domingo, 23 de fevereiro de 2025

Alemanha/Eleições: Conservadores vencem eleições, recorde para a extrema-direita

© Getty Images   Por Lusa   23/02/2025 

Os conservadores de Friedrich Merz ganharam claramente as eleições gerais de hoje na Alemanha, marcadas por um aumento sem precedentes da extrema-direita, de acordo com as sondagens das principais televisões alemãs.

Esta viragem à direita, analisa a agência noticiosa France-Presse (AFP) surge numa altura crucial para uma Alemanha surpreendida pelas declarações de choque do Presidente norte-americano, Donald Trump, sobre a guerra na Ucrânia - alinhando-se mais com o invasor russo -, pelos receios de uma rutura na ligação transatlântica e pelas ameaças de aumento das tarifas aduaneiras.

 Previsto como vencedor há vários meses, o partido conservador CDU e o seu aliado bávaro CSU são creditados com uma pontuação de cerca de 29% nas sondagens realizada à "boca da urna" transmitidas pelos canais públicos de televisão ARD e ADF.

A Alternativa para a Alemanha (AfD) ficou em segundo lugar, com 19,5% a 20%, o dobro de há quatro anos e um resultado histórico para este partido criado em 2013.

A respetiva líder, Alice Weidel, saudou o "resultado histórico" do seu partido. "Nunca fomos tão fortes a nível nacional", declarou. 

No entanto, o campo conservador está a excluir qualquer aliança com a AfD, apesar de um "flirt" parlamentar sobre questões de imigração e segurança durante a campanha eleitoral.

O chanceler cessante, Olaf Scholz, não conseguiu convencer os muitos eleitores indecisos a apoiar o seu Partido Social-Democrata (SPD), que obteve entre 16% e 16,5% dos votos.

Segundo admitiu Scholz, os resultados foram um fracasso sem precedentes para o partido mais antigo da Alemanha.

Os Verdes, aliados do governo de Scholz, também perderam estas eleições, com uma quota de 12-13,5%.

A campanha eleitoral, após a implosão da coligação governamental em novembro de 2024, decorreu num clima interno tenso, com vários atentados mortais envolvendo estrangeiros nas últimas semanas, que abalaram a opinião pública e favoreceram os movimentos de direita e de extrema-direita.

O último ocorreu na sexta-feira à noite. Um jovem refugiado sírio é suspeito de ter esfaqueado e ferido gravemente um turista no Memorial do Holocausto, em Berlim. Segundo a justiça, o agressor pretenderia "matar judeus".

A campanha foi curta e intensa, mas também cheia de acontecimentos, marcada pelo facto de os Estados Unidos terem invertido a sua aliança com os partidos centristas da Alemanha, aliado histórico de Washington.

Durante semanas, o AfD recebeu um forte apoio do círculo de Donald Trump: o seu conselheiro Elon Musk, o homem mais rico do mundo, promoveu constantemente Alice Weidel na sua plataforma X.

As eleições legislativas antecipadas, na sequência da rutura do governo de Olaf Scholz em novembro, realizam-se também na véspera do terceiro aniversário da invasão russa da Ucrânia, que chocou a Alemanha.

O conflito pôs fim ao fornecimento de gás russo barato à Alemanha e contribuiu para a recessão, numa altura em que o país acolhia mais de um milhão de ucranianos.

Perante a perspetiva de um acordo de paz "nas costas" de Kiev e dos europeus, os parceiros da Alemanha querem ver um executivo formado o mais rapidamente possível. Friedrich Merz, que tinha afirmado que o seu objetivo era a Páscoa, deverá dirigir-se ao SPD.

Esta aliança, conhecida como a "grande coligação" ou "Groko" entre as duas formações que dominaram a paisagem política do pós-guerra, é também a preferida pelos alemães, que procuram estabilidade após as incessantes disputas entre o governo tripartido de Olaf Scholz e os Verdes e os liberais do FDP.

Merz afirmou que pretende evitar uma coligação tripartida.

Os resultados dos pequenos partidos e a sua capacidade de ultrapassar o limiar mínimo de 5% dos votos para entrar no Bundestag poderão desempenhar um papel importante neste contexto.

De acordo com as sondagens, o FDP está perto da marca dos 5%, tal como o BSW, uma nova formação conservadora de esquerda que defende a suspensão do fornecimento de armas à Ucrânia. 

O Die Linke, de esquerda radical, confirmou a sua recuperação das últimas semanas (8,5 a 9%).


Leia Também: Social-democrata Scholz assume derrota histórica na Alemanha

A Rússia lançou durante a noite passada 267 drones contra a Ucrânia, "um recorde" desde a invasão russa de 24 de fevereiro de 2022, afirmou hoje a Força Aérea ucraniana, na véspera do terceiro aniversário da guerra.

 

© Ukrinform/NurPhoto via Getty Images  Lusa   23/02/2025

Rússia lançou ataque recorde de mísseis desde a invasão à Ucrânia

A Rússia lançou durante a noite passada 267 drones contra a Ucrânia, "um recorde" desde a invasão russa de 24 de fevereiro de 2022, afirmou hoje a Força Aérea ucraniana, na véspera do terceiro aniversário da guerra.

