quinta-feira, 27 de novembro de 2025

COMUNICADO CONJUNTO : MISSÃO DE OBSERVAÇÃO ELEITORAL NA GUINÉ-BISSAU


Tomar banho de manhã ou à noite: qual a melhor opção para a saúde?

Por SIC Notícias 

Tomar banho faz parte de qualquer rotina de higiene. Elimina a sujidade, a oleosidade, o suor e o odor. Há quem acorde e, ainda com os 'olhos turvos', se dirija para o chuveiro. Pelo contrário, há quem prefira relaxar debaixo de água antes de dormir. Mas qual é a melhor opção?

Algumas pessoas gostam de tomar banho de manhã, ao acordar. Outras, à noite, antes de dormir. Mas, afinal, qual é a melhor opção para a saúde?

Tomar banho faz parte de qualquer rotina de higiene, independentemente da hora. Elimina a sujidade, a oleosidade, o suor e o odor produzido por bactérias.

Há quem acorde e, ainda com os 'olhos turvos', se dirija para o chuveiro. De acordo com a BBC, os defensores do banho matinal argumentam que ficar 10 minutos debaixo de água ajuda a sentirem-se revigorados, frescos e prontos para começar o dia.

Pelo contrário, os defensores do banho noturno dizem que tomar banho antes de dormir ajuda a relaxar e limpa a sujidade que se acumula ao longo do dia.

Tomar banho à noite: prós e contras

Tomar banho à noite pode parecer a opção mais higiénica. Ajuda a limpar a sujidade, o suor, a poeira, as bactérias e oleosidade da pele e cabelo, que se acumularam ao longo do dia. Se não tomar banho à noite, essas componentes vão-se acumular nos lençóis e fronha da almofada.

Contudo, apesar de ir para a cama mais limpo, vai transpirar durante a noite. Segundo Primrose Freestone, microbiologista da Universidade de Leicester, citado pela BBC, uma pessoa pode suar até meio litro enquanto dorme, mesmo em alturas ou climas mais frios. E ao acordar de manhã, pode estar com odor.

Além disso, os benefícios do banho noturno só se aplicam se lavar regularmente a roupa da cama, uma vez que bactérias, ácaros e fungos podem 'viver' em edredons, lençóis e fronhas de almofadas durante semanas.

"Se toma banho à noite, mas usa os mesmos lençóis durante um mês, vai acumular bactérias, sujidade e ácaros", explica Holly Wilkinson, professora da Universidade de Hull, no Reino Unido, citada pela BBC.

Não lavar a roupa de cama com regularidade aumenta o risco de alergias e de infeções na pele.

Por outro lado, tomar um banho quente antes de dormir "reduz significativamente" o tempo ao adormecer, de acordo com resultados de uma meta-análise que comparou 13 estudos. Contudo, os investigadores dizem que são necessárias mais investigações.

Tomar banho de manhã: prós e contras

Tomar banho de manhã elimina a transpiração e micróbios 'armazenados' durante a noite. Desta forma, o corpo fica mais limpo e ficará 'fresco' durante mais tempo.

O microbiologista da Universidade de Leicester é apologista de banho matinal, uma vez que elimina o suor e micróbios, permitindo começar o dia mais fresco e limpo.

Adicionalmente, a professora Holly Wilkinson explica à BBC que a melhor altura para tomar banho também dependerá da rotina de cada pessoa e profissão. Por exemplo, agricultores - que se sujam bastante ao longo do dia - podem preferir tomar banho à noite em vez de ao acordar.

Segundo o The Conversation, os especialistas destacam que, independentemente da hora que escolher tomar banho, é importante lavar a roupa da cama regularmente, isto é, pelo menos uma vez por semana.

À semelhança dos lençóis, é fundamental a higiene regular das toalhas de banho: lavagem a cada três ou quatro utilizações. São "terreno fértil" para o crescimento de bactérias e fungos e, em casos mais extremos, podem desencadear alergias.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Embaló detido e militares "controlam" Guiné-Bissau. Portugal faz apelo... Três dias após as eleições, foram ouvidos tiros no centro da cidade de Bissau. O presidente foi preso e os militares anunciaram a suspensão do processo eleitoral e o encerramento das fronteiras.

Por LUSA 

Três dias após as eleições na Guiné-Bissau, os militares anunciaram que assumiram o "controlo total do país" e suspenderam "o processo eleitoral". O presidente Umaro Sissoco Embaló diz ter sido detido no palácio presidencial. O Governo português já apelou a "todos os envolvidos" que "se abstenham de qualquer acto de violência".

Umaro Sissoco Embaló terá sido detido esta quarta-feira no seu gabinete no palácio presidencial, em Bissau, por volta do meio-dia, na sequência de um alegado golpe de Estado.

Segundo revelou o chefe de Estado à Jeune Afrique, homens fardados invadiram o palácio. O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, General Biague Na Ntan, o Vice-Chefe do Estado-Maior, General Mamadou Touré, e o Ministro do Interior, Botché Candé, foram presos ao mesmo tempo. 

Embaló acrescentou que não houve recurso à violência durante esse "golpe".

Entretanto, em comunicado, as Forças Armadas guineenses informaram também que os militares tomaram hoje o poder na Guiné-Bissau, depois de um tiroteio que durou cerca de meia hora.

O comunicado foi lido na televisão estatal guineense TGB pelo porta-voz do Alto Comando Militar, Dinis N´Tchama, que informa que os militares assumiram a liderança do país.

Na comunicação informa-se que foi "instaurado pelas altas chefias militares dos diferentes ramos das Forças Armadas, o Alto Comando Militar para a restauração da segurança nacional e ordem pública" e que o mesmo "acaba de assumir plenitude dos poderes de Estado da República da Guiné-Bissau".

Há militares posicionados na principal via de acesso ao palácio presidencial, como mostram também imagens recolhidas no local, que pode ver na galeria acima.

Recorde-se que foram ouvidos tiros no centro da cidade de Bissau desde as 12h40, segundo relatos feitos à Lusa via telefone por testemunhas no terreno.

