quarta-feira, 2 de abril de 2025

É o Major-General, Tomás Djassi, nomeado Chefe de Estado Maior particular do Presidente da República, cargo que acumula com o de Comandante de Segurança Presidencial.

 


China está a preparar-se para invadir Taiwan, dizem os analistas. É o que mostram os exercícios militares "quase mensais"

Por CNN
As forças armadas chinesas lançaram mais um exercício de fogo real numa escalada de exercícios de bloqueio perto de Taiwan.

Os militares chineses realizaram um segundo dia de exercícios em torno de Taiwan na quarta-feira, lançando ataques com fogo real no Mar da China Oriental e praticando operações de bloqueio perto de rotas marítimas cruciais a leste e oeste da ilha.

Nos últimos anos, a China tem vindo a aumentar a frequência e a complexidade dos seus exercícios militares em torno de Taiwan - exercícios que, segundo os analistas, servem tanto de preparação crítica como de cobertura estratégica para uma potencial invasão da ilha autónoma.

Na quarta-feira, o Exército de Libertação Popular (ELP) lançou exercícios - com o nome de código “Strait Thunder-2025A” - nas zonas média e sul do Estreito de Taiwan, concentrando-se em testar as capacidades das tropas de “bloqueio e controlo conjunto” e “ataques de precisão a alvos-chave”, disse o porta-voz do Comando do Teatro Oriental, Coronel Shi Yi, num comunicado.

Como parte dos exercícios, o exército terrestre do Comando do Teatro Oriental realizou “exercícios de ataque de longo alcance com fogo real em áreas designadas do Mar da China Oriental”, indicou Shi.

“Os exercícios envolveram ataques de precisão em alvos simulados, como portos importantes e instalações de energia, e alcançaram os resultados pretendidos”, acrescentou.

Um vídeo divulgado pelo Comando do Teatro Oriental mostra soldados do ELP a conduzir camiões militares montados com sistemas de artilharia de rockets em posição ao abrigo da noite. Mais tarde, as imagens captaram rockets a voar para o céu antes de atingirem alvos costeiros simulados.

O ELP não especificou o local dos exercícios de fogo real, mas a Administração de Segurança Marítima da China emitiu um aviso na terça-feira designando uma área restrita ao longo da costa da província de Zhejiang, proibindo a entrada de navios entre as 18:00 de terça-feira e as 18:00 de quinta-feira devido a “operações militares”.

Entretanto, a leste de Taiwan, o grupo de porta-aviões Shandong da China efetuou exercícios com as forças navais e aéreas do ELP, informou Shi numa declaração separada.

Estes exercícios centraram-se na “coordenação navio-aeronave, superioridade aérea regional e ataques contra alvos marítimos e terrestres”, com ênfase nas “capacidades de bloqueio multidimensional”, segundo o comunicado.

O Ministério da Defesa de Taiwan denunciou os exercícios como “agressivos, provocadores e irresponsáveis”, acrescentando que as forças armadas da ilha permanecerão em alerta máximo.

“A provocação imprudente das tensões regionais por parte de Pequim, utilizando a segurança e a prosperidade globais como moeda de troca, revela a sua mentalidade hegemónica - uma mentalidade que trata as vidas como dispensáveis e rejeita completamente as regras internacionais”, condenou o ministério num comunicado.

Os exercícios de quarta-feira ocorreram um dia depois de o ELP ter realizado exercícios conjuntos surpresa envolvendo o seu exército, marinha, força aérea e força de mísseis a partir de várias direções em torno de Taiwan, poucos dias depois de o secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, ter prometido combater “a agressão da China” na sua primeira visita à Ásia.

Os Estados Unidos, o maior apoiante internacional de Taiwan, condenaram aquilo a que chamaram “ameaças irresponsáveis da China e as operações de pressão militar perto de Taiwan”.

“A escalada das táticas de intimidação militar da China só serve para exacerbar as tensões e minar a paz e a estabilidade entre as duas margens do Estreito”, afirmou o Departamento de Estado num comunicado.

Quatro caças Mirage 2000 da Força Aérea de Taiwan preparam-se para descolar da Base Aérea de Hsinchu, a 2 de abril de 2025, no segundo dia de exercícios militares que a China lançou perto da ilha autónoma. I-Hwa Cheng/AFP/Getty Images

Tensões crescentes
Para Taiwan, uma democracia de cerca de 23 milhões de pessoas que fica a apenas a 128 quilómetros da China no seu ponto mais próximo, os exercícios são o mais recente lembrete da ameaça que vem do vizinho gigante, que reivindica a ilha como sua e prometeu tomá-la pela força, se necessário.

O Ministério da Defesa da ilha disse ter detetado 76 aviões de guerra chineses, 13 navios do ELP e quatro navios da guarda costeira chinesa perto de Taiwan nas 24 horas anteriores às 6 da manhã de quarta-feira, hora local.

Mas nas ruas de Taipé, poucas pessoas pareciam estar a prestar muita atenção às atividades do ELP.

“Estes exercícios acontecem com tanta frequência que agora são como uma rotina diária”, comentou Lin, um homem na casa dos 50 anos.

“As pessoas daqui não vão ficar muito assustadas com isto”, observou Hawkin Yee, outro residente.

