sexta-feira, 10 de julho de 2026

Rússia reconhece escassez de combustível que atribui a ataques ucranianos... O vice-primeiro-ministro russo reconheceu hoje uma escassez de combustível e filas nos postos de abastecimento, que atribuiu a ataques ucranianos a infraestruturas energéticas, quando antes tinha justificado com um aumento da procura provocado pelo pânico dos consumidores.

© Lusa   10/07/2026 

"Temos de reconhecer que há problemas e que existe uma escassez, razão pela qual se observam filas. Por vezes, os postos de abastecimento não funcionam de forma estável. A escassez deve-se a razões compreensíveis, uma vez que as refinarias deixam de funcionar parcialmente devido aos ataques de drones ucranianos", declarou à imprensa, Alexandr Nóvak, citado pela agência russa TASS.

No entanto, afirmou que a Rússia "tem capacidade de produção suficiente" para garantir a procura.

"Em geral, estamos totalmente abastecidos. E até exportamos", continuou.

Segundo Nóvak, os principais produtores russos de hidrocarbonetos "mantêm os preços ao nível da inflação" como parte da campanha para conter o preço do combustível.

Anteriormente, o vice-primeiro-ministro declarou à TASS que a Rússia dispõe de capacidade para garantir as necessidades do mercado interno, mas o pânico dos consumidores aumentou a procura "aproximadamente entre 20% e 30%".

Além disso, salientou que estes produtores (Rosneft, Gazprom Neft e Lukoil, entre outros) gerem aproximadamente 9.000 dos quase 30.000 postos de abastecimento do país, sendo que os restantes pertencem a operadores independentes.

As autoridades russas têm-se recusado a admitir a crise de escassez de combustível provocada pelos constantes ataques ucranianos contra a indústria petrolífera e as infraestruturas logísticas do país.

No entanto, o Governo russo teve de proibir esta semana a exportação de gasolina e gasóleo, enquanto o Kremlin admitiu a possibilidade de importar hidrocarbonetos para atenuar a crise.

Várias plataformas digitais russas lançaram nos últimos dias mapas interativos que mostram em tempo real os postos de abastecimento russos onde os veículos podem reabastecer, no meio dos problemas de escassez.

De acordo com a imprensa internacional, a crise de combustível provocada pelos ataques ucranianos às refinarias russas afetou um terço dos cerca de 145 milhões de habitantes do país.


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ESTUDO: Contacto pele com pele nas primeiras horas ajuda a proteger prematuros... Uma equipa da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) concluiu, após analise a mais de 1.600 bebés prematuros, que o contacto pele com pele com recém-nascido nas primeiras horas pode reduzir a taxa de infeções e o risco de morte.

© Getty Images/DIRK WAEM/BELGA MAG/AFP     Por LUSA  10/07/2026 

Um estudo realizado por uma equipa da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) revelou que o contacto pele com pele com recém-nascido nas primeiras horas pode reduzir a taxa de infeções e o risco de morte.

"Os resultados indicam que os cuidados canguru [pele com pele] aplicados nas primeiras 24 horas de vida se associam a uma diminuição de 19% na mortalidade aos 28 dias e a uma redução da taxa de infeção", afirma a professora da FMUP Sandra Costa que assina um artigo publicado em maio no Journal of Perinatal Medicine.

A análise debruçou-se sobre os efeitos do cuidado canguru na saúde de 1.679 bebés dados à luz antes das 32 semanas de gestação e/ou peso inferior a 1500 gramas ao nascimento.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a FMUP refere que a equipa de investigadores que incluiu profissionais da Unidade Local de Saúde São João, no Porto, focou-se num grupo de maior vulnerabilidade e maior risco neurobiológico para perceber o impacto dos cuidados canguru precoces nos bebés mais vulneráveis, em particular nos recém-nascidos entre as 28 e as 32 semanas.

"O cuidado canguru deve iniciar-se precocemente no hospital e pode ser continuado em casa, pelo maior número de horas possível. Na prática, em vez de estar dentro de uma incubadora, o bebé está colocado sobre o peito da mãe ou do pai, mantendo todos os cuidados e tratamentos necessários como monitorização, ventilação ou nutrição", acrescenta a autora do artigo, citada no comunicado.

Para a professora e neonatologista, revela-se "muito importante fornecer condições para a presença dos pais na UCIN [Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais] desde o nascimento do bebé e capacitar as equipas com formação teórica e treino de simulação".

Considerando que "até aqui, a escassez de evidência específica sobre os benefícios para estes recém-nascidos podia constituir uma barreira à aplicação dos cuidados canguru por parte dos profissionais de saúde, nomeadamente neonatologistas e enfermeiros", a equipa faz recomendações sobre "a efetividade dos cuidados canguru nos grandes prematuros".

"Estas recomendações são importantes para os profissionais, por fornecerem evidência para a implementação dos cuidados canguru numa população de risco", lê-se nas conclusões.

E, sem esquecer os pais, a equipa recomenda que estes deem importância à sua participação nos cuidados dos recém-nascidos muito prematuros desde o primeiro dia, mesmo quando estes necessitam de estar internados em cuidados intensivos.

"Ao promover o contacto direto com a pele da mãe ou do pai, poderemos estar a alterar a flora do recém-nascido, com impacto no risco de infeção. Adicionalmente, os cuidados canguru têm sido associados a uma maior produção de leite pela mãe, o que pode facilitar a alimentação destes bebés com leite materno, cujos benefícios são bem conhecidos", acrescenta a investigadora.

Adotados inicialmente nos países em desenvolvimento como uma técnica de baixo custo, atualmente estes cuidados são defendidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em todos os recém-nascidos prematuros e de muito baixo peso.

Coordenado por Sandra Costa, este estudo contou com a participação de vários profissionais da FMUP e médicos da ULS São João, nomeadamente Joana Arêde Martins, Renato Ferreira da Silva, André Assunção, Fátima Clemente e Inês Azevedo.

DOMINGOS SIMÕES PEREIRA COLOCADO EM PRISÃO PREVENTIVA E CONDUZIDO À SEGUNDA ESQUADRA DA POP

Por Rádio Sol Mansi  ‎ 10-07-2026 

‎O líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, foi conduzido na manhã desta sexta-feira para as celas da Segunda Esquadra da Polícia da Ordem Pública (POP), em Bissau, para cumprir a medida de prisão preventiva decretada pelo juiz Mamadu Embaló.

