sábado, 24 de janeiro de 2026

Gronelândia: Trump diz que Estados Unidos terão soberania dos terrenos da base militar: "Teremos tudo o que quisermos"... O presidente norte-americano anunciou haver uma “estrutura para um futuro acordo” sobre a Gronelândia, após reunião com Mark Rutte em Davos

Por  cnnportugal.iol.pt  24/01/2026

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos terão soberania dos terrenos onde se localiza a base militar norte-americana na Gronelândia, com base no acordo pré-estabelecido esta semana com a NATO, em Davos, na Suíça.

Numa entrevista publicada hoje no jornal The New York Post, Trump respondeu afirmativamente ao ser questionado se os Estados Unidos passariam a controlar o terreno onde serão instaladas futuras bases militares norte-americanas na Gronelândia, que depende da Dinamarca.

“Teremos tudo o que quisermos. Estamos a manter conversas interessantes”, disse o presidente norte-americano, sem fornecer mais pormenores em relação ao pré-acordo anunciado na quarta-feira após a reunião entre Donald Trump e o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, no âmbito do Fórum Económico Mundial de Davos.

Os Estados Unidos mantêm uma base militar no norte da Gronelândia ao abrigo de um amplo acordo de defesa assinado em 1951 entre Copenhaga e Washington, e atualizado em 2004.

Na quarta-feira, Trump retirou a ameaça de anexar a Gronelândia à força e de aumentar tarifas aduaneiras sobre alguns países europeus por se oporem à proposta de aquisição do território dinamarquês.

Trump alegou questões de segurança nacional perante ameaças russa e chinesa para querer a ilha do Ártico, uma região autónoma da Dinamarca, que também possui grandes reservas de hidrocarbonetos e de minérios.

Mais tarde, o presidente norte-americano anunciou haver uma “estrutura para um futuro acordo” sobre a Gronelândia, após reunião com Mark Rutte em Davos.

Donald Trump adiantou, em entrevista ao canal televisivo norte-americano FoxBusiness, que os Estados Unidos terão “todo o acesso militar” que quiserem, àquele território autónomo de um dos Estados-membros da União Europeia (UE) e da NATO.

“Podemos pôr o que precisarmos na Gronelândia porque queremos”, disse Trump, acrescentando: “Essencialmente, é acesso total, não há fim, não há limite de tempo.”

Pouco se sabe sobre o pré-acordo discutido com Mark Rutte, mas fontes citadas esta semana pelo jornal The New York Times referem que será semelhante ao estatuto das bases militares britânicas no Chipre, que continuam sob soberania do Reino Unido desde a independência da ilha do Mar Mediterrâneo, em 1960.

Os Estados Unidos reduziram a presença militar de 17 bases na Gronelândia em 1945 para uma única base com cerca de 150 elementos e mais de 300 funcionários atualmente, muitos dos quais cidadãos dinamarqueses ou gronelandeses.


O setor da energia foi, mais uma vez, visado nos ataques da última madrugada na Ucrânia. Em Kiev, mais de 2.500 edifícios estão sem aquecimento.

"Discombobulator": Trump revela arma secreta usada pelos EUA na Venezuela... O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou o uso de uma nova arma secreta, chamada "Discombobulator", na operação que resultou na captura do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro. A arma terá incapacitado as forças de defesa venezuelanas, impedindo-as de responder à ofensiva norte-americana.

Por  LUSA 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelou que foi usada uma nova arma secreta norte-americana na operação para capturar o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, agora deposto.

Em entrevista exclusiva ao jornal New York Post, que teve lugar na Sala Oval da Casa Branca, Donald Trump gabou-se de uma arma misteriosa que fez com que o "equipamento [da Venezuela] não funcionasse", nomeadamente, quando os helicópteros norte-americanos desceram sobre Caracas a 3 de janeiro.

A arma chama-se, em inglês "Discombobulator". Em português, a palavra traduz-se para algo como "desorganizador" ou "desorientador". Trump acrescentou que  não tem "autorização" para falar sobre esta arma.

"Adorava [falar]", mas, segundo o próprio, a segurança dos Estados Unidos exige que a arma secreta seja mantida assim mesmo - em segredo.

Na entrevista, Trump revelou apenas que o "Discombobulator" fez com que as forças de defesa da Venezuela fossem incapazes de responder à ofensiva norte-americana.

"Eles nunca conseguiram lançar os rockets. Tinham rockets russos e chineses e nunca os conseguiram lançar. Nós chegámos, eles pressionaram uns botões e nada funcionou", contou o chefe de Estado dos EUA.

Arma secreta e "Síndrome de Havana": Haverá ligação?

Trump divulgou a informação depois de ser questionado sobre relatos que se ouviram esta semana de que a administração Biden tinha comprado uma arma de energia pulsada, suspeita de criar a chamada "Síndrome de Havana".

A doença, que não é reconhecida oficialmente, terá sido identificada pela primeira vez em 2016, quando um grupo de diplomatas norte-americanos em Havana, a capital de Cuba, começaram a reportar problemas de natureza cognitiva, tais como dores de cabeça, insónias e tonturas. Com o passar dos anos, a síndrome foi denunciada noutros pontos do mundo, mas as suas causas permanecem um mistério.

Apesar de haver suspeitas de que os sintomas possam estar ligados a uma arma (e não a um vírus), ainda se sabe muito pouco sobre ambas - tanto a arma, como a tal síndrome. Contudo, alguns dos relatos no terreno feitos a 3 de janeiro coincidem com os sintomas em questão.

"A certa altura, eles lançaram algo; eu não sei como o descrever. Foi como uma onda de som muito intensa. De repente, senti que a minha cabeça ia explodir por dentro", descreveu uma das testemunhas da operação norte-americana.

"Começámos todos a sangrar do nariz. Alguns estavam a vomitar sangue. Caímos ao chão, incapazes de nos mexer. Nem sequer nos conseguíamos levantar depois daquela arma sónica - ou o que quer que tenha sido."

Na mesma altura, "todos os nossos sistemas de radar foram abaixo sem qualquer explicação", relatou um dos guardas do presidente deposto.

"Logo a seguir vimos drones, muitos drones, a sobrevoar as nossas posições. Não sabíamos como reagir", contou. E, depois dos drones, chegaram os helicópteros, "apenas oito", com cerca de 20 soldados norte-americanos.

Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, foram capturados no passado dia 3, durante a madrugada, pelas forças norte-americanas, que alegaram estar a dar cumprimento a um mandado judicial para deter o presidente venezuelano. Tanto Maduro quanto a esposa estão agora detidos nos EUA, e acusados de narcotráfico, entre outros crimes.


