terça-feira, 31 de março de 2026

Diretor-Geral de Viação avalia paragem central de Bissau, denuncia más condições e critica custos elevados no transporte de encomendas para o interior do país

 

CRISE DE COMBUSTÍVEL NA GUINÉ BISSAU: CONDUTORES PEDEM SOCORRO ÀS AUTORIDADES

Por RSM 31-03-2026

Os condutores lamentam a falta de combustível no país e pedem às autoridades uma medida urgente para solucionar a crise. 

As lamentações dos motoristas foram registradas esta terça-feira em Bissau, durante uma ronda efetuada pela Rádio Sol Mansi nas diferentes bombas de combustível da capital Bissau, para se inteirar da crise de combustível que está a causar enormes dificuldades em termos de acesso a transportes no país.

Segundo os condutores ouvidos pela nossa reportagem, nos últimos dias esta situação está a afetar negativamente os seus trabalhos e as suas economias, enquanto líderes familiares. E, no entanto, o povo também é quem paga mais a fatura em situações como esta, por isso lançam um grito de socorro, porque já estão cansados.

"Apelamos às autoridades competentes que assumam as suas responsabilidades de abastecer as bombas de combustível o mais rápido possível, para minimizar o sofrimento da população", exortam.

Perante este cenário, a nossa reportagem tentam ouvir os cidadãos que estavam à procura de transportes, mas que preferem não gravar a entrevista. Em privado, lamentaram a situação da crise de combustível na Guiné-Bissau e pedem para que o governo use a sua influência para ultrapassar a situação.

Nas bombas de combustível, pode-se ver filas longas de viaturas à procura de gasóleo. Alguns condutores relatam que ficam nas filas antes das 5 da manhã e só conseguem abastecer no período da tarde.

Ainda sobre esta situação, a Rádio Sol Mansi falou com o Secretário-Geral da ACOBES, Bambo Sanhá, que diz que atualmente a Guiné-Bissau está a viver uma crise de rotura parcial de combustível, devido à venda de combustível pela única empresa “Petromar”.

Por isso, Bambo exorta o governo a criar condições para que haja combustível no mercado nacional, como forma de estancar a atual crise no país.

BISSAU 🇬🇼 | Governo encerra rádios privadas por falta de regularização

Por Radio Voz Do Povo

O Governo ordenou o encerramento imediato das atividades de várias rádios privadas em Bissau, por irregularidades no seu funcionamento.

De acordo com o Ministério da Comunicação Social, as infrações identificadas incluem a falta de pagamento de alvará de funcionamento e o incumprimento das notificações para regularização dentro dos prazos estabelecidos.

A decisão implica a cessação imediata das transmissões, bem como a lacração dos equipamentos emissores e, quando necessário, a apreensão cautelar dos mesmos.

Num comunicado oficial, as autoridades indicam que “o presente mandato terá a vigência de sete dias a partir da sua publicação, podendo ser prorrogado conforme a necessidade operacional”.

Presidente da República de Transição, General do Exército Horta Nta, preside, esta terça-feira, à reunião ordinária do Conselho de Ministros... COMUNICADO FINAL DA SESSÃO ORDINÁRIA DO CONSELHO DE MINISTROS

Professores contratados ameaçam paralisar aulas e responsabilizam Primeiro-Ministro pela crise no setor educativo.

Radio TV Bantaba 

A Coordenação Nacional dos Professores Contratados da Guiné-Bissau voltou a endurecer o tom contra o Governo, ameaçando com uma paralisação total das atividades letivas caso não sejam resolvidos, com urgência, os problemas relacionados com salários em atraso e a colocação de docentes no sistema educativo.

Falando em conferência de imprensa realizada em Bissau, o porta-voz da organização, Horcini Nanque, responsabilizou diretamente o Primeiro-Ministro, Ilídio Vieira Té — que acumula também a função de Ministro das Finanças no Governo de Transição — por qualquer eventual interrupção das aulas em todo o território nacional.

Segundo Nanque, os professores contratados não estarão disponíveis para regressar às salas de aula após as férias da Páscoa enquanto persistirem as irregularidades no pagamento salarial. De acordo com os dados apresentados, a condição para o regresso às aulas e o pagamento de tres meses de salário ao o primeiro grupo de docentes e  quatro meses de salários ao  segundo grupo.

O porta-voz denunciou que a situação está a afetar gravemente a dignidade dos professores e a comprometer o normal funcionamento das escolas públicas, colocando em risco o direito à educação de milhares de alunos em todo o país.

Como forma de pressão, a Coordenação Nacional dos Professores Contratados anunciou a realização, nos próximos dias, de uma vigília nacional, que deverá mobilizar docentes de diferentes regiões, numa demonstração de descontentamento face à alegada falta de resposta do Executivo.

Na mesma ocasião, Horcini Nanque revelou que a organização pretende avançar com uma queixa formal contra o Estado da Guiné-Bissau, acusando-o de incumprimento das suas obrigações para com os profissionais da educação. Além disso, será enviada uma comunicação a várias organizações internacionais parceiras do setor educativo, denunciando a situação e solicitando atenção urgente para a crise instalada.

O responsável chamou ainda a atenção para a escassez de professores em áreas consideradas críticas, como Matemática, Física e Biologia, alertando que a falta destes profissionais está a agravar a já frágil qualidade do ensino no país.

Perante este cenário, cresce a incerteza quanto ao normal decurso do calendário escolar, enquanto alunos, pais e encarregados de educação aguardam por uma solução que evite mais uma interrupção no sistema educativo guineense.

Jovem encontrado morto com sinais de violência em Ndam Lero

Por  Rádio Sol Mansi  31-03-2026

Um jovem de aproximadamente 40 anos foi encontrado morto numa das bolanhas de Ndam Lero, setor de Nhacra, em circunstâncias ainda por esclarecer. Segundo as autoridades, foram retiradas duas balas de AK no corpo da vítima.

Segundo informações recolhidas pela Rádio Sol Mansi no local, a vítima trajava uma camisa interior branca e uma calça de ganga no momento em que o corpo foi descoberto pela população.

As autoridades policiais confirmaram que o corpo apresentava sinais de violência, nomeadamente ferimentos provocados por arma branca na região da garganta e também nos pés, concretamente no calcanhar.

Neste momento, equipas das autoridades de saúde e da Polícia Judiciária encontram-se no local a realizar os procedimentos necessários. 