O porta-voz da Força Aérea ucraniana, Iouri Ignat, indicou no Facebook que "267 drones inimigos foram lançados no céu ucraniano, o que constitui um recorde para um só ataque" desde a invasão.

 Segundo o responsável, 138 foram intercetados pela defesa aérea e 119 aparelhos perderam-se, sem causar danos.

O porta-voz não precisou o que aconteceu aos outros 10 engenhos, mas o Exército assinalou, num comunicado divulgado no Telegram, que várias regiões, entre as quais Kiev, foram "afetadas", sem fornecer detalhes.

Um ataque russo de míssil atingiu no sábado à tarde um homem e fez cinco feridos em Kryvyi Rig, no centro da Ucrânia, anunciaram hoje as autoridades regionais.

Na segunda-feira, a Ucrânia assinala o terceiro aniversário do início da invasão russa, que desencadeou uma guerra com um balanço de perdas humanas e materiais de dimensão ainda não inteiramente apurada.

O país tem contado com ajuda financeira e militar dos aliados ocidentais.


Zelensky diz-se disposto a renunciar à presidência se isso significar a paz na Ucrânia

Por  CNN Portugal

Presidente ucraniano diz que pode trocar o cargo pela adesão à NATO

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse este domingo que está disposto a renunciar ao seu cargo se isso significar a paz na Ucrânia, afirmando que poderia trocar a sua saída pela entrada da Ucrânia na NATO.

“Se a paz for garantida para a Ucrânia, se precisarem mesmo que me demita, estou pronto. Posso trocá-la pela NATO”, afirmou.

 Zelensky disse ainda que gostaria de ver o Presidente dos EUA, Donald Trump, como um parceiro da Ucrânia e mais do que um simples mediador entre Kiev e Moscovo.

 “Quero que seja mais do que uma simples mediação... isso não é suficiente”, afirmou numa conferência de imprensa em Kiev.

Os comentários de Zelensky surgem na sequência de uma escalada de discussões entre Zelensky e Donald Trump, depois de o Presidente dos EUA ter acusado falsamente a Ucrânia de ter iniciado o conflito e de ter chamado Zelensky de “ditador”.

Na mesma conferência de imprensa, o presidente ucraniano disse que se recusa a admitir que a Ucrânia deva 500 mil milhões de dólares aos Estados Unidos pela ajuda que Washington concedeu a Kiev durante a guerra, um número frequentemente citado pelo presidente norte-americano Donald Trump.

 Zelensky afirmou que as subvenções não devem ser tratadas como empréstimos.

Sobre o envio de tropas americanas para a Ucrânia, Zelensky disse é lógico se o acordo sobre minerais entre os dois países for tratado como garantia de segurança.

 O presidente ucraniano afirmou ainda que cerca de 15 mil milhões de dólares de ajuda militar norte-americana prometida anteriormente ainda não foram entregues.

Governo senegalês e o Movimento das Forças Democráticas de Casamança, MFDC assinam em Bissau Acordo de Paz, visando a cessação das hostilidades, desmobilização e reintegração dos rebeldes como forma de implementar o processo de paz efectuado, estabilidade e desenvolvimento da região de Casamança, fustigada por conflitos desde 1982.

Esta é a segunda vez que as partes beligerantes assinam em Bissau, depois de 2022 no regime do Presidente Make Sall. 

O primeiro-ministro do Senegal Ousmane SONKO viajou até Bissau para finalmente com apoio do Presidente Embaló conseguir garantir a deposição das armas e, continuar a negociar o processo de paz e desenvolvimento na região de Casamança.
Radio Voz Do Povo


O Presidente da República anunciou hoje que as eleições serão a 30 de novembro.

General Umaro Sissoco Embaló falando após encontro com o Primeiro-ministro do Senegal Ousmane SONKO, garantiu que serão cumpridas as formalidades necessárias, mas a data para a realização das eleições será fixada para 30 de novembro deste ano.


@ Radio Voz Do Povo

Fim da visita do Primeiro-ministro do Senegal Ousmane SONKO a Bissau após horas de reunião com o PR General Umaro Sissoco Embaló.

  Umaro S. Embaló/Presidente de Concórdia Nacional

Chefe de Estado General Umaro Sissoco Embalo recebe O Primeiro Ministro Senegalês 🇸🇳 Ousmane Sonko


Junior Gagigo 

O que são minerais e terras raras e porque é que Trump os quer?

Por  sicnoticias.pt 

Essenciais para a transição energética e a neutralidade carbónica até 2050, as terras raras são indispensáveis no fabrico de veículos elétricos, turbinas eólicas e baterias de longa duração.

Ao fim de três anos de conflito, o novo Presidente dos EUA, Donald Trump, tem pressionado para um fim rápido da guerra entre a Ucrânia e a Rússia. Mas em troca, Trump disse que queria que a Ucrânia fornecesse terras raras e outros minerais aos EUA. O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já manifestou que está disposto a partilhar estes recurso para se alcançar um acordo de paz. Mas o que são terras raras e porque são tão cobiçadas?

Na segunda-feira, 3 de fevereiro, Donald Trump disse que quer que a Ucrânia forneça minerais terras raras, que são essenciais para inovações tecnológicas como condição para a manutenção do apoio norte-americano no esforço de guerra. A Ucrânia tem importantes recursos que são essenciais para setores como o aeroespacial e os veículos elétricos.

