sexta-feira, 22 de agosto de 2025

"Não ousem". Venezuela garante estar preparada para se defender dos EUA... O ministro de Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, advertiu os Estados Unidos para que não ousem a atacar o país, porque os venezuelanos estão preparados para defender a pátria, assim como enfrentarão a reação da América Latina.

© FEDERICO PARRA/AFP via Getty Images   Lusa   22/08/2025

Caracas recebeu como ameaça a notícia de que Washington enviou para águas caribenhas navios lança-mísseis e 4.000 fuzileiros numa alegada operação contra cartéis narcotraficantes, em resposta à qual Caracas anunciou a deslocação por todo o país de 4,5 milhões de milicianos, componente da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB).

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, apelou esta quinta-feira a uma mobilização este fim de semana da milícia, dos reservistas e de "todo o povo", para enfrentarem as "ameaças" dos Estados Unidos.

"Considero necessário e oportuno que no sábado e no domingo tenhamos um grande dia de mobilização (...) para dizer ao imperialismo: Chega de ameaças! A Venezuela rejeita-vos, a Venezuela quer a paz!", declarou Maduro durante uma cerimónia de condecoração de milicianos.

"Eu digo aos Estados Unidos para não ousarem meter a mão aqui na Venezuela. Digo isso em nome da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), que sente isso nos corações e nas almas, para que não ousem, que não seremos apenas as Forças Armadas", disse em um vídeo divulgado nas redes sociais Vladimir Padrino López.

O ministro explicou que os venezuelanos "são um povo unido, com identidade nacional, que quer e ama a paz, que quer e ama a pátria".

"Não ponham um pé em território venezuelano nem agridam a nossa soberania, porque não seria apenas [contra] a Venezuela, seria uma agressão contra toda a América Latina", acrescentou.

"Mesmo que existam governos vassalos, amantes dos senhores imperiais, mesmo assim, os povos estão aí. Isso seria uma agressão contra todos os povos da América Latina e das Caraíbas", disse ainda Padrino Lopez.

Num evento separado, durante um ato com militares, o ministro rotulou o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, como "nauseabundo", por acusar os oficiais das FANB de armazenarem drogas nos quartéis venezuelanos.

"Viram isso? Que coisas realmente bizarras. Eles conhecem a nossa história desde [Simón] Bolívar até agora. Conhecem muito bem a força do povo venezuelano, dos seus soldados, homens, e mulheres (...). Eles sabem do que somos feitos e é por isso que querem forçar uma mudança de regime na Venezuela, destruir a Constituição, para fazer uma nova, neoliberal, que obedeça aos interesses dos impérios", afirmou.

O governante sublinhou que a Venezuela "tem a maior reserva de petróleo, de gás e minerais do mundo" debaixo da terra, e na superfície é povoada por uma "estirpe humana, que vai defender cada centímetro do seu território, do seu espaço aéreo e marítimo".

O presidente do Assembleia Nacional da Venezuela (ANV), Jorge Rodríguez, disse na quarta-feira que a Venezuela é o país do continente americano com mais vitórias no combate ao tráfico de droga, e advertiu que as autoridades vão deter os estrangeiros que entrem no país sem autorização.

"Portanto, seja quem for o estrangeiro que entre neste país sem autorização, entra, mas não sai, fica aqui. Fica preso, ou fica como ficar, mas fica", ameaçou Rodríguez.

A imprensa norte-americana noticiou que Washington tem planos para enviar cerca de 4.000 fuzileiros navais para a zona.

Washington não reconhece o resultado das duas últimas reeleições presidenciais de Maduro e acusa-o de liderar o Cartel de los Soles, que considera uma organização criminosa de tráfico de drogas.

A Procuradoria-Geral dos Estados Unidos oferece ainda uma recompensa de 50 milhões de dólares (43 milhões de euros) por informações que possam levar à sua detenção.


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Ministro ameaça destruir cidade de Gaza: "Portas do inferno abrir-se-ão"... O ministro israelita da Defesa advertiu hoje que a cidade de Gaza poderá ser destruída, a menos que o Hamas aceite os termos de Israel, enquanto o país se prepara para uma ofensiva ampliada na área.

© Getty Images  Por Lusa  22/08/2025 

Um dia depois de o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ter dito que autorizaria as forças armadas a tomar a cidade de Gaza, o ministro da Defesa Israel Katz advertiu que a maior cidade do enclave poderá "transformar-se em Rafah e Beit Hanoun", áreas reduzidas a escombros no início da guerra.

"As portas do inferno abrir-se-ão sobre as cabeças dos assassinos e violadores do Hamas em Gaza - até que concordem com as condições de Israel para acabar a guerra", escreveu Katz numa publicação na rede social X.

O ministro reafirmou ainda as exigências de cessar-fogo impostas por Israel: libertação de todos os reféns e desarmamento completo do Hamas.

O Hamas disse que libertaria os reféns em troca do fim da guerra, mas rejeitou o desarmamento sem a criação de um Estado palestino.


Ucrânia reclama recuperação seis localidades em Donetsk... O chefe do Estado-maior das Forças Armadas ucranianas, Oleksander Sirski, afirmou hoje que as tropas de Kiev avançaram "com sucesso" numa contraofensiva na zona leste do país e recuperaram o controlo de seis localidades na região de Donetsk.

© GENYA SAVILOV/AFP via Getty Images   Por LUSA

Numa mensagem na plataforma Telegram, Sirski sublinhou que examinou com outros oficiais a evolução do conflito nas zonas "mais difíceis", onde admite que a Rússia tem superioridade numérica.

No entanto, acrescentou o líder militar ucraniano, Moscovo terá registado "centenas de baixas".

"A principal tarefa é responder eficazmente às mudanças nas táticas do inimigo, preservando, na medida do possível, a vida dos defensores da Ucrânia", adiantou, na mensagem em que aplaude a coragem e a dedicação das tropas.

Por sua vez, Moscovo informou hoje que pelo menos duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas numa zona residencial da cidade de Yenákiyevo (controlada pela Rússia), em Donetsk, na sequência de ataques ucranianos.

A informação das vítimas foi avançada pela agência russa TASS, que também avançou que as forças russas tinham "libertado" a comunidade de Aleksandro-Shultino, também em Donetsk.

