terça-feira, 2 de dezembro de 2025
𝗠𝗲𝗻𝘀𝗮𝗴𝗲𝗺 𝗱𝗮𝘀 𝗲𝘀𝗽𝗼𝘀𝗮𝘀 𝗱o 𝗘𝗻𝗴. 𝗗𝗼𝗺𝗶𝗻𝗴𝗼𝘀 𝗦𝗶𝗺𝗼̃𝗲𝘀 𝗣𝗲𝗿𝗲𝗶𝗿𝗮, 𝗗𝗿. 𝗢𝗰𝘁𝗮́𝘃𝗶𝗼 𝗟𝗼𝗽𝗲𝘀 𝗲 𝗗𝗿. 𝗥𝗼𝗯𝗲𝗿𝘁𝗼 𝗠'𝗕𝗲𝘀𝗯𝗮.
Casa Branca: Ataque nas Caraíbas partiu de almirante norte-americano... O ataque militar dos Estados Unidos (EUA) contra uma embarcação suspeita de tráfico de droga, em setembro ao largo da Venezuela, foi ordenado por um almirante, avançou hoje a administração norte-americana.
A porta-voz da Casa Branca (presidência norte-americana), Karoline Leavitt, sublinhou a legalidade do ataque, dizendo que o almirante Frank Bradley, responsável pelas operações especiais das Forças Armadas, "estava totalmente em pleno direito" de decidir.
Na sexta-feira, o diário The Washington Post noticiou que o secretário da Defesa, Pete Hegseth, terá dado ordem para matar todos os que estivessem a bordo de embarcações suspeitas de tráfico de droga nas Caraíbas, depois de a 02 de setembro militares norte-americanos terem destruído lanchas em águas perto da Venezuela.
Segundo o The Washington Post, o objetivo era matar dois sobreviventes de um ataque inicial norte-americano a lanchas supostamente envolvidas em tráfico de droga, tendo a Casa Branca confirmado hoje que o ataque foi ordenado pelo almirante Frank Bradley.
Na sequência da notícia daquele jornal, alguns membros do Congresso norte-americano, entre democratas e republicanos, manifestaram preocupação de que possa ter havido um crime de guerra na decisão da administração de Donald Trump em atacar lanchas.
Os EUA mantêm, desde o verão, um destacamento naval e aéreo no mar das Caraíbas, em águas próximas da Venezuela, que defendem como parte da sua estratégia de combate ao narcotráfico, mas que Caracas considera uma "ameaça" destinada a provocar uma mudança de governo.
Desde 01 de setembro, as forças norte-americanas mataram mais de 80 pessoas ao destruírem mais de 20 embarcações alegadamente ligadas ao narcotráfico, maioritariamente da Venezuela, no mar das Caraíbas e no Pacífico.
Uma análise séria exige conhecimento profundo da Guiné-Bissau — algo que claramente falta a Sonko, um político que não respeita sequer os protocolos diplomáticos, quanto mais a figura do Chefe de Estado.
Caros compatriotas, chegou o momento de tratarmos com rigor o destino da nação que nos pertence.
Fernando Dias e Domingos Simões Pereira iniciaram, desde junho, uma estratégia calculada de instabilidade, com claras pretensões de ruptura institucional. A tentativa de produzir um cenário de golpe fracassado não se sustentou, mas deixou marcas inequívocas no ambiente político.
A reunião dos anciãos Balantas em Nhacra elucidou o clima que se viveu em Bissau na véspera da divulgação dos resultados eleitorais. As declarações ali produzidas provocaram uma fissura profunda nas Forças Armadas, cuja composição é majoritariamente Balanta. Esse ambiente gerou tensões internas sérias, sobretudo diante da possibilidade de os resultados não favorecerem o candidato Fernando Dias, que, prematuramente, se autoproclamara vencedor apenas três horas após o encerramento das urnas.
Quando um Chefe de Estado perde o controlo efetivo das tropas, resta-lhe apenas negociar a retirada digna do comando e assegurar a própria integridade. O General Umaro Sissoco Embaló, ponderando os riscos para a estabilidade nacional, não ofereceu resistência. Recebeu proteção institucional até a sua saída do país — atitude que só foi possível graças à postura patriótica do General Biaguê N’Tam, cuja conduta corresponde ao que se espera de um verdadeiro Chefe Militar.