"Vamos acabar com esta guerra ridícula. Por isso, estamos a tentar fazer um acordo com a Ucrânia para que esta assegure o que lhe estamos a dar com as suas terras raras e outras coisas".

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou dias mais tarde que está disposto a partilhar recursos com os aliados. No outono passado, a Ucrânia já tinha proposto abrir o setor mineiro ao investimento dos seus aliados. O "plano de vitória" apresentado por Zelensky em outubro de 2024 procurava reforçar a posição do país nas negociações e forçar Moscovo a negociar.

Valentyn Ogirenko

A riqueza mineral da Ucrânia

A Ucrânia possui importantes reservas minerais, incluindo as maiores jazidas de titânio da Europa e significativas quantidades de urânio. Estes materiais são estratégicos para a indústria aeronáutica, espacial e de defesa. Além disso, estima-se que o país tenha depósitos substanciais de terras raras.

Numa entrevista à Reuters a 7 de fevereiro, Zelensky revelou um mapa anteriormente classificado com os principais depósitos de terras raras e outros importantes minerais.

“São enormes quantidades de dinheiro. Precisamos de os proteger. Se estamos a falar de um acordo, somos a favor”, disse o Presidente ucraniano.

De acordo com Zelensky, menos de 20% dos recursos minerais da Ucrânia estão sob ocupação russa, incluindo cerca de metade dos depósitos de terras raras.Se Moscovo as controlar, poderá fornecê-las a países como a Coreia do Norte e o Irão, inimigos dos EUA.

Zelensky destacou ainda que a Ucrânia tem as maiores reservas de titânio da Europa, um material essencial para as indústrias aeronáutica e espacial, e também de urânio, usado na produção de energia nuclear e armamento. A maioria dos depósitos de titânio está localizada no noroeste do país, longe das zonas de combate.

O que são as terras raras e porque são tão cobiçadas?

Apesar do nome, as terras raras não são realmente escassas. São um grupo de 17 elementos químicos usados na produção de ímanes de alto desempenho, motores elétricos, chips eletrónicos e tecnologias de energia renovável.

O problema é que a sua extração e processamento são complexos e altamente poluentes.

Atualmente, a China domina este mercado, sendo responsável por 60% da extração global e 90% do processamento. O controlo chinês sobre estas cadeias de abastecimento levanta preocupações estratégicas para os EUA e outros países ocidentais.

O complexo processo de extração e processamento

As terras raras são minerais estratégicos porque são essenciais para a tecnologia. Mas comportam riscos, o processo de extração é complexo:

1.Mineração

  • Os depósitos de terras raras são explorados em minas a céu aberto ou subterrâneas.
  • O minério extraído contém apenas pequenas quantidades destes elementos.

2.Trituração e concentração

  • O material retirado da mina é triturado e tratado com processos químicos e físicos para aumentar a concentração de terras raras.
  • Técnicas como flotação, separação magnética ou eletrostática ajudam a eliminar outros minerais e impurezas.

3.Remoção de materiais radioativos

  • Muitos minérios de terras raras contêm tório e urânio, elementos radioativos que precisam de ser removidos.
  • Esse processo é feito com produtos químicos agressivos, como ácido sulfúrico ou clorídrico, gerando resíduos perigosos.

4.Separação dos elementos individuais

  • As terras raras aparecem na natureza misturadas entre si, tornando difícil a separação.
  • É usada uma técnica chamada extração por solventes, que envolve dissolver os minerais em soluções químicas para isolar cada elemento.
  • Esse processo pode exigir centenas de ciclos de separação, tornando-o extremamente dispendioso e poluente.

5.Produção de metais e ligas

  • Após a separação, os elementos são convertidos em óxidos e depois em metais por processos como eletrólise.
  • Esses metais são misturados com outros materiais para criar ligas utilizadas em tecnologias avançadas.

6.Fabrico de ímanes e componentes

  • Os metais de terras raras, como neodímio e praseodímio, são usados na produção de ímanes de alta potência.
  • Estes ímanes são essenciais para motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, sistemas de defesa e até em tecnologia espacial.

O desafio da dependência da China

A crescente procura por terras raras coloca os EUA e a Europa numa posição vulnerável face à China que domina quase todo o setor. Para reduzir essa dependência, os países ocidentais procuram novas fontes de abastecimento e a Ucrânia pode ser uma peça-chave nesta estratégia.

Um acordo difícil

A 15 de fevereiro, Zelensky afirmou que um projeto de acordo com os EUA sobre terras raras não incluía garantias de segurança para a Ucrânia. Fontes próximas das negociações dissera à Reuters que os Estados Unidos propuseram assumir a propriedade de 50% dos minerais críticos da Ucrânia.

Embora Kiev esteja aberta a parcerias, Zelensky frisou que a Ucrânia não pretende “doar” os seus recursos. O Presidente ucraniano afirmou que a Rússia tem conhecimento detalhado sobre as reservas minerais ucranianas, graças a estudos geológicos realizados durante a era soviética e levados para Moscovo após a independência da Ucrânia, em 1991.

