sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Bélgica autoriza polícia a entrar em casas para deter imigrantes ilegais... A Bélgica aprovou uma proposta legislativa que permite à polícia entrar em residências para deter imigrantes em situação irregular, medida contestada pela esquerda e por organizações de defesa dos direitos humanos.

© Reuters    Por  LUSA  06/11/2026 

A Bélgica aprovou hoje uma proposta legislativa que permite à polícia entrar em residências para deter imigrantes em situação irregular, uma medida contestada pela esquerda e por organizações de defesa dos direitos humanos.

O diploma autoriza a polícia, acompanhada por representantes do Serviço de Estrangeiros, a entrar na residência de uma pessoa que esteja proibida de permanecer em território belga, com o objetivo de proceder à sua detenção.

A autorização abrange também habitações de terceiros onde o cidadão estrangeiro esteja a residir.

A medida destina-se especificamente a pessoas sujeitas a uma ordem de afastamento do território e consideradas suscetíveis de representar uma ameaça à ordem pública ou à segurança nacional.

O texto prevê que os agentes policiais possam, caso seja necessário, recorrer aos serviços de um serralheiro para aceder às habitações.

A entrada nas residências continuará, contudo, a depender de autorização prévia de um juiz de instrução.

A proposta legislativa, que tem provocado debates intensos na Bélgica há vários anos, foi classificada como "histórica" pela ministra do Asilo e da Migração, Anneleen Van Bossuyt.

"Se alguém representa um perigo para a nossa sociedade, os nossos serviços devem poder intervir", afirmou a governante.

Van Bossuyt rejeitou as críticas de que a nova legislação possa desencadear uma "caça às bruxas contra os imigrantes sem documentos".

A aprovação do diploma suscitou forte contestação de organizações não-governamentais, que consideram a medida uma ameaça às liberdades fundamentais e contrária à Constituição belga.

A Amnistia Internacional na Bélgica denunciou particularmente a associação estabelecida entre a situação administrativa dos cidadãos estrangeiros e a criminalidade.

"O texto alimenta a confusão entre a ausência de autorização de residência e a delinquência", criticou a organização.

As organizações de defesa dos direitos humanos alertam para as consequências da possibilidade de entrada das autoridades em residências privadas, mesmo quando estas pertencem a terceiros.

Uma disposição semelhante já existe em França, embora seja raramente aplicada, nomeadamente devido à reduzida taxa de execução das ordens de abandono do território francês.


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A polícia alemã fez hoje um apelo público para ajudar a identificar, através de uma imagem gerada por inteligência artificial, um terceiro suspeito alegadamente ligado ao aparecimento de um drone carregado com explosivos no aeroporto de Leipzig.

Apolícia alemã fez hoje um apelo público para ajudar a identificar, através de uma imagem gerada por inteligência artificial, um terceiro suspeito alegadamente ligado ao aparecimento de um drone carregado com explosivos no aeroporto de Leipzig.

"O Departamento de Investigação Criminal identificou, até ao momento, dois suspeitos. Uma terceira pessoa, ainda desconhecida, poderá também estar ligada ao ataque com um drone, segundo a investigação", explicou o organismo em comunicado, referindo-se ao incidente ocorrido em agosto passado...

Cabo Verde pede extensão ao FMI para concluir programas de apoio... O Governo de Cabo Verde anunciou que vai pedir uma extensão de três meses ao FMI, de janeiro a março, para concluir os dois programas de apoio ao país.

© Lusa    06/11/2026 

O Governo cabo-verdiano anunciou hoje que vai pedir uma extensão técnica de três meses ao Fundo Monetário Internacional (FMI), de janeiro a março, para concluir os dois programas de apoio ao país.

"Vamos pedir uma extensão de três meses, a partir de janeiro e até março", trabalhando "em conjunto com a equipa do FMI para entregar documentos que estão em falta, dificultando a conclusão", e analisar outros dados, explicou Maria José Lopes, secretária de Estado das Finanças.

A governante falava nas instalações do Ministério das Finanças, na capital, Praia, numa conferência de imprensa conjunta com Martin Schindler, chefe da missão do FMI que decorreu no país deste 28 de outubro e que hoje terminou.

"Estamos perante dois programas complexos e quatro reformas que envolvem três ou quatro ministérios e várias instituições. Só por isso justifica pedir uma extensão", acrescentou.

Maria José Lopes apontou o atraso nas contas da empresa estatal de aviação como exemplo do que "dificulta a conclusão".

"Em relação à Transportes Aéreos de Cabo Verde [TACV], por vários motivos, as contas de 2023, 2024 e 2025 ainda não foram aprovadas" nem auditadas, e precisam de o ser, informou.

Por outro lado, no âmbito do programa Instrumento de Resiliência e Sustentabilidade (RSF), ainda estão por fechar reformas relacionadas com os setores da água e energia.

A análise "inclui um estudo em relação ao preço efetivo e preço de custo, um processo que exige tempo, e estamos há apenas quatro meses na governação", acrescentou.

"Eram muitas questões, muito esclarecimento", mas a governante acredita que "até março as condições vão estar criadas" para as duas partes chegarem a um acordo para fechar as revisões que faltam.

Martin Schindler, chefe da missão do FMI, referiu que houve "muitos assuntos e muitos dados para processar" e defendeu "uma revisão cuidada".

"Fizemos progressos e vamos continuar" o trabalho técnico conjunto, referiu.

Sobre a situação do país, referiu que a economia "continua a mostrar-se resiliente, apesar de um contexto externo desafiante".

"O crescimento mantém-se robusto, a inflação está controlada, a posição externa é sólida e as reservas internacionais mantêm-se em níveis historicamente elevados", indicou o chefe de missão.

Schindler saudou a meta orçamental para 2027 com um excedente primário de 0,9% do PIB, mas referiu que "as projeções ambiciosas de receitas, o aumento das despesas correntes e novos subsídios poderão limitar a margem orçamental necessária para responder a choques futuros".

A missão do FMI decorreu desde 28 de outubro para realizar a oitava e a nona revisões da Linha de Crédito Alargada (ECF) e a quarta e quinta revisões do Instrumento de Resiliência e Sustentabilidade (RSF).

A linha de crédito ECF foi aprovada em junho de 2022, alargada até dezembro de 2026, para um total de 60 milhões de euros, prevendo desembolsos periódicos alinhados com um programa para fortalecer as finanças públicas e colocar a dívida numa trajetória descendente, reduzir os riscos orçamentais decorrentes das empresas públicas e melhorar a gestão financeira.

O programa RSF, aprovado no final de 2023, vale 29 milhões de euros, também com desembolsos periódicos, para apoiar a resiliência face às alterações climáticas com captação de investimento externo e reformas governamentais.