A Guiné-Bissau aguarda os resultados oficiais das eleições gerais, presidenciais e legislativas, de domingo.

O candidato da oposição à presidência da República, Fernando Dias, reclamou na segunda-feira vitória e disse que tinha derrotado o Presidente Umaro Sissoco Embaló na primeira volta.

No entanto, também o presidente em exercício reivindicou a vitória com 65% dos votos, segundo sua própria contagem. Os resultados oficiais eram esperados na quinta-feira.

Governo português pede que não haja violência e se retome normalidade

Numa nota emitida esta tarde, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português garantiu estar em "contacto permanente" com a embaixada portuguesa em Bissau para perceber em que situação se encontram os cidadãos portugueses e a população em geral.

O ministério tutelado por Paulo Rangel escreve também que "face dos acontecimentos que interromperam o curso da normalidade constitucional na Guiné Bissau", o Governo português apela "a que todos os envolvidos se abstenham de qualquer acto de violência institucional ou cívica e que se retome a regularidade do funcionamento das instituições, de modo que se possa finalizar o processo de apuramento e proclamação dos resultados eleitorais".

Guiné-Bissau: Atos consulares estão suspensos na Embaixada de Portugal em Bissau... A Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau informou hoje que estão suspensos os atos consulares agendados, devido à situação política no país africano, com a tomada do poder por um comando militar.

© Lusa   26/11/2025 

Nos canais oficiais, a Embaixada portuguesa informa "que, tendo em conta a atual situação de segurança, se encontra temporariamente suspensa a realização dos atos consulares agendados na Secção Consular".

De acordo com a informação disponibilizada, "os atendimentos afetados serão reagendados para a primeira oportunidade possível, logo que as condições o permitam".

A embaixada ressalva que "a Secção Consular mantém-se em funcionamento para efeitos de apoio consular de emergência aos cidadãos portugueses".

Na mesma nota informativa, a Embaixada de Portugal em Bissau indica que "continua a acompanhar de perto a situação de segurança na cidade de Bissau" e reitera "a recomendação de prudência e vigilância, bem como de evitar deslocações desnecessárias".

A representação diplomática portuguesa lembra que "de acordo com o comunicado emitido em nome do 'Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública', todas as fronteiras terrestres, aéreas e marítimas da Guiné-Bissau encontram-se encerradas, tendo sido também estabelecido um recolher obrigatório entre as 19:00 e as 06:00".

Sublinha ainda que "estas medidas produzem efeitos imediatos e permanecerão em vigor até indicação em contrário pelas autoridades competentes".

Os militares tomaram hoje o poder na Guiné-Bissau, depois de um tiroteio que durou cerca de meia hora, segundo um comunicado das Forças Armadas guineenses.

O comunicado foi lido na televisão estatal guineense TGB pelo porta-voz do Alto Comando Militar, Dinis N´Tchama, que informa que os militares assumiram a liderança do país.

Na comunicação informa-se que foi "instaurado pelas altas chefias militares dos diferentes ramos das Forças Armadas, o Alto Comando Militar para a restauração da segurança nacional e ordem pública" e que o mesmo "acaba de assumir plenitude dos poderes de Estado da República da Guiné-Bissau".

O Alto Comando Militar informa que depôs o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló e que encerrou, "até novas ordens, todas as instituições da República da Guiné-Bissau".

Informa ainda que estão suspensas "as atividades de todos os órgãos de comunicação social", assim como decidiu "suspender imediatamente o processo eleitoral em curso".

Os guineenses votaram no domingo em eleições gerais, presidenciais e legislativas, tendo sido anunciada para quinta-feira a divulgação dos resultados, com o candidato da oposição Fernando Dias a reclamar vitória na primeira volta contra o atual Presidente, Umaro Sissoco Embaló, que concorreu a um segundo mandato.

O comunicado explica que se trata de uma reação "à descoberta de um plano em curso de destabilização do país", atribuído a "alguns políticos nacionais com a participação de conhecidos barões de droga nacionais e estrangeiros".

Segundo os militares, o plano consistiria ainda na "tentativa de manipulação dos resultados eleitorais" das eleições gerais de domingo.

O Alto Comando Militar acrescentada que "foi descoberto pelo Serviço de Informação de Estado um depósito de armamento de guerra" destinado à "efetivação desse plano".

O Alto Comando Militar exercerá o poder do Estado a contar da data de hoje "até que toda a situação seja convenientemente esclarecida e respostas as condições para o pleno retorno à normalidade constitucional".

Os militares apelam "à calma, à colaboração dos guineenses e compreensão de todos perante" o que classificam como "grave situação imposta por uma emergência nacional".


Declaração do Estado Maior General das Forças Armadas face ao tiroteio ocorrido esta manhã em Bissau…

ÚLTIMA HORA: As forças armadas da Guiné-Bissau anunciaram que estão a assumir o controlo dos poderes do Estado, suspendendo as instituições e a interromper o processo eleitoral, de acordo com um comunicado emitido na quarta-feira.

O Comando Militar da alta para a Restauração da Segurança Nacional e da Ordem Pública disse que descobriu um plano de desestabilização envolvendo políticos, cidadãos estrangeiros e um "barão de drogas bem conhecido", juntamente com um depósito de armas.

O comunicado ordenou o encerramento imediato de todas as instituições, a suspensão das atividades sociais e o encerramento das fronteiras terrestres, marítimas e aéreas. Também foi imposto um recolher obrigatório noturno das 21h às 6h.

Os militares disseram que iria exercer o poder do estado até que as condições fossem restauradas para um retorno à normalidade constitucional, apelando à calma e à cooperação dos cidadãos naquilo que descreveu como uma emergência nacional.

Palavras para Quê...?

 

@Abel Djassi Primeiro

Taiwan anuncia planos para "defender" a ilha contra "ameaça chinesa"... O Presidente taiwanês anunciou hoje uma série de iniciativas para reforçar as capacidades defensivas da ilha, com o objetivo final de consolidar uma força capaz de "defender permanentemente" a "Taiwan democrática" contra a "ameaça chinesa".

