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terça-feira, 21 de abril de 2026

Cerca de 54 mil pessoas sem energia após ataque com drone russo... Cerca de 54 mil pessoas ficaram hoje sem energia elétrica na região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, após um ataque com um drone russo, segundo a empresa estatal de eletricidade da região.

© REUTERS   Por  LUSA  21/04/2026 

"A infraestrutura energética no distrito de Nizhin foi danificada", afirmou a empresa em comunicado.

Nizhin é um importante entroncamento ferroviário e já foi alvo de vários ataques nos últimos meses.

Na noite passada, a Rússia lançou um total de 143 drones de longo alcance contra a Ucrânia.

Dos 143 drones, 116 foram neutralizados pelas defesas aéreas ucranianas e 22 atingiram 17 locais diferentes em todo o país, que não foram especificados pela Força Aérea Ucraniana no seu relatório de bombardeamento.

De acordo com a agência de notícias estatal ucraniana Ukrinform, citando os canais russos do Telegram, drones ucranianos atingiram a infraestrutura ferroviária na segunda-feira à noite na região de Rostov, no sul da Rússia.

Por sua vez, o Ministério da Defesa russo afirmou que as suas defesas aéreas "intercetaram e destruíram 97 drones ucranianos de asa fixa" na noite passada sobre oito regiões russas e o Mar Negro.


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quarta-feira, 15 de abril de 2026

Agência de energia atómica alerta para atividades nucleares na Coreia do Norte... O diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), o argentino Rafael Grossi, alertou hoje para o aumento significativo da atividade com energia nuclear na Coreia do Norte, tal como anunciara Pyongyang.

© Christian Bruna/Getty Images    Por LUSA   15/04/2026 

"Confirmámos que as atividades nucleares estão em curso e em expansão significativa, não só no reator de classe de 5 MegaWatts (MW), nas instalações de reprocessamento de combustível nuclear usado e no reator de água em Yongbyon, mas também noutras instalações por perto", disse Grossi, em conferência de imprensa em Seul, citado pelo jornal sul-coreano Chosun Ilbo. 

O responsável da AIEA declarou que as equipas de inspeção avaliaram minuciosamente as capacidades nucleares da Coreia do Norte, mesmo após a retirada daquele país, em 2009.

O líder norte-coreano, Kim Jong-un, determinou, em fevereiro, que o país vai fortalecer e expandir ainda mais as suas forças nucleares, exercendo plenamente seu estatuto de estado detentor de armas nucleares, no congresso que define a estratégia nacional quinquenal.

Jong-un também declarou que qualquer evolução positiva nas relações bilaterais com os Estados Unidos da América depende de os responsáveis de Washington abandonarem as suas exigências de desnuclearização de Pyongyang.

As declarações de Rossi ocorrem três dias depois de a Coreia do Norte ter realizado um teste de mísseis de cruzeiro descritos como "estratégicos", uma indicação de sua potencial capacidade de transportar ogivas nucleares.

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Pyongyang fala de 'dois pesos, duas medidas' e rejeita resolução da ONU... A Coreia do Norte criticou hoje uma resolução da ONU sobre os direitos humanos e acusou a comunidade internacional de aplicar 'dois pesos, duas medidas' em relação à guerra no Médio Oriente.

© Lusa   02/04/2026 

"A prática de adotar este tipo de 'resolução dos direitos humanos' contra a Coreia do Norte, que dura há mais de 20 anos, é um exemplo em miniatura do deplorável estado dos direitos humanos na ONU", disse a diplomacia de Pyongyang. 

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros norte-coreano afirmou que as posições da ONU sobre os direitos humanos são uma "grave provocação política" e foram contaminadas "por politização, seletividade e 'dois pesos, duas medidas'".

Num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal norte-coreana KCNA, o Ministério referiu que o conflito no Médio Oriente envolve "massacres" que eclipsam os crimes contra a humanidade cometidos durante a Segunda Guerra Mundial.

A diplomacia de Pyongyang deu como exemplo a morte de mais de uma centena de crianças, numa aparente referência ao bombardeamento de uma escola primária feminina no Irão, que matou pelo menos 168 pessoas.

A resolução, adotada na segunda-feira em Genebra, condena as violações sistemáticas, generalizadas e de longa data dos direitos humanos cometidas pelo regime da Coreia do Norte.

A Coreia do Sul decidiu copatrocinar o texto, apesar de relatos de que estaria a considerar a abstenção, como um gesto de reconciliação, semelhante ao que ocorreu durante a presidência de Moon Jae-in (2019-2022), do mesmo partido do atual presidente Lee Jae-myung.

"A situação geral dos direitos humanos na Coreia do Norte nos últimos 10 anos não apresentou melhorias e, em muitos casos, deteriorou-se, apesar dos relatos de alguns avanços isolados, de acordo com a avaliação da Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos em Setembro", afirmou a Relatora Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos na Coreia do Norte, Elizabeth Salmon, em Seul, em fevereiro.

A ONU e várias organizações de defesa dos direitos humanos têm documentado abusos graves e sistemáticos na Coreia do Norte durante décadas, incluindo execuções públicas, trabalho forçado e repressão severa no acesso à informação externa.


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O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, reuniram-se na capital da Coreia do Norte na quinta-feira e assinaram um tratado de amizade e cooperação.

sexta-feira, 27 de março de 2026

China adverte para riscos de ataque a instalações nucleares... O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou que atacar instalações nucleares no Médio Oriente "teria consequências incalculáveis" e mergulharia a região na miséria, numa reunião com o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA).

© Kevin Frayer/Getty Images    Por  LUSA   27/03/2026 

"Devemos impedir que o confronto se intensifique (...). Só um cessar-fogo imediato e o reinício do diálogo e da negociação podem eliminar verdadeiramente as causas do conflito [entre o Irão e os EUA e Israel]", afirmou na quinta-feira o chefe da diplomacia chinesa, que recebeu Rafael Grossi na quinta-feira, de acordo com um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. 

O ministro salientou que a AIEA desempenha "um papel vital na governação nuclear mundial", manifestou o desejo do seu país de reforçar a cooperação com a agência para salvaguardar o regime internacional de não proliferação e reiterou o desejo da China de fortalecer a ONU.

