quinta-feira, 27 de março de 2025

Primeiro-ministro canadiano classifica tarifas dos EUA sobre automóveis como "ataque direto"

Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney (AP)  Por cnnportugal.iol.pt, 

Além das suas próprias tarifas de retaliação, Carney afirmou que o Canadá "tem outras opções"

O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, classificou a tarifa de 25 por cento aplicada pelo Presidente dos Estados Unidos Donald Trump sobre todos os automóveis importados como um "ataque direto" ao seu país.

Carney acrescentou que o Canadá responderá de forma unificada e que, embora as tarifas prejudiquem a economia canadiana, está a considerar medidas não tarifárias contra os Estados Unidos.

"Defenderemos os nossos trabalhadores, defenderemos as nossas empresas, defenderemos o nosso país. E defendê-lo-emos em conjunto. Os Estados Unidos estão divididos, e isso é debilitante", realçou o primeiro-ministro canadiano.

Além das suas próprias tarifas de retaliação, Carney afirmou que o Canadá "tem outras opções".

"Vou reunir-me com o gabinete amanhã para discutir opções", vincou o líder canadiano, que reconheceu que ainda não tem a ordem executiva assinada por Trump, pelo que não sabe ao certo o impacto das tarifas.

Carney já tinha alertado hoje que a guerra comercial de Trump “está a prejudicar os consumidores e os trabalhadores americanos e vai doer mais”.

A confiança dos consumidores norte-americanos está há vários anos baixa e a relação entre os EUA e o Canadá está sob mais pressão do que nunca, frisou Carney, durante uma campanha em Windsor, Ontário, antes das eleições de 28 de abril no Canadá.

Já o responsável da província canadiana de Ontário, Doug Ford, onde se encontram as fábricas de montagem de automóveis do Canadá, declarou que quer infligir "o máximo de dor possível" aos norte-americanos para que Donald Trump levante as tarifas sobre o setor.

Ford, que já aumentou o preço das vendas de eletricidade da sua província aos Estados Unidos e até pediu um embargo energético no país vizinho, disse que o Canadá tem duas opções: "Podemos encolher-nos como país e ser dominados até que (Trump) consiga o que quer, ou podemos sentir um pouco a dor e lutar como nunca."

"Prefiro o último. Acredito na luta, e teremos um grande impacto no povo norte-americano", acrescentou o líder provincial.

Ford, um político conservador que se declarou admirador de Trump durante a campanha presidencial dos EUA, também observou que o líder republicano está enganado se acredita que as suas políticas tarifárias reduzirão os preços para a população dos EUA.

O Presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou hoje a aplicação de uma tarifa de 25 por cento sobre todos os automóveis importados, calculando gerar com a medida receitas fiscais de 100 mil milhões de dólares (93 mil milhões de euros).

“Isto continuará a estimular o crescimento", frisou Trump na Casa Branca, numa cerimónia de assinatura de uma ordem executiva para tornar aplicação da medida tarifária.

Trump adiantou que as novas tarifas sobre automóveis entrarão em vigor já na próxima semana, a 02 de abril.


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Alimentação: Três bebidas que aceleram o aparecimento de rugas (o melhor é evitar)... Podem até trazer consequências para a saúde óssea. Saiba o que vários especialistas têm a dizer.

© Shutterstock   Notícias ao Minuto   27/03/2025 

Para manter uma pele jovem e bem tratada, é importante ter cuidado com a alimentação. Existem certos tipos de bebidas que podem levar ao aparecimento de rugas. O 'website' SheFinds falou com vários especialistas para perceber o que deve evitar.

Segundo os dermatologistas Elaine F. Kung, Cheryl Rosen e Jose Mier, existem bebidas que podem deixar a pele mais desidratada e com que perca elasticidade.

Refrigerantes

"Produtos químicos como fósforo, potássio e cafeína afetam os minerais dos ossos e podem prejudicar as células do corpo", começa por dizer Elaine F. Kung.

Bebidas energéticas

"Forçam o cérebro a ficar alerta, o que leva a sono mau e a ficar com os olhos inchados", diz Jose Mier.

Bebidas de café engarrafadas

"Estão cheias de toxinas que podem deixar a pele seca e desidratada, especialmente quando são consumidos em excesso", conta Cheryl Rosen


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Cientistas querem criar bateria nuclear segura que pode durar uma vida

© Vivo   Por Lusa   27/03/2025 

Investigadores estão a considerar o radiocarbono como uma fonte de baterias nucleares seguras, pequenas e acessíveis, que podem durar décadas, ou até mais, sem terem de ser recarregadas.

Su-Il In, professor do Instituto de Ciência e Tecnologia do Instituto de Tecnologia Daegu Gyeongbuk, na Coreia do Sul, apresentou os seus resultados na reunião de primavera da Sociedade Química Americana (ACS), noticiou na quarta-feira a agência Europa Press.

A necessidade de recarregar frequentemente as baterias de iões de lítio não é apenas um incómodo. Isto limita a utilidade de tecnologias que dependem destas baterias, como drones e equipamentos de deteção remota.

Além disso, as baterias são prejudiciais para o ambiente: a extração de lítio consome muita energia e a eliminação inadequada das baterias de iões de lítio pode poluir os ecossistemas.

Com a crescente omnipresença de dispositivos, centros de dados e outras tecnologias de computação, a procura por baterias de longa duração está a aumentar.

A evolução nas baterias de iões de lítio dificilmente serão a solução para este desafio, de acordo com Su-Il In.

"O desempenho das baterias de iões de lítio está quase saturado", frisou o professor que investiga as futuras tecnologias energéticas.

Como alternativa, as baterias nucleares geram energia aproveitando partículas de alta energia emitidas por materiais radioativos.