Por  LUSA 

Numa conferência de imprensa, no gabinete presidencial, em Taipé, William Lai Ching-te sublinhou a intenção de equipar as forças armadas com um "alto nível de prontidão" para "dissuadir de forma eficaz" a China até 2027, ano em que, segundo relatórios dos serviços de informação norte-americanos, o Presidente chinês, Xi Jinping, ordenou a conclusão dos preparativos para a "reunificação pela força".

Neste contexto, o Governo de Taiwan planeia investir 1,25 biliões de novos dólares taiwaneses (34,4 mil milhões de euros) entre 2026 e 2033, para alcançar uma "capacidade defensiva altamente resiliente e dissuasão plena", afirmou William Lai.

Os fundos vão financiar o desenvolvimento do 'Escudo de Taiwan' (T-Dome), um "sistema avançado de defesa aérea em camadas, com elevada capacidade de alerta e eficácia de interceção", anunciado por Lai em 10 de outubro e semelhante ao 'Iron Dome' de Israel e ao 'Golden Dome' proposto pelos Estados Unidos.

Os fundos vão permitir, além disso, a incorporação de "alta tecnologia" e inteligência artificial nas forças armadas, de forma a "construir um sistema de defesa resiliente, baseado numa tomada de decisões eficiente e em ataques precisos", contribuindo, ao mesmo tempo, para "reforçar a autonomia de defesa e desenvolver a indústria nacional", observou Lai.

"Taiwan, como o elo mais importante e crucial da primeira cadeia de ilhas, não pode tornar-se um ponto vulnerável na segurança regional. Devemos demonstrar determinação e assumir uma maior responsabilidade pela autodefesa", enfatizou.

No discurso, Lai denunciou os esforços das autoridades de Pequim para transformar a "Taiwan democrática" numa "Taiwan chinesa" através de uma série de medidas que vão desde a intensificação da pressão militar e operações de influência até à "repressão transnacional" dos cidadãos taiwaneses.

Por conseguinte, enfatizou o dirigente, o Governo vai criar um gabinete de trabalho para elaborar "planos de ação" e mobilizar toda a sociedade e "países aliados" para demonstrar "a determinação" de Taiwan em salvaguardar o 'status quo'.

"A soberania nacional e os valores fundamentais da liberdade e da democracia constituem a base da nossa nação. Não se trata de uma questão de ideologias ou de um debate entre 'unificação' e 'independência', mas de uma escolha entre defender a 'Taiwan democrática' e rejeitar a transformação numa 'Taiwan chinesa'", declarou o líder da ilha.

"Compatriotas: em todos os guiões da China para anexar Taiwan, a maior ameaça não é a força, mas a resignação (...). A democracia não é uma provocação. Nem a simples existência de Taiwan é uma desculpa para um invasor romper com o status quo", acrescentou.

As autoridades de Pequim consideram Taiwan "parte inalienável" do território chinês e não descartaram o uso da força para assumir o controlo, uma posição rejeitada pelo Governo de Taipé, que afirma que o futuro da ilha deve ser decidido pelos 23 milhões de habitantes da ilha.


Leia Também: Japão envia aviões militares para perto de Taiwan após detetar drone

O Japão enviou hoje aviões militares para Yonaguni, a ilha japonesa mais próxima de Taiwan, após a deteção de um drone chinês, quando a tensão entre Pequim e Tóquio está a aumentar nas últimas semanas.

Lançado processo de seleção para próximo secretário-geral da ONU... O processo de seleção do próximo secretário-geral das Nações Unidas (ONU) foi hoje oficialmente lançado, com o envio aos Estados-membros de um apelo para apresentação de candidaturas ao cargo de substituto de António Guterres.

Por LUSA 

Numa carta conjunta enviada aos 193 Estados-membros da ONU, o embaixador de Serra Leoa, Michael Imran Kanu, atual presidente do Conselho de Segurança, e a presidente da Assembleia-Geral, Annalena Baerbock, "deram início" ao processo de seleção, "solicitando candidatos".

O cargo de secretário-geral é de grande importância e exige os mais altos padrões de eficiência, competência e integridade, além de um firme compromisso com os objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas", escreveram.

Também exigiram candidatos com vasta experiência em relações internacionais e habilidades diplomáticas e linguísticas.

Embora alguns Estados-membros defendam claramente que uma mulher deverá ser finalmente escolhida para o cargo, essa ideia não é unânime.

"Observando com pesar que nenhuma mulher jamais ocupou o cargo de secretária-geral", a carta simplesmente incentiva os Estados-Membros a "considerarem a nomeação de uma mulher como candidata".

Cada potencial candidato deve ser oficialmente indicado por um Estado ou grupo de Estados, apresentando a sua "visão" e fontes de financiamento.

Vários candidatos já são conhecidos informalmente, incluindo a ex-presidente chilena Michelle Bachelet, o diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, e a costa-riquenha Rebeca Grynspan, atualmente à frente da agência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD).

Seguindo uma tradição de rotação geográfica nem sempre respeitada, a posição é desta vez reivindicada pela América Latina.

Mas, embora a carta mencione "a importância da diversidade geográfica", não refere nenhuma região específica.

A carta indica ainda que a Assembleia-Geral e o Conselho de Segurança poderão ouvir publicamente os candidatos, um procedimento de transparência iniciado durante a seleção de 2016 que levou ao primeiro mandato de António Guterres.

Contudo, são os membros do Conselho que iniciarão o processo de seleção "até ao final de julho" - e, em particular, os cinco membros permanentes com direito de veto (Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França) - que realmente têm o futuro dos candidatos nas suas mãos.

É apenas por recomendação do Conselho que a Assembleia pode eleger o secretário-geral para um mandato de cinco anos, renovável por mais um mandato.

António Guterres assumiu a liderança da ONU em janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato, que termina no final de 2026.


Leia Também: Conselho de Segurança autoriza inspeções ao largo da Líbia por mais 6 meses

O Conselho de Segurança da ONU renovou hoje, por seis meses, a autorização para inspeções a embarcações em alto mar ao largo da costa da Líbia que possam estar em violação do embargo de armas no país.


