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segunda-feira, 8 de junho de 2026

CHINA: Xi declara que amizade entre Pequim e Pyongyang "perdurará para sempre"... O Presidente chinês defendeu hoje a continuidade da aliança entre China e Coreia do Norte e apelou ao reforço da coordenação face "à hegemonia" e "política de força", num artigo no jornal norte-coreano Rodong Sinmun.

© Lusa     08/06/2026 

O texto, divulgado também pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua, foi publicado por ocasião da viagem de Xi Jinping à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, e no ano em que se comemora o 65.º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua entre os dois países.

Xi afirmou que a relação bilateral se encontra num "novo ponto de partida histórico" e sustentou que Pequim pretende "impulsionar o desenvolvimento" dos laços com Pyongyang.

Isto após anos em que as relações arrefeceram devido aos ensaios nucleares norte-coreanos e num momento em que Pequim procura preservar a influência face à crescente aproximação da Coreia do Norte à Rússia.

O líder chinês salientou que a "amizade tradicional" entre os dois países "perdurará para sempre" e recordou que se reuniu seis vezes com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, nos últimos anos.

Xi defendeu também que Pequim e Pyongyang preservem o sistema internacional centrado nas Nações Unidas e a ordem baseada no direito internacional, ao mesmo tempo que se opõem "à hegemonia" e à "política da força" .

O dirigente chinês condenou ainda qualquer tentativa de "reavivar o militarismo", uma expressão que as autoridades chinesas têm usado de forma reiterada nos últimos meses em referência ao Japão.

O artigo não menciona a desnuclearização da Coreia do Norte, um assunto que Pyongyang voltou a descartar no domingo, ao afirmar que o estatuto nuclear do país é irreversível.

A visita do líder chinês ocorre em pleno reatamento dos contactos entre Pequim e Pyongyang, após uma reunião que Xi e Kim mantiveram em setembro de 2025 em Pequim, uma visita do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, à Coreia do Norte em abril e o reinício, em março, das ligações ferroviárias e aéreas de passageiros entre ambos os países, após seis anos de suspensão.


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O Presidente chinês, Xi Jinping, chegou hoje a Pyongyang para uma visita de Estado de dois dias à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, durante a qual deverá reunir-se com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Xi Jinping visita Coreia do Norte na próxima semana (1.ª vez desde 2019)... O Presidente chinês, Xi Jinping, vai visitar a Coreia do Norte na próxima semana, naquela que será a primeira deslocação ao país vizinho em quase sete anos, anunciaram hoje os dois países.

© Lusa     05/06/2026 

Xi estará na Coreia do Norte entre segunda e terça-feira, segundo breves comunicados divulgados pelos órgãos de comunicação estatais dos dois países. A última visita do líder chinês a Pyongyang ocorreu em junho de 2019.

O anúncio surge um dia depois de a Coreia do Norte ter revelado uma nova instalação destinada à produção de materiais para bombas nucleares.

Especialistas consideram que a divulgação da unidade sugere que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, pretende reforçar o estatuto do país como potência nuclear, antes da visita de Xi.

A deslocação ocorre poucas semanas depois de Xi ter recebido, separadamente, em Pequim, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Rússia, Vladimir Putin.

Nos últimos anos, Kim deu prioridade ao aprofundamento das relações com a Rússia, enviando tropas e armamento convencional para apoiar a invasão lançada por Moscovo na Ucrânia.

No entanto, o líder norte-coreano também tem procurado reforçar os laços com a China, principal parceiro comercial e maior fornecedor de ajuda económica da Coreia do Norte.

Xi e Kim encontraram-se em Pequim, em setembro, e comprometeram-se a reforçar a cooperação bilateral e o apoio mútuo. Kim deslocou-se então à capital chinesa para assistir a um desfile militar, ao lado de outros líderes estrangeiros, incluindo Putin.

As Forças Armadas da Coreia do Sul avaliaram a nova instalação nuclear como uma unidade de enriquecimento de urânio.

Durante uma visita ao local, Kim anunciou planos para reforçar as capacidades nucleares do país "a um ritmo exponencial".


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Analistas consideram que sucessão de visitas de líderes estrangeiros à China este ano está a reforçar a imagem de Xi Jinping como figura central da diplomacia global e a narrativa de Pequim como servindo de pilar do multilateralismo.

domingo, 31 de maio de 2026

Seul e Tóquio agendam para junho 1.º exercício naval conjunto em 9 anos... Coreia do Sul e Japão vão retomar, no dia 07 de junho, um exercício naval de busca e salvamento que estava suspenso há nove anos, num contexto de recente aproximação das relações bilaterais face às tensões regionais.

© Lusa   31/05/2026

Os detalhes do exercício foram concretizados este sábado, durante uma reunião bilateral em Singapura, à margem do Diálogo de Shangri-La, entre o ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-back, e o seu homólogo japonês, Shinjiro Koizumi, informou um comunicado do Ministério da Defesa sul-coreano.

O Exercício de Busca e Salvamento (SAREX) é um simulacro marítimo destinado a melhorar a capacidade de resposta conjunta entre a Marinha sul-coreana e a Força Marítima de Autodefesa japonesa no caso de navios em situação de emergência, bem como a promover a cooperação humanitária.

Pela parte sul-coreana, participará o navio de desembarque Cheonjabong, de 4.900 toneladas, enquanto o Japão mobilizará o contratorpedeiro Aegis Kongo, de 7.250 toneladas, e um helicóptero de operações marítimas SH-60K, de acordo com o comunicado.

As manobras serão realizadas em águas internacionais a sudeste da ilha sul-coreana de Jeju.

Ambos os países acordaram em janeiro retomar estas manobras, sem especificar na altura a data nem os meios participantes.

Os exercícios tinham sido suspensos depois de, em 2018, o Japão ter acusado um contratorpedeiro sul-coreano de ter apontado o seu radar de tiro a um avião de patrulha japonês na zona económica exclusiva japonesa, num ano marcado por fortes tensões bilaterais devido a disputas históricas.

O reinício do SAREX, realizado pela última vez em dezembro de 2017, constitui mais um sinal do reforço da cooperação em matéria de defesa entre Seul e Tóquio, num contexto marcado pelos recentes lançamentos de mísseis por parte de Pionyang e pelas crescentes tensões entre a China e o Japão em torno de Taiwan.

