sexta-feira, 6 de março de 2026

Azerbaijão diz ter frustrado vários ataques "terroristas" iranianos... O Azerbaijão disse hoje ter frustrado uma série de ataques "terroristas" iranianos no seu território, um dia depois de ter acusado o Irão de ter disparado drones num aeroporto e numa escola numa região fronteiriça.

Por LUSA 

O serviço de segurança do Estado do Azerbaijão afirmou ter "impedido atos terroristas e operações de espionagem no Azerbaijão, organizadas pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (CGRI) iraniana", acrescentando que sete cidadãos azerbaijanos foram detidos.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a direção o país.

O Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre e na Turquia.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.


Leia Também: Exército de Israel diz estar a "esmagar o regime terrorista iraniano"

Israel está "a esmagar o regime terrorista iraniano", declarou hoje o comandante do exército israelita, Elya Zamir, que insistiu também na eliminação do grupo xiita libanês Hezbollah, aliado de Teerão.


Extremistas raptam mais de 300 pessoas na Nigéria... Extremistas atacaram hoje uma cidade no nordeste da Nigéria, raptando mais de 300 pessoas, incluindo mulheres e crianças, informaram as autoridades locais.

Por LUSA 

 O ataque ocorreu na cidade de Ngoshe, no estado de Borno, de acordo com Bulama Sawa, um funcionário da região de Gwoza.

À Associated Press avançou que o ataque foi provavelmente uma retaliação a uma operação militar que matou três comandantes do grupo 'jihadista' Boko Haram, mas este não foi ainda reivindicado.

Ataques separados ocorreram também esta semana nas comunidades de Konduga, Marte, Jakana e Mainok, entre quarta-feira e hoje, de acordo com um porta-voz militar.

O porta-voz, Uba Sani, disse que as tropas conseguiram repelir os ataques às comunidades de Konduga, Marte, Jakana e Mainok, mas "vários soldados pagaram o preço supremo no cumprimento do dever", juntamente com um oficial superior, sem avançar detalhes sobre as baixas militares do exército nigeriano.

Sani descreveu os ataques como "ataques falhados" e disse que demonstraram "o crescente desespero dos elementos terroristas sob pressão operacional constante" dos militares.

Ulf Laessing, da Fundação Konrad Adenauer, disse que o ataque a Ngoshe aproveitou as dificuldades do exército nigeriano em controlar grandes áreas do país onde operam grupos 'jihadistas'. Os grupos estão também a beneficiar do aumento da cooperação transfronteiriça e da utilização de drones para explorar os seus alvos antes de atacar.

Entre os grupos terroristas mais proeminentes estão o Boko Haram e a sua fação dissidente, afiliada no grupo extremista Estado Islâmico (EI) e conhecida como Província da África Ocidental do Estado Islâmico (ISWAP, na sigla em inglês). Existe ainda o Lakurawa, ligado ao EI, bem como outros grupos chamados "bandidos", especializados em raptos para resgate e mineração ilegal.

A Nigéria enfrenta uma complexa crise de segurança provocada por diferentes grupos armados. Os Estados Unidos enviaram tropas para o país da África Ocidental para ajudar a aconselhar as suas forças armadas no combate à insegurança.

Vários milhares de pessoas foram mortas na Nigéria, segundo dados das Nações Unidas. Os analistas afirmam que o governo não está a fazer o suficiente para proteger os seus cidadãos.

ÚLTIMA HORA: Uffé Vieira exonerado do cargo de Diretor-Geral das Contribuições e Impostos

Por TV VOZ DO POVO

O Governo através do Ministério das Finanças exonerou Uffé Vieira das funções de Diretor-Geral das Contribuições e Impostos (DGCI), numa decisão tornada pública esta sexta-feira em Bissau.

A medida consta do despacho n.º 15/GMF/2026, assinado pelo Primeiro-Ministro e Ministro das Finanças, Ilídio Vieira Té, que enquadra a decisão no processo de reorganização dos serviços da Direção-Geral das Contribuições e Impostos.

Segundo o documento oficial, a decisão produz efeitos imediatos a partir da data da assinatura, ocorrida a 6 de março de 2026.

Contudo, informações obtidas pela Rádio Voz do Povo indicam que a exoneração poderá estar ligada a uma operação de cobranças coercivas realizada contra várias empresas consideradas entre os “barões” económicos da capital. As referidas empresas são suspeitas de não cumprirem as suas obrigações fiscais para com o Estado.

De acordo com a mesma fonte, a operação tinha como objetivo pressionar empresas alegadamente envolvidas na fuga ao fisco, numa tentativa de reforçar a arrecadação de receitas públicas num momento em que o Estado procura aumentar a disciplina fiscal.

Até ao momento, Uffé Vieira ainda não reagiu publicamente às razões da sua exoneração. 

Entretanto, o Governo já avançou com a nomeação de um novo responsável para liderar a DGCI, numa fase que poderá marcar mudanças na gestão e fiscalização do sistema fiscal do país.


Posição de missão de paz da ONU atacada no sul no Líbano... Uma posição da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) foi hoje alvo de um ataque no sul do país, registando-se feridos entre os "capacete azuis" do Gana, segundo a Agência Nacional de Notícias libanesa (NNA).

Por LUSA 

"Vários membros das forças do Gana (da FINUL) ficaram feridos após a sua posição na localidade de al-Qaouzah ter sido atacada", informou a agência estatal libanesa, sem especificar a origem do ataque.

A FINUL ainda não se pronunciou sobre este ataque.

