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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Moscovo reclamou ataque contra instalações de energia ucranianas... As forças russas reclamaram hoje um ataque com mísseis e drones contra instalações de produção e distribuição de energia nas regiões ucranianas de Vinnitsia, Dnipropetrovsk e Kharkiv.

Foto: Ukrainian Presidential Press Service via REUTERS   Por  RTP/Lusa 3 Novembro 2026 

De acordo com o Ministério da Defesa russo, os ataques foram também dirigidos contra as infraestruturas portuárias e embarcações em Odessa, no Mar Negro, sul da Ucrânia. 

Em concreto, o Governo russo disse que os ataques ocorreram durante a última noite contra o complexo energético da Ucrânia nas regiões de Vinnitsia, Dnipropetrovsk e Kharkiv, que forneciam eletricidade a empresas da indústria militar e a instalações das Forças Armadas ucranianas.

O Ministério da Defesa detalhou que na região de Vinnitsia foi atacada a central termoelétrica de Ladyzhyn, com uma potência de 1.800 megawatts; em Dnipropetrovsk, foram danificadas as centrais termoelétricas de Kryvyi Rih (2.800 megawatts) e Prydniprovska (1.765 megawatts).

Na região de Kharkiv, foram visadas a central termoelétrica de Kharkiv (86 megawatts) e as subestações de Zmiiv e Losevo, ambas de 330 quilovolts.

Na região de Odessa, foram atacadas as infraestruturas do porto de Kiliya e duas embarcações de carga seca no porto de Yuzhny, segundo o Ministério da Defesa da Rússia.

A Ucrânia foi invadida pelas forças russas em 2014 que anexaram a Península da Crimeia.

Em 2022, a Rússia lançou um ataque de grande escala contra todo o território da Ucrânia.

Rússia contabiliza mais de 9.200 civis russos mortos em ataques ucranianos... As autoridades russas contabilizaram mais de 9.200 civis russos mortos em ataques da Ucrânia desde o início da guerra, na sequência da invasão iniciada em fevereiro de 2022 pelo Presidente russo, Vladimir Putin.

Por  dnoticias.pt/Agência Lusa   03 nov 2026 

As autoridades russas contabilizaram hoje mais de 9.200 civis russos mortos em ataques da Ucrânia desde o início da guerra, na sequência da ordem de invasão assinada, em fevereiro de 2022, pelo Presidente russo, Vladimir Putin.

Segundo a agência noticiosa russa TASS, que cita o responsável designado por Moscovo para acompanhar eventuais crimes de guerra cometidos pela Ucrânia, Rodion Miroshnik, as autoridades acrescentaram mais de 600 pessoas mortas em ataques durante o terceiro trimestre deste ano.

Numa conferência de imprensa, Miroshnik afirmou que "o número total de vítimas civis das ações das forças punitivas ucranianas desde fevereiro de 2022 ronda os 37 mil, das quais 9.213 morreram".

O responsável russo indicou ainda que, entre julho e setembro de 2026, foram registadas 631 mortes e 4.990 feridos entre a população civil na sequência de ataques ucranianos.

Miroshnik acrescentou que "mais de 50 pessoas morrem ou ficam feridas diariamente às mãos de milicianos ucranianos", numa referência às Forças Armadas da Ucrânia.

Por seu lado, as Forças Armadas ucranianas afirmaram, numa publicação nas redes sociais, que o Exército russo sofreu cerca de 1.595.000 baixas desde o início da guerra, entre mortos e feridos. As autoridades russas não divulgam há vários meses um balanço das baixas militares.


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A ONU condenou um ataque do Exército russo na segunda-feira a uma escola utilizada como centro humanitário na província oriental ucraniana de Zaporijia, que fez pelo menos 31 mortos, segundo o último balanço oficial...

UCRÂNIA: Zelensky acusa Rússia de destruir perspetiva de paz após ataque com 29 mortos... O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia de comprometer qualquer "progresso rumo à paz", após um ataque que matou pelo menos 29 pessoas durante a distribuição de ajuda humanitária no sudeste do país.