Na reunião deste sábado, Koizumi, que assumiu o cargo em outubro, afirmou que nunca antes se tinha verificado "uma reunião tão próxima entre as duas partes", sublinhando que estas sessões não respondem apenas à amizade, mas à necessidade de fazer face ao difícil contexto de segurança regional, segundo foi citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.

Da mesma forma, em meados de maio, o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, e a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, realizaram uma cimeira em Andong, cidade natal de Lee, apesar do perfil revisionista histórico da líder japonesa, e reafirmaram a necessidade de cooperar com os Estados Unidos em questões de segurança, incluindo a desnuclearização da Coreia do Norte.

terça-feira, 26 de maio de 2026

EUA, Índia, Japão e Austrália preocupados com situação nos mares da China... Os Estados Unidos, Índia, Japão e Austrália manifestaram-se hoje muito preocupados com a situação nos mares da China Meridional e Oriental, e advertiram o governo chinês, sem o nomear diretamente, contra qualquer ação desestabilizadora.

Por  LUSA

"Reafirmamos a firme oposição a qualquer ação desestabilizadora ou unilateral, inclusive através do uso da força ou da coação, que ameace a paz e a estabilidade na região", afirmaram os chefes da diplomacia dos países do "Quad".

Em alusões claras, mas sem mencionar explicitamente a China, os ministros dos Negócios Estrangeiros criticaram as "manobras perigosas de aviões militares" e as ações de "colisão e bloqueio no mar da China Meridional".

Declararam-se ainda "profundamente preocupados com a militarização de zonas disputadas", cujas vastas áreas são reivindicadas por Pequim, num comunicado conjunto divulgado no final de uma reunião em Nova Deli e citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

O mar da China Meridional situa-se entre Singapura e o estreito de Taiwan, enquanto o mar da China Oriental, mais a norte, engloba a China, o Japão, a Coreia do Sul e Taiwan.

Trata-se de duas rotas comerciais importantes a nível mundial e motivo de disputas de soberania entre a China e países vizinhos, com as potências ocidentais a tentar contrariar o que qualificam de expansionismo de Pequim.

Na reunião na capital da Índia, os ministros do "Quad" também condenaram o projeto do Irão de introduzir portagens no estreito de Ormuz, em retaliação à ofensiva israelo-americana lançada em 28 de fevereiro.

Defenderam a necessidade de garantir um "fluxo ininterrupto do comércio global" naquela rota marítima, bem como no mar Vermelho.

"Reiteramos a importância do respeito pelo direito internacional, tal como está refletido na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar", afirmaram os ministros sobre o tratado, ao qual os Estados Unidos se recusam a aderir.

Participaram na reunião os chefes da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, da Austrália, Penny Wong, do Japão, Toshimitsu Motegi, e da Índia, Subrahmanyam Jaishankar.

O grupo Quad, cujo nome advém da designação em inglês Diálogo de Segurança Quadrilateral, foi criado em 2007 e reativado 10 anos depois como um fórum estratégico dedicado à segurança no Indo-Pacífico.

É considerado como uma tentativa de frente diplomática para tentar responder à influência económica e política da China na região.

sexta-feira, 8 de maio de 2026

COREIA DO NORTE: Pyongyang desloca artilharia de longo alcance para fronteira com Coreia do Sul... A Coreia do Norte planeia mobilizar este ano três novos batalhões de artilharia de longo alcance para junto à fronteira com a Coreia do Sul, informou hoje a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA.

© Lusa   08/05/2026 

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, "informou-se sobre a produção de novos tipos de obuses autopropulsados para três batalhões, que serão destacados para a unidade de artilharia de longo alcance na fronteira sul ainda este ano", durante uma visita na quinta-feira a uma fábrica de munições, noticiou a agência. 

Segundo a KCNA, os novos obuses têm um alcance superior a 60 quilómetros.

Kim, que também inspecionou a construção de um novo tanque de combate e de vários lançadores, afirmou que 2026 "registará uma melhoria sem precedentes no curso da luta para reforçar a capacidade de defesa nacional", em declarações recolhidas pela agência estatal.

Na quinta-feira, o líder norte-coreano participou ainda num teste de operacionalidade do novo contratorpedeiro, Choe Hyon, e determinou que fosse entregue à marinha até meados de junho.

No teste esteve presente a filha adolescente do líder, cuja idade e nome não foram revelados, embora se acredite que possa tratar-se de Kim Ju-ae, conforme imagens publicadas pela KCNA.

A jovem aparece frequentemente em eventos importantes e em testes de armamento ao lado do pai, o que tem suscitado especulações sobre o seu possível papel como herdeira do regime norte-coreano.

Acredita-se que o novo contratorpedeiro, apresentado em abril de 2025, possua capacidades nucleares, e a Coreia do Norte realizou recentemente testes de lançamento de mísseis balísticos a partir do navio.


quinta-feira, 7 de maio de 2026

COREIA DO NORTE: Pyongyang? Nenhuma pressão fará com que deixe de ter armas nucleares... O embaixador da Coreia do Norte nas Nações Unidas afirmou que o país não está sujeito ao Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e nenhuma pressão externa irá alterar o estatuto de Estado detentor de armas nucleares.

© Lusa   07/05/2026

Pyongyang retirou-se do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares em 2003, e desde então realizou seis testes nucleares, violando múltiplas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Estima-se que tenha na sua posse dezenas de ogivas nucleares.

"Durante a 11.ª Conferência de Revisão do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares, atualmente em curso na ONU, os Estados Unidos e alguns países que os seguem questionam, sem qualquer fundamento, o estatuto atual e (...) os direitos soberanos" da Coreia do Norte, declarou o embaixador de Pyongyang na ONU, Kim Song, num comunicado divulgado pela KCNA.

"O estatuto da República Popular Democrática da Coreia como Estado dotado de armas nucleares não mudará em função de declarações retóricas externas ou de desejos unilaterais", acrescentou o diplomata, citado pela agência de notícias oficial norte-coreana.

Kim acrescentou que o estatuto nuclear do país foi "consagrado na Constituição, que define claramente os princípios de utilização da arma nuclear".

Pyongyang tem afirmado incessantemente a recusa em renunciar ao arsenal nuclear, qualificando esta trajetória de irreversível e prometendo reforçar as suas capacidades.

