quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Hamas diz estar pronto para "transferência completa" da governação de Gaza... O Hamas afirmou hoje que está pronto para uma "transferência completa da governação da Faixa de Gaza" para um comité de tecnocratas que foi criado no âmbito do plano de paz norte-americano para o enclave palestiniano.

Por LUSA 

"Os protocolos foram preparados, os processos foram finalizados e as comissões estão encarregues da operação para que tenhamos uma transferência completa da governação da Faixa de Gaza, em todas as áreas", afirmou o porta-voz do grupo extremista palestiniano, Hazem Qassem, à agência de notícias France-Presse (AFP).

A segunda fase do plano dos Estados Unidos para colocar um fim à guerra em Gaza prevê a criação de um governo tecnocrata palestiniano de transição denominado Comité Nacional para a Administração de Gaza (CNAG).

Os membros da estrutura tecnocrática para gerir assuntos correntes do enclave palestiniano ficarão sob supervisão de outro órgão também previsto no plano de Washington, o "Conselho de Paz", liderado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Segundo o plano de Trump, Gaza "será governada por um comité palestiniano tecnocrático e apolítico, responsável pela gestão diária dos serviços públicos e das autarquias para a população".

O CNAG é composto por 15 membros, entre os quais apenas uma mulher. O comité é integrado por palestinianos e liderado pelo engenheiro Ali Shaaz, natural de Khan Yunis (sul da Faixa de Gaza), mas residente na Cisjordânia, que exerceu funções de vice-ministro dos Transportes na década de 1990 na Autoridade Nacional Palestiniana (ANP).

Nas mesmas declarações à AFP, o porta-voz do Hamas insistiu ainda que o posto fronteiriço entre o enclave e o Egito deve ser reaberto "sem obstáculos israelitas".

Segundo uma fonte da Autoridade Palestiniana, a fronteira de Rafah reabrirá no próximo domingo para peões, nos sentidos de entrada e saída do território palestiniano.

A fonte da Autoridade Palestiniana, citada pela agência espanhola EFE e que pediu anonimato, sublinhou que a passagem reabrirá "tanto para entrar como para sair" no próximo domingo e que o atraso da reabertura se deve a "trâmites logísticos".

A mesma fonte acrescentou que uma das razões por detrás dos atrasos se deve ao facto de o posto fronteiriço estar "completamente destruído".

De acordo com uma fonte da segurança egípcia, que falou na terça-feira, a reabertura oficial ocorrerá após a conclusão das obras no lado palestiniano da passagem, incluindo os acessos e a elaboração das listas de saídas e regressos, embora não tenha especificado a data exata.

Numa fase inicial, está previsto que entre 100 e 150 pessoas entrem e saiam diariamente de Gaza através da fronteira de Rafah.

Entre as medidas previstas figura a instalação de um posto de controlo fora do complexo da passagem, onde o pessoal de segurança procederá à verificação das pessoas que entrem e saiam. 

O Exército de Israel não participará diretamente nestes controlos, embora esteja prevista a presença de seguranças israelitas na zona para supervisionar a situação.

De acordo com a fonte egípcia, estes números poderão ser alargados assim que o mecanismo de inspeção e o funcionamento da passagem demonstrem a sua eficácia.

O procedimento acordado estabelece que Israel receberá diariamente as listas das pessoas que entram e saem do Egito, as quais serão enviadas para o Shin Bet (serviço de informações internas israelita) para avaliação de segurança.

Este procedimento foi criticado na segunda-feira pelo Hamas, por considerar que concederia a Israel "um controlo indireto de segurança" sobre a passagem.

Um acordo de cessar-fogo está em vigor desde 10 de outubro de 2025 entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, colocando fim a dois anos de guerra no enclave, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro de 2023 do grupo extremista no sul do território israelita, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.

Em retaliação dos ataques do Hamas em outubro de 2023, Israel lançou uma operação militar em grande escala no enclave palestiniano, que provocou mais de 71 mil mortos, segundo as autoridades locais controladas pelo grupo islamita, um desastre humanitário, a destruição de quase todas as infraestruturas do território e a deslocação de centenas de milhares de pessoas

Dias do regime iraniano estão "contados" após repressão sangrenta... O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou hoje que os dias do regime iraniano estão "contados", um mês após o início de um movimento de contestação reprimido com violência pelas autoridades do Irão.

Por LUSA 

"Continuo convencido de que um regime que só se consegue manter no poder recorrendo à violência pura e ao terror contra a sua própria população tem os dias contados", disse Merz em Berlim, numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo romeno, Ilie Bolojan.

O chanceler acrescentou que esse desfecho "pode contar-se em semanas" e defendeu que o regime de Teerão "não tem qualquer legitimidade para governar".

Merz associou-se ainda à posição da Itália, que pretende incluir a Guarda Revolucionária Islâmica, o exército ideológico do Irão, na lista de organizações terroristas da União Europeia (UE).

O ministro dos Negócios Estrangeiros italiano, Antonio Tajani, deverá apresentar esta proposta aos homólogos europeus na quinta-feira durante uma reunião em Bruxelas.

Merz lamentou ainda que "ainda haja um ou dois países da União Europeia que não estejam prontos" para apoiar essa classificação.

As declarações do chanceler alemão surgem pouco depois de o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter avisado Teerão de que "o tempo está contado" antes de um eventual ataque, após o regime iraniano recusar negociar sob ameaça norte-americana.

Trump lançou o aviso na sua rede social, a Truth Social, numa altura em que Washington está a reforçar a sua presença naval no Golfo, enquanto o Irão procura o apoio das potências árabes da região.

De acordo com um balanço atualizado da organização não-governamental (ONG) Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, 6.221 pessoas, na sua maioria manifestantes, foram mortas desde o início do movimento de contestação no Irão.

A organização está a investigar outras eventuais 17 mil mortes, estimando que pelo menos 42.324 pessoas tenham sido detidas no âmbito da repressão dos protestos.

O movimento de protesto, iniciado em 28 de dezembro contra o elevado custo de vida e desvalorização da moeda nacional, que levou a um apagão de comunicações sem precedentes em todo o país por ordem das autoridades, perdeu entretanto intensidade, mas as detenções prosseguem, segundo várias ONG.


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Donald Trump escreveu nas redes sociais que tem uma frota militar a caminho do Irão e que está pronta para agir "com rapidez e violência", caso o Irão não aceite negociar com os EUA.


Putin disposto a receber Zelensky (desde que seja em Moscovo)... O Kremlin manifestou-se hoje disposto a organizar um encontro entre os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, desde que ocorra em Moscovo.

Por LUSA 

"E, ao mesmo tempo, garantimos a segurança deles e as condições de trabalho necessárias", declarou à televisão Yuri Ushakov, assessor de política internacional da Presidência russa.