© Danil Shamkin/NurPhoto via Getty Images   Por  LUSA  03/11/2026 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusou esta segunda-feira a Rússia de comprometer qualquer "progresso rumo à paz", após um ataque que matou pelo menos 29 pessoas durante a distribuição de ajuda humanitária no sudeste do país.

Os ataques prosseguiram durante esta madrugada em várias regiões da Ucrânia, atingindo nomeadamente um hospital em Kherson, no sul do país, onde 46 pessoas ficaram feridas e 200 pacientes tiveram de ser retirados. Infraestruturas energéticas foram igualmente atingidas em várias regiões.

Na véspera das eleições intercalares nos Estados Unidos, o enviado norte-americano Steve Witkoff garantiu ao final da tarde de segunda-feira que decorrerão "negociações de trabalho" entre a Rússia e a Ucrânia nos dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, sob mediação dos Estados Unidos.

"As discussões incidirão sobre as disposições de segurança do pós-guerra, a desescalada, os esforços humanitários e os próximos passos rumo à paz", detalhou na rede social X.

Contudo, a última reunião deste tipo, realizada em meados de fevereiro em Genebra, na Suíça, terminou sem resultados concretos, com a Rússia a manter posições extremas, segundo Kyiv.

As perspetivas deterioraram-se ainda mais com o ataque, na segunda-feira, contra o centro de distribuição de ajuda humanitária de Komyshuvakha, na região de Zaporijia.

"Todas as segundas-feiras era aí distribuída ajuda humanitária. Os russos lançaram o primeiro ataque precisamente no momento em que as pessoas chegavam, recorrendo a várias bombas aéreas. Depois houve um segundo ataque, com mais bombas aéreas, desta vez dirigido ao abrigo (...), onde as pessoas se tinham refugiado", descreveu Zelensky.

Estes ataques destruíram "toda a esperança de progresso rumo à paz", sublinhou o líder ucraniano, considerando tratar-se de "mais uma prova de que a Rússia não pretende nem a desescalada nem uma verdadeira justiça".

O chefe da administração militar local, Mykhailo Semikine, indicou que foram utilizadas "pelo menos nove bombas guiadas FAB-3000", engenhos com três toneladas de peso. O balanço foi revisto esta terça-feira para 29 mortos, face aos 26 inicialmente anunciados.

A Rússia retomou igualmente os bombardeamentos na região vizinha de Kherson, após uma rara trégua local negociada para permitir a evacuação da cidade de Olechky, ocupada pelas forças russas.

Depois desta operação humanitária, escreveu Zelensky nas redes sociais, "houve um momento em que se podia acreditar que novas etapas de progresso em direção à paz eram possíveis".

"Com este massacre, a Rússia envia um sinal completamente oposto, aposta em novos assassínios", acrescentou.

Neste contexto, os aliados de Kyiv reunidos na Força Multinacional para a Ucrânia anunciaram que realizarão, entre 09 e 22 de novembro, na Polónia, um exercício militar de grande escala destinado a testar a sua capacidade de destacamento e atuação conjunta no terreno.

Cerca de 2.800 militares de dez países participarão no exercício, sob liderança da França e do Reino Unido.

Do lado russo, o presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianine, informou que 493 drones ucranianos foram neutralizados durante a noite enquanto se dirigiam para a capital. Um ataque atingiu ainda uma refinaria em Iaroslavl, a nordeste de Moscovo, segundo o governador local, Mikhail Ievraiev.

A trégua na região de Kherson começou na manhã de terça-feira passada e terminou no domingo à noite sem incidentes.

A Rússia recusou uma proposta ucraniana para prolongar este cessar-fogo localizado, revelou à agência France-Presse um alto responsável ucraniano que não quis ser identificado.

"Vai ser o inferno, ainda pior do que antes", previu uma fonte militar local que também pediu para não ser identificado.

Segundo este oficial, as forças russas aproveitaram o período de calma para concentrar novas tropas e munições na outra margem do rio Dnipro, que atravessa a cidade, bem como para recolher informações de inteligência.

Questionado na segunda-feira sobre estas acusações, o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, garantiu que "se trata de uma prática absolutamente comum em situações deste tipo" e que "as forças armadas ucranianas também aproveitaram este período para efetuar um reagrupamento semelhante".