O país reforçou os laços com a Rússia e apoiou-a no conflito na Ucrânia, enviando tropas e equipamento, recebendo, em troca, assistência tecnológica militar de Moscovo.

Os nove Estados detentores de armas nucleares - Rússia, Estados Unidos, França, Reino Unido, China, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte - possuíam 12.241 ogivas nucleares em janeiro de 2025, segundo o Instituto Internacional de Investigação para a Paz de Estocolmo (Sipri).

A quase totalidade destas ogivas nucleares pertence à Rússia e aos Estados Unidos, que, por si só, detêm 90% das armas nucleares mundiais, segundo o Sipri.


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quarta-feira, 6 de maio de 2026

COREIA DO SUL: Juiz que agravou sentença da ex-primeira-dama da Coreia do Sul encontrado morto... A polícia da Coreia do Sul anunciou hoje que foi encontrado morto o juiz que agravou a pena de prisão da ex-primeira-dama Kim Keon-hee, de 20 meses para quatro anos.

© Getty Images     Por LUSA   06/05/2026 

Shin Jong-o foi "encontrado inconsciente por volta da 01h00 da manhã [17h00 de terça-feira em Lisboa] nas instalações no Tribunal Superior de Seul", disse à agência de notícias France-Presse um oficial da polícia. 

O magistrado foi levado para o hospital, onde foi declarado morto, acrescentou o investigador, sublinhando que "não há indícios de que tenha sido um ato criminoso".

No entanto, o dirigente da esquadra de Seocho, um distrito da capital, negou que Shin tenha deixado uma carta de suicídio, algo avançado pela imprensa sul-coreana.

Em 28 de abril, o juiz condenou Kim Keon-hee a quatro anos de prisão, aumentando a pena inicial de 20 meses por corrupção, e impôs uma multa de 50 milhões de won (cerca de 29 mil euros).

O Tribunal Superior de Seul anulou a absolvição inicial da acusação de manipulação de ações.

Durante a leitura da sentença, que foi transmitida em direto pela televisão sul-coreana, Shin Jong-o declarou que Kim Keon Hee "não admitiu a sua culpa e, em vez disso, recorreu repetidamente a desculpas".

Kim, de 53 anos, é casada com o ex-chefe de Estado Yoon Suk-yeol, que desempenhou funções entre 2022 e 2025.

Em agosto de 2025, a ex-primeira-dama foi acusada de corrupção, suborno e fraudes no mercado bolsista, incluindo manipulação de preços de ações, assim como de influenciar indevidamente as listas de candidatos do Partido do Poder Popular.

Em dezembro de 2024, Yoon Suk-yeol declarou a lei marcial para alegadamente combater elementos "pró-Coreia do Norte" no parlamento, medida que revogou poucas horas depois.

Yoon foi destituído do cargo em abril de 2025 e, em fevereiro passado, o Tribunal Distrital Central de Seul considerou o ex-chefe de Estado culpado de liderar uma insurreição e condenou-o a prisão perpétua.


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quinta-feira, 30 de abril de 2026

RSF. Liberdade de imprensa no mundo no nível mais baixo dos últimos 25 anos... A liberdade de imprensa global está no nível mais baixo dos últimos 25 anos, em particular devido à criminalização do jornalismo, anunciou hoje a Repórteres Sem Fronteiras (RSF), com Portugal a cair dois lugares para 10.º.

© AFP via Getty Images   Por  LUSA   30/04/2026 

Na classificação dos RSF para 2026, a organização assinala que a pontuação média dos 180 países analisados nunca foi tão baixa neste último quarto de século. 

No caso de Portugal, em termos comparativos, desceu dois lugares, passando do 8.º para o 10.º, com a classificação de "satisfatório" (83,71 em 100).

No topo da lista, mais um ano, está a Noruega, o único país a obter uma classificação de "excelente" (92,72 em 100), seguida dos Países Baixos, Estónia, Dinamarca, Suécia e Finlândia.

Menos de 1% da população mundial goza do que os RSF consideram ser uma situação "boa" de liberdade de imprensa, quando em 2002 era de 20%. No extremo oposto, 52,2% dos países encontram-se numa posição "difícil" ou "muito difícil".

A lista é encerrada por Arábia Saudita (176.º lugar), Irão (177.º), China (178.º), Coreia do Norte (179.º) e Eritreia (180.º). Entre os regimes mais fechados à imprensa está também a Rússia (172.º), "especialista no uso de leis contra o terrorismo, o separatismo ou o extremismo" para restringir a margem de manobra.

A maior queda em 2026 é protagonizada pelo Níger (37 posições de uma só vez, para o 120.º lugar), que exemplifica assim a deterioração da liberdade de imprensa que se verifica há anos na região do Sahel, devido aos ataques que tem vindo a sofrer por parte de diferentes grupos armados e das juntas militares no poder.

No outro extremo, a queda do regime ditatorial de Bashar al-Assad na Síria permitiu-lhe subir da 177.ª para a 144.ª posição.

Grande parte dos países latino-americanos piorou a posição no ranking, em particular o Equador, que, num contexto de forte recrudescimento da criminalidade organizada, sofreu uma queda de 31 posições e ficou em 125.º lugar, após os assassínios dos jornalistas Darwin Baque e Patricio Aguilar.

Também o Peru foi marcado no último ano pelo assassínio de quatro jornalistas e desceu 14 posições, para o 144.º lugar.

A organização RSF fez recuar em força na tabela a Argentina (11 posições, para o 98.º) e El Salvador (oito, para o 143.º) devido à ação dos líderes, Javier Miley e Nayib Bukele, respetivamente, na linha do Presidente norte-americano, Donald Trump, com hostilidade e pressões sobre a imprensa.

Três países latino-americanos continuam na cauda do ranking mundial da liberdade de imprensa, apesar de terem subido algumas posições: a Venezuela (159.º, contra 160.º) devido à incerteza sobre as garantias para a imprensa, apesar das libertações de jornalistas no início de 2026; Cuba (160.º, contra 165.º), onde "a crise profunda obriga os poucos jornalistas independentes a operar cada vez mais na clandestinidade" e a Nicarágua, relegada para o 168.º lugar (antes 172.º), num "panorama mediático em ruínas, caracterizado por uma repressão sistemática".

