segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Taiwan com média diária de 2,6 milhões de ciberataques da China em 2025... Taiwan sofreu, em média, 2,63 milhões de ciberataques diários China continental, em 2025, um aumento de 6% em termos anuais, segundo um relatório da Agência Nacional de Segurança da ilha (NSB), que responsabiliza o "exército cibernético" chinês.

Por LUSA 

Divulgado no domingo, o relatório acusa as forças de ciberespionagem chinesas de conduzirem ataques à "infraestrutura crítica" taiwanesa através de "táticas diversas e em constante evolução".

No total, Taiwan registou mais de 960 milhões de ciberataques ao longo de 2025 -- mais do dobro face a 2023 --, com particular incidência nos setores da energia e dos serviços de emergência e saúde, que registaram aumentos de 1.000% e 54%, respetivamente.

Entre as quatro principais táticas identificadas estão a exploração de vulnerabilidades em 'software' e 'hardware', ataques de negação de serviço (DDoS), "engenharia social" e ataques à cadeia de fornecimento.

"Os ataques que exploram vulnerabilidades em sistemas representaram mais de metade das operações de pirataria da China, demonstrando um esforço crescente para utilizar estas falhas como arma", lê-se no documento.

A NSB indica ainda que muitos destes ataques ocorreram em paralelo com ações de coerção política e militar, incluindo patrulhas militares chinesas em torno de Taiwan, mostrando "correlação direta" entre atividades cibernéticas e exercícios de combate.

"A China intensificou as operações de pirataria durante cerimónias oficiais em Taiwan, declarações governamentais importantes ou visitas ao estrangeiro de altos responsáveis", acrescenta o relatório, apontando maio -- mês do primeiro aniversário da tomada de posse do Presidente William Lai -- como ponto alto da atividade cibernética.

Taiwan tem denunciado, nos últimos anos, o aumento de táticas na chamada "zona cinzenta" por parte de Pequim, incluindo o envio de balões de vigilância além da linha média do Estreito, disseminação de desinformação e ataques a dados sensíveis, visando pressionar o Governo e semear medo na população.

Pequim considera Taiwan uma "província rebelde" e parte inalienável do seu território, não descartando o uso da força para a reunificação. Taipé rejeita esta posição, afirmando que apenas os seus 23 milhões de habitantes podem decidir o futuro político da ilha.


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Taiwan afirmou hoje estar a acompanhar "com muita atenção" a situação política, económica e social na Venezuela, após a operação militar norte-americana que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da esposa, Cilia Flores, no sábado.


Preço do petróleo bruto cai após intervenção dos EUA na Venezuela... Descida surge após o Trump ter exigido 'acesso total' aos recursos naturais da Venezuela e a OPEP+ ter confirmado a manutenção dos níveis de produção. O Secretário de Estado dos EUA não esconde interesse no petróleo bruto, defendendo que as "refinarias na Costa do Golfo dos EUA são as melhores para o efeito".

Por sicnoticias.pt

Os preços do petróleo caíram esta segunda-feira, após o Presidente dos EUA ter exigido "acesso total" aos recursos naturais da Venezuela, e de a OPEP+ confirmar a manutenção dos níveis de produção até abril.

O Brent, o petróleo bruto de referência na Europa, descia 0,6% às 06:00 (hora de Lisboa, para cerca de 60,4 dólares (51,67 euros) por barril, enquanto o West Texas Intermediate, referência nos EUA, descia 0,5% antes da abertura formal do mercado, para cerca de 57 dólares (48,76 euros) por barril.

Os preços do petróleo tinham subido no início da sessão, mas caíram nas horas seguintes.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu, no domingo, à nova líder venezuelana, Delcy Rodríguez, "acesso total" aos recursos naturais da Venezuela.

"O que precisamos [de Delcy Rodríguez] é de acesso total. Acesso total ao petróleo e a outras coisas no país que nos permitirão reconstruir o país", sublinhou.

O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, explicou que um dos principais interesses da Administração Trump é refinar o petróleo bruto pesado da Venezuela, o país com as maiores reservas de petróleo do mundo, nas refinarias dos EUA.

"As nossas refinarias na Costa do Golfo dos EUA são as melhores para refinar este petróleo bruto pesado. De facto, tem havido escassez de petróleo bruto pesado em todo o mundo, por isso penso que haveria uma enorme procura e interesse por parte da indústria privada se lhes fosse dada a oportunidade de o fazer", disse Rubio à televisão norte-americana ABC News.

Horas antes, a OPEP+, que agrupa os membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e outras potências petrolíferas como a Rússia, tinha confirmado a decisão de manter estável a oferta de petróleo bruto pelo menos até abril, sem reagir à captura do Presidente venezuelano, Nicolas Maduro, pelos EUA.

A decisão foi tomada numa breve teleconferência no domingo pelos ministros da Energia e do Petróleo da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã.

Estes oito países implementaram cortes voluntários na produção em 2023 para sustentar os preços. No entanto, em abril de 2025, começaram a inverter gradualmente essas reduções com aumentos mensais, numa mudança estratégica para recuperar a quota de mercado.

O aumento total entre abril e dezembro ascendeu a 2,9 milhões de barris por dia, o que representa cerca de 2,8% da produção mundial.