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Aliados da Ucrânia, liderados por França e Reino Unido, realizam na Polónia um exercício em grande escala para testar a capacidade de operarem juntos no terreno.

Reunidos na Força Multinacional para a Ucrânia (MNF-U), aliados de Kyiv, liderados por França e Reino Unido, vão realizar na Polónia um exercício em grande escala para testarem a capacidade de se mobilizarem e operarem juntos no terreno.

Assim, cerca de 2.800 militares de dez países, Alemanha, Bélgica, Espanha, Estónia, França, Lituânia, Países Baixos, Polónia, Reino Unido e Suécia, participarão de 9 a 22 de novembro na Polónia neste exercício chamado "Koalicja", que significa coligação em polaco, anunciaram hoje Londres e Paris...

sábado, 31 de outubro de 2026

Guerra na Ucrânia: Rússia compromete-se a não recrutar mais ganeses... O Gana obteve do Presidente russo a garantia de que nenhum cidadão ganês participará na guerra contra a Ucrânia, no final da cimeira Rússia-África, realizada em Moscovo, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana.

© Maksim Konstantinov/SOPA Images/LightRocket via Getty Images    Por  LUSA  31/10/2026 

O Gana obteve do Presidente russo a garantia de que nenhum cidadão ganês participará na guerra contra a Ucrânia, no final da cimeira Rússia-África, realizada em Moscovo, afirmou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana.

Nos últimos meses, vários países africanos relataram que alguns dos seus cidadãos foram enganados para combater nas fileiras do exército russo e que muitos deles acabaram mortos no campo de batalha.

Segundo as autoridades ganesas, cerca de 272 ganeses foram recrutados para combater na Ucrânia desde 2022; destes, mais de meia centena foram mortos.

As autoridades ganesas intensificaram os encontros com os líderes ucranianos e russos com o objetivo de pôr fim a estes recrutamentos e repatriar os prisioneiros de guerra ganeses capturados na frente ucraniana.

"[Vladimir] Putin declarou que os ganeses já não estão autorizados a participar na guerra na Ucrânia (...) seja através de recrutamentos irregulares ou de manifestações voluntárias de interesse", afirmou hoje na rede social X o ministro dos Negócios Estrangeiros do Gana, Samuel Ablakwa.

A Rússia recebeu, esta semana, delegações de 48 países africanos — incluindo 22 chefes de Estado — para uma cimeira destinada a reforçar os seus laços com o continente, descrito pelo Kremlin como um "aliado natural".

A Rússia, um ator fundamental em África durante a era soviética, continuou a exercer uma influência significativa na região desde a queda da URSS.

Aproximou-se ainda mais dos países africanos — alargando os seus laços políticos, económicos e militares — após o início da sua ofensiva na Ucrânia, em fevereiro de 2022, seguida de pesadas sanções ocidentais que visavam isolar Moscovo.

Putin sublinhou que mais de 40 Estados africanos recebiam fertilizantes e cereais provenientes da Rússia, indicando que Moscovo exportou 13 milhões de toneladas de produtos agrícolas para África desde o início do ano.


sexta-feira, 30 de outubro de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia acusa Ucrânia de espalhar explosivos perto de escolas... As autoridades russas acusaram as forças ucranianas de terem espalhado engenhos explosivos junto a três escolas e 17 creches no distrito de Bezhitski, região de Bryansk, junto à fronteira. A população foi aconselhada a manter-se em casa enquanto decorrem as operações de desminagem.

© Shutterstock  Por  LUSA  30/10/2026 

As autoridades russas acusaram hoje as forças ucranianas de, através de drones, terem espalhado uma grande quantidade de engenhos explosivos junto a três escolas e 17 creches no distrito de Bezhitski, região de Bryansk, junto à fronteira.

Segundo o governador local, Yegor Kovalchuk, várias ruas da localidade foram interditadas por motivos de segurança porque os aparelhos espalharam engenhos explosivos.

A população foi aconselhada a manter-se em casa enquanto decorrem as operações de desminagem.

Kovalchuk relatou ainda que as equipas de socorro necessitaram de retirar uma mulher que conduzia um automóvel, em redor do qual foram espalhados vários engenhos explosivos.