De acordo com o comunicado oficial, Grossi apelou para que todos os países colaborem para enfrentar os "preocupantes" desafios atuais e assegurou que a AIEA está disposta a aprofundar a comunicação e a cooperação com a China "para resolver as questões críticas pertinentes e promover a utilização pacífica da energia nuclear".

Esta semana, Grossi afirmou numa entrevista concedida ao jornal italiano Corriere della Sera que poderão realizar-se em Islamabade (Paquistão), este fim de semana, novas conversações entre delegações do Irão e dos Estados Unidos, nas quais Washington poderá exigir o "enriquecimento zero" por parte de Teerão como condição para o acordo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês intensificou esta semana os contactos com os homólogos de outras potências e do Médio Oriente, com quem já falara quando o conflito teve início no final de fevereiro, na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, aos quais Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e veículos aéreos não tripulados ("drones") contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do abastecimento mundial de petróleo bruto.

Perante a crise, Pequim enviou o enviado especial para o Médio Oriente, Zhai Jun, numa visita a vários países da região, onde manteve contactos com representantes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Bahrein, do Kuwait, do Qatar e do Egito, bem como com o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Árabe.


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O Presidente chinês felicitou hoje o líder norte-coreano, Kim Jong-un, pela reeleição à frente do Comité de Assuntos de Estado, o cargo mais alto do principal órgão de orientação política do país, informou a imprensa estatal.

quinta-feira, 26 de março de 2026

França nega pressões e diz que optou por não convidar África do Sul para G7... A França garantiu hoje que o convite ao Quénia em vez de à África do Sul para a cimeira do G7 não resulta de qualquer pressão, mas sim de uma escolha, devido ao encontro Africa Forward, em maio.

© Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images    Por  LUSA  26/03/2026 

"No que diz respeito ao G7, optámos por convidar o Quénia para Evian, tendo em conta o trabalho que estamos a realizar em conjunto para preparar a cimeira Africa Forward, em maio", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, numa conferência de imprensa citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

As declarações do chefe da diplomacia francesa surgem no mesmo dia em que a África do Sul criticou não ter sido convidada para o encontro, considerando que isso aconteceu devido a pressões dos Estados Unidos da América, país com quem a África do Sul tem tido relações tensas desde que Donald Trump é Presidente.

"Não cedemos a nenhuma pressão, mas fizemos uma escolha coerente com a nossa decisão de realizar um G7 restrito e focado em questões geoeconómicas", acrescentou o governante francês, concluindo: "Sempre contámos com a África do Sul e respeitamos o importante papel que desempenha nos assuntos internacionais".

O encontro Africa Forward, que se realiza em Nairobi em maio, deverá ter como tema central da agenda a resposta da Europa e de África à guerra no Médio Oriente, apesar de ter sido marcada antes do conflito, e está prevista a participação dos Presidentes de França e do Quénia.


Esta manhã, a África do Sul tinha confirmado que não iria à cimeira do grupo das sete nações mais industrializadas do mundo, que se realiza na cidade francesa de Evian, em junho.

"Ficámos a saber que, devido a pressões contínuas, a França teve de retirar o convite à África do Sul para participar no G7", declarou à AFP o porta-voz da Presidência sul-africana, Vincent Magwenya.

"Dizem-nos que os americanos ameaçaram boicotar a cimeira do G7 se a África do Sul fosse convidada", acrescentou.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, boicotou a cimeira do G20 organizada em Joanesburgo em novembro e, desde então, excluiu a África do Sul dos trabalhos do grupo, cuja presidência rotativa este ano é assegurada pelos Estados Unidos.

Foi o Presidente francês, Emmanuel Macron, durante a cimeira do G20 na África do Sul, que convidou pessoalmente Cyril Ramaphosa para participar na cimeira do G7, que decorrerá de 15 a 17 de junho em Evian, França, recorda Pretória.

Os trabalhos em cimeiras do grupo, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, e representação da União Europeia, são regularmente alargados a países convidados, como aconteceu este ano com o Brasil, com a Índia e com a Coreia do Sul.

A decisão de deixar de convidar o chefe de Estado sul-africano "não terá impacto na solidez e na estreita relação bilateral que mantemos com a França", referiu o porta-voz.

"A relação diplomática entre os Estados Unidos e a África do Sul existia antes da administração Trump e sobreviverá ao atual mandato da Casa Branca", acrescentou Vincent Magwenya, por isso "independentemente de todos estes desenvolvimentos, a África do Sul continua empenhada em manter um diálogo construtivo com os Estados Unidos".

As relações bilaterais dos Estados Unidos e da África do Sul encontram-se degradadas desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca.

Os Estados Unidos criticam a África do Sul pela queixa de genocídio apresentada contra Israel perante a Justiça internacional, devido à guerra em Gaza, e por uma alegada perseguição dos 'afrikaners', descendentes de colonos europeus.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Trump pressiona NATO e admite fechar bases em Espanha (e noutros países)... O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje concordar com legisladores republicanos que defendem que Washington deve desmantelar bases em Espanha e noutros países da NATO que consideram não cooperarem na segurança do Estreito de Ormuz.

Por  LUSA 

Questionado sobre os comentários do senador republicano Lindsey Graham de que Washington deveria considerar a retirada de bases militares em países incumpridores, Trump afirmou hoje que "é preciso admitir que eles (legisladores) têm razão" e que a NATO "perdeu muito prestígio porque deveria estar a cooperar na questão do Estreito" de Ormuz, por onde os aliados "obtêm grande parte da sua energia".

Se Lindsey Graham disse isso... Não se esqueçam que, durante algum tempo, ele foi uma figura importante no que toca à NATO, embora já não o seja", comentou Trump sobre o senador da Carolina do Sul, um antigo membro das Forças Armadas.

"A verdade é que muitos senadores e congressistas, que costumavam ser grandes defensores da Aliança, estão agora muito perturbados porque a NATO não fez absolutamente nada", adiantou Trump.

Desde que Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão em 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo, além de ter praticamente encerrado a importante passagem naval do estreito de Ormuz, uma passagem importante no que diz respeito ao comércio mundial de hidrocarbonetos.