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A fortuna de Donald Trump encontra-se entre as 600 maiores do mundo, com a revista Forbes a colocá-la, na primeira quinzena de janeiro, no posto 580, com o equivalente a 6,2 mil milhões de euros. A imprensa dos Estado Unidos fala num aumento substancial em cerca de 12 meses, graças a atividades que em nada têm a ver com as funções do Presidente Trump na Casa Branca.


Leia Também: Países europeus da NATO criticam declarações "inaceitáveis" de Trump sobre Afeganistão

Emmanuel Macron, Keir Starmer e Giorgia Meloni reagiram às declarações do Presidente dos EUA, que questionou o desempenho das tropas aliadas da NATO no Afeganistão. O Presidente francês classificou os comentários como "inaceitáveis" e reiterou gratidão às famílias dos soldados mortos. 

Se Rússia ocupar toda a Ucrânia, Europa pode ter 10 milhões de migrantes... A Europa poderá ver, este ano, regressar a casa cerca de dois milhões de ucranianos caso haja acordo de paz, ou deslocações de 10 milhões de pessoas se a Rússia ocupar todo o país, prevê uma análise internacional.

Por LUSA 

Num relatório divulgado pelo Centro Internacional para o Desenvolvimento de Políticas de Migração (ICMPD, na sigla em inglês) sobre as tendências migratórias esperadas para 2026, os analistas do organismo alertam que, caso o conflito na Ucrânia se agrave, os países europeus poderão enfrentar novas chegadas em grande escala.

A Ucrânia é, atualmente, o conflito que mais afeta as deslocações de pessoas na Europa, mas o ICMPD sublinha que as tendências migratórias para o continente vão ser influenciadas sobretudo por quatro países-chave.

A par da Ucrânia, país alvo de uma ofensiva militar russa desde fevereiro de 2022, o centro de reflexão em matérias migratórias também identifica a Venezuela, a Síria e o Afeganistão.

"As evidências históricas ligam conflitos prolongados a elevados níveis sustentados de deslocação", refere a organização intergovernamental no relatório, adiantando que, no ano passado, foi registado "um pico histórico" nos conflitos globais.

Em 2025, "o Índice Global da Paz registou 59 conflitos ativos entre Estados em todo o mundo, o maior número desde a Segunda Guerra Mundial", nota o ICMPD, admitindo que o cenário global mostra "poucas perspetivas de alívio" em 2026.

"Os conflitos são cada vez mais prolongados e internacionalizados, impulsionados pela fragmentação geopolítica e pela rivalidade entre grandes potências", sustenta a organização com sede em Viena, Áustria.

Para esta organização de apoio às políticas migratórias, "as crises em curso e as emergentes continuam a ser a principal fonte de incerteza nas perspetivas migratórias da Europa", apesar de observar que os pedidos de asilo e as chegadas irregulares à União Europeia (UE) diminuíram acentuadamente (na ordem dos 25%) nos últimos dois anos.

A tendência de decréscimo foi causada, explica, pelo contínuo controlo migratório por parte dos Estados (europeus e parceiros), o que deverá ser reforçado pela implementação, a partir de junho deste ano, do novo Pacto Migratório da UE.

O novo pacto vai absorver, de acordo com a análise do centro internacional, grande parte da capacidade dos Estados-membros ao longo de 2026, mas também levará a um maior reforço da cooperação com os Estados vizinhos, até porque um dos objetivos é aumentar substancialmente o regresso de quem reside ilegalmente no território da União Europeia.

"Em 2025, pela primeira vez em muitos anos, os governos europeus retomaram os regressos de migrantes irregulares à Síria e ao Afeganistão, ao abrigo de acordos com as respetivas autoridades" e afetando pequenos grupos, normalmente de criminosos condenados, aponta, indicando que essa retoma revela uma nova tendência.

"Isto mostra que os objetivos da política migratória têm precedência sobre as preocupações relacionadas com o regime democrático", assinala o ICMPD, acrescentando prever que este ano haja uma intensificação das operações de regresso.

O ICMPD, no qual Portugal está representado, tem como objetivo a cooperação internacional em matéria de asilo e imigração, através de análises e recomendações que visam sobretudo o controlo dos movimentos migratórios, o combate à imigração irregular e a promoção de vias legais e seguras.


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A Ucrânia denunciou hoje os ataques russos durante a noite que causaram pelo menos um morto no país, numa altura em que ucranianos, russos e norte-americanos participam em conversações em Abu Dhabi


Irão promete responder a ameaças de Trump no terreno... A Guarda Revolucionária iraniana prometeu hoje responder no terreno às ameaças do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após o anúncio do envio de uma "frota enorme" norte-americana para águas próximas do Irão.

Por LUSA 

"Trump fala muito, mas deve estar seguro de que receberá a resposta no campo" de batalha, afirmou o comandante da Força Aeroespacial do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica, Majid Mousavi, em declarações citadas pela televisão estatal Press TV.

Mousavi é o responsável pelo programa de mísseis balísticos iraniano como chefe da força aérea do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica.

Com centenas de milhares de efetivos, a força também conhecida por Guarda Revolucionária foi criada na sequência da revolução de 1979, que instituiu a República Islâmica, e tem por missão proteger o regime liderado pelo clero xiita.

Também o antigo general da Guarda Revolucionária e atual membro da Comissão de Segurança Nacional, Esmail Kowsari, reiterou que Teerão responderá de forma letal em caso de ataque, segundo a agência noticiosa espanhola EFE.

"Se os inimigos cometerem um ato agressivo, receberão uma resposta letal e dissuasora, e as bases norte-americanas na região serão um dos principais objetivos", afirmou, citado pela agência iraniana Fars.

Trump tem ameaçado Teerão com uma intervenção desde o início dos protestos no Irão, no final de dezembro, motivados pela desvalorização da moeda do país, o rial, e que evoluíram para contestação ao regime da República Islâmica.

As autoridades iranianas reprimiram as manifestações, que atribuem a uma instigação dos Estados Unidos e de Israel, resultando em milhares de mortos.

Organizações não-governamentais (ONG) da oposição têm divulgado balanços que variam entre 3.000 e 5.000 mortos, maioritariamente manifestantes, mas também membros das forças da ordem.

Trump afirmou na quinta-feira que uma "frota enorme" se dirigia para as proximidades do Irão e advertiu Teerão para que cessasse a repressão contra os manifestantes.

O porta-aviões "Abraham Lincoln", que se encontrava no mar da China Meridional, foi enviado para o Golfo Pérsico, de acordo com as autoridades de defesa dos Estados Unidos.

Face ao aumento de tensão, várias companhias aéreas europeias, incluindo a Air France, a alemã Lufthansa e a neerlandesa KLM cancelaram voos para a região do Médio Oriente.


