sábado, 14 de fevereiro de 2026

Incêndio em Bafatá provoca 163 feridos, vários em estado grave

Um incêndio de grandes proporções ocorrido a 13 de fevereiro, em Bafatá, provocou 163 vítimas com queimaduras de diferentes graus.

Segundo informações preliminares, o fogo terá tido origem num curto-circuito num contentor improvisado para venda de combustível, onde estavam armazenados milhares de litros de gasóleo e gasolina, provocando uma explosão que atingiu dezenas de pessoas no local.

Vários feridos encontram-se em estado grave e alguns já foram evacuados para o Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, onde recebem tratamento especializado.

Os Ministros da Administração Territorial e Poder Local, Carlos Nelson Sanó e do Interior, Mamasaliu Embaló visitaram está tarde as vítimas internadas. A direção do hospital garante que estão disponíveis medicamentos para assistência aos pacientes.

Bissau, 14 de fevereiro de 2026

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José Maria Neves acredita no diálogo para solucionar crises... O Presidente de Cabo Verde acredita que diplomacia e trabalho de mediação ajudam a encontrar o melhor caminho para solucionar crises como a da Guiné-Bissau, incluindo no diferendo com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

© Lusa   Ana Paula Pires  noticiasaominuto.com 14/02/2026 

José Maria Neves fez esta afirmação em declarações aos jornalistas à margem dos trabalhos da 39.ª cimeira da União Africana, hoje, em Adis Abeba, e falando de um encontro bilateral com o seu homólogo angolano, João Lourenço, durante o qual abordou vários temas da CPLP, incluindo a situação da Guiné-Bissau, após o golpe de Estado de novembro de 2025. 

"Há todo um trabalho que de mediação que está a ser feito pela CEDEAO", a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, e em que a CPLP quer participar, disse o Presidente de Cabo Verde, manifestando-se convicto de que será possível "encetar o melhor caminho" para a Guiné-Bissau.  

Uma missão de alto nível da CPLP, cuja presidência foi retirada à Guiné-Bissau após o golpe de Estado militar, tendo passado para Timor-Leste, deveria ir a Bissau na próxima semana, mas Dili anunciou que a tinha cancelado.

Contudo, o governo de transição da Guiné-Bissau anunciou depois ter sido sua a iniciativa de cancelamento da missão da CPLP, por não reconhecer legitimidade à presidência de Timor-Leste na comunidade de países lusófonos.

Questionado se há um fosso irreparável entre a Guiné-Bissau e a CPLP, José Maria Neves defendeu que "não há nada irreparável" e que com diálogo tudo é possível, mas também deixou a mensagem de que "é importante que a diplomacia não se faça na praça pública".

No decorrer da cimeira, o Presidente de Angola referiu-se às mudanças inconstitucionalidade de governo, referindo Madagáscar e Guiné-Bissau" num discurso em que afirmou que falar da necessidade "do restabelecimento da ordem constitucional após a tomada do poder por meios inconstitucionais" não quer dizer "que ela fica restabelecida desde que os autores do golpe de Estado realizem eleições e se façam eleger".

O Presidente de Cabo Verde, instado a comentar e dizer se concorda com a posição de João Lourenço, respondeu apenas que "o Presidente de Angola disse tudo".

Falar de soluções negociadas para os conflitos, armados e outros, em África foi também tema num encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, adiantou João Maria Neves.

China insenta tarifas de 53 países africanos a partir de 1º de maio

Por portuguese.cri.cn 2026-02-14

A China anunciou que, a partir de 1º de maio, passará a isentar de tarifas de importação 53 países africanos que mantêm relações diplomáticas com Beijing. 

A medida acompanha o esforço para negociar e consolidar o Acordo de Parceria Econômica China-África para o Desenvolvimento Compartilhado. Além da isenção tributária, a iniciativa visa ampliar o acesso de produtos africanos ao mercado chinês, fortalecendo o intercâmbio comercial bilateral.

Portugal: Mais caras, pequenas e inacessíveis: habitação é o maior problema dos portugueses... O principal problema é a falta de casas e comprar já é praticamente impossível para muitas famílias. Para quem escolhe arrendar casa, quase metade do salário vai para pagar a renda. São algumas das conclusões de um estudo apresentado na conferência Observatório do Imobiliário.

@SIC Notícias 

O estudo é da agência imobiliária Century 21. A crise da habitação já é o grande problema para maioria dos portugueses. As casas estão mais caras, mais pequenas e mais inacessíveis. O Observatório do Imobiliário juntou centenas de pessoas no Meo Arena e a banca não foi exceção.

O principal problema é a falta de casas e comprar já é praticamente impossível para muitas famílias. Para quem escolhe arrendar casa, quase metade do salário vai para pagar a renda.

É nas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto e no Algarve que as casas são mais caras e que implica uma taxa de esforço mais elevada.

Água e saneamento? Líder cessante da UA pede investimentos significativos... O presidente da União Africana (UA) defendeu hoje em Adis Abeba, Etiópia, investimentos significativos que tragam resultados no setor da água e saneamento, para garantir aos africanos o acesso universal e equitativo a estes serviços.

© ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP via Getty Images   Por  LUSA  14/02/2026 

"Os esforços que temos desenvolvido para a construção da África que queremos, não poderão ser alcançados de forma plena sem que façamos investimentos significativos que tragam bons resultados no setor da água e do saneamento", discursava João Lourenço, que cessou hoje a sua liderança à frente da organização, na abertura da 39.ª Cimeira da União Africana, antes da cerimónia da passagem de pastas para o Burundi. 

Segundo João Lourenço, a conferência debateu questões de grande importância para o funcionamento e crescimento da UA, bem como refletiu os objetivos traçados pela organização para o ano terminado, sobre os resultados obtidos e sobre o que falta fazer.

O Presidente de Angola destacou a necessidade de se trabalhar "arduamente para que o acesso à água potável e ao saneamento não constitua apenas uma questão técnica, mas um compromisso político e moral" para com os povos.

"Pois, apesar da abundância de recursos hídricos no continente, continuamos a registar situações incontáveis de cidadãos africanos privados do acesso seguro à água potável e ao saneamento adequado, que constitui um desafio coletivo que deve exigir respostas corajosas, integradas e sustentáveis", referiu.

O líder cessante frisou que o objetivo é de igual modo traçar conjuntamente o melhor caminho a seguir para garantir a operacionalização com êxito das questões relativas à água como um recurso vital, insubstituível e determinante para o desenvolvimento económico, a saúde pública, a segurança alimentar, a estabilidade social e a paz em África.

"Só assim conseguiremos garantir o acesso universal e equitativo a estes serviços e concretizar as aspirações da Agenda 2063, em particular no que se refere ao desenvolvimento inclusivo, ao capital humano, à resiliência climática e à boa governação", frisou.

