A apresentar mensagens correspondentes à consulta campanha eleitoral ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta campanha eleitoral ordenadas por data. Ordenar por relevância Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Israel quer "terminar o trabalho" em Gaza e avançar com plano de migração... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, reafirmou hoje o objetivo de esvaziar Gaza dos dois milhões de habitantes palestinianos, depois de os Estados Unidos terem desmentido a existência de um plano de saídas forçadas.

© AHMAD GHARABLI/AFP via Getty Images    LUSA   16/09/2026 

Katz disse que o exército israelita estava pronto para "terminar o trabalho" na Faixa de Gaza e que, em seguida, os palestinianos seriam retirados.

O ministro respondia a um adversário político na campanha eleitoral para as legislativas de outubro, que ridicularizou o Governo por ter anunciado a morte de um comandante de brigada do Hamas no sul da Faixa de Gaza.

"Três anos de guerra, cinco divisões que combateram em Gaza, e ainda há um comandante e uma brigada [do Hamas] em Rafah?", questionou Ofer Winter, candidato de uma nova formação de direita.

Israel já "esvaziou Rafah de habitantes e 70% de Gaza" desde o início da ofensiva lançada após o ataque sem precedentes do Hamas em 7 de outubro de 2023, respondeu Kataz, membro do partido Likud.

Kataz afirmou que o cessar-fogo alcançado sob a égide dos Estados Unidos em outubro de 2025 teve um "valor precioso para todos os israelitas" por ter permitido o regresso dos últimos reféns detidos em Gaza.

Assinalou também o compromisso previsto no acordo de desarmar o Hamas.

"Todos percebemos que isso não ia acontecer", declarou Katz num comunicado, citado pela agência francesa AFP.

"O exército está pronto, quando vier a ordem, para eliminar o Hamas, terminar o trabalho, para que possamos também implementar o plano de migração", acrescentou.

Katz já tinha afirmado no início de setembro que Israel estava preparado para esvaziar Gaza da população, mas que as autoridades aguardavam luz verde dos Estados Unidos.

Referiu, então, que os Estados Unidos tinham primeiro de determinar para onde enviar os dois milhões de habitantes de Gaza.

O embaixador norte-americano em Israel, Mike Huckabee, desmentiu qualquer plano para "deslocar pessoas para fora de Gaza contra a sua vontade".

Katz descreveu o plano como voluntário e disse que a maioria dos palestinianos quer sair, sem demonstrar como chegou a essa conclusão.

A quase totalidade da população de Gaza foi deslocada dentro do território, devastado pela guerra, que causou mais de 73.700 mortos do lado palestiniano, de acordo com as autoridades do Governo controlado pelo Hamas.

A ofensiva militar em Gaza, que valeu acusações de genocídio a Israel, seguiu-se ao ataque terrorista em solo israelita em outubro de 2023, liderado pelo Hamas, que causou cerca de 1.200 mortos e 250 reféns.


Leia Também: Desabamento de prédio de seis andares deixa ao menos 21 mortos e dezenas de desaparecidos em Gaza

Edifício havia sido bombardeado várias vezes e apresentava danos estruturais; cinco crianças estão entre as vítimas encontradas sob os escombros.

Um edifício de seis andares desabou nesta quarta-feira na Cidade de Gaza, deixando 21 mortos e dezenas de desaparecidos, segundo a Defesa Civil do território palestino. O imóvel havia sido atingido várias vezes durante a guerra e apresentava danos estruturais que, de acordo com as autoridades locais, levaram ao colapso...

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Ministro israelita ameaça Autoridade Palestiniana: "Guerra total"... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ameaçou hoje a Autoridade Palestiniana com uma "guerra total" caso ocorra um ataque contra os colonatos judaicos na Cisjordânia.

© Lusa   07/09/2026 

O ministro da Defesa acrescentou que caso se verifique um ataque semelhante ao do movimento islamita palestiniano Hamas ocorrido a 07 de outubro de 2023, Israel admite responder com "guerra total".

"Na eventualidade de (...) confirmarmos que se estão a preparar para lançar um ataque terrorista semelhante ao de 07 de outubro contra as forças [de Israel] e a população judaica dos colonatos, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, e eu instruímos o Exército para se preparar para uma guerra total contra a liderança e as estruturas da Autoridade Palestiniana", declarou Katz.

A posição de Israel Katz foi difundida através de um comunicado do Ministério da Defesa israelita e ocorre em período de pré-campanha eleitoral, estando as legislativas marcadas para 27 de outubro.

Esta manhã (hora local) um colono israelita ficou ferido num ataque com arma branca ocorrido num posto avançado de um colonato em território palestiniano da Cisjordânia e, em resposta, o Exército israelita matou o alegado atacante palestiniano.

Pouco depois, o Exército israelita comunicou que "o terrorista armado" responsável pelo ataque fugiu do local, altura em que os soldados isolaram a zona.

As autoridades localizaram o homem perto do veículo que conduzia na região de Qabalan.

Segundo a fonte militar, "o terrorista" tentou esfaquear os soldados, mas um comandante "respondeu com disparos e neutralizou-o".


Leia Também: Enviados dos EUA apresentaram à Ucrânia novas propostas "mais eficazes"

Os enviados norte-americanos Jared Kushner e Steve Witkoff apresentaram hoje a Kiev novas propostas "mais eficazes" para pôr fim à guerra com a Rússia, tendo o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, voltado a reunir-se com ambos, sem outros intervenientes.

quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Primeiro Vice-Presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fodé Caramba Sanhá, em comunicação à imprensa.

 Radio TV Bantaba

CNT apela à serenidade e ao respeito institucional após resultados provisórios do Referendo

O Primeiro Vice-Presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT) e Coordenador Nacional da campanha “Voto SIM, pela Estabilidade” dirigiu uma comunicação ao país na sequência da divulgação dos resultados provisórios do Referendo Nacional realizado no passado dia 30 de agosto de 2026.

Na sua intervenção, o responsável sublinhou que os resultados apresentados pela Comissão Nacional de Eleições (CNE) são ainda provisórios, defendendo que cabe exclusivamente ao órgão eleitoral concluir o processo de apuramento e publicar os resultados finais.

Segundo os dados provisórios apresentados, dos 914.428 eleitores inscritos, participaram na votação cerca de 572 mil cidadãos, correspondendo a aproximadamente 63% do eleitorado. Entre os votos válidos, a tendência apontava para uma vitória expressiva do SIM, com cerca de 70%, contra 30% do NÃO. Dados divulgados pela CNE confirmam igualmente esta tendência.

Apesar da satisfação perante os números provisórios, o Primeiro Vice-Presidente do CNT alertou que “não é ainda o momento de proclamar resultados definitivos”, nem de promover qualquer forma de triunfalismo.

Durante a comunicação, foi deixada uma mensagem de reconhecimento a todos os cidadãos que participaram no referendo, incluindo aqueles que enfrentaram dificuldades para chegar às assembleias de voto.

O dirigente agradeceu igualmente aos membros das mesas de voto, agentes eleitorais, autoridades administrativas e locais, forças de defesa e segurança, observadores, órgãos de comunicação social e a todos os envolvidos na realização do processo eleitoral.

