quarta-feira, 6 de maio de 2026

Guiné-Bissau aposta no futuro digital dos jovens: Governo e Telecel criam Comité de Cooperação para formar 4 mil jovens na área digital

Com  Ministério dos Transportes e Comunicações

Hoje, 6 de maio, o Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital acolheu a cerimónia de assinatura do Despacho Conjunto que cria o Comité de Coordenação e Acompanhamento da Plataforma STARTOCODE.

Este é mais um passo decisivo após a assinatura do Memorando de Entendimento com o Grupo Telecel, que prevê a formação de 4.000 jovens guineenses em áreas como programação, ciência de dados e computação na nuvem.

💬 “Estamos a criar a estrutura que vai pôr este compromisso em prática.”

O Comité reúne cinco ministérios e parceiros estratégicos, com a missão de garantir a implementação eficaz do programa.

  • ✔️ Formação anual de 1.000 jovens
  • ✔️ Mínimo de 40% de participação feminina e pessoas com deficiência
  • ✔️ Promoção da inclusão e da transformação digital

💬 “A transformação digital da Guiné-Bissau será inclusiva ou não será.”

Com esta iniciativa, o Governo reforça o seu compromisso com a juventude, a inovação e o desenvolvimento do país.

#STARTOCODE #TransformaçãoDigital #Juventude #GuinéBissau #Inovação 

O jornalista Paulo Nanque foi a enterrar ontem, na sua terra natal em Prábis, região de Biombo, com forte presença de familiares, colegas e autoridades. A Diretora da TGB agradeceu o apoio do ex-Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, destacando o gesto de solidariedade à classe jornalística. Paulo Nanque faleceu no domingo, 3 de maio.

CINCO DÉCADAS DEPOIS: PORTUGAL RECONHECE DIREITOS DOS EX-COMANDOS AFRICANOS

Por: Aguinaldo Ampa   JORNAL ODEMOCRATA  06/05/2026  

O presidente da Associação dos Antigos Combatentes Portugueses da Guiné-Bissau, Amadu Djau, reagiu com satisfação, na terça-feira, 5 de maio de 2026, ao anúncio do Estado português sobre a aprovação da lei que prevê a atribuição da nacionalidade, pensão de sangue, invalidez e reforma aos antigos combatentes guineenses que lutaram ao lado de Portugal durante a luta de libertação nacional.

Em entrevista telefónica à Rádio Popular, a partir de Portugal, para comentar a proposta de alteração da Lei da Nacionalidade, promulgada no domingo, 3 de maio, pelo chefe de Estado português, António José Seguro, Amadu Djau afirmou que Portugal vai atribuir a nacionalidade originária a todos os antigos combatentes portugueses que serviram o país naquele período.

Segundo avançou, o diploma abrange igualmente os antigos combatentes oriundos de todos os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

“Este é o resultado dos contactos que mantivemos com o deputado do Chega, Manuel Berlinguer, que levou as nossas preocupações junto das autoridades portuguesas. Informámos ao deputado que os antigos combatentes guineenses que lutaram a favor de Portugal merecem um tratamento digno. Hoje, podemos agradecer a aprovação e promulgação da atribuição da nacionalidade aos antigos combatentes portugueses na Guiné-Bissau, que vinham a sofrer há vários anos”, sublinhou.

O responsável informou ainda que ficou determinado que todos os antigos combatentes que prestaram serviço militar a Portugal podem requerer não apenas a nacionalidade, mas também pensão de sangue, invalidez e reforma, conforme previsto no Estatuto n.º 46/2020, que define os direitos dos antigos combatentes portugueses, nomeadamente os que foram atingidos por bala ou que prestaram serviço militar efetivo.

Amadu Djau acrescentou que, no dia 7 de maio, teria um encontro de parceria com a Associação dos Antigos Combatentes Portugueses, na cidade do Porto. Esta entidade passará a gerir os processos provenientes da Guiné-Bissau, incluindo a tramitação no Registo Central, bem como os processos relacionados com o pagamento de pensão de sangue, invalidez e reforma junto do Ministério da Defesa português.

“Foram 50 anos de sacrifício e de muita luta para que nos fossem devolvidos a nacionalidade portuguesa e o direito às pensões. Ainda assim, nunca desistimos. Quando o novo Presidente da República de Portugal tomou posse, enviámos uma carta à Presidência. Tivemos eco da situação de abandono vivida pelos antigos combatentes portugueses e, hoje, conseguimos concretizar um sonho de muitos anos”, realçou.

O presidente da Associação dos Antigos Combatentes Portugueses da Guiné-Bissau acrescentou que a nacionalidade a ser atribuída será de carácter originário e extensiva aos filhos e netos dos antigos combatentes.

SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE: Japão e PNUD apoiam processo eleitoral de São Tomé com 851 mil euros... O Governo do Japão e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) assinaram hoje um acordo de financiamento de um milhão de dólares (851 mil euros) para reforçar o processo eleitoral no arquipélago com maior inclusão e transparência.

© Lusa   noticiasaominuto.com  06/05/2026 

Segundo o embaixador do Japão, Ando Yoshio, o projeto "visa contribuir para eleições inclusivas, transparentes e pacíficas", assegurando que cada cidadão participe na vida democrática "com confiança, dignidade e liberdade".

"É com este espírito que o projeto dedicará uma atenção especial à inclusão, nomeadamente das mulheres, dos jovens e das pessoas com deficiência, bem como ao reforço da confiança no processo eleitoral", declarou Ando Yoshio.

Segundo o diplomata japonês, adicionalmente o Japão "decidiu conceder um apoio complementar através do Fundo de Contrapartida, no valor de 34 milhões de dobras (28.933 euros)" para sustentar os esforços nacionais ligados "à atualização do recenseamento eleitoral e à organização das eleições previstas para este ano".

O representante do PNUD, Luc Gnonlonfoun, sublinhou que o acordo "reflete uma parceria forte e estratégica entre o Japão e o PNUD, baseada em valores partilhados como a promoção da democracia, da boa governação, da transparência e da participação cidadã".