Foi no arranque do ano, este sábado, que o mundo acordou com a notícia de que os Estados Unidos tinham lançado um "ataque em grande escala" contra Caracas e capturado o presidente Nicolás Maduro. Dois dias volvidos e a pergunta que fica é: terão os EUA consequências? Especialistas em direito internacional acreditam que serão residuais.


Trump diz que "muitos cubanos" morreram na operação contra Maduro... O presidente dos Estados Unidos afirmou no domingo que um grande número de membros da equipa de segurança cubana de Nicolás Maduro foram mortos durante a captura do líder venezuelano.

Por LUSA 

Donald Trump lamentou as mortes e revelou que as forças de segurança que protegiam Maduro sofreram pesadas baixas durante a operação norte-americana.

"Muitos cubanos morreram ontem [sábado] a proteger Maduro", disse Trump, a caminho da Casa Branca. A segurança de Maduro era composta por um grande número de agentes cubanos.

Havana confirmou no domingo que 32 cubanos, incluindo militares, foram mortos no ataque.

Fontes venezuelanas citadas pelo jornal norte-americano New York Times revelaram que 80 pessoas morreram na operação na Venezuela, enquanto as autoridades de Washington indicaram que meia dúzia de soldados norte-americanos ficaram feridos, embora Trump não tenha confirmado estes números.

As autoridades venezuelanas não confirmaram quantas pessoas foram mortas ou feridas durante os ataques, mas o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, disse que "uma grande parte" da equipa de segurança de Maduro foi morta "a sangue frio" e que estavam a reunir informações sobre as vítimas.

O ministro venezuelano dos Negócios Estrangeiros, Yván Gil, também denunciou a morte de civis e militares perante a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC).

"O direito internacional humanitário foi violado ao realizar ataques que causaram a morte de pessoas que não participaram das hostilidades, violando os princípios de distinção, proporcionalidade e necessidade militar", disse o responsável.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela" para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Horas depois do ataque, e não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro, o presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

Nicolás Maduro e a mulher foram transportados para Nova Iorque e o ex-presidente vai comparecer hoje num tribunal em Manhattan.

A vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina do país.

A comunidade internacional dividiu-se entre a condenação ao ataque dos Estados Unidos a Caracas e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.


Leia TambémChina rejeita papel dos EUA como "juiz do mundo" após captura de Maduro

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, afirmou hoje que a China "não aceitará que nenhum país se assuma como juiz do mundo", após a detenção do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, numa operação norte-americana.


domingo, 4 de janeiro de 2026

Guiné-Conacri: Mamadi Doumbouya foi oficialmente declarado vencedor das eleições presidenciais

Por TV VOZ DO POVO _ AFP

A Suprema Corte da Guiné Conacry confirmou este domingo a vitória de Mamadi Doumbouya nas eleições presidenciais de 28 de dezembro. O líder da junta venceu no primeiro turno com 86,72% dos votos, de acordo com os resultados finais.

Chefe da junta general Mamadi Doumbouya, venceu amplamente o primeiro turno das eleições presidenciais de 28 de dezembro, de acordo com os resultados finais anunciados no domingo, 4 de janeiro, pela Suprema Corte, uma coroa sem suspense.

No final desta eleição adaptada para ele - os tenores da oposição no exílio foram excluídos da votação, em um contexto de forte estreitamento das liberdades -, o general Doumbouya legitima seu reinado indivisível sobre a Guiné Conacry que ele lidera com mão de ferro desde um golpe de Estado em setembro de 2021 que derrubou o presidente civil Alpha Condé.

Apesar de sua promessa de devolver o poder aos civis no final de um período de transição, Mamadi Doumbouya concorreu a esta eleição, que venceu sem fazer campanha no campo e sem grandes oponentes. Esta eleição presidencial deve completar o retorno à ordem constitucional, quatro anos após a tomada do poder pelos militares.

"O Sr. Mamadi Doumbouya, candidato independente, recebeu 86,72% dos votos", anunciou no domingo à noite o primeiro presidente da Suprema Corte, Fodé Bangoura, durante uma audiência para proclamar os resultados finais que confirmam a pontuação do candidato dada na terça-feira à noite quando o anúncio dos resultados provisórios pelo órgão que supervisiona as eleições.

Mandato de sete anos

O primeiro presidente do Tribunal proclamou então "o candidato Mamadi Doumbouya eleito presidente da República da Guiné Conacry por um mandato de sete anos". O general Doumbouya enfrentou oito adversários pouco conhecidos do público em geral.

De acordo com esses resultados finais, Abdoulaye Yéro Baldé, líder da Frente Democrática da Guiné (Frondeg), ficou em segundo lugar com 6,59% dos votos, pontuação também inalterada em relação aos resultados provisórios.

Fodé Bangoura indicou que o candidato Baldé, que havia apresentado um recurso contestando os resultados provisórios perante o Supremo Tribunal, "desistiu voluntariamente deste recurso" no sábado em uma carta.

