segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Operação STOP afeta transporte público em Bissau.🚗🚌🚨

A cidade de Bissau amanheceu nesta segunda-feira (2) com dificuldades no transporte público, devido ao início da "Operação STOP", promovida pelo governo de transição.

A ação tem como objetivo fiscalizar os veículos que circulam sem documentação completa ou com documentos fora do prazo de validade. Além disso, motoristas estão denunciando a cobrança de novas taxas, consideradas por muitos como inesperadas ou não usuais.

A operação está a afetar diretamente a mobilidade dos cidadãos. Durante a manhã, foi visível a dificuldade de circulação, com relatos de atrasos no trajeto para o trabalho e para as escolas, aumentando o transtorno para a população.

A medida, embora justificada pelas autoridades como necessária para organizar o transporte e melhorar a segurança rodoviária, gerou debates e preocupações quanto ao seu impacto diário na rotina dos habitantes da capital.

Bissau, 02 de fevereiro de 2026 

Por: DMG TV / Digital Mídia Global TV


Cidadão denuncia alegado roubo no Banco BAO devido ao aumento de taxas.

Um cidadão identificado como Biggs Nino denunciou publicamente aquilo que considera um “roubo” praticado pelo Banco BAO, na sequência do aumento significativo das taxas bancárias cobradas aos clientes.

A denúncia foi feita por meio de um vídeo publicado na sua conta do Facebook, no qual Biggs Nino classifica as novas tarifas como exorbitantes e prejudiciais, sobretudo para os trabalhadores de baixa renda.

Segundo o denunciante, a taxa de manutenção de conta, que anteriormente era de 1.000 francos CFA, passou a variar entre 3.000 e 3.300 francos CFA. Já os custos associados ao cartão multibanco aumentaram de 17.000 para até 20.000 francos CFA.

Outra cobrança que gerou indignação é a do levantamento de dinheiro no balcão, cujo valor subiu de 1.000 para 6.000 francos CFA por operação. Além disso, a transferência de valores da conta-corrente para a conta poupança, antes gratuita, passou igualmente a custar 6.000 francos CFA, mesmo para fazer levantamento na conta poupança, o custo é de 6.000 francos CFA por operação, segundo o relato.

Biggs Nino chama ainda atenção para uma situação considerada grave: sempre que o Governo efetua o pagamento de salários, os serviços de multibanco tornam-se inoperantes. Com isso, os clientes são obrigados a recorrer aos balcões para levantar o próprio dinheiro, pagando taxas elevadas, mesmo estando de posse dos seus cartões multibanco, sem possibilidade de utilização das caixas automáticas.

O denunciante apelou a uma resolução urgente do problema, alegando que os clientes estão a ser sistematicamente prejudicados. “As taxas bancárias estão a corroer os salários e a penalizar os mais pobres”, afirmou.

A situação relatada por Biggs Nino reflete uma queixa mais ampla.

Fonte: Bigg Nino/ RTB


Trump diz que está a negociar com líderes de Cuba após embargo petrolífero... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está a negociar com os líderes de Cuba para chegar a um acordo, depois de ter imposto direitos aduaneiros aos países que vendam petróleo a Havana.

Por LUSA 

"Cuba é uma nação em declínio. Já está assim há muito tempo, mas agora já não tem a Venezuela para a sustentar. Por isso, estamos a falar com o povo de Cuba, com os principais líderes cubanos, para ver o que se passa", disse Trump aos jornalistas na residência privada do republicano, Mar-a-Lago, na Florida, no domingo.

Após a captura do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Trump colocou sob controlo norte-americano o setor petrolífero venezuelano, que, desde os anos 2000, tem sido o principal fornecedor de petróleo a Cuba, um dos seus aliados mais próximos.

Embora não tenha oferecido mais detalhes, o Presidente dos Estados Unidos manifestou confiança de que chegará a "um acordo com Cuba".

No sábado, Trump assinou um decreto que prevê que os Estados Unidos poderão aplicar direitos aduaneiros, de montante não especificado, aos países que vendam petróleo a Havana.

Na ordem executiva, Trump classificou Cuba como uma "ameaça invulgar e extraordinária" para a segurança nacional e para a política externa dos Estados Unidos.

Em resposta, o Governo cubano negou no domingo acolher "bases militares ou de inteligência estrangeiras".

A declaração do Ministério dos Negócios Estrangeiros nega que Cuba seja "uma ameaça à segurança dos Estados Unidos", que tenha apoiado "atividades hostis" contra aquele país ou que tenha apoiado e financiado organizações terroristas ou extremistas.

Cuba, sujeita a um embargo dos Estados Unidos desde 1962, enfrenta há três anos fortes carências de combustível, com impacto direto na produção de eletricidade.

No domingo, a Presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou que planeia enviar ajuda humanitária para Cuba esta semana, enquanto tenta negociar com os Estados Unidos o envio de petróleo "por razões humanitárias" para a ilha.

"Esta semana, estamos a planear ajuda humanitária a Cuba. A Marinha mexicana fornecerá alimentos e outros mantimentos, enquanto resolvemos diplomaticamente tudo o que está relacionado com os carregamentos de petróleo por razões humanitárias", anunciou Sheinbaum.

A chefe de Estado esclareceu que não discutiu o fornecimento de petróleo com o Presidente norte-americano, apesar de Donald Trump ter afirmado que transmitiu a Sheinbaum a oposição ao envio de petróleo para Cuba.

"A questão foi abordada", observou a Presidente mexicana, "durante a conversa entre o ministro dos Negócios Estrangeiros, Juan Ramón de la Fuente, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio".

"Estamos a explorar todas as vias diplomáticas para enviar combustível ao povo cubano, porque esta não é uma questão para os governos, mas sim uma questão de fornecer apoio para evitar uma crise humanitária em Cuba", acrescentou Sheinbaum.


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O Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té, visitou esta manhã, na companhia do Ministro da Administração Territorial, do Presidente da CMB e do secretário de Estado da Ordem Pública, o mercado de Bandim, que registou ontem um incêndio que danificou 7 cacifos mas que podia ter efeitos devastadores.

O Primeiro-Ministro mostrou a sua solidariedade aos comerciantes afectados e prometeu agir para minimizar as consequências. O mercado de Bandim passará brevemente por obras profundas.

OS HOMENS QUE TORNAM SEU PAÍS GRANDE NOVAMENTE...

