A apresentar mensagens correspondentes à consulta "Resgate" ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta "Resgate" ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 26 de junho de 2026

VENEZUELA: Novo balanço sobe para 235 mortos e 4.300 feridos após sismo na Venezuela... O Governo da Venezuela elevou o número de mortos para 235 e o de feridos para 4.300, após os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país na quarta-feira.

© Lusa    26/06/2026 

O novo balanço foi divulgado na noite de quinta-feira, na emissora estatal Venezolana de Televisión, pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado, que indicou que o "maior número de feridos e mortos está no estado de La Guaira".

O anterior balanço, divulgado durante a tarde, apontava para 188 mortos, 1.500 feridos e 147 desaparecidos, sobretudo em La Guaira, no norte do país.

La Guaira faz fronteira com a região metropolitana de Caracas e alberga o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, o principal aeroporto do país, que foi temporariamente encerrado devido aos danos causados pelos sismos.

O ministro informou ainda que, devido ao grande número de doentes que necessitam de cuidados hospitalares na região costeira, foram instalados hospitais de campanha.

Horas antes, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, visitou La Guaira acompanhada pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, e pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez.

Delcy Rodríguez, que declarou o estado de calamidade pública em todo o país, afirmou que esperam "resgatar o maior número possível de pessoas com vida" dos edifícios que ruíram.

"Solicitamos ajuda internacional; os primeiros socorristas estão prestes a desembarcar da República Dominicana, e mais chegarão de outros países em breve", acrescentou a chefe de Estado.

Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Pelo menos seis portugueses e luso-descendentes morreram nos sismos de quarta-feira na Venezuela, segundo o mais recente balanço divulgado na quinta-feira à noite por fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Dois brasileiros morreram após o duplo sismo na Venezuela, anunciou o Governo brasileiro na quinta-feira, acrescentando que vai enviar ajuda para o país vizinho.

O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que falou ao telefone com Delcy Rodríguez e prometeu enviar um hospital de campanha, bem como 36 bombeiros e vários técnicos especializados em resgate e comunicação.

A ajuda será entregue por dois voos hoje e no sábado, especificou Lula, na rede social X.

Também os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira o envio de forças militares para apoiar as operações de ajuda na Venezuela, a pedido das autoridades venezuelanas.

"As autoridades interinas venezuelanas solicitaram formalmente a assistência dos EUA em resultado dos acontecimentos", referiu o Comando Sul do exército dos EUA, responsável pela América Latina e as Caraíbas.

O líder do comando, General Francis L. Donovan, detalhou que foram mobilizados um navio de transporte anfíbio, um navio de combate, aviões de transporte, bem como plataformas de reconhecimento e helicópteros.

Por outro lado, os Estados Unidos autorizaram na quinta-feira transações com a Venezuela que estavam até então proibidas por sanções, desde que estejam relacionadas com "esforços de ajuda" após os sismos.

A diretiva do Departamento do Tesouro dos EUA clarifica que a autorização não inclui o desbloqueio de ativos sujeitos a sanções.

O Chile, um dos países com maior atividade sísmica do mundo, enviou na quinta-feira o primeiro grupo de socorristas para auxiliar nas buscas de milhares de desaparecidos na Venezuela.

Um total de 37 especialistas com experiência em operações de resgate após sismos no Haiti, Equador e Chile partiram para Caracas num avião da Força Aérea Chilens. Outros 10 juntar-se-ão a eles nos próximos dias.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Sismos gémeos são fenómeno raro - sim, foi o que aconteceu na Venezuela... O fenómeno raro denominado por sismos gémeos atingiu a Venezuela na quarta-feira, e, apenas com 39 segundos de distância, dois abalos deixaram o caos no país. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que possa haver entre 10 mil a 100 mil mortos.

© Manaure Quintero / AFP via Getty Images     Por   Notícias ao Minuto   25/06/2026 

Os dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter que abalaram a Venezuela com 39 segundos de diferença estão a deixar um rasto de destruição em várias zonas do país. Edifícios colapsaram em Caracas, as operações de resgate continuam e há pessoas que, horas após o primeiro abalo, continuam a ser ouvidas debaixo dos escombros. Mas para além de forte, este fenómeno é raro - e tem um nome: sismos gémeos.

O que são os sismos gémeos?

O nome dado ao fenómeno é intuitivo, já que, é assim classificado quando dois sismos poderosos atingem a mesma região com segundos um do outro. A classificação surgiu no site do Serviço Geológico dos Estados Unidos (United States Geological Survey, USGS), aquando se referem ao abalo mais forte. "Este sismo foi o segundo num [sismo] gémeo", lê-se na nota.

Antigamente, os cientistas identificam estes eventos sísmicos próximos (tanto no tempo como no espaço) como eventos separados, mas agora a classificação é usada para quando dois (ou mais) terremotos acontecem nestas condições.

Já este ano, e numa outra situação, o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa escreveu sobre o assunto, dando conta de que é também necessário que os epicentros estejam próximos, mostrando também este fenómeno um "reflexo de uma origem comum e um processo semelhante".

O primeiro abalo desta quarta-feira na Venezuela aconteceu às 18h04 locais de quarta-feira (23h04 de Lisboa). Inicialmente, foi aí registada a magnitude de 7,1 na escala de Richter, tendo este valor sido revisto em alta para 7,2. Após 39 segundos, chegou o 'irmão gémeo': um abalo de 7,5 na mesma escala - e o mais forte sismo registado em mais de um século.

As primeiras imagens do impacto destes terremotos já foram divulgadas, sendo os momentos em que estas foram captadas descritas como "um filme de terror". Há ainda imagens do exato momento em que um dos sismos atinge o Aeroporto Internacional Simón Bolivar, o maior do país, que fica localizado em Maiquetía.


Leia Também: Vários países expressam solidariedade e oferecem ajuda a Venezuela

Vários países e governos autónomos expressaram hoje solidariedade e ofereceram ajuda à Venezuela após os dois sismos que atingiram na quarta-feira o país sul-americano.

Sismos na Venezuela causaram 32 mortos e 700 feridos... A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos que atingiram a região central do país causaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.