Nem todos os elementos radioativos emitem radiação prejudicial aos organismos vivos, sendo que alguns tipos de radiação podem ser bloqueados por determinados materiais.

Por exemplo, as partículas beta (também conhecidas como raios beta) podem ser bloqueadas por uma fina folha de alumínio, fazendo das baterias betavoltaicas uma alternativa potencialmente segura às baterias nucleares, de acordo com o estudo, citado pelo EurekaAlert.

Investigadores geraram um protótipo de uma bateria betavoltaica utilizando carbono-14, uma forma instável e radioativa de carbono chamada radiocarbono.

"Decidi utilizar um isótopo radioativo de carbono porque só gera raios beta", explicou In.

Além disso, o radiocarbono, um subproduto das centrais nucleares, é barato, fácil de obter e de reciclar. E como o radiocarbono se degrada muito lentamente, uma bateria alimentada por ele poderia, em teoria, durar milénios.

Numa bateria betavoltaica típica, os eletrões atingem um semicondutor, resultando na produção de eletricidade. Os semicondutores são um componente essencial nas baterias betavoltaicas, pois são os principais responsáveis pela conversão de energia.

Os cientistas estão, por isso, a explorar materiais semicondutores avançados para alcançar uma maior eficiência de conversão de energia, ou seja, quão eficazmente uma bateria pode converter eletrões em eletricidade utilizável.

Para melhorar significativamente a eficiência de conversão de energia do novo design, In e a sua equipa utilizaram um semicondutor à base de dióxido de titânio.

Este material, habitualmente utilizado nas células solares, foi sensibilizado com um corante à base de ruténio. Fortaleceram a ligação entre o dióxido de titânio e o corante, utilizando um tratamento com ácido cítrico. Quando os raios beta do radiocarbono colidem com o corante à base de ruténio tratado, ocorre uma cascata de reações de transferência de eletrões, denominada avalanche de eletrões. A avalanche viaja então através do corante, e o dióxido de titânio recolhe eficientemente os eletrões gerados.

A nova bateria contém também radiocarbono no ânodo e no cátodo sensibilizados por corante. Ao tratar ambos os elétrodos com o isótopo radioativo, os investigadores aumentaram a quantidade de raios beta gerados e reduziram a perda de energia da radiação beta relacionada com a distância entre as duas estruturas.


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"Trump quer tirar proveito económico da Ucrânia, Putin quer um país controlado por si"

 "A leitura da paz que nós fazemos é a de uma Ucrânia independente, livre, com o seu território completamente desocupado. 

O entendimento da paz do senhor Putin  é uma Ucrânia talvez ocupada, com um presidente diferente, como uma cópia da Bielorrússia", sublinha o comentador Miguel Baumgartner

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Medicamentos: Identificado "forte candidato" a nova classe de antibióticos... A última vez que uma nova classe de antibióticos chegou ao mercado foi há quase três décadas.

© Shutterstock  Por Lusa  27/03/2025 

Uma equipa liderada por investigadores da Universidade McMaster, no Canadá, identificou um "forte candidato" a uma nova classe de antibióticos chamado lariocidina.

A última vez que uma nova classe de antibióticos chegou ao mercado foi há quase três décadas, mas agora, este novo medicamento que ataca as bactérias de uma forma diferente dos outros antibióticos, "poderia desafiar mesmo algumas das bactérias mais resistentes aos medicamentos", segundo os cientistas, que publicam os seus resultados na revista Nature.

A descoberta de uma nova classe de antibióticos, que também está a ser trabalhada por outros grupos de investigação em diferentes países, responde a uma necessidade crítica de novos medicamentos antimicrobianos, uma vez que as bactérias e outros microrganismos desenvolvem novas formas de resistir aos medicamentos existentes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), esta é uma das principais ameaças à saúde pública a nível mundial, refere um comunicado da universidade.

"Os nossos medicamentos antigos estão a tornar-se cada vez menos eficazes à medida que as bactérias se tornam mais resistentes a eles", afirma Gerry Wright, que liderou a equipa. Cerca de 4,5 milhões de pessoas morrem todos os anos devido a infeções resistentes a antibióticos e a situação só está a piorar, conclui Wright. O investigador e a sua equipa consideraram a nova molécula "muito promissora" como uma primeira pista farmacológica porque ataca as bactérias de uma forma diferente dos outros antibióticos.

A lariocidina liga-se diretamente à síntese proteica da bactéria de uma forma completamente nova, inibindo a sua capacidade de crescimento e sobrevivência. "Trata-se de uma nova molécula com um novo modo de ação", resume Wright. É produzida por um tipo de bactéria chamada Paenibacillus, que os investigadores obtiveram a partir de uma amostra de solo recolhida num quintal em Hamilton, onde se situa a universidade.

A equipa deixou as bactérias do solo crescer no laboratório durante cerca de um ano e descobriu que uma das bactérias, a Paenibacillus, produzia uma nova substância que era altamente ativa contra outras bactérias, incluindo as que são frequentemente resistentes aos antibióticos. 

Os cientistas também estão otimistas, uma vez que a lariocidina preenche vários requisitos, por não ser tóxica para as células humanas, não ser suscetível aos mecanismos de resistência aos antibióticos existentes e funciona bem num modelo animal de infeção. A equipa, que também inclui cientistas da Universidade de Illinois em Chicago, nos Estados Unidos, está agora a concentrar-se em encontrar uma forma de modificar a molécula e produzi-la em quantidades suficientemente grandes para permitir o seu desenvolvimento clínico.

Wright afirma que, pelo facto de esta nova molécula ser produzida por bactérias - e "as bactérias não estão interessadas em fabricar novos medicamentos para nós" - será necessário muito tempo e muitos recursos até que a lariocidina esteja pronta para ser comercializada. O investigador admite que o verdadeiro trabalho árduo começa agora, acrescentando que estão a trabalhar para desmontar a molécula e voltar a montá-la num candidato a medicamento melhor. "A última vez que uma nova classe de antibióticos chegou ao mercado foi há quase três décadas, mas isso pode mudar em breve graças a esta descoberta", refere o comunicado da universidade.