Já a agência ucraniana Ukrinform noticiou entretanto ataques na região de Zaporijia, no sul, que atingiram uma escola. As informações preliminares, fornecidas pelo governador regional, Ivan Fedorov, não mencionam o registo de vítimas.

"O edifício da escola está a arder, os edifícios residenciais estão danificados; estas são as consequências do ataque russo à comunidade de Stepnohirsk", escreveu Fedorov no Telegram.

A Força Aérea Ucraniana disse hoje que a Rússia lançou 574 drones e disparou 40 mísseis contra a Ucrânia durante a noite de quarta-feira, tendo provocado a morte de uma pessoa na zona ocidental do país.

De acordo com um comunicado da Força Aérea de Kyiv, este foi o maior ataque aéreo da Rússia desde julho.

No mesmo texto é indicado que a Rússia usou um total de "614 armas de ataque aéreo": 574 aparelhos aéreos não tripulados (drones) e 40 mísseis.


Leia Também: Trump 'sugere' a Kyiv: "É difícil ganhar guerra sem atacar invasor"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, sugeriu hoje que a Ucrânia deve "jogar ao ataque" para ter alguma hipótese de vencer a Rússia, em contraste com a posição diplomática anteriormente defendida, fundamentada num encontro entre os líderes ucraniano e russo.

Relatório: Imigração ilegal nos EUA atingiu valor recorde de 14 milhões em 2023... O número de pessoas em situação ilegal nos Estados Unidos atingiu em 2023 um novo máximo de 14 milhões, revelou hoje um grupo de investigação, retratando um aumento significativo ainda muito abaixo das estimativas do Presidente Donald Trump.

© Alex Pena/Anadolu via Getty Images    Por  Lusa

O indicador do 'think tank' (grupo de reflexão) Pew Research Center aumentou face aos 11,8 milhões registados no ano anterior e ultrapassou o recorde anterior, que foi de 12,2 milhões em 2007, segundo referiu a agência norte-americana Associated Press (AP).

O aumento foi impulsionado por cerca de 6 milhões de pessoas que se encontravam no país com alguma forma de proteção legal. Trump retirou muitas dessas proteções desde que assumiu o cargo, em janeiro passado.

O Pew, cujas estimativas remontam a 1990, apontou que, embora 2023 seja a sua análise completa mais recente, as conclusões preliminares mostram que o número aumentou em 2024, embora a um ritmo mais lento, depois de o então presidente Joe Biden (democrata) ter restringido severamente o asilo na fronteira em junho desse ano.

O número caiu este ano sob a administração do republicano Donald Trump, mas ainda é provável que ultrapasse os 14 milhões.

A população total de imigrantes nos Estados Unidos (EUA), independentemente do estatuto legal, atingiu um recorde histórico de mais de 53 milhões em janeiro de 2025, representando um recorde de 15,8% da população do país.

O número caiu desde então, o que, segundo o Pew, seria a primeira vez que diminuiria desde a década de 1960.

Embora seja improvável que as conclusões resolvam o debate, o relatório da Pew é uma das tentativas mais completas de medir a imigração ilegal.

Guatemala, El Salvador, Honduras e Índia foram responsáveis pelos os números mais elevados, depois do México. Os totais da Venezuela, Cuba, Colômbia, Nicarágua, Equador, Ucrânia e Peru mais do que duplicaram em dois anos.

Trump sublinhou num discurso ao Congresso em março que 21 milhões de pessoas "entraram nos Estados Unidos" nos quatro anos anteriores, superando em muito as estimativas do Pew e o que sugerem os números de detenções na fronteira.

A Federação para a Reforma da Imigração Americana, um grupo amplamente alinhado com as suas políticas, estimou 18,6 milhões em março.

O Centro de Estudos de Imigração, um grupo que defende restrições à imigração, informou que havia 14,2 milhões de pessoas ilegalmente nos EUA no mês passado, abaixo do pico de 15,8 milhões em janeiro.

Já a secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, elogiou a queda reportada de 1,6 milhões em seis meses.

O próprio departamento de Noem, através do Gabinete de Estatísticas de Segurança Interna, estima que existiam 11 milhões de pessoas ilegalmente nos EUA em 2022, a sua contagem mais recente.

O Centro de Estudos de Migração, autor de outra investigação, estimou recentemente o número em 12,2 milhões em 2022, superando o recorde anterior de 12 milhões em 2008.

As conclusões do Pew, baseadas em dados do inquérito do Departamento de Censos dos EUA e do Departamento de Segurança Interna, refletem um aumento do número de pessoas que atravessaram a fronteira ilegalmente para exercer direitos de asilo e aderir às políticas da era Biden de conceção de um estatuto legal temporário.

Trump acabou com estas políticas e procurou também reverter a expansão de Biden do Estatuto de Proteção Temporária para pessoas que já se encontravam nos Estados Unidos e cujos países são considerados inseguros para regresso.

Os estados com maior número de pessoas em situação ilegal no país foram, por ordem, a Califórnia, o Texas, a Florida, Nova Iorque, Nova Jérsia e o Illinois, embora o Texas tenha reduzido drasticamente a sua diferença em relação à Califórnia.


Leia Também: Suspensa ordem que protegia 60.000 imigrantes de serem deportados dos EUA

Um tribunal federal de recurso dos Estados Unidos suspendeu uma ordem que protegia temporariamente 60.000 imigrantes da América Central e do Nepal de serem deportados daquele país, noticiou a Associated Press.

quinta-feira, 21 de agosto de 2025

PRIMEIRO-MINISTRO VISITA INSTALAÇÕES HOSPITALARES

Em estrito cumprimento das orientações superiores de Sua Excelência o Senhor Presidente da República e Comandante Supremo das Forças Armadas, General Úmaro Sissoco Embaló, o Primeiro-Ministro, Sua Excelência o Senhor Braima Camará, efetuou na manhã de hoje uma visita ao Hospital Nacional “Simão Mendes”, bem como a várias clínicas e farmácias periféricas.

O objetivo desta deslocação foi conhecer, de forma direta e detalhada, os desafios reais enfrentados pelo setor da saúde, escutar as preocupações dos profissionais e cidadãos, e identificar as medidas urgentes que o Executivo deverá implementar para melhorar a qualidade dos serviços prestados.