O Alto Comando das Forças Armadas assumiu o poder para evitar um derramamento de sangue que seria inevitável caso os resultados fossem anunciados num ambiente já inflamado. Fernando Dias e Domingos Simões Pereira haviam semeado ressentimento e hostilidade entre segmentos dos Brasa (Balantas), ao mesmo tempo em que tentavam manipular o processo eleitoral com apoios obscuros de figuras conhecidas no narcotráfico nacional.
A narrativa que tentam impor — a de que o Presidente foi derrubado por um golpe dos seus próprios homens — é uma distorção que subestima a inteligência do povo. Em qualquer cadeia de comando, a ruptura vem sempre de dentro, e é precisamente por isso que a responsabilidade política torna-se inescapável.
Os factos históricos não podem ser ignorados. Cumba Ialá foi removido do poder sem derramamento de sangue num contexto de divergências profundas entre os quartéis Balantas do Norte e do Sul. Essas fraturas internas, persistentes até hoje, explicam grande parte da instabilidade crónica que assombra o país.
Ussumane Sonko deveria reconhecer essa história — uma história dura, dolorosa e complexa — antes de se permitir comentários irónicos ou levianos.
Este é um alerta sereno, mas firme, de um guineense que ama a sua pátria e que analisou todo o processo com distanciamento crítico, sem defesa de interesses particulares. A Guiné-Bissau precisa de políticos orientados pelo dever nacional, não por ambições pessoais.
Bissau, 01/12/2025
Anónimo, carregando a dor do seu país.
PR: "Cabo Verde nunca desistirá da Guiné-Bissau"
Um dia após ter comunicado a decisão de se distanciar da comissão criada pela CEDEAO para mediar a recente crise política, o Presidente da República assegurou que o país "nunca desistirá da Guiné-Bissau".
Em entrevista de balanço da visita à Ilha Brava, o Chefe de Estado confirmou que a posição foi tomada após uma "avaliação mais fina da situação", mas garantiu que o distanciamento da comissão específica não significa ausência do processo.
O Presidente enfatizou que Cabo Verde continua firmemente empenhado na busca por uma solução pacífica e negociada no país irmão, reafirmando a participação ativa na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, marcada para o dia 14 em Abuja:
Cabo Verde mantém o acompanhamento diário da situação e a sua contribuição para a resolução da crise, reiterando o compromisso com os esforços regionais da CEDEAO.
Marcelo vai ficar internado nos próximos dias após cirurgia a hérnia encarcerada
Por CNN Portugal
Segundo o chefe da Casa Civil, Marcelo Rebelo de Sousa não vai ser substituído temporariamente
Marcelo Rebelo de Sousa terá de ficar internado no Hospital de São João nos próximos dias, explicou fonte do hospital esta noite após ser anunciado que o Presidente da República terá de ser operado de urgência devido a uma hérnia encarcerada.
O Presidente da República apresentou sintomas como indisposição e vómitos antes de dar entrada nas urgências do hospital.
"Neste momento, o senhor Presidente da República está a dirigir-se ao bloco operatório. Logicamente, esta noite vai passar aqui connosco e é previsível que nos próximos dias fique aqui", indicou Maria João Batista, presidente do Conselho de Administração do São João, acrescentando que Marcelo "está muito bem em termos anímicos"
A cirurgia demorará uma hora e meia e, no final, o hospital irá prestar novos esclarecimentos. "Tudo dependerá de como correr a cirurgia", explicou a mesma fonte, quando questionada sobre o tempo de recobro do Presidente da República. "O procedimento cirúrgico tem um risco relativamente baixo. É previsível que a cirurgia corra bem e que não haja complicações".
Segundo Fernando Frutuoso de Melo, chefe da Casa Civil, Marcelo Rebelo de Sousa não vai ser substituído temporariamente, por se tratar de uma intervenção de "apenas uma hora e meia".
