sexta-feira, 27 de março de 2026

Israel vai intensificar ataques e quer continuar a matar responsáveis... Israel avisou hoje que o seu exército vai "intensificar e expandir" os ataques contra o Irão e ameaçou continuar a assassinar altos responsáveis iranianos, no contexto da ofensiva conjunta com os Estados Unidos, iniciada a 28 de fevereiro.

© Lusa   27/03/2026 

"Os ataques das Forças de Defesa de Israel (FDI) contra alvos militares e de segurança do Irão continuam sem descanso", afirmou o ministro da Defesa israelita, Israel Katz. 

Katz acrescentou que Israel "advertiu o regime terrorista iraniano" contra o disparo de mísseis contra a população civil israelita.

"Apesar dos avisos, os disparos continuam, pelo que os ataques das FDI se intensificarão e expandirão para alvos e áreas adicionais que ajudam o regime a fabricar e operar armas contra cidadãos israelitas", declarou, antes de sublinhar que Israel continuará a assassinar "líderes do regime terrorista e os seus comandantes, bem como a destruir as suas capacidades estratégicas".

Katz sublinhou que as autoridades iranianas "pagarão um preço elevado e crescente" pelos seus "crimes de guerra" em Israel. 

"A frente interna em Israel e as FDI são fortes e continuaremos a operar no Irão com todo o nosso poderio até que todos os objetivos da guerra sejam alcançados", concluiu, segundo um comunicado divulgado pelo seu gabinete.

As autoridades iranianas confirmaram no seu último balanço mais de 1.500 mortos na ofensiva de Israel e dos Estados Unidos, entre os quais figuras de destaque como o líder supremo, o aiatola Ali Khamenei, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, e os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmaeil Khatib, respetivamente, bem como altos responsáveis das Forças Armadas e de outros organismos de segurança.

A ofensiva foi lançada no meio de um processo de negociações entre os Estados Unidos e o Irão para tentar alcançar um novo acordo nuclear, o que levou Teerão a responder com ataques contra território israelita e interesses norte-americanos na região do Médio Oriente, incluindo bases militares.


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A Guarda Revolucionária do Irão reiterou hoje que o estreito de Ormuz continua fechado e ameaçou que qualquer embarcação que atravesse esta rota vital "enfrentará consequências graves".

Portugal aumentou capacidade de processamento e emissão de vistos em Cabo Verde... Os serviços consulares da embaixada de Portugal em Cabo Verde aumentaram a capacidade de processamento e receberam mais 62% de pedidos de vistos (Schengen e nacionais) em 2025 face a 2023, ano dos últimos dados da Lusa.

© Lusa   27/03/2026 

Houve um "aumento enorme da capacidade de processamento", referiu fonte da representação diplomática, numa alusão a reforços de pessoal, de recursos e reformas de gestão.

O incremento é visto como "um sucesso" no combate ao açambarcamento de vagas, motivo recorrente de queixas de quem procura vistos, mas não consegue agendamentos.

Além dos vistos nacionais, Portugal gere o Centro Comum de Vistos (CCV), na capital cabo-verdiana, onde são emitidos os vistos Schengen até 90 dias para vários países europeus.

A emissão destas autorizações de curta duração, em 2025, cresceu 58,3% em relação às 11.600 emitidas em 2023, superando agora as 18.000.

Segundo a mesma fonte, trata-se de "um aumento muito grande de mobilidade não relacionada com emigração", uma vez que o visto Schengen não permite residência e as regras ficaram mais apertadas (com o fim da "manifestação de interesse") para quem não respeitar o prazo fixado no passaporte.

Por outro lado, a possibilidade de alargamento progressivo do prazo de validade destes vistos "tem sido cada vez mais utilizada", quando um requerente volta a pedir autorização de entrada, acrescentou.

O crescimento da mobilidade Schengen coincide também com a expansão de companhias e rotas aéreas entre diferentes ilhas cabo-verdianas, Portugal e o resto da Europa.

Por outro lado, os serviços consulares da embaixada portuguesa em Cabo Verde emitiram 6.894 vistos com fins laborais durante o ano de 2025, um crescimento de 9% face aos 6.319 vistos atribuídos em 2023.

Na altura, os vistos atribuídos tinham quadruplicado em relação a 2022 e a maioria (quase 4.000) eram destinados à procura de trabalho, modalidade que deixou de existir, sendo residual nos números de 2025.

Os vistos agora atribuídos baseiam-se em contratos de trabalho verificados pelos serviços consulares.

Seja qual for o pedido de visto, o apelo dos serviços mantém-se: os interessados devem contactar a embaixada de Portugal sempre que tiverem dificuldades no agendamento, em vez de recorrerem a terceiros -- o agendamento não tem custos para vistos Schengen e, no caso de vistos para Portugal, aplica-se uma taxa (através da empresa VFS Global) no valor de 4.400 escudos (cerca de 40 euros).

As autoridades cabo-verdianas têm realizado detenções, desde 2024, após denúncias relacionadas com burlas e redes que açambarcam vagas em processos de agendamento de vistos, exigindo depois diferentes valores pelas marcações.

As questões migratórias têm motivado debate, em Cabo Verde.

Uma das principais associações de empresários do arquipélago alertou para a crise de mão-de-obra nalguns setores de atividade.

Marcos Rodrigues, presidente da Câmara de Comércio Indústria e Serviços de Sotavento, disse em fevereiro, à Lusa, que Cabo Verde deve deixar claro que compreende as necessidades de Portugal, "mas não pode ser à custa de pressão" sobre o mercado interno.

Um mês depois conflito mostra imprevisibilidade e risco global crescente... Um mês depois do início do conflito militar no Golfo, a guerra permanece longe do rápido desfecho antecipado pelo Presidente norte-americano e ameaça a estabilidade regional e a economia global.

Por LUSA 

Fontes militares e analistas sublinharam que, apesar da "inegável superioridade operacional" das forças norte-americanas, Washington parece ter sido apanhado desprevenido pela resiliência iraniana, nomeadamente no uso de mísseis balísticos e redes regionais de influência.

A realidade no terreno na ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irão, marcada por avanços táticos, recuos estratégicos e uma elevada imprevisibilidade, tem contrariado a previsão inicial de Donald Trump, expondo a complexidade de um conflito que rapidamente extravasou o quadro de uma operação militar limitada.

