sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
ORDEM DOS ADVOGADOS DA GUINÉ-BISSAU DIZ DESCONHECER NOVA CONSTITUIÇÃO APROVADA PELO CONSELHO NACIONAL DE TRANSIÇÃO E DENUNCIA CRISE NA JUSTIÇA
Por RSM. 16.01.2026
A Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau desvaloriza a recente alteração da Constituição da República da Guiné-Bissau.
A posição desta classe sobre a aprovação da nova Constituição do país que altera profundamente o sistema político vigente na Guiné-Bissau, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição, órgão que atualmente exerce funções parlamentares, foi expressa pelo seu bastonário, Januário Pedro Correia que foi reeleito no passado dia 13 de dezembro e empossado esta sexta-feira, juntamente com os titulares dos órgãos sociais.
Januário Pedro Correia afirma ainda que, atualmente, a justiça guineense se encontra seriamente fragilizada, como nunca antes visto na história do país, pelo que exige uma ação coordenada e urgente para o seu resgate.
Januário Correia assegura que, o retrocesso e a degradação da justiça na Guiné-Bissau devem-se ao cumprimento de agendas políticas pelas instâncias mais altas do setor judicial, o que acaba por afetar gravemente a sua missão de objetividade e a correta aplicação das leis.
Segundo o bastonário da Ordem dos Advogados da Guiné-Bissau, Januário Pedro Correia, o seu primeiro mandato foi marcado por momentos difíceis, caracterizados por ameaças, intimidações, raptos e prisões arbitrárias de advogados, bem como de cidadãos guineenses.
Sociedade civil da Guiné-Bissau rejeita revisão da Constituição feita pelos militares.... ??? Organizações da sociedade civil guineense rejeitam a revisão da Constituição na Guiné-Bissau, numa carta aberta dirigida ao Alto-Comando Militar, que tomou o poder no país, e a que a Lusa teve hoje acesso.
Por LUSA
A carta aberta é assinada pelas organizações Frente Popular, Firkidja di Púbis e Movimento Revolucionário Pó di Terra.
Os três movimentos interpelam o Alto-Comando Militar "para a dita" Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública "sobre o perigo que a sua atuação representa para os valores fundamentais da República da Guiné-Bissau.
As organizações que afirmam representar os estudantes, trabalhadores livres, conscientes e mobilizados rejeitam "a tentativa de reforma legislativa" que o Comando Militar "pretende impor aos guineenses" e lembram que rever a Constituição só pode ocorrer num período da normalidade político-administrativa e perante um consenso alargado sobre o que deve ser alterado.
O Conselho Nacional de Transição, órgão criado pelos militares para substituir o parlamento guineense, aprovou, na terça-feira, uma nova versão da Constituição do país que reforça os poderes do Presidente da República, mantendo, contudo, um regime semi-presidencialista.
O documento aguarda, porém, pela promulgação do Presidente de transição, general Horta Inta-A, e pela publicação no Boletim Oficial do país.
"Para nós, o que se chamou da "revisão constitucional" não passa de uma brincadeira que visa produzir um panfleto -- por isso -- descartável", refere-se na carta aberta dos três movimentos da sociedade civil.
As mesmas organizações rejeitam igualmente a determinação do Alto-Comando Militar de proibir as conferências de imprensa e as declarações públicas durante o período de transição.
Voltam a exigir aos militares que abandonem as instituições do Estado da Guiné-Bissau para permitir que "entidades legitimadas" governem o país "pela escolha soberana do povo" e ainda alertam sobre "as imprevisíveis consequências" que "a teimosia em tentar, desesperadamente, confiscar a vontade popular" expressa nas urnas poderá provocar.
A revisão da Constituição surge menos de dois meses após a tomada do poder pelos militares, em 26 de novembro de 2025, três dias depois das eleições gerais e um dia antes da divulgação dos resultados oficiais.
A oposição já tinha reclamado vitória sobre o Presidente cessante, Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato.
Embaló saiu do país, o candidato que se declarou vencedor, Fernando Dias, ter-se-á refugiado na Embaixada da Nigéria em Bissau e o principal opositor, Domingos Simões Pereira, foi detido depois de ter apoiado Dias, na sequência da decisão judicial que o impediu e ao histórico partido PAIGC de concorrerem, pela primeira vez, a eleições.
Um denominado Alto-Comando Militar tomou o poder e nomeou o general Horta Inta-a como Presidente da República de Transição.
Os militares suspenderam a Constituição e substituíram a Assembleia, dissolvida há dois anos, por um Conselho Nacional de Transição, com o anunciado propósito de fazer uma transição política pelo período de um ano.
A tomada do poder foi justificada com um alegado golpe de Estado que estaria a ser preparado para travar o processo eleitoral que acabou por ser interrompido com a destruição de atas e material da Comissão Nacional de Eleições.
A Guiné-Bissau está suspensa das principais organizações internacionais de que era membro, com a exigência do regresso à normalidade democrática e libertação dos presos políticos para voltar a ter assento em organismos como a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) ou União Africana.
Zelensky admite falhas de munições em sistemas de defesa aérea... O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, informou hoje que alguns dos sistemas de defesa aérea fornecidos pelos aliados ocidentais ficaram temporariamente sem munições durante os recentes ataques russos às infraestruturas energéticas do país.
Por LUSA
Até esta manhã, tínhamos vários sistemas sem mísseis. Hoje posso dizê-lo abertamente, porque hoje recebi esses mísseis", disse Zelensky numa conferência de imprensa, numa afirmação que pareceu apontar para atrasos no fornecimento por parte dos parceiros internacionais de Kyiv.
O chefe de Estado ucraniano sublinhou que a obtenção de novos carregamentos de mísseis para os sistemas de defesa aérea é um processo "difícil e exaustivo", condicionado pelos baixos níveis de stock e pelas legislações nacionais dos países aliados.
"Honestamente, o que significam estas regras e leis quando estamos em guerra e precisamos desesperadamente destes mísseis?", questionou Zelenskyy.
Segundo o Presidente ucraniano, alguns sistemas de defesa permaneceram sem munições até à chegada de um novo fornecimento na manhã de hoje, deixando zonas críticas do país mais vulneráveis aos ataques russos.
As declarações surgem num contexto de intensificação dos bombardeamentos russos às infraestruturas energéticas, a meio do inverno, período em que a Ucrânia enfrenta temperaturas noturnas que descem até aos 18 graus Celsius negativos.
O novo ministro da Energia ucraniano afirmou hoje que nenhuma central elétrica do país foi poupada aos ataques desde o início da invasão russa em grande escala.
De acordo com Denys Shmyhal, a Rússia realizou 612 ataques contra instalações energéticas ucranianas ao longo do último ano, um número que tem vindo a aumentar nos últimos meses.