Os desembolsos finais dependem da conclusão das últimas revisões e da aprovação pelo Conselho Executivo do FMI.


Leia Também: Cabo Verde tem agora três aviões na frota interilhas, quatro em janeiro

Cabo Verde reforçou a frota interilhas com a aquisição de um novo avião, elevando o número de aeronaves para três, com a expectativa de chegar a quatro em janeiro, segundo anunciou a companhia aérea estatal Cvsky.

Cabo Verde passa a contar com uma frota de três aviões para fazer as ligações entre ilhas, número que subirá para quatro a partir de janeiro, anunciou hoje a companhia aérea estatal Cvsky.

"Com esta integração, a frota operacional passa a contar com três aeronaves em linha, de imediato, antecipando a expansão programada para quatro aeronaves a partir de janeiro", anunciou em comunicado...

ARÁBIA SAUDITA: Mais de 200 pessoas foram executadas na Arábia Saudita em 2026... Mais de 200 pessoas foram executadas na Arábia Saudita em 2026, segundo organizações sauditas no exílio, incluindo duas que foram detidas quando ainda eram menores de idade.

© Reprodução   Por  LUSA  06/11/2026 

Mais de 200 pessoas foram executadas na Arábia Saudita em 2026, incluindo duas que foram detidas quando ainda eram menores de idade, indicaram hoje organizações sauditas que atuam no exílio.

A organização não-governamental (ONG) ALQST afirmou que 203 pessoas já foram executadas neste ano, incluindo os cinco etíopes que foram mortos na quinta-feira na região de Asir, no sudoeste do país, condenados por contrabando de haxixe.

Segundo a Organização Saudita-Europeia para os Direitos Humanos (ESOHR, na sigla em inglês), a pena de morte foi aplicada este ano a 32 etíopes — 29 deles na prisão de Asir —, todos acusados de contrabando de haxixe.

A ESOHR detalhou que 70% das execuções tiveram como alvo pessoas "acusadas de crimes que não são considerados entre os mais graves segundo o direito internacional", como os relacionados com o tráfico de droga.

Além disso, "mais de metade das execuções tiveram como alvo estrangeiros", outras 14 foram de natureza "política" e, entre os executados, havia dois que eram menores no momento da detenção.

Este número, a pouco mais de um mês do final do ano, está ainda longe das 356 pessoas executadas em 2025 — um recorde no país em termos de número de execuções num só ano.


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Consideradas como cimeiras cruciais, as conferências das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas já se realizaram 26 vezes sem conseguir baixar as emissões de gases com efeito de estufa. Em novembro de 2022 realiza-se a 27.ª Conferência das Partes sobre o Clima (COP 27)...

Guiné-Bissau : LGDH anuncia libertação de "Tcherninho"... Após cerca de ano e meio detido, Tcherno Bari (Tcherninho), antigo chefe de seguranças de Umaro Sissoco Embaló, foi libertado na tarde desta sexta-feira (06.11), anunciou a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH).

Por Rádio Capital Fm  06/11/2026 

"Tcherno Bari, conhecido por "Tcherninho", foi libertado na tarde de 6 de novembro de 2026", disse à CFM, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, que se congratulou com a decisão do Alto Comando Militar.

Ainda durante o mandato presidencial de Umaro Sissoco Embaló, "Tcherninho" foi detido meses antes da execução misteriosa do seu irmão mais velho, Tano Bari. Segundo informações apuradas pela CFM, até à sua libertação, o antigo chefe de seguranças de Embaló não tem qualquer processo judicial formal contra a sua pessoa.

Apesar da libertação de Tcherno Bari, o presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos disse que outros cidadãos, nomeadamente Braima Baldé, Malam Djassi, Abulai Queita e Ibraima Conté, este último civil, continuam ainda nas detidos.

"A LGDH acompanha de perto a situação destas quatro pessoas. As suas detenções são ilegais e, até à data, não foi instaurado qualquer processo judicial relativo a estes casos. A Liga acredita que os quatro restantes detidos poderão ser libertados nos próximos dias", disse Bubacar Turé.

Pastor queniano sentenciado a 200 anos por homicídio de 191 pessoas... O pastor queniano Paul Mackenzie, líder de uma seita apocalíptica, foi condenado a 200 anos de prisão pelo homicídio de 191 pessoas, incluindo 190 crianças e um adulto, após ter ordenado aos seus seguidores que morressem de fome para se encontrarem com Jesus.

© Lusa   06/11/2026 

O pastor queniano Paul Mackenzie, líder de uma seita apocalíptica, que está alegadamente associada à morte de mais de 400 pessoas, foi hoje condenado a 200 anos de prisão pelo homicídio de 191 pessoas.

O Tribunal Superior da cidade costeira de Mombaça, no Quénia, proferiu a sentença contra Mackenzie, que foi condenado pelo homicídio de 190 crianças e um adulto, depois de ter ordenado aos seus seguidores que morressem de fome para se encontrarem com Jesus.

A juíza Diana Kavedza afirmou que Mackenzie, líder da Igreja Internacional da Boa Nova, tem a "responsabilidade criminal principal" por ter transferido os seus seguidores para um local remoto e lhes ter ordenado que jejuassem até à morte.

Mackenzie foi acusado dos homicídios juntamente com 28 dos seus seguidores, incluindo guardas que impuseram as suas ordens de jejum e coveiros que ajudaram a ocultar as valas comuns.

Todos negaram as acusações, exceto um dos acusados, que confessou e implorou por clemência.

Em 19 de outubro, o tribunal considerou todos os 29 arguidos culpados do homicídio de 191 pessoas.

Em 2023, mais de 400 corpos foram exumados de valas comuns na Chakama Ranch, uma propriedade de 320 hectares no condado costeiro de Kilifi, onde os seguidores de Mackenzie viviam em casas de barro, longe do escrutínio das comunidades locais e das autoridades.

Opositor tanzaniano condenado a quatro anos por incitamento à violência... Um tribunal da Tanzânia condenou a quatro anos de prisão o líder da oposição, Tundu Lissu, por incitamento à violência, após ser absolvido da acusação de traição.

© AFP via Getty Images   Por LUSA  06/11/2026 

Um tribunal da Tanzânia condenou hoje a quatro anos de prisão o líder da oposição, Tundu Lissu, por um crime de incitamento à violência, após ter sido absolvido da acusação de traição, que podia levar à pena de morte.

O presidente do painel de três juízes do Tribunal Superior de Dar es Salam, Dunstan Ndunguru, declarou que foi considerado "provado que (...) o arguido cometeu o crime menor de incitamento".

Este crime acarreta uma pena até cinco anos de prisão, uma multa, ou ambas.