Com esta iniciativa, o Governo reafirma o seu compromisso inabalável com a valorização da saúde pública, reconhecendo que a vida e o bem-estar dos guineenses são pilares fundamentais para o progresso e a dignidade nacional. 


Fonte Abel Djassi Primeiro

O Procurador da República, Fernando Gomes, efetuou uma visita à Vara Laboral do Tribunal Regional de Bissau e à Curadoria de Menores nesta quinta-feira, 21 de agosto de 2025, com o objetivo de inteirar-se da real situação dessas instituições.


  Radio TV Bantaba

Rússia rejeita envio de contingente militar europeu para a Ucrânia... Numa altura em que decorrem debates sobre as garantias de segurança que os ocidentes podem fornecer a Kyiv, a Rússia rejeitou hoje categoricamente o envio de qualquer contingente militar europeu para a Ucrânia.

© Lusa   21/08/2025 

A Rússia rejeitou hoje categoricamente o envio de qualquer contingente militar europeu para a Ucrânia, numa altura em que decorrem debates sobre as garantias de segurança que os ocidentais podem fornecer a Kiev. 

"Uma intervenção estrangeira em parte do território ucraniano (...) é totalmente inaceitável para a Rússia", afirmou o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, após conversações com o homólogo indiano, Subrahmanyam Jaishankar, em Moscovo.

Lavrov disse que as discussões do Ocidente com Kiev "estão, na essência, relacionados com a prestação de garantias através da intervenção militar estrangeira em alguma parte do território ucraniano".

Afirmou esperar que "aqueles que estão a forjar tais planos" compreendam que o envio de tropas europeias para a Ucrânia será também inaceitável para "todas as forças políticas sensatas na Europa".

Lavrov também acusou a Ucrânia de não querer uma "solução justa e duradoura" para o conflito, num momento em que os esforços diplomáticos se intensificaram na sequência de encontros impulsionados pelo Presidente norte-americano, Donald Trump.

"O regime ucraniano e os seus representantes (...) mostram claramente que não estão interessados numa resolução justa e duradoura", afirmou durante numa conferência de imprensa conjunta com Jaishankar.

Lavrov disse que os objetivos da liderança ucraniana, "certamente alimentados pelos patrocinadores ocidentais do regime de Kiev, são dirigidos contra os esforços que o Presidente Donald Trump está a fazer", segundo noticiou a agência oficial russa TASS.

Lavrov criticou o que descreveu como a pressa do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em realizar uma cimeira com o homólogo russo, Vladimir Putin, em solo europeu, de acordo com a agência espanhola EFE.

Considerou que Zelensky está a tentar substituir o trabalho diplomático "sério, árduo e difícil" para alcançar um acordo duradouro por uma cimeira prematura.

O ministro comparou a postura de Zelensky com os efeitos e truques que usava quando trabalhava como comediante na televisão russa e ucraniana antes de se tornar Presidente em 2019.

"Lembram-se que ele [Zelensky] afirmou durante muito tempo que nunca manteria conversações com Putin. Ainda não revogou o seu decreto de há três anos, que proíbe expressamente negociações com Putin", afirmou.

Lavrov pôs ainda em dúvida a legitimidade de Zelensky para assinar um futuro acordo de paz, dado que Moscovo o considera um presidente ilegítimo desde maio de 2024, quando terminou o mandato.

A Ucrânia argumenta que ainda não realizou eleições presidenciais por estar em guerra, iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022, quando invadiu o país vizinho.

18.ª reunião de peritos das Autoridades nacionais de regulação da África ocidental centrada na implementação do roaming nas redes públicas de comunicações móveis

Por  ecowas.int  21 Aug, 2025

Lomé, capital da República do Togo, acolhe a partir de 20 de agosto de 2025 uma reunião híbrida de dois dias organizada pela CEDEAO. O encontro é dedicado ao acompanhamento e avaliação da implementação do Regulamento C/REG.21/12/17 sobre o roaming nas Redes Públicas de Comunicações Móveis. O evento assinala igualmente a 18.ª reunião dos pontos focais do Roaming da região.

Esta reunião híbrida reúne os pontos focais das Autoridades Reguladoras Nacionais dos Estados-Membros da CEDEAO, representantes do Secretariado da Assembleia dos Reguladores de Telecomunicações da África Ocidental (WATRA), representantes da Direção da Economia Digital e dos Serviços Postais da Comissão da CEDEAO, representantes da UEMOA e do Escritório Nacional da CEDEAO no Togo.

Falando na cerimónia de abertura, em representação do Comissário da CEDEAO para as Infraestruturas, Energia e Digitalização, Sr. Sediko DOUKA, a Sra. Folake Olagunju, Diretora Interina da Economia Digital e Serviços Postais, saudou a plena participação dos pontos focais dos Estados-Membros nesta importante reunião.

Destacou os progressos alcançados desde a adoção do regulamento, nomeadamente através de acordos bilaterais de tarifas entre Estados-Membros. “Esta reunião é mais do que um ponto de verificação; é um catalisador. Oferece uma plataforma valiosa para os Estados-Membros trocarem experiências, partilharem lições aprendidas e fornecerem contributos práticos, especialmente para aqueles que ainda enfrentam desafios na implementação… A Comissão da CEDEAO continua totalmente empenhada em apoiar os Estados-Membros neste esforço…”, afirmou a Sra. Folake Olagunju.

No seu discurso aos participantes, o Sr. Musa Jalloh, Diretor-Adjunto de Regulação da Autoridade Nacional de Telecomunicações da República da Serra Leoa, sublinhou a importância da integração digital e de um mercado regional unificado. Elogiou o número crescente de acordos bilaterais e memorandos de entendimento entre Estados-Membros, refletindo o compromisso das autoridades em reduzir significativamente os custos das telecomunicações e melhorar a interoperabilidade em benefício dos cidadãos da região da CEDEAO.