Colosso de 41 anos, Mamadi Doumbouya prometeu "paz e estabilidade" aos cerca de 13 milhões de guineenses em seu clipe de campanha, o único discurso do líder da junta que fez apenas uma breve aparição de uma hora em uma reunião no último dia da campanha. Mamadi Doumbouya também não tomou a palavra para enviar seus votos aos guineenses para o ano novo.

Investigação a corte de cabo na Finlândia confirma marcas de arrasto do navio... A investigação ao Fitburg, navio com bandeira de São Vicente e Granadinas suspeito de danificar um cabo submarino de telecomunicações entre a Finlândia e a Estónia, encontrou marcas de arrasto no fundo do mar, informou hoje a polícia finlandesa.

Por  LUSA 

"As investigações marítimas descobriram uma marca de arrasto com dezenas de quilómetros de comprimento", indicou a polícia numa informação sobre os últimos avanços da investigação ao corte do cabo submarino de telecomunicações, desenvolvida no Golfo da Finlândia com o apoio das Forças Armadas, da Guarda de Fronteira e das autoridades da Estónia.

"As investigações subaquáticas examinaram, entre outras coisas, marcas de arrasto no leito marinho que parecem coincidir com a rota do navio", precisou a polícia no comunicado, divulgado pela agência EFE.

As análises indicaram que "há motivos para suspeitar que a âncora e a corrente da âncora do Fitburg foram arrastadas antes de chegar ao ponto de danos no cabo da Elisa".

Desde o início da invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022, o país nórdico sofreu vários incidentes em que infraestruturas submarinas críticas foram danificadas em circunstâncias estranhas e que Helsínquia atribui a ataques híbridos orquestrados por Moscovo.

Na quarta-feira da semana passada foi noticiada a rutura do cabo da empresa finlandesa Elisa e a Polícia da Finlândia confirmou a apreensão do Fitburg por suspeitas de causar os danos na infraestrutura de telecomunicações.

Na sexta-feira as autoridades daquele país adiantaram ter centrado a investigação nos tripulantes e numa análise ao fundo do mar onde se encontrava o cabo danificado.

A polícia interrogou então os 14 tripulantes do navio, que transportava aço da cidade russa de São Petersburgo para o porto israelita de Haifa, composta por marinheiros da Rússia, Geórgia, Azerbaijão e Cazaquistão.

"Os interrogatórios esclareceram a sequência dos acontecimentos e os diferentes papéis dos tripulantes", afirmou o inspetor-chefe do Departamento Nacional de Investigação da Finlândia, Risto Lohi, sem adiantar que conclusões foram tiradas.

As autoridades finlandesas acusaram preliminarmente a tripulação do navio de sabotagem agravada, tentativa de sabotagem e interferência agravada nas telecomunicações.

Dois tripulantes foram detidos e outros dois foram proibidos de sair da Finlândia.

Para a perícia no fundo do mar, os investigadores estão a utilizar vários equipamentos subaquáticos, incluindo robôs submersíveis, sonar de varrimento lateral e ecobatímetros multifeixe (sistema avançado de sonar).

Segundo a polícia, o cargueiro navegou várias horas com uma das suas âncoras submersa no mar, desde que foi detetada a avaria no cabo submarino de telecomunicações até ser travado pela Guarda Costeira.

O antes e depois do ataque dos EUA ao complexo militar de Fuerte Tiuna... O complexo militar venezuelano Fuerte Tiuna, situada na zona sul de Caracas, foi o alvo principal dos ataques aéreos lançados pelos Estados Unidos. É neste complexo que se situa, por exemplo, o ministério da Defesa venezuelano, assim como diversas residências oficiais. Nicolás Maduro foi capturado neste local.

Por noticiasaominuto.com 

O complexo militar venezuelano Fuerte Tiuna, situada na zona sul de Caracas, foi o alvo principal dos ataques aéreos lançados pelos Estados Unidos. Há, aliás, imagens de satélite que mostram o antes e depois da operação militar norte-americana na Venezuela. 

A base de Fuerte Tiuna, note-se, é o maior complexo militar da Venezuela. Foi também neste local que Nicolás Maduro e a mulher, Cilica Flores, foram capturados.

Nas imagens - que pode ver na galeria -, há fotografias datadas a 22 de dezembro e fotografias de 3 de janeiro.

As fotografias - captadas pela empresa norte-americana de inteligência espacial Vantor - mostram vários edifícios do complexo militar, assim como vários equipamentos danificados na sequência dos ataques dos Estados Unidos.

O ministério da Defesa venezuelano, por exemplo, está inserido no completo de Fuerte Tiuna, assim como outros comandos importantes, residências oficiais e outras infraestruturas estratégicas de grande relevância para a Venezuela.

De recordar que o presidente norte-americano, Donald Trump, assistiu à operação militar na Venezuela desde a sua residência de Mar-a-Lago, na Florida. 

Trump partilhou, inclusive, imagens na sua plataforma Truth Social, onde surgia acompanhado de, por exemplo, o diretor da CIA (Central Intelligence Agency), John Ratcliffe, do secretário de Estado, Marco Rubio, do secretário de Guerra, Pete Hegseth, e do chefe do Estado-maior norte-americano, Dan Caine.

"Eu assisti, literalmente, como se estivesse a assistir a um programa de televisão", disse, em entrevista à Fox News, citado pela agência Associated Press.