O dirigente político, de 58 anos, presidente do principal partido da oposição tanzaniana, o Partido da Democracia e do Progresso (Chadema), considera que está a ser alvo de "perseguição política".

"Inventaram-se pretextos para me prender e vocês, juízes, são a causa disso. Não fui acusado de incitamento, mas vocês, juízes, condenam-me por isso apenas para impressionar a pessoa que vos concede os vossos títulos", lamentou, a partir do tribunal, acusando ainda os magistrados de obedecerem a "diretivas".

Lissu, nomeado este ano para o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, atribuído pelo Parlamento Europeu, foi detido em abril de 2025 quando terminava um discurso num comício.

A acusação atribuía-lhe apelos a impedir as eleições gerais de 29 de outubro de 2025, mas o opositor tem garantido que os seus discursos não constituem crime algum à luz da lei da Tanzânia, paós vizinho de Moçambique.

O Chadema pretendia concorrer a essas eleições, mas o partido acabou por ser afastado do processo eleitoral.

Lissu, que regressou ao país em 2023, depois de um exílio, e de sobreviver ao que o Chadema considerou uma tentativa de assassínio por motivos políticos, já tinha sido detido várias vezes no passado, mas enfrentou agora pela primeira vez uma acusação de traição, da qual foi absolvido.

O caso é o terceiro julgamento por traição de grande mediatismo na história da Tanzânia continental. Os dois primeiros, nas décadas de 1970 e 1980, envolveram arguidos suspeitos de conspirar para derrubar e assassinar o Presidente fundador do país, Julius Nyerere (1922-1999).

Uma comissão de inquérito criada pela Presidente, e considerada parcial pela oposição, anunciou em abril que a violência eleitoral fez 518 mortos, sem identificar responsáveis.

A oposição e os defensores dos direitos humanos na Tanzânia, país vizinho de Moçambique, afirmam que cerca de 2.000 pessoas foram mortas pelas forças de segurança.


GUINÉ-BISSAU: ALTO COMANDO MILITAR LEVANTA PARCIALMENTE RESTRIÇÕES ÀS ATIVIDADES POLÍTICAS

TGB - Televisão da Guiné-Bissau   06/11/2026  

O Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança Nacional e Ordem Pública anunciou, através de um comunicado datado de 5 de novembro, a flexibilização parcial das restrições impostas às atividades político-partidárias na Guiné-Bissau.

A decisão permite aos partidos políticos legalmente constituídos retomar reuniões internas, encontros de concertação, assembleias e congressos, mediante comunicação prévia às autoridades competentes.

Contudo, continuam proibidos os comícios políticos, marchas, manifestações e outras iniciativas públicas abrangidas pelas restrições anteriormente estabelecidas.

O Alto Comando Militar esclarece que a medida visa assegurar o funcionamento das organizações políticas, sem comprometer a segurança nacional e a ordem pública.

A deliberação entra em vigor no dia 24 de novembro de 2026, sendo apresentada como um passo gradual no processo de flexibilização das restrições, com apelos à responsabilidade, serenidade e preservação da estabilidade nacional.


Acidente com autocarro em França provoca “várias vítimas”... Autocarro saiu da estrada e embateu contra uma árvore em França. O ministro francês dos Transportes está a caminho do local

© the-sun.com    Por  expresso.pt   06/11/2026 

 Um acidente com um autocarro esta sexta-feira de manhã em Lent, no departamento francês de Ain, perto da fronteira com a Suíça, provocou “várias vítimas”, segundo as autoridades locais, citadas pela Reuters.

O acidente ocorreu cerca das 7h na estrada D22: o veículo “saiu da estrada e embateu contra uma árvore numa vala”, afirmou à AFP o presidente da Câmara de Lent, Yves Cristin, citado pelo “Le Monde”. O autarca adiantou que duas pessoas se encontravam em paragem cardiorrespiratória e havia vários feridos, não existindo ainda um balanço oficial mais detalhado. Ainda segundo a Reuters, o ministro francês da Educação, Édouard Geffray, refere um autocarro escolar,.

As autoridades ativaram o centro operacional de Ain para coordenar a resposta à emergência. Dois helicópteros foram mobilizados e o ministro francês dos Transportes, Philippe Tabarot, anunciou nas redes sociais que estava a caminho do local do acidente.


Micróbios da Terra podem sobreviver em condições semelhantes a Marte... Um estudo revelou que micróbios da Terra podem crescer em condições extremas semelhantes às que existiriam abaixo da superfície de Marte, abrindo novas possibilidades na busca por vida.

© Lusa   06/11/2026 

Uma investigação revelou que os micróbios da Terra podem crescer em condições extremas semelhantes às que poderiam existir logo abaixo da superfície de Marte, sugerindo novas linhas de investigação na procura de possível vida celular no "Planeta Vermelho".

O trabalho foi publicado na revista 'Applied and Environmental Microbiology', uma publicação da Sociedade Americana de Microbiologia, noticiou na quinta-feira a agência Efe.

O estudo, liderado por Adam Robinson, investigador da Universidade da Florida, testou se um microrganismo halófilo conseguiria fazer mais do que apenas sobreviver às várias condições adversas de Marte.

Estas condições incluem as que existiriam à superfície e, potencialmente, no subsolo.

O micróbio conseguiu reproduzir-se e utilizar substâncias químicas do seu meio ambiente para manter o seu metabolismo, embora o seu crescimento tenha sido consideravelmente mais lento do que em culturas semelhantes mantidas sob a pressão atmosférica terrestre.

Os micróbios cresceram durante meses em apenas uma fração da atmosfera normal da Terra, numa solução sete vezes mais salgada do que a água do mar e respirando substâncias químicas semelhantes à lixívia.

Os cientistas concentraram-se no Haloferax volcanii, um micróbio conhecido como extremófilo devido à sua capacidade de tolerar condições extremas aqui na Terra.

Escolheram o Haloferax devido à sua conhecida preferência por ambientes com elevada concentração de sal, semelhantes aos que se encontram no subsolo pouco profundo de Marte.

Experiências anteriores tentaram responder a questões semelhantes. Os investigadores cultivaram micróbios terrestres sob condições específicas de stress associadas a Marte, como altas concentrações de sal ou baixa pressão.

Outros estudos verificaram se os organismos sobrevivem após a exposição simultânea a diversas condições extremas, muitas vezes durante apenas algumas horas ou dias.

"Muito menos estudos conseguiram combinar estas condições e demonstrar que os microrganismos podem crescer ativamente", realçou Robinson.

Para esta experiência, a equipa manteve culturas de Haloferax em condições isentas de oxigénio e ricas em dióxido de carbono durante 160 dias.

Os micróbios receberam nitrato ou perclorato, compostos relevantes para Marte que poderiam ser utilizados em vez de oxigénio durante a respiração.