Desconfia-se que a vítima tenha sido submetida a práticas de violência física e, após a morte, tenha sido arrastada a metros do local onde foi encontrada. Constatou-se ainda que a vítima tinha o cabelo arrancado e estava suja de areia.

As investigações prosseguem para apurar as causas do crime e identificar os responsáveis.

Países sem petróleo? "Comprem aos EUA ou vão ao estreito buscá-lo"... O presidente dos Estados Unidos da América (EUA), Donald Trump, avisou hoje os países sem produção de petróleo que têm de arranjar o seu próprio combustível, reiterando críticas a aliados por causa da situação no estreito de Ormuz.

© Fox News    Lusa com Notícias ao Minuto   31/03/2026 

"A todos os países que não conseguem combustível por causa do Estreito de Ormuz, como o Reino Unido, que se recusou a participar na decapitação do Irão, tenho uma sugestão: n.º 1, comprem aos EUA, nós temos bastante, e, n.º2, arranjem coragem tardia, vão ao estreito BUSCÁ-LO", escreveu o líder norte-americano numa rede social.

O republicano escreveu, ainda, que estes países "têm de começar a aprender a defender-se" porque os Estados Unidos "não vão mais estar lá para ajudar, como não estiveram para nós". "Arranjem o vosso próprio petróleo", terminou.

Entretanto, os bombardeamentos conjuntos de EUA e Israel continuaram hoje sobre o Irão, com uma das principais instalações de energia nuclear a ser atingida, enquanto as forças da República Islâmica atacaram um petroleiro kuwaitiano.

Cerca de uma mês desde o início da ofensiva militar contra o Irão, o conflito já provocou mais de três mil mortos, principalmente no Irão, e causou grandes perturbações no fornecimento mundial de petróleo e gás natural.

Hoje, o preço médio da gasolina nos EUA ultrapassou os quatro dólares por galão (3,8 litros), seguindo a tendência global de aumentos.

Trump, que tem oscilado entre insistir que há progressos nas negociações diplomáticas com o Teerão e ameaçar a escalada da guerra, partilhou imagens do ataque à central nuclear de Isfahan.

Aquelas instalações é um dos três locais de enriquecimento nuclear atacados pelos EUA e Israel na guerra de 12 dias, em junho do ano passado, e os peritos acreditam que grande parte do urânio enriquecido está lá armazenado.

O 'estrangulamento' iraniano da passagem marítima no estreito de Ormuz - via por onde passava um quinto do petróleo mundial entre o golfo Pérsico e o golfo de Omã -, fez disparar os preços globais do petróleo, assim como os ataques de Teerão à infraestrutura energética regional vizinha, abalando mercados de ações em todo o Mundo, assim como outros produtos.

Os preços índice de petróleo Brent, o padrão internacional, alcançaram cerca de 106 dólares/barril (92 euros), um aumento de mais de 45% desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

Trump alertou esta semana que, se um cessar-fogo não for alcançado "em breve" e se o estreito não for reaberto, os EUA vão ampliara ação militar, inclusive atacando o centro de exportação de petróleo da ilha de Kharg e, possivelmente, fábricas de dessalinização de água.

No Irão, as autoridades afirmam que já morreram mais de 1.900 foram mortas, face a 19 relatadas em Israel, enquanto outras duas dezenas de pessoas morreram nos estados do golfo Pérsico e na Cisjordânia ocupada.

No Líbano, as autoridades disseram que mais de 1.200 pessoas foram mortas e mais de um milhão foram obrigadas a deslocar-se, tendo morrido 10 soldados israelitas naquele país vizinho e 13 militares norte-americanos nos diversos confrontos da região.


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O presidente do Conselho Europeu pediu hoje ao Presidente do Irão um "espaço para a diplomacia" na guerra iniciada por Israel e Estados Unidos, que a União Europeia pode mediar, bem como o desbloqueio do Estreito de Ormuz.

Mais de 200 mil pessoas fugiram do Líbano para Síria. ONU pede ajuda... A ONU pediu hoje à comunidade internacional ajuda para financiar a operação de ajuda aos refugiados na Síria, país que, este mês, recebeu mais de 200 mil pessoas em fuga dos bombardeamentos de Israel ao Líbano.

© Kasim Yusuf/Anadolu via Getty Images  Por  LUSA   31/03/2026 

Estes refugiados, que "chegam exaustos, traumatizados e com poucos pertences" precisam de "apoio urgente", disse o representante interino do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) na Síria, Aseer T.E. al-Madaien, em conferência de imprensa hoje realizada em Genebra, na Suíça. 

Para conseguir a ajuda necessária, o ACNUR precisa de cerca de 282 milhões de euros em 2026, sendo que está a menos de 30% do financiamento necessário, adiantou o representante da agência da ONU, apelando a um "apoio urgente".

De acordo com Aseer T.E. al-Madaien, as autoridades sírias contabilizaram, entre 02 e 27 de março, a entrada de 180 mil sírios e 28 mil libaneses nos três pontos oficiais de passagem entre os países.

"A grande maioria é síria, incluindo refugiados que fugiram da Síria no passado em busca de segurança no Líbano e que agora são forçados a fugir novamente, mas também há sírios que há muito consideravam regressar a casa", afirmou o responsável do ACNUR, acrescentando que há uma grande quantidade de libaneses em fuga também.

Segundo referiu, "as necessidades imediatas das pessoas que chegam à Síria vindas do Líbano incluem alimentação, abrigo, assistência médica, meios de subsistência e apoio com a documentação civil".

Face às necessidades, o ACNUR aumentou, em colaboração com as autoridades sírias, a sua presença nas fronteiras "para garantir serviços de proteção e assistência em tempo útil".

"As nossas equipas estão no terreno, a trabalhar com outros parceiros da ONU e organizações não-governamentais (ONG), bem como com voluntários, e aproveitando a nossa rede de centros comunitários ativos, para interagir com as famílias que chegam e responder às necessidades urgentes em áreas que recebem um grande número de retornados -- incluindo Alepo, ArRaqqa, Damasco Rural, Idlib, DeirezZor, Dar'a e Homs", explicou.

O representante da agência de refugiados garantiu que o ACNUR já conseguiu ajudar centenas de famílias, prestando assistência jurídica para tratar de documentos civis, como certidões de nascimento ou de casamento.

Além disso, distribuiu água a 30.000 pessoas em trânsito, entregou bens essenciais como cobertores, lonas de plástico e mantimentos para crianças, tendo também organizado o transporte para mais de 3.500 pessoas chegarem aos seus destinos finais.