Logo nas primeiras horas da operação Fúria Épica, em 28 de fevereiro, forças norte-americanas e israelitas realizaram cerca de 900 ataques aéreos em 12 horas, atingindo sistemas de defesa, bases de mísseis e centros de comando em todo o Irão, numa ofensiva que incluiu bombardeiros estratégicos e cerca de 200 caças israelitas.

Entre os alvos esteve a liderança iraniana, com Washington e Telavive primeiro, e Teerão posteriormente, a confirmarem a morte do líder supremo Ali Khamenei, num ataque de "decapitação" que marcou o ponto de viragem inicial do conflito.

A resposta iraniana foi imediata e significativa: cerca de 170 mísseis balísticos foram lançados contra Israel e contra bases norte-americanas no Golfo, atingindo infraestruturas no Bahrein e áreas urbanas como Haifa e Telavive.

Nos dias seguintes, Teerão intensificou o uso combinado de mísseis e drones, numa estratégia de desgaste que visou não apenas alvos militares, mas também a disrupção logística e energética da região.

Rapidamente, o conflito assumiu contornos particularmente sensíveis com a extensão das operações iranianas a países vizinhos que acolhem bases ou interesses norte-americanos, alimentando receios de um alargamento do teatro de guerra.

Apesar de ataques pontuais contra alvos ligados aos Estados Unidos em territórios como Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, estes países têm mantido uma postura de contenção, evitando uma escalada direta que podia desencadear um conflito regional de maiores dimensões.

A partir da segunda semana, o conflito expandiu-se de forma mais visível ao Líbano, com o movimento xiita Hezbollah, apoiado por Teerão, a lançar foguetes e drones contra o norte de Israel e este a responder com bombardeamentos intensos e, posteriormente, com operações terrestres no sul libanês.

Trump tem criticado repetidamente os aliados, em particular os países-membros da NATO, por não contribuírem de forma mais ativa para garantir a segurança da navegação no estreito de Ormuz, alegando que a Europa precisa mais daquela passagem do que os EUA.

O bloqueio de Ormuz tem provocado perturbações significativas nos mercados energéticos globais, com reflexos diretos nos preços do petróleo e do gás, alimentando receios de uma nova crise energética com impacto na economia mundial.

No plano diplomático, a ONU tem reiterado apelos para um cessar-fogo imediato, enquanto líderes europeus e a NATO defendem uma solução negociada que evite uma escalada irreversível.

No que respeita ao balanço humano, as estimativas disponíveis --- com forte variação consoante as fontes --- apontam para vários milhares de mortes na região ao fim de um mês de combates.

No Líbano, o Ministério da Saúde do Líbano anunciou que os ataques israelitas fizeram 1.094 mortos desde o início da guerra, mais de 3.000 feridos e mais de um milhão de deslocados.

Do lado norte-americano, fontes militares apontam para pelo menos 13 militares mortos e cerca de 150 feridos; em Israel, as autoridades têm sido reservadas, mas admitem várias vítimas entre militares e civis, sobretudo na sequência de ataques com mísseis e drones iranianos e de confrontos diretos com o Hezbollah no norte do país.

Já no Irão, além das baixas militares - estimadas em mais de mil apenas na primeira semana - o número de civis mortos tem aumentado, particularmente em resultado de ataques a infraestruturas em zonas urbanas.

Nos últimos dias, Trump tem referido a existência de contactos diplomáticos com o Irão, afirmando que "as discussões continuam e são produtivas" e, embora estas declarações tenham sido negadas pelas autoridades iranianas.

Ainda na quinta-feira, o enviado norte-americano Steve Witkoff falava em "fortes indícios" da possibilidade de uma solução de paz a curto prazo, com a mediação das autoridades do Paquistão.

Nos últimos dias, Teerão admitiu trocas indiretas de mensagens, mas rejeitou um plano de paz de 15 pontos proposto pelos Estados Unidos, o que mantém o impasse, com novas ameaças de escalada de todas as partes.

A questão central permanece em aberto: como sair de uma guerra que, apesar de inicialmente concebida como rápida e cirúrgica, se transformou num teste prolongado à capacidade de gestão estratégica de Washington, Telavive e Teerão.

Ataques de drones ucranianos atrasam mais de 50 voos na Rússia... Ataques de drones lançados pela Ucrânia contra território russo obrigaram as autoridades de aviação russas a atrasar hoje mais de 50 voos, principalmente nos aeroportos de São Petersburgo e Kaliningrado.

© Sergei Mikhailichenko/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por  LUSA  27/03/2026 

De acordo com um comunicado do Aeroporto de Pulkovo, na antiga capital imperial, 43 voos sofreram atrasos superiores a duas horas e 23 foram cancelados.

Outros 23 voos foram desviados para aeroportos alternativos, informou o aeroporto.

Entretanto, 11 voos foram atrasados no Aeroporto de Kaliningrado, segundo o 'site' oficial do terminal.

No total, segundo o Ministério da Defesa russo, 85 drones de asa fixa foram "intercetados e destruídos" sobre nove regiões russas e o Mar Negro.


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O principal porto comercial do Kuwait foi hoje alvo de um ataque com drones inimigos, anunciaram as autoridades portuárias locais, esclarecendo que a infraestrutura de Shuwaikh teve somente danos materiais, sem quaisquer vítimas, em comunicado na rede social X.

China adverte para riscos de ataque a instalações nucleares... O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, afirmou que atacar instalações nucleares no Médio Oriente "teria consequências incalculáveis" e mergulharia a região na miséria, numa reunião com o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA).

© Kevin Frayer/Getty Images    Por  LUSA   27/03/2026 

"Devemos impedir que o confronto se intensifique (...). Só um cessar-fogo imediato e o reinício do diálogo e da negociação podem eliminar verdadeiramente as causas do conflito [entre o Irão e os EUA e Israel]", afirmou na quinta-feira o chefe da diplomacia chinesa, que recebeu Rafael Grossi na quinta-feira, de acordo com um comunicado do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês. 

O ministro salientou que a AIEA desempenha "um papel vital na governação nuclear mundial", manifestou o desejo do seu país de reforçar a cooperação com a agência para salvaguardar o regime internacional de não proliferação e reiterou o desejo da China de fortalecer a ONU.

De acordo com o comunicado oficial, Grossi apelou para que todos os países colaborem para enfrentar os "preocupantes" desafios atuais e assegurou que a AIEA está disposta a aprofundar a comunicação e a cooperação com a China "para resolver as questões críticas pertinentes e promover a utilização pacífica da energia nuclear".

