A apresentar mensagens correspondentes à consulta Coreia do Norte ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta Coreia do Norte ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Coreia do Norte promete apoio "inabalável" à Rússia em "guerra sagrada"... O líder norte‑coreano, Kim Jong Un, reafirmou o seu apoio "inabalável" à Rússia na "guerra sagrada" contra a Ucrânia, segundo uma carta enviada ao Presidente russo Vladimir Putin e divulgada por meios oficiais de Pyongyang.

© Lusa   15/09/2026 

"Convencido da vitória da Federação da Rússia na presente guerra sagrada para defender os interesses de segurança do país e a justiça internacional, prometo o meu apoio inabalável a ti, meu caro amigo, e ao povo russo irmão", escreveu Kim Jong Un na missiva, segundo a agência estatal KCNA.

"A minha vontade e a do Governo da República Popular Democrática da Coreia são firmes e sem sombra de dúvida desejamos alargar e aprofundar de forma abrangente o trabalho conjunto com a Federação da Rússia", acrescentou.

Moscovo e Pyongyang concluíram um acordo de defesa em 2024, e milhares de soldados norte‑coreanos participaram nos combates contra as forças ucranianas na região russa de Kursk entre 2024 e 2025.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou em agosto que a Coreia do Norte planeava voltar a enviar entre 30.000 e 50.000 soldados para território russo, sem especificar a origem dos números, e que forneceu mísseis balísticos ao exército russo.

A inteligência militar sul‑coreana disse posteriormente ter detetado preparativos para um novo envio, embora não considere que seja iminente, enquanto a influente irmã do líder norte‑coreano, Kim Yo‑jong, classificou como falsas as alegações de Kiev.

Seul estima que Pyongyang tenha enviado desde outubro de 2024 cerca de 15.000 soldados de combate e mais de 6.000 engenheiros e efetivos de construção para a Rússia.

Por seu lado, Kiev calculou no mês passado que cerca de 8.500 militares norte‑coreanos permaneciam destacados em território russo, sobretudo na região de Kursk.

Segundo as autoridades sul‑coreanas, a Coreia do Norte tem fornecido armas e equipamento militar à Rússia em troca de apoio económico e transferência de tecnologia de defesa.

O banco central sul‑coreano estimou em julho que a economia norte‑coreana cresceu mais de 3% em 2025, apontando como "motor importante" a cooperação com Moscovo, que fornece ao país divisas estrangeiras, tecnologias militares e significativas ajudas financeiras, energéticas e alimentares.

No início de setembro do ano passado os dois países inauguraram também a sua primeira ligação rodoviária, através de uma ponte sobre o rio Tumen, que marca a curta fronteira comum.


segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Coreia do Norte confirma lançamento de mísseis balísticos num "exercício de ataque"... A operação incluiu “novos sistemas de combate, como drones de ataque de vários tipos, mísseis de cruzeiro táticos, lançadores múltiplos de foguetes de grande calibre com pressão termobárica e mísseis balísticos táticos”

Por  Cnnportugal.iol.pt/Agência Lusa  14/09/2026  

A Coreia do Norte confirmou esta segunda-feira ter realizado um “exercício de ataque” que envolveu unidades de artilharia e o lançamento de mísseis balísticos, depois de a Coreia do Sul ter reportado vários projéteis norte-coreanos de curto alcance, na sequência do fim de exercícios militares realizados em conjunto com os Estados Unidos e o Japão.

A agência estatal de notícias norte-coreana KCNA indicou que, em 12 de setembro, sábado, teve lugar um “exercício conjunto de ataque com fogo de unidades de artilharia de longo alcance e mísseis, pertencentes a unidades combinadas de todos os níveis” do Exército do país asiático.

A operação incluiu “novos sistemas de combate, como drones de ataque de vários tipos, mísseis de cruzeiro táticos, lançadores múltiplos de foguetes de grande calibre com pressão termobárica e mísseis balísticos táticos”. “Todos os sistemas demonstraram o enorme poder destrutivo do fogo ao atingir os alvos com uma precisão de 100%”, acrescentou a KCNA.

A confirmação das autoridades norte-coreanas surge depois de o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul ter informado, no sábado, que detetou, por volta das 05:20 locais (20:20 GMT de sexta-feira), o lançamento de vários mísseis balísticos de curto alcance em direção ao Mar do Japão, a partir da cidade portuária de Wonsan, no leste do país.

No dia anterior, a Coreia do Sul, os Estados Unidos e o Japão concluíram exercícios militares com a duração de cinco dias, que reuniram “forças marítimas, aéreas, médicas e cibernéticas dos três países para um treino destinado a melhorar a coordenação, otimizar a interoperabilidade e reforçar a preparação defensiva trilateral”.

Esta semana, o ministro da Defesa norte-coreano, Kim Song-gi, ameaçou adotar contramedidas em resposta aos exercícios “Freedom Edge”, acusando Washington de realizar exercícios militares de forma contínua, segundo declarações divulgadas pela agência estatal KCNA.

Os exercícios decorreram conforme previsto, apesar de a Coreia do Sul e os Estados Unidos terem reduzido, no mês passado, o seu exercício anual “Ulchi Freedom Shield”, num contexto marcado pelo interesse do presidente norte-americano, Donald Trump, em retomar o diálogo com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Rússia e Coreia do Norte inauguram primeira ligação por estrada... A Rússia e a Coreia do Norte, que partilham apenas 20 quilómetros de fronteira, inauguraram hoje uma ponte, primeira ligação por estrada entre os dois países.

© X/RadioSputnik    LUSA   07/09/2026 

O primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, que participou na cerimónia por videoconferência, considerou esta nova ligação histórica e relacionou a nova infraestrutura com a necessidade de aumentar o potencial logístico e de transporte do Extremo Oriente russo.

A ponte, com pouco mais de um quilómetro de comprimento foi construída sobre o rio Tumannaya, na região de Primorsky Krai, na Rússia, cuja capital é Vladivostok.

Mishustin disse que até 300 veículos por dia vão poder atravessar a fronteira, no âmbito de um projeto iniciado em abril do ano passado, depois de ter recebido a aprovação de ambos os líderes, Vladimir Putin, da Rússia, e Kim Jong-un, da Coreia do Norte.

"As relações entre a Rússia e a Coreia do Norte encontram-se atualmente num nível sem precedentes de parceria estratégica. Os nossos países cooperam ativamente em praticamente todas as áreas e também coordenam esforços para garantir a segurança e a estabilidade regional", acrescentou.

A ponte recebeu o nome de Yakov Novichenko, um oficial do Exército Vermelho que, em 1946, salvou a vida a Kim Il-sung, fundador da República Popular Democrática da Coreia (nome oficial da Coreia do Norte), durante um ataque com granadas.

