quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

40 mortos e 115 feridos. O que aconteceu na estância de ski na Suíça?... As autoridades suíças estão a apurar as causas do incêndio que deflagrou num bar da estância de ski de Crans-Montana, na Suíça, que provocou pelo menos 40 mortos e 115 feridos.

Por LUSA 

A maioria dos feridos, muitos deles graves, ocorreu quando o incêndio se alastrou pelo bar que estava cheio para celebrar a o novo ano.

A estância de Crans-Montana é mais conhecida como um local internacional de ski e golfe. Durante a noite, o bar Le Constellation, passou de um local de folia para o local de uma das piores tragédias da Suíça.

O incêndio começou por volta da 01h30 desta madrugada no interior do bar Le Constellation, em plenas celebrações de fim de ano.

Duas mulheres contaram ao canal francês BFMTV que estavam no interior do estabelecimento quando viram um barman a transportar uma barman aos ombros enquanto esta segurava uma vela acesa numa garrafa. As chamas propagaram-se, derrubando o teto de madeira, segundo disseram à estação.

As pessoas tentaram desesperadamente escapar da discoteca no subsolo subindo uma escada estreita e passando por uma porta estreita, formando uma multidão, disse uma das mulheres.

Outro jovem que estava no local disse que as pessoas partiram janelas para escapar ao incêndio e que algumas ficaram gravemente feridas, noticiou a BFMTV. Disse ter visto cerca de 20 pessoas a lutar para sair do fumo e das chamas, comparando o sucedido a um filme de terror.

Incêndio faz pelo menos 40 mortos

O incêndio provocou a morte a cerca de 40 pessoas e feriu aproximadamente outras 115, anunciou hoje a polícia do cantão de Valais.

"Contamos cerca de 40 mortos e cerca de 115 feridos, a maioria em estado grave", anunciou o chefe da polícia, Frédéric Gisler, durante uma conferência de imprensa em Sion (sudoeste da Suíça), enquanto ao seu lado o presidente da confederação, Guy Parmelin, referia que esta foi "uma das piores tragédias" que a Suíça já conheceu.

As vítimas sofreram queimaduras graves e inalação de fumo. Algumas foram levadas de avião para hospitais especializados de todo o país.

Em face da sobrecarga no sistema de saúde, as autoridades pediram à população que tenha cuidado nos próximos dias para evitar acidentes que possam sobrecarregar ainda mais os recursos médicos já saturados.

O governo suíço disse que já recebeu várias mensagens e telefonemas de condolências e solidariedade de governos após o incêndio e precisou que vários deles se ofereceram para receber feridos com queimaduras muito graves e extensas.

"Até ao momento" não há portugueses entre as vítimas

Contactada pela agência Lusa, fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) afirmou que "até ao momento não há indicação de vítimas portuguesas", mas é necessário esperar, tendo em conta o número de portugueses que vive na Suíça e no Cantão de Valais, onde ocorreu o incêndio.

A mesma fonte acrescentou que Portugal está a acompanhar a situação e em contacto com as autoridades suíças e salientou que os contactos de emergência para situações deste género não receberam qualquer pedido.

Na Suíça vivem 270 mil portugueses e no Cantão de Valais 64 mil.

Por seu turno, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, expressou solidariedade ao Presidente da Suíça, Guy Parmelin, "pela tragédia que assinalou a passagem do ano, provocando tantos mortos e feridos num momento que se desejaria ser de júbilo e de esperança".

UE em contacto com autoridades suíças para prestar assistência médica

A Comissão Europeia disse estar "em contacto" com as autoridades suíças para prestar assistência médica às vítimas do incêndio. A Suíça ativou o mecanismo de proteção civil da União Europeia (UE).

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que manifestou a sua "profunda tristeza" pela tragédia e afirmou que "a Europa está plenamente solidária com a Suíça".

Por sua vez, o governo belga declarou que "agirá em solidariedade com as autoridades suíças" no âmbito do referido mecanismo. Indicou que vai disponibilizar tratamento nos seus hospitais a cinco doentes com queimaduras graves e dois que necessitem de cuidados intermédios.

O Ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Maxime Prévot, acrescentou que na manhã de sexta-feira enviarão uma equipa de apoio médico composta por um chefe de equipa, dois médicos e duas enfermeiras especializadas em queimaduras graves.

Autoridades afastam possível atentado

Apesar de terem referido que era muito cedo para determinar a causa do incêndio, as autoridades suíças já descartaram a possibilidade de ter sido um atentado.

Estão em curso trabalhos para identificar as vítimas e informar as suas famílias, de acordo com o comandante da polícia do Cantão de Valais, Frédéric Gisler.

Crans Montana é uma estância de desportos de inverno que atrai turistas de todo o mundo - situada no coração dos Alpes suíços, cerca de 40 quilómetros a norte do Matterhorn, um dos mais famosos picos alpinos - e com uma população de cerca de 10.000 residentes.

Com pistas de ski a cerca de 3.000 metros de altitude no coração dos picos nevados e florestas de pinheiros da região de Valais, Crans-Montana é um dos melhores locais do circuito da Taça do Mundo.

Zelensky: "A adesão da Ucrânia à UE é uma das garantias de segurança"... O presidente ucraniano afirmou hoje que a entrada da Ucrânia na União Europeia integra as garantias de segurança procuradas por Kiev, no quadro dos esforços internacionais para pôr fim à agressão militar russa.


Por LUSA 

Numa mensagem publicada na rede social X após uma conversa com o presidente do Chipre, Nikos Christodoulides, Volodymyr Zelensky sublinhou que "a adesão da Ucrânia à UE é uma das garantias de segurança".

"Da nossa parte, faremos o que for necessário", referiu.

Zelensky abordou com o seu homólogo cipriota, no dia em que o Chipre assumiu a presidência rotativa do Conselho da União Europeia, os mais recentes desenvolvimentos dos esforços diplomáticos da Ucrânia e dos Estados Unidos, depois de no domingo passado o chefe de Estado ucraniano se ter reunido durante três horas, na Florida, com o presidente norte-americano, Donald Trump.