Esta semana, Grossi afirmou numa entrevista concedida ao jornal italiano Corriere della Sera que poderão realizar-se em Islamabade (Paquistão), este fim de semana, novas conversações entre delegações do Irão e dos Estados Unidos, nas quais Washington poderá exigir o "enriquecimento zero" por parte de Teerão como condição para o acordo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês intensificou esta semana os contactos com os homólogos de outras potências e do Médio Oriente, com quem já falara quando o conflito teve início no final de fevereiro, na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, aos quais Teerão respondeu com o lançamento de mísseis e veículos aéreos não tripulados ("drones") contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do abastecimento mundial de petróleo bruto.

Perante a crise, Pequim enviou o enviado especial para o Médio Oriente, Zhai Jun, numa visita a vários países da região, onde manteve contactos com representantes da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes Unidos, do Bahrein, do Kuwait, do Qatar e do Egito, bem como com o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Árabe.


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O Presidente chinês felicitou hoje o líder norte-coreano, Kim Jong-un, pela reeleição à frente do Comité de Assuntos de Estado, o cargo mais alto do principal órgão de orientação política do país, informou a imprensa estatal.

Assinatura de Trump vai passar a aparecer nas notas de 100 dólares... A assinatura do presidente dos Estados Unidos da América (EUA) aparecerá pela primeira vez nas futuras notas de dólares norte-americanos, anunciou esta sexta-feira o Departamento do Tesouro dos EUA.

Por  sicnoticias.pt

"Em homenagem ao 250.º aniversário dos Estados Unidos da América, a assinatura do presidente Donald Trump passará a aparecer nas futuras notas de papel-moeda dos EUA juntamente com a do Secretário do Tesouro", revelou o Departamento do Tesouro dos EUA, em comunicado.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse, citado em comunicado, que as notas de dólares com o nome de Donald Trump são a forma mais "poderosa de reconhecer as conquistas históricas" dos Estados Unidos e do atual presidente norte-americano.

As primeiras notas de 100 dólares com a nova assinatura serão impressas em junho, de acordo com a agência de notícias francesa Agence France-Press (AFP).

Segundo a mesma fonte, a medida será depois alargada a outras denominações.

Desde 1861 que apenas as assinaturas do Secretário do Tesouro e do Tesoureiro dos EUA apareciam nas notas de dólares.

O anúncio sobre a presença do nome do presidente dos Estados Unidos nas notas de dólares norte-americanos faz parte de uma série de decisões que visam colocar a assinatura de Donald Trump em vários edifícios e símbolos dos EUA, segundo a AFP.

No dia 19 de março, uma comissão federal de belas-artes (cujos membros foram todos nomeados por Donald Trump) aprovou a cunhagem de uma moeda de ouro comemorativa com a imagem do presidente dos EUA.

Vários edifícios públicos já foram renomeados em homenagem a Donald Trump desde o seu regresso à Casa Branca, no ano passado, como a instituição cultural de renome em Washington, o Kennedy Center.

Na Florida, onde fica a residência privada do presidente dos EUA, foi aprovada uma lei que alterará o nome do Aeroporto Internacional de Palm Beach em homenagem a Donald Trump.


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O Pentágono está a considerar a possibilidade de enviar mais 10 mil soldados para o Médio Oriente, incluindo tropas terrestres, de acordo com notícia avançada na quinta-feira pelo The Wall Street Journal.

Irão lança novos ataques contra Israel e alvos dos EUA no Golfo Pérsico... O Irão anunciou hoje uma nova vaga de ataques contra Israel e alvos norte-americanos em países do Golfo Pérsico, tendo explosões sido ouvidas também no sul de Beirute, com a comunicação social a noticiar ataques israelitas.

© Lusa   27/03/2026 

A Guarda Revolucionária iraniana publicou um comunicado, divulgado pela agência Fars, no qual detalhou os alvos da 83.ª vaga de bombardeamentos, desta vez dirigida contra a localidade israelita de Modiin e os depósitos de petróleo de Ashdod, uma das maiores refinarias de Israel, bem como as bases militares de Al Dafra (Emirados Árabes Unidos), Al Adairi e Ali Al Salem (Kuwait) e Sheikh Isa (Bahrein).

As Forças de Defesa de Israel (FDI) identificaram, por sua vez, pelo menos duas salvas de mísseis sobre o país, que não causaram feridos nem vítimas, de acordo com serviços de emergência israelitas.

O Exército do Kuwait afirmou ter intercetado drones, tal como o Ministério da Defesa da Arábia Saudita.

Os ataques conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciados no passado dia 28 de fevereiro, provocaram a resposta de Teerão sob a forma de lançamentos constantes de mísseis sobre Israel e bases militares norte-americanas no Golfo.

Entretanto, explosões foram ouvidas no sul de Beirute nas primeiras horas de hoje, de acordo com jornalistas da agência France-Presse (AFP), com os meios de comunicação locais a noticiarem ataques israelitas.

Imagens da AFP mostraram fumo a subir dos subúrbios a sul da capital libanesa, considerada por Israel como um reduto do movimento pró-Irão Hezbollah. Não se sabe para já se o ataque causou vítimas.

Esta zona tem sido alvo de ataques regulares desde que o Líbano foi arrastado para a guerra no Médio Oriente, em 02 de março.

O exército israelita não emitiu qualquer aviso ou pedido de evacuação prévia na zona atingida pelo ataque.

Normalmente densamente povoada, esta área ficou praticamente deserta desde o início das hostilidades.

O Líbano foi arrastado para a guerra no início de março, quando o Hezbollah, apoiado por Teerão, começou a disparar foguetes contra Israel para vingar o assassínio do líder supremo iraniano Ali Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva americano-israelita no Irão.

Enquanto Israel manifesta determinação em intensificar a campanha militar contra o movimento islamista, este último reivindicou uma série de ataques contra as tropas israelitas que estão a realizar uma incursão terrestre no sul do Líbano.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou na quarta-feira que Israel estava a alargar uma "zona tampão" no Líbano para "afastar a ameaça dos mísseis" do Hezbollah.

O movimento declarou que combatentes continuavam hoje os ataques contra as tropas israelitas no sul do Líbano.

Na quinta-feira, meios de comunicação oficiais noticiaram ataques mortíferos de Israel em várias zonas do sul do país. O Hezbollah reivindicou mais de 90 ataques contra alvos israelitas no interior do Líbano e do outro lado da fronteira.

Por seu lado, o exército israelita declarou na quinta-feira que dois soldados foram mortos no sul do Líbano, enquanto os serviços de emergência israelitas indicaram que um foguete disparado a partir do Líbano matou um homem na região de Nahariya, no norte de Israel.

