segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Greenpeace contesta UE por troca de gás russo por norte-americano... A organização não-governamental (ONG) ambientalista Greenpeace contestou hoje a substituição na União Europeia (UE) das importações de gás russo por norte-americano, considerando que ambos os países são liderados por autocratas.

Por  LUSA 

Num protesto organizado junto à sede do Conselho da UE, a Greenpeace contesta os planos do bloco "para substituir o gás russo por gás dos EUA", alertando que "corre o risco de desenvolver dependências perigosas de outros autocratas como [o Presidente dos EUA] Donald Trump se os combustíveis russos forem substituídos por outras importações, em vez de passar a utilizar 100% de energia renovável".

A UE comprometeu-se a importar 750 mil milhões de dólares (cerca de 720 mil milhões de euros) em produtos energéticos dos EUA como parte de um acordo para evitar a imposição de tarifas adicionais pela Casa Branca a importações do bloco europeu.

Os 27 adotaram hoje formalmente a proibição das importações do gás da Rússia que decorrerá gradualmente até à proibição total 2027 e prevê sanções a infratores.

Com os votos contra da Hungria e República Checa e a abstenção da Bulgária, o Conselho da UE decidiu que as importações pelos Estados-membros de gás canalizado russo serão reduzidas gradualmente até à proibição no início de 2027 e as de gás natural liquefeito (GNL) ficarão interditas no outono desse ano.

Na sequência da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e da utilização da energia como arma, os líderes da UE acordaram, na Declaração de Versalhes de março de 2022, eliminar gradualmente a dependência dos combustíveis fósseis russos o mais rapidamente possível. Consequentemente, as importações de gás e petróleo da Rússia para a UE diminuíram significativamente nos últimos anos.

No entanto, segundo dados de Bruxelas, embora as importações de petróleo tenham caído para menos de 3% em 2025, em resultado do atual regime de sanções, o gás russo ainda representaram cerca de 13% das importações do bloco em 2025, num valor superior a 15 mil milhões de euros por ano.

Importações de gás russo estão formalmente proibidas na UE... A União Europeia (UE) adotou hoje formalmente a proibição das importações do gás da Rússia que decorrerá gradualmente até 2027 e prevê sanções a infratores.

Por  LUSA 

Com os votos contra da Hungria e República Checa e a abstenção da Bulgária, o Conselho da UE decidiu que as importações pelos Estados-membros de gás canalizado russo serão reduzidas gradualmente até à proibição no início de 2027 e as de gás natural liquefeito (GNL) ficarão interditas no outono desse ano.

A proibição das compras de gás à Rússia começa a aplicar-se dentro de seis semanas e contempla um período de transição para os contratos existentes após o qual os 27 Estados-membros terão de verificar onde é produzido o gás que importarem.

Segundo um comunicado do Conselho, o incumprimento das novas regras pode resultar em sanções máximas de, pelo menos, 2,5 milhões de euros para pessoas singulares e, pelo menos, 40 milhões de euros para empresas, ou seja, pelo menos 3,5% do volume de negócios anual total da empresa a nível mundial, ou 300% do volume de negócios estimado da transação.

Até 01 de março de 2026, os países da UE devem preparar planos nacionais para diversificar o abastecimento de gás e identificar potenciais desafios na substituição do gás russo.

Para tal, as empresas serão obrigadas a notificar as autoridades e a Comissão Europeia sobre quaisquer contratos de gás russo ainda em vigor.

Os Estados-membros que ainda importam petróleo russo também terão de apresentar planos de diversificação, uma vez que o executivo comunitário planeia apresentar uma proposta semelhante visando o petróleo.

Na sequência da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e da utilização da energia como arma, os líderes da UE acordaram, na Declaração de Versalhes de março de 2022, eliminar gradualmente a dependência dos combustíveis fósseis russos o mais rapidamente possível. Consequentemente, as importações de gás e petróleo da Rússia para a UE diminuíram significativamente nos últimos anos.

No entanto, segundo dados de Bruxelas, embora as importações de petróleo tenham caído para menos de 3% em 2025, em resultado do atual regime de sanções, o gás russo ainda representaram cerca de 13% das importações do bloco em 2025, num valor superior a 15 mil milhões de euros por ano.

O Primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, presidi à cerimónia de celebração do Dia Internacional das Alfândegas, sob o lema: “Uma alfândega que protege a sociedade pela sua vigilância e engajamento”.

EUA: Nova Iorque abre centros de aquecimento após declarar estado de emergência... A cidade não registava níveis de frio e neve tão intensos há pelo menos oito anos, levando as autoridades a reforçar os alertas à população.

Por sicnoticias.pt

Em Nova Iorque, foi declarado o estado de emergência devido à forte tempestade de neve e gelo que está a atingir grande parte dos Estados Unidos. As autoridades locais estão a abrir centros de aquecimento para apoiar a população mais vulnerável, numa altura em que o frio intenso está a provocar fortes perturbações no quotidiano da cidade.

De acordo com a correspondente da SIC, Marta Moreira, já se acumularam cerca de 30 centímetros de neve, prevendo-se ainda a queda de mais 10 centímetros ao longo das próximas horas.

Este agravamento das condições meteorológicas tem afetado significativamente a rotina dos nova-iorquinos, com várias lojas encerradas e limitações nos transportes públicos. As autoridades apelam à população para que permaneça em casa e evite deslocações desnecessárias.

Apesar das recomendações, algumas pessoas deslocaram-se aos parques da cidade para aproveitar a neve de forma recreativa. No entanto, os responsáveis reforçam que as condições atmosféricas continuam a ser perigosas.

No sábado, cinco pessoas foram encontradas mortas. As autoridades estão a investigar se as mortes estão relacionadas com o frio extremo e a tempestade de neve que tem atingido o país.

Entretanto, foram já abertos dez centros de aquecimento distribuídos pelos cinco bairros de Nova Iorque, sobretudo destinados à população em situação de sem-abrigo.

Há pelo menos oito anos que a cidade não enfrentava um episódio de frio e neve desta intensidade, o que leva as autoridades a apelarem a uma cautela redobrada.

Pelo menos 17 mil voos cancelados

A tempestade está a afetar não só Nova Iorque, mas também várias outras cidades e estados norte-americanos.

As aulas desta segunda-feira foram canceladas em diversas localidades, milhares de casas estão sem energia elétrica e os supermercados registam prateleiras vazias, devido ao receio de escassez de alimentos caso a tempestade se prolongue.

Em todo o país, cerca de 17 mil voos foram cancelados, e estima-se que dois terços da população dos Estados Unidos estejam a ser afetados por este fenómeno meteorológico extremo.

Canadá não vai assinar acordo comercial com a China após ameaças de Trump... O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou hoje que não tem qualquer intenção de assinar um acordo de comércio livre com a China, após o presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado impor tarifas de 100% se assinasse.

