quinta-feira, 27 de março de 2025
Camião bate contra poste de luz no bairro de Antula/Volta ao lado da Residência de antigo General das Forças Armadas, António Indjai, limitando circulação dos veículos, deixando condutores e moradores da zona preocupados.

Aliados decidem enviar delegação militar franco-britânica para a Ucrânia e manter pressão económica sobre Putin
Zelensky na Cimeira da Coligação de Vontade no Palácio do Eliseu Tiago Ferreira Resende cnnportugal.iol.pt
A mensagem que saiu do encontro é clara: este é o momento de aumentar, não diminuir, as sanções à Rússia, para garantir que o Kremlin compreenda a seriedade do isolamento económico
Debaixo de grande atenção e expectativa, a cimeira de líderes mundiais realizada em Paris produziu conclusões que marcam um novo capítulo no apoio à Ucrânia e na pressão sobre a Rússia. Num momento de incerteza e tensão, as decisões tomadas pelos chefes de Estado revelam o compromisso de não abandonar a Ucrânia e manter a pressão sobre Moscovo, enquanto se preparam futuras etapas do conflito no terreno. Entre os principais acordos, destacam-se as sanções à Rússia e o envio de uma delegação militar europeia para a Ucrânia.
Numa das discussões mais aguardadas da cimeira, que teve França como anfitriã, e o vizinho Reino Unido também como protagonista, os líderes da aliança de apoio à Ucrânia chegaram a um consenso claro: não é hora de aliviar as sanções impostas à Rússia.
Emmanuel Macron, presidente francês, afirmou categoricamente que “não pode haver levantamento de sanções antes que a paz seja estabelecida”. A decisão foi respaldada por todos os participantes da reunião, incluindo Volodymyr Zelensky, que sublinharam a necessidade de manter a pressão económica sobre o regime de Vladimir Putin. O objetivo é intensificar as restrições sobre as capacidades industriais e a frota russa, sem abrir mão do compromisso com a diplomacia e a busca por uma solução pacífica.
Apesar dos sinais de alguns países, como os Estados Unidos sob a liderança de Trump, que discutem a possibilidade de flexibilizar certas sanções, o grupo de 31 países que estiveram presentes no Palácio do Eliseu concordaram que a unidade permanece essencial para alcançar um acordo de paz.
A mensagem que saiu do encontro é clara: este é o momento de aumentar, não diminuir, as sanções à Rússia, para garantir que o Kremlin compreenda a seriedade do isolamento económico e político.
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Líderes mundiais de 31 países reunidos esta quinta-feira, no Palácio do Eliseu, em Paris, para decidir o futuro da Ucrânia (EPA/Lusa) |
França e Reino Unido concordam em enviar delegação militar para a Ucrânia "dentro de dias"
Outro ponto abordado na cimeira desta quinta-feira foi o envio de apoio militar direto à Ucrânia. Macron anunciou que, em colaboração com o Reino Unido, França deverá enviar uma delegação militar para a Ucrânia “dentro de dias”. O objetivo é trabalhar de perto com as Forças Armadas ucranianas de forma a definir e a planear o futuro.
A equipa, que reúne os dois países, deverá concentrar-se na preparação do “formato das forças armadas ucranianas”, acrescenta o presidente francês.
Posteriormente, Keir Starmer, primeiro-ministro britânico, divulgou mais informações sobre o envio das delegações. “O grupo de países pediu-me a mim e ao Emmanuel [Macron] que liderássemos a coordenação dos esforços”, indicou.
“Esta é uma força destinada a dissuadir, a fim de enviar a Putin a mensagem de que este é um acordo que vai ser defendido - essa é a melhor descrição”, disse.
Starmer lembrou, no entanto, que será preciso uma votação no parlamento inglês caso o país decida mesmo enviar tropas para a Ucrânia. “Não estamos nessa fase agora. Estamos na fase de transformar o momento político em planos operacionais”, reiterou, adotando uma posição mais recetiva do que Macron, que aproveitou o final da cimeira para fazer mais anúncios em nome do velho continente.
No caso de uma paz duradoura na Ucrânia, segundo o líder francês, será criada uma força de segurança europeia, composta por “vários países” da União. A missão dessa força será atuar como uma garantia de apoio a longo prazo, funcionando como uma barreira dissuasora contra possíveis agressões russas.
Macron esclareceu ainda que esta força não terá a função de substituir as tropas de manutenção de paz, nem atuará nas linhas de frente do conflito. A ideia é que atue em áreas estratégicas da Ucrânia, reforçando a segurança do país sem interferir diretamente nas operações militares em curso. Embora tenha reconhecido que não houve unanimidade entre os aliados europeus, o presidente francês afirmou que a força será composta por militares de "alguns Estados-membros" da coligação de apoio à Ucrânia.
O presidente de França também destacou que espera contar com o apoio de Trump – com quem falou ao telefone instantes antes da cimeira de Paris ter começado -, mas salientou que está preparado para um cenário em que Washington não esteja diretamente envolvido.
Ainda antes de qualquer conclusão, Macron, Starmer e Zelensky aproveitaram o encontro de Paris para cumprir uma reunião bilateral, à qual o presidente ucraniano descreveu como tendo sido "muito boa" para os ucranianos e para o próprio.
“Tivemos uma reunião bilateral muito boa e foi muito importante para nós, para os ucranianos e para mim pessoalmente”, afirmou, acrescentando que considera os EUA, o Reino Unido e França como “aceleradores” do processo de paz.
Montenegro não quis ficar para trás e anunciou novos milhões para Kiev
Portugal não quis ficar para trás e aproveitou para anunciar um apoio significativo a Kiev. O primeiro-ministro, Luís Montenegro, anunciou que o Governo aprovou uma despesa de até 205 milhões de euros para apoiar a Ucrânia com equipamento militar. Este valor destina-se a fortalecer as capacidades das forças armadas ucranianas, permitindo-lhes não apenas manter a luta, mas também assegurar a dissuasão necessária para proteger a segurança da Ucrânia e da Europa em um cenário pós-guerra.
Em “Portugal, ao mesmo tempo que estávamos a realizar esta reunião, estávamos a decidir no Conselho de Ministros, em Lisboa, a autorização da despesa no valor de 205 milhões de euros, que concretiza o apoio militar em equipamento, em várias áreas que vão dotar as Forças Armadas ucranianas para poderem, não só continuar a fazer o seu combate, como assegurar, num processo de paz, toda a dissuasão para que a segurança da Ucrânia e da Europa esteja salvaguardada”, anunciou o primeiro-ministro à imprensa à saída do Palácio do Eliseu, em Paris.
Montenegro destacou a importância da União Europeia e da Aliança Atlântica no esforço coletivo, enfatizando que a decisão de apoiar a Ucrânia reflete um compromisso com uma paz justa e duradoura, com o envolvimento ativo da Ucrânia e da Europa.
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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, é recebido por Emmanuel Macron, presidente de França, esta quinta-feira, no Palácio do Eliseu, em Paris (EPA/Lusa) |
Questionado sobre o possível envio de militares para a Ucrânia no âmbito de um processo de paz, Montenegro disse que abordou este tema na reunião. Para o chefe do executivo português, uma iniciativa nesse sentido deve ter "perspetivas de uma paz justa e duradoura" e deve considerar "medidas e garantias dos parceiros europeus e transatlânticos".
“Portugal não vai estar fora desse esforço para precisamente, no âmbito dessas garantias, podermos ter uma política de dissuasão e de manutenção de segurança. Mas estamos longe ainda, muito longe dessa fase. Nós assumimos o nosso compromisso com os nossos parceiros”, afirmou o primeiro-ministro.