Até então, a única ligação terrestre entre os dois países era a ponte da Amizade, uma ligação ferroviária, levando os dois lados a afirmar que a nova estrada vai permitir o aumento do comércio e do turismo.

Em meados de julho, Putin recebeu a ministra dos Negócios Estrangeiros norte-coreana, Choe Son-hui, pela segunda vez em menos de um ano.

Durante esta visita, Putin expressou mais uma vez gratidão pela assistência militar da Coreia do Norte na campanha militar russa na Ucrânia, algo que, disse, a Rússia "nunca esquecerá".

Putin viajou para Pyongyang em meados de 2024 pela primeira vez em 25 anos para assinar um acordo que incluía uma cláusula de defesa mútua em caso de agressão.

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Coreia do Norte terá enviado operadores de drones para apoiar Rússia na guerra na Ucrânia... Os novos contingentes não irão combater em território ucraniano, mas reforçarão as posições russas na retaguarda, libertando as forças de Moscovo para realizar ataques dentro do país vizinho.

Por  SIC Notícias/Lusa, 21 ago.2026 

A Coreia do Norte incluiu uma unidade de operadores de drones no mais recente envio de tropas para a Rússia, em apoio a Moscovo na guerra na Ucrânia, segundo fonte oficial dos serviços de informações militares de Kiev.

Em declarações à estação CNN, o vice-diretor da Inteligência de Defesa da Ucrânia, Vadim Skibitski, confirmou que o novo contingente, que elevaria o número total de militares norte-coreanos na Rússia para aproximadamente 8.500, está posicionado principalmente na região fronteiriça de Kursk.

O contingente inclui cerca de 1.000 engenheiros e especialistas em desativação de minas, além de cerca de 400 operadores de drones.

Skibitski indicou que estes últimos serão dedicados à operação de veículos aéreos não tripulados (UAV) destinados tanto ao reconhecimento como ao ataque a alvos dentro da Ucrânia.

O responsável sugeriu ainda que os novos contingentes não vão combater em território ucraniano, mas reforçarão as posições russas na retaguarda, libertando as forças de Moscovo para realizar ataques dentro do país vizinho.

A Ucrânia já tinha avisado que as forças norte-coreanas estavam a utilizar drones para atacar o seu território.

Putin pode ter pedido envio de 50 mil norte-coreanos

Skibitsky referiu ainda que os líderes russo e norte-coreano, Vladimir Putin e Kim Jong-un, respetivamente, se reuniriam em setembro e que Putin pode ter pedido a Pyongyang o envio de até 50 mil soldados adicionais, com base no acordo de aliança estratégica assinado pelos dois países em 2024, ao abrigo do qual o regime comunista de Pyongyang já enviou desde então milhares de soldados para combater a Ucrânia.

O vice-diretor de inteligência militar afirmou ainda que a Coreia do Norte enviou para a Rússia pelo menos 150 mísseis balísticos de curto alcance Hwasong-11A e Hwasong-11B e prometeu outros 120, dos quais 40 já foram entregues.

Estes mísseis táticos, já difíceis de intercetar devido à sua trajetória variável, estão a tornar-se cada vez mais desafiantes para abater, com Kiev a sofrer da falta de mísseis Patriot norte-americanos.

Os especialistas acreditam que Pyongyang está a utilizar estes dois sistemas contra a Ucrânia para melhorar a sua precisão e eficácia.

Skibitski destacou também que a Coreia do Norte enviou pessoal para participar em lançamentos de mísseis na região de Voronezh e que, em troca de toda a assistência que está a prestar na guerra, pediu a Moscovo a transferência do sistema de defesa aérea russo S-400. O país já recebeu um lançador de mísseis terra-ar Pantsir-1.


Leia Também: Ucrânia proíbe transmissão de “Masha e o Urso” por considerar série russa uma ameaça à segurança nacional

O Conselho de Segurança e Defesa Nacional da Ucrânia considera que a série de desenhos animados “difunde um discurso pró-russo disfarçado de conteúdo infantil”.

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Exercícios militares com EUA não pretendem "atacar Coreia do Norte"... A Presidência da Coreia do Sul garantiu hoje que os exercícios militares conjuntos com os Estados Unidos não demonstram "qualquer intenção de atacar a Coreia do Norte ou de aumentar as tensões na península coreana".

© Getty Images  Por  LUSA  18/08/2026 

O objetivo fundamental dos exercícios anuais, que o líder norte-americano Donald Trump anunciou que iria reduzir, não é "tratar qualquer entidade específica como adversária, mas preservar, em segurança e paz, a vida quotidiana das pessoas", declarou o Presidente sul-coreano Lee Jae-myung.

O exercício conjunto, iniciado na segunda-feira e que vai decorrer até 27 de agosto, é um dos dois principais realizados anualmente pelas forças sul-coreanas e norte-americanas.

De acordo com um comunicado divulgado pela Presidência, Seul afirmou que as manobras começaram "como planeado" e manifestou esperança de que a relação pessoal entre Trump e o líder norte-coreano Kim Jong-un leve a um "diálogo construtivo" propício a negociações.

Na segunda-feira, Trump anunciou a redução da escala dos exercícios militares com a Coreia do Sul, decisão que justificou com a "muito boa relação" que disse manter com Kim.

"Dada a minha muito boa relação com Kim Jong-un, da Coreia do Norte, não estou satisfeito com o facto de os Estados Unidos terem acordado há já muito tempo participar em exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul", afirmou.

Os exercícios militares anuais "Escudo da Liberdade de Ulchi" normalmente envolvem 18 mil soldados sul-coreanos, bem como pessoal do contingente norte-americano de 28.500 soldados estacionado na Coreia do Sul.

O Presidente dos EUA disse que era "demasiado tarde para cancelar" os exercícios, pelo que ordenou ao secretário da Defesa, Pete Hegseth, para "reduzir substancialmente" as manobras.

Trump considerou exercícios dispendiosos e acrescentou que enviavam "um sinal totalmente inadequado e hostil" à Coreia do Norte.

Também na segunda-feira, o chefe de Estado afirmou que Pyongyang respondeu às suas aberturas para iniciar um diálogo e considerou "muito positiva" a troca de mensagens com Pyongyang.

Questionado sobre o motivo pelo qual Kim não lhe tinha respondido publicamente após a mensagem que publicou no domingo nas redes sociais, o Presidente norte-americano disse que o líder norte-coreano "o fez", sem dar mais detalhes.

Sobre como estão a decorrer as trocas de mensagens, Trump limitou-se a acrescentar que são "muito positivas".

Durante o primeiro mandato (2017-2021), Trump reuniu-se três vezes com Kim para tentar chegar a um acordo sobre a desnuclearização da península coreana, mas abandonou as negociações de forma abrupta, por considerar insuficiente a oferta de Pyongyang.