Por  LUSA 

"De acordo com o USMCA [acordo comercial trilateral que inclui o México, o Canadá e os Estados Unidos], estamos empenhados em não procurar acordos de comércio livre com economias não de mercado sem notificação prévia. Não temos qualquer intenção de o fazer com a China ou qualquer outra economia não de mercado", explicou hoje Carney à imprensa, citado pela agência Efe.

As suas declarações surgem um dia depois de Trump ter afirmado nas redes sociais que, se o Canadá concordar com um acordo de comércio livre com a China, irá impor "uma tarifa de 100% sobre todos os bens e produtos canadianos que entrem nos Estados Unidos".

Carney especificou que o objetivo dos acordos assinados durante a sua recente visita a Pequim é "corrigir alguns problemas que surgiram nos últimos anos" no comércio com o gigante asiático em setores como a agricultura, as pescas e os veículos elétricos.

O líder canadiano salientou ainda que Otava acabara de concordar com uma quota anual máxima de 49.000 de automóveis elétricos para entrar no Canadá com tarifas reduzidas.

"Isto está totalmente de acordo com o acordo USMCA, com as nossas obrigações, que respeitamos profundamente ao abrigo deste acordo", acrescentou o primeiro-ministro canadiano.

Questionado hoje na televisão sobre a razão pela qual Trump, que há menos de dez dias tinha manifestado apoio a um acordo entre o Canadá e a China, atacou subitamente Otava, o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, pareceu aludir ao recente discurso de Carney no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça.

"Não tenho a certeza do que o primeiro-ministro Carney está a fazer, além de tentar parecer virtuoso aos seus amigos globalistas em Davos. Não creio que esteja a fazer o melhor pelo povo canadiano", disse Bessent em entrevista à ABC, também citada pela agência Efe.

No seu discurso em Davos, Carney afirmou que as potências médias devem trabalhar em conjunto para resistir à intimidação e à coerção económica das grandes potências.

Embora nunca tenha mencionado Trump nominalmente, muitos analistas sugerem que as suas palavras podem ter irritado o presidente norte-americano.

Por sua vez, Bessent enfatizou à ABC que Otava é obrigada a cumprir o USMCA e manifestou apoio à imposição de tarifas de 100% sobre o Canadá caso o país vizinho se torne "uma porta de entrada para os chineses inundarem os Estados Unidos com os seus produtos baratos".

Congelar pão pode trazer benefícios (inesperados) para a saúde... Há quem compre o pão em quantidade e o guarde no congelador de maneira a evitar desperdício alimentar e a prolongar o seu tempo de vida. Mas sabia que isto pode trazer benefícios para a saúde? Especialistas revelaram ao Huffington Post quais.

Por noticiasaominuto.com 

O pão é um dos alimentos chave para muitas pessoas, mas sabia que a forma como o guarda pode influenciar os benefícios para a saúde?

Talvez faça parte do grupo que guarda o pão à temperatura ambiente ou mesmo no frigorífico (prática pouco recomendada, uma vez que o deixa mais seco), no entanto, o recomendado é colocar o pão no congelador. 

Para além de evitar desperdício alimentar, uma vez que o pão dura mais tempo quando armazenado desta forma, congelá-lo pode trazer benefícios significativos para a saúde intestinal, para os níveis de açúcar no sangue e digestão. Tal acontece por causa de uma alteração natural no amigo através de um processo chamado retrogradação.

A ciência que explica a retrogradação do pão

O amido é um tipo de carboidrato encontrado em alimentos como o pão, batatas e grãos, absorvendo humidade e formando uma espécie de gelatina quando cozinhado com água.

A nível molecular, o amido é composto por dois polímeros de glicose: amilose e amilopectina.

Segundo o que a nutricionista Avery Zenker revelou ao jornal Huffington Post, o calor do cozimento rompe as ligações de hidrogénio que mantêm as moléculas de amido compactadas numa estrutura cristalina, permitindo que a amilose e a amilopectina se tornem mais acessíveis às enzimas digestivas.

À medida que o pão arrefece após ser cozinhado, estes amidos começam a reorganizar-se. "Durante a retrogradação, algumas moléculas de amido realinham-se e formam novas estruturas cristalinas que são mais difíceis para o corpo digerir e absorver, daí o nome 'amido resistente'", notou a nutricionista. 

A quantidade de amido resistente que se forma no pão pode variar, dependendo de fatores como o tipo de trigo, o modo como o pão é processado, os ingredientes utilizados e o método de cozimento.

Benefícios de amido resistente para a saúde

As mudanças de temperaturas a que o pão é sujeito - antes e depois de ser congelado - leva a que o pão produza uma resposta glicémica maior do que o congelado.

Um estudo apurou que torrar o pão depois de congelá-lo e descongelá-lo reduz ainda mais a resposta da glicose. Como o amido resistente não é absorvido pela corrente sanguínea, acaba por fazer pouco efeito no açúcar no sangue, algo positivo para as pessoas com diabetes tipo 2.

"O amido resistente atrasa a absorção de outros carboidratos na corrente sanguínea", revelou Zenker. "Como menos carboidratos dos alimentos são absorvidos, o impacto no açúcar no sangue é atenuado, reduzindo os picos de glicose e insulina. Isso contribui para um nível constante de energia ao longo do dia, ajudando a prevenir quedas bruscas de açúcar e promovendo a sensação de saciedade", completa.

Para além disto, destacam-se ainda benefícios para a saúde intestinal, uma vez que o amido resistente chega intacto ao cólon, onde vai alimentando as bactérias intestinais. 

Há ainda evidências de que o amido resistente pode promover a sensação de saciedade. "Indiretamente, o amido resistente pode impactar a saciedade e o açúcar no sangue, aumentando a produção de GLP-1 no intestino", afirmou a nutricionista. 

Benefícios não se aplicam apenas ao pão...

Para além do pão, existem outros alimentos que adquirem amido resistente quando são levados ao frigorífico. É o caso do arroz, da massa e das batatas. 

A nutricionista Sarah Glinski recomendou que alimentos como as batatas devem ser guardados no frigorífico até três dias, descartando a congelação uma vez que pode afetar o sabor. 

Já em relação ao arroz e a massa, a escolha deverá ser feita consoante a perspetiva de consumo, uma vez que no congelador poderão durar até três meses.


Existem alguns sinais de alerta que pode indicar que os seus rins não estão a funcionar da melhor forma. O melhor é perceber o que está a acontecer para evitar problemas mais tarde.


Um novo estudo revela que a vitamina B1, comum em muitos alimentos, pode influenciar a frequência com que as pessoas vão à casa de banho. A pesquisa foi realizada por investigadores da LUM University, que analisaram dados genéticos e de saúde de mais de 268 mil pessoas.