A comunicação destacou também as diferenças de participação entre as várias regiões do país. Em Gabú e Bafatá, a participação aproximou-se dos 90%, com uma votação fortemente favorável ao SIM. Em Tombali, registou-se igualmente uma elevada participação e uma maioria clara favorável à mesma opção.

Por outro lado, em regiões como Quinara, Biombo e Bolama-Bijagós, apesar de o SIM ter surgido maioritário entre os votos válidos, os níveis de participação foram mais reduzidos.

No Sector Autónomo de Bissau, os resultados provisórios indicaram 64.241 votos para o NÃO e 58.957 votos para o SIM, representando uma vantagem provisória de 5.284 votos para a opção NÃO.

O responsável defendeu que todos os resultados devem ser respeitados, salientando que a democracia também se mede pela capacidade de respeitar aqueles que fizeram escolhas diferentes.

Aos cidadãos que votaram SIM, agradeceu a confiança manifestada, enquanto aos que votaram NÃO expressou igual respeito pelo exercício livre do seu direito. Aos que não participaram, afirmou que continuam a fazer parte da República e da construção do futuro da Guiné-Bissau.

O Coordenador Nacional da campanha “Voto SIM, pela Estabilidade” afirmou ainda que, caso os resultados finais confirmem a tendência provisória, a estabilidade deverá deixar de ser apenas um lema de campanha para passar a representar uma responsabilidade.

“A estabilidade não se proclama. Constrói-se”, defendeu, sublinhando que ela deve assentar em instituições fortes, respeito pela legalidade, previsibilidade na vida pública, segurança, diálogo, respeito pelas diferenças e funcionamento regular do Estado.

A comunicação terminou com um apelo à serenidade, ao respeito e à contenção por parte dos apoiantes da campanha, bem como ao respeito pelo processo institucional em curso até à publicação dos resultados finais pelas entidades competentes.

“A República pertence a todos os guineenses”, concluiu o responsável, apelando à união do país acima das diferenças políticas do momento.

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

ELEIÇÕES NO BRASIL: Denúncias de irregularidades eleitorais no Brasil triplicam em 5 dias... O número de denúncias de possíveis irregularidades nas eleições brasileiras de 2026 triplicou em menos de cinco dias, de 1.103 para 3.468, segundo um balanço divulgado hoje pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

© Lusa   24/08/2026 

Os registos foram feitos através da Pardal, aplicação gratuita criada pelo TSE para permitir aos cidadãos comunicar possíveis irregularidades durante as campanhas eleitorais em todo o país, que começou a operar no dia 16, no início da campanha eleitoral no país. 

Entre os tipos de irregularidades, as ocorrências em vias públicas lideram (1.200 registos), seguidas por propaganda na internet (599), bens públicos (339) e casos envolvendo carros de som (330).

Entre os cargos, o maior número de denúncias concentram-se nos candidatos a deputado estadual, com 1.245 registos, seguidos pelos candidatos a deputado federal (1.096), e por partidos, coligações e federações (447). 

Por estado, São Paulo lidera, com 613 denúncias, seguido pela Baía (309), Rio Grande do Sul (301), Minas Gerais e Pernambuco (275 cada) e Paraná (272).

As eleições gerais de outubro têm 20.506 pedidos de registo de candidaturas, segundo dados do TSE, menos 8.700 pedidos de registo do que nas eleições gerais de 2022.

Os registos são para os cargos de presidente e vice-presidente, governador e vice-governador, senador e suplentes, deputado federal, deputado estadual e deputado distrital.

O número de candidatos a deputados estaduais lidera (11.090 registos), seguido por deputado federal (7.627), governos dos 26 estados e Distrito Federal (195), Senado (314). Para Presidente do Brasil, são 13 os postulantes ao Palácio do Planalto.


sexta-feira, 21 de agosto de 2026

BRASIL: Lula terá mais tempo de propaganda eleitoral gratuita do que Flávio... O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil decidiu que o Presidente brasileiro, Lula da Silva, terá mais tempo de propaganda eleitoral gratuita na rádio e na televisão do que o seu principal rival, Flávio Bolsonaro.

© REUTERS/Alexandre Meneghini    Por  LUSA  21/08/2026 

A distribuição dos tempos nos blocos de propaganda para cada candidato das eleições presidenciais de outubro nas redes de rádio e televisão de todo o país foi anunciada esta quinta-feira pelo TSE e premiou os candidatos com maior apoio partidário. 

A decisão da autoridade eleitoral favorece Lula, que concorre à reeleição e ao seu quarto mandato não consecutivo, graças ao facto de ser o único candidato apoiado por uma coligação de partidos e não apenas pela formação que o candidatou.

Segundo a decisão, Lula disporá de cinco minutos e 31 segundos diários de propaganda eleitoral para as eleições de outubro, mais 27,3% do que os quatro minutos e vinte segundos atribuídos ao senador de extrema-direita Flávio Bolsonaro.

O líder progressista iniciará a campanha como líder nas sondagens de intenção de voto, com uma vantagem de quatro a dez pontos nos inquéritos para uma eventual segunda volta sobre Bolsonaro, primogénito do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022).

No entanto, algumas sondagens mostram os dois candidatos em empate técnico com vista a um possível segundo sufrágio.

O horário eleitoral gratuito começará a 28 de agosto e estender-se-á até 01 de outubro, três dias antes da primeira volta das presidenciais.

Na eleição, os candidatos disporão diariamente de dois blocos de propaganda na rádio e dois na televisão, cada um com doze minutos e 30 segundos.

O tribunal atribuiu à coligação "Brasil Pronto para Mais", encabeçada por Lula e na qual o governamental Partido dos Trabalhadores (PT) conta com o apoio de outros seis partidos de esquerda, cinco minutos e 31 segundos.

Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) e que não conseguiu o apoio de nenhum dos grandes partidos de centro-direita do país, terá quatro minutos e vinte segundos ao concorrer sem alianças.

O candidato do partido de direita Partido Social Democrático (PSD), Ronaldo Caiado, contará com dois minutos e dois segundos diários, enquanto o escritor Augusto Cury, do partido Avante, terá 35 segundos.

Os restantes nove candidatos presidenciais ficaram fora do horário eleitoral gratuito por não cumprirem os requisitos de representação parlamentar ou votação estabelecidos na legislação eleitoral.

A diferença resulta fundamentalmente da representação dos partidos na Câmara dos Deputados e das alianças formadas para a eleição.

A propaganda eleitoral na rádio e na televisão tem uma importância considerável no Brasil, apesar do crescimento das redes sociais e das plataformas digitais.

A dimensão territorial do país, que supera os 8,5 milhões de quilómetros quadrados e conta com mais de 200 milhões de habitantes, faz com que os meios de comunicação de alcance nacional continuem a ser uma ferramenta fundamental de divulgação para os candidatos.

Essa importância aumenta numa eleição marcada pela polarização entre Lula e Bolsonaro, que contam com apoiantes fiéis e disputam o reduzido grupo de independentes que ainda não sabe em que candidato votará.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

CNE ESCLARECE QUE PARTIDOS NÃO PODEM INTEGRAR CAMPANHA DO REFERENDO DE 30 DE AGOSTO

Por: Assana Sambú   JORNAL ODEMOCRATA  20/08/2026   

A presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Carmem Isaura Tavares Batista Lobo, revelou que a Lei do Referendo exclui categoricamente os partidos políticos do processo, nomeadamente da participação na campanha de sensibilização dos cidadãos para o voto “SIM” ou “NÃO” sobre a adoção da nova Constituição da República.