A recente escalada de bombardeamentos aéreos deixou centenas de milhares de pessoas sem aquecimento e sem eletricidade durante vários dias, no que está a ser considerado um dos invernos mais rigorosos dos últimos anos.
Donald Trump. Hábito estranho ao falar pode ser sinal de doença grave... Nas recentes intervenções públicas, o presidente dos Estados Unidos tem feito um som estranho antes de iniciar a fala. Alguns especialistas revelam que pode ser sinal de doença grave. Saiba do que se trata
Por LUSA
O hábito estranho de Donald Trump a falar não é algo recente e alguns especialistas deixaram o alerta que pode indicar uma doença grave. Em algumas aparições públicas, ao microfone, o presidente dos Estados Unidos tem feito um som como se estivesse a sorver antes de iniciar a palavra. Se antes era algo que parecia ser só ar, nos últimos tempos tem ficado mais audível. Especialistas deixam o aviso.
O som aparece quando o presidente está inspirar profundamente antes de começar a falar. Poderia ser uma forma de eliminar o excesso de saliva na boca e por vezes é algo que o organismo faz espontâneamente.
Contudo, com o passar dos anos, a capacidade de o fazer pode reduzir e poderá ser um sintoma de algum tipo de doença neurológica. Uma fonoaudióloga, aqui citada pelo Health Digest, analisou este hábito do presidente num vídeo publicado no TikTok.
“Este som de sorver alimentos é um indicador, para mim como fonoaudióloga, de que algo está muito, muito errado com o cérebro desse homem. Isto é indicativo de uma doença neurológica. Pode ser demência, Parkinson ou ELA e vemos isto em muitos casos e sabemos que é uma doença neurológica progressiva.”
O hábito estranho de Donald Trump ao falar
O website aponta que a disfagia, a dificuldade em engolir, que pode levar a este sorver e também ser um sintoma de AVC. A especialista revela que este sintoma é bem capaz de piorar ao longo dos anos e é algo que se irá ver nos discursos de Donald Trump.
"Vai ser mais notado. Quando estiver cansado poderá ser pior, depois de um discurso longo, e vai notar-se cada vez mais com o passar dos dias, uma vez que é algo degenerativo."
Também uma professora de voz e dicção analisou um discurso do presidente e deixou um aviso. “Está a progredir. Se ouvisse isso em alguém com quem estivesse a trabalhar, recomendaria imediatamente que essa pessoa procurasse um médico para fazer uma ressonância magnética do cérebro, porque esse é um sintoma de demência em estágio avançado.”
Por outro lado, na conta de Facebook The David Pakman Show foi também feita uma análise de alguns vídeos do presidente e que poderá indicar o avanço em algum tipo de doença neurológica.
Neste caso, é apontado que o sintoma tem vindo a piorar nos últimos anos. O vídeo mostra mesmo uma compilação desses momentos.
A alimentação de Donald Trump
Robert F. Kennedy Jr. foi entrevistado no podcast "Katie Miller Pod" - Katie é mulher do chefe de gabinete da Casa Branca - e entre os vários temas discutidos, desde a vacinação à dieta, Miller questionou o secretário da Saúde sobre quem tinha os hábitos alimentares mais estranhos" na Casa Branca. Kennedy Jr. não tardou a responder: "O presidente".
O secretário da Saúde explicou que "o que caracteriza o presidente é que se alimenta muito mal". "É McDonald's, doces e Coca-cola Diet. Ele está sempre a beber Coca-cola Diet", afirmou.
"Não sei como é que ele ainda está vivo, mas está", referiu, acrescentando que Donald Trump já admitiu "comer 'porcarias'", sobretudo "quando viaja".
O Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu hoje um plano para reduzir os custos de saúde que "põe mais dinheiro no bolso" das famílias, quando muitas destas enfrentam aumentos de custos devido ao fim do programa público Obamacare.
Agilidade da língua é indicador do tempo de vida. Até quando vai viver?... O cérebro é que é o verdadeiro responsável! Mas quando se trata de agilidade cerebral, realmente a língua não se consegue conter e acaba por verbalizar praticamente tudo. Uma investigação mostra como se pode relacionar isso com o tempo de vida que lhe resta.
Por Noticiasaominuto.com
Se pensa tão rápido quanto fala, então pode celebrar, tem bastante tempo de vida pela frente! Não é exatamente assim que funciona, mas um estudo recente concluiu que os parâmetros cognitivos são decisivos no processo de envelhecimento.
Um estudo de Paolo Ghisletta, professor de psicologia da Universidade de Genebra, na Suíça, acompanhou pessoas entre os 70 e os 105 anos até à sua morte e mediu nove parâmetros cognitivos, chegando à conclusão de que este é o mais importante no envelhecimento.
"Quantos animais consegue nomear em 90 segundos? 10? 15? 30? 60? A resposta a esta pergunta pode indicar como o seu cérebro se comportará com o passar dos anos e, por extensão, de como o seu corpo envelhecerá", descreve a National Geographic Portugal.
Para a investigação, foram reanalisados dados de um estudo que levou 18 anos. Nesta etapa foram medidas diferentes habilidades cognitivas dos idosos, "desde o momento em que entraram no estudo até ao seu falecimento". Os resultados mostram que duas dessas variáveis podiam ser usadas como "preditor de risco de morte: a fluência verbal e o uso da linguagem".
As análises revelaram que os idosos capazes de nomear um maior número de animais em 90 segundos têm mais possibilidades de viver mais.
Os testes realizados aos participantes mediam especificamente "a fluência verbal, a velocidade perceptiva, o conhecimento verbal e a memória episódica", descrevem.
De todas as variáveis, os investigadores perceberam que as mais impactantes relacionavam-se com a velocidade com que as palavras se formavam na cabeça dos voluntários e no número de palavras que eles identificavam e usavam no vocabulário do dia a dia. Sendo a fluência verbal a variável com maior correlação com a longevidade.
Ainda assim, estes especialistas não descartam a necessidade de mais estudo aprofundados, de modo a descobrir a explicação deste e de outros fenómenos do cérebro.
Como aumentar a longevidade através da atividade cerebral
Depois de perceber os resultados deste estudo deve estar a questionar-se do que precisa exatamente para dinamizar a sua atividade cerebral, de modo a conseguir viver como um vampiro.
A National Geographic sugere, por exemplo, a aprendizagem de línguas diferentes, uma vez que isso "obriga o cérebro a familiarizar-se com outros conceitos e a criar novas conexões". A par disso, também pode dedicar algum tempo a jogos, como quebra-cabeças, "que exigem um esforço mental substancial e que podem ter um efeito protetor a longo prazo".
Ainda assim, "um bom descanso" e procurar manter "o stress sob controlo" podem ser os critérios base a considerar para alcançar uma boa saúde cerebral.