Apesar da confirmação de que Marcelo terá de ser sujeito a uma cirurgia, a primeira nota oficial que existiu no site da presidência indicava que o Chefe de Estado tinha dado entrada no Hospital de São João devido a uma "paragem de digestão" enquanto regressava do funeral de António Mota, ex-líder da Moto-Engil que morreu no domingo.
"Sua Excelência o Presidente da República foi admitido, este fim de tarde, no Hospital Universitário de São João, no Porto (ULS São João), depois de se ter sentido indisposto, na sequência de uma paragem de digestão, quando regressava de Amarante, das exéquias do Engenheiro António Mota", informava o comunicado no site oficial da Presidência.
Marcelo Rebelo de Sousa presidiu durante a manhã de hoje, na Praça dos Restauradores, às comemorações de homenagem aos Heróis da Restauração e da Guerra da Aclamação, que celebra o restabelecimento da independência nacional em 1640, e seguiu depois para as cerimónias fúnebres do antigo presidente da Mota-Engil, António Mota, falecido durante o fim de semana.
No sábado, o Presidente da República visitou ao fim do dia o Banco Alimentar Contra a Fome, em Alcântara, Lisboa, no dia em que arrancou a campanha de recolha de alimentos.
Marcelo já teve de ser operado após sofrer uma hérnia
A 05 de julho de 2023, o chefe de Estado foi também observado no Hospital de Santa Cruz, no concelho de Oeiras, "por precaução" depois de ter sentido uma indisposição e desmaiado numa iniciativa em Almada.
Nessa altura, o Presidente da República teve alta hospitalar depois de ter ficado quatro horas internado a realizar exames.
Na ocasião, Marcelo Rebelo de Sousa falou aos jornalistas à saída do Hospital de Santa Cruz, relatando que teve "uma quebra de tensão repentina, o chamado fenómeno vagal", para o qual talvez tenha contribuído "beber um moscatel quente".
O Presidente da República saiu com um aparelho para registar a evolução da sua tensão arterial e a recomendação para que bebesse mais água.
Em 28 de dezembro de 2017, o Presidente da República foi operado de urgência a uma hérnia umbilical, no Hospital Curry Cabral, em Lisboa, o que o obrigou a cancelar a sua agenda até 01 de janeiro.
Em 23 de junho de 2018, Marcelo Rebelo de Sousa sentiu-se mal à saída da Basílica do Bom Jesus, em Braga, e foi amparado por elementos do seu gabinete. O chefe de Estado foi observado no Hospital de Braga, onde lhe foi diagnosticada uma gastroenterite aguda, informou na altura a Presidência da República.
Em 30 de outubro de 2019, deu entrada no Hospital de Santa Cruz, em Oeiras, para fazer um cateterismo cardíaco que, segundo a equipa médica, confirmou "a existência de obstruções coronárias importantes que foram tratadas no mesmo procedimento, com sucesso e sem complicações", tendo tido alta hospitalar no dia seguinte.
Em 5 de novembro de 2021, a Presidência da República informou que Marcelo Rebelo de Sousa tinha feito exames médicos "do foro cardiológico" que "confirmaram a estabilidade e os bons resultados da angioplastia coronária feita há dois anos".
Em 15 de dezembro de 2021, foi operado, com sucesso, a duas hérnias inguinais no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa.
‼ ÚLTIMA HORA‼ Filha de Domingos Simões Pereira denuncia condições críticas de detenção em Bissau
Denisa Pereira, filha do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, detido desde 26 de novembro, revelou à DW que a família continua sem acesso direto ao político e desconhece as condições em que ele se encontra. "Não houve mandado, não houve julgamento. Não temos garantias de que ele está bem", afirmou.
Segundo Denisa, a situação agravou-se nas últimas 48 horas: Simões Pereira e outros detidos estão privados de alimentação segura e medicação. "A última refeição foi o pequeno-almoço de ontem. Desde então, recusaram-se a receber comida por falta de segurança", denunciou.
A família apela à intervenção urgente das autoridades e das missões internacionais presentes no país. "Estamos a falar de direitos básicos. Se as organizações não assumirem responsabilidades, sentimo-nos abandonados", concluiu.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2025
DELEGAÇÃO DE CEDEAO RIBA DJA DIPUS DE ENCONTRO KU AUTORIDADE DI PAÍS... GOS GORA IKUMA?