Na entrevista ao O Democrata, Carmem Isaura Tavares Batista Lobo esclareceu que a lei define os intervenientes habilitados a participar no referendo, nomeadamente os conselheiros e os grupos de cidadãos legalmente constituídos e reconhecidos pelo Supremo Tribunal de Justiça.

“A campanha para o referendo consiste na justificação e no esclarecimento das questões submetidas à consulta popular através do referendo, bem como na promoção das correspondentes opções, com respeito pelas regras do Estado de Direito Democrático. A campanha é levada a efeito pelos conselheiros, pela sociedade civil e por grupos de cidadãos eleitores, nos termos da lei”, afirmou a responsável da CNE, informando, de seguida, que podem constituir-se em grupo, para efeitos de participação na campanha para o referendo, cidadãos eleitores em número não inferior a 2.000, incluindo, nesse universo, pelo menos 100 residentes em cada região.

A juíza conselheira do Supremo Tribunal de Justiça, que dirige a Comissão Nacional de Eleições, fez estes esclarecimentos numa entrevista conjunta aos jornais O Democrata e Última Hora, a propósito da organização do referendo nacional marcado para o dia 30 de agosto do corrente ano.

CUSTOS DO REFERENDO ESTIMADOS EM CERCA DE DOIS MIL MILHÕES DE FRANCOS CFA

O Presidente de Transição, General de Exército Horta Inta-a, decretou, no dia 6 de julho do corrente ano, a realização de uma consulta popular sobre a nova Constituição da República da Guiné-Bissau, aprovada pelo Conselho Nacional de Transição. O referendo realizar-se-á no dia 30 de agosto de 2026, através de sufrágio universal, direto, secreto e pessoal, de acordo com o decreto presidencial.

Entre as principais alterações previstas destaca-se o reforço dos poderes do chefe de Estado e a redução do número de deputados da Assembleia Nacional Popular, de 102 para 65 representantes do povo (nova Lei eleitoral).

De acordo com as autoridades de transição, a medida visa aumentar a produtividade parlamentar, melhorar a qualidade dos debates e permitir uma análise mais qualificada dos assuntos de interesse nacional.

A presidente da CNE explicou que, desde a data da marcação do referendo nacional, a instituição que dirige deu início à organização do processo, com a definição de um cronograma e de um orçamento para o efeito, submetido ao Executivo. Acrescentou que se procedeu ao levantamento de todos os materiais menos sensíveis existentes, de modo a permitir que a instituição se preparasse adequadamente para o processo, incluindo a aquisição dos materiais necessários.

Relativamente às atividades complementares, informou que a CNE já iniciou ações de formação de formadores e de animação cívica, bem como a campanha de educação cívica. No sábado passado, teve início a formação de formadores dos agentes das mesas das assembleias de voto em todo o território nacional.

Sobre a logística pesada, designadamente a produção de boletins e atas, a juíza conselheira afirmou que os boletins de voto e as atas serão produzidos pela Gráfica Nacional (Incacep EN), juntamente com os restantes materiais sensíveis.

“A imprensa nacional já iniciou os trabalhos de impressão dos boletins e, dentro de alguns dias, teremos os boletins e as atas prontos à nossa disposição. Segundo o nosso cronograma, entre 24 e 27 de agosto vamos distribuir os kits pelas diferentes mesas das assembleias de voto em todo o território nacional”, assegurou, acrescentando que os restantes materiais logísticos menos sensíveis já foram adquiridos.

Em relação ao orçamento destinado a assegurar a logística e os custos das operações do referendo nacional, explicou que a logística do referendo é idêntica à de um processo eleitoral, porque “a logística necessária para uma eleição deve ser garantida, permitindo o funcionamento de todas as mesas das assembleias de voto, com exceção da diáspora”.

“O referendo prevê que apenas os cidadãos residentes possam votar”, esclareceu, justificando assim a ausência da diáspora guineense nesta consulta popular sobre a nova Constituição da República da Guiné-Bissau.

Relativamente ao montante global do orçamento para as operações logísticas do processo, explicou que este foi estimado em mais de 1,8 mil milhões de francos CFA.

CNE CONTA COM MAIS DE TRÊS MIL MESAS DE VOTO PARA MAIS DE NOVECENTOS MIL ELEITORES

Carmem Isaura Tavares Batista Lobo afirmou, na entrevista, que, para a votação do referendo, a Comissão Nacional de Eleições conta com 3.562 mesas de assembleias de voto, distribuídas por 2.036 distritos em todo o território nacional. Acrescentou que o número de eleitores é estimado em 914.428, os quais participarão na votação do referendo em todo o país.

Explicou ainda que a CNE trabalhou com os dados dos cadernos eleitorais atualizados das últimas eleições, sublinhando que, nesses dados, não foram incluídos os eleitores da diáspora em África e na Europa, uma vez que estes foram excluídos do processo por força da Lei do Referendo.

A juíza conselheira afirmou que, tendo em conta os custos, a CNE irá reduzir o número de membros das mesas de voto sob a sua responsabilidade. Por essa razão, as mesas passarão a ser constituídas por um presidente, um secretário e um escrutinador, bem como por representantes (delegados) indicados pelos grupos de cidadãos legalmente reconhecidos pelo Supremo Tribunal de Justiça.

No que diz respeito à fiscalização das mesas de voto, recordou que a Lei do Referendo prevê que cada grupo de cidadãos legalmente constituído tem competência para designar um delegado e o respetivo suplente para cada mesa de assembleia de voto.

“No que diz respeito à fiscalização do referendo, a lei prevê essa modalidade através de grupos de cidadãos”, esclareceu, adiantando que tais grupos devem ser constituídos nos termos estabelecidos na Lei do Referendo e podem integrar elementos da sociedade civil, conselheiros e também dirigentes partidários. Estes, porém, não podem apresentar-se em nome dos partidos, mas apenas no âmbito dos grupos de cidadãos, sublinhando que cabe ao Supremo Tribunal de Justiça validar a constituição desses grupos, de acordo com o disposto na lei.

Relativamente à constituição da plenária da Comissão Nacional de Eleições, referiu que esta é composta pelo presidente da CNE, pelos membros do Secretariado Executivo, por três representantes do Conselho Nacional de Transição e por um representante do Governo. Sublinhou ainda que, a nível regional, as plenárias das Comissões Regionais de Eleições são constituídas pelos membros das comissões regionais, bem como por um representante do Conselho Nacional de Transição e um representante do Governo.

Explicou ainda que a contagem dos votos e o apuramento local serão feitos da mesma forma que nas eleições habituais, acrescentando que, após a votação, as urnas serão abertas, proceder-se-á à contagem dos votos e, posteriormente, as atas serão afixadas no local.

Questionada sobre a presença de observadores nacionais e internacionais para fiscalizar a votação do referendo, disse que a Lei do Referendo não prevê a presença de observadores nacionais nem internacionais. Contudo, referiu que “a mesma Lei do Referendo remete, em caso de omissão, para a lei eleitoral”, que, segundo explicou, prevê a participação de observadores nacionais e internacionais.

