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sábado, 22 de agosto de 2026

Ataque russo a shopping causou 16 mortos, Kiev responde e atinge refinaria... O ataque russo a um centro comercial em Kivi Rih causou um total de 16 mortos, anunciou hoje o Presidente ucraniano, no dia em que a Ucrânia fez um novo ataque a uma refinaria no sul da Rússia.

Stringer - Reuters   Por  rtp.pt   22 Agosto 2026

"Em Kivi Rih, prosseguem as operações de resgate após o ataque russo a um centro comercial. O incêndio, que se alastrou por uma área de 9.000 metros quadrados, foi extinto", afirmou Zelenski na sua conta do X, acrescentando que continuam as buscas por pessoas presas entre os escombros na sua cidade natal.

Na sua mensagem, Zelenski pediu mais apoios para repelir os bombardeamentos, dando o exemplo de outros ataques esta madrugada, um em Kiev (uma infraestrutura ferroviária foi afetada e uma pessoa morreu) e outro contra um miniautocarro em Zaporijya, causando três feridos.

"Cada dia que passa sem que a Ucrânia disponha de defesas antiaéreas suficientes implica mortes que poderiam ter sido evitadas", acrescentou.

"A proteção de vidas humanas exige a tomada de decisões diárias e o apoio efetivo de todo o mundo e, neste preciso momento, o envio de intercetores de mísseis e de mísseis poderia ajudar", afirmou ainda Zelenski.

Também esta madrugada drones ucranianos atacaram uma refinaria na região russa de Samara, 855 quilómetros a sudeste de Moscovo, segundo notícias divulgadas por canais do Telegram, citando testemunhas oculares.

Essas instalações já tinham sido alvejadas em abril passado, o que, segundo os meios de comunicação, a obrigou a suspender totalmente as suas operações.

A refinaria pertence à maior petrolífera do país, a Rosneft, que está a ter dificuldades em fornecer combustível aos condutores nas estações de serviço.

A empresa Ozon, outro gigante do comércio eletrónico tal como a Wildberries, também confirmou hoje o primeiro ataque ucraniano às suas instalações em Samara.

As autoridades russas reconheceram que o país está a atravessar a "segunda fase" da crise de combustível devido à intensificação dos ataques ucranianos à infraestrutura petrolífera.

Na quarta-feira, soube-se que pelo menos duas redes de postos de abastecimento voltaram a restringir as vendas de combustível em Moscovo.

Para além de limitar a venda de combustível, o Governo russo autorizou a venda de gasolina abaixo dos padrões de qualidade habituais, numa tentativa de conter a crise no mercado.

O Presidente russo, Vladimir Putin, tentou minimizar a importância dos bombardeamentos ucranianos: "estes ataques não têm consequências graves, nunca tiveram nem terão".

Mas depois admitiu que "prejudicam" a economia nacional.


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O presidente francês manifestou hoje o seu "horror" e a sua "emoção", após os últimos ataques russos que atingiram um centro comercial na Ucrânia, anunciando o envio de novos mísseis "intercetores" para defesa daquele país.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Coordenador humanitário da ONU condena ataque russo a centro comercial... O coordenador humanitário da ONU para a Ucrânia, Matthias Schmale, condenou hoje o "ataque descarado" da Rússia a um centro comercial na cidade ucraniana de Kryvyi Rig, que fez dezenas de mortos e feridos, incluindo crianças.

© Lusa      21/08/2026 

"As imagens de moradores mortos e feridos num movimentado centro comercial na tarde de sexta-feira são absolutamente estarrecedoras", lamentou Schmale em comunicado.

Segundo o mais recente balanço, pelo menos 19 pessoas morreram e mais de 130 ficaram feridas, incluindo 23 crianças, num ataque de um drone russo num centro comercial em Kryvyi Rig, na região ucraniana de Dnipropetrovsk.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou o ataque como um "golpe absolutamente cínico e covarde".

Um segundo ataque foi lançado meia hora depois dos primeiros ataques, enquanto as equipas de resgate operavam, segundo a ONU.

Em comunicado, o coordenador humanitário da ONU para a Ucrânia frisou que o direito internacional humanitário proíbe ataques indiscriminados contra civis e bens civis.

"Os civis devem ser protegidos em todos os momentos», insistiu, lembrando que, nas últimas semanas, ataques em diversas cidades densamente povoadas da Ucrânia destruíram ou danificaram casas, um hospital, uma escola, mercados, autocarros públicos e, hoje, um centro comercial, afetando drasticamente a vida dos moradores locais.

Kryvyi Rig, terra natal de Zelensky, tem sido alvo frequente de ataques aéreos russos desde o início da invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O ataque de hoje ocorre apenas 24 horas depois de a Rússia ter bombardeado a capital ucraniana, Kyiv, com dezenas de mísseis e drones durante a noite, matando pelo menos 16 pessoas, a poucos dias da celebração do 35.º aniversário da independência da Ucrânia, que se assinala na segunda-feira.

"Esse tipo de ataque é, simplesmente, um ato de terrorismo. E a comunidade internacional deve reagir de acordo: com pressão real sobre o agressor. Para que haja paz, a Rússia precisa de assumir uma responsabilidade real", afirmou hoje Zelensky.

Zelensky afirmou ter discutido "os ataques russos em curso e as numerosas vítimas civis" numa chamada telefónica com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

As forças de Moscovo intensificaram nos últimos meses os seus ataques com mísseis balísticos contra Kyiv, explorando a escassez crónica de intercetores de defesa aérea norte-americanos Patriot.

As Nações Unidas alertaram na semana passada que Kyiv foi uma das cidades mais atingidas em julho, com pelo menos 54 civis mortos e 202 feridos.

Ao longo dos últimos meses, os bombardeamentos em grande escala tornaram-se numa ocorrência frequente na Ucrânia, enquanto as forças de Kyiv realizam ataques em profundidade contra infraestruturas em território russo, sobretudo energéticas, provocando graves danos à economia do país.


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As forças de segurança da Nigéria resgataram 88 pessoas que tinham sido sequestradas por homens armados em duas operações distintas realizadas nos estados de Kaduna e Benue, no norte e centro do país, anunciaram hoje as autoridades.

domingo, 16 de agosto de 2026

Irão dá recompensa de 30 mil a quem matar ou capturar soldados dos EUA... O exército iraniano anunciou hoje uma recompensa de 30 mil dólares (cerca de 26 mil euros) para quem matar ou capturar um soldado norte-americano, sendo o montante duplicado se a ação for levada a cabo por mulheres.