A caminho da quarta semana após o ataque israelo-norte-americano ao Irão, e com os preços do petróleo e gás a atingirem os níveis mais altos dos últimos anos, Trump tem pedido auxílio a países europeus membros da aliança atlântica, mas também ao Japão e à Coreia do Sul, para garantir a segurança no estreito de Ormuz.

O Presidente norte-americano reiterou hoje que o seu país, grande produtor de petróleo, não precisa do estreito de Ormuz, por onde passa 20% do crude mundial, para as suas necessidades energéticas.

"Nós não precisamos dele. A Europa precisa. A Coreia do Sul, o Japão, a China e muitos outros precisam. Por isso, terão de se envolver um pouco nesta questão", declarou.

O Reino Unido autorizou hoje a utilização das suas bases pelo Pentágono para realizar operações que garantam a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, que está severamente limitada.

Trump reagiu dizendo que o Reino Unido poderá agir "mais rapidamente" em apoio dos Estados Unidos na guerra contra o Irão, e manifestou surpresa pela lentidão da resposta britânica em oferecer apoio, afirmando que, por ser "o seu primeiro aliado", esperava uma resposta mais eficaz.

Nenhum dos aliados militares de Washington atendeu ao apelo de Trump para o envio de navios de guerra para este estreito, que é a única ligação marítima entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico.

Em declarações na Casa Branca, Trump defendeu que a abertura do Estreito de Ormuz é "uma manobra militar muito simples e relativamente segura", mas "requer muita ajuda" e a NATO poderia contribuir, "mas até agora não teve coragem".

Também hoje, Trump acusou os países da NATO de serem cobardes, garantindo que os Estados Unidos se lembrarão da recusa destes em ajudá-los a proteger o estreito de Ormuz.

"Sem os Estados Unidos, a NATO é um tigre de papel. Não quiseram juntar-se à batalha para impedir um Irão dotado de armas nucleares. Agora que a batalha militar está ganha, com muito pouco perigo para eles, queixam-se dos preços elevados do petróleo que têm de pagar, mas não querem ajudar a abrir o estreito de Ormuz", escreveu Trump na rede social Truth Social.

"Cobardes, e vamos lembrar-nos disso!", acrescentou em letras maiúsculas.

Nas mesmas declarações, Trump reiterou que os Estados Unidos "não precisam" de ajuda externa, embora tenha pedido mais do que uma vez o envolvimento de outros países em operações de escolta de embarcações na passagem do Golfo.  

Na Casa Branca, Trump admitiu "falar" com Teerão sobre uma solução para o conflito, mas disse não "querer um cessar-fogo". 

"Não se declara um cessar-fogo quando se está literalmente a aniquilar o outro lado. Não é isso que procuramos", disse aos jornalistas à porta da Casa Branca.

"Cobardes". Trump critica NATO por não defender estreito de Ormuz... O Presidente norte-americano acusou hoje os países da NATO de serem cobardes, garantindo que os Estados Unidos se lembrarão da recusa destes em ajudá-los a proteger o estreito de Ormuz.

© Roberto Schmidt/Getty Images   Por LUSA  20/03/2026 

"Sem os Estados Unidos, a NATO é um tigre de papel. Não quiseram juntar-se à batalha para impedir um Irão dotado de armas nucleares. Agora que a batalha militar está ganha, com muito pouco perigo para eles, queixam-se dos preços elevados do petróleo que têm de pagar, mas não querem ajudar a abrir o estreito de Ormuz", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social. 

"Cobardes, e vamos lembrar-nos disso!", acrescentou em letras maiúsculas.

Trump tem pedido auxílio a países europeus membros da aliança atlântica, mas também ao Japão e à Coreia do Sul, para garantir a segurança no estreito de Ormuz, uma passagem importante no que diz respeito ao comércio mundial de hidrocarbonetos.

O Irão tem atacado petroleiros que tentam atravessar a passagem após ter decretado que visaria embarcações ligadas aos Estados Unidos e Israel.

Durante uma reunião na Casa Branca na quinta-feira, em Washington, com a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, Donald Trump disse que Tóquio tem demonstrado abertura para reforçar o seu envolvimento na defesa do estreito de Ormuz.

"Temos recebido um apoio extraordinário e uma ótima relação com o Japão", afirmou Trump, acrescentando que espera que o país asiático "intensifique a sua atuação".

Após uma pausa, o líder norte-americano prosseguiu: "Não como a NATO".

Nas mesmas declarações, Trump reiterou que os Estados Unidos "não precisam" de ajuda externa, embora tenha pedido mais do que uma vez o envolvimento de outros países em operações de escolta de embarcações na passagem do Golfo.

Momentos antes da reunião com a primeira-ministra japonesa, Trump argumentou que o seu país não depende do estreito de Ormuz para o comércio energético, afirmando que Washington está a defender aquela rota para outros países.

"Nós não usamos o estreito. Estamos a defendê-lo para todos os outros", disse Trump na Casa Branca.

O chefe de Estado norte-americano acusou os aliados da NATO de não contribuírem suficientemente para a segurança daquela rota estratégica, embora tenha admitido que estes "estão a tornar-se mais amigáveis" face às exigências de Washington.

Desde que Estados Unidos e Israel lançaram a ofensiva conjunta contra o Irão em 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos israelitas e norte-americanos nos países do Golfo, além de ter praticamente encerrado a importante passagem naval do estreito de Ormuz.


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O diretor da AIE advertiu hoje que o mundo enfrenta a maior ameaça energética da História devido à guerra no Irão, e avisou que pode levar seis meses para restabelecer os fluxos de petróleo e gás do golfo Pérsico.

terça-feira, 17 de março de 2026

Trump diz que EUA "não querem mais ajuda" dos aliados para operação no Ormuz... O Presidente norte-americano afirmou hoje que os Estados Unidos "já não precisam" do apoio de aliados da NATO para a operação militar no estreito de Ormuz, após alguns países terem recusado colaborar.

Por  sicnoticias.pt 

"Os Estados Unidos foram informados pela maioria dos nossos 'aliados' da NATO de que não se querem envolver na nossa operação militar contra o regime terrorista iraniano", escreveu Trump na rede Truth Social.