Na quinta-feira, a missão de paz no Líbano disse estar "seriamente preocupada com a exigência israelita de que os civis se retirem das suas casas para norte do rio Litani", que marca a zona de demarcação no sul do país até à fronteira israelo-libanesa sob supervisão dos "capacetes azuis" e do exército das autoridades de Beirute.

Israel e as milícias do grupo xiita libanês Hezbollah retomaram os confrontos militares no Líbano, após o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel desde sábado no Irão.

Ao longo da semana, o Hezbollah, aliado de Teerão, lançou dezenas de projéteis contra o norte de Israel, que pelo seu lado intensificou os bombardeamentos no Líbano e expandiu as posições que já ocupava no sul do país desde o anterior conflito entre as duas partes, que nunca foi verdadeiramente terminado com o cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024.

Segundo o exército israelita, o Hezbollah disparou 70 'rockets' e drones contra o seu território, e, no sentido contrário, 26 vagas de ataques aéreos foram lançados por Israel no Líbano contra cerca de 500 alegados alvos do grupo xiita, que resultaram em 70 mortos dos seus elementos.

Na quinta-feira, o comandante do exército israelita informou que as suas tropas em operações terrestres no Líbano receberam ordens para avançar ainda mais no país, de forma a expandir a sua zona de controlo ao longo da fronteira com Israel, apesar da presença da FINUL.

"Estamos a atacar com força, na linha da frente e a penetrar mais profundamente no Líbano. Ordenei às forças [israelitas] que avancem e expandam a zona de controlo ao longo da fronteira, estabelecendo posições em pontos-chave no sul do Líbano", disse Eyal Zamir numa declaração televisiva.

No seu último comunicado, a FINUL reiterou o seu apelo para que "todos os combatentes exerçam a máxima contenção" e redobrem os esforços para "evitar que a situação atual se descontrole".

A missão da ONU observou ataques aéreos do Hezbollah contra Israel, em violação da resolução 1701 do Conselho de Segurança, bem como "tropas e atividades israelitas em vários locais do sul do Líbano, enquanto os ataques aéreos e outras atividades aéreas israelitas continuam".

O alto-comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos condenou hoje o impacto das "ordens de deslocação em massa" emitidas pelo exército israelita em vários bairros de Beirute e em zonas do sul e leste do país, avisando que estas medidas "causam ainda mais miséria e sofrimento" a uma população já mergulhada numa crise há anos.

O alto-comissariado da ONU apelou às partes para que "se afastem da iminência de uma escalada grave neste conflito no Líbano", ao mesmo tempo que exigiu o alívio urgente da tensão, a par do cumprimento das suas obrigações ao abrigo da resolução 1701 do Conselho de Segurança e a implementação dos acordos de cessar-fogo de 2024.

"A soberania do Líbano e os direitos humanos do seu povo devem ser respeitados", disse Ravina Shamdasani, porta-voz do organismo da ONU.

O acordo de cessar-fogo estipulava que tanto Israel como o Hezbollah deveriam retirar as suas forças do sul do Líbano, numa área supervisionada pelas forças da ONU e pelo exército libanês.

No entanto, o exército israelita mantém cinco postos avançados em território do país vizinho, que agora expandiu, e nunca deixou de lançar ataques aéreos contra alegados alvos do Hezbollah, que acusa de violação do acordo e de procurar a recuperação das suas capacidades militares.

Na quinta-feira, o Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou um plano para impedir que o Líbano "seja arrastado para a guerra", através do apoio às autoridades de Beirute nos seus esforços para desarmar o Hezbollah, depois de terem proibido as suas atividades militares.

O movimento aliado de Teerão tem recusado as ordens do Governo libanês, que acusa de cederem aos interesses de Israel e Estados Unidos.

Segundo dados oficiais de Beirute, pelo menos 217 pessoas morreram e 788 foram feridas no Líbano desde o começo desta nova crise, além de dezenas de milhares que ficaram deslocadas.


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Os sete funcionários de um banco público ucraniano detidos pelas autoridades húngaras em Budapeste foram libertados e regressaram ao território ucraniano, anunciou hoje o chefe da diplomacia ucraniana, Adriy Sybiga.


Teerão anuncia novos ataques com drones e mísseis contra Israel e bases dos EUA... O Irão anunciou hoje à noite que lançaria uma nova salva de drones e mísseis contra Israel e bases norte-americanas na região do Golfo, alvos recorrentes da República Islâmica desde o início do conflito.

Por LUSA 

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico da República Islâmica, disparou drones e mísseis "contra alvos nos territórios ocupados [Israel] e bases americanas na região", anunciou uma apresentadora da televisão estatal iraniana.

Por sua vez, o exército israelita anunciou ter atingido "mais de 400 alvos" hoje no Irão.

Esses alvos "foram atingidos em várias regiões do Irão, incluindo lançadores de mísseis balísticos e instalações de armazenamento de drones iranianos", afirmou o exército num comunicado.

Desde o início da guerra, Israel afirma ter realizado diariamente aproximadamente o mesmo número de ataques.

Israel também acusou hoje o Irão de utilizar mísseis armados com munições de fragmentação algo que as Forças Armadas de Telavive dizem ser "um crime de guerra quando dirigidas a civis".

"Estão a utilizar munições de fragmentação. Utilizaram-nas simultaneamente em múltiplas ocasiões, o que é um crime de guerra quando dirigidas a civis, e estamos a monitorizar a situação de perto", afirmou o porta-voz internacional das forças israelitas, Nadav Shoshani, aos jornalistas.