© Iran International    Por  LUSA  16/08/2026 

"Quem matar ou capturar e entregar ao Exército da República Islâmica do Irão um soldado norte-americano invasor receberá uma recompensa equivalente a 30 mil dólares, ou cinco mil milhões de tomans" (moeda informal equivalente a 10 mil riais iranianos), anunciou o chefe do Estado-Maior do Exército, Amir Hatami, citado pela agência noticiosa oficial iraniana, IRNA, afirmou que o programa foi implementado após "numerosos pedidos" de pessoas dispostas a contribuir financeiramente.

O chefe do Estado-Maior do Exército afirmou que o programa foi implementado após "numerosos pedidos" de pessoas dispostas a contribuir financeiramente, avançou a IRNA.

Ao utilizar o termo "invasor", Amir Hatami sugere que se refere a uma situação em que o território iraniano seja violado.

Não há registos de qualquer destacamento de tropas terrestres norte-americanas no Irão durante a guerra no Médio Oriente, com exceção de uma missão de resgate, em abril, para salvar um piloto norte-americano cujo avião se tinha despenhado.

"As corajosas mulheres iranianas que realizarem tal ação receberão o dobro da recompensa", acrescentou Amir Hatami.

A guerra entre Teerão e Washington começou em 28 de fevereiro com ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra a República Islâmica, que retaliou lançando ataques contra os Estados do Golfo aliados a Washington.

Foi alcançado um cessar-fogo em abril, seguido de um acordo preliminar em junho para conversações de paz, que posteriormente falhou.

Desde então, o Irão e os EUA têm trocado ataques esporádicos, concentrados sobretudo em torno do estratégico Estreito de Ormuz.

ZIMBABUÉ: Número de mortos no naufrágio no Zimbabué subiu para 80... O número de mortos no naufrágio de um barco no Lago Kariba, no Zimbabué, esta semana, subiu para 80 após a recuperação, hoje, de mais corpos, anunciou a polícia zimbabueana.

© Jekesai NJIKIZANA / AFP via Getty Images    Por LUSA  16/08/2026 

Num comunicado na rede social X da Polícia da República do Zimbabué (ZRP), refere-se que "o número de mortos no acidente com o barco da RIDA (Agência de Desenvolvimento de Infraestruturas Rurais) em Kariba atingiu os 80, após a recuperação de mais oito corpos em 16 de agosto".

Na passada sexta-feira, a polícia divulgou a identidade das 44 vítimas identificadas até ao momento, incluindo 18 crianças, com idades entre 1 e 5 anos, além de crianças mais velhas.

O naufrágio ocorreu na tarde de terça-feira e envolveu um barco da RIDA que fazia a travessia entre as cidades de Chalala e Kariba.

Embora os relatos iniciais indicassem que a embarcação transportava 120 pessoas, as investigações policiais sugerem que o número pode ser superior, apesar da capacidade máxima autorizada do barco ser de 90 pessoas, segundo disse fonte do Centro de Coordenação de Resgate Marítimo do Zimbabué (ZRP), na quarta-feira passada.

Na altura, a Polícia afirmou que 67 pessoas tinham sido resgatadas, embora a Unidade de Proteção Civil (CPU), a agência de gestão de catástrofes do Zimbabué, tenha divulgado o número de sobreviventes em 77, que nadaram até à costa ou foram arrastados para um ilhéu próximo, de onde foram retirados por barcos de resgate.

Dada a magnitude da tragédia, o Presidente do Zimbabué, Emmerson Mnangagwa, declarou o estado de calamidade pública para mobilizar recursos militares, mergulhadores de resgate e aeronaves.

O Presidente reconheceu publicamente que o incidente expôs graves deficiências nos sistemas de inspeção e segurança marítima do país.

O Lago Kariba, o maior reservatório artificial do mundo em volume, com uma capacidade de aproximadamente 180 quilómetros cúbicos, foi criado pela construção da Barragem de Kariba, erguida entre 1956 e 1959 por engenheiros italianos no Rio Zambeze, na fronteira entre o Zimbabué e a Zâmbia.

Além de abastecer a Central Hidroelétrica de Kariba, este corpo de água é uma importante rota de transporte na região.

A mais recente reabilitação desta central elétrica foi financiada pela União Europeia (UE), que contribuiu com 113 milhões de euros para um projeto lançado há mais de dez anos com outros parceiros, como o Banco Mundial e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), tendo as obras arrancado em 2017.

terça-feira, 11 de agosto de 2026

COLÔMBIA: Sismo na Colômbia deixa hospitais sobrecarregados e leva a recolher obrigatório... Os hospitais estão sobrecarregados na Colômbia, onde duas cidades impuseram o recolher obrigatório para evitar pilhagens após o sismo de segunda-feira, que deixou pelo menos 132 mortos e mais de 570 feridos.

© Raul ARBOLEDA / AFP      Por  LUSA  11/08/2026 

Em Cali, capital do Valle del Cauca, a câmara decretou o recolher obrigatório entre as 20h00 de segunda-feira e as 06h00 de hoje (entre as 02h00 e as 12h00 de hoje em Lisboa), além da militarização da cidade, devido a ameaças de pilhagens e para facilitar o trabalho das equipas de emergência.

"Temos ameaças de pilhagens, por isso ordenei o recolher obrigatório e a militarização de Cali", afirmou o autarca Alejandro Eder, que explicou que a presença da polícia e do exército será reforçada, sobretudo nas zonas mais afetadas.

Eder indicou que as primeiras 48 horas são críticas para o resgate de pessoas com vida que ainda possam estar presas em edifícios que ruíram.

No âmbito do reforço das operações de emergência, a cidade vai receber 60 socorristas de Bogotá e outros 32 membros das Forças Armadas.

Os hospitais de Cali também declararam alerta vermelho, atingindo 100% da sua capacidade após o sismo que fez pelo menos 26 mortos e 456 feridos na cidade, segundo o secretário de Saúde local, Germán Escobar.

Quatro grandes centros médicos tiveram de ser completamente evacuados, incluindo o Hospital Universitário Evaristo García do Valle, que sofreu o colapso parcial de uma das suas alas.