"O trabalho para alcançar a paz ocupa praticamente as 24 horas. Não pode haver pausas", afirmou Zelensky, agradecendo ainda ao Chipre e aos cipriotas o apoio à causa ucraniana face à invasão russa.

Federação Internacional de Jornalistas contabiliza 128 mortos em 2025... A Federação Internacional de Jornalistas (FIP) contabilizou 128 profissionais do setor mortos em 2025 em todo o mundo, incluindo 56 na Palestina, no contexto da ofensiva militar israelita contra a Faixa de Gaza.

Por LUSA 

Num comunicado divulgado hoje, a organização lamentou "mais um ano mortal para os jornalistas" e denunciou "a falta de vontade das autoridades para proteger os trabalhadores dos meios de comunicação", apelando a "medidas imediatas e drásticas para pôr fim ao ciclo de violência e impunidade".

A lista inclui nove mortes acidentais e dez mulheres, e o total de 128 vítimas representa um aumento face a 2024, quando foram registadas 122 mortes.

Desde 1990, a Federação Internacional de Jornalistas contabilizou 3.173 jornalistas mortos em todo o mundo, uma média anual de 91.

"Os 128 jornalistas mortos num só ano não são apenas uma estatística, representam uma crise global", afirmou o secretário-geral da organização, Anthony Bellanger.

"Estas mortes são um lembrete brutal de que os jornalistas são atacados com impunidade apenas por fazerem o seu trabalho", acrescentou, defendendo que os governos devem agir para proteger os profissionais, levar os responsáveis à justiça e defender a liberdade de imprensa.

O secretário-geral defendeu ainda a necessidade de uma convenção das Nações Unidas que garanta a segurança e a independência dos jornalistas a nível global, afirmando que "o mundo não pode esperar mais".

Por regiões, o Médio Oriente e o mundo árabe lideram a lista, com 74 jornalistas mortos, incluindo 56 na Palestina, o que representa 58% do total. Seguem-se o Iémen, com 13 mortes, e a Ucrânia, com oito. O Sudão registou seis mortes, a Índia e o Peru quatro cada um, e as Filipinas, o México e o Paquistão três cada.

O caso mais emblemático foi o de Anas al Sharif, morto a 10 de agosto juntamente com outros cinco jornalistas e trabalhadores dos meios de comunicação num ataque israelita a uma tenda de imprensa junto ao hospital Al Shifa, na cidade de Gaza.

Israel é também responsabilizado pela morte de 13 jornalistas e trabalhadores dos meios de comunicação no bombardeamento da redação do jornal 26 de Setembro, em Sana, no Iémen, considerado pela organização "um dos ataques mais graves contra sedes de meios de comunicação".

Na Europa, a guerra na Ucrânia provocou a morte de oito jornalistas no país e de um na Rússia. A organização alerta para o uso de drones para atacar "deliberadamente" jornalistas ou os seus veículos, citando as mortes dos ucranianos Olena Hramova, Yevhen Karmazin e Tetiana Kulik, e do francês Antoni Lallican.

Em África, o Sudão voltou a liderar com seis jornalistas mortos. Nas Américas, o Peru registou quatro mortes, seguido do México com três, e da Colômbia, Honduras e Equador, com uma cada.

A organização publicou ainda uma lista de 533 jornalistas presos em todo o mundo, com a China no topo, com 143. Seguem-se Israel, com 74, Myanmar, com 49, Vietname, com 37, Egito, com 15, e o Iémen, com 11.

Sete detidos no Irão acusados de transformar protestos em tumultos... Sete pessoas foram hoje detidas na cidade de Kermanshah, no Irão, por supostos vínculos com "grupos hostis e membros da oposição exilados", durante protestos em todo o país contra a deterioração da situação económica.

Por LUSA 

A agência de notícias Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária, informou que os sete detidos estavam a tentar incitar tumultos durante as manifestações e que um deles estava armado.

A agência também pediu à população que permanecesse vigilante contra possíveis manipulações por elementos hostis que poderiam colocar em risco a segurança pública.

De acordo com imagens publicadas por ativistas nas redes sociais, slogans a favor do retorno da monarquia, como "Esta é a batalha final, Pahlavi regressará", foram ouvidos em várias marchas, em referência à dinastia Pahlavi, derrubada pela Revolução Islâmica de 1979.

As detenções ocorreram um dia depois de o Procurador-Geral do Irão, Mohammad Movahedi Azad, ter alertado que qualquer tentativa de transformar os protestos económicos num "instrumento de insegurança" ou na "execução de cenários planeados do exterior" enfrentaria uma resposta legal destinada a proteger os direitos públicos e a ordem social.

Diversas cidades iranianas têm sido palco de protestos desde domingo devido às fortes flutuações no mercado cambial, à depreciação acelerada do rial e à instabilidade económica que afeta o país.


Leia Também: Protestos contra elevado custo de vida no Irão provocam dois mortos

Confrontos entre manifestantes e forças de segurança no sudoeste do Irão fizeram dois mortos, informou hoje a agência de notícias Fars, referindo que são as primeiras mortes de civis na sequência dos protestos contra o elevado custo de vida.


2 tripulantes detidos sob suspeita de danificar cabo submarino finlandês... A polícia finlandesa prendeu dois tripulantes do Fitburg, um navio com bandeira de São Vicente e Granadinas, suspeitos de danificar um cabo de comunicação entre a Finlândia e a Estónia.

Por LUSA 

Segundo a emissora pública finlandesa Yle, citando fontes policiais, a polícia prendeu dois tripulantes do Fitburg, enquanto outros dois marinheiros do navio foram proibidos de deixar o país nórdico.

Medidas de investigação foram tomadas a bordo do navio e a tripulação foi interrogada. Estamos a analisar a situação e o papel da tripulação", disse o inspetor-chefe criminal Risto Lohi, citado pela Yle.

A polícia finlandesa anunciou esta quarta-feira que estava a investigar um navio suspeito de uma possível rutura de um cabo submarino de telecomunicações no mar Báltico, que liga a Finlândia e a Estónia.

