terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Planeta. Alterações climáticas podem tornar inviáveis até metade das pastagens até 2100

Por  cnnportugal.iol.pt

Um estudo do Instituto de Potsdam conclui que entre um terço e 50% das terras atualmente favoráveis à pastagem podem perder essa capacidade até 2100 devido às alterações climáticas. A investigação alerta para impactos graves na criação de gado e na subsistência de milhões de pessoas, sobretudo em África

Entre um terço e 50% das terras que têm hoje condições favoráveis para pastagens vão perder essa capacidade até 2100, devido ao aumento da temperatura, concluiu um estudo do Instituto de investigação de Potsdam sobre as alterações climáticas (PIK).

Esta atividade consiste em criar animais, como vacas, cabras e ovelhas, em espaços naturais, pradarias, na sua maioria, que cobrem cerca de um terço da superfície terrestre.

Até agora, estes sistemas agrícolas têm prosperado dentro de intervalos de temperatura (entre 3ºC negativos e 29°C), de precipitação (entre 50 e 2627 milímetros por ano), de humidade (de 39% a 67%) e velocidade do vento (entre um metro e seis metros por segundo).

É o que o estudo, publicado hoje na revista PNAS, chama "um espaço climático seguro".

Mas, com a rutura climática global, estes parâmetros podem mudar e inutilizar um espaço de pastagem.

"As alterações climáticas vão reduzir os espaços onde a pastagem pode prosperar, comprometendo práticas agrícolas que existem desde há séculos", disse Maximilian Kotz, co-autor do estudo e investigador do PIK e do Barcelona Supercomputing Center.

Segundo o cenário analisado, o estudo estima que entre 100 milhões a 400 milhões de pastores e criadores de gado podem ser afetados, bem como até 1,6 milhões de animais. O estudo estima que entre 51% e 81% das populações residem em países com fraco rendimento.

"É importante sublinhar que numerosas mudanças vão ser sentidas em países que já sofrem fome, instabilidade económica e política e níveis muito elevados de desigualdade de género", realçou o autor principal, Chaohui Li, investigador do PIK na altura da realização do estudo e hoje no Barcelona Supercomputing Center.

A África é particularmente vulnerável e pode perder de 16% a 65% das suas pradarias, segundo a gravidade do cenário considerado.

As temperaturas no continente africano já se situam no limite do "espaço climático seguro".

Estas conclusões, que em certos casos preveem o desaparecimento puro e simples de algumas pastagens, colocam em questão "a eficácia das estratégias de adaptação (…), como as mudanças de espécies ou a migração de rebanhos", disse Prajal Pradhan, investigador do PIK e professor na Universidade de Groningue.

"Reduzir as emissões, através do afastamento rápido os combustíveis fósseis é a melhor estratégia de que dispomos para minimizar estes estragos potencialmente existenciais para a criação de gado", concluiu Chaohui Li.

Segundo a agência da ONU para a alimentação e a agricultura, 26% da superfície terrestre e 70% da superfície agrícola estão cobertos de pradarias, que contribuem para a subsistência de mais de 800 milhões de pessoas.

STOP: GOVERNO DÁ MAIS QUINZE DIAS E MOTORISTAS PEDEM PONDERAÇÃO E RESPONSABILIZAM QUIPUX PELA MOROSIDADE

Por: Filomeno Sambú,   odemocratagb.com 

[GRANDE REPORTAGEM_edição impressa] O Governo de Transição, através do Ministério do Interior, suspendeu a operação STOP, iniciada na segunda-feira, 02 de fevereiro, em Bissau, e decidiu prorrogar a operação por mais quinze dias para permitir aos proprietários das viaturas regularizarem as situações dos documentos exigidos pelas autoridades guineenses.

A decisão foi anunciada pelo inspetor-geral do Ministério do Interior, Major General Celso de Carvalho, em declarações aos jornalistas. Disse que a suspensão da operação foi decidida para “evitar os transtornos registados na segunda-feira em Bissau” e porque também os proprietários manifestaram a vontade em cumprir as exigências.

“Constamos transtornos na manhã desta segunda-feira de falta de viaturas na nossa praça pública. Foi um dos motivos que levou o governo a prorrogar por mais quinze dias”, precisou.

O prazo anunciado pelas autoridades terminaria em 31 de janeiro e a operação de verificação de todas as documentações que uma viatura deveria ter, teria o início a 01 de fevereiro, e acabou por ser suspensa.

“Em nenhum momento o governo quis penalizar a população que não tem culpa nenhuma. O Governo enquanto, uma pessoa de bem, decidiu prolongar por quinze dias o prazo, porque constatou-se que realmente há uma vontade dos proprietários em regularizarem a sua situação”, disse.        

Celso de Carvalho avisou que os proprietários das viaturas são obrigados a adquirirem todos os documentos que a lei de trânsito exige para circular nas vias públicas, lembrando que tanto as autoridades quanto os proprietários das viaturas têm a missão de ajudar na mobilidade da população.

SINDICALISTA AFIRMA QUE UM DOS MAIORES CONSTRANGIMENTOS É A EMPRESA QUIPUX

Confrontado com às exigências do governo sobre o pagamento de 15 documentos num prazo de 28 dias, Braima Camará, presidente da estrutura dos motoristas e transportadores do Setor de Bissorã, disse que a Federação Nacional dos Motoristas e Transportadores da Guiné-Bissau e as estruturas regionais estão a trabalhar em consonância com as autoridades para que o governo possa compreender “a gravidade da situação”, visto que tem havido conversações internas com os associados sobre a urgência no cumprimento das exigências e o pagamento dos documentos anunciados.

Segundo o sindicalista, um dos maiores constrangimentos dos paritários e dos motoristas neste processo é a QUIPUX- Centro de Serviços Integrados de Transportes e do novo Sistema de Matrícula Nacional de Veículos a Motor, uma empresa costa-marfinense responsável pela emissão de títulos e livretes, que inicialmente tinha sido apontada com “um histórico consolidado” em soluções tecnológicas aplicadas à mobilidade e segurança rodoviária.

“O maior problema está na emissão, a tempo, de títulos e livretes. Os proprietários pagam tudo organizadamente, incluindo os processos e os recibos comprovativos, mas na QUIPUX a emissão leva uma eternidade. São necessários vinte ou mais dias para ter acesso a esses documentos. Diariamente, filas longas perfilam na empresa para quebrar a morosidade”, denunciou.     

Nestas condições, Braima Camará, que desempenha as funções de presidente do Conselho Fiscal da Federação Nacional dos Motoristas e Transportadores, pediu ao governo que pondere. Garantiu que os esforços estão em curso para o cumprimento das medidas anunciadas.

Braima Camará informou que no universo de 100%, quase 60% das viaturas registadas pela organização já regularizaram a sua situação junto das entidades competentes.

“Muitos têm recibos comprovativos dos documentos que pagaram, mas não conseguiram levantar títulos e livretes, por morosidade na emissão de documentos na QUIPUX”, afirmou.

Relativamente ao cumprimento das exigências do governo, disse que nem todos os proprietários estarão em condições de cumpri-las, sobretudo “as viaturas acabadas” que circulam apenas nas regiões, com vinte e trinta anos de vida.

Lembrou que essas viaturas fazem ligação entre Bissorã /Mansoa e Bissorã/Olossato e as taxas que foram aplicadas aos proprietários desses carros são altíssimas, “se olharmos para as receitas que fazem ao fim do dia ou durante o mês”.

“As receitas que fazem diariamente ou por mês não podem cumprir nenhuma das medidas. O governo deve usar o bom senso. Vamos encetar diligências para negociar com o governo para reduzir as taxas, pelo menos, para as viaturas acabadas. Definir novo plafom de pagamento, será uma das saídas para os proprietários”, disse.