"Estamos também a trabalhar com parceiros para realizar melhorias nas infraestruturas, como a instalação de postes de iluminação solar, para melhorar a segurança nos pontos de atravessamento", disse Aseer T.E. al-Madaien, reiterando a necessidade de financiamento.

"Muitas famílias que regressam descrevem um misto de dificuldades e incertezas. Como me disse há dias um pai sírio que fugiu do Líbano após intensos bombardeamentos, regressaram à Síria -- o seu país de origem -- depois de terem passado por tanto sofrimento. Agora, só esperam que a situação aqui melhore", descreveu.

É preciso "permanecer ao lado deles para ajudar a sustentar o seu regresso e reintegração, como temos feito para apoiar os mais de 3 milhões de sírios -- refugiados e deslocados internos -- que regressaram voluntariamente a casa desde dezembro de 2024", concluiu.


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O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se hoje de emergência, após a morte de três 'capacetes azuis' no sul do Líbano, uma zona de confrontos entre Israel e o movimento pró-Irão Hezbollah.


Pneumologista alerta: O ritual de limpeza que é pior do que fumar... Um pneumologista alerta para um ritual comum de limpeza com incenso que pode estar a ser mais prejudicial para a sua saúde do que fumar. Tome nota dos riscos associados a esta prática e saiba como minimizar os danos.

© Shutterstock   noticiasaominuto.com   31/03/2026 

Se deixou de fumar para zelar pela saúde dos seus pulmões, agora tem de complementar esse hábito com outros cuidados. A forma como aromatiza o ambiente de casa, pode estar a "prejudicar gravemente a saúde dos seus pulmões".

O alerta foi dado por pneumologistas ao Healthline. Seja um hábito de limpezas energéticas e espirituais ou, somente, como ambientador, o uso de incenso pode estar a trazer mais desvantagens do que benefícios.

De que forma o incenso pode prejudicar a saúde

Em algumas culturas é comum queimar incenso, tanto "para fins higiénicos como espirituais". No entanto, pesquisas citadas pela mesma fonte revelam que esta prática pode acarretar algumas desvantagens para a saúde, chegando a ser tão ou mais prejudicial do que o fumo do tabaco.

Cancro

Para lá dos ingredientes naturais, o que levanta riscos sérios podem ser os componentes artificiais "que criam pequenas partículas inaláveis".

Uma investigação de 2021 confirma que parte desse material é cancerígeno, sendo que a maioria dos cancros desenvolvidos afetavam, sobretudo as funções respiratórias, devido aos "componentes tóxicos e irritantes que estão presentes no fumo com os seus compostos aromáticos, o que também pode causar outros efeitos à saúde".

Esses compostos, geralmente, podem incluir hidrocarbonetos poliaromáticos, benzeno e carbonílios.

Outros problemas de saúde relacionados com o contacto direto com incenso

Asma

Partículas presentes no fumo do incenso "contêm carcinógenos e irritantes, que podem levar ao desenvolvimento ou agravamento de doenças respiratórias como é o caso da asma e outras inflamações no corpo humano". 

Componentes alarmantes que são libertados ao queimar incenso

Segundo o HealingSounds a origem do problema não são os aromas, mas sim algumas das substâncias:

Material particulado: "Partículas microscópicas e inaláveis que podem viajar profundamente no trato respiratório e pode causar diversos problemas de saúde, especialmente nos pulmões e no coração".

Compostos orgânicos voláteis: "O incenso pode liberar COVs como benzeno, formaldeído e tolueno. São substâncias químicas à base de carbono que podem causar irritação de curto prazo (como dores de cabeça e tontura) e estão associadas a riscos de saúde a longo prazo devido à exposição prolongada e de alto nível".

Outros gases: Como monóxido de carbono (CO) e dióxido de enxofre (SO2) "também podem ser produzidos, especialmente em áreas com fraca ventilação".

Como minimizar os danos do incenso para a saúde

  • Não precisa de acabar com esta prática, mas segundo estes especialistas, é importante criar algumas regras:
  • Não usar incenso diariamente, opte por fazer um detox destes aromas;
  • Não precisa de queimar um bastão inteiro, deixe o aroma espalhar-se durante alguns minutos e depois volte a apagar;
  • Queimar incenso somente em espaços arejados para não comprometer a saúde;
  •  Priorize incensos de maior qualidade e com o máximo de ingredientes naturais;
  • Ouça o seu corpo: "Se sentir dores de cabeça, tosse ou irritação nos olhos, é um sinal claro para parar, ventilar o ambiente e reconsiderar a escolha ou frequência do incenso".

Itália recusou uso de base aérea na Sicília pelos EUA... A Itália recusou que as forças armadas dos Estados Unidos da América (EUA) utilizassem a base aérea de Sigonella, na ilha da Sicília, há uns dias, em manobras de guerra contra o Irão.

© Lusa  31/03/2026 

Fontes citadas pela agência noticiosa italiana ANSA confirmaram a notícia veiculada pelo jornal Il Corriere della Sera.

O ministro da Defesa Italiano, Guido Crosetto, recusou o pedido dos EUA após serem conhecidos os planos de voo de diversas aeronaves norte-americanas cujo destino final era o Médio Oriente.

As mesmas fontes adiantaram que não houve quaisquer consultas ou pedidos de autorização semelhantes anteriormente junto das forças armadas de Itália.

O itinerário terá sido comunicado com os aviões já em trânsito, mas as autoridades italianas verificaram que não se tratava de voos normais ou de apoio logístico, ficando portanto de fora do previsto pelos tratados entre EUA e Itália para o uso de bases aéreas naquele país europeu.

A guerra no Médio Oriente teve início em 28 de fevereiro, quando EUA e Israel realizaram ataques coordenados contra o território iraniano.

Em resposta, o Irão tem lançado mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos nos países vizinhos, além de manter o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa um quinto do fornecimento mundial de petróleo.

A ofensiva israelo-americana foi justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, o qual Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.

Nas retaliações, o Irão lançou também ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.


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Um responsável de segurança do gabinete do governador de Isfahan confirmou hoje que ataques atingiram "instalações militares" nesta província do centro do Irão, onde se situa uma instalação nuclear.

Estados Unidos atacam cidade iraniana onde se situa instalação nuclear... Um ataque dos Estados Unidos (EUA) atingiu Isfahan durante a madrugada, lançando uma enorme bola de fogo para o céu, numa cidade do centro do Irão onde se situa uma instalação nuclear.