O exército não forneceu detalhes sobre o local ou a data dos ataques. 

Os ataques aéreos do Irão em território israelita foram desencadeados em resposta aos bombardeamentos de Israel e Estados Unidos, desde sábado, contra a República Islâmica, que mataram o seu líder supremo, Ali Khamenei, e outras figuras da cúpula militar do regime.

Além dos ataques a Israel, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou bombardeamentos contra países da região que acolhem bases norte-americanas. 

Incidentes com projéteis iranianos também foram registados no Chipre e na Turquia.

A par do conflito direto entre Israel e Irão, as forças israelitas intensificaram os seus ataques aéreos no Líbano contra o grupo xiita Hezbollah, aliado de Teerão, e expandiram as áreas que ocupavam no país vizinho desde 2024.


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O exército israelita anunciou hoje ter atingido mais de 400 alvos no Irão durante ataques ao longo do sétimo dia da guerra desencadeada pela ofensiva conjunta com os Estados Unidos.


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Um ataque de drones ao Iraque atingiu hoje à noite uma base militar no aeroporto de Bagdade que acolhe uma missão diplomática americana, disseram fontes da segurança.


Editorial: GUINÉ-BISSAU FORA DA LIVRE CIRCULAÇÃO DA CEDEAO

Por JORNAL ODEMOCRATA 06/03/2026 

circulação de bens e pessoas no espaço da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) não respeita, na prática, o conjunto de regras que regem a livre circulação de pessoas e mercadorias no seio da nossa comunidade regional.

A CEDEAO, a União Africana e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) tornaram‑se, hoje, essencialmente instrumentos de consolidação de uma elite política africana que esbanja o dinheiro de Zé‑Povinho de Bandim.

No espaço da CEDEAO, não existe, de facto, livre circulação para os cidadãos da Guiné‑Bissau. O que se verifica é uma espécie de “cadáver esquisito” de surrealismo institucional. Os guineenses são tratados abaixo de qualquer padrão mínimo de dignidade. Pagam em cada posto de controlo por onde passam. Paradoxalmente, turistas estrangeiros recebem mais respeito e consideração do que cidadãos guineenses ou qualquer portador de Bilhete de Identidade da Guiné‑Bissau.

O discurso das elites políticas dos países membros da CEDEAO dá a entender que todos os cidadãos são tratados de forma igualitária. Contudo, na prática, ainda não houve um verdadeiro salto qualitativo que conduza à homogeneização da cultura de circulação no espaço comunitário da CEDEAO.

Nos postos de controlo dos países membros, impera a prática sistemática de desvio e retenção seletiva do Bilhete de Identidade da Guiné‑Bissau. Trata‑se de um método de identificação dos cidadãos guineenses para que sejam humilhados e espezinhados nas fronteiras da CEDEAO.

Na realidade, as instituições da CEDEAO e da União Africana têm servido sobretudo para a criação e manutenção de elites políticas africanas, que gastam o dinheiro de Zé‑Povinho de Bandim em viagens frequentes e jantares luxuosos em hotéis de alto padrão.

Ainda não existe uma aceitação efetiva da livre circulação dos cidadãos guineenses no espaço da CEDEAO. As elites políticas que dirigem a organização não têm demonstrado qualquer valorização ou respeito pela cultura e pela dignidade dos cidadãos da Guiné‑Bissau.

Os cidadãos guineenses continuam, na prática, fora da lista da livre circulação da CEDEAO. É, por vezes, mais fácil a um senegalês, a um gambiano ou até a um marroquino circular nos países membros da CEDEAO do que a um cidadão da Guiné‑Bissau.

Todos os países membros devem colocar à disposição a sua diversidade cultural, de modo a evitar conflitos na circulação de pessoas e bens no espaço da CEDEAO. Ou seja, nenhuma cultura nacional deve constituir obstáculo à mobilidade dos cidadãos no seio da comunidade.

A cultura material e imaterial da Guiné‑Bissau deve ser reconhecida como parte integrante da identidade coletiva do espaço da CEDEAO. Afinal, é na forma como os cidadãos convivem, circulam e interagem que se constrói a verdadeira vida em comunidade.

Dr. António Nhaga

Diretor‑Geral

angloria.nhaga@gmail.com

O Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social vem, por este meio, esclarecer a opinião pública e todos os trabalhadores da Administração Pública e do sector privado que segunda-feira, dia 9 de março, é um dia normal de trabalho, não tendo sido decretada qualquer tolerância de ponto.


Cabo Verde e ONU assinam plano em três áreas para maior desenvolvimento... As Nações Unidas em Cabo Verde vão reforçar o trabalho com as autoridades cabo-verdianas através de um plano para 2026, de cerca de 17 milhões de euros, focado na transformação digital, economia azul e reforço do desenvolvimento local.

Por  LUSA 

"O ano de 2026 é o penúltimo deste ciclo de cooperação entre as Nações Unidas e Cabo Verde. É um ano para integrar, acelerar e transformar. Temos três áreas que são aceleradores-chave: a transformação digital, a economia azul e o desenvolvimento local", afirmou a coordenadora residente das Nações Unidas, Patrícia Portela de Souza, na cidade da Praia, durante a reunião anual que incluiu a assinatura do plano de trabalho conjunto.

Segundo a responsável, a transformação digital visa modernizar os sistemas públicos, digitalizar serviços essenciais e reforçar as capacidades tecnológicas de pessoas e instituições, alinhando-se os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Na economia azul, considerada um "motor de crescimento" para o país, o plano prevê investimentos em áreas como pesca sustentável, valorização das cadeias produtivas e apoio a empreendedores do setor marítimo, apesar dos desafios decorrentes da "pressão sobre os recursos e da vulnerabilidade do país às alterações climáticas".