Admitiu que essa medida terá impactos nas suas atividades, ainda assim disse acreditar que as partes encontrem uma solução nas negociações iniciadas e que o documento que está a ser finalizado esclareça as dúvidas e apresente soluções definitivas que vão resolver de vez os equívocos.

O governo tem insistido no pagamento de todos os documentos para que uma viatura possa circular livremente, mas o sindicalista disse não compreender que tipo de operação Stop foi anunciada, com as condições que as estradas têm e o custo de vida que os cidadãos enfrentam neste momento.

“Pedimos que o governo pondere e analise de novo as medidas. Aos associados, que evitem confrontos com a polícia ou qualquer entidade de fiscalização nas vias públicas. A melhor solução e saída para essa situação é pagarem os documentos anunciados e exigidos. Que as autoridades deixem em paz os proprietários que têm viaturas com situação regular circularem livremente. Pois, será uma das medidas de prevenção, evitar frições nas estradas entre as autoridades e os motoristas”, afirmou.

 Assegurou que em nenhum momento a Federação Nacional ou qualquer outra estrutura regional usou violência como recurso, por ser uma organização “muito exemplar” e que apenas vão exigir o cumprimento de eventuais compromissos que serão assumidos depois de as negociações encerrarem e o documento final, que será assumido por todas as partes, assim que for concluído. 

Questionado se há alguma iniciativa de negociação com o governo, disse que não se trata de nenhuma iniciativa, mas sim de um acordo que resultou de vários encontros e disse esperar que nenhuma das partes ignore os esforços desenvolvidos até aqui, nesta última fase que se aguarda que o documento seja divulgado pelo chefe de governo.

Revelou que as várias reuniões realizadas antes dessas medidas, que resultarão agora num acordo, são de conhecimento de todas as entidades que integram o setor dos transportes.

“Criou-se uma equipa negocial que integra todas entidades que fazem parte do setor dos transportes, nomeadamente Confederação Nacional dos Motoristas e Transportadores da Guiné-Bissau, Ministérios dos Transportes, Direção-Geral da Viação Terrestre e Ministério do Interior…”, indicou.        

“DOCUMENTOS QUE AS AUTORIDADES ESTÃO A EXIGIR SÃO MUITOS E CARÍSSIMOS” – MOTORISTAS BAFATA

Francisco Malam Conté, presidente da Associação dos Motoristas e Transportadores da região de Bafatá, assegurou que estão em curso diligências para cumprir- no máximo- as exigências. Reconheceu que haverá transtornos para os proprietários e os associados da organização, que conseguem o sustento de cada dia através das suas atividades. Disse que a aplicação de medidas duras, que prevejam tolerância zero para carros sem documentos, não é e nunca será uma solução.

“Trabalhamos em colaboração com a Federação Nacional. Recebemos instruções para cada estrutura regional sensibilizar os associados e os proprietários sobre o pagamento dos documentos. Neste momento, as pessoas estão a pagar aos poucos. De facto, os documentos que as autoridades estão a exigir são muitos e caríssimos. Temos uma situação das viaturas que circulam na região com vinte e trinta anos de vida. Os prioritários dessas viaturas não terão condições de pagar as taxas estipuladas. Nem receitas para cobrir as suas despesas têm. Não creio que cobrando apenas 500 francos CFA para uma distância de 15 quilómetros seja suficiente conseguir dinheiro para cumprir a medida do governo. Será o fim de circulação das viaturas ao nível das regiões, se as autoridades não ponderarem, relativamente a essa situação”, disse.

Afirmou que um dos constrangimentos que a organização enfrentou neste processo até ao momento é como encontrar um mecanismo que deve utilizar para aliviar fardo aos proprietários das viaturas que circulam nas regiões, sobretudo em Bafatá e a morosidade na emissão dos documentos, pela empresa responsável, depois do cumprimento de todos os procedimentos exigidos pela Direção Geral da Viação e Transportes Terrestre, sobretudo título e livrete.

Revelou que no encontro entre a Confederação e o governo, o primeiro-ministro assumiu o compromisso de criar uma equipa completa que será instalada nas alfândegas de Bissau para atribuição de chapas de matrícula, emissão de título e livrete e de todos outros documentos essenciais, antes de a viatura sair dos portos.

Apesar desse compromisso assumido pelo chefe de governo, o sindicalista disse que a medida não está a ser observada rigorosamente.

Segundo Francisco Malam Conté, na Guiné-Bissau há registos de viaturas que circulam há 15 anos sem título nem livrete e responsabilizou as autoridades por todas as falhas que ocorreram neste processo.

Para Francisco Malam Conté, aplicar essas medidas aos proprietários dessas viaturas será um problema e terá de ser mediante um processo, não pela aplicação de medidas duras, que prevejam tolerância zero para carros sem documentos.

“O prazo de 28 dias que havia sido dado não era suficiente. Mesmo se todos os proprietários tivessem pago, a rigor, os documentos neste prazo, seria, ainda assim, um problema. Os documentos na QUIPUX duram para sair dela. Você paga tudo com recibos comprovativos, mas leva dois meses para ter os documentos. Estou a falar de título, livrete e chapa de matrícula. O prazo de 28 ou 30 dias não era suficiente. É preciso acabar com as burocracias na empresa”, defendeu.

Assegurou que todas as estruturas regionais dos motoristas e transportadores estão empenhadas na sensibilização para que as medidas sejam cumpridas, enquanto cidadãos e contribuidores que querem o desenvolvimento deste país.

“Muitos enfrentam dificuldades, mas é fundamental pagar os documentos essenciais, seguro, finanças, licença, inspeção, fundo. Título e livrete está a ser uma dor de cabeça por cá. Vamos continuar a trabalhar na sensibilização dos proprietários de carros acabados para que paguem os documentos. Pelo menos, 60% ou 80% dos documentos exigidos”, afirmou e disse que quase todas as viaturas sob a supervisão da organização e que circulam para Bissau estão regulares com documentos em dia.            

“A NOSSA POLÍTICAS ASSENTA-SE NO DIÁLOGO PERMANENTE COM O GOVERNO NÃO NA GREVE” – MOTORISTAS DE GABÚ

 Na cidade de Gabú, Mamadu Sidibé, secretário da Associação dos Motoristas e Transportadores da Região de Gabú, disse que uma das políticas da organização assenta-se no diálogo permanente com o governo enquanto parceiro, não na greve. Por isso, a Confederação Nacional dos Motoristas e Transportadores do país solicitou um encontro com o chefe de governo para analisar, de forma clara, as exigências apresentadas pelas autoridades.

Reconheceu que é uma obrigação os proprietários regularizarem a situação de pagamento de documentos, mas no contexto em que as exigências ou as apreensões são feitas será, do ponto de vista do sindicalista, difícil.

“As nossas autoridades fazem apreensões recorrentes, mas não dão orientações para o cumprimento dos procedimentos. Ao invés de obrigarem ao motorista ou ao proprietário pagar os documentos, preocupam-se mais com multas que vão aplicar. Não podemos, neste contexto, ter documentos em dia. O justo seria prender e obrigar ao infrator pagar os documentos, não ao contrário”, criticou.

Revelou que depois da reunião que mantiverem com o atual primeiro-ministro, o governo deu 28 dias para que todas as irregularidades fossem resolvidas e que todas as estruturas regionais dos motoristas e transportadores reunissem todos os associados para transmitir informações sobre as diligências que estavam a ser feitas entre a Confederação e o governo para encontrar consensos.

“Na Guiné-Bissau, os documentos exigidos para circulação de uma viatura são muitos e custam muito dinheiro. Por exemplo, pagamos seguro como quem diz. Não compensa em nada, mas pagamos por ser uma obrigação e está na lei. Na última reunião, criticaram-nos que não levamos as viaturas para resolver os problemas de seguro. Do que adianta levar um caso de seguro na Guiné-Bissau para uma agência seguradora, se nunca esses problemas serão resolvidos. Às vezes leva meses para ter apenas um caso resolvido”, lamentou.