Acordar muito cedo pode prejudicar a sua saúde, revelam especialistas... Quem disse que acordar mais cedo é bom para todas as pessoas? Segundo especialistas em sono, isto depende do relógio biológico de cada pessoa e da forma como entra em cada ciclo de sono.
Por Noticiasaominuto.com
O início de um ano traz uma série de resoluções e, para muitas pessoas, acordar mais cedo de maneira a que o seu dia seja mais produtivo é uma delas.
Contudo, segundo a Fox News Digital, acordar antes das 6h da manhã não é para todos.
Isto porque as pessoas naturalmente madrugadoras adormecem mais rápido atingindo o sono profundo mais cedo, enquanto que aquelas noturnas adormecem mais tarde, dependendo do sono REM no final da noite e início da manhã.
"Precisamos ir além do ditado 'quem madruga, Deus ajuda' e considerar o custo biológico de lutar contra o próprio relógio biológico"", notou o psiquiatra Aaron Pinkhasov.
Segundo este especialista, as pessoas que dormem em ciclos repetidos de 90 a 110 minutos alternam entre o sono NREM profundo e o sono REM.
Assim, no início da noite é o sono profundo que domina, favorecendo a recuperação física, a imunidade e a memória. Já os ciclos que se seguem incluem sobretudo o sono REM, que contribuiu para a aprendizagem, regulação emocional e funcionamento cerebral.
Assim, o facto de alguém acordar naturalmente cedo ou tarde depende do "cronotipo" de corpo, ou seja, o "modelo genético" que determina se o corpo está naturalmente mais alerta ou pronto para descansar.
"Cerca de 40% a 50% da nossa preferência por sono é herdada, o que significa que o nosso relógio biológico interno é inato", notou.
Ora, acordar mais cedo do que o relógio biológico normalmente significa que se está a prejudicar o sono REM, o que poderá levar à fadiga, instabilidade de humor e riscos metabólicos a longo prazo.
"Infelizmente, como muitas pessoas têm compromissos de trabalho, familiares ou sociais cedo, os notívagos apresentam uma maior prevalência de ansiedade, depressão, distúrbios alimentares, obesidade, apneia obstrutiva do sono e diabetes tipo 2", realçou a psiquiatra Nissa Keyashian.
"O principal benefício de mudar para um horário mais cedo é a adequação social. Isso facilita a adaptação a um mundo construído em torno de um estilo de vida das 9h às 17h. No entanto, as desvantagens podem ser significativas se a mudança for forçada", disse Pinkhasov.
Como acordar mais cedo? Dicas para readaptar o relógio biológico
Existem alguns conselhos dos especialistas que poderá seguir se precisar de readaptar o seu relógio biológico para acordar mais cedo. Assim é essencial ter horários regulares para dormir e acordar sempre à mesma hora, mesmo nos fins de semana.
É recomendado adotar uma rotina noturna relaxante que passa por diminuir o uso de ecrãs, meditar, tomar banho, usar óleos essenciais ou beber um chá.
É igualmente essencial a exposição à luz solar logo pela manhã, uma vez que pode ser benéfico para o humor, a energia e a concentração.
Trump diz que Corina deu-lhe medalha de Nobel por trabalho: "Maravilhosa"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a líder da oposição da Venezuela, María Corina Machado, lhe deu como presente a medalha do Prémio Nobel da Paz como reconhecimento pelo trabalho que tem feito.
Por LUSA
Numa publicação na rede social que detém, a Truth Social, Trump disse que foi "uma grande honra" conhecer Machado, na quinta-feira, e que a venezuelana lhe ofereceu a medalha devido ao trabalho que realizou durante o atual mandato.
O gesto remetia aos laços históricos entre os Estados Unidos e a Venezuela e visava reconhecer o que classificou de "compromisso singular de Trump" com a liberdade da Venezuela, disse Machado, citada pelo jornal New York Times.
Donald Trump acrescentou que Machado é "uma mulher maravilhosa que passou por tanto" e que a entrega da medalha, num encontro entre ambos na Casa Branca, é um "gesto maravilhoso de respeito mútuo".
O Instituto Nobel da Noruega já tinha esclarecido este mês que María Corina Machado não podia doar o Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, como afirmou ser sua intenção, nem a qualquer outra pessoa.
Uma vez anunciado, o Prémio Nobel da Paz não pode ser revogado, transferido ou partilhado com terceiros", afirmou o instituto num breve comunicado em 10 de janeiro.
"A decisão é final e irrevogável", acrescentou.
María Corina Machado tinha afirmado que gostaria de entregar ou partilhar o prémio com Trump, que ordenou a operação militar dos Estados Unidos que levou à captura do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da mulher, Cilia Flores.
Ambos foram transportados para Nova Iorque, onde enfrentam acusações de quatro crimes federais, incluindo de conspiração para narcoterrorismo.
Corina Machado almoçou com Donald Trump na Casa Branca, menos de duas semanas após a operação militar.
A líder da oposição venezuelana entrou na residência presidencial dos Estados Unidos por uma porta lateral, em vez da entrada principal, reservada para chefes de Estado e altas autoridades, e não respondeu às perguntas da imprensa à chegada.
Foi o primeiro encontro entre os dois e foi fechado à imprensa.
Após o encontro, a venezuelana cumprimentou apoiantes e seguiu para o Capitólio, onde se reuniu com membros do Congresso.
Apesar dos elogios a Trump, a porta-voz da Casa Branca esclareceu - enquanto o encontro ainda decorria - que o presidente norte-americano mantém a opinião de que María Corina Machado não tem apoio suficiente no país para liderar uma transição na Venezuela.
Karoline Leavitt insistiu que o Governo venezuelano, atualmente liderado de forma interina por Delcy Rodríguez, está a fazer um bom trabalho ao cumprir as exigências de Washington, sobretudo em relação ao petróleo.
Leia Também: Corina deu prémio? Nobel avisa: "Medalha pode mudar de dono, título não"
Horas antes de María Corina Machado ter admitido que deu como presente ao presidente norte-americano, Donald Trump, a medalha do Prémio Nobel da Paz, com o qual foi galardoada no ano passado, o Centro Nobel da Paz deixava ao mundo um recado sobre o assunto.
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Carlos Lopes distinguido com o Prémio Amílcar Cabral da Universidade de Cabo Verde
A Universidade de Cabo Verde anunciou que o académico e economista guineense Carlos Lopes será o primeiro laureado do Prémio Amílcar Cabral, distinção que será entregue no próximo dia 26 de janeiro, na Cidade da Praia.
De acordo com a instituição, o prémio reconhece “o notável contributo intelectual de Carlos Lopes, bem como a relevância do seu pensamento crítico na promoção da consciência emancipatória das sociedades do Sul Global, com impacto duradouro nos domínios do desenvolvimento, da justiça social e da governação global”.