A presidente da CNE deixou claro que não está prevista a presença de observadores nacionais e internacionais para a fiscalização e monitorização do processo de votação no dia do referendo.

domingo, 16 de agosto de 2026

Candidatos começam campanha hoje; veja como serão eventos... Lula escolhe lugar histórico e Flávio Bolsonaro busca reduto eleitoral da família

  • Reprodução  Por  CNN Brasil  16/08/26

Os candidatos a presidente começam neste domingo (16) a campanha eleitoral em pontos importantes para suas trajetórias políticas. Enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu um palco histórico para iniciar a corrida pelo quarto mandato, seus adversários optaram por redutos eleitorais.

O petista inicia a busca pela reeleição com uma retomada ao passado e o primeiro ato será no estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo (SP). O evento começará às 9h e terá um discurso do presidente fazendo alusão à história do petista.

O ato na Vila Euclides será carregado de simbolismo já que foi onde Lula discursou em 1º de maio de 1979 durante as greves de trabalhadores metalúrgicos do ABC. O ato deve girar em torno do histórico sindicalista de Lula. A ideia da campanha é construir a imagem de um presidente que segue ao lado do trabalhador e dos mais pobres.

Durante o evento também será lançada a candidatura do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo.

O principal adversário de Lula é o senador Flávio Bolsonaro (PL). Ele dará o pontapé inicial da campanha em Copacabana (RJ) às 10h. O lugar foi usado por seu pai para vários atos políticos. Em 2022, o ato em celebração do Bicentenário da Independência foi organizado por Jair Bolsonaro na orla da praia.

O espaço também foi marcado por outras manifestações bolsonaristas que pediam anistia aos presos do 8 de Janeiro e a libertação do ex-mandatário. A expectativa é reunir apoiadores em um local ao ar livre para transmitir a ideia de apoio popular.

Nas eleições passadas, Jair Bolsonaro escolheu Juiz de Fora (MG) como o lugar para dar início à campanha. O lugar também havia sido emblemático para o ex-presidente por ter sido a cidade onde em 2018 o candidato foi atacado e levou uma facada. Flávio estará no município na segunda-feira

Já o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) marca o início da campanha no estado que comandou em longa agenda. A abertura da campanha será feita em uma carreata que percorrerá algumas cidades goianas.

A programação começará às 8h e terminará com um discurso em Luziânia. Veja o percurso:

  • 08h00: Águas Lindas de Goiás (em frente ao Mercadão Goiano)
  • 10h00: Santo Antônio do Descoberto (em frente ao Sindicato Rural)
  • 11h30: Novo Gama (Lago Azul, em frente à garagem da Rota do Sol)
  • 13h00: Valparaíso (em frente ao terminal das vans, Setor Céu Azul)
  • 14h30: Cidade Ocidental (Balão da Santa, em frente ao Lago)
  • 16h00: Grande Encontro na Chácara Sorgatto (Av. 6, Centro, Luziânia)

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) começará a campanha em Montes Claros (MG). Ele participa de uma missa na Matriz, às 8h30, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição e São José, e depois fará uma caminhada pelo centro da cidade. O candidato vai dar uma entrevista coletiva durante o lançamento da campanha.

Já Renan Santos (Missão) terá o primeiro ato marcado para 13h no largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Além de ser sede de uma tradicional instituição de ensino, o local é vinculado ao espírito cívico por causa de um ato em 1976 onde foram denunciadas arbitrariedades da ditadura militar.

Se a largada de Haddad será no ABC paulista, o seu principal adversário, governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), lançará campanha em uma roda de conversa com mulheres em Osasco (SP), às 9h. Ele deve reunir donas de casa, empreendedoras e lideranças comunitárias para ouvir as demandas das representantes.

sábado, 15 de agosto de 2026

Estreito de Ormuz "é e continuará a ser iraniano"... O número dois da diplomacia do Irão, Kazem Gharibabadi, afirmou hoje que o estreito de Ormuz "permanecerá iraniano", em resposta ao Presidente norte-americano, que disse querer tornar a via navegável estratégica "território dos EUA".

© Lusa   15/08/2026 

"O estreito de Ormuz foi iraniano, é iraniano e continuará a ser iraniano. Este estreito só será aberto e fechado por ordem do Irão", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros.

"Enquanto se recusarem a aceitar a realidade da vossa derrota e continuarem a iludir-se, o Irão continuará a impor um bloqueio", declarou Gharibabadi, na rede social X.

"O estreito de Ormuz não pode ser invadido por um 'tweet' ou um porta-aviões, nem por um decreto presidencial, nem por um discurso de campanha eleitoral", enfatizou ainda o responsável iraniano.

Na sexta-feira, o Presidente norte-americano Donald Trump reiterou que os EUA têm o controlo do estreito de Ormuz e invocou mesmo a possibilidade de declarar aquela via estratégica "território dos Estados Unidos". 

"Assim que derrotarmos o Irão (...), em breve declararei o estreito de Ormuz como território dos EUA", disse Trump, com um ligeiro sorriso, num comício em Garden City, perto de Nova Iorque. 

Na prática, a passagem estratégica para o comércio global de petróleo está bloqueada pelo Irão desde o início da guerra, enquanto os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos.

Um navio da ADNOC foi atacado na sexta-feira à noite quando transitava pelo estreito de Ormuz, anunciou hoje a petrolífera estatal dos Emirados Árabes Unidos, num comunicado divulgado pela agência noticiosa oficial emirati WAM.

"O incidente não resultou em feridos e a situação está controlada", acrescentou a ADNOC.

Dois navios da petrolífera dos Emirados Árabes Unidos tinham sido atacados na quinta-feira à noite no estreito de Ormuz, sem causar vítimas, segundo o Governo emirati, que responsabilizou o Irão pelo ataque.

Também na sexta-feira, o chefe da diplomacia do Irão acusou os EUA de violar o acordo assinado em junho, que, disse Abbas Araqchi, representava "o fim da guerra, não um cessar-fogo".

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão declarou que, segundo o memorando de entendimento assinado em Islamabad, "não há cessar-fogo de 60 dias que necessite de ser prolongado".

De acordo com a agência de notícias iraniana ISNA, Araqchi sustentou que "ainda não foi tomada qualquer decisão para retomar as negociações" com os EUA, numa altura em que as conversações continuam estagnadas.

O memorando de entendimento alcançado em junho para pôr um fim definitivo ao conflito falhou no início de julho, antes de Donald Trump suspender os ataques no final do mês, condicionando a pausa à rápida conclusão de um acordo.

O termo do prazo de 60 dias estabelecido no memorando assinado a 17 de junho termina na segunda-feira, 17 de agosto.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

EUA: Trump assina decreto que impede "turismo de nascimentos"... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou hoje um decreto para impedir o "turismo de nascimentos", em que mulheres estrangeiras vêm dar à luz no país para que o filho obtenha a cidadania norte-americana.

© Aaron Schwartz/CNP/Bloomberg via Getty Images    Por  LUSA   06/08/2026 

A cidadania pelo nascimento está garantida pela Constituição norte-americana e o Supremo Tribunal anulou em junho uma ordem executiva de Trump que pretendia restringir esse direito.

