sexta-feira, 16 de outubro de 2026

PRT General Horta Inta-A exonera Presidente do Instituto da Defesa Nacional... O Presidente da República, Horta Inta-A, exonerou o Presidente do Instituto da Defesa Nacional (IDN), através do Decreto Presidencial n.º 25/2026.

DECRETO PRESIDENCIAL | Presidência da República tem novo Chefe da Casa Civil... Por Decreto Presidencial n.º 26/2026, o Major-General Ibraima Papa Camará foi nomeado para o cargo de Chefe da Casa Civil da Presidência da República.

Radio Voz Do Povo /Rádio Pindjiguiti 95.0

Ibraima Papa Camará sucede a Sandji Fati, que deixa assim a chefia da estrutura central de apoio direto ao Presidente da República.

O Presidente de Transição da República da Guiné-Bissau, General do Exército Horta Inta-a, nomeou o Major-General Ibraima Papa Camará para o cargo de Chefe da Casa Civil da Presidência da República.

A nomeação consta do Decreto Presidencial n.º 26/2026, publicado através da Nota Informativa n.º 25, de 16 de outubro de 2026, pelo Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República.

De acordo com o decreto, assinado pelo Presidente de Transição, a decisão entra imediatamente em vigor.

A nomeação foi formalizada em Bissau, a 16 de outubro de 2026.

Guiné-Bissau: Primeiro Ministro Ilídio Vieira Te lança primeira pedra da para a reabilitação da estrada centura sul e parte da estrada Bissau Nhacra

Radio Voz Do Povo

ONU reafirma que conflito no Saara Ocidental é questão de descolonização... Uma comissão da ONU aprovou uma resolução que reafirma a natureza jurídica do conflito entre Marrocos e a Frente Polisário no Saara Ocidental como questão de descolonização da antiga colónia espanhola.

© ShutterStock     Por  LUSA   16/10/2026 

Uma comissão da ONU aprovou uma resolução em que reafirma a natureza jurídica do conflito entre Marrocos e a Frente Polisário no Saara Ocidental como uma questão de descolonização da antiga colónia espanhola, indicou hoje fonte oficial.

Segundo o texto a que a agência Lusa teve acesso, a resolução foi aprovada na quinta-feira na Comissão Política Especial e de Descolonização (IV Comissão) da Assembleia Geral da ONU, realizada no quadro da agenda relativa à aplicação da Declaração sobre a Concessão da Independência aos Países e Povos Coloniais.

A resolução adensa as dúvidas quanto a um desfecho de um conflito iniciado em 1975, quando Marrocos tomou o controlo do território, que a ONU considera como "não autónomo em processo de descolonização", contestado pela Frente Polisário, movimento de libertação que exige a realização de um referendo de autodeterminação, tal como as duas partes assinaram em 1991 nas Nações Unidas.

Em 2007, porém, Marrocos apresentou um plano que garante uma maior autonomia para o Saara Ocidental, recusado pela Polisário, mas que tem vindo a contar com cada vez mais apoios, como os Estados Unidos, Reino Unido, Espanha e França.

Na resolução, que contou com o apoio de 152 países, a IV Comissão tomou nota do relatório do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, datado de 31 de julho de 2026 e apresentado à Assembleia Geral na atual sessão.

"A Comissão Política Especial e de Descolonização (Quarta Comissão) da Assembleia Geral e o Comité Especial sobre a Situação Relativa à Aplicação da Declaração sobre a Concessão da Independência aos Países e Povos Coloniais abordam a questão do Saara Ocidental como uma questão de descolonização", indicou Guterres.

A questão do prolongamento da Missão das Nações Unidas para o Referendo no Saara Ocidental (MINURSO), que termina a 31 deste mês, não foi ainda decidida.

A resolução reafirmou "a responsabilidade das Nações Unidas para com o povo do Saara Ocidental" e solicitou ao Comité Especial sobre a Situação Relativa à Aplicação da Declaração sobre a Concessão da Independência aos Países e Povos Coloniais (Comité dos 24) que continue a analisar a situação no quadro de um território sujeito a descolonização, para apresentar um relatório na próxima Assembleia Geral.

Em declarações aos jornalistas, em Nova Iorque, o representante da Polisário junto das Nações Unidas e coordenador do movimento com a MINURSO, Sidi Mohamed Omar, afirmou que "a resolução reafirma, como acontece todos os anos, o enquadramento jurídico do Saara Ocidental enquanto questão de descolonização, bem como o direito inalienável do povo sarauí à autodeterminação e à independência".

O diplomata sarauí acrescentou que a reafirmação do enquadramento jurídico do Saara Ocidental enquanto questão de descolonização "constitui uma resposta firme e clara às tentativas da potência ocupante marroquina de distorcer a natureza jurídica da questão sarauí".

"A decisão constitui também uma resposta clara às posições de alguns países que apoiam o Estado ocupante marroquino e a política expansionista no Saara Ocidental, promovendo propostas que contrariam o espírito e a letra da Carta das Nações Unidas e visam comprometer o direito inalienável do povo sarauí à autodeterminação e à independência", sublinhou Omar.

Marrocos ainda não se pronunciou sobre a resolução.

EUA prolongam suspensão de sanções contra petrolífera russa Lukoil... O Governo norte-americano prorrogou quinta-feira pela segunda vez a suspensão parcial das sanções contra a petrolífera russa Lukoil, enquanto procura criar condições para uma descida do preço dos combustíveis. A medida, que se estende até 24 de abril de 2027, não abrange transferências de fundos para contas localizadas na Rússia.

© Contributor/Getty Images    Por  LUSA   16/10/2026 

O Governo norte-americano prorrogou quinta-feira pela segunda vez a suspensão parcial das sanções contra a petrolífera russa Lukoil, enquanto procura criar condições para uma descida do preço dos combustíveis.

Segundo um documento do organismo governamental responsável pelas sanções (OFAC), publicado no site do Departamento do Tesouro, as sanções sobre o grupo russo são levantadas até 24 de abril de 2027.

A suspensão não se aplica a "transferências de fundos para qualquer pessoa ou conta localizada na Rússia", esclareceu o documento da OFAC.

Entre os ativos estrangeiros da Lukoil, no final de janeiro, contavam-se uma rede de mais de 200 postos de abastecimento de combustível nos Estados Unidos, duas refinarias (na Roménia e na Bulgária) e o campo petrolífero de West Qurna 2 (no sul do Iraque), um dos maiores do mundo.

Esta é a segunda prorrogação destas sanções, após o anúncio da isenção em dezembro passado e uma primeira prorrogação em meados de abril.

A medida surge uma semana após Donald Trump ter anunciado um acordo com Moscovo referente ao fornecimento de gasóleo russo para o mercado norte-americano e outras partes do mundo.

Principal combustível utilizado pelos transportadores e agricultores nos Estados Unidos, o gasóleo encareceu fortemente desde o início da guerra no Irão, no final de fevereiro.

O custo de vida tornou-se um dos principais temas das eleições intercalares norte-americanas, marcadas para 03 de novembro, que podem resultar na perda do controlo de ambas as câmaras do Congresso pelos republicanos, a dois anos do final do mandato de Donald Trump.