As regiões fronteiriças russas — Kursk, Bryansk e, especialmente, Belgorod — são atacadas praticamente todos os dias por drones de curto alcance, mísseis e artilharia ucraniana.

Perante esta situação, o presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ao Exército a criação de uma "faixa de segurança" nas regiões ucranianas de Sumi e Kharkiv.

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014, anexando a Península da Crimeia, e lançou uma ofensiva de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Rússia abateu número mais elevado de drones numa noite... As autoridades russas anunciaram hoje que abateram na última noite mais de 1.200 drones ucranianos, o número mais elevado registado desde o início da guerra, numa noite.

Foto: Vyacheslav Madiyevskyy - Reuters  Por  RTP /Lusa  

O ministério da Defesa russo indicou em comunicado, publicado nas redes sociais, que os sistemas de defesa antiaérea destruíram 1.214 drones sobre várias regiões do país, incluindo a região de Moscovo.

O presidente da Câmara da capital, Sergei Sobianin, detalhou que foram lançados 613 drones contra esta região, confirmando o abate de 231 nos arredores da cidade.

O Ministério russo reportou também novos ataques com drones contra infraestruturas portuárias e embarcações na Ucrânia, incluindo um ataque contra um navio "de dupla utilização que transportava uma carga militar para as Forças Armadas".

A Força Aérea ucraniana informou que, durante a noite passada, abateu 97 dos 112 drones lançados pelas tropas russas.

Ao mesmo tempo, os militares ucranianos confirmaram impactos em sete pontos do país e, até ao momento, não há informações sobre vítimas ou danos decorrentes desta onda de ataques.

A Rússia lançou uma invasão em grande escala na Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, depois de ter anexado a península da Crimeia em 2014.


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Pentágono rejeita investigar limitações ao Starlink na Ucrânia... O órgão de supervisão do Pentágono recusou um pedido de nove senadores norte-americanos para investigar as recentes limitações no fornecimento à Ucrânia de serviços de internet por satélite Starlink e Starshield.

© Niall Carson/PA Images via Getty Images  Por  LUSA   29/10/2026 

O órgão de supervisão do Pentágono recusou um pedido de nove senadores norte-americanos para investigar as recentes limitações no fornecimento à Ucrânia de serviços de internet por satélite Starlink e Starshield.

Numa resposta obtida pela agência noticiosa AP, datada de terça-feira, o inspetor-geral do Pentágono informou os nove legisladores — quatro republicanos e cinco democratas — que as preocupações apresentadas seriam mais bem respondidas pela Força Aérea.

Os senadores pretendem que sejam investigadas as circunstâncias das limitações, relatadas pelas autoridades ucranianas, das velocidades de ligação no serviço Starlink e na sua versão de uso militar, o Starshield, que prejudicaram a capacidade de intercetar drones de ataque russos, que se deslocam a alta velocidade.

A resposta, segundo a AP, suscitou preocupações entre os legisladores de que os militares — e até o inspetor-geral independente — estariam relutantes em confrontar a influência que o bilionário Elon Musk, dono da SpaceX e aliado do Presidente, exerce sobre as comunicações de defesa.

Jeanne Shaheen, principal democrata no Comité de Relações Exteriores do Senado e uma das signatárias do pedido, afirmou à AP ser «preocupante que o inspetor-geral tenha, aparentemente, decidido não investigar as interrupções nas comunicações via satélite das quais a Ucrânia depende para proteger os seus civis».

«A administração Trump e a SpaceX apresentaram relatos contraditórios sobre o que causou estas interrupções» e «é necessária uma investigação e verificação independentes para determinar as responsabilidades e evitar que isto volte a acontecer no futuro», frisou.

Questionados sobre a restrição, os representantes do governo ofereceram explicações confusas e, por vezes, contraditórias sobre quem teria tomado a decisão.

No passado fim de semana, Musk reconheceu que a SpaceX limitou o serviço da Starlink na Ucrânia, acusando o país de violar os seus termos de serviço — uma alegação que as autoridades ucranianas negaram. Contudo, Musk sustentou que o governo norte-americano controlava quaisquer alterações realizadas no Starshield.