© Lusa    25/06/2026 

"Neste momento, temos relatos de 32 mortes, sem incluir os números que o estado de La Guaira possa fornecer, e mais de 700 feridos que estamos a receber nas urgências dos hospitais públicos e centros de saúde privados", declarou Rodríguez, numa declaração transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión.

A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma "zona de desastre".

Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.

Corrida contra o tempo para salvar pessoas afetadas por duplo sismo na Venezuela

Centenas de funcionários de equipas de salvamento, agentes da polícia e unidades caninas estão a realizar trabalhos de busca e resgate de pessoas afetadas pelos dois sismos que afetaram a Venezuela.

Segundo as autoridades locais os sismos provocaram o colapso total de pelo menos cinco edifícios em Caracas, quatro deles no leste, e outro nas proximidades do centro da capital.

Em Chacao, no leste de Caracas, um município onde reside um importante número de portugueses, o presidente da Câmara Municipal, Gustavo Duque, confirmou aos jornalistas que "quatro edifícios ruíram e outros seis apresentam danos consideráveis nas estruturas" nas urbanizações de Los Palos Grandes, Altamira e Bello Campo. Segundo Duque, "de momento foram resgatadas, com vida, 18 pessoas".

Por outro lado, ruiu o edifício Marován em San Bernardino, no centro de Caracas, localidade onde vários imóveis teriam sofrido danos importantes.

Ainda em Caracas, em Las Delícias, caiu parte da cerâmica das paredes de La Rosita, uma conhecida padaria portuguesa. Mesmo em frente, caíram as paredes de um apartamento, deixando visível o seu interior, num edifício em que uma grande greta levanta questionamentos sobre a segurança dos residentes.

Na quarta-feira, as autoridades venezuelanas registaram dois sismos de magnitude 7,1 e 7,5 graus na escala de Richter, com apenas 39 segundos de intervalo, levando milhares de pessoas para as ruas da cidade de Caracas, a capital do país, onde várias zonas ficaram às escuras, caiu o sinal de Internet, as ligações telefónicas ficaram difíceis, e a operadora de telefonia celular Movistar ficou temporariamente sem serviço.


Leia Também: Presidente da Venezuela declara estado de emergência após sismos

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou o estado de emergência, depois de dois sismos de magnitude 7,5 e 7,2 terem atingido a região central do país, causando danos materiais que ainda estão a ser avaliados.


Leia Também: EUA prometem enviar equipas de busca e ajuda médica e humanitária para Venezuela

O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Washington irá "enviar imediatamente equipas de busca e salvamento, recursos médicos e assistência humanitária para a Venezuela", onde dois sismos já causaram 32 mortos.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

NIGÉRIA: Homens armados matam 17 agricultores no noroeste da Nigéria... Pelo menos 17 pessoas morreram hoje, e outras cinco ficaram feridas, após homens armados terem disparado sobre agricultores no Estado de Zamfara, no noroeste da Nigéria, adiantaram à agência France-Presse (AFP) um responsável local e alguns residentes.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por  LUSA   12/06/2026 

Grupos 'jihadistas' e bandos armados especializados em sequestros para obtenção de resgate aterrorizam as comunidades do norte e do centro da Nigéria, onde realizam ataques mortíferos e impõem taxas aos agricultores que desejam aceder às suas terras.

Os criminosos, que circulavam de moto e se faziam passar por visitantes, abriram fogo contra agricultores que trabalhavam nos seus campos na aldeia isolada de Goron Namaye, no distrito de Maradun, segundo as mesmas fontes.

Além dos 17 mortos, outras cinco ficaram feridas.

"Recebi esta manhã um relatório que indicava 17 mortos na comunidade de Goron Namaye", contou Sanusi Dosara, administrador político do distrito de Maradun.

Já Abubakar Jarra, um líder comunitário da aldeia, confirmou o número de mortos, acrescentando que outras cinco pessoas ficaram feridas, três delas gravemente.

Com o início da estação das chuvas anual, crucial para a Nigéria, os agricultores do norte do país estão a abandonar as suas terras devido aos ataques de grupos armados, ameaçando assim o abastecimento alimentar do país mais populoso de África.

No domingo, 39 idosos de uma aldeia do mesmo distrito de Maradun foram raptados quando se dirigiam ao acampamento de um chefe de gangue para negociar um acordo de paz que permitisse à comunidade cultivar as suas terras.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou na terça-feira que a insegurança generalizada causada pelos grupos armados pode "afetar as receitas fiscais e de exportação e agravar a pobreza e a insegurança alimentar" no país.


Leia Também: Migrantes deportados dos EUA chegam à República Centro-Africana

Uma mulher iraniana encontra-se entre cerca de 20 de migrantes deportados pelos Estados Unidos num voo que chegou hoje à República Centro-Africana (RCA), no âmbito de acordos da administração Trump com nações africanas e latino-americanas.

domingo, 7 de junho de 2026

Boko Haram liberta mais de 400 pessoas sequestradas na Nigéria... O grupo Boko Haram libertou mais de 400 pessoas sequestradas no início deste ano numa aldeia do estado de Borno, no nordeste da Nigéria, informaram hoje um senador e um responsável local pela juventude.

© Getty Imagens     Por  LUSA    07/06/2026 

Uma insurreição extremista liderada pelo grupo Boko Haram e, posteriormente, pelo seu rival, o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), causou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados no nordeste do país mais populoso de África, desde 2009.

Os sequestros em massa, com libertações mediante o pagamento de resgate, são prática habitual dos islamistas.

Samaila Kaigama, presidente da Borno South Youth Alliance (BOSYA, organização juvenil), declarou ter conseguido a libertação das 416 mulheres e crianças raptadas em Ngoshe. "Foram libertadas no sábado", precisou.

Mohammed Ali Ndume, senador do estado de Borno, confirmou a libertação à AFP.

A aldeia de Ngoshe fica a menos de 10 quilómetros da fronteira com os Camarões, nas colinas de Gwoza, um bastião do Boko Haram, e tem sido alvo de repetidos ataques por parte de combatentes islamistas.