Europa junta-se para enviar dois milhões de munições para a Ucrânia
Tropas francesas em exercícios da NATO na Estónia (AP) António Assis Teixeira | João Guerreiro Rodrigues cnnportugal.iol.pt
Pacote, avaliado em cinco mil milhões de euros, fica muito aquém da proposta original de Kaja Kallas, que valia 40 mil milhões
O grupo de 29 países apelidado de "coligação dos países dispostos" chegou esta quinta-feira a acordo para enviar dois milhões de munições para a Ucrânia, após uma reunião de líderes, em Paris, convocada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, para discutir a paz e a segurança na Ucrânia.
De acordo com fonte da União Europeia, este valor foi determinado em função daquilo que foram as necessidades expressas pelos ucranianos. Recorde-se que, na última reunião do Conselho Europeu, o presidente ucranaino, Volodymyr Zelensky pediu ajuda a Bruxelas para a aquisição de munições de artilharia, no valor de cinco mil milhões de euros.
Entre os participantes do encontro estavam também os primeiros-ministros de Portugal, Reino Unido, da Itália e da Polónia, bem como o secretário-geral da NATO, o vice-presidente turco e Volodymyr Zelensky. Este foi o terceiro encontro deste grupo de países.
O pacote, avaliado em cinco mil milhões de euros, fica muito aquém da proposta original de 40 mil milhões avançada pela Alta Representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas. O "plano Kallas" sugeria o envio de 1,5 milhões de munições em 2025 a curto prazo e fundos para a compra de sistemas de defesa antiaérea, mísseis, drones e aeronaves. Mas a oposição de vários países fez com que o projeto caísse por terra.
Fonte de Bruxelas sublinha também o compromisso feito pelos estados-membros em enviar 17 mil milhões de euros em ajuda militar, desde o início de 2025, bem como o empréstimo de 18 mil milhões apoiado pelos ativos russos congelados. Os estados-membros comprometem-se também a aumentar a coordenação para assegurar que a Ucrânia recebe apoio que vá ao encontro das suas necessidades.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, sublinhou que a melhor forma de apoiar a Ucrânia é "manter a consistente" no objetivo de atingir "um cessar-fogo compreensivo e uma paz justa e duradoura". O antigo primeiro-ministro português insiste que isso significa não abrandar a pressão contra a Rússia, particularmente no campo das sanções.
"Seria um erro estratégico ceder à tentação de aliviar as sanções prematuramente", defendeu.
O encontro, que acontece após as negociações de Jeddah, onde os Estados Unidos estão a tentar chegar a um acordo de cessar-fogo entre a Rússia e a Ucrânia, pressionando Kiev a fazer pesadas concessões para não perder o apoio norte-americano. Esta semana, os dois lados chegaram a um acordo de cessar-fogo no Mar Negro que abre as portas ao levantamento de sanções à Rússia.

Juventude Africana Amilcar Cabral, "JAAC" em Conferência de imprensa.

Declarações à imprensa do PR Umaro Sissoco Embalo após a reunião ordinário do Conselho de Ministros.