A investigação foi iniciada depois de a operadora finlandesa Elisa ter comunicado que detetou uma avaria num dos seus cabos submarinos, localizado na zona económica exclusiva da Estónia.


Leia Também: "Infraestrutura crítica" da UE continua sob "alto risco de sabotagem"

A Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, afirmou hoje que a "infraestrutura crítica" do bloco permanece sob "alto risco de sabotagem".


Rússia envia aos EUA análises aos drones que atacaram residência de Putin... A Rússia vai enviar para os Estados Unidos as análises aos destroços dos drones que alegadamente atacaram a residência do Presidente russo na região de Novgorod no passado fim de semana, indicou hoje o Ministério da Defesa daquele país.

Por LUSA 

Esses materiais [dos destroços dos drones] serão transferidos à parte americana através dos canais estabelecidos", comunicou o Ministério da Defesa russo na rede social Telegram.

O órgão militar avançou que realizou uma inspeção técnica ao sistema de navegação de um dos veículos aéreos não tripulados ucranianos abatidos sobre a região de Novgorod na noite de 29 de dezembro.

"Os agentes de inteligência russos conseguiram extrair o arquivo da missão de voo" do drone, explicou o ministério.

Segundo o Ministério da Defesa, "a descodificação dos dados da rota revelou que o objetivo final do ataque ucraniano de 29 de dezembro era uma instalação na residência presidencial russa na região de Novgorod".

Na quarta-feira, o Ministério da Defesa divulgou detalhes sobre o ataque ucraniano com drones contra a residência de Putin na localidade de Valdái, indicando que, a partir de diferentes pontos de descolagem, um total de 91 drones voaram em direção ao alvo sobrevoando as regiões de Briansk, Smolensk, Tver e Nóvgorod.

Na segunda-feira, o Kremlin classificou o ataque ucraniano como "um atentado contra Trump", uma vez que prejudicava as negociações de paz na Ucrânia lideradas pelo Presidente dos Estados Unidos.

Embora não tenha revelado como, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, indicou que a Rússia endureceria a sua postura durante as negociações de paz.

Entretanto, Donald Trump, que no fim de semana se reuniu com Volodymyr Zelensky e falou por telefone com Putin, partilhou na quarta-feira nas redes sociais um editorial do jornal The New York Post que acusa Moscovo de inventar o ataque para boicotar o processo de paz com Kyiv.

Segundo o presidente norte-americano, a reação exagerada da Rússia demonstra que é Moscovo quem está a atrapalhar as negociações de paz com a Ucrânia.

O Wall Street Journal noticia que a CIA não encontrou qualquer indício de que Kyiv tenha atacado recentemente com drones uma residência do Presidente russo.

Desde o início da guerra na Ucrânia em 2022 que as autoridades de Kyiv denunciaram mais de uma dezena de tentativas de assassinato ou sequestro contra o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, incluindo uma nos primeiros dias da invasão russa, quando o exército chegou à capital da Ucrânia e houve combates perto da administração presidencial.

Esta é a primeira vez que a Rússia denuncia um ataque que poderá ter sido dirigido contra o líder russo, que desde o início do conflito reforçou a sua segurança.

"Carga explosiva de 6kg". Rússia publica vídeo que diz provar ataque

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou um vídeo que alega ser de um dos drones utilizados por Kyiv no ataque à residência do presidente russo, Vladimir Putin. As imagens mostram um dos drones abatidos pelo exército de Moscovo, carregado com uma carga explosiva de seis quilo.


A Ucrânia revelou hoje que um chefe militar russo que lutava por Kyiv, cuja morte foi anunciada na semana passada, estava na verdade vivo e que a sua morte foi encenada para identificar agentes russos.


Calendário dos principais eclipses do Sol e da Lua em 2026... O novo ano terá quatro eclipses, dois solares e dois lunares. O destaque vai para o eclipse solar total de 12 de agosto que será visível em Portugal.

Por sicnoticias.pt 

O ano de 2026 promete ser especial para os amantes da astronomia com quatro eclipses previstos, dois do Sol e dois da Lua. Em destaque, o eclipse solar total de 12 de agosto que será visível numa pequena área do nordeste de Portugal, apesar da duração de apenas 10 segundos.

Eclipse total de 12 de agosto de 2026 "vai valer mesmo a pena"

O eclipse total de 12 de agosto de 2026 “vai valer mesmo a pena pois a faixa da totalidade vai passar já aqui ao lado, entre o norte e o este de Espanha, em cidades como Gijón, Valladolid, Bilbau, Saragoça ou Valência”, explica o astrónomo Ricardo Cardoso Reis, do Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço (IA).

“Em Portugal, só numa pequena parte do nordeste do Parque Natural do Montesinho será possível ver o eclipse como total e a única povoação ainda dentro da faixa da totalidade será a pequena aldeia de Guadramil, onde a totalidade irá durar apenas 10 segundos.

No resto do território nacional, a ocultação varia entre os 72% nos Açores e os 99,9% em Bragança. Este eclipse termina ao pôr-do-sol (em algumas localidades termina mesmo depois do Sol se pôr), mas o máximo será visível em todo o país”.

Em parceria com a Agência Ciência Viva, o Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço vai organizar um evento de observação do eclipse do próximo ano, no único local em que este será total em Portugal.

O que é um eclipse do Sol?

Um jogo de sombras com três atores: a Lua, a Terra e o Sol. Um eclipse solar acontece quando a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol, projetando a sua sombra sobre o nosso planeta.

  • Eclipse solar total: a Lua cobre completamente a face do Sol em determinadas regiões da Terra, criando um período de escuridão semelhante ao anoitecer. Durante este momento, a coroa solar - a atmosfera exterior do Sol - torna-se visível.
  • Eclipse solar parcial - a Lua cobre apenas uma parte do Sol, deixando uma porção da sua superfície ainda visível.
  • Eclipse anular - a Lua não consegue tapar a totalidade do disco solar e sobra um anel de Sol visível à sua volta, explica Ricardo Cardoso Reis.