Lopes, antigo secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África e uma das vozes mais influentes sobre desenvolvimento africano, afirmou sentir-se “emocionado” pela escolha e destacou o simbolismo de receber um prémio que evoca o legado de Amílcar Cabral, figura central das lutas de libertação na África lusófona.
A Universidade de Cabo Verde sublinha que o Prémio Amílcar Cabral pretende distinguir personalidades cuja produção académica, científica ou intelectual contribua para o progresso das sociedades africanas e para o fortalecimento do pensamento crítico no Sul Global.
ASECNA AVALIA ORÇAMENTO DE 2025 E PREPARA NOVO PLANO FINANCEIRO PARA 2026 NA GUINÉ-BISSAU
Por RSM 16.01.2026
A Agência de Segurança da Navegação Aérea em África e Madagascar (ASECNA), através da Delegação das Atividades Aeronáuticas Nacionais da Guiné-Bissau, realizou esta sexta-feira, 16 de janeiro, em Bissau, uma sessão do Comité de Gestão destinada a avaliar o desempenho financeiro e operacional da instituição no país.
O encontro centrou-se na avaliação do grau de execução do orçamento de 2025, bem como na análise da implementação das resoluções adotadas na última sessão, realizada em 2024. Segundo o delegado do diretor-geral da ASECNA para as atividades aeronáuticas nacionais da Guiné-Bissau, Ismael Midana Infumba Cassamá, a reunião tem ainda como um dos principais pontos da agenda a aprovação do novo orçamento de funcionamento para o ano de 2026.
À semelhança do que acontece nos restantes Estados-membros, a ASECNA na Guiné-Bissau tem como missão assegurar a segurança e a eficiência da navegação aérea, através da prestação de serviços de controlo de tráfego aéreo, manutenção de equipamentos aeronáuticos, estudos de infraestruturas e formação de quadros da aviação civil.
A instituição é considerada um parceiro estratégico essencial para a integração da Guiné-Bissau no espaço aéreo regional e internacional, bem como para a implementação das normas internacionais de segurança, no quadro do desenvolvimento sustentável do setor aeronáutico nacional.
Presente no ato, o ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, reafirmou o compromisso do Governo em apoiar todas as iniciativas que contribuam para a melhoria das condições laborais dos trabalhadores da ASECNA no país.
O governante disse ainda acreditar que as resoluções saídas do encontro de Bissau servirão como um roteiro claro para a próxima fase de transição e modernização da aviação civil guineense.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
María Corina Machado oferece medalha do Nobel da Paz a Trump... Líder da oposição venezuelana foi recebida esta quinta-feira na Casa Branca.
Por Noticiasaominuto.com/ LUSA
María Corina Machado revelou que ofereceu a medalha do Nobel da Paz a Donald Trump, por quem foi recebida, esta quinta-feira, na Casa Branca.
"Entreguei ao presidente dos Estados Unidos a medalha do Prémio Nobel da Paz", revelou aos jornalistas.
Sublinhe-se que o Comité Nobel Norueguês afirmou, no final da semana passada, que o Prémio Nobel da Paz não pode ser transferido, partilhado ou revogado, como Corina Machado afirmou ser sua intenção.
Corina Machado manteve hoje um almoço com Donald Trump na Casa Branca, menos de duas semanas após os Estados Unidos terem capturado Nicolás Maduro durante uma operação militar na Venezuela, que resultou na detenção e na transferência do líder chavista e da sua mulher, Cilia Flores, para Nova Iorque. Os dois são acusados de quatro crimes federais, incluindo de conspiração para narcoterrorismo.
A líder da oposição venezuelana entrou hoje na residência presidencial dos Estados Unidos por uma porta lateral, em vez da entrada principal, reservada para chefes de Estado e altas autoridades, e não respondeu às perguntas da imprensa à chegada.
A política venezuelana chegou pouco depois das 12h00 (hora local, 17h00 em Lisboa), e saiu da Casa Branca por volta das 14h30 locais (19h30 em Lisboa).
Foi o primeiro encontro entre os dois e foi fechado à imprensa.
Ao sair da Casa Branca, Machado disse brevemente à imprensa que a reunião tinha corrido "muito bem" e cumprimentou alguns compatriotas e apoiantes que estavam reunidos em frente à residência presidencial antes de entrar num veículo rumo ao Capitólio para uma reunião com membros do Congresso.
A porta-voz da Casa Branca assegurou hoje que Donald Trump reconhece os esforços da política venezuelana e a sua luta pela democracia no país sul-americano.
"Sei que o Presidente estava ansioso por este encontro e confiante de que seria uma conversa boa e positiva com a senhora Machado, que é verdadeiramente uma voz notável e corajosa para muitas pessoas na Venezuela. Portanto, o Presidente está obviamente ansioso para conversar com ela sobre a realidade do país", acrescentou a porta-voz.
Até ao momento, o Presidente e respetivo gabinete descartaram Corina Machado e o seu movimento de oposição da primeira etapa da transição na Venezuela e, em vez disso, optaram pela vice-presidente chavista, Delcy Rodríguez, que assumiu o poder como Presidente interina da Venezuela com o apoio de Washington.
Irão cancela 800 execuções, mas EUA mantêm pressão: "Opções em aberto"... A porta-voz da Casa Branca afirmou hoje que o Irão cancelou 800 execuções de manifestantes detidos durante os protestos antigovernamentais planeadas para quarta-feira, mas indicou que "todas as opções continuam em aberto" em relação à República Islâmica.
Por LUSA
Karoline Leavitt destacou em conferência de imprensa que o Presidente norte-americano, Donald Trump, alertou Teerão para "sérias consequências" caso a repressão dos protestos se mantenha.
A porta-voz confirmou ainda que Trump falou com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, que, segundo o jornal The New York Times, lhe pediu para não intervir militarmente no Irão.
O Governo norte-americano já tinha anunciado sanções económicas contra as autoridades acusadas de coordenar a repressão aos protestos, incluindo Ali Larijani, chefe do mais alto órgão de segurança do Irão.
Desde o início dos protestos, em 28 de dezembro, Donald Trump ameaçou repetidamente intervir militarmente contra o Irão, antes de afirmar, na quarta-feira, que tinha sido informado "por fontes muito importantes" de que "os assassínios cessaram" e que as execuções planeadas de manifestantes não iriam ocorrer.
Em Teerão, o poder judicial tinha prometido julgamentos rápidos e públicos para os manifestantes detidos.
A televisão estatal transmitiu interrogatórios de suspeitos conduzidos pelo chefe do poder judicial, aumentando os receios entre os defensores dos direitos humanos de "confissões forçadas" encenadas.