Pelo menos 132 pessoas morreram e mais de 570 ficaram feridas após o sismo de magnitude 7,4 que atingiu a Colômbia na segunda-feira, segundo um balanço parcial da Associação Colombiana de Capitais (Asocapitales).

De acordo com o balanço, o maior número de vítimas mortais, 60, foi registado em Pereira, capital do departamento de Risaralda, que faz fronteira com San José del Palmar (Chocó), epicentro do sismo, ocorrido às 07h34 (13h34 em Lisboa).

O presidente da Câmara de Pereira, Mauricio Salazar, decretou na segunda-feira o recolher obrigatório para evitar pilhagens após o sismo.

"A partir das 18h00 de hoje [segunda-feira; 00h00 de hoje em Lisboa], decretamos recolher obrigatório até às 05h00 da manhã para proteger o comércio da cidade. O recolher obrigatório estará em vigor no centro de Pereira, no bairro universitário e no subdistrito de Cuba", disse Salazar.

"Alguns hospitais ruíram devido à procura, temos 18 edifícios que foram reportados como completamente destruídos e 60 edifícios que foram parcialmente afetados", acrescentou o autarca de Pereira, cidade com cerca de 490 mil habitantes.

O transporte aéreo sofreu interrupções significativas e vários aeroportos nas regiões centro e oeste da Colômbia suspenderam as operações enquanto são realizadas avaliações estruturais dos terminais.

A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), por sua vez, suspendeu dois jogos das competições continentais previstos para esta semana na Colômbia.

O Deportes Tolima iria receber em Ibagué os equatorianos do Independiente del Valle, em partida dos oitavos de final da Taça dos Libertadores, enquanto para Bogotá estava marcado o jogo entre o Santa Fe e os argentinos do River Plate.

A comunidade internacional começou a mobilizar recursos e equipamentos para auxiliar a Colômbia.

O Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciaram donativos que totalizam 700 mil dólares (606 mil euros), informou o vice-presidente colombiano, José Manuel Restrepo.

O Banco Mundial contribuirá com 200 mil dólares (173 milhões de euros) de ajuda não reembolsável para a avaliação de danos, enquanto o BID atribuirá 500 mil dólares (433 mil euros), dos quais 350 mil dólares (303 mil euros) estarão imediatamente disponíveis para a Cruz Vermelha e outros 150 mil dólares (130 mil euros) serão alocados ao apoio técnico.


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quarta-feira, 29 de julho de 2026

Sobe para 41 número de mortos em deslizamento de terras no município chinês de Chongqing... As autoridades chinesas anunciaram hoje mais 30 vítimas mortais do deslizamento de terras que, em 17 de julho, soterrou mais de dez edifícios no município de Chongqing (centro), elevando para pelo menos 41 o número de mortos.

Foto: Rede Social X @iChongqing_CIMC   Por  rtp.pt    29/07/2026

O acidente ocorreu às 09:08 locais (01:08 em Lisboa), quando uma grande quantidade de rochas e terra se desprendeu de uma encosta, provocando o colapso de vários edifícios residenciais situados no sopé da montanha, deixando pessoas soterradas e obrigando à retirada de cerca de 1.100 residentes.

Na quinta-feira passada, as autoridades locais indicaram que o número de mortos subiu para 11, com 50 pessoas dadas como desaparecidas.

Hoje, a agência oficial chinesa Xinhua informou que foram identificadas mais 30 vítimas mortais, após testes de ADN e exames aos restos mortais recuperados nos últimos dias.

As autoridades acrescentaram que prossegue a identificação de outros restos mortais, entretanto, encontrados, enquanto continuam as operações de busca.

Segundo estimativas preliminares, o deslizamento tinha cerca de 60 metros de comprimento, 30 metros de altura e 10 metros de espessura, com um volume aproximado de 18.000 metros cúbicos.

A maior rocha deslocada tinha um volume estimado em cerca de 3.000 metros cúbicos, equivalente a pouco mais do que o volume de uma piscina olímpica.

Elementos das equipas de socorro explicaram aos órgãos de comunicação locais que as operações de resgate foram dificultadas pelo terreno montanhoso, pelas encostas e pelas linhas de água existentes na zona, que limitaram o acesso de maquinaria pesada, situação agravada pelas chuvas registadas no fim de semana seguinte ao acidente.

Após a tragédia, o Presidente chinês, Xi Jinping, apelou à realização de operações de busca e salvamento "científicas", defendendo também a prevenção de desastres secundários, o tratamento adequado dos feridos e uma gestão eficaz das consequências do acidente.

O deslizamento de Chongqing ocorreu poucas semanas após outro acidente semelhante na província de Gansu, no noroeste da China, que soterrou inicialmente 33 pessoas, provocando 21 mortos e sete feridos ligeiros.


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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Ucrânia: Pelo menos 13 mortos em ataques aéreos russos... Os ataques aéreos russos na Ucrânia provocaram ao longo do dia a morte a pelo menos 13 pessoas e feriram cerca de 50 em várias regiões, divulgaram hoje autoridades locais.

© Karina Galunova/Suspilne Ukraine/JSC "UA:PBC"/Global Images Ukraine via Getty Images   Por LUSA   15/07/2026 

A Ucrânia enfrentou um total de 122 drones de ataque, dos quais 101 foram abatidos, e dois mísseis disparados pela Rússia durante a noite, informou a Força Aérea Ucraniana no seu relatório diário.

Em Sumi, três pessoas foram mortas e 17 ficaram feridas, incluindo um rapaz de 16 anos, por bombas planadoras russas, informou Oleg Grygorov, governador desta região fronteiriça com a Rússia, através da rede social Telegram.

A região de Odessa foi alvo de mísseis e drones russos pelo quinto dia consecutivo, resultando em três mortos e oito feridos, anunciou o governador regional, Oleg Kiper, no Telegram.

Segundo o responsável, um armazém, um gasoduto e outro edifício foram danificados.

Durante o dia, as autoridades ucranianas e os serviços de resgate reportaram mais uma morte na região de Mykolaiv (sul), uma morte em Kryvyi Rig, no leste do país, e duas mortes na região de Donetsk (leste), que está quase totalmente ocupada pelas forças russas.

Na região de Zaporijia (sul), ataques aéreos russos mataram três pessoas e feriram 15, informaram os serviços de resgate no Telegram, publicando imagens que mostram bombeiros a retirar corpos e feridos, bem como edifícios com fachadas destruídas.

