sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão condenou esta quinta-feira declarações do chefe da diplomacia de Israel admitindo uma "opção militar" para travar as ambições nucleares iranianas.

© Guglielmo Mangiapane/Reuters   Lusa  28/02/2025

Irão condena declarações de Israel sobre "opção militar"

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão condenou esta quinta-feira declarações do chefe da diplomacia de Israel admitindo uma "opção militar" para travar as ambições nucleares iranianas.

Em entrevista ao site noticioso norte-americano Politico, o ministro dos Negócios Estrangeiros israelita, Gideon Saar, disse que o Irão tinha enriquecido urânio suficiente para fabricar "algumas bombas" nucleares e que está a esgotar-se o tempo para impedir que se torne numa potência nuclear.

"Acredito que, para impedir o Irão de desenvolver um programa de armas nucleares, deve ser considerada uma opção militar fiável", disse Saar ao Politico.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão considerou um "ultraje" as ameaças de Telavive e a postura ocidental.

"O ministro dos Negócios Estrangeiros israelita e outras autoridades continuam a ameaçar o Irão com ações militares, enquanto o Ocidente continua a culpar o Irão pela sua capacidade de se defender", publicou no X o porta-voz ministerial Esmaeil Baqaei.

Um novo relatório confidencial da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) conclui que o Irão aumentou "de forma muito preocupante" as suas reservas de urânio enriquecido a 60%, um limiar próximo dos 90% necessários para fabricar uma arma nuclear.

Citada pelas agências internacionais na quarta-feira, a agência da ONU registou 274,8 quilos no passado dia 08 contra os 182,3 quilos assinalados três meses antes, o que demonstra uma clara aceleração do ritmo de produção.

O Irão cumpriu, assim, o seu anúncio de instalar e utilizar mais maquinaria para enriquecer urânio a 60%.

No relatório é ainda notada a preocupação com a falta de progressos e de cooperação de Teerão, pelo que a AIEA "não estará em posição de dar garantias de que o programa nuclear do Irão é exclusivamente pacífico".

O aumento do ritmo de enriquecimento de urânio começou dias depois de o Conselho de Governadores da AIEA ter aprovado uma resolução a condenar o facto de o Irão não ter esclarecido que o seu programa nuclear é, como Teerão afirma, exclusivamente pacífico.

Em 2015, o Irão e as grandes potências chegaram a um acordo que limitava o âmbito e as capacidades do programa atómico iraniano em troca do levantamento das sanções.

Esse acordo foi enfraquecido, primeiro porque os Estados Unidos o abandonaram em 2018, no primeiro mandato do Presidente Donald Trump, e depois porque o Irão decidiu ignorar as suas obrigações.

Segundo a AIEA, o Irão é o único país sem arsenal nuclear que enriquece urânio a 60% e já passaram quatro anos desde que o Irão suspendeu a aplicação do protocolo do Tratado de Não Proliferação Nuclear que permite inspeções mais rigorosas às suas instalações.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou recentemente que Israel "terminaria o trabalho" contra o Irão com o apoio dos Estados Unidos, o seu principal aliado.

Netanyahu não elaborou, mas há muito que defende uma linha dura contra a República Islâmica do Irão, que vê como uma ameaça à existência de Israel.

O Irão diz que o seu programa nuclear existe apenas para fins civis, incluindo energia, e nega que queira possuir armas nucleares.

O Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, disse hoje que não descarta negociar com os Estados Unidos um novo acordo sobre o programa nuclear, mas assegurou que não o fará sob intimidação de Trump.

"Não dissemos que não negociaremos, mas não cederemos à pressão daqueles que nos intimidam", explicou o Presidente reformista do Irão, num evento em Teerão.

Pezeshkian lembrou que, depois de impor sanções, os Estados Unidos estão agora a dizer "vamos conversar", algo que Teerão ainda não está preparado para fazer, já que, sustentou, "primeiro, é preciso que ele [Trump] mostre a sua sinceridade ao procurar o diálogo".

"Depois poderemos iniciar as negociações", defendeu o líder iraniano.



Leia Também: Morreu Rose Girone aos 113 anos, a mais velha sobrevivente do Holocausto. A morte foi confirmada pela família e a Claims Conference, uma organização que representa a comunidade judaica e indemniza as vítimas da Alemanha nazi.


quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

O Presidente da Guiné-Bissau, General Umaro Sissoco Embaló, encerra a sua visita de Estado à Rússia com honras da Guarda do Exército Vermelho e segue para o Azerbaijão a convite do Presidente Ilham Aliyev.

 @Umaro S. Embaló/Presidente de Concórdia Nacional

Em Baku, é recebido com honra no Palácio Presidencial, onde reforça os laços bilaterais e discute a cooperação nas áreas da educação e dos recursos naturais. 

Os dois líderes concordam em manter consultas permanentes na ONU e na Organização da Conferência Islâmica. 

A visita oficial é marcada por desfiles militares e por um almoço oferecido em sua homenagem.