Não havia informações imediatas sobre as condições da libertação.

Ndume afirmou que não tinha conhecimento das circunstâncias da libertação. A sua organização juvenil, a BOSYA, que tinha estabelecido canais de comunicação entre os sequestradores e as famílias afetadas, não forneceu detalhes.

As autoridades negam pagar resgates, embora os analistas afirmem que se trata de uma prática comum, tanto por parte do Governo como das famílias das vítimas.

Cerca de 1,66 milhões de dólares foram assim pagos em resgates entre julho de 2024 e junho de 2025 a vários grupos armados na Nigéria, incluindo extremistas islâmicos, mas também separatistas, de acordo com um relatório da SBM Intelligence, uma empresa de consultoria sediada em Lagos.

sábado, 23 de maio de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Pelo menos 18 mortos em ataque a escola em território anexado por Moscovo... Pelo menos 18 pessoas morreram e três estavam desaparecidas após um ataque de um drone ucraniano contra um dormitório e uma escola profissional numa região do leste da Ucrânia controlada pela Rússia, segundo um novo balanço das autoridades russas.

© Getty   Por  LUSA   23/05/2026 

"Um total de 60 pessoas foram afetadas, incluindo 18 que morreram no desabamento do dormitório da escola profissional da Universidade Pedagógica de Lugansk", informaram hoje os serviços russos de resgate a propósito do ataque mortal ocorrido na madrugada de quinta para sexta-feira.

Três pessoas estavam ainda presas sob os escombros, mantendo-se as buscas nos destroços de um edifício educativo em Starobilsk, uma cidade de 16 mil habitantes situada na região de Lugansk, no leste da Ucrânia, cuja anexação é reivindicada por Moscovo.

Na sexta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, classificou o ataque como um "ato terrorista", afirmando que "não foi acidental" e prometendo uma resposta militar.

Kiev negou ter visado alvos civis e alegou ter atingido uma unidade de drones russos estacionada na região, que fica a 65 quilómetros da linha da frente.

Imagens divulgadas pelos serviços russos de resgate mostram os socorristas a remover escombros e a escavar manualmente e com pás os destroços de um edifício de vários andares completamente devastado.

Vídeos publicados na conta de Telegram da universidade mostram estruturas de camas e colchões no meio dos escombros, bem como um segundo edifício vizinho também destruído, cuja fachada ostenta a inscrição "Escola Técnica Profissional de Starobelsk" (o nome da cidade em russo).

De acordo com uma lista publicada hoje pelas autoridades, os mortos e desaparecidos nasceram entre 2003 e 2008 e são, na sua maioria, mulheres jovens. Entre os feridos, os mais jovens nasceram em 2010.

"A região e todo o país partilham o destino destas pessoas e a dor das suas famílias", lia-se na lista.

No dia anterior, as autoridades russas tinham confirmado que 86 jovens, com idades entre os 14 e os 18 anos, estavam num dormitório de vários andares que ruiu após o ataque.

As Nações Unidas condenaram na sexta-feira "qualquer ataque contra civis e infraestruturas civis, onde quer que ocorra", especificando que não conseguiam aceder à área sob controlo de Moscovo para verificar os detalhes.

Os ataques com drones em ambos os lados da fronteira aumentaram significativamente desde o ano passado, com Kiev e Moscovo a lançarem centenas destas aeronaves todas as noites.

O Ministério da Defesa da Rússia informou entretanto ter intercetado 407 drones ucranianos entre sexta-feira e o dia de hoje.

As forças ucranianas, por sua vez, anunciaram a interceção de 102 de 124 drones lançados durante a noite por Moscovo contra o seu território.

Os esforços diplomáticos, mediados pelos Estados Unidos, para pôr fim ao conflito entre a Ucrânia e a Rússia estão paralisados desde o início da guerra no Médio Oriente.


Leia Também: Kyiv ataca infraestruturas energéticas russas

As Forças Armadas da Ucrânia informaram hoje que realizaram ataques bem-sucedidos contra infraestruturas energéticas russas, visando um terminal petrolífero, a cerca de 200 quilómetros da península da Crimeia, um navio fantasma de Moscovo e um armazém de petróleo.

Sobre para 10 n.º de mortos em ataque com drones ucranianos em Starobilsk... Pelo menos 10 pessoas morreram, 38 ficaram feridas e 11 estão desaparecidas após um ataque com drones ucranianos contra uma escola secundária numa região do leste da Ucrânia controlada pela Rússia, informou hoje o governador regional nomeado por Moscovo.

© YASUYOSHI CHIBA/AFP via Getty Images   Por LUSA   23/05/2026 

"As equipas de socorro passaram a noite a remover os escombros em Starobilsk", cidade onde ocorreu o ataque na noite de quinta para sexta-feira, adiantou Leonid Passetchnik nas redes sociais.

Segundo o governador regional, "infelizmente, as esperanças não se concretizaram e o número de vítimas subiu para dez".

Na sexta-feira, Kiev negou que o seu ataque tenha visado civis.

Segundo as autoridades russas, 86 jovens com idades entre os 14 e os 18 anos encontravam-se num dormitório de vários andares, que ruiu na sequência de um ataque durante a noite em Starobilsk, uma cidade com cerca de 16.000 habitantes situada na região ucraniana de Lugansk (este), cuja anexação é reivindicada por Moscovo.

O Presidente russo, Vladimir Putin, após um minuto de silêncio transmitido pela televisão na sexta-feira, considerou que este ataque "não foi acidental" e decorreu "em três ondas, com 16 drones a visar o mesmo local".

Também na sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou quaisquer ataques contra civis e infraestrutura civil, "onde quer que ocorram", na sequência da ofensiva ucraniana em Lugansk.

"Acompanhamos com preocupação as notícias do ataque ocorrido durante a noite contra um prédio universitário e um dormitório na cidade de Starobilsk, na região de Lugansk, na Ucrânia, sob ocupação temporária da Federação Russa, que resultou em múltiplas mortes e feridos, incluindo crianças", afirmou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.