Mais de quatro anos após o início da invasão russa, os ataques aéreos em ambos os lados da fronteira são diários e têm vindo a intensificar-se há vários meses, resultando num número crescente de vítimas civis.

Segundo a ONU, junho de 2026 foi o mês mais letal para os civis na Ucrânia desde abril de 2022.

O Ministério da Defesa russo, por sua vez, informou ter realizado ataques aos portos de Odessa, Chornomorsk e Dnipro-Bug, "utilizados para abastecer as forças armadas ucranianas".

O texto menciona ainda ataques a depósitos de combustível, fábricas de drones e navios de abastecimento militar.

As forças ucranianas também intensificaram os seus ataques a navios de carga no mar de Azov nos últimos dias.

Esta zona marítima é uma rota crucial para o transporte de produtos agrícolas russos vendidos no estrangeiro, bem como para o abastecimento da Crimeia anexada.

Estes ataques levaram a Rússia a examinar "rotas de transporte alternativas", anunciou o Ministério da Agricultura na terça-feira.


segunda-feira, 6 de julho de 2026

Bombardeio contra Kiev mata 14 pessoas antes da reunião de cúpula da Otan

Por   swissinfo.ch  06 julho 2026 
A Rússia lançou mísseis e drones nesta segunda-feira (6) contra prédios residenciais em Kiev pela segunda vez em uma semana, uma ofensiva que deixou pelo menos 14 mortos um dia antes do início de uma reunião de cúpula crucial da Otan.

O presidente ucraniano Volodimir Zelensky fez um apelo aos países aliados a adotarem “decisões firmes” para aumentar o fornecimento de sistemas de defesa aérea à Ucrânia após o ataque, que aconteceu poucos dias após outro bombardeio russo matar mais de 30 pessoas em Kiev.

O ataque desta segunda-feira abriu uma cratera em um bloco de apartamentos de vários andares na capital ucraniana, destruindo os andares superiores. Durante a noite, jornalistas da AFP em Kiev ouviram mais de 10 explosões durante um alerta de mísseis balísticos.

Este foi o segundo ataque em que a Rússia utilizou mísseis balísticos difíceis de interceptar, o que provocou um novo e desesperado apelo de Zelensky para que os aliados enviem mísseis avançados para os sistemas de defesa aérea Patriot, de fabricação americana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Zelensky devem conversar sobre a guerra iniciada em 2022, à margem da cúpula da Otan que começa na terça-feira em Ancara (Turquia).

“É de importância crucial que o mundo — e, sobretudo, os Estados Unidos e nossos parceiros europeus — saia da cúpula da Otan em Ancara com decisões firmes em apoio à nossa defesa aérea e, portanto, à proteção da vida”, declarou Zelensky nas redes sociais.

Pelo menos 14 pessoas morreram em Kiev e sua região após o lançamento de 68 mísseis e 351 drones, acrescentou o presidente. Os ataques também deixaram mais de 60 feridos.

As autoridades de Vyshneve, um subúrbio de Kiev, ordenaram a saída dos moradores devido à possível presença de munições não detonadas entre os escombros.

– Um ataque contundente –

Os habitantes do distrito de Podilski, zona norte da capital, viveram momentos de angústia.

“Às 1h30, aconteceu um impacto muito forte. Uma onda expansiva, todas as janelas voaram. E depois atacaram mais três vezes”, contou à AFP Oleksandr Bakhlukov, que mora em um prédio próximo. “Pedaços de vidro caíram por todos os lados. Não sobrou uma janela de vidro no apartamento”, acrescentou o homem de 68 anos.

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou um “ataque em larga escala” com mísseis e drones contra o que descreveu como “empresas do complexo militar-industrial” e contra instalações de energia em várias regiões ucranianas.

Quase 30 edifícios residenciais em Kiev foram atingidos e as equipes de resgate continuavam removendo os escombros várias horas depois do ataque, informaram as autoridades.

Zelensky disse que o Exército ucraniano derrubou os drones e mísseis de cruzeiro russos, mas que dispõe de “um fornecimento insuficiente de mísseis interceptadores” para deter os mísseis balísticos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o ataque demonstra que a Ucrânia precisa “com urgência” de mais defesa aérea e que a questão será abordada na reunião da Otan.

O Exército russo afirmou que suas forças também derrubaram mais de 500 drones ucranianos durante a noite.

– Apagão na Crimeia –

Na Crimeia, o governador da península designado por Moscou, Mikhail Razvozhayev, anunciou no Telegram que, “após um ataque inimigo contra a infraestrutura de energia perto de Sebastopol”, a cidade ficou sem eletricidade.

O presidente Trump deve se encontrar com Zelensky na terça-feira em Ancara. “Obviamente vai se reunir com ele para conversar sobre como acabar com a guerra”, declarou um funcionário de alto escalão do governo americano que pediu anonimato.

Trump também tem em sua agenda uma conversa com o presidente russo, Vladimir Putin, para tentar reativar os esforços de paz na Ucrânia.

A Rússia lança com frequência ondas de mísseis e drones contra as cidades ucranianas desde o início da invasão do país vizinho, em fevereiro de 2022.

O conflito entre Ucrânia e Rússia é o mais letal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Ataques e xenofobia na África do Sul: Fuga da África do Sul expõe transportadores moçambicanos a medo... Por entre o fluxo constante de moçambicanos que escapam a ataques xenófobos na África do Sul, transportadores relatam, em Maputo, fugas marcadas pelo medo e a urgência de resgatar compatriotas, enfrentando a incerteza de perder o sustento.

© Lusa    06/07/2026 

João Zandamela, transportador moçambicano com mais de 20 anos de experiência nas rotas entre Maputo, Joanesburgo e Durban, descreve à Lusa um cenário que se alterou rapidamente nos últimos dias, com o fluxo de passageiros a inverter-se quase por completo, apenas de regresso a Moçambique, entre tensões e incertezas em cada viagem desde o país vizinho.

"Fui ontem a tarde [à África do Sul], cheguei ontem à noite. Carreguei e saí lá para as 22:00, agora estou a chegar, mas na nossa ida para Durban as coisas não estavam bem", explica, no meio do movimento intenso na terminal rodoviário da Junta, arredores de Maputo, onde se acumulam passageiros, moçambicanos e malauianos.

