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sábado, 31 de outubro de 2026

ESPANHA: "Não é aceitável que Espanha sofra 2 acidentes ferroviários no mesmo ano"... O acidente ferroviário em Espanha, que deixou 69 mortos, foi qualificado como "não aceitável" pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez e afeta a campanha eleitoral que se aproxima.

© Carlos Lujan/Europa Press via Getty Images   Por  LUSA  31/10/2026 

O acidente ferroviário desta semana em Espanha foi qualificado como inaceitável pelo próprio primeiro-ministro e deixou em choque um país que já estava em plena campanha para as eleições de 29 de novembro.

"Não é aceitável que um país como Espanha sofra dois acidentes ferroviários de alta velocidade no mesmo ano", disse Pedro Sánchez por duas vezes esta semana, após o choque de comboios de quarta-feira em Urda, Toledo, em que morreram pelo menos 69 pessoas. Em janeiro, outras 46 pessoas morreram num acidente de comboios em Adamuz, Córdova.

Espanha decretou três dias de luto nacional e a generalidade dos partidos (à exceção do Vox, de extrema-direita) cancelaram a agenda pública até pelo menos este fim de semana, sobretudo, as ações de pré-campanha para as legislativas antecipadas de 29 de novembro.

As cúpulas dos maiores partidos nacionais, citadas pela imprensa espanhola, reconheciam que a par de respeitar o luto e o choque do país, é também agora necessário "recalcular estratégias e agendas" de campanha.

Até agora, a campanha tinha estado marcada por temas como a habitação, a imigração e a entrada ilegal de milhares de pessoas em Ceuta, a sustentabilidade das pensões, os pactos do Partido Popular (PP, direita) com o Vox ou os acordos e ruturas entre forças à esquerda dos socialistas.

As eleições foram convocadas em 05 de outubro pelo primeiro-ministro e líder do Partido Socialista (PSOE), Pedro Sánchez, no meio de protestos nas ruas pela crise da habitação e depois de forças de direita terem 'chumbado' no parlamento decretos do Governo com medidas para esta área.

Após dois meses em que a imigração e Ceuta centraram todas as atenções do debate público e mediático, no início do mês, os focos mudaram subitamente para a habitação e Pedro Sánchez antecipou as eleições.

A habitação "tem um quadro mais favorável para a esquerda", nas palavras do politólogo e professor universitário Pablo Simón, autor do estudo "A habitação como fratura política", da Universidade Carlos III, de Madrid, publicado no início de outubro.

Já a imigração, "mais favorável" à direita, além de ser atualmente um dos temas centrais dos partidos conservadores e de extrema-direita, em Espanha e no resto da Europa, tinha ganhado especial protagonismo desde finais de julho, por causa da entrada de mais de 70.000 pessoas de forma ilegal em 24 horas em Ceuta, um enclave espanhol no norte de África, com fronteiras com Marrocos.

Pedro Sánchez é primeiro-ministro desde 2018 e, desgastado internamente por vários casos confirmados e suspeitos de corrupção de pessoas que lhe são próximas, por uma paralisia legislativa por depender de uma geringonça de oito partidos no parlamento que lhe impediu de apresentar uma única proposta de Orçamento do Estado desde 2022 ou pela atuação em Ceuta, viu no tema da habitação "uma janela de oportunidade", coincidiram as análises de politólogos, analistas e meios de comunicação.

"A campanha eleitoral seguia por caminhos frívolos, até que outra tragédia nos lembrou para que serve votar. Enquanto alguns se dedicavam à virtualização política, falando-nos de partidos úteis, de jogadas de mestre ou de como conseguir mais lugares fundindo-se numa mesma candidatura eleitoral, a realidade bateu à porta", escreveu na sexta-feira a politóloga Estefania de Molina no jornal El Pais.

Apesar de (quase) não ter havido comícios ou entrevistas nos últimos dias, é já certo que o acidente de quarta-feira em Urda voltou a colocar Sánchez e o PSOE sob críticas e acusações generalizadas, após dois acidentes com comboios com mais de cem mortos num ano e notícias regulares de ocorrências e avarias nas infraestruturas ferroviárias e outras, como as da rede elétrica, com o apagão de 2025.

Entre as várias forças que já pediram esta semana que sejam assumidas "responsabilidades políticas", como a demissão do ministro dos Transportes, incluem-se até os parceiros do PSOE na coligação que está no Governo e outros da geringonça que reinvestiu Sánchez primeiro-ministro em 2023.

As sondagens mais recentes dão o PP como partido mais votado em 29 de novembro, mas sem maioria absoluta, que será possível com uma aliança com o Vox. O PSOE será o segundo mais votado, com uma diferença de seis pontos percentuais em relação ao PP, segundo a média das sondagens mais recentes.


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sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Kamala Harris apela ao voto democrata contra a "tirania" de Trump... A ex-vice-presidente dos EUA, Kamala Harris apelou à participação do eleitorado democrata nas eleições intercalares de 3 de novembro, contra a "tirania" de Donald Trump, que perdeu as eleições presidenciais de 2024.

© Genaro Molina/Los Angeles Times via Getty Images    Por  LUSA   30/10/2026 

A ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris apelou quinta-feira à participação do eleitorado democrata nas eleições intercalares de 03 de novembro, contra a "tirania" de Donald Trump, para quem perdeu as eleições presidenciais de 2024.

"Sei que, para muitos de nós, o último ano e meio tem sido difícil. Passámos por uma panóplia de emoções: da raiva à tristeza, passando pela depressão, frustração e pela sensação de impotência e desesperança. Mas a questão é a seguinte: esse momento acabou", declarou Harris num ato eleitoral em Macon, no estado da Geórgia.

Harris, que não descarta recandidatar-se à presidência em 2028, afirmou que os 'pais fundadores' do país previram que chegaria "um momento como este", em que um governante como Trump tentaria submeter os restantes poderes do Estado.

"Mas o aspeto maravilhoso deste momento — tal como foi concebido pelos fundadores — é que, quando nos deparamos com uma tirania deste tipo, chega um momento em que precisamos de acionar o poder do povo. E esse momento é agora", afirmou.

Apelando à renovação do Congresso, cujas duas câmaras são atualmente controladas pelos republicanos, nas eleições de 03 de novembro, a ex-vice-presidente visitou hoje a Geórgia, estado onde Trump ganhou há dois anos.

Neste estado do sul que se desenha agora como decisivo para a "onda democrata" prevista em algumas sondagens, os democratas procuram a reeleição do senador Jon Ossoff, cujo lugar é considerado fundamental para disputar com os republicanos o controlo da câmara alta.

Ambicionam também eleger Keisha Lance Bottoms para o governo do estado, o que a tornaria a primeira mulher — e a primeira afro-americana — a governar a Geórgia.