Leia Também: Trump diz que 800 prisioneiros foram poupados. Irão aponta "falsidades"

O procurador-geral do Irão classificou hoje como "completamente falsas" as repetidas declarações do presidente dos EUA que suspendeu as execuções por enforcamento de 800 manifestantes detidos naquele país


Elon Musk: "A morte tem alguns benefícios"... O magnata multimilionário e dono da Tesla, da SpaceX, do X e da xAI marcou presença no Fórum Económico Mundial e afirmou que acredita que, eventualmente, se encontrará uma forma de combater os efeitos do envelhecimento.

Por Noticiasaominuto.com 

O magnata multimilionário Elon Musk marcou presença no Fórum Económico Mundial que teve lugar esta semana em Davos, na Suíça, e, numa conversa com o CEO da BlackRock, Larry Fink, afirmou que o envelhecimento é um “problema muito solucionável”.

O dono da Tesla, da SpaceX, do X e da xAI acredita que, eventualmente, se encontrará formas de combater os efeitos do envelhecimento, mas também se questionou se será benéfico fazê-lo.

Musk começou por indicar que, eventualmente, se entenderá o que causa o envelhecimento e notou que deverá serer algo “incrivelmente óbvio” dado que faz com que todas as células envelheçam ao mesmo ritmo.

“Nunca vi na minha vida ninguém com um braço esquerdo velho e um braço direito novo, portanto, porque é que isso acontece? Deve haver um relógio que está a sincronizar 35 biliões de células no teu corpo”, afirmou Musk, notando logo a seguir que combater o envelhecimento do corpo não deverá ser totalmente benéfico para a sociedade.

“Sabes, a morte tem alguns benefícios”, notou o empresário de acordo com o site Business Insider. “Há uma razão para não vivermos mais tempo, porque se as pessoas viverem mais, penso que haveria o risco de uma ossificação da sociedade. De as coisas ficarem estagnadas. Pode tornar-se algo sufocante. Uma falta de vitalidade, mas, dito isto, penso que encontremos formas de prolongar a vida e talvez até de reverter o envelhecimento? Acho que isso é altamente provável”.

Lula da Silva acusa Trump de querer "criar uma nova ONU"... O Presidente brasileiro, Lula da Silva, acusou esta noite o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, de querer "criar uma nova ONU", na qual "ele, sozinho, é o dono".

Por LUSA 

"O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo, ou seja, está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada", criticou Lula da Silva hoje, na cidade de Salvador, durante o 14.º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra.

O chefe de Estado brasileiro disse ainda que em vez de se tentar corrigir a ONU "com a entrada de novos países, com a entrada de México, do Brasil, de países africanos", o que Donald Trump está a fazer é "uma proposta de criar uma nova ONU, e ele, sozinho, é o dono da ONU".

Até agora, cerca de 20 nações, algumas delas lideradas por aliados próximos de Trump, manifestaram o seu apoio à iniciativa, mas as grandes potências e a maioria dos países europeus têm-se mostrado reticentes, por considerarem que o Conselho  da Paz enfraquece a ONU.

Lula da Silva criticou ainda os planos revelados esta semana por Trump no Fórum Económico Mundial, em Davos (Suíça), para a construção de complexos hoteleiros de luxo numa Gaza devastada pela guerra entre o Hamas e Israel.

"Você viu a fotografia do que vão tentar fazer em Gaza? Um resort, ou seja, derrubaram e mataram mais de 80 mil pessoas para agora fazer hotel de luxo", criticou.


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O Presidente angolano criticou hoje o "retrocesso assustador" mundial nas conquistas democráticas já alcançadas, com as Nações Unidas a viverem "num contexto de autêntica humilhação, sem capacidade de exercer o papel que lhe cabe".


sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Moscovo exige que cidadãos informem sobre a sua residência no estrangeiro... O Ministério dos Negócios Estrangeiros russo preparou um projeto de lei que exige aos cidadãos russos no estrangeiro que informem sobre as suas outras cidadanias e autorizações de residência, noticiou hoje o jornal Kommersant.

Por  LUSA 23/01/2026

Os cidadãos serão obrigados a informar as autoridades russas sobre a obtenção de uma cidadania estrangeira ou de uma autorização de residência noutro país no prazo de 60 dias após a receção do documento, segundo o diário russo citado pela agência Efe.

Atualmente, se um cidadão estiver no estrangeiro, deverá fazê-lo no prazo de 60 dias após o regresso à Rússia, e a notificação às embaixadas e consulados russos no estrangeiro é voluntária.

A lei exige ainda uma notificação prévia de 60 dias para aqueles que solicitam a cidadania ou uma autorização de residência, independentemente do seu local de residência.

O incumprimento acarreta sanções penais, que podem incluir uma multa de 200.000 rublos (2.250 euros, à taxa de câmbio atual) ou até 400 horas de serviço comunitário.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros acredita que isto "aumentará a eficácia das missões no estrangeiro na garantia dos direitos, interesses e segurança dos seus cidadãos".

O documento introduz uma definição do que se entende por "cidadão russo residente permanente fora do país", alguém que "além do passaporte russo, possui cidadania ou autorização de residência noutro país".

E acrescenta: "Está registado num domicílio na Rússia, mas o cidadão permanece efetivamente noutro país durante pelo menos 183 dias".

Presidente angolano exige "libertação incondicional" de Simões Pereira... O presidente angolano exigiu hoje a "libertação incondicional" do presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, detido na sequência do golpe militar na Guiné-Bissau que se seguiu às eleições.

Por  LUSA 23/01/2026

João Lourenço, que discursava, em Luanda, na cerimónia de cumprimentos de ano novo apresentado pelo corpo diplomático acreditado em Angola, considerou um "caso inédito na história dos processos eleitorais em África" o facto de "nunca os verdadeiros resultados eleitorais" na Guiné-Bissau terem sido tornados públicos.

O chefe de Estado angolano exigiu também a libertação incondicional do Presidente deposto por um golpe de Estado no Níger, Mohamed Bazoum, detido desde 2023.  

Na sua intervenção, João Lourenço frisou que, face à recorrência de golpes de Estado no continente africano, impõe-se cada vez mais a necessidade de se reforçarem as medidas de desencorajamento e condenação destas práticas "reprováveis a todos os títulos".

"Aproveitamos esta ocasião para exigir a libertação incondicional do Presidente Mohamed Bazoum, deposto por um golpe de Estado no Níger, assim como de Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC da Guiné-Bissau, país que realizou recentemente eleições, mas que, num caso inédito na história dos processos eleitorais em África, nunca os verdadeiros resultados eleitorais foram tornados públicos", disse.

O também presidente em exercício da União Africana destacou que, estando no fim do seu mandato, continua por alcançar o objetivo de se pôr fim aos conflitos armados no continente, o que obriga a continuar a envidar esforços para realizar "o sonho do silenciar das armas em África".