No seu discurso de passagem de pastas, João Lourenço voltou a sublinhar que 2026 é o ano de colocar em marcha "a aplicação de uma questão capital para o continente africano, que consiste em "Assegurar a Disponibilidade Sustentável da Água e Sistemas de Saneamento Seguros para Alcançar os Objetivos da Agenda 2063".

De acordo com o Presidente de Angola, "o acesso à água potável e a sistemas de saneamento seguros, é um imperativo de ordem moral e política, que requer um firme empenho de governos e dos seus parceiros locais, designadamente empresas, associações cívicas e comunidades", apelando à conjugação de esforços "para resolver este sério problema com que a África se debate".

Ao seu sucessor, o Presidente do Burundi, Évariste Ndayishimiye, o chefe de Estado angolano destacou a "missão complexa e exigente" que terá pela frente e que "vai absorver uma grande parte das suas energias, da sua disponibilidade de tempo".

"Mas acredite que vale a pena colocar todo o seu empenho nesta incessante busca de soluções em que todos nós africanos estamos envolvidos, para rompermos definitivamente este ciclo de subdesenvolvimento em que nos encontramos, mas que tem perspetivas animadoras, se todos convergirmos as nossas atenções e energias para a consecução deste objetivo", realçou.

Num balanço sobre o seu mandato de um ano, João Lourenço disse que procurou reforçar o papel da UA, como plataforma de concertação política e de ação concreta, promovendo uma maior articulação entre os Estados-membros e as comunidades económicas regionais, o fortalecimento da abordagem preventiva face aos impactos das alterações climáticas, a mobilização de parcerias estratégicas para o financiamento de infraestruturas resilientes, considerando que "o desenvolvimento sustentável é inseparável da estabilidade e da paz duradoura".

João Lourenço referiu-se igualmente aos vários conflitos que o continente regista, sublinhando que continuam as ações no sentido de contribuir para a solução desses casos, nomeadamente no Sudão, República Democrática do Congo (RDCongo), sendo também preocupante a expansão de grupos terroristas "que continuam a atingir severamente o Mali, o Burkina Faso, o Níger, a Nigéria e o norte dos Camarões", citando também os ataques repetidos dos terroristas na Somália, que impactam na África Austral, o norte de Moçambique.

China avisa Japão de que qualquer ambição militarista sofrerá uma "derrota devastadora"... O ministro dos Negócios Estrangeiros da China advertiu hoje o Japão de que o "velho caminho" do confronto militar é "um beco sem saída", e que se for essa a sua escolha a "derrota será devastadora".

© Reuters   Por  LUSA  14/02/2026 

"Qualquer país que preze a paz deve gritar isto aos quatro ventos: se regressarem ao caminho antigo, chegarão a um beco sem saída, e se optarem por apostar nele novamente, a derrota será ainda mais rápida e devastadora", declarou Wang Yi ao discursar na Conferência de Segurança de Munique. 

O chefe da diplomacia chinesa reagia à "retórica militarista" da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, referindo-se à Guerra Sino-Japonesa entre 1937 e 1945, que causou cerca de 20 milhões de mortos e que terminou com a derrota do Japão Imperial, segundo a agência noticiosa privada espanhola Europa Press.

O ministro chinês acusou o Japão de continuar a homenagear militares considerados criminosos de guerra, adiantando que tal parece indicar que "o espectro do militarismo continua a assombrar" o país e se reflete em "ambições persistentes em relação a Taiwan", cuja soberania é reivindicada pela China há décadas.

Wang referiu que a Alemanha fez uma análise minuciosa dos crimes nazis após a Segunda Guerra Mundial, tendo aprovado legislação que proíbe discursos e ações que promovam a ideologia nazi, criticando Tóquio por não ter, segundo ele, adotado medidas semelhantes.

A tensão na relação entre os dois países aumentou depois de Takaichi ter insinuado a possibilidade de uma resposta militar japonesa caso a China intervenha em Taiwan, levando Pequim a exigir um pedido de desculpas.

A primeira-ministra japonesa continua a insistir que o Japão "não poderá ignorar" um conflito que surja na região e aponta como um dos seus objetivos reformar a Constituição, pondo fim à era pacifista do país, iniciada logo após a Segunda Guerra Mundial, quando Tóquio renunciou "para sempre" à guerra como "direito soberano" e limitou significativamente a movimentação das suas tropas.

"As lições da história não estão longe de nós", declarou Wang, uma semana depois de Takaichi ter conquistado uma vitória tão expressiva nas eleições legislativas que lhe permite considerar a reforma da Lei Fundamental do país.

UCRÂNIA/RÚSSIA: "Seria ilusório acreditar que a guerra pode terminar dividindo a Ucrânia"... O presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, afirmou hoje que dividir a Ucrânia para agradar à Rússia não trará uma paz verdadeira.

© Viktor Kovalchuk/Global Images Ukraine via Getty Images   Por  LUSA  14/02/2026 

Zelensky comparou a situação criada pela atual invasão russa com a que viveu a Europa com a invasão da Checoslováquia pela Alemanha nazi, nas vésperas da II Guerra Mundial (1939/1945).

"Seria ilusório acreditar que a guerra pode terminar de forma real dividindo a Ucrânia, tal como foi ilusório acreditar que sacrificar a Checoslováquia salvaria a Europa de uma grande guerra", declarou Zelenski ao intervir na Conferência de Segurança de Munique (sul da Alemanha), iniciada sexta-feira e que se prolonga até domingo.

Zelensky aludia à exigência da Rússia de que o país invadido lhe ceda toda a região do Donbass, incluindo o território que ainda não controla em Donetsk para pôr fim ao conflito.

O Presidente ucraniano reafirmou que a Ucrânia está disposta a fazer tudo o que for possível para que as negociações de paz impulsionadas pelos Estados Unidos tenham sucesso, e confirmou que pretende reunir-se ainda hoje em Munique com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, para discutir o processo de fim da guerra. 

Zelensky lamentou, porém, a lentidão das decisões políticas necessárias para conter os ataques russos contra a Ucrânia.

"Nesta guerra, as armas estão a evoluir mais rápido do que as decisões necessárias para detê-las", afirmou, enfatizando que os drones 'Shahed', de fabrico iraniano e utilizados por Moscovo, estão a tornar-se cada vez mais letais à medida que o conflito, prestes a completar cinco anos, se arrasta.

Por outro lado, Zelensky reafirmou que está disposto a convocar imediatamente eleições, como lhe pediu o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se houver um cessar-fogo e lhe for garantida segurança para realizá-las.

"Deem-nos dois meses de cessar-fogo e iremos a eleições. É tudo", disse Zelensky quando questionado sobre este assunto.

A Conferência de Segurança de Munique, cuja 62,ª edição começou na sexta-feira e vai até domingo, é considerada o principal encontro mundial de especialistas em políticas de segurança, em que estão presentes mais de 60 líderes mundiais e cerca de 100 ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa.

