𝟲

Por:  Rádio Jovem

O Governo de transição da Guiné-Bissau determinou que, no presente ano letivo 2025/2026, a nota mínima para a passagem de classe em todas as escolas do país passa a ser dez valores.

Segundo o Executivo, a decisão enquadra-se na dinâmica adotada pelos países da sub-região da África Ocidental.

Em entrevista à Rádio Jovem, o inspetor-geral da Educação, Mamadú Banjai, afirmou que a Guiné-Bissau é o único país da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) que continua a aplicar a nota positiva a partir de doze valores no sistema de ensino.

De acordo com o responsável, até mesmo Portugal, país cujo modelo educativo a Guiné-Bissau segue em grande medida, considera positiva a classificação a partir de dez valores.

A decisão, no entanto, tem gerado reações divergentes, algumas vozes defendem que o país ainda não reúne condições para aplicar a nota dez como critério de passagem de classe, apontando vários fatores que contribuem para o fracasso do sistema educativo guineense.

Em resposta às críticas, Mamadú Banjai sublinhou que a qualidade do ensino não depende exclusivamente da nota mínima estabelecida.

O inspetor-geral denunciou ainda que, atualmente, muitos professores não estão a cumprir integralmente os programas letivos, frisando que o principal desafio do setor é a qualidade do ensino, e não a fixação da nota dez como média de aprovação.

TRÊS AGENTES DA POP DETIDOS POR SUSPEITA DE ROUBO DE CINCO MILHÕES DE FRANCOS CFA EM BAFATÁ

Por RSM 04 02 2026

Três agentes da Polícia de Ordem Pública (POP) da província Leste, nomeadamente, o chefe de operações do destacamento da região de Bafatá, o delegado da investigação provincial, encontram-se detidos por alegado envolvimento no roubo de cerca de cinco milhões de francos CFA.

Segundo informações apuradas pela Rádio Sol Mansi (RSM) junto de várias fontes próximas da esquadra da POP em Bafatá, os agentes são suspeitos de participação no furto ocorrido num dos estabelecimentos comerciais pertencentes a um cidadão estrangeiro, no mercado principal daquela cidade.

As mesmas fontes indicam que a detenção dos três policiais resulta de uma investigação conduzida por agentes da própria polícia da região.

A POP de Bafatá não quis gravar a entrevista porque "o caso já se encontra sob alçada da justiça".

De acordo com os dados recolhidos, um dos detidos encontrava-se de serviço no local na altura em que o dinheiro foi subtraído, o que levantou suspeitas e motivou o aprofundamento das investigações.

A RSM apurou ainda que os suspeitos estão detidos há mais de sete dias nas celas de detenção da Polícia da Segunda Esquadra, em Bissau, aguardando apresentação às autoridades judiciais competentes.

Contactada pela Rádio Sol Mansi, a Associação dos Comerciantes da região de Bafatá optou por não comentar o caso. Os seus responsáveis justificaram o silêncio com o facto do processo estar, neste momento, sob alçada da justiça.

De acordo com as fontes, o montante em causa pertence a um comerciante de nacionalidade mauritana e o furto terá ocorrido no mês de setembro do ano passado. 

Sabemos que a investigação prolongou-se ao longo dos últimos meses por se tratar de um inquérito conduzido de forma discreta, o que permitiu às autoridades reunir elementos que apontam para a responsabilidade dos agora detidos.

O caso continua a ser acompanhado pelas autoridades judiciais, enquanto se aguarda o seu devido esclarecimento.


Observatório acusa Pequim de destruir liberdades em Hong Kong... O Observatório dos Direitos Humanos (ODH) afirmou hoje que "a repressão do Governo chinês destruiu o que restava das liberdades em Hong Kong", cinco anos após a entrada em vigor da Lei de Segurança Nacional imposta por Pequim.

Por  LUSA   04/02/2026

No relatório anual hoje publicado, a organização traça um retrato sombrio do território, denunciando a eliminação sistemática do espaço cívico, a criminalização da dissidência e o colapso da imprensa independente.

Segundo o relatório, desde 2020, "as autoridades de Hong Kong prenderam dezenas de figuras da oposição, encerraram órgãos de comunicação independentes e forçaram ao encerramento ou exílio grupos da sociedade civil".

O ODH afirma que "centenas de pessoas continuam detidas ou em julgamento sob acusações motivadas politicamente", referindo que o Executivo tem recorrido de forma sistemática a "recusas de fiança, detenção prolongada e atrasos nos julgamentos", em violação do direito a um processo justo.

O relatório alerta que "as autoridades anunciaram planos para introduzir legislação adicional de segurança nacional ao abrigo do Artigo 23 da Lei Básica, que poderá restringir ainda mais os direitos à liberdade de expressão, reunião e associação".

"A repressão levou muitos residentes a fugirem do território, enquanto outros, com medo, deixaram de falar abertamente ou de participar em qualquer forma de ativismo político", acrescenta o documento.

A organização recorda que vários órgãos de comunicação independentes foram encerrados nos últimos anos e que "muitos jornalistas enfrentam atualmente processos judiciais ou estão detidos", num clima de autocensura e intimidação generalizada.

"A Lei de Segurança Nacional teve um efeito devastador sobre a liberdade de imprensa, ao criminalizar o exercício do jornalismo como alegado 'conluio com forças estrangeiras' ou 'subversão do poder do Estado'", aponta o ODH.

Para a ONG, a situação atual representa o desmantelamento de facto do princípio "um país, dois sistemas", acordado no âmbito da transferência da soberania de Hong Kong do Reino Unido para a China, em 1997.