O que se sabe sobre a operação militar? E sobre a detenção de Maduro? 

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, foram capturados pelos Estados Unidos e retirados do país à força durante a madrugada de sábado. O líder venezuelano foi acusado de vários crimes, incluindo narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína e crimes relacionados com armas automáticas.

A captura de Maduro aconteceu na madrugada de sábado, dia 3 de janeiro, após uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos lançar ataques aéreos em várias zonas da Venezuela, incluindo a capital Caracas. Na altura, houve relatos de explosões e movimentos de aeronaves militares sobre a cidade.

De salientar que Nicolás Maduro e a mulher chegaram no sábado à noite a Nova Iorque e encontram-se detidos no centro de detenção metropolitano (MDC, sigla em inglês), uma prisão federal em Brooklyn.

Estados Unidos vão governar a Venezuela?

O presidente norte-americano afirmou, durante uma conferência de imprensa realizada no sábado, que os Estados Unidos vão "dirigir a Venezuela" até estar concluída uma transição de poder e admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

"Vamos dirigir o país até que seja possível aos Estados Unidos proceder a uma transição segura, apropriada e sensata", disse Donald Trump, em conferência de imprensa, na Florida.

Donald Trump acrescentou que Washington estava pronta a lançar "um segundo ataque mais importante se necessário".







O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado pelos Estados Unidos e acusado de vários crimes. Da captura à incerteza do futuro do país, eis o que se sabe até ao momento.

Tentativa de golpe de Estado é frustrada no Burkina Faso; manifestantes ocupam as ruas em apoio às autoridades.🇧🇫🚨... As forças de segurança do Burkina Faso anunciaram ter neutralizado uma tentativa de golpe de Estado nas últimas horas.

Em resposta, centenas de cidadãos mobilizaram-se em Ouagadougou para expressar apoio ao governo de transição e às autoridades do Burkina Faso.

Por RTB/  Digital Mídia Global TV  Bissau, 04 de janeiro de 2026

MADEM-G15 (Ala de Braima) – Sede do Coqueiro encerrada em Bissau por ordem militar.🇬🇼🚨

Fonte: CNEWS / Digital Mídia Global TV  ​Bissau, 04 de janeiro de 2026

 A sede do Movimento para Alternância Democrática (MADEM-G15), da ala liderada por Braima Camará, foi encerrada na manhã deste domingo, 4 de janeiro. 

O encerramento terá ocorrido supostamente por ordem das novas autoridades militares no país, avançou ao Capital News uma fonte partidária que, no entanto, não precisou dos motivos da decisão.

​"Mandaram fechar a sede sem qualquer informação adicional", revelou a fonte, acrescentando que a estrutura aguarda agora por orientações da Direção Superior e do Coordenador Nacional, que se encontra atualmente no estrangeiro.

De recordar que Camará havia pedido recentemente aos militantes da sua ala que não o tratassem pelo título de coordenador.

Na ocasião, o líder reunia a sua estrutura nacional no decurso da campanha para as eleições gerais — processo que acabou por ser interrompido pelos militares que tomaram o poder e suspenderam o calendário eleitoral.

 Durante o período de campanha, as duas alas do MADEM-G15 tinham-se unido, num esforço de reconciliação interna, à Plataforma Republicana NÓ KUMPU GUINÉ.

Esta coligação agrupa partidos leais a Umaro Sissoco Embaló, ex-Presidente da Guiné-Bissau, que concorria a um segundo mandato antes da interrupção do processo democrático.

𝙋𝘼𝙍𝙏𝙄𝘿𝙊 𝘼𝙁𝙍𝙄𝘾𝘼𝙉𝙊 𝘿𝘼 𝙄𝙉𝘿𝙀𝙋𝙀𝙉𝘿𝙀̂𝙉𝘾𝙄𝘼 𝘿𝘼 𝙂𝙐𝙄𝙉𝙀́ 𝙀 𝘾𝘼𝘽𝙊 𝙑𝙀𝙍𝘿𝙀: 𝗡𝗢𝗧𝗔 𝗜𝗡𝗙𝗢𝗥𝗠𝗔𝗧𝗜𝗩𝗔

O PAIGC, através do seu Departamento de Informação e Comunicação, informa a todos os seus dirigentes, militantes e simpatizantes que os rumores sobre a convocação da reunião do Comité Central são falsos e sem fundamentos. 

Ainda, informa que a convocação de qualquer reunião dos órgãos de partido deve respeitar escrupulosamente os Estatutos do PAIGC. 

Outrossim, o PAIGC, o maior partido da Guiné-Bissau, esclarece que dispõe de meios e canais próprios para divulgar todo tipo de comunicação oficial do partido.

Por outro lado, o PAIGC apela ao povo guineense para manter o foco na luta pela libertação imediata dos sequestrados, pelo retorno à ordem constitucional e pelo respeito de vontade e escolha popular.

Bissau, 4 de janeiro de 2026
𝗢 𝗗𝗲𝗽𝗮𝗿𝘁𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼 𝗱𝗲 𝗜𝗻𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝗖𝗼𝗺𝘂𝗻𝗶𝗰𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗱𝗼 𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖

Musk quer acelerar procedimento para colocar 'chips' em cérebros humanos... Elon Musk fez uma publicação onde indicou que, além de iniciar a produção em larga escala destes ‘chips’, a Neuralink também pretende automatizar o procedimento cirúrgico para colocar ‘chips’ em cérebros humanos.