Para favorecer o diálogo com Pyongyang, Trump chegou mesmo a ordenar na altura a suspensão dos exercícios militares de verão de Seul e Washington.


DONALD TRUMP manda calar repórter da CNN que lhe perguntou sobre Coreia do Norte... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mandou calar esta segunda-feira, por várias vezes, a correspondente da CNN na Casa Branca, Kristen Holmes, quando a jornalista o questionou sobre contactos recentes com o líder da Coreia do Norte.

© cnn    Por  LUSA  18/08/2026 

Trump interrompeu Holmes enquanto esta formulava perguntas sobre contactos com Kim Jong-un, e sobre a decisão de reduzir a escala das manobras militares entre Washington e Seul, classificando-a como "barulhenta" e "buliçosa", além de a acusar de fazer "notícias falsas".

A repórter tentava saber por que razão Kim não se tinha pronunciado publicamente sobre o anúncio de Trump de reduzir os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

Perante a insistência da jornalista, o chefe de Estado assegurou que Kim respondeu às mensagens que lhe enviou e que os intercâmbios entre ambos estão a ser "muito positivos", embora não tenha dado detalhes sobre o conteúdo dessas comunicações.

Trump voltou a defender a decisão de reduzir as manobras militares e sustentou que tal tornará a península coreana um lugar "mais seguro".

O episódio ocorreu durante um encontro com jornalistas na Sala Oval, onde Trump já protagonizou outros confrontos com membros da imprensa quando as perguntas não lhe agradam. Desta vez, os reparos foram dirigidos especificamente contra Holmes, que procurava obter mais informações sobre o seu novo entendimento com Pyongyang.

No domingo, Trump tinha anunciado nas redes sociais que o Pentágono reduzirá a escala dos exercícios militares entre os EUA e a Coreia do Sul porque, na sua opinião, essas manobras enviam uma mensagem inadequada à Coreia do Norte, país que considerou "respeitoso" durante os seus mandatos.

O Presidente reiterou esta segunda-feira a decisão e afirmou que Kim sempre o "tratou com respeito" e que ambos se entendem bem.

Trump reuniu-se em três ocasiões com Kim durante o primeiro mandato (2017-2021), numa tentativa de alcançar um acordo para a desnuclearização da península coreana. As negociações terminaram sem acordo, depois de Trump considerar insuficiente a proposta de Pyongyang, que posteriormente estreitou laços com a Rússia.

Este novo entendimento surge ainda num contexto de tensão entre Washington e Seul. Trump afirmou no domingo e voltou a sublinhar esta segunda-feira que a Coreia do Sul se recusou a apoiar os EUA na guerra para "desnuclearizar" o Irão e acusou o Governo de Joe Biden de ter reduzido o aumento da contribuição sul-coreana para o gasto militar partilhado.

Questionado sobre quem considera que a sua política o aproxima mais da Coreia do Norte do que dos aliados tradicionais, Trump respondeu que a sua estratégia torna a península coreana um lugar "mais seguro".

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Trump diz que troca de mensagens com Kim Jong-un foi "muito positiva"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, respondeu às suas aberturas para iniciar um diálogo e considerou "muito positiva" a troca de mensagens com Pyongyang.

SMIALOWSKI/AFP via Getty Images    Por  LUSA  17/08/2026 

Questionado na Sala Oval da Casa Branca sobre o motivo pelo qual Kim não lhe tinha respondido publicamente após a mensagem que publicou no domingo nas redes sociais, o presidente norte-americano disse que o líder norte-coreano "o fez", sem dar mais detalhes.

Sobre como estão a decorrer as trocas de mensagens, Trump limitou-se a acrescentar que são "muito positivas".

Durante o seu primeiro mandato (2017-2021), Trump reuniu-se três vezes com Kim para tentar chegar a um acordo sobre a desnuclearização da península coreana, mas abandonou as negociações de forma abrupta, por considerar insuficiente a oferta de Pyongyang, o que, segundo os especialistas, pode ter aumentado a desconfiança do regime norte-coreano, agora muito próximo da Rússia.

Para favorecer o diálogo com Pyongyang, Trump chegou mesmo a ordenar na altura a suspensão dos exercícios militares de verão de Seul e Washington.

No domingo, afirmou nas redes sociais que Seul se tinha recusado a apoiar Washington na sua guerra para "desnuclearizar" o Irão, algo que voltou a salientar hoje.

O Presidente norte-americano afirmou também que Seul conseguiu convencer a Administração de Joe Biden (que o sucedeu entre 2021 e 2025, após o seu primeiro mandato) a reduzir o aumento da sua contribuição para as despesas militares partilhadas entre ambos os aliados.

"Convenceram Biden de que eu provavelmente era uma má pessoa, e não deviam ter feito isso", afirmou Trump.

Questionado sobre as acusações de que, sob o seu governo, Washington se mostra mais próximo de países como a Coreia do Norte - tecnicamente ainda em guerra com os Estados Unidos e a Coreia do Sul - do que dos seus aliados tradicionais, Trump defendeu que a sua decisão torna a península coreana um local "mais seguro" e que Kim sempre o "tratou com respeito" e o compreende bem.


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Zelensky acusa Rússia de usar mísseis balísticos da Coreia do Norte... A cidade de Zaporijia, que tinha uma população de mais de 700 mil habitantes antes da guerra, foi alvo de um ataque "massivo" que fez pelo menos seis mortos e 19 feridos, segundo o governador regional Ivan Fedorov.

 
Por  SIC Notícias    11/08/2026 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que as Forças Armadas russas usaram "mísseis balísticos norte-coreanos" para atacar a cidade de Zaporijia, no sul da Ucrânia, matando pelo menos seis pessoas durante à noite.

"A cidade foi atingida por mísseis balísticos norte-coreanos, com mísseis Zircon [russos] e bombas aéreas guiadas", disse Zelensky na rede social X, denunciando um "ataque brutal planeado para causar o máximo de danos".

A cidade de Zaporijia, que tinha uma população de mais de 700 mil habitantes antes da guerra, foi alvo de um ataque "massivo" que fez pelo menos seis mortos e 19 feridos, segundo o governador regional Ivan Fedorov.

A Coreia do Norte é aliada da Rússia e as relações entre os dois países têm-se reforçado desde o início da invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2022.

Moscovo e Pyongyang concluíram um acordo de defesa em 2024, e milhares de soldados norte-coreanos participaram nos combates contra as forças ucranianas na região russa de Kursk, entre 2024 e 2025. A Ucrânia já acusou a Rússia de utilizar armas fabricadas na Coreia do Norte.