De acordo com as autoridades libanesas, os ataques israelitas realizados desde 02 de março causaram pelo menos 1.116 mortos, incluindo 121 crianças, e mais de um milhão de pessoas foram deslocadas.


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O exército de Israel anunciou hoje novos ataques contra Teerão, capital do Irão, quando se aproxima o primeiro mês de guerra entre os dois países.

quinta-feira, 26 de março de 2026

Á𝗨𝗦𝗧𝗥𝗜𝗔 𝗔𝗕𝗥𝗘 𝗣𝗘𝗟𝗔 𝗣𝗥𝗜𝗠𝗘𝗜𝗥𝗔 𝗩𝗘𝗭 𝗢 𝗖𝗢𝗡𝗦𝗨𝗟𝗔𝗗𝗢 𝗡𝗔 𝗚𝗨𝗜𝗡É-𝗕𝗜𝗦𝗦𝗔𝗨

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Alfredo Handem, que já desempenha funções de Cônsul Honorário da Suíça na Guiné-Bissau, foi nomeado para o mesmo cargo ao serviço da Áustria.

Esta é a primeira vez que a Áustria abre um consulado no país, marcando um passo que diz importante na cooperação entre os dois Estados.

A cerimónia de abertura foi marcada com a presença do enviado especial das autoridades austríacas, o antigo ministro da Defesa (Herbert Schneiber, e a Embaixadora do país para a África, residente no Senegal, Úrsula Fahringer.

A diplomata destacou que a abertura do consulado vem reforçar a cooperação entre a Áustria e a Guiné-Bissau, abrindo novas oportunidades para os dois países.

Rádio Jovem Bissau

França nega pressões e diz que optou por não convidar África do Sul para G7... A França garantiu hoje que o convite ao Quénia em vez de à África do Sul para a cimeira do G7 não resulta de qualquer pressão, mas sim de uma escolha, devido ao encontro Africa Forward, em maio.

© Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images    Por  LUSA  26/03/2026 

"No que diz respeito ao G7, optámos por convidar o Quénia para Evian, tendo em conta o trabalho que estamos a realizar em conjunto para preparar a cimeira Africa Forward, em maio", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, numa conferência de imprensa citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).

As declarações do chefe da diplomacia francesa surgem no mesmo dia em que a África do Sul criticou não ter sido convidada para o encontro, considerando que isso aconteceu devido a pressões dos Estados Unidos da América, país com quem a África do Sul tem tido relações tensas desde que Donald Trump é Presidente.

"Não cedemos a nenhuma pressão, mas fizemos uma escolha coerente com a nossa decisão de realizar um G7 restrito e focado em questões geoeconómicas", acrescentou o governante francês, concluindo: "Sempre contámos com a África do Sul e respeitamos o importante papel que desempenha nos assuntos internacionais".

O encontro Africa Forward, que se realiza em Nairobi em maio, deverá ter como tema central da agenda a resposta da Europa e de África à guerra no Médio Oriente, apesar de ter sido marcada antes do conflito, e está prevista a participação dos Presidentes de França e do Quénia.


Esta manhã, a África do Sul tinha confirmado que não iria à cimeira do grupo das sete nações mais industrializadas do mundo, que se realiza na cidade francesa de Evian, em junho.

"Ficámos a saber que, devido a pressões contínuas, a França teve de retirar o convite à África do Sul para participar no G7", declarou à AFP o porta-voz da Presidência sul-africana, Vincent Magwenya.

"Dizem-nos que os americanos ameaçaram boicotar a cimeira do G7 se a África do Sul fosse convidada", acrescentou.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, boicotou a cimeira do G20 organizada em Joanesburgo em novembro e, desde então, excluiu a África do Sul dos trabalhos do grupo, cuja presidência rotativa este ano é assegurada pelos Estados Unidos.

Foi o Presidente francês, Emmanuel Macron, durante a cimeira do G20 na África do Sul, que convidou pessoalmente Cyril Ramaphosa para participar na cimeira do G7, que decorrerá de 15 a 17 de junho em Evian, França, recorda Pretória.

Os trabalhos em cimeiras do grupo, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, e representação da União Europeia, são regularmente alargados a países convidados, como aconteceu este ano com o Brasil, com a Índia e com a Coreia do Sul.

A decisão de deixar de convidar o chefe de Estado sul-africano "não terá impacto na solidez e na estreita relação bilateral que mantemos com a França", referiu o porta-voz.

"A relação diplomática entre os Estados Unidos e a África do Sul existia antes da administração Trump e sobreviverá ao atual mandato da Casa Branca", acrescentou Vincent Magwenya, por isso "independentemente de todos estes desenvolvimentos, a África do Sul continua empenhada em manter um diálogo construtivo com os Estados Unidos".

As relações bilaterais dos Estados Unidos e da África do Sul encontram-se degradadas desde o regresso de Donald Trump à Casa Branca.

Os Estados Unidos criticam a África do Sul pela queixa de genocídio apresentada contra Israel perante a Justiça internacional, devido à guerra em Gaza, e por uma alegada perseguição dos 'afrikaners', descendentes de colonos europeus.

Teerão reduz idade mínima para integrar milícia Bassidj para 12 anos... As autoridades do Irão decidiram baixar para 12 anos a idade mínima exigida para integrar as milícias Bassidj, voluntários que patrulham as ruas do país, anunciou hoje um responsável iraniano num discurso transmitido pela televisão.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images    Por  LUSA   26/03/2026 

Esta medida justifica-se porque "todos desejam contribuir para a frente de resistência formada contra o tirano mundial [expressão utilizada pelo poder iraniano para designar os Estados Unidos]" e "temos um número muito elevado de voluntários entre os jovens", justificou Rahim Nadali, responsável por uma ala da Guarda Revolucionária em Teerão, que controla a força paramilitar voluntária. 

Desde o início da guerra em 28 de fevereiro, desencadeada por uma ofensiva militar de grande escala dos Estados Unidos e de Israel, as forças de segurança iranianas têm multiplicado os postos de controlo em Teerão, a fim de impedir qualquer manifestação contra a República Islâmica.

Esses controlos reforçados são conduzidos pelos Bassidj, a "força de mobilização" paramilitar composta por voluntários que se estimam em cerca de 600.000 em todo o país.

Segundo Nadali, "muitos jovens e adolescentes querem participar" nessas missões confiadas aos bassidjs, que consistem em "recolher dados de segurança e realizar patrulhas operacionais".