A Casa Branca defende agora que a decisão da mais alta instância judicial do país ainda permite limitar a cidadania aos filhos de mães que entrem no país com fins de turismo de maternidade, de pessoal diplomático, de pessoas classificadas como terroristas estrangeiros ou de quem nasça em territórios não incorporados, como é o caso de Porto Rico.

Trump tinha prometido durante a campanha eleitoral limitar a cidadania para os filhos de migrantes em situação irregular, medida que assinou no mesmo dia da sua tomada de posse para um segundo mandato na Casa Branca, a 20 de janeiro de 2025, e que abriu uma fase de políticas migratórias mais restritivas.

A ordem, que teria afetado cerca de 255.000 crianças por ano, foi anulada pela decisão de 29 de junho do Supremo, que determinou que "as crianças nascidas nos Estados Unidos de pais presentes de forma ilegal ou temporária estão sujeitas à jurisdição" e, portanto, são cidadãos.

Trump defende que a emenda constitucional em causa foi interpretada incorretamente e que foi aprovada em 1868, após a guerra civil no país, para conceder a cidadania apenas aos filhos de escravos.


Leia Também: Trump reconhece escassez, mas garante que EUA têm munições suficientes

O presidente norte-americano, Donald Trump, reconheceu hoje que os Estados Unidos enfrentam uma escassez de alguns tipos de armamento, mas garantiu que têm munições suficientes para a guerra com o Irão.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Michelle Bolsonaro apresentada como candidata ao Senado brasileiro... Michelle Bolsonaro, mulher do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (2019-2022), é candidata ao Senado pelo Partido Liberal (PL), a formação liderada pelo marido, com vista às eleições legislativas em outubro, foi anunciado.

© Lusa    03/08/2026 

Michelle Bolsonaro não pôde comparecer no domingo ao lançamento da candidatura, em Brasília, porque nas últimas horas foi submetida a um "bloqueio anestésico de nervos cranianos" num hospital da capital, com o intuito de aplacar umas dores de cabeça persistentes.

A agora aspirante ao Senado Federal deu entrada na noite de sábado na clínica privada DF Star, em Brasília, com um quadro de cefaleia resistente à medicação oral, de acordo com o boletim divulgado pelo hospital.

Na clínica, realizou uma série de exames e, logo de seguida, foi submetida ao procedimento, com resultado "satisfatório" e recebendo alta este mesmo domingo, mas acabando por não comparecer à convenção do PL em Brasília, onde foi confirmada a sua candidatura ao Senado.

Em fevereiro de 2023, a ex-primeira-dama foi nomeada presidente da divisão feminina do PL, cargo que deixou em junho passado após uma série de desavenças com o filho mais velho do ex-presidente de extrema-direita, o senador Flávio Bolsonaro.

Flávio será o candidato do PL nas eleições presenciais de outubro, uma vez que o pai está inelegível e em prisão domiciliária após ter sido condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, depois de perder as eleições de 2022.

Na cerimónia deste domingo, o senador desejou à madrasta uma rápida recuperação.

"Dentro em breve estará de volta, firme e forte, para nos ajudar a recuperar este Brasil", disse o primogénito de Jair.

Michelle Bolsonaro é considerada uma figura-chave para atrair o eleitorado feminino. É evangélica praticante e teve uma participação importante na frustrada campanha eleitoral de 2022 do seu marido, na qual serviu de ponte com as igrejas neopentecostais, de crescente influência no Brasil.

A partir da posição de primeira-dama, entre 2019 e 2022, Michelle Bolsonaro dedicou-se à promoção da língua gestual e à inclusão das pessoas surdas, além de coordenar campanhas de voluntariado dirigidas ao apoio a crianças de comunidades pobres.


Leia Também: Aung San Suu Kyi vista publicamente pela primeira vez desde 2021

A antiga líder de Myanmar (antiga Birmânia) Aung San Suu Kyi, que está em prisão domiciliária, encontrou-se com um representante do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), numa primeira aparição desde o golpe de Estado de 2021.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Boris Nadejdine: "Putin conduz a Rússia para uma catástrofe"... O opositor russo Boris Nadejdine, alvo de um processo judicial que compromete a sua candidatura às eleições legislativas e poderá conduzi-lo à prisão, afirmou hoje que o Presidente Vladimir Putin está a conduzir a Rússia para uma possível "catástrofe".

© Alexander NEMENOV / AFP via Getty Images    Por LUSA   16/07/2026 

"Temos de dizer a verdade às pessoas. Temos de dizer que a política com que Putin governa o país conduz ao caos e talvez, Deus nos livre, a uma catástrofe", afirmou Nadejdine, numa entrevista hoje divulgada e dada na quarta-feira à agência noticiosa France-Presse (AFP) em Dolgoprudny, nos arredores de Moscovo, onde reside.

O político, de 63 anos, pretende candidatar-se à Duma, a câmara baixa do parlamento russo, nas eleições legislativas de setembro, mas terá de comparecer na sexta-feira num tribunal de Dolgoprudny, acusado de "exibição de símbolos extremistas".

Por esta alegada infração administrativa arrisca uma pena máxima de 15 dias de detenção, embora não esteja excluída a possibilidade de as autoridades russas avançarem posteriormente com acusações de maior gravidade.

Nadejdine afirmou à AFP que ponderou nos últimos dias abandonar a Rússia caso se confirme a ameaça de prisão, embora tenha garantido que não pretende deixar o país e que se sente "ligado à pátria".

Contudo, essa possibilidade poderá já não existir. O opositor anunciou hoje, através da aplicação Telegram, que durante a noite foi notificado pelas autoridades de uma "proibição de sair do país", medida que está a analisar com os seus advogados.

Nadejdine é uma das poucas figuras na Rússia que continuam a criticar publicamente Putin e a ofensiva militar na Ucrânia sem estarem presas ou no exílio.

No final de 2023, o antigo deputado da Duma (2000-2003) foi o único opositor à guerra a apresentar uma candidatura contra Putin nas eleições presidenciais de março de 2024, mas as autoridades eleitorais recusaram validá-la, alegando irregularidades na recolha de assinaturas.

"É preciso fazer tudo o que estiver ao vosso alcance. Se forem políticos, devem dizer a verdade e tentar ser eleitos para que as pessoas vos apoiem. Se forem cidadãos comuns, podem ir votar e não votar na Rússia Unida", o partido pró-Kremlin, declarou.

Nadejdine afirmou agir "sempre exclusivamente dentro da legalidade" e defendeu que os esforços da oposição visam "uma mudança de poder na Rússia por meios pacíficos".

Na semana passada, foi incluído na lista de "agentes estrangeiros", estatuto imposto pelas autoridades russas que implica fortes restrições e cujo incumprimento pode ser punido com multas ou penas de prisão.

Devido a essa classificação e ao processo judicial em curso, a candidatura às legislativas, para a qual estava a recolher assinaturas, ficou seriamente comprometida.

Nadejdine disse que a abertura do processo tem a ver com o aumento da sua popularidade após o lançamento da campanha eleitoral, por representar, para o Kremlin (presidência russa), "a perspetiva indesejável" do aparecimento de um deputado da oposição na Duma.

"Hoje, absolutamente todos os deputados apoiam Putin e a guerra", afirmou.

Após o início da invasão em grande escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, Moscovo intensificou a repressão interna, prendendo centenas de críticos da guerra. A quase totalidade das principais figuras da oposição encontra-se atualmente presa, morreu ou vive no exílio.