"Cinco anos após a imposição da Lei de Segurança Nacional, Hong Kong já não é reconhecível como uma sociedade livre", lê-se.


Leia Também: Observatório acusa China de construir "estado policial tecnológico distópico"

O Observatório dos Direitos Humanos (ODH) acusou hoje Pequim de construir "um estado policial tecnológico distópico" e de procurar exportar este modelo autoritário a nível global, visando suprimir qualquer dissidência e consolidar o controlo do Partido Comunista.

Fortes nevões no Japão causam pelo menos 35 mortos nas últimas duas semanas... Fortes nevões mataram 35 pessoas no Japão nas últimas duas semanas, sobretudo na região de Niigata, centro do arquipélago, anunciaram hoje as autoridades japonesas.

Por  LUSA    04/02/2026

Um total de 15 municípios foram afetados, tendo a quantidade de neve acumulada nas áreas mais atingidas sido estimada em dois metros de altura.

Em Niigata, uma região produtora de arroz no norte do Japão, foram registadas mortes, incluindo um homem de 50 anos que foi encontrado caído no telhado da sua casa na cidade de Uonuma a 21 de janeiro.

Na cidade de Nagaoka, um homem de 70 anos foi encontrado caído em frente à sua casa e levado de urgência para o hospital, onde foi declarado morto. As autoridades de Niigata acreditam que o idoso caiu do telhado enquanto limpava a neve.

Foram relatadas ainda sete mortes relacionadas com a neve na província de Akita e cinco na província de Yamagata. O número de feridos em todo o país atingiu os 393, incluindo 126 com ferimentos graves, 42 deles em Niigata.

Catorze casas foram danificadas, três em Niigata e oito na província de Aomori, onde se acumularam até 4,5 metros de neve em zonas isoladas.

Uma forte massa de ar frio trouxe fortes nevões nas últimas semanas ao longo da costa do mar do Japão, com algumas áreas a receberem mais do dobro da quantidade habitual de neve.

O porta-voz do Governo japonês alertou que, embora as temperaturas estejam a subir, poderiam surgir novos perigos, uma vez que a neve começaria a derreter, resultando em deslizamentos de terra e superfícies escorregadias.

"Por favor, prestem muita atenção à vossa segurança, usando capacete ou corda de segurança, especialmente quando trabalham na remoção da neve", disse Minoru Kihara aos jornalistas.

O Governo do Japão criou várias forças-tarefa para responder à forte queda de neve em Niigata e regiões próximas desde 20 de janeiro.

Mortes e acidentes relacionados com a neve não são incomuns no Japão, tendo sido registadas 68 mortes durante os seis meses de inverno anterior, de acordo com a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres nipónica.

Há previsão de mais neve intensa para o fim de semana, com o país a realizar eleições gerais antecipadas no domingo.

A emissora pública japonesa NHK disse que várias agências estão a trabalhar para garantir que as eleições decorrem sem incidentes, e as autoridades pediram aos eleitores que tenham cuidado e verifiquem as condições meteorológicas antes de se deslocarem para votar, incluindo durante o período de votação antecipada.

De acordo com as sondagens mais recentes, a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi está a caminho de uma vitória esmagadora nas eleições, convocadas pela líder conservadora há apenas duas semanas para aproveitar as elevadas taxas de aprovação e reforçar o mandato popular para o seu novo governo de coligação.

Esta será a primeira vez desde a década de 1990 que o Japão realiza eleições antecipadas.

EUA afirmam que México irá aumentar fornecimento de água após ameaças de Trump... Os Estados Unidos anunciaram hoje um acordo pelo qual o México se compromete a fornecer mais água aos americanos, após pressão do Presidente Donald Trump, que ameaçou a nação latino-americana com tarifas, alegando incumprimento.

Por  LUSA 04/02/2026

Num comunicado de imprensa conjunto, os Departamentos de Estado e de Agricultura afirmam que o México se comprometeu a fornecer por ano aos Estados Unidos, durante um ciclo de cinco anos, o equivalente a 431,7 milhões de metros cúbicos de água, no mínimo, "proporcionando estabilidade aos produtores agrícolas e às comunidades rurais do Vale do Rio Grande Inferior".

Segundo o comunicado, Trump e a sua homóloga mexicana, Claudia Sheinbaum, chegaram a acordo sobre o assunto numa conversa telefónica na semana passada .

"Os líderes reafirmaram o seu compromisso em resolver os desafios de longa data na gestão da água e em apoiar as comunidades e os produtores de ambos os lados da fronteira", sublinha o texto.

Em dezembro, Trump ameaçou impor uma tarifa de 5% ao México por violação do Tratado da Água de 1944, que rege a gestão dos rios Colorado, Rio Grande e Conchos, que atravessam ambos os países.

De acordo com o tratado, os Estados Unidos devem enviar para o México 1,85 mil milhões de metros cúbicos de água anualmente do Rio Colorado e 2,185 mil milhões de metros cúbicos do Rio Grande em ciclos de cinco anos.

O governo norte-americano afirmou que o México também se comprometeu a apresentar um plano detalhado para liquidar integralmente a dívida hídrica acumulada durante o ciclo anterior.

Segundo Trump, o México ainda deve mais de 986,4 milhões de metros cúbicos acumulados nos últimos cinco anos. 

De acordo com a EFE, a razão do atraso é uma seca histórica no norte do país, que reduziu os níveis das albufeiras.


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Os civis ucranianos, incluindo crianças, são cada vez mais alvo de ataques da Rússia, denunciou a organização Human Rights Watch (HRW) no seu relatório anual sobre a situação dos direitos humanos no mundo, hoje divulgado.