A milícia Bassidj foi criada em 1979 pelo antigo líder supremo, o 'ayatollah' Ruhollah Khomeini, e atua como uma unidade de segurança interna, focada na monitorização da moralidade pública e repressão de protestos.

O chefe desta força paramilitar, Gholamreza Soleimani, foi morto num ataque que matou também o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, mortes que foram confirmadas por Teerão a 18 de março.

Na primeira semana do conflito, o exército israelita disse ter atingido um complexo militar em Teerão da milícia Bassidj, mas também bases da Guarda Revolucionária, nomeadamente da força de elite Qods, um ramo do exército ideológico da República Islâmica que é responsável pelas operações externas e auxilia a nível operativo e militar grupos apoiados pelo Irão, como o Hamas, na Faixa de Gaza, e o movimento xiita libanês Hezbollah.

Irão aplaude grande onda de ataques do Hezbollah "numa só noite"... O Irão aplaudiu hoje o lançamento pelo movimento xiita libanês Hezbollah de até 87 ataques "numa só noite" contra alvos do Exército israelita, em retaliação à ofensiva ao Líbano iniciada por Israel a 02 de março.

© Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images     Por LUSA   26/03/2026 

"Antes do início da guerra, disse numa entrevista que o Hezbollah estava mais vivo que nunca; hoje, as operações-relâmpago e os contínuos ataques de elevada qualidade, que infligiram pesadas perdas aos meios e às forças do inimigo sionista, provam-no", afirmou o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, numa mensagem publicada nas redes sociais.

Qalibaf acrescentou ser por isso que "o Hezbollah é o orgulho do Islão".

"Saibam que vos espera um sem-fim de surpresas, portanto, ponham-se em guarda", afirmou, sem pormenorizar.

As autoridades libanesas elevaram o número de mortos para quase 1.100, em consequência da onda de bombardeamentos e operações terrestres lançadas por Israel em resposta aos disparos de foguetes pelo Hezbollah, em retaliação pelo assassínio do ex-líder supremo do Irão Ali Khamenei, durante a ofensiva conjunta lançada a 28 de fevereiro com os Estados Unidos contra a República Islâmica.

Israel já tinha efetuado nos últimos meses dezenas de ataques aéreos ao Líbano, apesar do cessar-fogo alcançado em novembro de 2024, argumentando que estava a atuar contra as atividades do Hezbollah, pelo que não estava a violar o acordo.

No entanto, tanto as autoridades libanesas como o movimento xiita libanês pró-iraniano denunciaram tais ações, também condenadas pela ONU.

Entretanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, afirmou que "os Estados Unidos apoiaram o bloqueio israelita" à Faixa de Gaza, "cortando a ajuda" humanitária sob o pretexto da segurança, ao mesmo tempo que "condenam o Irão por se defender no estreito de Ormuz".

"Dois pesos e duas medidas: os crimes de Israel são aceitáveis, ao passo que a defesa do Irão contra os agressores é condenada. O Direito Internacional não é um instrumento de conveniência", sublinhou o chefe da diplomacia da República Islâmica numa mensagem divulgada nas redes sociais.

Na quarta-feira, o Ministério da Saúde do Líbano anunciou que os ataques israelitas fizeram 1.094 mortos desde o início da guerra, mais de 3.000 feridos e mais de um milhão de deslocados, o que corresponde a mais de um sexto da população.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do programa nuclear, que afirmou destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Desde o início do conflito, as autoridades iranianas contabilizaram pelo menos 1.332 mortos, incluindo Khamenei, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e o chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani - e mais de 10.000 feridos, mas não atualizaram o balanço oficial nos últimos dias.

A 23 de março, a organização não-governamental HRANA (Human Rights Activists News Agency), com sede nos Estados Unidos, situou o número total de vítimas mortais no Irão em pelo menos 3.268, entre as quais 1.443 civis, 1.167 militares e 658 pessoas cujo estatuto não foi precisado.


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O presidente ucraniano anunciou hoje ter chegado à Arábia Saudita, em que Kyiv espera concluir acordos para a venda de drones militares com vários países do Golfo.


UE acusa Rússia de "ajudar Irão a atacar" interesses norte-americanos... A chefe da diplomacia europeia acusou hoje a Rússia de fornecer informações militares ao Irão que estarão a ser usadas para atacar forças e interesses norte-americanos no Médio Oriente.

© Getty Images     Por  LUSA   26/03/2026 

"Estamos a ver que a Rússia está a ajudar o Irão com informações para visar americanos, para matar americanos", afirmou Kaja Kallas aos jornalistas, à margem de uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros do G7, em Cernay-la-Ville, perto de Paris.

A responsável europeia disse que Moscovo estará também a fornecer drones a Teerão, permitindo-lhe atacar países vizinhos e bases militares dos Estados Unidos na região.

Kallas defendeu que Washington deve aumentar a pressão sobre a Rússia, caso pretenda alcançar uma solução para o conflito no Médio Oriente.

"Se os Estados Unidos querem que a guerra termine, devem também pressionar a Rússia para que não possa ajudar o Irão nesse sentido", afirmou.

A alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança considerou que os conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente estão "muito interligados" e acusou Moscovo de aproveitar o atual contexto internacional para reforçar uma posição estratégica.

Kallas alertou que a subida dos preços do petróleo está a proporcionar novas receitas à Rússia, facilitando o financiamento da guerra na Ucrânia.

No mesmo contexto, a UE admitiu reforçar a presença no Médio Oriente, nomeadamente através da expansão de missões navais como a operação Aspides, atualmente centrada no mar Vermelho.

A situação no Líbano foi também abordada, com Bruxelas a destacar o impacto humanitário do conflito entre Israel e o movimento xiita pró-iraniano Hezbollah, que já terá provocado mais de um milhão de deslocados.

Kallas reiterou a necessidade de apoiar o Governo libanês nos esforços para o desarmamento do Hezbollah e defendeu uma resposta internacional coordenada para evitar uma escalada regional.

A reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros do grupo dos sete países mais industrializados do mundo (Alemanha, Canadá, França, Itália, Japão e Reino Unido) prossegue na sexta-feira com a presença do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: Validados 118 novos planetas fora do sistema solar com IA... Uma nova ferramenta de inteligência artificial ajudou uma equipa de astrónomos a validar 118 novos exoplanetas (planetas fora do sistema solar), noticiou na quarta-feira a agência de notícias espanhola EFE.