As culturas que não receberam nenhum destes compostos químicos permaneceram viáveis, mas não apresentaram um crescimento apreciável, o que ajudou os cientistas a distinguir entre sobrevivência e reprodução.

A observação dos processos microbianos nestas condições pode ajudar os cientistas a diferenciar possíveis bioassinaturas de células extintas de processos biológicos de células vivas ou existentes.

Os investigadores também observaram estruturas densas, chamadas biofilmes, nas culturas que cresciam sob baixa pressão.

É possível que estes biofilmes tenham ajudado a reter água na solução salina, uma vez que as culturas perderam pouca água durante a experiência.

O laboratório não reproduziu todas as condições que os organismos encontrariam em Marte. As culturas foram mantidas a 21 graus Celsius, enquanto a maior parte do subsolo marciano é muito mais frio.

Além disso, receberam nutrientes fornecidos pelos investigadores. E a existência de bolsas de água líquida, cuja presença a experiência visava simular, ainda não foi confirmada em Marte.

"O ambiente que estamos a simular nesta experiência não foi observado em Marte, mas acredita-se que exista", ressalvou Robinson.

Esta distinção é importante. Os resultados não provam que existe vida em Marte hoje. No entanto, sugerem que futuras missões que explorem o subsolo do planeta deveriam considerar a possibilidade de alguns ambientes albergarem vida ativa, em vez de procurar apenas evidências de que a vida existiu há milhares de milhões de anos.


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Uma equipa de cientistas chineses conseguiu arrefecer uma nuvem de átomos de rubídio até uma temperatura equivalente a 9,7 picokelvin na estação espacial Tiangong, estabelecendo um novo recorde em experiências de temperaturas ultrabaixas.

Uma equipa de cientistas chineses conseguiu arrefecer uma nuvem de átomos de rubídio até uma temperatura equivalente a 9,7 picokelvin na estação espacial Tiangong, estabelecendo um novo recorde em experiências de temperaturas ultrabaixas.

O estudo, publicado na revista científica Science, foi realizado no laboratório de física de átomos ultrafrios instalado no módulo Mengtian da estação espacial chinesa, informou hoje a televisão estatal CCTV...

Bolsonaro reaparece em conferência conservadora na Florida após perder eleições no Brasil... O senador brasileiro Flávio Bolsonaro reapareceu em público na reunião anual da Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), em Mar-a-Lago, propriedade do Presidente norte-americano, Donald Trump, na primeira aparição presencial desde que deixou o Brasil.

Por  RTP/Lusa    06/11/2026

Imagens divulgadas a partir do evento, na quinta-feira, mostram Flávio Bolsonaro no encontro conservador, onde estava prevista a participação num fórum durante a gala da conferência, ao lado do ator norte-americano Jim Caviezel, que interpreta o pai e ex-presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, no filme biográfico "Dark Horse".

Embora a intervenção na Florida não tenha sido publicada na íntegra, num vídeo divulgado na rede social X por um jornalista conservador brasileiro, Bolsonaro afirmou que "tudo estava sob o controlo de Deus" e que "as portas que Deus abre, ninguém as pode fechar", num excerto em que o senador falou sobre a fé e as expectativas para o futuro.

Bolsonaro chegou aos Estados Unidos no passado dia 28 de outubro e, numa entrevista publicada pelo The New York Times, recusou-se a revelar como conseguiu sair do Brasil.

"Levarei isso para o túmulo", disse sobre os detalhes da viagem, embora tenha afirmado não ter recebido ajuda de "absolutamente ninguém, de nenhum Governo": "Fui sozinho".

O jornal informou, num segunda publicação, que um funcionário da Casa Branca tratou do frete do avião que o transportou para Miami e que a entrada nos Estados Unidos foi autorizada diretamente por Trump.

Assinalou também que um dos principais conselheiros do Presidente argentino, Javier Milei, o recebeu num aeroporto de Puerto Iguazú. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, negou que Washington tivesse facilitado a saída do Brasil.

De acordo com imagens divulgadas por participantes no evento, Flávio compareceu ao encontro acompanhado pelo irmão Eduardo Bolsonaro, ex-deputado que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, igualmente procurado pela Justiça brasileira, e que também figura entre os participantes desta edição.

A CPAC é presidida por Matt Schlapp, ex-assessor da Casa Branca e líder conservador próximo do Partido Republicano.

Fundada em 1974, a conferência tornou-se um dos principais pontos de encontro do conservadorismo norte-americano e internacional, onde políticos, ativistas e financiadores debatem estratégias e promovem as suas agendas políticas.

Esta não é a primeira participação de Flávio Bolsonaro na conferência: o senador já interveio em março passado numa edição realizada no Texas, onde proferiu um discurso perante o movimento conservador norte-americano.

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Cinco mortos e 13 feridos na região russa de Belgorod... Cinco pessoas morreram e 13 ficaram hoje feridas na região fronteiriça russa de Belgorod, na sequência de um ataque da Ucrânia com artilharia e drones, informaram hoje as autoridades locais.

Foto: Mayor of Belgorod Valentin Demidov - Handout via REUTERS   Por  RTP/Lusa 05/11/2026

De acordo com uma publicação nas redes sociais do governador local, Alexander Shuvayev, uma das vítimas mortais era menor de idade.

Shuvayev especificou que a região de Belgorod, uma das mais afetadas pela guerra na Ucrânia, foi atacada na quarta-feira 152 vezes.

O Ministério da Defesa russo, por sua vez, informou ter abatido 496 drones inimigos na noite passada, alguns deles em Belgorod e na região de Moscovo.

Segundo estimativas dos meios de comunicação russos, os ataques ucranianos em Belgorod fizeram 37 mortos em setembro, 60 em agosto e 46 em julho.

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

GUINÉ-BISSAU: A Comissão Intergovernamental instituída pelo Governo para o acompanhamento da aplicação da lei que proíbe a produção, importação e comercialização de sacos plásticos, seguiu com atenção a conferência de imprensa realizada pela Associação dos Produtores de Água em Sacos de Plástico.

Por Ministério dos Recursos Naturais  04/11/2026

A Comissão tomou nota de todas as declarações proferidas e reitera o seu compromisso com o diálogo, com a transparência e com o respeito pelo Estado de direito.

Neste sentido, a Comissão informa a opinião pública nacional de que, no momento oportuno, irá reagir com factos e provas reais sobre o processo de encerramento destas pequenas indústrias, apresentando toda a documentação oficial, as notificações, os autos de fiscalização e as evidências que sustentam cada decisão tomada no terreno.

A Comissão reafirma que todas as ações de fiscalização foram realizadas em estrito cumprimento da lei, respeitando os procedimentos legais e com o único objetivo de proteger o ambiente, a saúde pública e o futuro das gerações vindouras. 