Ushakov recordou que Putin declarou em várias ocasiões à imprensa que, se Zelensky estiver realmente disposto a reunir-se, então convidá-lo-ia para ir a Moscovo".

Segundo indicou, esta questão "foi discutida várias vezes durante os contactos telefónicos" entre Putin e o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. 

"Em particular, Trump pediu-nos que estudássemos essa possibilidade. O importante é que estes contactos estejam bem preparados. Isso é o primeiro ponto. E o segundo é que estejam orientados para a obtenção de resultados positivos concretos", sublinhou.

Ushakov reagia às declarações do ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andri Sibiga, segundo as quais Zelensky está disposto a reunir-se com o chefe do Kremlin para resolver os principais entraves nas negociações de paz: a questão territorial e o controlo da central nuclear de Zaporijia.

Putin e Zelensky reuniram-se apenas uma vez desde que o segundo assumiu a presidência ucraniana. O encontro teve lugar em dezembro de 2019, em Paris, na presença dos líderes de França e da Alemanha.

Zelenski rejeitou, na altura, o convite para viajar a Moscovo, tendo igualmente manifestado reservas quanto a um eventual encontro em Budapeste, devido às más relações com o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

O Kremlin considerou hoje "um progresso" o simples facto de se terem realizado negociações tripartidas sobre a Ucrânia, com mediação dos Estados Unidos, na semana passada, em Abu Dhabi.

"Isto, o início de um diálogo deste tipo, já pode ser considerado, por si só, um progresso. O trabalho está em curso. E é positivo que tenha começado com contactos diretos. [...] Como sabem, foi alcançado um acordo para a sua continuação. Este trabalho irá prosseguir", afirmou o porta-voz presidencial, Dmitri Peskov, na sua habitual conferência de imprensa telefónica diária.

Peskov assegurou na segunda-feira que "seria um erro esperar grandes resultados dos primeiros contactos" e recordou que "não é segredo para ninguém" que "a questão territorial, que faz parte da 'fórmula de Anchorage', tem, naturalmente, uma grande importância para a parte russa".

O porta-voz do Kremlin referia-se ao facto de Moscovo não declarar um cessar-fogo enquanto as tropas ucranianas não abandonarem o território do Donbass, onde Kiev ainda controla mais de um quinto da região de Donetsk.

Ambas as partes consideraram construtivas as negociações, nas quais, segundo o presidente ucraniano, foram abordados "os possíveis critérios para o fim da guerra".

A imprensa ocidental sugeriu que os Estados Unidos ligaram diretamente a retirada ucraniana do Donbass à concessão a Kiev de garantias de segurança para evitar uma futura agressão russa.

OPERAÇÃO STOP ARRANCA A 1 DE FEVEREIRO COM TOLERÂNCIA ZERO PARA VIATURAS SEM DOCUMENTOS

Por RSM 28 01 2026

O Governo de Transição anunciou o início da Operação Stop a partir do dia 1 de fevereiro, com tolerância zero nas vias públicas, sobretudo para viaturas que circulam sem documentos legais.

A decisão foi tornada pública esta quarta-feira pelo Secretário de Estado da Ordem Pública durante uma conferência de imprensa após o término do prazo concedido para a regularização dos documentos de viaturas públicas e privadas em todo o país.

Salvador Soares disse que a tolerância termina no dia 31 de janeiro, razão pela qual apelou à colaboração de todos os cidadãos para o cumprimento da medida, considerada essencial para a organização e segurança do trânsito nas estradas nacionais.

“Vamos iniciar a Operação Stop nas diferentes estradas do país para fiscalizar viaturas que circulam sem os documentos exigidos por lei ou sem condições necessárias”, afirmou Salvador Soares.

O Secretário de Estado da Ordem Pública alertou ainda para o uso obrigatório do capacete por parte dos motociclistas, sublinhando que a medida é fundamental para a redução de acidentes graves e mortes nas estradas.

“É obrigatório o uso de capacete. Temos recebido vários relatórios de acidentes em diferentes regiões do país, muitos deles graves, causados pela não utilização do capacete”, frisou o governante.

Por sua vez, o presidente da Federação da Associação dos Motoristas Transportadores, Izaquel Domingos Azebane, manifestou concordância com a decisão do Governo, mas pediu ponderação na exigência dos documentos, tendo em conta as dificuldades enfrentadas pelos condutores no processo de obtenção.

“Concordamos com a medida, mas pedimos ao Governo que tenha em consideração as dificuldades que os condutores enfrentam nas diferentes instituições para adquirir os documentos”, salientou Izaquel.

De acordo com o Governo de Transição, a Operação Stop tem como objetivo reforçar o controlo e a segurança rodoviária, promovendo o cumprimento das obrigações legais por parte dos utentes das vias públicas em todo o território nacional.

HORTA INTA-A RECONHECE JUSTIÇA COMO BASE DO ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO

Por  RSM 28 01 2026

O Presidente da Transição reconheceu hoje (28), que a justiça constitui um pilar fundamental para a construção de um Estado de Direito democrático, e uma forma de desenvolvimento da economia nacional.

O Major-General Horta Inta-a fez estas declarações, na cerimónia do cumprimento de Ano Novo promovida pelo poder judicial. Na ocasião, afirmou ter consciência de que, os cidadãos necessitam de uma justiça funcional e eficaz, para a defesa dos seus direitos e das suas liberdades fundamentais.

Em nome do poder judicial, o presidente do Supremo Tribunal de Justiça, Arafam Mané, destacou que o momento é de reflexão, tendo em conta que o país atravessa um período de transição política, que resulta da rotura provocada pelos acontecimentos de 26 de novembro último.

O primeiro vice-Presidente do Conselho Nacional de Transição, Fodé Caramba Sanhá, afirmou estar de acordo com a data de 06 de dezembro, para a realização das eleições presidenciais e legislativas.

Entretanto, o presidente da Transição, Horta Inta-a, disse ter tomado nota da determinação do Conselho Nacional de Transição, para o retorno à normalidade constitucional.

China reafirma que nunca renunciará ao uso da força contra Taiwan... O governo chinês reafirmou hoje que "nunca" renunciará ao uso da força para assumir o controlo de Taiwan, dias depois de as autoridades do país asiático anunciarem uma investigação sobre o general Zhang Youxia, o "número 2" do Exército.

Por  LUSA 

Em conferência de imprensa, a porta-voz do Gabinete para os Assuntos de Taiwan do Conselho de Estado (Executivo chinês), Zhang Han, assinalou que esta investigação "demonstra, mais uma vez, que o Comité Central do Partido e a Comissão Militar Central [CMC, órgão máximo do Exército] não têm zonas proibidas, abrangem todos e mostram tolerância zero na luta contra a corrupção".