Enquanto a possibilidade de ataques norte-americanos era seguida de perto no Médio Oriente, um alto dirigente saudita disse hoje à agência France-Presse (AFP) que a Arábia Saudita, o Qatar e Omã alertaram Donald Trump para o risco de "graves repercussões para a região".
Os três países "realizaram intensos esforços diplomáticos de última hora para convencer o Presidente Trump a dar ao Irão uma oportunidade de demonstrar as suas boas intenções", relatou a fonte saudita sob anonimato, acrescentando que os contactos prosseguem, com vista a "consolidar a confiança conquistada e o atual clima positivo".
A Suíça, que representa os interesses de Washington no Irão, referiu que ofereceu os seus "bons ofícios" para aliviar a tensão durante uma conversa telefónica na quarta-feira com Ali Larijani.
Numa chamada telefónica para o seu homólogo saudita, o príncipe Faisal bin Farhan, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araghchi, também frisou "a importância da condenação internacional de qualquer interferência estrangeira" na região.
A China transmitiu hoje pelo seu lado a Teerão que se opõe "ao uso da força nas relações internacionais", antes de uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a situação na República Islâmica, a pedido da diplomacia de Washington.
Num sinal de alívio de tensão, o nível de alerta na base militar norte-americana de al-Udeid, no Qatar, a maior no Médio Oriente, foi reduzido, com o regresso de alguns militares depois de Doha ter anunciado na quarta-feira a sua partida.
O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.
As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel.
De acordo com dados divulgados na quarta-feira pela organização Iran Human Rights (IRHNGO), com sede em Oslo, pelo menos 3.428 pessoas foram mortas durante o movimento de protesto, com base em informações confirmadas diretamente pela organização ou com base em testemunhas e fontes médicas e de morgues.
Estimativas de outras organizações apontam para um mínimo de 2.637 mortos e acima de 12 mil.
Todas as organizações iranianas e internacionais destacam porém a dificuldade de alcançar a dimensão real da repressão dos protestos, face à ausência de números oficiais e ao bloqueio total da Internet há uma semana.
Teerão confirmou apenas que mais de 150 membros das forças de segurança foram mortos até ao momento, mas ainda não divulgou números sobre civis, alegando que os processos de identificação ainda estão em curso.
Segundo o chefe da diplomacia iraniana, a "calma regressou" ao país, onde as autoridades têm "o controlo total" da situação.
Putin: "Países sofrem com desrespeito pelos seus direitos soberanos"... O Presidente russo, Vladimir Putin, lamentou hoje o desrespeito pela soberania sofrido por dezenas de países em todo o mundo, mas evitou criticar a política do homólogo norte-americano, Donald Trump, em relação à Venezuela, Gronelândia e Irão.
Por LUSA
Dezenas de países de todo o mundo sofrem com o desrespeito pelos seus direitos soberanos, com o caos e a desordem, pois não têm força nem recursos para se defenderem", declarou Putin durante uma cerimónia de acreditação de embaixadores em Moscovo no Kremlin, transmitida em direto pela televisão.
líder russo não mencionou explicitamente a operação norte-americana, no início do ano em Caracas, para afastar o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, nem as ameaças de intervenção militar na Gronelândia e no Irão.
Manifestou, no entanto, solidariedade com Cuba em defesa da sua soberania e independência, quando a diplomacia de Washington tem também visado o Governo de Havana.
"Sempre prestámos e continuamos a prestar assistência e apoio aos nossos amigos cubanos, e solidarizamo-nos com a sua determinação em defender a sua soberania e independência com todas as suas forças", disse Putin.
Anteriormente, a porta-voz do Ministério dos Negócios declarou que a Rússia está a acompanhar de perto os acontecimentos na América Latina e nas Caraíbas e expressou preocupação com o aumento das tensões e da retórica belicosa em relação a Cuba.
Ao mesmo tempo, Maria Zakharova observou que qualquer decisão do sistema judicial norte-americano em relação a Nicolás Maduro, capturado em 03 de janeiro pelas forças norte-americanas e levado para Nova Iorque, será ilegal.
"De acordo com as normas do Direito internacional reconhecidas por todos e baseadas no princípio da igualdade soberana dos Estados, Nicolás Maduro, enquanto chefe de Estado, goza de imunidade absoluta perante a jurisdição dos Estados Unidos e de qualquer outro Estado", afirmou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zakharova, em conferência de imprensa.
A porta-voz da diplomacia de Moscovo comentou ainda que as declarações ocidentais sobre os alegados planos de Moscovo para a Gronelândia são "um mito", após o anúncio do envio de tropas adicionais da NATO para a região e sugestões de Washington nesse sentido.
"O mito de uma alegada ameaça russa, ardentemente promovido durante muitos anos pela Dinamarca e outros membros da União Europeia e da NATO", é "particularmente ambíguo" à luz das recentes declarações dos Estados Unidos sobre a Gronelândia, declarou Maria Zakharova, aludindo às ambições da Casa Branca sobre o território. .
Na cerimónia de hoje no Kremlin, Vladimir Putin defendeu que "o mundo exige esforço, responsabilidade e uma escolha consciente" e apelou a todos os países para que respeitem o Direito internacional, a fim de criar uma nova ordem mundial multipolar mais justa.
"Uma ordem mundial em que cada país tenha o direito ao seu próprio modelo de crescimento, a decidir o seu próprio destino e a preservar a sua cultura e tradições sem influência externa", sustentou o líder da Rússia, que iniciou há quase quatro anos a invasão da vizinha Ucrânia.
Putin insistiu que a segurança de um país não pode ser garantida à custa de outros e apelou para o regresso à proposta do Kremlin de discutir a criação de uma nova arquitetura de segurança europeia e global.
Os imperativos da Carta das Nações Unidas, que incluem o respeito pela soberania, a não interferência nos assuntos internos e a resolução de litígios através do diálogo, "são agora mais necessários do que nunca", advertiu.
"A relevância disto é evidente. Especialmente agora, à medida que a situação no cenário internacional se deteriora cada vez mais", prosseguiu o líder do Kremlin, acrescentando que "a paz não surge por si só; é construída todos os dias".
Dirigindo-se a dez embaixadores europeus, incluindo Portugal, que lhe apresentaram hoje as suas credenciais, o Presidente russo alertou que as relações com a Europa "deixam muito a desejar" e manifestou confiança em restaurá-las no futuro.
"Quero acreditar que, com o tempo, a situação irá mudar e os nossos países regressarão a uma comunicação normal e construtiva, baseada no respeito pelos interesses nacionais e na consideração das legítimas preocupações de segurança", afirmou, referindo igualmente que espera um acordo de paz "o mais depressa possível" com a Ucrânia, apesar do impasse negocial nas últimas semanas.