"Condenamos veementemente quaisquer ataques contra civis e infraestrutura civil, onde quer que ocorram. Como o secretário-geral já destacou repetidamente, tais ataques são proibidos pelo direito internacional humanitário e devem cessar imediatamente", acrescentou, em declarações à imprensa.

Entretanto, um incêndio deflagrou num depósito de petróleo em Novorossiysk, na costa do mar Negro, sul da Rússia, após um ataque de drones ucranianos, anunciaram hoje as autoridades locais.

"Detritos de drones caíram e causaram um incêndio no depósito de petróleo. Vários prédios técnicos e administrativos pegaram fogo. Fragmentos de drones também caíram no local do terminal de petróleo", escreveu o presidente da Câmara de Novorossiysk, Andrei Kravchenko, na plataforma de mensagens Telegram.

O ataque deixou duas pessoas feridas, acrescentou, especificando que equipas de resgate e serviços especializados encontram-se no local.

Localizado na extremidade de vários oleodutos que transportam petróleo do sul da Rússia e do mar Cáspio, o terminal de petróleo de Novorossiysk é um dos principais pontos de exportação de hidrocarbonetos daquele país.

Em resposta aos bombardeamentos militares russos que já duram mais de quatro anos, a Ucrânia ataca regularmente alvos na Rússia, alegando visar tanto instalações militares quanto de energia, a fim de reduzir a capacidade de Moscovo de financiar a ofensiva.


Leia Também: Depósito de petróleo russo em chamas após ataque de drones ucranianos

Um incêndio deflagrou num depósito de petróleo em Novorossiysk, na costa do mar Negro, sul da Rússia, após um ataque de drones ucranianos, anunciaram hoje as autoridades locais.


Leia Também: Rússia diz ter abatido 348 drones na última noite e Kyiv 102

As forças antiaéreas russas abateram 348 drones lançados por Kyiv durante a noite passada, informou hoje o Ministério da Defesa da Rússia.

CHINA: Sobe para 82 número de pessas mortas em mina de carvão no norte da China... Pelo menos 82 pessoas morreram na sequência de uma explosão de gás na mina de Liushenyu, na província chinesa de Shanxi, norte da China, de acordo com um novo balanço divulgado hoje pela agência de notícias estatal Xinhua.

© cnsphoto via REUTERS    Por LUSA   23/05/2026 

A explosão ocorreu às 19h29 locais (12h29 em Lisboa) de sexta-feira, nesta mina situada na área de Qinyuan, quando estavam a trabalhar 247 pessoas no local, informou a Xinhua. 

O número de mortos tem vindo a aumentar ao longo do dia: num primeiro balanço divulgado esta manhã, as autoridades avançaram com oito mortos, 201 pessoas retiradas com vida e 38 presas no interior.

A televisão estatal chinesa CCTV indicou que, além dos 82 mortos, nove pessoas continuam desaparecidas.

As autoridades ainda não detalharam as circunstâncias concretas em que ocorreu a explosão, indicando apenas que os trabalhos de resgate continuam em curso.

A Xinhua indicou que um responsável da empresa proprietária da mina ficou sob custódia das autoridades, numa medida que aponta para o início da averiguação de possíveis responsabilidades pela explosão.

O Presidente chinês, Xi Jinping, já veio pedir que as operações de busca sejam reforçadas e que se preste assistência aos feridos, que se investiguem as causas da explosão e apurem responsabilidades.

O vice-primeiro-ministro Zhang Guoqing deslocou-se ao local para acompanhar os trabalhos de resgate e a gestão pós-acidente.

As minas de carvão, material com o qual a China gera cerca de 60% da energia, continuam a registar uma elevada taxa de acidentes, embora nos últimos anos o número de acidentes mortais tenha diminuído significativamente.

O setor mineiro chinês registou mais de 3.000 mortes entre 2018 e 2023, um número que, no entanto, representa uma diminuição de 53,6% em relação ao quinquénio anterior, de acordo com dados oficiais.


quinta-feira, 7 de maio de 2026

Corpo de empresário português encontrado dentro de crocodilo gigante na África do Sul... O desaparecimento do empresário português Gabriel Batista, na África do Sul, terminou de forma trágica, depois de as autoridades confirmarem que o corpo foi encontrado no interior de um crocodilo com mais de 500 quilos. O mistério do desaparecimento foi resolvido graças a um anel encontrado dentro do animal.

Por  sicnoticias.pt 

Gabriel Batista tinha desaparecido há cerca de uma semana, depois de tentar atravessar uma ponte parcialmente submersa devido às fortes chuvas que atingiram a região.

A carrinha em que seguia acabou arrastada pela corrente, desencadeando uma operação de buscas conduzida pelas autoridades sul-africanas.

Durante dias, equipas de resgate procuraram sinais do empresário sem sucesso. Até que um crocodilo de grandes dimensões foi encontrado numa pequena ilha do rio, com a barriga inchada, levantando suspeitas de que se teria alimentado recentemente.

O animal foi sedado, içado por helicóptero e transportado para terra firme para ser examinado por veterinários e investigadores.

Anel é chave do mistério

No interior do crocodilo foram encontrados restos humanos, incluindo membros e parte do torso, além de vários objetos pessoais. Entre eles estava um anel que permitiu às autoridades confirmar tratar-se de Gabriel Batista, embora os testes de ADN ainda estejam em curso.

Segundo a polícia sul-africana, havia também seis pares de sapatos no interior do animal. Segundo investigadores, os objetos permaneceram dentro do crocodilo por uma extenso período de tempo, tendo em conta que esta espécie não consegue digerir materiais como plástico, borracha e outros componentes sintéticos.

Natural da freguesia da Serra de Água, na Madeira, Gabriel Batista residia na África do Sul desde 1975, depois de a família ter deixado Moçambique. De acordo com o Jornal da Madeira, o empresário era conhecido na comunidade portuguesa local e explorava um hotel na região de Komatipoort, próxima da fronteira com Moçambique.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Terroristas: Boko Haram exige resgate de 1 milhão para não executar 416 nigerianas... O grupo terrorista Boko Haram ameaçou hoje executar 416 pessoas sequestradas na Nigéria, a grande maioria mulheres, se não receber um resgate de um milhão de dólares num prazo de 72 horas.