Após morte pelo ICE, Clinton e Obama instam americanos a manifestarem-se... O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton instou os norte-americanos a manifestarem-se, denunciando as "cenas horríveis" em Minneapolis, onde duas pessoas foram mortas pela polícia.

Por  LUSA 

O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton instou os norte-americanos a manifestarem-se, denunciando as "cenas horríveis" em Minneapolis, onde duas pessoas foram

"Cabe a todos nós que acreditamos na promessa da democracia norte-americana manifestarmo-nos", disse no domingo o ex-líder democrata, acusando o Governo do Presidente Donald Trump de mentir sobre as duas mortes.

Também o antigo presidente norte-americano Barack Obama já tinha reagido, considerando a morte de mais um cidadão norte-americano por agentes da polícia anti-imigração dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) uma "tragédia desoladora" e apelando a uma reação face ao que considera serem ataques perpetrados contra os valores fundamentais dos Estados Unidos.

"Cabe a cada cidadão levantar-se contra a injustiça, de proteger as nossas liberdades fundamentais, e responsabilizar o nosso Governo", refere Barack Obama, num comunicado citado pela agência de notícias France Presse, no qual acusa a Administração de Donald Trump de estar "ansiosa por agravar a situação".

Agentes da ICE mataram no sábado de manhã um homem na cidade de Minneapolis, estado do Minnesota (centro-norte).

Mais tarde ficou a saber-se que se tratava de Alex Jeffrey Pretti, de 37 anos, um enfermeiro de cuidados intensivos da Administração de Veteranos, departamento governamental que lida com assuntos dos antigos militares.

Alex Pretti era um cidadão norte-americano, nascido no estado do Illinois (centro). Tal como Renee Good, morta em 07 de janeiro, Pretti não tinha antecedentes criminais e a família contou à agência de notícias Associated Press (AP) que nunca tinha tido interações com a polícia, excetuando algumas multas de trânsito.

Entretanto, as autoridades federais norte-americanas anunciaram que o agente que matou a tiro Pretti tem oito anos de experiência na Patrulha Fronteiriça dos Estados Unidos (USBP, na sigla em inglês) e "possui vasta formação como agente de segurança em campos de tiro e como agente especializado no uso de armas não letais".

Um alto funcionário da USBP, Greg Bovino, numa conferência de imprensa em Minneapolis no sábado, referiu que o tiroteio aconteceu às 09:05 (15:05 em Lisboa), quando agentes realizavam uma operação contra um "imigrante indocumentado", chamado José Huerta Chuma, que "tinha antecedentes de violência doméstica e perturbação da ordem pública".

Durante a operação, "um homem aproximou-se dos agentes da patrulha fronteiriça com uma pistola semiautomática de nove milímetros, os agentes tentaram desarmá-lo, mas este resistiu violentamente", relatou Bovino, acrescentando que, "temendo pela sua vida e dos seus companheiros, um agente disparou em legitima defesa".

Vários vídeos analisados pela AP, que mostram um agente ICE a disparar contra Pretti, após uma altercação de cerca de 30 segundos, contradizem essa versão.

Nos vídeos, o cidadão é visto apenas com um telemóvel na mão, descreve a agência. Durante a luta, os agentes descobriram que ele estava na posse de uma pistola semiautomática de 9 mm e abriram fogo com vários tiros.

De acordo com a família, o enfermeiro possuía uma arma, para a qual tinha licença de porte oculto no Minnesota, mas nunca o viram a usá-la.

A tensão no estado de Minnesota e os protestos aumentaram após a morte, em 07 de janeiro, de Renee Good, cidadã norte-americana de 37 anos e mãe de três filhos, que foi baleada por um agente da ICE quando conduzia, embora o Governo de Donald Trump a acuse de "terrorismo interno".

Além disso, a detenção de vários menores, entre eles uma criança de 5 anos que permanece detida com o pai num centro de detenção em San Antonio, Texas (sul), aumentou a indignação de muitos cidadãos, que acusam a ICE de abuso.

O presidente da Câmara de Minneapolis, Jacob Frey, o chefe da polícia local, Brian O'Hara, e o governador do Minnesota, o democrata Tim Walz, já pediram ao Presidente norte-americano para pôr fim às operações na cidade.


Leia Também: Trump atribui mortes pelo ICE em Minneapolis a "caos de democratas"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuiu a morte a tiro de dois cidadãos norte-americanos, pela polícia anti-imigração este mês em Minneapolis, ao "caos provocado pelos democratas".

EUA reforçam fornecimento de equipamento militar à Nigéria... Os Estados Unidos estão a reforçar o fornecimento de equipamento e partilha de informações com a Nigéria, que luta contra grupos fundamentalistas islâmicos e grupos criminosos armados, disse um responsável do exército norte-americano.

Por  LUSA 

"Estamos a tentar acelerar o processo de vendas militares ao estrangeiro para que possam comprar mais", afirmou o general John Brennan, do comando dos Estados Unidos para África (Africom), numa entrevista, na semana passada, em Abuja e hoje divulgada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Os Estados Unidos também fornecem "toda a gama de informações partilhadas", incluindo voos de reconhecimento para apoiar os ataques aéreos realizados pela Nigéria, acrescentou.

John Brennan confirmou ainda que os ataques norte-americanos no dia de Natal, no noroeste da Nigéria, visavam os fundamentalistas ligados ao Estado Islâmico no Sahel, que atua principalmente no Níger.

"Os alvos eram zonas utilizadas como base por todos os grupos terroristas do Sahel. As informações mais recentes que recebemos dos nigerianos indicavam que se tratava do Estado Islâmico no Sahel [ISSP, na sigla em inglês]", afirmou o general, numa entrevista à margem das discussões sobre segurança entre os Estados Unidos e a Nigéria.

Especialistas estão preocupados com a propagação do ISSP nos países costeiros da África Ocidental, como é o caso da Nigéria.

Um porta-voz do Presidente nigeriano já tinha dito, após o ataque do dia de Natal, que os alvos foram militantes do Estado Islâmico que vieram do Sahel para colaborar com o movimento fundamentalista islâmico local Lakurawa e grupos de criminosos.

"O Estado Islâmico encontrou uma maneira de usar o Sahel para ajudar o Lakurawa e os bandidos, fornecendo-lhes equipamentos e treino", disse Daniel Bwala, porta-voz do Presidente Bola Tinubu.

A Nigéria está a coordenar os esforços com os Estados Unidos e são esperados mais ataques das forças armadas norte-americanas, disseram na altura altos funcionários nigerianos, que pediram para não serem identificados.

Os Estados Unidos não se pronunciaram publicamente sobre possíveis novos ataques, mas o chefe do Pentágono, Pete Hegseth, incluiu as palavras "mais por vir" numa publicação na rede social X, em que anunciou o ataque no dia de Natal.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por outro lado republicou o anúncio do ataque, sem mais comentários.