ARTIGO DE OPINIÃO: O FALSO TRIUNFO E O FUNERAL POLÍTICO DO PAIGC DE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA

Por: António Óscar Barbosa "Cancan"   25/11/2025

Nos últimos dias, assistimos a uma cena insólita no teatro político guineense: uma estranha explosão de alegria vinda “dos lados de lá”, algures entre a euforia improvisada e a tentativa desesperada de fabricar uma narrativa de triunfo. A imagem evocava, curiosamente, certas cerimónias tradicionais em que, na despedida dos mais idosos, as lágrimas dão lugar a gargalhadas e brincadeiras. Não se trata de desrespeito, mas de costume — uma celebração do fim de um ciclo de vida bem vivido.

Acontece que, no caso em apreço, o simbolismo não podia ser mais irónico: o PAIGC de hoje parecia celebrar não uma vitória, mas o seu próprio funeral político.

E esse funeral, tudo indica, tem organizador identificado: Domingos Simões Pereira, acompanhado da inevitável comitiva de oportunistas que transformaram o partido histórico num veículo pessoal de ambição ilimitada e resultados duvidosos.

A queda dos bastiões

A realidade eleitoral é implacável. Ao contrário do que sugerem os festejos eufóricos, o PAIGC não ganhou aquilo que proclama ter ganho. Os círculos eleitorais que outrora eram a alma do partido — alguns de Bissau, Bolama/Bijagós, Bigimita e outros — caíram um a um.

E, como esses bastiões, cairá também o próprio DSP, cujo maquiavelismo político já não impressiona ninguém.

O partido histórico — o verdadeiro PAIGC, o que libertou a Guiné-Bissau — está hoje sequestrado por uma liderança que confunde propaganda com poder e manipulação com legitimidade. Mas a História tem um princípio simples: o que perde raízes, perde força. E o PAIGC de DSP está a perder ambas.

A ironia da lei

Há ainda uma ironia adicional e profundamente reveladora. Existe uma lei, aprovada pelo governo do PAIGC, que impede qualquer partido de ter sede a menos de 500 metros das instituições da República.

Essa lei, se aplicada, significará a perda da sede histórica do partido — e com ela a simbologia que o mantém visível no imaginário nacional.

Domingos Simões Pereira poderá berrar vitória. Mas será forçado, pela lei que ele próprio patrocinou, a deslocar a sede do partido que diz defender.

A História gosta destas ironias.

A pressa de vencer antes do tempo

O desespero atingiu o auge quando, através de um porta-voz, o partido declarou que não haverá segunda volta nas eleições presidenciais. A afirmação, mais do que política, é emocional; é um grito de ansiedade.

A Comissão Nacional de Eleições dará o seu veredicto — e será esse, e apenas esse, que contará.

As festas apressadas poderão então revelar-se pelo que são: uma encenação para encobrir a derrota.

Conclusão: serenidade e responsabilidade

Num momento em que o país enfrenta desafios complexos, a Guiné-Bissau não precisa de discursos inflamados nem de vitórias imaginárias. Precisa de responsabilidade, maturidade e serenidade.

Aguardemos o pronunciamento da CNE.

A verdade eleitoral não se fabrica; revela-se.

E quando se revelar, talvez o PAIGC reencontre finalmente o seu caminho — livre do peso de ilusões, manipulações e lideranças que confundem o interesse pessoal com o interesse nacional.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

#ELEIÇÕES#GERAIS: Missões de Observadores da CEDEAO, UNIÃO AFRICANA, CPLP e G7+ afirmam que as eleições legislativas e presidências de 23 de novembro na Guiné-Bissau, respeita quadro jurídico eleitoral vigente e padrões internacionais de eleições livres, justas e transparentes.

 
@Rádio Djumbay

Cérebro passa por cinco fases na vida, mudando aos 9, 32, 66 e 83 anos... O cérebro humano passa por cinco grandes fases ao longo da vida, com alterações nas ligações neuronais, ocorrendo as transições aos 9, 32, 66 e 83 anos, indica um estudo publicado hoje na revista científica Nature Communications.

Por  LUSA  25/11/2025

O cérebro humano passa por cinco grandes fases ao longo da vida, com alterações nas ligações neuronais, ocorrendo as transições aos 9, 32, 66 e 83 anos, indica um estudo publicado hoje na revista científica Nature Communications.

Liderada por neurocientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, a investigação baseia-se em dados de ressonância magnética de 3.802 pessoas entre os 0 e os 90 anos, cujas ligações neuronais foram mapeadas através do rastreio do modo como as moléculas de água se movem através do tecido cerebral.

Foram detetadas cinco grandes fases da estrutura cerebral na vida humana média, divididas por quatro principais "pontos de viragem", quando os cérebros se reconfiguram.

"Sabemos que a estrutura do cérebro é crucial para o nosso desenvolvimento, mas ainda não temos uma visão completa de como se modifica ao longo da vida e porquê", afirmou Alexa Mousley, da Universidade de Cambridge, que liderou a investigação, citada num texto de divulgação do estudo.

A cientista assinalou que o estudo "é o primeiro a identificar as principais fases da formação das conexões cerebrais ao longo da vida humana".

"Estas fases fornecem um contexto importante para compreendermos em que é que os nossos cérebros podem ser mais eficientes ou mais vulneráveis em diferentes fases da vida. Isto pode ajudar-nos a compreender porque é que alguns cérebros se desenvolvem de forma diferente em momentos-chave da vida, seja em relação a dificuldades de aprendizagem na infância ou demência na velhice", adiantou.

Segundo o estudo, na primeira fase, dos 0 aos 9 anos, designada de infância, o volume de massa cinzenta (que contém neurónios) e de massa branca (que permite as ligações) aumenta significativamente.

Assiste-se a uma "consolidação da rede", quando o grande número de sinapses (ligações entre os neurónios) que são produzidas em excesso no cérebro do bebé diminui, sobrevivendo apenas as mais ativas.