Tipos de eclipses da Lua

Os eclipses lunares ocorrem na fase da Lua cheia. Quando a Terra está posicionada precisamente entre a Lua e o Sol, a sombra da Terra incide sobre a superfície da Lua, diminuindo o seu brilho e, por vezes, tornando a superfície lunar de um vermelho intenso ao longo de algumas horas. Cada eclipse lunar é visível a partir de metade da Terra.

  • Eclipse lunar total: a Lua desloca-se para a parte interior da sombra da Terra, ou umbra. Parte da luz solar que atravessa a atmosfera terrestre atinge a superfície da Lua, iluminando-a fracamente. As cores com comprimentos de onda mais curtos - como o azul e o violeta - dispersam-se mais facilmente do que as cores com comprimentos de onda mais longos, como o vermelho e o laranja. Como estes comprimentos de onda mais longos conseguem atravessar a atmosfera terrestre, e os comprimentos de onda mais curtos se dispersam, a Lua adquire uma tonalidade alaranjada ou avermelhada durante um eclipse lunar. Quanto mais poeira ou nuvens existirem na atmosfera terrestre durante o eclipse, mais vermelha parecerá a Lua.
  • Eclipse lunar parcial: um alinhamento imperfeito do Sol, da Terra e da Lua resulta na passagem da Lua apenas por parte da umbra da Terra. A sombra cresce e depois recua sem nunca cobrir completamente a Lua.
  • Eclipse penumbral: a Lua atravessa a penumbra da Terra, ou a parte exterior e ténue da sua sombra. A Lua escurece tão ligeiramente que pode ser difícil de reparar.

Olhar para o Sol: um perigo real

Observar um eclipse solar sem a proteção adequada pode provocar lesões oculares graves. Para uma observação segura, recomenda-se o uso de filtros solares certificados ou de projetores indiretos, como a projeção por orifício.

Uma mapa interativo, produzido pelo astrónomo francês Xavier M. Jubier, dá pormenores sobre estes e outros eclipses.

"Acordo de paz está 90% pronto. Faltam 10%. Estes 10% contêm tudo"... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje, no seu discurso de Ano Novo, que a proposta de um acordo de paz com a Rússia está 90% pronta, embora observe que a parte determinante está nos restantes 10%.

Por LUSA 

"O acordo de paz está 90% pronto. Faltam 10%. (...) Estes 10% contêm tudo, na verdade. São estes 10% que vão determinar o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa", declarou numa mensagem vídeo na rede Telegram, na qual sublinha "10% para a paz".

O Presidente ucraniano afirmou que o seu país quer o fim do conflito, mas não "a qualquer preço", e que um acordo deverá incluir fortes garantias de segurança para impedir a Rússia de lançar outra invasão.

Os Estados Unidos tentaram intermediar um acordo de paz que tivesse em conta os contributos de Moscovo e Kyiv, mas não conseguiram chegar a um consenso sobre a questão crucial do território, quando Moscovo ocupa 19% da Ucrânia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, quer legitimar a anexação de toda a região industrial e mineira do Donbass, no leste da Ucrânia, mas Zelensky reiterou no seu discurso que não acreditava que Moscovo se ficasse por esse território se as forças ucranianas se retirassem.

"Retirem-se do Donbass e tudo acabará. É assim que a deceção se parece quando traduzida do russo para o ucraniano, inglês, alemão, francês e, na realidade, para qualquer língua do mundo", ironizou.

Numa declaração anterior, o Presidente ucraniano despediu-se de 2025 com uma mensagem em que reafirmou o compromisso do seu país com a paz, após quase quatro anos de invasão russa.

"Acreditamos na paz, lutamos por ela e trabalhamos para a alcançar", disse Zelensky, após uma semana de intensos contactos diplomáticos sobre o plano de paz promovido pelos Estados Unidos e entretanto revisto por Kyiv.

Na terça-feira, o Presidente ucraniano anunciou uma reunião com os líderes dos aliados de Kyiv na próxima semana em França.

A reunião, prevista para 06 de janeiro, deverá ser precedida por um encontro na Ucrânia entre conselheiros de segurança dos aliados de Kyiv, acrescentou o líder ucraniano, na rede social X.

O encontro em solo ucraniano deverá acontecer no dia 03 de janeiro, detalhou Zelensky, que acusou Moscovo de falsidade sobre um alegado ataque da Ucrânia a uma residência do líder do Kremlin, levando Moscovo a ameaçar com um endurecimento da sua posição negocial.

A próxima ronda de contactos tem como objetivo "rever todos os documentos, trabalhos preparatórios e pontos adicionais", segundo Zelensky.

Após o encontro em França, "serão também realizadas reuniões consultivas a 07 de janeiro para ultimar os detalhes", antes do início dos preparativos para um outro encontro entre líderes europeus e norte-americanos, acrescentou.

CIA não encontrou indícios de ataque contra casa de Putin... A CIA não encontrou provas de que a Ucrânia tenha atacado uma residência do Presidente russo, Vladimir Putin, segundo responsáveis norte-americanos citados na quarta-feira pelo diário Wall Street Journal, contrariando as alegações de Moscovo.

Por LUSA 

As fontes dos serviços de informação de Washington consultadas pelo jornal norte-americano afirmam que a Ucrânia estava a visar um objetivo militar que já tinha atacado anteriormente na região de Novgorod, onde se encontra a residência de campo de Putin, mas não nas proximidades do alvo de Kyiv.

A notícia foi divulgada no mesmo dia em que o Presidente norte-americano, Donald Trump, partilhou nas redes sociais um editorial do New York Post que acusa Moscovo de fabricar o ataque para sabotar o processo de paz com Kyiv.

O artigo é bastante crítico do líder do Kremlin, que acusa também de basear toda a campanha contra a Ucrânia numa mentira, de "desprezar os Estados Unidos" e de trabalhar contra a agenda de Trump ao aliar-se a países como o Irão, a Coreia do Norte e a Venezuela.

Na passada segunda-feira, Trump afirmou que fora o próprio homólogo russo que lhe tinha contado por telefone o alegado ataque à sua residência.

Numa primeira reação, o dirigente norte-americano expressou insatisfação com a alegada ação ucraniana, embora tenha admitido que a operação poderia não ter decorrido conforme fora descrito por Putin.