Suleimane Sidibé disse que, ao nível das bases, as estruturas regionais têm trabalhado na sensibilização dos associados, porque havia um compromisso, depois de vários encontros com as estruturas tuteladas pelo Ministério dos Transportes, de que os preços de alguns documentos seriam reduzidos.

“Por isso, enquanto decorrem as negociações, os proprietários devem pagar os documentos para facilitar o processo”, aconselhou e elogiou a decisão do governo de prorrogar por mais quinze dias o prazo.

“Aliás, anualmente, depois do fim do ano, os proprietários tinham sempre até quinze de fevereiro para regularizar toda a documentação das viaturas. Neste ano, por carga da água, as coisas seriam diferentes dos anos anteriores. Foi bom o governo ter decidido dar mais uns quinze dias. Neste momento, os sindicatos estão em contacto com os associados para transmitir as diligências em curso e esperemos que desta vez as partes encontrem um entendimento que beneficie todos, sem prejuízos”, frisou.

Assegurou que todos os motoristas e transportadores da região que fazem ligação Gabú/Bafatá, Gabú/Bissau, Gabú/ Buba e Gabú/Catióestão regularmente documentados, apenas os constrangimentos estão nos motoristas e transportadores que circulam ao nível da região de Gabú, porque não conseguem receitas suficientes.

Embora estejam a enfrentar dificuldades, disse que a associação nunca permitirá que nenhuma viatura circule por muito tempo sem documentos completos.

“Aliás, estamos credenciados para isso. É a nossa obrigação exigir os associados estarem documentados”, enfatizou.      

CEM POR CENTO DAS VIATURAS QUE CIRCULAM NO PAÍS NÃO TÊM LIVRETES NEM TÍTULOS

Interpelado pelo jornal O Democrata, Mário Ngô Fedaiba (Mesca), responsável dos motoristas e transportadores da estrutura regional de Quínara, negou que tenha havido resistência por parte dos associados em pagar os documentos exigidos pelas autoridades, por terem consciência que é uma obrigação pagar todas constituições previstas na lei ao Estado.

“Nenhum elemento ou membro da Confederação contestou as exigências e acredito que todos estão dispostos a fazê-lo, mas a situação do nosso país é extremamente complicada. O Estado não tem feito quase nada para os cidadãos, em particular os motoristas e transportadores, sentirem que contribuem. Os documentos na Guiné-Bissau são caríssimos”, criticou.

Mário Ngô Fedaiba (Mesca) denunciou que quase cem por cento das viaturas a circularem na Guiné-Bissau não têm títulos nem livretes, por negligência ou por burocracia do próprio Estado que “ não se zela pelo interesse dos cidadãos“.

O sindicalista disse que um proprietário de uma viatura paga inspeção, fundo, seguro, licença (…) e de imediato recebe todos os documentos. Mas, neste momento, denunciou que quase cem por cento das viaturas a circularem no país não têm título nem livretes. O problema, segundo avançou, reside nas estruturas estatais que o país tem.

Segundo sublinhou, um proprietário paga o despacho do seu carro, mas para conseguir livrete e título é uma eternidade, ainda que tenha recibos comprovativos para tal e, como uma das soluções, muitos recorrem a documentos provisórios para não perderem a viatura.

Instou, neste particular, o Estado a permitir que os proprietários das viaturas paguem, neste momento, apenas documentos de fácil acesso para criar facilidade ao processo, até que a situação da burocracia ao nível da empresa QUIPUX seja ultrapassada.

“Estão disponíveis títulos e livretes provisórios na Direção-geral da Viação e Transportes. Que sejam colocados à disposição dos motoristas e transportadores, enquanto se resolve o problema ao nível das estruturas competentes. Se essas diligências não forem tomadas para flexibilizar as coisas, continuaremos a bater na mesma tecla. Saímos de um período em que muitas famílias fazem muitos gastos nas festas de Natal e de ano novo, associado ao contexto político e socioeconómico que o país atravessa”, desafiou.

Mário Ngô Fedaiba criticou as condições em que se encontram as estradas do país, incluindo as portagens. Apelou às autoridades a ponderarem para que os proprietários possam ter campo para manobras.

“Na portagem de Jugudul, pagamos fundo como um prémio para estragar as nossas viaturas. A estrada que liga Jugudul ao setor de Safim é uma autêntica perda de tempo.  Que fique claro, que nunca os sindicatos instruíram os proprietários ou motoristas a não pargaemos documentos. É uma insinuação, um falso alarme. O Estado, o governo em especial, devem criar condições, construir estradas para que os carros circulem sem problemas. Ao nível da Guiné-Bissau, só temos Buba/Catió e Jugudul/Farim do resto é buracadas que nunca mais acabam”, disse.  

Brigada de Ação Fiscal tem novo comandante... A Brigada de Ação Fiscal (BAF), afeta à Direção-Geral das Alfândegas (DGA), passa a contar com nova liderança. O Major Tommy Nhama Cassama foi nomeado novo comandante da BAF, através do Despacho nº 05, de 5 de fevereiro, do Gabinete do Primeiro-Ministro, que acumula a pasta das Finanças.

Por  Radio TV Bantaba

A cerimónia de passagem de comando teve lugar na tarde desta segunda-feira, na sala de reuniões da DGA, e foi presidida por Malam Homi Injai, Diretor dos Recursos Humanos, em representação do Secretário-Geral do Ministério das Finanças. O ato contou com a presença do Diretor-Geral das Alfândegas, Domenico Sanca, diretores de serviços, representantes sindicais e oficiais da Brigada.

Na ocasião, Domenico Sanca sublinhou que as movimentações de comando constituem atos administrativos normais, tendo enaltecido o trabalho desenvolvido pelo ex-comandante Fernando Cá, cuja dedicação e coragem contribuíram de forma significativa para os resultados alcançados pela DGA no último ano. Reafirmou ainda o papel central da BAF no combate à fraude e à evasão fiscal, garantindo total apoio institucional ao novo comandante.

Por sua vez, o ex-comandante Fernando Cá agradeceu ao antigo Presidente da República, General Umaro Sissoco Embaló, ao Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Dr. Ilídio Vieira Té, pela confiança depositada na sua nomeação, bem como à direção da DGA e aos agentes da Brigada pelo empenho demonstrado durante o seu mandato.

Já o novo comandante, Major Tommy Nhama Cassama, elogiou o trabalho do seu antecessor e comprometeu-se a manter a disciplina, a dedicação e o rigor na fiscalização aduaneira, assegurando uma atuação baseada na cooperação com todos os agentes e em estreita articulação com a Direção-Geral das Alfândegas, visando “o sucesso da casa”.

Encerrando o ato, Malam Homi Injai destacou o desempenho do ex-comandante Fernando Cá e exortou o novo responsável a pautar a sua liderança pela cooperação, respeito hierárquico e espírito de equipa, em prol da eficiência e transparência das Alfândegas.

Os mosquitos são os animais mais mortais do mundo, causando entre 700 mil a mais de 1 milhão de mortes anualmente ao agirem como vetores de doenças como malária, dengue, zika e febre amarela. Com mais de 3.700 espécies, espalham parasitas e vírus via picada, superando predadores temidos e até humanos em letalidade.

@proepi.org.br
Por que os mosquitos são o maior predador da humanidade? 

Agentes, não assassinos diretos: Eles não matam pela força física, mas ao transmitir microrganismos patogênicos durante a picada.

Principais Doenças: Transmitem malária (responsável por quase metade das mortes), dengue, zika, chikungunya, febre amarela e vírus do Nilo Ocidental.