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quarta-feira, 26 de março de 2025

Tarde em Movimento! Visita às Instalações das FARP!


@  Umaro S. Embaló/Presidente de Concórdia Nacional  
26.03.025

Lituânia desmente secretário-geral da NATO e diz que não há provas de que quatro soldados americanos morreram

Soldados americanos na Lituânia (AP Photo/Mindaugas Kulbis)  CNN Portugal 

Mark Rutte avançou que os soldados tinham morrido após um incidente num campo de treino em Pabrade, a 10 quilómetros da fronteira com a Bielorrússia

As autoridades lituanas desmentiram esta quarta-feira o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e disseram que não há provas de que os quatro soldados americanos desaparecidos terça-feira a 10 quilómetros da fronteira com a Bielorrússia tenham morrido.

“Até ao momento, não existem provas ou informações que confirmem a morte dos militares”, escreveram as Forças Armadas da Lituânia no X, salientando que ainda está em curso uma operação de busca e salvamento.

Na tarde desta quarta-feira, Mark Rutte afirmou, durante uma conferência de imprensa em Varsóvia, que os quatro soldados tinham morrido.

"Enquanto eu estava a falar, saiu a notícia sobre quatro soldados americanos que foram mortos num incidente na Lituânia", disse Rutte aos jornalistas em Varsóvia.

Em comunicado, o Comando do Exército Americano para a Europa e África afirmou que os quatro soldados, da 3.ª Divisão de Infantaria da 1.ª Brigada, “estavam a realizar um treino tático programado na altura do incidente”.

Na nota, é citado o tenente-general Charles Constanza, do V Corps, que agradeceu às Forças Armadas da Lituânia e aos serviços de emergência pela resposta pronta ao incidente.

“É este tipo de trabalho de equipa e de apoio que exemplifica a importância da nossa parceria e da nossa humanidade, independentemente das bandeiras que usamos nos nossos ombros.”

Segundo o canal publicano lituano LRT, os exercícios estavam a decorrer no campo de treino General Silvestras Zukauskas, na localidade de Pabrade, a cerca de uma dezena de quilómetros da fronteira com a Bielorrússia.

A Lituânia é membro da NATO desde 2004. Atualmente, os EUA têm um batalhão destacado no país.

Veículo onde os soldados seguiam foi encontrado "submerso"

Ao início da noite de quarta-feira, o Comando do Exército Americano para a Europa e África afirmou que o veículo onde os soldados seguiam foi encontrado "submerso numa massa de água", reforçando que as operações de busca ainda decorrem.

"Estão a ser desenvolvidos esforços de recuperação pelo Exército dos EUA e pelas Forças Armadas e agências civis da Lituânia", pode ler-se no comunicado.

Macron anuncia apoio de dois mil milhões de euros à Ucrânia... A informação foi avançada pelo presidente francês durante uma conferência de imprensa, na tarde desta quarta-feira.

© YOAN VALAT/POOL/AFP via Getty Images  Notícias ao Minuto 26/03/2025 

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou um apoio de dois mil milhões de euros em ajuda adicional da França para a Ucrânia, noticia a BFMTV.

"A França continuará com os seus compromissos", prometeu Emmanuel Macron, depois de se reunir com Volodymyr Zelensky por uma hora e meia no Palácio do Eliseu, acrescentando que "a Ucrânia está a travar uma batalha que ultrapassa as suas fronteiras".

Por essa razão, "a França está a enviar uma mensagem clara e inequívoca de apoio a toda a nação ucraniana" perante a agressividade da Rússia que "tem um impacto muito direto na segurança na Europa", disse o presidente francês.

Numa conferência ao lado do presidente ucraniano, Macron apontou que "os ataques russos devem parar" e considera que os últimos dias foram uma "fase decisiva" no conflito e que "o objetivo continua a ser uma paz duradoura".

Por sua vez, Zelensky  quer que seja feita "pressão" sobre a Rússia para aceitar um acordo de cessar-fogo.

"Este não é o momento de aliviar a pressão sobre a Rússia", afirmou o presidente ucraniano.

Zelensky diz ainda esperar que os Estados Unidos "garantam a natureza incondicional do cessar-fogo".


CCIAS em conferência de imprensa sobre a situação da campanha de comercialização da castanha de caju. O desentendimento já foi superado.

Radio Voz Do Povo

� EM DIRETO _ DE BISSAU À MAURITÂNIA / ATUAL SITUAÇÃO DOS GUINEENSES.

Radio Voz Do Povo 

EX-COMANDANTE DA GUARDA NACIONAL JULGADO POR USO ILEGÍTIMO DE ARMAS

O DEMOCRATA  26/03/2025

O ex-comandante da Guarda guineense Victor Tchongo está a ser acusado de crime de uso ilegítimo de armas e não de tentativa de golpe de Estado como inicialmente foi referido, disse à Lusa o seu advogado, esta quarta-feira, 26 de março de 2025.

Augusto Nasambé afirmou que, contrariamente às primeiras indicações, aquando da detenção de Tchongo, a 1 de dezembro de 2023, a Promotoria da Justiça Militar “acabou por deixar cair por terra” a acusação de tentativa de golpe de Estado. 

O coronel Victor Tchongo foi hoje ouvido, pela terceira vez nos últimos dias, no Tribunal Regional Militar de Bissau, sobre as acusações da prática dos crimes de “comando ilegítimo, movimento injustificado, uso ilegítimo de armas e desobediência, todos ao abrigo do Código da Justiça Militar”. 