Trump regressou à Casa Branca com a promessa aos eleitores norte-americanos de retirar os Estados Unidos de conflitos em todo o mundo, mas dedicou grande parte do primeiro ano do segundo mandato à política externa e nem sempre no tabuleiro da diplomacia.

O Presidente norte-americano fez uso da força por várias vezes, desde em ataques contra alegados terroristas na Somália, Iémen e Síria até ao ataque massivo a instalações nucleares do Irão e terminou o ano envolvendo-se militarmente na Venezuela, ao liderar, no início de janeiro, o rapto do Presidente do país sul-americano, Nicolás Maduro.

O ataque no noroeste da Nigéria atingiu a região de Sokoto, uma área onde um bispo católico local afirmou em outubro que os cristãos não estão a enfrentar perseguições.

O ministério da Defesa nigeriano disse que os alvos estavam ligados ao grupo Estado Islâmico e o ministro da Informação da Nigéria, Mohammed Idris, afirmou na rede social X que os ataques foram lançados a partir de navios no Golfo da Guiné e utilizaram drones MQ-9 Reaper.

Terão sido disparadas 16 munições guiadas por GPS, que neutralizaram elementos do Estado Islâmico que tentavam entrar na Nigéria pelo corredor do Sahel.

O país de cerca de 230 milhões de pessoas, o mais populoso da África, está dividido de forma praticamente igual entre populações muçulmanas e cristãs e é dilacerado pela violência há décadas.

Após um ano a processar algas, cabo-verdianas colhem tomate e milho... Um ano após começarem a apanhar algas na costa da ilha de Santiago, Cabo Verde, Maria José Carvalho e as colegas estão a colher o tomate e milho que essas mesmas algas ajudaram a fertilizar, numa receita útil para todo o mundo.

Por  LUSA 

"Eu já acreditava nesta ideia, mas agora tenho a certeza de resulta: o tomate é excelente, já provei, ao fazer salada e é muito bom", conta à Lusa, no meio de uma parcela de terreno em Moia Moia, onde já apanharam mais de 70 quilos de tomate e muita maçaroca de milho.

Ao mesmo tempo fazem medição de vários parâmetros (acidez, humidade, calibre, peso) antes de enviarem amostras para análises detalhadas na Universidade de Iorque, Reino Unido, parceiro científico, para certificação dos produtos.

Um trabalho em conjunto com o Instituto Nacional de Investigação e Desenvolvimento Agrário (INIDA) cabo-verdiano, explica Edita Magileviciute, bióloga marinha e presidente da Associação Cabo-Verdiana de Ecoturimo (Eco-CV), motor do projeto.

A colheita que agora é feita mostra que "a agroecologia funciona, não precisamos de fertilizantes químicos" e até o estrume animal poder ser opcional, "sobretudo nas comunidades costeiras", indica Edita, que mostra pacotes de algas secas nas mãos.

São fertilizantes que as mulheres produzem num pequeno pavilhão e que tanto podem ser secos como líquidos.

De uma ou outra forma, "são mais baratos e, mais importante, mais saudáveis" que quaisquer químicos.

No último ano, contabilizaram-se "mais de 150 toneladas de algas encalhadas" só na baía de Moia Moia, que, "em princípio, são consequência das mudanças climáticas", arrastando-as desde as Caraíbas.

A subida de nível do mar e o aumento de nutrientes fazem com que as algas cresçam mais, desequilibrando ecossistemas em vários pontos do planeta.

"Procurando soluções na componente social, resolvemos problemas ecológicos", assinalou.

O projeto está a transformar um problema numa oportunidade, adaptando a uma comunidade cabo-verdiana um processo que já funcionou noutros países -- onde até se fazem biocombustíveis a partir de algas.

"Esperamos que o projeto vá em frente, para termos mais rendimentos. Somos sete mulheres no mar e no campo, não temos planos para emigrar", conta Leise Fernandes, acrescentando que os maridos apoiam a iniciativa de emancipação feminina.

"Explicámos o que queríamos ir eles entenderam", acrescenta, enquanto ajuda colegas no terreno: além da colheita, há um trabalho metódico em redor de uma tabela de monitorização do crescimento do tomate, onde são registados vários parâmetros.

Maria José Carvalho carrega um analisador de solo, uma régua de precisão e uma fita métrica para verificar valores.

O projeto arrancou no final de 2024, incluiu aulas de natação e identificação de algas e os próximos passos incluem "testes de composição nutritiva e certificação, para os produtos entrarem no mercado", com o objetivo de que a iniciativa seja rentável e autossustentável, refere Edita.

"Criámos uma microempresa liderada por mulheres que preparam tudo", incluindo a metodologia, sobre a qual "podem dar formação" e replicar o projeto com a sigla AMMAR -- Alga Mulher Mar Agricultura Resiliência.

O núcleo passa agora por uma capacitação nas áreas de gestão e informática, "para que, no final de 2026, as mulheres estejam prontas a 100%" para comercializar os produtos agrícolas.

O foco é capacitá-las, torná-las "fortes e independentes" e Edita acredita que o projeto já não vai acabar: "com os resultados positivos que temos, absolutamente, não" - e mesmo que chegasse a um beco sem saída, este grupo já tem conhecimentos para seguir em frente.

A emigração na região, "infelizmente, continua", e até levou dois elementos da equipa no último ano.

"É a realidade", refere Edita, esperando que, quando a empresa começar a ganhar corpo, ajude a "atenuar um bocadinho" a saída de população.

Um dos parceiros mais importantes é a Universidade de Iorque, com um centro de novos produtos agrícolas por onde passam os produtos para análises e testes que não existem em Cabo Verde e que são muito caros.

No arquipélago, o INIDA tem fornecido sementes e colaborado noutros testes e tem havido ainda o envolvimento de associações comunitárias e instituições de ensino superior, como a Universidade Jean Piaget (UniPiaget) e a Universidade de Cabo Verde (UniCV).

Leise Fernandes e as colegas retomam o caminho, porque é preciso fazer de tudo um pouco: apanhar algas, fazer o composto, tratar dos campos experimentais e "ter pensamento positivo".

LFO // VM

Lusa/Fim

domingo, 25 de janeiro de 2026

OMS considera falsas razões invocadas pelos EUA para saírem da organização... O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou no sábado que as razões invocadas pelos Estados Unidos para saírem da agência da ONU são "falsas", reiterando que a saída torna aquele país e o mundo "menos seguros".

Por LUSA 

"Infelizmente, as razões invocadas para a decisão dos Estados Unidos de se retirarem da OMS são falsas", escreveu Tedros Adhanom Ghebreyesus numa publicação na rede social X (antigo Twitter), sublinhando que a OMS "sempre dialogou com os Estados Unidos, e com todos os estados membros, respeitando plenamente a sua soberania".