Em todo o cérebro, as ligações reorganizam-se no mesmo padrão desde o nascimento até aproximadamente aos 9 anos quando ocorre o primeiro "ponto de viragem", o cérebro passa por "uma mudança radical na sua capacidade cognitiva, e surge o maior risco de perturbações de saúde mental", alertam os investigadores, citados pela agência noticiosa espanhola EFE.

Na fase da "Adolescência Cerebral", até aos 32 anos, a substância branca continua a aumentar de volume, pelo que a organização das redes de comunicação do cérebro se torna cada vez mais refinada.

O período é caracterizado tanto pela eficiência das ligações dentro de regiões específicas como pela comunicação rápida em todo o cérebro, o que está ligado a um melhor desempenho cognitivo.

Esta é a "única fase" em que aumenta a "eficiência neural", segundo Mousley, indicando os investigadores que "o pico do desempenho cognitivo" é observado no início dos 30 anos.

Dos 32 aos 66 anos, o cérebro entra na sua fase mais longa, a idade adulta. Em comparação com as fases anteriores, a estrutura cerebral estabiliza e as regiões cerebrais começam a compartimentar-se lentamente.

A passagem para a fase do "envelhecimento cerebral precoce" é muito mais suave, não se registam grandes mudanças estruturais, embora os investigadores tenham encontrado alterações significativas no padrão das redes cerebrais, em média, por volta dos 66 anos.

"Os dados sugerem que uma reorganização gradual das redes cerebrais culmina em meados dos sessenta anos", disse Mousley, acrescentando que estará "provavelmente relacionado com o envelhecimento, com uma conectividade ainda menor à medida que a substância branca começa a degenerar".

Por volta dos 83 anos o cérebro entra na sua fase final de desenvolvimento, a do "envelhecimento cerebral tardio".

Os dados sobre esta etapa são limitados, mas o que a caracteriza é "uma transição do global para o local", ou seja, diminui ainda mais a conectividade de todo o cérebro e aumenta a dependência de regiões específicas.

Duncan Astle, professor de Neuroinformática em Cambridge e outro dos autores, referiu que a forma como o cérebro estabelece conexões está ligada a muitas condições de neurodesenvolvimento, de saúde mental e do sistema nervoso, acrescentando que "as diferenças na conectividade cerebral predizem dificuldades relacionadas com a atenção, a linguagem, a memória e uma série de comportamentos diferentes".

"Compreender que a jornada estrutural do cérebro não é uma questão de progressão constante, mas sim de alguns pontos de viragem importantes, ajudar-nos-á a identificar quando e como a sua conectividade é vulnerável a perturbações", disse ainda, citado no comunicado da universidade.

Eleições Presidenciais: João de Deus Mendes condena autoproclamação de vitória por candidatos

CAPGB / Radio Voz Do Povo

Bissau, 25 de Novembro de 2025- O candidato presidencial apoiado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), João de Deus Mendes, criticou o que classificou como “falta de maturidade política” após um dos concorrentes anunciar vitória antes da divulgação oficial dos resultados. Em conferência de imprensa, o candidato sublinhou que apenas a Comissão Nacional de Eleições (CNE) detém legitimidade para tornar públicos os números finais das eleições realizadas no domingo.

Sem mencionar nomes, Mendes afirmou que declarações prematuras de vitória representam “uma violação grave das regras do jogo democrático”. Segundo ele, atitudes do tipo põem em causa o processo eleitoral e a credibilidade das instituições responsáveis pela gestão das eleições.

“É inaceitável o que ouvimos ontem. Um dos candidatos decidiu declarar-se vencedor, ignorando completamente as normas que regem o processo. Se essa prática se normalizasse, a CNE perderia sua razão de existir e cada um anunciaria os resultados conforme a própria conveniência. A política exige maturidade”, declarou.

João de Deus Mendes garantiu que respeitará qualquer resultado que venha a ser oficialmente divulgado pela CNE na quinta-feira, 27 de novembro de 2025. Ele também apelou à população para manter a serenidade, rejeitar discursos incendiários e preservar a paz e a estabilidade do país.

 “Estou motivado e preparado para conhecer os resultados. Da nossa parte, não haverá qualquer contestação. A verdadeira vencedora será a democracia guineense”, afirmou.

O general Luís Diogo de Carvalho, chefe da Missão de Observação da CPLP, apresentou, esta terça-feira, em Bissau, a Declaração Preliminar sobre as Eleições Gerais de 2025.

 
@Radio TV Bantaba

NAUFRÁGIO POLÍTICO: O MAIOR DESAIRE ELEITORAL DA HISTÓRIA NUNCA VISTO NA GUINÉ-BISSAU

O desaire eleitoral não foi um simples tropeço - foi uma hécatombe política sem precedentes. A cúpula tribalista finalmente chocou-se com a realidade dura e inegável. O candidato fabricado no laboratório do Dominguismo afundou-se numa derrota estrondosa nas eleições de 23 de Novembro. Fernando Dias da Costa, atrevido e desprovido de qualquer preparo técnico, expôs-se como aquilo que sempre foi: um projeto vazio, um peão menor sem mérito algum para ambicionar o mais alto posto da magistratura nacional.

O PAIGC, preso à sua espiral de decadência, tenta agora fazer de Fernando Dias o bode expiatório - o último cartucho de uma guerra política perdida à partida. Transformam-no numa bala de canhão, disparada na lógica desesperada do “tudo ou nada”, plenamente conscientes de que o futuro que os espera é a oposição - até 2031, ou talvez por muito mais tempo.

Abel Djassi Primeiro   25/11/2025

África agradece apoio russo na libertação, mas defende soberania da Ucrânia... O Presidente angolano afirmou hoje que África está "eternamente" grata à Rússia pelo apoio nas lutas de libertação, mas sublinhou que os países africanos defendem, tal como a Europa, o direito da Ucrânia à soberania e à integridade territorial.

 Por LUSA 

João Lourenço falava numa curta conferência de imprensa no final da 7.ª Cimeira União Africana--União Europeia, em que se juntou ao presidente do Conselho Europeu, António Costa, para responder a questões dos jornalistas, incluindo o posicionamento sobre o conflito na Ucrânia.