ONU: Guterres diz "basta de pilhagem e exploração" de recursos africanos... O secretário-geral das Nações Unidas apelou hoje para o fim da exploração dos recursos naturais africanos, afirmando que já basta "de exploração e de pilhagem", e garantiu que até ao último minuto do mandato África será uma prioridade.

© Lev Radin/Pacific Press/LightRocket via Getty Images   LUSA  14/02/2026

António Guterres defendeu que seja garantido "que os países africanos se beneficiem primeiro e plenamente dos seus minerais críticos por meio de cadeias de valor e manufatura justas e sustentáveis, em linha com as recomendações do painel da ONU sobre Minerais Críticos para a Transição Energética". 

"Basta de saque. Basta de exploração", afirmou, na 39.ª cimeira da União Africana, em Addis Abeba, num discurso em que insistiu na reforma do Conselho de Segurança da ONU, classificando como "indefensável" a ausência de África como membro permanente.

Guterres garantiu que "até ao último minuto" do seu mandato terá África como prioridade e depois disso, "onde estiver e o que esteja a fazer", esse continente estará sempre presente e falou em três grandes áreas de foco que marcaram o seu mandato e que são para a UA e as Nações Unidas continuarem.

Na ação climática realçou "a urgência de sistemas resilientes de água e saneamento num planeta em aquecimento", lembrou que África --- com 60% do melhor potencial solar do mundo --- "pode se tornar uma potência de energia limpa", mas recebe apenas 2% do investimento global em energia limpa.

Guterres pediu que os países desenvolvidos tripliquem o financiamento para adaptação, lembrando que África, sem contribuir quase nada para a crise climática é o que mais sofre.

"A adaptação deve ser uma prioridade", e também "a expansão dos sistemas de alerta precoce", alertou Guterres, e é preciso ampliar o Fundo de Perdas e Danos.

Noutro campo, o secretário-geral da ONU alertando para os conflitos persistentes no continente, afirmou que "na República Democrática do Congo, os compromissos devem ser cumpridos -- começando com um cessar-fogo imediato".

Na Somália, onde "o financiamento para a Missão de Apoio e Estabilização da UA é vital", lamentou a falta de consenso do Conselho de Segurança quanto ao financiamento e questionou: Se esta Missão não justificasse o apoio global, o que justificaria?".

No Sudão, apelou à cessação imediata das hostilidades e retomar das negociações para um cessar-fogo duradouro e a um processo político abrangente, inclusivo e liderado pelos sudaneses, e pediu como essenciais "esforços coordenados" em toda a África Ocidental e no Sahel, "para acabar com os ciclos de violência, terrorismo e deslocamento" de populações.

Guterres insistiu ainda no défice de financiamento anual que os países em desenvolvimento enfrentam e frisou que "a comunidade internacional também precisa de assumir as suas responsabilidades plenas para combater a lavagem de dinheiro, a evasão fiscal e os fluxos financeiros ilícitos".

EUA dizem-se prontos para liderar "a restauração" da ordem mundial... O secretário de Estado norte-americano defendeu hoje que a ONU "não desempenha qualquer papel" na resolução de conflitos e que os Estados Unidos, sob a liderança do Presidente Donald Trump, estão prontos para liderar "a restauração" da ordem mundial.

© Alex Brandon / POOL / AFP via Getty Images  Por   LUSA  14/02/2026 

Marco Rubio, que falava na Conferência de Segurança de Munique, que começou na sexta-feira e vai até domingo, sublinhou que os Estados Unidos pretendem uma Europa que "seja forte" e que as duas partes estão destinadas a "estarem juntas".

"Queremos que a Europa seja forte. Acreditamos que a Europa pode sobreviver. As duas partes existem para estarem juntas", disse Rubio na 62.ª edição da conferência, considerada o principal encontro mundial de especialistas em políticas de segurança.

Na conferência de Munique, no sul da Alemanha, em que estão presentes mais de 60 líderes mundiais e cerca de 100 ministros dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, Rubio salientou que os Estados Unidos "serão sempre um filho da Europa".

"Queremos que a Europa seja forte, acreditamos que a Europa pode sobreviver. Não queremos aliados fracos, porque isso enfraquece-nos. Queremos aliados capazes de se defender para que nenhum adversário seja alguma vez tentado a testar a nossa força coletiva", declarou Rubio, numa altura em que Trump afirmou recentemente que o continente está ameaçado de um "apagamento civilizacional".

Sobre as Nações Unidas, o secretário de Estado norte-americano frisou que a organização liderada pelo português António Guterres desempenhou "praticamente um papel nulo" na resolução de conflitos e apelou para uma reforma das instituições mundiais.

"As Nações Unidas continuam a ter um enorme potencial para ser um instrumento ao serviço do bem no mundo. Mas não podemos ignorar que, hoje, nas questões mais urgentes com que nos deparamos, não têm respostas e praticamente não desempenharam qualquer papel. Não conseguiram resolver a guerra em Gaza", afirmou, numa altura em que Trump criou um "Conselho de Paz" destinado a ajudar a resolver conflitos.

Na sua intervenção, feita um ano após um discurso inflamado do vice-presidente norte-americano, JD Vance, contra o 'velho continente', Rubio referiu que os Estados Unidos não procuram "dividir", mas sim "revitalizar" a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

"E, embora estejamos preparados, se necessário, para agir sozinhos, preferimos e esperamos agir convosco, nossos amigos aqui na Europa", acrescentou o chefe da diplomacia norte-americana.

Para Rubio, os Estados Unidos serão "guiados pela visão de um futuro tão orgulhoso, soberano e vital como o passado da nossa civilização".

"[Washington] não procura dividir, mas sim revitalizar a aliança atlântica entre os Estados Unidos e a Europa", acrescentou Rubio, numa mensagem de apaziguamento dirigida aos líderes europeus.

"Não procuramos dividir, mas revitalizar uma velha amizade e renovar a maior civilização da história da humanidade. O que queremos é uma aliança revigorada", afirmou.

Sobre o conflito desencadeado pela invasão russa da Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022, Rubio afirmou "desconhecer" se Moscovo está a falar a sério quando diz que quer pôr fim à guerra na Ucrânia.

"Não sabemos se os russos estão a falar a sério na sua vontade de pôr termo à guerra", admitiu Rubio, quando está prevista para a próxima semana uma nova ronda de negociações entre as partes em Genebra, mediadas pelos Estados Unidos, que têm vindo a pressionar Moscovo e Kyiv para que assinem rapidamente um acordo de paz.

Como é a sexualidade nas diferentes fases da vida?... Da infância à idade avançada, a sexualidade acompanha cada etapa do desenvolvimento humano, assumindo formas distintas, ajustadas ao corpo, às emoções e às circunstâncias de cada fase da vida. Neste Dia dos Namorados, a psicóloga clínica Isabel Henriques convida a olhar para a sexualidade como uma linguagem de vínculo, intimidade e relação que se transforma ao longo da vida.