A Colômbia destaca-se da tendência geral da região, com um avanço de 13 posições, mas até um 102.º lugar pouco meritório.

No que diz respeito ao Brasil, o país subiu na classificação, de 63.º em 2025 para 52.º este ano.


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terça-feira, 21 de abril de 2026

NUCLEAR: NATO acusa Rússia e China de "irresponsabilidade" com retórica ameaçadora... A NATO defendeu hoje a importância do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, que "serve os interesses de segurança dos Estados-membros", e acusou países como a Rússia e a China de agirem de forma "irresponsável".

© Getty Images    Por LUSA  21/04/2026 

"A atual deterioração do ambiente de segurança constitui um desafio relevante para o tratado, à medida que a crise de proliferação se aprofunda e se intensifica", indicou a Aliança Atlântica em comunicado, em que sublinhou que o acordo tem conseguido travar a disseminação do uso deste tipo de armamento e é "essencial para a arquitetura global de desarmamento".

Nesse sentido, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) acusou a Rússia de "violar os compromissos vitais em matéria de controlo de armamentos" e de recorrer a uma "retórica nuclear ameaçadora" e apontou que a China "continua a expandir rapidamente e a diversificar o seu arsenal nuclear sem transparência".

"Os dois países reforçaram os laços com Estados que procuram a proliferação de armamento nuclear e que minam o controlo internacional de armamentos. Os aliados instam os Estados Unidos a procurarem uma estabilidade estratégica multilateral", refere o texto, que sublinha que "enquanto existirem este tipo de armas, a NATO continuará a ser uma aliança nuclear".

"O objetivo fundamental das capacidades nucleares da NATO é preservar a paz, evitar a coerção e dissuadir a agressão. Os aliados sempre cumpriram as suas obrigações ao abrigo do tratado e continuam a fazê-lo. Os compromissos da Aliança para evitar a proliferação tornaram-se cruciais e um dos principais objetivos do tratado", acrescentou.

Nesse sentido, os aliados reiteraram a rejeição de "qualquer tentativa de deslegitimar a dissuasão nuclear" e insistiram que o acordo não altera "as obrigações legais dos países relativamente a estes armamentos". 

"Estamos determinados a contribuir, a preservar e a implementar plenamente as disposições do tratado", indicou.

"Os aliados continuam a apoiar todos os objetivos do tratado, incluindo o artigo VI, com vista a um processo verificável de eliminação de armas nucleares baseado no princípio de uma segurança inalterada para todos", conclui o comunicado da NATO.


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A Rússia anunciou hoje o lançamento de uma ponte com a Coreia do Norte, marcando a primeira ligação rodoviária entre os países, cuja ligação tem sido reforçada desde a ofensiva russa na Ucrânia.

Cerca de 54 mil pessoas sem energia após ataque com drone russo... Cerca de 54 mil pessoas ficaram hoje sem energia elétrica na região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, após um ataque com um drone russo, segundo a empresa estatal de eletricidade da região.

© REUTERS   Por  LUSA  21/04/2026 

"A infraestrutura energética no distrito de Nizhin foi danificada", afirmou a empresa em comunicado.

Nizhin é um importante entroncamento ferroviário e já foi alvo de vários ataques nos últimos meses.

Na noite passada, a Rússia lançou um total de 143 drones de longo alcance contra a Ucrânia.

Dos 143 drones, 116 foram neutralizados pelas defesas aéreas ucranianas e 22 atingiram 17 locais diferentes em todo o país, que não foram especificados pela Força Aérea Ucraniana no seu relatório de bombardeamento.

De acordo com a agência de notícias estatal ucraniana Ukrinform, citando os canais russos do Telegram, drones ucranianos atingiram a infraestrutura ferroviária na segunda-feira à noite na região de Rostov, no sul da Rússia.

Por sua vez, o Ministério da Defesa russo afirmou que as suas defesas aéreas "intercetaram e destruíram 97 drones ucranianos de asa fixa" na noite passada sobre oito regiões russas e o Mar Negro.


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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Agência de energia atómica alerta para atividades nucleares na Coreia do Norte... O diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, alertou hoje para o aumento significativo da atividade com energia nuclear na Coreia do Norte, tal como anunciara Pyongyang.

© Christian Bruna/Getty Images    Por LUSA   15/04/2026 

"Confirmámos que as atividades nucleares estão em curso e em expansão significativa, não só no reator de classe de 5 MegaWatts (MW), nas instalações de reprocessamento de combustível nuclear usado e no reator de água em Yongbyon, mas também noutras instalações por perto", disse Grossi, em conferência de imprensa em Seul, citado pelo jornal sul-coreano Chosun Ilbo. 

O responsável da AIEA declarou que as equipas de inspeção avaliaram minuciosamente as capacidades nucleares da Coreia do Norte, mesmo após a retirada daquele país, em 2009.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, determinou, em fevereiro, que o país vai fortalecer e expandir ainda mais as suas forças nucleares, exercendo plenamente seu estatuto de estado detentor de armas nucleares, no congresso que define a estratégia nacional quinquenal.

Jong-un também declarou que qualquer evolução positiva nas relações bilaterais com os Estados Unidos da América depende de os responsáveis de Washington abandonarem as suas exigências de desnuclearização de Pyongyang.

As declarações de Rossi ocorrem três dias depois de a Coreia do Norte ter realizado um teste de mísseis de cruzeiro descritos como "estratégicos", uma indicação de sua potencial capacidade de transportar ogivas nucleares.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Pyongyang fala de 'dois pesos, duas medidas' e rejeita resolução da ONU... A Coreia do Norte criticou hoje uma resolução da ONU sobre os direitos humanos e acusou a comunidade internacional de aplicar 'dois pesos, duas medidas' em relação à guerra no Médio Oriente.

© Lusa   02/04/2026 

"A prática de adotar este tipo de 'resolução dos direitos humanos' contra a Coreia do Norte, que dura há mais de 20 anos, é um exemplo em miniatura do deplorável estado dos direitos humanos na ONU", disse a diplomacia de Pyongyang. 

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano afirmou que as posições da ONU sobre os direitos humanos são uma "grave provocação política" e foram contaminadas "por politização, seletividade e 'dois pesos, duas medidas'".

