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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Coreia do Norte promete retaliação mais forte à hostilidade dos EUA... A Coreia do Norte avisou na quarta-feira os Estados Unidos de que dará uma resposta mais firme ao que a influente irmã do líder Kim Jong Un classificou como uma "política hostil imutável" de Washington.

© KCNA VIA KNS / AFP via Getty Images     Por  LUSA  03/11/2026 

A Coreia do Norte avisou na quarta-feira (hora local) os Estados Unidos de que dará uma resposta mais firme ao que a influente irmã do líder Kim Jong Un classificou como uma "política hostil imutável" de Washington.

"Na realidade atual, em que são estabelecidos novos recordes na implementação da política hostil dos Estados Unidos em relação à RPDC (Coreia do Norte), é natural que sejam também estabelecidos novos recordes na nossa contraofensiva de retaliação", declarou Kim Yo Jong, citada pela agência de notícias oficial KCNA.

A irmã do líder norte-coreano já tinha criticado hoje duramente as alegações do FBI (polícia federal norte-americano) de que a Coreia do Norte seria responsável pelo ciberataque recorde de 6,3 mil milhões de dólares contra a plataforma de criptomoedas Binance, afirmando que o país "se opõe resolutamente" aos ataques cibernéticos.

"Não consideramos o incidente de invasão da Binance como um caso fortuito e repentino, nem como uma ação privada isolada, mas sim como uma extensão da política hostil imutável de Washington em relação à RPDC", sublinhou agora Kim Yo Jong.

"É evidente que a tentativa maliciosa dos Estados Unidos de obter vantagem política e estratégica ao explorar este caso traz consequências políticas", acrescentou.

O FBI afirmou, no sábado, que um grupo de hackers afiliados na Coreia do Norte, chamado TraderTraitor, foi o responsável pelo ataque.

Num comunicado divulgado na terça-feira, Kim Yo Jong rejeitou esta versão, classificando-a como uma "grave provocação política".

A Coreia do Norte realizou, na segunda-feira, um teste de lançamento de mísseis de cruzeiro estratégicos equipados com uma nova ogiva de submunições, segundo a KCNA.

A Coreia do Norte, que possui armas nucleares, testou recentemente uma variedade de armamento, incluindo drones de ataque, um novo sistema de torpedos guiados de precisão e um míssil hipersónico de alcance intermédio.

Na sua nova declaração, Kim Yo Jong deu a entender que Pyongyang vê pouco interesse em retomar a via diplomática.

"Está claro, para nós, que não temos motivo algum para nos sentarmos à mesa com pessoas tão pouco confiáveis e hostis, que se recusam a abandonar a sua política de confronto, ao mesmo tempo que falam em diálogo", realçou.


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O presidente da Câmara de Kyiv, Vitali Klitschko, alertou para uma situação "extremamente difícil" na eletricidade na capital ucraniana.

Opresidente da Câmara de Kyiv, Vitali Klitschko, alertou hoje para uma situação "extremamente difícil" em relação à eletricidade na capital ucraniana, após uma série de ataques russos ao setor energético.

A Ucrânia teme a repetição do cenário do inverno de 2025, quando os ataques russos devastaram as centrais elétricas do país e deixaram, por vezes, milhões de pessoas na escuridão sob temperaturas gélidas...

domingo, 1 de novembro de 2026

Irão: Trump afirma que EUA ainda têm de "tratar" de um ou dois alvos... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no sábado que os Estados Unidos ainda tinham de tratar de um ou dois alvos no Irão, nomeadamente a Montanha Kolang, suspeita de albergar um complexo nuclear. Trump destacou que as capacidades nucleares do Irão já foram neutralizadas, mas ainda restam alguns locais a serem abordados.

© Jim Lo Scalzo/EPA/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA   01/11/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou no sábado que os Estados Unidos ainda tinham de "tratar" de um ou dois alvos no Irão, nomeadamente a Montanha Kolang, suspeita de albergar um complexo nuclear.

"Neutralizámos as suas capacidades nucleares. Ainda nos resta tratar, diria eu, de um ou dois locais, mas podemos fazer isso em dez minutos", declarou Trump aos jornalistas na sua residência na Flórida.

"Provavelmente poderiam dar uma olhadela ao Monte Pickaxe, e é preciso tratar disso. Podemos fazer tudo isto muito rapidamente", acrescentou.

A Montanha Kolang, chamada "Pickaxe Mountain" em inglês ("Kolang" significa "picareta" em persa), situa-se na província de Isfahan, a cerca de 200 km a sul de Teerão, perto do complexo nuclear de Natanz.

Esta não é a primeira vez nos últimos dias que Donald Trump ameaça atacar a Montanha Kolang, que está localizada perto da instalação iraniana de enriquecimento de urânio de Natanz, considerada um dos redutos nucleares mais protegidos do país e já bombardeada pelos Estados Unidos e por Israel no início do conflito.


Leia Também: Coreia do Norte testa ogivas de dispersão em contexto de tensão com Seul

As autoridades da Coreia do Norte realizaram este sábado um teste para avaliar "a aptidão para o combate e a potência" de uma ogiva de dispersão para mísseis balísticos, informou hoje a agência norte-coreana, KCNA.

As autoridades da Coreia do Norte realizaram este sábado um teste para avaliar "a aptidão para o combate e a potência" de uma ogiva de dispersão para mísseis balísticos, informou hoje a agência norte-coreana, KCNA.

Segundo a agência, a ogiva em questão "é capaz de reduzir a cinzas uma área-alvo de 12 a 13 hectares com a potência de densidade máxima"...

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Coreia do Norte acusa Seul de fabricar incidente com minas na fronteira... A Coreia do Norte acusou a Coreia do Sul de ter fabricado um incidente com minas na fronteira, durante uma reunião da ONU, alegando que o país sul-coreano distorceu as circunstâncias da explosão que feriu três soldados em setembro.

© Reuters    Por   LUSA  26/10/2026 

A Coreia do Norte apresentou uma queixa às Nações Unidas acusando a Coreia do Sul de deturpar as circunstâncias de uma explosão de minas que feriu três soldados sul-coreanos em setembro, noticiou hoje a agência estatal KCNA.

Segundo a agência de notícias, uma missiva enviada pelo representante norte-coreano junto da ONU considerou que o incidente foi "fabricado" pela Coreia do Sul, e "não passa de uma sinistra manobra de obstrução para apresentar a fortificação da fronteira sul da Coreia do Norte como uma 'incursão militar', atrasá-la e impedi-la".

As tensões entre as duas Coreias agravaram-se após a explosão de minas ocorrida a 21 de setembro na Zona Desmilitarizada (DMZ, na sua sigla em inglês), que provocou ferimentos em três militares sul-coreanos.

Seul acusou Pyongyang de ter colocado os engenhos explosivos a sul da Linha de Demarcação Militar, a fronteira de facto entre os dois países, e enviou igualmente, na semana passada, uma carta de denúncia ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A missiva norte-coreana defende ainda as obras na fronteira como uma medida de autodefesa em conformidade com o direito internacional e acusa Seul de violar a Carta das Nações Unidas ao disparar contra soldados norte-coreanos, segundo a KCNA.