A reunião foi oficialmente lançada pelo Sr. Michel Yaovi Galley, Diretor-Geral da Autoridade Reguladora das Comunicações Eletrónicas e dos Serviços Postais (ARCEP) do Togo, representado pelo Sr. Cabo Amar Vinyo, Diretor de Mercados e Regulação de Dados. O Sr. Vinyo apelou à plena implementação do regulamento em todos os Estados-Membros para melhorar a satisfação dos consumidores, reforçar a conectividade, democratizar o acesso à internet e promover a integração regional.

Ao longo da reunião, os pontos focais apresentarão atualizações sobre a implementação dos serviços de roaming, avaliarão a conformidade com os tetos tarifários comunitários com base no acompanhamento nacional e reverão os progressos alcançados nas tarefas atribuídas durante a 19.ª Reunião dos Ministros da CEDEAO responsáveis pelas Telecomunicações/ICT/Economia Digital. As discussões abordarão igualmente atrasos nos acordos bilaterais e explorarão preocupações dos operadores relacionadas com fraude.

Os peritos avaliarão propostas regulatórias, reverão os progressos da Comissão da CEDEAO na atualização do Quadro Regulatório e examinarão o envolvimento da WATRA com o Organismo de Reguladores Europeus das Comunicações Eletrónicas (BEREC), de forma a prestar assistência técnica para o roaming comunitário.

Recorda-se que o Regulamento C/REG.21/12/17 foi adotado em dezembro de 2017 pelo Conselho de Ministros da CEDEAO. O mesmo visa estabelecer um quadro jurídico e tarifário harmonizado para o roaming no espaço CEDEAO, reduzir os elevados custos das chamadas de voz, SMS e dados em roaming e definir os direitos e obrigações dos prestadores de serviços e reguladores comunitários.

Descoberta base secreta da Coreia do Norte que representa "potencial ameaça nuclear" para os EUA

Kim Jong-un (KCNA/EPA)    Por  CNN,  21/08/2025

Coreia do Norte tem uma base secreta de mísseis que representa uma "potencial ameaça nuclear" para os EUA

A Coreia do Norte tem uma base secreta de mísseis, que até agora não era conhecida do público, perto da sua fronteira norte com a China, que pode representar uma "potencial ameaça nuclear" para grande parte da Ásia Oriental e os Estados Unidos, de acordo com um think tank norte-americano.

A base de mísseis de Sinpung-dong está localizada a apenas 27 quilómetros da fronteira com a China. Estima-se que armazene até nove mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) com capacidade nuclear, bem como os seus lançadores móveis, segundo um relatório do think tank Center for Strategic and International Studies (CSIS), sediado em Washington.

A base é uma das cerca de 15 a 20 bases de mísseis balísticos e instalações de armazenamento de ogivas que a Coreia do Norte nunca declarou, segundo o relatório, e que se baseou em análises de imagens de satélite, entrevistas com refugiados e autoridades norte-coreanas, documentos desclassificados e dados de código aberto.

"Estes mísseis representam uma potencial ameaça nuclear para a Ásia Oriental e para os Estados Unidos", avisa o think tank, no relatório.

Uma imagem de satélite fornecida pela Planet Labs mostra a Base Operacional de Mísseis de Sinpung Dong, na Coreia do Norte, no dia 12 de agosto

A Coreia do Norte intensificou o programa de armamento nos últimos anos sob o comando do líder Kim Jong-Un, modernizando rapidamente as suas forças armadas, desenvolvendo novas armas e testando mísseis balísticos intercontinentais que podem atingir praticamente qualquer ponto dos Estados Unidos.

Estas ações violam as sanções das Nações Unidas, que limitam rigorosamente o acesso da Coreia do Norte a materiais e armas. Pyongyang também intensificou a sua cooperação com a Rússia desde a invasão da Ucrânia, enviando tropas para combater nas linhas da frente – aumentando o receio de que Moscovo possa, em troca, ajudar a impulsionar as tecnologias e as linhas de abastecimento norte-coreanas.

Esta base secreta faz parte dos esforços da Coreia do Norte para reforçar o seu programa nuclear, conclui o relatório.

A base fica num vale montanhoso estreito, separado por um riacho, e com uma dimensão de 22 quilómetros quadrados – maior do que o Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova Iorque.

Os especialistas afirmam que a localização da base junto à fronteira oferece uma vantagem geográfica – países como os Estados Unidos podem ter receio em atacá-la, uma vez que um ataque impreciso poderia atingir a China.

“Ao construir bases tão perto da China, a Coreia do Norte também pode tentar alavancar o risco político e a incerteza da resposta de Pequim para dissuadir um ataque”, teoriza Leif-Eric Easley, professor da Universidade Ewha, em Seul.

“Os decisores políticos dos EUA e da Coreia do Sul já estão conscientes da relutância de Pyongyang em abdicar destas capacidades na diplomacia do desarmamento, mas o conhecimento público destas bases pode levar mais observadores chineses a ressentirem-se das tentativas norte-coreanas de envolvimento estratégico”, acrescenta o professor.

A base começou a ser construída em 2004, de acordo com imagens de satélite, e está operacional desde 2014, segundo o relatório. Desde então, a base tem sido "bem mantida" e continua em desenvolvimento ativo – possivelmente refletindo os avanços contínuos nos testes de mísseis da Coreia do Norte.

Ainda não é claro qual o modelo de míssil balístico que está armazenado na base – mas os investigadores do CSIS acreditam que está equipado com o míssil balístico intercontinental (ICBMS) Hwasong-15 ou Hwasong-18 da Coreia do Norte, com capacidade nuclear, ou um tipo diferente de ICBM que ainda não foi revelado.

A base também lançadores de transporte ou lançadores móveis, que podem disparar rapidamente e mover-se para uma nova posição.

"Em tempos de crise ou de guerra, estes lançadores e mísseis saem da base, encontram unidades especiais de armazenamento/transporte de ogivas e conduzem operações de lançamento a partir de locais dispersos e previamente pesquisados", refere-se no relatório.

O think tank recolheu imagens de satélite que mostram as diversas instalações da base, incluindo postos de controlo de entrada, edifícios de quartéis-generais, armazéns, instalações de apoio a mísseis e pequenos edifícios residenciais.

Algumas das instalações da base foram deliberadamente cobertas com árvores e arbustos para ocultar as suas entradas, dificultando a sua localização em imagens de satélite, exceto no inverno, "quando a vegetação é escassa”.