O Comando do Teatro Oriental do Exército Popular da China afirmou que os exercícios foram concebidos como um “aviso severo e uma forte dissuasão contra as forças separatistas da ‘Independência de Taiwan’”. O Gabinete para os Assuntos de Taiwan da China classificou os exercícios como “um castigo severo” para as “provocações desenfreadas para a ‘independência’” do presidente de Taiwan, Lai Ching-te.

Num vídeo de propaganda sobre os exercícios divulgado pelo Comando do Teatro Oriental, Lai foi representado como um inseto verde e um “parasita” que envenena a ilha.

No mês passado, Lai chamou à China uma “força estrangeira hostil” e anunciou 17 medidas para reforçar a segurança de Taiwan e combater a espionagem e a infiltração chinesas. Estas medidas incluem o restabelecimento de um sistema de tribunais militares para crimes como a espionagem e o reforço do controlo das visitas de cidadãos chineses.

O aumento das patrulhas regulares da China e os exercícios militares no ar e nas águas em torno de Taiwan fazem parte de uma afirmação mais alargada das reivindicações territoriais de Pequim sob o comando do líder chinês Xi Jinping.

Os analistas afirmam que os exercícios militares da China não são apenas uma demonstração de força destinada a intimidar Taiwan, mas também servem objetivos práticos e estratégicos importantes.

“Os ataques anfíbios são das operações militares mais difíceis e complicadas que existem, e a China não pode simplesmente construir os navios e depois avançar para Taiwan, tem de efetuar exercícios e adquirir experiência em tudo o que um ataque deste tipo exige”, disse David Silbey, professor de história na Universidade de Cornell, especializado em história militar, política de defesa e análise do campo de batalha.

A China poderá estar a preparar esses exercícios como disfarce para uma invasão, acrescentou Silbey.

“Se os chineses estão a planear lançar um ataque a coberto de um exercício de treino, precisam de se preparar para isso através de exercícios regulares de treino real, para que o disfarce da invasão não pareça estranho”, considerou.

A China não disse quanto tempo durariam os exercícios em curso. No entanto, o nome de código do exercício de quarta-feira sugere que deverá ser seguido pelo “Strait Thunder-2025B” no final deste ano.

“O programa de exercícios do Comando do Teatro Oriental passou, nos últimos dois anos, de três a quatro exercícios por ano para operações quase mensais”, disse Carl Schuster, antigo diretor de operações do Centro Conjunto de Informações do Comando do Pacífico dos EUA.

“O pessoal e os componentes do Comando do Teatro Oriental tornaram-se mais hábeis e flexíveis no planeamento de operações conjuntas e de serviço”, afirmou, referindo que estas consistem numa série de cenários ou conjuntos de atividades que podem ser acrescentados conforme necessário para se adaptarem à guerra política ou aos objetivos militares de Pequim.

MF || MISSÃO TÉCNICA DO FMI INICIA CONTATOS COM AS AUTORIDADES NACIONAIS

Por MF

 Uma missão da equipa técnica do Fundo Monetário Internacional ( FMI ) liderada por Niko Hobdari, Chefe da Missão para a Guiné-Bissau, iniciou esta quarta-feira (02/4/25), reuniões técnicas com entidades nacionais, no quadro do acordo financeiro entre o Governo e o Fundo Monetário Internacional. 

  Os contatos da equipa técnica do FMI, iniciaram esta manhã, com uma reunião bilateral com o Ministro das Finanças, Dr Ilídio Vieira Té, na presença dos Secretários de Estado do Tesouro e da Contabilidade Pública e do Orçamento e Assuntos Fiscais.   

A equipa do FMI liderada pelo Chefe da Missão para a Guiné-Bissau, vai realizar reuniões entre 02 a 11 de abril, para discutir as políticas macroeconómicas ao abrigo da oitava avaliação do acordo da ECF (Facilidade de Crédito Alargado), que visa apoiar os programas económicos dos países com vista a terem uma posição macroeconómica estável e sustentável, consentânea com uma redução da pobreza e um crescimento forte e duradouro, e também ajudando a catalisar ajuda externa complementar de que o país precisa.   

A missão técnica do FMI, que permanecerá no país até ao próximo dia 11 de abril 2025, tem previsto vários encontros com entidades nacionais ligados ao setor económico e financeiro.   

Saiba mais em www.mef.gw  Bissau, 02 de abril de 2025

Junta militar da Guiné-Conacri leva nova Constituição a referendo em setembro

Por LUSA 
A junta militar no poder na Guiné-Conacri anunciou na terça-feira que irá organizar um referendo sobre uma nova constituição em 21 de setembro, como um primeiro passo para o regresso à ordem constitucional.

Sob pressão internacional, a junta, que tomou o poder num golpe a 05 de setembro de 2021, prometeu inicialmente realizar um referendo constitucional e transferir o poder para os civis eleitos antes do final de 2024, mas nenhuma das promessas foi cumprida.

Desde a independência da França em 1958, a Guiné-Conacri tem sido governada por regimes ditatoriais que não conseguiram erradicar a pobreza extrema dos habitantes, apesar dos enormes recursos naturais deste país da África Ocidental.

"A data para a realização do referendo sobre a adoção da nova Constituição está marcada para domingo, 21 de setembro de 2025", de acordo com um decreto presidencial, lido na noite de terça-feira, na televisão pública, pelo ministro e secretário-geral da Presidência da República, general Amara Camara.