"Estamos a chegar ao fim da presidência rotativa da União Africana, que assumi em fevereiro do ano transacto, com o compromisso de me empenhar na promoção da paz, da segurança e da estabilidade em África, sem os quais o continente africano não conseguirá realizar plenamente os seus objetivos de desenvolvimento", disse.

João Lourenço salientou que não regateou, "em momento algum, nos esforços no sentido de contribuir para a solução dos conflitos no continente", destacando os que assolam o Sudão e a República Democrática do Congo e encorajando as autoridades governamentais e sociedade civil congolesas a realizarem o diálogo intercongolês "sem mais demoras".

Para João Lourenço, 2025 foi um ano de várias realizações, que projetaram Angola internacionalmente, marcado não só pela celebração do jubileu dos 50 anos da independência nacional como também por assumir, pela primeira vez, na história recente, a presidência rotativa da União Africana.

Segundo João Lourenço, Angola tem exercido esta responsabilidade num contexto particularmente exigente e de grande complexidade, caracterizado por conflitos persistentes em várias regiões africanas e do mundo, instabilidade política, recorrência de golpes de Estado e recuos democráticos em muitas zonas de África, crises sanitárias e económicas graves, desafios climáticos e energéticos e um preocupante enfraquecimento dos mecanismos tradicionais de diálogo e cooperação internacional.

Em 2025, destacou João Lourenço, Angola, em representação de África, procurou afirmar a voz do continente nos principais fóruns de governação global, com destaque para a Cimeira do G20, na África do Sul, o TICAD, no Japão, a Cimeira União Africana-União Europeia, em Luanda, a quarta conferência internacional sobre financiamento e desenvolvimento, realizada em Sevilha, Espanha, e a participação na 80.ª sessão da Assembleia-Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

"Nos diferentes eventos em que participámos defendemos posições que podem contribuir para a reforma da arquitetura financeira internacional, para um acesso mais justo ao financiamento para o desenvolvimento, na busca de soluções sustentáveis para a dívida e uma reposta equilibrada aos choques globais que afetam desproporcionalmente os países em desenvolvimento", enfatizou.

Mais de 5.000 pessoas já morreram na repressão aos protestos no Irão... Mais de 5.000 pessoas morreram na repressão governamental dos protestos no Irão, disseram hoje ativistas, alertando que muitos mais podem ter morrido e que o país está sem internet há mais de duas semanas.

Por LUSA 

O balanço mais recente de mortos foi divulgado pela Human Rights Activists News Agency, com sede nos Estados Unidos, indicou que 4.716 das vítimas mortais eram manifestantes, 203 estavam ligados ao Governo, 43 eram crianças e outros 40 civis que não participavam nos protestos.

A agência acrescentou que mais de 26.800 pessoas foram detidas, um número que continua a aumentar, numa campanha realizada pelas autoridades.

Os números do grupo de direitos humanos têm sido precisos em distúrbios anteriores no Irão e dependem de uma rede de ativistas no país para verificar as mortes. Este número de mortos supera o de qualquer outra onda de protestos ou distúrbios no Irão em décadas e faz lembrar o caos que envolveu a Revolução Islâmica de 1979.

A dificuldade em obter informações do Irão persiste devido ao corte do acesso à internet por parte das autoridades em 08 de janeiro.

Há ainda o escalar das tensões entre os Estados Unidos e o Irão, à medida que um grupo de porta-aviões norte-americanos se aproxima do Médio Oriente.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, comparou o grupo de porta-aviões a uma "armada" em declarações aos jornalistas na noite de quinta-feira.

Os analistas dizem que um aumento da presença militar poderia dar a Trump a opção de realizar ataques, embora até agora o tenha evitado, apesar dos repetidos avisos a Teerão.

O procurador-geral do Irão, Mohammad Movahedi, negou hoje uma alegação de Trump de que a sua intervenção até à data teria interrompido a execução de 800 prisioneiros detidos nas manifestações, classificando os seus comentários como falsos, segundo a agência de notícias do poder judicial iraniano, Mizan.

"Esta alegação é completamente falsa. Este número não existe, nem o poder judicial tomou qualquer decisão nesse sentido", disse Movahedi, segundo a Mizan.

Isto levanta novamente dúvidas sobre a possibilidade de execuções em massa como resultado dos protestos em todo o país. As autoridades já afirmaram que alguns detidos enfrentam acusações de pena de morte.

Trump afirmou que as execuções em massa e o assassinato de manifestantes pacíficos são linhas vermelhas para um possível ataque militar dos Estados Unidos ao Irão.

Kremlin exige retirada de tropas do leste ucranano para haver paz... A presidência russa (Kremlin) exigiu hoje a retirada das tropas ucranianas do leste da Ucrânia, considerando-a uma condição necessária para a resolução do conflito, antes de uma esperada reunião tripartida entre Moscovo, Kiev e Washington, em Abu Dhabi.

Por LUSA 

"As forças armadas ucranianas devem abandonar o Donbass; devem retirar-se. Esta é uma condição muito importante", disse o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, em conferência de imprensa hoje realizada.

"Sem uma resolução para a questão territorial, é inútil esperar por um acordo a longo prazo", acrescentou.

O controlo do leste ucraniano já tinha sido apontado pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, como a questão fundamental a discutir na reunião trilateral.

"A questão do Donbass (território no leste da Ucrânia, incluindo as regiões de Donetsk e Lugansk) é fundamental", disse o Presidente ucraniano em conferência de imprensa, acrescentando que o assunto vai ser discutido em Abu Dhabi hoje e no sábado.

A realização da reunião foi anunciada pela Presidência russa durante a madrugada, após um encontro em Moscovo entre o Presidente, Vladimir Putin, e o enviado norte-americano Steve Witkoff.


Leia Também: Controlo de territórios ucranianos vai ser discutido hoje nas negociações

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse hoje que a questão fundamental do controlo sobre os territórios no leste ucraniano vai ser abordada pelas delegações ucraniana, russa e norte-americana.


Von der Leyen recorda a Zelensky que UE é quem "mais apoiou" a Ucrânia... A presidente da Comissão Europeia reconheceu hoje que a UE "nunca igualará o sacrifício do povo ucraniano", mas recordou que é quem mais apoiou o país, num montante superior a 193 mil milhões de euros.

Por LUSA 

"Sabemos que nunca igualaremos o sacrifício do povo ucraniano, mas o que podemos fazer é estar ao seu lado e penso que os números [de fundos de apoio à Ucrânia] falam por si, assim como o empenho pessoal de todos nós", afirmou Von der Leyen.

A presidente da Comissão Europeia falava em conferência de imprensa no final da cimeira extraordinária do Conselho Europeu, em Bruxelas, e reagia às palavras de Volodymyr Zelensky, que acusou a Europa de estar fragmentada e parecer perdida quando se trata de lidar com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Von der Leyen disse que, do lado europeu, "as ações valem mais do que as palavras".

