terça-feira, 22 de abril de 2025

FMI aumenta previsão de recessão nos EUA para 40% devido à guerra comercial

Por LUSA 

O FMI aumentou a previsão de risco de recessão na economia dos EUA de 25% para 40%, devido à guerra comercial iniciada pelo Presidente Donald Trump. Apesar de não prever uma recessão, o FMI estima um abrandamento do crescimento económico nos EUA para 1,8%.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse hoje que o risco de recessão para a economia dos EUA subiu dos 25% previstos em outubro para 40% neste momento, devido à guerra comercial lançada pelo Presidente Donald Trump.

"Não vemos uma recessão na nossa previsão, mas a probabilidade de uma recessão aumentou de 25% em outubro para cerca de 40%", disse o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, no lançamento do World Economic Outlook (WEO), citado pela Efe.

O FMI estima que "o crescimento nos Estados Unidos abrande para 1,8%", um valor 0,9 pontos percentuais inferior "ao projetado na atualização de janeiro de 2025 do WEO, devido à maior incerteza política, às tensões comerciais e à menor dinâmica da procura", de acordo com o WEO.

"Não se trata de uma recessão"

"Não se trata de uma recessão", garantiu, justificando que há uma economia norte-americana que, na opinião da entidade, "está a vir de uma posição de força", disse Gourinchas, não sem antes advertir que tanto os gastos dos consumidores como a confiança dos consumidores estão em baixa no país.

Este WEO é o primeiro a incorporar o potencial impacto das tarifas de Trump nos parceiros comerciais, e na sua apresentação ficou claro que todos os países foram afetados negativamente.

O FMI reviu em baixa as suas previsões para o crescimento da economia mundial, para 2,8% este ano, face aos 3,3% que apontou em janeiro.

Para 2026, o FMI estima um crescimento de 3%, inferior aos 3,3% que também estimava em janeiro.

"As perspetivas de crescimento poderiam melhorar imediatamente se os países abrandassem a sua atual posição comercial e promovessem um novo ambiente comercial, claro e estável. A economia mundial precisa de um ambiente comercial claro, estável e previsível", concluiu o economista.

ONUDC: CASOS DE TRÁFICO DE PESSOAS REPRESENTAM UMA REALIDADE DOLOROSA NA GUINÉ-BISSAU

RSM22-04.2025 

A chefe do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime na Guiné-Bissau disse, hoje, que os casos de tráfico de pessoas representam uma realidade dolorosa no país, com impacto devastador nas camadas mais vulneráveis. 

 “Na Guiné-Bissau, os casos de tráficos de pessoas representa uma realidade dolorosa, com um impacto particularmente devastador nas camadas mais vulneráveis da população, como crianças, jovens e as crianças talibés, que, em grande parte são forçadas a mendigar nas ruas, sendo vítimas de tráfico humano”, diz Cristina Andrade no âmbito do lançamento oficial do Manual de Formação sobre Tráfico de Seres Humanos, para os Profissionais de Justiça Criminal.  

Segundo esta responsável, o tráfico de seres humanos não é um fenómeno distante nem invisível. Ele está presente em diversas formas na Guiné-Bissau.  

“O tráfico de seres humanos não é um fenómeno distante nem invisível. Ele está presente em diversas formas, frequentemente dissimuladas: no trabalho forçado, na exploração sexual, no recrutamento de menores para fins ilícitos, na mentalidade forçada e em outras manifestações de servidão moderna”.   

Cristina Andrade lembra as autoridades nacionais que “a luta contra tráfico de pessoas exige, uma abordagem holística, baseada na prevenção, na proteção das vítimas, na repressão eficaz dos autores e na promoção de parceria estratégica. Exige também coragem institucional, vontade política e engajamento da sociedade como um todo”. 

 Os autores do crime de tráfico de seres humanos, muitas vezes são protegidos por redes poderosas e sofisticadas, um exemplo mais recente no país foi de uma criança encontrada sem órgão em São Domingos, cujo resultado da investigação continua em segredo de justiça.  

No entanto, a ministra da Justiça e dos Direitos Humanos, Maria do Céu Silva Monteiro, classifica este tipo de tráfico como uma agressão inaceitável à dignidade humana. 

 “O trafico de pessoas é, na sua essência uma agressão inaceitável á dignidade humana. Trata-se de um crime de natureza transnacional alimentado por rede sofisticadas de criminalidade organizada, que exploram as vulnerabilidades socioeconómicas dos indivíduos, corroem os alicerces da legalidade e desafiam a capacidade de resposta dos Estados. Neste contexto a Republica da Guiné-Bissau, reafirma o seu empenho inequívoco em respeitar e implementar os compromissos internacionais por se assumidos”.  

O manual apresentado foi desenvolvido no âmbito de um projeto regional – OCWAR-T, uma iniciativa do ONUDC concebida para responder de forma estruturada e estratégica, às ameaças do crime organizado transnacional na África Ocidental, financiado pela União Europeia.  


GUINÉ-BISSAU: Durante a Páscoa, o maior centro hospitalar do país registou 146 atendimentos, incluindo 12 acidentes de viação, 12 agressões físicas e um óbito. Em 2024, o mesmo período contabilizou 78 casos, com dois óbitos, 22 acidentes e 31 agressões.

Por: Ussumane Baldé   CAP GB

Páscoa marcada por aumento de atendimentos: Hospital Simão Mendes regista uma morte entre 146 casos  

As celebrações da Páscoa deste ano foram avaliadas como negativas pelo Hospital Nacional Simão Mendes, devido ao aumento significativo de casos registados no serviço de urgência durante o período festivo. A informação foi avançada esta terça-feira, 22 de abril, pelo Diretor do Serviço de Urgência, Bubacar Sissé, em conferência de imprensa para o balanço das ocorrências.  

"Em comparação com o ano anterior, registamos um número mais elevado de casos, incluindo uma morte. Por isso, consideramos que as festividades foram negativas. Esperamos que, com o esforço de todos, possamos evitar situações que resultam em perdas de vidas", afirmou Sissé.  