O general Mamadi Doumbouya, líder da junta militar, prometeu nas saudações de Ano Novo que 2025 seria um "ano eleitoral crucial para completar o regresso à ordem constitucional", mas sem dar um calendário.

A "carta de transição" estabelecida pela junta logo após o golpe de Estado exige que nenhum membro da junta governamental ou chefe de instituições republicanas se candidate às eleições.

A adoção de uma nova Constituição poderá remover esta barreira, embora Doumbouya tenha declarado repetidamente que não se irá candidatar à presidência.

O anúncio surgiu quatro dias depois de Doumbouya ter concedido um indulto presidencial ao antigo ditador da Guiné-Conacri Moussa Dadis Câmara, por "razões de saúde".

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse na terça-feira que o perdão "deve ser anulado", alertando que foge à obrigação dos Estados de combater a impunidade.

"A decisão (...) levanta sérias preocupações sobre o respeito das autoridades interinas pelo devido processo e pelo Estado de direito, e desconsidera o direito das vítimas a recursos efetivos", disse o porta-voz do comissariado.

Seif Magango, em comunicado, salientou que a medida "prejudica os procedimentos judiciais nacionais e contraria os princípios internacionais de direitos humanos que enfatizam (...) a obrigação dos Estados de proteger e garantir os direitos humanos e combater a impunidade".

Também na terça-feira, três organizações não-governamentais de defesa dos direitos humanos classificaram como uma "afronta à justiça e à memória das vítimas do massacre de 2009" o indulto, que permitiu que Dadis Camara, que ocupou a Presidência entre 2008 e 2010, fosse libertado da prisão na sexta-feira à noite.

Em julho de 2024, no final de um processo histórico que durou quase dois anos, Camara foi condenado em primeira instância a 20 anos de prisão por crimes contra a Humanidade, pela sua responsabilidade de comando durante o massacre de 28 de setembro de 2009 em Conacri, quando era chefe da junta militar no poder.

Nesse dia, 156 pessoas foram mortas por balas, facas, catanas ou baionetas, e centenas de outras ficaram feridas, durante a repressão de uma manifestação da oposição num estádio em Conacri e arredores, de acordo com o relatório de uma comissão de inquérito internacional mandatada pela ONU.

União Nacional dos Imames da Guiné-Bissau, promove seu encontro habitual depois da celebração do Eid al-Fitr (reza)...

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terça-feira, 1 de abril de 2025

O Presidente da República, visitou as obras de modernização do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, destacando o avanço das infraestruturas que impulsionam o crescimento do país. Entre os projetos em curso, estão o novo terminal de passageiros, o terminal de cargas, o salão presidencial e a nova torre de controlo.

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Bruxelas avança com mais 3,5 mil milhões para apoiar Kyiv

Por  LUSA 

A Comissão Europeia desembolsou hoje um terceiro pagamento de 3,5 mil milhões de euros à Ucrânia, ao abrigo do mecanismo criado para o país, elevando o total para quase 20 mil milhões num ano para despesas e reformas.

"A Comissão Europeia continua a apoiar a Ucrânia com o desembolso de um terceiro pagamento regular de quase 3,5 mil milhões de euros no âmbito do Mecanismo de Apoio à Ucrânia. Este financiamento (...) permitirá reforçar a estabilidade macrofinanceira do país, apoiar a sua administração pública e fazer avançar reformas fundamentais a longo prazo", anuncia a instituição em comunicado de imprensa.

O desembolso de hoje eleva o apoio total da União Europeia (UE) à Ucrânia ao abrigo do mecanismo para cerca de 19,6 mil milhões de euros desde o início do programa, a 01 de março de 2024.

A entrega desta verba surge depois de o país ter satisfeito as condições necessárias estabelecidas no plano referente a este terceiro desembolso, nomeadamente depois de ter implementado 13 medidas diferentes como a aprovação de reformas destinadas a aumentar a utilização de energias renováveis, o aumento da autonomia da entidade reguladora da energia, a simplificação dos procedimentos de passagem das fronteiras em conformidade com as normas da UE, a adoção de uma estratégia para a agricultura e o desenvolvimento rural (incluindo a remoção das minas terrestres das zonas agrícolas) e a continuação dos trabalhos de elaboração de uma lista das suas matérias-primas estratégicas e críticas.

O Mecanismo de Apoio à Ucrânia em causa visa apoiar a estabilidade macrofinanceira e a recuperação, reconstrução e modernização do país.

O programa em questão entrou em vigor a 01 de março de 2024 e vai disponibilizar até 50 mil milhões de euros em financiamento estável, sob a forma de subvenções e empréstimos, para apoiar a recuperação, a reconstrução e a modernização da Ucrânia no período de 2024 a 2027.

Deste montante, até 32 mil milhões de euros são mobilizados a título indicativo para apoiar as reformas e os investimentos previstos no plano para a Ucrânia, estando os desembolsos condicionados ao cumprimento pela Ucrânia de uma série de condições preestabelecidas.

Desde a entrada em vigor, o Mecanismo de Apoio à Ucrânia já desembolsou seis mil milhões de euros a título de financiamento intercalar, 1,89 mil milhões de euros em pré-financiamento e duas frações de cerca de 4,2 e 4,1 mil milhões de euros, à qual se soma esta terceira parcela.