Os crimes estarão relacionados com a alegada atuação da Guarda Nacional, sob o comando de Tchongo, nos dias 31 de novembro e 1 de dezembro de 2023, quando soldados daquela corporação retiraram das celas dois membros do Governo detidos preventivamente por suspeitas de corrupção. 

A ação resultou em trocas de tiros entre soldados da Guarda Nacional e elementos das Forças Armadas e Tchongo acabaria detido pelo Estado-Maior General das Forças Armadas, que o acusou de desacato, enquanto o poder político o acusava de tentativa de golpe de Estado. 

Encontrada morta ex-procuradora americana ligada a investigações contra Moscovo

Jessica Aber (Mark Schiefelbein/AP)  CNN Portugal 

Jessica Aber liderou investigações de alto nível contra indivíduos e empresas suspeitos de ligação à Rússia

A ex-procuradora norte-americana Jessica Aber, que investigava crimes ligados à Rússia, foi encontrada morta em casa no sábado, aos 43 anos, em circunstâncias que estão a ser investigadas. 

Nomeada pelo ex-presidente dos EUA, Joe Biden, Jessica Aber assumiu o cargo de procuradora do Distrito Leste da Virgínia, em outubro de 2021. Durante o seu mandato, liderou uma equipa de cerca de 300 promotores e esteve à frente de diversas investigações relacionadas essencialmente com segurança nacional e terrorismo. Demitiu-se em janeiro, após a tomada de posse de Donald Trump.

Entre os casos mais mediáticos em que esteve envolvida estão processos ligados a crimes de guerra cometidos por indivíduos ligados à Rússia, investigações sobre suspeitos de fornecerem tecnologia norte-americana sensível a Moscovo e casos de fugas de informação. 

No final de 2023 esteve envolvida na acusação de quatro indivíduos com ligações à Rússia por crimes de tortura, tratamento desumano e confinamento ilegal de um cidadão norte-americano na Ucrânia.

"Temos orgulho em estar na linha da frente dos esforços do Departamento de Justiça para responsabilizar os autores de crimes de guerra na Ucrânia e continuaremos a persegui-los", declarou Jessica Aber na altura.

Em novembro de 2024 acusou uma empresa sediada na Virgínia de “três esquemas distintos para exportar ilegalmente tecnologia americana sensível para a Rússia”. Entre as acusações, constava o envio de equipamento para uma empresa de telecomunicações russa ligada ao Kremlin e à agência de segurança russa FSB.

“Não podemos permitir que sistemas e tecnologias críticos sejam transferidos para entidades que possam usá-las contra os Estados Unidos e os nossos parceiros globais. É imperativo protegermo-nos contra estas transferências e garantir que as violações das leis que salvaguardam a nossa segurança nacional sejam alvo de processos judiciais rigorosos", afirmou a antiga procuradora norte-americana.

Palestinianos manifestam-se pelo segundo dia em Gaza contra Hamas

© /AFP via Getty Images)  Lusa  26/03/2025

Milhares de palestinianos manifestaram-se hoje pelo segundo dia consecutivo em diferentes pontos da Faixa de Gaza, em protestos sem precedentes contra o regime do Hamas e pelo fim dos ataques israelitas, que já provocaram mais de 50.000 mortos.

"Basta, queremos o Hamas fora!", "Parem a guerra!", "Queremos as nossas vidas de volta!" ou "Queremos a nossa liberdade!" foram algumas das palavras de ordem entoadas pelos manifestantes, que protestaram em pelo menos dois pontos do norte do enclave, Beit Lahia e no bairro de Shujaiya, na cidade de Gaza, segundo a EFE.

As manifestações seguem-se aos protestos de terça-feira à tarde em diferentes pontos de Gaza, os primeiros em massa desde o início da guerra de Israel contra o Hamas, que governa "de facto" o enclave palestiniano num ambiente de repressão, e contra a guerra, o bloqueio israelita à ajuda humanitária e a pobreza crescente.

Na terça-feira, centenas de pessoas saíram à rua em Beit Lahia, no meio de edifícios destruídos pelos bombardeamentos israelitas, e na cidade de Khan Younis, no sul do país, seguindo os apelos de vários chefes de clãs.

"Hamas, parem a guerra e vão-se embora! Deixem o poder em Gaza a qualquer entidade que o assuma"", disse à EFE um manifestante na casa dos 30 anos, durante um protesto de cerca de uma centena de pessoas em Shujaiya, seguido de outro de milhares em Beit Lahia.

"Mataram os nossos filhos, destruíram as nossas casas, arruinaram as nossas vidas. Nós e os nossos filhos morremos de fome. Não aguentamos mais", continuou.

Tal como este jovem, outros criticaram o facto de a direção do Hamas estar na diáspora, no Qatar ou na Jordânia, quando são eles que pagam as consequências dos ataques de 07 de outubro de 2023, da ocupação e das guerras israelitas que o enclave tem sofrido desde 2008.

"Se os que estão no estrangeiro pensam que somos resistentes, não somos. Não contem connosco, não contem com a nossa resistência, não aguentamos mais a guerra. Acabem com a guerra e vão-se embora", apelou o mesmo jovem.

Outro jovem manifestante, segurando uma bandeira palestiniana, apelou ao fim da agressão israelita, depois de Israel ter quebrado o cessar-fogo há oito dias e ter recomeçado a bombardear Gaza, em ataques que já mataram mais de 800 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.

"Apelamos a um cessar-fogo em Gaza. Queremos viver uma vida pacífica na Faixa de Gaza. O que sofremos já é suficiente e sofremos todos os dias. Todos os dias perdemos crianças e adultos, idosos e jovens", acrescentou o manifestante em Shujaiya.