© Native Reporters    Por  LUSA   20/04/2026 

O ultimato às autoridades foi feito num vídeo em que membros do grupo islamita aparecem vestidos com uniformes militares camuflados, desafiando os militares nigerianos a tentarem resgatar os reféns à força, segundo o jornal local Punch.  

"Esta é a nossa primeira e última mensagem. Damos-lhes 72 horas. Se as nossas exigências não forem atendidas, transferiremos estas vítimas para outros locais, incluindo mulheres e crianças. Todas elas", declararam os militantes.  

"E observem-nas com atenção antes disso, porque talvez nunca mais as vejam. Se o governo pensa que as pode resgatar à força, que tente. Estamos com Alá", acrescentaram.  

Os 'jihadistas' tinham anteriormente exigido um resgate de 5 mil milhões de nairas (mais de 3,15 milhões de euros) pelos sequestrados em Ngoshe, no estado de Borno. 

A Aliança da Juventude de Borno do Sul, um dos destinatários do vídeo, confirmou ter recebido a exigência por vídeo como "aviso final", e pediu uma resposta "humanitária" ao Presidente nigeriano, Bola Tinubu, e a outras figuras políticas e a "filantropos e outros bilionários bem-intencionados do norte". 

O grupo 'jihadista' atacou a 04 de março uma base militar em Ngoshe, matando dezenas de pessoas, incluindo soldados, e raptando mais de 400, a grande maioria mulheres. 

A Nigéria debate-se há anos com os ataques do Boko Haram e do seu grupo dissidente, o Estado Islâmico da África Ocidental (EIAO), principalmente no nordeste.  

Nos últimos anos, a insegurança alastrou a outras zonas do norte e noroeste, aumentando as preocupações com a possível expansão destas redes terroristas e criminosas. 

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Contagem decrescente: astronautas da Artemis II já têm hora marcada para regresso a casa... Após dez dias no espaço e uma viagem ao lado inexplorado da Lua, os astronautas da Artemis II têm regresso à Terra agendado para a madrugada deste sábado.

Por  SIC Notícias  

No momento em que entrarem na atmosfera terrestre está previsto que os navegantes atinjam quase 40 mil quilómetros por hora.

Será uma fase de alto risco, onde o escudo térmico da nave será posto à prova.

Depois de estarem dentro da atmosfera da Terra, serão acionados dois paraquedas de travagem, isto quando estiverem a cerca de seis mil metros de altitude.

A cápsula Orion, onde viaja a tripulação, irá cair no oceano Pacífico, mais precisamente ao largo da cidade de San Diego, na costa Sul do estado da Califórnia.

O momento está previsto acontecer às 17:07 de sexta-feira (hora local), sendo que Portugal quem quiser assistir terá de ficar acordado até à madrugada de sábado, pelas 01:07. Aquando da queda, um navio da marinha norte-americana vai apoiar o resgate.

Quanto à transmissão deste momento histórico, esta será feita pelo canal oficial da NASA no Youtube.

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Ataques israelitas já fizeram 254 mortos no Líbano o desde cessar-fogo... A Defesa Civil libanesa elevou para 254 mortos e 1.165 feridos o balanço de uma vaga de bombardeamentos israelitas sem precedentes, hoje, em diversas zonas do Líbano, afirmando Israel ter atingido mais de 100 alvos em dez minutos.

© Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images)     Por  LUSA   08/04/2026 

O departamento de Media e Relações Públicas da Defesa Civil indicou que compilou o número de vítimas utilizando dados registados nos seus centros espalhados pelo Líbano, onde as suas equipas realizaram operações de resgate, transportaram feridos e resgataram cadáveres de vítimas nas áreas afetadas.

Segundo os registos, ao longo do dia de hoje, foram contabilizados 92 mortos e 742 feridos em Beirute; 61 mortos e 200 feridos nos subúrbios do sul da capital, conhecidos como Dahye; 18 mortos e 28 feridos na região oriental de Baalbek; e mais nove mortos e seis feridos na região setentrional de Hermel.

No distrito de Aley, a leste de Beirute, a Defesa Civil registou 17 mortos e seis feridos; ao passo que, no sul do Líbano, foram registados 57 mortos e 183 feridos nos distritos de Nabatieh, Sidon e Tiro.

"Equipas especializadas continuam as operações de busca e salvamento, bem como a remoção de escombros em vários locais, o que sugere que o número de vítimas mortais poderá aumentar à medida que as operações prosseguem", advertiu a Defesa Civil, apelando para a cooperação dos cidadãos com as suas equipas no terreno.

Hoje à tarde, Israel efetuou uma série de bombardeamentos simultâneos em diferentes zonas do sul e do leste do Líbano, além de outras em Beirute e nos seus subúrbios que ainda não tinham sido atacadas desde o início da sua ofensiva, a 02 de março.

Tratou-se da maior onda de ataques aéreos desde que eclodiu a guerra, segundo o próprio Exército israelita, que afirmou que os seus alvos eram cerca de uma centena de quartéis e infraestruturas militares do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão.

Entre os locais bombardeados, há edifícios residenciais em bairros centrais de Beirute.

A escalada do conflito começou horas depois de ter sido acordado um cessar-fogo de duas semanas com o Irão, que Israel considerou não se aplicar ao Líbano.

O novo balanço da Defesa Civil libanesa vem somar-se aos pelo menos 1.530 mortos e milhares de feridos no país desde que este foi, a 02 de março, arrastado para o conflito regional desencadeado a 28 de fevereiro por uma ofensiva dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, quando o Hezbollah atacou com morteiros Israel, que desde então tem bombardeado intensamente o sul do país, primeiro com ataques aéreos e depois com operações terrestres.

O número total de deslocados ultrapassou um milhão, o que representa mais de um sexto da população do país.