"Os povos africanos estão eternamente gratos à Rússia pelo apoio dado. Não há nada acima da liberdade e da soberania dos povos", afirmou o chefe de Estado angolano, recordando o apoio russo enquanto vários países africanos permaneciam colonizados por potências europeias.

"O principal país que se levantou em nossa defesa, em nosso apoio, e contribuiu para que pudéssemos alcançar as nossas independências foi, sem sombra de dúvidas, a Rússia", salientou.

A então União Soviética foi a potência que, no contexto da Guerra Fria, apoiou o MPLA, de Angola, e outros movimentos africanos com "conhecimento, equipamento aeronáutico e militar e formação" militar, recordou Lourenço.

"Os povos africanos que beneficiaram dessa ajuda estão eternamente gratos por esta solidariedade", destacou.

Sobre a Ucrânia, João Lourenço foi claro: "Em relação aos dias de hoje, ao facto de a Ucrânia ter sido atacada, ter sido invadida e parcialmente ocupada, África defende a justiça, defende princípios. Nós defendemos, a exemplo do que se passou connosco, o direito à independência, o direito à soberania, o direito à integridade territorial na Ucrânia".

Já António Costa remeteu para a declaração conjunta aprovada no final da cimeira, na qual os dois blocos reiteraram o apoio a "uma paz duradoura" na Ucrânia e em outros territórios em conflito no mundo.

"Quando permitimos que um Estado desrespeite a soberania e as fronteiras reconhecidas de outro país, estamos a permitir que todos os outros façam o mesmo", disse o responsável europeu, realçando que a alternativa a um sistema baseado em regras "é o caos."

Questionados sobre as lições políticas e económicas do encontro, António Costa disse que africanos e europeus "continuam a trabalhar juntos por paz e prosperidade" e João Lourenço completou: "Em vez da confrontação, preferimos a parceria."

O Presidente angolano afirmou que apenas as parcerias permitem que os países se desenvolvam e melhorem as condições de vida das suas populações, dando "um sinal contrário" ao que se observa no mundo, onde "o unilateralismo procura suplantar o multilateralismo".

João Lourenço acrescentou que a melhor garantia de uma parceria equilibrada é a confiança construída entre os dois blocos nos últimos 25 anos, sendo essa a "maior garantia de sucesso".

António Costa concordou, afirmando que essa confiança "assenta em resultados concretos".

Sublinhou ainda que "o maior recurso que África tem é o seu capital humano, o talento e a juventude", defendendo que é essa visão de parceria que a União Europeia pretende aprofundar com a União Africana.

O dirigente europeu lembrou que as empresas europeias são o principal investidor no continente e que a criação da Zona de Comércio Livre Africana, bem como o investimento em infraestruturas, serão essenciais para garantir que esta parceria se desenvolva com base no interesse mútuo, e não em lógicas extrativas do passado.

A Cimeira UA-UE, que começou segunda-feira, foi dedicada ao tema "promover a paz e a prosperidade através de um multilateralismo eficaz".

O encontro de alto nível foi copresidido pelo Presidente de Angola, João Lourenço, e pelo presidente do Conselho Europeu, António Costa, estando a UE ainda representada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e a UA pelo presidente da Comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssou.

Oitenta delegações marcaram presença na cimeira.

A União Europeia é constituída por 27 países, incluindo Portugal, representado no encontro pelo primeiro-ministro e pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

A União Africana é composta por 55 nações, incluindo Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe. Pela União Africana estiveram 29 chefes de Estado e de Governo ou seus representantes, entre os quais o Presidente de Moçambique e o primeiro-ministro de Cabo Verde, para além do chefe de Estado de Angola.


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CNE: COMUNICADO À IMPRENSA

Eleições Gerais – Missão de Observadores Eleitorais da União... Africana apela à calma enquanto país aguarda resultados

Bissau, 25 Nov (ANG) – O chefe da Missão de Observadores Eleitorais da União Africana apelou, segunda-feira, à população guineense para manter a calma enquanto se aguarda a divulgação oficial dos resultados das eleições gerais realizadas no domingo(23).

Filipe Jacinto Nyussi disse no primeiro briefing com a imprensa que a vitória, seja qual for, “será absolutamente dos guineenses”, sublinhando a importância de esperar serenamente pelo anúncio da Comissão Nacional de Eleições (CNE).

CPLP. As eleições foram livres, justas e transparentes ☝

Segundo Nyussi, antigo presidente moçambicano,  as organizações internacionais presentes — União Africana, CEDEAO, CPLP, Organização Islâmica e o G7 — decidiram, numa reunião, a harmonização das suas comunicações num relatório conjunto sobre o processo eleitoral.

Informou que, os comunicados finais deverão ser apresentados esta terça-feira, entre as 13h e as 15h.

As missões de  observação eleitoral estiveram distribuídas por todas as regiões do país, recolhendo informações diretas do terreno.

Questionado sobre  declarações antecipadas de vitória por parte de algumas candidaturas, Nyussi reforçou que qualquer comentário só deve ser feito após o anúncio da CNE.

“O resultado nunca é conhecido antes do apito final, e, caso alguém não fique satisfeito, existem mecanismos próprios para gerir essas situações”, afirmou.

O chefe da missão da União Africana destacou ainda o comportamento pacífico da população no pós-eleições, sublinhando que, o mais importante é que o país está calmo e que sentiram que o povo da Guiné-Bissau não quer confusão, e que há uma adesão absoluta ao bom senso eleitoral, o que representa um passo importante e uma mensagem forte que o país transmite ao mundo.

A comissão Nacional de Eleições prevê para quinta-feira o anúncio dos resultados das eleições gerais de domingo.