Associação dos músicos profissionais da Guiné-Bissau e Associação músicos SICO em parceria com a Direcção-Geral da Cultura preparam para a render justa homenagem ao músico guineense Américo Gomes, falecido no dia 18 de Fevereiro e, amanhã chegam os restos mortais.


@Radio Voz Do Povo

Declarações de Primeiro Vice-Presidente da Assembleia Nacional Popular, Fernando Dias, após o encontro mantido com a delegação da CEDEAO na sede da organização sub regional.


@Radio TV Bantaba 

Juventude da Palaforma Republicana "NÔ CUMPO GUINÉ" em conferência de imprensa viva Guiné Bissau viva Presidente da República General Umaro Sissoco Embaló.

@TV MADEM G-15 

Aliança Patriótica Inclusiva "API CABAS GARANDI" em conferência de imprensa _27.02.2025.


@Radio Voz Do Povo

Governo dos EUA diz ter detido 20 mil imigrantes ilegais num mês

Por cnnportugal.iol.pt 

Anterior governo deteve apenas 33.000 imigrantes durante todo o ano passado

O Governo norte-americano, liderado por Donald Trump, deteve 20 mil imigrantes ilegais em apenas um mês, segundo dados divulgados esta quinta-feira pela secretária do Departamento de Segurança Interna (DHS), Kristi Noem.

Numa breve declaração e sem fornecer detalhes, Noem congratulou-se de ter aumentado o número médio de detenções mensais em 627% face ao anterior governo de Joe Biden.

Kristi Noem acrescentou que o anterior governo deteve apenas 33.000 imigrantes durante todo o ano passado.

De acordo com a agência EFE, este último número não parece correto: de acordo com os dados obtidos pela estação de televisão NBC na semana passada, 113.431 imigrantes ilegais foram detidos no último ano fiscal (de outubro de 2023 a setembro de 2024), dos quais 28% não tinham acusações pendentes.

A Axios apresentou ainda outro número que contradiz Noem: segundo as suas estatísticas, só em novembro passado, ainda durante o governo de Biden, diferentes forças policiais detiveram 21.130 imigrantes.

De qualquer forma, Noem não forneceu detalhes sobre os locais de detenção — se foi na fronteira ou em todo o país — nem especificou se foi durante todo o mês de janeiro ou se foi calculado com base noutras datas.

A secretária do Departamento de Segurança Interna frisou ainda que a administração Trump "salva vidas todos os dias com as suas ações para proteger a fronteira e deportar estrangeiros criminosos", dos quais existem atualmente "centenas de milhares que entraram ilegalmente no país".

O Governo dos Estados Unidos anunciou na terça-feira que vai exigir que os milhões de migrantes indocumentados que vivem nos Estados Unidos se registem e forneçam as impressões digitais.

De acordo com a medida, os migrantes que não cumpram este requisito podem enfrentar um processo criminal com multas e até mesmo pena de prisão.

A decisão, baseada numa lei aprovada durante a Segunda Guerra Mundial, representa um agravamento face aos procedimentos atuais, que classificam a não regularização do estatuto legal como uma infração civil.

Os pais de menores indocumentados com mais de 14 anos também devem registar os menores.

Segundo estimativas do Departamento de Segurança Interna de 2022, o ano mais recente com dados disponíveis, há cerca de 11 milhões de imigrantes indocumentados nos Estados Unidos.

O National Immigration Law Center, um grupo de defesa dos direitos dos imigrantes, alertou que o registo tinha como objetivo ajudar a encontrar possíveis alvos para deportação.

A porta-voz do Departamento de Segurança Interna admitiu que o objetivo é pressionar milhões de imigrantes indocumentados que vivem nos Estados Unidos a abandonar o país por conta própria.

Também na terça-feira o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas disse na Assembleia da República que não se registaram deportações de portugueses desde o anúncio de Trump de uma deportação massiva.

Cesário assumiu que não existem números exatos sobre os portugueses em risco de deportação dos Estados Unidos, lembrando que estão contabilizados 360 que já ultrapassaram os 90 dias de permanência temporária concedida ao abrigo do 'visa waiver' (programa que permite viagens de negócios ou turismo sem necessidade de visto prévio por um período de 90 dias) e cerca de quatro mil que o Senado (câmara alta do parlamento dos EUA) identificou como fora do prazo de permanência.

Atualmente existem 24 portugueses detidos nos Estados Unidos, referiu José Cesário.


Leia Também: As defesas antiaéreas russas abateram 20 'drones' ucranianos em três das suas regiões e na península da Crimeia na noite de quarta-feira, declarou hoje o Ministério da Defesa russo na rede social Telegram.

Vladimir Putin deseja que Sissoco Embaló continue Presidente da Guiné-Bissau

 DW Português para África  / Observador.pt  27 fev. 2025

Vladimir Putin afirmou que a Rússia vai continuar a apoiar a formação de quadros civis e militares da Guiné-Bissau e destacou que aumentou a quota de bolsas para o país africano lusófono.