A Coreia do Sul tem sustentado, por seu lado, que as suas transmissões e disparos de advertência visam impedir travessias da Linha de Demarcação Militar.

A agência noticiosa sul-coreana Yonhap fotografou no domingo o que aparentam ser peças de artilharia autopropulsadas de 122 milímetros na costa norte-coreana de Gaepung, visíveis a partir de um observatório em Gimpo, a oeste de Seul. Um especialista consultado pela agência classificou como invulgar a presença tão exposta da artilharia norte-coreana junto à fronteira.

A deteção ocorreu apenas um dia depois de o líder norte-coreano, Kim Jong-un, ter apelado ao reforço das forças armadas do país e à sua transformação, "o mais rapidamente possível e em simultâneo", numa força militar de elite, durante uma conferência militar.

Na semana passada, Kim Yo-jong, a influente irmã do líder norte-coreano, ameaçou destacar mais armamento e reativar altifalantes de propaganda na fronteira, enquanto um alto responsável militar advertiu para um contra-ataque "imediato" caso Seul ameace a segurança dos seus soldados.


Leia Também: Coligação liderada por sauditas diz ter abatido míssil lançado por Huthis

A coligação militar liderada pela Arábia Saudita anunciou que abateu um míssil lançado pelos rebeldes huthis contra Riade, em meio a uma escalada de hostilidades no Iémen.

O porta-voz militar da aliança, Turki al Maliki, afirmou na rede social X que as defesas aéreas interceptaram e destruíram um míssil "lançado pela milícia houthi" contra Riade, sem fornecer mais detalhes sobre a operação.

Até ao momento, a coligação - que intervém no Iémen contra os insurgentes e em apoio ao Governo iemenita internacionalmente reconhecido - não informou sobre as consequências da interceção...

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Ex-responsável do Pentágono alerta: Patrulhas chinesas perto de Taiwan... As patrulhas da Guarda Costeira chinesa a leste de Taiwan constituem a evolução "mais preocupante" dos últimos anos e podem ter um efeito "altamente desestabilizador" na região, alertou hoje um antigo responsável do Pentágono norte-americano.

© Lusa    20/10/2026 

As patrulhas da Guarda Costeira chinesa a leste de Taiwan constituem a evolução "mais preocupante" dos últimos anos e podem ter um efeito "altamente desestabilizador" na região, alertou hoje um antigo responsável do Pentágono norte-americano.

Durante um seminário em Taipé, Randall Schriver, antigo secretário adjunto da Defesa dos Estados Unidos para os Assuntos de Segurança do Indo-Pacífico (2017-2019), afirmou que estas operações "parecem ações na zona cinzenta", segundo declarações citadas pela agência de notícias taiwanesa CNA.

A expressão refere-se a atividades que procuram desestabilizar um adversário sem ultrapassar o limiar de um conflito militar aberto.

"Embora possa parecer algo moderado, trata-se de uma extensão das reivindicações de soberania [da China]", afirmou Schriver, atual presidente da Comissão de Revisão Económica e de Segurança Estados Unidos-China, um órgão consultivo do parlamento norte-americano.

"Se essa 'aplicação da lei' continuar a ser posta em prática operacionalmente, terá um efeito desestabilizador", acrescentou.

Desde o verão que a China intensificou a presença marítima em torno de Taiwan, com o envio de um número crescente de embarcações da Guarda Costeira, navios de investigação científica e outros meios oficiais para águas próximas da ilha e dos arquipélagos periféricos.

Uma das zonas mais frequentadas situa-se a leste de Taiwan, uma área particularmente estratégica por acolher importantes rotas marítimas do comércio mundial.

Segundo analistas de defesa, estas águas constituiriam também uma das principais vias de acesso utilizadas pelos Estados Unidos e pelo Japão para prestar auxílio a Taipé em caso de invasão ou bloqueio marítimo chinês.

Os analistas consideram que o atual destacamento de embarcações poderá anteceder a imposição de uma quarentena marítima, que permitiria a Pequim intercetar, inspecionar ou mesmo abordar navios comerciais com destino a Taiwan.

Uma operação desta natureza poderia interromper o fornecimento de bens essenciais, nomeadamente gás natural liquefeito, a principal fonte de produção de eletricidade no território.

Neste contexto, o Governo taiwanês tem reiterado que possui "direitos soberanos e jurisdição" sobre a zona económica exclusiva a leste da ilha.

As autoridades de Taipé têm igualmente denunciado que Pequim "não tem qualquer jurisdição sobre nenhuma das águas circundantes" de Taiwan.

A China considera Taiwan parte do seu território e não exclui o recurso à força para concretizar a reunificação, enquanto o Governo de Taipé rejeita as reivindicações de soberania de Pequim.


Leia Também: Exército da Coreia do Sul classifica ameaças do Norte como inaceitáveis

O exército da Coreia do Sul declarou hoje que é inaceitável que Pyongyang acuse Seul de ser responsável pela escalada das tensões militares na península.

Oexército da Coreia do Sul declarou hoje que é inaceitável que Pyongyang acuse Seul de ser responsável pela escalada das tensões militares na península, e avisou que responderá com firmeza a qualquer nova provocação.

Kim Yo-jong, irmã do líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, classificou na segunda-feira a situação na fronteira com a Coreia do Sul como grave, alertando que Pyongyang planeia mobilizar mais meios de "ataque tático" na região...

terça-feira, 13 de outubro de 2026

Ministro israelita quer "aniquilar" Gaza habitada por "milhões de nazis"... O ministro das Finanças israelita e líder do partido de extrema-direita Partido Sionista Religioso, Bezalel Smotrich, defendeu hoje a necessidade de "aniquilar" Gaza como "entidade terrorista" com o argumento que é habitada por "1,8 milhões de nazis".

© Kobi Wolf/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA  13/10/2026 

O ministro das Finanças israelita e líder do partido de extrema-direita Partido Sionista Religioso, Bezalel Smotrich, defendeu hoje a necessidade de "aniquilar" Gaza como "entidade terrorista" com o argumento que é habitada por "1,8 milhões de nazis".

"Temos de aniquilar Gaza. Não com um genocídio, Yahweh proíbe. Aniquilar Gaza porque Gaza é uma entidade terrorista com 1,8 milhões de nazis", afirmou num ato público.

Smotrich denuncia que os habitantes de Gaza "foram educados durante gerações no ódio a Israel e são capazes de massacrar, violar, queimar, assassinar bebés, mulheres, idosos e crianças" e, por conseguinte, "não deveriam existir".

"E o mesmo com Huwara", acrescentou numa referência à localidade estratégica na Cisjordânia, foco de conflito durante anos, por se encontrar num caminho que dá acesso às colónias judaicas do norte daquela zona palestiniana ocupada.

Smotrich avisou que quer "toda Gaza". "Quero que Gaza seja nossa". "Quero-o por razões sionistas", apelou antes de reconhecer que a última escalada tem consequências a nível internacional.

"Posso viajar para quatro países: Estados Unidos, Rússia, China e Coreia do Norte. Todos os anos podemos viajar para um, para ir rodando. Espero que não nos habituemos a isso", indicou.