Por SIC Notícias 

Quando falamos de sexualidade, é importante começar por alargar o olhar. Sexualidade não é apenas o ato sexual. É a forma como habitamos o corpo, como sentimos prazer, como nos vinculamos, como nos permitimos ser tocados, física e emocionalmente. Ela começa no nascimento e acompanha-nos até ao fim da vida. O que muda não é a sua existência, mas a forma como se expressa e ganha significado em cada etapa do desenvolvimento humano.

Infância – O Corpo como Primeira Casa

Na infância, a sexualidade vive-se na pele e no afeto, nunca na dimensão erótica.

Vive-se no colo que embala, no abraço que acalma, na mão que segura quando o mundo ainda é grande demais. A criança descobre o corpo com curiosidade inocente, toca, observa, pergunta, explora sem qualquer intenção sexualizada.

O prazer, aqui, é o prazer da segurança e do conforto.

É através do toque cuidador que a criança aprende que o corpo é um lugar seguro para habitar. Quando os adultos respondem com naturalidade às perguntas corporais e não reprimem a curiosidade, estão a construir a base da saúde sexual futura: uma relação tranquila com o próprio corpo e com os limites do outro.

Adolescência – O Despertar do Desejo

A adolescência é uma das fases mais intensas e desorganizadoras do ponto de vista sexual.

O corpo transforma-se rapidamente, as hormonas despertam o desejo, e surgem sensações novas que o jovem ainda não sabe nomear nem integrar emocionalmente.

Há excitação, mas também vergonha. Há curiosidade, mas também medo de julgamento.

As primeiras paixões aparecem com intensidade absoluta. O outro torna-se centro emocional, espelho identitário, fonte de validação.

Hoje, esta fase é atravessada por influências externas muito poderosas, redes sociais, pornografia, padrões irreais de corpo e desempenho, que podem distorcer expectativas sobre o que é intimidade e prazer.

Por isso, falar de sexualidade nesta fase é falar de consentimento, respeito, autoestima e responsabilidade emocional.

Adulto Jovem – A Sexualidade como Encontro

Na vida adulta jovem, a sexualidade deixa de ser apenas descoberta individual e passa a ser encontro entre dois corpos e duas histórias.

Surge o desejo de ser visto, escolhido, amado. O corpo torna-se linguagem de expressão emocional e vinculação.

Mas é também uma fase marcada por inseguranças silenciosas: ansiedade de desempenho, medo de não corresponder, dificuldade em comunicar desejos ou limites.

Muitos acreditam que o sexo deve ser naturalmente perfeito, quando na realidade ele constrói-se com confiança, comunicação e tempo.

A verdadeira intimidade começa quando deixamos de tentar impressionar e passamos a permitir-nos ser genuínos.

Relações Duradouras e Parentalidade – O Desejo na Vida Real

Com o passar dos anos, a sexualidade é chamada a transformar-se.

O amor mantém-se, mas a vida ocupa espaço: trabalho, filhos, responsabilidades, cansaço físico e mental.

A espontaneidade erótica diminui, não por falta de desejo, mas por falta de espaço interno para o sentir.

Muitas mulheres descrevem que não é ausência de amor, mas excesso de carga mental. A mente sobrecarregada tem dificuldade em aceder ao erotismo.

Aqui, o desejo deixa de ser automático e passa a ser intencional. Precisa de tempo protegido, de reconexão emocional, de presença.

Não desaparece, reorganiza-se.

Meia-idade – A Metamorfose do Corpo e do Desejo

Há uma fase da vida em que o corpo volta a pedir escuta profunda.

Depois de décadas a viver em modo de aceleração, ele começa a falar mais devagar, mas também com mais verdade.

Menopausa – A Travessia Feminina

A menopausa não é apenas um acontecimento biológico. É uma travessia identitária.

Para muitas mulheres, marca o fim de um ciclo associado à fertilidade, podendo ser vivida como perda de juventude ou de desejabilidade.

Existem alterações físicas reais: secura vaginal, alterações do sono, oscilações de humor, flutuações do desejo sexual.

Mas existe também uma dimensão libertadora.

Muitas mulheres descrevem que, pela primeira vez, vivem o corpo para si, não para corresponder ao olhar do outro. A sexualidade torna-se mais autêntica, menos performativa, mais centrada no prazer sentido.

É uma reconciliação com o corpo vivido, um corpo com história, memória e identidade.

Andropausa – A Travessia Masculina

No homem, a transição é mais gradual, mas igualmente significativa.

A diminuição da testosterona traz alterações na resposta sexual, que se torna mais lenta, podendo surgir alterações eréteis ou necessidade de maior estimulação.

Muitos homens vivem estas mudanças com ansiedade, porque foram educados a associar masculinidade a desempenho.

Quando o corpo pede outro ritmo, pode surgir evitamento da intimidade por medo de falhar.

Mas esta fase pode abrir espaço a uma sexualidade mais relacional, menos centrada na performance e mais no toque, na presença e na ligação emocional.

Uma sexualidade menos ansiosa e muitas vezes mais profunda.

Envelhecimento / Idade Avançada – A Intimidade que Permanece

Na idade avançada, a sexualidade não desaparece, transforma-se.

Torna-se menos genital e mais afetiva. O toque, o carinho, o dormir de mãos dadas ganham protagonismo.

Há algo profundamente comovente na intimidade nesta fase: ela é menos sobre provar e mais sobre pertencer.

Mesmo quando o corpo abranda, a necessidade de proximidade emocional mantém-se viva.

A sexualidade continua a ser linguagem de vínculo até ao fim da vida.

Artigo da autoria da psicóloga clínica, Isabel Henriques

Trump ameaça impor reforma eleitoral sem aprovação do Congresso... O Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou hoje contornar o Congresso para impor a exigência de os eleitores apresentarem um documento de identidade, que milhões de cidadãos não possuem.

 

© Joe Raedle/Getty Images Por  LUSA   14/02/2026 

Numa altura em que o Senado analisa uma proposta de lei dos republicanos sobre identificação de eleitores que tem poucas possibilidades de aprovação, Trump afirmou na plataforma Truth Social pretender que a exigência seja implementada para as eleições intercalares de novembro, "com ou sem a aprovação do Congresso!" 

Noutra publicação, acrescentou que apresentaria numa ordem executiva o fundamento legal para esta exigência. 

A Constituição norte-americana garante aos estados o controlo sobre as votações e as orientações para a realização das eleições.  

Os republicanos do Arizona não conseguiram impor restrições ao voto em 2024.  

Na semana passada, Trump instou o governo federal a assumir o controlo do processo eleitoral em cerca de quinze estados, uma medida contrária à Constituição e que preocupa os grupos de defesa dos direitos civis.   