Em 2022, logo no início do conflito, Musk ordenou a interrupção do serviço Starlink em regiões como Kherson e Donetsk, justificando que estava preocupado com uma possível escalada por parte da Rússia.

O Presidente Donald Trump afirmou que não ordenou restrições, enquanto o vice-presidente JD Vance sugeriu que houve uma coordenação entre a Casa Branca e Musk.

Mollie Halpern, porta-voz do gabinete do inspetor-geral, declarou que o órgão de supervisão «analisou cuidadosamente o pedido do Congresso e determinou que as questões levantadas seriam mais adequadamente tratadas pelo Departamento» de Defesa.

«Caso surjam novas informações, poderemos reavaliar a situação», acrescentou Halpern à AP.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou restrições à partilha de informações dos serviços de informações norte-americanos, além das limitações ao funcionamento do Starlink, que já foi restabelecido aos níveis normais.

Zelensky atribuiu os alegados atrasos e restrições a uma tentativa do Presidente norte-americano, Donald Trump, de pressionar Kiev a aceitar as condições exigidas pelo Kremlin para pôr fim à guerra.

Esta semana, Zelensky afirmou que Kiev espera há quase um mês pela autorização norte-americana para receber mísseis de defesa antiaérea para enfrentar os ataques russos.

"Concretamente, estamos há quase um mês à espera de que o senhor Hegseth dê a sua aprovação aos mísseis para os Patriot e NASAMS", acrescentou Zelensky, referindo-se ao secretário da Guerra norte-americano, Pete Hegseth.

Zelensky afirmou ter dado instruções à sua equipa para voltar a abordar a questão com representantes da Casa Branca nos próximos contactos bilaterais.

A Ucrânia enfrenta atualmente uma escassez acentuada de munições para estes sistemas de defesa antiaérea, que são fundamentais para intercetar os mísseis balísticos utilizados pelas forças russas.

A falta de intercetores aumenta a vulnerabilidade das cidades e infraestruturas ucranianas aos ataques aéreos russos.

Os Estados Unidos negaram, contudo, estar a atrasar deliberadamente o fornecimento de armamento à Ucrânia.


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terça-feira, 27 de outubro de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: ONU pede apoio contínuo aos ucranianos e refugiados face ao inverno... A ONU apelou à comunidade internacional para manter o apoio aos ucranianos no país e aos refugiados no estrangeiro, face aos ataques às infraestruturas energéticas e ao inverno.

© Diego Herrera Carcedo/Anadolu via Getty Images   Por LUSA   27/10/2026 

A ONU apelou hoje à comunidade internacional que mantenha o compromisso e continue a apoiar tanto os ucranianos no país como os refugiados no estrangeiro, face aos ataques que atingem as infraestruturas energéticas e o aproximar do inverno. 

Philippe Leclerc, diretor regional para a Europa da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), declarou hoje, através de um comunicado, que os ataques russos à Ucrânia estão a ser implacáveis, ocorrendo de dia e de noite, e têm como alvo infraestruturas energéticas críticas.

Estes ataques trazem "o risco de cortes prolongados de energia, deixando milhões de pessoas sem aquecimento, eletricidade e com acesso limitado a água e outros bens essenciais".

O aumento dos ataques com mísseis de longo alcance e drones significa que não há lugar seguro na Ucrânia, enfatizou o responsável do ACNUR, segundo o qual os civis, incluindo os que estão longe da linha da frente, enfrentam ameaças à sua segurança e às suas casas e encontram frequentemente dificuldades em aceder aos serviços básicos.

"O ACNUR, em conjunto com uma sólida rede de organizações não-governamentais (ONG) parceiras ucranianas, continua a prestar assistência e proteção de emergência, o que inclui apoio a abrigos, assistência jurídica, aconselhamento em saúde mental e ajuda financeira", referiu o responsável.

No entanto, indicou que os seus parceiros têm enfrentado ataques recorrentes que afetam as suas equipas, veículos e instalações.

"Entre 01 de setembro e 14 de outubro, 10 incidentes de segurança atingiram funcionários ou parceiros do ACNUR, incluindo ataques com drones e bombardeamentos aéreos contra — ou nas proximidades de — equipas humanitárias, escritórios, armazéns e veículos claramente identificados como transportando ajuda", afirmou.