Detetadas agulhas e outros objetos cortantes em doces de Halloween de várias crianças na Europa... As autoridades estão a investigar vários incidentes, incluindo ferimentos em crianças, e apelam à vigilância dos pais.

Por  sicnoticias.pt  04 nov.2026

O famoso "doçura ou travessura" acabou de ganhar uma nova marotice, mas desta vez as vítimas são as crianças. Nos últimos dias surgiram relatos vindos da Alemanha, Áustria e Hungria, em que foram encontradas agulhas e outros objetos cortantes dentro dos doces dados às crianças. Avança a BBC.

Uma das histórias que mais alarmou a polícia alemã foi a de uma menina de nove anos que cortou a língua enquanto comia um chocolate. Ao queixar-se aos pais, foi encontrado um alfinete de cinco centímetros espetado dentro da boca da criança. A esta jovem somaram-se mais 25 queixas na mesma noite.

Menina de nove anos sofreu um ferimento na língua ao comer uma barra de chocolate com uma agulha

A polícia alemã deixou ainda um aviso de que os casos podem aumentar.

Apesar de existirem registos de situações semelhantes nos últimos dois anos, os primeiros dados deste ano apontam para uma subida acentuada.

Autoridades húngaras em alerta

As autoridades húngaras também já abriram uma investigação depois de terem sido encontrados parafusos e pedaços de arame nos doces distribuídos às crianças que participavam no “doçura ou travessura” na cidade de Gyömrő, a leste de Budapeste.

Uma das crianças recebeu um caramelo com um prego escondido na embalagem, mas apercebeu-se do objeto antes de o ingerir.

Governo da Áustria condena situação: “As nossas crianças merecem uma infância tranquila”

Já na Áustria, a polícia está a investigar casos em quatro zonas do país, incluindo uma situação especial que aconteceu na região de Amstetten, a leste de Linz, onde uma menina de dez anos sofreu ferimentos ligeiros na boca depois de morder um pequeno chocolate que continha um objeto metálico.

O ministro da Administração Interna, Gerhard Karner, condenou os incidentes, classificando-os como "cobardes, maliciosos e, em alguns casos, potencialmente fatais".

A governadora da Baixa Áustria, Johanna Mikl-Leitner, afirmou que os responsáveis pelo crime devem ser punidos com todo o rigor da lei, acrescentando:

“As nossas crianças merecem uma infância tranquila e continuaremos a garantir que assim seja.”

Situação recorrente no Estados Unidos e Canadá

Nos Estados Unidos, onde a tradição do "doçura ou travessura" é mais popular, vive-se há décadas com o pânico com os “doces envenenados”.

Este ano, o Departamento de Polícia de Scottsbluff, no Nebraska, abriu um inquérito criminal urgente após um encarregado de educação detetar um prego de 2,5 centímetros no interior de uma barra de chocolate. Também o Missouri, Wisconsin, Texas, Indiana, Illinois e Kentucky foram reportadas situações semelhantes.

Segundo a ABC, as autoridades norte-americanas apelam anualmente às famílias para que verifiquem os doces que as crianças trazem para casa, alertando não só para a possível presença de objetos cortantes, mas também de substâncias ilícitas.

TORONTO POLICE SERVICE

A situação assemelha-se acontece no vizinho Canadá, em que as forças de segurança de Toronto e Hamilton detetaram agulhas de costura espetadas em chocolates recolhidos por crianças, revelou o Portal North News.


PONTOS ESSENCIAIS: O que muda com democratas a controlar o Congresso dos EUA?... A vitória democrata nas eleições intercalares entrega ao partido o controlo do Congresso e deverá limitar a ação do Presidente Donald Trump nos últimos dois anos do mandato.

© Reuters    Por  LUSA  04/11/2026 

A vitória democrata nas eleições intercalares entrega ao partido o controlo do Congresso e deverá limitar a ação do Presidente Donald Trump nos últimos dois anos do mandato.

A partir do início de janeiro, quando os novos eleitos tomarem posse, os democratas poderão definir a agenda legislativa, condicionar o orçamento federal, bloquear nomeações presidenciais e lançar investigações parlamentares sobre o Presidente republicano e membros da sua administração.

Donald Trump continuará, contudo, a dispor de instrumentos importantes de poder, incluindo o veto presidencial e competências próprias do poder executivo.

Estes são alguns dos principais efeitos do novo equilíbrio político em Washington:

Reverter medidas de Trump

O líder democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, afirmou antes das eleições que uma das prioridades de uma nova maioria seria combater o aumento do custo de vida.

Entre as primeiras medidas estará a tentativa de "anular os cortes no Medicaid", programa de seguro de saúde destinado aos norte-americanos com rendimentos mais baixos, reduzido por uma das principais leis aprovadas por Donald Trump em 2025.

Jeffries pretende igualmente que o Congresso intervenha para pôr termo ao conflito com o Irão, que, segundo afirmou, "fez disparar os preços dos combustíveis para os americanos".

Os democratas querem ainda reafirmar a competência constitucional do Congresso em matéria de declaração de guerra e tentar pôr fim às tarifas aduaneiras impostas por Trump sem aprovação parlamentar.

Jeffries afirmou que estas iniciativas deverão avançar logo nas primeiras 100 horas da nova maioria, no início de janeiro.

Investigações sobre a administração

Depois de dois anos a acusarem Donald Trump, membros do seu Governo e pessoas próximas de alegados atos de corrupção, os democratas deverão utilizar os poderes de investigação do Congresso para analisar essas alegações.

"Vamos responsabilizar aqueles que infligiram a este país uma corrupção sem precedentes", afirmou Jeffries na terça-feira à noite, depois da vitória eleitoral.

O congressista democrata Robert Garcia, que poderá assumir a liderança de uma importante comissão de investigação, deixou também um aviso aos responsáveis republicanos: "Chamem os vossos advogados".

As comissões parlamentares podem emitir intimações para comparência e entrega de documentos e, em última instância, as investigações poderão conduzir a novos processos de destituição ("impeachment").

Uma eventual destituição de Trump teria, porém, reduzidas probabilidades de sucesso, uma vez que seria necessária uma maioria de dois terços no Senado.

"A vida vai tornar-se bastante desagradável para os membros mais controversos do Governo de Trump", considerou Ross Baker, professor de Ciência Política na Universidade Rutgers, apontando, entre outros, responsáveis pelas áreas da Defesa, Segurança Interna e Tesouro.

Apesar disso, depois dos dois processos de "impeachment" lançados contra Trump durante o primeiro mandato, as lideranças democratas mostram-se aparentemente pouco inclinadas a iniciar uma terceira tentativa, que poderia mobilizar a base eleitoral do Presidente.