A base secreta faz parte do "cinturão de mísseis" da Coreia do Norte, composto por várias outras bases que constituem os principais componentes da "estratégia de mísseis balísticos em evolução" de Pyongyang e das suas crescentes capacidades de dissuasão e ataque nuclear a nível estratégico", refere-se no relatório.

Estima-se que a Coreia do Norte possui entre 40 a 50 ogivas nucleares, além dos meios para potencialmente as lançar para o território continental dos EUA. Kim Jong-Un também intensificou a sua retórica nos últimos anos, prometendo fortalecer o programa nuclear do país e ameaçando usá-lo para destruir a Coreia do Sul em caso de ataque.

Comunidade muçulmana denuncia desinformação nas redes sociais... A comunidade muçulmana portuguesa denunciou desinformação sobre o islão enquanto ateístas revelam perseguição religiosa no trabalho, disseram à Lusa representantes destas comunidades, a propósito do dia de homenagem às vítimas de violência baseada na religião.

© Global Imagens    Lusa  21/08/2025

Na véspera do dia internacional de homenagem às vítimas de violência baseada na religião ou crença, que se assinala em 22 de agosto, o líder da comunidade muçulmana em Portugal, David Munir, disse à Lusa que o discurso de ódio contra o islão tem vindo a aumentar nas redes sociais devido à falta de conhecimento que as pessoas têm sobre a religião. 

Para exemplificar a desinformação nas redes sociais, o líder religioso disse que está a circular nas redes sociais um cartaz com duas mulheres, uma com burca e outra sem, com uma publicação a referir que a comunidade islâmica pediu à Câmara de Lisboa que retirasse o cartaz.

David Munir disse que não há nenhum cartaz e que a perceção de que no islão a mulher não tem liberdade é falsa.

"Acham que no Islão a mulher é submissa ao marido, o que é mentira", afirmou.

"Quando há coisas falsas que são ditas, nós fazemos um comunicado e informamos", disse o Imã, argumentando que a forma de combater difamações e preconceitos é informar.

Por seu lado, o presidente da Associação Ateísta Portuguesa, João Lourenço, disse à Lusa que a organização recebe "vários relatos de pessoas que se sentem desconfortáveis em expressar abertamente as suas crenças ateístas", no local de trabalho.

A associação realizou um inquérito em que 59 associados responderam e quase metade relatou discriminação em ambientes familiares, profissionais, escolares e sociais.

João Lourenço indicou que a associação recebeu queixas de perseguição, sobretudo no local de trabalho.

A situação torna-se "desconfortável e as pessoas acabam por mudar de emprego, ou seja, essa pressão acaba por ter consequências, seja de sentimento de mal-estar, seja de acabar por abandonar o local de trabalho, infelizmente", indicou o dirigente.

João Lourenço referiu que existe liberdade religiosa em Portugal, país onde 80 por cento da população se declara católica, mas existem exceções, indicando que a associação recebeu queixas sobre a participação dos alunos na disciplina opcional de educação moral e religiosa católica.

Os alunos da disciplina costumam ir a visitas de estudo, os estudantes que não estão inscritos não vão e a escola não oferece alternativas, relataram.

O presidente da comunidade Hindu, Manuel Mulji, questionado sobre como via a liberdade religiosa em Portugal disse à Lusa que os hindus se sentem integrados.

Enquanto em Portugal são relatados alguns casos de desinformação e discriminação, a nível mundial, a liberdade religiosa foi violada em 61 países, onde vivem cerca de cinco mil milhões de pessoas, refere um estudo divulgado, em 2023, pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre.

No mesmo ano, foram mortos 4.998 cristãos por motivos relacionados com a fé, inclusive 90% dos mortos ocorreram na Nigéria, onde os ataques a cristãos se tornaram mais comuns desde 2020, como parte de um aumento mais amplo da violência política contra civis, segundo o estudo "A perseguição religiosa e o mundo Lista de observação 2024", publicado em janeiro de 2024.

 A Coreia do Norte, a Somália, a Líbia, a Eritreia e o Iémen apresentaram as taxas mais elevadas de perseguição reportadas contra cristãos.

A perseguição religiosa piorou desde 2021 em muitos países da África subsaariana, incluindo Moçambique, Nigéria, República Democrática do Congo (RDCongo) e Sudão, sobretudo devido ao extremismo islâmico, refere um relatório do Centro Africano de Estudos Estratégicos, divulgado em 2023.

Segundo o Censos 2021, mais de sete milhões de portugueses são católicos, pelo menos um milhão diz ser ateu, cerca de 36 mil são muçulmanos e quase 20 mil são hindus.

O dia internacional de homenagem às vítimas de atos de violência baseada na religião ou crença, condena comportamentos de intolerância contra indivíduos que pertencem a diferentes grupos religiosos e a data foi adotada na Assembleia Geral da Nações Unidas em 2019.


Ataque de drone ucraniano deixa aldeias russas sem energia... Um ataque ucraniano com 'drones', hoje de manhã, deixou várias áreas residenciais sem energia na região russa de Voronezh, a sul de Moscovo, e incendiou uma empresa industrial em Rostov, nas margens do Mar de Azov.

© STRINGER/AFP via Getty Images     Lusa   21/08/2025

"Como resultado da queda de um 'drone', uma central elétrica foi danificada. Várias aldeias ficaram sem energia e vários comboios de passageiros sofreram atrasos", informou o governador regional de Voronezh, Alexander Gusev, no seu canal de Telegram.

A empresa ferroviária estatal Russian Railways (RZhD) anunciou que pelo menos 19 comboios estavam com atrasos.

Entretanto, o governador da região de Rostov, Yuri Slyusar, confirmou que não houve feridos no ataque.

O Ministério da Defesa indicou no Telegram a queda de um 'drone' numa fábrica industrial em Novoshakhtinsk, causando um incêndio que não terá provocado feridos.

O relatório diário do Ministério da Defesa dava conta da queda de 49 'drones' em território controlado pela Rússia.

A região mais afetada foi Rostov, com 21 'drones' abatidos, seguida de Voronezh, onde foram intercetados sete 'drones', em Belgorod, cinco e na península ucraniana da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, quatro.