Mais do que a redução da oferta resultante do encerramento do Estreito de Ormuz — por onde transitam 20% dos hidrocarbonetos mundiais — tiveram um impacto significativo nos preços dos combustíveis os estrangulamentos na cadeia dos produtos refinados.

Trump tem também salientado o efeito dos ataques ucranianos a refinarias russas, realizados em resposta às ofensivas de Moscovo contra as infraestruturas civis na Ucrânia.


Leia Também:  Irão. EUA sancionam Banco Internacional de Comércio de Cuba

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou hoje sanções contra o estatal Banco Internacional de Comércio de Cuba (BICSA), que acusa de prestar serviços ao banco iraniano Karafarin.

Osecretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou hoje sanções contra o estatal Banco Internacional de Comércio de Cuba (BICSA), que acusa de prestar serviços ao banco iraniano Karafarin.

Marco Rubio acusou Cuba, em comunicado, de "operar como uma plataforma para atores maliciosos e grupos terroristas, incluindo a República Islâmica do Irão, o principal Estado patrocinador do terrorismo no mundo, com o objetivo de atacar os Estados Unidos"...


Leia Também: Israel confirma que entrada de mercadorias em Gaza está suspensa

A coordenadora israelita para os territórios palestinianos ocupados confirmou hoje que a entrada de mercadorias de caráter privado na Faixa de Gaza está suspensa e denunciou que o Hamas está a impor uma taxa de "extorsão" ao comércio.

Acoordenadora israelita para os territórios palestinianos ocupados confirmou hoje que a entrada de mercadorias de caráter privado na Faixa de Gaza está suspensa e denunciou que o Hamas está a impor uma taxa de "extorsão" ao comércio.

A acusação foi rejeitada categoricamente pelo movimento islamista palestiniano que assegurou que se trata de uma contribuição voluntária para aumentar a liquidez da economia do enclave devastado...

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

Guiné- Bissau: Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau visita Gâmbia

Por Rádio Capital Fm    14/10/2026 

O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general de exército Tomás Djassi, iniciou uma visita de quatro dias à Gâmbia.

A visita visa reforçar a cooperação militar e a segurança entre os dois países.

Djassi lidera também o Conselho Nacional de Transição. A agenda inclui encontros com oficiais militares gambianos, com o ministro da Defesa, com o inspetor-geral da Polícia e com o conselheiro de Segurança Nacional.

A visita termina com a assinatura de um comunicado conjunto, definindo as prioridades para a cooperação militar.

A deslocação ocorre uma semana depois de o primeiro-ministro e os órgãos eleitorais declararem que não existem condições para realizar eleições em 6 de dezembro.

As eleições visam repor a ordem civil após o golpe de novembro de 2025.

RGB DEFENDE PACTO NACIONAL DURADOURO PARA GARANTIR A PAZ E A ESTABILIDADE NA GUINÉ-BISSAU

Por Radio Voz Do Povo   15/10/2026 

A Resistência da Guiné-Bissau (RGB) defende a construção de um Pacto Nacional duradouro, com a justiça, o respeito pelos direitos humanos e o bem-estar da população no centro das prioridades, como forma de ultrapassar a instabilidade e promover a paz e a reconciliação nacional.

A posição consta de um comunicado à nação, divulgado esta quinta-feira, 15 de outubro, sob o lema “Pela Paz, Diálogo e Reconciliação Nacional no Nosso País”.

No documento, a RGB manifesta preocupação com as crescentes crispações protagonizadas por alguns políticos e ditos ativistas sociais, apelando ao diálogo transparente, à paz e à reconciliação nacional em toda a Guiné-Bissau.

A formação política considera que a preservação da estabilidade, da coesão social e do respeito pela legalidade constitucional constitui um imperativo nacional, sublinhando que nenhum progresso real pode ser construído com base na divisão, na intolerância ou no conflito.

No mesmo comunicado, a RGB dirige um apelo aos líderes políticos e institucionais para que orientem as suas ações pelo interesse superior da nação e privilegiem a concertação e a negociação, em detrimento do confronto, criando um ambiente favorável ao estabelecimento de um novo calendário eleitoral.

Às Forças de Defesa e Segurança, a organização pede que se mantenham fiéis ao seu papel republicano, garantindo a ordem, a integridade territorial e a proteção dos cidadãos, afastando-se das disputas políticas. Defende igualmente que os detentores do poder de facto criem condições para um diálogo inclusivo, baseado na auscultação de todas as forças vivas da nação, com vista à construção de um amplo consenso nacional e à definição das áreas fundamentais de um Pacto Nacional.

A RGB apela ainda à sociedade civil e às organizações juvenis e femininas para que continuem a promover a consciencialização social e uma cultura de paz, baseada na inclusão, na justiça social e na tolerância mútua.

Aos cidadãos guineenses, a formação política pede que rejeitem todas as formas de extremismo e de violência étnica e religiosa, considerando que a diversidade e a unidade nacional são fundamentais para salvaguardar a soberania e a dignidade humana.

No plano internacional, a RGB apela à continuidade da colaboração e da mediação da CEDEAO, da CPLP e das Nações Unidas, cujo apoio considera fundamental para o regresso à plena normalidade democrática.

A organização reafirma ainda a importância da união entre os guineenses para transformar o presente e garantir o progresso das futuras gerações, reiterando o seu compromisso com a paz, a liberdade e os direitos constitucionais.

O comunicado termina com um apelo à prevalência da paz nos corações dos guineenses e no país, sendo assinado, em Bissau, a 15 de outubro de 2026, por Fernando Mendes, presidente da Comissão Permanente da RGB.

Senado brasileiro aprova redução de semana de trabalho sem cortes salariais... O Senado brasileiro aprovou na quarta-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz o tempo de trabalho semanal sem corte salarial, uma das bandeiras do Presidente brasileiro, Lula da Silva, candidato à reeleição.

© Lusa   Por  RTP/Lusa   15 Outubro 2026 

A proposta, popularmente chamada "fim da escala 6x1", ou seja, cinco dias de trabalho e dois de descanso, foi aprovada em dois turnos no Senado numa mesma sessão plenária e agora vai a promulgação.

A votação foi híbrida, tanto presencial, quanto remota, o que permitiu, por exemplo, Flávio Bolsonaro, que estava em agenda de campanha no Rio Grande do Sul, participar e votar favoravelmente a proposta.  

O fim da escala 6x1 foi duramente criticada por grandes entidades e sindicatos patronais das áreas de indústria, comércio e serviços ao classificar a medida como ruim para a economia e que resultará em demissões, além de precarização dos serviços essenciais.

Aprovada em maio na Câmara dos Deputados e após acordo da base governista e de Lula com o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do União Brasil, a PEC foi colocada em votação na quarta-feira.

Alcolumbre decidiu acelerar a tramitação da proposta após o resultado das eleições gerais em 04 de outubro, após o Partido Liberal (PL), de Flávio Bolsonaro, ganhar maioria das 81 cadeiras do Senado e, assim, ameaçar a sua reeleição ao comando da Câmara Alta, em fevereiro.