A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).


Deportações em massa: Trump cumpre promessa e expulsa 100 mil imigrantes dos Estados Unidos

Com LUSA 
Os Estados Unidos detiveram 113.000 imigrantes desde a posse do Presidente Donald Trump, em janeiro, e expulsaram 100.000, cumprindo a promessa de deportações em massa, revelou uma fonte da Segurança Nacional esta terça-feira citada pelo diário New York Post.

Desconhece-se quantos detidos têm cadastro ou qual a sua proveniência, mas, segundo a fonte do Departamento de Segurança Nacional, a maioria foi enviada para o México.

Nos primeiros 50 dias do segundo mandato presidencial de Donald Trump, iniciado a 20 de janeiro, foram detidos 32.000 imigrantes, acrescentou.

O Governo dos Estados Unidos está a levar a cabo uma intensa vaga de detenções e deportações de imigrantes, uma parte dos quais está a ser enviada para uma mega-prisão em El Salvador, para cumprir a sua promessa de campanha de deportar imigrantes ilegais e membros de gangues, mesmo desobedecendo a ordens judiciais para suspender as deportações.

Trump recorreu a lei antiga para expulsar imediatamente "inimigos estrangeiros"

Donald Trump recorreu a uma antiga lei que lhe permite expulsar imediatamente "inimigos estrangeiros" e está a usá-la contra venezuelanos, acusando-os, sem apresentar provas, de serem membros do Tren de Aragua (TDA), uma organização criminosa transnacional da Venezuela, classificada como Organização Terrorista Estrangeira pelos Estados Unidos e que se crê ter mais de 5.000 membros.

A União Americana das Liberdades Civis (ACLU) contestou essa ação em tribunal, tendo este ordenado a suspensão das expulsões ao abrigo da Lei dos Inimigos Estrangeiros.

Contudo, no passado domingo, o Departamento de Estado confirmou ter expulsado mais 17 imigrantes por serem alegadamente membros do TDA.

O jornal nova-iorquino também apresentou estatísticas que mostram que a travessia da fronteira sul, entre o México e os Estados Unidos, diminuiu entre setembro de 2024, quando 53.858 pessoas entraram no país, até março de 2025, mês em que o número foi de apenas 7.000.

Em outubro, passaram a fronteira 56.523; em novembro, 46.615; em dezembro, 47.322; e em janeiro, mês em que se deu a transição do Governo do Presidente democrata, Joe Biden, para o de Donald Trump, o número baixou para 29.101; em fevereiro, reduziu-se para menos de metade, 8.347, e em março, para 7.000.

"As entradas ilegais nos Estados Unidos já não são uma forma dissimulada para obter estatuto", disse a fonte ao New York Post, afirmando que os imigrantes têm agora "medo" das consequências da travessia ilegal da fronteira.

"Todos os que são capturados são acusados e cumprem uma pena", indicou ainda a fonte ao diário nova-iorquino.

segunda-feira, 31 de março de 2025

‼🇬🇼 Aumento de casos de crianças desaparecidas preocupa autoridades da Guiné-Bissau

A polícia e organizações da sociedade civil apelaram hoje ao reforço de controlo dos pais e das autoridades, face ao umento de casos de crianças desaparecidas "de forma misteriosa" na Guiné-Bissau.  

"É muito preocupante esta onda de desaparecimentos de crianças", disse fonte da polícia à agência de notícias Lusa, explicando que, só nas últimas oito semanas, foram registados cerca de 10 casos de desaparecimentos de crianças, na sua maioria em Bissau e nalgumas regiões do interior do país.   

Gueri Gomes, um dos vice-presidentes da Liga Guineense dos Direitos Humanos, também considera "bastante preocupantes" os relatos de "desaparecimentos de forma misteriosa" de crianças. "Deve haver um reforço de segurança do Ministério do Interior, mas também apelamos para um redobrar de controlo das crianças por parte dos pais e encarregados de educação", defendeu.  

Nos últimos dias, têm sido recorrentes as denúncias, através de redes sociais e rádios, de casos de crianças desaparecidas. Vários ativistas dos direitos humanos e influenciadores digitais têm repetido apelos aos familiares no sentido de controlarem os movimentos dos menores nas ruas. (Lusa) 

O Presidente norte-americano, Donald Trump, quer criar "centros de refugiados" em Pretória, na África do Sul, para posteriormente receber cidadãos brancos sul-africanos como refugiados, noticiou o The New York Times.

© Tom Williams/CQ-Roll Call, Inc via Getty Images Lusa  31/03/2025

 Trump quer criar "centros de refugiados" para receber 'afrikaners'

O Presidente norte-americano, Donald Trump, quer criar "centros de refugiados" em Pretória, na África do Sul, para posteriormente receber cidadãos brancos sul-africanos como refugiados, noticiou o The New York Times.

O programa "Missão África do Sul" prevê a criação de centros de refugiados em Pretória - berço de Elon Musk, que está à frente do Departamento de Eficiência Governamental da governação Trump - e dar aos cidadãos 'afrikaner' [descendentes de colonos europeus] da África do Sul o estatuto de refugiados, informou o jornal norte-americano, com base em documentos a que teve acesso.