Durante a Páscoa, o maior centro hospitalar do país registou 146 atendimentos, incluindo 12 acidentes de viação, 12 agressões físicas e um óbito. Em 2024, o mesmo período contabilizou 78 casos, com dois óbitos, 22 acidentes e 31 agressões.  

Em contrapartida, o Capitão dos Portos de Bissau, Francelino Mendes, fez um balanço positivo das celebrações, destacando a tranquilidade nas zonas costeiras.  

 "Não se registou qualquer incidente nas nossas águas. Agradecemos ao Ministério do Interior e da Ordem Pública pela colaboração exemplar", declarou.

Um grupo de investigadores da Universidade de Fudan em Xangai, na China, criou um dispositivo de memória RAM de nova geração capaz de realizar 25 mil milhões de operações por segundo.

Por LUSA 

Cientistas criaram memória RAM que é 10 mil vezes mais rápida

Apesar de promissora, a tecnologia ainda não tem uma avaliação de desempenho a longo-prazo ou de viabilidade de produção em massa.

Um grupo de investigadores da Universidade de Fudan em Xangai, na China, criou um dispositivo de memória RAM de nova geração capaz de realizar 25 mil milhões de operações por segundo.

Este dispositivo (ainda experimental) recebeu o nome de PoX e é 10 mil vezes mais rápido do que a memória que costuma ser encontrada na maioria dos computadores portáteis. Como conta o site BGR, o PoX recorre a grafeno ao invés do mais tradicional silício para se tornar mais indicado para as tarefas mais intensivas de aplicações de Inteligência Artificial (IA).

A equipa partilhou as suas descobertas num estudo publicado pela revista Nature mas, de momento, ainda não há detalhes a propósito do desempenho a longo-prazo ou da viabilidade de produção em massa.

Assim sendo, apesar de se tratar de uma tecnologia altamente promissora, teremos de esperar por mais detalhes a respeito da eventual chegada ao mercado.

Putin é o único ausente dos líderes mundiais do funeral do Papa

Por LUSA 

Os principais líderes mundiais, com exceção do presidente russo, Vladimir Putin, já confirmaram presença no funeral do Papa Francisco, que decorrerá no próximo sábado no Vaticano.

As cerimónias fúnebres do Papa Francisco vão realizar-se no sábado de manhã às 10h00 locais (09h00 em Lisboa) na Praça de São Pedro, anunciou hoje o Vaticano.

Portugal estará representado pelas três mais altas figuras do Estado: o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa; o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, e o primeiro-ministro, Luís Montenegro. A delegação portuguesa incluirá ainda o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, logo na segunda-feira, que irá com a sua mulher, Melania, ao funeral: "Mal podemos esperar!", escreveu na rede Truth Social.

Em sentido contrário, o líder russo, Vladimir Putin, foi um dos poucos que até agora confirmou que não irá estar presente nas cerimónias fúnebres: "O presidente não tem isso planeado", comentou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov.

Já a deslocação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acompanhado da sua mulher, Olena Zelenska, está "prevista", anunciou Kiev.

A União Europeia também estará representada ao mais alto nível, pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen; a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

De países europeus, foram confirmadas as presenças dos Reis de Espanha, Felipe VI e Letizia; do presidente francês, Emmanuel Macron; do chanceler cessante alemão, Olaf Scholz; do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer; da primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni; do presidente polaco, Andrzej Duda; da Rainha Matilde da Bélgica; do presidente da Lituânia, Gitanas Nauseda; do chefe de Estado da Letónia, Edgars Rinkevics, e do presidente húngaro, Tamás Sulyok.

Javier Milei, o presidente da Argentina - país de que era natural o Papa - também deverá deslocar-se às cerimónias.

Dos países lusófonos, apenas o presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, confirmou até ao momento que assistirá ao funeral, acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, Bendito Freitas.

O Papa Francisco morreu na segunda-feira aos 88 anos, de AVC, após 12 anos de pontificado.

Nascido em Buenos Aires, a 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta e o primeiro latino-americano a chegar à liderança da Igreja Católica.

A sua última aparição pública foi no Domingo de Páscoa, no Vaticano, na véspera de morrer, depois de ter estado internado durante 38 dias devido a uma pneumonia bilateral, tendo tido alta em 23 de março.

No sábado, após o funeral, o caixão vai ser imediatamente transferido para a Basílica de Santa Maria Maior, tal como Francisco deixou escrito.

"Peço que o meu túmulo seja preparado no nicho do corredor lateral entre a Capela Paulina (Capela da Salus Populi Romani) e a Capela Sforza da referida Basílica Papal", indica o testamento.

O túmulo, escreveu o Papa argentino, deve ser na terra; simples, sem decoração particular e com a única inscrição: "Franciscus".

A TAP Air Portugal anunciou, esta terça-feira, que tem em curso uma promoção para viagens entre setembro de 2025 e março de 2026 e promete "preços e ofertas irrecusáveis".

Por LUSA 

 A pensar viajar? TAP lança promoção com "preços e ofertas irrecusáveis"

Promoção aplica-se a viagens entre setembro de 2025 e março de 2026

A TAP Air Portugal anunciou, esta terça-feira, que tem em curso uma promoção para viagens entre setembro de 2025 e março de 2026 e promete "preços e ofertas irrecusáveis". 

"Para compras de bilhetes até 4 de maio, os voos de ida e volta para Portugal e Europa começam nos 49 euros, para os Estados Unidos desde 429 euros, Brasil desde 619 e para destinos em África os voos começam nos 139 euros", pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso.

A companhia aérea indica que as viagens "podem ser realizadas entre 15 de setembro de 2025 e 22 de março de 2026 (exceto de 15 de dezembro de 2025 a 12 de janeiro de 2026)".

"A campanha oferece ainda 15% de desconto na primeira bagagem para viagens com destinos nos Estados Unidos, Canadá, Brasil, Angola e Moçambique, 15% de desconto nos equipamentos de surf, windsurf, longboard, kitesurf e bike emviagens na Europa, Estados Unidos, Canadá e Brasil e ainda descontos em Boost Packs, que incluem acesso a lounges, embarque premium e fast track (nos aeroportos disponíveis)", pode ler-se. 