© Shutterstock   Por LUSA  26/03/2026 

"Conseguimos validar 118 novos planetas e mais de 2.000 candidatos a planetas de alta qualidade, quase 1.000 deles totalmente novos", disse a líder da pesquisa, Marina Lafarga Magro, investigadora na Universidade de Warwick, no Reino Unido, citada na notícia da EFE.

A nova ferramenta de inteligência artificial "Raven" analisa os dados do Satélite de Rastreio de Exoplanetas em Trânsito (sigla em inglês, TESS) da agência espacial norte-americana NASA.

De seguida, o sistema Raven determina se as variações na luz das estrelas (sinais) são causadas por planetas ou por outros fenómenos.

Segundo a pesquisa, dos 118 planetas validados, 31 foram detetados recentemente, sendo que o sistema Raven consegue gerir todo o processo de deteção, ao contrário das ferramentas atuais, que se concentram apenas em partes específicas.

"Isto representa uma das amostras mais bem caracterizadas de planetas próximos e vai ajudar-nos a identificar os sistemas mais promissores para estudos futuros", disse Marina Lafarga Magro.

Na pesquisa liderada por investigadores da Universidade de Warwick, o foco foi encontrar planetas que orbitam perto das suas estrelas, completando uma órbita em menos de 16 dias.

Entre os corpos recentemente validados, estão planetas de período ultracurto, ou seja, que orbitam as suas estrelas em menos de 24 horas.

As populações de planetas do "deserto de Neptuno", uma região onde é raro encontrar planetas fora do sistema solar com o tamanho de Neptuno, também fazem parte da lista de validações com o sistema Raven, segundo os dados da pesquisa publicada na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

Nas validações com a ferramenta de inteligência artificial, estão ainda os sistemas multiplanetários (semelhantes ao Sistema Solar), até então desconhecidos, segundo a pesquisa.

De acordo com um comunicado de imprensa da Universidade de Warwick, nas missões para identificar planetas fora do sistema solar encontram-se milhares de candidatos, mas confirmar quais os sinais que são reais continua a ser um "grande desafio" com os métodos atuais.

O sistema Raven foi usado na observação de mais 2,2 milhões de estrelas recolhidas durante os primeiros quatro anos de funcionamento do TESS, que foi lançado para espaço em 2018.

9 medicamentos que deve evitar tomar ao mesmo tempo que o ibuprofeno... Apesar de ser um dos anti-inflamatórios mais vendidos, o ibuprofeno acarreta os seus riscos, sobretudo se conjugado com outros medicamentos. Um artigo do Newsweek destaca nove situações às quais deverá estar atento.

© Shutterstock   Noticiasaominuto.com  26/03/2026 

O ibuprofeno é um dos analgésicos e anti-inflamatórios mais usados. Apesar de ser eficaz no tratamento das dores de cabeça, dores musculares e febre, não está isento de riscos, especialmente quando combinado com outras substâncias. Estas interações poderão aumentar a probabilidade de efeitos secundários, como sangramento do estômago, danos ao nível dos rins e redução na eficácia do medicamento.

Conforme sublinha um artigo do Newsweek, a Doctronic destaca uma lista de nove coisas que deverá evitar enquanto toma ibuprofeno. 

1. Ibuprofeno e anticoagulantes

A combinação de ibuprofeno com medicamentos para tornar o sangue mais fino, neste caso os anticoagulantes, pode aumentar o risco de sangramento. 

O ibuprofeno em si pode irritar a mucosa estomacal e afetar a função das plaquetas que auxiliam na coagulação sanguínea. Quando combinado com anticoagulantes, este efeito pode revelar-se perigoso. 

Entre os sintomas de sangramento estão hematomas incomuns, fezes com sangue ou sangramento prolongado em cortes.

2. Ibuprofeno e outros AINE

Tomar ibuprofeno juntamente com outros anti-inflamatórios não esteroides (AINE), como aspirina, pode aumentar o risco de problemas gastrointestinais, como úlceras e sangramento.

Há também um risco mais elevado dos rins serem afetados, sobretudo quando usado com frequência ou em doses elevadas. Evite tomar estas duas substâncias ao mesmo tempo, a não ser que seja recomendado pelo seu médico a fazê-lo. 

3. Ibuprofeno e medicamentos para pressão arterial

O ibuprofeno poderá influenciar a eficácia de determinados medicamentos para a pressão arterial. Tal poderá levar ao aumento da pressão arterial ou à redução da função renal. 

Pessoas com diagnóstico de hipertensão devem medir a pressão arterial regularmente e consultar o médico antes de recorrer ao ibuprofeno.

4. Ibuprofeno e lítio

O ibuprofeno pode aumentar os níveis de lítio no sangue, podendo resultar num quadro de toxicidade por lítio. Os sintomas de toxicidade incluem tremores, confusão, náuseas e batimentos cardíacos irregulares.

5. Ibuprofeno e metotrexato

Usado para o tratamento do cancro e de doenças autoimunes, a toxicidade do metotrexato pode aumentar quando combinado com a toma de ibuprofeno.

6. Ibuprofeno e ISRS

Os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), normalmente prescritos para depressão, podem aumentar o risco de sangramento quando combinados com ibuprofeno. Isto acontece porque ambos os medicamentos afetam a função das plaquetas. 

Fique atento a sinais como sangramentos nas gengivas, sangramento do nariz ou hematomas incomuns.

7. Ibuprofeno e suplementos como ginkgo biloba e alho

Alguns suplementos, como é o caso do ginkgo biloba e alho, possuem propriedades anticoagulantes. Quando tomados com ibuprofeno podem aumentar o risco de sangramento.

8. Ibuprofeno e corticosteroides

A combinação de ibuprofeno com corticosteroides poderá aumentar o risco de úlceras e sangramento. Ambos os medicamentos tendem a irritar o trato gastrointestinal.

9. Ibuprofeno e certos medicamentos para controlo da glicemia

O ibuprofeno poderá afetar o controlo da glicemia nas pessoas que tomam medicamentos para a diabetes, como insulina. Este pode potencializar ou reduzir o efeito dos medicamento, levando a níveis instáveis de açúcar no sangue.

Tal como já referido anteriormente, se se enquadrar em algumas destas situações, consulte sempre o seu médico antes de tomar ibuprofeno.

Cientistas testam tratamento mais eficaz contra cancro com menos doses de quimioterapia

Por  sicnoticias.pt   

O tratamento permite "destruir potentemente as células tumorais, minimizando a toxicidade sistémica", disse a líder do estudo (ainda em fase de testes), Ana Espinosa, investigadora do Instituto de Ciência de Materiais de Madrid (ICMM), citada na notícia da Europa Press.