Apenas algumas horas após ter regressado à Presidência dos Estados Unidos, em janeiro do ano passado, Donald Trump assinou um decreto a ordenar a retirada dos Estados Unidos da OMS.

A saída tornou-se efetiva na quinta-feira, após um prazo regulamentar de um ano.

"Estamos a recuperar a nossa independência, a proteger a segurança americana e a devolver a política de saúde pública dos Estados Unidos ao povo americano", escreveu no X o secretário de Saúde norte-americano, Robert Kennedy Jr.

Num comunicado conjunto, Robert Kennedy Jr. e o secretário de Estado Marco Rubio acusaram a OMS de inúmeras "falhas durante a pandemia da covid-19" e de ter agido "repetidamente contra os interesses dos Estados Unidos".

Os dois responsáveis norte-americanos afirmaram ainda que a organização da ONU "desrespeitou e manchou tudo o que os Estados Unidos fizerem por ela", questionando a sua independência.

"É o contrário da verdade", defendeu a OMS, num comunicado citado pela Agência France Presse.

"Como faz com cada estado membro, a OMS tentou sempre colaborar de boa-fé com os Estados Unidos", lê-se na nota.

Robert Kennedy Jr sugeriu também, num vídeo publicado na sexta-feira no X, que a OMS deveria ser responsabilizada "pelas mortes de americanos sozinhos em lares de idosos e pelas pequenas empresas destruídas por obrigações irresponsáveis", como o uso de máscaras e a vacinação.

Para Tedros Adhanom Ghebreyesus essa declaração "contém informações imprecisas".

"Ao longo da pandemia, a OMS agiu rapidamente, partilhou todas as informações de que dispunha de forma rápida e transparente com o mundo e aconselhou os estados-membros com base nos melhores dados disponíveis", justificou a agência.

Além disso, referiu, "a OMS recomendou a utilização de máscaras, as vacinas e o distanciamento física, mas em nenhum momento recomendou o uso obrigatório de máscara, vacinação obrigatória ou confinamentos".

O governo norte-americano anunciou na quinta-feira que os Estados Unidos se retiraram oficialmente da OMS, recusando pagar contribuições pendentes superiores a 260 milhões de dólares (221 milhões de euros).

A saída norte-americana tem levantado preocupações em matéria de cooperação global na saúde, sobretudo face a futuras pandemias.

Quando a OMS foi fundada em 1948, Washington aderiu através de uma resolução conjunta do Congresso que estipulava que o país, ao contrário de outros membros, manteria o direito de se retirar da agência.

A administração Trump tem insistido repetidamente que não tem qualquer intenção de pagar as dívidas referentes ao período de 2024-2025, que se estimam entre 260 milhões e 280 milhões de dólares.

Criticou ainda o papel da OMS em crises globais de saúde, a sua incapacidade para adotar reformas e falta de independência em relação à influência política indevida de outros Estados-membros, numa referência direta ao poder da China.

A administração Trump criticou também que países com populações superiores à dos Estados Unidos, como a China, paguem menos contribuições.

Equipa humanitária vinda de Portugal chega a Bissau para a 12.ª Missão da Associação Bisturi Humanitário

Por RTB

Uma equipa humanitária proveniente de Portugal chega a Bissau no âmbito da 12.ª Missão Humanitária da Associação Bisturi Humanitário (ABH), cujo arranque está previsto neste sábado.

A missão terá como foco principal a área da saúde e apresenta-se como uma intervenção desafiante, com objetivos claramente definidos. Este ano, a ABH decidiu integrar dois projectos complementares:

 Cuidados Hospitalares e Cuidados de Saúde Primários.

Segundo a organização, a articulação entre estas duas áreas permitirá reforçar a resposta sanitária e alargar o impacto da ajuda, garantindo que um maior número de pessoas tenha acesso a cuidados médicos essenciais.

AS COMUNIDADES DAS ÁREAS PROTEGIDAS DOS BIJAGÓS BENEFICIAM DE DUAS EMBARCAÇÕES PARA A LIGAÇÃO ENTRE ILHAS

Por RTB

As comunidades das três áreas protegidas no arquipélago dos Bijagós beneficiaram de duas embarcações de alumínio, com vista a facilitar a mobilidade e o escoamento de produtos e bens entre as ilhas pertencentes aos Parques Nacionais de Orango, do Parque Nacional Marinho de João Vieira e Poilão e das Áreas Marinhas Protegidas Comunitárias de Urok, zonas de difícil acesso.

As duas embarcações, denominadas Omatí Minhô e Alfredo Simão da Silva — esta última em homenagem ao falecido Director do Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP) — têm capacidade para transportar, cada uma, vinte pessoas e aproximadamente três toneladas.

As embarcações foram entregues no âmbito da implementação do projecto Blue Bijagós, executado em rede pela Tiniguena, pela Parceria Regional para a Conservação da Zona Costeira e Marinha na África Ocidental (PRCM), OZDH, IBAP, Fundação BioGuiné e Palmeirinha.

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sábado, 24 de janeiro de 2026

Gronelândia: Trump diz que Estados Unidos terão soberania dos terrenos da base militar: "Teremos tudo o que quisermos"... O presidente norte-americano anunciou haver uma “estrutura para um futuro acordo” sobre a Gronelândia, após reunião com Mark Rutte em Davos

Por  cnnportugal.iol.pt  24/01/2026

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos terão soberania dos terrenos onde se localiza a base militar norte-americana na Gronelândia, com base no acordo pré-estabelecido esta semana com a NATO, em Davos, na Suíça.

Numa entrevista publicada hoje no jornal The New York Post, Trump respondeu afirmativamente ao ser questionado se os Estados Unidos passariam a controlar o terreno onde serão instaladas futuras bases militares norte-americanas na Gronelândia, que depende da Dinamarca.

“Teremos tudo o que quisermos. Estamos a manter conversas interessantes”, disse o presidente norte-americano, sem fornecer mais pormenores em relação ao pré-acordo anunciado na quarta-feira após a reunião entre Donald Trump e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, no âmbito do Fórum Económico Mundial de Davos.

Os Estados Unidos mantêm uma base militar no norte da Gronelândia ao abrigo de um amplo acordo de defesa assinado em 1951 entre Copenhaga e Washington, e atualizado em 2004.

Na quarta-feira, Trump retirou a ameaça de anexar a Gronelândia à força e de aumentar tarifas aduaneiras sobre alguns países europeus por se oporem à proposta de aquisição do território dinamarquês.

Trump alegou questões de segurança nacional perante ameaças russa e chinesa para querer a ilha do Ártico, uma região autónoma da Dinamarca, que também possui grandes reservas de hidrocarbonetos e de minérios.