‎A decisão surge no âmbito do processo em que Domingos Simões Pereira é investigado por alegado envolvimento na tentativa de golpe de Estado de outubro de 2025.

‎Antes da comparência marcada para esta manhã no Tribunal Militar Superior, o coletivo de advogados do dirigente político decidiu, por unanimidade, não apresentar perante aquela instância judicial. A equipa de defesa sustenta que o caso tem motivações políticas e não judiciais.

‎Na quarta-feira, Domingos Simões Pereira foi ouvido durante cerca de quatro horas no Tribunal Militar Superior, no âmbito das investigações relacionadas com a alegada tentativa de golpe de Estado.

‎Esta é a segunda vez que o líder do PAIGC é conduzido às celas da Segunda Esquadra da POP desde os acontecimentos de 26 de novembro do ano passado, que interromperam o processo eleitoral. A primeira detenção ocorreu no próprio dia do golpe, tendo permanecido sob custódia durante mais de 60 dias.

‎Entretanto, a Rádio Sol Mansi contactou, no momento da divulgação da informação sobre a sua prisão, o coletivo de advogados. Contudo, estes não confirmaram nem desmentiram a detenção.

UE suspende concessão de vistos a nacionais da Guiné-Conacri... O Conselho da União Europeia (UE) decidiu hoje restringir temporariamente a concessão de vistos a cidadãos da Guiné-Conacri, por falta de cooperação no retorno de cidadãos ilegais.

© Pixabay      Por LUSA   10/07/2026 

De acordo com uma nota de imprensa do Conselho, esta decisão segue-se a uma avaliação da Comissão Europeia, baseada nos contributos dos Estados-membros, que conclui que a cooperação da Guiné-Conacri na readmissão dos seus cidadãos que se encontram em situação irregular na UE é insuficiente.

Em resultado da decisão hoje adotada, os Estados-membros deixarão de poder emitir vistos de entradas múltiplas a cidadãos guineenses, dispensar a apresentação de documentos comprovativos que os requerentes de visto da Guiné-Conacri devem submeter, bem como de isentar do pagamento dos emolumentos do visto para os titulares de passaportes diplomáticos e de serviço.

Além disso, o prazo normal de processamento dos pedidos de visto será fixado em 45 dias de calendário, em vez de 15.

A decisão de suspensão é temporária, mas não foi fixada uma data de término específica.

O objetivo desta decisão é incentivar a Guiné-Conacri a melhorar a cooperação em matéria de readmissão e Bruxelas continuará a avaliar os progressos alcançados.

O executivo comunitário propôs ao Conselho, em julho de 2025, a restrição temporária da concessão de vistos a cidadãos guineenses.


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O número de entradas irregulares na UE diminuiu 37% no primeiro semestre de 2026 face ao mesmo período do ano passado, anunciou hoje a Agência Europeia da Guarda de Fronteiras e Costeira (Frontex).

SINGAPURA: Ter carro nesta cidade custa uma fortuna (e sem contar com o carro)... Singapura é uma cidade-estado, com espaço relativamente limitado, e por isso mesmo há um sistema de quotas para ter carro. E os modelos pequenos exigem um certificado que custa quase 100 mil dólares.

© 2p2play / Shutterstock    Por  Notícias ao Minuto   10/07/2026 

Desde 1990 que a cidade-estado de Singapura tem um sistema de quotas de automóveis, de modo a manter sob controlo a quantidade de viaturas nas estradas - que deve rondar um milhão.

São emitidos regularmente certificados que permitem possuir um carro durante dez anos. Agora, quem comprar um automóvel de pequenas dimensões naquela nação asiática, terá de desembolsar 129 mil dólares de Singapura (mais de 87.400 euros à taxa de câmbio atual).

Este é o novo máximo recorde dos certificados, atingido no leilão de julho. Em causa, estão modelos que não são 100 por cento elétricos com motores cuja cilindrada é inferior a 1,6 litros - que têm vindo a ganhar forte popularidade desde a pandemia. Também são abrangidos elétricos com potências de até 150 cv.

Já em maio, o ministro dos Transportes já tinha feito saber que a disponibilidade de certificados estava a baixar.

A Reuters dá o exemplo de um Toyota Corolla: em Singapura, custa o equivalente a cerca de 122 mil euros com certificado, impostos e despesas. Em Portugal, os preços do pequeno hatchback japonês começam nos 32.810 euros.

Embora alto, o preço do certificado para carros mais pequenos está 16 por cento abaixo do ordenado médio anual de uma família que vive em Singapura.

Os certificados para modelos maiores são ainda mais caros, estando acima da fasquia dos 100 mil dólares desde 2023: em julho, atingiram 130.889 dólares de Singapura (quase 88.700 euros).

O leilão deste mês teve 1.244 certificados para atribuir para carros mais pequenos e 867 para modelos maiores, acabando por ter 1.207 e 863 candidaturas bem-sucedidas, respetivamente.

MOÇAMBIQUE: Mais de 12 mil deslocados na província de Cabo Delgado em junho... Mais de 12 mil pessoas foram deslocadas pela violência em Cabo Delgado, norte de Moçambique, em junho, quase 80% mulheres e crianças, elevando para 26 mil afetados desde o início do ano, segundo dados das Nações Unidas.

© Lusa     10/07/2026 

De acordo com o relatório divulgado hoje pelo Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), a província de Cabo Delgado registou 12.174 deslocados em junho em resultado do conflito armado, elevando para 26.184 o número total de pessoas forçadas a abandonar as suas casas desde o início de 2026.

Segundo o documento, mulheres e crianças representaram 79% das pessoas deslocadas no último mês, enquanto parceiros humanitários reportaram preocupações relacionadas com separação familiar, violência baseada no género, perda de documentação e sofrimento psicossocial.

O OCHA refere que, embora os números mensais de deslocados tenham permanecido abaixo dos registados em grande parte de 2025, o aumento observado nos últimos dois meses demonstra a fragilidade da situação de segurança no norte de Moçambique.