Impacto Global: Existem mais de 3.700 espécies espalhadas por quase todo o globo.

Comparação de Letalidade: Matam muito mais que cobras, tubarões ou leões.

Dados da OMS: Doenças transmitidas por mosquitos representam uma grande porcentagem de todas as doenças infecciosas. 

Alto volume de mortes: Responsável por mais de 725 mil a mais de 1 milhão de mortes por ano.

 Medidas de Prevenção (Como se proteger)

A prevenção concentra-se no controle de focos de água parada (onde se reproduzem) e uso de repelentes. 

Eliminar água parada: Vasos de plantas, pneus velhos, garrafas, caixas d'água destampadas e calhas sujas são criadouros.

Uso de Repelentes: Essencial para evitar o contato direto com o inseto.

Barreiras Físicas: Telas em janelas e portas, uso de mosquiteiros.

Vestuário: Roupas que cubram braços e pernas.

Limpeza: Manter lixeiras fechadas e quintais limpos. 

A conscientização e a ação comunitária para destruir focos são as formas mais eficazes de reduzir o impacto desses insetos. 

Ucranianos em condições brutais após ataques russos a sistema energético... A organização de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional denunciou hoje uma "campanha de extrema crueldade" da Rússia contra civis ucranianos, confrontados com condições de vida "brutais" devido aos ataques ao sistema energético.

Por LUSA  10/02/2026

"A Rússia não está apenas a travar uma guerra de agressão contra a Ucrânia, está a submeter toda a população civil a uma campanha de extrema crueldade", afirmou Agnès Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional, citada num comunicado da organização, que documentou o "impacto devastador dos ataques sistemáticos" da Rússia ao sistema energético ucraniano.

A responsável referiu que "a escala e a intensidade dos ataques a infraestruturas energéticas vitais indicam claramente uma estratégia para espalhar o desespero entre a população civil ucraniana e quebrar o seu moral".

Agnès Callamard disse ainda que desde o início da invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022, "a Rússia tem descaradamente ignorado o Direito internacional, incluindo as regras que protegem os civis em tempo de guerra".

"Os responsáveis por crimes atrozes devem saber que esses crimes não têm prazo de prescrição. As pessoas na Ucrânia e fora dela procurarão incansavelmente a verdade, a justiça e a reparação, e nós apoiá-las-emos", garantiu.

Segundo a Amnistia Internacional, a Ucrânia perdeu mais de metade da capacidade de produção e 80% do país foi afetado por cortes de energia de emergência, num inverno em que as temperaturas caíram abaixo dos 15 graus negativos.

A investigação da organização baseia-se em testemunhos de sobreviventes que enfrentam um inverno rigoroso, sem aquecimento, eletricidade ou água corrente.

Civis e funcionários da Amnistia Internacional na Ucrânia descreveram blocos de apartamentos gelados, tubagens congeladas e rebentadas, elevadores parados, telemóveis descarregados e redes telefónicas interrompidas.

"Neste momento, estamos em modo de sobrevivência extrema", disse uma mulher, citada no comunicado.

Muitos ucranianos dormem vestidos com o máximo de roupa possível, recorrem a fogões a querosene para aquecer tijolos e garrafas de água ou a outras soluções perigosas, como montar tendas de acampamento dentro dos quartos e acender velas para combater o frio, descreveu ainda a organização.


A Rússia atacou hoje a Ucrânia com 125 drones e provocou "danos substanciais" numa infraestrutura energética, disseram hoje as autoridades de Kyiv.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

EUA abdicam de comandos da NATO para sul da Europa e norte... Os Estados Unidos vão abdicar da liderança dos comandos da NATO para o do sul da Europa e para o norte e assumir o Comando Marítimo Aliado, no Reino Unido, noticiou a agência AFP.

Por  LUSA 09/02/2026

Citando fontes diplomáticas, a agência noticiosa adianta que Washington irá abdicar da liderança do Comando Conjunto Aliado (JFC, na sigla em inglês), sediado em Nápoles (sul de Itália) e focado nas operações na região sul da Europa e do Atlântico, que será assumido por Roma.

Também o JFC em Norfolk (leste dos Estados Unidos), focado no norte, deixará a liderança norte-americana e passará para o Reino Unido, segundo as mesmas fontes, que confirmaram informações reveladas pelo jornal francês La Lettre.

Os JFC são os comandos operacionais responsáveis pelo planeamento e condução de potenciais operações da NATO.

O terceiro JFC, focado na região leste da Aliança, está sediado em Brunssum (Países Baixos) e é atualmente comandado por um oficial alemão. 

Segundo a AFP, as forças norte-americanas vão assumir o Comando Marítimo Aliado (MARCOM), sediado em Northwood, na Grã-Bretanha.

Estas mudanças deverão ser implementadas dentro de alguns meses, disseram dois diplomatas da NATO à AFP sob anonimato.

"É um bom sinal de uma transferência de facto de responsabilidades", afirmou uma fonte.

Os Estados Unidos têm o papel militar central na NATO desde a sua criação, em 1949.

Vão agora exercer o comando central dos três ramos da NATO: forças terrestres (LANDCOM), forças marítimas (MARCOM) e forças aéreas (AIRCOM). 

O cargo de comandante supremo aliado na Europa (SACEUR), um posto estratégico, continuará a ser ocupado por um oficial norte-americano, tal como acontece desde a criação da Aliança.

O cargo mais "político" de secretário-geral é tradicionalmente ocupado por um europeu, atualmente o neerlandês Mark Rutte.

O The Washington Post noticiou recentemente que o Departamento de Defesa (Pentágono) dos Estados Unidos planeia reduzir a participação do país em elementos da estrutura de forças da NATO e em vários grupos consultivos da aliança.

O jornal, que citou várias autoridades norte-americanas ligadas ao processo, referiu que este é o mais recente sinal da iniciativa da administração liderada por Donald Trump de reduzir a presença militar na Europa.

A mudança está a ser equacionada há meses, de acordo com duas autoridades norte-americanas, uma das quais disse não estar relacionada com as crescentes ameaças do Presidente Donald Trump de tomar o território dinamarquês da Gronelândia.

As provocações de Trump atraíram uma ampla condenação de líderes europeus e de muitos legisladores no Congresso, que temem que o chefe de Estado republicano corra o risco de causar danos irreparáveis e desnecessários à aliança.

Sob pressão da administração Trump, a aliança concordou no verão passado em aumentar as despesas com a defesa para 5% do PIB nos próximos 10 anos, incluindo 1,5% destinados a infraestruturas e outros projetos civis.

A NATO tem em curso o exercício Steadfast Dart 26, com participação de forças portuguesas e de outros aliados, mas sem forças norte-americanas. 

Com cerca de 10.000 militares de onze países aliados, o Steadfast Dart 26 faz parte do treino da Força de Reação Aliada (ARF, na sigla em inglês), uma força de reação rápida da Aliança capaz de ser mobilizada onde for necessário, dentro e fora dos Estados-membros, em poucos dias. 

O principal objetivo do Steadfast Dart 26 é demonstrar a capacidade de desdobramento rápido e a convergência no tempo e no espaço com o resto das forças da AFR.

Em conferência de imprensa na semana passada, o general alemão Ingo Gerharzt, chefe do Comando da NATO na Europa Central negou que a ausência de forças norte-americanas no exercício deste ano estivesse relacionada com as tensões em torno da atual política internacional dos Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump.

"Não fazem parte do exercício deste ano, mas poderão fazê-lo nos próximos anos", garantiu o general alemão, acrescentando que a NATO conta com "um forte contributo dos EUA". 

Domingos Simões Pereira e PAIGC felicitam António José Seguro... O presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, felicitou hoje António José Seguro pela sua eleição como Presidente da República Portuguesa, comunicou o partido guineense.