Avanço russo no leste da Ucrânia

Nos últimos meses, as tropas russas têm avançado no leste da Ucrânia, lançando uma ofensiva de grande escala. Já o exército ucraniano, mais pequeno, enfrenta dificuldades devido à falta de soldados e à incerteza sobre o fornecimento de armas estrangeiras.

Mas uma coisa é clara: o controlo das terras raras é vital para a segurança nacional, é crucial para as economias e pode influenciar a futura ordem geopolítica mundial.

Ministro do Interior Aladje Botche Cande, garante que não permitirá desordem no país.

Em declarações feitas neste fim-de-semana, o Ministro do Interior Aladje Botche Cande, reafirmou com firmeza que o governo não permitirá que a desordem tome conta do país. 

Durante uma entrevista, Cande sublinhou que as autoridades estão plenamente empenhadas em garantir a segurança e a estabilidade em todo o território nacional, especialmente após os recentes episódios de tensão política.👇

@Radio Voz Do Povo

Elon Musk diz que funcionários públicos devem prestar contas ou serão demitidos

Chip Somodevilla/Reuters   Lusa

O homem mais rico do mundo recorreu às redes sociais para alertar que, “segundo o Presidente”, todos os funcionários “receberão em breve um 'email' para compreender o que fizeram na última semana”. Elon Musk foi nomeado por Donald Trump para liderar uma comissão com a incumbência de cortar nas despesas públicas dos EUA.

O magnata Elon Musk, aliado próximo do Presidente norte-americano, Donald Trump, disse este sábado que os funcionários públicos federais terão de prestar contas da sua atividade recente sob pena de perderem o emprego.

"De acordo com o Presidente Donald Trump, todos os funcionários federais receberão em breve um 'email' para compreender o que fizeram na última semana. A ausência de resposta será considerada um despedimento", afirmou Musk, na rede social X, de que é proprietário.

O patrão da Tesla e da SpaceX foi nomeado por Donald Trump para liderar uma comissão com a incumbência de cortar nas despesas públicas nos Estados Unidos.

Desde então, o homem mais rico do mundo tem aplicado medidas visando despedir funcionários públicos federais de vários setores.

Trump quer Musk “mais agressivo”

Donald Trump expressou este sábado o desejo de que Musk fosse "mais agressivo".

"Elon faz um excelente trabalho, mas gostaria de vê-lo mais agressivo", referiu o Presidente dos Estados Unidos, na rede social Truth Social, de que é dono.

A administração Trump começou na semana passada a dispensar milhares de funcionários públicos federais em período experimental e já tinha lançado um plano para incentivar funcionários a se demitirem em troca de um pagamento contínuo até ao fim de setembro.

Mas de 75 mil funcionários públicos federais aceitaram a oferta de demissão, segundo o jornal The Washington Post.

sábado, 22 de fevereiro de 2025

DECLARAÇÃO CONJUNTA API CABAS GARANDI, PAI TERRA RANKA E A SOCIEDADE CIVIL.


A Rússia está a "reciclar" os seus feridos: na linha da frente até já há soldados de muletas

Por cnnportugal.iol.pt

As forças armadas russas estão a enviar tropas feridas com muletas de volta à linha da frente para combater e a reafetar soldados com ferimentos significativos a funções de combate, numa altura em que se debatem com problemas crescentes de efetivos, de acordo com vídeos e testemunhos obtidos pela CNN.

Imagens da linha da frente divulgadas por operadores de drones ucranianos e tropas russas mostram homens que sofreram claramente ferimentos nas pernas, alguns ainda com ligaduras, a usar muletas em zonas de combate, em vários casos visados por drones ucranianos quando usam os auxiliares de marcha para tentar fugir.

“Os russos estão a reciclar os feridos de volta para a luta”, disse um funcionário ocidental, referindo-se a vídeos de "tropas de muletas a serem empurradas de volta para a linha".

A utilização de soldados feridos é um sinal de que Moscovo está a gerir os seus crescentes problemas de mão de obra sem uma mobilização geral mais ampla, que seria impopular entre as classes médias urbanas da Rússia, segundo o funcionário, que falou à CNN sob condição de anonimato sobre um tema sensível.

Um vídeo de um drone de janeiro, publicado pela 59.ª brigada ucraniana que atua em torno da cidade estratégica de Pokrovsk, mostra um soldado russo a usar uma muleta debaixo de cada braço para tentar abrigar-se. Está a mover-se lentamente, apesar de provavelmente conseguir ouvir o drone ucraniano por cima dele e perceber que está em risco.

O drone deixa cair uma bala de morteiro sobre ele.

Outros vídeos mostram a deslocação forçada dos feridos para as linhas da frente. Um deles mostra um ferido, cujo nome a CNN não revela por razões de segurança, a ser arrastado por homens em uniforme de combate do exterior de um hospital militar na cidade de Yeysk, no sul da Rússia, na região de Krasnodar.

“Que raio estão a fazer comigo, porquê? Fui operado ontem, raios!”, diz. Virando-se para a câmara, acrescenta: “Estou a dirigir-me a todos os residentes da Rússia e quero mostrar a todos o que está a acontecer a um dos nossos dignos soldados das Forças Armadas da Federação Russa”.