Os movimentos populacionais continuam a ocorrer sobretudo dentro dos próprios distritos afetados ou para distritos vizinhos, sendo frequentemente reincidentes, segundo a agência das Nações Unidas.

No relatório acrescenta-se que as necessidades humanitárias nas zonas afetadas pelo conflito continuam a exceder os recursos disponíveis, num contexto em que o Plano de Necessidades e Resposta Humanitária para 2026 recebeu apenas 29% do financiamento necessário até junho. Dos 534 milhões de dólares (455 milhões de euros) necessários para responder às consequências do conflito e das cheias em Moçambique, tinham sido mobilizados 152 milhões de dólares (129 milhões de euros).

Segundo o OCHA, a insuficiência de financiamento está a afetar vários setores da resposta humanitária, com especial incidência na educação, logística e nutrição, ameaçando deixar famílias vulneráveis sem apoio adequado para responder às necessidades mais urgentes.

A província de Cabo Delgado, rica em gás natural, é alvo de ataques extremistas há oito anos, com o primeiro ataque registado em 05 de outubro de 2017, no distrito de Mocímboa da Praia.

O OCHA refere que uma parte significativa dos movimentos de deslocados este ano já corresponde a deslocações repetidas, refletindo a instabilidade persistente em várias zonas da província.

A agência das Nações Unidas contabilizou 2.562 pessoas deslocadas pela primeira vez em 2026, 7.922 pela segunda vez, 657 pela terceira, 2.769 pela quarta e 12.274 em cinco ou mais ocasiões, evidenciando a vulnerabilidade prolongada das populações afetadas pelo conflito.

No relatório refere-se igualmente que Moçambique contabilizava 662 mil deslocados internos em fevereiro deste ano, maioritariamente concentrados nas províncias afetadas pela insurgência armada no norte do país.

Assinala-se ainda que as necessidades humanitárias permanecem elevadas noutras regiões afetadas por crises recentes, nomeadamente as cheias, estimando-se que mais de 620 mil pessoas necessitam de assistência, das quais cerca de 417 mil já receberam algum tipo de apoio.

A organização de Localização de Conflitos Armados e Dados de Eventos (ACLED, na sigla em inglês) registou 11 eventos violentos nas duas primeiras semanas de junho em Cabo Delgado, todos envolvendo extremistas do Estado Islâmico, que provocaram oito mortos, elevando para 6.632 o número total de óbitos desde 2017.

De acordo com o mais recente relatório da ACLED, com dados de 01 a 14 de junho, dos 2.408 eventos violentos registados desde outubro de 2017, quando começou a insurgência armada em Cabo Delgado, 2.224 envolveram elementos associados ao Estado Islâmico Moçambique (EIM).


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O Banco de Moçambique identificou a tensão pós-eleitoral, a instabilidade militar em Cabo Delgado e os choques climáticos como principais vulnerabilidades que afetaram a estabilidade financeira do país em 2025.

Irão rejeita posição "politicamente motivada" sobre programa nuclear... O Irão rejeitou hoje a declaração feita pelos líderes da NATO sobre o programa nuclear iraniano, que descreveu como tendo acusações "politicamente motivadas".

© ATTA KENARE / AFP via Getty Images     Por LUSA     10/07/2026 

Na declaração final de uma cimeira em Ancara, Turquia, os chefes de Estado e de Governo da NATO abordaram o conflito no Médio Oriente com uma breve menção numa única frase.

"Os aliados reiteram que o Irão nunca deve ter uma arma nuclear e apelam ao Irão para respeitar plenamente a liberdade de navegação no estreito de Ormuz", afirmaram, na declaração, divulgada na quarta-feira.

Pouco depois, numa conferência de imprensa, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte reafirmou que os 32 aliados da NATO concordam que "nunca deve alcançar uma capacidade nuclear".

"Obviamente, o Irão está fora do território da NATO, mas isso não significa que a NATO nunca possa intervir. Se for necessário, a NATO está sempre disposta a assumir qualquer papel", afirmou Rutte.

Em resposta, a Embaixada do Irão em Ancara rejeitou "categoricamente as acusações infundadas e politicamente motivadas", que disse estarem na declaração na NATO.

Numa mensagem na rede social X, Teerão acrescentou que a NATO "não tem autoridade para dar lições ao Irão ou prescrever soluções para a paz e a segurança regional", tendo "apoiado e facilitado atos de agressão contra o povo iraniano".

O Estado persa sublinhou que o seu programa nuclear "é inteiramente pacífico", enquanto "parte do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, sempre insistiu que as armas nucleares não têm lugar na sua doutrina de defesa".

Teerão enfatizou ainda que tem desempenhado consistentemente "um papel responsável na manutenção da segurança marítima", tanto no Estreito de Ormuz como no Golfo Pérsico em geral.

O Irão afirmou que "a principal fonte de insegurança na região" são "as intervenções militares ilegais, as ações provocatórias e as políticas desestabilizadoras de atores externos".

O comunicado sustenta que os EUA e "o regime terrorista israelita" foram os que "bombardearam a mesa das negociações e deram prioridade à agressão em detrimento da diplomacia".

Embora não fosse um dos principais temas da agenda, a guerra no Médio Oriente invadiu a cimeira depois de o Presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, ter anunciado o fim das negociações com Teerão na quarta-feira.

As forças armadas norte-americanas lançaram uma série de ataques contra alvos iranianos, em retaliação por ataques contra três navios mercantes em águas próximas de Omã.

No dia seguinte, o Irão bombardeou alvos norte-americanos em vários países árabes, como a Jordânia e o Kuwait, depois de os EUA terem anunciado a conclusão de uma série de 90 ataques contra Teerão.


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Drones ucranianos atingem infraestruturas petrolíferas na Rússia... Vários ataques com drones atingiram hoje infraestruturas petrolíferas no sul da Rússia, provocando um incêndio numa refinaria da região de Krasnodar, informaram as autoridades russas, que anunciaram também a destruição de 376 drones ucranianos durante a madrugada.

© REUTERS     Por LUSA    10/07/2026 

"Na sequência da queda de destroços de drones, deflagrou um incêndio na refinaria de Ilsky", indicou o comando operacional da região de Krasnodar na plataforma Telegram, acrescentando que não houve vítimas.