As informações sobre a campanha podem ser consultadas aqui. 👈


Leia Também: Se quer ter sucesso na sua empresa, siga estas cinco dicas

Roma prepara-se para funeral e eleição do sucessor de Francisco

Por LUSA 

 Roma acordou hoje com mais polícia nas ruas e mais funcionários municipais a prepararem a cidade para a grande afluência de peregrinos e turistas, após a morte do papa Francisco, na segunda-feira.

"Vamos começar a fechar as ruas. Vem sempre muita gente ver o papa e depois o conclave", explicou Francesco, um dos polícias que esticava, pela manhã de hoje, fitas amarelas nas ruas adjacentes à Praça de São Pedro.

O corpo do líder da Igreja Católica está agora a ser velado na Casa de Santa Marta, onde Francisco viveu, e a partir de quarta-feira a urna será transferida para a Basílica de São Pedro, para que os fiéis possam rezar diante dos restos mortais.

Para hoje, está agendada também a primeira congregação de cardeais no período de Sede Vacante, em que a Igreja está sem líder até à nova eleição, na qual será estipulada a liturgia fúnebre de Francisco.

Durante este período, o funcionamento essencial da Cúria será administrado pelo camerlengo Kevin Farrell enquanto as reuniões dos cardeais serão lideradas pelo cardeal decano, o italiano Giovanni Battista Re.

Mas se a Igreja se prepara para os próximos dias, as autoridades civis estão preocupadas com as próximas quatro a cinco semanas, entre os ritos fúnebres e o conclave eleitoral do sucessor.

"Nós fomos informados para cancelar as férias para este período. Já estávamos à espera que nos pedissem isso e é para isso que cá estamos", afirmou Giulia, operadora de comunicação da proteção civil italiana, que está junto a um dos pontos laterais da Praça de São Pedro.

A praça de São Pedro começou a ter algumas zonas condicionadas, os jornalistas de televisão ficaram confinados a um espaço lateral e já estão a ser colocados ecrãs gigantes na rua da Conciliação, defronte da Praça.

"Vem sempre muita gente, muitos turistas, muitos peregrinos, muitos curiosos. E até nós queremos ver quem vai ser o novo Papa", afirma Luisa Ferraro, funcionária de uma loja de venda de artigos religiosos.

"Mas o que morreu era muito bom. Melhor que muitos dos italianos que cá andam", sussurrou, entre sorrisos.

"Ele chegou a vir aqui e viu uma imagem dele, como esta aqui", apontando para um calendário A4, que compete no escaparate com fotos de Roma e de João Paulo II.

E "disse-nos que a foto o favorecia", recorda Luísa. 

O Papa Francisco morreu na segunda-feira aos 88 anos, de AVC, após 12 anos de pontificado.

Nascido em Buenos Aires, a 17 de dezembro de 1936, Francisco foi o primeiro jesuíta e primeiro latino-americano a chegar à liderança da Igreja Católica.

A sua última aparição pública foi no domingo de Páscoa, no Vaticano, na véspera de morrer. O papa Francisco esteve internado durante 38 dias devido a uma pneumonia bilateral, tendo tido alta em 23 de março.

Mas se Roma se prepara para o funeral e a eleição do sucessor esse é um problema que não se coloca a quem hoje faz grande parte das filas para os museus do Vaticano.

"Estou cá de férias, dos Estados Unidos. Para ver Roma e rezar pelo meu país", afirma Stanley Finn, que veio de Seattle à Europa antes que o "mundo entre num caos ainda maior".

"Estou cá só hoje e amanhã. É uma pena que ele tenha morrido, era um bom homem e vai-nos fazer muita falta", diz.

A morte de Francisco não chegou aos guias turísticos de Roma. "As pessoas não falam nisso. Querem ver Roma, independentemente do Papa", resume Daniel Espinal, enquanto segura uma bandeira e guia um pequeno grupo por outras ruas, para fugir aos condicionamentos impostos pelas autoridades.


Leia Também: O extraordinário caso da equipa que sobe... sempre que um Papa morre

Uma equipa de investigação liderada pela Universidade de Exeter instalou câmaras no Parque Nacional de Cantanhez, na Guiné-Bissau, filmando chimpanzés a partilhar fruta-pão africana fermentada, que contém etanol (álcool).

Por LUSA 

 Chimpanzés selvagens são filmados a partilhar fruta com álcool

Chimpanzés selvagens foram pela primeira vez observados a comer e a partilhar fruta misturada com álcool, levantando questões que os cientistas consideram fascinantes, sobre se e por que razão estes primatas procuram deliberadamente o álcool.

Uma equipa de investigação liderada pela Universidade de Exeter instalou câmaras no Parque Nacional de Cantanhez, na Guiné-Bissau, filmando chimpanzés a partilhar fruta-pão africana fermentada, que contém etanol (álcool).

As descobertas foram publicadas na Current Biology, noticiou na segunda-feira a agência Europa Press.

Acredita-se que os humanos consomem álcool desde os tempos antigos, com benefícios para os laços sociais. O novo estudo sugere que os parentes mais próximos dos humanos podem estar a fazer algo semelhante.

"Nos humanos, sabemos que beber álcool desencadeia uma libertação de dopamina e endorfinas, que produzem sentimentos de felicidade e relaxamento", destacou Anna Bowland, do Centro de Ecologia e Conservação do Campus Penryn de Exeter, em comunicado.

"Sabemos também que a partilha de bebidas alcoólicas, mesmo através de tradições como as festas, ajuda a formar e a fortalecer laços sociais. Agora que sabemos que os chimpanzés selvagens comem e partilham frutos contaminados com etanol, a questão é: poderão estar a obter benefícios semelhantes?", questionou.

Os investigadores usaram câmaras ativadas por movimento para filmar chimpanzés a partilhar frutas fermentadas em 10 ocasiões diferentes.