A Câmara dos Representantes, de maioria republicana, já aprovou um projeto de lei que visa reformular a organização das eleições nos 50 estados, exigindo que, para poderem registar-se para uma eleição, todos os eleitores apresentem pessoalmente um comprovativo de cidadania, como o passaporte ou a certidão de nascimento.  

A Lei de Proteção da Elegibilidade do Eleitor Americano (SAVE America Act) também exigiria que, ao votar, os eleitores apresentassem um documento de identificação com fotografia, o que atualmente não acontece na grande maioria dos estados. 

Impõe também novas regras para o voto por correspondência, exigindo que os eleitores incluam uma cópia de um documento de identidade válido quando enviam o seu voto. 

O projeto de lei enfrenta um grande obstáculo no Senado, onde seriam necessários 60 votos para a sua aprovação, incluindo democratas.   

Os republicanos detêm apenas 53 dos 100 lugares no Senado, e os democratas opõem-se fortemente a estas medidas, argumentando que o seu principal objetivo é criar barreiras ao voto para grupos minoritários, que têm menos probabilidades de possuir documentos de identificação. 

O Centro para a Democracia e o Envolvimento Cívico da Universidade de Maryland estimou, em janeiro de 2024, que quase 21 milhões de norte-americanos em condições de votar não possuíam carta de condução válida, o documento de identificação mais comum nos Estados Unidos. 

Os negros e hispânicos norte-americanos tinham uma probabilidade desproporcionalmente menor de possuir uma carta de condução válida em comparação com a população em geral, observou o centro de investigação. 

Trump alega, sem provas, que houve uma fraude maciça nas eleições presidenciais de 2020, que afirma ter ganho contra Joe Biden. 

"Não podemos deixar que os democratas saiam impunes", declarou hoje o Presidente. 

Também a secretária da Segurança Interna, Kristi Noem, defendeu hoje a aprovação da lei, alegando que impediria os imigrantes indocumentados de votar, uma retórica republicana que levou vários estados a tentar impor proibições de recenseamento eleitoral nas eleições de 2024. 

Mas as sondagens mostram que a fraude eleitoral por não cidadãos é extremamente rara. Um estudo do Brennan Center for Justice concluiu que apenas 0,0001% dos 23,5 milhões de votos contabilizados em 42 jurisdições nas eleições de 2016 foram alegadamente votos de não cidadãos.  

A Heritage Foundation, um centro de investigação conservador, identificou apenas 23 casos de voto por não cidadãos entre 2003 e 2022, num outro estudo. 

Noem insistiu também na necessidade de estabelecer a identificação com fotografia para as pessoas que votam presencialmente. Atualmente, 37 dos 50 estados exigem-no e os restantes estados têm outros métodos de verificação de identidade. 

Os norte-americanos vão votar a 03 de novembro a renovação de toda a Câmara dos Representantes e de um terço do Senado, além de elegerem 36 governadores e outras autoridades locais.   

Para Trump, estas serão eleições cruciais para a segunda metade do seu segundo e último mandato, pondo em jogo a estreita maioria republicana no Congresso.   

O Presidente, que já alertou para a possibilidade de ser destituído e caso de maioria democrata no Congresso, iniciou este mês ações de campanha semanais e planeia realizar uma Convenção Nacional Republicana antes das eleições intercalares, semelhante à organizada para a nomeação presidencial.   

Desde o ano passado, vem pressionando vários líderes republicanos em legislaturas estaduais em que são maioritários para aprovarem novas circunscrições eleitorais que permitam eleger mais candidatos para o Congresso, o que levou os democratas a fazerem o mesmo, nomeadamente na Califórnia.  


Leia Também: Kim Jong Un elogia "bravura" de tropas que combatem pela Rússia

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, elogiou a "bravura incomparável" dos  soldados do regime comunista que combatem ao lado da Rússia contra a Ucrânia. 

Lisboa: Proibição de venda de álcool para consumo exterior entra em vigor... A proibição é aplicável a todo o território da cidade, “de domingo a quinta-feira, entre as 23 horas e as 8 horas do dia seguinte”, e à sexta-feira, sábado e vésperas de feriado, entre a meia-noite e as 8 horas do dia seguinte.

Por  LUSA 

A proibição de venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior dos estabelecimentos na cidade de Lisboa, entra hoje em vigor, para combater ruído e salvaguardar direito ao descanso dos moradores.

O "regime de horário específico para venda de bebidas para consumo no exterior dos estabelecimentos" foi aprovado há um mês pela Câmara de Lisboa, com a indicação de que entraria em vigor 30 dias após a sua publicação em Boletim Municipal, o que aconteceu em 15 de janeiro.

A nova medida determina a proibição de venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior dos estabelecimentos comerciais, aplicável a todo o território da cidade, de domingo a quinta-feira, entre as 23h00 e as 08h00 do dia seguinte, e à sexta-feira, sábado e véspera de feriado, entre as 24h00 e as 08h00 do dia seguinte.

A medida aplica-se aos estabelecimentos previstos nos grupos I, II, III, IV, V e VI do Regulamento dos Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos de Venda ao Público e de Prestação de Serviços do Concelho de Lisboa, tais como restaurantes, cafés, casas de chá, pastelarias, bares, discotecas, casas de fado, salas de espetáculos, teatros, cinemas, casinos, hotelaria, postos de abastecimento de combustível e lojas de conveniência.

Uma das exceções à proibição é "o consumo no interior dos estabelecimentos e/ou nos lugares sentados das respetivas esplanadas, desde que devidamente licenciadas para o efeito e no estrito cumprimento do horário de funcionamento do estabelecimento", bem como as vendas na modalidade de entrega ao domicílio. No período das Festas de Lisboa, que decorrem anualmente em junho, a medida também não se aplica.

A violação das regras constitui contraordenação punível de 150 a 1.000 euros, para pessoas singulares, e de 350 a 3.000 euros, para pessoas coletivas, competindo à Polícia Municipal de Lisboa e às forças de segurança assegurar a fiscalização.

Até agora não existia qualquer proibição de venda de bebidas alcoólicas em Lisboa, medida que se enquadra no Regulamento dos Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos.

Subscrita pelo vereador da Economia, Diogo Moura (CDS-PP), incorporando alterações da vereação do Chega, como a inclusão das lojas de conveniência, a proposta foi viabilizada com os votos a favor da liderança PSD/CDS-PP/IL, PS e Chega, a abstenção de PCP e Livre, e o voto contra do BE.

Segundo a Câmara de Lisboa, esta é uma medida de "natureza preventiva", para vigorar até à alteração do Regulamento de Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos, processo que se iniciou no anterior mandato 2021-2025, tendo a consulta pública terminado em abril de 2024.