No domínio do desenvolvimento local, serão fortalecidas iniciativas que promovam a inclusão social e o acesso a serviços em todas as ilhas, com atenção especial a mulheres, jovens, crianças, idosos e pessoas com deficiência.

O plano prevê ainda apoio a cadeias de valor agrícola, mapeamento de risco climático em 17 dos 22 municípios e plataformas que conectem a diáspora a projetos locais de saúde, educação e empreendedorismo.

Segundo Patrícia Portela de Souza, o objetivo é atingir 100% de execução financeira do plano, após uma taxa de 83% registada em 2025, explorando modelos inovadores de gestão e apoio técnico institucional para acelerar as ações e alcançar as comunidades mais remotas do arquipélago.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, José Luís Livramento, destacou que a parceria com o sistema das Nações Unidas tem contribuído para ganhos significativos em áreas como redução da pobreza, acesso à educação, cuidados de saúde, água, energia, habitação e segurança alimentar.

O plano de trabalho assinado tem um montante de 20,3 milhões de dólares (17,55 milhões de euros), dos quais 14,6 milhões (12,61 milhões de euros) já estão mobilizados, e "resulta de um processo de planificação participativo que envolveu instituições públicas, municípios, sociedade civil e setor privado, orientado para resultados concretos".

"Não haverá acordo com o Irão, apenas uma rendição incondicional"... Donald Trump recorreu ao Truth Social para pôr de lado qualquer espécie de acordo com o Irão.

Por  LUSA 

O presidente norte-americano, Donald Trump, exigiu hoje a "rendição incondicional" do Irão e afirmou que pretende envolver-se tanto na escolha dos futuros dirigentes do país como na sua reconstrução.

"Não haverá acordo com o Irão, apenas uma RENDIÇÃO INCONDICIONAL! Depois disso, e da escolha de um ou mais líderes ÓTIMOS E ACEITÁVEIS, com muitos parceiros e aliados maravilhosos e muito corajosos, trabalharemos incansavelmente para reconstruir o Irão, tornando-o economicamente maior, melhor e mais forte que nunca", escreveu Trump na sua rede social, Truth Social, recorrendo a maiúsculas como habitualmente.

"MAKE IRAN GREAT AGAIN! (TORNAR O IRÃO GRANDE NOVAMENTE!)", acrescentou Donald Trump, fazendo uma adaptação ao Irão do seu lema de campanha "Make America Great Again (Tornar a América Grande Novamente)".

[Notícia em atualização]


Rússia fornece informações sobre alvos a Teerão, diz Washington Post... Os serviços de informações e inteligência da Federação Russa estão a dar ao Irão dados sobre a localização de forças e meios militares dos Estados Unidos da América no Médio Oriente, noticiou hoje o jornal norte-americano Washington Post.

Por  LUSA 

Segundo aquela publicação, Moscovo tem fornecido a Teerão informações sobre os alvos específicos na região do golfo Pérsico e noutras áreas, que cita três fontes ligadas ao setor.

Já o porta-voz da presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, declarou que o conflito entre israelo-americano contra a República Islâmica iraniana não é guerra sua e que a Rússia deve dedicar-se as seus próprios interesses.

Moscovo condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o aliado Irão, mas evitou entrar críticas mais latas ao presidente norte-americano, Donald Trump, algo vários analistas interpretaram como forma de o Kremlin manter poder negocial face a Washington em relação à guerra na Ucrânia.

O Washington Post relata não ser claro até que ponto a Rússia está a ajudar o Irão e que a capacidade iraniana de localizar forças americanas está a diminuir gradualmente, segundo as fontes anónimas citadas.

O Irão possui apenas alguns satélites de uso militar e nenhuma 'constelação' de aparelhos do género, portanto, ter acesso às capacidades aeroespaciais russas seria uma vantagem.

O ataque com drones iranianos no domingo contra o Kuwait, matou seis militares americanos, por exemplo, e Teerão já lançou milhares de drones e centenas de mísseis contra posições norte-americanas, incluindo embaixadas, na região.

A possível assistência de Moscovo complicaria a situação para o Pentágono, que está rapidamente a esgotar seu arsenal de baterias antiaéreas, a ponto de, em "dias", ter que começar a selecionar alvos, ainda segundo o Post.


Leia Também:  Bombardeamentos de Israel em Beirute considerados os mais intensos desde cessar-fogo em 2024

Israel voltou a atacar o Hezbollah, no sul de Beirute, no Líbano, e o grupo também reivindicou uma série de ataques contra Israel nas últimas horas. Os bombardeamentos das ultimas horas já estão a ser considerados os mais intensos desde o cessar-fogo acordado em 2024

Ministro dos Transportes preside abertura da 25.ª reunião do Comité de Gestão para transferência das atividades aeronáuticas

Por Ministério dos Transportes, Telecomunicações

O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Florentino Mendes Pereira, presidiu esta sexta-feira, 6 de março de 2026, à abertura da 25.ª reunião do Comité de Gestão da delegação das Atividades Aeronáuticas Nacionais, no quadro do processo de transferência da gestão da ASECNA para o Estado da Guiné-Bissau.

Na ocasião, o governante recordou que a Guiné-Bissau celebrou, em 1 de dezembro de 2011, um contrato de delegação da gestão das atividades aeronáuticas nacionais com a ASECNA, ao abrigo do artigo 10.º da Convenção, tendo o acordo entrado em vigor em janeiro de 2012.