A Delegação da CEDEAO, chefiada por Julius Maada Bio, Presidente da Serra Leoa e Presidente da Conferência dos Chefes de Estado e do Governo da organização, reuniu-se hoje com o Secretariado Executivo da Comissão Nacional de Eleições (CNE). O encontro decorreu à porta fechada e, à saída, não foram prestadas declarações à imprensa.
Na Guiné-Bissau, os cinco magistrados detidos pelo Alto Comando Militar já foram libertados, assim como o presidente da Comissão Nacional de Eleições e os membros do secretariado executivo desta instituição, segundo disse Januário Correia, bastonário da Ordem dos Advogados, em entrevista à RFI.
Presidente da CNE, reuniu-se neste momento com a delegação da CEDEAO.
Declarações conjuntas do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Serra Leoa, Timothy Musa Kabba, e do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, após a reunião entre a delegação da CEDEAO, chefiada por Julius Maada Bio, e o Presidente de Transição, Major-General Horta Inta.
Eis a lista de países que já se afastaram desse imbróglio político da Guiné-Bissau:
Cabo Verde
Alemanha
França
Portugal
Senegal
Gâmbia
Nigéria
China
EUA
Rússia
A própria União Europeia já soltou uma nota oficial desmentindo a fake news que andava a circular sobre supostas sanções económicas contra individualidades.
Fonte Abel Djassi Primeiro
A Delegação da União Europeia 🇪🇺 junto da República da Guiné-Bissau 🇬🇼 informa que as informações atualmente a circular sobre um alegado regime de sanções são falsas ❌ Não se deixe enganar, confirme sempre as fontes das notícias!
Realizou-se hoje a cerimónia de transferência de pasta entre a ministra cessante da Comunicação Social, Maria Conceição Évora, e o novo Ministro da Comunicação Social, Abduramane Turè... O ato marcou o início oficial das funções do novo titular da pasta, que reafirmou o compromisso de fortalecer a informação pública, melhorar a comunicação institucional e promover maior transparência no setor.
Presidente de Transição, Major-General Horta Inta, recebe esta segunda-feira, delegação da CEDEAO.
PR cabo-verdiano distancia-se da mediação na Guiné-Bissau... O presidente cabo-verdiano distanciou-se hoje de um grupo de chefes de Estado que deverá deslocar-se à Guiné-Bissau, para tentar mediar a crise no país, justificando-se com as relações históricas entre os dois países.
EX-SECRETÁRIO DE ESTADO DA REFORMA ADMINISTRATIVA DESEJA BOA SORTE NOVA MINISTRA DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
O Ex-Secretário de Estado da Reforma Administrativa desejou esta segunda-feira, [01.12] a nova Ministra da Administração Pública, Reforma Administrativa, Emprego, Formação Profissional e Segurança Social boa sorte na nova função que lhe foi confiada.
Fernando Henrique Vaz Mendes proferiu este desejo à Assucénia Nesbi Emilia Seide Donate de Barros durante a cerimónia de passacão com anterior Minustra, Mónica Buaró da Costa.
Pequeno vídeo da comunicação de Fernando Vaz Mendes, Ex-Secretário de Estado da Reforma Administrativa.
Por: GABINETE DE COMUNICAÇÃO
Guiné-Bissau: O que é um golpe de Estado?
- Nesta imagem (antiga) temos o Presidente deposto da Guiné Conacri, Alpha Condé, e atrás de si, servindo-lhe com um guarda-chuva, está o Coronel Mamady Doumbouya “Dialo”, Comandante das forças especiais do país, que dirigiu o golpe de Estado que derrubou Alpha Condé.👇
Congelamento dos processos de asilo nos EUA vai durar "muito tempo"... O Presidente norte-americano afirmou no domingo que o congelamento dos pedidos de asilo nos Estados Unidos (EUA), anunciado depois de um afegão ter matado um militar e ferido outro gravemente, vai durar "muito tempo".
Por LUSA
"Penso que muito tempo", disse Donald Trump quando questionado sobre quanto tempo previa congelar as decisões no âmbito dos pedidos de asilo.