Nomeações presidenciais condicionadas

O controlo democrata do Senado terá também consequências diretas sobre as nomeações feitas por Donald Trump.

Nos Estados Unidos, os membros do Governo que ocupam cargos fundamentais e os juízes federais nomeados pelo Presidente necessitam da aprovação do Senado.

Com a maioria na câmara alta, os democratas poderão, assim, bloquear candidatos escolhidos por Trump para vários cargos estratégicos.

Esse poder poderá tornar-se particularmente importante caso surja uma vaga no Supremo Tribunal durante os dois últimos anos do mandato presidencial.

Uma eventual morte ou demissão de um juiz permitiria a Trump indicar um sucessor, mas a confirmação dependeria de um Senado controlado pelos democratas, reduzindo consideravelmente a margem de escolha do Presidente.

Trump mantém poderes importantes

A mudança de maioria no Congresso não significa, contudo, que os democratas possam governar sem limitações.

Donald Trump continuará a poder vetar legislação aprovada pela Câmara dos Representantes e pelo Senado.

Para ultrapassar um veto presidencial seriam necessários dois terços dos votos nas duas câmaras, uma maioria de que os democratas estão longe de dispor, apesar da vitória eleitoral.

O Presidente conserva igualmente amplos poderes executivos em áreas como a política migratória.

Trump poderá ainda continuar a recorrer a decretos presidenciais, instrumento que tem utilizado frequentemente desde o início do segundo mandato para implementar políticas sem necessidade de aprovação prévia do Congresso.


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Teerão, 04 nov 2026 (Lusa) — O líder supremo do Irão, Mojtaba Khamenei, afirmou hoje ser um erro acreditar que as mudanças políticas nos Estados Unidos possam pôr fim à sua hostilidade em relação à República Islâmica.

As palavras do aiatola surgem na sequência da vitória do Partido Democrata nas eleições intercalares de terça-feira, resultado que fez com que o republicano Donald Trump, cujo mandato como Presidente dos Estados Unidos termina dentro de dois anos, perdesse o controlo das principais câmaras do Congresso...

Portugal: "É irresponsável" ligar manifestação à perda de autorização de residência... O Sindicato dos Técnicos de Migração já reagiu às declarações do secretário de Estado Adjunto e da Presidência e Imigração, que afirmou que os cidadãos estrangeiros que participem em manifestações e não cumpram a legislação aplicável em matéria de estrangeiros podem ver cancelada a respetiva autorização de residência.

© REINALDO RODRIGUES/Global Imagens   Por  noticiasaominuto.com  04/11/2026 

"Irresponsável e perigoso". É assim que o Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) reage às declarações do secretário de Estado Adjunto e da Presidência e Imigração, que ontem, terça-feira, 3 de novembro, afirmou que os cidadãos estrangeiros que participem em manifestações e não cumpram a legislação aplicável em matéria de estrangeiros podem ver cancelada a respetiva autorização de residência.

"O Sindicato dos Técnicos de Migração (STM) considera irresponsável e perigoso associar o exercício do direito constitucional de manifestação à possível perda da autorização de residência", lê-se no comunicado dos técnicos da AIMA enviado ao Notícias ao Minuto esta quarta-feira.

Em causa estão as declarações de Rui Armindo Freitas, secretário de Estado Adjunto e da Presidência e Imigração. Ontem, numa audição parlamentar sobre o Orçamento do Estado, o governante afirmou que os cidadãos estrangeiros que participem em manifestações e não cumpram a legislação aplicável em matéria de estrangeiros podem ver cancelada a respetiva autorização de residência.

Segundo o governante, "a consequência é o cancelamento de autorizações de residência, que podem levar ao abandono em 20 dias do território nacional" para quem, não por se manifestar, possa "colocar em causa a ordem pública". No entanto, como sublinha o STM, essa ressalva pode não ser clara e a mensagem "ser percepcionada pelas comunidades migrantes como intimidação" .

"O STM lamenta que, num momento em que alguns setores da sociedade procuram colocar o ónus da falta de habitação sobre os imigrantes, seja agora um membro do Governo a estabelecer uma associação infeliz entre a participação em manifestações e a manutenção da autorização de residência. Uma mensagem desta natureza arrisca gerar receio injustificado e condicionar o exercício de direitos fundamentais protegidos pela Constituição, designadamente o direito de manifestação, que assiste a todas as pessoas que vivem em Portugal", atiram os técnicos da AIMA, recordando que o direito de manifestação é um pilar essencial do Estado de Direito democrático" e "não deve, em circunstância alguma, ser colocado sob suspeita nem associado a consequências administrativas que desencorajem a participação cívica".

"Um imigrante com a situação regularizada está sujeito às leis do país, como qualquer cidadão, mas essas mesmas leis também têm de o proteger, incluindo no exercício dos seus direitos fundamentais. A defesa da ordem pública e o cumprimento da lei devem coexistir com a proteção efetiva das liberdades fundamentais, sem mensagens que possam ser lidas como forma de condicionar o seu exercício", lembram.

O que fez este Governo "para a verdadeira integração dos imigrantes?"

E o STM vai mais longe. Pergunta mesmo ao Governo, que "está há mais de dois anos à frente da AIMA", o que fez "neste período para a verdadeira integração dos imigrantes?".

"Mais do que avisos sobre o cancelamento de autorizações de residência, o que se exige ao Governo são meios para que a AIMA cumpra a sua missão de integrar", atiram os técnicos.

"O Sindicato dos Técnicos de Migração  reafirma que a integração, a participação cívica e a confiança nas instituições públicas são valores fundamentais de uma sociedade democrática. A comunicação pública dos responsáveis políticos deve contribuir para os reforçar, e não alimentar receios ou ambiguidades sobre o exercício de direitos legal e constitucionalmente garantidos", concluem.


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O secretário de Estado Adjunto e da Presidência e Imigração alertou que manifestantes que não respeitem a lei dos estrangeiros podem ter as suas autorizações de residência canceladas, durante a audição na Assembleia da República...

UCRÂNIA: Sobe para 37 o número de mortos no ataque russo contra uma escola... Pelo menos 37 pessoas morreram no ataque russo de segunda-feira contra uma escola subterrânea na região de Zaporijia, onde civis ucranianos recebiam ajuda humanitária, segundo o novo balanço apresentado hoje pela polícia ucraniana.

© Polícia Nacional da Ucrânia na região da Zaporíjia/Handout via REUTERS   Por  LUSA  04/11/2026 

Pelo menos 37 pessoas morreram no ataque russo de segunda-feira contra uma escola subterrânea na região de Zaporijia, onde civis ucranianos recebiam ajuda humanitária, segundo o novo balanço apresentado hoje pela polícia ucraniana.