O Presidente russo, Vladimir Putin, desejou esta quarta-feira “boa sorte” a Umaro Sissoco Embaló nas eleições presidenciais para que continue no cargo e mantenha as boas relações entre a Rússia e a Guiné-Bissau.

Putin fez estes votos durante uma conversa mantida esta quarta-feira no Kremlin com o Presidente da guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, que se encontra em visita de Estado à Rússia.

“Sabemos que este ano vão organizar eleições. Esperamos que seja apoiado para que continue as vossas atividades enquanto Presidente, porque as boas relações entre os nossos dois países devem-se à sua personalidade e desenvolvem-se com o seu apoio”, observou o líder russo.

Vladimir Putin afirmou ainda que a Rússia vai continuar a apoiar a formação de quadros civis e militares da Guiné-Bissau e destacou que aumentou a quota de bolsas para o país africano lusófono.

O Presidente russo enalteceu as “boas relações” com a Guiné-Bissau, que disse datam de há 52 anos já, e desejou as boas-vindas a Sissoco Embalo.

“Senhor Presidente bem-vindo, estamos felizes de lhe ter aqui”, declarou Putin, numa declaração à imprensa, após uma reunião à porta fechada.

O Presidente guineense agradeceu o apoio que a Rússia sempre deu à Guiné-Bissau desde o período da luta pela independência o que, disse, o país deve “por toda a vida”, e o aumento da quota de formação de quadros civis e militares nas instituições russas.

Expressando-se em francês, Umaro Sissoco Embaló sublinhou igualmente que algumas empresas russas já estão a atuar na Guiné-Bissau.

“Entre nós e a Rússia somos parceiros seguros e certos. Estou aqui hoje, senhor Presidente, para reafirmar os nossos laços de amizade”, defendeu Embaló que agradeceu também o convite de Putin para efetuar a primeira visita de Estado de um Presidente guineense à Rússia.

Sissoco Embaló agradeceu ainda a Putin pelas relações que a Rússia tem mantido com os países do continente africano que de forma direta ou indireta receberam apoios russo para a sua independência.

Antes de viajar para Rússia, Embaló anunciou que vai marcar as eleições simultâneas (legislativas e presidenciais) para 30 de novembro, embora a oposição ao seu regime reclame os dois escrutínios para maio.

Uma missão da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) encontra-se em Bissau para ajudar a classe politica guineense a alcançar consenso sobre o calendário eleitoral.

Depois de participar no patrulhamento de várias avenidas e ruas da capital, Bissau, para prevenir eventuais situações de desordem e violência, o ministro do Interior, Aladje Botche Candé, falou à TV Voz do Povo.

Radio Voz Do Povo


Veja Também:  Ministro do interior Aladje Botche Cande participa no patrulhamento em diferentes avenidas e ruas da capital Bissau, para prevenir eventuais situações de desordem e violência.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

Trump descreve Putin como "tipo muito inteligente" e "astuto"

© Brian Snyder/Reuters   Notícias ao Minuto   26/02/2025 

O chefe de Estado norte-americano acredita que Putin "não tinha qualquer intenção" de acabar com a guerra na Ucrânia se Trump não tivesse sido eleito nos Estados Unidos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu o homólogo russo como "um tipo muito inteligente" e "pessoa muito astuta", esta quarta-feira, durante a primeira reunião de gabinete na Casa Branca, com porta aberta à imprensa.

"Já lidei com pessoas muito más, mas digo-vos que, no que diz respeito a isto, ele não tinha qualquer intenção, na minha opinião, de resolver esta guerra. Acho que ele queria tudo quando fui eleito. Entretanto falámos e acho que vamos chegar a um acordo", afirmou Trump, depois de ter sido questionado sobre como tem sido negociar com Vladimir Putin.

Trump acredita também que, se não tivesse sido eleito, Putin "teria continuado a avançar pela Ucrânia".

"Muitas mais pessoas teriam sido mortas", defendeu o presidente norte-americano.

Donald Trump confirmou esta quarta-feira que o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, vai visitar o país na sexta-feira para assinar um "acordo muito importante".

Dirigindo-se aos jornalistas durante esta reunião, na Casa Branca, Trump tocou no assunto, rapidamente, para dizer que Zelensky "vem na sexta-feira, está agora confirmado".

Kyiv espera que o acordo melhore as suas relações com o atual governo dos EUA, que se deterioraram após violentos ataques verbais do Presidente Trump ao seu homólogo ucraniano nas últimas semanas.


Leia Também: Trump diz que ucranianos "podem esquecer" adesão à NATO...  O chefe de Estado norte-americano afirmou que esse desejo da Ucrânia não é sustentável.

PAM suspende ajuda alimentar no campo de refugiados do Sudão, afetado pela fome

Campo de deslocados de Zamzam. Fotografia de arquivo     VOA Português  

O Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas declarou na quarta-feira, 26, que foi forçado a suspender as operações no campo de deslocados de Zamzam, atingido pela fome, no Darfur do Norte do Sudão, devido à escalada da violência.