Em declarações a bordo do Air Force One (avião presidencial), Trump acrescentou que não tem "nenhum prazo" em mente quando lhe foi pedido para detalhar.
"Não queremos estas pessoas (...) porque muitas delas não são boas e não deveriam estar no nosso país", insistiu o republicano, que lançou uma ampla ofensiva anti-imigração desde que regressou ao poder, em janeiro deste ano.
Desde o ataque a dois militares da Guarda Nacional em Washington, na quarta-feira, por um afegão que foi detido, o Presidente norte-americano endureceu as suas políticas de imigração, ordenando novas restrições.
Neste contexto, a administração de Trump decidiu congelar todas as decisões sobre a concessão de asilo nos Estados Unidos e rever os "green cards" --- que concedem o estatuto de residente permanente no país --- emitidos a cidadãos de 19 países, incluindo Afeganistão, Irão, Haiti e Venezuela.
O suspeito deste ataque, Rahmanullah Lakanwal, é um imigrante afegão de 29 anos que serviu nas forças especiais no Afeganistão e cooperou com as tropas norte-americanas.
Entrou nos Estados Unidos em setembro de 2021, menos de um mês após a retirada apressada das forças norte-americanas do Afeganistão sob a presidência do democrata Joe Biden, no âmbito de uma operação de grande escala para retirar os afegãos que colaboraram com os norte-americanos contra os extremistas talibãs.
As condições da sua retirada e admissão no país tornaram-se uma questão política sensível nos Estados Unidos.
O seu pedido de asilo, apresentado durante a administração Biden, foi aprovado em abril de 2025, já sob a administração Trump.
Mas, nos últimos dias, os responsáveis da administração Trump têm atribuído toda a culpa a Biden, alegando que a anterior administração democrata não realizou verificações de antecedentes deste afegão.
"Os seus antecedentes foram verificados várias vezes", afirmou Shawn VanDiver, antigo oficial militar norte-americano que dirige a ONG AfghanEvac, à estação CNN na sexta-feira.
De acordo com o Departamento de Estado, mais de 190 mil afegãos chegaram aos Estados Unidos desde que os talibãs assumiram novamente o poder, em agosto de 2021.
Senegal aperta Cerco contra Sonko... Crise na Guiné-Bissau: a deriva inaceitável do primeiro-ministro
Por: Thierno Bocoum
O Presidente da República apresentou um grande ato que lembra claramente que, em termos de política externa, a iniciativa e a autoridade lhe são totalmente devolvidas. A sua reatividade à crise na Guiné-Bissau demonstrou uma compreensão clara das questões de segurança nas nossas fronteiras e, acima de tudo, uma disposição para agir antes que a situação piore.
Pela primeira vez, vimos o Presidente assumir a liderança e não se deixar enganar pelos projetos de declarações e orientações improvisadas de um primeiro-ministro que, há meses, tenta impor diplomacia pessoal, alinhado com regimes onde a democracia é apenas um pai pobre e o autoritarismo se proclama como modelo.
No momento em que todo o Senegal estava a reunir-se atrás das suas instituições para evitar os riscos associados a esta crise, o primeiro-ministro optou por falar sobre "combinar" a partir da tribuna da Assembleia Nacional.
Uma acusação livre, sugerindo que o presidente constitucionalmente caído da Guiné-Bissau estaria em conivência com os seus putchistas.
Uma saída na hora errada, contra a razão e contra o interesse nacional.
Pensando que ele iria parar por aí, ouvimo-lo reiterar os seus pensamentos sobre a CEDEAO como forma de nos impulsionar a ressuscitar a sua antiga retórica contra a CEDEAO, a mesma organização que ele atacou chefes de Estado no passado.
No entanto, hoje é o próprio Presidente do Senegal que está envolvido num processo diplomático com esta mesma CEDEAO, procurando estabilizar uma situação explosiva nas nossas fronteiras, enquanto o seu Primeiro-Ministro reabre desnecessariamente os ferimentos e reacende as tensões.
A declaração oficial do Ministério da Integração Africana, emitida em 27 de novembro de 2025, no entanto, mostra uma linha clara, republicano, responsável condenando a tomada do poder pela força e exigindo a restauração da ordem constitucional e a libertação imediata de todas as pessoas detidas.