"[O processo contra Zhang] é uma importante manifestação de que o Partido e o Exército têm a determinação e a capacidade para o fazer", afirmou a porta-voz.

Zhang Han afirmou que, sob a "firme liderança" do Comité Central do Partido e do Presidente chinês, Xi Jinping, como "núcleo" do mesmo, Pequim manterá a "iniciativa e a capacidade de liderança" nas relações através do Estreito.

"Estamos dispostos a criar um amplo espaço para a 'reunificação' pacífica e, com a maior sinceridade e o maior esforço possível, lutar pela perspetiva da 'reunificação' pacífica, mas nunca prometeremos renunciar ao uso da força e nunca deixaremos espaço para qualquer forma de atividade separatista propensa à 'independência' de Taiwan", advertiu Zhang.

Estas declarações surgem quatro dias depois de o Ministério da Defesa da China ter anunciado uma investigação sobre Zhang Youxia e Liu Zhenli, primeiro vice-presidente e chefe do Departamento do Estado-Maior Conjunto da CMC, respetivamente, por "graves violações da disciplina e da lei", eufemismo habitual relacionado com crimes de corrupção.

As investigações abertas sobre os dois altos oficiais mexem profundamente com a estrutura de comando do Exército: dos sete membros que a CMC tinha no final de 2022, atualmente restam apenas dois, o próprio Xi -- seu presidente -- e Zhang Shengmin, segundo vice-presidente e chefe da campanha anticorrupção do Exército.

Os especialistas concordam que as purgas destes altos comandos não alterarão o objetivo estratégico de Xi de assumir o controlo de Taiwan, uma ilha governada de forma autónoma desde 1949 e considerada pelas autoridades de Pequim como "parte inalienável" do território chinês.

Após o anúncio das investigações sobre Zhang, o ministro da Defesa de Taiwan, Wellington Koo, prometeu que a ilha não baixará a guarda nem diminuirá o "nível de preparação para a guerra".

"Acompanharemos de perto as mudanças nas altas esferas do Partido [Comunista Chinês], do Governo e da liderança militar da China. A nossa postura militar baseia-se no facto da China nunca ter abandonado o uso da força contra Taiwan", declarou Koo na segunda-feira em declarações no Parlamento de Taiwan.

É melhor beber café antes ou depois do pequeno-almoço?... A hora a que bebe o café pode influenciar a regulação dos níveis de açúcar no sangue, conforme apurou um estudo científico. A análise foi feita em relação ao pequeno almoço.

Por Noticiasaominuto.com 

O horário em que bebemos café pode fazer diferença. O jornal Huffington Post recorda um artigo publicado pelo British Journal of Nutrition que destaca isto. 

Neste estudo, os cientistas registaram as respostas sanguíneas dos participantes a diferentes hábitos, neste caso, após uma noite de sono interrompida ou uma noite de sono considerada normal. 

Num dia, os participantes receberam uma bebida com glicose depois de uma noite sem interrupções de sono, noutro, receberam a mesma bebida após uma noite mal dormida. Já no terceiro dia beberam uma chávena de café antes da bebida com glicose (depois de dormirem mal). 

A bebida com glicose, sublinhe-se, tinha como objetivo imitar o conteúdo nutricional de um pequeno-almoço normal.  

Os pesquisadores descobriram que uma má noite de sono não afetou negativamente o metabolismo dos participantes saudáveis de forma significativa. 

No entanto, beber café em jejum antes da bebida de glicose aumentou a resposta glicémica dos participantes em 50%.

"Começar o dia após uma noite mal dormida com um café forte teve um efeito negativo no metabolismo da glicose em 50%", realçou Harry Smith, líder do estudo, à University of Bath.

Para Smith, o melhor será beber café depois do pequeno-almoço de maneira a não afetar negativamente os níveis de glicose no sangue.

"A regulação do açúcar no sangue é prejudicada quando a primeira coisa com que o nosso corpo entra em contacto é o café, especialmente depois de uma má noite de sono. Podemos melhorar isso ao comer primeiro e ao tomar café mais tarde se sentirmos necessidade", sublinha. 

Café ajuda a viver melhor e mais tempo

O café poderá ajudar a viver melhor e mais tempo. Pelo menos estes foram os resultados de um estudo publicado em 2024 pela revista Science Direct. Os pesquisadores concluíram que o café pode reduzir o risco de morte por doenças relacionadas com o envelhecimento, AVC, contribuindo para a regulação dos mecanismos de stress e para proteger o corpo. 

"O consumo regular de café parece estar associado à preservação das funções musculares, cardiovasculares, mentais e imunológicas, e aparenta estar inversamente associado à incidência das doenças mais frequentes que afetam os idosos, como doenças cardiovasculares e respiratórias, acidente vascular cerebral, alguns tipos de cancro, diabetes, demência, depressão grave ou fragilidade", indica a pesquisa. 

Presidente mexicana diz que país suspendeu envios de petróleo para Cuba... A Presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, disse hoje que o seu governo suspendeu, pelo menos temporariamente, os envios de petróleo para Cuba, sublinhando tratar-se de uma "decisão soberana", sem pressão dos Estados Unidos.

Por  LUSA 

Sheinbaum respondia a perguntas sobre se a empresa estatal de petróleo Pemex teria cortado os envios de petróleo para Cuba na sequência da pressão crescente do Presidente norte-americano, Donald Trump, para que o México se afastasse do governo cubano, embora oficialmente Washington não tenha pedido a suspensão do fornecimento de petróleo.  

"A Pemex toma decisões no âmbito da relação contratual que mantém com Cuba", afirmou Sheinbaum na sua conferência de imprensa matinal. "Suspender é uma decisão soberana e é tomada quando necessário", acrescentou. 

As declarações vagas de Sheinbaum surgem num momento em que Trump procura isolar Cuba e aumentar a pressão sobre a ilha, um adversário de longa data que vive sob rígidas sanções económicas de Washington.

Trump disse que o governo cubano está prestes a cair e que a ilha não receberia mais carregamentos de petróleo da Venezuela após uma operação militar norte-americana ter capturado o Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

Em profunda crise energética e económica, Cuba tem dependido fortemente da ajuda estrangeira e de carregamentos de petróleo de aliados como o México, a Rússia e, anteriormente, a Venezuela. 

Sheinbaum disse hoje que o México continuaria a mostrar solidariedade com Havana, mas não especificou que tipo de apoio ofereceria.

O México enfrentou também a sua própria pressão de Washington, uma vez que Trump ameaçou realizar uma ação militar contra cartéis de droga mexicanos.