"Constitui uma contribuição concreta para o reforço das instituições democráticas e para a consolidação da confiança do público nos processos eleitorais", declarou o representante do PNUD em São Tomé e Príncipe, reforçando que a "iniciativa está plenamente alinhada com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável".

O PNUD reafirmou o seu compromisso de implementar o projeto "com rigor técnico e transparência", em estreita coordenação com o Governo de São Tomé e Príncipe, o Governo do Japão e todos os parceiros envolvidos, de forma a garantir resultados concretos e duradouros".

O presidente da Assembleia Nacional, Abnildo D'Oliveira, saudou a parceria entre as duas instituições a assegurou que a classe política tudo fará para que as eleições deste ano decorram num clima pacífico como nos anos anteriores.

"Não é a primeira vez que vamos realizar eleições. Acredito que, à nossa boa maneira santomense, pese embora o digladiar das diferentes forças políticas, o clima de paz vai reinar entre a classe política e teremos eleições pacíficas", disse Abnildo D'Oliveira.

São Tomé e Príncipe terá eleições presidenciais em 19 de julho e legislativas, autárquicas e regional em 27 de setembro.

Pela primeira vez o país vai implementar o recenseamento eleitoral automático na base dos dados do registo civil, no âmbito do Projeto de Reforma do Sistema Eleitoral (Prese) financiado pela União Europeia.


Leia Também: Missão de 100 observadores da CEDEAO acompanham eleições em Cabo Verde

Uma missão de 100 observadores da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) vai acompanhar as eleições legislativas de 17 de maio em Cabo Verde, para monitorizar todas as fases do processo.

Irão pronto para retomar campanha militar "ampla e poderosa"... O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelitas, tenente-general Eyal Zamir, afirmou hoje que Israel está preparado para retomar uma campanha militar "ampla e poderosa" contra o Irão.

© Getty Images/Mohammed HUWAIS / AFP   Por  LUSA   06/05/2026 

"Temos uma oportunidade histórica de mudar a realidade regional nesta operação em múltiplas frentes", assegurou Zamir durante uma visita a tropas israelitas destacadas perto de Jiam, no sul do Líbano, território ocupado pelo exército israelita desde março.

Israel continua a coordenar-se com os Estados Unidos e mantém "uma série adicional de alvos" preparados para serem atingidos em território iraniano, acrescentou.

"No Irão, temos uma série adicional de alvos prontos a serem atacados. Estamos em alerta máximo para retomar uma campanha ampla e poderosa que nos vai permitir consolidar os nossos ganhos e enfraquecer ainda mais o regime iraniano", disse Zamir.

As declarações surgiram no mesmo dia em que o exército israelita emitiu novas ordens de evacuação para 12 localidades do sul do Líbano, a norte do rio Litani, expandindo a área abrangida pelas operações militares israelitas.

Apesar do cessar-fogo acordado entre Israel e o Líbano, em vigor desde 16 de abril sem a participação do movimento libanês pró-iraniano Hezbollah, Israel continuou a realizar ataques diários em território libanês e a demolir edifícios nas zonas sob ocupação militar.

O Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão em 02 de março, ao disparar foguetes contra alvos israelitas para vingar a morte do ex-líder iraniano Ali Khamenei.

Jiam, onde Zamir discursou perante militares israelitas, situa-se a norte do rio Litani, fora da faixa fronteiriça onde anteriormente se concentravam as operações terrestres israelitas.

Fontes diplomáticas regionais disseram esperar que a atual trégua seja prolongada pelo menos até meados deste mês, embora ainda não tenham começado negociações formais para um acordo duradouro.

O Governo libanês tem recusado acolher qualquer encontro entre dirigentes dos dois países enquanto persistirem a ocupação de território libanês por forças israelitas e os bombardeamentos contínuos no sul do país.

As declarações de Zamir refletem a manutenção de um clima de elevada tensão regional, após meses de confrontos envolvendo Israel, Hezbollah e forças apoiadas pelo Irão em vários pontos do Médio Oriente.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançcaram uma ofensiva contra o Irão, que retaliou com ataques contra alvos israelitas, bases norte-americanas na região e infraestruturas civis e energéticas em países vizinhos. Teerão bloqueou também o estreito de Ormuz, via marítima estratégica, abalando a economia global.


Trump ameaça intensificar bombardeamentos se Teerão não chegar a acordo... O presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje bombardear o Irão com "uma intensidade muito maior do que antes" caso os líderes iranianos não cheguem a um acordo com os Estados Unidos.

© Lusa    06/05/2026 

"Se o Irão aceitar ceder o que foi proposto, o que talvez seja uma suposição significativa, a já lendária operação 'Fúria Épica' será encerrada", escreveu Trump nas redes sociais.

"Se não houver acordo [para reabertura do estreito de Ormuz], o bombardeamento começará e, infelizmente, será a uma escala e com uma intensidade muito maiores do que antes", acrescentou.

Segundo Trump, a guerra com o Irão poderá terminar em breve e os envios de petróleo e gás natural poderão ser retomados se o Irão aceitar um alegado acordo que não explicou.

Donald Trump tem dito repetidamente que tem todo o tempo do mundo em relação ao Irão e também indicou recentemente ao Congresso que a operação ofensiva 'Fúria Épica' lançada a 28 de fevereiro, tinha terminado.

O Presidente norte-americano e a sua administração procuram uma saída para este conflito, que é impopular entre o público e está a aumentar os preços da gasolina e dos fertilizantes, entre outros materiais.

De acordo com uma notícia publicada hoje pelo portal de notícias Axios, "dois responsáveis norte-americanos e duas outras fontes familiarizadas com o assunto" relataram a existência de "um memorando de entendimento de uma página com o objetivo de pôr fim à guerra e estabelecer uma estrutura para negociações nucleares mais detalhadas".

Segundo o portal, os Estados Unidos estariam à espera de uma resposta de Teerão nas próximas 48 horas.

"O acordo prevê que o Irão se comprometa com uma moratória no enriquecimento nuclear, os Estados Unidos concordem em levantar as suas sanções e libertar milhares de milhões de dólares em fundos iranianos congelados, e ambas as partes suspendam as restrições ao trânsito no estreito de Ormuz", avançou o portal de notícias.