“Os intensos combates no campo de Zamzam, na região do Darfur Norte do Sudão, forçaram” a agência sediada em Roma "a suspender temporariamente a distribuição de alimentos que salvam vidas e a assistência nutricional no campo de deslocados atingidos pela fome".

“Durante as duas últimas semanas, a escalada da violência deixou os parceiros do PAM sem outra alternativa que não fosse a evacuação do pessoal por razões de segurança”, declarou a agência num comunicado.

Os combates entre o exército e as forças paramilitares de apoio rápido (RSF) intensificaram-se este mês no campo, que, segundo as Nações Unidas, alberga mais de meio milhão de pessoas.

“Sem assistência imediata, milhares de famílias desesperadas em Zamzam poderão morrer de fome nas próximas semanas”, afirmou Laurent Bukera, diretor regional do PAM para a África Oriental e diretor nacional interino para o Sudão.

“Temos de retomar a distribuição da ajuda que salva vidas em Zamzam e arredores, de forma segura, rápida e em grande escala. Para isso, os combates têm de parar e as organizações humanitárias têm de ter garantias de segurança”, afirmou Bukera.

A RSF invadiu Zamzam a 11 de fevereiro, desencadeando dois dias de confrontos com o exército e as milícias aliadas e obrigando cerca de 10.000 famílias a fugir, segundo a Organização Internacional para as Migrações.

“Os recentes actos de violência deixaram o mercado central de Zamzam destruído por bombardeamentos, impedindo os residentes do campo - estimados em cerca de 500.000 pessoas - de aceder a alimentos e abastecimentos essenciais”, refere o comunicado do PAM.

A fome foi declarada pela primeira vez em Zamzam em agosto e, desde então, alastrou a mais dois campos de deslocados perto de El-Fasher, a capital do Darfur do Norte.

Prevê-se que se estenda a mais cinco áreas, incluindo a própria El-Fasher, até maio, de acordo com uma avaliação apoiada pela ONU.

Antes dos últimos actos de violência, cerca de 1,7 milhões de pessoas estavam deslocadas só no Darfur Norte, com dois milhões de civis a enfrentar uma insegurança alimentar extrema, segundo as Nações Unidas.

Criada em 2004, Zamzam tem recebido vagas de sudaneses deslocados durante a atual guerra.

De acordo com o PAM, 24,6 milhões de pessoas no Sudão encontram-se em situação de insegurança alimentar aguda e há mais de 11 milhões de pessoas deslocadas. É a pior crise de deslocados do mundo, segundo o PAM.


Leia Também:  Trump confirma que Zelensky visitará EUA para assinar "acordo importante"

Guerra na Ucrânia: A Rússia abriu processos criminais contra 845 cidadãos estrangeiros de 55 países por combaterem como mercenários pela Ucrânia, 589 dos quais alvo de mandados de captura internacional, revelou hoje o presidente do Comité de Investigação Russo (CIR).

© Reuters   Lusa  26/02/2025

 Rússia abre processos criminais contra 845 estrangeiros por combaterem

A Rússia abriu processos criminais contra 845 cidadãos estrangeiros de 55 países por combaterem como mercenários pela Ucrânia, 589 dos quais alvo de mandados de captura internacional, revelou hoje o presidente do Comité de Investigação Russo (CIR).

"Foram abertos processos criminais contra 845 estrangeiros de 55 países e 589 mercenários foram declarados procurados internacionalmente", aninciou Aleksandr Bastrikin, num artigo publicado hoje na revista 'Chelovek i Zakon' (O Homem e a Lei).

A investigação de 86 casos já foi concluída e "foram pronunciadas 49 sentenças", indicou o presidente do CIR, acrescentando que os combatentes estrangeiros "são recrutados pelo regime de Kiev através das missões diplomáticas ucranianas no estrangeiro, o que constitui uma violação da Convenção de Viena de 1961 sobre as relações diplomáticas".

O presidente do Comité de Investigação Russo salientou que, durante as investigações dos alegados crimes cometidos contra civis nas regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, anexadas pela Rússia em 2022, "23.000 pessoas foram declaradas vítimas, incluindo 6.500 mortos e mais de 16.500 feridos".

A Rússia tem denunciado repetidamente a presença de combatentes de países terceiros na guerra ucraniana e considera-os "alvos legítimos" dos seus ataques.

Paralelamente, os Estados Unidos, a Coreia do Sul e a Ucrânia denunciaram, em outubro do ano passado, que um contingente de até 12.000 soldados norte-coreanos tinha chegado à região fronteiriça russa de Kursk, parcialmente ocupada pelo exército ucraniano desde agosto, tendo participado em combates, informações que nunca foram confirmadas por Moscovo ou Pyongyang.

A guerra em curso foi desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia em fevereiro de 2022, para, segundo o Presidente russo, Vladimir Putin, "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho.


Leia Também: O Exército israelita atingiu postos de lançamento de mísseis na Faixa de Gaza, como retaliação ao lançamento de um projétil oriundo do enclave, anunciaram hoje as forças israelitas.