Depois da corrida aos ovos, a corrida aos pintainhos: norte-americanos fazem filas para criar galinhas e evitar crise

Keir Starmer: "As promessas [do presidente da Rússia] são vazias"
© Getty Images Lusa 27/03/2025
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, acusou hoje o Presidente russo, Vladimir Putin, de incumprimento face às negociações porque mantém ataques contra a Ucrânia apesar do cessar-fogo no Mar Negro.
As declarações de Starmer ocorrem na mesma altura em que os aliados da Ucrânia se preparam para se reunirem em Paris.
"Ao contrário do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Putin mostrou que não é um ator sério nestas conversações de paz. Está a brincar com o cessar-fogo naval acordado no Mar Negro, apesar da participação de boa fé de todas as partes", disse o chefe do Governo do Reino Unido.
Keir Starmer acusou a Rússia de manter ataques contra o povo ucraniano.
"As suas promessas [do Presidente da Rússia] são vazias", frisou o primeiro-ministro e líder do Partido Trabalhista britânico.
Os dirigentes de 30 países aliados da Ucrânia reúnem-se hoje em Paris para uma nova cimeira da destinada a finalizar garantias de segurança a Kyiv em caso de acordo de paz com a Rússia.
Além de Volodymyr Zelensky, que já foi recebido no Palácio do Eliseu na quarta-feira à noite, o Presidente francês, Emmanuel Macron, vai receber o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, a chefe do Governo italiana, Giorgia Meloni, o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o vice-presidente turco Cevdet Yilmaz.
A presença do secretário-geral da Aliança Atlântica, Mark Rutte, e dos líderes da União Europeia também é esperada.
Após uma série de reuniões políticas e militares organizadas sucessivamente por Paris e Londres desde meados de fevereiro, chegou o momento de tirar conclusões operacionais, explicou a Presidência francesa aos jornalistas.

Primeiro-ministro canadiano classifica tarifas dos EUA sobre automóveis como "ataque direto"
Primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney (AP) Por cnnportugal.iol.pt,
Além das suas próprias tarifas de retaliação, Carney afirmou que o Canadá "tem outras opções"
O primeiro-ministro canadiano, Mark Carney, classificou a tarifa de 25 por cento aplicada pelo Presidente dos Estados Unidos Donald Trump sobre todos os automóveis importados como um "ataque direto" ao seu país.
Carney acrescentou que o Canadá responderá de forma unificada e que, embora as tarifas prejudiquem a economia canadiana, está a considerar medidas não tarifárias contra os Estados Unidos.
"Defenderemos os nossos trabalhadores, defenderemos as nossas empresas, defenderemos o nosso país. E defendê-lo-emos em conjunto. Os Estados Unidos estão divididos, e isso é debilitante", realçou o primeiro-ministro canadiano.
Além das suas próprias tarifas de retaliação, Carney afirmou que o Canadá "tem outras opções".
"Vou reunir-me com o gabinete amanhã para discutir opções", vincou o líder canadiano, que reconheceu que ainda não tem a ordem executiva assinada por Trump, pelo que não sabe ao certo o impacto das tarifas.
Carney já tinha alertado hoje que a guerra comercial de Trump “está a prejudicar os consumidores e os trabalhadores americanos e vai doer mais”.
A confiança dos consumidores norte-americanos está há vários anos baixa e a relação entre os EUA e o Canadá está sob mais pressão do que nunca, frisou Carney, durante uma campanha em Windsor, Ontário, antes das eleições de 28 de abril no Canadá.
Já o responsável da província canadiana de Ontário, Doug Ford, onde se encontram as fábricas de montagem de automóveis do Canadá, declarou que quer infligir "o máximo de dor possível" aos norte-americanos para que Donald Trump levante as tarifas sobre o setor.
Ford, que já aumentou o preço das vendas de eletricidade da sua província aos Estados Unidos e até pediu um embargo energético no país vizinho, disse que o Canadá tem duas opções: "Podemos encolher-nos como país e ser dominados até que (Trump) consiga o que quer, ou podemos sentir um pouco a dor e lutar como nunca."
"Prefiro o último. Acredito na luta, e teremos um grande impacto no povo norte-americano", acrescentou o líder provincial.
Ford, um político conservador que se declarou admirador de Trump durante a campanha presidencial dos EUA, também observou que o líder republicano está enganado se acredita que as suas políticas tarifárias reduzirão os preços para a população dos EUA.
O Presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou hoje a aplicação de uma tarifa de 25 por cento sobre todos os automóveis importados, calculando gerar com a medida receitas fiscais de 100 mil milhões de dólares (93 mil milhões de euros).
“Isto continuará a estimular o crescimento", frisou Trump na Casa Branca, numa cerimónia de assinatura de uma ordem executiva para tornar aplicação da medida tarifária.
Trump adiantou que as novas tarifas sobre automóveis entrarão em vigor já na próxima semana, a 02 de abril.
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Alimentação: Três bebidas que aceleram o aparecimento de rugas (o melhor é evitar)... Podem até trazer consequências para a saúde óssea. Saiba o que vários especialistas têm a dizer.
© Shutterstock Notícias ao Minuto 27/03/2025
Para manter uma pele jovem e bem tratada, é importante ter cuidado com a alimentação. Existem certos tipos de bebidas que podem levar ao aparecimento de rugas. O 'website' SheFinds falou com vários especialistas para perceber o que deve evitar.
Segundo os dermatologistas Elaine F. Kung, Cheryl Rosen e Jose Mier, existem bebidas que podem deixar a pele mais desidratada e com que perca elasticidade.
Refrigerantes
"Produtos químicos como fósforo, potássio e cafeína afetam os minerais dos ossos e podem prejudicar as células do corpo", começa por dizer Elaine F. Kung.
Bebidas energéticas
"Forçam o cérebro a ficar alerta, o que leva a sono mau e a ficar com os olhos inchados", diz Jose Mier.
Bebidas de café engarrafadas
"Estão cheias de toxinas que podem deixar a pele seca e desidratada, especialmente quando são consumidos em excesso", conta Cheryl Rosen
Leia Também: Longevidade. Sete alimentos que podem estar a tirar-lhe anos de vida
Leia Também: Há uma bebida que mantém o fígado saudável e o colesterol sob controlo... Se nunca bebeu chá cardo-mariano, está na altura de começar a fazê-lo.
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Cientistas querem criar bateria nuclear segura que pode durar uma vida
© Vivo Por Lusa 27/03/2025
Investigadores estão a considerar o radiocarbono como uma fonte de baterias nucleares seguras, pequenas e acessíveis, que podem durar décadas, ou até mais, sem terem de ser recarregadas.
Su-Il In, professor do Instituto de Ciência e Tecnologia do Instituto de Tecnologia Daegu Gyeongbuk, na Coreia do Sul, apresentou os seus resultados na reunião de primavera da Sociedade Química Americana (ACS), noticiou na quarta-feira a agência Europa Press.
A necessidade de recarregar frequentemente as baterias de iões de lítio não é apenas um incómodo. Isto limita a utilidade de tecnologias que dependem destas baterias, como drones e equipamentos de deteção remota.
Além disso, as baterias são prejudiciais para o ambiente: a extração de lítio consome muita energia e a eliminação inadequada das baterias de iões de lítio pode poluir os ecossistemas.
Com a crescente omnipresença de dispositivos, centros de dados e outras tecnologias de computação, a procura por baterias de longa duração está a aumentar.
A evolução nas baterias de iões de lítio dificilmente serão a solução para este desafio, de acordo com Su-Il In.
"O desempenho das baterias de iões de lítio está quase saturado", frisou o professor que investiga as futuras tecnologias energéticas.
Como alternativa, as baterias nucleares geram energia aproveitando partículas de alta energia emitidas por materiais radioativos.
Nem todos os elementos radioativos emitem radiação prejudicial aos organismos vivos, sendo que alguns tipos de radiação podem ser bloqueados por determinados materiais.
Por exemplo, as partículas beta (também conhecidas como raios beta) podem ser bloqueadas por uma fina folha de alumínio, fazendo das baterias betavoltaicas uma alternativa potencialmente segura às baterias nucleares, de acordo com o estudo, citado pelo EurekaAlert.
Investigadores geraram um protótipo de uma bateria betavoltaica utilizando carbono-14, uma forma instável e radioativa de carbono chamada radiocarbono.
"Decidi utilizar um isótopo radioativo de carbono porque só gera raios beta", explicou In.
Além disso, o radiocarbono, um subproduto das centrais nucleares, é barato, fácil de obter e de reciclar. E como o radiocarbono se degrada muito lentamente, uma bateria alimentada por ele poderia, em teoria, durar milénios.
Numa bateria betavoltaica típica, os eletrões atingem um semicondutor, resultando na produção de eletricidade. Os semicondutores são um componente essencial nas baterias betavoltaicas, pois são os principais responsáveis pela conversão de energia.
Os cientistas estão, por isso, a explorar materiais semicondutores avançados para alcançar uma maior eficiência de conversão de energia, ou seja, quão eficazmente uma bateria pode converter eletrões em eletricidade utilizável.
Para melhorar significativamente a eficiência de conversão de energia do novo design, In e a sua equipa utilizaram um semicondutor à base de dióxido de titânio.
Este material, habitualmente utilizado nas células solares, foi sensibilizado com um corante à base de ruténio. Fortaleceram a ligação entre o dióxido de titânio e o corante, utilizando um tratamento com ácido cítrico. Quando os raios beta do radiocarbono colidem com o corante à base de ruténio tratado, ocorre uma cascata de reações de transferência de eletrões, denominada avalanche de eletrões. A avalanche viaja então através do corante, e o dióxido de titânio recolhe eficientemente os eletrões gerados.
A nova bateria contém também radiocarbono no ânodo e no cátodo sensibilizados por corante. Ao tratar ambos os elétrodos com o isótopo radioativo, os investigadores aumentaram a quantidade de raios beta gerados e reduziram a perda de energia da radiação beta relacionada com a distância entre as duas estruturas.
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"Trump quer tirar proveito económico da Ucrânia, Putin quer um país controlado por si"
"A leitura da paz que nós fazemos é a de uma Ucrânia independente, livre, com o seu território completamente desocupado.
O entendimento da paz do senhor Putin é uma Ucrânia talvez ocupada, com um presidente diferente, como uma cópia da Bielorrússia", sublinha o comentador Miguel Baumgartner

