Por LUSA
"Cerca de 200 dos nossos melhores norte-americanos entraram no centro de Caracas, onde aparentemente os sistemas de defesa aérea russos não funcionaram muito bem, capturaram um indivíduo procurado pelas autoridades norte-americanas com apoio das nossas agências de segurança, sem que nenhuma morte tenha ocorrido" entre os militares dos EUA, disse Hegseth, citado pela agência de notícias Europa Press.
O secretário de Defesa norte-americano enfatizou, durante um evento num estaleiro naval em Newport, Virgínia, que este ataque representou "a restauração da dissuasão" por parte dos Estados Unidos, sem comentar se o número de militares se refere aos que estavam em terra na capital venezuelana ou também às tropas de apoio durante o ataque.
Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.
Maduro e a mulher prestaram na segunda-feira breves declarações num tribunal de Nova Iorque para responder às acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais e ambos declararam-se inocentes. A próxima audiência está marcada para 17 de março.
A vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.
A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro.
A União Europeia defendeu que a transição política na Venezuela deve incluir os líderes da oposição María Corina Machado e Edmundo González, enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região, mostrando-se preocupado com a possível "intensificação da instabilidade interna" na Venezuela.







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