Leia Também: Israel mostrou dossiê com artigos a jornalista português detido

O jornalista português Ricardo Ribeiro, que esteve detido na Cisjordânia, acusou Israel de uma "estratégia de limpeza étnica e de opressão aos palestinianos", segundo declarou à Lusa.

Ojornalista português Ricardo Ribeiro, que esteve detido na Cisjordânia, disse hoje à Lusa que a detenção teve que ver com a "estratégia de limpeza étnica e de opressão aos palestinianos" que Israel leva a cabo mas quer esconder.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros tinha confirmado na quinta-feira à Lusa a detenção dos dois portugueses, um deles jornalista, na região de Rantis, na Cisjordânia, uma zona rodeada por colonatos...

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Coreia do Norte lança vários mísseis balísticos para mar do Japão... A Coreia do Norte lançou hoje vários mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, informaram o Estado-Maior Conjunto sul-coreano e o Ministério da Defesa japonês, dias após Seul realizar um teste com um míssil hipersónico.

© Seung-il Ryu/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   12/10/2026 

A Coreia do Norte lançou hoje vários mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, informaram o Estado-Maior Conjunto sul-coreano e o Ministério da Defesa japonês, dias após Seul realizar um teste com um míssil hipersónico.

O Estado-Maior Conjunto (JCS, na sigla em inglês) da Coreia do Sul indicou ter detetado, por volta das 09h20 (01h20 em Lisboa), o lançamento de vários mísseis balísticos a partir da zona de Pyongyang, que percorreram mais de 900 quilómetros.

"As forças armadas sul-coreanas intensificaram a vigilância para se prepararem para possíveis lançamentos adicionais e mantêm um estado de alerta máximo, partilhando informações relevantes com os Estados Unidos e o Japão", indicou o JCS, em comunicado citado pela agência de notícias local Yonhap.

Já o Ministério da Defesa japonês afirmou na rede social X ter detetado a queda do projétil, acrescentando que, até ao momento, não foram confirmados danos materiais.

O último lançamento de um míssil balístico pela Coreia do Norte ocorreu em 03 de outubro, quando o país disparou um projétil em direção ao mar do Japão - denominado mar do Leste nas duas Coreias - que caiu fora da Zona Económica Exclusiva do arquipélago, sem que fossem registados danos.

Por outro lado, na quinta-feira, Seul afirmou ter realizado com sucesso um teste do primeiro míssil hipersónico do país, que se encontra em fase de investigação e desenvolvimento.

Seul e Pyongyang, tecnicamente ainda em guerra, viram-se envolvidas numa escalada de tensão na sequência da explosão de duas minas, em 21 de setembro, na Zona Desmilitarizada entre as duas Coreias, que deixou dois soldados sul-coreanos gravemente feridos, além de outro soldado com ferimentos ligeiros.

A Coreia do Sul acusou Pyongyang de ter colocado os explosivos e exigiu um pedido de desculpas por parte do regime hermético, além de ter realizado, há uma semana, uma operação de remoção de minas na zona, enquanto as autoridades norte-coreanas negaram qualquer envolvimento e acusaram Seul de mentir para justificar provocações na fronteira.

quinta-feira, 8 de outubro de 2026

Kyiv em "modo de sobrevivência" com ataques russos e inverno a chegar... A campanha de ataques russos contra infraestruturas de Kiev tem levado a cidade a adotar um "modo de sobrevivência" com o aproximar do inverno, segundo o autarca Vitali Klitschko.

© Maxym Marusenko/NurPhoto via Getty Images  Por  LUSA   08/10/2026

A campanha de ataques russos contra pontes e infraestruturas estratégicas da capital ucraniana nas últimas semanas fez com que Kiev entrasse em "modo de sobrevivência" com o aproximar do inverno, afirmou hoje o autarca da cidade.

"Todos os dias trazem novas informações sobre edifícios destruídos e pessoas feridas ou tragicamente mortas. Os bombardeamentos contra a nossa cidade estão a intensificar-se. Hoje, a questão é a sobrevivência", afirmou Vitali Klitschko em declarações à agência noticiosa France-Presse (AFP).

Moscovo intensificou nas últimas semanas os bombardeamentos contra as infraestruturas de Kiev, atingindo por vezes o centro da cidade, de dia e de noite, com recurso a mísseis e drones a jato.

Em setembro, os ataques russos atingiram a rede energética, já fortemente danificada no inverno passado por bombardeamentos que deixaram milhões de habitações sem aquecimento e eletricidade sob temperaturas extremamente baixas.

Os últimos ataques provocaram cortes de água e eletricidade, bem como cortes de emergência no fornecimento de energia na capital, onde jornalistas da AFP constataram que alguns estabelecimentos comerciais recorreram a geradores.

"A crise [relativa à distribuição de água] poderá ser de grande dimensão. Infelizmente, já começaram cortes temporários de eletricidade em alguns bairros", referiu Klitschko na entrevista à AFP.

Para fazer face a eventuais perturbações prolongadas neste inverno, Kiev está a instalar sistemas de aquecimento de emergência e a constituir reservas de combustível, alimentos e água potável, garantiu.

"Por muito que nos preparemos, se a defesa antiaérea não funcionar, poderemos deparar-nos com um cenário negativo", afirmou Klitschko.

A Rússia também visou as pontes sobre o Dniepre em Kiev, pela primeira vez desde o início da invasão da Ucrânia em 2022, provocando perturbações nas deslocações diárias dos habitantes que vivem ou trabalham em ambas as margens do rio.

"A ligação entre as duas margens é um dos fatores essenciais para o bom funcionamento da cidade", considerou Klitschko à AFP.

Nesse sentido, acrescentou que a autarquia está a trabalhar em soluções alternativas que permitam atravessar o Dniepre, nomeadamente através de pontões flutuantes, para descongestionar o trânsito automóvel.

Enquanto a linha da frente permanece, na sua maioria, estática, Moscovo intensificou os ataques de longo alcance contra Kiev, recorrendo nomeadamente a mísseis balísticos e drones a jato difíceis de intercetar.

Algumas horas depois da entrevista à AFP, a autarquia anunciou a suspensão da circulação do metro devido a dificuldades na rede elétrica, também na sequência dos ataques russos contra a infraestrutura energética da cidade, indicou a edilidade na rede social Telegram.

"Devido a uma quebra de tensão proveniente das centrais externas de abastecimento de energia, a circulação dos comboios e o funcionamento das escadas rolantes no metro foram temporariamente suspensos", informou a administração municipal na rede social Telegram.


Leia Também:  Coreia do Sul retira embaixador em Kyiv após tensões diplomáticas

A Coreia do Sul anunciou a retirada do seu embaixador em Kyiv em resposta às tensões entre os países, causadas pela divulgação de uma transferência de prisioneiros norte-coreanos para Seul.

ACoreia do Sul anunciou hoje a retirada do seu embaixador em Kyiv em resposta às tensões entre os países devido à quebra da confidencialidade em torno de uma transferência de prisioneiros norte-coreanos para Seul.

"O governo decidiu retirar o seu embaixador da Ucrânia. O governo espera que todos os litígios existentes entre os dois países sejam resolvidos de forma amigável e continuará as consultas com a parte ucraniana para esse efeito", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano num comunicado...