Dentro do veículo, mostra a sua perna gravemente ferida, onde foi recentemente operado a um grande ferimento, garante. Mostra também a mão ferida. “Não tenho um dedo; também o coseram ontem. Só me posso deslocar com muletas”.

Diz que tem pela frente uma dolorosa viagem de oito horas em más estradas para regressar à cidade de Lugansk, na linha da frente, e vira a câmara para os outros passageiros, que também mostram os seus ferimentos. “Há um tubo no meu estômago”, diz o outro homem. Não se sabe ao certo quando é que o vídeo foi filmado.

Outro vídeo publicado por bloggers militares russos, aparentemente no mês passado, mostra uma unidade russa, aparentemente do 20.º Exército, numa floresta, usando coletes à prova de bala e fardas. O homem que está a filmar diz: “É assim que vamos para uma missão de combate. Isto é completamente marado!”

O operador de câmara acrescenta: “Agora também lhes vão dar metralhadoras e coletes à prova de bala e mandam-nos embora! Como é que isto está a acontecer?”

Um soldado diz: “Lutei cinco vezes, com dois ferimentos graves e uma lesão cerebral grave.” Diz que o hospital o declarou apto apenas para o serviço desarmado. “Agora penduram as armas em mim e levam-me para a linha da frente sem problemas. O 20.º Exército é fantástico assim”, descreve, levantando os polegares.

Outro soldado diz, vendo os colegas feridos a passar: “Estão a levar os rapazes de muletas para receberem as armas, caramba!” A unidade dirige-se aparentemente para Makiivka, para ser futuramente destacada para combate, dizem os soldados.

Um oficial dos serviços secretos da defesa ucraniana disse que, nos últimos seis meses, se tinha notado uma tendência para o aparecimento de soldados russos feridos em “áreas de combate ativo”. O responsável atribuiu a utilização dos feridos a uma tentativa dos comandantes de esconderem as perdas e a sua incapacidade de colocar e retirar as tropas das zonas de combate quando necessário.

Alguns evitaram por pouco a sua retirada. A CNN falou com um soldado russo que foi ferido durante os confrontos em torno de Vovchansk, recebeu tratamento limitado e depois um mês de licença. Quando soube que os feridos estavam a ser enviados de volta para a linha da frente, fugiu da Rússia. A CNN viu documentos que confirmam o seu relato, mas não revela pormenores para sua segurança.

“Estou no hospital há um mês”, relata, ”e não extraem os estilhaços a ninguém. Só põem uma pomada e pronto. Quando a ferida cicatriza um pouco, dão-nos alta”.

Disse que recuperou perto de Moscovo numa unidade de amputados, ou seja, pessoas imóveis ou com muletas, que tinham direito a um mês de férias quando recuperavam a saúde.

“Mas não lhes é permitido sair da unidade”, refere. “É o que chamam de 'regimento de recuperação'. Passam lá um mês e estão a atirá-los de volta para a guerra.”

Descreveu esta política como um “bilhete de ida”, talvez concebido para reduzir as indemnizações pagas às famílias. “Pagam três milhões de rublos por um ferimento qualquer. Estão a mandar os aleijados de volta para a frente... para evitar pagar dinheiro. Se a pessoa estiver desaparecida, a família não recebe dinheiro. Para a prova, é preciso um corpo, e se não houver corpo, é isso, desculpa, adeus”.

A CNN recebeu também documentos recuperados por funcionários ucranianos que, segundo eles, foram retirados dos corpos de soldados russos mortos nos arredores de Pokrovsk.

Entre os documentos, um relatório médico que descreve os ferimentos significativos na cabeça e no corpo de um russo que tinha sido enviado de volta para combater.

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou hoje apoio direto de 15 M US$ ao Orçamento do Estado são-tomense e um projeto de 24 M US$ para garantir 100% de energia renovável na ilha do Príncipe em dois anos.

© Lusa   22/02/2025

BAD garante 39 M US$ para OE são-tomense e transição energética

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) anunciou hoje apoio direto de 15 M US$ ao Orçamento do Estado são-tomense e um projeto de 24 M US$ para garantir 100% de energia renovável na ilha do Príncipe em dois anos.

Segundo o representante do BAD para Angola e São Tomé e Príncipe, os 15 milhões de dólares serão disponibilizados com comparticipação do Governo da Nigéria, cujo montante não foi revelado, e serão direcionados "para apoiar a implementação do orçamento e cumprimento das metas acordadas com o Fundo Monetário Internacional (FMI) no curso deste ano".

Pietro Toigo disse no ano passado o apoio do BAD ao OE são-tomense foi de 5.5 milhões de dólares, sendo que para este ano previa-se o mesmo valor, mas "foi decidido reforçar o montante" visando ainda "melhorar a transparência da gestão das finanças públicas" e "reforço da gestão do Orçamento".

Segundo o representante do BAD, outra prioridade definida com o executivo são-tomense é a transição energética para que possa "dar a base para o desenvolvimento económico do país" e permitir menos custos na balança de pagamento na importação de combustível.

Neste sentido, destacou um projeto de cerca de 24 milhões de dólares a ser aprovado até outubro, que visa financiar um parque solar para ajudar a garantir a "completa independência energética à ilha do Príncipe" dentro de dois anos.