Por noticiasaominuto.com 

Mais conhecido pela Tesla, pela SpaceX e pelo X, a verdade é que Elon Musk está também ocupado com a Neuralink - uma empresa dedicada ao desenvolvimento de ‘chips’ para serem implantados em cérebros humanos com o objetivo de ajudar pessoas que sofram com paralisia ou condições neurológicas.

Pois bem, parece que 2026 será um ano importante para a Neuralink na medida em que a empresa deverá começar a aumentar a produção destes ‘chips’. Mais ainda, o procedimento cirúrgico para a implantar estes ‘chips’ nos cérebros de pacientes também deverá ser automatizado.

Estas informações foram partilhadas pelo próprio Elon Musk numa publicação partilhada na respetiva página na rede social X.

“A Neuralink iniciará a produção em larga escala de dispositivos de interface cérebro-computador e passará para um procedimento cirúrgico, quase totalmente automatizado, em 2026”, pode ler-se nesta publicação de Musk.

Serve recordar que o primeiro paciente da Neuralink foi Noland Arbaugh, uma pessoa tetraplégica a quem foi implantado um destes ‘chips’ em janeiro de 2024 e que, desde então, afirmou ao Business Insider que o procedimento o ajudou a reconquistar mais alguma independência.

A última atualização sobre o número de pessoas com ‘chips’ implantados no cérebro foi partilhada em setembro de 2025, quando a Neuralink fez uma publicação no X onde afirmava que 12 pessoas já tinham feito o mesmo procedimento de Arbaugh.

Com a intenção de escalar a produção de ‘chips’ e com a automatização do procedimento cirúrgico, acredita-se que a Neuralink possa vir a aumentar significativamente o número de clientes em 2026.

Colômbia mobiliza 30 mil soldados para a fronteira com Venezuela... A Colômbia vai mobilizar 30 mil soldados ao longo dos 2.219 quilómetros de fronteira com a Venezuela, para garantir a segurança do país, após os Estados Unidos (EUA) terem capturado o Presidente venezuelano.

Por LUSA 

O anúncio foi feito no sábado pela diretora do Departamento Administrativo da Presidência (Dapre), Angie Rodríguez, numa conferência de imprensa em Cúcuta, capital do departamento de Norte de Santander, após a instalação de um posto de comando unificado (PMU, na sigla em castelhano) para lidar com a situação na fronteira.

O governo nacional ordenou o destacamento de 30 mil soldados para a fronteira com a Venezuela, priorizando áreas críticas da fronteira, dentro de um plano de resposta abrangente e coordenado que envolve todas as entidades do Estado colombiano", declarou Rodríguez.

Na mesma conferência de imprensa, o ministro da Defesa colombiano indicou que a situação na região fronteiriça é de "alta tensão" devido à presença de vários grupos armados ilegais, como a guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN), que poderá aproveitar a situação na Venezuela para lançar ataques.

Pedro Sánchez Suárez disse que o destacamento militar permitirá "uma resposta coordenada às ameaças na região (...) principalmente ao cartel de droga ELN e ao gangue Tren de Aragua", ambos incluídos pelos Estados Unidos na lista de organizações terroristas estrangeiras.

"A ameaça à Colômbia não vem de outras nações, mas do crime transnacional que tenta levar este veneno [a droga] aos países consumidores e destabilizar a região", afirmou o ministro.

Horas antes, o Presidente dos Estados Unidos avisou o homólogo da Colômbia, Gustavo Petro, para "tomar cuidado".

Petro "tem laboratórios de cocaína, tem fábricas onde produz cocaína", disse Donald Trump numa conferência de imprensa na Florida, em que avisou o chefe de Estado da Colômbia de que deve "ficar de olho".

Gustavo Petro afirmou, nas redes sociais, não estar "nada preocupado".

Em dezembro, Trump já havia alertado que Petro seria "o próximo" depois de Maduro.

Na mesma conferência de imprensa, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou que também o Governo cubano devia "estar preocupado".

Os Estados Unidos lançaram "um ataque em grande escala contra a Venezuela", para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher, Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos Estados Unidos poderá ter "implicações preocupantes" para a região.


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O presidente dos Estados Unidos avisou hoje o homólogo da Colômbia, Gustavo Petro, para "ter cuidado" após o ataque em que foi capturado o chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro.


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Criada quase há 50 anos, a unidade de elite mais importante do Exército dos Estados Unidos para operações especiais, especializada em contraterrorismo e resgate de reféns, foi responsável pela captura de vários 'inimigos' de Washington.

Vídeo. Maduro já está em prisão de Brooklyn (e deseja "bom ano novo")... O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, está a passar a primeira noite sob custódia numa prisão federal em Brooklyn, Nova Iorque, após ter sido capturado há menos de 24 horas pelos Estados Unidos em Caracas.

Por Noticiasaominuto.com

Maduro aterrou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, um aeroporto militar localizado no norte do estado de Nova Iorque.