Todos estão em fuga dos ataques e xenofobia na África do Sul, carregados de bagagens e incerteza, enquanto aguardam por um transporte que os leve para casa.

O transportador relata que, durante a última viagem, foram alvo de ameaças de grupos xenófobos, mas a urgência de retirar o maior número possível de moçambicanos e malauianos falou mais alto, levando-os a prosseguir. Descreve que terá sido a sua última viagem de resgate, concluída antes de 30 de junho, data limite imposta por estes grupos anti-imigração sul-africanos para a saída dos estrangeiros, africanos, do país.

"Tínhamos de ir até lá porque os nossos compatriotas são muitos e esses nossos vizinhos malauianos estavam super cheios do outro lado", diz, admitindo que o receio o acompanhava ao longo do percurso, pela possibilidade de ser interpelado por esses grupos violentos, num contexto em que pelo menos nove moçambicanos perderam a vida.

Para João Zandamela, os próximos dias são de incerteza, à medida que a África do Sul - a única rota em que trabalha - se esvazia rapidamente, deixando a certeza da aproximação de uma crise sem precedentes.

"Saímos daqui vazios para Durban, Durban para Maputo, com passageiros. Daqui em diante, há-de haver crise", lamenta, admitindo, ainda assim, que não vai abandonar a rota, enquanto der.

Também Armindo Machavane, que opera desde 2016 na rota entre a província de Gaza, sul de Moçambique, e Pretória, prevê que o negócio se torne cada vez mais difícil nos próximos dias.

"Não tem clientes que vão para a África do Sul agora, só tem aqueles que estão a abandonar", conta, apontando como principal causa o ultimato lançado por manifestantes anti-imigração na África do Sul para a saída de estrangeiros.

Acabado de regressar da África do Sul, e enquanto os passageiros rapidamente tentam descer da viatura, o transportador relata que, apesar do atual pico de saídas "muito bom", a rota deverá enfrentar uma quebra na procura nos próximos dias.

"Daqui a nada não teremos trabalho, porque já não tem ninguém lá na África do Sul", lamenta Machavane.

Na terminal da Junta, passageiros e bagagens amontoam-se, disputando espaço com o movimento constante de viaturas, entre as quais algumas, as últimas, vindas da África do Sul, incluindo carros particulares mobilizados para trazer compatriotas, aumentando a pressão sobre quem procura lugar nas viagens seguintes rumo às províncias, mais a norte de Maputo.

Entre essas viaturas particulares está a de Pedro Massango, que desde 2008 assegura o transporte de passageiros entre Maputo e a cidade de Stanger, na África do Sul, num trajeto regular de ida e volta.

"Em Stanger não tem grande problema, o grande problema está na cidade de Durban", relata Massango, já de saída do terminal rodoviário para mais uma viagem, acrescentando que, apesar da insegurança, terá de voltar porque "as pessoas estão mal lá".

Segundo o transportador, algumas pessoas vivem agora escondidas no mato, em condições precárias, tentando escapar à violência e à insegurança: "Mesmo agora, estou a receber muitas chamadas de pessoas que estão no mato (...), precisam de ajuda".

Se para os transportadores que fazem a rota entre África do Sul e Moçambique o movimento representa uma corrida para retirar compatriotas, para quem assegura o transporte interno o impacto faz-se sentir na redistribuição desse fluxo pelo país.

É o caso de Sérgio Kivi, que opera na rota Maputo-Gaza, e que tem registado um aumento do número de passageiros provenientes da África do Sul, refletindo a chegada de migrantes em regresso do país vizinho.

Ainda assim, o motorista evita encarar o fenómeno como positivo, sublinhando que o aumento resulta de dificuldades enfrentadas pelos passageiros. "Não é para tanto dizer que fico feliz por isso".

Acrescenta que esse aumento do fluxo intensificou-se há pouco mais de uma semana, não escondendo agora a preocupação com a sustentabilidade da atividade daqui para a frente.

Kivi diz que o momento exige cautela, já que o fluxo poderá diminuir rapidamente assim que cessarem os regressos, deixando o setor novamente com pouca procura e sem alternativas claras.

Oficialmente, deixaram a África do Sul, retirados pelas autoridades nas últimas semanas, menos de mil moçambicanos.

Pelo menos 283 moçambicanos foram agredidos, viram as suas casas incendiadas e bens vandalizados na última vaga de ataques xenófobos na vizinha África do Sul, avançou na quarta-feira o Governo de Moçambique, que tenta assegurar assistência e o repatriamento.

O Governo moçambicano admitiu recentemente desafios relativos ao repatriamento e reintegração de cidadãos nacionais vítimas de xenofobia na vizinha África do Sul, quando nove moçambicanos já foram mortos e 738 repatriados devido aos ataques.

As tensões xenófobas são um problema recorrente na África do Sul. Inúmeras comunidades de imigrantes foram repatriadas pelos próprios países, como Moçambique ou a Nigéria, e a África do Sul foi alvo de críticas internacionais por xenofobia.

Moçambique tem cerca de 300.000 cidadãos residentes na África do Sul. A Presidência indicou, em comunicado, que "milhares" já regressaram ao país face à violência.

*** Lina Cebola (texto e fotos), Fernando Cumaio (vídeo), da agência Lusa ***


sexta-feira, 26 de junho de 2026

VENEZUELA: Novo balanço sobe para 235 mortos e 4.300 feridos após sismo na Venezuela... O Governo da Venezuela elevou o número de mortos para 235 e o de feridos para 4.300, após os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país na quarta-feira.

© Lusa    26/06/2026 

O novo balanço foi divulgado na noite de quinta-feira, na emissora estatal Venezolana de Televisión, pelo ministro da Saúde, Carlos Alvarado, que indicou que o "maior número de feridos e mortos está no estado de La Guaira".

O anterior balanço, divulgado durante a tarde, apontava para 188 mortos, 1.500 feridos e 147 desaparecidos, sobretudo em La Guaira, no norte do país.

La Guaira faz fronteira com a região metropolitana de Caracas e alberga o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, o principal aeroporto do país, que foi temporariamente encerrado devido aos danos causados pelos sismos.

O ministro informou ainda que, devido ao grande número de doentes que necessitam de cuidados hospitalares na região costeira, foram instalados hospitais de campanha.

Horas antes, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, visitou La Guaira acompanhada pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, e pelo presidente do parlamento, Jorge Rodríguez.