Esta política vai contra as atuais pretensões migratórias dos Estados Unidos, em que foi proibida a entrada à "maioria dos refugiados", nomeadamente "20.000 pessoas que já estavam prontas para viajar" para o país "antes da tomada de posse do Presidente Trump", vindas por exemplo do Afeganistão, da República Democrática do Congo e da Síria, salienta-se no jornal norte-americano.

Um tribunal de recurso decidiu, na semana passada, que a administração Trump deve admitir as milhares de pessoas a quem foi concedido o estatuto de refugiado antes da entrada em funções do novo Presidente e recusou-se também a impedi-lo de suspender a admissão de novos refugiados.

Segundo a investigação jornalística, numa primeira fase do programa, os EUA enviaram várias equipas para a África do Sul para converter escritórios em Pretória em centros de refugiados. No local, já foram estudados mais de 8.200 pedidos para se integrarem estes cidadãos nos EUA e foram identificados 100 'afrikaner' que poderão obter o estatuto de refugiados.

"Até meados de abril, os funcionários norte-americanos no terreno irão propor soluções a longo prazo, para garantir a implementação bem sucedida da visão do Presidente [Trump] para a reinstalação digna dos candidatos 'afrikaner' elegíveis", de acordo com um memorando enviado da embaixada em Pretória para o Departamento de Estado em Washington este mês, citado pelo The New York Times.

Esta ajuda à minoria branca sul-africana coloca os EUA num debate acesso, uma vez que alguns membros 'afrikaner' iniciaram uma campanha a sugerir serem as verdadeiras vítimas no período "pós-'apartheid'" e com o Departamento de Estado norte-americano a defender que estes têm sido alvo de uma "discriminação racial injusta", indicou.

Esta tensão entre as duas nações começou particularmente em 02 de fevereiro quando Trump afirmou que a África do Sul estava a confiscar terras e "a tratar muito mal certas classes de pessoas", referindo-se à Lei da Expropriação, promulgada em 23 de janeiro, que facilita a expropriação de terras do interesse público por parte dos organismos estatais, desde que seja paga uma indemnização justa, substituindo assim a legislação que estava em vigor desde 1975.

Também Musk, que não tem ascendência 'afrikaner', destacou essa lei em publicações nas redes sociais e apresentou-a como uma ameaça para a minoria branca sul-africana.

Em 2017, o periódico City Press noticiou que os agricultores brancos detinham quase três quartos das terras agrícolas da África do Sul, apesar de 23 anos de esforços do Governo para redistribuir terras à maioria negra.

Por sua vez, em 07 de fevereiro, num decreto presidencial, Trump decidiu cortar a ajuda externa à nação africana e declarou que os EUA iriam "encorajar" a reinstalação de refugiados 'afrikaner'. 

Ernst Roets, antigo diretor executivo da Fundação Afrikaner, disse ao The New York Times que a criação deste programa de refugiados provocou um debate, porque muitos 'afrikaner' não querem sair do país, mas sim uma "auto-governação" apoiada pelos EUA. 

A tensão entre as duas nações tem vindo a aumentar e em 15 de março a África do Sul lamentou que o seu embaixador nos EUA, Ebrahim Rasool, tenha sido declarado 'persona non grata' pelo secretário de Estado, Marco Rubio.


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Jejum intermitente pode aumentar o desejo sexual, revela estudo... A experiência foi elaborada em ratos.

© Shutterstock  noticiasaominuto.com  31/03/2025

Se estava a pensar fazer jejum intermitente, saiba que pode ter consequências positivas no que diz respeito à sua vida sexual.

Investigadores do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas (DZNE) realizaram um novo estudo em ratos machos, chegando à conclusão de que o jejum intermitente aumentou o desejo sexual desses animais ao diminuir a concentração de um neurotransmissor  no cérebro, a serotonina.

De acordo com o grupo de investigadores, este mecanismo também poderá acontecer nos humanos, o que significa que pode ser possível tratar a perda indesejada do desejo sexual desta forma.

"Estamos interessados ​​nos efeitos do jejum no envelhecimento. Usando os ratos como modelo, investigámos os mecanismos biológicos subjacentes. O nosso objetivo é obter mais informação que também possa ser relevante para os humanos", explicou o Dr. Dan Ehninger, líder do grupo de pesquisa da DZNE e autor principal do estudo.

"A falta de desejo sexual não é necessariamente interpretada como um problema, mas algumas pessoas sofrem com isso", acrescentou.

Note-se que, de acordo com a Cleveland Clinic, a falta de libido é bastante comum, afetando um em cada cinco homens e mais de metade das mulheres. 

No estudo da DZNE, os investigadores exploraram ainda de que forma o jejum intermitente afetava a descendência dos ratos e chegaram a um conclusão inesperada: a reprodução destes animais aumentou significativamente depois de passarem por uma dieta restrita, ou seja, a sua fertilidade aumentou.

Os machos seguiram a dieta ao longo de 22 meses. Quando finalmente foram apresentados às fêmeas, ficou claro que eles estavam mais do que prontos para se reproduzirem.

Aqueles que fizeram jejum durante pelo menos durante seis meses tornaram-se mais sexualmente ativos do que o grupo que comeu livremente. No entanto, um grupo que jejuou por apenas algumas semanas não apresentou o mesmo aumento na libido.

"É uma questão de comportamento", explicou Dan Ehninger. "Os machos em jejum tiveram mais contatos sexuais do que os ratos que podiam comer livremente. Por outras palavras, estes animais tiveram uma frequência anormalmente alta de acasalamento e, como resultado, um número anormalmente alto de descendentes para a sua idade".