Na semana passada, o México transferiu para os Estados Unidos dezenas de suspeitos membros de cartéis para enfrentarem a justiça.

Estes suspeitos eram procurados pela administração Trump, mas Sheinbaum usou na altura uma linguagem semelhante à de hoje, dizendo que as transferências foram feitas de forma soberana e autónoma.

O petróleo mexicano é há muito tempo uma linha vital para Cuba.

No seu relatório mais recente, a Pemex afirmou que enviou quase 20.000 barris de petróleo por dia para Cuba entre janeiro e 30 de setembro de 2025. 

Sheinbaum passou semanas a dizer que iria fornecer dados claros sobre as exportações para Cuba, mas ainda não o fez. O governo cubano e a Pemex não responderam de imediato a um pedido de comentário sobre este assunto.

Os analistas agora esperam mais pressão de Washington para interromper esses envios de forma permanente.  


Leia Também: Nevão atinge Estados Unidos: imagens mostram carros soterrados e rios congelados

Uma violenta tempestade de gelo e neve está a assolar os Estados Unidos. As imagens do nevão mostram acúmulo de gelo em viaturas e carros, além de rios congelados.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

𝗝𝗔𝗡𝗨Á𝗥𝗜𝗢 𝗕𝗜𝗔𝗚𝗨Ê 𝗗𝗘𝗡𝗨𝗡𝗖𝗜𝗔 𝗙𝗔𝗟𝗧𝗔 𝗗𝗘 𝗖𝗢𝗠𝗣𝗘𝗡𝗦𝗔ÇÃ𝗢 𝗔𝗢𝗦 𝗙𝗔𝗠𝗜𝗟𝗜𝗔𝗥𝗘𝗦 𝗗𝗢𝗦 𝗠𝗔𝗥𝗜𝗡𝗛𝗘𝗜𝗥𝗢𝗦 𝗠𝗢𝗥𝗧𝗢𝗦 𝗘𝗠 𝟮𝟬𝟮𝟱

Por: Rádio Jovem

O Secretário-regional da organização não governamental, Amigos Irmãos dos Homens do Mar (AIRHOMAR) denunciou que os familiares dos três marinheiros nacionais morto no alto mar ao longo de 2025, até ao momento, não receberam qualquer tipo de indemnização.

Em declarações  esta terça-feira à Rádio Jovem, durante o balanço das atividades da organização referentes ao ano de 2025, o secretário-geral da AIRHOMAR, Januário José Biaguê, classificou a situação como “lamentável” e revelou que os marinheiros faleceram em pleno exercício da atividade marítima, o que, no seu entender, demonstra a fragilidade da proteção social e laboral dos trabalhadores guineenses do setor marítimo.

Durante a mesma entrevista, Januário José Biaguê revelou ainda a existência de um desconto de 18% nos salários à cada marinheiro, alegadamente imposto pelas autoridades marítimas do Senegal, situação que considera abusiva e prejudicial aos rendimentos dos trabalhadores.

Para o secretário-geral da AIRHOMAR, 2025 foi um “ano negativo” para os marinheiros guineenses, marcado por mortes, precariedade laboral, falta de indemnizações e violações dos direitos dos trabalhadores do mar.

Por outro lado, o dirigente apela às autoridades nacionais para uma intervenção urgente junto dos países parceiros e das entidades competentes, no sentido de garantir melhores condições de trabalho, proteção social e respeito pelos direitos dos marinheiros guineenses.

COMUNICADO DO CONSELHO DE MINISTROS: Governo delibera sobre saúde pública, microfinança e procede a novas nomeações

O Conselho de Ministros da Guiné-Bissau reuniu-se esta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, em sessão ordinária, no Salão Nobre General Umaro Sissoco Embaló, do Gabinete do Primeiro-Ministro, em Bissau, sob a presidência do Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té.

No capítulo das Informações Gerais, o Ministro da Economia, Plano e Integração Regional apresentou uma exposição sobre o Relatório Anual de Registo de Empresas e Licenciamento de Atividades Económicas, referente ao ano de 2025.

A Ministra das Pescas e Economia Marítima destacou as consequências negativas do atual processo de fabrico local de farinha e óleo de peixe, à base de sardinela e etmalosa na Guiné-Bissau, tendo igualmente apresentado o Plano Anual de Gestão dos Recursos Halieúticos para o ano de 2026.

Por sua vez, o Ministro da Saúde Pública anunciou o lançamento do projeto de introdução da vacina contra o paludismo na região sanitária de Gabú, com o objetivo de garantir a prevenção e proteção das crianças com idades compreendidas entre os 5 e os 59 meses. O governante prestou ainda esclarecimentos sobre a intenção de implementação do processo de vacinação contra a Hepatite B. Na sequência destas informações, e por razões de ordem técnica, o Conselho de Ministros deliberou a proibição da importação, distribuição e utilização, no território nacional, da referida vacina, por se tratar de um produto em fase experimental/teste, até que sejam reunidas todas as garantias científicas, sanitárias e regulamentares exigidas pelas autoridades competentes.

Na parte Deliberativa, o Conselho de Ministros aprovou a Proposta de Lei relativa à Regulamentação da Microfinança.

No capítulo das Nomeações, foi autorizada, por despacho do Primeiro-Ministro, a movimentação de pessoal dirigente da Administração Pública. No Ministério da Economia, Plano e Integração Regional, Mamadu Ciren Djabi foi nomeado Diretor-Geral da Agência de Poupança e Microcrédito. No Ministério da Administração Territorial e Poder Local, Queba Djaita foi nomeado Diretor-Geral do Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE). Já no Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Nadilé Jean Pereira Lima Banjaqui assumiu o cargo de Diretor-Geral de Viação e Transportes Terrestres.

Em consequência destas nomeações, o Conselho de Ministros deu por finda a comissão de serviço, nos mesmos cargos, dos anteriores titulares.

Bissau, 27 de janeiro de 2026.




Número de baixas na guerra da Ucrânia atingirá 2 milhões em 2026... O total de soldados russos e ucranianos mortos, feridos ou desaparecidos desde o início da guerra na Ucrânia deverá, ao ritmo atual, atingir dois milhões na primavera de 2026, segundo o Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Por LUSA

Um estudo do CSIS divulgado hoje indica que quase 1,2 milhões de soldados russos e cerca de 600.000 soldados ucranianos morreram, ficaram feridos ou estão desaparecidos, desde o início da guerra na Ucrânia, em fevereiro de 2022.

O número total de baixas de ambos os países ronda assim 1,8 milhões, e previsivelmente atingirá os 2 milhões este ano, refere o estudo.

Segundo o CSIS, nenhuma grande potência sofreu um número de baixas ou mortes sequer próximo destes números em qualquer conflito desde a Segunda Guerra Mundial, o que, considera, demonstra o declínio da Rússia como potência.