Coreia do Sul testa arma capaz de voar a cinco vezes a velocidade do som... A Coreia do Sul testou hoje em voo a sua primeira arma hipersónica desenvolvida internamente, concebida para voar a pelo menos cinco vezes a velocidade do som e escapar aos sistemas de defesa antimíssil.

© iStock    LUSA   08/10/2026 

Com este tipo de arma, Seul aproxima-se do que considera poderem ser capacidades de armamento transformadoras.

Não há, para já, uma resposta da Coreia do Norte, que, na semana passada, testou o seu próprio míssil hipersónico, que caiu nas águas próximas do Japão.

Num comunicado, em que não é especificado o local onde decorreu o teste, é adiantado que o Presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, assistiu ao lançamento.

A arma separou-se do foguetão propulsor à altitude prevista, desceu e fez manobras tanto na vertical como na horizontal antes de atingir um alvo de teste. Acrescentou que, uma vez desenvolvida, a arma será capaz de atingir de surpresa alvos importantes no "teatro de operações da Península da Coreia".

Lee sublinhou que a Coreia do Sul "tem de garantir a segurança através da própria força" e inspecionou também hoje o mais poderoso míssil balístico sul-coreano, o Hyunmoo-5, informou o seu gabinete. Não foram mencionados quaisquer comentários diretos de Lee sobre a Coreia do Norte.

As tensões entre as duas Coreias aumentaram nas últimas semanas, depois de três soldados sul-coreanos terem ficado feridos em explosões de minas terrestres no mês passado, perto da fortemente armada fronteira inter-coreana.

As forças armadas sul-coreanas e o Comando das Nações Unidas, liderado pelos Estados Unidos, concluíram que as explosões foram provocadas por dispositivos colocados pela Coreia do Norte, que negou a responsabilidade e ridicularizou as exigências do Sul para um pedido de desculpas.

A Coreia do Norte também intensificou a atividade de testes de armas, enquanto o seu líder, Kim Jong Un, expande o seu programa nuclear militar e adota uma posição cada vez mais dura em relação a Seul.

Kim rejeitou até agora os apelos do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para retomar a diplomacia entre os dois países, interrompida em 2019, com Pyongyang a exigir que Washington abandone a política "hostil" em relação aos norte-coreanos e retire as exigências de desnuclearização como condição prévia para as negociações.

As tensões foram um revés para Lee, que defende o diálogo com a Coreia do Norte e moderou o seu discurso em relação ao Norte, mesmo com o aumento da indignação pública devido às explosões das minas.

Lee também apelou ao reforço das capacidades de defesa convencional da Coreia do Sul, reduzindo simultaneamente a sua dependência dos Estados Unidos, que decidiram unilateralmente reduzir a dimensão de um importante exercício militar com o Sul em agosto, com Trump a invocar a sua "muito boa relação" com Kim.

No seu mais recente teste de armas, em 03 deste mês, a Coreia do Norte lançou o que descreveu como um míssil hipersónico de alcance intermédio, que, segundo Pyongyang, percorreu mais de 1.000 quilómetros. O Japão afirmou que o míssil caiu em águas fora da sua zona económica exclusiva.

A Coreia do Sul afirmou ter detetado o míssil a voar mais de 700 quilómetros, enquanto o Ministério da Defesa do Japão indicou ter avaliado que o míssil percorreu cerca de 680 quilómetros.

Kim Yo Jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano, afirmou hoje que as diferentes estimativas de voo apresentadas pelos dois aliados dos Estados Unidos demonstravam que estes são incapazes de acompanhar devidamente um míssil deste tipo durante o voo e, por isso, não seriam capazes de o intercetar.

Por outro lado, exigiu que a Coreia do Sul demonstre "mais respeito" por Pyongyang caso pretenda retomar o diálogo.

"Se realmente desejam restabelecer as relações entre a RPDC e a Coreia do Sul, devem ter em consideração os sentimentos da outra parte em cada palavra e em cada ação, começando por demonstrar mais respeito, a maior consideração e a maior sinceridade", declarou Kim Yo-jong num comunicado divulgado pelos meios de comunicação oficiais, utilizando o nome oficial da Coreia do Norte - República Popular Democrática da Coreia (RPDC).


Coreia do Sul afirma que entregas de gasóleo à Rússia não estão proibidas... A Coreia do Sul afirmou hoje que as entregas de gasóleo a Moscovo não estão sujeitas a controlos à exportação, depois de ser acusada pela Ucrânia de ter contribuído para atenuar a escassez de combustível na Rússia.

© Getty Images   Por  LUSA   08/10/2026 

Um conselheiro do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta semana que esses fornecimentos de gasóleo à Rússia, vão "claramente contra" a política de sanções da Coreia do Sul, que considerou as declarações como "factualmente incorretas" e "inadequadas".

O Ministério dos Negócios Estrangeiros sul-coreano indicou hoje que o gasóleo, mesmo que proviesse da Coreia do Sul, não violaria as proibições de exportação.

O jornal britânico The Guardian revelou esta semana que 176.000 toneladas de produtos, "principalmente gasóleo", tinham sido enviadas da Coreia do Sul para a Rússia em julho e agosto, citando registos portuários e dados de rastreio de navios.

"Os produtos petrolíferos refinados, incluindo o gasóleo comercial e o combustível para aviação, mencionados no artigo do Guardian, não estão sujeitos aos controlos à exportação da Coreia do Sul contra a Rússia", sublinhou o ministério sul-coreano, sublinhando que as exportações globais para Moscovo caíram para menos de metade desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022.

"Não foi comprovado que combustíveis de origem sul-coreana, nomeadamente gasóleo, tenham sido exportados para a Rússia", acrescentou.

Segundo o Guardian, três dos sete petroleiros que terão sido carregados em portos sul-coreanos estão sujeitos a sanções.

O ministério sul-coreano indicou que está a realizar "verificações adicionais" sobre as rotas percorridas por esses navios, a fim de determinar se as leis nacionais foram infringidas.

As relações entre Seul e Kiev estão tensas desde que Zelensky revelou, em setembro, que dois soldados norte-coreanos capturados enquanto combatiam ao lado das forças russas tinham sido enviados para a Coreia do Sul. Seul afirmou que Kiev tinha violado um acordo de confidencialidade sobre o assunto.

Desde o início da guerra na Ucrânia, a Coreia do Norte tornou-se um aliado fundamental do Kremlin, enviando soldados para apoiar o esforço de guerra de Moscovo em troca de vantagens económicas e de tecnologias militares.


Leia Também: Exército russo recebeu novo fornecimento de lança-granadas para utilizar na Ucrânia

"O lança-granadas acoplável GP-34 de 40 mm foi concebido para atingir pessoal e veículos não blindados com granadas e projéteis termobáricos a distâncias de até 400 metros", declarou a Kalashnikov

A Kalashnikov Concern, um dos maiores fabricantes de armas do mundo, entregou esta quinta-feira um grande lote de lança-granadas acoplados GP-34 às forças russas que operam na Ucrânia, cumprindo assim o seu contrato anual de fornecimento para este ano.

"A Kalashnikov forneceu um lote de lança-granadas acoplados GP-34 de 40 mm a um cliente das forças de segurança russas" na Ucrânia, afirmou a empresa no seu canal de Telegram...