© REUTERS    Por LUSA  31/03/2026 

Embora o exército dos EUA não tenha até ao momento feito qualquer comentário sobre o bombardeamento, o Presidente norte-americano, Donald Trump partilhou nas redes sociais um vídeo do ataque a Isfahan, com explosões a iluminar o céu noturno.

Isfahan alberga uma das três instalações atacadas pelos EUA em junho e os militares norte-americanos acreditam que parte do urânio altamente enriquecido do Irão está armazenado ou enterrado na cidade.

Os satélites de rastreio de incêndios da agência aeroespecial norte-americana NASA sugerem que as explosões ocorreram perto do Monte Soffeh, uma área que Washington acredita ter posições militares. O Irão ainda não confirmou o ataque.

Uma imagem de satélite obtida pouco antes do impasse de 12 dias em junho entre o Irão e Israel sugere que Teerão transferiu um camião carregado de urânio altamente enriquecido para uma instalação nuclear em Isfahan.

A imagem de um satélite Pléiades Neo da Airbus Defence and Space mostra um camião carregado com 18 contentores azuis a entrar num túnel no Centro de Tecnologia Nuclear de Isfahan cerca de duas semanas antes de os EUA bombardearem o local.

Analistas acreditam que o camião transportava a maior parte ou todas as reservas iranianas de urânio enriquecido com uma pureza de até 60%. Este é um pequeno passo técnico para atingir o nível de 90%, necessário para armas nucleares.

Desde o início dos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos militares e estratégicos em diversos países aliados de Washington no Médio Oriente.

Na terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, insistiu na terça-feira que Teerão está a atacar apenas as forças norte-americanas na região.

"As nossas operações visam agressores inimigos que não têm qualquer respeito pelos árabes ou iranianos, nem podem proporcionar qualquer segurança", escreveu ochefe da diplomacia de Irão.

"Já passou da hora de expulsar as forças americanas", acrescentou Araghchi, na rede social X.

Um petroleiro do Kuwait foi hoje atingido por um projétil lançado do Irão, quando estava atracado no porto do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a Kuwait Petroleum Corporation.

Também nas últimas horas, quatro pessoas ficaram feridas no Dubai devido à queda de destroços provocados pelas defesas aéreas, informaram as autoridades.

As sirenes de alerta aéreo soaram no Bahrein.

Na Arábia Saudita, o Ministério da Defesa disse ter intercetado três mísseis balísticos lançados em direção a Riade, e acrescentou que destroços de um drone intercetado a sudeste da capital causaram pequenos danos em seis casas.

Também se ouviram sirenes em Jerusalém e fortes explosões foram ouvidas pouco depois de os militares israelitas terem alertado para uma iminente barragem de mísseis do Irão.


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Kim Jong-un assistiu a vários exercícios militares das suas tropas, nos quais soldados demonstraram algumas habilidades, como quebrar tijolos e resistir a marteladas no abdómen. A sessão incluiu ainda uma demonstração por parte das tropas femininas.

Os Estados Unidos vão “devolver o homem à Lua num momento de grande competição geopolítica”... Que nova era espacial estão a criar os Estados Unidos? E a China? Oiça o mais recente episódio do podcast “O Mundo A Seus Pés” com Manuel Poêjo Torres, consultor da NATO e especialista em Estratégia Militar

Por  SIC Notícias

Clique aqui para ouvir enquanto navega na SIC Notícias

Estamos perante uma nova era de exploração e competição espacial, e os dois grandes protagonistas são os Estados Unidos e a China — desde a nova corrida à Lua, à defesa do Universo enquanto terra de ninguém e à construção de uma central nuclear lá em cima.

A Artemis II da NASA está prestes a começar. A agência espacial norte-americana deu várias janelas temporais, em abril, para lançar esta segunda missão lunar, apesar de ainda não haver uma data concreta. Será a primeira missão humana à Lua em mais de 50 anos. O objetivo da Artemis II é testar todos os sistemas do foguetão e da nave, desde o suporte de vida às telecomunicações, com quatro astronautas a bordo.

Os EUA estão a liderar esta nova corrida à Lua, mas a China está a querer os calcanhares. Ambos os países têm missões semelhantes ao único satélite da Terra, incluindo construir uma base no pólo sul lunar. “O Espaço tornou‑se uma verdadeira extensão da competição e dos interesses geopolíticos em Terra”, afirma Manuel Poêjo Torres, investigador e consultor da NATO, e especialista em Estratégia Militar e em Guerra Híbrida Multidimensional, onde se inclui o Espaço.

A disputa territorial pela Lua e pelo Espaço vai tornar-se, cada vez mais, uma realidade e daí surge uma questão pertinente: como é que se defende uma terra de ninguém (terra nullius), onde não há regras, legislação ou regulamentação, claras?

Os Estados Unidos vão “devolver o homem à Lua num momento de grande competição geopolítica”

MATILDE FIESCHI

Este episódio foi conduzido pela jornalista Mara Tribuna, contou com a edição técnica de Tomás Delfim e João Luís Amorim, e a fotografia de Matilde Fieschi. O Mundo a Seus Pés é o podcast semanal da editoria Internacional do Expresso. A condução do debate é rotativa entre os jornalistas Ana França, Hélder Gomes, Mara Tribuna, Pedro Cordeiro e Catarina Maldonado Vasconcelos. Subscreva e ouça mais episódios.

Israel diz que mais quatro soldados morreram no sul do Líbano... As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) informaram hoje que mais quatro soldados morreram na frente de combate com o movimento pró-Irão Hezbollah, no sul do Líbano.

© Lusa  31/03/2026 

O exército israelita divulgou na plataforma de mensagens Telegram os nomes de três das vítimas, sendo que os familiares já foram notificados: o capitão Noam Madmoni e os sargentos Ben Cohen e Maxsim Entis.

A família do quarto militar não autorizou a divulgação do seu nome, referiram as IDF, sem fornecer detalhes sobre as circunstâncias das mortes.

Um soldado ficou gravemente ferido e um reservista sofreu ferimentos moderados no incidente. Os feridos foram levados para um hospital para receberem tratamento médico, acrescentou o exército.

O anúncio eleva para nove o número de soldados israelitas mortos no sul do Líbano desde 02 de março, quando o Hezbollah atacou Israel, em retaliação pela morte do líder supremo do Irão, Ali Khamenei, no primeiro dos bombardeamentos israelo-americanos em Teerão em 28 de fevereiro.

Desde então, os ataques israelitas no Líbano já mataram mais de 1.200 pessoas e feriram mais de 3.600, de acordo com os dados mais recentes do Ministério da Saúde libanês.