"No prazo de seis meses da entrada em vigor do regime de horários específico" para a venda de bebidas alcoólicas para consumo no exterior dos estabelecimentos, ou seja, até agosto, o Conselho de Acompanhamento da Vida Noturna elaborará e entregará à câmara um relatório detalhado da execução da medida.

Segundo o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), a nova medida pretende garantir o direito dos lisboetas ao descanso, sobretudo nas áreas residenciais com maior concentração de atividades de animação noturna.


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Pode achar que é algo negativo, mas até pode ser bom. Vários especialistas revelam o que pode acontecer ao organismo depois de consumir este peixe rico em ómega-3 e gorduras saudáveis.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

ATUALIZAÇÃO - BAFATÁ: INCÊNDIO EM CONTENTOR DE COMBUSTÍVEL FAZ TRÊS FERIDOS GRAVES

Um incêndio deflagrado num contentor de combustível, no Bairro 4, na cidade de Bafatá, provocou três feridos graves e mobilizou moradores e o Corpo de Bombeiros local na tarde desta semana.

Segundo informações recolhidas no local, as chamas tiveram início num contentor situado nas proximidades de uma residência, aumentando o risco de propagação para outras habitações da zona.

A rápida intervenção da população, em coordenação com o Corpo de Bombeiros de Bafatá, foi determinante para conter o fogo e evitar danos de maior dimensão.

O proprietário da casa próxima ao contentor afirmou que as causas do incêndio ainda são desconhecidas. De acordo com o mesmo, um dos seus familiares encontrava-se dentro do contentor no momento em que o fogo começou, o que gerou momentos de pânico entre familiares e vizinhos.

As autoridades confirmam que não há registo de vítimas mortais. No entanto, informações mais recentes indicam que três pessoas sofreram ferimentos graves e estão a receber tratamento médico.

Entre os feridos está também uma criança, que terá sofrido queimaduras graves ao tentar fugir das chamas. A vítima foi socorrida no local e posteriormente encaminhada para uma unidade sanitária.

As autoridades competentes deverão abrir um inquérito para apurar as causas e circunstâncias do incêndio.

RSM 13 02 2026

Trump diz que 2.º porta-aviões partirá "em breve" para o Médio Oriente... O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou hoje que um segundo porta-aviões norte-americano será enviado "em breve" para perto do Irão, país com o qual deseja negociar um acordo nuclear.

© Shutterstock    Por  LUSA   13/02/2026 

O porta-aviões juntar-se-á ao "USS Abraham Lincoln", que já está na região desde janeiro com os seus navios de escolta, segundo a imprensa norte-americana.

Hoje de manhã, uma fonte que solicitou anonimato disse à agência noticiosa Associated Press (AP) que o maior porta-aviões do mundo recebeu ordens para navegar do Mar das Caraíbas para o Médio Oriente, concretizando a informação de que a Casa Branca (presidência) considera uma ação militar contra o Irão.

A movimentação do "USS Gerald R. Ford", noticiada pela primeira vez pelo jornal The New York Times, colocará dois porta-aviões e os navios de guerra que os acompanham na região, à medida que Trump aumenta a pressão sobre o Irão para chegar a um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

O porta-aviões "USS Abraham Lincoln" e três contratorpedeiros lançadores de mísseis chegaram ao Médio Oriente há mais de duas semanas.

Esta manobra marca uma reviravolta súbita das operações do "USS Gerald R. Ford", que Trump tinha enviado do Mar Mediterrâneo para as Caraíbas em outubro passado.

Na altura, as forças norte-americanas aumentaram a presença militar na região, manobras que culminaram numa operação no início de janeiro que resultou na captura em Caracas do líder venezuelano Nicolás Maduro, que atualmente está detido em Nova Iorque.

A AP sublinha que esta concentração de meios militares no Médio Oriente também parece estar em desacordo com a estratégia de segurança nacional de Trump, que dá ênfase ao hemisfério ocidental em detrimento de outras partes do mundo.

No início da semana, Trump disse ao portal noticioso norte-americano Axios que estava a considerar enviar para o Médio Oriente uma segunda frota de ataque liderada por um porta-aviões.

O "USS Gerald R. Ford" partiu em missão no final de junho de 2025, o que significa que a tripulação estará em missão há oito meses dentro de duas semanas.

Até ao momento, não é claro quanto tempo o navio de guerra permanecerá no Médio Oriente.

IRÃO: Diretor da AIEA considera "extremamente difícil" acordo com Teerão... O diretor da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, considerou hoje que um acordo com Teerão sobre as inspeções do programa nuclear iraniano é "completamente possível", apesar de "extremamente difícil".

© Albert Otti/picture alliance via Getty Images   Por  LUSA   13/02/2026

O líder da agência da ONU recordou, na Conferência de Segurança de Munique, que os inspetores regressaram ao Irão após os bombardeamentos em junho passado de Israel e dos Estados Unidos, onde foi possível "inspecionar tudo, exceto o que tinha sido atacado". 

"Conseguimos retomar o trabalho, estabelecer uma forma de diálogo --- imperfeito, complexo e extremamente difícil, mas existe. Portanto, penso que a grande questão agora é como definir os passos para o futuro, e sabemos perfeitamente bem o que é necessário verificar e como verificá-lo", afirmou Grossi, observando que o progresso da tarefa da AIEA exige "andar na corda bamba".

O Irão recusou, em novembro, que a agência inspecionasse os vários locais bombardeados, alegando que os queria inserir numa "nova estrutura".

Estados Unidos e Irão reataram conversações há uma semana em Omã sobre o programa nuclear iraniano, no seguimento de repetidas ameaças do Presidente norte-americano, Donald Trump, de voltar a atacar a República Islâmica.

O encontro entre o ministro do Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, e o enviado da Casa Branca Steve Witkoff não produziu resultados concretos, mas ambos os lados concordaram prosseguir o diálogo.

Rafael Grossi alertou, por outro lado, para as crescentes dúvidas sobre o sistema internacional de não proliferação nuclear, reconhecendo que tem limitações, mas continua a ser um dos poucos elementos de "certeza" num mundo cada vez mais instável.

O diplomata argentino salientou que um novo aspeto é que as críticas ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares provêm de Estados que até agora se mantinham "em perfeita consonância" com as obrigações do acordo.

Segundo o diretor da AIEA, países relevantes do Golfo Pérsico, da Ásia e da Ásia Menor, bem como da Europa, sem referir nenhum em concreto, começaram a levantar publicamente a questão de rever a sua posição sobre a não proliferação de armas nucleares.

A razão, acrescentou, é que certos governos acreditam que a moderação que usaram durante meio século pode já não servir os seus interesses nacionais num novo ambiente de incerteza geopolítica.

Para o responsável da agência da ONU, esta inquietação abre uma "possibilidade real" de que mais países procurem capacidades nucleares, o que seria "terrível" para a segurança internacional.