Anteriormente, o chefe da diplomacia de Moscovo, Sergei Lavrov, afirmou que as forças russas frustraram um ataque contra a residência de Putin em Novgorod, uma alegação negada por Kyiv.

"Na noite de 28 para 29 de dezembro de 2025, o regime de Kyiv lançou um ataque terrorista com 91 veículos aéreos não tripulados de longo alcance contra a residência oficial do Presidente russo na região de Novgorod", disse Lavrov.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, destacou na terça-feira que os aliados de Kyiv têm a oportunidade de verificar a falsidade da acusação de Moscovo.

"A nossa equipa de negociação contactou a equipa norte-americana, examinaram os detalhes e descobrimos que é falsa. E, claro, os nossos parceiros também podem verificar, utilizando os seus recursos técnicos, que era falsa", argumentou.

A alta representante da União Europeia para a Política Externa, Kaja Kallas, questionou no dia seguinte a veracidade do ataque ucraniano à residência do Presidente russo, considerando que se trata de "uma distração deliberada".

O Governo ucraniano já tinha declarado que Moscovo não tem provas para suportar a sua acusação, que levou a diplomacia russa a ameaçar com um endurecimento da sua posição nas negociações de paz promovidas pela Casa Branca

Esta súbita tensão ocorre logo após declarações dos Estados Unidos e da Ucrânia a indicar progressos na busca de um entendimento.

Na sua mensagem de Ano Novo, Zelensky disse que a proposta de um acordo de paz com a Rússia está 90% pronta, embora observe que a parte determinante está nos restantes 10%.

"O acordo de paz está 90% pronto. Faltam 10%. (...) Estes 10% contêm tudo, na verdade. São estes 10% que vão determinar o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa", declarou numa mensagem de vídeo na plataforma Telegram, na qual sublinha "10% para a paz".

O Presidente ucraniano afirmou que o seu país quer o fim do conflito, mas não "a qualquer preço", e que um acordo deverá incluir fortes garantias de segurança para impedir a Rússia de lançar outra invasão.

Outra parte sensível que afasta as partes prende-se com as questões territoriais, com Moscovo a reivindicar a legitimação da anexação das regiões ocupadas na Ucrânia, que por sua vez tem recusado a sua cedência.

Navio suspeito de rutura de cabo submarino no Báltico vinha da Rússia e seguia para Israel, diz Finlândia... O navio foi intercetado após navegar durante várias horas com uma âncora submersa, danificando cabos das operadoras Elisa e Arelion que ligam a Finlândia à Estónia.

Por sicnoticias.pt 

A polícia finlandesa confirmou esta quarta-feira que o navio suspeito de uma possível rutura de um cabo submarino de telecomunicações no Báltico é o Fitburg, um cargueiro que fazia a rota entre São Petersburgo e o porto israelita de Haifa.

Vários chefes da polícia e da guarda de fronteiras do país nórdico explicaram, em conferência de imprensa, que a tripulação do navio é composta por 14 marinheiros da Rússia, Geórgia, Azerbaijão e Cazaquistão, apesar de não terem querido revelar, por enquanto, a identidade nem a nacionalidade do capitão.

"Os 14 membros da tripulação estão sob custódia policial. A polícia considera-os suspeitos de interferência agravada nas telecomunicações e de tentativa de sabotagem com agravantes", disse aos jornalistas o chefe da polícia, Lkka Koskimäki.

"Esta operação marítima demonstrou mais uma vez a excelente preparação da polícia e de outras autoridades para dar uma resposta rápida e cooperar de forma fluída dentro das suas respetivas jurisdições", acrescentou.

Segundo Koskimäki, o navio está a ser transferido para um local seguro em águas territoriais finlandesas para ser inspecionado e a investigação do incidente foi transferida para o Gabinete Nacional de Investigação da Finlândia (KRP).

O chefe da polícia assegurou ainda que o cargueiro Fitburg navegou "durante várias horas" com uma das suas âncoras submersa no mar, desde que foi detetada a avaria no cabo submarino de telecomunicações às 05:45 (03:45 GMT) desta madrugada até ser detido pela Guarda Costeira pouco depois das 11:00.

A captura do navio ocorreu em águas internacionais dentro da zona económica exclusiva da Finlândia e contou com a intervenção de um barco da Guarda Costeira e um helicóptero, do qual vários agentes desceram até ao convés para assumir o controlo da ponte de comando.

De acordo com as autoridades policiais, a tripulação do Fitburg não ofereceu resistência e obedeceu aos agentes, que ordenaram ao capitão que rumasse para águas territoriais finlandesas.

A polícia finlandesa já tinha anunciado que estava a investigar um navio suspeito de uma possível rutura de um cabo submarino de telecomunicações no mar Báltico, que liga a Finlândia e a Estónia.

A investigação foi iniciada depois de a operadora finlandesa Elisa ter comunicado que detetou uma avaria num dos seus cabos submarinos, localizado na zona económica exclusiva da Estónia.

As autoridades estónias denunciaram que, além do cabo da Elisa, também ficou danificado outro cabo submarino propriedade da empresa sueca Arelion, que liga as duas capitais através do golfo da Finlândia.

Desde o início da invasão russa à Ucrânia, o país nórdico sofreu vários incidentes em que infraestruturas submarinas críticas foram danificadas em circunstâncias estranhas, que Helsínquia atribui a ataques híbridos orquestrados por Moscovo.


Leia Também: Finlândia investiga nova ruptura de cabo submarino de telecomunicações

A Polícia finlandesa anunciou hoje que está a investigar um navio suspeito de uma possível rutura de um cabo submarino de telecomunicações no mar Báltico, que liga a Finlândia e a Estónia.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Presidente da Transição dirige mensagem de Ano Novo e apela à união e responsabilidade

@TV VOZ DO POVO

O Presidente da República de Transição, Major General Horta Inta-a, dirigiu  uma mensagem de Ano Novo aos guineenses, marcada por apelos à paz, união nacional e governação responsável, no contexto da atual fase de transição política na Guiné-Bissau.