Leia Também: Líbano? "Não foram incluídos no acordo" de cessar-fogo, diz Trump

O presidente norte-americano afirmou hoje que o acordo de cessar-fogo entre Irão e Estados Unidos não se aplica ao Líbano, embora o Paquistão, país mediador, tenha afirmado inicialmente que o acordo englobava o território libanês.

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Trump: Mais de 170 aeronaves envolveram resgate de pilotos dos EUA... O Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, revelou hoje que mais de 170 aeronaves militares participaram na operação de resgate de dois pilotos de caças norte-americanos em território iraniano no fim de semana.

Por  LUSA 

Numa conferência de imprensa na Casa Branca, Trump especificou que a primeira missão envolveu 21 aeronaves e a segunda mobilizou 155 aparelhos, tendo permitido recuperar os militares em segurança.

O Presidente indicou ainda que dois aviões de transporte militar ficaram imobilizados na areia durante a operação e tiveram de ser destruídos no local.

Na mesma conferência de imprensa, Trump ameaçou um órgão de comunicação social norte-americano, que não identificou, com medidas legais, após alegadas fugas de informação sobre a operação de busca de um piloto desaparecido no Irão.

De acordo com o chefe de Estado, as autoridades iranianas só terão tido conhecimento do desaparecimento após a divulgação dessas informações, acrescentando que irá exigir a identificação da fonte responsável pela fuga.

Trump voltou também a endurecer o tom face a Teerão, afirmando que o Irão "pode ser destruído numa só noite", numa referência ao ultimato norte-americano para a reabertura do Estreito de Ormuz.

O Presidente norte-americano reiterou que o prazo para o restabelecimento da navegação naquela via estratégica está a terminar, avisando que, caso não seja cumprido, poderão ser lançados ataques contra infraestruturas críticas iranianas.

O mais recente ultimato de Trump expira às 1h00 (hora de Lisboa) de quarta-feira.

Estas declarações de Trump surgem num contexto de forte escalada militar, após o início, a 28 de fevereiro, da operação conduzida pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irão.

Teerão respondeu à ofensiva com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico, além de bloquear o Estreito de Ormuz, o que fez disparar os preços do petróleo.

domingo, 5 de abril de 2026

Trump ameaça centrais elétricas e pontes iranianas: "Abram o estreito!"... O presidente dos Estados Unidos voltou hoje a ameaçar o Irão com ataques a centrais elétricas e pontes na terça-feira, caso o estreito de Ormuz não seja reaberto.

© Roberto Schmidt/Getty Images   Por LUSA   05/04/2026 

"Terça-feira será dia das centrais energéticas e dia das pontes, juntos num único, no Irão. Nunca haverá algo assim", escreveu Donald Trump na sua rede social.

"Abram a m**** do estreito, seus sacanas, ou irão viver no inferno", acrescentou mesma publicação, em que também escreveu "glória a Alá".

Numa outra publicação na mesma rede, minutos antes, Trump disse que o piloto de um caça, que caiu na sexta-feira, foi resgatado "gravemente ferido" nas montanhas iranianas.

Teerão desmentiu já que os EUA tenham conseguido resgatar o piloto do caça abatido.

"As aeronaves invasoras do inimigo no sul de Isfahan, incluindo dois helicópteros Black Hawk e um avião de transporte militar C-130, foram atingidas (...) e a tentativa de resgatar o piloto falhou", assegurou o porta-voz do quartel-general central Khatam al-Anbiya, o coronel Ebrahim Zolfagari, de acordo com a agência de notícias iraniana Tasnim.

A operação de resgate norte-americana foi repelida mediante uma ação conjunta da Guarda Revolucionária, do Exército, da milícia Basij e das forças de segurança iranianas, que conseguiram impedir o resgate depois da entrada de aeronaves inimigas no centro do país, acrescentou.

A Guarda Revolucionária do Irão acusou Trump de tentar encobrir o fracasso da operação, ao escrever nas redes sociais que tinha sido realizada uma missão especial para resgatar o piloto.

Na sua rede social, Trump indicou também que "as Forças Armadas iranianas procuraram muito, com muita gente, e estiveram perto. É um coronel muito respeitado".

Trump disse que este tipo de operação "é raramente tentado devido ao perigo para pessoas e equipamento" e que foi "uma demonstração incrível de coragem e talento por parte de todos".

O chefe de Estado norte-americano anunciou ainda uma conferência de imprensa com os militares na Sala Oval na segunda-feira, às 13h00 (18h00 em Lisboa).


Irão alega ter destruído três aeronaves dos EUA... e partilhou o vídeo

O Irão alega ter destruído três aeronaves dos Estados Unidos durante a operação de resgate ao piloto desaparecido desde sexta-feira. A situação é contestada por altos funcionários, que permaneceram em anonimato, que dizem que as aeronaves foram destruídas devido a problemas técnicos.

Resgatado pelos EUA piloto norte-americano que estava desaparecido no Irão... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que foi resgatado um dos pilotos de um avião de combate norte-americano abatido no espaço aéreo do Irão, na sexta-feira.

Por  Sicnoticias.pt

Uma frenética de busca e salvamento foi iniciada após a queda do caça F-15, enquanto o Irão prometia também uma recompensa para quem entregasse o "piloto inimigo".

Ferido, mas bem 

Trump escreveu nas redes sociais que o piloto, desaparecido desde que o avião se despenhou, está ferido, mas que "ficará bem", e acrescentou que se refugiou "nas traiçoeiras montanhas do Irão".

O republicano acrescentou que o resgate envolveu "dezenas de aeronaves" e que os EUA estavam a acompanhar a localização do piloto "24 horas por dia e a planear diligentemente o seu resgate".

O caça foi a primeira aeronave norte-americana a cair em território iraniano desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

As buscas concentraram-se numa região montanhosa nas províncias de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do Irão.

Pouco depois do anúncio de Trump, a Guarda Revolucionária do Irão afirmou ter abatido outro avião norte-americano, que estava envolvido nas operações de resgate do piloto.

"Uma aeronave inimiga americana que procurava o piloto de um caça abatido foi destruída por combatentes islâmicos na região sul de Isfahan", avançou a agência de notícias iraniana Tasnim.