Delcy Rodríguez, que declarou o estado de calamidade pública em todo o país, afirmou que esperam "resgatar o maior número possível de pessoas com vida" dos edifícios que ruíram.

"Solicitamos ajuda internacional; os primeiros socorristas estão prestes a desembarcar da República Dominicana, e mais chegarão de outros países em breve", acrescentou a chefe de Estado.

Portugal e outros sete países da União Europeia vão enviar equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Pelo menos seis portugueses e luso-descendentes morreram nos sismos de quarta-feira na Venezuela, segundo o mais recente balanço divulgado na quinta-feira à noite por fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Dois brasileiros morreram após o duplo sismo na Venezuela, anunciou o Governo brasileiro na quinta-feira, acrescentando que vai enviar ajuda para o país vizinho.

O Presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou que falou ao telefone com Delcy Rodríguez e prometeu enviar um hospital de campanha, bem como 36 bombeiros e vários técnicos especializados em resgate e comunicação.

A ajuda será entregue por dois voos hoje e no sábado, especificou Lula, na rede social X.

Também os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira o envio de forças militares para apoiar as operações de ajuda na Venezuela, a pedido das autoridades venezuelanas.

"As autoridades interinas venezuelanas solicitaram formalmente a assistência dos EUA em resultado dos acontecimentos", referiu o Comando Sul do exército dos EUA, responsável pela América Latina e as Caraíbas.

O líder do comando, General Francis L. Donovan, detalhou que foram mobilizados um navio de transporte anfíbio, um navio de combate, aviões de transporte, bem como plataformas de reconhecimento e helicópteros.

Por outro lado, os Estados Unidos autorizaram na quinta-feira transações com a Venezuela que estavam até então proibidas por sanções, desde que estejam relacionadas com "esforços de ajuda" após os sismos.

A diretiva do Departamento do Tesouro dos EUA clarifica que a autorização não inclui o desbloqueio de ativos sujeitos a sanções.

O Chile, um dos países com maior atividade sísmica do mundo, enviou na quinta-feira o primeiro grupo de socorristas para auxiliar nas buscas de milhares de desaparecidos na Venezuela.

Um total de 37 especialistas com experiência em operações de resgate após sismos no Haiti, Equador e Chile partiram para Caracas num avião da Força Aérea Chilens. Outros 10 juntar-se-ão a eles nos próximos dias.

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Sismos gémeos são fenómeno raro - sim, foi o que aconteceu na Venezuela... O fenómeno raro denominado por sismos gémeos atingiu a Venezuela na quarta-feira, e, apenas com 39 segundos de distância, dois abalos deixaram o caos no país. O Serviço Geológico dos Estados Unidos estima que possa haver entre 10 mil a 100 mil mortos.

© Manaure Quintero / AFP via Getty Images     Por   Notícias ao Minuto   25/06/2026 

Os dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 na escala de Richter que abalaram a Venezuela com 39 segundos de diferença estão a deixar um rasto de destruição em várias zonas do país. Edifícios colapsaram em Caracas, as operações de resgate continuam e há pessoas que, horas após o primeiro abalo, continuam a ser ouvidas debaixo dos escombros. Mas para além de forte, este fenómeno é raro - e tem um nome: sismos gémeos.

O que são os sismos gémeos?

O nome dado ao fenómeno é intuitivo, já que, é assim classificado quando dois sismos poderosos atingem a mesma região com segundos um do outro. A classificação surgiu no site do Serviço Geológico dos Estados Unidos (United States Geological Survey, USGS), aquando se referem ao abalo mais forte. "Este sismo foi o segundo num [sismo] gémeo", lê-se na nota.

Antigamente, os cientistas identificam estes eventos sísmicos próximos (tanto no tempo como no espaço) como eventos separados, mas agora a classificação é usada para quando dois (ou mais) terremotos acontecem nestas condições.

Já este ano, e numa outra situação, o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa escreveu sobre o assunto, dando conta de que é também necessário que os epicentros estejam próximos, mostrando também este fenómeno um "reflexo de uma origem comum e um processo semelhante".

O primeiro abalo desta quarta-feira na Venezuela aconteceu às 18h04 locais de quarta-feira (23h04 de Lisboa). Inicialmente, foi aí registada a magnitude de 7,1 na escala de Richter, tendo este valor sido revisto em alta para 7,2. Após 39 segundos, chegou o 'irmão gémeo': um abalo de 7,5 na mesma escala - e o mais forte sismo registado em mais de um século.

As primeiras imagens do impacto destes terremotos já foram divulgadas, sendo os momentos em que estas foram captadas descritas como "um filme de terror". Há ainda imagens do exato momento em que um dos sismos atinge o Aeroporto Internacional Simón Bolivar, o maior do país, que fica localizado em Maiquetía.


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Vários países e governos autónomos expressaram hoje solidariedade e ofereceram ajuda à Venezuela após os dois sismos que atingiram na quarta-feira o país sul-americano.

Sismos na Venezuela causaram 32 mortos e 700 feridos... A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse que os dois sismos que atingiram a região central do país causaram pelo menos 32 mortos e mais de 700 feridos.

© Lusa    25/06/2026 

"Neste momento, temos relatos de 32 mortes, sem incluir os números que o estado de La Guaira possa fornecer, e mais de 700 feridos que estamos a receber nas urgências dos hospitais públicos e centros de saúde privados", declarou Rodríguez, numa declaração transmitida pela emissora estatal Venezolana de Televisión.

A chefe de Estado disse que La Guaira terá sido a região mais afetada e declarou o estado, situado no norte do país sul-americano, perto da capital, como uma "zona de desastre".

Rodríguez admitiu que são esperadas mais vítimas mortais, à medida que decorrem os esforços de resgate e salvamento, após os sismos de magnitude 7,5 e 7,2 na escala de Richter, na quarta-feira, com apenas 39 segundos de intervalo.

Corrida contra o tempo para salvar pessoas afetadas por duplo sismo na Venezuela

Centenas de funcionários de equipas de salvamento, agentes da polícia e unidades caninas estão a realizar trabalhos de busca e resgate de pessoas afetadas pelos dois sismos que afetaram a Venezuela.

Segundo as autoridades locais os sismos provocaram o colapso total de pelo menos cinco edifícios em Caracas, quatro deles no leste, e outro nas proximidades do centro da capital.