Estados Unidos: Estudo revela que ratos fazem manobras de reanimação uns aos outros. Veja

Mice seen giving 'first aid' to unconscious companions.  @New Scientist
Por Notícias ao Minuto  26/02/2025 
A investigação concluiu que os ratos, como mamíferos, têm uma "inclinação natural" para ajudar outros animais da mesma espécie.

Um novo estudo da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, revelou que os ratos são capazes de fazer manobras de reanimação uns aos outros.
 
Esta capacidade, de acordo com as conclusões da investigação que foram publicadas no final da semana passada, na revista Science, vem da "herança mamífera", que faz com que tenham uma "inclinação natural" para ajudar os outros animais da mesma espécie.

Os cientistas explicaram que, na prática, os "primeiros-socorros" feitos pelos ratos consistem em mordidelas e em puxar a língua, alargando as vias respiratórias dos roedores que estão inconscientes e permitindo que recuperem mais rapidamente.

Este tipo de comportamentos, em situações que exigem salvamentos, estavam comprovados cientificamente em mamíferos com cérebros maiores, como os golfinhos e os elefantes. Sobre o caso concreto dos ratos sabia-se que ajudam outros roedores, da mesma espécie, quando estão encurralados e agora pretende-se estudar, em pormenor, estas técnicas de "primeiros-socorros" nestes mamíferos mais pequenos.

"As nossas descobertas sugerem, portanto, que os animais exibem respostas de emergência semelhantes à reanimação e que ajudar membros do grupo que estão inconscientes pode ser um comportamento inato amplamente presente entre animais sociais", pode ler-se na conclusão do estudo.

Em reação a esta nova investigação, os neurocientistas William Sheeran e Zoe Donaldson, citados pelo site Science Alert, afirmaram que "estas descobertas aumentam a evidência de que o impulso para ajudar os outros em estados de extrema angústia é partilhado por muitas espécies".


O Presidente da República da Guiné-Bissau, General Umaro Sissoco Embaló, foi recebido com honras de Estado pelo Presidente da Federação da Rússia, Vladimir Putin, no Kremlin.

Nesta visita histórica, que assinala os 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países, foram debatidos temas essenciais como investimentos, formação de quadros, exploração de recursos naturais e a integração da Guiné-Bissau nos BRICS. 

Além disso, os líderes trocaram impressões sobre a geopolítica mundial e o processo de paz na Ucrânia.

DECLARAÇÃO CONJUNTA ENTRE DOIS 2 HOMÓLOGOS GENERAL UMARO SISSOCO EMBALO E VLADIMIR PUTIN.☝ @Junior Gagigo

 Presidência da República da Guiné-Bissau

A Presidente da Comissão Nacional do Carnaval 2025, convida os guineenses para trabalharem e resgatar os valores deste maior festividade na Guiné-Bissau..

Radio TV Bantaba

Guiné Equatorial e Angola são os países africanos da lusofonia com pior pontuação no relatório "Liberdade no Mundo 2025", hoje publicado pela organização Freedom House, sendo Cabo Verde e São Tomé e Príncipe os melhores classificados.

© Lusa  26/02/2025

Guiné Equatorial e Angola entre as Nações africanas "menos livres"

Guiné Equatorial e Angola são os países africanos da lusofonia com pior pontuação no relatório "Liberdade no Mundo 2025", hoje publicado pela organização Freedom House, sendo Cabo Verde e São Tomé e Príncipe os melhores classificados.

De acordo com a investigação, que pontuou os "direitos políticos e liberdades civis" em 195 países e 13 territórios durante o ano civil de 2024, a Guiné Equatorial - país membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) - está entre as nações africanas com pior classificação, na categoria 'Não Livre', tendo obtido cinco pontos em 100. Os mesmos que em 2023.

Para a Freedom House, este país realiza eleições regulares, "mas a votação não é livre nem justa".

"O atual Presidente, que tomou o poder através de um golpe militar, tem liderado um regime autoritário desde 1979. O Governo detém frequentemente políticos da oposição, reprime a sociedade civil e censura os jornalistas", lamentou a organização, na investigação.  

Também Angola, outra nação da CPLP, está entre os países classificados como 'Não Livres'. 

Com uma pontuação de 28 em 100, a mesma constante no relatório do ano passado, "Angola tem sido governada pelo mesmo partido desde a independência, e as autoridades têm reprimido sistematicamente a dissidência política", declarou.

Segundo o estudo, "desde a eleição do Presidente João Lourenço, em 2017, o Governo tomou medidas para reprimir a corrupção endémica e aliviou as restrições à imprensa e à sociedade civil, mas persistem graves desafios em matéria de governação e direitos humanos".

A Guiné-Bissau é, por sua vez, um membro da CPLP classificado como 'Parcialmente Livre', com 41 pontos - um decréscimo relativamente aos 43 anteriores.

Segundo a análise, "o sistema político da Guiné-Bissau tem sido prejudicado nos últimos anos por divisões entre o Presidente e o parlamento". 

Assim, embora "as condições das liberdades civis tenham melhorado gradualmente", a polícia continua a perturbar manifestações e a corrupção é um problema grave que tem sido exacerbado pelo crime organizado, explicou.