A nível nacional, as sondagens apontam para uma provável vitória da oposição democrata na Câmara dos Representantes e para a possibilidade de esta tomar aos republicanos a maioria também no Senado, sobretudo devido ao descontentamento com a inflação e a guerra no Irão.

Trump visitou a Geórgia na semana passada para tentar mobilizar o eleitorado republicano, enquanto o ex-presidente Barack Obama participou, na quarta-feira, na campanha democrata no mesmo estado.


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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

A partir dos EUA, Flávio Bolsonaro declarou-se no X o "verdadeiro presidente eleito" do Brasil... O senador brasileiro declarou-se esta quarta-feira o presidente eleito legítimo do Brasil. Flávio Bolsonaro alega que a sua vitória foi anulada por um golpe eleitoral orquestrado pelo presidente Lula da Silva e pelo Supremo Tribunal Federal.

Foto: Eva Marie Uzcategui - Reuters   Por RTP   29 Outubro 2026 

Bolsonaro perdeu a segunda volta das eleições presidenciais e abandonou o Brasil, viajando para Miami com a família. 

"Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil", escrevia o candidato na primeira versão da missiva publicada esta quarta-feira. Na segunda versão da carta, Flávio Bolsonaro diz apenas ser "líder do Brasil". 

Flávio Bolsonaro agradece ao presidente argentino, Javier Milei, pela "coragem, senso de justiça e legalidade" e ao presidente norte-americano Donald Trump "e ao maravilho povo americano por me acolher". 

"Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país", acrescenta, afirmando ainda que Trump "é um grande defensor da liberdade de expressão". 

Flávio Bolsonaro prossegue depois com a descrição da eleição no último domingo: "Vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos. A atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula permitiu que uma impossibilidade matemática se concretizasse e Lula acrescentasse mais de 10 milhões de votos do primeiro para o segundo turno". 

O candidato refere-se a uma extensão da votação "no apagar das luzes". "Eleitores ficaram submetidos a regras diferentes", expõe Flávio Bolsonaro, argumentando também que "ao longo de toda a campanha houve abuso de poder político, económico e uso da máquina pública em favor da reeleição". 

Flávio Bolsonaro refere ainda que um juiz tentou "sequestrar" os seus passaportes. "Muito provavelmente estaria preso", estima. 

"A perseguição política que começou com meu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e se espalhou para milhares de outros brasileiros patriotas comuns”, acrescenta o candidato. 

Bolsonaro sublinha ainda que não era sua "intenção" deixar o país. "Sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado", vincou. 

"Não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime. O que existe é uma caça às bruxas politicamente motivada", aponta. Segundo Flávio Bolsonaro, o "roteiro da perseguição" começaria com a apreensão do passaporte, pulseira eletrónica, "censura, prisão domiciliária, julgamento de fachada e, finalmente, condenação política". 

"Não vou submeter minha família a isso e meu país não merece passar novamente por este vexame internacional. Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança", afirma Flávio Bolsonaro. 

O candidato conclui a carta afirmando que não fugiu do Brasil, mas apenas optou por sair do país "para poder ser o líder que o povo merece". "Calado, preso e censurado, como o meu pai está, eu não poderia ser essa liderança", vincou. 

A fuga de Flávio Bolsonaro para Miami ocorreu um dia depois de ter sido intimado pela Polícia Federal, por ordem do juiz do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, a entregar todos os passaportes que possui no prazo de 24 horas, e de ter sido proibido de deixar o Brasil. 

A decisão de Moraes consta de um processo em que Flávio e um amigo, o advogado Willer Tomaz, são investigados por branqueamento de capitais, num suposto esquema que envolveria empresas de Tomaz e uma plataforma de apostas.

Na segunda-feira, um dia antes de deixar o país, Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que garantia que nunca deixaria o Brasil e que entregaria os passaportes às autoridades.


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quarta-feira, 28 de outubro de 2026

ISRAEL: Netanyahu aposta em formação de "governo de direita forte" em Israel... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje a formação de um governo de direita forte sem o apoio dos partidos árabes, durante um discurso em Jerusalém. As projeções eleitorais apontam para um cenário de empate entre os blocos pró-governamental e o de Gadi Eisenkot, com o Likud como partido mais votado.

© Lusa  28/10/2026 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu hoje ser necessário formar "um governo de direita forte" sem o apoio dos partidos árabes, durante um discurso na sede de campanha do seu partido em Jerusalém.

"O Likud é o maior partido de Israel", disse, sob aplausos dos seus apoiantes, após as projeções dos canais de televisão israelitas apontarem para um cenário em que não existe um claro vencedor entre o bloco pró-governamental que lidera e o do líder do partido Yashar!, o ex-general Gadi Eisenkot, nas eleições legislativas de terça-feira.

Na intervenção, Netanyahu pediu, no entanto, que se aguardasse pelos resultados finais, segundo o jornal Times of Israel.

"A maioria judaica e sionista tem de se recompor e unir-se", afirmou, opondo-se a qualquer "governo com o apoio dos árabes israelitas", numa altura em que as projeções atribuem às forças políticas árabes até 19 assentos no Knesset (parlamento), o que representaria um recorde, batendo o melhor resultado que tinha sido alcançado nas eleições de 2020, em que arrecadaram 15 lugares.

No entanto, a chave para a formação de um novo Governo em Israel poderá muito bem residir nos partidos árabes, o Ra'am e a Lista Conjunta.

Netanyahu considerou impensável "colocar Israel em perigo e formar um governo que dependa de partidos árabes antissionistas".

E reforçou: "Partidos que se opõem à nossa própria existência, que consideram o Hamas uma organização de caridade e que chamam aos nossos soldados criminosos de guerra".

"O bloco de direita tem uma maioria decisiva entre o público sionista", continuou Netanyahu durante o seu discurso, no tal enumerou as conquistas de Israel nas guerras contra o Hamas e o Irão.

O líder do Likud reiterou que Israel tem uma "oportunidade histórica" com o Presidente norte-americano, Donald Trump, para "eliminar a ameaça iraniana".

"Conseguimos vencer os nossos inimigos e continuaremos a conseguir fazê-lo no futuro", afirmou o líder israelita, que falou cinco horas após o encerramento das urnas, com apenas 5% dos votos apurados.

Netanyahu, o último dos candidatos a reagir às projeções, com uma intervenção de cerca de 10 minutos, agradeceu aos parceiros de coligação de direita.

As novas projeções, divulgadas pelos canais de televisão 11 e 13, apontam para um empate entre os dois blocos candidatos, enquanto o Canal 12, que originalmente atribuía uma ligeira vantagem a Eisenkot, passou a dar 52 lugares ao bloco de Netanyahu contra 50 do ex-general do exército israelita.