No protesto em Beit Lahia, que reuniu mais de 2.000 pessoas, os manifestantes entoaram frases como "Queremos viver!" e "Hamas, vai, sai!", tendo alguns apelado à Jihad Islâmica para que fosse o primeiro grupo a abandonar Gaza.

Antes do protesto em Beit Lahia, uma área onde o exército de Israel pediu à população para a abandonar, mas onde permanecem centenas de habitantes de Gaza, os 'drones' israelitas estavam a efetuar ataques, mas quando o protesto começou deixaram de sobrevoar a área, segundo a EFE. 


Leia Também: Hamas convoca três dias de "revolta global" contra "crimes sionistas" 

NATO avisa Putin de que se atacar Polónia resposta será "devastadora"

© Dursun Aydemir/Anadolu via Getty Images  Lusa  26/03/2025

O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, advertiu hoje o Presidente russo, Vladimir Putin, de que a resposta da aliança de defesa ocidental a um ataque à Polónia ou a qualquer outro aliado será devastadora.

"Se alguém cometer um erro e pensar que pode escapar com um ataque à Polónia ou a qualquer outro aliado, será confrontado com toda a força desta aliança feroz", afirmou Rutte, ao lado do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk.

Numa declaração aos jornalistas durante a visita que está a efetuar à Polónia, Rutte insistiu que a reação NATO "será devastadora" se for atacada e fez questão de mencionar o nome do presidente da Rússia.

"Isto tem de ser muito claro para Vladimir Vladimirovich Putin e para qualquer pessoa que nos queira atacar", afirmou, segundo as agências espanhola Europa Press e francesa AFP.

Israel: O ministro da Defesa israelita aprovou hoje novos planos operacionais para prosseguir a guerra em Gaza contra o Hamas, ameaçando este movimento islamita palestiniano de que "pagará um preço cada vez maior" se não libertar os reféns israelitas que mantém.

© Reuters  Lusa  26/03/2025 

 Israel aprova novos planos para continuar guerra em Gaza contra Hamas

O ministro da Defesa israelita aprovou hoje novos planos operacionais para prosseguir a guerra em Gaza contra o Hamas, ameaçando este movimento islamita palestiniano de que "pagará um preço cada vez maior" se não libertar os reféns israelitas que mantém.

O ministro Israel Katz visitou hoje, com o vice-chefe do Estado-Maior General Tamir Yadai, a Divisão de Gaza do Exército israelita, onde aprovou os novos planos operacionais.

"O nosso principal objetivo é agora o regresso de todos os reféns a casa. Se o Hamas persistir na sua recusa, pagará um preço cada vez maior, com a ocupação de territórios e desmantelamento de operações terroristas e infraestruturas até ser completamente derrotado", disse Katz, de acordo com comunicado do seu gabinete.

O objectivo da visita, afirmou o ministro, foi "observar de perto os combates e a preparação das tropas israelitas no terreno, em preparação para o subsequente processo de tomada de decisões".

Na passada sexta-feira, Katz ordenou ao exército que tomasse mais território em Gaza e ameaçou o Hamas com a anexação da Faixa a Israel se o movimento islâmico não libertasse os reféns restantes, 59 entre vivos e mortos.

"Quanto mais o Hamas mantiver a sua rejeição, mais território perderá, que será anexado a Israel", disse na altura.  

O exército israelita quebrou há uma semana o cessar-fogo em vigor desde 19 de janeiro, retomando os bombardeamentos e as incursões militares em Gaza, fazendo quase 800 mortos, de acordo com as autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas.

O Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) informou hoje que mais de 120.000 palestinianos foram deslocados pelos bombardeamentos israelitas desde o reatamento da guerra, e que estão em vigor ordens de evacuação para pelo menos mais 100.000 pessoas na parte norte do enclave.

A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas a Israel, a 07 de outubro de 2023, que em poucas horas fez perto de 1.200 mortos, sobretudo civis.

Mais de 50.000 pessoas já morreram na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva israelita, segundo as autoridades de saúde do Hamas no enclave palestiniano.


Leia Também: Centenas de palestinianos manifestam-se contra Hamas no norte de Gaza

O drama das deportações na Mauritânia continua: promessas falham e guineenses sentem-se abandonados pelas autoridades

© Radio TV Bantaba  March 26, 2025

Como havíamos noticiado anteriormente, a situação dos imigrantes guineenses na Mauritânia continua crítica. Apesar das promessas das autoridades nacionais e mauritanas, pouco ou nada foi feito para resolver o problema.

Os guineenses foram informados de que quem possui cartão consular não será detido e que, ao ser abordado pelas autoridades, bastaria exibir o documento. No entanto, essa garantia não corresponde à realidade, pois muitos foram presos mesmo estando na posse do cartão consular.

“Precisamos de uma solução real e duradoura”, afirmou um imigrante num áudio.

Na realidade, os guineenses continuam a ser deportados e abandonados na fronteira entre a Mauritânia e o Senegal, muitas vezes sem qualquer tipo de assistência. Enquanto isso, as autoridades guineenses permanecem passivas, sem uma resposta concreta à crise que afeta os seus cidadãos.

Por outro lado, cidadãos mauritanos na Guiné-Bissau vivem tranquilamente e usufruem de estabilidade e privilégios, um contraste evidente face ao tratamento dispensado aos guineenses na Mauritânia.

A Rádio TV Bantaba recebeu áudios e vídeos que comprovam a continuidade das expulsões em condições desumanas. Testemunhos de deportados relatam que são transportados sem acesso a água e alimentos, sendo deixados à sua própria sorte em zonas fronteiriças.

Em entrevista exclusiva à RTB, alguns dos afetados apelaram às autoridades guineenses para tomarem medidas urgentes, seja intervindo diplomaticamente ou disponibilizando transportes para resgatar os compatriotas. A comunidade teme que a situação se agrave ainda mais após o fim do mês do Ramadão.