A estratégia de sobrevivência foi uma forma de pressionar o PL sobre o tema, uma vez que, nas últimas semanas, Flávio fez declarações vagas sobre o assunto à imprensa, passando depois a defender flexibilização das leis trabalhistas para que empregado e patrão negociassem horas de trabalho.

Na terça-feira, no entanto, após reunião com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio recuou e disse que votaria a favor da PEC, porque "a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da escala 6x1".

Ainda assim, criticou Lula para dizer que o "Governo pagaria a conta" por supostas perdas económicas, uma vez que os empresários e empresas estão endividados e quebrados.

O cálculo da sua campanha e do pai foi que "Lula cavou um penálti aos 45 do segundo tempo" e que seria melhor o candidato do PL e o próprio partido votarem a proposta para evitar "desgastes desnecessários" com os eleitores.

Atrás de Flávio nas sondagens de intenção de voto e com 2,2 milhões de votos a menos na primeira volta, Lula passou as últimas semanas a provocar o adversário sobre como ele votaria.

A campanha do petista também recuperou as declarações contrárias de Flávio, que já chamou a PEC apresentada pelo Governo de "oportunista", com "grande carga de hipocrisia".

Na terça-feira, Lula ironizou o recuo de Flávio e do PL ao dizer que "depois da pressão da sociedade, o PL resolveu votar o fim da escala 6x1. De vez em quando, eu fico pensando: se todo mal que eu causar a este país for fazer a direita avançar e atender aos interesses do povo brasileiro, vou continuar a fazer isso".

Os líderes do Partido Liberal no Congresso brasileiro afirmaram que, caso eleito, Flávio Bolsonaro trabalhará pela aprovação da PEC que autoriza o pagamento de horas trabalhadas, uma vez que o partido é a maior força partidária na Câmara dos Deputados e no Senado.

A imprensa brasileira noticiou ainda que Flávio deu a entender isso mesmo durante um encontro com empresários, antes de sinalizar publicamente que votaria a favor da PEC do fim da escala 6x1.

A votação desta proposta teve o mesmo resultado nos dois turnos de votação: 75 votos sim e um voto contrário.

O Plenário do Senado, que estava tomado por petistas e governistas, gritaram "olé, olé, olá, Lu-la" e a fazer a letra "L" com as mãos em referência ao líder de esquerda.


Leia Também:  Ativista pró-junta militar acusado de atentado contra credibilidade do Estado

O ativista maliano Bad le Malien, apoiante da junta no poder, foi acusado de difamação e atentado contra a credibilidade do Estado, tendo ficado hoje em prisão preventiva.

Oativista maliano Bad le Malien, apoiante da junta no poder, foi acusado de difamação e atentado contra a credibilidade do Estado, tendo ficado hoje em prisão preventiva.

Badra Aliou Dicko, conhecido por Bad le Malien, tem defendido com fervor, nas redes sociais, os militares que tomaram o poder através de dois golpes de Estado, em 2020 e 2021, neste país do Sahel que é palco de um conflito desde 2012...

Musk acusa Trump de limitar acesso à Starlink na Ucrânia... Elon Musk acusou o governo de Donald Trump de limitar o acesso à Starlink na Ucrânia, enquanto o Ministério da Defesa ucraniano informou que a ligação melhorou, embora com velocidade limitada.

© Getty Images   Por  LUSA  15/10/2026 

O Ministério da Defesa da Ucrânia indicou quarta-feira que a ligação à rede de satélites Starlink "melhorou", embora com velocidade limitada, enquanto Elon Musk, da SpaceX, remeteu para o governo norte-americano, liderado por Donald Trump, responsabilidade por qualquer abrandamento.

O Ministério afirmou à comunicação social que "durante o dia eram muito mais baixos os limites reais" de velocidade de acesso à rede, mas que "a qualidade da ligação melhorou", acrescentando que prosseguem contactos com a SpaceX.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou hoje ao restabelecimento do acesso à rede de satélites Starlink, de que o país depende para enfrentar os constantes ataques de mísseis russos.

"As pessoas vão morrer, claro, se os ataques continuarem e se a Starlink não funcionar (...) Espero realmente que se trate de um erro, talvez de um problema técnico grave — não sei —, mas pedimos que o serviço seja restabelecido", disse Zelensky ao jornalista Piers Morgan, numa entrevista cujos excertos foram divulgados online.

Afirmou ainda que foi "um grande erro" a interrupção da Starlink, utilizada para comunicações no campo de batalha na Ucrânia e para a interceção de drones.

Durante a visita de hoje a Londres, Zelensky confirmou preocupações relacionadas também com a partilha de informação por parte dos Estados Unidos.

"Hoje sofremos ataques em grande escala e é realmente lamentável que tenhamos tido algumas dificuldades que gostaria de discutir com o [primeiro-ministro britânico] Andy [Burnham] sobre o Starlink e sobre informações", disse, em declarações à chegada a Downing Street.

Na rede social X, Elon Musk declarou que qualquer abrandamento da rede militar Starshield na Ucrânia se deve ao governo norte-americano e não à sua empresa, a SpaceX.

"Os sistemas Starshield são propriedade e controlados pelo governo dos Estados Unidos. Qualquer limitação de velocidade ou de utilização é decidida pelos militares americanos e, em última análise, pelo Presidente", afirmou.

O bilionário fez ainda uma distinção entre o Starshield, utilizado pela Ucrânia para comunicações na frente de combate, e o Starlink, limitado a usos civis. Ambos os sistemas de satélite foram desenvolvidos pela SpaceX, a empresa de Elon Musk.

Os ataques com mísseis balísticos e drones na terça-feira mataram pelo menos cinco pessoas e feriram 36, segundo a polícia ucraniana.

Kiev queixou-se de falta de informação sobre os ataques russos e de limitações no uso da plataforma Starlink para lançar os próprios drones.

No início do seu encontro com o primeiro-ministro britânico em Downing Street, Zelensky afirmou que "conta com a parceria com os Estados Unidos", embora tenha dito sentir-se traído pelos recentes anúncios de Donald Trump.

"É doloroso ver o Presidente Trump escolher um lado, e não o nosso", afirmou ainda na entrevista a Piers Morgan.

Questionado se se sentia traído, respondeu "sim", acrescentando: "é um pouco mais complicado do que apenas as minhas emoções ou sentimentos. Não se trata de mim, mas da sobrevivência do meu país".

Um conselheiro do presidente ucraniano, Serhiy Beskrestnov, tinha afirmado hoje que o funcionamento de alguns terminais Starlink tinha sido restringido na noite anterior, sem aviso prévio.

Kiev afirma também não ter recebido qualquer aviso sobre ataques russos, pela segunda noite consecutiva, quando a Ucrânia depende de informações de inteligência militar ocidental — e, em particular, norte-americana — para antecipar e contra-atacar as ofensivas russas.

A Ucrânia e os seus aliados europeus ficaram perplexos com a decisão do Presidente norte-americano, no passado fim de semana, de levantar as sanções sobre o gasóleo russo.