Foram ainda abatidos 'drones' sobrevoando os territórios de Bryansk (três), Kaluga (três), Oryol (dois), o Mar Negro (dois), Kursk (um) e Tula (um).

Na quarta-feira, o ministério confirmou que as defesas aéreas russas abateram um total de 42 'drones' durante o mesmo período.

A Força Aérea Ucraniana disse hoje que a Rússia lançou 574 'drones' e disparou 40 mísseis contra a Ucrânia durante a noite de quarta-feira, tendo provocado a morte de uma pessoa na zona ocidental do país.

De acordo com um comunicado da Força Aérea de Kyiv, este foi o maior ataque aéreo da Rússia desde julho.

No mesmo texto é indicado que a Rússia usou um total de "614 armas de ataque aéreo": 574 aparelhos aéreos não tripulados ('drones') e 40 mísseis.

As forças de Kyiv reclamaram que foram abatidos 546 'drones' e 31 mísseis sobre a Ucrânia.


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quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Exército israelita "já controla entradas da Cidade de Gaza"... O Exército israelita indicou hoje que "já controla as entradas da Cidade de Gaza", numa conferência de imprensa sobre as operações preliminares da ocupação da principal cidade do enclave palestiniano.

Por LUSA 

"Iniciámos as operações preliminares nas primeiras fases da ofensiva na Cidade de Gaza", afirmou o porta-voz das forças israelitas.

Effie Defrin observou que a invasão da capital da Faixa de Gaza marca o início da "Fase 2" da operação em curso desde que Israel rompeu em 18 de março o cessar-fogo que vigorava com o grupo islamita palestiniano Hamas.

O porta-voz explicou que duas das suas unidades já estão a cercar a Cidade de Gaza.

A 99.ª Brigada de Infantaria está estacionada no bairro de Zeitun, a sul da cidadã e equipas de combate da 162.ª Divisão Blindada aguardam na cidade de Jabalia, no norte do território.

"Forças adicionais juntar-se-ão aos combates num futuro próximo", indicou.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou hoje a redução do período de preparação antes da invasão das tropas na Cidade de Gaza.

"Tendo em vista da aprovação dos planos para a operação na Cidade de Gaza, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou a redução do prazo para a tomada dos últimos bastiões terroristas e a derrota do Hamas", segundo o gabinete do chefe do Governo.

O breve texto, que poderá ser uma manobra de pressão tanto sobre o Hamas como sobre a população palestiniana forçada a deslocar-se, não aponta nenhuma data.

Foi hoje também anunciado que mais de 60 mil reservistas receberão ordens para se apresentarem nas próximas duas semanas, enquanto outros 70 mil deverão prolongar o serviço atual por mais 30 ou 40 dias.

Há quase duas semanas, o Gabinete de Segurança de Israel aprovou o plano de ocupação da Cidade de Gaza, a expansão das operações militares a campos de refugiados na costa central do território, gerando uma vaga de críticas internacionais e dentro do país.

O próprio comandante das forças armadas colocou objeções a este plano, receando que coloque em perigo os 20 reféns vivos que se calcula estarem ainda em posse das milícias palestinianas.

O plano também prevê a retirada de toda a população da Cidade de Gaza, estimada em cerca de um milhão de pessoas, muitas das quais deslocadas de outras regiões do território.

As famílias dos reféns têm-se manifestando desde então para exigir um acordo integral com o Hamas que ponha fim à guerra e devolva todos os reféns, incluindo os 30 que se presumem mortos.

Israel ainda não se pronunciou sobre a última proposta de cessar-fogo, que o Hamas aprovou há dois dias, promovida pela mediação do Egito e do Qatar.

A Faixa de Gaza, totalmente dependente de ajuda humanitária, está ameaçada por uma "fome generalizada", segundo a ONU, que pediu a entrada de apoio urgente face a uma "catástrofe inimaginável".

O conflito no enclave foi desencadeado pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, onde perto de 1.200 pessoas morreram e cerca de 250 foram feitas reféns.

Em retaliação, Israel lançou uma vasta operação militar no território, que já provocou mais de 62 mil mortos, segundo as autoridades locais, a destruição de quase todas as infraestruturas do enclave e a deslocação de centenas de milhares de pessoas.

ONU critica novas sanções dos EUA contra membros do TPI ... A ONU criticou hoje as novas sanções impostas pelo Governo norte-americano a quatro membros do Tribunal Penal Internacional (TPI) por ordenarem e conduzirem investigações sobre crimes de guerra em Gaza e no Afeganistão, entre outros casos.

Por  LUSA 

"Esta decisão representa um sério impedimento ao funcionamento do Gabinete do Procurador [do TPI] em relação a todos os casos atualmente perante o Tribunal", disse Stéphane Dujarric, porta-voz da secretaria-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que também enfatizou que "a independência judicial é um princípio básico que deve ser respeitado".

Dujarric deixou ainda claro que o Tribunal Penal Internacional (TPI) é uma instituição separada da estrutura da ONU e, consequentemente, o secretário-geral, António Guterres, "não tem autoridade nem controlo sobre ela".

Contudo, isso não impede que a ONU considere o TPI "um pilar fundamental da justiça penal internacional", e é por isso que a decisão da administração norte-americana liderada pelo Presidente Donald Trump é "preocupante", acrescentou Dujarric.

Com estas novas sanções contra os quatro membros do TPI, anunciadas pelo secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, o Governo de Trump adiciona uma nova rodada de sanções após as já emitidas em junho contra quatro juízes da instituição judicial internacional e em fevereiro contra o procurador-geral, o britânico Karim Khan.

Washington sanciona membros do TPI envolvidos em processos contra EUA e Israel

Washington sanciona membros do TPI envolvidos em processos contra EUA e Israel

Washington anunciou hoje novas sanções contra dois juízes e dois procuradores do Tribunal Penal Internacional (TPI) envolvidos em processos contra Israel e os Estados Unidos. 

Lusa | 17:34 - 20/08/2025

Desta vez, Rubio anunciou medidas sancionatórias contra Kimberly Prost, do Canadá; Nicolas Guillou de França; Nazhat Shameem Khan das Fiji; e Mame Mandiaye Niang do Senegal.