Num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA, o Ministério referiu que o conflito no Médio Oriente envolve "massacres" que eclipsam os crimes contra a humanidade cometidos durante a Segunda Guerra Mundial.

A diplomacia de Pyongyang deu como exemplo a morte de mais de uma centena de crianças, numa aparente referência ao bombardeamento de uma escola primária feminina no Irão, que matou pelo menos 168 pessoas.

A resolução, adotada na segunda-feira em Genebra, condena as violações sistemáticas, generalizadas e de longa data dos direitos humanos cometidas pelo regime da Coreia do Norte.

A Coreia do Sul decidiu copatrocinar o texto, apesar de relatos de que estaria a considerar a abstenção, como um gesto de reconciliação, semelhante ao que ocorreu durante a presidência de Moon Jae-in (2019-2022), do mesmo partido do atual presidente Lee Jae-myung.

"A situação geral dos direitos humanos na Coreia do Norte nos últimos 10 anos não apresentou melhorias e, em muitos casos, deteriorou-se, apesar dos relatos de alguns avanços isolados, de acordo com a avaliação da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Setembro", afirmou a Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, Elizabeth Salmon, em Seul, em fevereiro.

A ONU e várias organizações de defesa dos direitos humanos têm documentado abusos graves e sistemáticos na Coreia do Norte durante décadas, incluindo execuções públicas, trabalho forçado e repressão severa no acesso à informação externa.


Leia Também: Alexander Lukashenko e Kim Jong Un assinam tratado de amizade

O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, reuniram-se na capital da Coreia do Norte na quinta-feira e assinaram um tratado de amizade e cooperação.

sexta-feira, 27 de março de 2026

China adverte para riscos de ataque a instalações nucleares... O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou que atacar instalações nucleares no Médio Oriente "teria consequências incalculáveis" e mergulharia a região na miséria, numa reunião com o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA).

© Kevin Frayer/Getty Images    Por  LUSA   27/03/2026 

"Devemos impedir que o confronto se intensifique (...). Só um cessar-fogo imediato e o reinício do diálogo e da negociação podem eliminar verdadeiramente as causas do conflito [entre o Irão e os EUA e Israel]", afirmou na quinta-feira o chefe da diplomacia chinesa, que recebeu Rafael Grossi na quinta-feira, de acordo com um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. 

O ministro salientou que a AIEA desempenha "um papel vital na governação nuclear mundial", manifestou o desejo do seu país de reforçar a cooperação com a agência para salvaguardar o regime internacional de não proliferação e reiterou o desejo da China de fortalecer a ONU.

De acordo com o comunicado oficial, Grossi apelou para que todos os países colaborem para enfrentar os "preocupantes" desafios atuais e assegurou que a AIEA está disposta a aprofundar a comunicação e a cooperação com a China "para resolver as questões críticas pertinentes e promover a utilização pacífica da energia nuclear".

Esta semana, Grossi afirmou numa entrevista concedida ao jornal italiano Corriere della Sera que poderão realizar-se em Islamabade (Paquistão), este fim de semana, novas conversações entre delegações do Irão e dos Estados Unidos, nas quais Washington poderá exigir o "enriquecimento zero" por parte de Teerão como condição para o acordo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês intensificou esta semana os contactos com os homólogos de outras potências e do Médio Oriente, com quem já falara quando o conflito teve início no final de fevereiro, na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, aos quais Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e veículos aéreos não tripulados ("drones") contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do abastecimento mundial de petróleo bruto.

Perante a crise, Pequim enviou o enviado especial para o Médio Oriente, Zhai Jun, numa visita a vários países da região, onde manteve contactos com representantes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Bahrein, do Kuwait, do Qatar e do Egito, bem como com o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Árabe.


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O Presidente chinês felicitou hoje o líder norte-coreano, Kim Jong-un, pela reeleição à frente do Comité de Assuntos de Estado, o cargo mais alto do principal órgão de orientação política do país, informou a imprensa estatal.

quinta-feira, 26 de março de 2026

França nega pressões e diz que optou por não convidar África do Sul para G7... A França garantiu hoje que o convite ao Quénia em vez de à África do Sul para a cimeira do G7 não resulta de qualquer pressão, mas sim de uma escolha, devido ao encontro Africa Forward, em maio.

© Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images    Por  LUSA  26/03/2026 

"No que diz respeito ao G7, optámos por convidar o Quénia para Evian, tendo em conta o trabalho que estamos a realizar em conjunto para preparar a cimeira Africa Forward, em maio", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, numa conferência de imprensa citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

As declarações do chefe da diplomacia francesa surgem no mesmo dia em que a África do Sul criticou não ter sido convidada para o encontro, considerando que isso aconteceu devido a pressões dos Estados Unidos da América, país com quem a África do Sul tem tido relações tensas desde que Donald Trump é Presidente.

"Não cedemos a nenhuma pressão, mas fizemos uma escolha coerente com a nossa decisão de realizar um G7 restrito e focado em questões geoeconómicas", acrescentou o governante francês, concluindo: "Sempre contámos com a África do Sul e respeitamos o importante papel que desempenha nos assuntos internacionais".

O encontro Africa Forward, que se realiza em Nairobi em maio, deverá ter como tema central da agenda a resposta da Europa e de África à guerra no Médio Oriente, apesar de ter sido marcada antes do conflito, e está prevista a participação dos Presidentes de França e do Quénia.


Esta manhã, a África do Sul tinha confirmado que não iria à cimeira do grupo das sete nações mais industrializadas do mundo, que se realiza na cidade francesa de Evian, em junho.

"Ficámos a saber que, devido a pressões contínuas, a França teve de retirar o convite à África do Sul para participar no G7", declarou à AFP o porta-voz da Presidência sul-africana, Vincent Magwenya.

"Dizem-nos que os americanos ameaçaram boicotar a cimeira do G7 se a África do Sul fosse convidada", acrescentou.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, boicotou a cimeira do G20 organizada em Joanesburgo em novembro e, desde então, excluiu a África do Sul dos trabalhos do grupo, cuja presidência rotativa este ano é assegurada pelos Estados Unidos.

Foi o Presidente francês, Emmanuel Macron, durante a cimeira do G20 na África do Sul, que convidou pessoalmente Cyril Ramaphosa para participar na cimeira do G7, que decorrerá de 15 a 17 de junho em Evian, França, recorda Pretória.