"Somos quem mais apoiou a Ucrânia: mais de 193 mil milhões de euros e o Conselho Europeu acabou de decidir acrescentar a isso outros 90 mil milhões de euros para os próximos dois anos", referiu.

Por sua vez, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, questionado também sobre as declarações de Zelensky, pediu que o foco quanto à Ucrânia esteja "na questão principal".

"E a questão principal é apoiar os ucranianos a alcançar uma paz justa e duradoura. É isso que temos feito desde o primeiro dia e continuaremos a apoiar a Ucrânia e os ucranianos para que alcancem uma paz justa e duradoura", referiu.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou esta quinta-feira uma Europa que considera fragmentada e que parece perdida quando se trata de lidar com o líder norte-americano, Donald Trump.

"Em vez de se tornar numa verdadeira potência global, a Europa continua a ser um belo, mas fragmentado, caleidoscópio de pequenas e médias potências", lamentou Zelensky no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, acrescentando que "a Europa parece perdida quando tenta convencer o Presidente norte-americano a mudar" as suas posições.

Num discurso contundente, o Presidente ucraniano condenou a inação da Europa num mundo repleto de desafios, incluindo a invasão russa do seu país, afirmando que "nada mudou" num ano e que por vezes se sente como se estivesse no filme "Feitiço do Tempo", em que o protagonista está condenado a reviver o mesmo dia até que mude de atitude.

"No ano passado, aqui em Davos, terminei o meu discurso com as palavras: 'A Europa precisa de saber defender-se'. Passou um ano e nada mudou. Ainda estamos numa situação em que preciso repetir as mesmas palavras", declarou.

Os líderes da União Europeia reuniram-se esta quinta-feira numa cimeira extraordinária em Bruxelas para discutir as relações transatlânticas após ameaças dos Estados Unidos, entretanto retiradas, de impor tarifas a países que se opõem às intenções norte-americanas sobre a Gronelândia.


Leia Também: "Mundo está farto de palhaços": ministro iraniano ataca Zelensky

O responsável do executivo da República Islâmica do Irão critica o facto de o líder ucraniano, "aberta e descaradamente, defender uma agressão ilegal dos Estados Unidos da América (EUA) contra o Irão". "O Mundo já se cansou desses palhaços confundidos, Senhor Zelensky", diz Abbas Araqchi.


França interceta petroleiro suspeito de pertencer à frota fantasma da Rússia... A polícia marítima francesa revela que a interceção ocorreu em alto mar, entre a costa sul de Espanha e a costa norte de Marrocos. A frota fantasma permite à Rússia exportar petróleo de forma ilegal, apesar das sanções.

Por  SIC Notícias

A marinha francesa intercetou um petroleiro, no Mar Mediterrâneo, suspeito de pertencer à frota fantasma da Rússia.

Na rede social X (antigo Twitter), Emmanuel Macron diz que a operação foi realizada com o apoiado dos aliados, nomeadamente do Reino Unido.

A polícia marítima francesa revela que a interceção ocorreu em alto mar, entre a costa sul de Espanha e a costa norte de Marrocos. A frota fantasma permite à Rússia exportar petróleo de forma ilegal, apesar das sanções.

Caso Bedam : MINISTÉRIO PÚBLICO ACUSA PROVISORIAMENTE DOIS AGENTES DAS FDS POR HOMICÍDIO 

Por: Tiago Seide  odemocratagb.com

Ministério Público, através da Vara-Crime da Delegacia do Ministério Público do Tribunal Regional de Bissau, acusou provisoriamente, na quinta-feira, 22 de janeiro, dois agentes das Forças de Defesa e Segurança pela alegada prática do crime de homicídio, que resultou na morte de Luís Rui Bedam, ajudante de transporte público interurbano conhecido como “Toca-Toca”, da linha Matadouro–Quelelé–Bôr.

Segundo uma nota da Procuradoria- geral do Ministério Público, com a data de 23 de janeiro, consultado pelo O Democrata, os acusados são o Sargento Carlitos Luís Imbaná e o Soldado Abene Albino Sembé, apontados como coautores do crime ocorrido no dia 27 de dezembro de 2025, em Bissau. A vítima veio a falecer três dias após o ocorrido, durante o seu internamento no Hospital Nacional Simão Mendes, em consequência de hemorragia interna, segundo relatório médico.

A nota refere que, de acordo com a acusação, o magistrado do Ministério Público, titular do processo, sustenta que os dois militares tinham pleno conhecimento de que as suas condutas eram proibidas por lei, mas, ainda assim, praticaram os atos que culminaram na morte da vítima. 

Durante o debate instrutório, os suspeitos terão confessado a coautoria do crime, nos termos do artigo 16.º, bem como o caráter “doloso da infração”, conforme previsto no artigo 22.º, ambos do Código Penal Guineense.

Com base nos elementos probatórios constantes do processo, detalhou o comunicado, o Ministério Público enquadrou os factos no crime de homicídio, previsto e punível pelo artigo 107.º do Código Penal, cuja moldura penal varia entre 8 e 16 anos de prisão efetiva, em caso de condenação. 

Refira-se que, por despacho do Juiz de Instrução Criminal, datado de 12 de janeiro de 2026, os dois arguidos encontram-se em prisão preventiva, medida que deverá manter-se até à realização do julgamento.

SINAPROF QUESTIONA EFICÁCIA DA MEDIDA DO GOVERNO DE TRANSIÇÃO PARA CONTROLAR “FUNCIONÁRIOS FANTASMA”

Por: Filomeno Sambú. JORNAL ODEMOCRATA

O presidente do Sindicato Nacional dos Professores (SINAPROF), Domingos Carvalho, manifestou dúvidas quanto ao impacto imediato da medida de pagamento presencial aos professores, atualmente em curso e anunciada pelo Governo de Transição. Sublinhou, contudo, que o Ministério da Educação não é a única instituição da Administração Pública onde existem funcionários “fantasmas”.

“Não basta apenas organizar, controlar ou implementar uma gestão eficaz e eficiente para que a iniciativa tenha um impacto positivo. Se o Governo quisesse promover uma verdadeira reorganização e um controlo efetivo do aparelho do Estado, bem como assegurar uma boa gestão dos fundos públicos, a medida deveria ser aplicada de forma integral a toda a Administração Pública, sem exceção”, defendeu.

Em reação à decisão do Executivo, o sindicalista afirmou que o SINAPROF concorda com a necessidade de organizar a gestão da Administração Pública — conceito que considera universal na governação moderna — mas insistiu que “essa organização terá de abranger todos os setores”.