"Estes indivíduos são cidadãos estrangeiros que participaram diretamente nos esforços do Tribunal Penal Internacional para investigar, prender, deter ou processar cidadãos dos Estados Unidos ou de Israel, sem o consentimento de nenhuma das nações", explicou o líder da diplomacia dos Estados Unidos em comunicado.

As sanções incluem o congelamento de ativos mantidos pelos envolvidos nos Estados Unidos e a proibição de transações, incluindo a transferência ou recebimento de fundos, entre os identificados e cidadãos norte-americanos.

"Os Estados Unidos - que não reconhecem a jurisdição do TPI - têm sido claros e firmes na sua oposição à politização, ao abuso de poder, ao desrespeito à nossa soberania nacional e à interferência judicial ilegítima do TPI. O Tribunal representa uma ameaça à segurança nacional e tem sido um instrumento de guerra jurídica contra os Estados Unidos e o nosso aliado próximo, Israel", acrescentou Rubio.

✅️🤝Adja Satu Camará Pinto, Coordenadora do MADEM-G15, orientou a primeira reunião da Comissão de Reconciliação Interna do MADEM-G15, liderada por Tomas Gomes Barbosa.

Rússia introduz aulas de manuseamento de drones nas escolas... O programa das autoridades russas abrange mais de 500 escolas e 30 centros de formação profissional.

Por  LUSA 20/08/2025

O Governo russo começou a dar aulas sobre o manuseamento de 'drones' em escolas e centros de formação, segundo os serviços secretos britânicos, que ligam estas práticas à ofensiva militar na vizinha Ucrânia.

O programa das autoridades russas abrange mais de 500 escolas e 30 centros de formação profissional.

Mais de 2.500 professores receberam formação específica, embora o ministro da Educação russo, Valery Falkov, tenha anunciado em maio de 2024 a intenção do Governo de aumentar o número de especialistas nesta área para um milhão até 2030, indica um relatório divulgado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido.

Para Londres, a introdução do ensino com 'drones' (aeronaves não tripuladas) nas salas de aula é uma demonstração da constante militarização empreendida no sistema educacional russo, uma tendência que se tornou particularmente visível desde a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O Presidente russo, Vladimir Putin, também anunciou em junho passado a futura criação de um ramo específico das Forças Armadas em 'drones', com vista a melhorar essas capacidades também a longo prazo, de acordo com os serviços secretos britânicos.

Declarações à imprensa do CEMGFA e PM após a visita



🇬🇼🗣️ Eduardo Jorge da Costa Sanca, membro do Conselho Nacional de Jurisdição e Fiscalização do PAIGC, em conferência de imprensa.

Estado-Maior recebe a visita do PM : O Primeiro-Ministro Braima Camará, começa visita esta quarta-feira (20.08),o Estado Maior General das Forças Armadas. Para constatar avanços das obras em curso nas diferentes instalações militares aqui em Bissau

 
@Radio Voz Do Povo

Trump 'veste' pele de DJ e faz ecoar música pela Casa Branca. Ora veja... O presidente dos Estados Unidos, que está a fazer algunas remodelações estéticas na Casa Branca, decidiu testar as novas colunas do Jardim das Rosas na Casa Branca. Os jornalistas foram chamados para captar o momento.

© Reprodução X/ Daniel Baldwin   Por noticiasaominuto.com  20/08/2025 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, protagonizou mais um momento caricato nos jardins da Casa Branca, em Washington.

Desta vez, Trump decidiu testar as novas colunas colocadas no renovado Jardim das Rosas (Rose Garden, em inglês), tendo posto a tocar algumas das suas músicas favoritas.

Pela Casa Branca ecoaram músicas como 'God Bless USA' de Lee Greenwood, 'Nessum dorma' de Pavarotti, 'Are You Lonesome Tonight', de Elvis Presley ou 'You Are So Beautifull'.

O momento - que pode ver acima - foi registado pelos jornalistas, que foram levados pela porta-voz Karoline Leavitt para testemunhar. 

Donald Trump saiu da Sala Oval enquanto gesticulava ao som da música que tocava e apontava para o jardim renovado.

"O presidente queria que todos soubessem que ele está a testar as colunas para aquele que será o melhor evento da Casa Branca", disse Leavitt, citada pelo Daily Mail. Referiu também que Trump estava a controlar o som através de um iPad.

O tablóide britânico salientou ainda que Karoline Leavitt deu a entender que a primeira festa no renovado Rose Garden seria para a imprensa. "Trump disse: Talvez façamos isso". 

A porta-voz da Casa Branca disse que Donald Trump iria de férias no final do mês de agosto para Bedminster, mas que optou por cancelar esses planos, uma vez que está focado em terminar com a guerra entre a Ucrânia e a Rússia. 

"Ele é um homem com uma missão. Quer mexer-se e fazer as coisas rapidamente", destacou.

Renovações da Casa Branca? Donald Trump doou salário

"Orgulho-me de ser o único Presidente (com a possível exceção do grande George Washington) a doar o meu salário. O meu primeiro salário foi para a Associação Histórica da Casa Branca, que está a proceder a renovações muito necessárias na bela 'Casa do Povo'", escreveu Trump na sua rede social Truth Social.

O republicano insistiu que estão a ser efetuadas "grandes melhorias e embelezamentos" na Casa Branca, "a um nível nunca antes visto desde a sua criação".

Note-se que o presidente redecorou a Sala Oval, acrescentando múltiplos adornos dourados e duplicando o número de quadros, e ordenou a pavimentação do Jardim das Rosas e a instalação de dois mastros para hastear a bandeira dos Estados Unidos.

Recentemente, anunciou também a construção de um salão de baile na residência executiva, com cerca de 8.000 metros quadrados de área útil e um custo estimado em 200 milhões de dólares (cerca de 172 milhões de euros, ao câmbio atual).

"Não há alternativa ao multilateralismo", defende União Africana... O presidente em exercício da União Africana, João Lourenço, defendeu hoje numa conferência no Japão que "não há alternativa ao multilateralismo" e lamentou a "persistente dificuldade" que os países africanos têm no acesso aos mercados financeiros internacionais.