A cerimónia de entrega de credenciais de embaixadores estrangeiros foi a primeira em mais de um ano e contou com a presença de mais de 30 diplomatas, entre os quais se encontravam embaixadores de dez países europeus, bem como os chefes de missões diplomáticas de Cuba, Brasil, Uruguai, Colômbia e Peru, além dos novos representantes de Israel e do Afeganistão.
Leia Também: Uma intervenção militar americana como a da Venezuela [no Irão] não me parece crível"
Alexandre Martins, especialista em política norte-americana, afirma que a situação de ameaça de novo ataque americano ao Irão parece ter revertido nas últimas horas.
Preço do petróleo cai após as declarações de Trump sobre o Irão... O preço do petróleo aprofundou hoje a tendência de queda, com o mercado a rever em baixa a probabilidade de uma ação militar dos EUA no Irão, após declarações de Donald Trump de que "as mortes pararam" naquele país.
Por volta das 15:20 (GMT), o preço do petróleo bruto West Texas Intermediate para entrega em fevereiro caiu 4,71%, para 61,14 dólares o barril, após ter chegado a cair brevemente mais de 5%.
O preço do petróleo bruto Brent, do Mar do Norte, referência europeia, para entrega em março, caiu 4,49%, para 59,10 dólares o barril.
Donald Trump, que tinha ameaçado repetidamente intervir no Irão nos últimos dias em resposta à violenta repressão aos protestos, suavizou o tom na quarta-feira durante um evento na Casa Branca.
Questionado pela AFP se a intervenção militar dos EUA estava descartada, o Presidente norte-americano respondeu: "Vamos observar e ver o que acontece".
"Fomos informados por fontes muito importantes do outro lado, e disseram que os assassinatos tinham parado", afirmou.
Estas declarações levaram os mercados a concluir que a intervenção militar dos EUA "estava descartada", explicou Arne Lohmann Rasmussen, analista da Global Risk.
Os preços tinham vindo a subir nos últimos dias devido a receios de que uma escalada militar nessa região sensível ao petróleo pudesse levar a interrupções significativas no fornecimento.
EUA apreendem outro petroleiro com alegadas ligações a Caracas... As tropas norte-americanas no Mar do Caribe apreenderam mais um petroleiro que, segundo os Estados Unidos, tem ligações com a Venezuela, parte de um esforço mais amplo dos EUA para controlar o petróleo do país sul-americano.
Por LUSA
"O petroleiro 'Veronica' já tinha passado por águas venezuelanas e estava a operar em desacordo com a quarentena estabelecida pelo Presidente [dos Estados Unidos, Donald] Trump para navios sancionados no [Mar do] Caribe", escreveu hoje nas redes sociais a secretária de Segurança Interna da administração norte-americana, Kristi Noem.
A governante norte-americana publicou um breve vídeo que aparenta mostrar parte da operação de captura do navio. As imagens, a preto e branco, mostravam helicópteros a sobrevoar o convés de um navio mercante, enquanto tropas armadas desciam ao convés por cordas.
O "Veronica" é o sexto navio-tanque apreendido pelas forças norte-americanas como parte do esforço da administração Trump para controlar a produção, refinação e distribuição global dos produtos petrolíferos da Venezuela.
É também o terceiro desde que os Estados Unidos sequestraram o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, numa operação surpresa realizada em Caracas há cerca de duas semanas.
Na publicação nas redes sociais, Noem disse que a operação foi realizada em "estreita coordenação" com as forças armadas, bem como com os departamentos de Estado e da Justiça.
"Os nossos heroicos homens e mulheres da Guarda Costeira mais uma vez garantiram uma operação executada com perfeição, segundo as normas do Direito internacional", acrescentou Noem.
- Arábia Saudita, Qatar e Omã convenceram EUA a "dar oportunidade" ao Irão
A Arábia Saudita, o Qatar e Omã trabalharam para dissuadir o Presidente norte-americano, Donald Trump, de atacar o Irão, alertando-o sobre as "graves repercussões para a região", disse hoje um alto responsável saudita.
Hospital de São Tomé com roturas de medicamentos e falta de água potável... O primeiro-ministro são-tomense visitou hoje o principal hospital do arquipélago, no dia em que completou um ano de governação, e disse ter constatado a persistência da falta de medicamentos, de água potável e de recursos humanos especializados.
Por LUSA
"A falta de medicamentos não é novidade para ninguém, e não é nada que se venha a esconder, uma vez que sempre vivemos esta situação", disse Américo Ramos, após visitar todos os serviços do Hospital Central Dr. Ayres de Menezes.
O chefe do Governo são-tomense reforçou que são as instituições e países parceiros que têm assegurado grande parte dos medicamentos e consumíveis ao sistema nacional de saúde, através de doação, mas lembrou que a ajuda tem diminuído nos últimos anos.
No entanto, Américo Ramos avançou que alguns medicamentos e consumíveis têm chegado ao país nas últimas semanas "para resolver o problema imediato", defendendo, contudo, que "é preciso um planeamento real, a médio e longo prazo, para se evitar essas roturas constantes", o que deverá passar por compras conjuntas com outros parceiros.
Outro problema identificado, e reclamado pela população, é a falta de água potável no hospital: "Não há água para beber, para tomar banho, nem para tomar medicamento", reclamou uma paciente, que relatou que as pessoas internadas têm que comprar água engarrafada ou buscar em residências mais próximas.
"Eu sei, e todos nós sabemos, [que] o problema de água do hospital já vem de há algum tempo a essa parte [...] são questões estruturais que é preciso intervenções de fundo", disse Américo Ramos.
Além da falta de água e de medicamentos, o primeiro-ministro apontou igualmente a falta de recursos humanos especializados ao nível da saúde, por conta da emigração, e também a degradação da infraestrutura do hospital.
"Há uma carência de quadros a nível da saúde, por isso é preciso trabalhar neste aspeto", declarou o primeiro-ministro.
"O Governo tem feito um esforço titânico com os parceiros, privados e outros, para melhorar as condições deste hospital", acrescentou, sublinhando que o executivo está a trabalhar na implementação de medidas de curto e médio prazo para suprir as carências identificadas, incluindo a aquisição urgente de medicamentos e a melhoria da gestão do abastecimento de água.
O Governo são-tomense foi empossado há um ano, após o Presidente da República, Carlos Vila Nova, demitir o ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, alegando "assinalável incapacidade" de solucionar os "inúmeros desafios" do país e "manifesta deslealdade institucional".
Herdeiro do xá quer democracia no Irão e reconhecimento de Israel... O filho do último xá da Pérsia, deposto pela revolução de 1979 que instaurou o atual regime teocrático do Irão, defendeu hoje a instauração da democracia no país, sem programa nuclear e reconhecendo o Estado de Israel.