As autoridades haviam indicado anteriormente que 31 pessoas haviam morrido neste ataque russo.

Até ao momento, foram identificados 12 dos corpos encontrados, informou a polícia, acrescentando que se estima em 38 o número de pessoas — vivas ou mortas — que poderão ainda estar presas debaixo dos escombros.

Alguns dos corpos já retirados dos escombros não puderam ser identificados visualmente, tendo sido necessária a intervenção de especialistas para a análise de ADN, referiram as autoridades ucranianas.

O ataque russo contra a escola subterrânea na localidade de Komyshuvakha — situada na área controlada pelo Governo ucraniano — é um dos mais letais de toda a guerra.

O episódio causou consternação na Ucrânia e na comunidade internacional, devido à utilização de cerca de uma dezena de bombas aéreas - geralmente utilizadas para destruir fortificações - contra uma infraestrutura não militar onde se encontravam civis.

A escola tinha sido construída no subsolo após o início da guerra, permitindo que continuasse a funcionar durante os combates.

Segundo as autoridades regionais de Zaporijia, o local cumpria todas as normas de segurança, mas não foi concebido para resistir ao impacto de múltiplas bombas aéreas, uma vez que não se tratava de um alvo militar.


Leia Também: OMS propõe medidas contra alterações climáticas para salvar 1,6 milhões vidas anuais

O documento, apresentado poucos dias antes da realização da reunião anual da ONU sobre alterações climáticas (COP31), em Antalya (Turquia), mostra que a instalação de sistemas de alerta sanitário para ondas de calor, serviços de abastecimento de água potável resistentes às alterações climáticas e outras medidas poderiam gerar benefícios anuais de 3,9 biliões de dólares (3,49 biliões de euros).

Um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) defende que seis medidas sanitárias e climáticas de custo relativamente baixo poderiam salvar 1,6 milhões de vidas por ano e gerar biliões de dólares em benefícios económicos e fiscais...

MOÇAMBIQUE: Deputados moçambicanos doam salário para apoiar reposição de oncologia... Os deputados do parlamento moçambicano vão doar pelo menos um dia de salário para apoiar a reposição dos serviços de oncologia do Hospital Central de Maputo, afetados por um incêndio ocorrido no domingo.

© Lusa   04/11/2026 

Os deputados do parlamento moçambicano vão doar pelo menos um dia de salário para apoiar a reposição dos serviços de oncologia do Hospital Central de Maputo, afetados por um incêndio ocorrido no domingo, foi hoje anunciado.

"A casa do povo decidiu destinar um dia de salário dos deputados como expressão concreta do nosso contributo para os esforços de recuperação dos serviços de oncologia", disse hoje a presidente do parlamento moçambicano, Margarida Talapa, ao arrancar com a sessão plenária, em que o Governo responde a perguntas de deputados.

Segundo a presidente da Assembleia da República, a doação de um dia de salário faz parte dos esforços para apoiar a recuperação daquele centro, único no país, frisando que é em momentos de necessidade que a solidariedade deve prevalecer.

"Que este momento nos inspire a fortalecer os laços de união, compaixão e fraternidade conscientes de que a força da nossa nação reside na capacidade de nos apoiarmos mutuamente sobretudo nos momentos de maior dificuldade", apelou Talapa.

Na terça-feira, o Conselho de Ministros também anunciou a doação de um dia de salário, com o porta-voz do órgão, Inocêncio Impissa, a adiantar decorrem investigações para apurar as causas do incidente e continuam os levantamentos dos danos provocados pelo fogo no único centro de tratamento oncológico do país.

O incêndio ocorreu domingo no serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo, único de Moçambique, que tinha 22 doentes internados, retirados a tempo, sem registo de vítimas, segundo informação avançada pelo Governo.

Segundo o porta-voz, o Governo continua a acompanhar os trabalhos de avaliação das consequências do incêndio para determinar as necessidades de recuperação da unidade.

Impissa adiantou que ainda não existe uma estimativa financeira para a reconstrução dos serviços afetados, uma vez que a avaliação se encontra numa fase inicial: "Primeiro é identificar as causas, identificar os danos. Inclusive fazer um levantamento dos equipamentos destruídos".

De acordo com o responsável, os levantamentos preliminares indicam que nem todos os equipamentos foram destruídos pelas chamas.

Dos 22 pacientes internados na altura do incêndio, 12 já tiveram alta, enquanto os restantes continuam sob acompanhamento médico. Paralelamente, os serviços mantêm o atendimento diário de cerca de 90 doentes em regime ambulatório e de consulta.

O Governo moçambicano criou uma unidade de apoio a doentes oncológicos, após o incêndio, para acolher doentes que necessitam de internamento e os que fazem tratamento ambulatório, que se deslocam ao hospital para receber cuidados e regressam a casa no mesmo dia.

Foi também criado um gabinete de atendimento aos utentes e familiares afetados pela situação, cujos contactos serão divulgados posteriormente, anunciou anteriormente o ministro da Saúde, Ussene Isse.

Durante o incêndio, a intervenção dos bombeiros impediu que as chamas se propagassem a outras áreas, nomeadamente ao piso térreo, onde funciona o serviço de radioterapia.

O fogo não atingiu a parte inferior do abrigo subterrâneo onde se encontra o acelerador linear, mas os equipamentos de radioterapia são sensíveis ao calor e à energia, pelo que os danos continuam a ser avaliados por peritos.


IRÃO: Teerão diz que norte-americanos disseram "não à guerra"... O Irão afirmou que os norte-americanos disseram "não à guerra" após a derrota do Partido Republicano nas eleições intercalares, com o líder iraniano nas negociações a reforçar a mensagem de que os EUA estão a rejeitar a escalada de conflito.

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images    Por LUSA  04/11/2026 

O líder iraniano nas negociações com os Estados Unidos afirmou hoje que os norte-americanos disseram "não à guerra" nas intercalares dos EUA, após a derrota do Partido Republicano de Donald Trump perante os democratas.

"Por consciência ou devido ao custo de vida, os americanos disseram NÃO À GUERRA, e nós concordamos com esta mensagem", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa publicação na rede social X, utilizando maiúsculas, como costuma ser a prática do Presidente dos EUA, Donald Trump.

Durante a noite, Trump reconheceu, numa entrevista telefónica à Fox News, que a guerra no Irão foi "em parte" responsável pela pesada derrota dos republicanos nas eleições legislativas intercalares de terça-feira nos Estados Unidos.

Os democratas obtiveram uma vitória incontestável, conquistando a maioria em ambas as câmaras do Congresso, o que abre um período de incerteza para Trump a dois anos da sua saída da Casa Branca.