Esta declaração também indica que o Presidente realizou pessoalmente trocas diplomáticas, forneceu contactos permanentes com todos os atores Bissau-Guineenses e que um avião do governo foi fretado para acompanhar o processo.
Enquanto a diplomacia oficial funciona, o primeiro-ministro mergulha em controvérsia, exonerando da solidariedade governamental e enfraquece a posição internacional do Senegal no momento em que precisa ser a mais coerente.
Deve ser dito sem demora, o primeiro ministro afasta-se do boné nacional, isola-se no meio de bajuladores e coloca o seu ego onde deveria estar o sentido do estado.
Numa crise tão sensível, o Senegal não precisa de uma cacofonia na cimeira, mas de uma unidade de doutrina.
Thierno Bocoum
Presidente AGE os líderes
domingo, 30 de novembro de 2025
Venezuela? Trump terá proposto saída de Maduro (que pediu amnistia)... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá dado a Nicolás Maduro a oportunidade de sair da Venezuela com vida, mas teria de ser de imediato. O venezuelano pediu amnistia internacional.
Por LUSA
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá dado ao seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, a oportunidade de sair da Venezuela com vida, mas teria de ser de imediato. Tudo terá acontecido durante uma conversa telefónica na semana passada.
Conta o Miami Herald, que cita fontes não identificadas, que Donald Trump e Nicolás Maduro falaram por telefone e que, após o ultimato do norte-americano, o venezuelano terá exigido continuar a controlar as forças armadas do seu país, tendo também solicitado amnistia internacional para todos os seus crimes.
A resposta de Trump terá sido direta e as negociações acabaram por fracassar. O presidente norte-americano terá proposto a Maduro que tanto ele como a mulher e os filhos tinham permissão para deixar a Venezuela em segurança, mas teria de ser no imediato.
"Primeiro, Maduro pediu amnistia internacional por quaisquer crimes que ele ou o seu grupo pudessem ter cometido, o que foi rejeitado. Em segundo lugar, pediram para manter o controlo das forças de segurança. Em troca, permitiriam eleições livres", disse aquela fonte ao Herold.
No entanto, as propostas foram todas rejeitadas.
Note-se que, recentemente, o New York Times havia noticiado que os dois presidentes tinham falado e que a conversa telefónica, que terá sido tensa, ocorreu no dia 16 de novembro, dias depois de Trump ter dito que estava disponível para conversar com Maduro.
De acordo com relatos, a conversa serviu para que Trump e a equipa de Maduro discutissem os detalhes de como seria a rendição do presidente venezuelano, uma vez que o Departamento de Estado norte-americano oferece uma recompensa de 50 milhões de dólares pela sua captura.
Estados Unidos propuseram a Maduro "ir para a Rússia"?
Os Estados Unidos, que atualmente têm um destacamento militar na costa da Venezuela, ofereceram ao presidente Nicolás Maduro a opção de "ir para a Rússia" ou para outro país, afirmou, este sábado, o senador norte-americano Markwayne Mullin.
"Aliás, demos a Maduro a oportunidade de se ir embora", disse o senador republicano do Oklahoma à estação norte-americana CNN.
"Dissemos-lhe que poderia ir para a Rússia ou para outro país", acrescentou.
O que se passa entre os EUA e a Venezuela?
Recorde-se que o presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou um grande destacamento militar no mar das Caraíbas e alertou no sábado que considera o espaço aéreo venezuelano "completamente fechado", depois de ter enviado para a região o maior porta-aviões do mundo.
Trump justificou estas operações acusando Caracas de estar por detrás do tráfico de droga que inunda o mercado norte-americano, mas Nicolás Maduro negou estas acusações e considerou que Washington está a usar um pretexto para o derrubar, provocar uma mudança de regime na Venezuela e apoderar-se das reservas de petróleo do país.
No poder desde 2013, o presidente venezuelano socialista é o herdeiro político de Hugo Chávez, uma figura de destaque da esquerda radical na América Latina. Foi reeleito em 2024, após uma eleição contestada, que desencadeou protestos no país, que foram fortemente reprimidos e levaram a centenas de detenções.