Trump anunciou, na terça-feira à noite, o fim da operação 'Projeto Liberdade', que visava permitir a passagem pelo estreito de Ormuz de centenas de navios retidos no Golfo Pérsico.

A decisão abrupta foi justificada com a vontade de incentivar uma solução diplomática.

Desde o início da guerra travada pelos Estados Unidos e por Israel contra a República Islâmica do Irão - que já provocou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano - que Teerão bloqueou o estreito de Ormuz, abalando a economia global.

Os Estados Unidos e o Irão já estavam num processo de diálogo mediado pelo Paquistão, para tentar chegar a um acordo para o conflito, mas as divergências entre os dois países têm impedido uma segunda reunião em Islamabad, cidade que acolheu o primeiro encontro presencial após o acordo de cessar-fogo, prorrogado indefinidamente por Trump.

ANAPROMED INICIA RECENSEAMENTO E EXPÕE IRREGULARIDADES NO PAGAMENTO DE AUXILIARES

Por: Natcha Mário M’bundé   JORNAL ODEMOCRATA  06/05/2026  

O presidente da Associação Nacional de Proteção dos Trabalhadores Domésticos (ANAPROMED), Sene Bacai Cassamá, denunciou a existência de cerca de 50 pessoas “desconhecidas” que estariam a receber salários pagos com fundos do Tesouro Público, sem exercerem funções como auxiliares nas escolas públicas da Guiné-Bissau.

A denúncia foi feita esta quarta-feira, 6 de maio de 2026, no âmbito do arranque do processo de recenseamento dos auxiliares de serviços gerais — pessoal de limpeza, jardineiros e guardas — ligados à administração pública. O recenseamento decorre a nível nacional e terá a duração de 14 dias.

Em declarações à imprensa, Cassamá afirmou que a iniciativa visa criar um banco de dados fiável dos trabalhadores da limpeza e serviços gerais, tendo em vista a sua efetivação e regularização salarial.

“Os que realmente trabalham não constam do sistema. Por essa razão, decidimos avançar com o recenseamento dos associados para dispormos de um banco de dados credível, que permita a efetivação dos trabalhadores da limpeza. O recenseamento começou hoje e vai durar 14 dias. No próximo mês, o Governo começará a pagar atempadamente aos trabalhadores da limpeza”, assegurou.

O líder da ANAPROMED denunciou ainda que, nos últimos tempos, tem-se registado a inclusão de um número significativo de pessoas no sistema salarial por iniciativa de diretores de escolas, com salários definidos, mas que não desempenham qualquer função.

“A ANAPROMED identificou mais de 40 nomes de supostos auxiliares de serviços gerais nas escolas públicas que não são trabalhadores da limpeza nem seguranças”, indicou.

Segundo Sene Bacai Cassamá, a percentagem de receitas geridas localmente pelas escolas públicas, anteriormente fixada em 50%, será reduzida para 20%, sendo o remanescente canalizado para o Tesouro Público. A medida visa evitar dívidas acumuladas pelas direções das escolas para com os auxiliares de serviços gerais.

O dirigente explicou ainda que foram criadas equipas de recenseamento em todas as regiões do país, estando cada coordenador regional responsável pela execução do processo. Apenas o Setor Autónomo de Bissau e a região de Biombo ficarão sob a responsabilidade direta da direção nacional da ANAPROMED.

Cassamá sublinhou que um dos principais problemas enfrentados pelos auxiliares de serviços gerais é o atraso no pagamento dos salários.

“O recenseamento vai beneficiar os trabalhadores da limpeza, pode resultar em aumento salarial, redução do tempo de espera e diminuição dos atrasos salariais. As constantes mudanças de diretores nas escolas públicas estão muitas vezes ligadas ao não pagamento desses trabalhadores”, revelou.

Por sua vez, Bubacar Manó, representante da ministra da Administração Pública no evento, afirmou que não é possível fixar um salário mínimo enquanto existirem pessoas que recebem sem trabalhar, lembrando que cerca de 80% das receitas do Estado são destinadas ao pagamento de salários.

Manó apelou à forte participação dos auxiliares de serviços gerais no recenseamento, considerando-o uma oportunidade para melhorar as suas condições de vida.

“Não se esqueçam de tratar do vosso Número de Identificação Fiscal (NIF), pois não é possível recorrer a empréstimos sem NIF. Devem também exigir às vossas entidades empregadoras a inscrição na Segurança Social, para salvaguardar o direito à reforma”, aconselhou.

COREIA DO SUL: Juiz que agravou sentença da ex-primeira-dama da Coreia do Sul encontrado morto... A polícia da Coreia do Sul anunciou hoje que foi encontrado morto o juiz que agravou a pena de prisão da ex-primeira-dama Kim Keon-hee, de 20 meses para quatro anos.

© Getty Images     Por LUSA   06/05/2026 

Shin Jong-o foi "encontrado inconsciente por volta da 01h00 da manhã [17h00 de terça-feira em Lisboa] nas instalações no Tribunal Superior de Seul", disse à agência de notícias France-Presse um oficial da polícia. 

O magistrado foi levado para o hospital, onde foi declarado morto, acrescentou o investigador, sublinhando que "não há indícios de que tenha sido um ato criminoso".

No entanto, o dirigente da esquadra de Seocho, um distrito da capital, negou que Shin tenha deixado uma carta de suicídio, algo avançado pela imprensa sul-coreana.

Em 28 de abril, o juiz condenou Kim Keon-hee a quatro anos de prisão, aumentando a pena inicial de 20 meses por corrupção, e impôs uma multa de 50 milhões de won (cerca de 29 mil euros).

O Tribunal Superior de Seul anulou a absolvição inicial da acusação de manipulação de ações.

Durante a leitura da sentença, que foi transmitida em direto pela televisão sul-coreana, Shin Jong-o declarou que Kim Keon Hee "não admitiu a sua culpa e, em vez disso, recorreu repetidamente a desculpas".

Kim, de 53 anos, é casada com o ex-chefe de Estado Yoon Suk-yeol, que desempenhou funções entre 2022 e 2025.