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Trump “chateado” com Putin ameaça tarifas extra a quem comprar petróleo russo

Donald Trump e Vladimir Putin   Por  CNN Portugal 

Em causa, comentários feitos por Putin na sexta-feira, que sugeriam que Zelensky não tem legitimidade para conduzir conversações de paz, com o líder russo a lançar a ideia de colocar a Ucrânia sob o controlo da ONU

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confessou estar “muito zangado” e “chateado” com o homólogo russo Vladimir Putin. Declarações feitas pelo presidente norte-americano, numa entrevista telefónica à NBC News.

“Pode dizer-se que fiquei muito zangado, chateado, quando... quando Putin começou a meter-se na credibilidade de Zelensky, porque isso não está a ir para o sítio certo”, disse Trump à NBC.

O presidente dos EUA reagia assim aos comentários feitos por Putin na sexta-feira, que sugeriam que Zelensky não tem legitimidade para conduzir conversações de paz, com o líder russo a lançar a ideia de colocar a Ucrânia sob o controlo da ONU.

“Uma nova liderança significa que não vai haver acordo durante muito tempo”, disse Trump, que ameaçou impor tarifas extras aos países que compram petróleo russo se Putin não concordar com um cessar-fogo.

“Se a Rússia e eu não conseguirmos chegar a um acordo para parar o derramamento de sangue na Ucrânia e se eu achar que a culpa foi da Rússia - o que pode não ser... Vou impor tarifas secundárias... a todo o petróleo proveniente da Rússia”, disse Trump.

Na sexta-feira, na cidade de Murmansk, Vladimir sugeriu que um Governo provisório na Ucrânia, com o apoio da ONU, poderia substituir o Presidente Zelensky, antes de as eleições entregarem o poder a um “governo capaz” de iniciar conversações de paz.

O Presidente russo sugeriu que a supervisão da ONU seria efetuada “a fim de realizar eleições democráticas [na Ucrânia], a fim de introduzir um Governo competente em que o povo confie”.

O Presidente russo afirmou que a Rússia iria então realizar conversações de paz com o novo governo e “assinar documentos legítimos que seriam reconhecidos mundialmente e que seriam fiáveis e estáveis”.

Trump fala em “prazo psicológico” para Putin concordar com o cessar-fogo

O Presidente dos EUA voltou a manifestar no domingo o seu desapontamento em relação a Vladimir Putin, mas acrescentou que “sempre se deu bem” com ele.

Questionado sobre quando quer que a Rússia concorde com o cessar-fogo, Trump disse que existe um “prazo psicológico”. “Se eu pensar que eles nos estão a enganar, não ficarei contente com isso”, afirmou.

O presidente dos EUA falava depois de os drones russos terem atingido um hospital militar, um centro comercial e blocos de apartamentos na segunda maior cidade da Ucrânia, Kharkiv, matando duas pessoas e ferindo dezenas.


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Condenada por desvio de fundos europeus, Marine Le Pen não se pode candidatar às presidenciais de 2027

Marine Le Pen (EPA)  Por CNN Portugal 

Condenada por desvio de fundos europeus, Marine Le Pen não se pode candidatar às presidenciais de 2027, decretou o Tribunal Penal de Paris.

Segundo o jornal Le Monde, todos os deputados, incluindo Marine Le Pen, foram condenados à inelegibilidade imediata.

Marine Le Pen foi considerada culpada, esta segunda-feira, na sentença do julgamento por desvios de fundos europeus por assistentes do partido francês União Nacional (RN, extrema-direita).

Para além de Le Pen, também outros oito eurodeputados foram considerados culpados.

O tribunal calculou que o prejuízo total foi de 2,9 milhões de euros, o que fez com que “o Parlamento Europeu pagasse por pessoas que estavam efetivamente a trabalhar para o partido”.

O caso remonta a 2015, quando o Parlamento Europeu lançou um alerta às autoridades francesas sobre a possível utilização fraudulenta de fundos do antigo partido Frente Nacional, posteriormente renomeado União Nacional, devido ao grande número de contratos de assistentes parlamentares que trabalhavam total ou parcialmente para o partido entre 2004 e 2016.


Reino Unido e EUA tentam chegar a "acordo de prosperidade económica"

Por sicnoticias.pt  31/03/2025

O primeiro-ministro britânico e o presidente norte-americano discutiram por telefone as negociações em curso para um acordo de prosperidade económica entre o Reino Unido e os EUA.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o presidente norte-americano Donald Trump discutiram este domingo ao telefone as "negociações produtivas" entre os dois países para chegar a um "acordo de prosperidade económica", revelou Downing Street.

"Discutiram as negociações produtivas entre as suas respetivas equipas sobre um acordo de prosperidade económica entre o Reino Unido e os EUA e concordaram que essas negociações continuariam a bom ritmo esta semana", disse o comunicado de Downing Street citado pela agência de notícias francesa Agence France-Presse (AFP).

Reino Unido procura acordo comercial com EUA desde o Brexit

A AFP recorda que Londres quer um acordo comercial com os Estados Unidos desde que deixou a União Europeia, no inicio de 2021, que permitiria escapar aos direitos aduaneiros americanos que atingem muitos países europeus.