Medicamentos: Identificado "forte candidato" a nova classe de antibióticos... A última vez que uma nova classe de antibióticos chegou ao mercado foi há quase três décadas.
© Shutterstock Por Lusa 27/03/2025
Uma equipa liderada por investigadores da Universidade McMaster, no Canadá, identificou um "forte candidato" a uma nova classe de antibióticos chamado lariocidina.
A última vez que uma nova classe de antibióticos chegou ao mercado foi há quase três décadas, mas agora, este novo medicamento que ataca as bactérias de uma forma diferente dos outros antibióticos, "poderia desafiar mesmo algumas das bactérias mais resistentes aos medicamentos", segundo os cientistas, que publicam os seus resultados na revista Nature.
A descoberta de uma nova classe de antibióticos, que também está a ser trabalhada por outros grupos de investigação em diferentes países, responde a uma necessidade crítica de novos medicamentos antimicrobianos, uma vez que as bactérias e outros microrganismos desenvolvem novas formas de resistir aos medicamentos existentes. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), esta é uma das principais ameaças à saúde pública a nível mundial, refere um comunicado da universidade.
"Os nossos medicamentos antigos estão a tornar-se cada vez menos eficazes à medida que as bactérias se tornam mais resistentes a eles", afirma Gerry Wright, que liderou a equipa. Cerca de 4,5 milhões de pessoas morrem todos os anos devido a infeções resistentes a antibióticos e a situação só está a piorar, conclui Wright. O investigador e a sua equipa consideraram a nova molécula "muito promissora" como uma primeira pista farmacológica porque ataca as bactérias de uma forma diferente dos outros antibióticos.
A lariocidina liga-se diretamente à síntese proteica da bactéria de uma forma completamente nova, inibindo a sua capacidade de crescimento e sobrevivência. "Trata-se de uma nova molécula com um novo modo de ação", resume Wright. É produzida por um tipo de bactéria chamada Paenibacillus, que os investigadores obtiveram a partir de uma amostra de solo recolhida num quintal em Hamilton, onde se situa a universidade.
A equipa deixou as bactérias do solo crescer no laboratório durante cerca de um ano e descobriu que uma das bactérias, a Paenibacillus, produzia uma nova substância que era altamente ativa contra outras bactérias, incluindo as que são frequentemente resistentes aos antibióticos.
Os cientistas também estão otimistas, uma vez que a lariocidina preenche vários requisitos, por não ser tóxica para as células humanas, não ser suscetível aos mecanismos de resistência aos antibióticos existentes e funciona bem num modelo animal de infeção. A equipa, que também inclui cientistas da Universidade de Illinois em Chicago, nos Estados Unidos, está agora a concentrar-se em encontrar uma forma de modificar a molécula e produzi-la em quantidades suficientemente grandes para permitir o seu desenvolvimento clínico.
Wright afirma que, pelo facto de esta nova molécula ser produzida por bactérias - e "as bactérias não estão interessadas em fabricar novos medicamentos para nós" - será necessário muito tempo e muitos recursos até que a lariocidina esteja pronta para ser comercializada. O investigador admite que o verdadeiro trabalho árduo começa agora, acrescentando que estão a trabalhar para desmontar a molécula e voltar a montá-la num candidato a medicamento melhor. "A última vez que uma nova classe de antibióticos chegou ao mercado foi há quase três décadas, mas isso pode mudar em breve graças a esta descoberta", refere o comunicado da universidade.
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quarta-feira, 26 de março de 2025
Tarde em Movimento! Visita às Instalações das FARP!