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Coreia do Sul coloca 15 satélites em órbita com recurso ao foguetão Nuri... A Coreia do Sul conseguiu colocar hoje em órbita 15 novos satélites que viajaram a bordo do foguetão espacial de fabrico nacional Nuri, no seu quinto voo, o quarto bem-sucedido, desde que entrou em funcionamento em 2021.

© Korea Aerospace Research Institute   Por   LUSA  07/10/2026

Cinco dos satélites farão parte da primeira constelação nacional do país asiático, batizada de NEONSAT, e que, uma vez operacional, poderá captar imagens da península coreana mais de três vezes por dia, segundo a agência de notícias local Yonhap.

O quinto foguetão Nuri descolou, com 15 satélites a bordo, por volta das 12:25, hora local (03:25 TMG), a partir do Centro Espacial de Naro, na localidade de Goheung, a sudoeste de Seul.

Além dos NEONSAT, o veículo lançou dez microsatélites CubeSat.

Prevê-se que o Nuri, que não é reutilizável, permaneça em órbita antes de regressar à atmosfera terrestre e se desintegrar.

A Coreia do Sul planeia completar a sua constelação NEONSAT, que contará com dez microsatélites, no próximo ano, com o sexto lançamento do foguetão.

Desde 2010, o país investiu milhares de milhões de dólares no desenvolvimento do Nuri, cujo projeto, produção, equipamento e testes foram realizados inteiramente em solo sul-coreano.

O sucesso deste quinto voo consolida a capacidade de Seul para operar um veículo espacial totalmente desenvolvido localmente, capaz de transportar e lançar carga útil na órbita pretendida.


Leia Também: Coreia do Norte ameaça Sul se esta entrar um milímetro no seu espaço

A Coreia do Norte ameaçou terça-feira a Coreia do Sul que fará "um contra-ataque tão potente quanto imediato" se esta penetrar no seu território um milímetro que seja.

Estas declarações, do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) norte-coreano, segue-se a vários dias de ameaças depois da explosão de uma mina, que Seul atribui a Pyongyang, na Zona Desmilitarizada, eu feriu três militares sul-coreanos há duas semanas.

O MNE da Coreia do Norte respondeu assim às conclusões do Exército sul-coreano, divulgadas na segunda-feira, que responsabilizam a Coreia do Norte pela colocação das minas que rebentaram em 21 de setembro...

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

VLADIMIR PUTIN defende que resultados eleitorais demonstraram legitimidade do poder... O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, defendeu hoje, numa reunião com a chefe da Comissão Eleitoral Central, Ella Pamfilova, que as recentes eleições parlamentares demonstraram a legitimidade do poder no país.

© Gavriil GRIGOROV / POOL / AFP via Getty Images   Por   LUSA  28/09/2026 

"As recentes eleições confirmaram, sem dúvida, a legitimidade de todos os órgãos executivos e legislativos da Federação Russa, o que é especialmente importante nas condições atuais", vincou o responsável do Kremlin, cujo partido, o Rússia Unida (RU), venceu o sufrágio apesar das denúncias de fraude pela oposição.

Putin sublinhou que a votação foi realizada em todas as regiões russas, incluindo as ucranianas anexadas em 2022, apesar das dificuldades que "eram criadas a partir do exterior".

Pamfilova, por sua vez, agradeceu ao líder russo a aprovação de uma série de medidas que permitiram a realização das eleições.

Acrescentou que isso possibilitou às autoridades eleitorais trabalhar com o Ministério da Defesa, a Guarda Nacional e outros órgãos de segurança para criar condições de segurança durante o sufrágio, que se estendeu por três dias.

Durante o encontro com Putin, Pamfilova mencionou os veteranos da guerra com a Ucrânia que foram eleitos deputados nas eleições russas.

Na Duma, ou câmara baixa do Parlamento russo, haverá 46 ex-combatentes.

"Se falarmos das eleições a todos os níveis, o número é impressionante: 655 membros da 'operação militar especial' foram eleitos" deputados, frisou, referindo-se às assembleias regionais.

Pamfilova destacou ainda a elevada participação nas primeiras eleições parlamentares de toda a guerra — quase 60% —, nas quais o partido do Kremlin obteve o melhor resultado da sua história e renovou a sua maioria.

O RU, que apoia o regime de Putin, revalidou a maioria parlamentar com um número recorde de pelo menos 355 dos 450 deputados, anunciaram na semana passada as autoridades eleitorais russas.

O anterior recorde era de 343 deputados e tinha sido alcançado pelo RU em 2016, de acordo com a agência francesa AFP.

A seguir ao partido de Putin, o mais votado foi o Partido Comunista da Federação Russa, com 13,84% dos votos, seguindo-se o Partido Democrático Liberal (8,9%) e o «Povo Novo» (7,94%), enquanto o partido liberal Yabloko, o único que se atreveu a criticar publicamente a guerra, foi retirado do boletim em agosto, pelo Supremo Tribunal da Rússia.

Foi a primeira votação a incluir residentes de quatro regiões da Ucrânia que foram ocupadas e ilegalmente anexadas por Moscovo no final de 2022, decorrendo também votação na Crimeia, ilegalmente anexada pela Rússia em 2014.


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terça-feira, 22 de setembro de 2026

Coreia do Norte diz que testou arma de um "novo tipo"... O líder da Coreia do Norte Kim Jong-un acompanhou o teste de uma arma de "novo tipo", disse hoje a imprensa oficial de Pyongyang, sem adiantar mais pormenores.

© Lusa   22/09/2026 

No domingo, a Coreia do Sul e o Japão tinham dado conta do lançamento, pelo Norte, de dois mísseis balísticos de curto alcance, com um intervalo de poucas horas, em direção ao mar do Japão.

Seul denunciou um "ato grave" e Tóquio enviou um "protesto veemente" a Pyongyang.

Segundo a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, a autoridade responsável pelo programa de mísseis "testou com sucesso um novo tipo de arma" no domingo, na presença de Kim Jong Un.

Pyongyang não forneceu informações mais precisas sobre as características do armamento.

Kim saudou o disparo, descrevendo-o como "sem dúvida uma demonstração impressionante de uma tecnologia de defesa ultramoderna e representou um progresso claro na modernização das suas forças armadas", segundo a KCNA.

Nas fotos divulgadas pela agência, o líder norte-coreano surge acompanhado pela filha adolescente, Kim Ju-ae, considerada pela inteligência sul-coreana uma potencial sucessora na liderança do regime.

Uma das imagens mostra ambos a observar um ecrã com a inscrição do míssil "Hwasong-11", o que sugeriria que este tipo de míssil balístico hipersónico poderia ter sido testado.

O ecrã indicava também um alcance de 908,2 quilómetros. No entanto, especialistas citados pela agência de notícias sul-coreana Yonhap levantaram a possibilidade de Pyongyang ter alterado o número para apresentar o teste como bem-sucedido.

O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul disse que o primeiro míssil percorreu aproximadamente 450 quilómetros e o segundo, mais de 600 quilómetros.