O estudo liderado pelo ICMM foi realizado em células tumorais de cancro da mama, fora do corpo humano ou organismo vivo, mas pode ser alargado a qualquer tipo de cancro, segundo a Europa Press.

De acordo com a mesma fonte, os investigadores testaram pela primeira vez um tratamento trimodal, que combina três ações simultâneas contra o cancro.

Para a descoberta, os investigadores recorreram a um medicamento utilizado em quimioterapia (tratamento contra o cancro), o doxorrubicina, com a aplicação, em simultâneo, de duas formas diferentes de calor.

Estas duas formas diferentes de calor potenciam a ação do medicamento, sendo estas: um campo magnético que produz calor (hipertermia magnética) e a radiação infravermelha próxima, que também gera calor.

Segundo a investigação, a utilização de terapias contra o cancro que combinam dois tipos de hipertermia (tratamentos baseados no calor) com quimioterapia permite reduzir as doses de doxorrubicina.

"O tratamento funciona como uma armadilha de calor para eliminar as células cancerígenas", referiu a investigadora, indicando que as células cancerígenas são sensíveis ao calor.

A utilização de cada técnica em separado não permite atingir com segurança a temperatura necessária para eliminar as células cancerígenas, de acordo com o estudo realizado em colaboração com o instituto de investigação IMDEA Nanociencia (Espanha), o Instituto Curie (França) e o Instituto de Cerâmica e Vidro (Espanha).

O estudo que teve como principal foco demonstrar o potencial do tratamento trimodal, segundo a Europa Press.

"Conseguimos atingir uma taxa de morte celular de até 70% em 72 horas, o que representa um aumento significativo da eficácia em comparação com os tratamentos individuais", disse Ana Espinosa.

A investigação, publicada na revista científica Advanced NanoBiomed Research, "abre uma promissora via terapêutica, ainda em fase inicial", de acordo a Europa Press.

Irão? "Eles estão a negociar, mas têm medo de o dizer", garante Trump... O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a liderança do Irão está a negociar um acordo de cessar-fogo, mas que o nega publicamente por receio de "ser assassinada pelos seus".

© Lusa   26/03/2026

"Eles (líderes iranianos) estão a negociar, querem mesmo chegar a um acordo. Mas têm medo de o dizer, porque acham que, caso contrário, serão mortos pelos seus", declarou Donald Trump na quarta-feira perante deputados republicanos do Congresso durante o jantar anual do Comité Nacional Republicano, em Washington. 

Desde início dos ataques israelo-norte-americanos contra o Irão, a 28 de fevereiro, foram eliminados alguns dos principais dirigentes da República Islâmica, incluindo o Líder Supremo 'Ayatollah' Ali Khamenei, sendo declarado como sucessor deste o filho Mojtaba Khamenei, que não é visto em público há várias semanas, alimentando rumores sobre o seu estado de saúde.  

O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano declarou na quarta-feira que abrir negociações de paz com os Estados Unidos nesta fase seria reconhecer uma derrota e avisou que a República Islâmica prefere "continuar a resistir".

Na primeira reação oficial de Teerão à oferta de conversações por parte de Washington, Abbas Araqchi disse, na televisão estatal, que a República Islâmica "não planeia nenhuma negociação" sobre o conflito desencadeado por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.

O Irão pretende "terminar a guerra nos próprios termos" e criar condições "para que nunca mais se repita", adiantou.

Em resposta aos ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel em solo iraniano, Teerão lançou ondas de mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o Estreito de Ormuz, por onde transita um quinto do abastecimento mundial de petróleo bruto. 

Pouco antes das declarações do governante iraniano, a Casa Branca avisou que os Estados Unidos poderão "desencadear o inferno" caso o Irão cometa um "erro de cálculo" e se recuse a reconhecer a derrota militar.

O Irão "será atingido com mais força do que nunca", ameaçou a porta-voz da presidência norte-americana, que insistiu na existência de contactos diplomáticos com Teerão para pôr fim à guerra.

"As negociações continuam. São produtivas, como disse o Presidente [Donald Trump] e vão continuar a sê-lo", afirmou Karoline Leavitt sobre a iniciativa de diálogo de Washington, até agora negada por Teerão.

A estação pública Press TV já tinha noticiado que Teerão rejeitou uma proposta de 15 pontos do líder norte-americano para terminar a guerra, embora citando um responsável iraniano não identificado.

Depois disso, surgiram várias mensagens do Irão em tom de desafio à Casa Branca. 

No seu discurso em Washington, Trump queixou-se da cobertura mediática da guerra, em particular de notícias e análises que questionam a sua visão triunfalista sobre o conflito, que já se arrasta há quase um mês.


Leia Também: Exército de Israel anuncia vaga de ataques "em grande escala" contra Irão

O Exército de Israel comunicou hoje ter concluído uma vaga de ataques "em grande escala" contra vários alvos no Irão, sem fornecer mais detalhes.

quarta-feira, 25 de março de 2026

Proteção da Pesca e dos Ecossistemas em Cacheu e Buba 🌿... A FAO está empenhada em reforçar a fiscalização da pesca artesanal nas rias de Cacheu e Buba para combater a pesca ilegal e proteger os ecossistemas marinhos e florestais e promover a pesca sustentável

O Ateliê terminar com a  criação  e fortalecimento de Células de Fiscalização Participativa e Capacitação das equipas com instrumentos jurídicos e planos de gestão, monitorização das atividades de pesca artesanal.

Esta iniciativa promove uma gestão sustentável dos recursos pesqueiros, vital para a economia e segurança alimentar do país.

Por FAO Guiné-Bissau

Merz diz que Kyiv já não precisa de mísseis Taurus, mas de dinheiro... O chanceler alemão afirmou hoje que a Ucrânia não precisa de mísseis Taurus produzidos na Alemanha, porque já fabrica esse tipo de armamento, lamentando a ausência de apoio financeiro da UE devido ao veto da Hungria.

© Michael Kappeler/picture alliance via Getty Images    Por LUSA  25/03/2026 

"Atualmente, a Ucrânia possui o seu próprio arsenal de armas de longo alcance, armas que eles próprios produzem, em parte com a nossa ajuda, e que são muito mais eficazes do que o número relativamente reduzido de mísseis de cruzeiro Taurus que poderíamos ter fornecido", declarou Friedrich Merz, durante uma sessão de perguntas na câmara baixa do parlamento, o Bundestag. 