O chefe de Estado norte-americano acrescentou que Washington prescinde agora desse apoio, afirmando que "já não precisa e não quer mais a ajuda dos países da NATO".

"Nunca precisamos dela", sublinhou Trump, numa mensagem em que também referiu o Japão, a Austrália e a Coreia do Sul como países que rejeitaram o pedido de envolvimento.

As declarações surgem após um apelo recente dos Estados Unidos para que aliados participassem na reabertura e proteção do estreito de Ormuz, uma via estratégica para o transporte global de petróleo, no contexto da escalada de tensão com o Irão.

A recusa de vários parceiros internacionais em aderir à operação evidencia divergências no seio das alianças ocidentais quanto à resposta ao conflito com Teerão.



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As autoridades iranianas pediram hoje a realização de manifestações em grande escala para contrariar os "planos dos inimigos", depois de mais de duas semanas de conflito com Israel e os Estados Unidos.

domingo, 15 de março de 2026

Que se passa? Os desenvolvimentos no 16.º dia da guerra no Médio Oriente... Principais acontecimentos relacionados com a guerra no Médio Oriente, que entrou hoje no seu 16.º dia, com base na agência de notícias France-Presse (AFP).

Por LUSA 

Israel não prevê negociações diretas com o Líbano

O chefe da diplomacia israelita afirmou hoje que não estão previstas negociações diretas com o Líbano para pôr fim à guerra desencadeada a 02 de março por um ataque do Hezbollah contra Israel, à margem da guerra no Irão.

Uma fonte oficial libanesa tinha dito no sábado à AFP que estava a formar uma delegação para negociar com Israel com vista ao fim da guerra.

A mesma fonte referiu, contudo, que nem a data nem o local de tais discussões foram ainda fixados, estando Paris e Chipre a ser considerados.

Irão diz ter realizado ataques com drones em Israel

O exército iraniano declarou hoje ter realizado ataques com drones visando, nomeadamente, uma importante unidade policial e um centro de comunicações por satélite em Israel, num comunicado divulgado pela agência de notícias oficial IRNA.

Irão alerta contra qualquer ação que possa expandir a guerra

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, exortou hoje as outras nações a "absterem-se de qualquer ação que possa levar a uma escalada e a uma extensão do conflito".

O aviso foi feito durante uma conversa telefónica com o homólogo francês, Jean-Noel Barrot, e após um pedido de auxílio do Presidente norte-americano, Donald Trump, para garantir a segurança no estreito de Ormuz.

Israel aprova verba orçamental "de emergência"

O Governo israelita aprovou uma verba de 2,6 mil milhões de shekels (692,9 milhões de euros) para compras militares de emergência, informou hoje a imprensa israelita.

A decisão foi tomada pelo Governo de Benjamin Netanyahu na noite de sexta-feira para sábado, durante uma reunião por videoconferência.

A verba servirá para "compras de segurança" e para responder "a necessidades urgentes", referiu o diário Haaretz, sem adiantar mais detalhes.

Governo britânico considera vital uma "desescalada do conflito" no Médio Oriente

O ministro da Energia britânico, Ed Miliband, considerou hoje essencial reduzir as tensões no Médio Oriente, após o apelo de Donald Trump para que os navios de guerra de outros países contribuam para a proteção dos abastecimentos mundiais de petróleo que transitam pelo estreito de Ormuz.

Preocupação no Iraque com ataques de drones

As autoridades iraquianas manifestaram hoje preocupação com os repetidos ataques de drones nas proximidades do aeroporto de Bagdad, que ameaçam diretamente uma prisão de alta segurança onde estão detidos presumíveis jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI).

Seul analisa apelo de Trump para enviar navio para o estreito de Ormuz

A Coreia do Sul está a analisar o pedido de Trump para enviar um navio para o estreito de Ormuz para garantir a segurança da rota petrolífera do Golfo.

Israel anuncia ataques no oeste do Irão

O exército israelita anunciou hoje ter lançado uma "vasta vaga" de ataques contra infraestruturas iranianas no oeste do país, ao 16.º dia da ofensiva conduzida conjuntamente com os Estados Unidos contra a República Islâmica.

Detenção no Irão de 20 pessoas por alegadas ligações a Israel

As autoridades iranianas detiveram pelo menos 20 pessoas na província do Azerbaijão Ocidental (noroeste) por terem "transmitido informações sobre locais militares, policiais e de segurança ao inimigo sionista", noticiou a agência de notícias Fars.

Guardiões da Revolução juram matar Netanyahu

Os Guardiões da Revolução juraram hoje "caçar e matar" o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu.

"Se este criminoso assassino de crianças ainda estiver vivo, continuaremos a caçá-lo e matá-lo-emos com todas as nossas forças", prometeu a poderosa força armada ideológica da República Islâmica do Irão.

Explosões no Bahrein

Fortes explosões fizeram-se ouvir na madrugada de hoje em Manama, a capital do Bahrein, segundo dois jornalistas da AFP no local.

Desde o início da guerra, o Bahrein afirmou ter intercetado 125 mísseis e 203 drones iranianos, com um balanço de dois mortos.

Nos outros países do Golfo, estes ataques causaram 24 mortos.

O Ministério da Defesa saudita relatou a destruição de 10 drones que visavam o leste do país e a capital, Riade.

Equipa de futebol iraquiana no México

A seleção de futebol do Iraque viajará para o México para disputar o jogo de 'play-off' para o Mundial-2026, apesar das dificuldades de viagem provocadas pela guerra no Médio Oriente, confirmou o presidente da Federação Iraquiana, Adnan Dirjal.

O jogo será disputado a 31 de março em Monterrey.

Emirados escolhem a contenção

Os Emirados Árabes Unidos têm o "direito de se defender" contra os ataques iranianos, mas continuam a escolher a contenção, declarou o conselheiro do presidente Anwar Gargash.

O Irão alertou que considera os portos do país como alvos legítimos.

Seis futebolistas iranianas retiram pedido de asilo na Austrália

Mais três membros da equipa feminina iraniana de futebol que tinham pedido e obtido asilo na Austrália decidiram regressar ao Irão, após uma primeira jogadora o ter feito esta semana, segundo o ministro do Interior australiano, Tony Burke.