Em agosto de 2025, a ex-primeira-dama foi acusada de corrupção, suborno e fraudes no mercado bolsista, incluindo manipulação de preços de ações, assim como de influenciar indevidamente as listas de candidatos do Partido do Poder Popular.

Em dezembro de 2024, Yoon Suk-yeol declarou a lei marcial para alegadamente combater elementos "pró-Coreia do Norte" no parlamento, medida que revogou poucas horas depois.

Yoon foi destituído do cargo em abril de 2025 e, em fevereiro passado, o Tribunal Distrital Central de Seul considerou o ex-chefe de Estado culpado de liderar uma insurreição e condenou-o a prisão perpétua.


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A Coreia do Norte suprimiu da sua Constituição referências à reunificação com a Coreia do Sul, segundo fontes sul-coreanas, refletindo uma linha mais hostil em relação a Seul.

Cinco civis russos morreram em ataque ucraniano contra a Crimeia... Cinco cidadãos russos foram hoje vítimas de um ataque ucraniano contra a Península da Crimeia, anexada pela Rússia, disse hoje o líder regional Sergei Aksyonov.

© Getty Images   Por LUSA  06/05/2026 

O responsável russo disse que o ataque ucraniano com um aparelho aéreo não tripulado (drone) teve como alvo a zona de Dzhankoi, Península da Crimeia, tendo provocado a morte de cinco civis russos.

Numa mensagem difundida através das redes sociais, Sergei Aksyonov disse que foram enviadas equipas de socorro para o local e apelou à calma.

Embora o ataque ucraniano tenha ocorrido após a implementação do cessar-fogo proposto por Kyiv, as autoridades locais russas anunciavam algumas horas antes que as defesas aéreas estavam a repelir drones da Ucrânia.

Entretanto, o Governo de Kyiv acusou Moscovo de "violar" o cessar-fogo unilateral com 108 drones e três mísseis.

O cessar-fogo foi proposto por Kyiv, mas Moscovo não respondeu oficialmente à proposta.

A Força Aérea Ucraniana que forneceu atualizações sobre a entrada de mísseis e drones russos no espaço aéreo ucraniano, reportou disparos de bombas em áreas próximas das linhas da frente e o lançamento de "alguns drones" contra regiões no nordeste, sudeste e sul da Ucrânia.

O Presidente Volodymyr Zelensky tinha proposto uma trégua por tempo indeterminado a partir da última noite em resposta à declaração de Moscovo sobre um cessar-fogo temporário para sábado (09 de maio), data em que se assinala "a vitória soviética sobre a Alemanha nazi", em 1945.

Dos 108 drones, 89 foram neutralizados pelas defesas aéreas ucranianas em várias regiões do norte e leste da Ucrânia.

Os três mísseis russos - dois balísticos e um guiado por ar - não puderam ser intercetados e, tal como nove dos drones, atingiram oito locais na Ucrânia, que a Força Aérea não especificou.

De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, 27 civis ucranianos foram mortos na terça-feira em vários ataques russos, que fizeram também mais de 120 feridos.

A Rússia ainda não respondeu à oferta de cessar-fogo da Ucrânia.


Leia Também: Kyiv diz ter atacado três navios militares russos e aeródromo na Crimeia

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) disse hoje ter atacado três navios militares russos e outros alvos importantes na base naval russa e no aeródromo militar na cidade de Sebastopol, na península ocupada da Crimeia.

"Ucrânia tem agora a força de combate número dois ou três do planeta"... O CEO da empresa de defesa ucraniana UForce, Oleg Rogynskyy, disse terça-feira que a Ucrânia se tornou numa das maiores potências de combate do mundo e que as tecnologias de defesa estão a operar mudanças dramáticas no país.

© Reuters   Por LUSA   06/05/2026 

"É indiscutível que a Ucrânia tem agora a força de combate número dois ou três do planeta a nível de experiência, eficiência, de dados recolhidos no campo de batalha e velocidade de inovação", afirmou o executivo, num painel sobre o futuro da Ucrânia durante a Milken Global Conference, em Los Angeles.  

Rogynskyy apontou para as "mudanças dramáticas" que aconteceram no mercado ucraniano no último ano e meio, com o desenvolvimento de tecnologias de ponta como sistemas táticos de curto alcance, drones especializados e sistemas de defesa aérea. 

"A Ucrânia está a livrar-se de qualquer influência que terceiros possam exercer e percebeu que só pode contar consigo própria", declarou. O executivo disse que o país terá uma cadeia de abastecimento de combate independente nos próximos nove meses. 

"A tecnologia de defesa é um ponto muito promissor no horizonte ucraniano", considerou, referindo que pelo menos dez empresas ligadas ao setor cresceram de zero a milhões de euros em dois a três anos. 

A sua empresa, UForce, foi mesmo o primeiro unicórnio de tecnologia de defesa da Ucrânia e a economia do país está a crescer alavancada na expansão deste setor, com grande aumento da produção e inovação. A expectativa para 2026 é de um crescimento de 2% do Produto Interno Bruto, sendo que o país está a exportar tecnologia de defesa. 

Oleg Rogynskyy disse que a Ucrânia está entre os países que mais investe em armamento neste momento e que a estratégia mais adequada neste momento é financiar o país para ajudar na resistência. 

Esse financiamento, defendeu Panos Stergiou do Deutsche Bank, deverá ser estruturado através de parcerias público-privadas, sendo que há "muito interesse". 

Stergiou referiu que as exportações estão a subir mas que os segmentos de transportes, energia e habitação continuam sob pressão, e que os europeus sabem que terão de apoiar a reconstrução. O custo poderá ser superior a 500 mil milhões de euros.

"O futuro da Ucrânia e da Europa está ligado", afirmou. 

Este painel contou ainda com o ex-secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, que sublinhou a importância de manter a relação transatlântica e vencer a Rússia. Também a responsável pelo Fórum da Ucrânia na Chatham House, Orysia Lutsevych, falou da robustez demonstrada pela economia e pelo povo ucraniano. E Iam Bremmer, presidente da Gzero Media, salientou a resiliência do país. 