Trump também criticou duramente Zelensky, chegando mesmo a "sugerir" aos ucranianos que escolhessem "um novo líder capaz de chegar a um acordo" de paz com Moscovo.

Os líderes europeus evitaram criticar diretamente o Presidente norte-americano, apoiando o seu apelo para uma trégua nos ataques russos e ucranianos às instalações energéticas do lado adversário.

No encontro em Londres, o primeiro-ministro britânico referiu o apelo lançado no fim de semana por Trump para um cessar-fogo energético, lamentando que a Rússia tenha respondido com novos ataques contra infraestruturas críticas ucranianas.

"Fica, mais uma vez, claro para o mundo quem é o agressor neste conflito", denunciou Burnham.


quarta-feira, 14 de outubro de 2026

GABINETE DE ADVOGADOS DE ADJA SATÚ CAMARÁ DESMENTE ALEGADA NULIDADE DO CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO DO MADEM G-15

Por  Radio TV Bantaba  14/10/2026 

O Gabinete de Advogados de Adja Satú Camará desmentiu, esta quarta-feira, 14 de outubro, informações que circulam nas redes sociais e em órgãos de comunicação digital, segundo as quais o Tribunal Regional de Bissau teria declarado a nulidade do Congresso Extraordinário do MADEM G-15 e determinado o regresso da coordenação do partido à responsabilidade de Braima Camará.

Em comunicado, a representação jurídica considera as informações falsas e enganosas, afirmando que não existe, até à data, qualquer decisão judicial que tenha anulado o congresso, afastado a atual direção do partido ou reconhecido as pretensões de Braima Camará nesse sentido.

Segundo o documento, Adja Satú Camará foi notificada, no dia 7 de outubro de 2026, do recurso interposto por Braima Camará contra a decisão do Tribunal Regional de Bissau, que julgou improcedente a ação principal apresentada contra a atual coordenadora nacional do MADEM G-15.

O gabinete jurídico sustenta ainda que a atual direção do partido, liderada por Adja Satú Camará, foi legitimada pelo Congresso Extraordinário realizado a 17 de agosto de 2024, cuja legitimidade, segundo o comunicado, foi reconhecida pelo Supremo Tribunal de Justiça através de um despacho transitado em julgado.

A representação jurídica acrescenta que, nos termos do artigo 178.º do Código Civil, o direito de ação destinado à anulação das deliberações do congresso terá caducado, alegando que a ação foi apresentada em 8 de setembro de 2025, cerca de treze meses após a realização do evento.

O comunicado recorda igualmente que Braima Camará participou nas eleições legislativas de 2025 como candidato a deputado, integrado na Plataforma Republicana, numa lista associada ao MADEM G-15 liderado por Adja Satú Camará.

Perante esta situação, o Gabinete de Advogados alerta que a divulgação de informações que apresentam como definitiva uma decisão judicial que, segundo a sua posição, ainda não foi proferida nesses termos, pode induzir a opinião pública em erro.

A representação jurídica reafirma, por fim, a sua confiança nas instituições da República e na Justiça, apelando à divulgação de informações baseadas em factos verificáveis e ao respeito pelos princípios do Estado de Direito.

O Instituto Marítimo Portuário da Guiné-Bissau (IMP-GB) e o Instituto Nacional da Segurança Social (INSS) assinaram, esta quarta-feira (14.10), um Memorando de Entendimento, numa cerimónia testemunhada pela Ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social e pelo Ministro das Obras Públicas e Urbanismo, em representação do Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital.

Por Radio Voz Do Povo

Guiné-Bissau: ‎HORTA INTA-A EXONERA SANDJI FATI DO CARGO DE CHEFE DA CASA CIVIL DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

Por Rádio Sol Mansi   14-10-2026

‎O Presidente de Transição da Guiné-Bissau, General do Exército Horta Inta-A, exonerou o Tenente-General Sandji Fati do cargo de chefe da Casa Civil da Presidência da República.

‎A decisão consta do Decreto Presidencial n.º 24/2026, divulgado através de uma nota informativa do Gabinete de Comunicação e Relações Públicas da Presidência da República, datada de 14 de outubro de 2026.

‎De acordo com o documento, Sandji Fati tinha sido nomeado para o cargo a 18 de dezembro de 2025, através do Decreto Presidencial n.º 10/2025. O novo decreto determina que a exoneração entra imediatamente em vigor.

‎A nota informativa não esclarece os motivos que estiveram na origem da decisão, nem indica quem irá substituir Sandji Fati na chefia da Casa Civil da Presidência da República.

Tenente-‎General na reserva e político ligado ao MADEM-G15, partido associado a Satu Camará Pinto, Sandji Fati é considerado próximo do antigo Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, afastado do poder pelos militares na sequência da crise político-militar desencadeada na véspera da divulgação dos resultados das eleições legislativas e presidenciais, realizadas simultaneamente.

‎A exoneração ocorre numa fase de transição política na Guiné-Bissau, marcada por mudanças na composição do Governo e na estrutura militar de apoio à Presidência da República.

‎No início de outubro, Horta Inta-A exonerou também os titulares das pastas do Interior e das Pescas, procedendo à nomeação de novos responsáveis para esses ministérios.

Ucrânia: Washington afirma continuar partilha de informações com Kyiv... Os Estados Unidos afirmaram que continuam a partilhar informações com a Ucrânia, apesar de Kyiv ter frisado não ter recebido aviso prévio dos ataques russos de terça-feira.

© Getty Images   Por  LUSA   14/10/2026 

Os Estados Unidos afirmaram hoje que continuam a partilhar informações com a Ucrânia, embora Kyiv tenha frisado não ter recebido qualquer aviso de Washington antes dos ataques russos de terça-feira.

"Os Estados Unidos não alteraram a sua política em matéria de partilha de informações com os seus aliados e parceiros, como a Ucrânia", afirmou à agência noticiosa France-Presse (AFP) um responsável norte-americano, sob anonimato.

Hoje, numa visita à Estónia, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte, remeteu para as declarações feitas por Donald Trump na terça-feira, segundo as quais Washington continua a partilhar esta informação de inteligência com Kyiv.

Terça-feira à noite, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, informou que a capital Kyiv foi novamente atacada por um míssil balístico russo mais uma vez "sem aviso prévio de parceiros", dos quais os Estados Unidos são o mais relevante.

O alvo principal do ataque, referiu Zelensky no X, foram as infraestruturas energéticas, especificamente a Central Termoelétrica-4, uma das principais da capital ucraniana, e "infelizmente" o ataque foi certeiro, tendo também um prédio residencial sido danificado.

"Esses mísseis foram detetados pelo nosso sistema praticamente já a caminho de Kyiv. Segundo os dados do nosso serviço de inteligência, os russos estão a preparar novos lançamentos de mísseis balísticos. Os factos demonstram que não consideram necessário cumprir o que o Presidente dos Estados Unidos disse. A Ucrânia apoiou o cessar-fogo nas infraestruturas energéticas. A Rússia está a visar mais uma central elétrica e a vida da nossa população", adiantou.