Na segunda-feira, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) informou que está a investigar a morte de três militares indonésios, no espaço de 24 horas, em dois incidentes separados no sul do território libanês.

O Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se hoje de emergência para discutir o assunto. A França, tradicional aliado do Líbano, solicitou a reunião, que terá início às 10:00 (14:00 em Lisboa).

A FINUL, que conta com cerca de 8.200 soldados provenientes de 47 países, anunciou que dois soldados morreram na segunda-feira devido ao impacto de um projétil no veículo em que se deslocavam, perto de Bahi Hayan, no distrito de Marjayún, no sul do Líbano.

O veículo integrava uma coluna sob comando de militares espanhóis.

Num comunicado enviado às redações, a missão da ONU no Líbano reporta uma "explosão de origem desconhecida" que destruiu o veículo em que seguiam os seus efetivos, tendo um outro militar ficado gravemente ferido e um quarto com ferimentos ligeiros.

No domingo, morreu outro 'capacete azul', também de nacionalidade indonésia, num outro ataque de origem desconhecida.

O exército de Israel declarou hoje que estava a investigar os incidentes e instou o público a não assumir que era responsável.

"Estes incidentes estão a ser minuciosamente examinados para esclarecer as circunstâncias e determinar se resultaram de atividades do Hezbollah ou do exército israelita", disse o exército na plataforma de mensagens Telegram.

O Hezbollah, por sua vez, reivindicou a responsabilidade pelos ataques contra posições israelitas no sul do Líbano e afirmou ter lançado mísseis contra uma base do serviço de informações nos arredores de Telavive.


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Países asiáticos procuram crude russo com guerra no Irão a pressionar oferta... Os países asiáticos estão a competir cada vez mais pelo petróleo bruto russo, à medida que se agrava a crise energética provocada pela guerra dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão.

© Lusa   31/03/2026 

Grande parte do petróleo que passava pelo estreito de Ormuz, agora praticamente bloqueado, destinava-se à Ásia, a região mais atingida pelos choques energéticos. A entrada no conflito dos rebeldes Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, veio aumentar os riscos para o transporte marítimo.

Para aliviar a pressão sobre o abastecimento global, os EUA levantaram temporariamente as sanções sobre carregamentos de petróleo russo já em trânsito, primeiro para a Índia e depois para outros países.

A procura asiática está a subir e a Rússia continua a lucrar, mas há limites: Moscovo já exporta perto do seu máximo recente e enfrenta dificuldades devido à guerra na Ucrânia e aos ataques contra as suas infraestruturas energéticas.

Antes do conflito com o Irão, China, Índia e Turquia eram os principais compradores de petróleo russo, aproveitando descontos, apesar das sanções ocidentais.

Com o alívio das sanções, países do Sudeste Asiático, como Filipinas, Indonésia, Tailândia e Vietname, começaram a mostrar interesse. As Filipinas importaram petróleo russo pela primeira vez em cinco anos, pouco depois de declararem emergência energética.

No entanto, estes países terão de competir com China e Índia por volumes limitados ainda em trânsito.

As alternativas, como petróleo dos EUA, América do Sul ou África Ocidental, estão demasiado distantes, o que implica tempos de entrega de meses. Isso deixa os países mais pobres em situação difícil.

Nas Filipinas, já se pondera o racionamento de combustível. Há filas longas nos postos de abastecimento e apoios financeiros de emergência para trabalhadores afetados. O país, com 117 milhões de habitantes, dependia quase totalmente do Médio Oriente para as importações de petróleo.

A crise pode agravar a pobreza e serve de alerta para outros países da região.

A declaração de emergência energética é "uma nova fronteira" pela sua escala e dimensão, afirmou Kairos Dela Cruz, do Institute for Climate and Sustainable Cities, citado pela agência Associated Press.

"Isto vai certamente empurrar ainda mais pessoas para abaixo da linha da pobreza", disse.

Vietname e Indonésia também procuram diversificar fornecedores.

A visita do primeiro-ministro vietnamita, Pham Minh Chinh, à Rússia, a 23 de março, incluiu a assinatura de acordos de cooperação em petróleo e gás, bem como em energia nuclear, numa altura em que a subida dos preços do gasóleo começa a pressionar o setor industrial do Vietname.

Na Indonésia, responsáveis afirmaram que "todos os países são possíveis" parceiros no reforço das reservas. Isso inclui a Rússia e o pequeno sultanato petrolífero de Brunei, disse o ministro da Energia indonésio, Bahlil Lahadalia.

A Tailândia, embora menos pressionada, enfrenta subida de preços dos combustíveis, com impactos na indústria, transportes e no custo de vida.

China e Índia já eram grandes compradores de petróleo russo e beneficiaram de uma vantagem inicial no acesso a novos carregamentos. Quando outros países tiveram luz verde, grande parte do petróleo disponível já estava destinado.

Mesmo assim, a Índia pode não conseguir compensar totalmente a quebra de fornecimentos do Médio Oriente, sobretudo com o aumento da procura no verão.

A China, porém, tem grandes reservas estratégicas, o que permite amortecer impactos a curto prazo.

"A Rússia surge como grande vencedora de todo o conflito", afirmou Sam Reynolds, do Institute for Energy Economics and Financial Analysis, com sede nos EUA. Tendo em conta a crise energética, a rapidez de entrega e os preços temporariamente mais baixos, a Ásia tem "um incentivo muito maior para importar petróleo russo", acrescentou.

"Podemos discutir se há aqui um dilema moral, mas penso que isto reflete o facto de os países fazerem o que for necessário para proteger a sua segurança energética", sublinhou.

Petroleiro do Kuwait atingido no porto do Dubai... Um petroleiro do Kuwait foi hoje atingido por um projétil lançado do Irão, quando estava atracado no porto do Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, segundo a Kuwait Petroleum Corporation (KPC).

© Walaa Alshaer/Bloomberg via Getty Images    Por LUSA   31/03/2026 

A empresa afirmou que o ataque causou um incêndio e danos significativos no petroleiro, o que pode originar um derrame de petróleo, de acordo com um comunicado divulgado pela Agência de Notícias do Kuwait (KUNA).

A KPC informou que o petroleiro estava totalmente carregado com crude no momento do ataque.

O ataque, que não causou feridos nem mortos, foi atribuído ao Irão, que lança mísseis e 'drones' diariamente contra alvos norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico em retaliação pelos ataques contra Teerão, que duram há mais de um mês.