Inicialmente, o canal 11 dava também 52 lugares ao bloco de Eisenkot contra 50 de Netanyahu, mas passou a atribuir 51 lugares a cada.

Nas três projeções, o Likud é o partido individualmente mais votado (24 a 27 deputados).

A participação nas eleições legislativas israelitas atingiu 77,7%, quase oito pontos acima da registada nas anteriores (2022) e a taxa mais elevada desde 2001, segundo a Comissão Eleitoral Central.


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As projeções das eleições israelitas apontam para uma vitória de Benjamin Netanyahu, mas sem maioria parlamentar para formar um governo, deixando o futuro político do país em incerteza.

Os habitantes de Telavive vão dormir ignorando quem governará Israel nos próximos quatro anos, após as projeções das legislativas hoje realizadas apontarem para uma vitória do partido do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, mas sem maioria para controlar o parlamento.

As sondagens à boca das urnas indicam que os partidos do bloco de oposição, que inclui o Yashar!, do ex-general Gadi Eisenkot e segundo nas projeções, também não alcançam os 61 lugares necessários para uma maioria parlamentar que viabilize um governo...

terça-feira, 27 de outubro de 2026

ESTADOS UNIDOS: Donald Trump só aceitará resultados eleitorais se votação for "limpa"... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que só aceitará os resultados das eleições intercalares de novembro se considerar que a votação foi "limpa", apesar de as sondagens apontarem vantagem democrata.

© Chip Somodevilla/Getty Images    Por  LUSA   27/10/2026 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou hoje que só aceitará os resultados das eleições intercalares de novembro se considerar que a votação foi "limpa", quando as sondagens favorecem os democratas.

Questionado sobre se respeitaria os resultados eleitorais independentemente do partido vencedor, Trump respondeu: "Aceitarei, se forem eleições limpas".

O Presidente fez estas declarações antes de partir para dois comícios de campanha no Texas, destinados a mobilizar o eleitorado republicano na reta final das eleições legislativas.

Trump acrescentou que encontrará uma forma de trabalhar com os democratas caso estes conquistem o controlo da Câmara de Representantes, atualmente nas mãos dos republicanos.

O chefe de Estado tem manifestado repetidamente dúvidas sobre a segurança do sistema eleitoral norte-americano, apesar de especialistas e autoridades eleitorais defenderem a sua fiabilidade.

Segundo uma sondagem divulgada na semana passada pelo meios de comunicação The Washington Post, ABC News e Ipsos, 70% dos norte-americanos não confiam que Trump aceite os resultados caso os republicanos sejam derrotados.

O Presidente continua a recusar reconhecer a derrota nas eleições presidenciais de 2020, que perdeu para o democrata Joe Biden, insistindo, sem apresentar provas, que houve fraude eleitoral.

Na segunda-feira, Trump anunciou uma recompensa de um milhão de dólares (cerca de 850 mil euros) para quem denuncie casos de fraude nas próximas eleições legislativas ou em eleições anteriores, desde que as informações permitam acusar formalmente ou condenar os alegados responsáveis.

Em 16 de julho, o Presidente voltou a contestar os resultados de 2020, num discurso à nação transmitido em horário nobre, reiterando acusações de manipulação eleitoral sem apresentar provas conclusivas.

As declarações surgem a uma semana das eleições intercalares, que determinarão o controlo do Congresso durante a segunda metade do mandato presidencial.

As sondagens apontam para uma vantagem democrata na disputa pela Câmara de Representantes e para uma corrida mais equilibrada pelo Senado.

Os republicanos controlam atualmente as duas câmaras do Congresso, mas enfrentam um contexto político marcado pelo descontentamento com a inflação elevada e a guerra contra o Irão.

Uma sondagem Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira situou a taxa de aprovação de Trump em 32%, próxima dos níveis mais baixos do seu atual mandato.


Leia Também:  Trump diz que eleições no Brasil foram fraudulentas (sem mostrar provas)

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que as eleições presidenciais no Brasil foram fraudulentas, mas não apresentou provas ou indícios de irregularidade.

OPresidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que as eleições presidenciais no Brasil foram fraudulentas, mas não apresentou qualquer prova ou indícios de irregularidade.

"Pareceu terrível para mim. Pareceu mais uma eleição fraudulenta, francamente. Eu não tomei partido, mas foi uma aparência terrível", declarou em referência ao facto de o Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro ter prorrogado o horário de votação por mais duas horas...

ISRAEL: Netanyahu acusa opositores de tentarem roubar eleição em Israel... O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apelou ao voto dos eleitores e acusou os opositores árabes israelitas de tentarem "roubar a eleição", depois de os ter visado durante toda a sua campanha.

© Lusa    27/10/2026 

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apelou hoje ao voto dos eleitores e acusou os opositores árabes israelitas de tentarem "roubar a eleição", depois de os ter visado durante toda a sua campanha.

O também líder do Likud, que, segundo as sondagens, não parte como favorito, falou aos jornalistas após votar numa assembleia em Jerusalém Ocidental, acompanhado pela mulher, Sara, segundo um comunicado divulgado pelo seu Gabinete.

"Vão votar!", exortou Netanyahu aos israelitas em hebraico, segundo o texto do comunicado, numa eleição crucial que se revela extremamente renhida e que se realiza três anos após os ataques do Hamas e a ofensiva contra Gaza.

Netanyahu afirmou que "três altos dirigentes" de um partido de maioria árabe foram detidos no sul do país, transportando envelopes cheios de dinheiro em numerário, sem que a denúncia tenha sido confirmada por fonte independente.

As autoridades eleitorais esclareceram, no entanto, que estas pessoas – abordadas perto das suas residências – "ainda não tinham chegado aos locais de voto" e que está em curso uma investigação.

Já hoje de manhã, também o partido da oposição Yashar!, favorito nas sondagens, denunciou uma "manipulação deliberada" dos boletins de voto e vai apresentar uma queixa formal à Comissão Eleitoral.

"Nas últimas horas, foram recebidos relatos sobre a manipulação deliberada, o roubo, a inversão e a retirada de boletins de voto do Yashar! em locais de voto por todo o país", informou o partido.

Entretanto, a Comissão Eleitoral Central (CEC) de Israel já reagiu, descartando a existência de quaisquer irregularidades.

"Ao contrário do que sugerem as informações que circulam, não há, neste momento, qualquer indício ou prova que aponte para irregularidades no âmbito das eleições", pronunciou-se a comissão em comunicado, afirmando que os casos estão a ser analisados um a um de forma "imediata"

A participação nas eleições atingiu os 16,7% às 10:00 (08:00 em Lisboa), três horas após a abertura das mesas de voto.

De acordo com a Comissão Eleitoral de Israel, a afluência difere um ponto percentual ao registado nas eleições de 2022: 15,9% de participação nas primeiras horas de votação.