Na mensagem, o Chefe de Estado desejou um Ano Novo de paz, saúde e felicidades a todos os guineenses, dentro e fora do país, e sublinhou que 2026 será um ano exigente, tendo em conta o atual cenário político internacional e os desafios internos.

Horta Inta-a destacou a importância de uma governação rigorosa, chamando a atenção do Governo para a necessidade de melhorar a cobrança das receitas e garantir maior controlo nas despesas públicas. Enfatizou ainda a preparação da campanha de comercialização da castanha de caju, principal produto de exportação do país, e a regulação dos preços dos bens essenciais para proteger os mais vulneráveis.

O Presidente da Transição apelou à união de todos os guineenses para superar os desafios do período de transição e garantir o regresso à normalidade constitucional. “Todos juntos, vamos ser capazes de vencer os desafios e fazer a Guiné-Bissau regressar à normalidade constitucional ainda mais unida e mais forte”, afirmou.

A mensagem terminou com um voto de Feliz Ano Novo e a exaltação da nação: “Viva a Guiné-Bissau!”


"Carga explosiva de 6kg". Rússia publica vídeo que diz provar ataque... O Ministério da Defesa da Rússia divulgou um vídeo que alega ser de um dos drones utilizados por Kyiv no ataque à residência do presidente russo, Vladimir Putin. As imagens mostram um dos drones abatidos pelo exército de Moscovo, carregado com uma carga explosiva de seis quilo.

Por LUSA 

O Ministério da Defesa da Rússia divulgou esta quarta-feira um vídeo, alegadamente, de um dos drones utilizados por Kyiv no ataque à residência do presidente russo, Vladimir Putin.

As imagens mostram o líder de equipa das forças de defesa aérea, cujo indicativo de chamada é "Grom", de cara tapada ao lado de um dos drones abatidos pelo exército de Moscovo.

"Quando inspecionámos os drones que abatemos localizamos uma amostra modificada do Chaklun-B UAV [Veículo Aéreo Não Tripulado]. A ogiva deste drone tem uma carga explosiva que pesa seis quilos", começou por dizer Grom.

"A ogiva explosiva está carregada com um número de agentes provocadores de dano e foi desenhada para eliminar pessoas e destruir infraestruturas civis", acrescentou.

Segundo o líder das forças de defesa aéreas russas, o estado em que este drone se encontra é "raro". Não só porque foi atingido em pleno voo, mas também porque carregava uma carga altamente explosiva - tornando ainda mais improvável uma situação em que a aeronave, ao ser abatida, permaneça quase intacta.

Pode ver este vídeo na nossa galeria.👇

Apesar de na publicação onde este vídeo é partilhado ser feita apenas uma menção a um "ataque terrorista do regime de Kyiv" na descrição, a publicação refere-se a uma anterior que menciona o ataque à residência de Putin.

Nessa, o exército russo partilha um mapa alegadamente da trajetória dos projéteis lançados pela Ucrânia durante o ataque.

Há ainda uma terceira publicação por parte de Moscovo, de uma entrevista a um residente de uma aldeia perto do local do ataque, Igor Bolshakov, em que o homem relata o que ouviu na manhã segunda-feira, 29 de dezembro.

"Durante a manhã, um barulho acordou. Para ser honesto, eu não me apercebi do que era naquele momento. Achei que camiões estavam a operar ali perto, ou algo género", contou. "Quando saí da cama, percebi o que estava a acontecer. Ouvi o som de rockets pela primeira vez na minha vida. Era um som de rangido forte."

Num comunicado divulgado hoje pelo exército russo, um general responsável pelas unidades de mísseis antiaéreos, Alexandre Romanenkov, afirmou ainda que o "ataque terrorista" contra a residência de Putin foi "cuidadosamente planeado".

Kyiv pediu provas e negou envolvimento no ataque

As publicações de Moscovo surgem no dia a seguir a Kyiv ter pedido provas do ataque à residência de Putin, assim como do envolvimento ucraniano, e dois dias depois da ofensiva ter ocorrido.

A Ucrânia nega qualquer envolvimento, alegando que Moscovo está a tentar encontrar uma forma de bloquear as negociações de paz.

Note-se que o alegado ataque terá acontecido na noite de domingo para segunda-feira (sendo desconhecido se Putin se encontrava no local no momento do ataque), pouco depois de Volodymyr Zelensky se ter reunido com Donald Trump na Flórida para discutir o plano de paz para a Ucrânia.

Em conferência de imprensa, depois dessa reunião, o presidente dos Estados Unidos afirmou que se estava a chegar "muito perto" de ter um plano aceite por todos os lados envolvidos.

Contudo, depois do ataque - e durante o seu anúncio - o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, disse que haveria uma "resposta às ações imprudentes" e que a posição de Moscovo nas negociações de paz "seria revista". Mais tarde, Putin disse que este ataque iria dificultar as negociações.


Para a alta representante da União Europeia para a Política Externa, "Moscovo pretende frustrar o progresso real para a paz entre a Ucrânia e os seus parceiros ocidentais", pelo que defendeu que "ninguém" deveria aceitar "acusações infundadas".


"Parabenizo todos os nossos combatentes e comandantes pela aproximação do Ano Novo. Acreditamos em vocês e na nossa vitória", disse Putin.

Morreu o homem mais pesado do mundo. Juan tinha 41 anos e quase 600 kg... O homem mais pesado do mundo morreu no dia 24 de dezembro, aos 41 anos, vítima de uma infeção renal grave. Juan Pedro Franco tinha 595 kg quando bateu o recorde do Guinness.

Por LUSA 

O homem mais pesado do mundo, Juan Pedro Franco, morreu no dia 24 de dezembro, num hospital do estado de Aguacalientes, no México, aos 41 anos, vítima de uma infeção renal grave, confirmou o seu médico, José Antonio Castañeda, ao Daily Star.

Juan, que bateu o recorde do Guinness do homem mais pesado do mundo, com 595 kg, em 2017, quando tinha 32 anos, "desenvolveu complicações sistémicas nos dias que antecederam ao seu falecimento".