A indústria siderúrgica já foi alvo de direitos aduaneiros, contra os quais Londres não prometeu retaliar, ao contrário da UE.

A imprensa britânica refere que Londres poderia recuar no seu imposto sobre os serviços digitais, um imposto que visa em particular os gigantes tecnológicos americanos, a fim de evitar novos direitos aduaneiros e garantir um acordo comercial com Washington.

Trump prometeu acordo sem direitos aduaneiros
No mês passado, Donald Trump alimentou as esperanças britânicas ao garantir que os Estados Unidos e o Reino Unido iriam concluir "um verdadeiro acordo comercial em que não seriam necessários direitos aduaneiros", mas esse acordo ainda não aconteceu.

Segundo o comunicado de imprensa divulgado este domingo, o encontro entre os dois dirigentes começou com os "melhores votos" de Donald Trump para a recuperação do Rei Carlos III, que foi obrigado a cancelar vários compromissos na sequência de "efeitos secundários" do seu tratamento contra o cancro.

Já sobre a guerra na Ucrânia, "os líderes concordaram com a necessidade de manter a pressão coletiva sobre (o presidente russo Vladimir) Putin".

África: A ONU estima que o rácio da dívida pública sobre o PIB na média dos países africanos caia ligeiramente este ano, para 62,1%, um valor ainda assim insuficiente para garantir o necessário investimento público.

© AMANUEL SILESHI/AFP via Getty Images   Lusa  31/03/2025


A ONU estima que o rácio da dívida pública sobre o PIB na média dos países africanos caia ligeiramente este ano, para 62,1%, um valor ainda assim insuficiente para garantir o necessário investimento público.

De acordo com a Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), a dívida pública em África deverá descer de 62,5%, no ano passado, para 62,1% este ano, depois de em 2023 ter chegado dos 67,3%, mas esta queda não chega para eliminar a crise da dívida que muitos países da região enfrentam.

"Apesar da ligeira queda, os níveis de dívida ainda estão elevados e são comparáveis aos valores registados antes das iniciativas de alívio da dívida em meados dos anos 2000", lê-se no Relatório Económico sobre África (REA), divulgado na sequência da conferência dos ministros das Finanças africanos, que decorreu este mês na capital da Etiópia, Adis Abeba.

No documento, os peritos da ONU escrevem que a política orçamental está a voltar ao normal, mas alertam para "significativos pagamentos de dívida este ano, com os desafios financeiros atuais a obrigarem os países a reduzirem despesas públicas essenciais e a direcionarem recursos para o serviço da dívida", o que perpetua o ciclo de endividamento.

Entre estes países que estão a cortar na despesa pública para pagar as dívidas está Angola, apontado como um dos exemplos.

"A média dos pagamentos de juros em África chegou a 27% do PIB no ano passado, subindo face aos 19% registados em 2019, e nalgumas das maiores economias da região, como Angola, Egito, Gana, Nigéria e Uganda, os pagamentos de juros excederam o total das despesas na educação e na saúde nos últimos anos", lê-se no relatório.

Os custos de servir a dívida deverão ter chegado a 163 mil milhões de dólares, mais 12% do que no ano anterior, diz a UNECA, salientando que apesar de 2024 dever ter marcado o ano de pagamentos mais altos, "os valores vão continuar bem acima dos níveis anteriores à pandemia de covid-19 a curto e médio prazo".

A instituição refere ainda "as vulnerabilidades a permanecerem elevadas, demonstradas pelas elevadas taxas de juro, volatilidade das finanças públicas, acumulação de atrasos nos pagamentos e um prolongado impacto dos choques externos".

A região do norte de África lidera o índice dos maiores rácios de dívida face ao PIB, com 76%, seguida da África Austral, onde está Angola e Moçambique, com 70,7%, sendo a África Oriental a região menos endividada, com uma dívida pública que está nos 39,2% do PIB.

No capítulo financeiro, a UNECA alerta ainda que o aumento do acesso aos mercados financeiros internacionais vem acompanhado de uma subida das taxas de juro.

Isto, alerta, "coloca mais problemas de sustentabilidade a curto e médio prazo", principalmente porque desde 2021 "a dívida serviu principalmente para pagar a dívida existente, em vez de financiar novos investimentos".

Leia Também: O comércio entre os países africanos só aumentará significativamente se os governos apostarem em "reformas ousadas" na indústria, produtividade e PME, conclui a Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA) num relatório sobre o tema.


África precisa de "reformas ousadas" para aumentar comércio interno

© Reuters  Por Lusa  31/03/2025
O comércio entre os países africanos só aumentará significativamente se os governos apostarem em "reformas ousadas" na indústria, produtividade e PME, conclui a Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA) num relatório sobre o tema.

"São necessárias políticas industriais direcionadas, investimentos na capacidade produtiva e apoio às Pequenas e Médias Empresas (PME), o que vai ajudar África a desenvolver cadeias de valor robustas em setores cruciais como o agroprocessamento, setor automóvel, farmacêutico e nas energias renováveis", lê-se no Relatório Económico sobre África (REA), divulgado na sequência da conferência dos ministros das Finanças africanos, que decorreu na capital da Etiópia, Adis Abeba.