Israel realiza hoje as eleições legislativas decisivas para o futuro político de Netanyahu.

Mais de 7,3 milhões de israelitas são chamados às urnas para eleger os 120 deputados do Knesset (Parlamento).

As assembleias de voto encerram às 22:00 (20:00 em Lisboa), altura em que as estações de televisão devem divulgar as primeiras sondagens à boca das urnas.

Segundo as sondagens efetuadas durante a campanha eleitoral, a vitória – por uma curta margem – pode ser alcançada por Gadi Eisenkot, o principal candidato da oposição ao líder do Likud, que votará, segundo as indicações conhecidas, às 13:45 locais (11:45 em Lisboa)


Leia Também: Partido do candidato da oposição queixa-se de irregularidades nas eleições em Israel

O partido da oposição israelita Yashar!, favorito nas sondagens de intenção de voto nas eleições que decorrem hoje em Israel, denunciou uma "manipulação deliberada" dos boletins de voto e vai apresentar uma queixa formal à Comissão Eleitoral...

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

LULA REELEIÇÃO: "Será o melhor mandato que um presidente já fez na história desse país"... Rodeado por milhares de apoiantes na Avenida Paulista, Luiz Inácio Lula da Silva celebrou a reeleição para um quarto mandato, prometendo o melhor da história do Brasil.

© Juan BARRETO / AFP via Getty Images   Por  LUSA  26/10/2026 

Rodeado por milhares de apoiantes na Avenida Paulista, em São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva celebrou hoje a reeleição para um quarto mandato, prometendo que será o melhor da história do Brasil.

Uma multidão de vermelho, eufórica entre o choro de felicidade e os cânticos em louvor a Lula, concentrou-se na Avenida Paulista e explodiu quando Lula chegou de trio elétrico e cumprimentou os apoiantes com um megafone.

"Essa vitória é para mostrar que as mulheres são parte importante", afirmou o Presidente, beijando a sua mulher, Rosângela Lula da Silva, ou 'Janja' para os brasileiros, para delírio dos apoiantes.

Lula, que se tornou o primeiro brasileiro eleito quatro vezes para o mais alto cargo da nação, agradeceu ao povo e destacou a participação dos jovens, que "se levantaram em defesa da democracia".

"Esse meu quarto mandato será o melhor mandato que um presidente já fez na história desse país", prometeu o líder histórico brasileiro.

O candidato progressista impôs-se ao senador Flávio Bolsonaro com uma vantagem de mais de quatro milhões de votos e foi o primeiro candidato na história democrática do país a chegar ao Palácio do Planalto sem ter sido o mais votado na primeira volta.

Num primeiro discurso de vítória, Lula da Silva, agradeceu ao povo brasileiro e, em particular, aos jovens que foram "para a rua defender a democracia".

"Agradecer à generosidade da juventude brasileira que foi para rua defender a democracia", disse o chefe de Estado brasileiro, numa sala a abarrotar no coração da cidade de São Paulo.

Ao celebrar a mobilização eleitoral, Lula declarou que a votação registou "o menor número de abstenções da história" e "o menor número de votos nulos".

"Quero agradecer às pessoas idosas. Vi muitas cenas de pessoas sendo carregadas pelos seus netos para irem votar. Conseguimos convencê-las de que o voto era muito importante para assegurar o voto no país", destacou.

Num país em que o voto é obrigatório, participação eleitoral atingiu 80,8% de 159 milhões de eleitores registados, a mais alta desde 2006 e dois pontos percentuais acima do registado há três semanas.

A percentagem de abstenção, 19,2%, foi a mais baixa registada numa segunda volta das eleições presidenciais desde as eleições de 2006, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito pela primeira vez frente a Geraldo Alckmin, atual vice-presidente de Lula.

"Hoje minha fala é de agradecimento", afirmou o Presidente no discurso de vitória, em que reservou um elogio a Alckmin, também ele reeleito: "Feliz o Presidente que tem um vice da qualidade, da lisura de comportamento e da lealdade do Alckmin", afirmou.

"Tenho de fazer um agradecimento às pessoas que coordenaram a nossa campanha, aos partidos que participaram. Mas queria agradecer ao povo brasileiro a generosidade que ele tem comigo há muito tempo", disse ainda.


Leia Também: Líderes do Congresso reconhecem vitória de Lula nas presidenciais

Os líderes do Congresso brasileiro reconheceram a vitória de Lula nas eleições presidenciais, apesar da contestação de Flávio Bolsonaro.

Os líderes do Congresso brasileiro reconheceram este domingo a vitória eleitoral do Presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva, não obstante a contestação do adversário, Flávio Bolsonaro.

Os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, ambos de partidos de centro-direita, felicitaram Lula durante uma conferência de imprensa conjunta e defenderam a solidez do processo eleitoral, pouco depois de o candidato derrotado ter afirmado que lhe era "impossível" reconhecer os resultados...

domingo, 25 de outubro de 2026

Flávio não reconhece vitória de Lula e diz que pedirá anulação das eleições... Candidato cita possível interferência de Cristiano Zanin, ministro do STF, que prorrogou o horário das eleições para às 19h deste domingo

Por  CNN Brasil 25/10/2026  

Flávio Bolsonaro (PL) disse neste domingo (25) que pedirá anulação das eleições, que reelegeram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto em que essas coisas aconteceram; vamos pedir anulação dessas eleições", disse o candidato, citando possível interferência de Cristiano Zanin, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

Flávio Bolsonaro refuses to acknowledge results and calls for election annulment      SBT News

"Às 17h01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições, isso nunca tinha acontecido na história do Brasil. Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades e diferentes estados", disse Flávio.

Segundo ele, a campanha já acionou o setor jurídico. "A gente não está aqui para brincadeira. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo, pelos amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal", completou.

Lula foi reeleito neste domingo (25) em 2º turno ao superar Flávio. Lula obteve mais de 50% dos votos, segundo divulgação parcial da apuração doTribunal Superior Eleitoral. Foi a primeira vez na história da República que quem saiu atrás no primeiro turno conseguiu virar no segundo.

Problemas de transporte prorrogaram eleição

As declarações ocorreram após relatos de falta de ônibus e longas esperas em cidades como São Paulo e Salvador. A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva acionou a Justiça para pedir a ampliação do horário de votação nas localidades afetadas. A Prefeitura de Salvador afirmou que o serviço foi normalizado após interrupções em garagens; a administração paulistana alegou dificuldades operacionais para cumprir a determinação de reforçar a frota.