DONALD TRUMP 👉MAKE AMERICA GREAT AGAIN –  UMARO SISSOCO EMBALÓ 👉'TORNE A GUINÉ-BISSAU GRANDE DE NOVO'

𝗖𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗰𝗮𝗱𝗼 𝗱𝗲 𝗶𝗺𝗽𝗿𝗲𝗻𝘀𝗮 𝗱𝗮 𝗗𝗶𝗿𝗲𝘁𝗼𝗿𝗶𝗮 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗖𝗮𝗺𝗽𝗮𝗻𝗵𝗮 𝗱𝗼 𝗗𝗿. 𝗙𝗲𝗿𝗻𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗗𝗶𝗮𝘀 𝗱𝗮 𝗖𝗼𝘀𝘁𝗮 𝟬𝟭.𝟬𝟮.𝟮𝟲


@ PAIGC 2023

Um incêndio deflagrou na noite deste domingo (01/02) no Mercado de Bandim, em Bissau, consumindo vários estabelecimentos comerciais. As chamas foram controladas graças à rápida intervenção dos Serviços de Bombeiros e da Proteção Civil. Ao tomar conhecimento do ocorrido no maior mercado do país, o Governo fez deslocar ao local o Secretário de Estado da Ordem Pública, que acompanhou de perto a evolução da situação no terreno.


@Radio Voz Do Povo

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Trump espera "um acordo" com Irão. "Se não houver acordo, veremos"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, disse hoje que espera um acordo com o Irão, após o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, ter alertado para o risco de uma "guerra regional" se a República Islâmica for atacada.

Por LUSA 

"Espero que cheguemos a um acordo", disse Trump aos jornalistas na Florida, acrescentando, em resposta às declarações de Khamenei: "Se não houver acordo, veremos se ele tinha ou não razão".

O líder supremo iraniano avisou hoje que qualquer ataque norte-americano contra o seu país desencadeará "uma guerra regional" no Médio Oriente.

"Não somos os instigadores e não procuramos atacar nenhum país. Mas a nação iraniana desferirá um golpe firme a qualquer um que a ataque ou assedie", prosseguiu.

Khamenei também endureceu a sua posição sobre os protestos que agitaram o Irão ao longo de janeiro, comparando-os a um "golpe de Estado" que tinha de ser reprimido.

O Presidente norte-americano tem dirigido nas últimas semanas repetidas ameaças de ataque militar no Irão, que começaram por ser justificadas como uma resposta à repressão das autoridades de Teerão dos protestos antigovernamentais ao longo de janeiro.

Posteriormente, Trump exigiu também um acordo sobre a política nuclear de Teerão, reforçando as suas ameaças com o destacamento de uma frota naval dos Estados Unidos para o Médio Oriente, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln.

"Temos lá os maiores e mais poderosos navios do mundo", advertiu o líder da Casa Branca, depois de ter indicado na sexta-feira que Teerão pretendia chegar a um acordo e que tinha sido estabelecido um prazo não divulgado.

As palavras de Ali Khamenei foram hoje reforçadas pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi, que, em entrevista à cadeia televisiva norte-americana CNN, considerou que uma guerra com os Estados Unidos não "é inevitável", embora adicionando que seria "uma catástrofe para todos" se fosse iniciada.

"Não considero uma ameaça existencial, mas será certamente uma grande ameaça para todos. Se uma guerra começar, será uma catástrofe para todos", declarou Abbas Araqchi.

O chefe da diplomacia de Teerão referiu que, dada a dispersão das bases americanas no Médio Oriente, "grandes partes da região seriam envolvidas, e isso seria extremamente perigoso".

Araqchi pediu racionalidade para evitar a guerra, apesar de reafirmar que as Forças Armadas "estão preparadas para qualquer cenário", mais ainda do que no anterior conflito, em junho passado, quando a aviação norte-americana bombardeou instalações nucleares iranianas, no final da guerra de 12 dias entre Israel e a República Islâmica.

O ministro referiu que a troca de mensagens com Washington, através de intermediários, tem sido "frutífera", mas ressalvou que Teerão precisa reconstruir a confiança após a retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 e os bombardeamentos de junho.

"Estamos a trabalhar com os nossos amigos da região para encontrar uma forma de criar este nível de confiança e retomar as negociações", observou.

Abbas Araqchi reiterou, no entanto, que o Irão deve ver reconhecido o seu direito ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos e que as sanções internacionais devem ser retiradas.

A entrevista à CNN surge após o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Ali Larijani, ter comentado na rede X que estão a ser feitos progressos no estabelecimento de uma estrutura para as negociações com os Estados Unidos.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, comentou, numa audição na quarta-feira na Comissão dos Negócios Estrangeiros do Senado em Washington, que o Irão está "mais fraco do que nunca", com a economia "em colapso", e, ao contrário do que acontecia no passado, o regime mostra-se incapaz de responder às reivindicações dos protestos.

Na semana passada, as autoridades iranianas anunciaram que pelo menos 3.117 pessoas morreram nos protestos, iniciados em 28 de dezembro contra a elevada inflação e desvalorização da moeda nacional.

Os números oficiais são contestados por organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos, que alegam estar em posse de dados que confirmam uma dimensão muito superior, a que somam dezenas de milhares de detidos.


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O líder supremo iraniano, o aiatola Ali Khamenei, considerou hoje que os protestos antigovernamentais em janeiro, que causaram vários milhares de mortos, assemelham-se a um "golpe de Estado".



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Liam Conejo Ramos, o menino de cinco anos detido pelo Serviço de Imigração e Alfândegas dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), e o pai, Adrian Conejo Arias, já regressaram a casa, no estado norte-americano do Minnesota, após um juiz ter ordenado as suas libertações no sábado.

CNT aprova revisão da Lei-Quadro dos Partidos Políticos e prevê extinção de formações sem representação parlamentar... O Conselho Nacional de Transição (CNT) aprovou, esta sexta-feira (30), por unanimidade, a revisão da Lei-Quadro dos Partidos Políticos, que passa a prever a extinção dos partidos que não consigam eleger deputados.


Vídeo: Cortesia TGB / TV VOZ DO POVO

FAMÍLIA DE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA DIZ QUE LÍDER POLÍTICO CONTINUA PRIVADO DE LIBERDADE, MESMO EM CASA, E PEDE INTERVENÇÃO DA CEDEAO

Por RSM

Bissau, 31 de janeiro de 2026 – A família de Domingos Simões Pereira afirmou que o político continua privado de liberdade, apesar de se encontrar na sua residência, denunciando que vive sob confinamento forçado desde o seu sequestro, ocorrido a 26 de novembro de 2025.