Pouco antes, a Organização do Reino Unido para o Transporte Marítimo (UKMTO, na sigla inglesa) tinha informado de um ataque a uma embarcação a 31 milhas náuticas (cerca de 57 quilómetros) a noroeste do Dubai.

Desde 28 de fevereiro, quando começou a guerra contra o Irão, a UKMTO registou 24 incidentes envolvendo navios no Estreito de Ormuz, a via navegável estratégica bloqueada por Teerão e por onde passa normalmente um quinto do comércio mundial de petróleo.

Destes 24 incidentes, 16 envolveram projéteis que atingiram embarcações.

Também nas últimas horas, quatro pessoas ficaram feridas no Dubai devido à queda de destroços provocados pelas defesas aéreas, informaram as autoridades.

"As autoridades do Dubai responderam a um incêndio numa casa abandonada em Al Badaa, causado por destroços após a interceção de um ataque de defesa aérea. Quatro pessoas que estavam perto da casa sofreram ferimentos ligeiros", disse em comunicado o Gabinete de Imprensa do Dubai, sem especificar a origem dos destroços.

Desde o início dos ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irão, a 28 de fevereiro, Teerão tem respondido com ataques contra alvos militares e estratégicos em diversos países aliados de Washington no Médio Oriente.

As infraestruturas energéticas de países vizinhos como o Qatar e a Arábia Saudita têm sido particularmente visadas pelos mísseis iranianos.

Teerão declarou ainda o encerramento do Estreito de Ormuz, ameaçando atacar navios que o tentem atravessar.

Washington e Teerão iniciaram conversações indiretas com mediação do Paquistão.


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A torre do edifício mais alto do mundo, o Burj Khalifa, foi atingida por "fortes chuvadas, tempestades e ventos intensos" que assolaram os Emirados Árabes Unidos. As autoridades emitiram vários alertas devido ao mau tempo.

segunda-feira, 30 de março de 2026

ONU com 8.200 soldados sob fogo cruzado entre Israel e Hezbollah... A missão da ONU no Líbano, que perdeu vários soldados nos últimos dias, tem servido como força de manutenção da paz desde 1978, mas encontra-se no fogo cruzado entre o exército israelita e o Hezbollah.

Por LUSA 

A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), que conta com quase 8.200 soldados de 47 países, encontra-se entre Israel e a formação xiita pró-iraniana, que arrastou o Líbano para a guerra entre Israel e os Estados Unidos, por um lado, e o Irão, por outro, com um ataque a 02 de março.

Desde então, a FINUL tem sido alvo de tiros em várias ocasiões.

Um soldado indonésio foi morto no domingo pela explosão de um projétil de origem desconhecida perto da cidade fronteiriça de Adchit Al Qusayr. Mais dois soldados foram mortos hoje numa "explosão de origem desconhecida" perto de Bani Hayyan, outra cidade fronteiriça, e vários outros ficaram feridos.

A 06 de março, três soldados ganeses ficaram gravemente feridos num ataque à sua base em al-Qauzah, atribuído a Israel pelo Presidente libanês, Joseph Aoun.

Poucos dias depois, projéteis israelitas atingiram o quartel-general do batalhão nepalês.

Durante a última guerra entre o Hezbollah e Israel no outono de 2024, a FINUL acusou as tropas israelitas de disparos "repetidos" e "deliberados" sobre as suas posições.

Em que consiste a FINUL?

A missão está destacada entre o rio Litani e a fronteira entre o Líbano e Israel, e a sua sede está localizada em Ras al-Naqoura, perto da fronteira com Israel.

Os principais contingentes nesta força são fornecidos pela Indonésia, Índia, Gana, Itália e Nepal. Malásia, Espanha, Irlanda e França também contribuem com militares.

A FINUL é principalmente responsável pelo apoio ao trabalho humanitário, mas também pode "decidir sobre quaisquer ações necessárias em termos do destacamento das suas forças, de modo a garantir que a sua área de operações não seja usada para atos hostis".

Criada em 1978, a FINUL destacou 6.000 soldados após uma primeira invasão de parte do sul do Líbano por Israel, que alegava querer proteger o norte do seu território dos combatentes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

Em 1982, as tropas israelitas chegaram até à capital libanesa, Beirute, antes de se retirarem em 1985. Ordenado pelo Conselho de Segurança (resolução 425) para retirar as suas forças de todo o território libanês, Israel manteve uma faixa fronteiriça.

Só em agosto de 2000 é que a FINUL, até então uma testemunha impotente contra Israel no sul do Líbano, foi destacada para a fronteira, após o fim da ocupação israelita em maio.

O mandato da missão, renovado anualmente pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, expirará a 31 de dezembro de 2026, depois de, no final de agosto passado, sob pressão dos Estados Unidos e de Israel, o Conselho de Segurança ter decidido agendar a retirada para 2027, o que alguns consideram prematuro.

Resolução 1701

A FINUL apela à aplicação da Resolução 1701 do Conselho de Segurança, que pôs fim à guerra entre Israel e o Hezbollah em 2006.

A resolução estipula a cessação das hostilidades em ambos os lados da fronteira e prevê apenas que os "capacetes azuis" da ONU (como são conhecidos os operacionais das missões da organização internacional) e o exército libanês sejam destacados para o sul do Líbano.

Este texto permitiu a colocação do exército libanês ao longo da fronteira até então mantida pelo Hezbollah. Mas o grupo xiita manteve presença na região, onde, segundo especialistas, escavou uma grande rede de túneis, o que viola a Resolução 1701.

Em 2020, a ONU pediu, em vão, ao Líbano acesso a estes túneis sob a Linha Azul, que marca ao longo de 120 quilómetros a zona de retirada de Israel e a divisão entre os dois países.

Após 2006, tiroteios e tensões entre Israel e o Hezbollah continuaram, ainda que esporadicamente, até à nova escalada em outubro de 2023.

Pelo menos 340 mortos

A missão perdeu pelo menos 340 homens, maioritariamente soldados, desde 1978.

Houve incidentes entre patrulhas dos "capacetes azuis" e residentes do sul do Líbano, incluindo apoiantes do Hezbollah.

O último incidente deste tipo ocorreu em dezembro de 2022, quando um "capacete azul" irlandês foi morto e outros três ficaram feridos num ataque ao veículo em que seguiam.

E agora?

As autoridades libanesas disseram no final de janeiro que queriam "uma presença internacional, preferencialmente a ONU", e pediram aos contingentes europeus que permanecessem.