Diante das dificuldades, o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinou a prorrogação da votação das 17h para as 19h, no horário de Brasília. Posteriormente, esclareceu que a extensão deveria ser cumprida apenas nos locais onde as urnas ainda não haviam sido fechadas, sem reabertura das já encerradas. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) também havia solicitado mais tempo para votar em municípios atingidos por chuvas e bloqueios de vias.


sábado, 24 de outubro de 2026

FRANÇA: Mais de cem mil pessoas manifestam-se em Paris. Veja as imagens... Mais de 110.000 pessoas manifestaram-se em Paris hoje, segundo a polícia, que indicou que a situação permanece calma. A manifestação, que começou na Porta de Itália e terminou em Porte de Vincennes, contou com a intervenção de mais de 3.000 pessoas e 65 detenções.

© REUTERS  Por  LUSA   24/10/2026                                   Veja as imagens... 

Mais de cem mil pessoas manifestam-se hoje em Paris para exigir poder de compra e defender os serviços públicos, avançou a polícia, indicando que "a situação permanece calma em toda a área metropolitana".

A manifestação, que começou na Porta de Itália cerca das 14h00 locais (13h00 em Lisboa) e chegou a Porte de Vincennes às 17h00, concentra um total de 110.000 pessoas, precisa a Prefeitura da Polícia de Paris.

Entretanto e no final da manifestação, registaram-se confrontos entre a polícia e os manifestantes, tendo sido lançado gás lacrimogéneo e utilizado canhões de água.

Durante o percurso, foram controladas pela polícia mais de 3.000 pessoas e detidas 65, segundo a fonte policial, citada pela agência France Presse.

No passado sábado também se manifestaram nas ruas de Paris mais de cem mil pessoas.

O ministro do Interior francês deu conta de que participaram hoje nas manifestações realizadas em várias cidades do país 410.000 pessoas.

Já os sindicatos estimam que as manifestações mobilizaram cerca de 800.000 pessoas em toda França, das quais 250.000 em Paris.

O segundo sábado consecutivo de manifestações contra o aumento do custo de vida, pelas reivindicações estudantis e dos "coletes amarelos" levou o Governo a reforçar o dispositivo de segurança de forma "significativa", segundo o ministro do Interior.


Leia Também: Perto de 25.000 espanhóis manifestaram-se em defesa do sistema de pensões

Cerca de 25.000 pessoas de toda a Espanha, segundo dados da Delegação do Governo em Madrid, manifestaram-se hoje na capital espanhola para defender o sistema público de pensões e rejeitar qualquer tentativa de privatização, em plena pré-campanha eleitoral...

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

DONALD TRUMP diz ter "direito" a recandidatura porque lhe "roubaram" vitória... O líder dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que "tem o direito" de se recandidatar às presidenciais porque, segundo disse, houve "batota" nas eleições de 2020, nas quais foi derrotado pelo democrata Joe Biden.

© Lusa   23/10/2026 

O líder dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, afirmou que "tem o direito" de se recandidatar às presidenciais porque, segundo disse, houve "batota" nas eleições de 2020, nas quais foi derrotado pelo democrata Joe Biden.

"Roubaram-nos a segunda; na verdade, ganhei três vezes, por isso acho que tenho o direito de me recandidatar", disse Trump na quinta-feira, durante um comício no Iowa (centro), referindo-se às eleições de 2020, ganhas por Biden.

O republicano brincou, por diversas vezes, com a possibilidade de procurar um terceiro mandato, embora a 22ª Emenda à Constituição proíba que a mesma pessoa seja eleita presidente mais do que duas vezes.

Trump venceu as eleições de 2016 e 2024, mas perdeu a de 2020, sendo derrotado por Biden.

Desde essa derrota, Trump tem sustentado repetidamente que houve fraude eleitoral, apesar de os processos judiciais não terem conseguido provar irregularidades generalizadas que alterassem o resultado.

Em julho, Trump voltou a questionar a legitimidade das eleições de 2020 durante um discurso televisivo, no qual apresentou documentos desclassificados que, segundo ele, revelavam vulnerabilidades no sistema eleitoral e interferências estrangeiras.

No entanto, análises a estes documentos feitas por órgãos como o FactCheck.org concluíram que não traziam provas de fraude generalizada, nem de que tivessem sido manipulados votos para alterar o resultado do escrutínio.

O responsável intensificou as ações de campanha nas semanas que antecedem as eleições legislativas de 03 de novembro, nas quais os republicanos procuram manter o controlo do parlamento norte-americano, o Congresso.

Depois de comícios na Carolina do Norte (sudeste) e no Iowa, Trump tem previstos novos atos na Florida, na Geórgia (sudeste), no Michigan (centro-norte) e no Texas (sul) para mobilizar o voto republicano e apoiar os candidatos do seu partido.


Leia Também: EUA deportaram quase um milhão de pessoas no 2.º mandato de Trump

O governo norte-americano deportou quase um milhão de pessoas desde o início do segundo mandato de Donald Trump, de acordo com um relatório do Migration Policy Institute (MPI) hoje divulgado.

Ogoverno norte-americano deportou quase 1 milhão de pessoas desde o início do segundo mandato de Donald Trump, de acordo com um relatório do Migration Policy Institute (MPI) hoje divulgado.

O documento analisa as consequências da política de "mão dura" contra a imigração e conclui que entre 20 de janeiro de 2025 — dia em que Trump assumiu a presidência — e 31 de julho de 2026, o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e o Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) realizaram, em conjunto, cerca de 980 mil deportações...

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Robert Kabera: Crítico do presidente ruandense Paul Kagame encontrado decapitado em Uganda

Por   r/neoliberal   21/10/2026    

Relevância para o sub: assassinato de dissidentes políticos no exterior por um regime autoritário que busca uma estratégia de relações públicas eficiente por meio de cúpulas internacionais e competições esportivas.

Robert Kabera, um ex-oficial militar que caiu em desgraça com o regime de Paul Kagame, foi encontrado decapitado em Uganda, onde estava refugiado há anos. Kabera, de 50 anos, serviu como sargento-mor nas poderosas Forças Armadas de Ruanda e era o vocalista principal da Banda de Jazz do Exército, que realiza turnês regulares na África e em outros lugares como parte do programa de divulgação cultural de Ruanda.

'We Will Find You & Kill You': Rwandan Exile & Kagame Critic Beheaded in Uganda | Firstpost Africa

Em 2020, ele fugiu de Ruanda após alegações de estupro, que ele negou, classificando-as como invenções do governo para sancionar sua dissidência. Abrigando-se na vizinha Uganda, ele trabalhou como músico e, como influenciador, obteve 145.000 seguidores em suas plataformas de mídia social, onde criticava regularmente e abertamente o governo ruandês e as práticas políticas, a corrupção e o autoritarismo de Paul Kagame.