Em comunicado divulgado esta sexta-feira, a família lembrou a resolução da CEDEAO de 14 de dezembro de 2025, que exige a proteção dos líderes políticos e das instituições nacionais da Guiné-Bissau, bem como a libertação imediata e incondicional dos detidos arbitrariamente. Segundo o documento, a resolução ainda não foi cumprida.

A nota refere que Domingos Simões Pereira está há 66 dias sem liberdade, sem acusação formal, sem acesso à justiça e sem garantias processuais. A família esclarece que a permanência na residência não equivale à liberdade, uma vez que há presença permanente de forças armadas e restrições à circulação dos familiares.

Os familiares rejeitam ainda a utilização dos termos “libertação”, “detenção” ou “prisão domiciliária”, alegando que não houve qualquer procedimento judicial que justificasse tais medidas, sublinhando que a prisão domiciliária só pode ser aplicada mediante decisão judicial.

No comunicado, Domingos Simões Pereira, Presidente do PAIGC, Deputado da Nação e Presidente da Assembleia Nacional Popular, é descrito como tendo sido capturado por forças militares, mantido sem acesso a advogado ou familiares, em violação de instrumentos internacionais de direitos humanos, nomeadamente a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Carta Africana dos Direitos Humanos e dos Povos.

A família manifestou preocupação pelo facto de os mesmos agentes envolvidos no sequestro serem agora apresentados como responsáveis pela sua proteção, levantando dúvidas quanto à segurança física e psicológica do líder político.

Por fim, a família apelou à CEDEAO e à Comun

Trump ordena retirada de agentes federais dos protestos em Minneapolis... O presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou hoje a retirada dos agentes federais de manifestações em Minneapolis, no Minnesota, e outras cidades governadas pelos democratas, mas prometeu que estes continuarão a defender as instalações do Governo federal.

Por  LUSA 

A ordem de Trump surge após a indignação nacional com a morte de dois manifestantes abatidos a tiro por agentes federais durante protestos contra operações para captura de migrantes ilegais em Minneapolis.

"Dei instruções à secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, de que em nenhuma circunstância participaremos nos protestos ou tumultos em diversas cidades governadas por democratas, a menos que solicitem a nossa assistência", anunciou Donald Trump na sua rede social, Truth Social.

O chefe de Estado deixa, assim, a responsabilidade de garantir a segurança durante os protestos e responder a possíveis distúrbios nas mãos dos governos estaduais e das autoridades locais.

Acrescentou, porém, que os agentes federais "protegerão firmemente todos os edifícios federais que estejam a ser atacados por estes lunáticos, agitadores e insurgentes pagos".

"Não será permitido cuspir na cara dos nossos agentes, nem esmurrar ou pontapear os faróis dos nossos veículos, nem atirar pedras ou tijolos aos nossos veículos ou aos nossos Guerreiros Patriotas. Aqueles que o fizerem sofrerão consequências iguais ou maiores", advertiu.

O Governo Trump lançou em dezembro passado a chamada operação "Metro Surge", uma série de rusgas para deter migrantes indocumentados no Minnesota, um Estado governado pelos democratas.

As agressivas rusgas foram condenadas pelas autoridades locais e por milhares de manifestantes, que protestaram nas últimas semanas para exigir a saída daquele Estado dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândegas (ICE).

Durante os protestos, agentes da imigração mataram a tiro dois manifestantes, Renée Good e Alex Pretti, ambos de 37 anos e nacionalidade norte-americana, o que causou indignação em todo o país.

Perante a crescente tensão, Trump substituiu esta semana o comandante das operações, enviando para a zona o seu "czar da fronteira", Tom Homan, com vista a um "apaziguamento", apesar de ter assegurado que as rusgas prosseguirão.


Leia Também: Juiz ordena libertação de menino de cinco anos e pai detidos no Minnesota

Um juiz norte-americano ordenou hoje que as autoridades libertem um menino de cinco anos e o pai de um centro de detenção no Texas, para onde foram levados após detidos num subúrbio de Minneapolis.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Porta-voz do PAIGC promete que “a luta vai continuar” com Domingos Simões Pereira

Por: Carina Branco  rfi.fr/pt  31/01/2026 

O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, regressou a casa esta sexta-feira à noite, depois de ter passado dois meses detido pelos militares na Guiné-Bissau. “Agora, a luta vai continuar”, assegura o porta-voz do PAIGC, Muniro Conté, que aponta o regresso a casa de Domingos Simões Pereira como o cumprimento da resolução da Cimeira de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO de Dezembro.

Na Guiné-Bissau, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, que se encontrava detido há mais de dois meses na Segunda Esquadra de Bissau foi transferido para a sua residência na sexta-feira à noite. Ele foi acompanhado pelo ministro da Defesa do Senegal, general Birame Diop, enviado especial do Presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye. O Presidente eleito da Assembleia Nacional Popular estava detido desde 26 de Novembro, dia em que os militares tomaram o poder e inviabilizaram a divulgaçao dos resultados das eleições gerais.

Também esta sexta-feira Fernando Dias da Costa, candidato presidencial apoiado pelo PAIGC e que reclamou vitória nas eleições de 23 de Novembro, saiu da embaixada da Nigéria em Bissau (onde estava refugiado para evitar ser preso) e pôde ir para casa. O mesmo aconteceu com  Geraldo Martins, antigo primeiro-ministro e quadro do PAIGC. Recordo que Domingos Simões Pereira e o histórico partido PAIGC tinham sido afastados das eleições gerais por decisão judicial e apoiaram Fernando Dias da Costa.

Muniro Conté, porta-voz do PAIGC, diz que se trata de uma libertação dos presos políticos conforme a recomendação da Cimeira de chefes de Estado e de Governo da CEDEAO de Dezembro e rejeita que se trate de uma prisão domiciliária.

“É uma libertação dos prisioneiros políticos. Neste caso, faltava o presidente do PAIGC e da Assembleia Nacional Popular, o engenheiro Domingos Simões Pereira, que era suposto ser libertado desde o mês de Dezembro, após a realização da Cimeira dos Chefes de Estado da CEDEAO. A resolução que saiu desta cimeira teve um carácter de decisão, recomendou-se a libertação de todos os prisioneiros políticos. Então, faltava o caso do presidente do PAIGC e presidente da Assembleia Nacional Popular, o que foi efectivado ontem”, declarou Muniro Conté à RFI.