Também Moçambique, outra nação da CPLP, obteve 41 pontos, uma pioria em relação aos 44 obtidos no período homólogo anterior.

"A permanência ininterrupta do partido no poder permitiu-lhe estabelecer um controlo significativo sobre as instituições estatais", explicou a Freedom House no documento. 

Moçambique também se debate com a corrupção e os jornalistas "correm o risco de sofrer ataques violentos", lamentou.

Por sua vez, São Tomé e Príncipe é uma nação da CPLP classificada como 'Livre', com 84 pontos, os mesmos do ano anterior.

"São Tomé e Príncipe realiza eleições nacionais regulares e competitivas. As liberdades civis são geralmente respeitadas, mas a pobreza e a corrupção enfraqueceram algumas instituições e contribuíram para a disfunção do sistema judicial", salientou o estudo.

Já Cabo Verde, com 92 pontos, é o país da CPLP melhor classificado em África.

De acordo com o relatório, "Cabo Verde é uma democracia estável com eleições competitivas".

"As liberdades civis são geralmente protegidas, mas o acesso à justiça é prejudicado por um sistema judicial sobrecarregado e a criminalidade continua a ser uma preocupação", frisou.

De um modo geral, "em todas as regiões do mundo foram observados declínios dramáticos na liberdade".

Especificamente em África, o estudo mostra que esses declínios foram observados na Tanzânia, no Níger, no Benim, no Burkina Faso, no Mali, no Burundi, em Moçambique, no Sudão do Sul, na República Popular do Congo, no Gabão, na Guiné-Conacri e nos Camarões.

Entre os países africanos com piores classificações estão o Sudão do Sul (com um ponto em 100), o Sudão (com dois pontos em 100), a República Centro-Africana (com cinco pontos em 100) e a Guiné Equatorial (com cinco pontos em 100).



No segundo dia da sua visita de Estado à Rússia, o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, prestou homenagem aos heróis da União Soviética ao depositar uma coroa de flores no Monumento ao Combatente Desconhecido. A solenidade contou com a presença da Guarda de Honra do Exército Vermelho.

O Chefe de Estado também visitou a Praça Amílcar Cabral, em Moscovo, onde homenageou a figura do fundador das nacionalidades guineense e cabo-verdiana.

 Presidência da República da Guiné-Bissau

MINISTRO DAS FINANÇAS DR ILÍDIO VIEIRA TÉ VISITA MERCADO BANDIM


Ministro das Finanças Ilídio Veira Te, apanhando transporte público “ toca-toca

Estamos a Trabalhar / Junior Gagigo

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, garantiu hoje, num encontro com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, que Moscovo é um "parceiro fiável" do seu país.

© Presidência da República da Guiné-Bissau  Por Lusa  26/02/2025

Embaló declara que Rússia é "parceiro fiável" da Guiné-Bissau

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, garantiu hoje, num encontro com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, que Moscovo é um "parceiro fiável" do seu país.

"Somos parceiros fiáveis", afirmou Sissoco Embaló a Vladimir Putin, a quem agradeceu o convite para visitar a Rússia e o aumento da quota de formação de militares e estudantes africanos no país.

Putin sublinhou que a Rússia tradicionalmente prepara os militares guineenses nas suas instituições militares e que recentemente aumentou a quota para acolher um maior número de estudantes.

Segundo o chefe do Kremlin, "há um interesse crescente" entre os jovens da Guiné-Bissau em estudar na Rússia.

Atualmente, mais de 300 estudantes guineenses frequentam instituições de ensino superior na Rússia.

Durante o encontro com o líder guineense, que realiza hoje uma visita de Estado à Rússia, Putin desejou-lhe sorte nas próximas eleições presidenciais na Guiné-Bissau, porque as boas relações entre Moscovo e Bissau estão "em grande parte relacionadas" com o seu nome.

Falando sobre os contactos com outros países do continente, Putin sublinhou que, no ano passado, a Rússia aumentou as suas trocas comerciais com África em 10%.

De acordo com o líder russo, existe uma "boa base" para um maior desenvolvimento desta cooperação.

A Rússia começou a reforçar os seus laços com África após o início da guerra na Ucrânia e o confronto com vários países ocidentais, que impuseram sanções económicas contra Moscovo.

Nesta primeira visita de Estado de um Presidente guineense à Rússia, os dois Governos assinaram quatro acordos de cooperação bilateral, segundo disse hoje à Lusa fonte da Presidência em Bissau.

Os quatro acordos, nos setores da cooperação económica, comercial e investimentos, ensino e formação profissional e recursos naturais, foram rubricados na terça-feira, na sede do Governo russo em Moscovo.

Desde que é Presidente da Guiné-Bissau, Sissoco Embaló deslocou-se em várias ocasiões à Rússia a convite de Vladimir Putin, com quem manteve no passado dia 23 de janeiro uma "longa conversa telefónica" sobre a situação geopolítica internacional e relações bilaterais.