Em Chacao, no leste de Caracas, um município onde reside um importante número de portugueses, o presidente da Câmara Municipal, Gustavo Duque, confirmou aos jornalistas que "quatro edifícios ruíram e outros seis apresentam danos consideráveis nas estruturas" nas urbanizações de Los Palos Grandes, Altamira e Bello Campo. Segundo Duque, "de momento foram resgatadas, com vida, 18 pessoas".

Por outro lado, ruiu o edifício Marován em San Bernardino, no centro de Caracas, localidade onde vários imóveis teriam sofrido danos importantes.

Ainda em Caracas, em Las Delícias, caiu parte da cerâmica das paredes de La Rosita, uma conhecida padaria portuguesa. Mesmo em frente, caíram as paredes de um apartamento, deixando visível o seu interior, num edifício em que uma grande greta levanta questionamentos sobre a segurança dos residentes.

Na quarta-feira, as autoridades venezuelanas registaram dois sismos de magnitude 7,1 e 7,5 graus na escala de Richter, com apenas 39 segundos de intervalo, levando milhares de pessoas para as ruas da cidade de Caracas, a capital do país, onde várias zonas ficaram às escuras, caiu o sinal de Internet, as ligações telefónicas ficaram difíceis, e a operadora de telefonia celular Movistar ficou temporariamente sem serviço.


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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, declarou o estado de emergência, depois de dois sismos de magnitude 7,5 e 7,2 terem atingido a região central do país, causando danos materiais que ainda estão a ser avaliados.


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O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, disse que Washington irá "enviar imediatamente equipas de busca e salvamento, recursos médicos e assistência humanitária para a Venezuela", onde dois sismos já causaram 32 mortos.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

NIGÉRIA: Homens armados matam 17 agricultores no noroeste da Nigéria... Pelo menos 17 pessoas morreram hoje, e outras cinco ficaram feridas, após homens armados terem disparado sobre agricultores no Estado de Zamfara, no noroeste da Nigéria, adiantaram à agência France-Presse (AFP) um responsável local e alguns residentes.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por  LUSA   12/06/2026 

Grupos 'jihadistas' e bandos armados especializados em sequestros para obtenção de resgate aterrorizam as comunidades do norte e do centro da Nigéria, onde realizam ataques mortíferos e impõem taxas aos agricultores que desejam aceder às suas terras.

Os criminosos, que circulavam de moto e se faziam passar por visitantes, abriram fogo contra agricultores que trabalhavam nos seus campos na aldeia isolada de Goron Namaye, no distrito de Maradun, segundo as mesmas fontes.

Além dos 17 mortos, outras cinco ficaram feridas.

"Recebi esta manhã um relatório que indicava 17 mortos na comunidade de Goron Namaye", contou Sanusi Dosara, administrador político do distrito de Maradun.

Já Abubakar Jarra, um líder comunitário da aldeia, confirmou o número de mortos, acrescentando que outras cinco pessoas ficaram feridas, três delas gravemente.

Com o início da estação das chuvas anual, crucial para a Nigéria, os agricultores do norte do país estão a abandonar as suas terras devido aos ataques de grupos armados, ameaçando assim o abastecimento alimentar do país mais populoso de África.

No domingo, 39 idosos de uma aldeia do mesmo distrito de Maradun foram raptados quando se dirigiam ao acampamento de um chefe de gangue para negociar um acordo de paz que permitisse à comunidade cultivar as suas terras.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou na terça-feira que a insegurança generalizada causada pelos grupos armados pode "afetar as receitas fiscais e de exportação e agravar a pobreza e a insegurança alimentar" no país.


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Uma mulher iraniana encontra-se entre cerca de 20 de migrantes deportados pelos Estados Unidos num voo que chegou hoje à República Centro-Africana (RCA), no âmbito de acordos da administração Trump com nações africanas e latino-americanas.

domingo, 7 de junho de 2026

Boko Haram liberta mais de 400 pessoas sequestradas na Nigéria... O grupo Boko Haram libertou mais de 400 pessoas sequestradas no início deste ano numa aldeia do estado de Borno, no nordeste da Nigéria, informaram hoje um senador e um responsável local pela juventude.

© Getty Imagens     Por  LUSA    07/06/2026 

Uma insurreição extremista liderada pelo grupo Boko Haram e, posteriormente, pelo seu rival, o Estado Islâmico na África Ocidental (ISWAP), causou dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados no nordeste do país mais populoso de África, desde 2009.

Os sequestros em massa, com libertações mediante o pagamento de resgate, são prática habitual dos islamistas.

Samaila Kaigama, presidente da Borno South Youth Alliance (BOSYA, organização juvenil), declarou ter conseguido a libertação das 416 mulheres e crianças raptadas em Ngoshe. "Foram libertadas no sábado", precisou.

Mohammed Ali Ndume, senador do estado de Borno, confirmou a libertação à AFP.

A aldeia de Ngoshe fica a menos de 10 quilómetros da fronteira com os Camarões, nas colinas de Gwoza, um bastião do Boko Haram, e tem sido alvo de repetidos ataques por parte de combatentes islamistas.

Não havia informações imediatas sobre as condições da libertação.

Ndume afirmou que não tinha conhecimento das circunstâncias da libertação. A sua organização juvenil, a BOSYA, que tinha estabelecido canais de comunicação entre os sequestradores e as famílias afetadas, não forneceu detalhes.

As autoridades negam pagar resgates, embora os analistas afirmem que se trata de uma prática comum, tanto por parte do Governo como das famílias das vítimas.

Cerca de 1,66 milhões de dólares foram assim pagos em resgates entre julho de 2024 e junho de 2025 a vários grupos armados na Nigéria, incluindo extremistas islâmicos, mas também separatistas, de acordo com um relatório da SBM Intelligence, uma empresa de consultoria sediada em Lagos.

sábado, 23 de maio de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Pelo menos 18 mortos em ataque a escola em território anexado por Moscovo... Pelo menos 18 pessoas morreram e três estavam desaparecidas após um ataque de um drone ucraniano contra um dormitório e uma escola profissional numa região do leste da Ucrânia controlada pela Rússia, segundo um novo balanço das autoridades russas.