Paul Kagame governa Ruanda desde a vitória militar da FPR que pôs fim ao genocídio perpetrado pelo governo supremacista hutu e paramilitares, que resultou no assassinato em massa de 800.000 tutsis, twas e hutus não supremacistas.

Kagame é reconhecido por pacificar Ruanda após uma das piores atrocidades do século XX e por liderar a reconstrução econômica do país, mas também é criticado por chefiar um regime autoritário que oprime severamente opositores políticos e jornalistas e se recusa a permitir que outras forças políticas concorram de forma justa na arena política.

Sob o governo de Kagame, Ruanda se envolveu diretamente nas guerras mortais no leste do Congo ao lado dos rebeldes anti-Kinshasa e forneceu apoio ao governo autoritário de Moçambique para reprimir os protestos contra a fraude eleitoral que consolidaram o governo de 50 anos da FRELIMO em 2024.

O consórcio jornalístico Forbidden Stories lançou em 2024 uma série de investigações que revelam a profundidade e o alcance da máquina repressiva de Kagame, cujos serviços de segurança foram capazes de alvejar, assediar e até assassinar oponentes em todo o continente africano e na Europa.

Apesar disso, o Ruanda de Kagame continua sendo um destino privilegiado para conferências internacionais e eventos esportivos, graças a uma notável campanha de relações públicas conduzida pelo governo ruandês, que expandiu a competição de ciclismo Tour du Rwanda na década de 2000 para atrair turistas e patrocinadores, e à organização de uma competição de Fórmula 1, planejada para 2030.

Milei chama "ditador" e "ladrão corrupto" a Sánchez em Madrid... O Presidente da Argentina, Javier Milei, visitou Madrid e insultou o primeiro-ministro Pedro Sánchez, enquanto se reuniu com dirigentes do PP e Vox.

© Eduardo Parra/Europa Press via Getty Images   Por   LUSA   21/10/2026 

O Presidente da Argentina, Javier Milei, entrou hoje na campanha eleitoral espanhola com insultos ao socialista e primeiro-ministro Pedro Sánchez e encontros com dirigentes do Partido Popular (PP, direita) e Vox (extrema-direita) durante uma visita a Madrid.

Milei faz hoje a sétima visita a Espanha (nenhuma delas oficial ou de Estado) desde que chegou à presidência da Argentina, em dezembro de 2023, e arrancou a agenda do dia com uma conferência em Madrid que dedicou ao "sinistro socialismo" e em que qualificou Sánchez como "indecente ditador" ou "ladrão corrupto", entre outros insultos.

Em paralelo, disse ser amigo do presidente do Vox, Santiago Abascal, e da presidente do governo regional de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, do PP.

Ao contrário do que ocorreu nas anteriores seis visitas a Espanha, Javier Milei não será desta vez recebido por Santiago Abascal, com o partido a justificar que o presidente do Vox "tem de fazer campanha" no terreno para as legislativas antecipadas de 29 de novembro.

Milei vai reunir-se com o vice-presidente do Vox Ignacio Garriga, com fontes citadas pelos meios de comunicação social a revelarem que desta vez, em véspera de eleições, Abascal prefere não ser visto ao lado do Presidente da Argentina para não ser associado aos cortes sociais e à "imagem da motosserra" do líder do país da América do Sul.

Quanto a Isabel Díaz Ayuso, voltará a receber Milei depois de em junho de 2024 o ter homenageado numa cerimónia na sede do governo regional em que lhe entregou a Medalha Internacional da Comunidade de Madrid.

A direção nacional do PP não se juntou a essa homenagem e hoje também não está previsto qualquer encontro do Presidente da Argentina com outros dirigentes do partido.

Quem se manifestou publicamente sobre a visita de Milei foi o próprio Pedro Sánchez e o Partido Socialista Espanhol (PSOE), aproveitando-a para fazer campanha.

Ao início da manhã, o PSOE colocou uma lona na fachada da sede do partido em Madrid com uma mensagem em que usa a palavra que o Presidente argentino utiliza pejorativamente para se referir à esquerda, "zurdos", que literalmente significa "canhotos" e que pode ser traduzida, no contexto em que a usa o Presidente argentino, por "esquerdistas" ou "esquerdalhas".

"Olá, Milei. Os esquerdistas e as esquerdistas dão-te as boas-vindas a Espanha, o país que mais cresce na Europa", lê-se na lona do PSOE.

Em paralelo, Pedro Sánchez mudou hoje a fotografia de perfil que tem nas redes socais para uma imagem com a frase "zurdos y orgullosos" ("esquerdistas e orgulhosos") e divulgou um vídeo em que diz: "Há quem pense que nos insulta chamando-nos esquerdistas. Se esquerdista é subir as pensões, subir o salário mínimo todos os anos, defender o direito a abortar das mulheres ou dizer não à guerra e sim à paz, então sim, sou esquerdista, com muita honra".

Depois da conferência da manhã, organizada pela associação e 'think tank' Forum Nova Economia, e antes do encontro com Isabel Díaz Ayuso ao final da tarde, Milei seguiu para a Universidade Rei Juan Carlos, em Madrid, para participar numa iniciativa dedicada à economia austríaca.

Várias organizações de estudantes convocaram concentrações para o local de protesto contra a presença de Milei na universidade.

Na conferência da manhã, além dos insultos a Sánchez, Milei apelou aos espanhóis para tirarem os socialistas do poder "aos pontapés" em 29 de novembro e considerou que "os partidos de esquerda" na Europa são os responsáveis pela estagnação económica que considera haver no continente.

Milei referiu-se também às políticas de imigração da esquerda europeia e de Espanha em particular e considerou que Sánchez, por motivos eleitorais, porque "cada imigrante é um voto", incentivou uma "invasão" de Ceuta, a cidade espanhola no norte de África onde no final de julho entraram mais de 70.000 pessoas ilegalmente.

"A estagnação económica, combinada com a irresponsabilidade migratória, traçam um caminho de decadência muito difícil de inverter no futuro", defendeu.

A visita de Milei a Espanha é só de um dia e termina hoje, com o Presidente argentino a dizer que ainda não sabe se regressará a Madrid em 4 e 5 de novembro, para a Cimeira Ibero-americana deste ano.

Em todas as sete visitas que já fez a Espanha, Milei nunca se reuniu ou foi recebido pelas duas autoridades máximas do país, o primeiro-ministro e o Rei, Felipe VI.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia rejeita fazer concessões políticas em acordo de paz com Ucrânia... O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, afirmou que Moscovo rejeita fazer concessões políticas em qualquer proposta de paz com a Ucrânia, apesar de analisar a proposta norte-americana apresentada pelo emissário Steve Witkoff.

© REUTERS/Evgenia Novozhenina/Pool    Por  LUSA   20/10/2026 

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, afirmou hoje que Moscovo vai analisar a proposta norte-americana para um acordo de paz com a Ucrânia, a apresentar pelo emissário Steve Witkoff, mas rejeitou concessões políticas.