"Estão a pagar um preço extraordinário por ganhos mínimos", aponta o centro.

Esta última contagem é divulgada após as reuniões entre ucranianos e russos na sexta e no sábado em Abu Dhabi, com mediação norte-americana, para avançar para um acordo que ponha fim ao conflito.

Ambas as partes esperam realizar novas reuniões com este mesmo formato tripartido nos próximos dias.

O estudo do CSIS também assinala uma notável lentidão dos avanços das forças russas no campo de batalha, citando, por exemplo, a ofensiva em Pokrovsk (Donetsk), onde os russos conquistaram território a uma velocidade média de 70 metros por dia.

Desde janeiro de 2024, a Rússia teria conquistado menos de 1,5% do território ucraniano.

O CSIS alerta ainda para uma deterioração sustentada da economia russa, com uma queda da produção industrial e dados de inflação que permanecem elevados.

"A Rússia está a tornar-se numa potência económica de segunda ou terceira categoria", afirma o estudo.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  


Leia Também: Controlo da central de Zaporijia pendente de negociações com Rússia

O ministro ucraniano das Relações Exteriores, Andri Sibiga, esclareceu hoje que, além da questão territorial, o controlo da central nuclear de Zaporijia está pendente nas negociações de paz entre Kyiv e a Rússia.


PM, Ilídio Vieira Té perante delegação de PAIGC: “CASO DE DOMINGOS SIMÕES PEREIRA É DA RESPONSABILIDADE DOS TRIBUNAIS COMPETENTES”

Por  odemocratagb.com

Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, afirmou esta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, que o Alto Comando Militar já ordenou a libertação de todos os prisioneiros sob sua custódia. O governante esclareceu ainda que o caso de Domingos Simões Pereira (DSP) “não está nem esteve sob alçada militar”, sendo “uma matéria da exclusiva responsabilidade dos tribunais competentes”.

A posição foi divulgada em nota do Gabinete de Imprensa do Primeiro-ministro, que relata o encontro realizado na segunda‑feira, 26 de janeiro, entre Ilídio Vieira Té e uma delegação de veteranos do PAIGC, acompanhados de dirigentes de outras formações políticas.

Encontro focado na reconciliação e na estabilidade durante a transição

A reunião, facilitada por Joana Cobde Nhanca, líder do Movimento Social Democrata, teve como propósito promover a paz, a reconciliação nacional e a estabilidade política neste período de transição.

Segundo apurou O Democrata, este foi o segundo encontro entre o Primeiro‑ministro e os veteranos do PAIGC — o primeiro aconteceu a 16 de janeiro — ambos realizados na Prematura, com a presença de diversas personalidades políticas.

Entre os participantes estiveram Joana Cobde Nhanca, Manuel dos Santos (Manecas), Ana Maria Soares e Iaia Maria Turé. Também marcou presença o antigo líder da Resistência da Guiné-Bissau (RGB), Salvador Tchongo, acompanhado por uma pessoa não identificada.

Governo reafirma abertura ao diálogo

De acordo com a nota oficial, o Primeiro-ministro reiterou que todos os líderes políticos têm a responsabilidade de contribuir para o entendimento nacional e para compromissos justos e responsáveis.

Ilídio Vieira Té assegurou a “total disponibilidade do governo para um diálogo construtivo que sirva os interesses nacionais” e informou que transmitirá as preocupações dos veteranos ao Presidente da República de Transição e ao Alto Comando Militar.

O governante apelou ainda à serenidade e advertiu para o impacto negativo das redes sociais na coesão social, sublinhando que “a liberdade de expressão não deve ser confundida com libertinagem”. Criticou igualmente “ataques irresponsáveis” que, segundo afirmou, “apenas denigrem a imagem do país”, destacando sinais de evolução positiva em relação ao passado recente.

Veteranos pedem reconciliação e alertam para impacto político da detenção de DSP

Durante o encontro, o veterano Manuel dos Santos (Manecas) salientou que, embora seja “do PAIGC até à morte”, coloca a Guiné-Bissau acima de qualquer partido. Recordou que as eleições já têm data marcada e pediu o início das atividades políticas “num clima de reconciliação”.

Defendeu ainda a normalização institucional como condição essencial para atrair investimentos e sublinhou que a reconciliação nacional é indispensável ao progresso.

Segundo Manecas, o prolongamento da detenção de Domingos Simões Pereira “deteriora politicamente” a situação do líder do PAIGC.

“A conversa franca é o único caminho”, diz promotora da iniciativa

Joana Cobde Nhanca agradeceu a abertura demonstrada pelo governo e afirmou que a iniciativa resulta do dever histórico dos veteranos de promover o diálogo e evitar a radicalização da juventude.

A seu ver, “o entendimento só é possível através da conversa franca, do reconhecimento dos erros do passado e da necessidade de pôr gelo no coração”.

A veterana Ana Maria Soares apelou à libertação dos detidos, rejeitou qualquer cenário de confronto entre guineenses e reforçou que, havendo culpa formada, cabe exclusivamente aos tribunais julgar.


Leia Também:  PM diz que Simões Pereira continua detido por ordens da Justiça

O primeiro-ministro do governo de transição na Guiné-Bissau afirmou hoje que o opositor Domingos Simões Pereira continua detido por ordens da Justiça e não dos militares autores do golpe de Estado de novembro passado.


Patrice Trovoada nomeado enviado especial da União Africana à Guiné... O antigo primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada, foi nomeado enviado especial da União Africana à Guiné-Bissau para conduzir as negociações para o restabelecimento da ordem constitucional

Por  LUSA 

A nomeação foi comunicada a Patrice Trovoada numa carta assinada pelo presidente da comissão da União Africana, Mahmoud Ali Youssouf, datada de 23 de janeiro e a que a Lusa teve hoje acesso.

Na carta, o presidente da comissão informa Patrice Trovoada de que o nomeou com o propósito de apoiar os esforços da organização para restaurar a ordem constitucional no país africano.

O presidente da comissão escreve que "as qualidades profissionais e pessoais" de Patrice Trovoada dão-lhe "a confiança de que vai exercer o seu mandato eficazmente".

Mahmoud Ali Youssouf deseja ainda ao enviado especial sucesso nesta "importante tarefa" e assegura todo o apoio por parte da União Africana.

A Guiné-Bissau é membro da União Africana, mas está suspensa desde o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, quando os militares tomaram o poder e foi interrompido o processo eleitoral para a escolha de novo Presidente da República e dos deputados da Assembleia Nacional Popular.

O país está a ser governado há dois meses por um Alto-Comando Militar, que nomeou Presidente da República de Transição o general Horta Inta-a.