O governador da região de Rostov, Iuri Slioussar, também no sul da Rússia, informou que duas instalações de armazenamento de hidrocarbonetos em Azov ficaram em chamas após ataques.

Estes novos ataques contra infraestruturas petrolíferas ocorrem num momento em que o país enfrenta dificuldades de abastecimento de combustível, particularmente graves na vizinha península da Crimeia.

Entre as 20:00 de quinta-feira (18:00, de Lisboa) e as 07:00 de sexta-feira (5:00, hora de Lisboa), as forças russas destruíram 376 drones ucranianos, segundo o Ministério da Defesa russo na rede de mensagens Max.

A Rússia continua a bombardear quase diariamente a Ucrânia, mais de quatro anos após o início da guerra -- o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial -- sem que haja até agora uma saída diplomática.

Dados preliminares da ONU mostraram que junho foi o mês mais violento para a população civil ucraniana desde o início da guerra, com pelo menos 265 pessoas mortas e 1.816 feridas.

Desde o início da invasão em grande escala da Ucrânia pela Federação Russa, em fevereiro de 2022, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos verificou que, pelo menos, 16.402 civis, incluindo 802 crianças, foram mortos na Ucrânia. Além disso, 48.428 civis, incluindo 2.948 crianças, ficaram feridos.

A Ucrânia, por seu lado, intensificou as ofensivas em território russo, muitas vezes longe da fronteira, visando sobretudo infraestruturas de transporte e armazenamento de hidrocarbonetos, para tentar reduzir a capacidade de Moscovo financiar o esforço de guerra.

Nos últimos meses, o Conselho de Segurança da ONU reuniu-se frequentemente para discutir os desenvolvimentos na Ucrânia ou os efeitos colaterais da guerra, realizando quatro reuniões apenas em junho.


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Israel alertou EUA sobre plano do Irão para assassinar Trump... Israel partilhou com os Estados Unidos informações que apontam para um alegado plano do Irão para assassinar o Presidente norte-americano, Donald Trump, avançou o jornal The Wall Street Journal.

© Lusa  10/07/2026 

De acordo com o diário nova-iorquino, citando fontes não identificadas, os dados foram transmitidos por Israel às autoridades norte-americanas, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre o suposto plano nem sobre os seus possíveis responsáveis.

A advertência surge em plena escalada de tensões entre Washington e Teerão, marcada por recentes confrontos militares e ameaças cruzadas.

Trump reconheceu na quarta-feira, durante a cimeira da NATO em Ancara, que continua a ser alvo de potenciais ataques iranianos e afirmou que existem pessoas no Irão que procuram atentar contra a sua vida.

O Presidente relacionou essas ameaças com a morte do general iraniano Qasem Soleimani em 2020, operação norte-americana ordenada durante o seu primeiro mandato.

As autoridades dos EUA já tinham anteriormente assinalado ameaças iranianas contra Trump ligadas ao ataque que matou Soleimani, figura central da Guarda da Revolução Islâmica iraniana, abatido por um drone norte-americano em Bagdade.

Em 2024, o Departamento de Justiça acusou um cidadão paquistanês de tentar recrutar pessoas para um plano de assassinato contra o então candidato republicano, acusação que Teerão negou.

A nova advertência de inteligência surge num dos momentos de maior tensão recente entre os dois países, após Washington lançar novos ataques contra alvos iranianos, acusando Teerão de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz. O Irão retaliou com ataques contra instalações norte-americanas na região.

Trump declarou encerrada a trégua alcançada três semanas antes com a assinatura de um quadro de entendimento de paz.

O relatório sobre o alegado complô soma-se às preocupações de segurança em torno do Presidente norte-americano, que tem reiterado que o Irão representa uma ameaça direta.

Até ao momento, nem a Casa Branca nem as autoridades iranianas confirmaram publicamente os detalhes do suposto plano de assassinato revelado pela inteligência israelita ao jornal norte-americano.


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FERNANDO DIAS ADVERTE MILITARES SOBRE EVENTUAL RESPONSABILIZAÇÃO POR ALEGADO GOLPE DE ESTADO

Por: Assana Sambú  JORNAL ODEMOCRATA 10/07/2026  

Fernando Dias da Costa, candidato às eleições presidenciais de novembro de 2025, advertiu o Alto Comando Militar para a Restauração da Segurança e da Ordem Pública de que os seus membros poderão vir a responder judicialmente, no futuro, pelo alegado golpe de Estado de 26 de novembro do ano passado, que terá resultado na anulação das eleições gerais.

“O Comando Militar fez um golpe de Estado. Hoje, o vosso Governo e o vosso tribunal querem prender Domingos Simões Pereira, acusando-o de tentativa de golpe de Estado. Mas foi o próprio Comando Militar que protagonizou o golpe que anulou as eleições presidenciais. Por isso, não podiam admitir esta manobra de prender Domingos”, afirmou o político.

Dias da Costa advertiu ainda que as medidas atualmente adotadas poderão abrir caminho para que os próprios membros do Comando Militar sejam julgados, no futuro, pelos acontecimentos de 26 de novembro de 2025, que culminaram na anulação do processo eleitoral.

“Julgamento de Domingos Simões Pereira tem motivação política”, diz Fernando Dias

O candidato presidencial fez estas declarações através de um vídeo publicado na quinta-feira, 9 de julho, na sua página oficial na rede social Facebook, reagindo às informações sobre a tentativa de prisão do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.

A reação surge após a decisão do juiz de instrução criminal de voltar a convocar Domingos Simões Pereira para uma audição na manhã desta sexta-feira, 10 de julho, sessão durante a qual poderá ser apreciada a aplicação da medida de prisão preventiva.

Na sua comunicação, Fernando Dias da Costa denunciou o que considera ser uma tentativa de encarcerar Domingos Simões Pereira com base em alegações de envolvimento numa suposta tentativa de golpe de Estado ocorrida em outubro de 2025.

“Falou-se de uma tentativa de golpe em que um dos suspeitos terá afirmado que Domingos lhe telefonou. O que ouvimos de Alexandre é que ele pretendia enganar Domingos para obter dinheiro, mas este acabou por perceber a situação, não acreditou na história e recusou entregar qualquer quantia”, declarou.