Texto: LUSA


Leia Também:  Rússia confirma ataques a centros e fábricas em Kyiv e Zaporijia

As forças russas atacaram centros logísticos, armazéns e empresas industriais em Kyiv, capital da Ucrânia, e Zaporijia, capital da região parcialmente ocupada pela Rússia, com mísseis de alta precisão durante à noite, confirmou hoje o Ministério da Defesa russo.

Ataques russos causam cinco mortos em Zaporijia, explosões em Kyiv... Um ataque russo durante a madrugada de hoje contra Zaporijia, no sudeste da Ucrânia, fez pelo menos cinco mortos e 20 feridos, disseram as autoridades, enquanto em Kyiv foram ouvidas explosões, após um alerta de mísseis.

© Getty Images    Por   LUSA  11/08/2026 

"Cinco pessoas foram mortas e outras 20 ficaram feridas: infelizmente, o número de mortos continua a subir após o ataque inimigo a Zaporijia", escreveu o chefe da administração militar regional. 

A mensagem de Ivan Fedorov, publicada na plataforma Telegram, é acompanhada de uma foto de um automóvel completamente destruído pelas chamas.

As forças russas "atacaram instalações industriais e infraestruturas", tinha indicado Fedorov, numa mensagem publicada horas antes.

Mais a norte, em Kyiv, uma série de explosões foi ouvida hoje, pouco depois da meia-noite (22:00 de segunda-feira em Lisboa), depois de as autoridades ucranianas terem alertado que vários mísseis se aproximavam.

Pelo menos uma pessoa ficou ferida, informou a administração militar da capital ucraniana, sem adiantar mais pormenores.

O presidente da câmara, Vitali Klitschko, afirmou nas redes sociais que Kyiv estava a ser visada por mísseis balísticos russos, antes de o alerta de ataque aéreo ter sido levantado.

Segundo Klitschko, os serviços de emergência foram enviados para o distrito de Shevchenko, no centro da cidade, sem adiantar mais pormenores.

As sirenes de alerta aéreo começaram a soar pouco antes de se ouvirem fortes explosões na capital.

Na região de Kharkiv (nordeste), em Zlatopil, um ataque russo danificou infraestruturas civis e feriu pelo menos uma pessoa, informou o presidente da câmara, Mykola Baksheev.

Na segunda-feira, um ataque aéreo russo causou a morte de pelo menos cinco pessoas na região de Kharkiv, anunciaram as autoridades locais.

Do outro lado do conflito, na Rússia, pelo menos 12 pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas na região do Tartaristão, no centro do país, atacada por drones ucranianos, anunciaram as autoridades russas.

Também na segunda-feira, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que a Rússia vai reforçar-se com tropas da Coreia do Norte, que também terá fornecido a Moscovo mais mísseis balísticos. 

O regime de Vladimir Putin "está a preparar-se para enviar um contingente adicional de norte-coreanos para o seu território. Receberam - acreditem - mísseis balísticos adicionais da Coreia do Norte", declarou Zelensky no seu discurso diário. 

"Esta é a primeira vez que eles [forças russas] não podem travar uma guerra sem reforços da Coreia do Norte", acrescentou o Presidente ucraniano.

Zelensky exortou o Japão e a Coreia do Sul, rivais do regime norte-coreano, a prestarem assistência a Kyiv na defesa aérea, considerando-a necessária para conter o crescente poder de Pyongyang, alimentado pela experiência adquirida no apoio a Moscovo. 


segunda-feira, 10 de agosto de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia vai receber mais soldados e mísseis norte-coreanos, diz Zelensky ... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que a Rússia vai reforçar-se com tropas da Coreia do Norte, que também terá fornecido a Moscovo mais mísseis balísticos.

© Lusa   10/08/2026 

O regime de Vladimir Putin "está a preparar-se para enviar um contingente adicional de norte-coreanos para o seu território. Receberam - acreditem - mísseis balísticos adicionais da Coreia do Norte", declarou Zelensky no seu discurso diário. 

"Esta é a primeira vez que eles (forças russas) não podem travar uma guerra sem reforços da Coreia do Norte", acrescentou o Presidente ucraniano.

Zelensky exortou o Japão e a Coreia do Sul, rivais do regime norte-coreano, a prestarem assistência a Kyiv na defesa aérea, considerando-a necessária para conter o crescente poder de Pyongyang, alimentado pela experiência adquirida no apoio a Moscovo. 

No passado fim de semana, Zelensky afirmou que tinha sido tomada uma decisão relativamente ao destacamento em solo russo de 30.000 a 50.000 soldados norte-coreanos.  

Pyongyang tornou-se um dos parceiros militares mais próximos da Rússia desde que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, apoiou a invasão russa da Ucrânia em fevereiro de 2022, culpando a "política hegemónica" dos Estados Unidos e dos países ocidentais.

Nas Cimeiras Putin-Kim de 2023 e 2024 foi elevada a cooperação bilateral a novos patamares. A viagem de uma semana de Kim à Rússia em 2023 foi o seu primeiro encontro com um líder estrangeiro desde 2019. 

Em junho de 2024, Putin deslocou-se a Pyongyang --- a sua primeira visita à Coreia do Norte em quase um quarto de século --- e assinou com Kim o Tratado de Parceria Estratégica Abrangente, formalizando uma aliança militar entre dois Estados nucleares. O tratado inclui disposições de assistência militar mútua, violando diretamente as sanções do Conselho de Segurança da ONU relativamente a Pyongyang. 

Nos dois anos seguintes ao pacto, tropas norte-coreanas combateram ao lado das forças russas na guerra contra a Ucrânia, e mísseis e munições de artilharia fabricados por Pyongyang chegaram à frente de batalha para alimentar a máquina de guerra russa.

No início de 2026, serviços de informações sul-coreanos estimaram que cerca de 6.000 soldados norte-coreanos, mais de um terço dos destacados em território russo, tinham morrido ou ficado feridos nos combates. 

A Rússia começou a usar mísseis balísticos de curto alcance KN-23 norte-coreanos contra a Ucrânia no final de 2023, tendo desde então ajudado a melhorar a sobrevivência e precisão do sistema.

Ao abrigo do tratado de junho de 2024, mais de 30.000 trabalhadores norte-coreanos estão atualmente destacados na Rússia. 

Em contrapartida pelo apoio militar e civil prestado, um veto russo em 2024 no Conselho de Segurança - com a China a abster-se - acabou efetivamente com o principal mecanismo multilateral de aplicação das sanções à Coreia do Norte, o painel de peritos da ONU. 

Com apoio dos parceiros europeus, a Ucrânia tem conseguido atingir áreas do território russo a milhares de quilómetros da linha da frente, e a sofisticação tecnológica de Kyiv no campo dos drones aumentou de forma expressiva no último ano. 

Em junho passado, Zelensky, anunciou uma campanha de 40 dias para intensificar os ataques com drones em território russo. 