Lituânia desmente secretário-geral da NATO e diz que não há provas de que quatro soldados americanos morreram
Soldados americanos na Lituânia (AP Photo/Mindaugas Kulbis) CNN Portugal
Mark Rutte avançou que os soldados tinham morrido após um incidente num campo de treino em Pabrade, a 10 quilómetros da fronteira com a Bielorrússia
As autoridades lituanas desmentiram esta quarta-feira o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e disseram que não há provas de que os quatro soldados americanos desaparecidos terça-feira a 10 quilómetros da fronteira com a Bielorrússia tenham morrido.
“Até ao momento, não existem provas ou informações que confirmem a morte dos militares”, escreveram as Forças Armadas da Lituânia no X, salientando que ainda está em curso uma operação de busca e salvamento.
Na tarde desta quarta-feira, Mark Rutte afirmou, durante uma conferência de imprensa em Varsóvia, que os quatro soldados tinham morrido.
"Enquanto eu estava a falar, saiu a notícia sobre quatro soldados americanos que foram mortos num incidente na Lituânia", disse Rutte aos jornalistas em Varsóvia.
Em comunicado, o Comando do Exército Americano para a Europa e África afirmou que os quatro soldados, da 3.ª Divisão de Infantaria da 1.ª Brigada, “estavam a realizar um treino tático programado na altura do incidente”.
Na nota, é citado o tenente-general Charles Constanza, do V Corps, que agradeceu às Forças Armadas da Lituânia e aos serviços de emergência pela resposta pronta ao incidente.
“É este tipo de trabalho de equipa e de apoio que exemplifica a importância da nossa parceria e da nossa humanidade, independentemente das bandeiras que usamos nos nossos ombros.”
Segundo o canal publicano lituano LRT, os exercícios estavam a decorrer no campo de treino General Silvestras Zukauskas, na localidade de Pabrade, a cerca de uma dezena de quilómetros da fronteira com a Bielorrússia.
A Lituânia é membro da NATO desde 2004. Atualmente, os EUA têm um batalhão destacado no país.
Veículo onde os soldados seguiam foi encontrado "submerso"
Ao início da noite de quarta-feira, o Comando do Exército Americano para a Europa e África afirmou que o veículo onde os soldados seguiam foi encontrado "submerso numa massa de água", reforçando que as operações de busca ainda decorrem.
"Estão a ser desenvolvidos esforços de recuperação pelo Exército dos EUA e pelas Forças Armadas e agências civis da Lituânia", pode ler-se no comunicado.

Macron anuncia apoio de dois mil milhões de euros à Ucrânia... A informação foi avançada pelo presidente francês durante uma conferência de imprensa, na tarde desta quarta-feira.
© YOAN VALAT/POOL/AFP via Getty Images Notícias ao Minuto 26/03/2025
O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou um apoio de dois mil milhões de euros em ajuda adicional da França para a Ucrânia, noticia a BFMTV.
"A França continuará com os seus compromissos", prometeu Emmanuel Macron, depois de se reunir com Volodymyr Zelensky por uma hora e meia no Palácio do Eliseu, acrescentando que "a Ucrânia está a travar uma batalha que ultrapassa as suas fronteiras".
Por essa razão, "a França está a enviar uma mensagem clara e inequívoca de apoio a toda a nação ucraniana" perante a agressividade da Rússia que "tem um impacto muito direto na segurança na Europa", disse o presidente francês.
Numa conferência ao lado do presidente ucraniano, Macron apontou que "os ataques russos devem parar" e considera que os últimos dias foram uma "fase decisiva" no conflito e que "o objetivo continua a ser uma paz duradoura".
Por sua vez, Zelensky quer que seja feita "pressão" sobre a Rússia para aceitar um acordo de cessar-fogo.
"Este não é o momento de aliviar a pressão sobre a Rússia", afirmou o presidente ucraniano.
Zelensky diz ainda esperar que os Estados Unidos "garantam a natureza incondicional do cessar-fogo".