O gabinete presidencial sul-coreano instou a Coreia do Norte a suspender imediatamente os lançamentos de mísseis balísticos, proibidos por resoluções do Conselho de Segurança da ONU, e acrescentou que Seul realizou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança Nacional para discutir a situação.

Na semana anterior, a Coreia do Norte já tinha disparado mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, no âmbito de um "exercício de ataque com poder de fogo", informou a agência de notícias.

A Coreia do Norte e a Coreia do Sul continuam tecnicamente em guerra, uma vez que o conflito de 1950-1953 terminou com um armistício, e não com um tratado de paz.

O estatuto de potência nuclear da Coreia do Norte — que realizou o seu primeiro teste nuclear em 2006 e, desde então, desenvolveu uma vasta gama de mísseis balísticos — está consagrado na sua Constituição desde 2023.

No sábado, Pyongyang rejeitou uma resolução da Agência Internacional de Energia Atómica que condenava o desenvolvimento do seu programa nuclear.


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O Presidente da Coreia do Sul disse que os Estados Unidos devem trabalhar para congelar o programa nuclear do Norte, em vez de procurar a sua eliminação imediata, em troca do alívio das sanções.

"Acredito que há um interesse considerável em encontrar um meio-termo entre as sanções — que, de qualquer forma, não são particularmente eficazes — e a interrupção do desenvolvimento de novas armas nucleares e de tecnologia de mísseis balísticos intercontinentais", declarou Lee Jae-myung.

"Procurar a desnuclearização nas circunstâncias atuais garante que nada será alcançado", afirmou o líder da Coreia do Sul, numa entrevista ao jornal norte-americano New York Times, publicada hoje...

sábado, 19 de setembro de 2026

Coreia do Norte rejeita exigência da AIEA para abandonar programa nuclear... A Coreia do Norte rejeitou hoje uma resolução da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) que exige a desnuclearização do país, afirmando que não terá qualquer impacto na sua posição de deter armas nucleares, informou a agência estatal KCNA.

© Korea Summit Press Pool/Getty Images      Por Executive Digest com Lusa   Setembro 19, 2026

A Coreia do Norte rejeitou hoje uma resolução da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA) que exige a desnuclearização do país, afirmando que não terá qualquer impacto na sua posição de deter armas nucleares, informou a agência estatal KCNA.

“Fechar os olhos à ameaça e à proliferação nuclear dos Estados Unidos e de outras forças hostis, ao mesmo tempo que se exige à Coreia do Norte que renuncie às suas armas nucleares, equivale a pedir-nos que renunciemos à nossa própria existência e ao nosso direito de viver”, afirmou Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, num comunicado.

A resolução foi aprovada na quinta-feira durante a 70.ª Conferência Geral da AIEA, em Viena.

O texto insta a Coreia do Norte a abandonar de forma completa, verificável e irreversível as suas armas e programas nucleares e a cessar todas as atividades nucleares, bem como a expansão das instalações destinadas à produção de material físsil, incluindo através do enriquecimento e reprocessamento.

As exigências da AIEA estão em linha com o relatório divulgado em agosto pelo organismo, que documenta uma nova expansão do programa nuclear norte-coreano, incluindo a construção de uma segunda instalação de enriquecimento de urânio em Yongbyon.

Kim Yo-jong recordou que o seu país abandonou a AIEA em 1994 e acusou a agência de ignorar a dissuasão alargada dos Estados Unidos em relação à Coreia do Sul e ao Japão, bem como os planos sul-coreanos para adquirir submarinos de propulsão nuclear.

“Garantir que a credibilidade da força nuclear não seja posta em causa em nenhuma circunstância é a questão mais importante para a segurança nacional da Coreia do Norte, que está constantemente exposta à ameaça nuclear das forças hostis”, acrescentou.

A responsável norte-coreana já tinha reafirmado na quinta-feira, num outro comunicado, que o estatuto nuclear da Coreia do Norte é “absoluto e irreversível”.


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O exército libanês acusou hoje as forças israelitas que ocupam o sul do país de atacarem um posto militar recentemente estabelecido no decurso das negociações de paz entre os dois países.

As forças libanesas relataram, segundo a agência France Presse (AFP), que os militares israelitas se aproximaram de um posto de observação, instalado em 10 de setembro em coordenação com os observadores que monitorizam o cessar-fogo entre as partes, e lançaram granadas atordoantes nas proximidades...

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Rússia está a recorrer a milhares de "estudantes" norte-coreanos para fabricar drones para a guerra... Relatório do MSMT afirma também que este programa de trabalho ilícito rendeu a Pyongyang entre 390 a 700 milhões de euros apenas em 2025

Por  CNN Portugal,  17/09/2026 

A Rússia está a empregar cidadãos norte-coreanos na produção de drones militares, avançou esta quarta-feira a Multilateral Sanctions Monitoring Team (MSMT), entidade criada para verificar a implementação de sanções contra a Coreia do Norte.

De acordo com o relatório do mecanismo, a Rússia "criou um regime de vistos de estudante para disfarçar os trabalhadores norte-coreanos na Rússia como estudantes”, numa clara violação das sanções internacionais.

A mesma fonte afirma que Moscovo e Pyongyang desenvolveram "um vasto ecossistema de atividades de evasão às sanções e de corrupção lideradas pelo Estado", incluindo "a utilização de vistos de estudante e de turista em vez de autorizações de trabalho, a adaptação da legislação russa para permitir que os titulares de vistos de estudante obtenham rendimentos, e o suborno de universidades russas".

Segundo o relatório, estima-se que o número de trabalhadores norte-coreanos ande entre os 15 mil e os 30 mil, sendo que a maioria estará a “fabricar drones militares para a Rússia em solo russo”.

O MSMT afirma também que este programa de trabalho ilícito rendeu a Pyongyang entre 390 a 700 milhões de euros apenas em 2025.

O país governado por Kim Jong-un reforçou os laços com a Rússia e apoiou-a no conflito na Ucrânia, enviando tropas e equipamento, recebendo, em troca, assistência tecnológica militar de Moscovo.

Em junho de 2024, os dois países assinaram o Tratado de Parceria Estratégica Abrangente, numa parceria que abrange fortemente o setor da defesa. O artigo 4.º do tratado requer a ambas as nações prestar assistência militar imediata e de outra natureza "com todos os meios" caso a outra parte seja alvo de uma invasão armada e se encontre em estado de guerra.

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Eurodeputados apontam Rússia como principal ameaça externa à UE... O Parlamento Europeu (PE) apontou a Rússia como a principal ameaça externa à UE, num relatório, hoje aprovado, em sessão plenária, das conclusões da Comissão Especial sobre o Escudo Europeu da Democracia.

© Lusa   15/09/2026 

Os eurodeputados validaram, com 420 votos a favor, 220 contra e 26 abstenções, o relatório sobre ingerência estrangeira que inclui recomendações para a defesa das instituições europeias.

O PE apoiou também a criação em curso do Centro Europeu da Resiliência Democrática, que ajudará a evitar a fragmentação dos esforços existentes, ligando as redes e estruturas existentes que já trabalham nas opções de prevenção, deteção, análise e resposta a padrões de ameaças no espaço de informação, ajudando cada uma delas a realizar todo o potencial e evitando duplicações.