Por  LUSA 09/02/2026

"Foi com particular satisfação que tomamos conhecimento da sua eleição ao cargo da mais alta magistratura da República Portuguesa", lê-se na nota de imprensa divulgada nas redes sociais.

"O povo português e guineense, estão unidos por intemporais e indeléveis laços afetivos que se tem traduzido em insubstituíveis relações de amizade e cooperação", acrescentou o comunicado.

O documento reiterou ainda que Domingos Simões Pereira felicita, em seu nome pessoal e do PAIGC, António José Seguro "pela confiança merecida do povo amigo e irmão de Portugal" e que se mostra disponível para "expandir e aprofundar a singular amizade e cooperação que" une os povos lusófonos citados, quer de forma bilateral, quer de forma multilateral, particularmente no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), instituição da qual Simões Pereira já foi secretário executivo.

Também hoje a secretária executiva da CPLP, Maria de Fátima Jardim, saudou António José Seguro e o povo português por mais um escrutínio livre e democrático. 

Por outro lado, a embaixadora angolana reafirmou a sua disponibilidade para aprofundar a cooperação, tendo em vista o progresso e o desenvolvimento dos Estados-membros da CPLP e dos "povos irmãos".

António José Seguro foi eleito domingo Presidente da República com dois terços dos votos expressos, com cerca de 3,48 milhões, quando faltam apurar 20 freguesias.

O chefe de Estado eleito alcançou uma percentagem próxima dos 67% e tomará posse no dia 09 de março.

A CPLP, que este ano assinala 30 anos, é composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Reservas minerais de África valem quase 30 biliões mas são subaproveitadas... África tem 29,5 biliões de dólares em reservas minerais, cerca de 20% do total mundial, mas 8,6 biliões equivalem a recursos por explorar, segundo um relatório da Corporação Financeira Africana (AFC) divulgado hoje.

© LUSA   09/02/2026 

"África possui uma das reservas minerais mais diversificadas e estrategicamente significativas do mundo, com um valor estimado de 29,5 biliões de dólares [24,7 biliões de euros] em minas, aproximadamente 20% do total global", lê-se no Compêndio de Recursos Minerais Estratégicos de África, hoje divulgado pela AFC, vocacionada para potenciar investimentos estratégicos em infraestruturas e indústria e um dos principais intervenientes no Corredor do Lobito, em Angola.

Do total de 29,5 biliões de dólares, "8,6 biliões de dólares [7,2 biliões de euros] permanecem por explorar, o equivalente a cerca de 2,5 vezes o Produto Interno Bruto (PIB) anual do continente", revela a AFC, que lamenta que os países ganhem apenas uma pequena parte do valor destes recursos que lhe pertencem.

O problema, explica no documento, é a transformação de matérias-primas em produtos de valor acrescentado, ou seja, "a capacidade de transformar a riqueza mineral em ativos produtivos, infraestruturas, capacidade industrial, cadeias de valor regionais e plataformas de fabrico competitivas".

A título de exemplo, o relatório aponta o valor da transformação de minério de ferro em aço, afirmando: "Os 2,8 biliões de dólares [2,3 biliões de euros] em minério de ferro de África à saída da mina traduzem-se num valor estimado de 25,4 biliões de dólares [21,3 biliões de euros] em aço".

O processamento é definido como fundamental para o continente poder reclamar o valor dos recursos que tem.

"Até agora, estes ganhos permaneceram em grande parte não realizados porque África está presa num sistema de desalinhamento estrutural; os três pilares da viabilidade dos projetos minerais --- recursos naturais, infraestrutura facilitadora (especialmente energia e transporte) e procura --- raramente coexistem", lê-se no documento.

O Compêndio visa demonstrar a necessidade de uma mudança estrutural na maneira como os países olham para os seus recursos, defendendo que é preciso "um melhor planeamento regional e uma abordagem mais integrada para o desenvolvimento mineral de África".

Assim, em vez da lista de minerais críticos para a transição energética, o documento centra-se "no desenvolvimento de infraestruturas, industrialização, sistemas energéticos, segurança alimentar e resiliência da indústria transformadora", defendendo que os minerais só são importantes enquanto 'alimento' para sistemas económicos nacionais e regionais, o que faz com que o minério de ferro ou os fertilizantes minerais "sejam tão, se não mais, estrategicamente importantes para a transformação de África como os minerais de transição energética".

COREIA DO SUL: Político sul-coreano sugere "importar mulheres" para aumentar natalidade... Kim Hee-soo sugeriu do "importar mulheres jovens" do Vietname ou do Sri Lanka para aumentar a taxa de natalidade do país. A sugestão, feita durante uma reunião pública, foi amplamente condenada e resultou na expulsão de Kim do Partido Democrático.

POR NOTÍCIAS AO MINUTO   09/02/2026 

Um dirigente político sul-coreano sugeriu "importar mulheres jovens" do Vietname e do Sri Lanka para aumentar a taxa de natalidade da Coreia do Sul.

"Se for preciso, temos de importar mulheres jovens não casadas de sítios como o Sri Lanka ou o Vietname, arranjar casamentos com solteiros nas zonas rurais e preparar outras medidas especiais", afirmou, citado pelo The Korea Times,. 

As declarações de Kim Hee-soo, o chefe do condado de Jindo, no Sul, aconteceram durante uma reunião pública sobre uma possível fusão entre a província de Jeolla e uma cidade próxima, devido à diminuição da densidade demográfica na zona - um problema que se tem tornado cada vez mais regular na Coreia do Sul. A reunião foi transmitida em direto pelos órgãos de comunicação locais.

Note-se que, segundo as projeções nacionais, a população de 50 milhões da Coreia do Sul deverá diminuir para metade em apenas 60 anos.

A alegada solução de Kim não foi vista com bons olhos e depressa gerou polémica, não só dentro da própria Coreia do Sul, como também por um dos países mencionados.

A própria província já emitiu um pedido formal de desculpa pela "declaração inapropriada" de Kim, a qual "causou profunda dor aos vietnamitas e às mulheres".

Já a embaixada do Vietname em Seoul, condenou as palavras do dirigente polícia, afirmando que "não foram uma simples forma de se expressar, mas uma questão de valores e atitudes para com mulheres imigrantes e grupos minoritários".

O Sri Lanka não se pronunciou publicamente sobre o assunto, para já.

Kim já veio a público esclarecer que queria apenas discutir soluções para o problema da diminuição da população, nomeadamente em zonas rurais. Contudo, admitiu que a forma como se expressou, e a linguagem utilizada, foram inadequados, emitindo, de seguida, um pedido de desculpas - que não foi aceite na generalidade.

A polémica levou a que o Conselho Supremo do Partido Democrático (ao qual Kim pertencia) levasse a cabo uma votação sobre a permanência do político no partido. O voto foi unânime: Kim foi expulso.

Eurodeputados alertam que "não há tempo a perder" para dar armas a Kyiv... Eurodeputados advertiram hoje que "não há tempo a perder" no fornecimento de apoio militar à Ucrânia, após observarem na capital ucraniana "ataques contínuos" da Rússia e em vésperas de o Parlamento Europeu votar um novo empréstimo a Kyiv.

© FREDERICK FLORIN / AFP via Getty Images   Por  LUSA  09/02/2026 

Cinco membros da Comissão de Segurança e Defesa (SEDE) do Parlamento Europeu visitaram a capital ucraniana no final da semana passada, onde "testemunharam em primeira mão que a Ucrânia se mantém corajosa e desafiadora diante da economia de guerra da Rússia e de atos ilegais que incluem matar civis, sequestrar crianças e aterrorizar a população com ataques à energia e infraestruturas", segundo um comunicado divulgado hoje. 