"A Ucrânia está hoje mais bem armada que nunca", declarou o chefe do Governo alemão, respondendo a uma pergunta do deputado do Partido Verde, Robin Wagener, sobre quando é que o Governo alemão ia decidir sobre o envio de mísseis Taurus para a Ucrânia, algo que Merz defendeu quando era líder da oposição.

"Eu disse isso numa altura em que presumia que as Forças Armadas alemãs tinham mísseis de cruzeiro Taurus totalmente operacionais suficientes nos seus arsenais para abastecer a Ucrânia", observou Merz, dando a entender que essas armas alemãs tinham deixado de ter interesse para Kiev.

O chanceler reconheceu que a Ucrânia necessita é de apoio financeiro, que, para já e devido ao veto da Hungria, a UE não pode prestar.

Em dezembro, os líderes da UE acordaram financiar a Ucrânia com um empréstimo de 90 mil milhões de euros; contudo, a Hungria, que no final do ano aprovou a medida, decidiu vetar.

Merz afirmou que o país invadido pela Rússia "enfrenta graves dificuldades financeiras" e lamentou que a Hungria se recuse a cooperar e simplesmente exerça o direito de veto.

"Espero que possamos resolver este problema a médio prazo, mas é extremamente difícil", comentou o chanceler alemão, sublinhando que "é algo inédito" na história da UE que os parceiros europeus não consigam agir devido à oposição de um único país.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - depois do desmoronamento da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se da esfera de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.

A guerra na Ucrânia já causou dezenas de milhares de mortos de ambos os lados, e os últimos meses foram marcados por ataques aéreos em grande escala da Rússia a cidades e infraestruturas ucranianas, ao passo que as forças de Kiev têm visado alvos militares em território russo e na península da Crimeia, ilegalmente anexada por Moscovo em 2014.

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia - além da península da Crimeia anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO.

Estas condições - constantes do plano de paz apresentado pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, para solucionar o conflito - são consideradas inaceitáveis pela Ucrânia, que exige um cessar-fogo incondicional de 30 dias antes de entabular negociações de paz com Moscovo e que os aliados europeus lhe forneçam sólidas garantias de que não voltará a ser alvo de ataque.


Leia Também: Ucrânia reivindica ataque com drones a terminal petrolífero na Rússia

O Estado-Maior ucraniano reivindicou hoje um ataque com drones que provocou um incêndio no terminal portuário de Ust-Luga, na região russa de Leninegrado.

Fontes do Pentágono confirmam envio de mais militares para Médio Oriente... Fontes do Pentágono confirmaram hoje o envio de elementos de uma divisão aerotransportada e de uma brigada de combate para o Médio Oriente, no âmbito da guerra com o Irão, avançou a agência de notícias Europa Press.

© Wikimedia Commons   Por LUSA   25/03/2026 

"Podemos confirmar que elementos do quartel-general da 82ª Divisão Aerotransportada, algumas equipas de apoio da divisão e a 1ª Brigada de Combate serão enviados para a área de responsabilidade do Comando Central dos EUA", disseram fontes do Departamento de Defesa dos EUA (Pentágono), citadas pela agência de notícias espanhola Europa Press. 

As mesmas fontes escusaram-se, no entanto, a fornecer "pormenores adicionais", como a dimensão deste envio, alegando preocupações com a "segurança operacional".

A confirmação foi feita depois de a imprensa norte-americana ter avançado que a decisão deve abranger entre 1.000 e 2.000 soldados, embora refira que isto não implica colocar tropas terrestres no Irão, mas sim mantê-las a postos.

Segundo os jornais The New York Times e The Washington Post, as autoridades norte-americanas estão a considerar o envio da Força de Resposta Imediata (uma unidade de resposta de emergência do Exército norte-americano) para o Médio Oriente para apoiar a Operação "Fúria Épica".

A televisão Fox News noticiou ainda que o comandante desta divisão, Brandon Tegtmeier, já recebeu ordens para se deslocar para a região, com vários voos preparados na Base Aérea de Pope, na Carolina do Norte.

Em resposta a estas informações, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, sublinhou que Teerão está a acompanhar de perto "todos os movimentos dos EUA" no Médio Oriente, e, "especialmente, o envio de tropas".

As autoridades iranianas confirmaram, na sua última contagem, mais de 1.500 mortes resultantes da ofensiva israelo-americana, embora a organização não-governamental norte-americana Ativistas dos Direitos Humanos no Irão tenha elevado o número para mais de 3.000 pessoas.

Entre os mortos estão figuras proeminentes como o líder supremo iraniano, o 'ayatollah' Ali Khamenei, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Ali Larijani, os ministros da Defesa e da Inteligência, Aziz Nasirzadeh e Esmail Khatib, respetivamente, além de oficiais de alta patente das Forças Armadas e de outras agências de segurança.

A ofensiva foi lançada no dia 28 de fevereiro, quando estavam a decorrer negociações entre os Estados Unidos e o Irão para alcançar um novo acordo sobre a política nuclear da República Islâmica.

Teerão respondeu atacando território israelita e infraestruturas de apoio aos norte-americanos no Médio Oriente, incluindo bases militares.

Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau: ABERTURA DE VAGAS PARA ATOS CONSULARES

Por   Embaixada de Portugal na Guiné-Bissau

Informamos os nossos utentes que as vagas para os agendamentos de atos consulares (autenticações, cartão de cidadão, passaporte) para as próximas semanas serão abertas na quinta-feira, 26 de março, às 11h, hora de Bissau.

Deverá recorrer à plataforma https://agendamentos.mne.gov.pt/pt/login , utilizada em toda a rede consular portuguesa e que constitui a ÚNICA forma de agendamento.

⚠ Reiteramos que o agendamento é gratuito e que não é permitido efetuar mais do que um agendamento para cada ato durante o mesmo período. Pode consultar a tabela dos emolumentos consulares em https://bissau.embaixadaportugal.mne.gov.pt/.../tabela-de... .

ℹ Lembramos que os cidadãos portugueses deverão agendar com recurso exclusivo à chave móvel digital para autenticações e renovações de cartão de cidadão ou de passaporte, para o que poderão encontrar instruções no site da Embaixada (em https://bissau.embaixadaportugal.mne.gov.pt/.../agendamen... ).

🚫 Mais informamos que os agendamentos irregulares serão cancelados, sendo as suas vagas disponibilizadas para novos utentes.

Tabela de Emolumentos Consulares