� EM DIRETO _ DE BISSAU À MAURITÂNIA / ATUAL SITUAÇÃO DOS GUINEENSES.

EX-COMANDANTE DA GUARDA NACIONAL JULGADO POR USO ILEGÍTIMO DE ARMAS
O ex-comandante da Guarda guineense Victor Tchongo está a ser acusado de crime de uso ilegítimo de armas e não de tentativa de golpe de Estado como inicialmente foi referido, disse à Lusa o seu advogado, esta quarta-feira, 26 de março de 2025.
Augusto Nasambé afirmou que, contrariamente às primeiras indicações, aquando da detenção de Tchongo, a 1 de dezembro de 2023, a Promotoria da Justiça Militar “acabou por deixar cair por terra” a acusação de tentativa de golpe de Estado.
O coronel Victor Tchongo foi hoje ouvido, pela terceira vez nos últimos dias, no Tribunal Regional Militar de Bissau, sobre as acusações da prática dos crimes de “comando ilegítimo, movimento injustificado, uso ilegítimo de armas e desobediência, todos ao abrigo do Código da Justiça Militar”.
Os crimes estarão relacionados com a alegada atuação da Guarda Nacional, sob o comando de Tchongo, nos dias 31 de novembro e 1 de dezembro de 2023, quando soldados daquela corporação retiraram das celas dois membros do Governo detidos preventivamente por suspeitas de corrupção.
A ação resultou em trocas de tiros entre soldados da Guarda Nacional e elementos das Forças Armadas e Tchongo acabaria detido pelo Estado-Maior General das Forças Armadas, que o acusou de desacato, enquanto o poder político o acusava de tentativa de golpe de Estado.

Encontrada morta ex-procuradora americana ligada a investigações contra Moscovo
Jessica Aber (Mark Schiefelbein/AP) CNN Portugal
Jessica Aber liderou investigações de alto nível contra indivíduos e empresas suspeitos de ligação à Rússia
A ex-procuradora norte-americana Jessica Aber, que investigava crimes ligados à Rússia, foi encontrada morta em casa no sábado, aos 43 anos, em circunstâncias que estão a ser investigadas.
Nomeada pelo ex-presidente dos EUA, Joe Biden, Jessica Aber assumiu o cargo de procuradora do Distrito Leste da Virgínia, em outubro de 2021. Durante o seu mandato, liderou uma equipa de cerca de 300 promotores e esteve à frente de diversas investigações relacionadas essencialmente com segurança nacional e terrorismo. Demitiu-se em janeiro, após a tomada de posse de Donald Trump.
Entre os casos mais mediáticos em que esteve envolvida estão processos ligados a crimes de guerra cometidos por indivíduos ligados à Rússia, investigações sobre suspeitos de fornecerem tecnologia norte-americana sensível a Moscovo e casos de fugas de informação.
No final de 2023 esteve envolvida na acusação de quatro indivíduos com ligações à Rússia por crimes de tortura, tratamento desumano e confinamento ilegal de um cidadão norte-americano na Ucrânia.
"Temos orgulho em estar na linha da frente dos esforços do Departamento de Justiça para responsabilizar os autores de crimes de guerra na Ucrânia e continuaremos a persegui-los", declarou Jessica Aber na altura.
Em novembro de 2024 acusou uma empresa sediada na Virgínia de “três esquemas distintos para exportar ilegalmente tecnologia americana sensível para a Rússia”. Entre as acusações, constava o envio de equipamento para uma empresa de telecomunicações russa ligada ao Kremlin e à agência de segurança russa FSB.
“Não podemos permitir que sistemas e tecnologias críticos sejam transferidos para entidades que possam usá-las contra os Estados Unidos e os nossos parceiros globais. É imperativo protegermo-nos contra estas transferências e garantir que as violações das leis que salvaguardam a nossa segurança nacional sejam alvo de processos judiciais rigorosos", afirmou a antiga procuradora norte-americana.