De acordo com os jornais internacionais, Juan Pedro Franco encontrava-se "praticamente imóvel", acamado devido à obesidade mórbida de que sofria e aos problemas de saúde relacionados com o extremo excesso de peso.

Em 2017, ano que entrou para o Guinness World Records, Juan iniciou um programa médico intensivo sob a supervisão do médico José Antonio Castañeda, que incluía uma dieta mediterrânea rica em frutas e vegetais, seguida por duas cirurgias bariátricas. Na sequência disso, o mexicano chegou mesmo a perder 208 quilos.

Em 2020, Juan apanhou Covid-19 e correu risco de vida, mas acabou por sobreviver. Contudo, cinco anos depois, acabou por morrer devido a uma infeção renal grave.

Recorda a imprensa internacional que o México enfrenta uma grave epidemia de obesidade infantil, sendo um dos países com as maiores taxas globais, com quase 40% das crianças em idade escolar com excesso de peso ou obesas. 

Esta situação é impulsionada pelo alto consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, além do sedentarismo.

O país já implementou diversas medidas para combater este problema mas os resultados ainda não estão à vista.

Um dos casos mais complexos do mundo

O médico do mexicano chegou a descrever o caso como um dos mais complexos que alguma vez tratou e elogiou a "honestidade" do paciente perante as suas dificuldades em emagrecer.

Quando entrou para o livro de recordes do Guinness, Juan revelou que tentou fazer dieta, mas "nada funcionava", só o "desesperava".

O programa de emagrecimento de José Antonio Castañeda acabou, por isso, por ser uma "luz ao fundo do túnel". "Só o fato de poder levantar os braços, levantar todos os dias e me esforçar para beber um copo d'água ou ir ao banheiro já me faz sentir ótimo. É fantástico poder movimentar-me mais e ser mais autossuficiente", admitiu na altura.

Céu no Iowa ficou a cor-de-rosa (e meteorologia é a culpada). Ora veja... Os céus do Iowa ficaram a cor-de-rosa no domingo, tendo vários utilizadores partilhado imagens nas redes sociais. Imprensa explica que se deve à reflexão da luz nos flocos de neve (e não, não é photoshop).

Por LUSA 

Imagens que poderiam fazer os utilizadores de que tinham as definições dos telemóveis ou computadores bem alinhadas começaram a ser partilhadas nas redes sociais esta semana.

Em causa estão imagens vindas do estado norte-americano do Iowa, que mostram paisagens... a rosa.

Segundo a KCCI, um canal de televisão focado na atualidade desta região - e afiliada da CBS - as imagens são reais. tendo a situação acontecido no domingo.

De acordo com a emissora, o fenómeno aconteceu "após um dia de céu nublado, neve e ventos fortes", que fizeram as entidades lançar alertas para possíveis tempestades e nevões.

O estado meteorológico levou mesmo ao corte da circulação de trânsito e, algumas zonas, nomeadamente, na interestadual 35, no norte da cidade de Ames. De acordo com o que é explicado, "as nuvens dissiparam-se o suficiente em algumas áreas para permitir que os últimos raios de sol se refletissem nos flocos de neve, criando um brilho rosado."

Abaixo ficam algumas imagens (assim como na galeria acima)

Governo anuncia fecho do mar por um mês [de 01 a 31 de Janeiro de 2026] para permitir a regeneração dos recursos pesqueiros visando evitar o declínio das espécies e garantir a sustentabilidade da pesca, com sanções para quem desrespeitar a proibição, reforçando a fiscalização durante o período.

Burkina Faso e Mali interditam entrada de americanos por "reciprocidade"... O Burkina Faso e o Mali proibiram a entrada de cidadãos americanos, anunciando que estão a aplicar a "reciprocidade" às medida de Washington, que anunciou a recusa de vistos para os cidadãos destes países do Sahel.

Por LUSA 

Desde o seu regresso ao poder, Donald Trump avançou com uma campanha contra a imigração ilegal, endurecendo consideravelmente as condições de entrada nos Estados Unidos e a concessão de vistos, alegando a proteção da segurança nacional.

A 16 de dezembro, a administração americana anunciou o alargamento da lista de nacionalidades ao Burkina Faso, Mali, Níger, Sudão do Sul, Laos, Síria e Serra Leoa, bem como aos cidadãos palestinianos, cujos vistos serão recusados, para "proteger a segurança dos Estados Unidos".

O Burkina Faso e o Mali responderam através de dois comunicados separados, citados hoje pela agência France-Presse.

"Em aplicação do princípio da reciprocidade, o governo do Burkina Faso informa a opinião pública nacional e internacional da sua decisão de aplicar aos cidadãos dos Estados Unidos da América medidas equivalentes em matéria de vistos", declarou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Burkina Faso.

Do lado de Bamako, as autoridades afirmaram que vão "aplicar, por reciprocidade e com efeito imediato, aos cidadãos americanos, as mesmas condições e exigências que foram impostas pelas autoridades americanas aos cidadãos do Mali".

O governo do Mali "lamenta que uma decisão de tal importância tenha sido tomada sem qualquer consulta prévia".

Os dois países do Sahel, governados por juntas militares, são aliados numa confederação que também inclui o Níger.

Defendem uma política soberanista e anti-imperialista, mas mantêm relações globalmente cordiais com os Estados Unidos.

Até ao momento, não houve nenhuma comunicação oficial do Níger sobre o assunto dos vistos, mas, na semana passada, a Agência do Níger informou sobre uma medida semelhante, citando uma fonte diplomática.

As medidas assumidas por Washington visam proibir a entrada no território americano de estrangeiros que "tenham a intenção de ameaçar" os americanos ou aqueles que "possam prejudicar a cultura, o governo, as instituições ou os princípios fundadores" dos Estados Unidos, de acordo com a Casa Branca.

A decisão prevê exceções para residentes permanentes legais, titulares de vistos existentes, certas categorias de vistos, como os emitidos a atletas e diplomatas, e para pessoas cuja "entrada serve os interesses nacionais dos Estados Unidos".

Desde junho, outros 12 países são afetados por estas restrições, principalmente na África e no Médio Oriente: Afeganistão, Birmânia, Chade, Congo-Brazzaville, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irão, Líbia, Somália, Sudão e Iémen.