O porta-voz do PAIGC faz questão de sublinhar que Domingos Simões Pereira não foi transferido para “prisão domiciliária”. Muniro Conté destaca que “os contornos dessa libertação oportunamente serão anunciados” e afirma que a única resolução “com carácter decisório” que foi cumprida foi a que saiu da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO de 14 de Dezembro.

Muniro Conté avisa que, apesar dos dois meses presos, Domingos Simões Pereira “está bem” e que “agora a luta vai continuar”.

A luta vai continuar. Ele escolheu este caminho. Podia ter escolhido uma caminho como outros tantos escolheram a comodidade de ir contra os princípios e valores em detrimento de mordomias. Ele escolheu o sacrifício em prol do povo da Guiné-Bissau para que a nossa democracia seja uma democracia verdadeira e não uma democracia para fazer a política servir-se do povo em vez de servir o povo”, acrescentou.

O porta-voz do PAIGC rejeitou, ainda, a alegada possibilidade de uma direcção transitória do partido, algo abordado ontem, em Bissau, por Aladje Sano, que se apresentou aos jornalistas, numa conferência de imprensa difundida pela comunicação social local, como “representante de um grupo de dirigentes e militantes” do PAIGC.

O Comité Central do PAIGC é composto por 535 membros e qualquer intervenção em nome do Comité Central tem que ser feita após uma deliberação deste órgão. Não existe nenhuma deliberação do Comité Central que diz que alguém não deve estar à frente do partido, que o partido deve ser entregue aos combatentes da liberdade da Pátria. Aliás, em caso de substituição, os estatutos do partido são claros (...) O Congresso do PAIGC está previsto estatutariamente para o mês de Novembro e se o presidente do partido não tiver disponibilidade, por uma questão de impedimento, ele pode delegar um dos quatro vice-presidentes até à realização do Congresso. Saindo desta situação de detenção ou de sequestro, numa linguagem mais clara, se ele entender que um dos vice-presidentes pode, por delegação, dirigir o partido até à realização do Congresso, ele pode fazê-lo. Agora, está fora de questão entregar o partido aos combatentes porque não existe nos nossos estatutos em nenhuma linha. Não há nada que vai impedir Domingos Simões Pereira de continuar na vida política”, declarou Muniro Conté.

Recordo que esta sexta-feira, a agência Lusa adiantava que o presidente do PAIGC ia ser libertado no final do dia e ficaria em prisão domiciliária, citando o porta-voz de um grupo que pedia uma direcção transitória no partido. As declarações eram de Aladje Sano que se apresentou como “representante de um grupo de dirigentes e militantes” do PAIGC. De acordo com a agência de notícias, Aladje Sano disse que DSP “não pode dirigir o partido em prisão domiciliária” e que o grupo que representa ia pedir uma direcção de transição até ao congresso do PAIGC em Novembro, data em que termina o mandato da actual direcção. Sano, que disse ser também membro do Comité Central do partido, é um dos assessores de João Bernardo Vieira, actual ministro dos Negócios Estrangeiros do Governo de transição e conhecido adversário de Domingos Simões Pereira no PAIGC.

Regresso a casa acompanhados pelo ministro da Defesa do Senegal

O regresso a casa dos opositores políticos acontece depois de o Presidente do Senegal, Bassirou Diomaye Faye, ter enviado o ministro da Defesa a Bissau.O chefe de Estado senegalês faz parte de um grupo de chefes de Estado encarregados pela CEDEAO para acompanhar e encontrar soluções para a crise política pós-eleitoral na Guiné-Bissau.

De acordo com a agência Lusa, o ministro da Defesa do Senegal saudou a “boa vontade do Presidente de transição, general Horta Inta-a” e apelou aos guineenses para “abrir uma nova página” do diálogo. O governante senegalês disse que os guineenses devem preparar-se para as eleições legislativas e presidenciais, marcadas pelos militares, para 6 de Dezembro.

Dois meses de poder militar na Guiné-Bissau

A 26 de Novembro de 2025, os militares tomaram o poder, depuseram o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, e o processo eleitoral foi interrompido sem a divulgação dos resultados oficiais. Vários opositores políticos do regime de Sissoco Embaló foram detidos, entre eles o principal líder da oposição, Domingos Simões Pereira. Nos dois meses no poder, os militares alteraram a Constituição, atribuindo mais poderes ao Presidente da República, e marcaram novas eleições gerais para 6 de Dezembro.

Irão avisa EUA que as Forças Armadas estão "com o dedo no gatilho"... O Irão advertiu hoje que as Forças Armadas estão "com o dedo no gatilho" e monitorizam de perto os movimentos do inimigo, referindo-se aos Estados Unidos, que deslocaram uma grande frota para o Médio Oriente.

Por LUSA 

"As Forças Armadas da República Islâmica do Irão estão em completo estado de alerta defensiva e militar, os movimentos do inimigo na região são monitorizados com precisão e temos o dedo no gatilho", afirmou o comandante em chefe do Exército iraniano, o general Amir Hatami, noticiou a agência Mehr.

Face a uma possível ação militar dos Estados Unidos contra Teerão, Hatami assegurou que se o inimigo cometer um erro, sem dúvida que porá em risco a própria segurança, "a segurança da região e do regime sionista (Israel)".

Estas afirmações chegam num momento de crescente tensão com os Estados Unidos, que deslocaram para o Médio Oriente uma frota encabeçada pelo porta-aviões norte-americano Abraham Lincoln, juntamente com o grupo de escolta.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem ameaçado atacar se Teerão não negociar um acordo sobre o programa nuclear e se continuar com a repressão dos manifestantes.

Na sexta-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abas Araqchi, declarou durante uma visita à Turquia que o país está disposto a negociar com os Estados Unidos uma solução diplomática sobre a contenda nuclear, em negociações "equitativas e justas".

O chefe da diplomacia iraniana criticou ao mesmo tempo as "contradições" dos Estados Unidos e assegurou que um ataque militar não é uma opção, já que os bombardeamentos aéreos de junho por parte dos EUA e de Israel não alcançaram o objetivo.

"Sofreram uma derrota em junho. Se tentarem outra vez, acontecerá o mesmo. Os Estados Unidos fazem uma proposta de negociar, mas uma negociação não pode começar com ameaças. Se quiserem uma negociação justa e razoável, o Irão estará sempre disposto", sublinhou Araqchi, em conferência de imprensa conjunta com o homólogo turco, Hakan Fidan, em Istambul.