Na nota de imprensa, o Parlamento Europeu relatou que os eurodeputados "viram poucas evidências de cessar-fogo, com ataques aéreos, sirenes durante toda a visita e ataques contínuos a infraestruturas civis" e "puderam perceber a realidade do impacto desses ataques em condições de inverno rigoroso que deixaram milhares de pessoas sem aquecimento e eletricidade, criando sofrimento humanitário severo".

A delegação do Parlamento Europeu reconheceu "o progresso nas negociações de paz", após mais uma ronda de conversações em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, na semana passada, mas, alertou que "não há tempo a perder para fornecer apoio militar à Ucrânia", sob ataque russo há quase quatro anos.

"Não podemos apenas 'esperar' pela paz, precisamos agir agora e garantir que a Ucrânia esteja em posição de alcançar a paz através da força", disse a presidente da SEDE, Marie-Agnes Strack-Zimmermann (Renew Europe, Alemanha), que chefiou a comitiva.

Citada no comunicado, a eurodeputada alemã sublinhou que "não pode haver segurança na Europa sem segurança na Ucrânia".

Os ucranianos, acrescentou, "estão a mostrar coragem a toda a Europa e o mundo perante tais atrocidades".

Os cidadãos europeus "reconhecem" que os ucranianos estão também a defender toda a Europa e "pedem que a Europa faça mais" para apoiar a Ucrânia e para fortalecer a defesa europeia, prosseguiu.

"Chega, devemos erguer-nos contra os agressores e defender os nossos valores e democracias juntos", frisou a responsável.

Na próxima quarta-feira, o Parlamento Europeu vota, em sessão plenária, o pacote de Empréstimos de Apoio à Ucrânia, no valor de 90 mil milhões de euros, dos quais 60 mil milhões de euros "dedicados às necessidades urgentes de defesa da Ucrânia".

Durante a visita, os eurodeputados encontraram-se com representantes da presidência e do parlamento, bem como da sociedade civil e da indústria de defesa.

"Expressaram uma forte mensagem de solidariedade e apoio inabalável à Ucrânia e aos seus cidadãos diante da guerra de agressão injusta e ilegal da Rússia" e transmitiram às autoridades ucranianas que o Parlamento Europeu está a usar "todos os seus poderes legislativos e orçamentais para fortalecer a defesa europeia, fornecer apoio militar à Ucrânia e integrar a indústria ucraniana na base industrial europeia de defesa", acrescentou a nota informativa.

A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.

Os aliados de Kyiv também têm decretado sanções contra setores-chave da economia russa para tentar diminuir a capacidade de Moscovo de financiar o esforço de guerra na Ucrânia.

A ofensiva militar russa no território ucraniano mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


Leia Também: UE anuncia 1,3 milhões para turismo de natureza em Cabo Verde

A União Europeia convidou hoje a sociedade civil de Cabo Verde a apresentar projetos sobre turismo de natureza, que serão selecionados para beneficiar de um montante global de 1,3 milhões de euros.

Lesmes Monteiro é o novo Diretor-Geral da INACEP – Imprensa Nacional, a maior empresa pública de produção gráfica do Estado.

O antigo Secretário de Estado da Juventude, que exercia até ao momento as funções de Conselheiro do Primeiro-Ministro para a área da Juventude e Empreendedorismo, foi empossado na manhã desta segunda-feira pelo Ministro da Comunicação Social. 

Na ocasião, Abduramane Turé manifestou confiança no novo Diretor-Geral e apelou a uma maior dinâmica e visão inovadora, com vista à modernização e ao reforço da capacidade institucional da INACEP.

CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO

O T1 Phone, o telemóvel de Donald Trump, será lançado até ao final do ano... Anunciado em junho do ano passado, o T1 Phone da Trump Mobile sofreu algumas alterações, mas a intenção de o fazer chegar ao mercado continua. O telemóvel ficou, entretanto, mais caro do que se esperava.

© The Verge    Notícias ao Minuto    09/02/2026 

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou em junho de 2025 que planeava lançar o T1 Phone - um telemóvel desenvolvido pela empresa Trump Mobile que, entretanto, acabou por ter o lançamento adiado.

Agora, o site The Verge está de volta com novos pormenores sobre o projeto e, ao que parece, foram feitas algumas alterações a este telemóvel nos últimos meses.

A publicação chegou à fala com dois executivos da Trump Mobile, Don Hendrickson e Eric Thomas, e teve até acesso à atual versão do T1 Phone. No que diz respeito ao design, será mantida a cor dourada, o ‘branding’ da Trump Mobile e até a bandeira dos EUA, mas o módulo da câmara será um pouco diferente.

Ao invés do design semelhante ao dos últimos modelos Pro do iPhone da Apple, o T1 Phone terá uma câmara com os três sensores orientados verticalmente no canto superior direito. Mais ainda, parece que a produção não será totalmente levada a cabo nos EUA como estava inicialmente previsto. Neste momento, só a “montagem final” acontecerá em Miami.

O preço também passou por algumas alterações. Os interessados que já pagaram 100 dólares (84,26 euros) pelo T1 Phone ainda terão de pagar mais 499 dólares (420,44 euros) pelo telemóvel, sendo que quem decidir comprar agora este modelo terá de estar disposto a dar até 999 dólares (841,73 euros).

Ainda não se sabe ao certo quando é que a Trump Mobile lançará no mercado o T1 Phone, mas o site oficial indica que o lançamento acontecerá até ao final do ano. 


Leia Também: Trump reage a intervalo do Super Bowl: "Um dos piores de SEMPRE!"

Bad Bunny foi o protagonista do intervalo mais famoso do mundo e aproveitou o momento para enaltecer a cultura latina. Donald Trump não gostou da ousadia e considerou mesmo que "foi uma bofetada" no rosto do país.


António José Seguro eleito Presidente com "o seu estilo", Ventura segue "sem drama"... A noite eleitoral não se arrastou pela madrugada dentro e antes da meia-noite deste domingo já António José Seguro terminava o seu discurso enquanto vencedor, tal como as primeiras projeções indicavam. Dos resultados às promessas de "cooperação" no futuro, eis o que foi dito.

© Horacio Villalobos#Corbis/Getty Images     Por  noticiasaominuto.com   09/02/2026 

António José Seguro foi eleito Presidente da República no domingo, depois de uma segunda volta disputada com André Ventura, tornando-se assim o sexto Presidente eleito em democracia. A escolha de um chefe de Estado à segunda volta aconteceu pela última vez em 1986, quando Diogo Freitas do Amaral e Mário Soares disputaram o cargo. Há 40 anos, Soares venceu o duelo histórico e também agora Seguro faz história, ao superar o número de votos dados a Soares e conquistando o maior número de votos de sempre alcançado por um candidato presidencial.

De acordo com os resultados provisórios mais atuais à data da publicação deste artigo, Seguro tem 66,82% dos votos e André Ventura arrecada 33,18%. Os resultados - que pode consultar aqui mais detalhadamente em cada distrito, concelho ou freguesia - foram, desde o início da noite eleitoral, distanciados. Sondagens à boca das urnas davam uma distância 'confortável' entre Seguro e Ventura.

Seguro não esperava "força desta grandeza", mas recebe-a "com honra"

Na saída da sua casa até à sede de campanha, Seguro começou por dizer que o "povo português era o melhor do mundo". À medida que os resultados eram apurados, percebeu-se que a noite eleitoral não se ia transformar numa madrugada eleitoral - pelo menos, no que diz respeito ao discurso do vencedor, que antes da meia-noite já dizia a todos os que concorreram a Belém e ficaram pelo caminho: "A partir desta noite, deixámos de ser adversários."