Leia Também: Trump assegura que relação com Netanyahu "é boa" apesar de divergências

O presidente dos Estados Unidos assegurou que a sua relação com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, continua "muito boa", apesar das divergências em relação a Gaza. Israel, recorde-se, recusou o plano proposto pelos EUA que já havia sido aceite pelo Hamas para o seu desarmamento.

sábado, 8 de agosto de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Zelensky pede cooperação a Seul para repelir ataques de norte-coreanos... O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu à Coreia do Sul mais cooperação, especialmente através da entrega de sistemas de defesa aérea, para tentar repelir ataques de militares e mísseis norte-coreanos às forças ucranianas.

© Benjamin Girette/Bloomberg via Getty Images      Por LUSA   08/08/2026 

Zelensky vem dizendo há semanas que a Rússia prepara o iminente envio de "entre 30.000 e 50.000 norte-coreanos" para participar de alguma forma numa "guerra moderna".

"É para nós evidente que a Coreia do Norte continuará a acumular experiência em guerra moderna, recebendo licenças da Rússia e obtendo todo o tipo de ferramentas militares dos russos", afirmou Zelensky numa entrevista à agência ucraniana Ukrinform.

Zelensky também argumentou que já existem mísseis norte-coreanos na Rússia apontados ao seu país, e pediu ao Governo de Seul "uma cooperação mais estreita" com o seu país, através da entrega de sistemas de defesa aérea, de que as forças ucranianas têm falta.

Além disso, o Presidente da Ucrânia sugeriu à Coreia do Sul que pondere a possibilidade de impor uma moratória constitucional para facilitar a entrega de drones à Ucrânia, apesar das restrições impostas pela Carta Magna do país.

"Eles têm uma restrição legal na sua Constituição, mas gostaríamos de ter esta cooperação e contamos com ela. Os nossos diplomatas estão em contacto", referiu.

“Há liberdade”: porque é que as mulheres asiáticas estão a deixar os maridos aos 50 e 60 anos

Por Cnnportugal.iol.pt, 08/08/2026

Cada vez mais mulheres asiáticas estão a divorciar-se aos 50 e 60 anos, depois de décadas em casamentos infelizes. Para muitas, a separação não representa um fracasso, mas liberdade e a oportunidade de recomeçar

Eiko Toyama esperou 32 anos para deixar o marido.

Ao longo do casamento, contou, foi ela quem tratou de todas as tarefas domésticas e dos filhos na casa da família, no Japão, além de contribuir financeiramente para o sustento familiar. O marido “queria controlar tudo”, desde a sua vida social às ambições profissionais, fazendo-a sentir-se presa e infeliz. Ainda assim, aguentou pelo bem dos dois filhos.

Isso mudou finalmente quando fez 60 anos. Os filhos, já adultos, deixaram de precisar dela, e o marido estava saudável - ainda não era suficientemente idoso para precisar de alguém que cuidasse dele. Era uma preciosa janela de oportunidade, e ela aproveitou-a.

“Não senti nada além de felicidade depois do divórcio. Foi a única emoção que senti”, afirmou. “Estava tão feliz que me apetecia correr por todo o lado.”

Histórias como a sua são cada vez mais comuns em todo o mundo, à medida que o número de “divórcios grisalhos” - separações entre casais com 50 ou mais anos - aumenta todos os anos. A tendência tem sido observada em países como os Estados Unidos e noutras partes do mundo, mas ganha um significado particular na Ásia, onde, em geral, as pessoas vivem mais tempo.

Muitos lugares, como a Coreia do Sul, o Japão, Hong Kong, Taiwan e a China continental, enfrentam crises demográficas, à medida que as taxas de natalidade diminuem e as populações idosas aumentam.

O aumento dos divórcios na terceira idade também é frequentemente impulsionado pelas mulheres - que, por muito tempo, enfrentaram normas de género restritivas em sociedades asiáticas conservadoras, bem como barreiras legais, financeiras e sociais à procura do divórcio. Esse cenário está agora a mudar; no Japão, por exemplo, entre os casais que se separaram após décadas de casamento, em 2024 houve o dobro de mulheres a pedir o divórcio do que homens.

Isto poderá transformar a realidade da população idosa da Ásia na próxima década: mais pessoas a viver sozinhas e a precisar de maior apoio social, como previram os especialistas - mas, talvez, também mais capacitadas para seguir o seu próprio caminho.

Para mulheres como Toyama, que cresceram nas décadas de 1960 e 1970, o divórcio era pouco comum - e frequentemente recebido com julgamentos e vergonha.

Naquela época, para uma mulher, “divorciar-se era uma espécie de fim da vida”, afirmou Sangyoub Park, professor associado de Sociologia na Universidade Washburn, no Kansas, que escreveu em 2023 um artigo sobre divórcios numa fase tardia da vida na Coreia do Sul.

Isso começou a mudar na segunda metade do século XX, à medida que mais mulheres entraram no mercado de trabalho e prosseguiram estudos superiores. Os divórcios entre os idosos têm aumentado de forma constante - sobretudo desde que a Geração X começou a chegar aos 50 anos na última década, afirmou Park.

Trata-se de um grupo demográfico importante: nascida entre 1965 e 1980, a Geração X foi a primeira a crescer numa Ásia em processo de globalização, a ver televisão e filmes norte-americanos. Através da cultura popular, absorveu também valores norte-americanos, como dar prioridade às “escolhas pessoais em vez das obrigações familiares”, o que - somado a fatores económicos mais amplos - contribuiu para uma mudança gradual das atitudes em relação ao divórcio, explicou Park.

Idosos caminham por um parque em Xangai, na China, a 10 de abril de 2021. (Qilai Shen/Bloomberg/Getty Images)

Isso reflete-se nos dados da região. Na Coreia do Sul, no ano passado, o número de divórcios entre casais que estavam casados há pelo menos 30 anos ultrapassou, pela primeira vez, o de casais mais jovens, casados há menos de cinco anos.

Taiwan também registou um aumento dos divórcios entre casais juntos há muitos anos, segundo dados oficiais. Em Hong Kong, vários escritórios de advogados descreveram um aumento dos divórcios na terceira idade e, na China continental, o número de divórcios entre idosos duplicou nos últimos 30 anos.

Parte deste fenómeno poderá ser demográfica: uma sociedade envelhecida tem um grupo maior de pessoas mais velhas e, por isso, terá também mais divórcios entre idosos. Atualmente, os jovens casam-se menos, pelo que os seus divórcios também são menos numerosos.

Mas as reformas jurídicas também fizeram uma enorme diferença, criando redes de proteção para mulheres que anteriormente dependiam dos rendimentos dos maridos.