Durante a sua intervenção, o Ministro destacou que, ao longo dos últimos anos, o setor enfrentou diversos desafios, nomeadamente no que se refere ao estado das infraestruturas aeroportuárias. Observações de companhias aéreas que operam no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, bem como auditorias realizadas pela Organização da Aviação Civil Internacional, pela UEMOA e pela CAFAC, apontaram para o estado crítico de degradação das infraestruturas e dos equipamentos de controlo e segurança, situação que chegou a ser considerada uma ameaça à segurança da aviação civil.

Para inverter este cenário, o Estado da Guiné-Bissau assinou, em 28 de março de 2023, um contrato com a empresa SUMMA Turizm Yatirimciligi A.Ş., atualmente designada Osvaldo Vieira International Airport SARL, visando a modernização e ampliação das infraestruturas do aeroporto, no regime Build, Operate and Transfer (BOT).

Segundo o Ministro Florentino Mendes Pereira, as obras encontram-se atualmente com um grau de execução superior a 90%, contemplando a construção de uma nova aerogare equipada com pontes de embarque, novas placas de estacionamento para aeronaves, um moderno Pavilhão de Honra, um terminal de carga, a reabilitação da pista de aterragem e descolagem, bem como a instalação de uma nova vedação de segurança, uma nova torre de controlo e um bloco técnico.

O governante sublinhou ainda que estes investimentos irão melhorar significativamente as condições de funcionamento do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira e contribuir para elevar os serviços aeroportuários nacionais aos padrões internacionais de segurança, reforçando a imagem e a competitividade da Guiné-Bissau no setor da aviação civil.

Ministro dos Transportes realiza visita de trabalho ao Conselho Nacional de Carregadores

@  Ministério dos Transportes, Telecomunicações

Bissau, 6 de março de 2026 — O Ministro dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, Sr. Florentino Mendes Pereira, efetuou esta 

sexta -feira uma visita de trabalho ao Conselho Nacional de Carregadores (CNC), com o objetivo de inteirar-se do funcionamento da instituição e avaliar o andamento dos serviços prestados.

Durante a visita, o governante percorreu diferentes setores da instituição, onde teve a oportunidade de acompanhar de perto as atividades desenvolvidas e o nível de funcionamento dos serviços.

No final da visita, o Ministro manteve um encontro de trabalho com o Diretor-Geral do CNC, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) e alguns funcionários da instituição. Na ocasião, os responsáveis apresentaram ao governante as principais preocupações e desafios enfrentados no exercício das suas funções.

Após ouvir atentamente as exposições, o Ministro Florentino Mendes Pereira reafirmou o compromisso do Governo em continuar a acompanhar de perto o funcionamento das instituições sob tutela do Ministério, garantindo que as preocupações apresentadas serão analisadas com a devida atenção e que serão desencadeadas as diligências necessárias para a melhoria do desempenho e da qualidade dos serviços prestados pelo Conselho Nacional de Carregadores.

A visita enquadra-se na dinâmica de acompanhamento e reforço da eficiência das instituições tuteladas pelo Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital.

Após o encontro com o Primeiro-Ministro e os parceiros sociais, Aliu Seide prestou declarações à imprensa.

Comunicado de Imprensa Conjunto: NOVO FINANCIAMENTO DO JAPÃO AJUDA PAM A MANTER PROGRAMAS DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR E NUTRIÇÃO NA GUINÉ-BISSAU

@World Food Programme, Guinea-Bissau Country Office   6 de março de 2026

DACAR – A Embaixada do Japão em Dacar e o Programa Alimentar Mundial (PAM) das Nações Unidas assinaram hoje um novo acordo de assistência alimentar no valor de 200 milhões de ienes (aproximadamente 1,32 milhões de dólares americanos) para apoiar a assistência alimentar e nutricional na Guiné-Bissau.

Esta contribuição permitirá ao PAM fornecer refeições escolares nutritivas a aproximadamente 200.000 crianças em todo o país, ao mesmo tempo que fornece suplementos alimentares produzidos localmente e cestas básicas diversificadas, incluindo legumes e frutas frescas, a mais de 3.000 crianças menores de cinco anos, para ajudar a prevenir e tratar a desnutrição.

“Congratulamo-nos com o apoio contínuo do Japão, um parceiro de longa data do PAM na Guiné-Bissau e em toda a região, cujo compromisso é essencial para garantir que as crianças possam continuar a ter acesso a refeições escolares e apoio nutricional”, afirmou a Senhora Kinday Samba, Diretora Regional do PAM para a África Ocidental e Central. “Estamos muito gratos a todos os governos, atores do setor privado e instituições que, tal como o Japão, apoiam os nossos esforços para proteger os grupos mais vulneráveis durante estes tempos de incerteza”.

De acordo com o Índice Global da Fome de 2025, 22% da população da Guiné-Bissau está desnutrida e quase uma em cada três crianças com menos de cinco anos sofre de atraso no crescimento, em grande parte devido ao acesso limitado a dietas diversificadas e nutritivas. O apoio do Japão chega num momento crítico, ajudando o PAM a manter programas essenciais em meio à crescente pressão sobre a segurança alimentar.

Os défices de financiamento durante o atual ano letivo já levaram à redução do número de crianças que recebem refeições escolares diárias — de 200.000 para 151.800 — e à simplificação dos menus, agora compostos principalmente por arroz, peixe enlatado e feijão, sendo as contribuições do Japão fundamentais para manter o programa em funcionamento.