ANG/MI/ÂC//SG

 @Radio TV Bantaba

“Alguém quer justificar uma falsa vitória anunciada e, por isso, pretende vandalizar a CRE de Tombali.” A afirmação é de Félix Nandungue, Presidente do PRS e dirigente da Plataforma Republicana “Nô Kumpu Guiné”, ao reagir aos incidentes registados na CRE de Tombali, em Catió. Segundo Nandungue, “a região votou e decidiu escolher”, reforçando que qualquer tentativa de instabilidade é um desrespeito à vontade soberana do povo.

@Radio Voz Do Povo

Eleições gerais realizadas domingo na Guiné-Bissau, respeitaram o quadro jurídico eleitoral

@Rádio Djumbay

Presidente da CRE de Bolama/Bijagós,

Diretoria de campanha de Fernando Dias, esta em Conferência de Imprensa

 

Ataques russos contra Kiev fazem vários mortos... A Rússia atacou durante a madrugada infraestruturas energéticas da Ucrânia e a capital, Kiev, tendo atingido pelo menos dois prédios residenciais, um em Dniprovsky e outro na área de Pechersky.

Por  SIC Notícias Com Lusa

Pelo menos seis pessoas morreram na sequência dos ataques russos contra Kiev esta madrugada.

Os ataques ocorrem depois da Rússia ter rejeitado, na segunda-feira, uma contraproposta europeia ao plano de Donald Trump para pôr fim ao conflito.

A Rússia atacou durante a madrugada infraestruturas energéticas da Ucrânia e a capital, Kiev, tendo atingido pelo menos dois prédios residenciais, um em Dniprovsky e outro na área de Pechersky.

Desde o começo da invasão, em 2022, sempre que se aproxima o inverno, a Rússia tem atacado centrais e estações elétricas da Ucrânia, causando cortes de energia generalizados.

Este ano, os ataques intensificaram-se e também têm como alvo instalações de gás.

O contra-ataque de Kiev

Kiev, por sua vez, ataca regularmente depósitos de petróleo, refinarias e outras instalações na Rússia.

Pelo menos três pessoas morreram e oito ficaram feridas num ataque ucraniano contra a cidade portuária de Taganrog e à zona vizinha de Neklinovsky, no mar de Azov, na região de Rostov, anunciou o governador regional, Yuri Slyusar, na plataforma de mensagens Telegram.

As autoridades da região russa de Krasnodar, no mar Negro, também relataram um ataque aéreo ucraniano em grande escala contra várias cidades.

"Esta noite, a região de Krasnodar sofreu um dos ataques mais prolongados e maciços do regime de Kiev. Seis moradores da região ficaram feridos e pelo menos 20 casas em cinco municípios foram danificadas", escreveu no Telegram o governador da região, Veniamin Kondratiev.

As defesas da Rússia intercetaram mais de 200 drones ucranianos sobre território russo, de acordo com o Ministério da Defesa do país.

Desse total, 116 drones foram abatidos sobre o mar Negro, 76 na região de Krasnodar, 23 na península anexada da Crimeia e 16 na região de Rostov, especificou o ministério.

Hábitos (aparentemente) inofensivos que estão a prejudicar a sua saúde... Tem hábitos repetidos que considera inofensivos, mas que mesmo assim já alguém lhe sugeriu para parar? O facto de serem vícios não representa um bom indicador. A ciência diz que alguns desses comportamentos podem levar a infeções. Descubra quais são.

Por LUSA 

Tem vícios como roer as unhas ou estalar os dedos? Qual o seu maior vício? A médica Poonam Sachdev contou ao WebMD que apesar de alguns hábitos como estes parecerem inofensivos no dia a dia, podem ter um impacto gigante a longo prazo.

Estalar os nós dos dedos

Além de irritar os colegas de trabalho, a médica especialista sublinha que este comportamento também não é muito saudável.  Entre as articulações contemos o fluido sinovial que as mantém em movimento facilmente.

No momento em que estala os nós dos dedos, algumas bolhas rebentam e espalham-se nesse fluido, o que pode originar uma sensação de inchaço. Ainda assim, esclarece que isso não parece aumentar as probabilidades de artrites.

Roer as Unhas

Este vício, além de danificar as unhas e os dentes, também pode condicionar o crescimento das peles em torno da unha, levando a infecções.

Se este comportamento for causado por stress, pode e deve fazer exercícios para controlá-lo. Pode começar por pedir ajuda um profissional de saúde.

Dormir mal

Tenta enganar o sono? A especialista destaca que se não dormir o suficiente poderá vir a tornar-se num "zombie diurno com mais probabilidades de ter pressão alta, doenças cardíacas, diabetes e depressão".

A par disso a especialista conclui que será muito mais difícil "aprender e lembrar-se de coisas comuns do dia a dia". É importante estabelecer uma rotina regular de sono e mantê-la a longo prazo. 

Fones com o volume no máximo

O som é medido em decibéis — a conversa normal é cerca de 60 decibéis. E a especialista reforça que o volume dos fones não deve ultrapassar os 75, o que representa mais ou menos o volume de um aspirador.

Além disso, não é recomendável que esteja com os fones durante várias horas seguidas. Com o avançar da idade terá uma maior probabilidade de perder parcialmente a audição.


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Em alguns casos, pode não haver problema. Por outro lado, existem medicamentos que devem ser tomados tal como estão. Saiba quando pode, ou não, partir os medicamentos quando não os consegue tomar inteiros.



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Taiwan diz que retorno à China "não é uma opção" para cidadãos da ilha... O primeiro-ministro taiwanês afirmou hoje que "o retorno" de Taiwan à China "não é uma opção" para os 23 milhões de habitantes da ilha, em resposta às declarações do Presidente chinês, em conversa com homólogo norte-americano.

Por LUSA 

Cho Jung-tai enfatizou, no parlamento, que a República da China, nome oficial de Taiwan, é um "país totalmente soberano e independente" e "que para 23 milhões de cidadãos a 'reunificação'" com a República Popular da China "não é uma opção".

O primeiro-ministro ressaltou que "Taiwan é a Taiwan do mundo" e que, em termos de segurança regional e desenvolvimento económico e tecnológico, a ilha é de "extrema importância" para a comunidade internacional.