"Veremos o que eles (Estados Unidos) oferecem. Se oferecerem algo que nos beneficie nos planos económico e financeiro, por que não? Mas isso deve ser feito sem concessões políticas da nossa parte", disse o ministro russo numa reunião com futuros diplomatas.

O enviado especial da administração Trump viajará na quarta-feira até Moscovo para se reunir com Putin, após reunir-se com o Presidente ucraniano.

Lavrov, citado pelas agências russas, afirmou que no atual processo a Rússia só pode confiar em si própria.

Assegurou ainda que Moscovo está pronta para restabelecer relações com "aqueles que estiverem dispostos a fazer o mesmo de forma honesta".

Contudo, Lavrov salientou que a Rússia não espera nenhum milagre dos Estados Unidos, que continuam a ser, "na melhor das hipóteses, concorrentes" do país eslavo.

O Presidente ucraniano reúne-se hoje na Noruega com o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, numa tentativa de relançar as negociações com a Rússia e num momento de tensões entre Washington e Kiev.

A reunião entre Zelensky e Witkoff - que conta também com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, e o Presidente finlandês, Alexander Stubb - decorre na sede do Governo da Noruega por ocasião da visita oficial do chefe de Estado ucraniano ao país.

Segundo a agência norueguesa NTB, participarão nas reuniões, por videoconferência, o outro enviado especial da Casa Branca, Jared Kushner, bem como "outros aliados europeus da Ucrânia", sem especificar quais.

"Mantemos um diálogo com os ucranianos, com os norte-americanos, temos contacto com os nossos parceiros e aliados europeus, mas diria que tudo isto surgiu há apenas alguns dias", disse o primeiro-ministro norueguês esta manhã.

Relativamente ao aumento das tensões entre Washington e Kiev, salientou que, na sua opinião, é preciso levar "a sério" o que o Presidente norte-americano, Donald Trump, disse, mas também ter em conta que os Estados Unidos se encontram imersos numa campanha eleitoral com vista às eleições intercalares.

"Estamos a manter todos os contactos que possam contribuir para trazer a paz", afirmou Zelensky numa mensagem publicada nas redes sociais pouco depois da sua aterragem no aeroporto de Gardermoen.

O líder ucraniano encontrou-se igualmente com o rei da Noruega, Haakon VII, a quem agradeceu o apoio do povo norueguês a Kiev.

Na segunda-feira, o líder ucraniano falou com o Papa Leão XIV sobre a situação em Oleshky, após o líder do Vaticano ter mantido uma conversa telefónica no final da semana passada com Putin sobre o mesmo tema.

No rescaldo da conversa, o chefe de Estado ucraniano agradeceu o apoio de Leão XIV e discutiu ainda os desafios e ameaças em matéria de segurança incluindo "a falta periódica de avisos por parte de parceiros sobre ataques com mísseis balísticos russos".

No domingo, numa entrevista ao canal norte-americano NBC, Zelensky disse que a partilha de informações "esteve bloqueada durante algum tempo e, depois, foi desbloqueada pelo lado norte-americano", algo negado por Washington.

Os Estados Unidos e a Ucrânia viveram nos últimos dias um momento de grande tensão, com os ucranianos a denunciarem que Washington limitou a transmissão de informações de segurança, o que causou constrangimentos na utilização do sistema de satélites Starlink, propriedade do milionário Elon Musk, dono da SpaceX.

Também hoje, o Presidente ucraniano defendeu que a Ucrânia deve estar presente numa eventual reunião entre os líderes dos Estados Unidos, Rússia e China, após a possibilidade deste encontro trilateral ter sido avançada pelo líder norte-americano.

"Se se trata de questões relativas à Ucrânia e ao nosso futuro, isso só pode ser aceitável se estivermos presentes à mesa das negociações", afirmou Volodymyr Zelensky durante uma conferência de imprensa conjunta em Oslo, na Noruega, com o homólogo finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, após uma reunião entre os três e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff.

Província de Alberta rejeita organizar referendo de independência do Canadá... Os eleitores da província de Alberta, no oeste do Canadá, rejeitaram uma proposta para iniciar um processo rumo à independência, segundo os resultados divulgados esta madrugada.

Por  swissinfo.ch  20 outubro 2026 

A província canadense de Alberta rejeitou por ampla maioria um plano para organizar um referendo de independência, segundo resultados divulgados nesta terça-feira (20), uma derrota para os separatistas, que tinham entre seus apoiadores alguns aliados do presidente americano Donald Trump.

A emissora pública CBC e o canal privado CTV projetaram uma ampla vitória para o campo federalista. Segundo resultados oficiais baseados na apuração de mais de um terço das cédulas, mais de 76% dos eleitores votaram a favor da unidade nacional.

O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou na rede social X que os cidadãos de Alberta “fizeram uma escolha clara”.

“Eles escolheram a unidade para construir juntos e cuidar uns dos outros”, destacou o chefe de Governo, que defendeu a necessidade de estabilidade nacional, enquanto o presidente americano Donald Trump trava uma guerra comercial e não para de anunciar ameaças de anexação.

As pesquisas indicavam que menos de 25% da população da província do oeste do país deseja a independência.

A Autoridade Eleitoral de Alberta informou que 1,4 milhão dos 3,1 milhões de eleitores registrados votaram de maneira antecipada. 

“Foi incrível ver o entusiasmo e a determinação dos canadenses”, disse Thomas Lukaszuk, que dirige o ‘Forever Canadian’, grupo que fez campanha pela unidade nacional em toda a província.

A primeira-ministra de Alberta, Danielle Smith, conservadora, disse que votou contra a independência, mas que convocou o referendo para encerrar uma questão que dividia a província.

Se a maioria votasse a favor da separação, ela prometeu que avançaria com o processo para um referendo vinculante. Em contrapartida, se os federalistas vencessem, Danielle afirmou que a questão da secessão deveria ser considerada concluída.

– “Perigoso” –

Carney, que cresceu em Alberta, qualificou o referendo como um sinal “perigoso”, enquanto Trump prossegue com uma guerra comercial contra seu país e faz ameaças de anexação destinadas – segundo o primeiro-ministro – a abalar a determinação canadense.

Alberta possui a quarta maior reserva comprovada de petróleo do mundo. O impulso independentista da província despertou interesse entre os aliados de Trump.

Elon Musk, a pessoa mais rica do mundo e apoiador de primeira linha de Trump, publicou no X este mês que Alberta “deveria se separar”. Líderes separatistas também compareceram a reuniões no Departamento de Estado americano e se encontraram com políticos republicanos.