No início de fevereiro, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Jean-Noël Barrot, afirmou que o exército libanês deveria "substituir a FINUL, que tem 700 soldados franceses, quando chegar a altura".

A Itália indicou que quer manter uma presença militar no Líbano após a saída da FINUL.


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A Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) anunciou hoje, em comunicado, que três dos seus militares foram mortos nas últimas 24 horas em dois incidentes separados no sul do território libanês.

Portugal. LEI DO RETORNO: Estrangeiro ilegal nascido cá evita expulsão se viver no país há 5 anos... Um estrangeiro que tenha nascido em Portugal e que esteja em situação irregular só pode evitar a expulsão se conseguir provar que vive no país há pelo menos cinco anos, segundo uma proposta do Governo.

© Luis Boza/NurPhoto via Getty Images  Por  LUSA  30/03/2026 

A proposta de lei do Governo que visa acelerar os procedimentos de afastamento de estrangeiros em situação irregular, conhecida como lei do retorno, deu hoje entrada na Assembleia da República após ter sido aprovada a 19 de março em Conselho de Ministros e estado em consulta pública.

O Governo mantém que um estrangeiro com um filho menor português não pode ser expulso do país, no entanto estabelece limites quanto aos afastamentos, nomeadamente que só pode evitar uma expulsão quem "tenha nascido em território português e aqui resida há pelo menos cinco anos".

Este requisito também passa a ser exigido aos imigrantes que tenham vindo para Portugal com menos de 10 anos e que aqui residam.

A proposta estabelece também que os menores não acompanhados com menos de 16 anos não podem ser expulsos, ficando também vedados ao afastamento coercivo os estrangeiros com "filhos maiores que, em razão de deficiência, doença grave ou incapacidade, deles dependam efetivamente".

Ressalvando que têm de ser ponderados os princípios "do superior interesse da criança e da unidade da vida familiar", o executivo defende a expulsão de quem "tenha sido condenado em pena de prisão igual ou superior a cinco anos" e de suspeitos dos "crimes de terrorismo, sabotagem ou contra a segurança do Estado ou de condenação pela prática de tais crimes".

Os prazos de detenção de estrangeiros nos centros de instalação temporária (CIT) e espaços equiparados para efeitos de afastamento do país foram alargados dos atuais 60 para 180 dias, podendo ser alargados por mais 180 dias.

"A colocação de cidadão estrangeiro em centro de instalação temporária não pode exceder o estritamente necessário à execução da decisão de afastamento coercivo, com o limite de 180 dias, prorrogáveis por igual período, no caso de se verificar a falta de cooperação do cidadão estrangeiro ou atrasos na obtenção da documentação necessária junto de países terceiros", precisa o documento.

A proposta prevê a introdução de novas medidas de coação alternativas à detenção, como o depósito de caução ou garantia financeira, obrigação de entrega de documentos de viagem e instalação em regime aberto em centros de instalação temporária.

O Governo propõe também que o cidadão estrangeiro notificado de decisão administrativa para abandonar o país deve fazê-lo entre 20 e 30 dias, podendo este prazo ser prorrogado quando está em causa "a duração da permanência, a existência de filhos que frequentem a escola, a existência de outros membros da família e de laços sociais, disso sendo notificado o cidadão estrangeiro".

O Governo propõe também o fim das notificações de abandono voluntário, além de alargar para cinco anos o prazo de interdição de entrada em Portugal para os estrangeiros que sejam afastados coercivamente, prazos que podem ainda aumentar em situações agravadas.

No caso dos pedidos de asilo, a proposta refere que a apresentação do pedido de proteção internacional "não suspende a tramitação de procedimento administrativo ou de processo criminal por entrada irregular em território nacional" e que o desfecho do processo-crime só pode ocorrer depois de decidido o pedido de proteção internacional.

A proposta ressalva que os requerentes de asilo "não podem ser mantidos em regime de detenção somente pelo facto de a terem requerido", frisando que só devem ser detidos em CIT "por motivos de segurança nacional, saúde pública, quando exista risco de fuga ou no caso de entrada ou permanência ilegal em território nacional, com base numa apreciação individual e se não for possível aplicar de forma eficaz outras medidas alternativas menos gravosas".

"O Governo propõe um conjunto de medidas com vista a acelerar os procedimentos de afastamento de cidadãos estrangeiros em situação irregular", refere o executivo, sustentando que as medidas, "não comprometendo a garantia de respeito pelos direitos fundamentais dos cidadãos estrangeiros", procuram promover "uma desburocratização do processo e reforçar os meios legais para a efetiva concretização do afastamento de quem não tem direito a permanecer em Portugal".

A proposta visa alterar o regime de acolhimento nos centros de instalação temporária, que são geridos pela PSP, a lei de estrangeiros e a legislação que regula o asilo.

NATO confirma interceção de míssil iraniano que se dirigia para a Turquia... A NATO confirmou hoje ter intercetado um míssil iraniano que se dirigia para a Turquia, o quarto desde o início da guerra no Médio Oriente, a 28 de fevereiro.

© Berkan Cetin/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  30/03/2026 

"[A Aliança Atlântica] está pronta para enfrentar tais ameaças e fará sempre o que for necessário para defender todos os aliados", afirmou a porta-voz da organização, Allison Hart, na rede social X.

Momentos antes, o Ministério da Defesa turco já tinha anunciado a interceção, através dos mecanismos de defesa aérea da NATO, de um quarto míssil lançado contra o seu território, que atribuiu ao Irão.  

"Um projétil balístico, que se determinou ter sido lançado a partir do Irão e ter penetrado no espaço aéreo turco, foi neutralizado pelos meios de defesa aérea e antimísseis da NATO destacados no Mediterrâneo Oriental", indicou o ministério.

O comunicado das autoridades turcas não especificou a região em que o míssil foi intercetado pelos meios da NATO, nem qual poderia ter sido o potencial alvo.

A Turquia, que está envolvida nas tentativas de mediação para pôr fim à guerra, nomeadamente através de negociações conduzidas com o Paquistão, Emirados Árabes Unidos e Egito, pretende manter-se fora do conflito em curso, desencadeado pelos bombardeamentos dos Estados Unidos e de Israel ao Irão.

"Impedir que o nosso país seja arrastado para este conflito é a nossa prioridade número um", afirmou o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

O míssil hoje intercetado foi o quarto lançado em direção à Turquia desde o início da guerra no Irão, sem que algum tenha atingido solo turco.