Em entrevista telefónica concedida ao jornal O Democrata na quinta‑feira, 22 de janeiro de 2026, Domingos Carvalho afirmou que, caso o Governo pretendesse poupar recursos e garantir o pagamento aos professores contratados, poderia ter recorrido a outra medida mais adequada, como o corte dos subsídios atribuídos a membros do Governo e a representantes de instituições de soberania. Esses subsídios foram transformados em incentivos através de um decreto do então primeiro-ministro Nuno Gomes Nabian.

“Onde está a coerência? Se o Governo de Nuno Gomes Nabian decidiu, num determinado momento, suspender os subsídios para resolver problemas, não o fez com rigor. Suspendeu os subsídios, mas continuou a pagar a alguns trabalhadores com a narrativa de incentivos. Se um funcionário recebia um subsídio de um milhão de francos CFA e, ao suspender o subsídio, o Governo introduz incentivos e continua a pagar o mesmo valor, onde está a coerência? O pagamento presencial agora anunciado terá mais impactos negativos do que positivos”, argumentou.

Segundo o presidente do SINAPROF, entre novembro e dezembro de 2024, o número de professores ativos no Setor Autónomo de Bissau era de 2.684, enquanto na região de Biombo ascendia a 1.544 docentes. Essa situação poderá provocar quebras no funcionamento das aulas e afetar a contagem dos dias letivos, caso as ausências se prolonguem.

“Se a estes números juntarmos o pessoal administrativo abrangido pelo processo — cujo total não consigo precisar neste momento — poderemos atingir cerca de cinco mil pessoas. Mesmo que o pagamento fosse feito apenas aos fins de semana, haveria sempre perturbações no normal funcionamento das aulas. Tivemos o caso de 26 de novembro, que retirou muitos dias letivos ao sistema, porque nenhum pai se sentia seguro para deixar o filho ir à escola devido aos riscos de insegurança na altura”, lembrou.

Domingos Carvalho afirmou ainda que, no âmbito das exigências da União Económica e Monetária da África Ocidental (UEMOA), o Governo prevê realizar, em 2026, exames nacionais para os alunos do 12.º ano de escolaridade.

De acordo com o sindicalista, ao ritmo atual das aulas, será difícil alinhar os conteúdos programáticos de modo a que os alunos das escolas públicas da Guiné-Bissau tenham as mesmas condições que os das demais escolas do país para realizar esses exames.

Acrescentou também que um dos principais desafios das famílias é reduzir a taxa de analfabetismo, que, segundo os últimos dados oficiais, ronda os 50%.

Questionado sobre a possibilidade de a medida ser aplicada a outros setores, Domingos Carvalho disse não dispor de informações oficiais sobre as intenções concretas das autoridades, mas expressou receios de que a iniciativa se prolongue, tendo em conta experiências anteriores de controlo na Administração Pública.

“Na Guiné-Bissau, os controlos são feitos, mas se o processo atingir um Braima Camará, um Duarte Mbunde ou um Emílio da Costa — por estarem em situação irregular ou por não trabalharem e ainda assim receberem salários todos os meses, por serem sobrinhos ou parentes de um membro do Governo ou de alguém de alta patente militar — o processo morre imediatamente e continuam a receber sem qualquer problema. Se for um Domingos Carvalho, um Zé-ninguém, mas que está exatamente na mesma situação que essas pessoas, o salário é bloqueado, ponto final”, criticou.

EUA retiram-se da OMS e recusam pagar 221 milhões de euros de contribuições pendentes... A saída norte-americana tem levantado preocupações em matéria de cooperação global na saúde, sobretudo face a futuras pandemias.

Por  SIC Notícias com Lusa

O governo norte-americano anunciou que os Estados Unidos retiraram-se oficialmente da Organização Mundial de Saúde (OMS), recusando pagar contribuições pendentes superiores a 260 milhões de dólares (221 milhões de euros).

Um funcionário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos sublinhou à imprensa que os Estados Unidos pagaram até 25% do orçamento da OMS, sem que a organização tenha tido um diretor-geral norte-americano, e alegou que a própria agência privilegiava outros países que contribuíam menos.

"Há inúmeros exemplos, tanto recentes como históricos, das deficiências da OMS, mas a conclusão é que nós pagámos-lhes, confiámos neles e eles desiludiram-nos, e não assumiram a responsabilidade pela sua falha", acrescentou o responsável.

"Continuaremos a trabalhar com os países e os Ministérios da Saúde, como temos feito há décadas, e continuaremos a desenvolver estas relações e a utilizá-las de forma mutuamente benéfica e que respeite a soberania tanto do nosso país como de outros países", afirmou o responsável citado pela EFE.

A saída norte-americana tem levantado preocupações em matéria de cooperação global na saúde, sobretudo face a futuras pandemias.

Quando a OMS foi fundada em 1948, Washington aderiu através de uma resolução conjunta do Congresso que estipulava que o país, ao contrário de outros membros, manteria o direito de se retirar da agência.

Outro responsável norte-americano afirmou, a propósito das contribuições devidas, que os termos da resolução de 1948 não incluem nada que estipule que, como condição para a saída da OMS, "qualquer pagamento deva ser feito antes de a retirada entrar em vigor".

A administração Trump tem insistido repetidamente que não tem qualquer intenção de pagar as suas dívidas referentes ao período de 2024-2025, que se estimam entre 260 milhões e 280 milhões de dólares.

Criticou ainda o papel da OMS em crises globais de saúde, a sua incapacidade para adotar reformas e falta de independência em relação à influência política indevida de outros Estados-membros, numa referência direta ao poder da China.

O abandono decorre de uma ordem executiva assinada pelo Presidente Donald Trump no dia da sua tomada de posse, 20 de janeiro de 2025.

Trump, que durante o seu primeiro mandato (2017-2021) já tinha iniciado o processo para retirar o país da organização devido ao que considerou ser má gestão da pandemia de covid-19, reiterou este ponto na ordem executiva que assinou.

A administração Trump critica que países com populações superiores à dos Estados Unidos, como a China, paguem menos contribuições.

Costa saúda recuo positivo de Trump e quer estabilizar relações com EUA... O presidente do Conselho Europeu, António Costa, saudou hoje o recuo "positivo" do Presidente norte-americano, Donald Trump, nas ameaças tarifárias a países europeus devido às intenções dos Estados Unidos na Gronelândia, defendendo "a estabilização efetiva" das relações transatlânticas.

Por LUSA 

"O anúncio feito ontem [quarta-feira], de que não haverá novas tarifas dos Estados Unidos sobre a Europa, é positivo [pois] a imposição de tarifas adicionais teria sido incompatível com o acordo comercial entre a UE e os Estados Unidos", declarou António Costa, em conferência de imprensa no final de uma reunião extraordinária do Conselho Europeu, em Bruxelas.