Foi analisado o teor alcoólico da fruta partilhada por estes chimpanzés. O nível mais elevado encontrado foi o equivalente a 0,61% ABV (teor alcoólico, medida utilizada nas bebidas alcoólicas).

O valor é relativamente baixo. No entanto, os investigadores referiram que esta pode ser apenas a ponta do icebergue, uma vez que entre 60% e 85% da dieta dos chimpanzés consiste em fruta, pelo que baixos níveis de álcool em vários alimentos podem representar um consumo significativo.

Os investigadores sublinham que é improvável que os chimpanzés fiquem embriagados, pois isso claramente não melhoraria as suas hipóteses de sobrevivência.

O impacto do álcool no metabolismo dos chimpanzés é desconhecido. No entanto, descobertas recentes de uma adaptação molecular que aumentou significativamente o metabolismo do etanol no antepassado comum dos macacos africanos sugerem que o consumo de frutos fermentados pode ter origens antigas em espécies como os humanos e os chimpanzés.

"Os chimpanzés não partilham alimentos o tempo todo, pelo que este comportamento com frutas fermentadas pode ser importante", frisou Kimberley Hockings, também da Universidade de Exeter.

"Precisamos de aprender mais sobre se procuram deliberadamente frutos contaminados com etanol e como os metabolizam, mas este comportamento pode ser um dos primeiros estágios evolutivos do 'banquete'. Se assim for, isto sugere que a tradição humana de festejar pode ter origens profundas na nossa história evolutiva", salientou a investigadora

Cabo Verde dá hoje início às comemorações dos 50 anos da independência

Por LUSA 

 As comemorações oficiais dos 50 anos da independência de Cabo Verde arrancam hoje com a exposição "25 de Abril de 1974", no Centro Cultural do Mindelo, ilha de São Vicente, a par de um espetáculo musical com Edson Oliveira, no mesmo espaço.

Os dois eventos marcam o ponto de partida para celebrações organizadas pelo Governo de Cabo Verde, até dezembro, em que o ponto alto está previsto para o dia 05 de julho, Dia da Independência, com uma sessão especial do parlamento, na capital, Praia.

"As comemorações têm como objetivo valorizar os progressos alcançados nas últimas cinco décadas, refletir sobre os desafios e reforçar o envolvimento da sociedade civil e da diáspora no processo contínuo de construção nacional", destacou o executivo, em comunicado.

Dança, moda, música e uma tertúlia completam o programa de arranque que vai animar o Mindelo, até sexta-feira, dia da Revolução dos Cravos, simbolicamente escolhido para uma sessão oficial de abertura das comemorações.

A sessão, no Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD) do Mindelo, vai contar com intervenções do presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, do embaixador de Portugal no arquipélago, João Queirós, e do primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva.

Além dos eventos a realizar ao longo do ano, em diferentes ilhas e no exterior, Cabo Verde vai lançar uma plataforma digital interativa para celebrar os 50 anos da independência, com depoimentos e documentos históricos, anunciou a comissão organizadora, no início do mês.

A ferramenta está a ser desenvolvida pelo Núcleo Operacional para a Sociedade de Informação (NOSI) e também vai servir para os jovens apresentarem sugestões para o programa oficial.

"Queremos um plano inclusivo, com forte participação das instituições públicas, mas também da sociedade civil, em especial da juventude: teremos iniciativas na área da educação e uma aposta nas novas tecnologias, porque queremos ouvir o que os jovens pensam sobre os 50 anos e o futuro de Cabo Verde. São eles que vão construí-lo" explicou, António Lopes da Silva, secretário executivo da comissão.

China envia esta semana nova tripulação para o espaço

Por LUSA 

A China vai lançar esta semana uma nova missão espacial tripulada, prosseguindo o objetivo de enviar astronautas à Lua nos próximos cinco anos.

A missão Shenzhou-20 vai descolar do centro de lançamento de Jiuquan, no noroeste do país, transportando três astronautas. O destino da equipa é a estação espacial Tiangong, onde permanecerá durante cerca de seis meses.

A missão pretende contribuir para o ambicioso objetivo da China de colocar astronautas na Lua até 2030, seguido da construção de uma base lunar.

A nave espacial Shenzhou e o foguetão lançador Longa Marcha-2F já foram transferidos para o local de lançamento e serão lançados "em devido tempo, num futuro próximo", afirmou a Agência Espacial Chinesa na semana passada.

Fotografias publicadas pela agência de notícias oficial chinesa Xinhua mostram o longo foguetão branco assente num pedestal azul decorado com bandeiras chinesas, rodeado de faixas vermelhas e douradas que saúdam o programa espacial nacional.

"Atualmente, as instalações e o equipamento do local de lançamento estão em boas condições. As inspeções funcionais e os testes conjuntos serão realizados como previsto", declarou a Agência de Voos Espaciais Tripulados da China (CMSA).

As autoridades ainda não revelaram a identidade dos astronautas da missão Shenzhou-20, nem as tarefas exatas que irão desempenhar.

A tripulação está "em boas condições, precisa nas suas manobras e bem coordenada", disse apenas Zhou Wenxing, membro do centro de formação de astronautas do país, citado pela televisão estatal CCTV.

A anterior missão tripulada da China, a Shenzhou-19, foi lançada em outubro passado e deverá estar concluída a 29 de abril.

É liderada por Cai Xuzhe, um antigo piloto de caça de 48 anos, que já voou a bordo da estação espacial Tiangong durante a missão Shenzhou-14, em 2022.

A tripulação também inclui Wang Haoze, de 35 anos, a única engenheira de voo espacial do país e a terceira mulher chinesa a participar numa missão espacial tripulada.

Song Lingdong, um homem de 34 anos, completa o trio.

A equipa da Shenzhou-19 terá realizado experiências para observar como as radiações extremas, a gravidade, a temperatura e outras condições afetam os "tijolos" feitos de materiais que imitam o solo lunar, de acordo com os comunicados de imprensa emitidos aquando do lançamento.