Nos últimos dias, a Turquia tem tentado mediar entre Teerão e Washington para evitar uma nova escalada militar na região do Médio Oriente e facilitar uma nova ronda de negociações sobre a questão nuclear, as quais ficaram estancadas desde a guerra dos 12 dias, em junho.

Quase 3 milhões de imigrantes ilegais deixaram EUA no último ano... Quase três milhões de imigrantes ilegais deixaram os EUA no último ano, incluindo cerca de 2,2 milhões de saídas voluntárias e mais de 675 mil deportações, segundo dados oficiais que têm gerado revolta no país.

Por LUSA 

Os números são do Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), que detém a tutela do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) e que garante estar a preparar terreno "para mais um ano histórico e recordista sob a Presidência de Donald Trump".

"O DHS prendeu e deportou centenas de milhares de imigrantes ilegais com antecedentes criminais em todo o país, incluindo membros de gangues, violadores, sequestradores e traficantes de drogas, graças aos corajosos homens e mulheres do ICE, da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP, sigla em inglês) e de outras agências de aplicação da lei e de imigração. Setenta por cento dos presos pelo ICE são imigrantes ilegais com antecedentes criminais que foram acusados ou condenados por um crime nos EUA", diz o Departamento.

Contudo, embora o Governo de Trump insista que está a visar os "piores dos piores" nas suas políticas de imigração, não cmprovou essa afirmação.

Segundo a organização apartidária e sem fins lucrativos 'FactCheck', um projeto do Centro de Políticas Públicas Annenberg da Universidade da Pensilvânia, nos primeiros três meses do segundo mandato de Trump, 21,9% dos imigrantes detidos não tinham antecedentes criminais.

Essa percentagem subiu para 34,2% nos três meses seguintes e, posteriormente, para 40,5% no trimestre encerrado em meados de outubro. 

Este mês, quase 43% dos detidos não tinham condenações ou acusações, de acordo com dados públicos do ICE consultado pelo'FactCheck'.

Entretanto, a percentagem de pessoas presas pelo ICE que possuem condenações criminais - e não apenas acusações pendentes - caiu de 44,7% nos primeiros três meses de Governo Trump para 31,8% nos três meses encerrados em meados de outubro.

Apesar do Governo celebrar os números de deportações, por todo o país multiplicam-se os protestos contra a atuação do ICE, especialmente depois da morte de dois cidadãos norte-americanos este mês, em Minneapolis (Minnesota), às mãos de agentes de imigração: Renee Nicole Good, em 07 de janeiro, e Alex Pretti, em 24 de janeiro.

A onda de protestos registada nos últimos dias obrigou o Governo de Donald Trump a afastar Gregory Bovino, designado como "comandante-chefe" das operações da CBP em Minneapolis e que regressou ao antigo posto em El Centro, na Califórnia. 

Rapidamente Minneapolis ficou no centro de uma acirrada batalha dentro dos Estados Unidos sobre a aplicação das leis de imigração.

Cerca de 3.000 agentes do ICE e da CBP estão destacados na cidade, numa força aproximadamente cinco vezes superior à do Departamento de Polícia de Minneapolis, que conta com cerca de 600 polícias. 

Agentes de rosto tapado e fortemente armados, a deslocar-se em veículos sem identificação, tornaram-se comuns em alguns bairros, deixando a população em alerta e revoltada.

A abordagem dos agentes é classificada como agressiva pelos moradores, que denunciam abordagens aleatórias para exigirem documentos de cidadania, incluindo a agentes da polícia latinos e negros fora de serviço e a funcionários municipais, segundo disseram autoridades locais à imprensa norte-americana.

Crianças pequenas foram detidas juntamente com os pais e os agentes usaram gás lacrimogéneo em frente a uma escola durante um confronto com manifestantes.

Um alto funcionário do ICE afirmou no domingo que os agentes federais realizaram aproximadamente 3.400 prisões na região, embora não tenha especificado quantos dos detidos possuíam antecedentes criminais.

Face aos protestos contra a atuação do ICE e da CBP, o DHS divulgou um comunicado a indicar que os agentes de imigração estão a enfrentar um aumento de 8.000% nas ameaças de morte e mais de 1.300% nas agressões sofridas, "enquanto arriscam as suas vidas para remover assassinos, pedófilos, violadores, membros de gangues e terroristas dos bairros americanos".

O denominado "'czar' da fronteira" da Casa Branca, Tom Homan, sinalizou na quinta-feira uma possível redução nas operações anti-imigração em Minneapolis, mas o autarca da cidade, Jacob Frey, diz que só acreditará a vir acontecer. 

Descoberto exoplaneta semelhante à Terra a 146 anos-luz que pode ter condições para a vida... O planeta HD 137010 b orbita uma estrela semelhante ao Sol num período de 355 dias e tem 50% de probabilidade de se encontrar na zona onde podem existir condições para a presença de água líquida à superfície.

Ilustração do exoplaneta HD 137010 b, um possível planeta rochoso ligeiramente maior que a Terra, orbitando uma estrela semelhante ao Sol a cerca de 146 anos-luz de distância.NASA/JPL-Caltech/Keith Miller (Caltech/IPAC)
Por  SIC Notícias

Um exoplaneta com dimensões semelhantes às da Terra, localizado a cerca de 146 anos-luz, foi identificado por uma equipa internacional de astrónomos e poderá situar-se na zona habitável da sua estrela, abrindo novas perspetivas para o estudo de mundos potencialmente capazes de acolher vida.

Os astrónomos descobriram um novo planeta candidato potencialmente habitável, localizado a cerca de 146 anos-luz da Terra. O planeta, designado HD 137010 b, tem um tamanho muito semelhante ao do nosso planeta, sendo cerca de 6% maior, e orbita uma estrela semelhante ao Sol.

Na investigação publicada esta semana na revista científica Astrophysical Journal Letters, os cientistas dizem que o planeta tem cerca de 50% de probabilidade de se encontrar na zona habitável da estrela que orbita, a região onde podem existir condições para a presença de água líquida à superfície.

A equipa internacional de cientistas da Austrália, Reino Unido, Estados Unidos e Dinamarca identificou o planeta através de dados recolhidos em 2017 pela missão alargada do telescópio espacial Kepler da NASA, conhecida como K2.

Órbita semelhante à da Terra

Segundo Chelsea Huang, investigadora da Universidade do Sul de Queensland (USQ), na Austrália, o HD 137010 b descreve uma órbita

Segundo Chelsea Huang, investigadora da Universidade do Sul de Queensland (USQ), na Austrália, o HD 137010 b descreve uma órbita em torno da sua estrela com um período de cerca de 355 dias, muito próximo do ano terrestre.