O dirigente político questionou igualmente o tribunal e o Comando Militar sobre a alegada existência dos 300 milhões de francos CFA que, segundo as acusações, teriam sido disponibilizados por Domingos Simões Pereira para financiar a tentativa de golpe de Estado.

“Todos ouvimos o suspeito afirmar publicamente que não recebeu qualquer dinheiro de Domingos Simões Pereira, porque este descobriu a alegada fraude e recusou entregar-lhe qualquer montante”, sublinhou.

Fernando Dias da Costa apelou ainda aos juristas responsáveis pela condução do processo para que atuem com rigor, lembrando que o caso continua em fase de investigação.

Dirigindo-se aos militares, aconselhou-os a não permitirem a sua instrumentalização por interesses políticos nem a aceitarem qualquer ação que possa conduzir ao julgamento ou prisão de Domingos Simões Pereira por motivações políticas.

“Esta vontade de prender Domingos está ligada a questões políticas. Por isso, os militares devem afastar os políticos dos quartéis e não permitir a sua instrumentalização”, alertou.

O político defendeu que qualquer disputa política deve ser resolvida através da força do voto popular e não por meio da intervenção militar.

“Se alguém acredita que tem força política, deve enfrentar Domingos através do apoio do povo e não recorrendo aos militares ou às armas para combater adversários políticos”, afirmou.

Por fim, considerou que os militares estão a ser utilizados contra os interesses da população e questionou as razões para a atuação contra o líder do PAIGC.

“Não compreenderam que estão a ser usados e que estão a agir contra o povo. O que é que Domingos vos fez? Hoje, Domingos, enquanto civil, está a ser julgado num tribunal militar, contrariamente ao que a lei prevê”, criticou.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Israel diz estar preparado para retomar ofensiva contra Irão... O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou hoje que as Forças Armadas estão "em alerta e preparadas" para retomar a ofensiva contra o Irão, após os recentes ataques iranianos contra alvos norte-americanos.

© Nick Paleologos / SOOC / AFP via Getty Images      Por  LUSA   09/07/2026 

Durante uma cerimónia de graduação de cadetes, Katz afirmou que Israel está preparado para voltar a demonstrar a sua "superioridade aérea" e lançar novos ataques contra o Irão para eliminar as ameaças existentes.

"Se for necessário regressar, regressaremos com ainda mais força", assegurou o ministro, citado pelo jornal The Times of Israel.

As declarações surgem depois de os Estados Unidos terem lançado várias vagas de ataques aéreos contra o Irão entre terça-feira e hoje, alegando responder a ataques iranianos contra embarcações no estreito de Ormuz.

Em resposta, Teerão lançou mísseis e drones contra interesses norte-americanos em vários países da região.

Os confrontos intensificaram as acusações mútuas de violação do memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão em junho e aumentaram os receios de um colapso do cessar-fogo acordado em abril, do qual Israel também é signatário.

Katz reiterou igualmente que Israel manterá a presença militar no Líbano, apesar dos apelos internacionais para uma retirada e das declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, admitindo essa possibilidade.

"Não pedimos autorização a ninguém para entrar no Líbano e não precisamos da autorização de ninguém para permanecer no Líbano", afirmou Katz, acrescentando que Israel tem o "direito e o dever" de proteger os habitantes da Galileia e os cidadãos israelitas das ameaças do movimento xiita Hezbollah.

Apesar do acordo preliminar de cessar-fogo, Israel continua a realizar operações militares no sul do Líbano.


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O ministro da Defesa israelita, Israel Katz, afirmou hoje que as tropas do seu país vão permanecer no Líbano, após o Presidente norte-americano ter dito na quarta-feira que acreditava na saída dos israelitas do território libanês.

Senegal: Conselho Constitucional anula votação dos deputados sobre revisão da Constituição

Por  Radio TV Bantaba 

O Conselho Constitucional do Senegal anulou o processo de revisão constitucional relativo à Lei n.º 18/2026, aprovada pela Assembleia Nacional, por considerar que o procedimento parlamentar esteve marcado por irregularidades.

A decisão representa uma importante reviravolta na atual crise institucional senegalesa e trava a entrada em vigor do texto aprovado pelos deputados. Constitui também uma vitória jurídica significativa para o poder executivo.

A anulação surge na sequência de um recurso apresentado pela Presidência da República. Na segunda-feira, 6 de julho de 2026, às 11h40, o advogado Cheikh Ahmadou Ndiaye, em representação do chefe de Estado, entregou formalmente no Conselho Constitucional um recurso de inconstitucionalidade, contestando a legalidade dos trabalhos realizados pela Assembleia Nacional.

O executivo alegou ter havido uma «violação do procedimento de revisão constitucional» da Lei n.º 18/2026, aprovada pelo Parlamento a 29 de junho de 2026.

Perante o impasse institucional, o Presidente da República declarou a urgência do processo e pediu ao Conselho Constitucional que analisasse o recurso no prazo máximo de oito dias.

O processo foi registado com o número 6/C/26 pelo chefe da Secretaria do Conselho Constitucional, El Hadji Macky Barro.

Para sustentar as alegadas irregularidades cometidas durante o processo parlamentar, a Presidência apresentou vários documentos e elementos de prova, incluindo correspondência oficial, relatórios sobre alterações ao texto, autos de oficiais de justiça e dispositivos USB contendo as gravações áudio e vídeo integrais dos debates realizados durante a sessão plenária de 29 de junho de 2026.

Ao anular o processo de revisão constitucional, o Conselho Constitucional deu razão às objeções apresentadas pela Presidência da República

TRIBUNAL MILITAR SUPERIOR NOTIFICA DSP PARA COMPARECER

O Tribunal Militar Superior notifica Domingos Simões Pereira líder do PAIGC e da Coligação PAI-TERRA para comparecer na sexta-feira (10.07) nessa instância judicial.

O mandado de notificação com a indicação do processo n° 01/2025 não avança pormenores, mas pelas informações apuradas por Notabana, indicam que, o político estará rolado entre a espada e parede. 