Grande parte do impulso separatista de Alberta é consequência do descontentamento com a gestão do setor energético por parte de Ottawa. Muitos habitantes de Alberta detestavam o antecessor de Carney, Justin Trudeau, a quem acusavam de tentar frear a produção de petróleo para promover sua agenda climática.

“Se você quer que eu aponte quem é responsável pelo sentimento separatista, acho que é Justin Trudeau”, declarou a primeira-ministra Danielle Smith ao podcast Canadaland neste mês.

Em um comício separatista em Edmonton no sábado, Sandy Martel, de 61 anos, disse que as pessoas ligadas à indústria do petróleo se sentem “roubadas, enganadas e maltratadas”.

– Tática –

Analistas compararam as táticas de Danielle Smith — de encerrar a questão da separação com um referendo — com as do ex-primeiro-ministro britânico David Cameron, que esperava resolver o debate sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia por meio de uma votação.

O Reino Unido acabou saindo da UE no processo conhecido como Brexit. O referendo de segunda-feira incluiu 10 perguntas, entre elas várias relacionadas à imigração.

No entanto, a principal era a número 10, que pediu aos eleitores para escolher entre: “Alberta deve continuar sendo uma província do Canadá?” ou se a província deve iniciar o processo para um referendo vinculante sobre “se Alberta deve ou não se separar”.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro marcado por ataques, acusações de corrupção e poucas propostas... Flávio Bolsonaro focou-se na segurança, enquanto Lula defendeu o seu legado. O debate, que durou cerca de duas horas, com três curtos intervalos foi o primeiro frente a frente entre os dois durante a campanha.

Por  SIC Notícias/Lusa   19/10/2026 

O debate entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro foi marcado por poucas propostas, sucessivas trocas de ataques pessoais e acusações de corrupção, com o senador a apostar na segurança e o Presidente brasileiro na defesa do legado.

Com os moderadores a intervirem pouco, os candidatos à Presidência do Brasil aproveitaram repetidamente as intervenções para se atacarem mutuamente e tentar ganhar vantagem para as eleições de domingo.

FULL DEBATE: 1st debate between Lula and Flávio Bolsonaro in the 2026 election  ©Rádio Bandeirantes

O debate, que durou cerca de duas horas, com três curtos intervalos, organizado pela televisão Bandeirantes (Band), foi o primeiro frente a frente entre os dois durante a campanha.

Uma das partes do debate contou com um confronto livre de meia hora, o que possibilitou ainda mais a troca de acusações.

"O Brasil vai-te aposentar", afirmou Flávio Bolsonaro, enquanto Lula acusou o adversário de estar "preparado para mentir".

"Não quero ficar perto de você. Quero distância de um miliciano", disse o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), numa acusação a Flávio Bolsonaro, quando o senador lhe pediu para se aproximar dele.

"Tenho de ter cuidado para a carteira não ser roubada", retorquiu Flávio Bolsonaro.

Porque é que 73% dos presidiários votaram em Lula da Silva? “Eu quero que votem 100%, até o teu pai”

Num outro momento, Flávio Bolsonaro, que procurou chamar para si a responsabilidade e a melhoria na segurança pública, questionou o porquê de 73% dos presidiários votaram em Lula da Silva.

Ao que o Presidente brasileiro respondeu: "Eu quero que votem 100%, até o teu pai. Seu pai pode votar em mim (...) Ele te conhece e ele sabe que eu sou melhor que você".

O pai de Flávio, Jair Bolsonaro, ex-Presidente brasileiro (2019-2023), foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Em paralelo à transmissão, as contas oficiais das duas candidaturas publicavam quase imediatamente excertos das intervenções, amplificando os ataques dos candidatos e respondendo às acusações dos adversários.

As acusações de corrupção incluíram referências mutuas ao caso Banco Master e um desafio de Lula para que ambos abrissem as contas bancárias e o sigilo telefónico, entregando os elementos aos presidentes do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral.

"Não tenho nada a esconder", respondeu Flávio Bolsonaro, antes de acusar Lula de ter dinheiro "por fora".

O senador invocou também os nomes que estavam na sala a assistir o debate, como o antigo juiz Sergio Moro e o antigo procurador Deltan Dallagnol, figuras da operação anticorrupção Lava Jato, ao atacar o adversário: "Quem te prendeu está aqui".

As relações da família Bolsonaro aos Estados Unidos

Na segurança pública, um dos temas em que mais insistiu, Flávio Bolsonaro prometeu declarar guerra ao "narcoterrorismo" e "recuperar cada metro" dos territórios controlados por organizações criminosas e instalar um milhão de câmaras.

"Quem vai andar com medo na rua são os marginais", afirmou, acusando Lula de estar preocupado com os "direitos dos bandidos".

Lula questionou a relação da família Bolsonaro com os Estados Unidos (EUA), acusando-a de estar "subordinada aos interesses [norte-]americanos", e destacou o valor estratégico das terras raras brasileiras.

"Têm pretensões de entregar isso para os Estados Unidos?", questionou Lula.

"Isso é uma mentira", respondeu Flávio Bolsonaro, que defendeu a deslocação aos EUA e defendeu ainda a adesão do Brasil ao Escudo das Américas, uma aliança liderada por Washington para combater o tráfico de droga e o crime organizado.

Houve também tempo para Lula da Silva atacar o rival associando-o aos presidentes da Argentina, Javier Milei, e dos EUA, Donald Trump, e o candidato da oposição respondeu associando o adversário ao chefe de Estado da Nicarágua, Daniel Ortega, e ao Presidente venezuelano Nicolás Maduro, capturado em janeiro por Washington.

Na 1.ª volta Bolsonaro obteve 47,03% dos votos contra 45,16% de Lula

Até nas considerações finais houve tensão, com Flávio Bolsonaro a ser advertido para não caminhar atrás de Lula enquanto o Presidente brasileiro discursava. Flávio também foi interrompido pelo barulho da plateia.

Lula agradeceu a mobilização nas ruas em defesa da democracia: "Obviamente que o meu adversário deve ter assustado, porque ele está vendo as ruas tomadas neste país".

O Presidente brasileiro defendeu o seu legado económico e disse que "o país está preparado para muito mais agora".

Flávio Bolsonaro prometeu trabalhar para aumentar o rendimento dos brasileiros através de um Ministério da Prosperidade e voltou a apostar na segurança pública: "Quem tem que andar com medo na rua são os marginais".

No final, os convidados do espaço VIP prolongaram o confronto com cânticos semelhantes aos de claques de futebol.

Na primeira volta, Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula da Silva, uma vantagem de 2.224.965 votos, sendo que, desde a introdução do sistema de duas voltas nas presidenciais brasileiras, em 1989, nenhum candidato que terminou a primeira votação em segundo lugar conseguiu vencer a eleição.