Segundo Pietro Toigo, o projeto inclui ações para "fortalecer a rede do Príncipe para que possa sustentar essa carga energética maior" e também "modernizar a estrutura" das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), informática e digital da Empresa de Água e Eletricidade (Emae), além da instalação da mais de 60 mil contadores pré-pagos "para assegurar a sustentabilidade financeira da Emae".

Adicionalmente, o representante do BAD anunciou que entre maio e junho, deverão iniciar as obras para a construção de uma central míni hídrica sobre Rio Papagaio, também na ilha do Príncipe com capacidade de 0.6 megawatts.

Pietro Toigo disse que a ilha do Príncipe precisa de menos de dois megawatts de energia, mas as duas centrais renováveis que serão construídas poderão injetar 2.6 megawatts para substituir o combustível fóssil na ilha que é desde 2012 Reserva Mundial da Biosfera da Unesco.

Durante a última semana, o representante do BAD encontrou-se com o Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, com o primeiro-ministro Américo Ramos, e vários membros do novo Governo são-tomense, em funções desde 14 de janeiro.

O Orçamento do Estado de São Tomé e Príncipe para 2025, entregue na sexta-feira no parlamento, é de cerca de 260 milhões de euros, bastante superior aos 178 milhões de euros do OE do ano anterior.

"Desses 260 milhões de euros, 51% é financiado com as nossas receitas próprias. O restante com donativos e financiamento externo em forma de créditos concessionais", precisou o ministro do Estado, Economia e Finanças, Gareth Guadalupe, após a entrega dos documentos.

O governante disse ainda que 49% das despesas são de funcionamento, "precisamente por causa do grande peso da massa salarial ao nível da administração pública", 39% são despesas de investimento e os restantes 12% serão para a amortização da dívida pública".

Em comunicado de Conselho de Ministros, de quinta-feira, o Governo tinha anunciado a previsão do crescimento do PIB em 3,3% e a redução da inflação para 8,9%, mas o ministro da Economia e Finanças disse que o OE prevê "um crescimento à volta dos 3%" e a inflação aproximadamente em 7%.


Dois grupos que se manifestavam hoje em Lisboa entraram em confrontos físicos na Praça D. Pedro V (Rossio) por desentendimentos relativamente à atual presidência da Guiné-Bissau.

© Lusa   22/02/2025

 Manifestantes a favor e contra a Presidência da Guiné-Bissau confrontam-se em Lisboa

Dois grupos que se manifestavam hoje em Lisboa entraram em confrontos físicos na Praça D. Pedro V (Rossio) por desentendimentos relativamente à atual presidência da Guiné-Bissau.

A Lusa constatou no local que foram arremessadas pedras e garrafas, para além de os manifestantes terem trocado socos e pontapés, confrontos que a Polícia de Segurança Pública (PSP) conseguiu cessar.

Um dos grupos, com cerca de 50 pessoas, que se apresenta como um movimento de apoio ao segundo mandato do Presidente Umaro Sissoco Embalo, manifestou-se ao início da tarde no Rossio, com tambores e lenços vermelhos, a favor do atual chefe de Estado.

O segundo grupo, com perto de 200 pessoas, concentrou-se também na praça numa contramanifestação e iniciativa de homenagem ao falecido músico guineense Américo Gomes. Os participantes são contra o atual regime da Guiné-Bissau.

Os confrontos tiveram início por volta das 15:00 e, de acordo com a PSP, não há registo de feridos ou detidos.


Leia Também: CEDEAO regressa à Guiné-Bissau para mediar crise política

Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, recebido pelos moradores e residentes do Círculo 25 no bairro de Pluba.


CLIQUE AQUI PARA ASSISTIR AO VÍDEO ...Radio Voz Do Povo 

CONTINUAM O DESRESPEITO DA ORDEM JUDICIAL DE STJ... NO COMMENT!!

Por  Sá Maria Victor

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a substituição do chefe do Estado-Maior do Exército norte-americano, pondo fim ao mandato de Charles Brown após um ano e quatro meses no cargo.

© Lusa  22/02/2025 

 Trump anuncia substituição de chefe do Estado-Maior do Exército dos EUA

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a substituição do chefe do Estado-Maior do Exército norte-americano, pondo fim ao mandato de Charles Brown após um ano e quatro meses no cargo.

"Gostaria de agradecer ao general Charles Brown pelos seus mais de 40 anos de serviço", escreveu na sexta-feira Donald Trump na rede social Truth Social, da qual é proprietário.

Um "líder extraordinário", afirmou ainda sobre Brown, nomeado chefe do Estado-Maior do Exército pelo ex-presidente Joe Biden em 2023.

Donald Trump nomeou Charles Brown para chefiar a Força Aérea no final do primeiro mandato como Presidente, tornando-se no primeiro afro-americano a ocupar o cargo.

Mas o republicano prometeu mudanças no regresso à Casa Branca, afastando vários altos funcionários, incluindo alguns em posições tradicionalmente estáveis, mesmo no caso de mudanças políticas.

O secretário da Defesa de Donald Trump, Pete Hegseth, já tinha sugerido num podcast, antes da tomada de posse, que Charles Brown deveria ser despedido, bem como outros oficiais militares "envolvidos em políticas woke [corrente que levanta questões relativas à justiça social e racial]".