@ Lai Baldé  09.07.2026

SÃO TOMÉ: Governo de São Tomé admite dificuldades para pagar salários... O Governo são-tomense admitiu que tem tido dificuldades financeiras para o pagamento de salários aos funcionários, face ao aumento do preço dos combustíveis, mas assegurou que os salários de junho deverão ser pagos até sexta-feira.

© Lusa    09/07/2026 

O ministro da Economia e Finanças, Gareth Guadalupe, que falava hoje em conferência de imprensa, referiu que as dificuldades financeiras têm sido maiores desde o ajuste salarial efetuado no último trimestre do ano passado, que aumentou as despesas com o salário, sem a efetiva garantia do aumento das receitas.

"A situação torna-se muito mais difícil ainda, quando para além de pagar os salários que já aumentaram para toda a administração pública e que cria muita pressão ao nível da tesouraria, quando nós temos um aumento vertiginoso dos preços dos combustíveis", sublinhou o ministro das Finanças.

Uma situação que segundo o governante se agravou desde o início da Guerra no Médio Oriente, em que o executivo gastava cerca de 6,5 milhões de euros para compra de combustíveis, mas passou a gastar 11 milhões de euros na penúltima compra e cerca de 18 milhões de euros na última compra efetuada em junho.

"O grande problema está em ter dinheiro disponível para fazer esses mesmos pagamentos [...] as pessoas têm que entender que esta crise que vivemos hoje não tem a ver só com o aumento do preço, tem a ver também com a disponibilidade da quantidade", disse o ministro.

Gareth Guadalupe admitiu que o executivo decidiu atrasar o pagamento dos salários para garantir a compra do combustível que é a base para o fornecimento de energia e o funcionamento da economia, sobretudo no setor privado.

"Se nós não temos o combustível para o país funcionar, nós não temos só os assalariados públicos sem salários, como toda a atividade económica privada deixa de existir porque nós não temos combustível", justificou.

No entanto, o ministro são-tomense disse que os salários de junho começaram a ser pagos desde a semana passada, priorizando os setores da saúde e educação e os funcionários da Região Autónoma do Príncipe, prevendo-se concluir o pagamento até sexta-feira.

Apesar das dificuldades de receitas, o ministro assegurou que o Governo vai iniciar o pagamento do subsídio de férias aos funcionários públicos a partir de julho, prevendo que todos os setores sejam pagos faseadamente até novembro.

Segundo Gareth Guadalupe, para aliviar as despesas com os combustíveis e o esforço financeiro do Estado a solução passará pela aposta nas energias renováveis, garantindo pelo menos 10 megawatts até setembro.

GUINÉ-BISSAU BENEFICIA DE PERDÃO DE DIVIDA DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA NO VALOR DE 6.344.060.000 FCFA

Por ang.gw  09/07/2026  

(ANG) – A Guiné-Bissau beneficiou hoje de perdão de uma divida contraída com a República Popular da China, no valor de 6.344.060.000(Seis bilhões e trezentos e quarenta e quatro milhões e sessenta mil Francos cfa) FCFA.

Em declarações à imprensa, após a assinatura do acordo para o efeito, o Primeiro-ministro Ilídio vieira Té agradeceu a República Popular da China pelo gesto, e destacou que o perdão da dívida permitiu o abaixamento do nível da dívida externa perante o PIB de 89 para 74 por cento.

“É bom que a população guineense saiba que, anteriormente, a divida externa do país estava estimado em 89 por cento do PIB, mas com este perdão que o país alcançou da China, graças ao esforço deste Governo, a nossa divida externa reduziu-se agora para 74 por cento do PIB”, disse o PM.

Ilídio Té,disse que  o Governo está a trabalhar  para que até 2027 a divida externa do país possa  reduzir até pelo menos 69 por cento do PIB.

Vieira Té disse que o  país pode pedir emprestado mais dinheiro, mas que o maior problema é ter a capacidade de pagar essas dividas, atempadamente, para continuar a merecer a confiança dos parceiros de desenvolvimento.

“Acho que, se continuarmos nesse caminho, o país pode continuar a respirar, e terá a credibilidade de continuar a solicitar empréstimos com objetividade e impactos na vida da população guineense”, disse  Té.

O Embaixador da República Popular da China acreditado na Guiné-Bissau Yang Renhou disse que a assinatura do acordo de perdão da divida que a Guiné-Bissau contraiu com a China, fez-se  no quadro  de implementação de medidas de cooperação com  a África, proposta pelo Presidente Chinês Xi Jinping, durante a Cimeira de Pequim, em 2024.

Renhou acrescentou que o  acto demonstra a amizade profunda, cultivada entre a China e  Guiné-Bissau.

O diplomata chinês disse acreditar que o acordo vai ajudar  a melhorar algumas dificuldades que  a Guiné-Bissau enfrenta.

“A China e  Guiné-Bissau, construíram histórias de amizade durante longos anos, por isso a China está sempre desposto, a apoiar a pátria de Amílcar Cabral, para alcançar o desenvolvimento”, disse Yang Renhou.

ANG/LLA//SG

PAIGC exige libertação imediata de Domingos Simões Pereira e denuncia “perseguição política e judicial”

@PAIGC 2023

𝗣𝗔𝗜𝗚𝗖 - 𝗖𝗢𝗠𝗜𝗦𝗦𝗔̃𝗢 𝗣𝗘𝗥𝗠𝗔𝗡𝗘𝗡𝗧𝗘  𝗗𝗘𝗟𝗜𝗕𝗘𝗥𝗔𝗖̧𝗔̃𝗢

A Comissão Permanente do PAIGC reuniu-se online no dia 9 de julho de 2026, sob a presidência do camarada Califa Seidi, Vice-Presidente do Partido, a fim de se debruçar exclusivamente sobre os últimos desenvolvimentos relacionados com a perseguição política ao Presidente do Partido e também Presidente da Assembleia Nacional Popular, camarada Domingos Simões Pereira.

Desde o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025 que o Presidente Domingos Simões Pereira se encontra privado da sua liberdade. Encarcerado na II Esquadra durante 64 dias, e depois transferido para sua casa, num regime denominado de  “residência vigiada”, mas que de facto não passa de um sequestro, o Presidente Domingos Simões Pereira tem sido vítima de todo o tipo de arbitrariedades, com implicações profundas na sua vida e na de toda a sua família.