Marcelo Rebelo de Sousa foi lembrado no discurso de Seguro, que disse que seria Presidente de "todos, todos, todos os portugueses", sublinhando ainda acerca de Marcelo e de outros antigos Presidentes da República: "Cada um no seu tempo e estilo serviu o nosso país com devoção e compromisso com o interesse nacional com a democracia. Servirei Portugal com o mesmo compromisso, mas com o meu próprio estilo."

Já quando respondia às questões dos jornalistas, Seguro confessou que não estava à espera dos resultados tão favoráveis à sua vitória. "Pedi confiança reforçada e a certa altura pensei que a poderia ter. Não desta grandeza, mas sou humildade para dizer aos portugueses que a recebo com muita honra."

Garantindo que iria utilizar a força que lhe foi dada para, junto do Governo e partidos políticos, reforçar uma "cultura de compromisso" que faça nascer políticas públicas duradouras - e que estas ultrapassem ciclos eleitorais -, acrescentou: "Esta força que o povo português me dá é uma força que está em sintonia com essa cultura. Como sempre disse: ou a política serve para resolver os problemas das pessoas ou não serve para rigorosamente nada."

Da corrida a Belém para "governar o país". A reação de Ventura

No discurso de André Ventura, que aconteceu antes de Seguro subir ao palco, o líder do Chega começou por dizer que já tinha transmitido as felicitações ao socialista, reconhecendo: "Independentemente de termos sido adversários nesta segunda volta, o sucesso de António José Seguro em Portugal será o sucesso de todos."

Disse, no entanto, que "pela primeira vez em 50 anos havia uma alternativa que não era do espaço do Partido Socialista ou do Partido Social Democrata" e prometeu: "Liderámos a Direita e vamos liderar a Direita"

André Ventura admitiu a derrota, reforçando: "É justo dizer que, não tendo vencido, os portugueses colocaram-nos no caminho para governar o país".

À saída da noite eleitoral, Ventura negou ter feito campanha a pensar em ser primeiro-ministro, depois de ter dito no seu discurso final da noite que o país o colocou nesse trajeto.

Com Belém pelo caminho, o líder do Chega afirmou: "O meu adversário sabe também que temos hoje caminho para continuar naquilo que o país precisar, em cooperação, como sempre foi. Não há aqui nenhum drama em relação a isso."

Com 99,20% dos resultados apurados, de acordo com a Secretaria-Geral da Administração Interna, André Ventura obteve, na segunda volta das presidenciais, cerca de um milhão e setecentos mil votos, superando o número de votos que somou nas últimas eleições legislativas.

O caminho até Belém

Nas sondagens de há cerca de um ano, em que não chegava aos dois dígitos, Seguro terminou a corrida presidencial com o dobro do resultado do seu adversário, e com uma força política reforçada pelo segundo melhor resultado percentual de sempre de um candidato a Belém.

Com esta vitória, Portugal volta a ter um Presidente da República militante do Partido Socialista, após os mandatos de Aníbal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa nos últimos 20 anos e numa altura em que o Partido Social Democrata está no poder e os partidos à direita dos socialistas dominam dois terços do Parlamento.

A vitória de António José Seguro é tanto mais assinalável quanto a sua entrada na corrida presidencial se fez de forma pouco entusiástica, inclusive no seu campo político, gerando apreensão entre muitos socialistas, como o ex-presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva, que chegou a afirmar que a candidatura "não parecia cumprir os requisitos mínimos" para poder ser apoiada pelo PS, designadamente porque se ficava "pelas banalidades".

Após uma travessia do deserto de 11 anos, iniciada após ser derrotado por António Costa nas primárias no PS de 2014, o nome de Seguro foi lançado pelo anterior líder socialista, Pedro Nuno Santos, numa entrevista televisiva há pouco mais de um ano, mas então pouco levada a sério nas hostes do partido. O próprio PS, liderado por José Luís Carneiro, um homem de quem Seguro é muito próximo, demorou a declarar o seu apoio ao candidato.

Seguro anunciou oficialmente a candidatura em meados de junho de 2025 e o PS só em outubro, passadas as eleições autárquicas, aprovou formalmente o apoio ao candidato, por sinal um antigo secretário-geral do partido que continuava a gerar resistências entre alguns destacados dirigentes, alguns dos quais esperavam uma candidatura do ex-ministro António Vitorino.

Da primeira para a segunda volta das presidenciais, muitos prognosticaram uma abstenção mais elevada e que os votos brancos e nulos poderiam chegar percentualmente à casa dos dois dígitos, o que acabou por não acontecer. Não só a abstenção ficou abaixo dos 50% e da primeira volta, como os brancos e nulos somados andaram por volta de 5%, ou seja, cerca de 270 mil votos.


Leia Também: Marcelo felicitou Seguro e vai recebê-lo na segunda à tarde

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou hoje o seu sucessor, António José Seguro, que venceu a segunda volta das eleições presidenciais, e vai recebê-lo na segunda-feira às 16:00.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Casa dos Direitos Denuncia Invasão pelos Homens Armados... 𝐂𝐎𝐌𝐔𝐍𝐈𝐂𝐀𝐃𝐎 𝐃𝐄 𝐈𝐌𝐏𝐑𝐄𝐍𝐒𝐀

Por Radio TV Bantaba

No âmbito da 12.ª Quinzena dos Direitos, iniciada no passado dia 2 de fevereiro de 2026, o Embaixador da União Europeia, Senhor Federico Bianchi, realizou hoje, 7 de fevereiro, uma visita guiada à Casa dos Direitos, com o propósito de conhecer em profundidade a sua história, missão e modo de funcionamento.

De forma grave, inesperada e absolutamente inaceitável, um contingente de cerca de dez homens da Polícia de Intervenção Rápida, fortemente armados e encapuzados, invadiu as instalações da Casa dos Direitos, dando ordens de expulsão imediata aos seus membros e ao Embaixador da União Europeia, sem apresentar qualquer explicação ou fundamento legal para tal atuação.

Este episódio ocorre na sequência dos tristes acontecimentos de 22 de dezembro de 2025, que culminaram na invasão da Casa dos Direitos, bem como na detenção arbitrária e no espancamento brutal de dois funcionários da Liga Guineense dos Direitos Humanos. 

Trata-se, assim, da quarta incursão armada injustificada contra esta instituição em menos de dois meses, evidenciando um padrão reiterado de intimidação, repressão e violação das liberdades fundamentais.Apesar deste contexto de permanente hostilidade, a Casa dos Direitos tem privilegiado, de forma responsável e consistente, o diálogo institucional.

Nesse sentido, uma delegação da Liga Guineense dos Direitos Humanos manteve um encontro de alto nível com as autoridades de transição, no qual foram abordados os constrangimentos existentes, bem como a realização da Quinzena dos Direitos.

Desse diálogo resultou a reafirmação da importância da Casa dos Direitos e a realização da Quinzena dos Direitos, entendida como um contributo essencial não apenas para a promoção e defesa dos direitos humanos, mas também para a normalização do espaço cívico e o fortalecimento da confiança democrática. Neste contexto, não se compreendem, nem se justificam, as razões de uma atitude tão arbitrária quanto inaceitável.

A Casa dos Direitos condena com a maior firmeza este novo ato de intimidação armada, que constitui igualmente um desrespeito grave e inaceitável para com o maior parceiro multilateral do país, a União Europeia, cuja presença institucional foi também alvo direto desta atuação.

A Casa dos Direitos responsabiliza diretamente as autoridades de transição por qualquer atentado contra a vida e a integridade física dos seus membros, cidadãos que nada fazem senão contribuir, de forma pacífica, legítima e responsável, para o aprofundamento da democracia e do Estado de Direito na Guiné-Bissau.

Neste sentido, a Casa dos Direitos exorta as autoridades de transição a abandonarem, de forma definitiva, todas as ações hostis contra esta instituição, práticas que apenas contribuem para a degradação da imagem internacional do país e para a obstrução do processo de normalização democrática da Guiné-Bissau.