"A história da Ucrânia tem sido uma história de coragem e resiliência, inovação na defesa e tecnologia", apontou. "A capacidade da Ucrânia de responder e não precisar do dinheiro dos impostos norte-americanos é uma história impressionante e inspiradora". 

A Milken Global Conference decorre até 06 de maio em Beverly Hills, Los Angeles, com chefes de estado, representantes diplomáticos, empresários e investidores de todo o mundo.


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O chefe militar da região de Zaporijia, Ivan Fedorov, relatou hoje um ataque russo contra instalações industriais da região, enquanto a Ucrânia anunciou que, desde a meia-noite, está a cumprir um cessar-fogo unilateral.

Trump suspende operação de escolta de navios no estreito de Ormuz... O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na terça-feira a suspensão da operação dos EUA para escoltar navios através do estreito de Ormuz, em vigor há apenas um dia, numa iniciativa para chegar a um acordo com o Irão.

© Getty Images     Por LUSA   06/05/2026 

"O Projeto Liberdade (a operação norte-americana para permitir a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz) será suspenso por um curto período para verificar se o acordo pode ser finalizado e assinado", escreveu o Presidente norte-americano na sua rede social, Truth Social.

O republicano indicou que tomou a decisão com base no "pedido do Paquistão e de outros países", no "enorme sucesso militar" obtido pelos EUA na guerra com o Irão e no "grande progresso alcançado rumo a um acordo completo e definitivo com os representantes do Irão".

Trump acrescentou ainda que o bloqueio norte-americano do estreito permanecerá em vigor.

Israel e os Estados Unidos lançaram em 28 de fevereiro ataques contra alvos em todo o Irão, com o anunciado objetivo de atingir o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irão e incitando a uma mudança de regime em Teerão.

Teerão respondeu com ataques contra os países vizinhos, tendo como alvos instalações de petróleo e gás e outros alvos civis, e desde o início do conflito que Teerão reivindica controlo do estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio mundial de combustíveis fósseis, levando à escalada do preço dos combustíveis nos mercados internacionais.

Em 07 de abril, as duas partes acordaram um cessar-fogo de duas semanas, prolongado desde então.

Enquanto Washington realiza uma operação para retirar do Golfo navios retidos, a Guarda Revolucionária iraniana prometeu hoje uma "resposta firme" aos navios que tentem atravessar o Estreito de Ormuz por qualquer trajeto que não o definido.

Por sua vez, os Estados Unidos ameaçaram hoje retomar "grandes operações de combate" para obrigar o Irão a recuar se este decidisse retaliar contra a sua operação no estreito de Ormuz, após confrontos no mar e de novos ataques atribuídos a Teerão aos Emirados Árabes Unidos.

terça-feira, 5 de maio de 2026

DIVULGADOS RESULTADOS DO RECRUTAMENTO DE AGENTES DE TERRENO PARA ENUMERAÇÃO PRINCIPAL.

Novo chefe da Força Aérea israelita declara prontidão para retomar ataques... O novo chefe da Força Aérea de Israel avisou hoje que o seu país está pronto para retomar os ataques contra o Irão "se necessário", numa fase em que o conflito no Golfo atravessa um cessar-fogo precário.

© Reuters    Por  LUSA    05/05/2026 

"Estamos a acompanhar de perto o que está a acontecer no Irão e preparados para deslocar toda a Força Aérea para leste, se necessário", disse Omer Tischler, durante a sua tomada de posse, em substituição de Tomer Bar.

O novo chefe militar advertiu que a Força Aérea continuará a agir de forma "decisiva, poderosa e responsável em todo o lado, contra qualquer ameaça e qualquer inimigo", quando, além do Irão, também o conflito no Líbano está sujeito a um cessar-fogo, desde meados de abril, embora os confrontos com o grupo xiita Hezbollah prossigam.

"Neste momento, estamos a sobrevoar o Líbano, atacando o Hezbollah", acrescentou Tischler a propósito do grupo libanês apoiado pelo Irão e que não reconhece as negociações entre o Governo de Beirute e Israel.

No mesmo sentido, o comandante das forças armadas, Eyal Zamir, afirmou durante a cerimónia que os militares israelitas "mantêm um elevado nível de prontidão" caso o Irão retome os seus ataques contra Israel durante a atual escalada de tensão em pleno cessar-fogo.

"As nossas forças estão mobilizadas em todos os setores, combatendo e preparadas para entrar em ação imediatamente em qualquer cenário, de perto ou de longe", declarou Zamir.

Nascido em 1975 no norte de Israel, Omer Tischler, um antigo piloto de caças, já estava no topo da hierarquia da Força Aérea desde setembro de 2023, um mês antes dos ataques do grupo islamita palestiniano Hamas, que, em 07 de outubro daquele ano, desencadearam a guerra na Faixa de Gaza e também o reacendimento do conflito no Líbano.

O conflito no enclave palestiniano encontra-se sob um cessar-fogo desde outubro do ano passado, mas as partes ainda não avançaram para a etapa seguinte de um acordo de paz.

Na cerimónia de hoje na Base Aérea de Tel Nof, o chefe da Força Aérea cessante pediu uma investigação externa aos ataques de 07 de outubro em solo israelita como condição essencial "para a confiança" entre os cidadãos, as Forças de Defesa de Israel e o país que os deve proteger.

"É evidente para todos que o quadro completo só ficará claro após o trabalho de uma comissão de investigação externa e objetiva", disse Bar no seu discurso de despedida, citado na imprensa israelita, sobre a criação de uma estrutura de inquérito independente, que tem vindo a ser recusada pelo primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu.

O conflito no Golfo encontra-se interrompido por um frágil cessar-fogo desde 08 de abril.

Apesar dos esforços da mediação do Paquistão, Washington e Teerão não voltaram à mesa de negociações desde a primeira e única ronda negocial em 21 de abril.

Após o fracasso das conversações, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ordenou um bloqueio naval aos portos iranianos numa tentativa de asfixiar a economia da República Islâmica, que mantém por seu lado a navegação comercial sob ameaça militar no estratégico estreito de Ormuz.