As intervenções nutricionais também foram afetadas, com o fornecimento de alimentos nutritivos especializados para crianças reduzido de seis para três meses — um corte de 50% que limita a capacidade do PAM de apoiar as crianças no período mais crítico do seu crescimento.

“O Japão continuará a envolver-se de forma firme no enfrentamento de desafios urgentes, como a fome e a desnutrição, em cooperação com organizações internacionais, incluindo o Programa Alimentar Mundial”, afirmou Sua Excelência o Senhor Takeshi Akamatsu, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário do Japão para a República da Guiné-Bissau. “Em quaisquer circunstâncias, o Governo do Japão dará sempre uma forte prioridade à assistência humanitária e continuará a implementar apoios que respondam às necessidades da população. Com este apoio, esperamos levar ajuda alimentar ao maior número possível de pessoas”.

Durante o ano letivo 2024–2025, o apoio do Governo do Japão permitiu ao PAM assistir mais de 197.000 crianças através do programa nacional de cantinas escolares. Além disso, pela primeira vez, o financiamento suplementar de emergência disponibilizado pelo Japão em 2025 possibilitou ao PAM fornecer assistência alimentar, através de senhas, a quase 2.000 famílias afetadas pelas inundações de 2024 nas regiões de Oio e Tombali.

Com esta nova contribuição, o PAM irá reforçar o apoio nutricional essencial, ao mesmo tempo que fortalece as capacidades de produção local, por meio das refeições escolares e de suplementos alimentares locais destinados a crianças pequenas. Esta abordagem é fundamental para promover o desenvolvimento rural, a resiliência e um futuro mais sustentável para as comunidades vulneráveis.

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O Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas é a maior organização humanitária do mundo, salvando vidas em situações de emergência e utilizando a assistência alimentar para construir um caminho para a paz, a estabilidade e a prosperidade das pessoas que recuperam de conflitos, catástrofes e do impacto das alterações climáticas.

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Para mais informações, por favor contacte:

Charlotte Alvarenga Alves, PAM/Bissau, charlotte.alves@wfp.org, Tlm. +245 95 546 22 27

Manaho Mikami, Embaixada do Japão/Dacar, taishikan.senegal@dk.mofa.go.jp, Telef.  +221 33 849 5500

Isabel Nunes Correia

Communication Associate
World Food Programme, Guinea-Bissau Country Office
Praça Titina Sila CP 622  Bissau (Guiné-Bissau)
T +245 95 5341657/+245 96 6123076
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Principais desenvolvimentos no 7.º dia da guerra no Médio Oriente... Segundo um estudo divulgado em Washington, os Estados Unidos gastaram 3,7 mil milhões de dólares (3,19 mil milhões de euros, ao câmbio atual) nas primeiras 100 horas da guerra, o que representa um custo diário de 891,4 milhões de dólares.

Por LUSA 

A guerra no Médio Oriente entrou hoje no sétimo dia com um agravamento de tensões que abrange vários países da região, desde o Líbano até ao Irão e Península Arábica.

Principais desenvolvimentos nas últimas horas:

Crise humanitária e deslocados

O Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) classificou a situação como uma "crise humanitária de grandes proporções" e alertou que os funcionários da agência no terreno correm perigo real.

No Líbano, o primeiro-ministro Nawaf Salam, avisou que um "desastre humano" está iminente devido à deslocação massiva de civis após as ordens de evacuação do sul do país dadas pelo exército israelita.

Novos bombardeamentos atingiram um bairro predominantemente xiita no sul da capital libanesa, provocando densas colunas de fumo numa zona habitualmente muito povoada.

Operações militares e impacto no Irão

A ONU exigiu transparência na investigação norte-americana ao alegado bombardeamento de uma escola primária em Minab, no Irão, que causou 150 mortos, maioritariamente crianças, segundo as autoridades iranianas. O ataque não foi assumido pelos Estados Unidos nem por Israel.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) anunciou a morte de 180 crianças no Irão em ataques israelo-americanos desde que começou a guerra.

Israel confirmou ataques de grande escala contra infraestruturas do regime em Teerão.

Em Shiraz (sudoeste), fontes iranianas anunciaram pelo menos 20 mortos em bombardeamentos atribuídos a forças israelitas e norte-americanas.

Retaliação e defesa

A Arábia Saudita intercetou três drones e três mísseis perto de Riade, visando uma base com militares norte-americanos.

O Qatar também neutralizou um ataque contra a base de Al-Udeid.

O Irão reivindicou um novo ataque com drones destrutivos contra bases norte-americanas no Kuwait.

Teerão também ameaçou atacar a região autónoma do Curdistão, no norte do Iraque, se combatentes curdos invadirem a República Islâmica.

A Europol avisou que "o nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é considerado elevado" devido à guerra no Médio Oriente.

Reações internacionais e economia

A gigante dinamarquesa Maersk suspendeu temporariamente duas ligações entre a Europa, o Extremo Oriente e o Médio Oriente devido à insegurança no Golfo Pérsico.

O Azerbaijão iniciou a transferência do pessoal diplomático do Irão após ataques de drones contra o enclave de Nakhitchevan.

A França anunciou que vai retomar voos para retirar franceses retidos na região a partir dos Emirados Árabes Unidos, após um avião da Air France ter sido forçado a inverter a marcha na quinta-feira devido a disparos de mísseis.

Portugal efetuou uma primeira operação de repatriamento com um avião C-130 da força aérea e um voo fretado da TAP, que permitiu também transportar cidadãos de outras nacionalidades.