O chefe de Estado venezuelano desceu do avião militar Boeing 757 que o transportou para Nova Iorque, no meio de uma ampla operação de segurança.

Dezenas de agentes de agências como a polícia federal de investigação, o FBI, e a Administração de Repressão de Drogas dos EUA (DEA, na sigla em inglês) esperavam a chegada de Maduro, sob uma temperatura de 2º graus Celsius negativos.

O Presidente da Venezuela foi depois escoltado para uma instalação federal ligada à DEA, onde foi identificado, e finalmente transferido para o Centro de Detenção Metropolitano.

A Presidência dos Estados Unidos divulgou imagens da detenção e transferência, mostrando Maduro a caminhar por um corredor com uma passadeira azul com a inscrição "DEA NYD" - Administração de Repressão de Drogas do Distrito de Nova Iorque.

Num vídeo, Maduro parece desejar a alguém "Boa noite, Feliz Ano Novo". De acordo com uma fonte do Departamento da Justiça dos EUA citada pela Reuters, Maduro deverá ser presente num tribunal federal de Manhattan na segunda-feira.

As acusações contra Maduro

O líder venezuelano já tinha sido formalmente acusado em 2020 pelo Ministério Público para o Distrito Sul de Nova Iorque, que no sábado apresentaram novas acusações junto do mesmo tribunal.

Maduro está acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados com armas automáticas.

O próximo passo no caso judicial deverá ocorrer nos próximos dias, perante um juiz federal em Manhattan.

Os Estados Unidos lançaram no sábado "um ataque em grande escala contra a Venezuela", que capturou o Presidente venezuelano e a mulher, Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

O anúncio foi feito pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, horas depois do ataque contra Caracas.

Mas o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ, na sigla em castelhano) decidiu que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deverá assumir a presidência interina.

Rodríguez torna-se a primeira mulher na história do país a chefiar o executivo, "de forma a garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação", declarou a presidente do TSJ, Tania D'Amelio.

O comunicado não especifica quando Rodríguez deverá tomar posse.

A tomada de posse do novo parlamento, em funções até 2031 e dominada pelo regime leal a Maduro, estava marcada para segunda-feira.

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos EUA poderá ter "implicações preocupantes" para a região.


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O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ, na sigla em castelhano) decidiu que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deverá assumir a presidência interina, após a captura do líder Nicolás Maduro pelos Estados Unidos.


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Nicolás Maduro e a mulher já desembarcaram em Nova Iorque depois de terem sido capturados durante um ataque dos EUA à Venezuela. Dezenas de agentes do FBI e da DEA aguardaram a chegada do venezuelano, que deverá ser transportado de helicóptero para Manhattan.


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O general Manuel Noriega foi detido pelas forças norte-americanas em 1989, no Panamá. Volvidos 36 anos, uma situação semelhante repetiu-se... agora, na Venezuela, com a captura de Nicolás Maduro.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Presidente argentino saúda queda de Maduro, "maior inimigo da liberdade"... O Presidente da Argentina saudou hoje a "captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro", cujo Governo descreveu como "o maior inimigo da liberdade" no continente americano.

Por LUSA 

Num comunicado divulgado pelo seu gabinete, Javier Milei acusou o regime liderado por Maduro de fazer como Cuba "nos anos 70, exportando o comunismo e o terrorismo para toda a região".

O chefe de Estado argentino e um reconhecido aliado do Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou ainda que a Venezuela patrocinou "estratégias de infiltração em vários países do continente através de ataques de imigração em massa".

Apontou ainda a Maduro "vínculos com o Irão e com [o grupo islamita libanês] Hezbollah" e alegado "apoio logístico ao [grupo radical palestiniano] Hamas e à guerrilha da Colômbia, tudo financiado com lucros do narcotráfico".

Javier Milei declarou o seu apoio à oposição venezuelana liderada por María Corina Machado e Edmundo González e afirmou esperar que a deposição de Maduro e os ataques militares à Venezuela conduzidos pelos Estados Unidos esta madrugada permitam "ao povo venezuelano recuperar plenamente a democracia".

O Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, afirmou hoje que Nicolás Maduro e a mulher estão a bordo de um navio de guerra americano e que o seu homólogo será julgado em Nova Iorque por tráfico de droga.

Donald Trump anunciou que os Estados Unidos realizaram hoje "com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela", que incluiu a captura de Maduro e da sua mulher, Cilia Flores.

Trump confirmou o ataque poucas horas depois de terem sido relatadas explosões e sobrevoos de aeronaves militares em Caracas e outras zonas do país.



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O Presidente dos Estados Unidos anunciou que irá prestar declarações numa conferência de imprensa a partir da sua mansão de Mar-a-Lago, na Florida, sobre o ataque norte-americano à Venezuela, que resultou na detenção de Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores.


Venezuela? Dinamarca condena, Itália considera "legítima" ação dos EUA... O ministro dos Negócios Estrangeiros de França condenou hoje a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelas forças norte-americanas, durante uma operação que "viola" o direito internacional.

Por  LUSA 03/01/2026

O Presidente francês, Emmanuel Macron, está a acompanhar "de perto a situação na Venezuela e mantém contactos com os seus parceiros regionais", informou a equipa do chefe de Estado.