Mais tarde, o presidente norte-americano anunciou haver uma “estrutura para um futuro acordo” sobre a Gronelândia, após reunião com Mark Rutte em Davos.

Donald Trump adiantou, em entrevista ao canal televisivo norte-americano FoxBusiness, que os Estados Unidos terão “todo o acesso militar” que quiserem, àquele território autónomo de um dos Estados-membros da União Europeia (UE) e da NATO.

“Podemos pôr o que precisarmos na Gronelândia porque queremos”, disse Trump, acrescentando: “Essencialmente, é acesso total, não há fim, não há limite de tempo.”

Pouco se sabe sobre o pré-acordo discutido com Mark Rutte, mas fontes citadas esta semana pelo jornal The New York Times referem que será semelhante ao estatuto das bases militares britânicas no Chipre, que continuam sob soberania do Reino Unido desde a independência da ilha do Mar Mediterrâneo, em 1960.

Os Estados Unidos reduziram a presença militar de 17 bases na Gronelândia em 1945 para uma única base com cerca de 150 elementos e mais de 300 funcionários atualmente, muitos dos quais cidadãos dinamarqueses ou gronelandeses.


O setor da energia foi, mais uma vez, visado nos ataques da última madrugada na Ucrânia. Em Kiev, mais de 2.500 edifícios estão sem aquecimento.

"Discombobulator": Trump revela arma secreta usada pelos EUA na Venezuela... O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou o uso de uma nova arma secreta, chamada "Discombobulator", na operação que resultou na captura do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro. A arma terá incapacitado as forças de defesa venezuelanas, impedindo-as de responder à ofensiva norte-americana.

Por  LUSA 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que foi usada uma nova arma secreta norte-americana na operação para capturar o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, agora deposto.

Em entrevista exclusiva ao jornal New York Post, que teve lugar na Sala Oval da Casa Branca, Donald Trump gabou-se de uma arma misteriosa que fez com que o "equipamento [da Venezuela] não funcionasse", nomeadamente, quando os helicópteros norte-americanos desceram sobre Caracas a 3 de janeiro.

A arma chama-se, em inglês "Discombobulator". Em português, a palavra traduz-se para algo como "desorganizador" ou "desorientador". Trump acrescentou que  não tem "autorização" para falar sobre esta arma.

"Adorava [falar]", mas, segundo o próprio, a segurança dos Estados Unidos exige que a arma secreta seja mantida assim mesmo - em segredo.

Na entrevista, Trump revelou apenas que o "Discombobulator" fez com que as forças de defesa da Venezuela fossem incapazes de responder à ofensiva norte-americana.

"Eles nunca conseguiram lançar os rockets. Tinham rockets russos e chineses e nunca os conseguiram lançar. Nós chegámos, eles pressionaram uns botões e nada funcionou", contou o chefe de Estado dos EUA.

Arma secreta e "Síndrome de Havana": Haverá ligação?

Trump divulgou a informação depois de ser questionado sobre relatos que se ouviram esta semana de que a administração Biden tinha comprado uma arma de energia pulsada, suspeita de criar a chamada "Síndrome de Havana".

A doença, que não é reconhecida oficialmente, terá sido identificada pela primeira vez em 2016, quando um grupo de diplomatas norte-americanos em Havana, a capital de Cuba, começaram a reportar problemas de natureza cognitiva, tais como dores de cabeça, insónias e tonturas. Com o passar dos anos, a síndrome foi denunciada noutros pontos do mundo, mas as suas causas permanecem um mistério.

Apesar de haver suspeitas de que os sintomas possam estar ligados a uma arma (e não a um vírus), ainda se sabe muito pouco sobre ambas - tanto a arma, como a tal síndrome. Contudo, alguns dos relatos no terreno feitos a 3 de janeiro coincidem com os sintomas em questão.

"A certa altura, eles lançaram algo; eu não sei como o descrever. Foi como uma onda de som muito intensa. De repente, senti que a minha cabeça ia explodir por dentro", descreveu uma das testemunhas da operação norte-americana.

"Começámos todos a sangrar do nariz. Alguns estavam a vomitar sangue. Caímos ao chão, incapazes de nos mexer. Nem sequer nos conseguíamos levantar depois daquela arma sónica - ou o que quer que tenha sido."

Na mesma altura, "todos os nossos sistemas de radar foram abaixo sem qualquer explicação", relatou um dos guardas do presidente deposto.

"Logo a seguir vimos drones, muitos drones, a sobrevoar as nossas posições. Não sabíamos como reagir", contou. E, depois dos drones, chegaram os helicópteros, "apenas oito", com cerca de 20 soldados norte-americanos.

Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, foram capturados no passado dia 3, durante a madrugada, pelas forças norte-americanas, que alegaram estar a dar cumprimento a um mandado judicial para deter o presidente venezuelano. Tanto Maduro quanto a esposa estão agora detidos nos EUA, e acusados de narcotráfico, entre outros crimes.


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A fortuna de Donald Trump encontra-se entre as 600 maiores do mundo, com a revista Forbes a colocá-la, na primeira quinzena de janeiro, no posto 580, com o equivalente a 6,2 mil milhões de euros. A imprensa dos Estado Unidos fala num aumento substancial em cerca de 12 meses, graças a atividades que em nada têm a ver com as funções do Presidente Trump na Casa Branca.


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Emmanuel Macron, Keir Starmer e Giorgia Meloni reagiram às declarações do Presidente dos EUA, que questionou o desempenho das tropas aliadas da NATO no Afeganistão. O Presidente francês classificou os comentários como "inaceitáveis" e reiterou gratidão às famílias dos soldados mortos. 

Se Rússia ocupar toda a Ucrânia, Europa pode ter 10 milhões de migrantes... A Europa poderá ver, este ano, regressar a casa cerca de dois milhões de ucranianos caso haja acordo de paz, ou deslocações de 10 milhões de pessoas se a Rússia ocupar todo o país, prevê uma análise internacional.

Por LUSA 

Num relatório divulgado pelo Centro Internacional para o Desenvolvimento de Políticas de Migração (ICMPD, na sigla em inglês) sobre as tendências migratórias esperadas para 2026, os analistas do organismo alertam que, caso o conflito na Ucrânia se agrave, os países europeus poderão enfrentar novas chegadas em grande escala.

A Ucrânia é, atualmente, o conflito que mais afeta as deslocações de pessoas na Europa, mas o ICMPD sublinha que as tendências migratórias para o continente vão ser influenciadas sobretudo por quatro países-chave.

A par da Ucrânia, país alvo de uma ofensiva militar russa desde fevereiro de 2022, o centro de reflexão em matérias migratórias também identifica a Venezuela, a Síria e o Afeganistão.