O parlamento foi substituído por um Conselho Nacional de Transição que aprovou a revisão da Constituição do país atribuindo mais poderes ao Presidente da República.

O Presidente em exercício convocou novas eleições gerais, presidenciais e legislativas, para 06 de dezembro.

As organizações internacionais de que a Guiné-Bissau faz parte têm exigido o regresso à normalidade constitucional com um período curto de transição e um Governo inclusivo em que estejam representadas as diferentes sensibilidades políticas do país.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) já enviou duas missões a Bissau, sem que sejam conhecidos resultados das mesmas.

A Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) anunciou, também, o envio de uma missão ao país lusófono, sem adiantar datas.

A inovação americana está a abrir novas portas no ensino de línguas!... No American Corner Bissau, Yara Baldé, funcionária do Gabinete de Ligação dos EUA, conduziu uma sessão inspiradora sobre «O poder da inteligência artificial (IA) na aprendizagem de línguas».

Os participantes descobriram ferramentas de IA de ponta desenvolvidas por educadores americanos e exploraram formas criativas de melhorar a aprendizagem de línguas. A discussão animada e a participação ativa mostraram o potencial empolgante da IA para professores e alunos locais.

@Representação da Embaixada dos Estados Unidos em Bissau

Governo da Suécia quer permitir penas de prisão a partir dos 13 anos... Violência relacionada com o crime organizado aumentou no país, alimentada por disputas entre gangues que recrutam menores de 15 anos para realizar atentados bombistas e tiroteios.

Por sicnoticias.pt 

O Governo sueco anunciou na segunda-feira que vai apresentar um projeto de lei para reduzir a idade de responsabilidade penal de 15 para 13 anos para crimes graves, abrindo caminho para penas de prisão em certos casos.

Diversas autoridades, incluindo a polícia, funcionários do sistema prisional e procuradores, opõem-se à proposta.

O ministro da Justiça sueco, Gunnar Strommer, defendeu que não se trata de uma "redução geral da idade de responsabilidade criminal".

"Trata-se de reduzi-la para os crimes mais graves, como homicídio, tentativa de homicídio, atentado bombista qualificado, crimes com armas e violação, todos com agravantes", acrescentou Strommer em conferência de imprensa.

A Suécia tem lutado há mais de uma década para conter o aumento da violência relacionada com o crime organizado, alimentada principalmente por disputas entre gangues e lutas pelo controlo do mercado de drogas.

Estas redes estão a recrutar um número crescente de menores de 15 anos para realizar atentados bombistas e tiroteios, que não enfrentam penas de prisão se forem apanhados.

Uma sondagem encomendada pelo Governo em janeiro de 2025 propunha a redução da idade de responsabilidade criminal para os 14 anos.

No entanto, em setembro, o governo anunciou a sua intenção de a reduzir para 13 anos e enviou o projeto de lei a 126 autoridades e organizações para que apresentassem as suas considerações.

A maioria dos inquiridos criticou a proposta ou opôs-se categoricamente à mesma.

A polícia argumentou que a redução da idade de responsabilidade criminal poderia levar ao "envolvimento de crianças muito mais novas do que as atuais em redes criminosas".

Outros salientaram que o sistema prisional não está equipado para lidar com jovens delinquentes e que isso poderia infringir os direitos das crianças.

"Estamos numa situação de emergência. As medidas que tomarmos devem refletir a gravidade da situação", alertou o ministro da Justiça na segunda-feira.

Esta alteração seria introduzida a título temporário, inicialmente por um período limitado de cinco anos, explicou.

O projeto de lei será primeiro submetido ao conselho legislativo sueco, que analisa os projetos de lei que o Governo pretende apresentar.

Strommer prevê que a legislação entre em vigor no verão.

Estudo alerta: Mundo não está preparado para aumento do calor extremo... Quase 3,8 mil milhões de pessoas poderão estar expostas ao calor extremo até 2050, um desafio que afeta sobretudo as regiões tropicais, mas que também terá impacto nas atuais regiões temperadas, que também terão de se adaptar.

Por  LUSA 

Os cientistas, que publicaram as suas descobertas na revista Nature Sustainability, estudaram as consequências de diferentes cenários de aquecimento no número de pessoas que poderão vir a experimentar temperaturas consideradas demasiado altas ou muito baixas no futuro.

De acordo com estas projeções, a população que irá experimentar condições de calor extremo deverá "quase duplicar" até 2050 se as temperaturas globais subirem 2°C acima dos níveis pré-industriais. Isto afetaria 3,79 mil milhões de pessoas, o dobro do número em 2010.

Mas a maior parte dos efeitos deverá ser sentida nesta década, à medida que o mundo se aproxima do limite de aquecimento de 1,5°C, apontou à agência France-Presse (AFP) Jesus Lizana, da Universidade de Oxford, principal autor do estudo.

"A necessidade de adaptação ao calor extremo é mais urgente do que se estimava anteriormente", enfatizou. "Novas infraestruturas precisam de ser construídas nos próximos anos, como sistemas de arrefecimento passivo ou ar condicionado sustentável", acrescentou.

A exposição prolongada ao calor extremo, muitas vezes chamado de "assassino silencioso", pode sobrecarregar a capacidade de adaptação do organismo, causando tonturas, dores de cabeça ou mesmo a morte.

A procura de energia para refrigeração aumentaria drasticamente nos países em desenvolvimento, que enfrentariam as consequências mais graves para a saúde.

Índia, Filipinas e Bangladesh estariam entre os países com maior número de pessoas afetadas.

A alteração mais significativa das temperaturas que exige alguma forma de refrigeração, ar condicionado ou ventoinhas, afetaria os países tropicais e equatoriais, particularmente em África.

Mas o Laos e o Brasil também estão entre as nações mais afetadas, juntamente com a República Centro-Africana, a Nigéria e o Sudão do Sul.

"Os mais desfavorecidos são também os que mais vão sofrer com esta tendência de aumento dos dias quentes", sublinhou Radhika Khosla, coautora do estudo.

Mas os países mais ricos, que atualmente gozam de um clima temperado, "também enfrentam um grande problema - mesmo que muitos deles ainda não se apercebam disso".

Embora o Canadá, a Rússia e a Finlândia possam observar uma diminuição do número de dias que requerem aquecimento, também irão sofrer um aumento, ainda que moderado, do número de dias mais quentes, para os quais não estão preparados.

"Os países ricos não podem simplesmente esperar e assumir que tudo vai correr bem. Em muitos casos, estão perigosamente impreparados para o calor que se avizinha nos próximos anos", alertou Jesus Lizana.