Na sexta-feira, o exército iraniano anunciou que tinha abatido um caça norte-americano. Um dos dois pilotos da aeronave foi resgatado com vida pelos EUA logo a seguir ao incidente.

A polícia, num comunicado divulgado pelas forças de segurança iranianas, referiu que o avião foi abatido na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste do país.

Também na sexta-feira, o exército iraniano anunciou ter abatido um segundo avião de combate norte-americano, do tipo A-10, que "caiu nas águas do Golfo", de acordo com o exército iraniano, num comunicado lido na emissora estatal do Irão.

O jornal norte-americano New York Times, citando duas fontes das autoridades norte-americanas, noticiou que o avião se despenhou perto do estreito de Ormuz, tendo o piloto sido resgatado.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com ataques a alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos.

Em março, as forças iranianas anunciaram que tinham atingido e danificado um F-35 norte-americano, mas esta é a primeira vez desde o início do conflito que os órgãos de comunicação social noticiam o abate de um caça.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

EUA e Israel resgatam um dos tripulantes do caça abatido pelo Irão... Fontes norte-americanas e israelitas disseram hoje que um tripulante de um caça norte-americano, que Teerão disse hoje ter abatido, foi resgatado.

© Getty Images   Por  LUSA   03/04/2026 

A informação foi divulgada pela agência de notícias Associated Press (AP), que citou fontes militares que falaram sob anonimato para descrever as operações, ainda em curso. 

O resgate aconteceu enquanto as forças norte-americanas conduziam uma operação de busca e salvamento, de acordo com três pessoas que falaram sob anonimato.

A operação está a ser acompanhada por forças israelitas.

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse, em comunicado, que o Presidente norte-americano, Donald Trump, foi informado do incidente, sem acrescentar pormenores.

Antes, a televisão estatal iraniana avançou que as Forças Armadas do país tinham abatido um caça norte-americano no sul, o que provocou uma operação dos EUA e Israel.

A emissora estatal IRIB mostrou imagens de dois supostos helicópteros dos EUA que estavam à procura dos pilotos do caça abatido, com capacidade para uma tripulação de dois elementos, indicou a agência de notícias EFE.

A agência iraniana Fars noticiou que as forças iranianas iniciaram buscas para localizar a tripulação.

Um comunicado da polícia, divulgado pelas forças de segurança iranianas, registou que o avião foi alvejado enquanto sobrevoava o centro do Irão, tendo sido abatido na província de Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, no sudoeste.

"Se capturarem o ou os pilotos inimigos com vida e os entregarem à polícia ou às Forças Armadas, receberão uma generosa recompensa", disse a polícia, na mensagem lida na transmissão da televisão estatal.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliou com ataques a alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas de países vizinhos.

Em março, as forças iranianas anunciaram que tinham atingido e danificado um F-35 norte-americano, mas esta é a primeira vez desde o início do conflito que os órgãos de comunicação social noticiaram o abate de um caça.


A televisão estatal iraniana disse hoje que as Forças Armadas do país abateram um caça norte-americano F-15E no sul do país e que decorre uma operação para resgatar a tripulação.

terça-feira, 24 de março de 2026

Irão disparou nas últimas horas uma salva de mísseis contra Israel... O Irão disparou nas últimas horas uma salva de mísseis contra Israel, indicaram os exércitos de ambos os países, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter aludido a conversações sobre o fim do conflito com um responsável iraniano, que Teerão negou.

Por  LUSA 

As Forças de Defesa de Israel indicaram que uma salva de mísseis iranianos foi disparada esta noite contra o norte de Israel e que estavam a trabalhar para "intercetar a ameaça". 

O serviço de emergência médica Magen David Adom informou que ainda não tinha recebido relatos de vítimas, mas que tinha enviado equipas de resgate para uma área onde tinha sido reportado um impacto. 

O exército permitiu que os residentes abandonassem os abrigos aproximadamente 20 minutos após o anúncio dos ataques. 

Em Teerão, a Guarda Revolucionária do Irão anunciou, através da agência de notícias oficial Tasnim, a 78ª vaga de bombardeamentos do Irão contra alvos em Israel e na região desde o início do conflito, a 28 de fevereiro. 

A Guarda Revolucionária identificou como alvos Eilat, o norte de Telavive e Dimona, cidade que alberga uma instalação nuclear e que já foi alvo de ataques anteriores. 

O comunicado refere que foram utilizados mísseis Qadr com múltiplas ogivas e "drones destrutivos". 

Entretanto, o grupo xiita libanês Hezbollah, aliado do Irão, reivindicou ter atacado um veículo militar Hummer israelita em Mays al-Jabal, no sul do Líbano, além de concentrações de soldados do exército israelita com projéteis de artilharia e rockets nas localidades fronteiriças de Marun al-Ras, Bayad Balida e Taybe. 

Israel voltou hoje a bombardear alegadas infraestruturas do grupo xiita Hezbollah, aliado do Irão, em Beirute, indicou o exército, após o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter declarado que os ataques no vizinho Líbano vão continuar. 

Os militares israelitas tinham emitido avisos de evacuação para os subúrbios sul da capital libanesa, um bastião do Hezbollah. 

O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, negou hoje "qualquer negociação" com os Estados Unidos, bem como a existência das conversações mencionadas pelo chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, com um dirigente iraniano não identificado. 

"Não houve qualquer negociação com os Estados Unidos. Estão a ser utilizadas informações falsas para manipular os mercados financeiros e petrolíferos e para sair do atoleiro em que os Estados Unidos e Israel se encontram", declarou Ghalibaf numa mensagem publicada no X. 

Praticamente ao mesmo tempo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano reconheceu ter recebido "mensagens", através de "países amigos", em que é solicitada a realização de conversações formuladas pelos Estados Unidos, mas insistiu que nenhuma negociação tinha sido iniciada desde o início da guerra. 

"Nos últimos dias, recebemos, por intermédio de alguns países amigos, mensagens transmitindo um pedido norte-americano de negociações com o objetivo de pôr fim à guerra", declarou o porta-voz do ministério, Esmaïl Baghaï, citado pela agência de notícias oficial Irna. 