RELATÓRIO ALERTA PARA RISCO DE EXPANSÃO DO EXTREMISMO VIOLENTO NO SENEGAL E POSSÍVEIS IMPACTOS NA SUB-REGIÃO

Por  Rádio Sol Mansi   05 05 2026

Um relatório do Centro Africano de Estudos Estratégicos alerta para o risco crescente de expansão do extremismo violento na fronteira leste do Senegal, numa altura em que a instabilidade no Sahel continua a alastrar. 

O documento, divulgado pela RDP África, aproveitada pela Rádio Sol Mansi, sublinha que a confiança entre as comunidades e as forças de segurança será determinante para conter a ameaça antes que esta se enraíze.

A preocupação surge na sequência dos recentes ataques no Mali, que têm aumentado os receios de um efeito de contágio para países vizinhos, incluindo o Senegal.

A eventual expansão do extremismo violento para o território senegalês poderá ter consequências profundas para toda a sub-região da África Ocidental, onde a Guiné-Bissau é parte.

Existem receios de o alastramento da insegurança pode fragilizar ainda mais as fronteiras, facilitar o tráfico ilícito e comprometer a livre circulação de pessoas e bens.

Para a Guiné-Bissau, país vizinho, o cenário é igualmente preocupante. O agravamento da instabilidade no Senegal pode aumentar a pressão sobre os sistemas de segurança nacionais, elevar o risco de infiltração de grupos armados e gerar deslocações populacionais em massa.

O relatório destaca que o reforço da cooperação entre comunidades e autoridades será crucial para prevenir a radicalização e identificar ameaças precocemente. 

O extremismo violento continua a desafiar os esforços de paz e segurança na África Ocidental.

Pelo menos 22 mortos em ataques russos em vésperas de tréguas na Ucrânia... Pelo menos 22 pessoas morreram hoje em ataques russos diurnos na Ucrânia, após os anúncios separados de tréguas entre os dois países, que, do lado de Kiev, entra em vigor já na quarta-feira.

© IRYNA RYBAKOVA/93RD SEPARATE MECHANIZED BRIGADE "KHOLODNYI YAR"/AFP via Getty Images    Por LUSA   05/05/2026 

Segundo um balanço preliminar, pelo menos 12 pessoas foram mortas em Zaporijia e uma em Nikopol, no sudeste da Ucrânia, e outras cinco em Kramatorsk, no leste do país.

Posteriormente, o Presidente ucraniano adicionou quatro mortos em Dnipro.

"É essencial que a Rússia seja forçada a pôr fim a esta guerra", comentou Volodymyr Zelensky nas redes sociais, após o ataque contra aquela cidade no centro da Ucrânia e de ter indicado que o número de vítimas em Kramatorsk, cujo centro foi atingido ao final da tarde, pode ainda subir.

Em Zaporijia, foram lançadas quatro bombas aéreas perto do centro da cidade, matando pelo menos 12 pessoas e ferindo 20, informou à agência France-Presse (AFP) a porta-voz da polícia regional, Anna Tkachenko.

Ataques russos com drones e mísseis de longo alcance já tinham matado pelo menos cinco pessoas durante a última noite na Ucrânia, incluindo socorristas, e ferido outras dezenas, segundo informações de Kiev.

Em reação a estes bombardeamentos noturnos, Zelensky condenou o "puro cinismo" de Moscovo, depois de as autoridades russas terem anunciado unilateralmente um cessar-fogo nos dias 08 e 09 de maio para as comemorações do 81.º aniversário da derrota nazi na Segunda Guerra Mundial, celebrado anualmente com um grande desfile na Praça Vermelha, em Moscovo.

"É puro cinismo pedir um cessar-fogo para realizar celebrações de propaganda, enquanto se realizam estes ataques diariamente", criticou.

A Rússia ameaçou lançar um "ataque em grande escala com mísseis" contra o centro de Kiev caso a Ucrânia viole esta trégua.

O líder ucraniano respondeu com outra declaração de cessar-fogo, que entra em vigor às 0:00 locais de quarta-feira (menos duas horas em Lisboa), sem especificar a duração.

Kiev alertou que responderá "simetricamente" a qualquer violação desta interrupção do conflito.

Em resposta aos bombardeamentos, a Ucrânia intensificou os seus ataques com drones contra a Rússia nos últimos dias e um destes dispositivos chegou a atravessar a fachada de um edifício residencial na zona oeste de Moscovo.

Os anúncios unilaterais de tréguas ocorrem três semanas depois de um cessar-fogo durante as celebrações da Páscoa Ortodoxa, que foi acompanhado de violações nas linhas da frente, embora tenha havido uma suspensão dos ataques aéreos de longo alcance.

Com a guerra na Ucrânia em segundo plano devido ao conflito iniciado em 28 de fevereiro pelos Estados unidos e Israel contra o Irão, as negociações entre Kiev e Moscovo promovidas pelos Estados Unidos não têm conhecido avanços nas últimas semanas.

A última ronda trilateral foi realizada em Genebra, Suíça, em 17 e 18 de fevereiro e terminou com as partes afastadas sobre os temas essenciais das conversações, que dizem respeito ao futuro das regiões reivindicadas pela Rússia no leste da Ucrânia e garantias de segurança a Kiev para prevenir uma nova agressão de Moscovo.

A guerra no Médio Oriente tem beneficiado a Rússia, através do levantamento parcial e temporário das sanções norte-americanas contra o comércio de petróleo russo, como parte dos esforços para conter a alta instabilidade nos mercados mundiais desde o início deste novo conflito.


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Uma proposta de resolução da ONU ameaça impor sanções ou outras medidas ao Irão caso este prossiga os ataques a navios no estreito de Ormuz, noticiou hoje a agência norte-americana The Associated Press (AP).

PAIGC ADMITE A POSSIBILIDADE DE REALIZAR CONGRESSO EM FORMATO ONLINE E REJEITA CRISE INTERNA NO PARTIDO

Por  Rádio Sol Mansi   05 05 2026

O Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) garante estar determinado a realizar o seu próximo congresso já no próximo mês, admitindo, no entanto, a possibilidade do evento decorrer em formato online, devido ao encerramento da sua sede.

As garantias foram dadas esta terça-feira pelo secretário de Comunicação do partido, Muniro Conté, em entrevista à Rádio Sol Mansi.