As bolsas europeias registaram uma ligeira recuperação hoje, beneficiando de uma trégua na volatilidade dos preços do petróleo.

Segundo um estudo divulgado em Washington, os Estados Unidos gastaram 3,7 mil milhões de dólares (3,19 mil milhões de euros, ao câmbio atual) nas primeiras 100 horas da guerra, o que representa um custo diário de 891,4 milhões de dólares.

O momento em que 50 caças das IDF atacam bunker de Ali Khamenei no Irão... O exército israelita explicou que 50 caças israelitas atacaram, esta sexta-feira, um bunker construído para o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, que foi "morto antes de o poder usar."

Por noticiasaominuto.com 

Dezenas de caças israelitas dispararam, esta sexta-feira, contra um bunker que foi construído para servir de refúgio a Ali Khamenei, líder supremo do Irão que morreu no fim de semana durante os ataques de Israel e dos EUA.

As imagens que mostram o momento em que o local é atacado foram registadas e partilhadas pelo exército israelita nas redes sociais.

Veja o vídeo 👇

"Cinquenta caças israelitas desmantelaram o bunker militar subterrâneo de Ali Khamenei, localizado sob o complexo da liderança do regime iraniano em Teerão", lê-se na publicação.

Já no Telegram, as Forças de Defesa de Israel (IDF) adiantaram que o bunker tinha como objetivo ser usado pelo líder supremo como um centro de comando de emergência. "Khamenei foi morto antes de o poder usar, mas o complexo continuou a ser usado por oficiais do regime", escreve o exército israelita.

De acordo com as IDF, o complexo foi criado abrangia "várias ruas no centro de Teerão e tinha inúmeras entradas e salas de reunião para membros importantes do regime terrorista iraniano."

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o ayatollah Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.


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O Irão ameaçou hoje atacar "todas as instalações" do Curdistão iraquiano se combatentes curdos atravessarem a fronteira para entrar na República Islâmica, noticiaram os meios de comunicação iranianos.

Europol alerta para maior risco de terrorismo na UE devido ao conflito no Médio Oriente... Alerta da agência europeia de cooperação inclui ataques terroristas dentro da UE, campanhas de intimidação, financiamento do terrorismo, bem como ciberataques, desinformação ou fraudes na Internet.

© SIC NOTÍCIAS 

A Europol advertiu, nesta quinta-feira, para um risco mais elevado de situações de terrorismo na União Europeia devido à escalada do conflito no Médio Oriente. A agência europeia de cooperação alertou também para a possibilidade de "atividades desestabilizadoras" levadas a cabo por grupos vincados ao Irão.

Em declarações à agência Efe, o porta voz da Europol, Jan Op Gen Oorth, alertou que a guerra no Médio Oriente tem "repercussões imediatas para a criminalidade grave e organizada e o terrorismo" na UE, o que abrange mais ataques informáticos contra infraestruturas europeias e um aumento das fraudes online que exploram o contexto do conflito.

"O nível de ameaça terrorista e de extremismo violento no território da UE é considerado elevado", acrescentou Jan Op Gen Oorth.

De acordo com a agência europeia de cooperação, o nível de ameaça terrorista "pode manifestar-se" em possíveis casos de radicalização interna protagonizados por indivíduos que agem sozinhos ou por "pequenos grupos que agem por iniciativa própria".

"A rápida difusão de conteúdos polarizantes na Internet pode acelerar processos de radicalização a curto prazo entre comunidades da diáspora dentro da UE e outros indivíduos", explicou o porta-voz da Europol.

Ataques terroristas, desinformação ou fraudes

A agência alerta também para a possibilidade de que outros grupos ligados ao Irão possam realizar "atividades desestabilizadoras" dentro da UE.

O porta-voz referiu-se a grupos associados ao chamado "Eixo da Resistência" — rede de organizações e milícias aliadas ao Irão que se opõem a Israel e à influência dos Estados Unidos no Médio Oriente — e a redes criminosas que, de acordo com as avaliações de segurança, atuam sob a direção de instituições de segurança iranianas.

Estas operações podem incluir ataques terroristas, campanhas de intimidação, financiamento do terrorismo, bem como ciberataques, desinformação ou fraudes na Internet.

"Redes criminosas e terroristas explorarão o ambiente informativo intensificado por meio de fraudes habilitadas por inteligência artificial e campanhas de desinformação", alertou o responsável.

Principais alvos

Os locais ligados ao conflito, incluindo sedes diplomáticas, bem como "alvos fáceis" (espaços civis quotidianos com pouca proteção) e determinadas infraestruturas públicas são os alvos mais vulneráveis para este tipo de ataques.

A Europol indicou que, até ao momento, não detetou impacto direto do conflito nas redes de tráfico ilícito de migrantes para a União Europeia.

Há sete dias que Teerão está a ser bombardeada por Israel e pelos Estados Unidos. Para além das instalações ligadas o líder supremo, assassinado no sábado passado, da guarda revolucionária e outras forças de segurança, esta quinta-feira um dos alvos dos ataques foi o estádio Azadi.


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Uma série de oito explosões foi ouvida hoje em Telavive, a principal cidade do centro de Israel, após um alerta de alegado ataque de mísseis iranianos, informaram jornalistas da agência noticiosa francesa AFP.