"Todas as medidas necessárias são tomadas com determinação e sem hesitação perante qualquer ameaça ao território e ao espaço aéreo do nosso país e todos os desenvolvimentos na região são acompanhados de perto, dando prioridade à nossa segurança nacional", declarou o ministério.

A embaixada do Irão na Turquia negou qualquer responsabilidade de Teerão, mostrando-se disposta a constituir "uma equipa técnica conjunta" para investigar estes incidentes.

Apesar disso, Ancara anunciou na semana passada o destacamento pela NATO de uma nova bateria antiaérea Patriot na base militar de Incirlik (sul), que alberga forças norte-americanas.

Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra o Irão.

Teerão encerrou o Estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.


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A Turquia anunciou hoje a interceção de um quarto míssil lançado contra o seu território, atribuído ao Irão, segundo o Ministério da Defesa turco.

EUA afirmam que em breve "retomarão o controlo" do Estreito de Ormuz... Os Estados Unidos (EUA) defenderam hoje que a situação no Estreito de Ormuz está a melhorar e que, em breve, "retomarão o controlo" desta via marítima estratégica para que os navios petroleiros possam circular pela rota sem restrições.

© Michael Nagle/Bloomberg via Getty Images   Por LUSA  30/03/2026 

A garantia foi dada pelo secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, numa entrevista à estação de televisão Fox News, que lembrou que o trânsito de petróleo e mercadorias no estreito foi interrompido pelo Irão em represália pela guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel a 28 de fevereiro.

"O mercado está bem abastecido e todos os dias vemos um número crescente de navios a transitar [pelo estreito], mas, com o tempo, os Estados Unidos retomarão o controlo dos estreitos e a liberdade de navegação será restabelecida, quer através de escoltas norte-americanas quer por meio de uma escolta multinacional", referiu Bessent.

Ainda assim, o representante estimou o atual défice do mercado entre 10 e 12 milhões de barris, perante o qual a administração do Presidente norte-americano, Donald Trump, está a fornecer cerca de quatro milhões de barris por dia, no âmbito da decisão dos 32 países da Agência Internacional da Energia (AIE) de libertar 400 milhões de barris das reservas de emergência.

Antes da eclosão do conflito, pelo Estreito de Ormuz passava quase um quinto do petróleo mundial.

O risco de uma profunda crise económica mundial persegue a administração Trump, que solicitou a ajuda de países aliados para reabrir o tráfego no Estreito de Ormuz, sem conseguir apoios à sua proposta, após o que chegou a qualificar como "cobardes" os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).

Trump adiou até 06 de abril o ultimato a Teerão para desbloquear esta passagem estratégica, dando margem a negociações cuja existência o Irão nega, reconhecendo apenas a troca de mensagens através de intermediários como o Paquistão.

Já hoje, o Presidente norte-americano afirmou, numa mensagem publicada na sua rede social, Truth Social, que "foram alcançados grandes progressos" nas conversações "para pôr fim às operações militares [dos EUA] no Irão", sem entrar em pormenores, ao mesmo tempo que ameaçou atacar instalações energéticas e petrolíferas do país persa caso não seja alcançado um acordo.

O Presidente norte-americano assegurou no domingo que o Irão permitirá a passagem de 20 navios petroleiros através do Estreito de Ormuz como um "presente" e "sinal de respeito" para com os Estados Unidos.

As declarações de Trump surgem num contexto de aumento da presença militar de Washington no Médio Oriente, com o destacamento de cerca de 50.000 militares no total e alegados planos do Pentágono (Departamento de Defesa) para uma incursão terrestre no Irão, segundo informações divulgadas por meios de comunicação social norte-americanos.

Quanto ao levantamento das restrições ao petróleo iraniano e russo já carregado em navios, o secretário do Tesouro norte-americano defendeu que "nenhum dos regimes receberá dinheiro adicional" com esta medida, aplicada para aliviar os mercados energéticos sujeitos a fortes flutuações após o encerramento de Ormuz.

Além disso, não demonstrou preocupação com os ataques dos rebeldes xiitas huthis, do Iémen, que anunciaram no sábado a entrada na guerra do Irão, e indicou que as ações das forças iemenitas estão dirigidas "especificamente" contra Israel.

"Estamos a levar a cabo uma campanha de bombardeamentos contra os huthis e, até agora, têm-se mantido bastante tranquilos, e prevejo que assim continuarão", afirmou Bessent.

Presidente libanês tenta negociar com Israel e alerta para guerra civil... O presidente libanês, Joseph Aoun, afirmou hoje que as autoridades continuam a tentar negociações com Israel e advertiu contra qualquer tentativa de arrastar o país para uma guerra civil, num contexto de crescentes tensões entre comunidades.

© Houssam Shbaro/Anadolu via Getty Images    Por  LUSA   30/03/2026

"A mão que se estender contra a paz civil será cortada", alertou Joseph Aoun num encontro com representantes de um fórum local, em declarações citadas a partir de um comunicado da Presidência libanesa.

"Ninguém no Líbano quer que rebente uma guerra civil e aqueles que tentarem pescar em águas turbulentas não terão sucesso nos seus esforços", acrescentou Aoun, referindo-se a qualquer ator que procure tirar partido do caos da guerra para provocar novos problemas.

O novo conflito entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah voltou a aumentar o receio de um eventual surto de violência interna, depois de um ataque unilateral do movimento armado ter desencadeado uma intensa campanha de bombardeamentos israelitas contra o sul do Líbano e o aparente início de uma invasão.

Em retaliação, o Governo libanês ilegalizou no início do mês as atividades armadas do movimento xiita pró-iraniano e prometeu concluir o desarmamento de Hezbollah, uma questão que tem gerado tensões entre ambas as partes desde o verão passado.

Além disso, a ofensiva aérea e terrestre israelita deslocou mais de um milhão de pessoas, a grande maioria oriunda de regiões xiitas, para zonas habitadas em maioria por outras comunidades, por vezes desencadeando tensões e provocando a rejeição dos residentes locais, receosos de que os recém-chegados possam tornar-se alvo de ataques.

"A situação no sul é trágica devido às graves violações cometidas por Israel e continuamos os contactos internacionais para impulsionar as negociações com Israel", indicou o Presidente, segundo a nota.

Aoun procura promover uma iniciativa para pôr fim à guerra que inclui uma proposta de negociações com Israel, uma opção que o líder do Hezbollah, Naim Qassem, considera "inaceitável", tendo em conta a continuação da ocupação e dos ataques israelitas.