Nadejdine classificou como "ridículas" e "absurdas" as acusações de "exibição de símbolos extremistas" que lhe são imputadas.

Segundo explicou, as acusações baseiam-se apenas no facto de, em 2023, ter divulgado no seu canal na rede social Telegram o anúncio de um programa de outra opositora no qual, "ao minuto 48, surge fugazmente uma fotografia de Navalny".

O opositor Alexei Navalny, declarado "extremista" pelas autoridades russas, morreu na prisão em 2024. Os seus colaboradores sustentam que foi envenenado por ordem de Putin. Desde então, as autoridades têm acusado regularmente cidadãos de promover o "extremismo" por partilharem declarações ou até fotografias de Navalny.

"É como se eu fosse convidado para casa de uma jovem que tivesse um retrato de Navalny na parede e depois me dissessem: como visitou uma casa onde havia um retrato de Navalny, é extremista. Os nossos tribunais consideram que as fotografias de Navalny são símbolos de uma organização extremista. É um delírio", ironizou.


domingo, 12 de julho de 2026

GTAPE: As brigadas do GTAPE já estão a ser posicionadas no terreno para o arranque, esta segunda-feira, da Campanha de Emissão da Segunda Via do Cartão de Eleitor... A operação vai decorrer durante 30 dias e destina-se aos cidadãos que perderam, extraviaram ou têm o cartão em mau estado de conservação.

O Diretor-Geral do GTAPE, Queba Djaita, apela aos eleitores abrangidos para procurarem as brigadas e garantirem o exercício do direito de voto nas próximas eleições.

@Radio Voz Do Povo

GTAPE inicia amanhã emissão da segunda via do cartão de eleitor

O Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral, GTAPE, anunciou que estão reunidas todas as condições para o início, esta segunda-feira, amanhâ, 13 julho, da campanha nacional de emissão da segunda via do cartão de eleitor.

A campanha terá a duração de 30 dias e destina-se aos cidadãos que perderam, extraviaram ou têm os seus cartões de eleitor em mau estado de conservação.

Para garantir o sucesso da operação, brigadas do GTAPE vão percorrer todo o território nacional e a diáspora. Depois da formação, os brigadistas são colocados hoje nos respetivos locais de trabalho para iniciarem a missão na segunda-feira.

A cerimónia oficial de lançamento da campanha realiza-se em frente à sede da UDIB e será presidida pelo Ministro da Administração Territorial e Poder Local. O evento contará também com a presença do Diretor-Geral do GTAPE e da Presidente da Comissão Nacional de Eleições, CNE.

A emissão da segunda via do cartão de eleitor foi aprovada pelo Governo em Conselho de Ministros para permitir que os cidadãos já inscritos nos cadernos eleitorais, mas que perderam ou danificaram os seus cartões, possam obter um novo documento e exercer o seu direito de voto.

O GTAPE apela aos eleitores abrangidos para que se dirijam às brigadas instaladas nos respetivos círculos eleitorais e solicitem a segunda via do cartão, contribuindo, desta forma, para uma maior participação eleitoral e para o reforço da democracia no país.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

MOÇAMBIQUE: Líder da oposição moçambicana admite realização de três eleições num dia... O presidente do partido Podemos, Albino Forquilha, líder da oposição moçambicana, disse hoje não ver problema na realização de três eleições num único dia, possibilidade em estudo pela comissão eleitoral, argumentando que os motivos financeiros apontados são plausíveis.

© Lusa   09/07/2026 

"Não via isso como um grande problema", disse o líder do partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos), em Maputo, à margem do encerramento do Projeto PROPAZ, iniciativa de promoção da paz e reconciliação nacional, implementado por um consórcio constituído pelo CISP --Sviluppo dei Popoli, Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), LeMuSiCa -- Levante-se Mulher e Siga o seu Caminho e Associação IVERCA.

"Se os fatores económicos ou a força económica que nós temos não é suficiente ou tem sido muito deficitária para suportar essas eleições, mas também o momento em que temos que colocar o povo a pensar na governação, não sempre nas eleições, mas na governação, está [sendo] prejudicado neste momento por termos eleições muito seguidas, não vejo problema que sejam feitas no mesmo dia", acrescentou o político.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) moçambicana aprovou um orçamento de 72,6 milhões de meticais (um milhão de euros) para 2026, para iniciar a preparação do próximo ciclo eleitoral, admitindo estudar a realização de três eleições num único dia.

"Eu não ia ver problema nisso, salvo se alguém me fundamentar os benefícios e prejuízos de realizar ou não realizar como se está a propor", comentou ainda o político, indicando no modelo atual o país leva muito tempo a refletir sobre o processo eleitoral, atrasando a concentração em outros setores que garantem o desenvolvimento nacional.

"Se colocarmos isto, os custos financeiros de duas eleições [autárquicas e gerais], eu penso que é razoável, a não ser que me apresente razões, mesmo que fundamentem, de não organizarmos isso no mesmo dia. Porque, se eu tiver feito a minha campanha para as três eleições, para as quatro, mesmo que sejam quatro, eu preciso apenas de confiar e colocar o meu voto", concluiu o político.

Já o líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM, quarta força parlamentar), Lutero Simango, disse que não cabe à CNE a responsabilidade de avançar com propostas para alterar a lei eleitoral, mas fazer cumprir com o calendário, que atualmente prevê eleições autárquicas em 2028 e gerais (presidenciais, legislativas e provinciais) em 2029.

"Essa proposta francamente ainda não recebi, em nenhum momento estive numa sessão a debater esta proposta, mas a verdade é que temos um calendário eleitoral e esse calendário deve ser cumprido, não vai ser alterado, porque parto do princípio que o legislador quando quer fazer revisão de uma lei, nunca o faz para o seu próprio benefício, mas para aplicação de outros", reagiu Simango.

O político rejeitou os motivos financeiros alegados, recordando que os processos democráticos exigem dinheiro.

"Para este mandato nós vamos cumprir com o calendário eleitoral e sempre será assim. Não se pode, de alguma forma, juntar eleições locais com eleições gerais. É uma prática mundial e acontece em muitos países e Moçambique não vai alterar ordem e procedimentos já existentes. Não vai haver nenhuma alteração do calendário eleitoral", disse Simango.

domingo, 5 de julho de 2026

SÃO TOMÉ: Carlos Vila Nova quer ser reeleito para garantir estabilidade em São Tomé... O candidato à reeleição à Presidência da República são-tomense, Carlos Vila Nova, pediu hoje a confiança do povo para um novo mandato em que promete garantir estabilidade, equilíbrio e união entre os são-tomenses.

© Lusa    05/07/2026 

"Carlos Vila Nova é Presidente para unir, não é Presidente para dividir. É um Presidente que vai unir gerações. Eu não olho para os velhos, não olho para os mais maduros, não olho para os jovens, para as mulheres, para as crianças. Eu olho para toda a gente, todos os filhos do São Tomé e Príncipe. Quem vem com a linguagem de dividir gerações, velho sai, entra novo, está a arrumar grupo [...] Nós queremos um país unido, onde haja alegria e harmonia", declarou.

O candidato falava num comício que encerrou o seu segundo dia de campanha, após ter percorrido várias comunidades do distrito de Mé-zóchi em contacto com as populações.