Idosos sentados num banco circular em redor de uma grande árvore, numa praça pública, em Chongqing, na China, a 27 de janeiro de 2026. (Cheng Xin/Getty Images)

Por exemplo, em 2014, a Coreia do Sul decidiu que as futuras pensões e indemnizações de cessação do contrato de trabalho poderiam ser incluídas na divisão de bens. Isso significa que, se uma dona de casa tratou de todo o trabalho doméstico e dos filhos durante o casamento, permitindo assim que o marido trabalhasse, tem direito a parte da pensão de velhice dele depois do divórcio. O Japão introduziu uma reforma semelhante em 2007.

Estas medidas são especialmente importantes, tendo em conta a elevada taxa de pobreza entre os idosos na Ásia. Entre os países da OCDE, a Coreia do Sul apresenta a taxa de pobreza mais elevada entre as pessoas com mais de 65 anos; Hong Kong, que não é membro da OCDE, apresenta valores igualmente elevados. Embora o Japão esteja ligeiramente abaixo, continua acima da média mundial.

E, apesar destas reformas, continuam a existir profundas desigualdades de género.

“Para as mulheres em particular, a principal razão pela qual não conseguem divorciar-se é a incapacidade de serem financeiramente independentes”, afirmou Toyama, apontando para os salários mais baixos das mulheres no Japão. “Quando uma mulher se torna dona de casa a tempo inteiro, é muito difícil deixar o marido e tornar-se independente.”

“Os meus dois filhos são rapazes, mas, se tivesse uma filha, dir-lhe-ia constantemente: ‘Aconteça o que acontecer, nunca deixes o teu emprego’”, acrescentou.

O maior fator comum em toda a Ásia é a longevidade, afirmou Park - e a forma como as pessoas encaram de maneira diferente a fase final das suas vidas.

“Ter mais 20 ou 30 anos cria novas expectativas”, com as pessoas mais “dispostas a abandonar um casamento infeliz e insatisfatório”, afirmou. O divórcio “já não é um fracasso - pelo contrário, é algo novo. É o início de um novo capítulo”.

Iman Lau, de 50 anos, viveu esse renascimento em primeira mão. Ao crescer em Hong Kong, as suas expectativas em relação ao casamento não eram propriamente inspiradoras: os cônjuges comem juntos, fazem atividades juntos e partilham vidas pacificamente monótonas, pensava. “É simplesmente assim que o casamento é.”

Essa mentalidade manteve-se mesmo durante anos de infidelidade por parte do marido. Perguntava-se se teria feito algo de errado, se não seria suficientemente boa. No fim, foi ele quem deu início ao divórcio, apesar dos apelos dela para continuarem juntos; chegou mesmo a compará-la a um pássaro que se recusava a sair de uma gaiola aberta.

Iman Lau, de 50 anos, posa para uma fotografia no seu apartamento, em Hong Kong. (Noemi Cassanelli/CNN)

“Sou uma mulher bastante tradicional”, afirmou. “Em toda a minha vida, nunca pensei que me fosse divorciar.”

Foi um choque, como se tivesse perdido um membro ou um órgão. Mas também a fez perceber que, algures durante aquele casamento de 14 anos, tinha perdido o sentido de quem era, negligenciando os amigos e os seus interesses para simplesmente “girar à volta dele”, afirmou.

Prometeu mudar isso este ano, depois de concluir o divórcio, e lançou-se ao mundo com uma energia determinada. Juntou-se a grupos de encontros online e fez novos amigos. Descobriu uma paixão por atividades ao ar livre, como caminhadas, natação, canoagem e snorkeling. Está a aprender a tocar piano e adora jazz.

Depois de viajar pela Europa, imprimiu e pendurou fotografias das férias no apartamento; é a sua “parede da felicidade”, que lhe recorda a alegria que sentiu ao percorrer a Sicília e ao acampar na Geórgia.

“Não sabia que a vida sozinha podia ser tão extraordinária”, afirmou.

Toyama iniciou uma viagem semelhante, descrevendo-se, aos 63 anos, como alguém “cheia de vida”.

Começou a fazer transmissões em direto no TikTok e criou uma conta numa aplicação de mensagens para dar conselhos às pessoas que lhe telefonam e enviam mensagens todas as semanas. Está a trabalhar no lançamento de novos negócios, incluindo uma agência de casamentos e uma empresa de eventos ao vivo.

Depois do divórcio, Eiko Toyama começou a fazer transmissões em direto no TikTok. (Yumi Asada/CNN)

“Durante 32 anos, não pude fazer nada, mas agora finalmente estou no terceiro ano em que posso fazer tudo o que quiser”, afirmou. O processo não foi fácil, mas quaisquer desafios que enfrente agora continuam a ser “muito melhores do que a ansiedade de estar com o meu ex-marido”, afirmou. “Acima de tudo, há liberdade.”

As duas mulheres disseram ter notado uma mudança nas atitudes das pessoas quando partilharam a notícia do divórcio. No caso de Toyama, as reações foram extremamente positivas, com algumas pessoas a demonstrarem até inveja. No caso de Lau, dividiram-se mais - e de formas reveladoras.

“Amigos da minha idade tratam o assunto como um tabu, como se tivesse havido uma morte na família - não se atrevem a perguntar, limitam-se a dizer: ‘Lamento muito’”, afirmou. “Mas, com os jovens da Geração Z, toda a gente me dá os parabéns.”

O aumento dos divórcios grisalhos poderá começar a estabilizar quando os millennials - que se casaram em circunstâncias e sob atitudes sociais muito diferentes das gerações anteriores - começarem a chegar à idade da reforma, afirmou Park. Mas isso só acontecerá daqui a cerca de uma década, e as separações deverão continuar a aumentar até lá.

Para esses futuros divorciados, Lau deixa algumas palavras de encorajamento do outro lado da experiência. “Na verdade, este mundo é extraordinário”, afirmou.

“Os asiáticos, em particular, pensam muitas vezes que o divórcio é como uma mancha ou um tabu na vida, como um rótulo de fracasso. Mas isso não é verdade”, acrescentou. “Pensem nisso apenas como dar a si próprios a oportunidade de perceber que podem ter uma vida ainda mais vibrante - desde que estejam dispostos a dar esse passo.”

quarta-feira, 29 de julho de 2026

UCRÂNIA: Zelensky afirma que iniciativa da guerra "já não está nas mãos de Putin"... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou esta terça-feira que "a iniciativa [da guerra] já não está nas mãos de Putin", mas que, apesar de perder "30 mil soldados por mês" o Presidente russo "não quer parar".

© Fox News    Por LUSA  29/07/2026 

"Pedimos todos os dias para pôr fim a esta guerra, pelo menos para negociar um cessar-fogo temporário e dar oportunidade aos diplomatas de negociar. Mas Putin não quer (...). É por isso que temos de responder, ser duros, ser fortes. Não apenas nós. Contamos com as sanções", acrescentou o chefe de Estado ucraniano durante uma entrevista com a emissora Fox News.