Seis jogadoras e um membro da equipa técnica tinham pedido refúgio na Austrália após terem sido qualificados como "traidores em tempo de guerra" no Irão.

Trump quer ajuda no estreito de Ormuz

Trump exortou os países que dependem do petróleo que transita pelo estreito de Ormuz, bloqueado de facto pelo Irão, a assegurarem a segurança em coordenação com os Estados Unidos.

"Os Estados Unidos da América venceram e aniquilaram completamente o Irão, tanto militar como economicamente (...), mas os países do mundo que se abastecem de petróleo via estreito de Ormuz devem zelar pela segurança desta passagem, e nós ajudá-los-emos", escreveu na rede social de que é proprietário.


O Irão aconselhou hoje outros países a evitar qualquer ação que possa expandir a guerra com os Estados Unidos e Israel, após o apelo do Presidente norte-americano sobre segurança no estreito de Ormuz.


sábado, 14 de março de 2026

Recorde os desenvolvimentos no 15.º dia da guerra no Médio Oriente... A guerra no Médio Oriente entrou hoje na terceira semana com uma escalada de tensão no Golfo, marcada por ataques de drones, interceções de mísseis e movimentações diplomáticas e militares de larga escala.

Por LUSA 

Principais desenvolvimentos nas primeiras horas do 15.º dia de guerra, com base numa síntese da agência de notícias France-Presse (AFP):

Hamas apela à contenção do Irão

O movimento islamista palestiniano Hamas exortou hoje o seu aliado Irão a cessar os ataques contra os países do Golfo em retaliação às ofensivas norte-americanas e israelitas.

Embora reafirmando o direito de Teerão a ripostar "por todos os meios disponíveis", o movimento apelou para que os "irmãos no Irão" não visem as nações vizinhas.

Alerta de evacuação em Tabriz

O exército israelita ordenou hoje a evacuação imediata de uma zona industrial no oeste de Tabriz, no norte do Irão, prevendo operações militares "nas próximas horas".

O aviso foi publicado nas redes sociais, acompanhado de um mapa, apesar de o acesso à internet estar cortado no Irão há duas semanas.

Trump afirma que o Irão está derrotado

O Presidente norte-americano, Donald Trump, declarou que o Irão está "completamente derrotado e quer um acordo", embora tenha ressalvado que não aceitará qualquer proposta que não satisfaça os seus critérios.

Infraestruturas petrolíferas em risco

A agência iraniana Fars informou que as infraestruturas petrolíferas na ilha estratégica de Kharg, o principal centro de exportação do Irão, não sofreram danos após os ataques norte-americanos de sexta-feira.

Trump ameaçou aniquilar o terminal, enquanto o exército iraniano prometeu "reduzir a cinzas" as infraestruturas ligadas aos Estados Unidos em caso de agressão à ilha.

Ataques no Iraque e interceções no Qatar

A embaixada dos Estados Unidos em Bagdad foi alvo de um ataque de drone hoje ao amanhecer, horas após ataques contra grupos pró-Irão que fizeram dois mortos.

O Qatar anunciou a interceção de dois mísseis sobre o centro de Doha. As autoridades tinham ordenado anteriormente a evacuação de zonas consideradas chave como medida de precaução.

Impacto regional e segurança marítima

Os Estados Unidos ordenaram a retirada do pessoal não essencial da embaixada em Mascate, a capital de Omã, após a morte de dois trabalhadores estrangeiros num ataque de drone.

Washington anunciou que a marinha norte-americana começará "muito em breve" a escoltar petroleiros no estreito de Ormuz, por onde transita 20% da produção mundial de hidrocarbonetos e que se encontra bloqueado pelo Irão.

O preço do barril de Brent fixou-se nos 103,14 dólares na sexta-feira, uma subida de 42% desde o início do conflito.

Frente Líbano e forças da ONU

Um ataque israelita contra um centro de saúde no sul do Líbano matou hoje pelo menos 12 profissionais médicos.

Paralelamente, a agência oficial Ani relatou que projéteis israelitas atingiram o quartel-general do batalhão nepalês da Finul (Força Interina das Nações Unidas no Líbano) em Mays al-Jabal, sem causar vítimas.

Reforços militares

Os Estados Unidos vão destacar cerca de 2.500 fuzileiros navais e três navios adicionais para a região, incluindo o navio de assalto "Tripoli", para reforçar a presença militar norte-americana no Médio Oriente.


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A Coreia do Norte disparou hoje uma dezena de mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, denunciou a Coreia do Sul, que tem em curso exercícios militares anuais com Washington, criticados por Pyongyang.

EUA emitem licença para permitir comercialização do petróleo venezuelano... O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos emitiu hoje uma licença para autorizar empresas americanas a realizarem certas atividades de exploração e comercialização de petróleo venezuelano, um setor sancionado por Washington.

Por LUSA 

Esta medida representa mais um passo na aproximação entre a Administração de Donald Trump e o Governo da presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que na semana passada restabeleceram as relações diplomáticas entre ambos os países, quebradas desde 2019.

O departamento dirigido por Scott Bessent levantou as sanções para a exploração, venda, transporte e armazenamento de petróleo venezuelano e seus refinados, desde que sejam importados para os Estados Unidos por empresas desse país.

A autorização inclui transações em que estejam envolvidos o Governo da Venezuela e a empresa petrolífera estatal Pdvsa.

A licença estipula que qualquer contrato deve ser regido pela legislação americana e que as disputas sejam resolvidas em território americano.

Numa outra licença, o Departamento do Tesouro especificou que não são permitidas transações ligadas à Rússia, Irão, Coreia do Norte, Cuba e certos atores da China, nem tão pouco com pessoas sancionadas por Washington.

Na semana passada, o Governo de Trump emitiu uma licença que autoriza determinadas atividades relacionadas com a exploração e comercialização de ouro venezuelano por empresas americanas.

O alívio das sanções ao crude venezuelano ocorre ainda num contexto de turbulências no mercado energético mundial devido ao bloqueio provocado pela guerra do Irão no estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

A escalada dos preços da gasolina levou os Estados Unidos a libertar parte das suas reservas estratégicas de crude para aumentar a oferta e a levantar temporariamente as restrições a outros países para que possam adquirir petróleo russo sancionado por Washington.