© Lusa   20/08/2025 

"Vivemos num mundo de absoluta interdependência entre as nações e, por isso mesmo, não há alternativa ao multilateralismo em cujo contexto se devem discutir os grandes problemas globais", defendeu o Presidente de Angola no discurso feito em nome da União Africana na 9.ª Conferência Internacional de Tóquio sobre o Desenvolvimento de África (TICAD), que decorre esta semana em Yokohama, no Japão.

No discurso, João Lourenço lamentou o "ressurgimento do protecionismo e das tensões geopolíticas, situação que põe claramente em risco a ordem mundial baseada no direito internacional e nas normas universais que regem as relações entre os Estados" e elogiou a postura do Japão, "parceiro incontornável" dos países africanos.

O Japão, disse, tem uma "atitude diferente na relação financeira com África", um continente que "continua a deparar-se com barreiras persistentes e um acesso limitado e sinuoso ao financiamento internacional, situação que se agrava com as notações de crédito que nos colocam vários desafios, uma vez que muitos países africanos são considerados mutuários de alto risco, dificilmente elegíveis ao capital de baixo custo, que é absolutamente essencial para o investimento em infraestruturas, a eletrificação, a industrialização e o avanço tecnológico".

Na intervenção, João Lourenço defendeu ainda que "é fundamental que ao nível das instituições internacionais de crédito, das de apoio ao desenvolvimento, bem como os países credores, se consiga conceber fórmulas que facilitem o financiamento necessário à concretização da agenda de desenvolvimento de África, de que derivará a sua contribuição para o fortalecimento e uma maior resiliência da economia global".

A TICAD decorre até sexta-feira em Yokohama, no Japão, com o tema 'Fortalecimento das parcerias para o desenvolvimento sustentável do continente africano', tendo entre os participantes o Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, e o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva.


Suíça? Áustria? Tudo aponta que encontro Putin-Zelensky será na Europa... A possibilidade de o encontro entre Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin se realizar na Europa tem ganhado cada vez mais força. A Suíça e a Áustria até já se manifestaram disponíveis para receber o presidente russo, apesar do mandado de detenção emitido pelo Tribunal Penal Internacional.

© MANDEL NGAN,ANDREW CABALLERO-REYNOLDS/AFP via Getty Images    Notícias ao Minuto com Lusa   20/08/2025 

O encontro entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o presidente russo, Vladimir Putin, ainda não tem data marcada, mas já faz correr tinta sobre as suspeitas da sua localização. A possibilidade de ser na Europa tem ganhado cada vez mais força, sobretudo para os líderes europeus.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, foi o primeiro a avançar que a uma "reunião tripartida" poderia ocorrer na Europa, um dia após o encontro entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o seu homólogo russo, e ainda antes da reunião com os líderes europeus, em Washington.

"A data e o local ainda serão determinados (...). Propusemos que tal pudesse ser na Europa", disse Merz, numa entrevista às emissoras alemãs NTV e RTL, transmitida no sábado passado.

Já na segunda-feira, após as reuniões entre Zelensky, Trump e os líderes europeus, em Washington, começou a discutir-se uma reunião apenas entre os presidentes russo e ucraniano, em dia e data ainda a anunciar.

O presidente francês, Emmanuel Macron, avançou, na terça-feira, que o encontro entre Putin e Zelensky deverá realizar-se na Europa e defendeu a sua realização em Genebra, na Suíça.

"Mais do que uma hipótese, é mesmo a vontade coletiva", declarou Macron numa entrevista transmitida pela LCI. "Será um país neutro e, por isso, talvez a Suíça. Defendo Genebra, ou outro país. A última vez que houve discussões bilaterais foi em Istambul".

A própria Suíça mostrou disponibilidade para oferecer imunidade ao presidente russo, Vladimir Putin, apesar do mandado de detenção do Tribunal Penal Internacional (TPI), sob a condição de comparecer no país para uma conferência de paz.

Além da Suíça, também o governo austríaco admitiu estar aberto a receber uma reunião Putin e Zelensky, apesar do mandado do TPI.

"Se as negociações se realizarem em Viena, entraremos em contacto com o TPI, em virtude dos nossos acordos de sede de organizações internacionais em Viena para permitir a participação do Presidente Putin", indicou numa nota o gabinete do chanceler austríaco, o conservador Christian Stocker.

As declarações de Berna e Viena surgiram um dia depois de uma reunião em Washington entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os homólogos ucraniano, Volodymyr Zelensky, francês, Emmanuel Macron, finlandês, Alexander Stubb, e os chefes dos Governos britânico, Keir Starmer, e alemão, Friedrich Merz.

Estiveram ainda presentes na capital federal norte-americana a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni.

Outra cidade em cima da mesa poderá ser Budapeste, na Hungria, com a imprensa local a levantar esta possibilidade citando "fontes oficiais norte-americanas".

A hipótese de Budapeste também foi mencionada pelo site norte-americano Politico que noticiou que a Casa Branca está a planear uma reunião trilateral na capital húngara, citando um funcionário próximo da administração Trump que falou sob a condição de anonimato.

Putin propôs a Trump reunir com Zelensky na Rússia. Ucraniano disse "não"

Também na terça-feira, fontes citadas pela agência de notícias France-Presse (AFP) revelaram que Putin propôs-se organizar um encontro bilateral com o homólogo ucraniano em Moscovo. 

As fontes indicaram que "Putin mencionou Moscovo" durante um telefonema com Donald Trump, na segunda-feira, e o presidente ucraniano, que na altura se encontrava na Casa Branca com dirigentes europeus, "respondeu 'não'".

A possibilidade de um encontro entre Putin e Zelensky começou a ser discutida após a Cimeira do Alasca, na passada sexta-feira, onde Trump e Putin discutiram sobre a guerra na Ucrânia, com a possibilidade de um cessar-fogo como a principal questão em debate, mas não foram alcançados quaisquer resultados.

A Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).

Estas condições são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que, juntamente com os aliados europeus, exige um cessar-fogo incondicional de 30 dias antes de entabular negociações de paz com Moscovo.

Por seu lado, a Rússia considera que aceitar tal oferta permitiria às forças ucranianas, em dificuldades na frente de batalha, rearmar-se, graças aos abastecimentos militares ocidentais.