Desde o início do conflito no Médio Oriente, desencadeado por ataques israelo-americanos contra o Irão a 28 de fevereiro, Teerão tem vindo a atacar regularmente navios que tentam atravessar o estreito de Ormuz sem a sua autorização.

Em retaliação, Washington impõe um bloqueio marítimo aos portos iranianos a sul do estreito.

As perturbações nesta rota, por onde transitava 20% do petróleo e do gás natural liquefeito a nível mundial antes da guerra, fizeram disparar os preços dos hidrocarbonetos, afetando nomeadamente o poder de compra dos norte-americanos.

O Irão declarou-se disposto na segunda-feira a reabrir o estreito, desde que Washington aceite uma série de exigências, na sequência das ameaças dos Estados Unidos e de Israel de retomarem os ataques em grande escala contra o país.

Na entrevista à Fox News, o líder republicano insistiu que não entende os resultados das eleições desta terça-feira como uma avaliação da sua gestão, incluindo a guerra no Irão, com a qual, considerou, "as pessoas concordam", embora tenha reconhecido o provável impacto do aumento dos preços dos combustíveis.

"Não tem nada a ver com o meu gabinete", defendeu, argumentando que "havia uma certa atmosfera no ar" e que não deveria sentir-se culpado.

"Quase nunca o presidente em exercício, independentemente de ser bom ou mau, republicano ou democrata (...) consegue vencer" as eleições intercalares, referiu.

Durante as últimas horas de votação e início da contagem de votos, o Presidente norte-americano desdobrou-se em entrevistas a diferentes órgãos de comunicação e publicações na sua rede social, Truth Social.


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As projeções de vários órgãos de comunicação apontam para uma vitória dos democratas no Senado e na Câmara dos Representantes, até agora liderados pelos republicanos...

EUA: Democratas alcançam maioria no Senado dos Estados Unidos... Os democratas alcançaram a maioria no Senado norte-americano nas eleições intercalares de terça-feira, retirando aos republicanos do Presidente Donald Trump o controlo das duas câmaras do Congresso, segundo projeções de vários media.

© Lusa    04/11/2026 

Os democratas alcançaram a maioria no Senado norte-americano nas eleições intercalares de terça-feira, retirando aos republicanos do Presidente Donald Trump o controlo das duas câmaras do Congresso, segundo projeções de vários media.

A maioria democrata no Senado, alcançada depois da Câmara de Representantes, é avançada pelos canais NBC e CNN e pela agência AP, que projetam a derrota da candidata republicana no estado decisivo do Iowa.

Com a contagem ainda em curso nos estados que já fecharam as urnas, os democratas 'roubaram' aos republicanos cinco outros bastiões - Carolina do Norte, Carolina do Sul, Ohio, Texas e Kansas - ficando com 51 lugares projetados no Senado (100 lugares).

O feito no Iowa coube a Josh Turek, que bateu a republicana Ashley Hinson.

A contagem para o Senado ainda decorre em nove estados, pelo que a maioria democrata poderá aumentar, estando os seus candidatos à frente no Maine e Michigan.

No Kansas, os republicanos perderam para os democratas um lugar no Senado que detinham desde 1932, elevando a cinco as perdas nas eleições intercalares de terça-feira projetadas pelos media norte-americanos.

Numas eleições em que estão em jogo 35 lugares no senado, os democratas James Talarico e Sherrod Brown foram dados como vencedores, respetivamente, pelo Texas e Ohio.

Depois de terem tirado aos republicanos um lugar no Senado pela Carolina do Norte, Annie Andrews também foi dada como vencedora nas projeções da CNN e NBC, na corrida ao lugar da Carolina do Sul que era do falecido senador Lindsey Graham, e para o qual avançou a irmã deste, Darline Graham, com apoio do Presidente Donald Trump.

Na vizinha Carolina do Norte, o democrata Roy Cooper ganhou a corrida ao Senado, o primeiro lugar a ser tomado aos republicanos esta noite na câmara alta do Congresso, onde a maioria republicana está em risco.

A CNN e a NBC apontam que Cooper bateu o republicano Michael Whatley, num estado onde o partido do Presidente Donald Trump tem vencido confortavelmente as últimas eleições.

As projeções apontam ainda que o senador democrata Jon Ossoff, que tinha o lugar em risco, ganhou as eleições intercalares no estado da Georgia.

Ossoff, um dos potenciais candidatos presidenciais nas eleições de 2028, bateu o republicano Mike Collins, sendo que a vitória foi rapidamente antecipada pelas projeções da CNN e de outros media como a NBC e a agência AP.

No mesmo estado, mas na corrida à Câmara de Representantes, o democrata Jamie Ager teve idêntico sucesso ao de Ossoff, ganhando um lugar aos republicanos.

Segundo projeções de vários media, os democratas alcançaram a maioria na Câmara de Representantes nas eleições intercalares. A NBC projeta que os democratas deverão alcançar uma maioria de mais de 70 lugares - 255 para 180 republicanos, segundo dados ainda em atualização.

Mais de 60 milhões de norte-americanos votaram antecipadamente — quase mais 15 milhões do que nas eleições intercalares de 2022. O nível de afluência às urnas terá batido recordes em vários estados.

Nos sete estados — Maine, Ohio, Iowa, Kansas, Texas, Michigan e Alasca — onde se define quem vai controlar a câmara alta, a participação antecipada foi também superior à registada há quatro anos (com variações entre 41% e 5%).

As projeções apontam também para a vitória do senador democrata Mark Warner na Virginia.

A CNN projeta também vitórias democratas no Delaware (Chris Coons), Illinois (Juliana Stratton), Massachussets (Ed Markey), New Jersey (Corey Booker) e Rhode Island (Jack Reed), que as sondagens previam.

O democrata Chris Pappas é dado como vencedor das eleições para o Senado por New Hampshire, tal como a colega de partido Julia Stratton no Illinois.

Pappas deverá tornar-se o primeiro homem assumidamente homossexual a juntar-se ao Senado.

AP, CNN e NBC dão ainda vitória aos democratas no Oregon (Jeff Merkley), Colorado (John Hickenlooper) e Novo México (Ben Ray Lujan).

Para os republicanos são projetadas vitórias no Dakota do Sul (Mike Rounds), Wyoming (Harriet Hageman), Kentucky (Andy Barr) e Oklahoma (Kevin Hern) - todas previstas nas sondagens pré-eleitorais.

Segundo os mesmos órgãos, a republicana Shelley Moore Capito deverá manter o seu lugar na Virginia Ocidental, tal como Tom Cotton no Arkansas, Bill Hagerty no Tennesse e Barry Moore no Alabama.

CNN, NBC e AP também projetam a vitória da republicana Ashley Moody na eleição especial para o Senado na Florida, lugar detido por Marco Rubio até ser nomeado secretário de Estado da administração Trump.


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