Segundo o responsável, apesar das restrições atuais, os estatutos do PAIGC permitem a realização do congresso em formato online, assegurando assim a continuidade da agenda política.

Muniro Conté afastou ainda a existência de qualquer crise interna no seio do partido, contrariando informações que têm circulado nos últimos tempos. Ele sustenta que, apesar de todas as restrições, o PAIGC sempre teve bons resultados nas últimas eleições.

Ontem, um grupo de reflexão do partido anunciou a intenção de realizar um congresso unilateral, previsto para os dias 9 e 10 do próximo mês. Em reação, Conté considerou que, a concretizar-se, tal iniciativa ocorrerá à margem dos estatutos do PAIGC. Um apelo foi lançado ao Supremo Tribunal de Justiça.

"Sabemos o que aconteceu ao Supremo Tribunal de Justiça. Temos o nosso estatuto e sabemos o que aconteceu no Supremo nestes últimos anos. Esperamos ver o que vem pela frente. Na Guiné-Bissau, já vimos de tudo", disse.

A Rádio Sol Mansi continua a tentar ouvir a reação do grupo de reflexão sobre os preparativos para o evento. Entretanto, ontem, o grupo anunciou a nomeação de Carlos Nelson Sanó como presidente da Comissão Organizadora do XI Congresso do partido.

Num comunicado que circula nas redes sociais, o grupo de reflexão sustenta que reuniu todas as condições estatutárias necessárias para avançar com o congresso, incluindo a recolha de assinaturas a nível nacional, após o fracasso das negociações com a atual direção do PAIGC.

Trump minimiza conflito com o Irão e fala em "pequena escaramuça"... O Presidente dos Estados Unidos descreveu hoje o conflito com o Irão como uma "pequena escaramuça", procurando relativizar a dimensão da operação militar em curso.

© Celal Gunes/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   05/05/2026 

"Estamos numa pequena escaramuça militar. Chamo-lhe 'escaramuça' porque o Irão não tem a mínima hipótese", afirmou Donald Trump na Casa Branca, durante um evento dedicado à promoção de exercícios físicos nas escolas. 

O chefe de Estado norte-americano tem alternado entre a valorização e a minimização do conflito, referindo-se anteriormente à ofensiva --- designada Fúria Épica --- como um "sucesso espetacular" e afirmando que a marinha iraniana "foi aniquilada".

Apesar disso, Trump tem também recorrido a expressões como "mini-guerra" ou "pequena excursão" para caracterizar a intervenção militar, numa tentativa de reduzir a perceção de escalada do conflito.

A estratégia discursiva surge num contexto de sensibilidade da opinião pública norte-americana face ao envolvimento em operações militares no exterior.

Horas antes, o Presidente norte-americano tinha admitido que a guerra com o Irão podia prolongar-se ainda por duas ou três semanas e descartar que o tempo fosse um "fator crucial" para os interesses de Washington.

"De uma forma ou de outra, ganhamos", afirmou Donald Trump durante uma entrevista à ABC News divulgada hoje, citada pela agência de notícias espanhola Europa Press (EP).

Trump disse ainda que ou os Estados Unidos fecham um acordo com o Irão ou ganham a guerra "com muita facilidade".


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Os Emirados Árabes Unidos anunciaram hoje que as suas defesas aéreas intercetaram pelo segundo dia consecutivo mísseis balísticos, mísseis de cruzeiro e drones lançados a partir do Irão, apesar do cessar-fogo entre Teerão e Washington.

Conselho de Ministros fixou a data do Recenseamento Geral da População e Habitação para o período de 1 a 21 de Junho de 2026, em todo o território nacional.

Por  Radio TV Bantaba 

Conselho de Ministros aprova propostas de lei sobre protecção de dados e cibercrime

O Conselho de Ministros aprovou, esta terça-feira, 5 de Maio de 2026, em Bissau, as propostas de lei sobre Protecção de Dados e Cibercrime, dois diplomas considerados centrais para o reforço do quadro jurídico nacional no domínio das liberdades públicas, da segurança digital e da cooperação penal internacional.

A reunião decorreu em sessão ordinária, na Sala Nobre General Umaro Sissoco Embaló, no Gabinete do Primeiro-Ministro, sob a presidência do Presidente da República de Transição, General do Exército Horta Inta-a.

Na parte deliberativa, o Governo aprovou, com alterações, a Proposta de Lei de Protecção de Dados, cujo objectivo é garantir o respeito pelas liberdades públicas, pelos direitos e garantias fundamentais das pessoas singulares nos processos de recolha e tratamento de dados pessoais.

O Conselho de Ministros aprovou igualmente a Proposta de Lei sobre o Cibercrime, que estabelece disposições penais materiais e processuais relativas à criminalidade informática, à cooperação internacional em matéria penal, à propaganda racista e xenófoba praticada através de sistemas informáticos, bem como à recolha de prova em suporte electrónico.

Para harmonizar os dois diplomas, o Executivo decidiu instituir uma comissão interministerial com mandato para introduzir as alterações sugeridas durante a reunião. A comissão integra os Ministérios da Justiça e dos Direitos Humanos, dos Transportes e Economia Digital, das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo.

O Governo aprovou ainda o Projecto de Decreto relativo às melhorias da informação orçamental e à digitalização da gestão das finanças públicas. A medida visa reforçar o âmbito da publicação da informação orçamental e promover a digitalização da gestão das finanças públicas.

Na mesma sessão, o Conselho de Ministros fixou a data do Recenseamento Geral da População e Habitação para o período de 1 a 21 de Junho de 2026, em todo o território nacional.

Ainda na parte deliberativa, foram aprovados pedidos de concessão da nacionalidade guineense, por naturalização, a Muruganandan Sankaranarayanan, Yawovi Missiagbeto Nouletame, Hussein Kamal Elhaj Slaiman e Yang Zhang.

O comunicado é assinado, em Bissau, pelo ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Ussufo António Quadé.

Trump volta a criticar Papa Leão XIV: "Coloca muitos católicos em perigo"... O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a atacar o Papa Leão XIV, acusando-o de "colocar muitos católicos em perigo", numa altura em que o chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, tem encontro marcado com o líder da Igreja Católica no Vaticano.