Até ao momento, o governo guineense não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, deixando os deportados sem respostas e sem qualquer assistência concreta.

Trump acusa países europeus de serem "aproveitadores"

SHAWN THEW / POOL   SIC Notícias com Lusa

"A União Europeia tem sido absolutamente horrível connosco", afirmou, esta terça-feira, Trump, repisando argumentos que tem usado em relação à NATO e aos gastos que os Estados Unidos fizeram para apoiar a Ucrânia.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou esta terça-feira que os países europeus são "aproveitadores" em relação a Washington, apoiando uma acusação feita inadvertidamente por altos funcionários da sua administração num grupo numa aplicação de mensagens.

"Sim, penso que são aproveitadores", disse Trump, questionado sobre a troca de mensagens dos principais membros da sua administração nas áreas de Defesa, Informações e Diplomacia, revelada na segunda-feira por um jornalista da revista The Atlantic, que foi incluído no grupo por engano.

"A União Europeia tem sido absolutamente horrível connosco", afirmou, esta terça-feira, Trump, repisando argumentos que tem usado em relação à NATO e aos gastos que os Estados Unidos fizeram para apoiar a Ucrânia.

Na conversa divulgada pela The Atlantic, o vice-Presidente JD Vance questiona se faria sentido um ataque dos Estados Unidos aos rebeldes Huthis iemenitas, em retaliação por ataques destes contra a navegação internacional, sustentando serem os europeus os mais afectados pela situação.

"Aproveitamento" militar europeu é "patético"

O secretário da Defesa, Pete Hegseth, respondeu à mensagem de Vance afirmando que só as forças norte-americanas têm capacidade para tal missão, sublinhando concordar com o vice-Presidente que o "aproveitamento" militar europeu é "patético" (escrevendo esta palavra em letras garrafais).  

Depois de na segunda-feira ter dito não ter conhecimento do incidente, várias horas depois de ser noticiado, Trump minimizou hoje o caso, apesar de no grupo terem sido partilhados planos precisos para um ataque militar contra os Huthis.

O Presidente norte-americano disse tratar-se de "uma pequena falha", a "única em dois meses" da sua Presidência, enquanto os democratas criticavam no Senado a administração norte-americana por lidar de forma descuidada com informações altamente sensíveis.

Em declarações à NBC News, Trump disse que o lapso "acabou por não ser grave" e manifestou o apoio contínuo ao conselheiro de segurança nacional Mike Waltz, que, por engano, adicionou o editor-chefe da The Atlantic ao grupo que incluía 18 altos funcionários da administração que discutiam o planeamento do ataque.

"Michael Waltz aprendeu uma lição e é um bom homem", disse Trump à NBC News.  

O Presidente dos Estados Unidos também pareceu apontar a culpa a um assessor de Waltz, não identificado, por Goldberg ter sido adicionado à cadeia.  

"Era uma das pessoas de Michael ao telefone. Um funcionário tinha o número dele lá", acrescentou.

Mike Waltz./ Jose Luis Magana

Mas a utilização da aplicação de mensagens Signal para discutir uma operação sensível expôs a Presidência a críticas ferozes por parte dos legisladores democratas, que expressaram indignação perante a insistência da Casa Branca e dos altos funcionários da administração de que não foi partilhada qualquer informação confidencial.  

"Tentativa de desviar a atenção" dos "sucessos" de Trump

Também esta terça-feira, a Casa Branca denunciou a existência de uma "tentativa coordenada de desviar a atenção" dos "sucessos" de Trump.

Entretanto, no Senado, funcionários dos serviços secretos norte-americanos negaram que tenham sido partilhados dados sensíveis no 'chat' do Signal onde estava Goldberg e em que se coordenava o ataque militar no Iémen.

O vice-presidente da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o senador democrata Mark Warner, classificou o episódio como um exemplo de "comportamento negligente, descuidado e imprudente" que colocou vidas norte-americanas em risco e perguntou diretamente à diretora da Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, se participou no 'chat'.

Gabbard respondeu que "não vai entrar em pormenores", porque o que aconteceu "está a ser analisado", e insistiu que nada do que foi trocado na conversa era informação protegida, sublinhando a diferença entre fugas maliciosas e acidentais.

Por seu lado, o diretor da CIA, John Radcliffe, admitiu ter participado na conversa sob o acrónimo 'JR'.  


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terça-feira, 25 de março de 2025

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de "manipular" e "distorcer" os acordos hoje anunciados pela mediação dos Estados Unidos para suspender ataques às infraestruturas energéticas e garantir a livre navegação no Mar Negro.

© Nicolas Economou/NurPhoto via Getty Images)  Lusa  25/03/2025 

 Zelensky acusa Rússia de "manipular" e "distorcer" acordos com EUA

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de "manipular" e "distorcer" os acordos hoje anunciados pela mediação dos Estados Unidos para suspender ataques às infraestruturas energéticas e garantir a livre navegação no Mar Negro.

"A Ucrânia está pronta para trabalhar o mais rápido e transparentemente possível para pôr fim à guerra. Mas, infelizmente, neste momento, hoje, no próprio dia das negociações, vemos como os russos já começaram a manipular", disse Zelensky no seu discurso noturno.

A Rússia, de acordo com Zelensky, está a "mentir" sobre a data de início - 18 de março - do cessar-fogo sobre os ataques às infraestruturas energéticas e sobre as condições relativas à livre navegação no Mar Negro, neste caso invocando como condição o fim das sanções impostas a Moscovo pela invasão da Ucrânia.

O presidente ucraniano observou que são "absolutamente claras" as declarações divulgadas pela Casa Branca após vários dias de reuniões separadas em Riade, capital da Arábia Saudita, entre os enviados dos EUA e da Ucrânia e entre os representantes de Washington e Moscovo.