Embora Nicolás Maduro, no poder desde 2013, tenha "atentado gravemente contra a dignidade e o direito à autodeterminação" do povo venezuelano, "a França reitera que nenhuma solução política duradoura pode ser imposta de fora e que os povos soberanos decidem sozinhos o seu futuro", escreveu o ministro da Europa e dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, numa mensagem na rede social X.

"A operação militar que conduziu à captura [de Maduro] viola o princípio da não utilização da força, que está na base do direito internacional", afirmou o ministro, acrescentando que "a multiplicação das violações deste princípio por nações investidas da responsabilidade principal de membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas terá graves consequências para a segurança mundial, que não pouparão ninguém".

Também a Dinamarca manifestou hoje preocupação com a situação na Venezuela, país que tem vivido "acontecimentos dramáticos" cuja evolução Copenhaga acompanha de perto, indicou o ministro dos Negócios Estrangeiros dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, que também apelou à "desaceleração" da operação dos Estados Unidos

"Precisamos de voltar à desaceleração e ao diálogo, o direito internacional deve ser respeitado", frisou o político dinamarquês na rede social X, citando um comentário da alta representante dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), Kaja Kallas, na mesma rede social, que também apelou à moderação após o ataque aéreo norte-americano em Caracas e depois de ter mantido uma conversa com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.

Opinião diferente tem a primeira-ministra de Itália, Giorgia Meloni, que considerou "legítimo" o ataque dos Estados Unidos à Venezuela para se defender do narcotráfico.

Meloni precisou, todavia, que a intervenção militar de um país estrangeiro não é "o caminho" para acabar com uma ditadura.

"O Governo acredita que a ação militar externa não é o caminho a seguir para pôr fim a regimes totalitários, mas, ao mesmo tempo, considera legítima uma intervenção de natureza defensiva contra ataques híbridos à sua própria segurança, como no caso de entidades estatais que alimentam e favorecem o narcotráfico", afirmou num comunicado.

Já em Madrid, perto de uma dezena de venezuelanos concentraram-se frente ao Consulado da Venezuela na capital espanhola para celebrar a captura de Maduro pelas autoridade norte-americanas.

"Maduro, narcotraficante, usurpador, assassino, chegou a tua hora" ou "liberdade, liberdade, liberdade!", gritavam os manifestantes, apoiados por motoristas que buzinavam em sinal de apoio e por transeuntes que paravam para dar os «parabéns» pela captura do presidente venezuelano.

Outro manifestante também pediu calma, alegando que há ainda "muito trabalho pela frente" para "terminar de tirar todos os que faltam" da Venezuela.

De acordo com os números do Censo anual da população do Instituto Nacional de Estatística, em 01 de janeiro de 2024 residiam em Espanha 325.254 pessoas com nacionalidade venezuelana.

Nicolás Maduro foi formalmente acusado nos Estados Unidos por corrupção, tráfico de drogas e outras acusações em 2020.

Horas antes, o chefe do Governo espanhol, Pedro Sánchez, apelara à "desescalada e à responsabilidade", bem como ao respeito pelo Direito Internacional, após ataques norte-americanos na Venezuela e a captura do líder, Nicolás Maduro.

Donald Trump anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolás Maduro, que foi retirado à força do país.

Numa conferência de imprensa na Florida, o Presidente norte-americano afirmou hoje que os Estados Unidos vão "dirigir a Venezuela" até estar concluída uma transição de poder e admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.


A dica de Zelensky após captura de Maduro: "EUA sabem que fazer a seguir"... O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que os Estados Unidos "sabem como lidar com os ditadores", numa referência à captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, numa operação militar em Caracas.

Por  LUSA 03/01/2026

"O que posso dizer? Se se pode lidar com os ditadores dessa forma, então os Estados Unidos da América sabem o que fazer a seguir", disse Zelensky em declarações à imprensa, após reunir-se com conselheiros de segurança de países europeus, bem como da NATO e da União Europeia, para preparar um novo encontro da chamada "Coligação dos Dispostos", previsto para terça-feira em Paris.

Kyiv tinha já dito que defende "o direito das nações de viver livres de ditadura, opressão e violações dos direitos humanos".

"O regime de Maduro violou todos esses princípios", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sibiha, numa mensagem publicada numa rede social.

Sibiha destacou que "a Ucrânia, como dezenas de países, não reconheceu a legitimidade de Maduro após as eleições fraudulentas e a violência contra manifestantes", referindo-se às eleições presidenciais de 28 de julho de 2024.

Os Estados Unidos lançaram hoje "um ataque em grande escala contra a Venezuela", para capturar e julgar o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e a mulher Cilia Flores, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

O anúncio foi feito pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, não sendo ainda claro quem vai dirigir o país após a queda de Maduro. O chefe de Estado norte-americano admitiu uma segunda ofensiva contra o país se for necessário.

O Governo venezuelano denunciou a "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos e decretou o estado de exceção.

A comunidade internacional tem-se dividido entre a condenação aos Estados Unidos e saudações pela queda de Maduro e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou a sua "profunda preocupação" com a recente "escalada de tensão na Venezuela", alertando que a ação militar dos Estados Unidos poderá ter "implicações preocupantes" para a região.