O General Brown vai ser substituído por Dan Caine, militar da Força Aérea. É um "piloto experiente, perito em segurança nacional, empresário de sucesso, um 'guerreiro' com vasta experiência em operações especiais", escreveu o Presidente norte-americano.

Juntamente com o secretário Pete Hegseth, Dan Caine vai ser responsável por "restaurar a paz através da força, colocar a América em primeiro lugar e reconstruir" as forças armadas, escreveu Trump na sexta-feira.


Leia Também: O Presidente norte-americano, Donald Trump, assinou na sexta-feira à noite um memorando destinado a travar o investimento chinês em setores estratégicos dos EUA, incluindo tecnologia e infraestruturas críticas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou chamar ditador ao homólogo russo, Vladimir Putin, e insistiu que deve o Presidente russo se deve sentar com Volodymyr Zelensky para negociar o fim da guerra na Ucrânia.

© Francis Chung/Politico/Bloomberg via Getty Images   Lusa  21/02/2025

Trump evita chamar "ditador" a Putin. Zelensky? "Devem sentar-se juntos"

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, evitou chamar ditador ao homólogo russo, Vladimir Putin, e insistiu que deve o Presidente russo se deve sentar com Volodymyr Zelensky para negociar o fim da guerra na Ucrânia.

"Penso que o Presidente Putin e o Presidente Zelensky devem sentar-se juntos", disse aos jornalistas na Sala Oval da Casa Branca.

Quando questionado diretamente por um jornalista se considerava Putin um ditador, evitou responder, termo que utilizou para se referir a Zelensky e, em vez disso, reiterou a urgência de pôr fim ao conflito.

"Queremos acabar com a morte de milhões de pessoas. Estão a ser mortos jovens soldados. Se olharmos para as imagens de satélite do campo de batalha, nunca vimos nada assim. Milhares de soldados estão a morrer todas as semanas", disse Trump.

"É por isso que quero um cessar-fogo e quero fechar um acordo. Acho que temos uma hipótese de o fazer", acrescentou.

Trump reconheceu que os soldados ucranianos estão a "derramar o seu sangue" na guerra e são "muito corajosos", mas sublinhou que os Estados Unidos estão a gastar o seu "tesouro" num país que está "muito longe" e que, na sua opinião, não está a tratar Washington de forma justa, pois está a abusar da ajuda militar recebida.

Neste sentido, insistiu que a guerra afeta mais a Europa do que os Estados Unidos, uma vez que estes últimos têm "um grande e belo oceano" no meio, em referência ao Atlântico.

Trump afirmou também que está "muito perto" de assinar um acordo com a Ucrânia para que o país ceda recursos naturais a Washington, especialmente minerais essenciais e terras raras para o desenvolvimento tecnológico, como compensação pela ajuda dos EUA.

Zelenski revelou numa conferência de imprensa esta semana que a proposta entregue por Washington na semana passada incluía a cedência de 50% dos recursos naturais da Ucrânia.

Segundo o líder ucraniano, o acordo não garante que os EUA continuem a apoiar Kiev, razão pela qual o seu governo decidiu não o assinar.

Trump foi também questionado sobre um artigo da revista francesa "Le Point" que afirmava que ele planeava viajar para Moscovo para assistir à parada militar de 9 de maio, que comemora a vitória soviética sobre a Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial.

"Não, não vou", respondeu quando questionado sobre essa possibilidade.

As relações entre Washington e Kiev estão particularmente tensas depois de Trump ter surpreendido a Ucrânia e a Europa ao anunciar, a 12 de fevereiro, que tinha falado com Putin ao telefone e chegado a um acordo com Moscovo para iniciar "negociações imediatas" para acabar com a guerra.

Na terça-feira, na Arábia Saudita, uma delegação russa e norte-americana concordou em começar a trabalhar para pôr fim ao conflito e melhorar as suas relações económicas e diplomáticas, o que poderá levar a uma cimeira entre Trump e Putin.

Zelenski protestou contra a exclusão de Kiev das conversações e intensificou o seu confronto com Trump, acusando-o de viver numa bolha de "desinformação" conduzida pela Rússia, enquanto o Presidente dos EUA respondeu chamando "ditador" ao líder ucraniano.


AUTOCARROS DOADOS À GUINÉ-BISSAU 🇬🇼

@Carlos Adulai Djawo
O Porto de Leixões concluiu o embarque de 21 autocarros doados pela STCP à Guiné-Bissau, numa operação faseada iniciada em novembro passado.

Esta iniciativa visa apoiar a criação de uma rede estruturada de transportes coletivos urbanos no país africano, promovendo a mobilidade sustentável e a inclusão social.

A APDL orgulha-se de assegurar o transporte eficiente e seguro destes veículos, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população guineense. 

COMUNICADO CONJUNTA API CABAZ GARANDI E PAI TERRA RANKA


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Entrega de cartas credenciais de Embaixador Guiné-Bissau na Itália.