Sob a direção do Presidente chinês, Xi Jinping, a China acelerou a realização do seu "sonho espacial".

O seu programa é o terceiro no mundo a colocar seres humanos em órbita. A China também já aterrou sondas em Marte e na Lua.

Pequim afirma estar no bom caminho para enviar uma missão tripulada à Lua até 2030.

Nas últimas décadas, Pequim investiu milhares de milhões de dólares na construção de um programa espacial de ponta que rivaliza com os dos Estados Unidos e da Europa.

Em 2019, conseguiu aterrar a sonda Chang'e-4 no lado mais distante da Lua -- uma estreia mundial -- bem como um pequeno robô em Marte em 2021.

A estação Tiangong, cujo módulo central Tianhe foi lançado em 2021, deverá ser utilizada durante cerca de dez anos.

segunda-feira, 21 de abril de 2025

MADEM-G15 SECRETARIADO NACIONAL COMUNICADO Á IMPRENSA DA REUNIÃO DE COMISSÃO PERMANENTE...

 



Uma grande cerimónia militar vai marcar o fim do mandato de Olaf Scholz como chanceler alemão, a 05 de maio, enquanto o seu sucessor, o conservador Friedrich Merz, será eleito pelo parlamento no dia seguinte, indicaram hoje fontes oficiais.

Por  LUSA 

Scholz sai do governo alemão a 5 de maio com grande cerimónia militar

Uma grande cerimónia militar vai marcar o fim do mandato de Olaf Scholz como chanceler alemão, a 05 de maio, enquanto o seu sucessor, o conservador Friedrich Merz, será eleito pelo parlamento no dia seguinte, indicaram hoje fontes oficiais.

A cerimónia militar é o acontecimento mais solene das forças armadas, homenageando os oficiais que prestaram serviços meritórios no final do seu mandato, de acordo com uma explicação geral do exército alemão.

Uma cerimónia musical noturna é também realizada para a despedida de presidentes, ministros da Defesa e generais.

Scholz, que assumiu o cargo de chanceler em dezembro de 2021, pode também escolher três peças musicais para serem tocadas na cerimónia.

Segundo o diário alemão Tagesspiegel, citando fontes do Ministério da Defesa, o local previsto para a cerimónia é a Paradeplatz, nos terrenos do Ministério da Defesa em Berlim.

As origens desta cerimónia remontam ao século XVI. Consiste na execução de uma marcha, de peças musicais e do hino nacional.

No dia seguinte, o Bundestag (câmara baixa do parlamento alemão) vai eleger o conservador Friedrich Merz como chanceler, que irá chefiar um governo de coligação com os sociais-democratas (SPD, partido de Scholz), na sequência das eleições federais antecipadas de 23 de fevereiro.

Na votação, Friedrich Merz, 69 anos, deverá ser eleito por uma maioria dos 630 deputados.

A União Democrata-Cristã (aliada à sua congénere bávara União Social-Cristã) venceu as eleições com 28,6% dos votos, seguida da força de extrema-direita Alternativa para a Alemanha (AfD, com 20,8%), do SPD (16,4%), dos Verdes (11,6%) e da Esquerda (8,8%).

ALIANÇA PATRIÓTICA INCLUSIVA CABAS GARANDI RESOLUÇÃO FINAL

Reunião da Conferência de Líderes da API-CG  

A Conferência dos Líderes da Aliança Patriótica Inclusiva-Cabas Garante (API-CG) reuniu-se no dia 9 de abril de 2025, pelas 10 horas, na cidade de Bissau, com a seguinte ordem de trabalhos:

  1. Período antes da ordem do dia  a) Apresentação, debate e aprovação do relatório dos seis meses da presidência do Eng. Nuno Gomes Nabiam. 

 2. Análise da atual conjuntura política nacional.  

3. Definição da nova presidência da API-CG.  

A sessão foi presidida pelo Eng. Nuno Gomes Nabiam que, após verificar o quórum, declarou aberta a reunião.

 Em seguida, saudou os presentes e submeteu a ordem de trabalhos à aprovação, que foi unanimemente adotada.  Concluída a sessão e após um debate profundo sobre os pontos constantes da ordem de trabalhos, foram aprovadas as seguintes resoluções, organizadas em dez (10) pontos:  

1. Felicitar o camarada Nuno Gomes Nabiam pelo excelente desempenho durante os seis meses em que exerceu a presidência da API-CG, destacando-se o seu relatório, que refletiu de forma fiel e objetiva as principais realizações do seu mandato.  

2. Estender esta felicitação à Comissão Técnica, pelo profissionalismo, prontidão e dedicação demonstrados sempre que foi solicitada, bem como pela qualidade do trabalho desenvolvido.  

3. Aguardar a divulgação do relatório da Missão de Alto Nível da CEDEAO, prosseguindo, paralelamente, com ações e estratégias concretas para enfrentar a atual situação política nacional.  

4. Reafirmar o compromisso inabalável com a consolidação do Estado de Direito Democrático, a promoção da justiça social e a defesa dos interesses soberanos do povo guineense.  

5. Reiterar o compromisso com uma solução política global, que envolva todos os atores políticos, manifestando total disponibilidade para um diálogo sério, responsável e inclusivo.  

6. Apelar a todas as forças vivas da Nação para a abertura urgente de um diálogo inclusivo, visando restaurar a confiança nas instituições democráticas e garantir a estabilidade política.  

7. Reforçar que, para garantir maior credibilidade e solidez, a API-CG permanece coesa, coerente e convicta na preparação para os próximos desafios políticos.  

8. Felicitar e encorajar o camarada Braima Camará pela declaração feita na Região de Bafatá, concretamente na Secção de Geba.  

9. Considerando o alto desempenho da Presidência da API - CABAS GARANDI, liderado pelo Eng. Nuno Gomes Nabiam, durante seis meses, coroado de muitos sucessos, a Cimeira deliberou, por maioria dos seus membros, prolongar o mandato até que seja eleito um novo Presidente.  