“O que é realmente entusiasmante neste planeta do tamanho da Terra é que a sua estrela está apenas a cerca de 150 anos-luz do nosso sistema solar”, disse Huang ao The Guardian

Para comparação, o exoplaneta Kepler-186f, considerado até agora um dos mais promissores a orbitar uma estrela semelhante ao Sol numa zona habitável, está cerca de quatro vezes mais distante e é cerca de 20 vezes menos brilhante.

Como foi feita a descoberta

O HD 137010 b foi identificado através do método do trânsito, quando o planeta passou brevemente em frente à sua estrela, provocando um ligeiro escurecimento do brilho observado.

O sinal, particularmente fraco, foi inicialmente detetado por uma equipa de cientistas cidadãos no âmbito de um projeto de ciência participativa. Entre eles estava Alexander Venner, primeiro autor do estudo, que na altura era ainda estudante do ensino secundário.

“Participei num projeto de ciência cidadã chamado Caçadores de Planetas quando estava no liceu, e isso foi fundamental para que entrasse na área da investigação”, contou Venner, que viria mais tarde a concluir um doutoramento na USQ. “Foi uma experiência incrível regressar a este trabalho e descobrir algo tão importante.”

A própria equipa científica teve dúvidas iniciais quanto ao sinal detetado.

“A nossa primeira reação foi pensar que não podia ser verdade”, admitiu Huang. “Mas verificámos tudo duas e três vezes e trata-se de um exemplo clássico de trânsito planetário.”

Temperaturas e condições à superfície

Apesar do seu tamanho semelhante ao da Terra, a estrela em torno da qual orbita o HD 137010 b é mais fria e menos brilhante do que o Sol. Isso significa que a temperatura à superfície do planeta poderá ser mais próxima da de Marte, podendo descer abaixo dos -70 graus Celsius.

Ainda assim, a proximidade e o brilho da estrela tornam este planeta um alvo promissor para futuras observações.

“Está ao alcance da próxima geração de telescópios. Tenho a certeza de que será um dos primeiros alvos a observar quando a tecnologia o permitir", disse Huang.


PR cabo-verdiano e francês expressam desejo de "estabilidade" em Bissau... Os presidentes cabo-verdiano e francês falaram sobre a situação na Guiné-Bissau num encontro concedido, na sexta-feira, em Paris, por Emmanuel Macron a José Maria Neves, que descreveu a conversa em torno de um desejo de estabilidade.

Por  LUSA 

"Falámos sobre a situação na Guiné-Bissau. O nosso desejo comum é que haja estabilidade", referiu o chefe de Estado do arquipélago aos jornalistas, num vídeo publicado pela presidência cabo-verdiana, no Facebook.

Questionado sobre como pode França ajudar, José Maria Neves apontou caminhos, "a promover a reconciliação, o diálogo entre as partes e uma governação inclusiva de modo que as questões sejam efetivamente resolvidas".

"Acho que todos temos um papel a desempenhar nesse sentido, positivo, construtivo, de não ingerência, mas de busca comum de vias para a solução definitiva das questões que se colocam à Guiné-Bissau", concluiu.

No dia 26 de novembro, um dia antes da divulgação dos resultados das eleições presidenciais e legislativas, os militares depuseram Umaro Sissoco Embaló, que estava no poder na Guiné-Bissau desde 2020, e suspenderam o processo eleitoral.

O candidato da oposição, Fernando Dias da Costa, que reivindica vitória, refugiou-se na Embaixada da Nigéria em Bissau, e o líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi detido.


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A Assembleia da República condenou hoje o golpe de Estado na Guiné-Bissau, apelando à cessação da violência, reposição da normalidade constitucional e "imediata libertação incondicional de todos os detidos".

Carros deram lugar a barcos a remos nas ruas da cidade moçambicana de Xai-Xai... Na cidade de Xai-Xai os carros deixaram as ruas, ocupadas por água, para barcos a remos, como o puxado pelos gémeos Bila, garantindo o transporte entre cheias há muito não vistas no sul de Moçambique.

Por  LUSA 

"É difícil. A água tem muita força, está a correr muito. Não é fácil", confessa à Lusa Eduardo Júlio Bila, 31 anos, que chega à avenida principal de Xai-Xai, com duas passageiras, obrigadas também elas a sair no final da viagem, para ajudar a empurrar o pequeno barco, perante a forte corrente, algo que não se imaginava ainda há duas semanas.

"São muitos barcos ali no hospital [noutra zona da cidade], a levar as pessoas", explica Eduardo que, tal como o irmão, Domingos, trocou por estes dias a pesca para cobrar 500 meticais (6,5 euros) por passageiro em cada viagem destas, que chega a levar uma hora, à força de braços. Ao fundo, outro barco a remos segue, mas por outra rua, entre sinais de trânsito que agora não têm sentido.

"É negócio", admite, numa rotina que tem mais de uma semana, desde que as piores cheias em décadas em Moçambique -- que já afetaram mais de 700 mil pessoas - tomaram conta da cidade de Xai-Xai, capital da província de Gaza, com mais de 150 mil habitantes.

Com a água a puxar, tomando lojas, casas e edifícios públicos do centro da cidade, deserto, e enquanto Domingos segura o pequeno barco a remos, o irmão Eduardo tem de regressar ao barco: "Tem mais passageiros ali".

À força de braços, os dois irmãos partem rua fora e regressam ao hospital de Xai-Xai, porque há mais gente para transportar até ao centro e dali seguirem para outras zonas.

Por estes dias, o cenário no centro de Xai-Xai é de destruição e rios que correm onde há cerca de duas semanas circulavam carros. A água invadiu casas e empresas, deixando a cidade deserta e destruída, com árvores caídas, vedações tombadas pela força da enxurrada, ou carros virados.

"Em cima da estrada anda barco, em vez de andar carros", diz à Lusa em pleno centro de Xai-Xai, Raimundo Sitoe, 47 anos, explicando, com a água pelos joelhos: "é que dentro da cidade tem muita água".

Raimundo é segurança e, caminhando sozinho pela água, percorre a distância entre as duas bombas de combustível de Xai-Xai à sua responsabilidade, zona outrora movimentada, atravessada pela N1, a principal via do país.