Carlos Vila Nova destacou a experiência adquirida nos últimos cinco anos na Presidência da República para afirmar-se  como Presidente da estabilidade e representante de todos os são-tomenses.

"O Presidente da República é o equilíbrio da Nação. Mantém todas as instituições a funcionar como deve ser. Ele não vai dividir, nem vai governar, nem vai para a Assembleia [...] a Assembleia tem o seu trabalho, o Governo tem o seu trabalho. O Presidente ajuda toda a gente a trabalhar para o país ter estabilidade", destacou.

Com a promessa de união e na presença de vários líderes e representantes de partidos políticos que apoiam a sua candidatura, Carlos Vila Nova defendeu um novo ciclo para São Tomé e Príncipe.

"Vou continuar a lutar para que toda a gente tenha as mesmas oportunidades, quer sejam jovens, as mulheres sejam respeitadas. Vamos combater a violência. Vamos construir um São Tomé e Príncipe melhor", disse.

O candidato prometeu "continuar a lutar com coragem, com serenidade" para construir um país melhor.

"Eu garanto-vos que eu continuarei a ser um Presidente do equilíbrio, um Presidente de todos os são-tomenses. Mesmo aqueles que hoje estão contra mim ou não vão votar em mim, eu serei o presidente deles também. E isso é que faz a diferença. Isto é muito importante, porque eu olho para toda a gente como povo no São Tomé e Príncipe", prometeu.

Carlos Manuel Vila Nova apresenta-se como independente e conta com apoio da maioria dos partidos são-tomenses: o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o recém-criado Partido Nossa Terra, e ainda uma ala da Ação Democrática Independente (ADI) liderada pelo primeiro-ministro, Américo Ramos.

O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu cinco candidatos às presidenciais, nomeadamente Eugénio Rodrigues da Trindade Tiny, Nito de Sousa Viegas D'Abreu, Miques João do Nascimento de Jesus Bonfim, Carlos Manuel Vila Nova, que é recandidato ao cargo, e Jorge Bom Jesus, que anunciou a sua desistência já fora do prazo legal.

Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), os dados definitivos do recenseamento eleitoral automático registaram 142.191 eleitores, dos quais 121.670 estão em São Tomé e Príncipe e 20.521 na diáspora, nomeadamente 15.917 em cinco países da Europa, e 5.324 em quatro países de África.

terça-feira, 9 de junho de 2026

MPLA? Pré-candidatos admitem impugnar candidatura de João Lourenço... Pré-candidatos à presidência do MPLA (poder em Angola) admitiram hoje impugnar a candidatura de João Lourenço (Presidente da República e do MPLA) alegando a sua validação "intempestiva", na sexta-feira, pela subcomissão de candidaturas ao congresso de novembro.

© Lusa   09/06/2026 

O engenheiro António Venâncio e o jurista José Carlos de Almeida, ambos pré-candidatos à liderança do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder desde 1975), contestaram hoje a última decisão da subcomissão de candidaturas.

António Venâncio, que já manifestou intenção de concorrer à presidência do MPLA, no IX Congresso Ordinário agendado para os dias 09 e 10 de dezembro próximo, disse que a validação da candidatura de João Lourenço foi "intempestiva" por conta de uma "derrapagem" da subcomissão de candidaturas.

"Reconhecemos que houve uma derrapagem na semana passada que consistiu na validação de uma candidatura numa altura em que os calendários legais não previam, ou seja, houve um anúncio intempestivo sobre a validação de uma candidatura e nós claro reagimos ainda hoje a solicitar à subcomissão de candidaturas para repor o comboio nos carris", afirmou António Venâncio.

À Lusa, o pré-candidato recordou que os prazos de legalização das candidaturas foram previamente calendarizados (pela subcomissão de candidaturas), referindo que a sua alteração constitui uma violação.

A verificação da conformidade das candidaturas ao conclave de dezembro acontece entre 26 de outubro a 01 de novembro, a notificação aos candidatos sobre a validade ou nulidade das candidaturas de 02 a 05 de novembro e a campanha eleitoral vai decorrer entre 06 de novembro e 07 de dezembro próximo, conforme calendário apresentado em abril passado pela referida subcomissão.

No entanto, o coordenador da subcomissão de candidaturas, Job Capapinha, anunciou na sexta-feira passada a validação da candidatura de João Lourenço ao cargo de presidente do MPLA, após a aprovação de 98,10% das subscrições apresentadas, numa intervenção sem direito a perguntas de jornalistas.

Hoje, António Venâncio disse que o referido anúncio constitui uma "violação" dos estatutos do partido e ao calendário já anunciado, salientando que os estatutos do MPLA, a Constituição e a lei dos partidos políticos preveem soluções para "conflitualidade partidária".

"O organismo competente para resolver esse conflito é o TC [Tribunal Constitucional], mas é preciso antes esgotar os organismos internos e estamos a fazê-lo. Mas, se as coisas não acontecerem internamente, devemos remeter ao TC, mas creio que isso não vai acontecer, porque a subcomissão tem competências para corrigir esse erro", indicou.

Alegadas "irregularidades" na candidatura de João Lourenço foram igualmente hoje descritas pelo pré-candidato José Carlos de Almeida que, em declarações à Lusa, deu conta que vai formalizar a sua reclamação na quarta-feira junto da subcomissão de candidaturas.

Segundo o jurista, João Lourenço remeteu a sua candidatura num período de menos de uma semana "sem reunir os requisitos necessários", por isso, argumentou, o seu processo "deve ser rejeitado".

 Criticou igualmente a alegada recolha de assinaturas feitas pela candidatura de João Lourenço junto das sedes e comités provinciais e municipais do MPLA, considerando tratar-se de "injustiças" que podem levar à impugnação do congresso.

"A situação é preocupante e o TC não terá muitas formas de manobra, porque os factos são claros e isso pode acontecer, tendo em conta as irregularidades da candidatura de João Lourenço e o facto de nos impedirem de recolher assinaturas", concluiu José Carlos de Almeida.

O general na reforma e ex-governante Higino Carneiro remeteu igualmente junto da subcomissão de candidaturas um pedido de impugnação da candidatura de João Lourenço por alegadas "irregularidades" por parte da equipa de campanha do atual presidente do MPLA, noticiou na sexta-feira o Novo Jornal.

João Lourenço, que se recandidata à presidência do MPLA, está impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato como Presidente da República nas eleições gerais de 2027.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Legislativas/reação. Francisco Carvalho celebra vitória do PAICV e promete “um novo Cabo Verde”

Com OPAÍS.cv -18 Maio, 2026

O Presidente do PAICV, Francisco Carvalho, considerou esta madrugada, que os Cabo-verdianos deram uma “mensagem clara” nas eleições legislativas, ao confirmarem a vitória do Partido num dos escrutínios mais disputados da história democrática do País

O líder do Partido vencedor das eleições agradeceu aos eleitores no Arquipélago e na Diáspora e afirmou que “a partir de hoje há um novo Cabo Verde”.

Na sua primeira reação após a divulgação dos resultados provisórios, Francisco Carvalho classificou o dia como “extraordinário”, defendendo que a democracia Cabo-verdiana voltou a demonstrar a importância da vontade popular.