O Presidente guineense já tinha estado em Moscovo em maio de 2024 enquanto convidado de Putin às celebrações do Dia da Vitória. Embaló esteve também na capital russa em julho de 2023 na cimeira Rússia-África.

Em outubro de 2022, o chefe de Estado guineense visitou Moscovo e Kyiv, na Ucrânia, na qualidade de presidente em exercício da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), tendo conversado com Putin e Volodymyr Zelensky sobre o fim da guerra que os dois países travam desde fevereiro do mesmo ano.

No passado mês de dezembro, a empresa russa Russal concedeu 70 bolsas de estudo para jovens guineenses para se formarem em Moscovo em diversas áreas ligadas aos Recursos Naturais.

A Russal, que vai explorar a mina de bauxite no leste da Guiné-Bissau, também manifestou interesse em ajudar o país africano a construir uma linha de caminhos-de-ferro e ainda um porto na localidade de Buba, no sul.


Leia Também: Governo da Guiné-Bissau assina quatro acordos de cooperação com a Rússia


Leia Também: O Governo angolano vai desembolsar 36 milhões de dólares (32,2 milhões de euros) para adquirir a uma empresa chinesa equipamentos e meios militares para o Ministério da Defesa Nacional, Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria.

Orgasmos durante o sono? Pode crer que existem (e há uma explicação)... Apesar da sua prevalência, permanecem envoltos em mistério e raramente são discutidos abertamente.

© Shutterstock  Notícias ao Minuto  26/02/2025 

Para muitos, a frase 'orgasmos durante o sono' pode evocar memórias da adolescência e das desconfortáveis conversas sobre 'sonhos húmidos'. Mas a verdade é que os orgasmos noturnos não são exclusivos da puberdade, mas sim um fenómeno natural e normal que pode continuar na idade adulta, afetando tanto homens como mulheres. 

Os orgasmos durante o sono, também conhecidos como orgasmos noturnos, são "orgasmos espontâneos que ocorrem durante o sono sem estimulação física", começa por explicar a Lelo num comunicado de imprensa. Nos homens, estes "são frequentemente associados à ejaculação (daí o termo 'sonhos húmidos'), mas as mulheres também os experienciam, com ou sem sinais físicos externos". "Ao contrário dos orgasmos alcançados durante a atividade sexual consciente, os orgasmos durante o sono surgem inteiramente de processos internos no corpo e no cérebro, tornando-se uma janela única para os nossos ritmos sexuais naturais."

Estes orgasmos ocorrem geralmente durante a fase REM (movimento rápido dos olhos) do sono. "A intensa atividade cerebral, os sonhos vívidos e as mudanças fisiológicas, incluindo o aumento do fluxo sanguíneo para os órgãos genitais, caracterizam o sono REM", refere a Lelo. Nos homens, isso manifesta-se como tumescência peniana noturna, ou 'ereção matinal', e nas mulheres, envolve o aumento da excitação clitoriana e vaginal.

Durante o sono REM, o sistema límbico do cérebro (responsável pelas emoções, memórias e excitação) torna-se altamente ativo. Enquanto isso, o córtex pré-frontal (que governa o pensamento racional e as inibições sociais) assume um papel secundário. "Esse cocktail neural cria a tempestade perfeita para sonhos eróticos e, ocasionalmente, uma resposta orgásmica."

Qual a frequência dos orgasmos durante o sono nos adultos?

Embora os orgasmos noturnos sejam de forma mais comum associados à adolescência, devido à maior atividade hormonal, "vários estudos sugerem que os adultos também os experienciam, embora com frequências variadas. As pesquisas indicam que cerca de 37% das mulheres e 83% dos homens referem ter tido pelo menos um orgasmo durante o sono na sua vida. No entanto, a frequência difere significativamente entre os indivíduos e é influenciada por fatores como o stress, a qualidade do sono e a atividade sexual", indica a Lelo.

De acordo com a marca, "a excitação noturna regular reflete um sistema nervoso e vascular saudável". Além disso, os orgasmos durante o sono "podem servir como uma forma do corpo manter os sistemas sexuais ativos e responsivos, mesmo durante períodos de atividade sexual pouco consciente" e "destacam a profunda interação entre os aspetos fisiológicos e psicológicos da excitação".

Esclarece ainda que "um equívoco comum é que os orgasmos noturnos refletem necessidades sexuais não satisfeitas ou desejos reprimidos". Porém, "embora os sonhos eróticos possam acompanhar os orgasmos durante o sono, a resposta fisiológica frequentemente ocorre sem qualquer conteúdo sexual explícito. É uma forma do corpo manter a função e vitalidade sexual, não uma resposta da sua vida acordado", remata.


Leia Também: Cada um para seu lado. É benéfico casais dormirem em camas separadas?

Comunicado de governo da Guiné-Bissau: CIRCULAR № 03/GM/MAPRAEFPSS/2025

@Watcha Catcheu

‼Guiné-Bissau assina quatro acordos de cooperação com a Rússia‼

DW Português para África 

O Governo da Guiné-Bissau assinou hoje quatro acordos de cooperação com a Rússia no âmbito da primeira visita de Estado de um Presidente guineense àquele país. 