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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu hoje a Donald Trump o levantamento das sanções americanas "que afetam os povos", durante a receção, em Caracas, de uma delegação de ministros colombianos.


quarta-feira, 11 de março de 2026

China retoma serviço ferroviário de passageiros entre Pequim e Pyongyang... A China anunciou hoje a retoma esta semana do serviço de comboios de passageiros entre Pequim, a cidade chinesa de Dandong e Pyongyang, que foi interrompido devido à pandemia da covid-19.

© Lusa   11/03/2026 

O Grupo Estatal de Ferrovias da China indicou hoje que os comboios circularão em ambos os sentidos entre as capitais dos dois países quatro dias por semana, enquanto a ligação entre Dandong, cidade fronteiriça da província chinesa de Liaoning, e Pyongyang funcionará diariamente. 

A viagem entre Pequim e a capital da Coreia do Norte será feita por meio de dois vagões para passageiros internacionais acoplados a comboios já existentes dentro de cada país.

A ligação ferroviária será assim retomada após ter sido interrompida em 2020, quando ambos os países começaram a aplicar rigorosos encerramentos de fronteiras devido à pandemia da covid-19.

O comboio partirá da estação de Pequim às 17:26 (09:26, em Lisboa), e, depois de passar por cidades como Tianjin e Shenyang, chegará a Dandong, onde fará a conexão com um comboio que cruzará a fronteira para Sinuiju antes de continuar até Pyongyang, com chegada prevista para as 18:07 (10:07, em Lisboa) do dia seguinte.

No sentido inverso, o comboio partirá de Pyongyang às 10:26 (02:26, em Lisboa), e, após fazer o mesmo percurso no sentido contrário, chegará à capital chinesa às 8:40 (00:40, em Lisboa) do dia seguinte.

Os trâmites de imigração serão realizados nos postos fronteiriços de Dandong, no lado chinês, e Sinuiju, na Coreia do Norte, enquanto os bilhetes já podem ser adquiridos em pontos de venda autorizados em várias cidades chinesas e na estação de Pyongyang, de acordo com o comunicado.

O Grupo Estatal de Ferrovias da China indicou que a iniciativa "tem como objetivo facilitar ainda mais o intercâmbio de pessoas, a cooperação económica e comercial e as interações culturais" entre a China e a Coreia do Norte.

No mês passado, o Presidente da China, Xi Jinping, felicitou Kim Jong-un pela reeleição como secretário-geral do Partido dos Trabalhadores da Coreia (partido único da Coreia do Norte), um gesto simbólico que consolida a figura do líder, ao mesmo tempo que destacou as "relações amigáveis" entre Pequim e Pyongyang.

A China continua a ser o principal parceiro comercial da Coreia do Norte, país com o qual partilha uma fronteira de mais de 1.400 quilómetros, num cenário marcado pelas sanções internacionais a Pyongyang e pela crescente cooperação militar da Coreia do Norte com a Rússia.


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O juiz Alexandre de Moraes aprovou o pedido parcialmente, rejeitando as datas solicitadas pela defesa.


terça-feira, 3 de março de 2026

O que é o estreito de Ormuz e o que está em causa se fechar?... O Estreito de Ormuz, com pouco menos de 50 quilómetros de largura, é um ponto de passagem chave do comércio mundial de petróleo. Desde o início do conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irão, o preço do petróleo já disparou.

© Stringer/Anadolu via Getty Images  Notícias ao Minuto  03/03/2026 

O golfo do Omã é o único ponto de entrada e saída para o Estreito de Ormuz, por onde passam diariamente mais de 20% da produção mundial de petróleo. No entanto, no dia em que os Estados Unidos e Israel contra o Irão,  a Guarda da Revolução havia indicado que este estreito estava "de facto" fechado à navegação por ser perigoso. Mas, o que é que isto implica?

Note-se, no entanto, que embora o tráfego no estreito de Ormuz - que separa o Irão, a norte, dos Emirados Árabes Unidos e Omã, a sul, a apenas 30 quilómetros de distância - seja praticamente nulo, nenhuma entidade oficial decretou ainda o seu encerramento.

O Estreito de Ormuz,  com pouco menos de 50 quilómetros de largura, é um ponto de passagem chave do comércio mundial de petróleo.

Aliás, de salientar que, desde o início deste conflito, os preços do petróleo já dispararam.

Qual é a importância deste estreito?

O Estreito de Ormuz é um "check point" estratégico, cuja instabilidade poderá afetar não apenas a região do Médio Oriente, mas todo o sistema internacional, explicou Alexandre Coelho, professor de Relações Internacionais, à CNN Brasil. 

Ao longo da sua história, este estreito tem sido importante para o comércio. Numa fase inicial, servia sobretudo para o transporte de cerâmicas, marfim, sedas e têxteis para a China. 

Mais tarde, passou a ser utilizado para a rota de petroleiros que transportam petróleo e gás da Arábia Saudita, Kuwait, Iraque, Catar, Bahrein, Emirados Árabes Unidos e Irão. A grande maioria desse petróleo é destinado aos mercados asiáticos, incluindo a China.

Mas, o estreito está ou não fechado?

Até ao momento, não houve uma confirmação oficial de que o estreito de Ormuz tinha sido fechado. Ainda assim, desde sábado, o tráfego caiu drasticamente devido à interrupção dos sistemas de navegação por satélite, de acordo com a Associated Press (AP).

O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido chegou a relatar vários ataques a embarcações naquela zona.

O Irão tem também vindo a ameaçar as embarcações que se aproximem deste estreito, acreditando-se que já tenham sido lançados vários ataques.

"Qualquer navio que tentar passar pelo Estreito de Ormuz será incendiado", afirmou o brigadeiro-general Ebrahim Jabbari em declarações divulgadas pela imprensa iraniana.

De sublinhar que se estima que, diariamente, passem pelo Estreio de Ormuz cerca de 20 milhões de barris de petróleo bruto, condensado e combustíveis.

Que países serão mais afetados com este bloqueio?

A Administração de Informações de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês) estima que 82%  dos carregamentos do petróleo bruto e outros combustíveis que atravessam o estreito de Ormuz vão para a Ásia. 