As autoridades de facto passaram os últimos oito meses a tentar fabricar um processo judicial desprovido de qualquer credibilidade para justificar a restrição da liberdade imposta ao Presidente Domingos Simões Pereira. A acusação finalmente encontrada foi a da sua alegada participação numa pretensa tentativa de golpe de Estado, em Outubro de 2025. Não deixa de ser caricato que aqueles que consumaram um golpe de Estado estejam tão determinados a perseguir e a tentar condenar um cidadão por alegada tentativa de golpe de Estado.

Sob a capa de um pretenso processo judicial, assistimos de forma sistemática a violações grosseiras das leis, como por exemplo, o julgamento do Presidente da Assembleia Nacional Popular num Tribunal Militar; a substituição coerciva de juízes do Tribunal Militar Superior que se recusaram a cumprir ordens superiores; a criação, de facto, de um tribunal ad hoc, violando o princípio de juiz natural; o indeferimento pelo Supremo Tribunal de Justiça de um incidente de inconstitucionalidade, invocando a Constituição da República adoptada pelo Conselho Nacional de Transição, que o Comando Militar diz querer levar a referendum para a sua entrada em vigor; pressões fortes sobre os magistrados; afastamento coercivo do Juiz de Instrução Criminal e a sua substituição por um dos principais autores dessa coerção, etc. Hoje, está mais do que claro que toda esta manipulação da justiça visa apenas legitimar à posteriori a privação de liberdade do Presidente Domingos Simões Pereira, mesmo que para o efeito seja necessário violar princípios, leis e regras. 

O objetivo deste regime, que continua a ser dirigido à distância por Umaro Sissoko Embalo, é claro: afastar o Presidente Domingos Simões Pereira da vida política e, eventualmente, eliminá-lo fisicamente. Por um lado, Umaro Sissoko Embalo não perdoa o facto do Presidente do PAIGC, impedido de concorrer às eleições presidenciais de 23 de novembro de 2025, ter tido, com o seu inequívoco apoio, um papel fundamental na vitória logo à primeira volta do candidato Fernando Dias da Costa nessas eleições. Por outro lado, no seu mísero calculismo político, Umaro Sissoko Embalo acredita que o afastamento da vida política de Domingos Simões Pereira, pela via judicial, ou através da sua eliminação física, aumentaria a probabilidade de finalmente vencer as próximas eleições presidenciais, em que ainda sonha poder concorrer.    

Perante todos estes factos, a Comissão Permanente delibera o seguinte:

1. Reiterar a exigência de libertação imediata e incondicional do Presidente do PAIGC e da Assembleia Nacional Popular, Camarada Domingos Simões Pereira, a fim de retomar plenamente a sua vida pessoal, social e política;

2. Repudiar a terrível perseguição política e judicial de que o Presidente Domingos Simões Pereira tem sido alvo e responsabilizar o regime por tudo quanto possa vir a acontecer à sua vida ou à sua integridade física; 

3. Manifestar, em nome dos militantes e simpatizantes do Partido, a nossa solidariedade com o Presidente Domingos Simões Pereira e a sua família nestes momentos difíceis da sua vida; 

4. Renovar a confiança política no camarada Domingos Simões Pereira, enquanto Presidente do PAIGC, para continuar a dirigir o Partido, como tem sabiamente feito até aqui;

5. Apelar a todas as organizações internacionais e regionais, particularmente a União Africana e a CEDEAO, a continuarem a acompanhar a situação política do país, fazendo respeitar as decisões tomadas na Cimeira de Abuja;

6. Convidar, mais uma vez, o Comando Militar a um diálogo sério e construtivo com as forças políticas representativas da sociedade guineense, tendo em vista encontrar soluções para a saída da crise política e o retorno à normalidade constitucional;

7. Apelar à população a manter-se mobilizada na luta pela defesa da democracia e pelo respeito dos direitos humanos e dos princípios basilares do Estado de Direito Democrático.  

Bissau, 9 de julho de 2026.

A Comissão Permanente

MOÇAMBIQUE: Líder da oposição moçambicana admite realização de três eleições num dia... O presidente do partido Podemos, Albino Forquilha, líder da oposição moçambicana, disse hoje não ver problema na realização de três eleições num único dia, possibilidade em estudo pela comissão eleitoral, argumentando que os motivos financeiros apontados são plausíveis.

© Lusa   09/07/2026 

"Não via isso como um grande problema", disse o líder do partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos), em Maputo, à margem do encerramento do Projeto PROPAZ, iniciativa de promoção da paz e reconciliação nacional, implementado por um consórcio constituído pelo CISP --Sviluppo dei Popoli, Instituto para Democracia Multipartidária (IMD), LeMuSiCa -- Levante-se Mulher e Siga o seu Caminho e Associação IVERCA.

"Se os fatores económicos ou a força económica que nós temos não é suficiente ou tem sido muito deficitária para suportar essas eleições, mas também o momento em que temos que colocar o povo a pensar na governação, não sempre nas eleições, mas na governação, está [sendo] prejudicado neste momento por termos eleições muito seguidas, não vejo problema que sejam feitas no mesmo dia", acrescentou o político.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) moçambicana aprovou um orçamento de 72,6 milhões de meticais (um milhão de euros) para 2026, para iniciar a preparação do próximo ciclo eleitoral, admitindo estudar a realização de três eleições num único dia.

"Eu não ia ver problema nisso, salvo se alguém me fundamentar os benefícios e prejuízos de realizar ou não realizar como se está a propor", comentou ainda o político, indicando no modelo atual o país leva muito tempo a refletir sobre o processo eleitoral, atrasando a concentração em outros setores que garantem o desenvolvimento nacional.

"Se colocarmos isto, os custos financeiros de duas eleições [autárquicas e gerais], eu penso que é razoável, a não ser que me apresente razões, mesmo que fundamentem, de não organizarmos isso no mesmo dia. Porque, se eu tiver feito a minha campanha para as três eleições, para as quatro, mesmo que sejam quatro, eu preciso apenas de confiar e colocar o meu voto", concluiu o político.