Para Zelensky, "é importante que o mundo não fique em silêncio" sobre os ataques, exigindo que Washington "veja de verdade o que está a acontecer e quem é o culpado pela continuação da guerra".

No domingo, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou um alegado acordo entre a Ucrânia e a Rússia para um "cessar-fogo energético" de 60 dias entre as duas partes, mas Zelensky disse desconhecer esse pacto e o Kremlin evitou pronunciar-se sobre o assunto, tendo o porta-voz, Dmitri Peskov, dito apenas que "prosseguem os contactos sobre essa matéria".

"Eles chegaram a um acordo porque eu disse que chegaram a um acordo", insistiu Trump na segunda-feira.

Hoje, o chefe de Estado ucraniano declarou que o seu país não recebeu qualquer aviso prévio dos seus parceiros sobre os cinco mísseis balísticos russos que atingiram infraestruturas civis na capital, Kyiv, neste contexto de aumento das tensões com o homólogo norte-americano.

Zelensky não especificou a que parceiros se referia, caracterizou o ataque como "particularmente vil" e sublinhou que receber informações secretas de parceiros sobre tais ataques "ajuda a salvar vidas" e é "uma das coisas mais importantes".

"É precisamente isso que ajuda a evitar que as pessoas sejam mortas, quando há um alerta prévio sobre mísseis balísticos", escreveu o líder ucraniano na rede social X.

Kyiv continua a depender fortemente de Washington para obter ajuda militar, incluindo sistemas de defesa antimíssil Patriot de fabrico norte-americano e informações secretas sobre ataques russos iminentes.

Os Estados Unidos têm capacidade para detetar imediatamente lançamentos de mísseis balísticos russos, e as autoridades norte-americanas já antes notificaram a Ucrânia, permitindo-lhe emitir alertas de mísseis à população e utilizar defesas aéreas contra mísseis em aproximação.

A troca de declarações surge depois de Trump ter, nos últimos dias, acusado Zelensky de não querer pôr fim ao conflito – iniciado em fevereiro de 2022 com a invasão russa do país vizinho –, por causa dos ataques ucranianos a infraestruturas energéticas russas. Sábado chegou a afirmar que a Ucrânia deveria mudar de presidente.


Leia Também: Trump faz troça de vídeo de homem morto por tigre e é criticado: "Doente"

O presidente dos EUA, Donald Trump, partilhou um vídeo na Truth Social em que usa inteligência artificial para simular o seu encontro com um tigre. A publicação gerou críticas por fazer referência à morte de uma pessoa.

Donald Trump está a ser amplamente criticado nas redes sociais por uma das suas mais recentes partilhas na rede social Truth Social. Em causa está uma referência ao homem que morreu, no sábado, depois de entrado na jaula de um tigre.

William Chapman morreu no passado sábado, depois de ter sido atacado por um tigre no recinto de um jardim zoológico, em Inglaterra...

Israel ameaça atacar Beirute se Hezbollah apoiar ataque iraniano... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ameaçou hoje atacar os subúrbios de Beirute e provocar a deslocação de um milhão de pessoas se o movimento Hezbollah apoiar um ataque iraniano contra Israel.

© AHMAD GHARABLI/AFP via Getty Images   Por  LUSA  14/10/2026 

O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, ameaçou hoje atacar os subúrbios de Beirute e provocar a deslocação de um milhão de pessoas se o movimento Hezbollah apoiar um ataque iraniano contra Israel.

"Se o Hezbollah se juntar ao Irão num ataque contra Israel, receberá um duro golpe e perderá territórios adicionais no sul do Líbano, nas zonas de Nabatieh e Litani", afirmou Katz.

O ministro falava durante uma visita às tropas israelitas no sul do Líbano, onde Israel mantém ocupada uma faixa que atinge cerca de 10 quilómetros.

Katz afirmou que, em caso de escalada, os subúrbios de Dahye, em Beirute, considerados um bastião do movimento xiita Hezbollah, teriam de ser evacuados.

"Mais de um milhão de xiitas serão deslocados", assegurou Katz.

O ministro da Defesa israelita ameaçou igualmente provocar o deslocamento da população das localidades do sul do Líbano até às linhas dos rios Awali e Zahrani, situados, respetivamente, a cerca de 50 quilómetros da fronteira com Israel.

A visita de Katz ocorre a menos de duas semanas das eleições legislativas israelitas, marcadas para 27 de outubro.

Nos últimos meses, o ministro da Defesa tem feito referências a várias ameaças externas, incluindo a Turquia e um eventual confronto militar com a Autoridade Palestiniana, que gere partes da Cisjordânia.

Katz e o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, têm avisado que adversários regionais poderão tentar atacar Israel antes das eleições.

"Os nossos inimigos estão a pensar pôr-nos à prova nestes dias, tendo em conta as eleições. Aviso-os de que estamos preparados para qualquer cenário", afirmou Netanyahu na terça-feira durante uma visita à fronteira com a Cisjordânia.


Leia Também: Mais de 280 mil pessoas com problemas respiratórios devido a incêndios na Indonésia

A Indonésia está a combater incêndios que devastaram vastas áreas em Bornéu, Sumatra e Papua, espalhando fumo tóxico para os países vizinhos Malásia, Singapura e Timor-Leste. A poluição atmosférica no oeste de Singapura atingiu um nível “muito elevado”...

Fome aumenta no mundo e guerras ameaçam segurança alimentar global... Após quase duas décadas de progressos, a fome no mundo aumentou face a 2018, afastando o objetivo de erradicar a fome até 2030, indica uma ONG. A presidente da Welthungerhilfe alerta que guerras são um dos fatores que contribuem para a crise alimentar global.

© Bashar Taleb / AFP via Getty Images   Por  LUSA   14/10/2026 

Após quase duas décadas de progressos, a fome no mundo aumentou face a 2018, afastando cada vez mais o objetivo internacional de a erradicar até 2030, indica hoje uma organização não-governamental internacional.

Para a presidente da Welthungerhilfe (Ajuda Mundial contra a Fome), Marlehn Thieme, a situação é alarmante, uma vez que as guerras são um dos fatores que contribuem para esta situação, salientando que os conflitos, apesar de terem um alcance regional, ameaçam a segurança alimentar à escala global.

Thieme falava na apresentação do relatório anual desta organização não-governamental alemã, elaborado em conjunto com o Instituto de Direito para a Manutenção da Paz e Direito Internacional Humanitário (IFHV) da Universidade de Bochum e a organização suíça Helvetas, em que é analisada a relação entre a fome e a segurança.

"As 645 milhões de pessoas que passam fome em todo o mundo são um sinal de alarme. Com demasiada frequência, a segurança é entendida apenas em termos militares. No entanto, a segurança alimentar é uma condição prévia para a paz e a estabilidade", salientou.

"As guerras provocam frequentemente fome, e a fome pode agravar ainda mais os conflitos. Ao mesmo tempo, os conflitos atuais ameaçam empurrar ainda mais pessoas para a fome, incluindo em regiões distantes das frentes de batalha", referiu.