Os trabalhos em cimeiras do grupo, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, e representação da União Europeia, são regularmente alargados a países convidados, como aconteceu este ano com o Brasil, com a Índia e com a Coreia do Sul.

A decisão de deixar de convidar o chefe de Estado sul-africano "não terá impacto na solidez e na estreita relação bilateral que mantemos com a França", referiu o porta-voz.

"A relação diplomática entre os Estados Unidos e a África do Sul existia antes da administração Trump e sobreviverá ao atual mandato da Casa Branca", acrescentou Vincent Magwenya, por isso "independentemente de todos estes desenvolvimentos, a África do Sul continua empenhada em manter um diálogo construtivo com os Estados Unidos".

As relações bilaterais dos Estados Unidos e da África do Sul encontram-se degradadas desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca.

Os Estados Unidos criticam a África do Sul pela queixa de genocídio apresentada contra Israel perante a Justiça internacional, devido à guerra em Gaza, e por uma alegada perseguição dos 'afrikaners', descendentes de colonos europeus.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Trump pressiona NATO e admite fechar bases em Espanha (e noutros países)... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje concordar com legisladores republicanos que defendem que Washington deve desmantelar bases em Espanha e noutros países da NATO que consideram não cooperarem na segurança do Estreito de Ormuz.

Por  LUSA 

Questionado sobre os comentários do senador republicano Lindsey Graham de que Washington deveria considerar a retirada de bases militares em países incumpridores, Trump afirmou hoje que "é preciso admitir que eles (legisladores) têm razão" e que a NATO "perdeu muito prestígio porque deveria estar a cooperar na questão do Estreito" de Ormuz, por onde os aliados "obtêm grande parte da sua energia".

Se Lindsey Graham disse isso... Não se esqueçam que, durante algum tempo, ele foi uma figura importante no que toca à NATO, embora já não o seja", comentou Trump sobre o senador da Carolina do Sul, um antigo membro das Forças Armadas.

"A verdade é que muitos senadores e congressistas, que costumavam ser grandes defensores da Aliança, estão agora muito perturbados porque a NATO não fez absolutamente nada", adiantou Trump.

Desde que Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão em 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo, além de ter praticamente encerrado a importante passagem naval do estreito de Ormuz, uma passagem importante no que diz respeito ao comércio mundial de hidrocarbonetos.

A caminho da quarta semana após o ataque israelo-norte-americano ao Irão, e com os preços do petróleo e gás a atingirem os níveis mais altos dos últimos anos, Trump tem pedido auxílio a países europeus membros da aliança atlântica, mas também ao Japão e à Coreia do Sul, para garantir a segurança no estreito de Ormuz.

O Presidente norte-americano reiterou hoje que o seu país, grande produtor de petróleo, não precisa do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, para as suas necessidades energéticas.

"Nós não precisamos dele. A Europa precisa. A Coreia do Sul, o Japão, a China e muitos outros precisam. Por isso, terão de se envolver um pouco nesta questão", declarou.

O Reino Unido autorizou hoje a utilização das suas bases pelo Pentágono para realizar operações que garantam a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, que está severamente limitada.

Trump reagiu dizendo que o Reino Unido poderá agir "mais rapidamente" em apoio dos Estados Unidos na guerra contra o Irão, e manifestou surpresa pela lentidão da resposta britânica em oferecer apoio, afirmando que, por ser "o seu primeiro aliado", esperava uma resposta mais eficaz.

Nenhum dos aliados militares de Washington atendeu ao apelo de Trump para o envio de navios de guerra para este estreito, que é a única ligação marítima entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico.

Em declarações na Casa Branca, Trump defendeu que a abertura do Estreito de Ormuz é "uma manobra militar muito simples e relativamente segura", mas "requer muita ajuda" e a NATO poderia contribuir, "mas até agora não teve coragem".

Também hoje, Trump acusou os países da NATO de serem cobardes, garantindo que os Estados Unidos se lembrarão da recusa destes em ajudá-los a proteger o estreito de Ormuz.

"Sem os Estados Unidos, a NATO é um tigre de papel. Não quiseram juntar-se à batalha para impedir um Irão dotado de armas nucleares. Agora que a batalha militar está ganha, com muito pouco perigo para eles, queixam-se dos preços elevados do petróleo que têm de pagar, mas não querem ajudar a abrir o estreito de Ormuz", escreveu Trump na rede social Truth Social.

"Cobardes, e vamos lembrar-nos disso!", acrescentou em letras maiúsculas.

Nas mesmas declarações, Trump reiterou que os Estados Unidos "não precisam" de ajuda externa, embora tenha pedido mais do que uma vez o envolvimento de outros países em operações de escolta de embarcações na passagem do Golfo.  

Na Casa Branca, Trump admitiu "falar" com Teerão sobre uma solução para o conflito, mas disse não "querer um cessar-fogo". 

"Não se declara um cessar-fogo quando se está literalmente a aniquilar o outro lado. Não é isso que procuramos", disse aos jornalistas à porta da Casa Branca.

"Cobardes". Trump critica NATO por não defender estreito de Ormuz... O Presidente norte-americano acusou hoje os países da NATO de serem cobardes, garantindo que os Estados Unidos se lembrarão da recusa destes em ajudá-los a proteger o estreito de Ormuz.

© Roberto Schmidt/Getty Images   Por LUSA  20/03/2026 

"Sem os Estados Unidos, a NATO é um tigre de papel. Não quiseram juntar-se à batalha para impedir um Irão dotado de armas nucleares. Agora que a batalha militar está ganha, com muito pouco perigo para eles, queixam-se dos preços elevados do petróleo que têm de pagar, mas não querem ajudar a abrir o estreito de Ormuz", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social. 

"Cobardes, e vamos lembrar-nos disso!", acrescentou em letras maiúsculas.

Trump tem pedido auxílio a países europeus membros da aliança atlântica, mas também ao Japão e à Coreia do Sul, para garantir a segurança no estreito de Ormuz, uma passagem importante no que diz respeito ao comércio mundial de hidrocarbonetos.

O Irão tem atacado petroleiros que tentam atravessar a passagem após ter decretado que visaria embarcações ligadas aos Estados Unidos e Israel.