Sismo no noroeste da China obriga mais de 20 mil pessoas a sair de casa preventivamente... As primeiras inspeções após o abalo revelaram o aparecimento de fendas em edifícios, pelo que os residentes em zonas de maior risco foram retirados.

Por sicnoticias.pt 

Mais de 20 mil pessoas foram retiradas na sequência do terramoto de magnitude 5,5 que abalou na segunda-feira a província de Gansu (noroeste da China), apesar de não haver registo de vítimas mortais.

O sismo registou-se na vila de Diebu -- prefeitura autónoma tibetana de Gannan -- às 14:56 (06:56, em Lisboa), a uma profundidade de 10 quilómetros, com epicentro localizado nas coordenadas 34,06 graus de latitude norte e 103,25 graus de longitude este, segundo o Centro de Redes Sismológicas da China.

As primeiras inspeções após o abalo revelaram o aparecimento de fendas em edifícios, pelo que se organizou o realojamento dos residentes em zonas de maior risco enquanto se avalia a extensão completa dos danos, avançaram as autoridades locais citadas pela agência noticiosa oficial Xinhua.

O fornecimento de energia e água, assim como as comunicações, não foi afetado, de acordo com as mesmas fontes.

Para a zona afetada deslocaram-se cerca de 350 elementos de equipas de emergência, resgate e técnicos em prevenção de desastres, enquanto os organismos estatais de gestão de emergências ativaram o nível IV de resposta.

Utilizadores das redes sociais em localidades próximas afirmaram ter sentido o abalo, embora não tenham sido divulgadas imagens de danos significativos.

A província de Gansu, situada no oeste do país, encontra-se numa das zonas sísmicas mais ativas da China, devido à fricção entre as placas tectónicas euro-asiática e indiana, especialmente em áreas próximas aos Himalaias e ao planalto tibetano.

O oeste chinês, que inclui também regiões como Xinjiang, Qinghai e o Tibete, regista frequentemente movimentos sísmicos de magnitude média, embora o impacto costume ser limitado devido à baixa densidade populacional em amplas zonas montanhosas.

Em dezembro de 2023, um forte terramoto de magnitude 6,2 em Gansu e na vizinha província de Qinghai causou mais de 150 mortos e avultados danos materiais, num dos sismos mais mortíferos registados na China nos últimos anos.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Primeiro-ministro sueco defende criação de "NATO europeia"... O primeiro-ministro sueco defendeu a opção de se criar uma NATO europeia, em resposta às dúvidas suscitadas pela intenção declarada dos Estados Unidos de assumirem o controlo da Gronelândia, território semiautónomo da Dinamarca.

Por LUSA 

"Há quem, quando pensa na NATO, pense nos Estados Unidos, mas eu penso Dinamarca, Finlândia, Noruega, nos três Estados bálticos, na Polónia, Alemanha e Reino Unido. Toda a nossa parte do mundo está ligada por uma estreita cooperação no âmbito da NATO. Queremos construir a nossa NATO europeia", afirmou Ulf Kristersson numa entrevista à televisão pública sueca STV, transmitida na noite de domingo.

O chefe do Governo sueco defendeu assim a necessidade de "assumir e reforçar o controlo" da Suécia". 

"Vamos fazê-lo, entre outras formas, através dos países da NATO", indicou, lembrando que a Aliança Atlântica é composta por 32 países aliados. 

"Todos os países aliados estão convencidos de que o Artigo 5, o de 'todos por um e um por todos', continua a ser muito, muito forte. Todos gostaríamos de uns Estados Unidos cujas ações fossem diferentes", acrescentou.

Durante a entrevista, o dirigente escandinavo lembrou que a Suécia tem participado "em todas as discussões, também na Europa, que dizem respeito ao armamento nuclear" - Estocolmo não dispõe dele -, desde que o país aderiu à NATO.

Kristersson não quis avançar pormenores concretos, mas confirmou que estão em curso conversações sobre a capacidade nuclear com as potências nucleares europeias, França e Reino Unido.


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O secretário-geral da NATO considerou hoje que a Europa não se conseguiria defender sem os Estados Unidos, salientando que o desenvolvimento de uma Defesa autónoma no continente necessitaria de um investimento de 10% do PIB por Estado-membro.



Há um massacre em curso no Irão? Em apenas dois dias terão morrido 30 mil pessoas... Sabe-se pouco sobre os protestos no Irão, mas as últimas informações apontam que o número de mortos seja 10 vezes superior ao avançado pelo Governo iraniano. Apesar das restrições na internet, muitos são os vídeos que circulam nas redes sociais.

Por  Sicnoticias.pt

O número de mortos nas manifestações no Irão pode ser 10 vezes superior ao avançado pelo Governo. Em apenas dois dias terão morrido pelo menos 30 mil pessoas na repressão aos protestos. A confirmar-se, este será um dos massacres mais mortais da história.

Cerca de 30 mil pessoas podem ter sido mortas nas ruas do Irão durante os dias 8 e 9 de janeiro, segundo dados avançados pela revista Time, que vão ao encontro dos divulgados pela Iran International, uma página independente ligada à oposição.

Informação que contradiz os dados oficiais divulgados pelo Governo iraniano, que dão conta de 3.100 mortos.

A falta de acesso à informação faz com que seja difícil confirmar estes números. Os relatos são escassos, mas os que surgem são dramáticos. O diretor de um hospital oftalmológico em Teerão diz que só no dia 9 de janeiro foram atendidas cerca de 1.000 pessoas.

Trump tem ameaçado Teerão com uma intervenção desde o início dos protestos, e na semana passada anunciou o envio de uma gigante frota para o país.

Em contrapartida, as autoridades iranianas responderam que estão mais prontas do que nunca para um ataque e colocaram até um cartaz numa praça central de Teerão onde pode ler-se: "Quem semeia ventos, colhe tempestades".

Entretanto, o filho do Presidente do Irão, que é também conselheiro do Governo, pediu o fim das restrições à internet. Yousef Pezeshkian considera que manter o bloqueio vai criar ainda mais insatisfação e diz que a divulgação das imagens que demonstram a violência da repressão é algo que as autoridades iranianas terão de enfrentar mais cedo ou mais tarde.


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O porta-aviões USS Abraham Lincoln chegou ao Médio Oriente, intensificando a presença militar dos Estados Unidos na região face às crescentes tensões com o Irão, confirmou hoje o Comando Central das Forças Armadas norte-americanas (CENTCOM).


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Os Emirados Árabes Unidos (EAU) não permitirão que futuros ataques contra o Irão sejam lançados a partir do seu território, declarou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Abu Dhabi.


Hamas denuncia escalada de bombardeamentos e ações israelitas... O movimento radical palestiniano Hamas, autor dos ataques de 07 de outubro de 2023, em Israel, denunciou hoje que o exército israelita intensificou os bombardeamentos e incursões militares na Faixa de Gaza, apesar do cessar-fogo em vigor.