China, Índia, Japão e Coreia do Sul são os principais destinos. Os quatro países juntos são cerca de 70% de todo o fluxo de petróleo bruto e condensado que por ali passa.

Quanto a Portugal, a Galp adotou medidas preventivas, incluindo o redirecionamento de carregamentos de petróleo próprio ("equity oil") para reduzir eventuais riscos logísticos e assegurar a continuidade do abastecimento.

Num contexto de elevada incerteza, a co-presidente executiva, Maria João Carioca, sublinhou que será essencial manter "uma clara concentração no desempenho operacional e numa gestão financeira disciplinada".

Transportadores suspendem operações

Vários transportadores marítimos mundiais já suspenderam as suas operações no Estreito de Ormuz, tendo emitido alertas. Por exemplo, a empresa dinamarquesa Maersk, anunciou, no domingo, a suspensão de todas as travessias de navios naquela região.

"Até nova ordem, todas as travessias dos serviços ME11 (Médio Oriente-Índia para o Mediterrâneo) e MECL (Médio Oriente-Índia para a costa leste dos Estados Unidos) serão desviadas pelo Cabo da Boa Esperança", precisou o grupo num comunicado emitido no domingo.

E acrescentou: "Continuamos determinados a minimizar o impacto nas cadeias de abastecimento dos nossos clientes e continuaremos a mantê-los informados sobre a evolução da situação".

À Maersk juntam-se outras empresas como a MSC, Hapag-Lloyd ou a CMA-CGM.

As reações

Pequim instou hoje ao cessar imediato das operações militares após a ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, alertando para o risco de escalada e defendendo que a segurança do estreito de Ormuz é de interesse comum.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou em conferência de imprensa que os ataques iniciados a 28 de fevereiro "não contaram com autorização do Conselho de Segurança" das Nações Unidas e "violam o direito internacional", apelando à prevenção de uma nova escalada.

Relativamente às advertências iranianas sobre o trânsito marítimo no Golfo Pérsico, Mao declarou que "o estreito de Ormuz e as suas águas circundantes são canais internacionais importantes para o comércio de bens e energia".

Por seu turno, o presidente do Egito alertou para o impacto no comércio internacional do encerramento do estreito de Ormuz, tendo apelado para um processo de diálogo, no sentido de pôr fim às hostilidades.

"Mantemo-nos em alerta perante as possíveis consequências da guerra, incluindo o fecho do estreito de Ormuz e o impacto no canal do Suez", disse o chefe de Estado egípcio, antes de sublinhar que o tráfego marítimo através desta última via, não voltou "ao nível normal" desde os ataques de 07 de outubro de 2023 realizados pelo grupo extremista palestiniano Hamas contra Israel, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.

Bloqueio do Estreito de Ormuz não é a primeira vez que acontece...

Saliente-se que este bloqueio não é a primeira vez que acontece. Aliás, em meados de fevereiro, o Irão fechou temporariamente o Estreito de Ormuz depois de alegar que estavam a ser efetuados exercícios militares. Nesses dias, o preço do petróleo subiu cerca de 6%.


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A China apelou hoje a todas as partes envolvidas na guerra no Médio Oriente para garantirem a segurança da navegação no estreito de Ormuz, advertindo para o risco de impacto na economia mundial.



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O Líbano retirou hoje efetivos em posições avançadas ao longo da fronteira com Israel face ao recrudescimento das ações das forças israelitas, noticiou a agência estatal libanesa.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

China urge cidadãos nacionais a sair do Irão "o quanto antes"... O aviso foi feito esta sexta-feira perante o risco significativo de o país ser alvo de um ataque norte-americano.

Por LUSA 

A China aconselhou os seus cidadãos a evitar viajar para o Irão e instou aqueles que residem neste país a sair o quanto antes, num aviso pouco comum por parte de Pequim e que poderá indicar uma escalada na tensão com Washington, tendo em conta o cenário de relações complexo deste último com o Irão.

O país terá alegado questões de segurança, refere a agência Xinhua, esta sexta-feira, citada pela Reuters.

Pequim refere-se, ainda, "ao aumento significativo dos riscos de segurança externa", numa altura em que o país tem recebido ameaças de ataque provenientes dos Estados Unidos da América (EUA).

"À luz da atual situação de segurança no Irão, o Ministério dos Negócios Estrangeiros da China e as embaixadas e consulados chineses no Irão alertam os cidadãos chineses para evitarem viajar para o Irão por enquanto", pode ler-se no comunicado, segundo o The Times of Israel.

"Recomenda-se aos cidadãos chineses que se encontram atualmente no Irão que reforcem as precauções de segurança e que saiam o mais rapidamente possível", acrescenta-se.

EUA e Irão em negociações 

Os EUA e o Irão têm protagonizado, nos últimos dias, várias rondas de negociações que representam a última oportunidade para evitar um confronto militar entre os dois países após um massivo destacamento de forças norte-americanas no Médio Oriente e no Golfo Pérsico.

Donald Trump lançou, a 19 de fevereiro, um ultimato de "10 a 15 dias" para decidir se um acordo com Teerão era possível ou se iria recorrer à força.

As partes realizaram na quinta-feira, durante várias horas, interrompidas por uma pausa ao meio-dia, uma terceira sessão de negociações na residência do embaixador de Omã, nos arredores de Genebra, tendo o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, afirmado terem sido as negociações "mais intensas".

"Esta sessão de negociações foi a mais intensa até à data", sublinhou o negociador iraniano numa mensagem publicada na rede social X, acrescentando que "foram alcançados novos progressos no compromisso diplomático com os Estados Unidos".

EUA ameaçam Irão

Na terça-feira, e apesar destas negociações, Trump voltou a dizer, durante o discurso sobre o estado da União no Congresso, que não vai permitir que o Irão tenha armamento nuclear.

O Irão assinou, em 2015, um acordo para limitar o seu desenvolvimento nuclear -- em troca de um alívio das sanções económicas ao país -- com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU --- Estados Unidos, Rússia, China, França e Reino Unido e também com a Alemanha e a União Europeia. 

No entanto, o acordo perdeu efeito depois de o próprio Trump retirado unilateralmente os Estados Unidos do tratado, em 2018, durante o seu primeiro mandato (2017-2021).