A interrupção das rotas comerciais, a subida dos preços da energia e dos fertilizantes e a paralisação das cadeias de abastecimento põem em risco a alimentação de milhões de pessoas, mesmo longe das regiões diretamente afetadas pelos conflitos, acrescentou.

Thieme apontou como exemplo a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, uma vez que os dois países representam um quarto do comércio mundial de trigo.

Devido aos bloqueios às exportações no mar Negro e à redução das sementeiras nos dois países, o trigo escasseia cada vez mais em todo o mundo. Consequentemente, especialistas das Nações Unidas preveem aumentos de preços com consequências de grande alcance para muitos países do Sul Global.

Esta tendência é agravada pela guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão e pelas perturbações no tráfego marítimo no estreito de Ormuz e no estreito de Bab el-Mandeb, no mar Vermelho.

Segundo Thieme, estas situações estão a provocar a subida dos preços dos fertilizantes e do gasóleo e, consequentemente, dos custos energéticos para a economia e a agricultura, não só na Alemanha, mas sobretudo na Ásia e em África.

Por esse motivo, Thieme defendeu um alargamento do conceito de segurança, sublinhando que tal "significa mais do que força militar, proteção das fronteiras e capacidade de defesa" e que "começa onde as pessoas conseguem satisfazer as suas necessidades básicas".

"Quem combate a fome reforça também os alicerces da coesão social, da estabilidade e de uma paz duradoura. Sem segurança alimentar, não pode haver, em qualquer caso, segurança duradoura", afirmou.

Thieme assinalou que o Índice Global da Fome (GHI), que em 2018 se situava nos 17,6 pontos, subiu para os atuais 18,1 pontos. Acrescentou que é particularmente alarmante o facto de a situação da fome se ter agravado em 32 países desde então, enquanto noutros 20 os progressos estagnaram.

"Todos estes números mostram que nos estamos a afastar cada vez mais do objetivo internacional de acabar com a fome até 2030. É particularmente preocupante que, em 57 países, seja muito provável que, se a tendência se mantiver, nem sequer seja possível alcançar um nível baixo de fome até 2030", alertou Thieme.


Leia Também: ONU alerta que 4.400 crianças morreram em rotas migratórias

Pelo menos 4.400 crianças morreram nas rotas migratórias entre 2014 e 2025, mas o número real é muito superior, alertou a ONU, instando os Estados a intensificarem os esforços na recolha destas estatísticas.

Pelo menos 4.400 crianças morreram nas rotas migratórias entre 2014 e 2025, embora o número real deva ser muito superior, alertou hoje a ONU, instando os Estados a intensificarem os esforços na recolha destas estatísticas.

De facto, não há informação sobre a idade de mais de metade dos 81 mil migrantes que morreram ou desapareceram durante este período, segundo dados compilados desde 2014 pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) da ONU, através do seu Projeto Migrantes Desaparecidos...

Situação dos direitos humanos no Irão é "pior do que nunca"... A advogada iraniana prémio Nobel da Paz em 2003 considerou hoje que a situação dos direitos humanos e a repressão no Irão são "piores do que nunca" e que a guerra com os Estados Unidos só as veio agravar.

© Angel Manzano/Getty Images    Por  LUSA  14/10/2026 

A advogada iraniana prémio Nobel da Paz em 2003 considerou hoje que a situação dos direitos humanos e a repressão no Irão são "piores do que nunca" e que a guerra com os Estados Unidos só as veio agravar.

Numa entrevista por escrito à agência Lusa, Shirin Ebadi, uma das convidadas para participar, como oradora na 10.ª edição das Conferências do Estoril, que decorrem a 29 e 30 deste mês no Campus de Carcavelos da Nova SBE, lamentou que a morte do aiatola Ali Khamenei, a 28 de fevereiro, na sequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel, não tenha provocado qualquer mudança fundamental na estrutura do regime.

"A situação dos direitos humanos no Irão é pior do que nunca. Além das leis discriminatórias e da aplicação continuada de castigos medievais, como a amputação por roubo e a lapidação, a repressão e o recurso à violência por parte do Governo atingiram níveis sem precedentes", indicou a aquela que foi a primeira mulher juíza no Irão, afastada do cargo na sequência da Revolução Islâmica de 1979.

Aos 79 anos, a Nobel da Paz em 2003, também escritora e ativista dos direitos humanos, destacou que, só este ano, "as autoridades [de Teerão] mataram mais de 30.000 pessoas nas ruas em apenas dois dias".

"Os manifestantes exigiam mudanças. Estavam desarmados e saíram à rua sem nada além dos punhos cerrados. Hoje, a divisão entre o povo iraniano e o Governo é maior do que nunca. Neste aspeto, o Governo está extremamente fragilizado, tendo perdido a confiança e a legitimidade junto do povo que afirma representar", afirmou numa entrevista realizada com a ajuda de uma intérprete em Inglês, uma vez que só fala Farsi.

Para Ebedi, com o novo aiatola iraniano, Mojtaba Khamenei, terceiro líder supremo do Irão desde 1979 e filho de Ali Khamenei, nada mudou no país.

"Pelo contrário, o Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (IRGC) ganhou ainda mais poder, em parte devido à situação de guerra. A repressão continua a intensificar-se, tornando-se mais severa a cada dia que passa.

Segundo Ebedi, a repressão política e a perseguição sistemática das mulheres "prosseguem sem abrandamento", havendo o caso de cinco ativistas políticas que enfrentam penas de morte confirmadas simplesmente por terem participado em protestos de rua.

"O povo iraniano está a fazer tudo ao seu alcance para impedir a execução destas sentenças. Apesar da aplicação das leis que impõem o uso obrigatório do 'hijab', as mulheres que não o usam continuam a ser detidas. Mas continuam a sair à rua sem o 'hijab', plenamente conscientes dos riscos que correm. Consequentemente, é cada vez mais comum ver hoje no Irão mulheres sem véu ao lado de mulheres que usam o 'hijab'. Já não é algo que surpreenda as pessoas", observou.

Congratulando-se por Narges Mohammadi, igualmente Nobel da Paz de 2023 e também ativista pelos direitos humanos, estar fora da prisão há sete meses, tendo retomado a vida normal, após anos de detenção, Shirin Ebadi criticou as condições prisionais no Irão, que estão a "deteriorar-se significativamente", em grande medida devido ao aumento do número de presos políticos.

"As prisões estão sobrelotadas e alguns reclusos são obrigados a dormir nos corredores durante a noite, por não haver camas suficientes para todos. A qualidade da alimentação também diminuiu consideravelmente. As razões são fáceis de compreender: para além dos maus-tratos deliberados infligidos aos presos, o Irão enfrenta uma subida vertiginosa dos preços e um aumento dos custos dos alimentos, o que agrava ainda mais a situação", sustentou.

Sobre o conflito com os Estados Unidos, a cofundadora de várias organizações de defesa dos direitos humanos, incluindo o Defenders of Human Rights Centre, em Teerão, Shirin Ebedi insistiu que a guerra permitiu ao Governo iraniano utilizar a segurança nacional como pretexto para reprimir ainda mais duramente a dissidência.