10. API-CABAS GARANDI mandatou o Presidente a efectivar o processo de adesão de novos Partidos que manifestaram o interesse em aderir a Aliança.  

Feito em Bissau, aos 9 dias do mês de abril de 2025.  Assinados pelos;  

  • Camarada Nuno Gomes Nabiam  
  • Camarada Baciro Djá 
  • Camarada Jorge Fernandes 
  • Camarada Braima Camara  
  • Camarada Fernando Dias

O navio catamarã Liberdadi da CV Interilhas, transportes domésticos de Cabo Verde, avariou-se, hoje, em alto-mar, entre Praia e Fogo, e regressou à capital, onde encalhou, tendo os 144 passageiros sido retirados por uma escadaria.

Por LUSA 

Navio encalhou na capital de Cabo Verde, 144 passageiros retirados

O navio catamarã Liberdadi da CV Interilhas, transportes domésticos de Cabo Verde, avariou-se, hoje, em alto-mar, entre Praia e Fogo, e regressou à capital, onde encalhou, tendo os 144 passageiros sido retirados por uma escadaria.

Nenhum dos passageiros sofreu ferimentos e todos saíram em segurança, explicou Aniceto Soares , diretor financeiro do Grupo ETE - CV Interilhas, em declarações aos jornalistas, junto ao quebra-mar onde o navio encalhou, a poucos metros do cais, no porto da Praia.

A situação desenrolou-se durante "a viagem habitual para a ilha do Fogo", a cerca de 120 quilómetros, referiu.

"No percurso, foi identificada uma avaria no navio que não permitia continuar a viagem em segurança, decidindo-se regressar para o porto da Praia. À chegada, houve uma falha de gerador e perdemos controlo da máquina principal", descreveu.

O navio está encostado aos rochedos que formam o quebra-mar junto à estrada marginal do porto da Praia, rochedos por entre os quais foi aberta a escada de acesso ao navio, permitindo a saída de todos os passageiros.

A carga, que inclui várias viaturas, continua a bordo.

A prioridade é "fazer uma avaliação da integridade do navio", com mergulhadores a verificaram o casco, referiu Aniceto Soares.

"Assim que terminar a avaliação e a maré subir", o Liberdadi deverá ser rebocado para o porto, altura em que deverá ser reaberta a zona de carga para ser retirada.

A CV Interilhas remete para depois da avaliação em curso quaisquer informações sobre reparação do navio ou substituição da viagem.

Sidney Moreno, 39 anos, era uma dos passageiros que viajava em trabalho para a ilha do Fogo, quando receberam o aviso de que "o navio não estava bem" e de que era necessário regressar à capital para o reparar, descreveu à Lusa.

"Ao fazer marcha a ré para o barco chegar à rampa, para descermos do navio, todas as pessoas começaram a assustar-se, a perguntar: porque é que o barco não estava a conseguir virar", disse à Lusa.

"Eu assustei-me e outras pessoas também. O navio ia para uma rocha, como seria o impacto, mas uma senhora pediu para nos acalmarmos", acrescentou.

Segundo referiu, os passageiros sofreram "um susto" ao encalhar, mas a saída decorreu em segurança. 

"Ainda estamos aqui [no porto da Praia]. Estão a ver se vão negociar com um outro navio para viajarmos à noite. Estão numa reunião agora", concluiu.

Reunião de Comissão permanente de MADEM G-15, e preside Presidente de Honra do MADEM G15 Presidente da República General Umaro Sissoco Embaló.

 DECLARAÇÃO DE CHEFE DE ESTADO GENERAL UMARO SISSOCO EMBALÓ DIPOS DE REUNIÃO DE COMISSÃO PERMANENTE DE MADEM G-15👇


Secretario Nacional do MADEM-G15, José Carlos Macedo Monteiro "Zé Carlos", fala à imprensa após a reunião de Comissão Permanente na sede nacional em Bissau.👇

Morreu o Papa Francisco, aos 88 anos. O anúncio foi feito pelo Vaticano.

© Getty Images.   Notícias ao Minuto.  21/04/2025 

Morreu o Papa Francisco, o homem que quis reformar a Igreja.

A notícia da sua morte surge depois de o sumo pontífice ter surgido, este domingo, na janela do basílica de São Pedro para a bênção Urbi et Orbi, apesar de ainda estar a recuperar da sua infeção respiratória.

Francisco tornou-se Papa em 2013, depois da renúncia dos eu antecessor, Bento XVI. Os últimos meses do seu pontificado ficaram marcados pela batalha contra uma pneumonia.

A notícia da sua morte foi dada pelo cardeal Kevin Farrell num comunicado partilhado pelo Vaticano. "Queridos irmãos e irmão, é com profundo pesar que anunciou o falecimento do Papa Francisco", disse.

"Às 7h35 da manhã de hoje, o Bispo de Roma, Francisco, regressou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e da sua Igreja", prossegue, referindo que "ele ensinou-nos a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados".

Francisco, nascido em Buenos Aires, na Argentina, foi o primeiro papa natural da América Latina, tendo assumido o cargo durante 12 anos, num pontificado marcado pelo combate aos abusos sexuais, guerras e uma pandemia.

Francisco, que teve alta hospitalar a 23 de março, após 37 dias de internamento devido a uma pneumonia grave, apareceu em público pela última vez no domingo, na Praça de São Pedro, para dar a tradicional bênção Urbi et orbi.

O corpo de Francisco repousará na Basílica de São Pedro durante um período de luto oficial, e depois - ao contrário da maioria dos seus antecessores - será sepultado na basílica de Santa Maria Maggiore, no bairro Esquilino de Roma. 


Leia Também: Horas antes de morrer, Papa Francisco falou aos fiéis. Eis as imagens

Ciência e Espaço: Astrônomos usam IA para caçar planetas semelhantes à Terra

Por  Olhar Digital  20/04/2025

Algoritmo foi treinado para reconhecer padrões indicando mundos potencialmente habitáveis

Encontrar planetas como a Terra em sistemas estelares distantes pode ser algo mais perto da realidade graças a um algoritmo revolucionário desenvolvido por cientistas europeus. Usando aprendizado de máquina, a IA identificou 44 estrelas que podem abrigar planetas rochosos semelhantes ao nosso – e localizados na chamada “zona habitável”, onde as condições podem permitir vida como a conhecemos.