Primeiro-Ministro reúne parceiros sociais para analisar situação económica e reforçar rigor na gestão pública

Por RTB

Bissau, 6 de março de 2026 – O Conselho de Concertação Social reuniu-se esta sexta-feira, no Salão Umaro Sissoco Embaló, no Gabinete do Primeiro-Ministro, num encontro presidido por Ilídio Vieira Té que juntou membros do Governo e representantes dos parceiros sociais para analisar a situação económica e social do país.

Durante a reunião, o Chefe do Executivo manifestou preocupação com os efeitos da crise geopolítica no Médio Oriente e o seu potencial impacto nos mercados internacionais, apelando ao reforço dos mecanismos de monitorização e fiscalização para evitar a especulação no mercado nacional. Foi garantido que o país dispõe de stock de produtos essenciais para cinco meses, particularmente ao nível da cesta básica, embora se recomende vigilância permanente sobre as reservas de arroz e a evolução dos preços dos combustíveis.

No capítulo da gestão financeira do Estado, foi analisado o processo de pagamento presencial aos professores, medida implementada pelos ministérios das Finanças e da Administração Pública para reforçar a transparência, garantir a correta identificação dos beneficiários e combater fraudes. O Primeiro-Ministro foi claro ao determinar que todas as receitas cobradas devem ser canalizadas para o Tesouro Público, sob pena de medidas disciplinares rigorosas. A título de exemplo, foi referido o caso do Diretor do Liceu Nacional, que utilizou receitas de propinas para adquirir autocarros sem conhecimento das autoridades competentes.

O setor da educação foi apresentado como estando em evolução positiva, com o Ministro Mamadú Badji a ver reconhecidos os seus esforços pelo Primeiro-Ministro e pelos sindicatos. Quanto às recentes manifestações estudantis, o Governo informou que foram identificadas situações de má gestão, resultando na substituição de diretores e na adoção de medidas corretivas.

Na saúde, o Ministro Quinhin Nantote apresentou as ações em curso, reconhecendo desafios como a insuficiência de equipamentos, problemas organizacionais e casos de falta de profissionalismo, particularmente no Hospital Nacional Simão Mendes, onde estão a ser instaurados processos disciplinares.

O aumento alarmante do uso de sacos de plástico foi outro tema em destaque, com o Conselheiro para as questões ambientais, Viriato Cassamá, a alertar para os impactos negativos no ambiente e para os riscos de saúde pública associados à comercialização de água em embalagens de qualidade duvidosa sem controlo sanitário.

Os parceiros sociais manifestaram ainda preocupação com o aumento de acidentes rodoviários, defendendo o reforço da sensibilização e fiscalização, e recomendaram ao Governo um acompanhamento rigoroso da próxima campanha de comercialização do caju.

No encerramento, o Primeiro-Ministro reiterou a importância do diálogo social como instrumento essencial para a estabilidade e o desenvolvimento, afirmando-se disponível para escutar críticas construtivas e propostas apresentadas com espírito de disciplina institucional e respeito pelas leis da República.

Israel anuncia "nova fase" na guerra contra Teerão... A guerra no Médio Oriente entra hoje no sétimo dia, após Israel anunciar uma "nova fase" no conflito contra o Irão, em paralelo com novos ataques contra o Hezbollah no Líbano.

Por LUSA 

"Depois de ter concluído com sucesso a fase de ataque surpresa, durante a qual estabelecemos a nossa superioridade aérea e neutralizámos a rede de mísseis balísticos, passamos agora à fase seguinte da operação", anunciou na quinta-feira à noite, numa declaração televisiva, o chefe do Estado-Maior israelita.

O tenente-general Eyal Zamir afirmou que Israel vai continuar a "desmantelar o regime" iraniano e as capacidades militares durante esta nova fase.

"Ainda temos outras surpresas reservadas, que não pretendo revelar", acrescentou.

No sexto dia de uma guerra lançada pela ofensiva americano-israelita contra o Irão, no sábado passado, as hostilidades continuaram a alastrar-se na região, nomeadamente em Beirute, com o conflito a opor o grupo xiita Hezbollah, pró-Irão, e as forças israelitas.

Estas últimas receberam ordens para avançar mais profundamente no sul do Líbano, a fim de alargar a zona de controlo na fronteira, disse Eyal Zamir.

O pânico já se tinha alastrado a Beirute, após um apelo sem precedentes de Israel para evacuar os subúrbios a sul da capital, tendo-se formado de imediato engarrafamentos gigantescos neste bastião do Hezbollah, onde residem centenas de milhares de pessoas.

À noite, a zona foi atingida por ataques, um dos quais "muito violento", de acordo a agência de notícias oficial libanesa Ani, tendo o exército israelita anunciado que começou a atacar "infraestruturas do Hezbollah".

O Ministério da Saúde libanês disse na quinta-feira à noite que pelo menos 123 pessoas foram mortas e 683 ficaram feridas desde segunda-feira.

"Tudo deve ser feito" para impedir que o Líbano "seja novamente arrastado para a guerra", exortou o Presidente francês, Emmanuel Macron, respondendo a um apelo nesse sentido do homólogo libanês, Joseph Aoun.

Em Washington, Donald Trump exigiu "ser envolvido" na escolha do sucessor do ayatollah Ali Khamenei e afirmou que Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo iraniano, não é aceitável para governar o país.

O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, expressou a determinação de Teerão nesta guerra e afirmou à rede norte-americana NBC que não busca nem um cessar-fogo nem negociações.


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O movimento é impulsionado pelo conflito na região, mas tabém pelo medo, já que o ministro das Finanças israelita ameaçou transformar partes da capital do Líbano numa Khan Younis, cidade da Faixa de Gaza que foi completamente arrasada pelas forças israelitas.