"A cidade está mesmo vazia porque tem cheias", explica, para logo a seguir assumir a preocupação e o propósito, por estes dias, do seu trabalho: "Têm tido malfeitores que andam pelas lojas, a arrombar, a aproveitar alguns bens".

Enquanto isso, alguns camiões começam a circular no centro da cidade, transportando pedra para tentar conter pontos críticos das inundações, que visivelmente transformou as ruas em rios, com força para arrastar pessoas, as poucas que arriscam.

"É com barcos a motor, outros usam remos (...), cobram 500 meticais, da zona alta até à zona da pontinha, na cidade baixa", detalha, lamentando os preços "altos".

Quem conseguiu, recorda, levou o que podia do centro e foi para a zona mais alta. "Só que lá, os preços também não são como antes", diz, sobre a inflação que toma conta de tudo na zona.

Depois, olha em redor para explicar: "Está tudo parado aqui em Xai-Xai".

Que o diga Michael Muapsa, que está há quase duas semanas bloqueado, nem para a frente, nem para trás. Conduzia um 'chapa', transporte semipúblico, desde a África do Sul, com destino ao Chimoio, centro de Moçambique.

Acabou por ficar, explica, numa "ilha", entre o norte da província de Maputo e o sul de Gaza, devido aos vários cortes, pelas cheias, da N1.

"A água me apanhou no caminho", atira Michel, 40 anos, motorista.

Desde sexta-feira que é possível dali seguir para sul, com a reposição provisória dos troços afetados pelas cheias, mas de Xai-Xai, obrigatoriamente pelo centro da cidade, para norte, tudo está igual: parado.

"Vi mesmo barco ali a passar, a levar pessoas, sei lá quantos", conta, enquanto tenta decidir o que fazer, agora que para sul já é possível viajar, só que sem passageiros, que optaram por apanhar barco para seguir viagem.

"Vim aqui ver. Se vejo que a água é suficiente vou passar, senão é suficiente, volto para trás", atira, admitindo a preocupação: "Não tenho dinheiro para combustível, nem para comida. É ver o que vai acontecer".

Segundo dados oficiais, só em menos de três semanas já morreram pelos menos 22 pessoas naquelas que já são consideradas as piores cheias em décadas em Moçambique.

Trump quer aumentar número de centros de detenção de migrantes nos EUA... O governo dos EUA iniciou o processo de comprar mais de 20 armazéns para os usar como centros de detenção de migrantes, com capacidade para milhares de pessoas, confirmou a agência Bloomberg na sexta-feira.

Por LUSA 

As instalações, algumas das quais já serviam de armazém para comércio em linha, vão ser transformadas em gigantescos centros de detenção.

Em novembro, o Departamento de Segurança Nacional (DSN) aprovou um contrato de quase 30 milhões de dólares com uma empresa, sedeada no Estado do Kansas, para a conceção de "centros de processamento e mega centros de detenção".

Os centros de detenção estão previstos para vários Estados, nomeadamente Arizona, Florida, Georgia, Indiana, Luisiana, Maryland, Michigan, Minnesota, Mississípi, Missouri, Nova Iorque, Nova Jérsia, Oklahoma, Pensilvânia, Texas e Utah.

Para cumprir a sua promessa de fazer a "maior campanha de deportações massivas na história dos EUA", Trump tem acelerado a abertura de prisões para migrantes em todo o país.

Sob o seu governo, as detenções de migrantes alcançaram um nível recorde, com uma média de 73 mil sob custódia, o número mais elevado desde a criação do DSN, em 2001.


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O governo norte-americano aprovou sexta-feira novas vendas de armas a Israel no valor de 6,67 mil milhões de dólares (5,6 mil milhões de euros), incluindo 30 helicópteros de ataque Apache e 3.250 veículos táticos ligeiros.


 

Documentos do FBI sobre Epstein contêm denuncia contra Trump por abuso de menor... Agentes da polícia federal norte-americana (FBI) entrevistaram uma denunciante que alegou ter informações sobre o Presidente Donald Trump ter abusado sexualmente uma menor, segundo os documentos sobre Jeffrey Epstein recentemente divulgados.

Por  LUSA 

Segundo o tabloide britânico The Mirror, o conjunto de documentos inclui o que parecem ser notas resumidas de chamadas feitas para uma linha de denúncias do FBI no ano passado, que se referem repetidamente a Donald Trump.

Algumas das denúncias elencadas no documento foram descartadas por serem consideradas não fidedignas.

Um dos relatos diz: "[Informação omitida] Relatou que uma amiga não identificada foi forçada a praticar sexo oral no presidente Trump há aproximadamente 25 anos em Nova Jersey. A amiga disse a Alexis que tinha aproximadamente 13 ou 14 anos quando isso ocorreu e que supostamente mordeu o presidente Trump enquanto praticava sexo oral. A amiga supostamente foi agredida no rosto depois de ter mordido o presidente Trump. A amiga disse que também foi abusada por Epstein".

Nas notas subsequentes, os polícias não disseram que o relato não era credível, mas escreveram: "Falámos com a pessoa que ligou e identificou [informação omitida] como amiga. A pista foi encaminhada para o gabinete de Washington para realizar uma entrevista".

Não se sabe se a entrevista chegou a acontecer, refere o jornal britânico.

Em comunicado, o Departamento de Justiça norte-americano sublinhou que os ficheiros podem "incluir imagens, documentos ou vídeos falsos ou submetidos de forma fraudulenta, dado que tudo o que foi enviado ao FBI pelo público foi incluído na produção que cumpre a Lei".

"Alguns dos documentos contêm alegações falsas e sensacionalistas contra o Presidente Trump que foram submetidas ao FBI pouco antes da eleição de 2020. Para sermos claros, as alegações são infundadas e falsas e, se tivessem um mínimo de credibilidade, certamente já teriam sido usadas como arma contra o Presidente Trump", pode ler-se.

Nos documentos do caso Epstein divulgados em dezembro pelo Departamento de Justiça, constava um depoimento, registado pelo FBI, sobre uma mulher que alegava ter sido violada por Donald Trump, segundo o relato de um motorista de limusinas na região de Dallas, que afirma ter levado Trump para o Aeroporto de Fort Worth (Texas) em 1995, durante a viagem este disse coisas "muito perturbadoras", tanto que quase o tirou do carro "para o agredir".

O Departamento de Justiça tinha anunciado hoje que ia divulgar três milhões de documentos sobre Jeffrey Epstein, após documentos anteriores terem confirmado proximidade entre o criminoso sexual e Donald Trump.