Já o líder do Movimento Democrático de Moçambique (MDM, quarta força parlamentar), Lutero Simango, disse que não cabe à CNE a responsabilidade de avançar com propostas para alterar a lei eleitoral, mas fazer cumprir com o calendário, que atualmente prevê eleições autárquicas em 2028 e gerais (presidenciais, legislativas e provinciais) em 2029.

"Essa proposta francamente ainda não recebi, em nenhum momento estive numa sessão a debater esta proposta, mas a verdade é que temos um calendário eleitoral e esse calendário deve ser cumprido, não vai ser alterado, porque parto do princípio que o legislador quando quer fazer revisão de uma lei, nunca o faz para o seu próprio benefício, mas para aplicação de outros", reagiu Simango.

O político rejeitou os motivos financeiros alegados, recordando que os processos democráticos exigem dinheiro.

"Para este mandato nós vamos cumprir com o calendário eleitoral e sempre será assim. Não se pode, de alguma forma, juntar eleições locais com eleições gerais. É uma prática mundial e acontece em muitos países e Moçambique não vai alterar ordem e procedimentos já existentes. Não vai haver nenhuma alteração do calendário eleitoral", disse Simango.

Governo iraniano acusa países da NATO de parcialidade na ofensiva... O Governo iraniano disse hoje que os países da NATO "não foram imparciais" durante a ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

© Getty Images      Por  LUSA   09/07/2026 

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão, Esmaeil Baghei, afirmou que as "repetidas admissões" do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, sobre a "cumplicidade deliberada da Europa na guerra de agressão dos EUA e Israel contra o Irão apenas confirmam, mais uma vez, que não foram imparciais nesta agressão brutal e ilegal".

"Aqueles que cederam os seus territórios, bases militares e infraestruturas para viabilizar a agressão não podem fugir à responsabilidade pela sua contribuição para uma agressão não provocada e às suas graves consequências", afirmou Baghei numa mensagem publicada nas redes sociais.

O porta-voz iraniano afirmou que a "constante autossatisfação" de Rutte em relação à "participação numa guerra ilegal" não "reflete força", mas antes "revela a mentalidade servil de um cortesão bajulador que acredita que a adulação pode apagar o desprezo de um rei".

"Aos olhos de Washington, uma organização ineficaz não se pode tornar eficaz através da lisonja, nem um tal elogio manipulador poderá alguma vez restaurar o respeito próprio e a integridade pessoal do bajulador", concluiu, numa declaração contra Rutte após os seus últimos comentários sobre a ofensiva.

O secretário-geral da NATO defendeu os últimos bombardeamentos dos EUA no Irão na quarta-feira, descrevendo-os como "absolutamente necessários".

"Acredito que aquilo que se passou ontem à noite [terça-feira] foi absolutamente necessário", disse numa aparição conjunta com o Presidente norte-americano, Donald Trump, durante a cimeira da NATO em Ancara, na Turquia.

Os Estados Unidos lançaram várias vagas de ataques aéreos contra o Irão entre terça-feira e hoje, alegando que estão a agir em resposta aos ataques iranianos contra navios no estreito de Ormuz.

Teerão exige que a passagem pelo estreito seja coordenada com as forças norte-americanas até que seja alcançado um acordo de paz definitivo para pôr fim ao conflito no Médio Oriente, desencadeado pela ofensiva conjunta dos EUA e Israel.

Em resposta a estes ataques, o Irão lançou mísseis e drones contra interesses norte-americanos em vários países da região, quando surgem acusações mútuas de violações do memorando de entendimento e alertas sobre um possível colapso do cessar-fogo acordado em 08 de abril, do qual Israel é também signatário.


Leia Também: Irão revela imagens do complexo de Ali Khamenei em ruínas após ataques

A televisão estatal iraniana partilhou imagens do que diz ser o complexo de Ali Khamenei após os ataques dos Estados Unidos e Israel: "Divulgação de imagens inéditas da Husseiniyah [espaço de culto e reunião dos muçulmanos xiitas] do Imã Khamenei, na residência do líder, após os cobardes ataques americanos", descreveu.

Cheias provocadas por Maysak na China libertam 900 serpentes, incluindo cobras venenosas

Por  dnoticias.pt  09 jul 2026 

As autoridades da região chinesa de Guangxi reforçaram as reservas de antiveneno depois de as inundações causadas pelo tufão Maysak terem permitido a fuga de cerca de 900 serpentes, incluindo cobras venenosas, de uma exploração de répteis.

A cidade de Nanning, capital provincial, anunciou nas suas contas oficiais nas redes sociais o aumento das reservas de antiveneno destinadas ao Hospital Popular de Hengzhou e o envio para aquela unidade de profissionais de saúde especializados no tratamento deste tipo de mordeduras e dos casos mais graves.

As autoridades intensificaram igualmente as patrulhas na zona inundada de Yunbiao, onde se localiza a exploração afetada, e instalaram postos médicos de emergência, além de criarem um canal prioritário para atender vítimas de mordeduras, reduzindo o tempo de espera, uma vez que a rapidez no tratamento pode ser decisiva para salvar vidas.

Várias pessoas relataram até ao momento terem sido mordidas por serpentes e, segundo o jornal Beijing News, uma mulher residente em Yunbiao morreu na segunda-feira devido a uma mordedura.

As autoridades de saúde recorreram ainda a altifalantes, a grupos na aplicação de mensagens WeChat e a ações porta a porta para aconselhar os residentes a limitarem ao máximo as deslocações noturnas e a evitarem zonas com vegetação densa, valas, bermas e áreas inundadas, onde é mais provável encontrarem répteis.

O tufão Maysak, o décimo da temporada e o primeiro a atingir a China este ano, provocou pelo menos 39 mortos e nove desaparecidos em Guangxi, onde as chuvas torrenciais causaram inundações e a rutura de vários reservatórios na cidade de Nanning.

A fuga das serpentes ocorreu precisamente devido à rutura da barragem de Liulan, em Hengzhou, que sofreu duas brechas principais, com uma extensão total de cerca de 50 metros, permitindo a libertação de um grande volume de água para as zonas situadas a jusante.