O primeiro é na área de cooperação no ensino superior. Atualmente, mais de 300 estudantes guineenses frequentam instituições de ensino superior na Rússia. 

O segundo é relativo à instituição de mecanismo de consultas sobre questões de cooperação económica, comercial e na área de investimentos. 

O terceiro acordo é sobre a cooperação no ensino geral e no ensino secundário profissional. 

E o quarto é sobre a cooperação no domínio da geologia e da utilização do subsolo. O acordo vai permitir a prospeção de hidrocarbonetos e gás, exploração da bauxita, fosfatos, bem como formação de quadro e pesca, disse Malam Sambu. 

Umaro Sissoco Embaló reúne-se hoje com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, na primeira visita de Estado de um Presidente guineense à Rússia em que, entre outros, deverá igualmente abordar a possibilidade de o país africano adquirir equipamentos de vigilância e fiscalização marítima. 


O Presidente dos Retalhistas, Aliu Seide, apela governo a reforçar segurança nos mercados do país a partir de amanhã, afirmando que, não vão alinhar com o pedido dos partidos da oposição para a paralisação das suas atividades em contestação face à crise política que abala o país.

@ CAP GB

Ucrânia aceita acordo de minerais com os EUA, diz o Financial Times... Os oficiais ucranianos esperam que o acordo melhore as relações com a administração de Donald Trump.

© Getty Images   Notícias ao Minuto 25/02/2025

A Ucrânia aceitou os termos do acordo de minerais proposto pelos Estados Unidos, avançou o Financial Times, esta terça-feira.

 Os oficiais ucranianos esperam que o acordo melhore as relações com a administração de Donald Trump e que dê azo a um compromisso de segurança a longo prazo por parte dos Estados Unidos, de acordo com aquele meio.

O acordo, que inclui petróleo e gás, foi alcançado depois de Washington ter retirado a exigência de um direito a 500 mil milhões de dólares (cerca de 475.861.905.000 euros) em potenciais lucros provenientes da exploração dos recursos.

"O acordo sobre os minerais é apenas uma parte do cenário. Ouvimos várias vezes a administração dos EUA dizer que faz parte de um quadro mais amplo", apontou a vice-primeira-ministra e ministra da Justiça da Ucrânia, Olha Stefanishyna, que liderou as negociações.

A versão final do acordo, datada de 24 de fevereiro, prevê a criação de um fundo para projetos na Ucrânia e para o qual o país contribuirá com 50% dos lucros provenientes da "futura monetização" dos recursos minerais estatais, incluindo petróleo e gás, e da logística associada, revelou o Financial Times.

Ainda assim, o acordo exclui os recursos minerais que já contribuem para os cofres do governo ucraniano, pelo que não se aplica às empresas Naftogaz ou Ukrnafta, as maiores produtoras de gás e petróleo da Ucrânia.

Noutra dimensão, o documento omite qualquer referência às garantias de segurança sob as quais Kyiv tinha insistido, além de deixar em aberto a dimensão da participação dos Estados Unidos no fundo e os termos dos acordos de "propriedade conjunta".

O acordo foi aprovado pelos ministros da Justiça, da Economia e dos Negócios Estrangeiros, sendo que o presidente Volodymyr Zelensky deverá deslocar-se à Casa Branca nas próximas semanas para o assinar formalmente.

Os responsáveis do lado ucraniano salientaram, contudo, que o documento se tratava apenas de um "acordo quadro", pelo que nada mudará de mãos até que o fundo seja criado.

Além disso, o governo terá também de obter a aprovação por parte do parlamento ucraniano, tendo os deputados da oposição sugerido que realizarão um debate aceso antes de ratificar o acordo.

Na segunda-feira, o governo da Ucrânia indicou estar na "fase final" das negociações com os Estados Unidos, que disse terem "sido muito construtivas, com quase todos os pormenores fundamentais concluídos".

É que, recorde-se, depois de Trump se ter alinhado com a posição russa - que considera a Ucrânia responsável pela eclosão do conflito, embora tenha sido a Rússia a invadir o país vizinho, a 24 de fevereiro de 2022 - e de ter iniciado conversações com Moscovo sem as participações ucraniana ou europeia, tem insistido na intenção de recuperar o montante da ajuda desde então fornecida a Kyiv, obtendo acesso aos recursos minerais ucranianos. Mencionou, por isso, a quantia de 500 mil milhões de dólares, um número rejeitado por Kyiv.

Zelensky declarou no domingo que a ajuda dos Estados Unidos à Ucrânia ascende a cerca de 100 mil milhões de dólares (95,5 mil milhões de euros), e não 500 mil milhões (477,5 mil milhões de euros), tendo sido principalmente fornecida sob a forma de doações pelo anterior governo norte-americano, liderado por Joe Biden.

O chefe de Estado excluiu também a hipótese de assinar um documento que "dez gerações de ucranianos" teriam de pagar.