Os eurodeputados consideraram que a participação deve ser obrigatória para todos os Estados-Membros e o controlo parlamentar deve estar assegurado.

O PE destacou ainda os ataques híbridos da Rússia a infraestruturas críticas, como ciberataques, sabotagem física, fogo posto, espionagem e interferência de sinais, também provenientes da Bielorrússia, da China, do Irão e da Coreia do Norte.

Os deputados querem alargar as sanções aos facilitadores de desinformação e a quem ajuda a contornar as sanções existentes.

A proteção da soberania da UE, o garante da integridade eleitoral e a liberdade dos meios de comunicação social são também abordados no texto votado.


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A presidente da Comissão Europeia classificou hoje como "imprudente e perigoso" o comportamento da Rússia, após incidentes com um navio de guerra russo junto à Dinamarca e um drone no espaço aéreo da Lituânia.

"Mais uma vez, a Europa acordou perante um comportamento russo imprudente e perigoso: um navio de guerra russo disparou sinalizadores de emergência perigosamente perto de um helicóptero dinamarquês e um drone entrou no espaço aéreo da Lituânia antes de ser destruído por caças da NATO", afirmou Ursula von der Leyen, numa publicação nas redes sociais...

Coreia do Norte promete apoio "inabalável" à Rússia em "guerra sagrada"... O líder norte‑coreano, Kim Jong Un, reafirmou o seu apoio "inabalável" à Rússia na "guerra sagrada" contra a Ucrânia, segundo uma carta enviada ao Presidente russo Vladimir Putin e divulgada por meios oficiais de Pyongyang.

© Lusa   15/09/2026 

"Convencido da vitória da Federação da Rússia na presente guerra sagrada para defender os interesses de segurança do país e a justiça internacional, prometo o meu apoio inabalável a ti, meu caro amigo, e ao povo russo irmão", escreveu Kim Jong Un na missiva, segundo a agência estatal KCNA.

"A minha vontade e a do Governo da República Popular Democrática da Coreia são firmes e sem sombra de dúvida desejamos alargar e aprofundar de forma abrangente o trabalho conjunto com a Federação da Rússia", acrescentou.

Moscovo e Pyongyang concluíram um acordo de defesa em 2024, e milhares de soldados norte‑coreanos participaram nos combates contra as forças ucranianas na região russa de Kursk entre 2024 e 2025.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou em agosto que a Coreia do Norte planeava voltar a enviar entre 30.000 e 50.000 soldados para território russo, sem especificar a origem dos números, e que forneceu mísseis balísticos ao exército russo.

A inteligência militar sul‑coreana disse posteriormente ter detetado preparativos para um novo envio, embora não considere que seja iminente, enquanto a influente irmã do líder norte‑coreano, Kim Yo‑jong, classificou como falsas as alegações de Kiev.

Seul estima que Pyongyang tenha enviado desde outubro de 2024 cerca de 15.000 soldados de combate e mais de 6.000 engenheiros e efetivos de construção para a Rússia.

Por seu lado, Kiev calculou no mês passado que cerca de 8.500 militares norte‑coreanos permaneciam destacados em território russo, sobretudo na região de Kursk.

Segundo as autoridades sul‑coreanas, a Coreia do Norte tem fornecido armas e equipamento militar à Rússia em troca de apoio económico e transferência de tecnologia de defesa.

O banco central sul‑coreano estimou em julho que a economia norte‑coreana cresceu mais de 3% em 2025, apontando como "motor importante" a cooperação com Moscovo, que fornece ao país divisas estrangeiras, tecnologias militares e significativas ajudas financeiras, energéticas e alimentares.

No início de setembro do ano passado os dois países inauguraram também a sua primeira ligação rodoviária, através de uma ponte sobre o rio Tumen, que marca a curta fronteira comum.


segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Coreia do Norte confirma lançamento de mísseis balísticos num "exercício de ataque"... A operação incluiu “novos sistemas de combate, como drones de ataque de vários tipos, mísseis de cruzeiro táticos, lançadores múltiplos de foguetes de grande calibre com pressão termobárica e mísseis balísticos táticos”

Por  Cnnportugal.iol.pt/Agência Lusa  14/09/2026  

A Coreia do Norte confirmou esta segunda-feira ter realizado um “exercício de ataque” que envolveu unidades de artilharia e o lançamento de mísseis balísticos, depois de a Coreia do Sul ter reportado vários projéteis norte-coreanos de curto alcance, na sequência do fim de exercícios militares realizados em conjunto com os Estados Unidos e o Japão.

A agência estatal de notícias norte-coreana KCNA indicou que, em 12 de setembro, sábado, teve lugar um “exercício conjunto de ataque com fogo de unidades de artilharia de longo alcance e mísseis, pertencentes a unidades combinadas de todos os níveis” do Exército do país asiático.

A operação incluiu “novos sistemas de combate, como drones de ataque de vários tipos, mísseis de cruzeiro táticos, lançadores múltiplos de foguetes de grande calibre com pressão termobárica e mísseis balísticos táticos”. “Todos os sistemas demonstraram o enorme poder destrutivo do fogo ao atingir os alvos com uma precisão de 100%”, acrescentou a KCNA.

A confirmação das autoridades norte-coreanas surge depois de o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul ter informado, no sábado, que detetou, por volta das 05:20 locais (20:20 GMT de sexta-feira), o lançamento de vários mísseis balísticos de curto alcance em direção ao Mar do Japão, a partir da cidade portuária de Wonsan, no leste do país.

No dia anterior, a Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão concluíram exercícios militares com a duração de cinco dias, que reuniram “forças marítimas, aéreas, médicas e cibernéticas dos três países para um treino destinado a melhorar a coordenação, otimizar a interoperabilidade e reforçar a preparação defensiva trilateral”.

Esta semana, o ministro da Defesa norte-coreano, Kim Song-gi, ameaçou adotar contramedidas em resposta aos exercícios “Freedom Edge”, acusando Washington de realizar exercícios militares de forma contínua, segundo declarações divulgadas pela agência estatal KCNA.

Os exercícios decorreram conforme previsto, apesar de a Coreia do Sul e os Estados Unidos terem reduzido, no mês passado, o seu exercício anual “Ulchi Freedom Shield”, num contexto marcado pelo interesse do presidente norte-americano, Donald Trump, em retomar o diálogo com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Rússia e Coreia do Norte inauguram primeira ligação por estrada... A Rússia e a Coreia do Norte, que partilham apenas 20 quilómetros de fronteira, inauguraram hoje uma ponte, primeira ligação por estrada entre os dois países.

© X/RadioSputnik    LUSA   07/09/2026 

O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, que participou na cerimónia por videoconferência, considerou esta nova ligação histórica e relacionou a nova infraestrutura com a necessidade de aumentar o potencial logístico e de transporte do Extremo Oriente russo.

A ponte, com pouco mais de um quilómetro de comprimento foi construída sobre o rio Tumannaya, na região de Primorsky Krai, na Rússia, cuja capital é Vladivostok.

Mishustin disse que até 300 veículos por dia vão poder atravessar a fronteira, no âmbito de um projeto iniciado em abril do ano passado, depois de ter recebido a aprovação de ambos os líderes, Vladimir Putin, da Rússia, e Kim Jong-un, da Coreia do Norte.