Entre as recomendações do relatório, dedicado às medidas necessárias para o aproveitamento do acordo de comércio livre continental em África (AfCFTA, na sigla em inglês), defende-se a aceleração da simplificação dos procedimentos nas alfândegas e a adoção de tecnologias digitais.

Isto demonstra, diz a UNECA, a necessidade de mais investimentos na infraestruturas digital, como redes de banda larga, centros de dados e pontos de distribuição de internet.

Os decisores políticos, aponta-se ainda no relatório, devem fazer avançar o livre movimento de pessoas, bens e capital, e investir no desenvolvimento urbano sustentável para gerir os desafios da rápida urbanização de muitas cidades africanas, dois aspetos considerados como "um imperativo estratégico para os governos".

O acordo de livre comércio em África entrou em vigor no princípio de 2021, abrange um mercado com mais de 1.300 milhões de consumidores, e tem o potencial de aumentar o crescimento do comércio em, pelo menos, 53% e potencialmente duplicar o comércio intra-africano, retirando 30 milhões de africanos da pobreza extrema e aumentando os rendimentos de quase 68 milhões de outros.

As exportações intra-africanas representam cerca de 16% do comércio externo dos países africanos, em comparação com 55% na Ásia, 49% na América do Norte e 63% na União Europeia.

Leia Também: Costa do Marfim: 1.º país africano a emitir dívida externa em moeda local

domingo, 30 de março de 2025

Portugal prepara nova força das operações especiais para integrar contingente da NATO

Por sicnoticias.pt  30 mar. 2025
O exército português está a preparar o envio de uma nova força das operações especiais para a Roménia na fronteira com a Ucrânia. O desempenho nos últimos meses reforçou a confiança da NATO na capacidade militar de Portugal, que já pediu o aumento do contingente para o segundo semestre deste ano. A SIC acompanhou em exclusivo o aprontamento que decorre no Centro de Tropas de Operações Especiais dos Rangeres em Lamego.

A entrada tem de ser rápida e silenciosa. O objetivo está definido e quando acaba o efeito surpresa, a ordem é para completar a missão e sair rapidamente eliminando todas as ameaças.

Este cenário faz parte do treino de uma equipa das operações especiais do exército português em aprontamento para integrar o contingente da NATO na Roménia.

Portugal tem atualmente 40 militares das operações especiais na fronteira da Europa com a guerra na Ucrânia. Pela primeira vez com capacidade de comando e controlo das operações a realizar ao serviço da NATO.

A incerteza do contexto internacional, mas também o desempenho dos últimos meses da força nacional, levou a NATO a confiar ao exército português um reforço de meios.

A guerra em solo ucraniano tem sido uma espécie de laboratório de experiências para a indústria militar. Novas armas e novos equipamentos trazem também novos desafios. O treino destes rangeres continua a passar pela organização de um grupo selecionado de homens, onde a confiança e a eficácia não admitem o erro.

Equipas usam 'drones' no treino

Mas também a incorporação de novas tecnologias no planeamento e execução de missões. A guerra dos 'drones' exige aperfeiçoamento e se calhar anos de treino nas forças especiais já são lançados, por exemplo, para deslocamento de equipas, análise de contexto envolvente e apoio à execução.

Mais do que o número de militares, em contexto de operações especiais, contam as capacidades multidisciplinares das equipas, mas com uma guerra que pouco conseguem adivinhar qual será o próximo passo, a experiência pesa ainda mais critério de seleção.

A média de idades dos militares em aprontamento ronda os 35 anos. Grande parte com várias missões internacionais.

Esta força das operações especiais do exército português vai ser projetada para Roménia durante o mês de maio com capacidade para cumprir missões em todo o flanco leste ao serviço da NATO.

Em simultâneo, Portugal vai iniciar um novo aprontamento para projetar no contexto internacional, antes do final do ano, uma nova força.

As tropas russas vão intensificar a sua ofensiva para expulsar as forças ucranianas do território que ocupam desde agosto passado na região de Kursk, informou hoje o Ministério da Defesa russo no seu canal do Telegram.

© Yan Dobronosov/Global Images Ukraine via Getty Images  Lusa  30/03/2025 

 Rússia vai intensificar ofensiva na região ocupada de Kursk

As tropas russas vão intensificar a sua ofensiva para expulsar as forças ucranianas do território que ocupam desde agosto passado na região de Kursk, informou hoje o Ministério da Defesa russo no seu canal do Telegram.

"Nas últimas 24 horas, as Forças Armadas Ucranianas perderam mais de 160 militares, um veículo blindado de combate, seis veículos, um veículo todo-o-terreno e quatro pontos de controlo de drones", afirma o relatório militar sobre a situação na região de Kursk.

O Ministério da Defesa disse que unidades do grupo militar russo Norte lançaram ataques e causaram perdas ao inimigo perto das cidades de Gornal, Guevo e Oleshnia, as duas primeiras na região de Kursk e a última na vizinha região ucraniana de Sumy.

"No total, durante as operações militares na Frente Kursk, o inimigo perdeu 71.050 pessoas", enfatizou o comando militar russo.

Enquanto isso, o Ministério de Situações de Emergência russo referiu hoje que desde 12 de março foram retirados aproximadamente 680 moradores das cidades de onde as tropas ucranianas foram expulsas.

Segundo o ministério, os deslocados foram transferidos para áreas seguras, onde estão a receber acomodação e assistência para localizar os seus familiares.