Palestinianos manifestam-se pelo segundo dia em Gaza contra Hamas
© /AFP via Getty Images) Lusa 26/03/2025
Milhares de palestinianos manifestaram-se hoje pelo segundo dia consecutivo em diferentes pontos da Faixa de Gaza, em protestos sem precedentes contra o regime do Hamas e pelo fim dos ataques israelitas, que já provocaram mais de 50.000 mortos.
"Basta, queremos o Hamas fora!", "Parem a guerra!", "Queremos as nossas vidas de volta!" ou "Queremos a nossa liberdade!" foram algumas das palavras de ordem entoadas pelos manifestantes, que protestaram em pelo menos dois pontos do norte do enclave, Beit Lahia e no bairro de Shujaiya, na cidade de Gaza, segundo a EFE.
As manifestações seguem-se aos protestos de terça-feira à tarde em diferentes pontos de Gaza, os primeiros em massa desde o início da guerra de Israel contra o Hamas, que governa "de facto" o enclave palestiniano num ambiente de repressão, e contra a guerra, o bloqueio israelita à ajuda humanitária e a pobreza crescente.
Na terça-feira, centenas de pessoas saíram à rua em Beit Lahia, no meio de edifícios destruídos pelos bombardeamentos israelitas, e na cidade de Khan Younis, no sul do país, seguindo os apelos de vários chefes de clãs.
"Hamas, parem a guerra e vão-se embora! Deixem o poder em Gaza a qualquer entidade que o assuma"", disse à EFE um manifestante na casa dos 30 anos, durante um protesto de cerca de uma centena de pessoas em Shujaiya, seguido de outro de milhares em Beit Lahia.
"Mataram os nossos filhos, destruíram as nossas casas, arruinaram as nossas vidas. Nós e os nossos filhos morremos de fome. Não aguentamos mais", continuou.
Tal como este jovem, outros criticaram o facto de a direção do Hamas estar na diáspora, no Qatar ou na Jordânia, quando são eles que pagam as consequências dos ataques de 07 de outubro de 2023, da ocupação e das guerras israelitas que o enclave tem sofrido desde 2008.
"Se os que estão no estrangeiro pensam que somos resistentes, não somos. Não contem connosco, não contem com a nossa resistência, não aguentamos mais a guerra. Acabem com a guerra e vão-se embora", apelou o mesmo jovem.
Outro jovem manifestante, segurando uma bandeira palestiniana, apelou ao fim da agressão israelita, depois de Israel ter quebrado o cessar-fogo há oito dias e ter recomeçado a bombardear Gaza, em ataques que já mataram mais de 800 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.
"Apelamos a um cessar-fogo em Gaza. Queremos viver uma vida pacífica na Faixa de Gaza. O que sofremos já é suficiente e sofremos todos os dias. Todos os dias perdemos crianças e adultos, idosos e jovens", acrescentou o manifestante em Shujaiya.
No protesto em Beit Lahia, que reuniu mais de 2.000 pessoas, os manifestantes entoaram frases como "Queremos viver!" e "Hamas, vai, sai!", tendo alguns apelado à Jihad Islâmica para que fosse o primeiro grupo a abandonar Gaza.
Antes do protesto em Beit Lahia, uma área onde o exército de Israel pediu à população para a abandonar, mas onde permanecem centenas de habitantes de Gaza, os 'drones' israelitas estavam a efetuar ataques, mas quando o protesto começou deixaram de sobrevoar a área, segundo a EFE.
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NATO avisa Putin de que se atacar Polónia resposta será "devastadora"
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, advertiu hoje o Presidente russo, Vladimir Putin, de que a resposta da aliança de defesa ocidental a um ataque à Polónia ou a qualquer outro aliado será devastadora.
"Se alguém cometer um erro e pensar que pode escapar com um ataque à Polónia ou a qualquer outro aliado, será confrontado com toda a força desta aliança feroz", afirmou Rutte, ao lado do primeiro-ministro polaco, Donald Tusk.
Numa declaração aos jornalistas durante a visita que está a efetuar à Polónia, Rutte insistiu que a reação NATO "será devastadora" se for atacada e fez questão de mencionar o nome do presidente da Rússia.
"Isto tem de ser muito claro para Vladimir Vladimirovich Putin e para qualquer pessoa que nos queira atacar", afirmou, segundo as agências espanhola Europa Press e francesa AFP.

Israel: O ministro da Defesa israelita aprovou hoje novos planos operacionais para prosseguir a guerra em Gaza contra o Hamas, ameaçando este movimento islamita palestiniano de que "pagará um preço cada vez maior" se não libertar os reféns israelitas que mantém.
© Reuters Lusa 26/03/2025
Israel aprova novos planos para continuar guerra em Gaza contra Hamas
O ministro da Defesa israelita aprovou hoje novos planos operacionais para prosseguir a guerra em Gaza contra o Hamas, ameaçando este movimento islamita palestiniano de que "pagará um preço cada vez maior" se não libertar os reféns israelitas que mantém.
O ministro Israel Katz visitou hoje, com o vice-chefe do Estado-Maior General Tamir Yadai, a Divisão de Gaza do Exército israelita, onde aprovou os novos planos operacionais.
"O nosso principal objetivo é agora o regresso de todos os reféns a casa. Se o Hamas persistir na sua recusa, pagará um preço cada vez maior, com a ocupação de territórios e desmantelamento de operações terroristas e infraestruturas até ser completamente derrotado", disse Katz, de acordo com comunicado do seu gabinete.
O objectivo da visita, afirmou o ministro, foi "observar de perto os combates e a preparação das tropas israelitas no terreno, em preparação para o subsequente processo de tomada de decisões".
Na passada sexta-feira, Katz ordenou ao exército que tomasse mais território em Gaza e ameaçou o Hamas com a anexação da Faixa a Israel se o movimento islâmico não libertasse os reféns restantes, 59 entre vivos e mortos.
"Quanto mais o Hamas mantiver a sua rejeição, mais território perderá, que será anexado a Israel", disse na altura.
O exército israelita quebrou há uma semana o cessar-fogo em vigor desde 19 de janeiro, retomando os bombardeamentos e as incursões militares em Gaza, fazendo quase 800 mortos, de acordo com as autoridades de Gaza, controladas pelo Hamas.
O Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) informou hoje que mais de 120.000 palestinianos foram deslocados pelos bombardeamentos israelitas desde o reatamento da guerra, e que estão em vigor ordens de evacuação para pelo menos mais 100.000 pessoas na parte norte do enclave.
A guerra na Faixa de Gaza foi desencadeada pelo ataque sem precedentes do Hamas a Israel, a 07 de outubro de 2023, que em poucas horas fez perto de 1.200 mortos, sobretudo civis.
Mais de 50.000 pessoas já morreram na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva israelita, segundo as autoridades de saúde do Hamas no enclave palestiniano.
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O drama das deportações na Mauritânia continua: promessas falham e guineenses sentem-se abandonados pelas autoridades
© Radio TV Bantaba March 26, 2025
Como havíamos noticiado anteriormente, a situação dos imigrantes guineenses na Mauritânia continua crítica. Apesar das promessas das autoridades nacionais e mauritanas, pouco ou nada foi feito para resolver o problema.
Os guineenses foram informados de que quem possui cartão consular não será detido e que, ao ser abordado pelas autoridades, bastaria exibir o documento. No entanto, essa garantia não corresponde à realidade, pois muitos foram presos mesmo estando na posse do cartão consular.
“Precisamos de uma solução real e duradoura”, afirmou um imigrante num áudio.
Na realidade, os guineenses continuam a ser deportados e abandonados na fronteira entre a Mauritânia e o Senegal, muitas vezes sem qualquer tipo de assistência. Enquanto isso, as autoridades guineenses permanecem passivas, sem uma resposta concreta à crise que afeta os seus cidadãos.
Por outro lado, cidadãos mauritanos na Guiné-Bissau vivem tranquilamente e usufruem de estabilidade e privilégios, um contraste evidente face ao tratamento dispensado aos guineenses na Mauritânia.
A Rádio TV Bantaba recebeu áudios e vídeos que comprovam a continuidade das expulsões em condições desumanas. Testemunhos de deportados relatam que são transportados sem acesso a água e alimentos, sendo deixados à sua própria sorte em zonas fronteiriças.
Em entrevista exclusiva à RTB, alguns dos afetados apelaram às autoridades guineenses para tomarem medidas urgentes, seja intervindo diplomaticamente ou disponibilizando transportes para resgatar os compatriotas. A comunidade teme que a situação se agrave ainda mais após o fim do mês do Ramadão.
Até ao momento, o governo guineense não se pronunciou oficialmente sobre o assunto, deixando os deportados sem respostas e sem qualquer assistência concreta.