"As relações entre a Rússia e a Coreia do Norte encontram-se atualmente num nível sem precedentes de parceria estratégica. Os nossos países cooperam ativamente em praticamente todas as áreas e também coordenam esforços para garantir a segurança e a estabilidade regional", acrescentou.

A ponte recebeu o nome de Yakov Novichenko, um oficial do Exército Vermelho que, em 1946, salvou a vida a Kim Il-sung, fundador da República Popular Democrática da Coreia (nome oficial da Coreia do Norte), durante um ataque com granadas.

Até então, a única ligação terrestre entre os dois países era a ponte da Amizade, uma ligação ferroviária, levando os dois lados a afirmar que a nova estrada vai permitir o aumento do comércio e do turismo.

Em meados de julho, Putin recebeu a ministra dos Negócios Estrangeiros norte-coreana, Choe Son-hui, pela segunda vez em menos de um ano.

Durante esta visita, Putin expressou mais uma vez gratidão pela assistência militar da Coreia do Norte na campanha militar russa na Ucrânia, algo que, disse, a Rússia "nunca esquecerá".

Putin viajou para Pyongyang em meados de 2024 pela primeira vez em 25 anos para assinar um acordo que incluía uma cláusula de defesa mútua em caso de agressão.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Coreia do Norte terá enviado operadores de drones para apoiar Rússia na guerra na Ucrânia... Os novos contingentes não irão combater em território ucraniano, mas reforçarão as posições russas na retaguarda, libertando as forças de Moscovo para realizar ataques dentro do país vizinho.

Por  SIC Notícias/Lusa, 21 ago.2026 

A Coreia do Norte incluiu uma unidade de operadores de drones no mais recente envio de tropas para a Rússia, em apoio a Moscovo na guerra na Ucrânia, segundo fonte oficial dos serviços de informações militares de Kiev.

Em declarações à estação CNN, o vice-diretor da Inteligência de Defesa da Ucrânia, Vadim Skibitski, confirmou que o novo contingente, que elevaria o número total de militares norte-coreanos na Rússia para aproximadamente 8.500, está posicionado principalmente na região fronteiriça de Kursk.

O contingente inclui cerca de 1.000 engenheiros e especialistas em desativação de minas, além de cerca de 400 operadores de drones.

Skibitski indicou que estes últimos serão dedicados à operação de veículos aéreos não tripulados (UAV) destinados tanto ao reconhecimento como ao ataque a alvos dentro da Ucrânia.

O responsável sugeriu ainda que os novos contingentes não vão combater em território ucraniano, mas reforçarão as posições russas na retaguarda, libertando as forças de Moscovo para realizar ataques dentro do país vizinho.

A Ucrânia já tinha avisado que as forças norte-coreanas estavam a utilizar drones para atacar o seu território.

Putin pode ter pedido envio de 50 mil norte-coreanos

Skibitsky referiu ainda que os líderes russo e norte-coreano, Vladimir Putin e Kim Jong-un, respetivamente, se reuniriam em setembro e que Putin pode ter pedido a Pyongyang o envio de até 50 mil soldados adicionais, com base no acordo de aliança estratégica assinado pelos dois países em 2024, ao abrigo do qual o regime comunista de Pyongyang já enviou desde então milhares de soldados para combater a Ucrânia.

O vice-diretor de inteligência militar afirmou ainda que a Coreia do Norte enviou para a Rússia pelo menos 150 mísseis balísticos de curto alcance Hwasong-11A e Hwasong-11B e prometeu outros 120, dos quais 40 já foram entregues.

Estes mísseis táticos, já difíceis de intercetar devido à sua trajetória variável, estão a tornar-se cada vez mais desafiantes para abater, com Kiev a sofrer da falta de mísseis Patriot norte-americanos.

Os especialistas acreditam que Pyongyang está a utilizar estes dois sistemas contra a Ucrânia para melhorar a sua precisão e eficácia.

Skibitski destacou também que a Coreia do Norte enviou pessoal para participar em lançamentos de mísseis na região de Voronezh e que, em troca de toda a assistência que está a prestar na guerra, pediu a Moscovo a transferência do sistema de defesa aérea russo S-400. O país já recebeu um lançador de mísseis terra-ar Pantsir-1.


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O Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia considera que a série de desenhos animados “difunde um discurso pró-russo disfarçado de conteúdo infantil”.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Exercícios militares com EUA não pretendem "atacar Coreia do Norte"... A Presidência da Coreia do Sul garantiu hoje que os exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos não demonstram "qualquer intenção de atacar a Coreia do Norte ou de aumentar as tensões na península coreana".

© Getty Images  Por  LUSA  18/08/2026 

O objetivo fundamental dos exercícios anuais, que o líder norte-americano Donald Trump anunciou que iria reduzir, não é "tratar qualquer entidade específica como adversária, mas preservar, em segurança e paz, a vida quotidiana das pessoas", declarou o Presidente sul-coreano Lee Jae-myung.

O exercício conjunto, iniciado na segunda-feira e que vai decorrer até 27 de agosto, é um dos dois principais realizados anualmente pelas forças sul-coreanas e norte-americanas.

De acordo com um comunicado divulgado pela Presidência, Seul afirmou que as manobras começaram "como planeado" e manifestou esperança de que a relação pessoal entre Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un leve a um "diálogo construtivo" propício a negociações.

Na segunda-feira, Trump anunciou a redução da escala dos exercícios militares com a Coreia do Sul, decisão que justificou com a "muito boa relação" que disse manter com Kim.

"Dada a minha muito boa relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o facto de os Estados Unidos terem acordado há já muito tempo participar em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul", afirmou.

Os exercícios militares anuais "Escudo da Liberdade de Ulchi" normalmente envolvem 18 mil soldados sul-coreanos, bem como pessoal do contingente norte-americano de 28.500 soldados estacionado na Coreia do Sul.

O Presidente dos EUA disse que era "demasiado tarde para cancelar" os exercícios, pelo que ordenou ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, para "reduzir substancialmente" as manobras.

Trump considerou exercícios dispendiosos e acrescentou que enviavam "um sinal totalmente inadequado e hostil" à Coreia do Norte.

Também na segunda-feira, o chefe de Estado afirmou que Pyongyang respondeu às suas aberturas para iniciar um diálogo e considerou "muito positiva" a troca de mensagens com Pyongyang.

Questionado sobre o motivo pelo qual Kim não lhe tinha respondido publicamente após a mensagem que publicou no domingo nas redes sociais, o Presidente norte-americano disse que o líder norte-coreano "o fez", sem dar mais detalhes.

Sobre como estão a decorrer as trocas de mensagens, Trump limitou-se a acrescentar que são "muito positivas".

Durante o primeiro mandato (2017-2021), Trump reuniu-se três vezes com Kim para tentar chegar a um acordo sobre a desnuclearização da península coreana, mas abandonou as negociações de forma abrupta, por considerar insuficiente a oferta de Pyongyang.

Para favorecer o diálogo com Pyongyang, Trump chegou mesmo a ordenar na altura a suspensão dos exercícios militares de verão de Seul e Washington.