Por LUSA 

Apesar do cessar-fogo acordado entre as partes e em vigor desde 10 de outubro de 2025, sob o patrocínio de Estados Unidos da América, Egito, Qatar, Turquia e Arábia Saudita, o grupo armado palestiniano reclama que Israel viola constantemente a trégua, "deixando centenas de mártires e milhares de feridos devido aos ataques aéreos e de artilharia, demolições e disparos".

"A ocupação continua a guerra e o assédio apesar das reuniões e conversações sobre a paz, o [futuro] Conselho, as mediações, os encontros. Não parou o derramamento de sangue do nosso povo em Gaza nem a destruição do que resta, numa operação de limpeza étnica à vista de todo o mundo", disse o porta-voz do Hamas, Hazem Qasem.

O mesmo responsável palestiniano acrescentou que os ataques israelitas acontecem no meio de uma onda de frio extremo no enclave -- que já fez também dezenas de mortos -, pois existem restrições à entrada de ajuda humanitária.

O que para o Hamas são violações do cessar-fogo para Israel são ações específicas dirigidas a alvos "terroristas", que implicam a "ameaça" às suas tropas, estacionadas na denominada "linha amarela", em cerca de 53% daquele território palestiniano.

O Hamas condenou recentemente a inclusão do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, no Conselho da Paz, promovido pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e que integra mais de 50 chefes de Estado ou de Governo de todo o mundo.

O acordo de cessar-fogo em vigor desde 10 de outubro entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza constituiu a primeira fase do plano de paz proposto pelo Presidente norte-americano.

Esta fase da trégua envolveu a retirada parcial do exército israelita para a denominada "linha amarela" demarcada pelos Estados Unidos, linha divisória entre Israel e a Faixa de Gaza, a libertação de 20 reféns vivos em posse do Hamas e de 1.968 prisioneiros palestinianos.

O cessar-fogo visa pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, desencadeada pelo ataque de 07 de outubro de 2023 do Hamas a Israel, no qual cerca de 1.200 pessoas foram mortas e 251 sequestradas.

No entanto, desde 10 de outubro de 2025, mais de 466 palestinianos foram mortos por fogo israelita na Faixa de Gaza, segundo as autoridades locais, e a segunda fase do plano, agora em curso, continua a ser marcada por mortes quase diárias de palestinianos em ataques israelitas.

A retaliação de Israel ao ataque de 2023 do Hamas fez, até agora, em Gaza, mais de 71.500 mortos - entre os quais mais de 20.000 crianças - e mais de 172.000 feridos, na maioria civis, segundo números atualizados (com as vítimas das violações do cessar-fogo por Israel) pelas autoridades locais, que a ONU considera fidedignos.

Detenção de Simões Pereira na Guiné-Bissau é "ilegalidade"... O economista guineense Carlos Lopes classificou hoje a detenção do opositor Domingos Simões Pereira e outros, na Guiné-Bissau, como uma ilegalidade que deve ser contestada em qualquer fórum internacional.

Por LUSA 

"Penso que a prisão de Domingos Simões Pereira e de outros se trata de uma ilegalidade, tem de ser posta em causa em qualquer fórum internacional e espero que a libertação dele e dos outros presos políticos na Guiné-Bissau ocorra o mais depressa possível", referiu à Lusa, na cidade da Praia, Cabo Verde.

Segundo referiu, tal prisão trata-se de "uma afronta moral, por se tratar não só de uma ilegalidade, mas também de uma privação de liberdade" sem justificação, "nem a nível oficial".

Carlos Lopes recordou que participou com Simões Pereira no projeto Terra Ranka, apresentado à comunidade internacional, demonstrando que "havia grande possibilidade de mobilização de recursos para desenvolver a Guiné-Bissau", mas que "infelizmente não pôde ser levado a cabo".

Agraciado, hoje, com o prémio Amílcar Cabral pela Universidade de Cabo Verde (UniCV), o economista foi questionado pela plateia e referiu que a Guiné-Bissau é um de "16 países africanos que organizaram eleições nos últimos três anos excluindo os opositores".

A Guiné-Bissau espelha também outra tendência: "um crescimento muito alto e, muitas vezes, em países que são extremamente mal governados. E é o caso da Guiné-Bissau. Temos um crescimento que anda à volta dos 4% por ano", com acesso a crédito através do Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO), que o Estado pode transformar "em viagens privadas de um Presidente. E o PIB cresce". 

"O crescimento é baseado pura e simplesmente num consumo que não tem nada de transformador", explicou.

"O Governo da Guiné-Bissau tem uma qualidade tão medíocre, é de uma afronta a todos os princípios institucionais básicos que não merece muita consideração", acrescentou, lamentando a falta de atenção dada ao seu país na arena global.

África é rica em juventude, mas, segundo Carlos Lopes, são jovens que dão prioridade a objetivos imediatos, algo que pode ser aproveitado por derivas autoritárias, porque, fazer política "para longo prazo, concebida com racionalidade, não mobiliza os jovens" como aquilo que desejam imediatamente.

O economista guineense, antigo secretário executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), foi uma das mais recentes vozes a pedir a libertação de Domingos Simões Pereira.

Na sexta-feira, o Presidente angolano, João Lourenço, exigiu a "libertação incondicional" do presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), detido na sequência do golpe militar de 26 de novembro de 2025, na Guiné-Bissau, um dia antes da divulgação dos resultados eleitorais das eleições de 23 de novembro.

Também na última semana, o Presidente cabo-verdiano, José Maria Neves, apelou à liberdade para os presos políticos na Guiné-Bissau, "sobretudo de Domingos Simões Pereira", defendendo diálogo para garantir a democracia.

Os militares têm respondido, classificando os apelos como "ingerências externas" nas questões políticas guineenses.

Simões Pereira está detido e incomunicável desde o dia do golpe, sem acusação formada.


Leia Também: África pode contribuir para multilateralismo diferente na atual rutura

O economista guineense Carlos Lopes disse hoje na cidade da Praia, Cabo Verde, que África pode contribuir ativamente para construir um multilateralismo diferente do que aquele que historicamente penalizou o continente, perante a atual rutura da ordem internacional.


Leia Também: O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e das Comunidades, João Bernardo Vieira, recebeu em audiência a Coordenadora Residente das Nações Unidas na Guiné-Bissau, Geneviève Boutin.

O encontro que contou com a presença da Secretária de Estado da Cooperação Internacional e das Comunidades, Fatumata Jau, serviu para o Chefe da Diplomacia e a Coordenadora Residente das Nações Unidas avaliarem a situação dos projetos em curso no país, financiados pela organização