"Até a concessão de entrevistas a órgãos de comunicação social em língua persa sediados fora do Irão, em particular à BBC Farsi, pode ser considerada uma infração penal e resultar em vários anos de prisão. A censura é mais severa do que nunca. O Governo justifica estas restrições em nome da segurança nacional, para limitar ainda mais a liberdade de expressão e silenciar vozes independentes", explicou.

Shirin Ebedi é autora de vários livros, entre os quais dois publicados em Portugal – 'Despertar do Irão: Memórias da Revolução e da Esperança' (em 2007 pela Editora Guerra e Paz) e 'A Gaiola de Ouro: Três Irmãos no Pesadelo da Revolução Iraniana' (em 2009 pela editora A Esfera dos Livros).


Leia Também:  Fim de guerra no Irão "só com mudanças no sistema político"

A guerra entre Irão e os Estados Unidos e Israel só chegará verdadeiramente ao fim quando houver mudanças no sistema político em Teerão, cujo programa nuclear nunca teve fins exclusivamente pacíficos, defendeu hoje uma Nobel da Paz iraniana.

Aguerra entre Irão e os Estados Unidos e Israel só chegará verdadeiramente ao fim quando houver mudanças no sistema político em Teerão, cujo programa nuclear nunca teve fins exclusivamente pacíficos, defendeu hoje uma Nobel da Paz iraniana.

Numa entrevista por escrito à agência Lusa, Shirin Ebadi, uma das convidadas para participar, como oradora na 10.ª edição das Conferências do Estoril, que decorrem a 29 e 30 deste mês no Campus de Carcavelos da Nova SBE, lamenta que, até agora, mesmo depois da morte do líder supremo iraniano Ali Khamenei, a 28 de fevereiro, não tenha havido sinais dessa mudança...

GUERRA NA UCRÂNIA: Ataques afetaram distribuição de energia a 600 mil pessoas na Ucrânia... Mais de 600 mil pessoas na Ucrânia ficaram sem energia elétrica após ataques russos na noite de ontem, segundo Zelensky. As autoridades ucranianas também informaram que o funcionamento de terminais Starlink foi restringido.

© Diego Herrera Carcedo/Anadolu via Getty Images    Por LUSA  14/10/2026 

Mais de 600 mil pessoas foram afetadas por quebras de energia elétrica na Ucrânia na sequência dos ataques russos ocorridos na última noite, confirmou o chefe de Estado ucraniano Volodymyr Zelensky.

Segundo o chefe de Estado, os ataques russos com mísseis balísticos visaram especificamente as instalações de distribuição de energia na Ucrânia contrariando a proposta de cessar-fogo anunciada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

"Esta operação foi totalmente deliberada (...). Nunca, antes, a Rússia demonstrou um desprezo tão ostensivo pelos Estados Unidos", concluiu Zelensky através de uma mensagem difundida nas redes sociais.

Paralelamente, as autoridades de Kyiv disseram que o funcionamento de alguns terminais do sistema de telecomunicações Starlink "parece ter sido restringido durante a noite".

"A [empresa norte-americana] SpaceX impôs uma limitação de velocidade para os terminais Starlink em movimento", disse Sergiy Beskrestnov, consultor da Presidência ucraniana para o setor das tecnologias.

Segundo o mesmo responsável, as Forças Armadas ucranianas não foram avisadas da restrição, o que resultou, disse, na interrupção de várias missões militares.

"Esta medida não pode ser uma coincidência e está ligada à situação política atual", acrescentou Beskrestnov.

Entretanto, o número de mortos dos ataques russos contra Ucrânia durante a última noite aumentou para seis, segundo as autoridades ucranianas.

Três pessoas morreram em Kyiv, onde foram registados os cortes de energia elétrica.

Outras duas pessoas morreram na região central de Dnipropetrovsk e um residente foi morto na região de Zaporijia, no sudeste do país, de acordo as autoridades regionais ucranianas.

Por outro lado, a Rússia anunciou hoje ter abatido 902 drones ucranianos durante a última noite, sendo que 180 foram neutralizados perto de Moscovo.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.


Leia Também: Número de mortos de ataque da Rússia em Kyiv subiu para seis

O ataque russo à Ucrânia durante a noite causou seis mortos e deixou milhares de pessoas sem eletricidade em vários bairros de Kyiv, segundo um novo balanço das autoridades ucranianas. O Ministério da Defesa russo confirmou ter realizado um ataque maciço contra infraestruturas energéticas e de comunicações...

China envia porta-aviões Liaoning para exercícios no Pacífico ocidental... A Marinha chinesa anunciou o envio de um grupo de combate liderado pelo porta-aviões Liaoning para o Pacífico ocidental, onde realizará exercícios militares para reforçar a preparação das unidades em condições reais de combate.

© VCG/VCG via Getty Images    Por  LUSA   14/10/2026 

A Marinha chinesa anunciou hoje o envio de um grupo de combate liderado pelo porta-aviões Liaoning para o Pacífico ocidental, onde realizará exercícios militares destinados a reforçar a preparação das suas unidades em condições reais de combate.

Num comunicado divulgado nas redes sociais, a Marinha do Exército de Libertação Popular (ELP, Forças Armadas chinesas) indicou que as manobras integram o plano anual de treino militar e visam melhorar a capacidade operacional das unidades em "condições reais de combate".

O organismo militar assegurou que os exercícios respeitam o direito internacional e "não são dirigidos contra qualquer país ou alvo específico".

O anúncio não especifica a composição do grupo de combate, as águas do Pacífico ocidental onde decorrerão as manobras, a sua duração ou as atividades previstas.

O Liaoning, o mais antigo dos três porta-aviões operacionais da China, já foi destacado para a mesma região em maio, quando a Marinha anunciou exercícios que incluíram voos táticos em alto-mar, exercícios de fogo real e operações de busca e salvamento.

Um ano antes, em junho de 2025, o Liaoning e o porta-aviões Shandong realizaram um destacamento simultâneo de mais de um mês no Pacífico ocidental, durante o qual conduziram exercícios de combate e operações conjuntas com outras unidades militares.

Essas manobras suscitaram preocupação no Japão e em Taiwan, cujo ministro da Defesa, Wellington Koo, denunciou então o caráter "expansionista" das operações navais chinesas para além da primeira cadeia de ilhas.

Esta linha estratégica de arquipélagos estende-se pelo Pacífico ocidental e inclui o Japão, Taiwan e as Filipinas.

O ministério da Defesa Nacional de Taiwan anunciou hoje ter detetado 13 aeronaves militares chinesas nas imediações da ilha, incluindo caças J-16, J-11 e Su-30, desde as 09:30 locais (02:30 em Lisboa).

Segundo as autoridades taiwanesas, 11 dos aparelhos atravessaram a linha mediana do estreito de Taiwan e entraram nos setores norte, central e sudoeste da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) declarada por Taipé.

As aeronaves realizaram uma "patrulha conjunta de preparação para combate" com navios da Marinha chinesa, a terceira operação deste tipo em pouco mais de uma semana.