"Portanto, a manutenção do status quo é uma tendência que o mundo observa atentamente hoje, e a China não pode destruí-la de forma alguma. É por isso também que Taiwan deve fortalecer as capacidades de autodefesa e se aliar aos países que partilham valores democráticos", afirmou Cho.

As declarações surgem após o líder chinês, Xi Jinping, ter afirmado, numa conversa telefónica com o Presidente norte-americano Donald Trump, que "o retorno" de Taiwan à China é uma "parte importante" da ordem internacional pós-Segunda Guerra Mundial.

O líder chinês enfatizou que a China e os EUA lutaram "lado a lado" contra o "fascismo e o militarismo" na guerra e que, dada a situação atual, é "ainda mais importante" que ambos os lados "salvaguardem conjuntamente" os resultados da vitória.

O diálogo ocorreu num momento de tensão crescente entre Pequim e Tóquio, após a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, ter afirmado recentemente que um ataque militar chinês a Taiwan poderia justificar a intervenção do exército do Japão.

Pequim considera Taiwan "parte inalienável" do território chinês e não descarta o uso da força para alcançar o que considera ser "a reunificação" da ilha com o continente, um dos objetivos de longo prazo de Xi Jinping desde que chegou ao poder em 2012.

Nesse contexto, a China intensificou a campanha de pressão diplomática e militar contra Taiwan nos últimos anos, organizando exercícios militares nas proximidades da ilha com frequência.

Há mais de sete décadas que os EUA se encontram no meio das disputas entre as duas partes, uma vez que Washington é o principal fornecedor de armas a Taipé e, embora não mantenha relações diplomáticas com a ilha, prometeu defendê-la em caso de conflito com Pequim.


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segunda-feira, 24 de novembro de 2025

Filha de ex-PR sul-africano investigada por recrutar civis para a Ucrânia... A polícia sul-africana anunciou domingo que investiga alegações de que uma filha do ex-Presidente Jacob Zuma terá recrutado 17 homens para receberam treino em segurança na Rússia, mas que afinal foram combater na guerra contra a Ucrânia.

© Reuters    Lusa   24/11/2025

De acordo com a porta-voz da polícia, Athlenda Mathe, uma declaração sob juramento apresentada pela irmã de Duduzile Zuma-Sambudla, Nkosazana Bonganini Zuma-Mncube, alega que esta e duas outras pessoas aliciaram os homens, dizendo que estes iriam receber treino de segurança na Rússia. 

Segundo a declaração de Zuma-Mncube, os homens foram entregues a um grupo de mercenários russos e forçados a combater na guerra, sendo que oito dos homens são membros da família Zuma.

A porta-voz da polícia referiu que as acusações serão alvo de uma investigação minuciosa.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da África do Sul, Ronald Lamola, disse aos jornalistas, à margem da Cimeira do G20 em Joanesburgo, durante o fim de semana, que estavam em curso esforços diplomáticos com a Rússia e a Ucrânia para repatriar os cidadãos.

"A polícia deve investigar e quem estiver envolvido nisto deve ser preso", disse Lamola, acrescentando: "Não é uma situação fácil porque eles estão nas linhas da frente desta batalha, mas temos esperança de que haverá avanços".

O Governo da África do Sul disse, no início deste mês, ter recebido pedidos de socorro dos homens, com idades entre 20 e 39 anos, que disseram estar presos na região do Donbas, devastada pela guerra, no leste da Ucrânia.

Os homens tinham-se juntado a forças mercenárias sob o pretexto de contratos de trabalho lucrativos, disse o Governo sul-africano.

A Rússia tem sido acusada de recrutar homens de outros países para combater na guerra, sob o pretexto de lhes oferecer emprego.

Moscovo também tem sido acusado de enganar mulheres da África do Sul e de outros países africanos para trabalharem em fábricas russas de 'drones' (aeronave sem piloto), através de campanhas nas redes sociais que lhes prometiam empregos em áreas como restauração e hotelaria.

De acordo com a lei sul-africana, é ilegal que cidadãos e entidades ofereçam ou forneçam assistência militar a governos estrangeiros ou participem em exércitos de governos estrangeiros, a menos que autorizados pelo Governo de Pretória.

Zuma-Sambudla é membro do parlamento pelo Partido MK, que o seu pai fundou em 2023, após ter sido expulso do partido no poder, o Congresso Nacional Africano, que liderou de 2007 a 2017.

Ela está atualmente a ser julgada por alegadamente ter instigado, através das redes sociais, os tumultos mortais na África do Sul em 2021.

Zuma-Sambudla e o partido MK não responderam aos pedidos de comentário feitos pela Associated Press.


Foram divulgados textos e imagens que sugerem uma suposta interação sexual entre a senhora Florence e o senhor Domingos Pereira. A própria esclarece que desconhece a origem desses conteúdos, afirma que são totalmente falsos e garante que tais acontecimentos nunca ocorreram.”


Portugueses querem demissão? Ministra da Saúde diz que fica até que Montenegro queira... Uma sondagem da Intercampus mostra que quase 60% dos portugueses acham que Ana Paula Martins deve abandonar o cargo. Mas a ministra desvaloriza.

Por  SIC Notícias

A ministra da Saúde afirma que vai continuar no cargo até que o primeiro-ministro decida o contrário. É a resposta de Ana Paula Martins a uma sondagem que revela que mais de metade dos portugueses acha que a governante deve abandonar o cargo.

“Uma sondagem é uma sondagem”, desvalorizou a ministra, em declarações aos jornalistas, esta quarta-feira.

Estarei aqui a trabalhar todos os dias, como estou hoje e vou estar amanhã e depois de amanhã, enquanto, naturalmente, for vontade do Governo e do meu primeiro-ministro", declarou Ana Paula Martins. “É só isso que eu tenho a dizer, mais nada.”

A sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã e a CMTV indica que 58,4% dos portugueses defendem que a ministra da Saúde deveria abandonar o cargo.

Apenas 28,3% dos inquiridos responderam que Ana Paula Martins se deve manter à frente do Ministério da Saúde, enquanto 13,3% não sabem ou não respondem.