Trump acusa países europeus de serem "aproveitadores"
SHAWN THEW / POOL SIC Notícias com Lusa
"A União Europeia tem sido absolutamente horrível connosco", afirmou, esta terça-feira, Trump, repisando argumentos que tem usado em relação à NATO e aos gastos que os Estados Unidos fizeram para apoiar a Ucrânia.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou esta terça-feira que os países europeus são "aproveitadores" em relação a Washington, apoiando uma acusação feita inadvertidamente por altos funcionários da sua administração num grupo numa aplicação de mensagens.
"Sim, penso que são aproveitadores", disse Trump, questionado sobre a troca de mensagens dos principais membros da sua administração nas áreas de Defesa, Informações e Diplomacia, revelada na segunda-feira por um jornalista da revista The Atlantic, que foi incluído no grupo por engano.
"A União Europeia tem sido absolutamente horrível connosco", afirmou, esta terça-feira, Trump, repisando argumentos que tem usado em relação à NATO e aos gastos que os Estados Unidos fizeram para apoiar a Ucrânia.
Na conversa divulgada pela The Atlantic, o vice-Presidente JD Vance questiona se faria sentido um ataque dos Estados Unidos aos rebeldes Huthis iemenitas, em retaliação por ataques destes contra a navegação internacional, sustentando serem os europeus os mais afectados pela situação.
"Aproveitamento" militar europeu é "patético"
O secretário da Defesa, Pete Hegseth, respondeu à mensagem de Vance afirmando que só as forças norte-americanas têm capacidade para tal missão, sublinhando concordar com o vice-Presidente que o "aproveitamento" militar europeu é "patético" (escrevendo esta palavra em letras garrafais).
Depois de na segunda-feira ter dito não ter conhecimento do incidente, várias horas depois de ser noticiado, Trump minimizou hoje o caso, apesar de no grupo terem sido partilhados planos precisos para um ataque militar contra os Huthis.
O Presidente norte-americano disse tratar-se de "uma pequena falha", a "única em dois meses" da sua Presidência, enquanto os democratas criticavam no Senado a administração norte-americana por lidar de forma descuidada com informações altamente sensíveis.
Em declarações à NBC News, Trump disse que o lapso "acabou por não ser grave" e manifestou o apoio contínuo ao conselheiro de segurança nacional Mike Waltz, que, por engano, adicionou o editor-chefe da The Atlantic ao grupo que incluía 18 altos funcionários da administração que discutiam o planeamento do ataque.
"Michael Waltz aprendeu uma lição e é um bom homem", disse Trump à NBC News.
O Presidente dos Estados Unidos também pareceu apontar a culpa a um assessor de Waltz, não identificado, por Goldberg ter sido adicionado à cadeia.
"Era uma das pessoas de Michael ao telefone. Um funcionário tinha o número dele lá", acrescentou.
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Mike Waltz./ Jose Luis Magana |
Mas a utilização da aplicação de mensagens Signal para discutir uma operação sensível expôs a Presidência a críticas ferozes por parte dos legisladores democratas, que expressaram indignação perante a insistência da Casa Branca e dos altos funcionários da administração de que não foi partilhada qualquer informação confidencial.
"Tentativa de desviar a atenção" dos "sucessos" de Trump
Também esta terça-feira, a Casa Branca denunciou a existência de uma "tentativa coordenada de desviar a atenção" dos "sucessos" de Trump.
Entretanto, no Senado, funcionários dos serviços secretos norte-americanos negaram que tenham sido partilhados dados sensíveis no 'chat' do Signal onde estava Goldberg e em que se coordenava o ataque militar no Iémen.
O vice-presidente da Comissão de Inteligência da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, o senador democrata Mark Warner, classificou o episódio como um exemplo de "comportamento negligente, descuidado e imprudente" que colocou vidas norte-americanas em risco e perguntou diretamente à diretora da Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, se participou no 'chat'.
Gabbard respondeu que "não vai entrar em pormenores", porque o que aconteceu "está a ser analisado", e insistiu que nada do que foi trocado na conversa era informação protegida, sublinhando a diferença entre fugas maliciosas e acidentais.
Por seu lado, o diretor da CIA, John Radcliffe, admitiu ter participado na conversa sob o acrónimo 'JR'.
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