A linha mediana do estreito, que separa Taiwan da China continental, funcionou durante décadas como uma fronteira informal entre as forças militares dos dois lados, embora Pequim nunca tenha reconhecido oficialmente a sua existência.

A China considera Taiwan uma "parte inalienável" do seu território e não exclui o recurso à força para concretizar a "reunificação", posição rejeitada pelo Governo de Taipé, que defende que apenas os 23 milhões de habitantes da ilha podem decidir o seu futuro político.


Leia Também: Exército de Taiwan inicia exercícios militares de 10 dias para simular invasão chinesa

As manobras pretendem simular combates diurnos e noturnos para treinar a defesa do território contra uma eventual invasão chinesa. Os exercícios "Lu Sheng" prolongam-se até 23 de outubro, operando de forma ininterrupta para reproduzir condições reais de guerra.

O Exército de Taiwan iniciou esta quarta-feira exercícios militares de dez dias no norte da ilha, onde se situa a capital, Taipé, para simular combates diurnos e noturnos e treinar a defesa prolongada do território perante uma eventual invasão chinesa.

Numa conferência de imprensa realizada no final de setembro, o general de brigada Lin Shih-wei explicou que o primeiro dia seria dedicado ao destacamento operacional das tropas, visando testar a capacidade de resposta a eventuais incidentes e a preparação de operações ofensivas e defensivas...

Houthis atacam sede da Saudi Aramco e ameaçam aeroporto de Riad... Ataque com míssil balístico provocou incêndio limitado em complexo da petrolífera; Arábia Saudita intensifica ofensiva contra grupo rebelde no Iêmen

Chamas consomem uma instalação pertencente à gigante petrolífera saudita Aramco, ao sul de Riade, em 3 de outubro. Nas últimas semanas, a Aramco, controlada majoritariamente pelo Estado saudita, tem sido alvo de ataques das autoridades Houthi, que visam o reino como parte da guerra no Iêmen.   • AFP/Getty Images via CNN Newsource
  Por  cnnbrasil.com.br  14/10/26 

A sede da Saudi Aramco, estatal petrolífera da Arábia Saudita, foi atingida por um ataque na noite de terça-feira (13), na cidade de Dhahran, no leste do país. Segundo o Ministério da Energia saudita, o incidente provocou um incêndio de pequenas proporções, sem registro de mortos ou feridos.

Uma fonte da empresa disse à Reuters que um míssil balístico atingiu o complexo da companhia. Segundo a fonte e outras duas pessoas familiarizadas com o caso, uma torre de escritórios foi atingida e os três andares superiores sofreram danos.

O complexo abriga um importante centro de operações da Aramco, responsável por uma extensa rede de plataformas de petróleo terrestres e marítimas, oleodutos, refinarias e terminais de exportação.

Os houthis, grupo rebelde do Iêmen alinhado ao Irã, afirmaram nesta quarta-feira (14) que também tinham como alvos instalações da Aramco em Dhahran, o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, e uma refinaria da companhia na capital saudita. O grupo declarou que continuará atacando aeroportos e instalações petrolíferas nos próximos dias.

Há uma semana, os houthis intensificam os ataques com mísseis balísticos e drones contra alvos estratégicos sauditas, em retaliação ao apoio de Riad às forças governamentais iemenitas na retomada da guerra civil no país.

O aeroporto internacional de Riad foi alvo de quatro ataques, incluindo um no sábado (10) que matou 13 pessoas. Segundo a Reuters, foi o ataque com mísseis mais letal em território saudita em uma década. Os bombardeios também provocaram a suspensão de voos em diferentes regiões do país.

Interceptações e danos em áreas residenciais

A coalizão liderada pela Arábia Saudita afirmou que fragmentos de um míssil interceptado e destruído em Dhahran caíram em uma área residencial. As autoridades não divulgaram mais detalhes sobre o episódio.

Na capital, Riad, e na região sul do país, autoridades também relataram a interceptação e destruição de drones e mísseis.

Quatro pessoas ficaram feridas em Riad depois que destroços de dois mísseis houthis caíram após a interceptação, segundo a Defesa Civil saudita. Os fragmentos provocaram danos limitados em 15 residências. Entre os feridos estão duas mulheres, um homem e uma criança.

Os houthis haviam ameaçado uma resposta “dura e dolorosa” aos ataques sauditas contra Sanaa, capital do Iêmen. O porta-voz do grupo, Yahya Saree, afirmou que possíveis alvos incluiriam a sede da Aramco em Dhahran e uma refinaria de petróleo em Riad.

O grupo também alertou trabalhadores do setor petrolífero saudita para que se afastassem de instalações que poderiam ser atacadas.

Na terça-feira, os houthis acusaram a Arábia Saudita de bombardear Sanaa. A coalizão liderada por Riad, por sua vez, pediu que civis se afastassem de um depósito de combustíveis nos arredores da capital iemenita.

A emissora Al-Masirah, controlada pelos houthis, informou que a coalizão atacou a estação central Sabah, da Companhia Petrolífera do Iêmen, usada como depósito de combustíveis. A coalizão confirmou o ataque e afirmou que a operação tinha como objetivo neutralizar a capacidade dos houthis de ameaçar a Arábia Saudita, o Iêmen e as rotas marítimas internacionais.

Na terça-feira, antes do ataque à Aramco, o gabinete saudita, presidido pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, havia advertido que os houthis enfrentariam consequências por suas repetidas ofensivas contra o reino.

Guerra no Iêmen se intensifica

A Arábia Saudita retomou sua campanha militar no Iêmen em apoio ao governo reconhecido internacionalmente, com o objetivo de reverter os avanços dos houthis no mês passado. Na ocasião, os rebeldes avançaram pela costa do Mar Vermelho até o estratégico estreito de Bab el-Mandeb.

A passagem marítima, que conecta o sul do Mar Vermelho ao golfo de Áden, tornou-se ainda mais importante para o transporte de energia da Arábia Saudita e de outros países desde o início da guerra envolvendo o Irã, em fevereiro. Na ocasião, Teerã fechou o estreito de Ormuz, que liga o Golfo ao oceano Índico.

Uma ofensiva governamental iniciada há uma semana afastou os houthis da área mais próxima de Bab el-Mandeb. O grupo, no entanto, mantém posições nas proximidades e avançou em regiões ao redor da cidade de Taiz neste mês.

A Arábia Saudita busca ampliar o apoio de aliados à campanha contra os houthis e obter ajuda para se defender dos ataques com mísseis e drones. Os Estados Unidos, principal aliado de Riad e garantidor histórico de sua segurança, até agora rejeitaram os esforços sauditas para envolvê-los diretamente na guerra contra os rebeldes.

O conflito no Iêmen voltou a se intensificar como desdobramento da guerra mais ampla entre Estados Unidos e Irã, iniciada em 28 de fevereiro com ataques americanos e israelenses contra a República Islâmica.

O Irã, rival regional histórico da Arábia Saudita, ofereceu-se para mediar as negociações entre Riad e os houthis, segundo declarações feitas no domingo pelo ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, reiteradas pela pasta na segunda-feira.