Durante uma reunião na Casa Branca na quinta-feira, em Washington, com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, Donald Trump disse que Tóquio tem demonstrado abertura para reforçar o seu envolvimento na defesa do estreito de Ormuz.

"Temos recebido um apoio extraordinário e uma ótima relação com o Japão", afirmou Trump, acrescentando que espera que o país asiático "intensifique a sua atuação".

Após uma pausa, o líder norte-americano prosseguiu: "Não como a NATO".

Nas mesmas declarações, Trump reiterou que os Estados Unidos "não precisam" de ajuda externa, embora tenha pedido mais do que uma vez o envolvimento de outros países em operações de escolta de embarcações na passagem do Golfo.

Momentos antes da reunião com a primeira-ministra japonesa, Trump argumentou que o seu país não depende do estreito de Ormuz para o comércio energético, afirmando que Washington está a defender aquela rota para outros países.

"Nós não usamos o estreito. Estamos a defendê-lo para todos os outros", disse Trump na Casa Branca.

O chefe de Estado norte-americano acusou os aliados da NATO de não contribuírem suficientemente para a segurança daquela rota estratégica, embora tenha admitido que estes "estão a tornar-se mais amigáveis" face às exigências de Washington.

Desde que Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão em 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo, além de ter praticamente encerrado a importante passagem naval do estreito de Ormuz.


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O diretor da AIE advertiu hoje que o mundo enfrenta a maior ameaça energética da História devido à guerra no Irão, e avisou que pode levar seis meses para restabelecer os fluxos de petróleo e gás do golfo Pérsico.

terça-feira, 17 de março de 2026

Trump diz que EUA "não querem mais ajuda" dos aliados para operação no Ormuz... O Presidente norte-americano afirmou hoje que os Estados Unidos "já não precisam" do apoio de aliados da NATO para a operação militar no estreito de Ormuz, após alguns países terem recusado colaborar.

Por  sicnoticias.pt 

"Os Estados Unidos foram informados pela maioria dos nossos 'aliados' da NATO de que não se querem envolver na nossa operação militar contra o regime terrorista iraniano", escreveu Trump na rede Truth Social.

O chefe de Estado norte-americano acrescentou que Washington prescinde agora desse apoio, afirmando que "já não precisa e não quer mais a ajuda dos países da NATO".

"Nunca precisamos dela", sublinhou Trump, numa mensagem em que também referiu o Japão, a Austrália e a Coreia do Sul como países que rejeitaram o pedido de envolvimento.

As declarações surgem após um apelo recente dos Estados Unidos para que aliados participassem na reabertura e proteção do estreito de Ormuz, uma via estratégica para o transporte global de petróleo, no contexto da escalada de tensão com o Irão.

A recusa de vários parceiros internacionais em aderir à operação evidencia divergências no seio das alianças ocidentais quanto à resposta ao conflito com Teerão.



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As autoridades iranianas pediram hoje a realização de manifestações em grande escala para contrariar os "planos dos inimigos", depois de mais de duas semanas de conflito com Israel e os Estados Unidos.

domingo, 15 de março de 2026

Que se passa? Os desenvolvimentos no 16.º dia da guerra no Médio Oriente... Principais acontecimentos relacionados com a guerra no Médio Oriente, que entrou hoje no seu 16.º dia, com base na agência de notícias France-Presse (AFP).

Por LUSA 

Israel não prevê negociações diretas com o Líbano

O chefe da diplomacia israelita afirmou hoje que não estão previstas negociações diretas com o Líbano para pôr fim à guerra desencadeada a 02 de março por um ataque do Hezbollah contra Israel, à margem da guerra no Irão.

Uma fonte oficial libanesa tinha dito no sábado à AFP que estava a formar uma delegação para negociar com Israel com vista ao fim da guerra.

A mesma fonte referiu, contudo, que nem a data nem o local de tais discussões foram ainda fixados, estando Paris e Chipre a ser considerados.

Irão diz ter realizado ataques com drones em Israel

O exército iraniano declarou hoje ter realizado ataques com drones visando, nomeadamente, uma importante unidade policial e um centro de comunicações por satélite em Israel, num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial IRNA.

Irão alerta contra qualquer ação que possa expandir a guerra

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, exortou hoje as outras nações a "absterem-se de qualquer ação que possa levar a uma escalada e a uma extensão do conflito".

O aviso foi feito durante uma conversa telefónica com o homólogo francês, Jean-Noel Barrot, e após um pedido de auxílio do Presidente norte-americano, Donald Trump, para garantir a segurança no estreito de Ormuz.

Israel aprova verba orçamental "de emergência"

O Governo israelita aprovou uma verba de 2,6 mil milhões de shekels (692,9 milhões de euros) para compras militares de emergência, informou hoje a imprensa israelita.

A decisão foi tomada pelo Governo de Benjamin Netanyahu na noite de sexta-feira para sábado, durante uma reunião por videoconferência.

A verba servirá para "compras de segurança" e para responder "a necessidades urgentes", referiu o diário Haaretz, sem adiantar mais detalhes.

Governo britânico considera vital uma "desescalada do conflito" no Médio Oriente

O ministro da Energia britânico, Ed Miliband, considerou hoje essencial reduzir as tensões no Médio Oriente, após o apelo de Donald Trump para que os navios de guerra de outros países contribuam para a proteção dos abastecimentos mundiais de petróleo que transitam pelo estreito de Ormuz.

Preocupação no Iraque com ataques de drones

As autoridades iraquianas manifestaram hoje preocupação com os repetidos ataques de drones nas proximidades do aeroporto de Bagdad, que ameaçam diretamente uma prisão de alta segurança onde estão detidos presumíveis jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

Seul analisa apelo de Trump para enviar navio para o estreito de Ormuz

A Coreia do Sul está a analisar o pedido de Trump para enviar um navio para o estreito de Ormuz para garantir a segurança da rota petrolífera do Golfo.

Israel anuncia ataques no oeste do Irão

O exército israelita anunciou hoje ter lançado uma "vasta vaga" de ataques contra infraestruturas iranianas no oeste do país, ao 16.º dia da ofensiva conduzida conjuntamente com os Estados Unidos contra a República Islâmica.

Detenção no Irão de 20 pessoas por alegadas ligações a Israel

As autoridades iranianas detiveram pelo menos 20 pessoas na província do Azerbaijão Ocidental (noroeste) por terem "transmitido informações sobre locais militares, policiais e de segurança ao inimigo sionista", noticiou a agência de notícias Fars.