Grossi salientou que, do ponto de vista técnico, a proliferação é "perfeitamente possível" e alertou para os riscos de, com o desaparecimento de outros instrumentos de controlo de armamento, o tratado, que proporcionou estabilidade durante meio século, possa também ser enfraquecido.

Em março passado, o primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, disse ao parlamento que Varsóvia deveria procurar "as capacidades mais modernas", incluindo as "relacionadas com armas nucleares", perante a ameaça russa e a incerteza sobre o compromisso de Washington com a defesa europeia.

Mais recentemente, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Hakan Fidan, alertou, numa entrevista televisiva, que se o Irão obtiver armas nucleares, o equilíbrio regional seria drasticamente alterado e indicou que Ancara poderia ser arrastada para uma corrida ao armamento.

Guiné-Bissau diz ter sido sua iniciativa cancelamento da missão da CPLP... O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, contactou a Lusa para esclarecer que "não foi Timor-Leste que cancelou" a missão, mas "foi o Governo da Guiné-Bissau".

© Lusa   13/02/2026 

O Governo de transição da Guiné-Bissau afirmou hoje que foi sua a iniciativa de cancelar a missão da CPLP ao país por não reconhecer legitimidade à presidência de Timor-Leste na organização de países de língua portuguesa.

Timor-Leste assumiu a liderança da Comunidade depois de a Guiné-Bissau, que tinha a presidência, ter sido suspensa na sequência do golpe de Estado de novembro de 2025, em que os militares tomaram o poder.

As autoridades timorenses anunciaram, na segunda-feira, o envio de uma missão de bons ofícios da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), prevista para de 17 a 21 de fevereiro, que deram como cancelada hoje, num documento assinado pelo primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, a que a Lusa teve acesso.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Guiné-Bissau, João Bernardo Vieira, contactou a Lusa para esclarecer que "não foi Timor-Leste que cancelou" a missão, mas "foi o Governo da Guiné-Bissau".

Segundo disse, a decisão foi comunicada às autoridades timorenses, numa carta com a data de hoje, 13 de fevereiro, em que Bissau informa que "não reconhece Timor-Leste como sendo presidente da CPLP ´Pro Tempore` (por um tempo)".

O representante da diplomacia guineense acrescenta que "a Guiné-Bissau soube através da Comunicação Social que haveria uma Missão de bons ofícios a vir ao país".

"Não houve concertação nenhuma", vincou o ministro, numa alegação que consta da carta enviada por Bissau ao ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Benedito dos Santos Freitas, que deveria chefiar a missão.

A carta foi enviada um dia depois de o Governo da Guiné-Bissau ter sido informado pela embaixada de Timor-Leste em Lisboa do pedido de autorização para a missão se deslocar ao país, segundo ainda a diplomacia guineense.

Na resposta, o Governo da Guiné-Bissau assinala a inexistência de "qualquer concertação prévia com as autoridades guineenses relativamente às datas, modalidades ou condições de uma eventual missão".

O Governo guineense regista ainda "as declarações recorrentes e públicas do primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão", as últimas das quais se referiu à Guiné-Bissau como "um estado falhado".

Para as autoridades guineenses, estas declarações "têm assumido um caráter abertamente hostil e desrespeitoso", classificando-as "de natureza imprópria e incompatível com o decoro institucional".

Refere ainda que "configuram uma interferência indevida nos assuntos internos da Guiné-Bissau e contribuem para a deterioração injustificada do ambiente político entre os dois Estados".

Na carta, o Governo da Guiné-Bissau dirige-se também diretamente à CPLP, vincando que "no atual quadro das relações institucionais não reconhece, nem reconhecerá a alegada presidência 'Pro Tempore' da CPLP por Timor-Leste".

Consequentemente, as autoridades guineenses referem que não lhes "é possível autorizar ou receber em território nacional uma missão mandatada em seu nome, até que haja a devida clarificação formal do enquadramento jurídico e político aplicável".

A carta termina afirmando que o Governo da Guiné-Bissau mantém "a sua abertura a um diálogo franco e respeitoso, bem como a iniciativas bilaterais ou multilaterais que se fundem numa base clara, mutuamente acordada e plenamente respeitadora da soberania nacional". 

Morreu biógrafo de Putin, o russo Roy Medvedev. Tinham 100 anos... O historiador russo Roy Medvedev, conhecido nomeadamente pelas biografias de políticos e líderes da Rússia, morreu hoje aos 100 anos, informou a agência noticiosa russa TASS, que cita a nora do dissidente da era soviética.

© Peter Turnley/Corbis/VCG via Getty Images  Por  LUSA  13/02/2026 

"Roy Medvedev morreu hoje de manhã", afirmou a nora do historiador. 

Medvedev, que nasceu em 1925 em Tbilissi, na então república soviética da Geórgia, no seio de uma família de militares, morreu na sua casa em Moscovo, presumivelmente devido a uma insuficiência cardíaca, acrescentou a nora.

O pai de Medvedev morreu em 1941 num Gulag (acrónimo para "Direção Principal dos Campos de Trabalho Corretivo"), o sistema de campos de concentração e trabalho forçado da então União Soviética, famoso pela brutalidade, exploração e pela morte de milhões de prisioneiros, especialmente sob o regime de Josef Estaline, tornando-se um símbolo da repressão e sendo imortalizado por Aleksander Solzhenitsyn na sua obra "Arquipélago Gulag".

Medvedev formou-se em Filosofia e exerceu a profissão de pedagogo, mas ganhou notoriedade como historiador, tendo escrito mais de 40 livros, vários dos quais sobre o Presidente russo, Vladimir Putin, cuja gestão elogiou.

Escreveu também biografias sobre o primeiro presidente democraticamente eleito da Rússia, Boris Yeltsin, e sobre líderes soviéticos como Josef Estaline, Nikita Khruschov, Leonid Brejnev ou Yuri Andropov, o que lhe valeu um prémio do Serviço Federal de Segurança.

Os seus trabalhos, entre os quais figuram igualmente livros sobre os escritores Mikhail Sholokhov e Solzhenitsyn, foram traduzidos para 14 línguas e publicados em 20 países.

Em 1970 publicou, juntamente com o académico Andrei Sakharov, Nobel da Paz, e o físico Valentin Turchin, uma carta aberta sobre a necessidade de democratização da União Soviética.

Ainda assim, era um firme defensor da reforma do sistema soviético a partir do interior e não através de ingerência externa.

O irmão gémeo de Roy, Zhores, também crítico do sistema soviético, foi internado num hospital psiquiátrico. Posteriormente, foi exilado em Londres, onde acabou por morrer em 2018.

Apesar do seu passado como dissidente, não se juntou ao partido reformista de Yeltsin e tentou, sem êxito, dedicar-se à política à frente do Partido Socialista dos Trabalhadores da Rússia.