Zelensky esteve em Washington para se reunir com o Presdiente norte-americano, Donald Trump, e assistir às cerimónias fúnebres do senador pró-ucraniano Lindsey Graham.

O Presidente ucraniano garantiu ter obtido do seu homólogo norte-americano, durante o encontro na Casa Branca, as licenças para a coprodução de mísseis intercetores Patriot, vitais para a defesa antiaérea de Kiev.

"Ele aceitou dar-nos as licenças e depois tive uma reunião com representantes do setor da produção, empresas militares muito importantes dos Estados Unidos", disse. "Espero que possamos avançar para uma coprodução", disse.

Por seu lado, Donald Trump afirmou na sua plataforma Truth Social que "correu muito bem" o encontro com o Presidente ucraniano.

Segundo a ONU, junho foi o mês mais mortífero para civis ucranianos desde abril de 2022, devido ao aumento de ataques russos com mísseis balísticos, mais difíceis de intercetar.

Apenas os sistemas Patriot norte-americanos conseguem abatê-los, mas a Ucrânia enfrenta uma grave escassez de mísseis PAC-3, agravada pela guerra lançada pelos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.

Um alto responsável ucraniano disse à agência France-Presse que Moscovo pretende intensificar os ataques, com o envio de novos lançadores balísticos para junto da fronteira e aguardando em agosto entregas adicionais provenientes da Coreia do Norte.

"É crucial que Washington autorize a compra de um lote de mísseis Patriot", acrescentou a fonte não identificada, admitindo que "muito dependerá do humor do Presidente Trump".

Só em julho, Moscovo lançou 120 mísseis balísticos e antinavio de alta velocidade contra a Ucrânia, dos quais apenas 35 foram intercetados, segundo a Força Aérea ucraniana. Em comparação, a Rússia disparou entre 250 e 320 mísseis balísticos em todo o ano de 2024.

Zelensky afirmou ainda que a reunião de terça-feira foi também ocasião para falar de "diplomacia", e que é "importante que o processo diplomático seja revivificado" para pôr fim ao conflito, escreveu na rede social X.

As relações entre Zelensky e Trump foram durante muito tempo tensas. Desde o regresso ao poder, Trump reduziu significativamente as entregas diretas de armas a Kiev, preferindo o programa PURL, que permite aos europeus comprar armamento e transferi-lo para a Ucrânia.

Em fevereiro de 2025, os dois presidentes chegaram mesmo a discutir em frente às câmaras no Salão Oval, com Trump a acusar Zelensky de ingratidão e de "brincar com a Terceira Guerra Mundial".

Nas últimas semanas, porém, o Presidente norte-americano tem adotado uma postura mais conciliatória, chegando a elogiar Zelensky considerando publicamente que está a fazer "um trabalho formidável".

Após a reunião na Casa Branca, Zelensky dirigiu-se ao Senado para incentivar a adoção de novas sanções contra a Rússia, medidas que Trump terá apoiado. O Senado fez avançar um projeto na noite de terça-feira, que deverá agora ser votado em definitivo antes de seguir para a Câmara dos Representantes.

As relações entre Moscovo e Washington deterioraram-se nos últimos meses, mostrando-se significativamente distantes do clima de aparente entendimento resultante do encontro entre Putin e Trump no Alasca, em agosto de 2025.

Na semana passada, em Manila, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, advertiu o homólogo norte-americano, Marco Rubio, contra a continuação das entregas de armas à Ucrânia.


Leia Também: Zelensky reúne-se nos EUA com empresa que produz mísseis Patriot

O Presidente ucraniano reuniu-se hoje com representantes da empresa de armamento norte-americana Lockheed Martin, com a qual diz que Kyiv já está a trabalhar para avançar a "produção conjunta" de mísseis para o sistema de defesa aérea Patriot.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

EUA abandonam reunião na ONU em protesto contra críticas de França... Os Estados Unidos abandonaram hoje uma reunião do Conselho de Segurança da ONU porque o embaixador francês terá comparado os EUA à Coreia do Norte e à Rússia durante uma votação relacionada com os direitos humanos.

© Getty Images   Por LUSA    27/07/2026 

"Um membro deste Conselho finge indignação moral e pretende dar lições a toda a gente sobre todos os assuntos, quer se trate do conflito que ainda hoje estamos a debater [invasão da Rússia à Ucrânia], quer de questões relacionadas com a paz e a segurança, como os direitos humanos. Foi por isso que nos retiramos durante a intervenção da França", disse o embaixador adjunto norte-americano, Dan Negrea.

Uma saída deste tipo do Conselho é extremamente rara.

Negrea denunciou uma "postura hipócrita e entediante" de Paris que Washington tinha até então tolerado devido ao respeito entre os membros permanentes do Conselho.

Na sexta-feira, os Estados Unidos tinham sido um dos dez países a votar na Assembleia Geral contra a renovação, por quatro anos, do mandato do alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, juntamente com a Coreia do Norte, a Rússia, a Nicarágua e o Mali.

"Os Estados Unidos eram outrora um modelo em matéria de direitos humanos. Já não é esse o caso. Hoje, encontram-se ao lado da Coreia do Norte, da Nicarágua, do Mali e da Rússia. Isolados. E o mundo já não lhes dá ouvidos", publicou então na rede social X, em inglês, a missão da França junto das Nações Unidas em Genebra.

"Apoiámos este Estado-membro em todos os conflitos que ameaçavam as suas liberdades. E hoje, quero lembrar-lhes que os Estados Unidos continuam a ser o modelo de liberdade no mundo", insistiu Dan Negrea.

"Por conseguinte, não lhes concederemos o privilégio de ouvir as suas divagações politizadas enquanto não renunciarem à sua retórica condescendente e desrespeitosa e não se comportarem de forma digna", acrescentou.

"Este ano celebramos o 250.º aniversário dos Estados Unidos e todos sabem o papel que a França desempenhou nesse país", respondeu o embaixador francês Jérôme Bonnafont.

Bonnafont garantiu ainda que a França trabalha na ONU, seja no Conselho de Segurança ou na Assembleia Geral, "para preservar esta instituição, a sua independência e a sua capacidade de ação ao serviço da Carta, dos direitos humanos e da paz".


domingo, 26 de julho de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Zelensky afirma que Rússia pediu mais 30.000 soldados à Coreia do Norte... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou no sábado que a Rússia pediu à Coreia do Norte 30.000 soldados e lançadores adicionais de mísseis balísticos para a ajudar a combater a Ucrânia.

© Niall Carson/PA Images via Getty Images   Por LUSA   26/07/2026 

"A Rússia deseja receber 30.000 soldados suplementares da Coreia do Norte. Desde junho decorrem preparativos na região de Voronej, na Rússia, para os acolher", escreveu Zelensky na rede social X, mencionando uma região russa que faz fronteira com a Ucrânia.