Por fim, a Casa dos Direitos reitera o seu compromisso inabalável com os valores da paz, da dignidade da pessoa humana, da democracia e do Estado de Direito, princípios que continuarão a orientar a sua ação, independentemente de pressões, ameaças ou tentativas de silenciamento.

Feito em Bissau, aos 07 dias do mês de fevereiro de 2026.

O Consórcio da Casa dos Direitos

Trump dá fundos em troca de atribuição do seu nome a estação e aeroporto... O presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu libertar fundos federais congelados se o líder democrata no Senado aceitar dar o seu nome a uma estação ferroviária de Nova Iorque e ao aeroporto internacional de Washington, noticiaram os media locais.

Por LUSA 

Segundo vários media, incluindo a CNN e a NBC, Trump quer que o seu nome seja dado a dois dos locais mais movimentados dos Estados Unidos: a Penn Station, em Nova Iorque, e o Aeroporto Internacional Dulles, em Washington.

Citando fontes anónimas, os media relatam que Trump ofereceu ao líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, a libertação de mais de 16 mil milhões de dólares (13,5 mil milhões de euros) em fundos federais congelados pela sua administração, destinados a um grande projeto de túnel ferroviário entre Nova Iorque e Nova Jérsia, caso o político democrata concordasse em ajudar a renomear a estação ferroviária e o aeroporto.

Schumer, também senador por Nova Iorque, rejeitou a proposta, segundo as referidas fontes. 

A CNN especificou que a oferta foi feita no mês passado. 

O congressista Jerry Nadler, de Nova Iorque, classificou a tentativa de renomear o Aeroporto Dulles e a Penn Station como "extorsão e corrupção".

Os responsáveis pelas obras do túnel entre Nova Iorque e Nova Jérsia afirmaram num comunicado que os trabalhos serão "suspensos" hoje "caso a transferência de fundos federais destinados ao projeto não seja retomada".

A comissão responsável pelo projeto, juntamente com os dois estados envolvidos, interpôs recentemente uma ação judicial para contestar a suspensão do financiamento.

Os Presidentes norte-americanos recebem geralmente nomes de edifícios ou infraestruturas quando deixam o cargo ou após a sua morte, mas Trump, bilionário do setor imobiliário que é proprietário de uma torre com o seu nome na prestigiada Quinta Avenida de Nova Iorque, tem procurado assegurar desde já a homenagem.

Em dezembro, o conselho de curadores do Kennedy Center - escolhido pelo Presidente republicano - votou a renomeação desta prestigiada instituição cultural de Washington como "Trump Kennedy Center".

Entretanto, o bilionário quer construir um "Arco da Independência", semelhante ao Arco do Triunfo em Paris, e iniciou a construção de um novo salão de baile na Casa Branca, demolindo a Ala Leste do edifício histórico.

Anunciou também o lançamento de uma nova classe de grandes navios de guerra que terão o seu nome.

Por fim, o Departamento do Tesouro confirmou a existência de um plano para uma moeda comemorativa de um dólar com a imagem de Trump, embora as leis proíbam colocar em notas a imagem de um Presidente em funções ou vivo.

Trump celebra este ano, em junho, o 80.º aniversário, sendo já o Presidente mais idoso a exercer o cargo. 

Também este ano, os Estados Unidos comemoram o 250.º aniversário da independência, estando em preparação um conjunto pouco usual de eventos relacionados, incluindo uma corrida de fórmula Indy pelas ruas de Washington, DC e combates de luta livre na Casa Branca.

Portugal: Há mais de 13.200 presos. Diretor fala em "tendência preocupante"... As cadeias têm cada vez mais reclusos, já ultrapassam os 13.200, e o diretor-geral das prisões, em entrevista à Lusa, considerou a tendência preocupante, mas garantiu que a criminalidade não teve um aumento expressivo em 2025.

Por  LUSA 

No dia 05 de fevereiro, as prisões portuguesas tinham 13.202 reclusos, segundo os dados adiantados por Orlando Carvalho, que indicou também que só desde o primeiro dia de fevereiro entraram para as prisões cerca de 100 pessoas.

"A tendência é preocupante, porque se se mantiver este nível de crescimento da população [prisional], vai criar-nos muito mais dificuldades e constrangimentos", sublinhou Orlando Carvalho, que foi nomeado para liderar a Direção-Geral de Reinserção e dos Serviços Prisionais (DGRSP) em novembro de 2024, dois meses depois da fuga de Vale de Judeus.

As dificuldades e constrangimentos apontados pelo responsável das 49 cadeias existentes no país estão sobretudo relacionados com a falta de vagas.

É que o aumento de 630 lugares já anunciado pelo Ministério da Justiça - e que estão quase prontas a ser utilizados, segundo Orlando Carvalho -, pode revelar-se insuficiente, uma vez que só entre janeiro do ano passado e fevereiro deste ano entraram cerca de 850 presos.

"Neste momento, temos de ir gerindo o sistema de forma a não deixar acontecer situações, obviamente, de rutura em nenhum dos estabelecimentos", disse o diretor-geral das prisões.

Para este aumento, Orlando Carvalho destacou dois aspetos que considerou fundamentais, sendo o primeiro o aumento dos presos preventivos - que são aqueles que estão a aguardar julgamento ou à espera de que a condenação transite em julgado.

O outro aspeto é a diminuição da liberdade condicional e de adaptação à liberdade condicional: "Para nós é um grande desafio (...) termos uma taxa de encarceramento muito elevada relativamente à dimensão das penas".

"Portanto, isto faz com que um indivíduo condenado permaneça durante muito tempo da prisão", acrescentou.

Questionado sobre se o aumento de presos pode estar diretamente relacionado com um possível aumento da criminalidade no último ano, Orlando Carvalho apontou para o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), cujos dados serão conhecidos nos próximos meses: "Posso adiantar que, de grosso modo, não se nota um aumento expressivo da criminalidade".

Associada à sobrelotação, surge ainda a questão da falta de condições nas prisões, que tem sido motivo de condenações por parte do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, e que Orlando Carvalho admitiu não ser admissível.

"A situação não é generalizada, há casos obviamente pontuais de maior ou menor dificuldade", disse o diretor-geral das prisões, acrescentando que o investimento tem sido feito para garantir "que todas as pessoas que cumprem pena de prisão têm as condições mínimas básicas exigidas para poderem cumprir com dignidade a sua pena".

Sobre as condições nas prisões, Orlando Carvalho explicou que, além de as cadeias serem equipamentos de elevada intensidade de utilização, este aspeto agrava-se quando "têm mais pessoas do que aquelas que poderiam comportar".

"Esta antiguidade dos equipamentos e esta alta intensidade de utilização ao longo dos anos se calhar nunca permitiu que fossem feitas as devidas recuperações e obras de manutenção que permitissem levar essas condições para um outro nível, porque há estruturas cuja solução não se compadece com obras de manutenção", explicou.

Acrescentou que a DGRSP vai "tentando minimizar, mas é difícil eliminar de um momento para o outro questões desta natureza, neste tipo de edifícios".

Além destas questões, o diretor-geral das prisões adiantou ainda que, neste momento, os serviços prisionais precisam, com urgência, de mais viaturas, que "são muito antigas e estão em muito mau estado", e de recursos humanos, que incluem guardas prisionais e técnicos.


Leia Também: Assembleia Nacional da Venezuela aprova amnistia que vai libertar todos os detidos políticos na próxima semana

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, prometeu aos familiares de presos políticos que todos os detidos serão libertados no mesmo dia da aprovação da lei de amnistia, prevista para a próxima semana. A lei, já aprovada em primeira leitura, exclui crimes contra a humanidade, corrupção e tráfico de droga.