Baghai, segundo a Irna, também "negou qualquer negociação ou discussão com os Estados Unidos nos últimos 24 dias desta guerra imposta».  

Antes, numa mensagem publicada em maiúsculas na rede social Truth Social, Trump disse que os Estados Unidos e o Irão tiveram "conversas muito boas e produtivas", que podem levar a "uma resolução completa e total" da guerra, adiantando que as negociações vão continuar "ao longo da semana".  

O Presidente norte-americano adiantou ainda que haverá mais telefonemas hoje e admitiu a possibilidade de um encontro presencial entre representantes dos dois países para "muito em breve". 

Depois da nova indicação de Teerão a negar quaisquer negociações, Trump voltou a garantir que as conversações com o Irão estão em curso e decorrem com um "político iraniano respeitado", cuja identidade não revelou. 

Segundo Trump, representantes dos Estados Unidos estão em conversações - "que podem mesmo acabar com a guerra" - com um político iraniano que não é o atual líder supremo, Mojtaba Khamenei, filho do anterior 'ayatollah' Ali Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva israelo-norte-americana, iniciada em 28 de fevereiro.

O gabinete de Benjamin Netanyahu divulgou hoje uma declaração na qual deu conta de um telefonema com o Presidente norte-americano, que disse acreditar num acordo com o Irão como via para alcançar os "objetivos de guerra" dos dois países na ofensiva conjunta lançada em 28 de fevereiro contra a República Islâmica. 

No entanto, Netanyahu advertiu que Israel vai defender os seus "interesses vitais em qualquer circunstância" e continuará a bombardear o Irão e o seu aliado libanês. 


Leia Também: Israel retoma ataques contra alvos do Hezbollah em Beirute

Israel voltou hoje a bombardear alegadas infraestruturas do grupo xiita Hezbollah, aliado do Irão, em Beirute, indicou o exército, após o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ter declarado que os ataques no vizinho Líbano vão continuar.


domingo, 22 de março de 2026

Atacados quartéis, fábricas de armas e redes de água e energia iranianas... Quartéis, instalações de fabrico de armas e a rede de águas e energia do Irão foram hoje atacadas pelas forças israelitas, de acordo com comunicados das autoridades israelitas e iranianas citados pelas agências Efe e AFP.

© Kaveh Kazemi/Getty Images      Por LUSA  22/03/2026 

Segundo um comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI) citado pela agência Efe, o exército israelita "continua a intensificar o seu impacto operacional nos sistemas e capacidades militares do regime". 

Entre as instalações atacadas encontra-se uma base militar iraniana utilizada para treino de soldados, uma instalação de produção e armazenamento de armas do Ministério da Defesa iraniano e pelo menos um quartel-general do Ministério da Inteligência e Segurança.

Já as autoridades iranianas reconheceram hoje que as infraestruturas de água e energia do país sofreram danos significativos após ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel, segundo o ministro da Energia.

"A infraestrutura vital de água e eletricidade do país sofreu graves danos em resultado de ataques terroristas e cibernéticos levados a cabo pelos Estados Unidos e pelo regime sionista", disse Abbas Aliabadi, citado pela agência de notícias ISNA e pela AFP.

De acordo com o responsável do Crescente Vermelho iraniano, Pirhossein Kolivand, o número total de locais civis danificados --- incluindo edifícios residenciais e comerciais, escolas, centros médicos e veículos --- atingiu os 81.365, um número baseado nas "últimas avaliações no local".

Em Teerão, os jornalistas da AFP reportaram danos em vários edifícios residenciais e outras infraestruturas civis, mas não foi possível aceder aos locais afetados fora da capital nem verificar de forma independente o número de vítimas.

Hoje, a agência de notícias ISNA também noticiou que ataques aéreos danificaram um hospital em Ahvaz, no sul do país, e outros meios de comunicação mostraram imagens de equipas de resgate em edifícios em Tabriz (norte).

Também hoje o Irão lançou pelo menos sete ondas de ataques com mísseis que afetaram sobretudo a área metropolitana de Telavive, em Israel, levando à queda de fragmentos e munições de fragmentação caíram em estradas, num edifício residencial e num carro, confirmou o exército israelita à agência Efe.

A guerra no Médio Oriente teve início após ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.


Leia Também: Irão ameaça fechar totalmente Ormuz se centrais elétricas forem atacadas

O Irão ameaçou hoje fechar completamente o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o abastecimento global de petróleo, caso os Estados Unidos ataquem as suas centrais elétricas.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Dez mortos e 59 feridos em incêndio em fábrica automóvel da Coreia do Sul... Dez pessoas morreram e 59 ficaram feridas num incêndio numa fábrica de peças para a indústria automóvel na Coreia do Sul, informou hoje a agência de notícias sul-coreana Yonhap, citada pela AFP.

© Reuters    Por  LUSA  20/03/2026 

O incêndio deflagrou por volta das 13h00 locais (04h00 de Lisboa), quando cerca de 170 trabalhadores se encontravam na fábrica localizada em Daejeon, cidade localizada no centro do país, na cidade de Daejeon, no centro da Coreia do Sul, cerca de 160 quilómetros a sul da capital, Seul. 

A causa do incêndio ainda é desconhecida, acrescentou a Yonhap, citando autoridades locais.

Os bombeiros não conseguiram entrar imediatamente no prédio devido ao risco de desabamento, detalhou a agência noticiosa.

A fábrica continha 200 quilos de sódio, substância que pode ser explosiva no caso de manuseamento incorreto.

O presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, ordenou a mobilização de todos os recursos humanos e materiais disponíveis para as operações de resgate, de acordo com o gabinete do chefe de Estado.


Leia Também:  Seul diz ser "prioridade" dos EAU, que vão fornecer 24 milhões de barris

 A Coreia do Sul afirmou hoje que os Emirados Árabes Unidos (EAU) darão prioridade a Seul no fornecimento petrolífero, após Abu Dhabi garantir fornecer 24 milhões de barris de crude, no contexto do bloqueio do Estreito de Ormuz.