© Daniel Heuer/Bloomberg via Getty Images   noticiasaominuto.com   05/05/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Papa Leão XIV, acusando-o de "colocar muitos católicos em perigo". As declarações surgem numa altura em que foi confirmado que o chefe da diplomacia norte-americano, Marco Rubio, vai ser recebido pelo santo pontífice. 

Durante uma entrevista ao programa "The Hugh Hewitt Show", foi abordada a questão da prisão ex-magnata pró-democracia de Hong Kong, Jimmy Lai, que o presidente norte-americano pretende contestar perante o presidente chinês, Xi Jinping, ainda este mês- 

Quando o apresentador do programa "The Hugh Hewitt Show" sugeriu que o Papa também deveria abordar a questão da detenção de Lai, Trump discordou e criticou o líder da Igreja Católica.

"Bem, o Papa prefere falar sobre o facto de ser aceitável que o Irão tenha uma arma nuclear", referiu. "Não acho isso muito bom"

"Penso que está a colocar muitos católicos e muitas pessoas em perigo, mas, se depende do Papa… Ele acha perfeitamente normal o Irão ter uma arma nuclear", atirou.

Na segunda-feira, a Santa Sé confirmou que Marco Rubio será recebido já esta quinta-feira por Leão XIV, após as duras críticas de Trump ao Papa norte-americano. 

O encontro entre o Papa e Rubio terá lugar na quinta-feira, às 11h30 (hora local, menos uma hora em Lisboa), no Palácio Apostólico do Vaticano, a residência oficial do líder católico.

Leão XIV, o primeiro pontífice norte-americano na história e que já tinha criticado as políticas de imigração de Trump antes da sua eleição há um ano, tem mantido um desacordo com o presidente dos EUA, desta vez devido à guerra no Irão.

Há um mês, a 7 de abril, o Papa classificou a ameaça do presidente dos EUA de eliminar "uma civilização inteira" na guerra contra Teerão de "inaceitável", ao que Trump respondeu chamando-o de "fraco" e "péssimo em política externa".

Uma semana depois, Leão XIV resolveu a questão assegurando que não tinha medo da administração Trump nem tinha interesse em debater com o presidente e reiterou a sua intenção de continuar a pregar a paz.

Marco Rubio, que é católico, deverá também ter um encontro com o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, disse uma fonte do Governo italiano à agência France-Presse (AFP).

Leão XIV já tinha recebido Marco Rubio e o vice-presidente dos EUA, JD Vance, a 19 de maio do ano passado, um dia após o início do seu pontificado.

MAULANA IDRIS: Assassinado clérigo que mediava conflito entre Paquistão e Afeganistão... Um grupo de homens armados assassinou um influente clérigo ligado a uma escola religiosa muçulmana (madraça) e que integrava a equipa de mediação entre o Paquistão e os talibãs afegãos, anunciou hoje a polícia.

© REUTERS/Fayaz Aziz   Por  LUSA   05/05/2026 

"Homens armados não identificados dispararam contra o veículo de Maulana Sheikh Muhammad Idris quando este se deslocava da sua casa para a madraça. Foi levado de urgência para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos", disse o porta-voz da polícia da cidade paquistanesa de Charsadda, Safi Ullah, citado pela agência de notícias espanhola EFE.

O ataque, no qual outros dois polícias ficaram feridos, aconteceu na província de Khyber Pakhtunkhwa, na fronteira com o Afeganistão.

Idris era um professor proeminente da madraça Darul Uloom Haqqania, conhecida como a Universidade da Jihad por ter formado grande parte da liderança talibã que agora governa o Afeganistão.

O porta-voz da polícia disse que o clérigo também "participou ativamente nos esforços de mediação entre o Paquistão e o Afeganistão em relação à questão do Tehreek-e-Taliban Pakistan" (TTP), tendo mesmo chegado a viajar para Cabul para negociar um acordo.

Frequentemente referido como talibãs paquistaneses, o TTP é uma aliança de grupos militantes islâmicos que opera principalmente na região fronteiriça entre o Paquistão e o Afeganistão.

Embora partilhem ideologias e laços históricos, o TTP distinguem-se dos talibãs afegãos, mas Islamabad acusa Cabul de permitir que o grupo utilize território afegão para planear ataques, uma tensão que aumentou em fevereiro passado, quando o Governo paquistanês declarou "guerra aberta" ao vizinho.

O porta-voz dos talibãs no Afeganistão, Zabihullah Mujahid, condenou veementemente o assassínio, classificando-o como um ato "dos inimigos do Islão e dos estudiosos".

"O martírio deste eminente estudioso e professor de milhares de líderes religiosos é uma perda imensa e irreparável para a academia, os estudiosos e o mundo islâmico", escreveu Mujahid nas redes sociais.

O clérigo era membro do Jamiat Ulema-e-Islam (JUI-F), um dos partidos político-religiosos mais influentes do Paquistão e um dos principais defensores da escola de pensamento Deobandi, a mesma professada pelos talibãs afegãos.

Embora nenhum grupo tenha reivindicado a autoria do ataque, os talibãs sugeriram que podia ser obra do Estado Islâmico do Khorasan (ISIS-K), o braço regional deste grupo extremista que opera sobretudo no Afeganistão e no Paquistão.

O jornal Arab News noticiou que publicações ligadas ao ISIS-K tinham emitido ameaças diretas contra Idris nos últimos meses pelo apoio explícito ao sistema político do Paquistão e ao chefe do exército, Asim Munir, um dos principais mediadores no conflito com o Irão.

"Que Alá destrua Trump! (...) Afirmo claramente que o atual governo, especialmente o nosso marechal de campo, tem feito esforços visíveis e, pela graça de Deus, estas guerras estão a chegar ao fim", disse Idris alguns dias antes, referindo-se a Munir.

O homicídio aconteceu num momento de maiores tensões na província de Khyber Pakhtunkhwa, palco de 70% dos mais de 5.300 incidentes terroristas registados no Paquistão em 2025, com atividades do TTP, ISIS-K e outros grupos não identificados.