Guardiões da Revolução juram matar Netanyahu

Os Guardiões da Revolução juraram hoje "caçar e matar" o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

"Se este criminoso assassino de crianças ainda estiver vivo, continuaremos a caçá-lo e matá-lo-emos com todas as nossas forças", prometeu a poderosa força armada ideológica da República Islâmica do Irão.

Explosões no Bahrein

Fortes explosões fizeram-se ouvir na madrugada de hoje em Manama, a capital do Bahrein, segundo dois jornalistas da AFP no local.

Desde o início da guerra, o Bahrein afirmou ter intercetado 125 mísseis e 203 drones iranianos, com um balanço de dois mortos.

Nos outros países do Golfo, estes ataques causaram 24 mortos.

O Ministério da Defesa saudita relatou a destruição de 10 drones que visavam o leste do país e a capital, Riade.

Equipa de futebol iraquiana no México

A seleção de futebol do Iraque viajará para o México para disputar o jogo de 'play-off' para o Mundial-2026, apesar das dificuldades de viagem provocadas pela guerra no Médio Oriente, confirmou o presidente da Federação Iraquiana, Adnan Dirjal.

O jogo será disputado a 31 de março em Monterrey.

Emirados escolhem a contenção

Os Emirados Árabes Unidos têm o "direito de se defender" contra os ataques iranianos, mas continuam a escolher a contenção, declarou o conselheiro do presidente Anwar Gargash.

O Irão alertou que considera os portos do país como alvos legítimos.

Seis futebolistas iranianas retiram pedido de asilo na Austrália

Mais três membros da equipa feminina iraniana de futebol que tinham pedido e obtido asilo na Austrália decidiram regressar ao Irão, após uma primeira jogadora o ter feito esta semana, segundo o ministro do Interior australiano, Tony Burke.

Seis jogadoras e um membro da equipa técnica tinham pedido refúgio na Austrália após terem sido qualificados como "traidores em tempo de guerra" no Irão.

Trump quer ajuda no estreito de Ormuz

Trump exortou os países que dependem do petróleo que transita pelo estreito de Ormuz, bloqueado de facto pelo Irão, a assegurarem a segurança em coordenação com os Estados Unidos.

"Os Estados Unidos da América venceram e aniquilaram completamente o Irão, tanto militar como economicamente (...), mas os países do mundo que se abastecem de petróleo via estreito de Ormuz devem zelar pela segurança desta passagem, e nós ajudá-los-emos", escreveu na rede social de que é proprietário.


O Irão aconselhou hoje outros países a evitar qualquer ação que possa expandir a guerra com os Estados Unidos e Israel, após o apelo do Presidente norte-americano sobre segurança no estreito de Ormuz.


sábado, 14 de março de 2026

Recorde os desenvolvimentos no 15.º dia da guerra no Médio Oriente... A guerra no Médio Oriente entrou hoje na terceira semana com uma escalada de tensão no Golfo, marcada por ataques de drones, interceções de mísseis e movimentações diplomáticas e militares de larga escala.

Por LUSA 

Principais desenvolvimentos nas primeiras horas do 15.º dia de guerra, com base numa síntese da agência de notícias France-Presse (AFP):

Hamas apela à contenção do Irão

O movimento islamista palestiniano Hamas exortou hoje o seu aliado Irão a cessar os ataques contra os países do Golfo em retaliação às ofensivas norte-americanas e israelitas.

Embora reafirmando o direito de Teerão a ripostar "por todos os meios disponíveis", o movimento apelou para que os "irmãos no Irão" não visem as nações vizinhas.

Alerta de evacuação em Tabriz

O exército israelita ordenou hoje a evacuação imediata de uma zona industrial no oeste de Tabriz, no norte do Irão, prevendo operações militares "nas próximas horas".

O aviso foi publicado nas redes sociais, acompanhado de um mapa, apesar de o acesso à internet estar cortado no Irão há duas semanas.

Trump afirma que o Irão está derrotado

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que o Irão está "completamente derrotado e quer um acordo", embora tenha ressalvado que não aceitará qualquer proposta que não satisfaça os seus critérios.

Infraestruturas petrolíferas em risco

A agência iraniana Fars informou que as infraestruturas petrolíferas na ilha estratégica de Kharg, o principal centro de exportação do Irão, não sofreram danos após os ataques norte-americanos de sexta-feira.

Trump ameaçou aniquilar o terminal, enquanto o exército iraniano prometeu "reduzir a cinzas" as infraestruturas ligadas aos Estados Unidos em caso de agressão à ilha.

Ataques no Iraque e interceções no Qatar

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdad foi alvo de um ataque de drone hoje ao amanhecer, horas após ataques contra grupos pró-Irão que fizeram dois mortos.

O Qatar anunciou a interceção de dois mísseis sobre o centro de Doha. As autoridades tinham ordenado anteriormente a evacuação de zonas consideradas chave como medida de precaução.

Impacto regional e segurança marítima

Os Estados Unidos ordenaram a retirada do pessoal não essencial da embaixada em Mascate, a capital de Omã, após a morte de dois trabalhadores estrangeiros num ataque de drone.

Washington anunciou que a marinha norte-americana começará "muito em breve" a escoltar petroleiros no estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de hidrocarbonetos e que se encontra bloqueado pelo Irão.

O preço do barril de Brent fixou-se nos 103,14 dólares na sexta-feira, uma subida de 42% desde o início do conflito.

Frente Líbano e forças da ONU

Um ataque israelita contra um centro de saúde no sul do Líbano matou hoje pelo menos 12 profissionais médicos.

Paralelamente, a agência oficial Ani relatou que projéteis israelitas atingiram o quartel-general do batalhão nepalês da Finul (Força Interina das Nações Unidas no Líbano) em Mays al-Jabal, sem causar vítimas.

Reforços militares

Os Estados Unidos vão destacar cerca de 2.500 fuzileiros navais e três navios adicionais para a região, incluindo o navio de assalto "Tripoli", para reforçar a presença militar norte-americana no Médio Oriente.


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A Coreia do Norte disparou hoje uma dezena de mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, denunciou a Coreia do Sul, que tem em curso exercícios militares anuais com Washington, criticados por Pyongyang.