Em outubro, o Burkina Faso anunciou que se recusaria a acolher pessoas expulsas dos Estados Unidos para países terceiros, outra medida emblemática da política anti-imigração de Trump.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Burkina Faso, Karamoko Jean-Marie Traoré, classificou então essa proposta de Washington como "indecente".

Canadá aumenta restrições a imigração (e trava refugiados qualificados)... O governo canadiano introduziu hoje mais uma medida para reduzir o número de imigrantes que chegam ao país, suspendendo um programa-piloto para atrair refugiados qualificados e preencher vagas de emprego.

Por LUSA 

O Programa Piloto de Caminhos para a Mobilidade Económica, em vigor desde 2018, oferecia aos refugiados qualificados a oportunidade de "imigrar para o Canadá através de programas económicos", e facilitou a chegada de engenheiros, profissionais de saúde e outros profissionais em áreas de elevada procura. 

Numa mensagem publicada no site do programa, o governo canadiano indica agora que não aceita novas candidaturas, após atingir a sua quota para 2025. 

O jornal The Globe and Mail noticiou hoje que as autoridades canadianas admitiram até ao momento apenas metade da meta inicial, cerca de mil pessoas, e que não há data definida para retomar o programa. 

As autoridades canadianas alertaram ainda que o processamento dos pedidos já enviados pode demorar até três anos. 

A suspensão do programa surge pouco depois de Otava ter interrompido outro programa piloto de imigração a 19 de dezembro, também sem data de reinício, destinado a atrair trabalhadores para cuidar de idosos, pessoas com deficiências e crianças. 

Desde 2024, o governo canadiano tem tomado medidas para reduzir drasticamente o número de imigrantes que chegam ao país todos os anos, incluindo residentes permanentes, trabalhadores estrangeiros temporários e estudantes internacionais. 

Até ao ano passado, o Canadá era o país do G7 com o crescimento populacional mais rápido, de 2,7% ao ano, devido ao fluxo maciço de imigrantes, cujo número subiu de 300.000 em 2015 para quase 500.000 em 2024. 

Estes números são ainda mais impulsionados pelos estudantes internacionais (682.889 em 2023) e pelos trabalhadores estrangeiros temporários (quase um milhão em 2023). 

O governo canadiano pretende agora reduzir a proporção de trabalhadores estrangeiros temporários no país dos atuais 7% para 5% nos próximos anos.  

Em novembro, anunciou que aceitaria apenas 385.000 residentes temporários em 2026 e 370.000 em 2027 e 2028, além de cortar o número de estudantes internacionais e trabalhadores estrangeiros temporários em mais de 50%. 

As medidas tomadas já começaram a surtir efeito: a 17 de dezembro, o Statistics Canada (CE) informou que, pela primeira vez em décadas, a população do Canadá caiu 0,2% no terceiro trimestre do ano, com uma perda de 76.068 pessoas. 


Leia Também: Portugal -Estrutura de Missão da AIMA encerra hoje. Governo diz que foi "exemplar"

O secretário de Estado da Imigração considerou hoje que a Estrutura de Missão da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (AIMA), que hoje encerra atividade, constituiu uma das "operações mais exemplares da administração pública".


Chefe da junta militar declarado vencedor das presidenciais na Guiné-Conacri... A comissão eleitoral declarou o líder da junta militar da Guiné-Conacri, general Mamadi Doumbouya, vencedor das presidenciais de domingo, segundo resultados incompletos da primeira eleição no país desde o golpe de Estado de 2021.

Por LUSA 

A Direção Geral de Eleições (DGE) do Ministério da Administração Territorial da Guiné-Conacri disse que Doumbouya tinha obtido 86,72% dos votos apurados até terça-feira à noite.

Antes da votação de domingo, os analistas previam que uma oposição enfraquecida, nomeadamente pela exclusão dos principais rivais, resultaria na vitória de Doumbouya, que tinha pela frente oito concorrentes pouco conhecidos.

A oposição tinha apelado ao boicote desta votação, organizada mais de quatro anos após o golpe de Estado de setembro de 2021 que derrubou o ex-Presidente Alpha Condé, que estava no poder desde 2010.

Yéro Baldé, antigo ministro da Educação no governo de Condé, ficou num distante segundo lugar com 6,51% dos votos. A DGE garantiu que 80,95% dos cerca de 6,8 milhões de eleitores inscritos votaram no domingo.

Na segunda-feira, a Frente Nacional para a Defesa da Constituição, um movimento cidadão, reclamou o regresso dos civis ao poder, questionando a elevada participação anunciada pela DGE e indicando que a "maioria dos guineenses optou por boicotar a farsa eleitoral" organizada pela junta.

No final de setembro, os guineenses aprovaram uma nova Constituição num referendo ao qual a oposição apelou ao boicote, mas cuja participação oficial foi de 91%.

A nova Constituição, que autoriza os membros da junta a candidatarem-se às eleições, abriu caminho para a candidatura de Doumbouya. Também aumentou de cinco para sete anos a duração do mandato presidencial, renovável uma vez.

Desde a independência em 1958, a Guiné-Conacri tem vivido uma história complexa, marcada por regimes militares e autoritários.

Apesar de o país ser rico em minerais, mais de metade da população vive abaixo do limiar da pobreza, de acordo com dados do Banco Mundial para 2024.

O megaprojecto de minério de ferro de Simandou, com uma participação chinesa de 75% no maior depósito de ferro do mundo, tem sido o ponto focal da revitalização infra-estrutural e económica da junta militar.

A produção no local começou em novembro, após décadas de atraso. As autoridades apostam que o projeto criará milhares de empregos e abrirá investimentos noutros setores, incluindo a educação e a saúde.

A Guiné-Conacri é um dos vários países da África Ocidental que sofreram um golpe de Estado ou uma tentativa de golpe desde 2020. Os militares aproveitaram o descontentamento popular com a deterioração da segurança, economias fracas ou eleições contestadas para tomar o poder.

Desde novembro, também a vizinha Guiné-Bissau e o Benim passaram por golpes de Estado.