O chefe de Estado ucraniano acrescentou que o país asiático prepara-se para transferir à Rússia "lançadores adicionais de mísseis balísticos", sublinhando as implicações de tal envio para a comunidade internacional.

"Não se trata apenas de uma ameaça para a Ucrânia. A Rússia está a ajudar a Coreia do Norte a aprender a fazer a guerra, a melhorar as suas armas e a adquirir verdadeira experiência de combate na sua utilização. Tudo isto constitui uma ameaça para todas as pessoas na Ásia que se encontram ao alcance dos mísseis norte-coreanos", advertiu Zelensky.

As declarações surgem poucos dias após a visita a Moscovo da ministra dos Negócios Estrangeiros norte-coreana, Choe Son Hui.

Na ocasião, a agência oficial norte-coreana KCNA escreveu que "a parte norte-coreana expressou o seu apoio inabalável ao conjunto das políticas internas e externas da Federação da Rússia, visando eliminar a causa profunda do conflito ucraniano e defender a sua soberania nacional, integridade territorial e justiça internacional".

A Coreia do Norte e a Rússia reforçaram rapidamente a cooperação desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022. Pyongyang enviou milhares de soldados para a região russa de Kursk, a fim de ajudar a repelir uma contra-ofensiva ucraniana em 2024 e 2025, além de fornecer armas e munições a Moscovo.

As autoridades sul-coreanas estimam que cerca de 2.000 soldados norte-coreanos foram mortos nos campos de batalha, tendo apenas sido capturados dois soldados vivos pelas forças ucranianas.

Em contrapartida, segundo especialistas, a Coreia do Norte recebe da Rússia apoio financeiro, tecnologias militares, bem como alimentos e recursos energéticos, permitindo a Pyongyang contornar pesadas sanções internacionais.

Em 2024, os dois países assinaram um tratado militar que obriga cada Estado a fornecer assistência militar "sem demora" em caso de ataque contra o outro.

Zelensky disse no sábado que a Rússia sofreu neste ano mais de 225 mil baixas militares, um número superior aos 221 mil mobilizados para combater na guerra na Ucrânia.

"Em menos de sete meses deste ano, 221 mil pessoas alistaram-se nas forças armadas russas, enquanto as baixas no mesmo período atingiram quase 225.500, das quais 131 mil foram mortas e quase 93 mil feridas", escreveu Zelensky nas redes sociais.

sábado, 25 de julho de 2026

Zelensky estima em 225 mil as baixas militares da Rússia neste ano... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse hoje que a Rússia sofreu neste ano mais de 225 mil baixas militares, um número superior aos 221 mil mobilizados para combater na guerra na Ucrânia.

© Jakub Porzycki/NurPhoto via Getty Images    Por LUSA   25/07/2026 

"Em menos de sete meses deste ano, 221 mil pessoas alistaram-se nas forças armadas russas, enquanto as baixas no mesmo período atingiram quase 225.500, das quais 131 mil foram mortas e quase 93 mil feridas", escreveu Zelensky nas redes sociais.

Segundo o Presidente da Ucrânia, uma parte significativa das baixas são feridos graves "porque os cuidados médicos russos na linha da frente são muito inadequados".

Lamentando a falta de vontade da Rússia em avançar para a paz, referiu que Moscovo estará a preparar-se para uma maior cooperação com a Coreia do Norte, esperando receber até 30 mil soldados daquele país.

"Desde junho que têm vindo a preparar a região de Voronezh para os receber", afirmou Zelensky na mesma mensagem.

A Coreia do Norte "está também a preparar a transferência de novos sistemas de mísseis balísticos para a Rússia", acrescentou, considerando que o regime norte-coreano se tornou "uma ameaça" na Ásia.


Leia Também: Irão assegura ter destruído 150 alvos dos EUA nas últimas duas semanas

A Guarda Revolucionária do Irão afirmou hoje que as suas forças destruíram cerca de 150 alvos militares dos Estados Unidos na região do Golfo Pérsico durante as últimas duas semanas de recrudescimento das hostilidades.

quarta-feira, 15 de julho de 2026

Malásia vai deportar todos os israelitas que entrem no país... O primeiro-ministro da Malásia, Anwar Ibrahim, ameaçou hoje deportar qualquer cidadão israelita encontrado no país asiático de maioria muçulmana, já que Kuala Lumpur não reconhece Israel, a quem acusa de crimes contra o povo palestiniano.

© Lusa    15/07/2026 

Segundo a agência de notícias estatal Bernama, o primeiro-ministro fez esta declaração quando questionado pelos jornalistas sobre reportagens que alegavam haver pessoas com dupla nacionalidade, incluindo israelita, em Johor, no sul da Malásia.

"Estamos a investigar (...) não permitiremos isso. Se houver algum caso, serão tomadas medidas. Se houver cidadãos israelitas, dado que não reconhecemos Israel, serão deportados imediatamente", garantiu.

Anwar confirmou ainda que todas as agências de segurança estão a conduzir uma investigação sobre "as notícias de que foram detetados cidadãos israelitas na Malásia".

O governo regional de Johor instou na terça-feira o Ministério do Interior e outras agências governamentais a investigarem o funcionamento de uma escola em Forest City --- localizada na fronteira com Singapura e virada para o estreito de Johor ---, uma cidade que se desenvolveu na última década com o apoio de capital chinês, referiu a agência Bernama.

É estimado que cidadãos israelitas estejam envolvidos na escola, acrescenta a agência oficial, embora os seus papéis específicos permaneçam incertos.

"Anteriormente, circularam acusações nas redes sociais de que estrangeiros com passaportes israelitas e documentos de cidadania de outros países tentaram entrar ou estiveram presentes na Malásia para determinados fins", conclui a notícia.

Anwar, no poder desde novembro de 2022, tem criticado repetidamente o Governo do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pela ofensiva contra Gaza --- lançada em outubro de 2023 após ataques mortais do grupo islamita Hamas --- e afirmou que as autoridades do Estado judaico demonstram um "profundo desprezo pela paz".

A Malásia --- tal como a Indonésia, o país com a maior população muçulmana do mundo --- não mantém relações diplomáticas com Israel e é uma firme defensora da causa palestiniana.

O Departamento de Imigração da Malásia esclarece, no seu portal da internet, que nenhum cidadão de Israel ou da Coreia do Norte pode solicitar um visto de entrada para este país do sudeste asiático, região visitada anualmente por milhares de israelitas, especialmente na vizinha Tailândia.


Leia Também: Soldado israelita condenado por enviar informações a agente do Irão

Um soldado israelita foi condenado a cinco anos de prisão por enviar filmes de interceções de mísseis a um agente iraniano, anunciou hoje o Exército de Israel.