© Getty   Por  LUSA   23/05/2026 

"Um total de 60 pessoas foram afetadas, incluindo 18 que morreram no desabamento do dormitório da escola profissional da Universidade Pedagógica de Lugansk", informaram hoje os serviços russos de resgate a propósito do ataque mortal ocorrido na madrugada de quinta para sexta-feira.

Três pessoas estavam ainda presas sob os escombros, mantendo-se as buscas nos destroços de um edifício educativo em Starobilsk, uma cidade de 16 mil habitantes situada na região de Lugansk, no leste da Ucrânia, cuja anexação é reivindicada por Moscovo.

Na sexta-feira, o Presidente russo, Vladimir Putin, classificou o ataque como um "ato terrorista", afirmando que "não foi acidental" e prometendo uma resposta militar.

Kiev negou ter visado alvos civis e alegou ter atingido uma unidade de drones russos estacionada na região, que fica a 65 quilómetros da linha da frente.

Imagens divulgadas pelos serviços russos de resgate mostram os socorristas a remover escombros e a escavar manualmente e com pás os destroços de um edifício de vários andares completamente devastado.

Vídeos publicados na conta de Telegram da universidade mostram estruturas de camas e colchões no meio dos escombros, bem como um segundo edifício vizinho também destruído, cuja fachada ostenta a inscrição "Escola Técnica Profissional de Starobelsk" (o nome da cidade em russo).

De acordo com uma lista publicada hoje pelas autoridades, os mortos e desaparecidos nasceram entre 2003 e 2008 e são, na sua maioria, mulheres jovens. Entre os feridos, os mais jovens nasceram em 2010.

"A região e todo o país partilham o destino destas pessoas e a dor das suas famílias", lia-se na lista.

No dia anterior, as autoridades russas tinham confirmado que 86 jovens, com idades entre os 14 e os 18 anos, estavam num dormitório de vários andares que ruiu após o ataque.

As Nações Unidas condenaram na sexta-feira "qualquer ataque contra civis e infraestruturas civis, onde quer que ocorra", especificando que não conseguiam aceder à área sob controlo de Moscovo para verificar os detalhes.

Os ataques com drones em ambos os lados da fronteira aumentaram significativamente desde o ano passado, com Kiev e Moscovo a lançarem centenas destas aeronaves todas as noites.

O Ministério da Defesa da Rússia informou entretanto ter intercetado 407 drones ucranianos entre sexta-feira e o dia de hoje.

As forças ucranianas, por sua vez, anunciaram a interceção de 102 de 124 drones lançados durante a noite por Moscovo contra o seu território.

Os esforços diplomáticos, mediados pelos Estados Unidos, para pôr fim ao conflito entre a Ucrânia e a Rússia estão paralisados desde o início da guerra no Médio Oriente.


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As Forças Armadas da Ucrânia informaram hoje que realizaram ataques bem-sucedidos contra infraestruturas energéticas russas, visando um terminal petrolífero, a cerca de 200 quilómetros da península da Crimeia, um navio fantasma de Moscovo e um armazém de petróleo.

Sobre para 10 n.º de mortos em ataque com drones ucranianos em Starobilsk... Pelo menos 10 pessoas morreram, 38 ficaram feridas e 11 estão desaparecidas após um ataque com drones ucranianos contra uma escola secundária numa região do leste da Ucrânia controlada pela Rússia, informou hoje o governador regional nomeado por Moscovo.

© YASUYOSHI CHIBA/AFP via Getty Images   Por LUSA   23/05/2026 

"As equipas de socorro passaram a noite a remover os escombros em Starobilsk", cidade onde ocorreu o ataque na noite de quinta para sexta-feira, adiantou Leonid Passetchnik nas redes sociais.

Segundo o governador regional, "infelizmente, as esperanças não se concretizaram e o número de vítimas subiu para dez".

Na sexta-feira, Kiev negou que o seu ataque tenha visado civis.

Segundo as autoridades russas, 86 jovens com idades entre os 14 e os 18 anos encontravam-se num dormitório de vários andares, que ruiu na sequência de um ataque durante a noite em Starobilsk, uma cidade com cerca de 16.000 habitantes situada na região ucraniana de Lugansk (este), cuja anexação é reivindicada por Moscovo.

O Presidente russo, Vladimir Putin, após um minuto de silêncio transmitido pela televisão na sexta-feira, considerou que este ataque "não foi acidental" e decorreu "em três ondas, com 16 drones a visar o mesmo local".

Também na sexta-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou quaisquer ataques contra civis e infraestrutura civil, "onde quer que ocorram", na sequência da ofensiva ucraniana em Lugansk.

"Acompanhamos com preocupação as notícias do ataque ocorrido durante a noite contra um prédio universitário e um dormitório na cidade de Starobilsk, na região de Lugansk, na Ucrânia, sob ocupação temporária da Federação Russa, que resultou em múltiplas mortes e feridos, incluindo crianças", afirmou o porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric.

"Condenamos veementemente quaisquer ataques contra civis e infraestrutura civil, onde quer que ocorram. Como o secretário-geral já destacou repetidamente, tais ataques são proibidos pelo direito internacional humanitário e devem cessar imediatamente", acrescentou, em declarações à imprensa.

Entretanto, um incêndio deflagrou num depósito de petróleo em Novorossiysk, na costa do mar Negro, sul da Rússia, após um ataque de drones ucranianos, anunciaram hoje as autoridades locais.

"Detritos de drones caíram e causaram um incêndio no depósito de petróleo. Vários prédios técnicos e administrativos pegaram fogo. Fragmentos de drones também caíram no local do terminal de petróleo", escreveu o presidente da Câmara de Novorossiysk, Andrei Kravchenko, na plataforma de mensagens Telegram.

O ataque deixou duas pessoas feridas, acrescentou, especificando que equipas de resgate e serviços especializados encontram-se no local.

Localizado na extremidade de vários oleodutos que transportam petróleo do sul da Rússia e do mar Cáspio, o terminal de petróleo de Novorossiysk é um dos principais pontos de exportação de hidrocarbonetos daquele país.

Em resposta aos bombardeamentos militares russos que já duram mais de quatro anos, a Ucrânia ataca regularmente alvos na Rússia, alegando visar tanto instalações militares quanto de energia, a fim de reduzir a capacidade de Moscovo de financiar a ofensiva.


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As forças antiaéreas russas abateram 348 drones lançados por Kyiv durante a noite passada, informou hoje o Ministério da Defesa da Rússia.