"Já estão a tentar distorcer os acordos e enganar os nossos mediadores e todos os outros", acrescentou Zelensky, referindo-se à Rússia.

"Moscovo mente sempre", enfatizou o presidente ucraniano, que garantiu que o seu país se esforçará para garantir que os acordos funcionem e que não haja ataques, o que, na sua opinião, falta a Moscovo.

"Quero lembrar que, desde 11 de março, está em cima da mesa a proposta dos EUA para um cessar-fogo abrangente e incondicional - em todo o lado - não apenas em termos de energia e do Mar Negro. Foi a Rússia que se recusou a concordar com isto", disse Zelensky.

Os Estados Unidos anunciaram hoje um entendimento com as delegações ucraniana e russa para uma trégua dos combates no mar Negro, no âmbito das negociações na Arábia Saudita sobre o conflito na Ucrânia.

Os dois países concordaram "garantir a segurança da navegação, eliminar o uso da força e impedir o uso de embarcações comerciais para fins militares no mar Negro", afirmou a Casa Branca, que fez o anúncio do acordo com Kiev e Moscovo em declarações separadas.

Nos textos, Washington indicou também que as partes deram o acordo para "desenvolver medidas" com vista a proibir os ataques às instalações energéticas russas e ucranianas.

O Kremlin acrescentou posteriormente que o cessar-fogo nos ataques às infraestruturas energéticas discutido durante as negociações com os Estados Unidos, incluía refinarias, gasodutos e centrais elétricas.

Em relação à Rússia, os Estados Unidos comprometeram-se a ajudar a restaurar o acesso ao "mercado global de exportações agrícolas e de fertilizantes", bem como a facilitar o acesso aos portos e aos sistemas de pagamento destas transações.

Sobre a Ucrânia, a administração de Trump prometeu "ajudar a concretizar a troca de prisioneiros de guerra, a libertação de civis e o regresso de crianças ucranianas transferidas à força" para território russo.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, vai acolher na quinta-feira uma reunião de líderes de 31 países "sobre a paz e a segurança na Ucrânia", na qual será discutida uma potencial força a destacar para o país, bem como a ajuda militar imediata e a longo prazo a Kyiv e ainda os esforços para alcançar um cessar-fogo permanente, anunciaram fontes do Palácio do Eliseu.

Macron vai encontrar-se com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no Palácio do Eliseu na quarta-feira à tarde, para ambos se prepararem para a reunião no dia seguinte.

Em reação aos acordos hoje anunciados, a França entende que são "um passo na direção certa", mas ainda insuficientes para um "cessar-fogo duradouro" no conflito, segundo fontes da presidência francesa em videoconferência com os jornalistas.

As mesmas fontes indicaram que a França se opõe à exigência da Rússia de que as sanções às suas exportações agrícolas sejam suspensas como condição para a trégua, afirmando que a União Europeia não sancionou nem os envios de alimentos nem de fertilizantes, que estão, no entanto, a ser prejudicados pelos efeitos da guerra lançada por Moscovo em fevereiro de 2022.


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EUA: O presidente norte-americano, Donald Trump afirmou hoje que "gostaria muito" e sentir-se-ia "honrado" por cortar o financiamento da rádio e da televisão públicas do país, respetivamente a NPR e PBS, como fez com a Voz da América.

© Shawn Thew/EPA/Bloomberg via Getty Images  Lusa  25/03/2025

Trump diz que "seria uma honra" cortar financiamento à rádio e televisão

O presidente norte-americano, Donald Trump afirmou hoje que "gostaria muito" e sentir-se-ia "honrado" por cortar o financiamento da rádio e da televisão públicas do país, respetivamente a NPR e PBS, como fez com a Voz da América.

"Seria uma honra para mim pôr fim a isto", disse o presidente norte-americano aos jornalistas na Casa Branca, em referência a NPR e PBS, meios que qualificou de "muito injustos" e "muito tendenciosos".

"Neste momento, há muita cobertura" de media, e a NPR e PBS são "de uma época diferente", afirmou.

"É um desperdício de dinheiro", disse Trump, sublinhando que "adoraria" retirar o financiamento federal a ambos os meios, que também dependem de donativos.

A administração Trump começou a 15 de março a fazer cortes na rádio Voz da América (VOA) e noutros 'media' geridos pelo governo norte-americano.

Trump deu instruções à sua administração para reduzir as funções de várias agências ao mínimo exigido por lei, entre elas a Agência dos EUA para os 'Media' Globais, que abrange a Voz da América, a Rádio Europa Livre e Ásia e a Rádio Marti, que transmitia notícias em espanhol para Cuba.

"Pela primeira vez em 83 anos, a famosa Voz da América está a ser silenciada", afirmou o diretor da organização, Michael Abramowitz, num comunicado, acrescentando que "praticamente" toda a equipa, de 1.300 pessoas, foi colocada em licença.

Em conjunto, estes meios chegavam a cerca de 427 milhões de pessoas.

A sua origem remonta à Guerra Fria e fazem parte de uma rede de organizações financiadas pelo governo norte-americano que tenta ampliar a influência dos EUA e combater o autoritarismo, que inclui a USAID, outra agência visada por Trump.


Bielorrússia: O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, que foi hoje empossado para um sétimo mandato consecutivo, garantiu às forças da oposição que não "terão apoio público" nem "futuro" no país.

© Lusa   25/03/2025 

Lukashenko empossado como presidente da Bielorrússia pela sétima vez

O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, que foi hoje empossado para um sétimo mandato consecutivo, garantiu às forças da oposição que não "terão apoio público" nem "futuro" no país.

"Não têm nem terão apoio público, não têm futuro. Temos mais democracia do que aqueles que se apresentam como modelos", declarou Lukashenko durante a cerimónia de tomada de posse no Palácio da Independência em Minsk, ao prestar juramento sobre a Constituição do seu país, que governa desde 1994 e que deverá liderar até 2030.