O nosso foco deve agora ser avançar com a implementação desse acordo, [já que] o objetivo continua a ser a estabilização efetiva das relações comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos", acrescentou, nestas conclusões orais em nome dos 27 chefes de Governo e de Estado da União Europeia (UE).


Leia Também: Enviados da Casa Branca chegam a Moscovo e reúnem-se ainda esta quinta-feira com Putin

As conversações no Kremlin decorrem após o encontro entre Trump e Zelensky em Davos, onde foram anunciados encontros trilaterais nos Emirados Árabes Unidos entre delegações da Rússia, Ucrânia e Estados Unidos. Apesar dos progressos nas negociações, persistem divergências sobre os territórios ocupados no leste da Ucrânia.


quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Representação da Embaixada dos Estados Unidos em Bissau

@Representação da Embaixada dos Estados Unidos em Bissau

Kyiv e Washington chegam a acordo sobre "garantias de segurança"... A Ucrânia e os Estados Unidos chegaram a acordo sobre garantias de segurança às autoridades de Kyiv após uma possível cessação das hostilidades com a Rússia, anunciou hoje o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Por LUSA 

"As garantias de segurança estão prontas", disse o líder ucraniano aos jornalistas à margem do Fórum Económico Mundial, em Davos na Suíça, após um encontro com o homólogo norte-americano Donald Trump, no âmbito das iniciativas de paz promovidas pela Casa Branca para o conflito iniciado por Moscovo em fevereiro de 2022.

Segundo Zelensky, "o documento precisa ser assinado pelas partes, pelos presidentes, e depois será enviado para os parlamentos nacionais".

O Presidente ucraniano referiu, por outro lado, que ainda não há acordo sobre os territórios reivindicados por Moscovo no leste da Ucrânia.

"Tudo gira em torno da parte oriental do nosso país. Tudo gira em torno dos territórios. Esse é o problema que ainda não resolvemos", indicou aos jornalistas.

Ainda em Davos, o Presidente ucraniano revelou a realização de uma reunião trilateral a partir de sexta-feira nos Emirados Árabes Unidos com negociadores de Kyiv, Washington e Moscovo.

Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner estão hoje na Rússia para uma reunião com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Sem "erradicar" o Hamas não poderá haver reconstrução de Gaza... Jared Kushner, genro do Presidente norte-americano, apresentou hoje em Davos a nova fase do plano de paz para Gaza, sublinhando que não poderá haver reconstrução do enclave sem a desmilitarização do movimento islamita palestiniano Hamas.

Por LUSA 

Membro do conselho executivo fundador do Conselho de Paz hoje inaugurado, o genro de Donald Trump sustentou que a paz é possível, após mais de dois anos de guerra de Israel para "erradicar" o Hamas da Faixa de Gaza, e agradeceu ao sogro os seus esforços para alcançá-la.

O evento decorreu no âmbito do Fórum Económico Mundial em Davos, na Suíça, onde Kushner afirmou que se está a trabalhar "com o novo Governo" em Gaza na desmilitarização do Hamas e insistiu que, se tal não acontecer, "o Hamas acabará com as aspirações de paz" da população.

O genro e conselheiro de Trump apresentou na cerimónia uma série de diapositivos que mostram o plano que o Governo dos Estados Unidos propõe para a Faixa de Gaza, que começa pela cidade de Rafah, no sul -- fase 1A --, e avança para norte, sem especificar prazos.

A última fase do plano, a quarta, diz respeito à cidade de Gaza.

Como se se tratasse de um projeto de planeamento urbanístico, um dos diapositivos mostra o território de Gaza com cores que representam os locais onde se pretende construir empreendimentos turísticos, complexos industriais (incluindo centros de dados), recintos desportivos, parques e zonas residenciais e delimitar terrenos agrícolas.

Outro diapositivo mostra "a nova Gaza", com arranha-céus junto à costa, uma rede de transportes e infraestruturas industriais tecnológicas e energéticas.

Jared Kushner apresentou também números sobre crescimento económico, aumento do rendimento familiar e criação de emprego ao longo de um período de dez anos, mas sem fornecer qualquer documentação para os fundamentar ou explicação pormenorizada.

Assegurou que a ajuda está a chegar à população de Gaza em quantidades suficientes, embora a ONU tenha indicado, desde a entrada em vigor do cessar-fogo, em outubro, que a assistência vital continua a ser claramente insuficiente.

Não obstante, Kushner insistiu que está a ser feito no enclave palestiniano "o maior esforço humanitário numa zona de guerra".

Indicou igualmente que o funcionamento diário de Gaza será dirigido por uma comissão sem conotações políticas, composta por tecnocratas.

No mesmo evento, Donald Trump destacou a localização da Faixa de Gaza à beira-mar e o potencial para a sua reconstrução graças a essa situação geográfica, que classificou como única.

"No fundo, sou um agente imobiliário, e o mais importante é a localização - por isso, disse: 'Vejam esta localização à beira-mar. Vejam esta bela propriedade, o que poderá significar para tantas pessoas', afirmou Trump ao encerrar a cerimónia de inauguração do Conselho de Paz que criou, com o apoio de uma vintena de países.

A propósito, o seu genro referiu que, no Médio Oriente, não é invulgar assistir à construção de cidades para dois milhões de pessoas (a população aproximada de Gaza) num período de "dois ou três anos".

Destacou ainda as oportunidades de investimento que haverá para o setor privado durante a fase de reconstrução da Faixa de Gaza.

Depois de mencionar como membros do Conselho de Paz o Egito, a Turquia, a Arábia Saudita e Israel, entre outros, Kushner apelou aos países que participam nesta entidade para que deixem de lado as suas divergências "durante 30 dias", para trabalharem juntos em prol dos povos de Israel e da Palestina.

O acordo de cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza constituiu a primeira fase do plano de paz proposto pelo Presidente norte-americano, após negociações indiretas mediadas pelo Egito, Qatar, Estados Unidos e Turquia.

Esta fase da trégua envolveu a retirada parcial do Exército israelita para a denominada "linha amarela" demarcada pelos Estados Unidos, linha divisória entre Israel e a Faixa de Gaza, a libertação de 20 reféns vivos em posse do Hamas e de 1.968 prisioneiros palestinianos.

O cessar-fogo visa pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro de 2023 do Hamas a Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.

No entanto, desde 10 de outubro de 2025, mais de 466 palestinianos foram mortos por fogo israelita na Faixa de Gaza, segundo as autoridades locais, e a segunda fase do plano, agora em curso, continua a ser marcada por mortes quase diárias de palestinianos em ataques israelitas.

A retaliação de Israel ao ataque de 2023 do Hamas fez, até agora, em Gaza, mais de 71.550 mortos - entre os quais mais de 20.000 crianças - e mais de 172.000 feridos, na maioria civis, segundo números atualizados (com as vítimas das violações do cessar-fogo por Israel) pelas autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.