O Presidente do PAICV reconheceu que a disputa eleitoral foi renhida e admitiu que, em determinados momentos, se perspetivava um cenário de maioria relativa.

Apelos à transparência eleitoral

Durante a intervenção, Francisco Carvalho levantou preocupações sobre alegadas irregularidades durante o processo eleitoral, apelando a um debate público mais aprofundado sobre práticas que, segundo afirmou, marcaram a campanha. Referiu alegações de compra de votos, distribuição de cestas básicas, movimentações financeiras e assinatura de contratos em período eleitoral, defendendo que esses temas não devem ser ignorados pelas instituições, analistas e órgãos de Comunicação Social.

Francisco Carvalho considerou ainda que Cabo Verde deve promover uma reflexão sobre o funcionamento da sua democracia e sobre a transparência dos processos eleitorais.

Mensagem dirigida à Diáspora e ao País

Na declaração feita perante militantes e apoiantes, o Presidente do PAICV dirigiu agradecimentos aos Cabo-verdianos residentes no País e na Diáspora, sublinhando o contributo de todos os que participaram na campanha e no processo eleitoral.

Os resultados provisórios das eleições legislativas continuam a ser atualizados pela CNE, num contexto em que o PAICV surge na dianteira da votação nacional. Francisco Carvalho garante ser maioria absoluta.


@eleicoes.cv

domingo, 26 de abril de 2026

Estados Unidos: Procurador dos EUA diz que funcionários eram alvos: "Presidente incluído"... O procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, afirmou, este domingo, que o atirador, que entrou no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, tinha como alvos funcionários da administração de Donald Trump.

© Nathan Howard/Getty Images    Notícias ao Minuto com Lusa   26/04/2026 

O procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, afirmou, este domingo, que o atirador, que entrou no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, tinha como alvos funcionários da administração de Donald Trump. 

"Parece que, de facto, ele se propôs a atacar pessoas que trabalham na administração e, provavelmente, o presidente estava incluído", disse Todd Blanche, em declarações à CBS News. 

Segundo o procurador norte-americano, o atirador, que foi detido no local na posse de armas de fogo e facas, "não está a cooperar ativamente" com a investigação.

Todd Blanche, que também estava no jantar juntamente com centenas de outras pessoas, acrescentou que os investigadores suspeitam que o homem viajou de comboio de Los Angeles, passando por Chicago, para Washington, onde nos últimos dias se hospedou no hotel que acolhia o evento promovido pela Associação de Correspondentes da Casa Branca.

Os investigadores não divulgaram publicamente o nome do suspeito, mas dois agentes das autoridades próximos do caso identificaram-no à agência Associated Press (AP) como Cole Tomas Allen, 31 anos, de Torrance, na Califórnia.

Uma fotografia de perfil de Allen na rede social LinkedIn, de maio de 2025, parece corresponder à aparência do homem numa imagem do alegado agressor a ser detido, publicada pelo líder norte-americano, refere a AP.

O que aconteceu?

Na noite de sábado, o homem tentou invadir o enorme salão de baile do Washington Hilton, mas foi derrubado numa cena caótica que resultou em tiros, enquanto o líder da Casa Branca, o seu vice-presidente, JD Vance, e a primeira-dama, Melania Trump, eram retirados apressadamente do palco e os convidados se protegiam debaixo das mesas.

Acredita-se que o suspeito tenha comprado as armas que transportava nos últimos dois anos, disse ainda Blanche, que prevê a formulação das acusações na segunda-feira.

Um vídeo publicado por Donald Trump mostrou o suspeito a correr pelas barricadas de segurança enquanto os agentes dos serviços secretos corriam na sua direção.

Um agente foi atingido por um tiro num colete à prova de bala e estava hoje a recuperar, disseram as autoridades.

O atirador não ficou ferido, mas estava a ser avaliado num hospital, segundo a polícia.

O tiroteio nas barricadas de segurança aconteceu minutos após o início do evento, que teve ainda uma tentativa para ser retomado, mas acabou por ser cancelado.

Quem é o suspeito?

Cole Tomas Allen, de 31 anos, é professor e desenvolve videojogos. De acordo com o perfil no LinkedIn, formou-se no California Institute of Technology em 2017 - em Engenharia Mecânica - tendo, no ano passado, terminado um mestrado em Computação pela California State University-Dominguez Hills.

Já segundo registos da Comissão Eleitoral Federal, doou 25 mil dólares para a campanha de Kamala Harris, adversária de Donald Trump, nas presidenciais de 2024.


Trump despede 24 membros do Conselho Nacional de Ciência dos EUA

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu os 24 membros do Conselho Nacional de Ciência dos EUA, um dos principais órgãos responsáveis por aconselhar o Governo e o Congresso quanto à política científica norte-americana.

sexta-feira, 24 de abril de 2026

CABO VERDE: Partido na oposição cabo-verdiana queixa-se à Comissão Nacional de Eleições... O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) apresentou 15 queixas à Comissão Nacional de Eleições, nos últimos 11 dias, por alegado uso de recursos públicos e outros a favor do Movimento para a Democracia (MpD, poder).

© Lusa    noticiasaominuto.com   24/04/2026

"Nos últimos 10 a 11 dias nós apresentámos cerca de 15 queixas: temos enviado quase uma queixa por dia à CNE [Comissão Nacional de Eleições], mas as respostas têm sido, sobretudo, no sentido de fazer recomendações ao Governo, não mudam as práticas", disse hoje o secretário-geral do PAICV, Vladimir Ferreira, em conferência de imprensa.

O responsável fazia um balanço da pré-campanha eleitoral para as eleições legislativas de 17 de maio.

São necessárias "medidas mais enérgicas", disse o dirigente, acerca de uma troca de acusações que é cíclica entre os dois partidos no arco do poder nacional e autárquicos.

Desta feita, é o PAICV que se queixa de "tratamento desigual".

"Mesmo do ponto de vista do código eleitoral há vários aspetos que precisam de ser discutidos: faz sentido que o presidente do PAICV, enquanto autarca [presidente da Câmara da Praia, Francisco Carvalho], tenha de suspender o seu mandato para poder ser candidato e o primeiro-ministro continue a exercer funções", questionou.

"Há aqui uma desigualdade de situações", acrescentou, em referência à recandidatura de Ulisses Correia e Silva a um terceiro mandato à frente do Governo, pelo MpD.

Por outro lado, o líder do PAICV tem-se queixado de perseguição pela Justiça, ao ser ouvido pelo Ministério Público no âmbito de investigações à Câmara da Praia.

Questionado sobre o assunto, Vladimir Ferreira considerou que, ao "ser aceite pelos tribunais", a candidatura de Francisco Carvalho foi validada e, "neste momento, ele é oficialmente candidato em igualdade de direitos" com os restantes.

O secretário-geral do PAICV anunciou que o partido vai abrir oficialmente a campanha eleitoral no dia 30 de abril com um comício de apresentação dos candidatos a deputados em Santiago Sul, círculo eleitoral que inclui a capital, Praia, e cuja lista é encabeçada por Francisco Carvalho.


Leia Também: Pedro Pires agradece apoio de Angola em estudo dos PALOP

O antigo Presidente de Cabo Verde Pedro Pires agradeceu hoje ao Presidente angolano, João Lourenço, o apoio na elaboração do estudo sobre a história das lutas de libertação nos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).