"As evidências históricas ligam conflitos prolongados a elevados níveis sustentados de deslocação", refere a organização intergovernamental no relatório, adiantando que, no ano passado, foi registado "um pico histórico" nos conflitos globais.

Em 2025, "o Índice Global da Paz registou 59 conflitos ativos entre Estados em todo o mundo, o maior número desde a Segunda Guerra Mundial", nota o ICMPD, admitindo que o cenário global mostra "poucas perspetivas de alívio" em 2026.

"Os conflitos são cada vez mais prolongados e internacionalizados, impulsionados pela fragmentação geopolítica e pela rivalidade entre grandes potências", sustenta a organização com sede em Viena, Áustria.

Para esta organização de apoio às políticas migratórias, "as crises em curso e as emergentes continuam a ser a principal fonte de incerteza nas perspetivas migratórias da Europa", apesar de observar que os pedidos de asilo e as chegadas irregulares à União Europeia (UE) diminuíram acentuadamente (na ordem dos 25%) nos últimos dois anos.

A tendência de decréscimo foi causada, explica, pelo contínuo controlo migratório por parte dos Estados (europeus e parceiros), o que deverá ser reforçado pela implementação, a partir de junho deste ano, do novo Pacto Migratório da UE.

O novo pacto vai absorver, de acordo com a análise do centro internacional, grande parte da capacidade dos Estados-membros ao longo de 2026, mas também levará a um maior reforço da cooperação com os Estados vizinhos, até porque um dos objetivos é aumentar substancialmente o regresso de quem reside ilegalmente no território da União Europeia.

"Em 2025, pela primeira vez em muitos anos, os governos europeus retomaram os regressos de migrantes irregulares à Síria e ao Afeganistão, ao abrigo de acordos com as respetivas autoridades" e afetando pequenos grupos, normalmente de criminosos condenados, aponta, indicando que essa retoma revela uma nova tendência.

"Isto mostra que os objetivos da política migratória têm precedência sobre as preocupações relacionadas com o regime democrático", assinala o ICMPD, acrescentando prever que este ano haja uma intensificação das operações de regresso.

O ICMPD, no qual Portugal está representado, tem como objetivo a cooperação internacional em matéria de asilo e imigração, através de análises e recomendações que visam sobretudo o controlo dos movimentos migratórios, o combate à imigração irregular e a promoção de vias legais e seguras.


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A Ucrânia denunciou hoje os ataques russos durante a noite que causaram pelo menos um morto no país, numa altura em que ucranianos, russos e norte-americanos participam em conversações em Abu Dhabi


Irão promete responder a ameaças de Trump no terreno... A Guarda Revolucionária iraniana prometeu hoje responder no terreno às ameaças do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o anúncio do envio de uma "frota enorme" norte-americana para águas próximas do Irão.

Por LUSA 

"Trump fala muito, mas deve estar seguro de que receberá a resposta no campo" de batalha, afirmou o comandante da Força Aeroespacial do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, Majid Mousavi, em declarações citadas pela televisão estatal Press TV.

Mousavi é o responsável pelo programa de mísseis balísticos iraniano como chefe da força aérea do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica.

Com centenas de milhares de efetivos, a força também conhecida por Guarda Revolucionária foi criada na sequência da revolução de 1979, que instituiu a República Islâmica, e tem por missão proteger o regime liderado pelo clero xiita.

Também o antigo general da Guarda Revolucionária e atual membro da Comissão de Segurança Nacional, Esmail Kowsari, reiterou que Teerão responderá de forma letal em caso de ataque, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

"Se os inimigos cometerem um ato agressivo, receberão uma resposta letal e dissuasora, e as bases norte-americanas na região serão um dos principais objetivos", afirmou, citado pela agência iraniana Fars.

Trump tem ameaçado Teerão com uma intervenção desde o início dos protestos no Irão, no final de dezembro, motivados pela desvalorização da moeda do país, o rial, e que evoluíram para contestação ao regime da República Islâmica.

As autoridades iranianas reprimiram as manifestações, que atribuem a uma instigação dos Estados Unidos e de Israel, resultando em milhares de mortos.

Organizações não-governamentais (ONG) da oposição têm divulgado balanços que variam entre 3.000 e 5.000 mortos, maioritariamente manifestantes, mas também membros das forças da ordem.

Trump afirmou na quinta-feira que uma "frota enorme" se dirigia para as proximidades do Irão e advertiu Teerão para que cessasse a repressão contra os manifestantes.

O porta-aviões "Abraham Lincoln", que se encontrava no mar da China Meridional, foi enviado para o Golfo Pérsico, de acordo com as autoridades de defesa dos Estados Unidos.

Face ao aumento de tensão, várias companhias aéreas europeias, incluindo a Air France, a alemã Lufthansa e a neerlandesa KLM cancelaram voos para a região do Médio Oriente.


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O procurador-geral do Irão classificou hoje como "completamente falsas" as repetidas declarações do presidente dos EUA que suspendeu as execuções por enforcamento de 800 manifestantes detidos naquele país


Elon Musk: "A morte tem alguns benefícios"... O magnata multimilionário e dono da Tesla, da SpaceX, do X e da xAI marcou presença no Fórum Económico Mundial e afirmou que acredita que, eventualmente, se encontrará uma forma de combater os efeitos do envelhecimento.

Por Noticiasaominuto.com 

O magnata multimilionário Elon Musk marcou presença no Fórum Económico Mundial que teve lugar esta semana em Davos, na Suíça, e, numa conversa com o CEO da BlackRock, Larry Fink, afirmou que o envelhecimento é um “problema muito solucionável”.

O dono da Tesla, da SpaceX, do X e da xAI acredita que, eventualmente, se encontrará formas de combater os efeitos do envelhecimento, mas também se questionou se será benéfico fazê-lo.

Musk começou por indicar que, eventualmente, se entenderá o que causa o envelhecimento e notou que deverá serer algo “incrivelmente óbvio” dado que faz com que todas as células envelheçam ao mesmo ritmo.

“Nunca vi na minha vida ninguém com um braço esquerdo velho e um braço direito novo, portanto, porque é que isso acontece? Deve haver um relógio que está a sincronizar 35 biliões de células no teu corpo”, afirmou Musk, notando logo a seguir que combater o envelhecimento do corpo não deverá ser totalmente benéfico para a sociedade.

“Sabes, a morte tem alguns benefícios”, notou o empresário de acordo com o site Business Insider. “Há uma razão para não vivermos mais tempo, porque se as pessoas viverem mais, penso que haveria o risco de uma ossificação da sociedade. De as coisas ficarem estagnadas. Pode tornar-se algo sufocante. Uma falta de vitalidade, mas, dito isto, penso que encontremos formas de prolongar a vida e talvez até de reverter o envelhecimento? Acho que isso é altamente provável”.