Donald Trump "nada satisfeito" com Vladimir Putin: "Banho de sangue"... Donald Trump disse que não está "nada satisfeito" com Vladimir Putin, apontando que a Rússia "está a matar muitas pessoas" e caracterizando a guerra na Ucrânia como um "banho de sangue". No entanto, sem adiantar muito sobre o assunto, disse que estão a ser feitos progressos nas negociações de paz.

Por LUSA 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, este sábado, estar insatisfeito com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, apontando que a Rússia "está a matar muitas pessoas". 

"Não estou nada satisfeito com Putin", disse, quando questionado sobre Vladimir Putin, durante uma conferência de imprensa, em Mar-a-Lago, sobre a operação militar que decorreu na Venezuela e culminou na captura do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, e da sua mulher. 

Donald Trump sublinhou ainda que a Rússia "está a matar muitas pessoas" na sequência da guerra com a Ucrânia, denominando-a de "banho de sangue".

O norte-americano destacou, no entanto, que estão a ser feitos progressos nas negociações de paz entre a Ucrânia e a Rússia, não adiantando mais detalhes sobre o assunto aos jornalistas.

De recordar que, no início da semana passada, foi avançado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, que uma das residências de Vladimir Putin tinha sido atacada, tendo culpado a Ucrânia. 

No entanto, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, negou o ataque e afirmou que se tratava das "típicas mentiras russas".

Vladimir Putin chegou mesmo a telefonar a Donald Trump para lhe contar sobre o sucedido, notando que as negociações para a paz poderiam estar em causa.

Não foram encontrados indícios de ataque contra casa de Putin

Já na quinta-feira, dia 1 de janeiro, responsáveis norte-americanos disseram que a CIA revelou não encontrou provas de que a Ucrânia tivesse atacado uma residência do presidente russo, Vladimir Putin.

As fontes dos serviços de informação de Washington consultadas pelo jornal norte-americano afirmam que a Ucrânia estava a visar um objetivo militar que já tinha atacado anteriormente na região de Novgorod, onde se encontra a residência de campo de Putin, mas não nas proximidades do alvo de Kyiv.

Zelenksy diz que "acordo de paz está a 90%"

O presidente ucraniano afirmou, também na quinta-feira, no seu discurso de Ano Novo, que a proposta de um acordo de paz com a Rússia está 90% pronta, embora observe que a parte determinante está nos restantes 10%.

"O acordo de paz está 90% pronto. Faltam 10%. (...) Estes 10% contêm tudo, na verdade. São estes 10% que vão determinar o destino da paz, o destino da Ucrânia e da Europa", declarou numa mensagem vídeo na rede Telegram, na qual sublinha "10% para a paz".

Zelensky afirmou que o seu país quer o fim do conflito, mas não "a qualquer preço", e que um acordo deverá incluir fortes garantias de segurança para impedir a Rússia de lançar outra invasão.


O Presidente ucraniano disse hoje que os esforços para travar a guerra desencadeada pela invasão russa da Ucrânia devem resultar numa paz que dure décadas, após uma reunião de representantes de Kiev e conselheiros de segurança nacional europeus.


Maduro foi detido em "fortaleza militar" no centro de Caracas... O Presidente norte-americano afirmou hoje que as forças militares norte-americanas detiveram o seu homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, "numa fortaleza militar" no centro da capital, Caracas.

Por LUSA 

Em conferência de imprensa, Donald Trump indicou que a operação incluiu ataques de helicóptero na capital venezuelana e arredores, depois de "todas as capacidades militares venezuelanas terem sido neutralizados".

Estava tudo escuro, a maior parte das luzes de Caracas estava apagada graças a uma técnica especializada que conhecemos", indicou Trump, destacando que "nenhum militar norte-americano morreu" na operação.

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, Dan Caine, afirmou na mesma conferência de imprensa que a operação batizada "Determinação Absoluta" foi "preparada durante meses" e que Maduro foi espiado para se perceber "como se movia, onde vivia, para onde viajava, o que comia, o que vestia".

Na madrugada passada, aviões norte-americanos atacaram as defesas antiaéreas venezuelanas para que helicópteros conseguissem passar. Um dos aparelhos foi atingido, mas pôde continuar a voar.

A operação terá durado cerca de duas horas e meia e terminou no navio anfíbio Iwo Jima, onde Trump afirmou que Maduro e a mulher, Cilia Flores, estão detidos para responderem nos Estados Unidos por acusações de alegado narcotráfico e terrorismo.

Com 150 meios aéreos envolvidos no total, tratou-se de uma operação "discreta, precisa e realizada durante as horas mais escuras de 02 de janeiro, no culminar de meses de preparação e treino".

Dan Caine acrescentou que Maduro e a mulher foram detidos por membros do Departamento de Justiça norte-americano "sem resistir".

O responsável militar garantiu que o dispositivo militar que os Estados Unidos colocaram nas Caraíbas para alegadamente combater o narcotráfico vai continuar em "elevado estado de alerta".


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A Delta Force, a unidade de elite que capturou o Presidente da Venezuela e a mulher, atua em missões sensíveis e de alto risco. É uma tropa ultra secreta.