"O próprio povo venezuelano também se manifestou e disse que quer um novo líder e a restauração da Venezuela como país", disse ainda Mullin à CNN.
No sábado, o senador republicano Lindsey Graham também considerou abertamente a possibilidade de uma mudança de regime na Venezuela.
"Durante mais de uma década, Maduro controlou um Estado narcoterrorista que está a envenenar os Estados Unidos", declarou na rede social X, chamando o presidente venezuelano de "líder ilegítimo".
"O firme compromisso do presidente Trump em pôr fim a esta loucura na Venezuela salvará inúmeras vidas americanas e dará ao querido povo venezuelano uma nova oportunidade de vida", prosseguiu Lindsey Graham, sugerindo que Maduro poderá ser forçado a exilar-se.
"Ouvi dizer que a Turquia e o Irão são locais encantadores para visitar nesta altura do ano", acrescentou.
Nos últimos dias, foi registada uma atividade constante de caças norte-americanos a apenas algumas dezenas de quilómetros da costa venezuelana, segundo sites de rastreamento de aeronaves.
Leia Também: Deputado (e aliado de Trump) vai reformar-se. Gémeo poderá substituí-lo
O deputado republicano do Texas, Troy Nehls, anunciou que irá aposentar-se, depois de ter tomado a decisão em conjunto com a sua família. O seu irmão gémeo anunciou a sua candidatura para o substituir na Câmara dos Representantes do Congresso
ORGANIZAÇÕES SOCIAIS DA ÁFRICA OCIDENTAL EXIGEM REGRESSO INCONDICIONAL DO GENERAL UMARO SISSOCO EMBALÓ
Um conjunto de várias organizações sociais da África Ocidental denunciaram a detenção do Presidente da República, General Umaro Sissoco Embaló, considerando de inaceitável essa atitude antidemocrática.
A denúncia veio na sequência de um grupo de militares aliados de Domingos simões e Candidato derrotado Fernando Dias terem invadido a presidência da República e da CNE com objetivo de alterar os resultados eleitorais, onde tudo indica o General Umaro Sissoco Embaló obteve 65.24% de votos e 87 mandatos para a Plataforma Republicana Nô Kumpu Guiné.
As forças Armadas tinham denunciado um plano maquiavélico e a entrada de armas por grupos de narcotraficantes que apoiavam financeiramente Fernando Dias, alguns destacados como Nick, entre outros.
O objetivo era claramente impedir a proclamação dos resultados eleitorais que declararam a reeleição do General Umaro Sissoco Embaló, vencedor destas eleições na primeira volta.
O Presidente da República, General Umaro Sissoco Embaló, já tinha denunciando esse plano de golpe.
Entretanto, a CEDEAO e a União Africana não podem mais ignorar fatos que comprovam varias tentativas falhadas de golpe de Estado e que acabou por consumar no dia 26 de Novembro.
Juntamos a voz com o povo da Guiné-Bissau para exigir entre outras:
1. O Regresso imediato do Presidente da República da Guiné-Bissau às suas funções.
2. Exigir a criação de condições para o anúncio dos resultados eleitorais provisórios pela CNE.
3. Responsabilizar o candidato Fernando Dias e Domingos Simões Pereira pela desobediência e violência ao povo guineense.
4. Apelar a CEDEAO uma posição firme contra aqueles que incentivam a violência e a guerra civil.
Assinantes do pacto das organizações sociais da África Ocidental:
1. Alioune Tine, fundadora do Afrikajom Center (Senegal)
2. Salieu Taal, ativista e ex-presidente da Ordem dos Advogados (Gâmbia)
3. Madi Jobarteh, defensora dos direitos humanos (Gâmbia)
4. Paul Amegakpo, especialista em governança, Instituto Tamberma (Togo)
5. Hardi Yakubu, coordenador do movimento Africans Rising (Gana)
6. Ibrahima Kane, ativista de direitos humanos (Senegal)
7. Abdou Aziz Cissé, ativista da Web e defensor dos direitos humanos (Senegal)
Eng. Santos Pereira, 30/11/2025




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