Por LUSA
Reza Pahlavi, exilado nos Estados Unidos, descreveu um futuro Irão sem programa nuclear nem apoio a "grupos terroristas", relações restabelecidas com os EUA e o reconhecimento do Estado de Israel, na rede social X.
Para alcançar isso, agora é a hora de apoiar o povo iraniano. A queda da República Islâmica e o estabelecimento de um governo secular e democrático no Irão não apenas restaurarão a dignidade do meu povo, mas também beneficiarão a região e o Mundo", escreveu.
O filho mais velho de Mohammad Reza Pahlavi destacou que o seu país, sob o "jugo" do ayatollah (líder supremo), atualmente Ali Khamenei, é identificado no imaginário coletivo do resto do Mundo com "terrorismo", "extremismo" e "pobreza".
Para Pahlavi, o "verdadeiro Irão" é "diferente", "belo", "pacífico" e "próspero", que "ressurgirá das cinzas" quando o atual regime "cair".
"O Irão vai agir como um amigo e uma força estabilizadora na região. E será um parceiro responsável na segurança global", declarou, elegendo como prioridades o combate ao terrorismo, crime organizado, narcotráfico e islamismo extremista.
O herdeiro do antigo xá defendeu que o Irão promova a expansão dos acordos de Abraão --- um entendimento, em 2020, através do qual Israel normalizou relações com alguns países árabes vizinhos, designando tal iniciativa como "acordos de Ciro", para unir Irão, Israel e outros países árabes muçulmanos.
Pahlavi referiu também que o seu país pode vir a ser um confiável fornecedor de energia para o Mundo e, com abertura da sua economia, as oportunidades surgiriam em vez do atual "isolamento" internacional.
Em entrevista recente ao jornal britânico Daily Mail, Pahlavi ofereceu-se para liderar a transição democrática do Irão, mas excluiu a hipótese de governar o país.
Desde 28 de dezembro, têm havido manifestações e confrontos no Irão, iniciados por protestos contra a situação económica, mas que foram entretanto violentamente reprimidos pelas autoridades, registando-se centenas de mortos e feridos, algo que levou o Presidente norte-americano, Donald Trump, a ameaçar uma intervenção militar.
Leia Também: China alerta Irão que é contra "uso da força nas relações internacionais"
A China é contra o "uso ou a ameaça da força nas relações internacionais", afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês numa conversa telefónica com o seu homólogo iraniano.
É por isto que está a ficar com cabelos brancos logo a partir dos 20 anos... O aparecimento de cabelos brancos logo a partir dos 20 anos pode estar relacionado com diversos fatores. Saiba o que está em causa e como pode atrasar este aparecimento. Conheça também os resultados de um novo estudo sobre o tema
Por noticiasaominuto.com
Com que idade começam a aparecer os cabelos brancos? Pode não existir uma altura definida e nem sempre é igual para todos. Ainda assim, existem vários fatores que podem estar relacionados com o aparecimento e até mais cedo do que é considerado normal, logo a partir dos 20 anos.
O website Health falou com o dermatologista Brendan Camp para perceber quais os motivos que podem estar relacionados com o aparecimento dos cabelos brancos mais cedo.
Cabelos brancos logo aos 20? Eis as razões
O stress pode ser um do fatores a ter em consideração. O especialista cita um estudo e deixa algumas considerações. “Num um estudo com animais realizado em 2020, o stress levou os ratos a perderem as células que criam melanócitos, as células responsáveis pela melanina.”
Aponta que uma dieta equilibrada, exercícios regulares e técnicas de relaxamento podem ajudar a reduzir o stress e o risco do aparecimento de cabelos brancos. Existem ainda algumas condições de saúde que podem aumentar o risco, como é o caso da alopecia ou o do vitiligo.
A deficiência de algumas vitaminas é outros dos fatores a ter em conta. “Níveis baixos dessas vitaminas e minerais podem causar cabelos brancos aos 20 anos.” Aponta, por exemplo, falta de cálcio, ferro, zinco ou vitamina B12.
E a genética? É mais um dos elementos que podem estar relacionados. “Genes e características específicas podem levar ao aparecimento precoce de cabelos brancos. Terá 3 a 5 vezes mais hipóteses de ter cabelos brancos precocemente se os seus pais os apresentaram antes dos 30 anos.”
Por outro lado, existem outros fatores de risco de podem levar ao aparecimento de cabelos brancos. É o caso de fumar, a exposição prolongada aos raios UV e até ao uso de alguns produtos químicos mais agressivos.
“Os produtos químicos presentes nas tinturas podem danificar a estrutura dos fios. O calor de ferramentas como secadores e chapinhas também causa danos”, continua o especialista.
Cabelos brancos são sinal de cancro? O que diz um novo estudo
Um estudo publicado em outubro na revista Nature Cell Biology revelou que pode existir ligação entre o aparecimento de cabelos brancos e cancro. O estudo mostra que os cabelos brancos surgem quando o corpo ataca células que podem estar ligadas ao cancro.
Assim, em vez de um sinal de envelhecimento, é algo que pode estar relacionado com a forma como o corpo atua contra o aparecimento deste tipo de perigo.
“O estudo reformula a ideia de que os cabelos brancos e o melanoma não são eventos não relacionados, mas sim resultados divergentes das respostas ao stress das células estaminais”, disse a Emi Nishimura, uma das responsáveis pelo estudo.
A investigação sugere que conhecer melhor esta forma de atuação do corpo poderá abrir caminho para novos estudos com estas células e para novas formas de tratamento do cancro.
Oposição do Uganda acusa governo de boicotar eleições "deliberadamente"... O partido líder da oposição no Uganda, Plataforma de Unidade Nacional (NUP), acusou hoje o governo liderado pelo presidente, Yoweri Museveni, de boicotar "deliberadamente" as eleições gerais, já que a maioria das mesas de votos continuam sem funcionar.
Por LUSA
Em Kampala, "o único lugar onde a votação começou às 07:00 (04:00 em Lisboa) é onde os militares estão a votar", disse o secretário-geral da NUP, David Lewis Rubongoya, acrescentando que "os materiais para as votações não chegou a 99% das secções eleitorais".
Falta de boletins de voto e anomalias nas máquinas biométricas para identificar eleitores têm sido as queixas mais comuns.
Museveni, no poder desde 1986, concorre a um sétimo mandato e o seu maior adversário é o líder da NUP, o ex-músico Bobi Wine, cujo nome verdadeiro é Robert Kyagulanyi, num total de oito candidatos a um sufrágio que também elege os deputados do parlamento ugandês.
A campanha eleitoral ficou marcada por intimidações, violência e desaparecimentos, que instauraram um clima de medo no país com uma das populações mais jovens do mundo.