Tais ações, segundo o comunicado do ACNUR, colocam os trabalhadores humanitários em risco e danificam recursos essenciais utilizados para a prestação de assistência.

O ACNUR instou à Rússia a cessar os ataques contra civis e reiterou que os trabalhadores e os recursos humanitários devem ser protegidos, não podendo, em caso algum, ser tratados como alvos.

Segundo a agência da ONU, espera-se que o deslocamento interno continue, uma vez que as retiradas das áreas próximas da linha da frente aumentaram significativamente - desde janeiro de 2026, mais de 136 mil pessoas foram acolhidas em centros de trânsito apoiados pelo ACNURm um número cerca de 70% superior aos quase 80 mil que passaram por locais situados em comunidades na linha da frente durante 2025.

Este dado representa apenas uma parcela do total de pessoas retiradas de zonas de conflito, uma vez que muitos não procuram apoio nestas instalações de trânsito.

Muitos dos que foram obrigados a fugir encontram-se numa situação de grande vulnerabilidade: quase 40% são idosos e um número expressivo é composto por pessoas com deficiência.

Ao todo, 10,8 milhões de pessoas dentro da Ucrânia necessitam de assistência humanitária, sublinha a agência das Nações Unidas.

Paralelamente, há quase 5,2 milhões de refugiados ucranianos em vários países da Europa. Com o início do conflito em grande escala em 2022, as nações europeias reagiram com uma solidariedade extraordinária, garantindo a milhões de pessoas o acesso imediato a proteção e assistência.

Mecanismos como a Proteção Temporária — e outros arranjos semelhantes — permitiram que milhões de refugiados obtivessem, de forma ágil, um estatuto legal, bem como o acesso a direitos e serviços.

Com o passar do tempo, a resposta evoluiu da assistência de emergência para o foco na inserção no mercado de trabalho, na integração nos serviços nacionais e no reforço da autonomia dos refugiados, referiu o ACNUR.

É visível o progresso no sentido de uma inclusão a longo prazo nos sistemas nacionais: segundo um inquérito interinstitucional divulgado na segunda-feira, em 2025, 67% dos refugiados ucranianos adultos em nove países estavam empregados, e 84% das crianças refugiadas encontravam-se matriculadas em escolas nacionais.

O aumento da empregabilidade entre os refugiados tem contribuído para a oferta de mão-de-obra, o consumo local e a cobrança de impostos. Um inquérito recente da Deloitte revelou que, em 2025, os refugiados ucranianos foram responsáveis por 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) da Polónia, o que equivale a cerca de 24,4 mil milhões de dólares.

Por outro lado, após quatro anos e meio de deslocação, começam a surgir sinais de desgaste, à medida que cresce a pressão sobre os países e comunidades de acolhimento.

Face ao aumento da retórica anti-refugiados e da hostilidade em algumas partes da Europa, torna-se fundamental manter a solidariedade e o apoio tanto aos refugiados como às comunidades que os acolhem, defende a agência da ONU.

Muitos refugiados ucranianos continuam a enfrentar dificuldades em encontrar habitação acessível ou um emprego que corresponda às suas competências e qualificações, entre outros problemas, referiu a ACNUR.

O ACNUR conclui assim que "este não é o momento para se distanciar, é o momento de proteger os avanços já alcançados e de permanecer ao lado dos ucranianos enquanto se preparam para as incertezas dos próximos meses".


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Um ataque russo com mísseis balísticos danificou uma universidade em Kiev e fez pelo menos um morto e oito feridos, segundo as autoridades ucranianas.

Um ataque russo com mísseis balísticos danificou uma universidade em Kyiv e fez pelo menos um morto e oito feridos, adiantaram hoje as autoridades ucranianas.

"Ainda não se sabe o número exato de baixas. Mas, infelizmente, há vítimas. Há pessoas feridas. As operações de resgate estão em curso", realçou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na rede social X...

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

RÚSSIA: ONU classifica ataques russos à Ucrânia como crimes de lesa-humanidade... A ONU classificou os ataques russos à infraestrutura energética da Ucrânia como crimes de lesa-humanidade, segundo um relatório apresentado hoje à Assembleia-Geral das Nações Unidas.