Último hora: A COMISSÃO ORGANIZADORA DO CARNAVAL 2026 DEMITIU-SE EM BLOCO

Por   Rádio Sol Mansi   13-02-2026

Toda a staff da comissão organizadora nacional do carnaval 2026 demitiu-se em bloco.

A menos de 24 horas do início do maior evento cultural a nível nacional, o carnaval 2026, a presidente da comissão organizadora, Arthemiza Mendonça, e toda a estrutura da comissão organizadora demitiram-se nesta sexta-feira (13-02) das suas funções.

A decisão saiu numa reunião que a presidente da comissão organizadora teve com os membros da comissão organizadora, e todos eles pediram demissão em bloco.

De acordo com as informações apuradas pela Rádio Sol Manso, a decisão tem a ver com a usurpação dos poderes, já que um grupo de pessoas dentro do ministério foi atribuído às responsabilidades da comissão.

É importante recordar que ontem, quinta-feira, na abertura oficial do Carnaval 2026, foi notada a ausência de Arthemisa, que posteriormente teve sua demissão confirmada.

Arthemiza Mendonça, jornalista da carreira e ativista, foi dado posse em então ministro da cultura juventude e dos desportos Alfredo Malú, em Outubro de 2025, para presidir a comissão nacional organizadora do carnaval 2026, com objetivo de realizar um carnaval inclusivo e participativo.

Ministro da Defesa alemão e Zelensky inauguram produção de drones... O primeiro drone de combate alemão-ucraniano fabricado na Alemanha foi entregue hoje à Ucrânia, na presença do ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, e do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

© Danil Shamkin/NurPhoto via Getty Images    LUSA  13/02/2026 

Este drone fabricado na Alemanha é fruto da 'joint venture' Quantum Frontline Industries (QFI), criada em dezembro pela empresa alemã Quantum Systems e pela empresa ucraniana Frontline Robotics. 

A QFI tem uma capacidade inicial de "10.000 drones por ano", afirmou Pistorius em Gauting, durante uma cerimónia que antecedeu a Conferência de Segurança de Munique (MSC), na Alemanha.

Os drones produzidos, do modelo Linz, já são utilizados pela defesa ucraniana para missões de combate, reconhecimento e apoio logístico, indicou Pistorius.

Empresas como a QFI têm uma importância estratégica, pois baseiam-se nas lições aprendidas "com os volumes consideráveis de dados e a experiência adquirida no campo de batalha na Ucrânia", adiantou o ministro alemão.

Zelensky agradeveu ao "povo alemão pelo apoio prestado desde o início da guerra" à Ucrânia.

A Europa "vive a maior guerra terrestre dos últimos 80 anos, é imperativo que seja forte e independente", defendeu Zelensky, acrescentando que é igualmente relevante manter-se "ligada e parceira dos Estados Unidos".

A Ucrânia multiplicou a sua produção de drones desde a invasão russa no inverno de 2022, mas considera-se que são necessários mais aparelhos para o esforço de guerra do país.

Já Berlim também tem procurado reforçar o seu desenvolvimento de drones para as Forças Armadas alemãs (Bundershwer) e celebrou recentemente contratos com as empresa Helsing, com sede em Munique e especialista em inteligência artificial, e com a Stark Defence.

Segundo a Deutsche Welle, os contratos, que terão uma duração de sete anos, podem chegar a 4,5 mil milhões de euros.

Contudo, partidos da oposição alemães como Os Verdes têm criticado o envolvimento da Stark Defence, que tem como um dos seus investidores Peter Thiel, um empresário próximo do Presidente norte-americano, Donald Trump.

A Conferência de Segurança de Munique arrancou hoje com a presença confirmada de mais de 60 chefes de Estado e de Governo, uma centena de ministros e cerca de um milhar de participantes de 120 países.

A 62.ª edição da MSC realiza-se até domingo num contexto de instabilidade e de "profunda incerteza", devido à política do Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu o presidente da conferência, o diplomata alemão Wolfgang Ischinger.

Cerca de 5.000 polícias alemães e de outros quatro países foram mobilizados para Munique para garantir a segurança do evento, mas também da cidade para onde estão convocadas 21 manifestações, incluindo duas contra o regime iraniano, até domingo.


Leia Também: "Paciência tem limites". República Checa pede demissão de relatora da ONU

A República Checa juntou-se hoje a França e Alemanha e pediu a demissão da relatora especial da ONU para os Territórios Palestinianos Ocupados, Francesca Albanese, por alegadamente ter considerado Israel "um inimigo comum da humanidade".

A visita oficial de Sua Excelência, o Dr. Florentino Mendes Pereira, Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, nesta sexta-feira (13.02.2026) à escritório da Socidade de Cabo da Guiné Bissau (SCGB), em Antula e a Estação Terminal do Cabo Submarino, localizada em Suro, setor de Prábis.

Visita de trabalho à Estação Terminal do Cabo Submarino de Suro

Tuti Vitória Iyere Com Ministério dos Transportes e Comunicações  13/02/2026

MINISTRO DOS TRANSPORTES, TELECOMUNICAÇÕES E ECONOMIA DIGITAL VISITA ESTAÇÃO TERRENA DO CABO SUBMARINO DA SCGB EM SURO

O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Sua Excelência Sr. Florentino Mendes Pereira, efetuou uma visita de trabalho à Estação Terrena do Cabo Submarino da Sociedade de Cabo da Guiné-Bissau (SCGB), localizada em Suro, setor de Prábis, acompanhado pela sua equipa técnica.

Sua Excelência, o Dr. Florentino Mendes Pereira, Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital

Durante a visita, o Ministro inteirou-se do funcionamento dos equipamentos estratégicos que asseguram a conectividade internacional do país, nomeadamente o sistema do cabo submarino, os geradores de suporte energético e o banco de baterias que garantem a estabilidade e continuidade do serviço. A deslocação permitiu avaliar de perto as condições técnicas da infraestrutura, considerada fundamental para o reforço da capacidade digital e da qualidade das telecomunicações na Guiné-Bissau.

Na ocasião, os responsáveis técnicos da SCGB apresentaram detalhadamente os sistemas de redundância energética e os mecanismos de segurança implementados para assegurar a operacionalidade contínua da estação, mesmo em situações de falha no fornecimento de energia.

Posteriormente, Sua Excelência deslocou-se ao escritório da SCGB, situado em Antula, onde manteve um encontro de trabalho com a direção da instituição. O encontro serviu para analisar o estado atual das operações, os desafios do setor e as perspetivas de expansão e modernização das infraestruturas de telecomunicações no país.

A visita insere-se no quadro da estratégia do Governo para o fortalecimento das infraestruturas digitais, com vista à melhoria da qualidade dos serviços de telecomunicações, à promoção da economia digital e ao desenvolvimento sustentável da Guiné-Bissau.

Diretor geral da sede instalações do cabo submarino

Intervenção do primeiro diretor administrativo