O vice-procurador-geral, Todd Blanche, especificou que se trata de mais de 2.000 vídeos e 180.000 imagens, em grande parte "pornografia".

Dados anteriormente divulgados lançaram luz sobretudo sobre a enorme rede do abastado consultor financeiro nova-iorquino, que morreu numa prisão de Nova Iorque em 2019, antes de ser julgado por ter montado e dirigido um esquema de exploração sexual de raparigas menores.

De resto, a informação publicada levantou mais questões do que forneceu respostas, por exemplo, sobre a existência de possíveis cúmplices de Jeffrey Epstein.

Congressistas republicanos e democratas uniram forças para pressionar à divulgação deste enorme acervo de fotos, vídeos e documentos escritos (e-mails, depoimentos de testemunhas, etc.), contra a vontade do Presidente norte-americano.

A relutância de Donald Trump indignou alguns dos seus apoiantes, que veem o caso Epstein - terreno fértil para todo o tipo de teorias da conspiração - como confirmação das suas suspeitas sobre a depravação das elites.


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O Departamento de Justiça norte-americano anunciou que vai divulgar hoje três milhões de documentos sobre Jeffrey Epstein, após documentos anteriores terem confirmado proximidade entre o criminoso sexual e o Presidente, Donald Trump.

COMUNICADO DA CEDEAO SOBRE A GUINÉ-BISSAU_260131


CEDEAO  31/01/2026

EUA ordenam saída do Níger de pessoal diplomático não essencial... O Departamento de Estado norte-americano anunciou hoje que ordenou a saída imediata do Níger dos seus funcionários diplomáticos não essenciais e das respetivas famílias.

Por LUSA 

O anúncio segue-se a um ataque, hoje reivindicado pelo grupo terrorista Estado Islâmico, contra o aeroporto da capital, Niamey, na quinta-feira. 

Em comunicado, Departamento de Estado citou "riscos de segurança" para justificar a decisão.  

Embora o Níger sofra ataques de terroristas islamitas há cerca de uma década, é invulgar que esta violência afete a capital. 

O Níger também enfrenta ataques mortais do Boko Haram, grupo terrorista ativo em vários países da região. 

De acordo com a ACLED, a violência extremista causou cerca de 2.000 mortes em 2025 no Níger. 

O país é governado por uma junta militar, no poder desde julho de 2023, após um golpe de Estado que derrubou o Presidente eleito, Mohamed Bazoum. 

O chefe da junta, o general Abdourahamane Tiani, conduz uma política soberanista e expulsou os soldados franceses e norte-americanos envolvidos na luta anti-extremista no país. 

Com os dois vizinhos, Burquina Faso e Mali, também governados por regimes militares resultantes de golpes de Estado e confrontados com a mesma violência, aproximou-se de novos parceiros, como a Rússia. 

Os três países formaram uma confederação, a Aliança dos Estados do Sahel, e afirmam ter criado uma força conjunta de 5.000 homens para combater o terrorismo. 


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Milhares de manifestantes concentraram-se hoje em Minneapolis para protestar contra as operações realizadas pela agência de imigração norte-americana, que resultaram na morte de dois manifestantes nas últimas semanas.


Situs inversus: Conheça a condição de saúde rara de Catherine O'Hara... Catherine O'Hara, a mãe do Kevin em "Sozinho em Casa”, morreu esta sexta-feira aos 71 anos. As causas da morte não foram divulgadas. Ainda assim, sabe-se que a atriz sofria de Situs inversus, uma anomalia bastante rara. Conheça-a.

Por Noticiasaominuto.com 

Morreu esta sexta-feira aos 71 anos Catherine O'Hara, a mãe de Kevin em "Sozinho em Casa”. As causas da morte não foram adiantadas, mas era conhecida uma condição rara que afetava a atriz, Situs inversus. Trata-se de uma condição congénita rara em que vários órgãos aparecem espelhados no corpo, do lado oposto ao que seria dito normal.

“Sim, eu sou uma aberração”, disse numa entrevista em 2021 quando revelou como tinha descoberto esta condição. Tal como acontece em muitos casos do género, é uma patologia que muitas vezes não é detetada e o diagnóstico acaba por ser algo por acaso.

O que é Situs inversus?
De acordo com a Cleveland Clinic, a Situs inversus ocorre numa em cada 10 mil pessoas e é mais comum em homens. A atriz revelou na entrevista que foi diagnosticada após um conjunto de exames de rotina, onde se incluiu um eletrocardiograma e um raio-x.

No caso de Catherine O'Hara era conhecido que tinha inversão cardíaca, ou dextrocardia com situs inversus. O coração, bem como outros órgãos da atriz, estavam do lado oposto,  numa imagens espelhada do que acontece com a maioria das pessoas.

“O situs inversus pode desenvolver-se isoladamente, mas geralmente está associado a outros defeitos ou problemas. Pessoas com situs inversus podem levar uma vida normal”, explica a Cleveland Clinic. Explicam que neste situação os órgãos desenvolvem-se numa formação direita-esquerda e não esquerda-direita.

Explicam que existem dois tipos de situs inversus: dextrocardia e a levocardia. No caso da dextrocardia “ocorre quando a ponta do coração aponta para o lado direito do tórax e quando existem outros órgãos invertidos”. Já no caso da levocardia acontece “quando o ápice do coração está apontando para o lado esquerdo do tórax, como em uma cardiopatia congénita normal, mas os demais órgãos estão invertidos”.

Apontam que mais de 100 genes estão associados a esta condição rara. Os progenitores têm de transmitir o gene para que os filhos herdem esta condição. Pode também ocorrer devido à diabetes da mãe, ao fumo do tabaco durante a gravidez e também devido ao histórico familiar de anomalias não cardíacas.

Quais são os sintomas
“É possível que não desenvolva nenhum sintoma com situs inversus. Embora os seus órgãos estejam invertidos, geralmente ainda são funcionais. Portanto, não notaria nenhum sinal ou complicação.” Em alguns casos, podem ocorrer problemas cardíacos, bronquite crónica e sinusite.

“O seu profissional de saúde pode descobrir a situs inversus enquanto estiver a ser tratado por outro motivo. Podem notar a condição ao auscultarem os seus batimentos cardíacos. Numa pessoa com anatomia normal, os batimentos cardíacos geralmente são mais fortes no lado esquerdo do tórax, na região mais baixa do coração. Se tem situs inversus, o seu coração aponta para a direita e os batimentos serão mais fortes desse lado.”