A pesquisa liderada pela astrônoma Jeanne Davoult, do Centro Aeroespacial Alemão (DLR), usou dados simulados gerados pelo Modelo de Berna, um sistema sofisticado que cria milhares de cenários planetários artificiais. O objetivo? Treinar o algoritmo para reconhecer padrões que indiquem a presença de mundos potencialmente habitáveis.

domingo, 20 de abril de 2025

Que mistérios guarda o planeta K2-18b?

Pedro Coimbra, da Agência Espacial Portuguesa, explica porque há "sinais fortes" de existência de vida fora do sistema solar. Foram detetadas, na atmosfera de um exoplaneta, impressões digitais químicas de gases que na Terra são produzidos por processos biológicos. Os cientistas mostram entusiasmo com a eventual descoberta histórica, mas dizem ser necessárias mais observações.

“As evidências apontam mais para ser algo como uma super-Terra do que esta evidência para um oceano de magma”, refere.

Os Estados Unidos poderão reduzir consideravelmente a sua presença diplomática em África, no âmbito de uma "reorganização estrutural total" do Departamento de Estado, segundo um projeto de decreto presidencial consultado hoje pela AFP.

Por LUSA 

Trump planeia reduzir significativamente presença diplomática em África

Os Estados Unidos poderão reduzir consideravelmente a sua presença diplomática em África, no âmbito de uma "reorganização estrutural total" do Departamento de Estado, segundo um projeto de decreto presidencial consultado hoje pela AFP.

O documento prevê uma revisão do departamento, que é o coração da diplomacia dos Estados Unidos, até 1 de outubro, com o objetivo de "racionalizar a execução das missões, promover o poder norte-americano no estrangeiro, reduzir o desperdício, a fraude e o abuso" e "alinhar o Departamento de Estado com a doutrina estratégica da América Primeiro".

O atual gabinete para África será abolido e substituído por um Gabinete do Enviado Especial para os Assuntos Africanos, que responderá perante o Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca e não perante o Departamento de Estado.

"Todas as embaixadas e consulados não essenciais na África Subsaariana serão encerrados", lê-se no projeto de decreto, e todas as restantes missões ficarão sob a autoridade de um enviado especial.

O plano inclui a abolição dos gabinetes do Departamento de Estado responsáveis pelas alterações climáticas, democracia e direitos humanos.

A maior mudança é a reorganização da presença diplomática dos EUA em quatro regiões diferentes: Eurásia, Médio Oriente, América Latina e Ásia-Pacífico.

A embaixada dos Estados Unidos na capital canadiana, Otava, também será "substancialmente reduzida", uma vez que Donald Trump continua a alimentar ambições expansionistas em relação ao Canadá, que descreve como o "51.º Estado americano".

Este projeto de decreto faz parte de uma série de medidas tomadas pelo Presidente, Donald Trump, para reduzir as iniciativas de 'soft power' dos EUA e o seu questionamento de alianças de longa data, incluindo com a NATO.

Na semana passada, vários meios de comunicação social norte-americanos noticiaram potenciais cortes drásticos no orçamento do Departamento de Estado, que resultariam no fim do financiamento de organizações internacionais como a ONU e a NATO.

O plano foi inicialmente revelado pelo New York Times e desmentido hoje pelo chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio.

"Trata-se de uma informação falsa", escreveu na rede social X, insistindo que o jornal tinha sido "vítima de mais um embuste".

O Presidente libanês, Joseph Aoun, admitiu hoje que o desarmamento do Hezbollah é uma "questão delicada" e impô-lo à força poderá levar o país à ruína, enquanto as forçaras israelitas continuam a atingir o grupo xiita apoiado pelo Irão.

Por  LUSA  20/04/2025.  

Presidente libanês admite dificuldade em desarmar Hezbollah

O Presidente libanês, Joseph Aoun, admitiu hoje que o desarmamento do Hezbollah é uma "questão delicada" e impô-lo à força poderá levar o país à ruína, enquanto as forçaras israelitas continuam a atingir o grupo xiita apoiado pelo Irão.

Para o Presidente libanês eleito em janeiro passado e antigo comandante do Exército, o monopólio estatal das armas é uma "questão sensível, delicada e fundamental para a preservação da paz civil", mas deve ser abordada com "discernimento e responsabilidade" no que se refere ao Hezbollah.

Vamos implementá-lo", declarou o chefe de Estado hoje aos jornalistas, mas recomendou que se aguarde "até que as circunstâncias o permitam", afastando um enquadramento de "calendário ou pressão".

O Hezbollah foi durante muito tempo a força dominante no Líbano, mas saiu enfraquecido de mais de um ano de hostilidades com Israel, incluindo dois meses de conflito aberto, que custaram a vida a vários dos seus altos dirigentes e responsáveis militares.

Na sexta-feira, o secretário-geral do Hezbollah, Naim Qassem, disse que não permitirá o desarmamento do grupo político e militar enquanto as tropas israelitas permanecerem no sul do Líbano e a sua aviação violar regularmente o espaço aéreo libanês.

"As questões internas controversas só podem ser abordadas com espírito de diálogo e consulta, sem confronto. Caso contrário, levaremos o Líbano à ruína", alertou hoje o Presidente libanês.

Joseph Aoun disse ainda estar pronto para se envolver num diálogo sobre uma "estratégia de defesa", mas insistiu que recusa "a pressão da ocupação e da agressão", numa alusão a Israel, que continua a bombardear posições do Hezbollah e a manter tropas no sul do país.

O Ministério da Saúde do Líbano indicou hoje em comunicado que pelo menos duas pessoas foram mortas e outras duas ficaram feridas em ataques aéreos israelitas separados contra duas cidades no sul do país.