© Lusa   26/10/2026 

Uma comissão independente de inquérito declarou como crimes de guerra e contra a humanidade os contínuos ataques da Rússia contra a infraestrutura energética da Ucrânia, num relatório que vai ser apresentado hoje à ONU.

Os ataques "foram realizados de forma deliberada e no âmbito de uma política estatal [russa] destinada a privar a população civil de eletricidade e outros serviços essenciais, bem como a causar-lhe sofrimento", concluiu a comissão.

A equipa internacional de três peritos denunciou que todos os que ordenaram os ataques estavam conscientes do sofrimento que iriam causar à população da Ucrânia, que enfrenta uma invasão russa desde fevereiro de 2022.

A comissão referiu em particular a destruição intencional de instalações de aquecimento em grandes centros urbanos que são indispensáveis para a população civil durante invernos duros como o passado, com temperaturas inferiores a 20 graus negativos.

Os crimes de lesa-humanidade, ou contra a humanidade, são considerados delitos que façam parte de um ataque generalizado ou sistemático contra civis para lhes causar sofrimento coletivo.

Para elaborar o relatório, os peritos nomeados pela ONU analisaram testemunhos de 255 pessoas que enfrentaram o inverno em condições difíceis em nove regiões da Ucrânia, incluindo Kiev, Kharkiv, Odessa e Kherson.

O relatório da comissão independente internacional vai ser apresentado hoje perante a Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Os peritos disseram também que a frequência, intensidade e extensão geográfica das vagas sistemáticas de ataques, nas quais os russos empregam centenas de drones e mísseis em cada ocasião, aumentaram com os anos.

"Quando se aproximam os meses mais frios, os ataques intensificam-se, apresentando uma preocupante ameaça para a vida e a saúde da população civil", disse o presidente da comissão, o juiz norueguês Erik Mose, citado pela agência espanhola EFE.

A comissão concluiu que entre as principais vítimas da estratégia de guerra da Rússia estão os grupos mais vulneráveis, desde pessoas idosas e com mobilidade reduzida a crianças.

A falta de energia na Ucrânia devido aos ataques russos obrigou muitas escolas a permanecerem fechadas ou deixou sem aquecimento muitas famílias.

A comissão analisou igualmente a questão dos estrangeiros que combatem nas forças armadas russas e reuniu provas de que redes de tráfico de seres humanos já recrutaram indivíduos de 29 países mediante enganos e coação.

Agentes ou agências que operam em diferentes países contactam as pessoas com ofertas de trabalho e tratam dos vistos e da documentação para entrar na Rússia.

Uma vez em território russo, as vítimas são obrigadas a assinar contratos em russo, língua que algumas não conhecem, com o Ministério da Defesa.

Muitos dos recrutas são enviados para a frente ucraniana, onde lhes são atribuídas tarefas perigosas.

"Muitos morreram, desapareceram ou foram capturados pelas forças ucranianas", denunciou a comissão no relatório divulgado em Genebra, Suíça.

A Rússia invadiu a Ucrânia para "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho, como anunciou então o Presidente russo, Vladimir Putin.

A invasão desencadeou um conflito armado que tem sido considerado como o mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), embora se desconheça o número exato de vítimas, tanto militares como civis.

A Rússia já tinha invadido a Ucrânia em 2014, quando anexou a península da Crimeia.

A Ucrânia foi uma república da União Soviética desde a fundação do bloco comunista controlado por Moscovo, em 1922, até à sua dissolução em 1991.


sábado, 24 de outubro de 2026

Elon Musk afirma ter bloqueado uso da Starlink em ataques ucranianos... Empresário diz que corrigiu brecha na rede de satélites; restrições de velocidade que afetavam operações militares foram retiradas, segundo autoridades da Ucrânia.

Imagem: Reprodução/Gettyimages.ru / Scott Peterson/ Via RT  Por  portalviu.com.br  24/10/2026 

A dependência da Ucrânia de uma rede privada de satélites voltou a gerar tensão no conflito com a Rússia. Elon Musk, proprietário da SpaceX, afirmou que corrigiu uma brecha que permitia o uso da conexão Starlink em operações ofensivas com drones, alegando que militares ucranianos utilizavam o serviço em desacordo com as regras da plataforma.