O programa iraniano sofreu um duro golpe com os bombardeamentos israelitas e norte-americanos em junho de 2025, que causaram mais de 1.100 mortos no país e destruíram infraestruturas nucleares.

As recomendações da China juntam-se às de vários outros países que elevaram os seus alertas de segurança, como a Suécia, a Sérvia, a Alemanha, a Índia, a Coreia do Sul, o Brasil, a Austrália, o Reino Unido ou o Canadá.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Coreia do Sul e EUA vão treinar defesa militar face a ameaça do Norte... A Coreia do Sul e os Estados Unidos vão realizar exercícios militares de "natureza defensiva" em março, perante a crescente tensão com a Coreia do Norte, anunciaram os exércitos dos dois países.

Por  LUSA 

O exercício "Escudo de Liberdade" está agendado para decorrer entre 09 e 19 de março, informaram o Estado-Maior Conjunto (JCS) do Sul e as Forças dos Estados Unidos na Coreia (USFK).

Trata-se do habitual exercício conjunto realizado na primavera, que a Coreia do Norte frequentemente critica por considerar como um "simulacro de invasão", segundo a agência de notícias espanhola Europa Press (EP).

O exercício servirá também "para apoiar os preparativos em curso para uma transição operacional em tempo de guerra", afirmaram os dois comandos num comunicado conjunto citado pelo jornal sul-coreano The Korean Times.

A transição do controlo operacional está prevista no acordo entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos, e insere-se nas competências que o Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, pretende recuperar antes do final do mandato em 2030.

Como parte dos esforços para alcançar a mudança, os dois países concordaram em completar um processo de verificação, que terá um total de três etapas e permitirá verificar as capacidades das forças combinadas até ao final de 2026.

Um responsável do JCS disse ao Korean Times que o exercício deste ano será realizado numa escala semelhante à de 2025, com cerca de 18 mil efetivos.

Também hoje, as USFK, pertencentes ao Comando do Indo-Pacífico e que servem de apoio ao Comando das Nações Unidas, notificaram Seul de que uma das manobras realizadas recentemente pela força aérea norte-americana provocou um incidente com caças chineses.

O incidente ocorreu depois de caças F-16 terem sobrevoado as zonas de identificação aérea da China e da Coreia do Sul, o que levou o exército chinês a destacar vários aviões.

O comandante norte-americano Xavier Brunson lamentou que as forças sul-coreanas não tivessem sido notificadas atempadamente e deu explicações durante uma chamada telefónica com o ministro da Defesa, Ahn Gyu-back, após Seul ter protestado.

No entanto, o lado norte-americano esclareceu que Brunson não pediu desculpas a Ahn, como foi noticiado, segundo o Korean Times.

"As Forças dos Estados Unidos na Coreia realizam atividades de treino de forma regular ao mais alto nível e garantem que podem cumprir totalmente a sua missão. Não pedimos desculpa por manter a prontidão", esclareceu o comando norte-americano.

Um porta-voz do Ministério da Defesa confirmou a conversa telefónica do comandante norte-americano com o ministro sul-coreano, mas sem divulgar pormenores.

"Seria inapropriado revelar detalhes da conversa ou qualquer conteúdo que não tenha sido acordado pela outra parte", justificou, citado pelo jornal sul-coreano.

A Coreia, que foi colonizada pelo Japão entre 1910 e 1945, foi dividida pelos Estados Unidos e pela União Soviética em duas zonas administrativas, separadas pelo paralelo 38, após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Dessa divisão resultou a Guerra da Coreia (1950-1953), que opôs a República Democrática Popular da Coreia (Norte), apoiada pela União Soviética e pela China, e a República da Coreia (Sul), apoiada por uma força internacional liderada pelos Estados Unidos.

O conflito causou cerca de 2,5 milhões de mortos, maioritariamente coreanos, e terminou com um armistício, mas sem que tivesse sido assinado um acordo de paz, pelo que tecnicamente Pyongyang e Seul continuam em guerra.

As duas Coreias continuam divididas pelo paralelo 38, tendo sido criada uma zona desmilitarizada perto da aldeia de Panmunjom, onde foi assinado o armistício em 27 de julho de 1953.

Na chamada Área de Segurança Conjunta, militares dos dois lados vigiam-se cara a cara.


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Quinze aviões reabastecedores KC-46 Pegasus da Força Aérea norte-americana continuam estacionados na Base das Lajes, na ilha Terceira, segundo constatou a Lusa no local.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Conselho da Paz junta quase 50 países na primeira sessão em Washington... O Conselho da Paz reuniu-se hoje pela primeira vez em Washington, congregando responsáveis de quase 50 países, dos quais 27 integram formalmente o organismo e os restantes participaram como observadores, incluindo a UE.

© SAUL LOEB / AFP via Getty Images   Por  LUSA   19/02/2026  

A sessão inaugural foi aberta pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que anunciou que nove membros do Conselho prometeram um total de sete mil milhões de dólares (cerca de cinco mil milhões de euros) para ajuda à Faixa de Gaza, devastada pela guerra. 

Entre os países membros do Conselho da Paz figuram Albânia, Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bahrein, Bulgária, Camboja, Egito, El Salvador, Hungria, Indonésia, Israel, Jordânia, Cazaquistão, Kosovo, Kuwait, Mongólia, Marrocos, Paquistão, Paraguai, Qatar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão e Vietname.

Participaram como observadores Áustria, Croácia, Chipre, República Checa, UE, Finlândia, Alemanha, Grécia, Índia, Itália, Japão, México, Países Baixos, Noruega, Omã, Polónia, Coreia do Sul, Roménia, Eslováquia, Suíça, Tailândia e Reino Unido.

O Conselho da Paz foi criado no âmbito do plano apresentado por Trump para consolidar o cessar-fogo na Faixa de Gaza e apoiar a reconstrução do território, podendo vir a assumir um mandato mais amplo na mediação de conflitos internacionais.


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O presidente norte-americano anunciou hoje uma contribuição de 10 mil milhões de dólares (cerca de oito mil milhões de euros) para o Conselho da Paz, que tem como missão inicial apoiar a reconstrução de Gaza.