Posteriormente, o Exército israelita anunciou que matou o vice-chefe da unidade especializada em aquisição de armas do Hezbollah num ataque com um drone.

Hussein Ali Nasr, vice-comandante da unidade 4400 do Hezbollah, foi morto num ataque em Kaouthariyet al-Saiyad, no sul do país, entre Sidon e Tiro, segundo as forças israelitas, numa informação entretanto confirmada pelas autoridades de Beirute, que não identificaram, porém, a vítima como membro do Hezbollah.

Israel atribui a Ali Nadr a responsabilidade de contrabandear, com apoio do Irão, "armas e dinheiro para restaurar as capacidades militares da organização terrorista Hezbollah", incluindo através do aeroporto de Beirute.

Os recentes ataques israelitas contra a Unidade 4400 envolveram os assassínios do chefe da unidade, Muhammad Jafar Qasir, em Beirute, no início de outubro de 2024, e do seu sucessor, Ali Hasan Gharib, em Damasco, na Síria, várias semanas depois, juntamente com outros altos comandantes do grupo radical.

As autoridades militares libanesas anunciaram hoje, por seu lado, a detenção de várias pessoas que alegadamente planeavam lançar 'rockets' contra Israel e confiscaram o armamento.

O Exército indicou que as suas tropas invadiram um apartamento perto da cidade portuária de Sidon, no sul, e confiscaram alguns dos 'rockets' e lançadores e detiveram várias pessoas que estavam envolvidas na operação.

Na quarta-feira, várias outras pessoas foram detidas, incluindo cidadãos palestinianos, que alegadamente estiveram envolvidos no disparo de 'rockets' contra Israel em dois ataques no final de março, que desencadearam, em resposta, uma vaga de fortes bombardeamentos israelitas em diversas partes do Líbano.

O Hezbollah negou na altura que estivesse por trás desta ofensiva contra Israel.

Apesar do cessar-fogo acordado em novembro para por fim a uma guerra de 14 meses entre Israel e o Hezbollah, os ataques aéreos israelitas mataram dezenas de pessoas no Líbano desde então, incluindo membros do grupo armado libanês mas também civis.

Ao mesmo tempo, Israel mantém tropas em cinco posições que considera estratégicas no sul do Líbano, onde também se encontra um destacamento internacional das Nações Unidas, alegando agir em defesa do seu território.

O mais recente período de hostilidades entre Israel e o Hezbollah começou em 08 de outubro de 2023, um dia após o ataque do grupo islamita palestiniano Hamas em território israelita, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza.

Ao longo de cerca de um ano, Israel e Hezbollah mantiveram uma troca de tiros quase diária ao longo da fronteira israelo-libanesa, e, a partir de setembro do ano passado, as forças israelitas lançaram uma vasta campanha de bombardeamentos no país vizinho, incluindo o sul de Beirute.

Além da eliminação de altos quadros do Hezbollah, esta ofensiva provocou mais de quatro mil mortes no Líbano e acima de 1,2 milhões de deslocados, de acordo com as autoridades libanesas.

O exército libanês anunciou hoje a detenção de "várias pessoas" que alegadamente planeavam atacar Israel com foguetes, após uma rusga num apartamento no sul do Líbano e o confisco de vários dispositivos e respetivas bases de lançamento.

Por LUSA 

 Exército libanês anuncia detenção de pessoas que planeavam atacar Israel

O exército libanês anunciou hoje a detenção de "várias pessoas" que alegadamente planeavam atacar Israel com foguetes, após uma rusga num apartamento no sul do Líbano e o confisco de vários dispositivos e respetivas bases de lançamento.

De acordo com um comunicado militar, as forças de segurança "fizeram uma rusga num apartamento na zona de Sidon-Zahrani, confiscaram uma série de foguetes e respetivas plataformas de lançamento e detiveram várias pessoas envolvidas na operação".

Os detidos estavam "a ultimar os preparativos para um novo ataque com foguetes contra os territórios palestinianos ocupados", referindo-se a Israel, de acordo com informações dos serviços secretos libaneses citadas na nota, que referiu que as armas apreendidas foram "entregues" às autoridades competentes.

Esta operação surge depois de o exército ter detido, em 16 de abril, vários membros de um grupo - que não identificou, mas que disse ser composto por libaneses e palestinianos - que acusou de ter realizado "dois ataques com foguetes" contra Israel entre 22 e 28 de março.

Os ataques foram os primeiros em meses contra o Estado judaico após a entrada em vigor, em 27 de novembro, do cessar-fogo entre Israel e o grupo xiita Hezbollah, embora o exército israelita tenha continuado a efetuar bombardeamentos em grande parte do território libanês.

Numa declaração distribuída após a divulgação do comunicado militar, o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, elogiou a "operação preventiva" do exército e o trabalho de todas as agências de segurança para "frustrar planos suspeitos de envolver o Líbano em mais guerras".

Estes esforços, disse Salam, "não são mais do que a confirmação de que o Governo está a proceder à aplicação das disposições da sua declaração ministerial relativa à extensão da plena soberania sobre o seu território com as suas próprias forças, e que só o Estado libanês é a autoridade que toma decisões sobre a guerra e a paz e é o organismo autorizado a possuir armas".

A missão de manutenção da paz da ONU no Líbano (UNIFIL, na sigla em inglês) anunciou no início deste mês que continuam a ser encontradas armas que não pertencem ao exército libanês no sul do país, mais de quatro meses após a entrada em vigor do cessar-fogo com Israel, que proíbe a presença de grupos armados não estatais na zona.

Pelo menos 190 pessoas foram mortas e 485 ficaram feridas em ataques israelitas contra o Líbano desde a entrada em vigor, em novembro, do cessar-fogo que pôs fim a mais de um ano de conflito, comunicou o governo libanês na quinta-feira.

Tudo isto acontece numa altura em que as autoridades libanesas se preparam para iniciar o chamado diálogo com o Hezbollah para concordar em desarmar o movimento, o único grande movimento local que não depôs as armas após o fim da guerra civil em 1990.