 Abel Djassi

O Presidente da recebe populares círculo 25





 Presidência da República da Guiné-Bissau 

CEDEAO na ricibi General Adja Satu Camará Coordenadora Nacional de Movimento Para Alternância Democrática G-15 único e legítimo Coordenadora de MADEM-G15

@ Djassi Sorria

Hamas estranha pedido da Liga Árabe para grupo sair do poder em Gaza

© Reuters  Lusa  21/02/2025

O Hamas manifestou hoje "surpresa" face às declarações do secretário-geral adjunto da Liga Árabe, Hossam Zaki, que sugeriu que a entrega do poder pelo grupo na Faixa de Gaza estaria de acordo com os interesses do povo palestiniano.

Citado pela agência noticiosa espanhola EuropaPress, o porta-voz do movimento de resistência islâmica apelou à organização pan-árabe para apoiar um "governo de consenso" com o Hamas e a Fatah, liderada pela Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), presidida por Mahmoud Abbas.

"Mostrámos a máxima flexibilidade na formulação de propostas políticas e administrativas para a gestão da Faixa de Gaza durante vários diálogos, especialmente com os nossos irmãos do Egito, incluindo a aceitação de um governo de consenso nacional", disse o porta-voz do grupo extremista, Hazem Qasem.

O Hamas, prosseguiu, "continuará a colocar os interesses supremos do povo palestiniano no centro das suas decisões sobre a situação em Gaza após a guerra, no quadro de um consenso nacional e longe de qualquer interferência da ocupação", referindo-se a Israel, ou dos Estados Unidos, sublinhou.

"Apelamos à Liga Árabe para que apoie esta posição e não permita a aprovação de qualquer projeto que possa ameaçar o sistema de segurança nacional árabe", disse Qasem, citado pelo diário palestiniano Filastin.

Esta semana, Hossam Zaki afirmou que as recentes declarações do Hamas, indicando a disponibilidade para entregar o controlo de Gaza, poderiam abrir caminho a uma solução e disse que seria benéfico para a população se o grupo se afastasse da linha da frente no enclave, palco de uma ofensiva israelita após os ataques de 07 de outubro de 2023 e de um cessar-fogo desde 19 de janeiro.

No final de janeiro, Muza Abu Marzook, um alto responsável do grupo islamita, abriu a porta à possibilidade de o controlo de Gaza não ficar nas mãos do Hamas, uma vez concluída a retirada das tropas israelitas na sequência do acordo de cessar-fogo, e optou por um "consenso" para avançar com uma nova administração que, em qualquer caso, deve permanecer nas mãos dos palestinianos.


Leia Também: Hamas matou irmãos "Ariel e Kfir com as suas próprias mãos"...   Forças de Defesa de Israel dizem ainda que grupo islamita tentou encobrir as suas atrocidades.

Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG) foi abalado por uma decisão drástica do seu presidente, Aladje Botche Candé, que anunciou hoje a exoneração da 4ª vice-presidente do partido, Fatumata Djau Baldé, e do conselheiro especial e principal do partido, Mama Saliu Lamba.

@Radio Voz Do Povo

OMS: A Organização Mundial de Saúde (OMS) registou mais de 2.200 ataques a instalações de saúde em três anos de guerra na Ucrânia, anunciou hoje a agência especializada da ONU.

© Lusa  21/02/2025 

OMS registou mais de 2.200 ataques a instalações de saúde ucranianas

A Organização Mundial de Saúde (OMS) registou mais de 2.200 ataques a instalações de saúde em três anos de guerra na Ucrânia, anunciou hoje a agência especializada da ONU.

Omais recente dos ataques contra instalações de saúde teve como alvo uma clínica pediátrica em Odessa, disse a OMS a propósito do terceiro aniversário da invasão russa da Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro de 2022.

"Não se trata apenas de edifícios, mas de vidas perturbadas, de cuidados de saúde que não podem ser prestados", disse o representante da OMS na Ucrânia, Jarno Habicht, citado pela agência espanhola EFE.

Habicht referiu-se também a "uma pressão imensa sobre os trabalhadores da saúde exaustos que continuam a trabalhar 24 horas por dia, sete dias por semana".

Os últimos inquéritos da OMS indicam que 82% dos ucranianos têm problemas de acesso a medicamentos e 35% adiaram consultas médicas devido a problemas financeiros, de segurança ou de disponibilidade de cuidados de saúde.

Um quarto dos inquiridos respondeu que o acesso aos cuidados de saúde piorou em três anos de guerra e seis em cada 10 dizem sofrer de 'stress' psicológico, em comparação com um em cada 10 antes do conflito.

Segundo Habicht, estima-se que 9,2 milhões de ucranianos necessitarão de ajuda humanitária durante este ano.

A OMS quer ajudar pelo menos três milhões de ucranianos, com um investimento de 130 milhões de dólares (mais de 124 milhões de euros, ao câmbio atual), acrescentou.

Desconhece-se o número de baixas civis e militares dos três anos de guerra na Ucrânia, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm afirmado que será elevado.

A guerra foi desencadeada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, que alegou ter como objetivo "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho.


Leia Também: O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, anunciou hoje que receberá "em breve" o seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para uma visita de Estado e defendeu a participação de todos num eventual processo de paz entre Kiev e Moscovo.

Leia Também: Os edifícios do Parlamento Europeu (PE) vão exibir entre domingo e terça-feira bandeiras da União Europeia (UE) e ucraniana a meia haste, para assinalar três anos de invasão da Rússia, em Bruxelas, Luxemburgo e Estrasburgo.