Nos bairros de lata da capital, 'feudos' de Bobi Wine, as votações também ainda não tinham começado.
Numa zona nobre de Kampala, 'bastião' do partido do presidente, pelo menos uma secção de voto abriu às 07:00 horas conforme previsto.
A televisão NBS também mostrou outras assembleias de voto abertas e a funcionar.
NASA traz quatro astronautas da Estação Espacial Internacional por doença... A agência espacial não identificou o astronauta nem o problema de saúde
Por cnnportugal.iol.pt
Um astronauta que precisava de cuidados médicos deixou a Estação Espacial Internacional com três colegas de missão na quarta-feira, na primeira evacuação médica realizada pela agência espacial norte-americana NASA.
Os quatro astronautas que regressaram — dos EUA, Rússia e Japão — planeiam uma aterragem na água no Pacífico, perto de San Diego, esta madrugada (hora local), a bordo de uma nave da SpaceX. A decisão encurta a missão em mais de um mês.
“O momento desta partida foi inesperado”, disse a astronauta da NASA Zena Cardman antes da viagem de regresso.
“Mas o que não me surpreendeu foi a união desta tripulação como uma família, ajudando-se uns aos outros e cuidando uns dos outros”, acrescentou.
A agência espacial não identificou o astronauta nem o problema de saúde, alegando privacidade do paciente, assegurando apenas que a situação deste é estável.
O astronauta doente está “estável, seguro e a receber bons cuidados”, disse o comandante da estação espacial, Mike Fincke, no início da semana, nas redes sociais.
“Esta foi uma decisão deliberada para permitir que as avaliações médicas adequadas fossem feitas em solo, onde existe toda a capacidade de diagnóstico”, acrescentou.
A tripulação de quatro astronautas chegou ao laboratório orbital em agosto, para uma estadia de pelo menos seis meses.
A tripulação era composta pelos astronautas da NASA Zena Cardman e Mike Fincke, juntamente com a japonesa Kimiya Yui e o russo Oleg Platonov.
Fincke e Cardman deveriam realizar a primeira caminhada espacial do ano, para preparar o terreno para a futura instalação de painéis solares, que fornecerão energia adicional à estação espacial.
Mas, a 07 de janeiro, a NASA cancelou abruptamente a caminhada espacial e anunciou posteriormente o regresso antecipado da tripulação.
Outros três astronautas permanecem a bordo da estação espacial: Chris Williams, da NASA, e os russos Sergei Mikaev e Sergei Kud-Sverchkov, que foram lançados em novembro a bordo de um foguetão Soyuz para uma estadia de oito meses. Devem regressar a casa no verão (do hemisfério norte).
A NASA e a SpaceX estão a trabalhar para antecipar o lançamento de uma nova tripulação de quatro pessoas da Flórida, atualmente previsto para meados de fevereiro.
Os modelos computacionais previram uma evacuação médica da estação espacial a cada três anos, mas a NASA não teve nenhuma nos 65 anos de voos espaciais tripulados.
Os russos não tiveram a mesma sorte. Em 1985, o cosmonauta soviético Vladimir Vasyutin contraiu uma infeção grave ou doença relacionada a bordo da estação espacial Salyut 7, o que levou a um regresso antecipado.
Alguns outros cosmonautas soviéticos enfrentaram problemas de saúde menos graves que obrigaram a encurtar as missões.
A NASA contratou a SpaceX para, eventualmente, retirar a estação espacial de órbita até ao final de 2030 ou início de 2031.
Os planos preveem uma reentrada segura sobre o oceano.
Irão reabre espaço aéreo após quase cinco horas de encerramento... O governo do Irão reabriu hoje o espaço aéreo após uma suspensão de cerca de cinco horas, segundo a página de rastreio de voos Flightradar24, face a ameaças de um ataque dos Estados Unidos
Por LUSA
Segundo este portal, o Aviso ao Pessoal da Aviação expirou e alguns voos retomaram as rotas para Teerão após o encerramento do espaço aéreo que obrigou as companhias aéreas a cancelar, desviar ou atrasar voos.
A mesma plataforma tinha avançado com o aviso, pouco antes das 02:00 (22:30 de quarta-feira em Lisboa), indicando que era válido por "pouco mais de duas horas", período durante o qual apenas os voos internacionais com autorização podiam aterrar ou descolar de território iraniano.
As principais companhias aéreas da Índia, lideradas pela Air India e pela IndiGo, foram hoje forçadas a cancelar voos e a redirecionar ligações internacionais devido ao encerramento do espaço aéreo do Irão.
"Tendo em conta a segurança dos nossos passageiros, os voos da Air India que sobrevoam a região [Irão] estão a utilizar rotas alternativas, o que poderá provocar atrasos", informou a companhia aérea, em comunicado, na rede social X.
Outras companhias aéreas também confirmaram alterações nos seus serviços internacionais, ativando protocolos de reembolso e remarcação para os clientes afetados numa situação que descreveram como "fora do seu controlo".
O governo da Índia emitiu um alerta na quarta-feira, aconselhando os cidadãos indianos a abandonar o Irão e a evitar viajar para o país "até novas ordens".
O Irão está a ser agitado por uma nova vaga de protestos desde 28 de dezembro de 2025, iniciada em Teerão por comerciantes e setores económicos afetados pelo colapso do rial, a moeda iraniana, e pela elevada inflação, alastrando-se depois a mais de 100 cidades do país.
As autoridades iranianas receberam inicialmente com compreensão os protestos, mas entretanto endureceram a sua posição e repressão contra os manifestantes, que passaram a ser tratados como terroristas associados aos Estados Unidos e Israel, a que se juntaram entretanto relatos de condenações à pena de morte e de execuções extrajudiciais de manifestantes detidos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, tem ameaçado repetidamente as autoridades iranianas com uma intervenção militar contra a República Islâmica e instou os manifestantes a prosseguirem protestos.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai reunir-se hoje de emergência para "uma reunião informativa sobre a situação no Irão", a pedido dos Estados Unidos, anunciou o porta-voz da presidência do Conselho, atualmente nas mãos da Somália.
A reunião do grupo de 15 países está marcada para as 15:00 (22:00 em Lisboa), segundo um comunicado do porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.
O porta-voz do português, Stéphane Dujarric, reiterou na quarta-feira, em conferência de imprensa, que a ONU "está extremamente preocupada" com "as imagens que surgem de manifestantes mortos pela violência durante os protestos".
Leia Também: Trump avisa Irão que "qualquer regime pode cair" e vê num possível sucessor dos aiatolas uma pessoa "muito boa"
Reza Pahlavi é um nome que tem circulado nas ruas do Irão, mas Donald Trump não tem certezas de que o futuro seja por aí
















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