Leia Também: Hamas critica sanções dos EUA contra associações palestinianas

O movimento islamista radical Hamas classificou hoje como injusta a decisão dos Estados Unidos da América (EUA) de sancionar associações palestinianas, consideradas por Washington próximas do grupo autor do ato terrorista de 07 de outubro de 2023 em Israel.


Criança de 5 anos detida pelo ICE no Minnesota. Está em prisão no Texas... Uma criança de cinco anos foi detida pelo ICE no Minnesota, na terça-feira, e foi, posteriormente, levada para um centro de detenção no Texas. Esta será a quarta criança detida na comunidade escolar de Columbia Heigts sob a administração Trump.

Por Notícias ao Minuto

Liam Ramos, um menino de cinco anos, foi detido pelo Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), juntamente com o pai, quando regressava da escola, em Columbia Heigts, a norte de Minneapolis, no estado norte-americano do Minnesota. Imagens da criança no momento da detenção mostram mais uma das detenções polémicas que têm acontecido neste estado, onde ainda no início do ano uma mulher morreu após ser baleada pelas autoridades.

Numa conferência de imprensa que decorreu na quarta-feira, Zena Stenvik, a porta-voz do distrito escolar desta cidade explicou que tudo aconteceu quando pai e filho estava a chegar a casa. A responsável explica que quando foi chamada à residência dos detidos, ainda ao carro do pai estava ligado, apesar de os dois terem já sido levados para um centro detenção no Texas.

Stenvik sublinhou que Liam Ramos é um dos quatro menores na área do distrito escolar que já foram detidas pelo ICE durante a administração Trump.

A responsável contou ainda que um outro adulto, que vive com este pai e filho, lhe explicou que tentou impedir que o ICE levasse a criança, "implorando" que deixasse Liam consigo, mas o pedido foi negado pelos agentes. O irmão desta criança, que é aluno do Ensino Básico, chegou a casa cerca de 20 minutos depois da detenção acontecer.

"A família fez tudo o que devia, de acordo com as regras estabelecidas", explicou o advogado que representa a família, Marc Prokosc, acrescentando: "Eles não vieram para cá ilegalmente. Não são criminosos." Ainda segundo advogado, não havia nenhuma ordem de deportação contra eles. A família em causa chegou aos Estados Unidos no âmbito de um caso de asilo e o advogado mostrou documentação que prova a entrada legal desta família no país.

Responsáveis pela comunidade escolar divulgaram duas imagens do momento da detenção. Uma das imagens mostra o momento em que a criança, com um gorro azul do cartoon "Lilo & Stitch" a entrar no carro, com um dos agentes a agarrar-lhe a mochila. A outra mostra o menor à porta de casa.

"Por que razão se vai deter uma criança de cinco anos? Não podem dizer que esta criança vai ser registada como um criminoso violento", apontou Stenvik.

© Cedido por Columbia Heights Public Schools

O que diz a administração Trump?

Já na noite de quarta-feira, a porta-voz do Departamento de Segurança Interna, Tricia McLaughlin, argumentou, em relação a este caso, que o ICE estava a levar a cabo "uma operação planeada" para deter o pai desta criança, que descreveu como um "imigrante ilegal". "O ICE não tem uma criança como alvo", apontou, dizendo depois que, perante a presença dos agentes, o "pai fugiu a pé - e abandonou a criança". "Para o bem desta criança, um dos agentes do ICE ficou ao lado da criança, enquanto os outros faziam a detenção [do pai]."

"Os pais são questionados se desejam ser deportados com os seus filhos, ou o ICE colocará as crianças sob os cuidados de uma pessoa de confiança designada pelos pais", defendeu a porta-voz.

"Liam é um aluno brilhante. Entra na sala e ilumina-a"

A professora desta criança emitiu um comunicado, no qual falou de Liam: "O Liam é um aluno brilhante. Ele é muito amável e gentil e os colegas sentem a falta dele. Ele entra na sala de aula e ilumina-a Tudo o que quero é que ele volte."

Já o advogado da família falou ainda acerca do impacto que esta detenção não terá só na família, como na comunidade escolar, com as outras crianças, que "vão enfrentar um trauma" perante esta situação.

São vários os casos de detenções levadas a cabo pelo ICE que têm vindo a ser noticiadas, nomeadamente, com pessoas que estão no país há décadas e que estão em situação legal. Em centros de detenção já houve mesmo mortes, assim como nas ruas, onde no início do ano morreu Renee Nicole Good. A mulher foi alvejada por um agente do ICE, depois de seguir no seu carro e de 'virar' as costas a esta força de segurança. O caso está a ser investigado e gerou muita polémica logo no início do ano.


O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) não terá detido apenas um menino de cinco anos no Minnesota. Haverá, pelo menos, mais três menores sob controlo destas autoridades. Pelo menos duas destas crianças estarão num centro de detenção no Texas.


PAGAMENTO PRESENCIAL DE PROFESSORES PARALISA AULAS EM BISSAU E BIOMBO

Por RSM 22.01.2026

O pagamento presencial em curso aos professores efetivos está a provocar fortes perturbações no normal funcionamento das aulas nas escolas da região de Biombo e do Setor Autónomo de Bissau.

O procedimento está a ser realizado em diferentes brigadas criadas nas duas regiões indicadas, obrigando milhares de docentes a abandonarem as salas de aula para se deslocarem em busca dos seus vencimentos.

Em declarações à Rádio Sol Mansi, vários professores que aguardavam na fila na Direção Regional da Educação de Bissau, classificaram o processo como complicado e prejudicial, sublinhando que a ausência prolongada dos docentes tem impacto direto no processo de ensino-aprendizagem dos alunos.

Na passada segunda-feira, o Governo de Transição havia anunciado que os pagamentos seriam efetuados aos fins de semana, medida apresentada como forma de evitar a interrupção das aulas. Segundo a ministra da Função Pública, a decisão visava garantir a continuidade do calendário escolar. No entanto, contrariando esse anúncio, o pagamento está a decorrer em pleno dia útil, esta quinta-feira.

Face à situação, os professores ouvidos pela Rádio Sol Mansi defendem uma alternativa mais prática: que o pagamento seja feito diretamente nas respetivas escolas, permitindo que os docentes continuem a lecionar sem comprometer o funcionamento das aulas.

O processo de pagamento presencial em curso, segundo a ministra da Função Pública, Assucénia Donate de Barros, enquadra-se nas reformas estruturais da administração pública, com foco na boa gestão dos recursos públicos, na valorização do pessoal efetivo e na construção de uma administração credível. 

De acordo com a governante, mais de 50% da massa salarial do Estado é destinada ao setor da Educação, representando cerca de 1,8 mil milhões de francos CFA por mês, o que torna urgente um maior rigor no controlo do pessoal.