Milhares de apoiantes de Lukashenko assistiram hoje à cerimónia, durante a qual o Presidente denunciou os seus críticos como "fantoches estrangeiros".

"Metade do mundo está a sonhar com a nossa 'ditadura', a ditadura dos negócios reais e dos interesses do nosso povo (...) Temos tudo em ordem em termos de liberdade de imprensa e temos mais democracia do que aqueles que dizem defendê-la", sublinhou Lukashenko, de 70 anos.

"O vosso Presidente nunca vos abandonou e nunca vos abandonará, não vos trairá e não fugirá. Vocês são toda a minha vida. No dia 26 de janeiro [data das eleições], atravessámos mais uma etapa histórica, fizemo-lo com confiança e sabedoria, sem nos afastarmos do caminho que percorremos há um terço de século", frisou.

Centenas de pessoas manifestaram-se hoje no estrangeiro contra Lukashenko, que completou três décadas no poder o ano passado, e para assinalar o aniversário da curta independência da Bielorrússia em 1918, após o colapso do Império Russo.

Vários membros da oposição, que têm sido presos ou exilados no estrangeiro durante o regime de Lukashenko, numa tentativa de reprimir a dissidência e a liberdade de expressão, denunciaram a autenticidade das eleições.

"As eleições realizaram-se num contexto de uma profunda crise dos direitos humanos, numa atmosfera de medo total causada pela repressão contra a sociedade civil, os meios de comunicação social independentes, a oposição e a dissidência", denunciou o principal grupo de defesa dos direitos humanos do país, Viasna, em conjunto com 10 outros grupos bielorrussos de defesa dos direitos humanos, que condenaram a "manutenção ilegítima" de Lukashenko no poder.

A líder da oposição no exílio, Sviatlana Tsikhanouskaya, que fugiu da Bielorrússia depois de se ter candidatado contra Lukashenko em 2020, prometeu continuar a lutar pela liberdade do país.

"O nosso objetivo é libertarmo-nos da ocupação russa e com a tirania de Lukashenko e fazer regressar a Bielorrússia à família das nações europeias", declarou Tsikhanouskaya num discurso no parlamento lituano.

Às eleições presidenciais de 2020 seguiram-se meses de protestos maciços sem precedentes no país de nove milhões de habitantes, cuja repressão resultou na detenção de mais de 65.000 pessoas, no espancamento de milhares de manifestantes pela polícia e o encerramento e ilegalização dos meios de comunicação social independentes e das organizações não-governamentais (ONG).

Sobre estes protestos, Lukashenko disse que "não permitirá que a liberdade de expressão seja utilizada como um bastão para destruir o próprio país".

Após as eleições de 2020, as principais figuras da oposição foram presas ou fugiram do país. Ativistas dos direitos humanos afirmam que a Bielorrússia tem cerca de 1.300 presos políticos, incluindo o Prémio Nobel da Paz Ales Bialiatski, fundador do Viasna.

A Comissão Central de Eleições da Bielorrússia declarou Lukashenko como vencedor das eleições presidenciais de 26 de janeiro com cerca de 87% dos votos.

Lukashenko governa o país desde 1994, apoiado pelo Presidente russo, Vladimir Putin, no poder na Rússia há mais de 20 anos.

O Presidente da Bielorrússia permitiu a Moscovo utilizar o território do país para invadir a Ucrânia em fevereiro de 2022 e, mais tarde, albergou armas nucleares táticas da Rússia


O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou hoje que o Exército ucraniano está a destruir tudo, na sua retirada da região fronteiriça de Kursk, incluindo igrejas e muito património nacional.

© Contributor/Getty Images  Lusa  25/03/2025 

Putin acusa Exército ucraniano de destruir tudo na retirada de Kursk

O presidente russo, Vladimir Putin, denunciou hoje que o Exército ucraniano está a destruir tudo, na sua retirada da região fronteiriça de Kursk, incluindo igrejas e muito património nacional.

"Infelizmente, depois de as nossas tropas, os nossos homens, expulsarem o inimigo dos colonatos, eles destroem alvos industriais e energéticos e centros culturais", disse Putin, durante uma sessão do Conselho Presidencial Russo para a Cultura e a Arte.

O presidente russo acrescentou que, mesmo após a retirada, as forças ucranianas "estão a atacar deliberadamente locais de património cultural e centros espirituais" nesta região, que esteve sob controlo militar ucraniano durante quase seis meses.

"Recentemente, os militares informaram-me que [os soldados ucranianos] colocaram várias dezenas de bombas numa das igrejas antes de fugirem da cidade", denunciou Putin, que apelou ao "planeamento antecipado para a reconstrução destes centros culturais".

O presidente russo reconheceu também a possibilidade de o Ministério da Defesa ordenar uma rotação de tropas na frente ucraniana, tendo em conta "as realidades no terreno".

"O Ministério da Defesa está a refletir sobre este assunto. Este é um tema muito delicado que nós, naturalmente, não esqueceremos. Mas basearemos a nossa análise nas realidades que estão a desenvolver-se nas linhas da frente", explicou o Presidente russo num evento em Moscovo, citado pela agência noticiosa TASS.

Putin reconheceu que a substituição das primeiras unidades enviadas para a zona de "operação militar especial" - eufemismo de Moscovo para a invasão da Ucrânia - é uma questão de preocupação para as autoridades, agora que já passaram mais de três anos desde o início da guerra.

Em relação aos cidadãos russos que foram mobilizados para a frente de combate, Putin admitiu que "tornaram-se agora verdadeiros soldados profissionais", no interior de unidades de combate "de pleno direito", que trabalham "como profissionais, ao lado dos seus colegas nas unidades militares profissionais".