Lula da Silva acusa Trump de querer "criar uma nova ONU"... O Presidente brasileiro, Lula da Silva, acusou esta noite o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, de querer "criar uma nova ONU", na qual "ele, sozinho, é o dono".

Por LUSA 

"O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo, ou seja, está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada", criticou Lula da Silva hoje, na cidade de Salvador, durante o 14.º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra.

O chefe de Estado brasileiro disse ainda que em vez de se tentar corrigir a ONU "com a entrada de novos países, com a entrada de México, do Brasil, de países africanos", o que Donald Trump está a fazer é "uma proposta de criar uma nova ONU, e ele, sozinho, é o dono da ONU".

Até agora, cerca de 20 nações, algumas delas lideradas por aliados próximos de Trump, manifestaram o seu apoio à iniciativa, mas as grandes potências e a maioria dos países europeus têm-se mostrado reticentes, por considerarem que o Conselho  da Paz enfraquece a ONU.

Lula da Silva criticou ainda os planos revelados esta semana por Trump no Fórum Económico Mundial, em Davos (Suíça), para a construção de complexos hoteleiros de luxo numa Gaza devastada pela guerra entre o Hamas e Israel.

"Você viu a fotografia do que vão tentar fazer em Gaza? Um resort, ou seja, derrubaram e mataram mais de 80 mil pessoas para agora fazer hotel de luxo", criticou.


Leia Também: João Lourenço critica "contexto de humilhação" vivido pelas Nações Unidas

O Presidente angolano criticou hoje o "retrocesso assustador" mundial nas conquistas democráticas já alcançadas, com as Nações Unidas a viverem "num contexto de autêntica humilhação, sem capacidade de exercer o papel que lhe cabe".


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Moscovo exige que cidadãos informem sobre a sua residência no estrangeiro... O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo preparou um projeto de lei que exige aos cidadãos russos no estrangeiro que informem sobre as suas outras cidadanias e autorizações de residência, noticiou hoje o jornal Kommersant.

Por  LUSA 23/01/2026

Os cidadãos serão obrigados a informar as autoridades russas sobre a obtenção de uma cidadania estrangeira ou de uma autorização de residência noutro país no prazo de 60 dias após a receção do documento, segundo o diário russo citado pela agência Efe.

Atualmente, se um cidadão estiver no estrangeiro, deverá fazê-lo no prazo de 60 dias após o regresso à Rússia, e a notificação às embaixadas e consulados russos no estrangeiro é voluntária.

A lei exige ainda uma notificação prévia de 60 dias para aqueles que solicitam a cidadania ou uma autorização de residência, independentemente do seu local de residência.

O incumprimento acarreta sanções penais, que podem incluir uma multa de 200.000 rublos (2.250 euros, à taxa de câmbio atual) ou até 400 horas de serviço comunitário.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros acredita que isto "aumentará a eficácia das missões no estrangeiro na garantia dos direitos, interesses e segurança dos seus cidadãos".

O documento introduz uma definição do que se entende por "cidadão russo residente permanente fora do país", alguém que "além do passaporte russo, possui cidadania ou autorização de residência noutro país".

E acrescenta: "Está registado num domicílio na Rússia, mas o cidadão permanece efetivamente noutro país durante pelo menos 183 dias".

Presidente angolano exige "libertação incondicional" de Simões Pereira... O presidente angolano exigiu hoje a "libertação incondicional" do presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, detido na sequência do golpe militar na Guiné-Bissau que se seguiu às eleições.

Por  LUSA 23/01/2026

João Lourenço, que discursava, em Luanda, na cerimónia de cumprimentos de ano novo apresentado pelo corpo diplomático acreditado em Angola, considerou um "caso inédito na história dos processos eleitorais em África" o facto de "nunca os verdadeiros resultados eleitorais" na Guiné-Bissau terem sido tornados públicos.

O chefe de Estado angolano exigiu também a libertação incondicional do Presidente deposto por um golpe de Estado no Níger, Mohamed Bazoum, detido desde 2023.  

Na sua intervenção, João Lourenço frisou que, face à recorrência de golpes de Estado no continente africano, impõe-se cada vez mais a necessidade de se reforçarem as medidas de desencorajamento e condenação destas práticas "reprováveis a todos os títulos".

"Aproveitamos esta ocasião para exigir a libertação incondicional do Presidente Mohamed Bazoum, deposto por um golpe de Estado no Níger, assim como de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC da Guiné-Bissau, país que realizou recentemente eleições, mas que, num caso inédito na história dos processos eleitorais em África, nunca os verdadeiros resultados eleitorais foram tornados públicos", disse.

O também presidente em exercício da União Africana destacou que, estando no fim do seu mandato, continua por alcançar o objetivo de se pôr fim aos conflitos armados no continente, o que obriga a continuar a envidar esforços para realizar "o sonho do silenciar das armas em África".

"Estamos a chegar ao fim da presidência rotativa da União Africana, que assumi em fevereiro do ano transacto, com o compromisso de me empenhar na promoção da paz, da segurança e da estabilidade em África, sem os quais o continente africano não conseguirá realizar plenamente os seus objetivos de desenvolvimento", disse.

João Lourenço salientou que não regateou, "em momento algum, nos esforços no sentido de contribuir para a solução dos conflitos no continente", destacando os que assolam o Sudão e a República Democrática do Congo e encorajando as autoridades governamentais e sociedade civil congolesas a realizarem o diálogo intercongolês "sem mais demoras".

Para João Lourenço, 2025 foi um ano de várias realizações, que projetaram Angola internacionalmente, marcado não só pela celebração do jubileu dos 50 anos da independência nacional como também por assumir, pela primeira vez, na história recente, a presidência rotativa da União Africana.

Segundo João Lourenço, Angola tem exercido esta responsabilidade num contexto particularmente exigente e de grande complexidade, caracterizado por conflitos persistentes em várias regiões africanas e do mundo, instabilidade política, recorrência de golpes de Estado e recuos democráticos em muitas zonas de África, crises sanitárias e económicas graves, desafios climáticos e energéticos e um preocupante enfraquecimento dos mecanismos tradicionais de diálogo e cooperação internacional.

Em 2025, destacou João Lourenço, Angola, em representação de África, procurou afirmar a voz do continente nos principais fóruns de governação global, com destaque para a Cimeira do G20, na África do Sul, o TICAD, no Japão, a Cimeira União Africana-União Europeia, em Luanda, a quarta conferência internacional sobre financiamento e desenvolvimento, realizada em Sevilha, Espanha, e a participação na 80.ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

"Nos diferentes eventos em que participámos defendemos posições que podem contribuir para a reforma da arquitetura financeira internacional, para um acesso mais justo ao financiamento para o desenvolvimento, na busca de soluções sustentáveis para a dívida e uma reposta equilibrada aos choques globais que afetam desproporcionalmente os países em desenvolvimento", enfatizou.