Em declarações publicadas na rede social X, o empresário disse que a conexão havia sido usada em ataques destinados a matar pessoas. Musk afirmou que a falha foi corrigida na semana anterior, mas não apresentou detalhes técnicos que permitam verificar de forma independente a acusação.

O episódio ocorre após restrições de velocidade na rede terem prejudicado operações militares ucranianas. Neste sábado (24), o Ministério da Defesa da Ucrânia informou que o funcionamento da Starlink e da Starshield havia sido restabelecido, com conexões estáveis mesmo em equipamentos que se deslocam a mais de 400 km/h.

Musk destaca importância estratégica da rede

Apesar de defender as limitações para determinados usos militares, Musk reconheceu a importância da Starlink para as comunicações ucranianas. A rede é utilizada para conectar unidades militares, apoiar a logística e viabilizar operações com diferentes tipos de drones.

O empresário também destacou a resistência do sistema a interferências e danos à infraestrutura de comunicação. Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, a tecnologia se tornou um recurso importante para manter a conectividade em áreas afetadas pelos combates.

Musk argumenta que a Starlink, por ser um serviço comercial, não deve ser utilizada em operações ofensivas. Já a Starshield, outra tecnologia da SpaceX voltada a aplicações governamentais e militares, possui condições de operação distintas e é controlada pelo governo dos Estados Unidos.

A diferença entre os dois serviços é relevante para entender a controvérsia, já que as restrições recentes atingiram equipamentos utilizados em operações militares e levantaram dúvidas sobre quem tinha autoridade para determinar as limitações.

Restrições afetaram operações com drones

As limitações de velocidade começaram a provocar problemas relatados por autoridades ucranianas em outubro. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a redução afetou drones que dependem da conexão por satélite, dificultando missões e causando interrupções na comunicação.

Em alguns casos, os equipamentos perdiam a conexão quando ultrapassavam aproximadamente 160 km/h. A restrição prejudicava tanto operações ofensivas quanto atividades defensivas, incluindo o uso de drones para interceptar aparelhos russos.

A situação gerou preocupação em Kiev, que depende da rede para manter comunicações e coordenar ações na linha de frente. Autoridades ucranianas também questionaram a falta de aviso prévio sobre as limitações.

Estados Unidos e SpaceX divergiram sobre responsabilidades

A origem das restrições também provocou declarações distintas de autoridades norte-americanas. Musk afirmou que as decisões sobre os limites de uso da Starshield cabem ao governo dos Estados Unidos, enquanto a Starlink comercial é controlada pela SpaceX.

O presidente Donald Trump declarou anteriormente que o acesso havia sido restabelecido, mas autoridades ucranianas ainda relatavam problemas na sexta-feira (23). Naquele momento, não havia confirmação de que todas as limitações tivessem sido retiradas.

Neste sábado, porém, o Ministério da Defesa ucraniano informou que seus sistemas de monitoramento registraram a recuperação das velocidades de conexão. O presidente Volodymyr Zelensky também confirmou a retomada do funcionamento nos níveis anteriores e agradeceu aos representantes norte-americanos e parceiros que ajudaram a resolver a situação.

Dependência tecnológica amplia debate sobre a guerra

O episódio expõe o impacto que decisões de empresas privadas podem ter em conflitos armados. Como a Starlink é uma infraestrutura comercial essencial para diferentes atividades militares ucranianas, mudanças nas condições de acesso podem afetar diretamente as operações no campo de batalha.

Ao mesmo tempo, a discussão levanta questões sobre os limites de uso de tecnologias civis em ações militares e sobre a responsabilidade das empresas que fornecem serviços de comunicação em zonas de guerra.

Embora a retomada das velocidades tenha sido anunciada pelas autoridades ucranianas neste sábado, as declarações de Musk sobre o uso da rede em ataques ofensivos continuam sendo alegações do empresário. A controvérsia também evidencia a dificuldade de separar os aspectos comerciais, militares e diplomáticos envolvidos na utilização de sistemas privados durante a guerra entre Rússia e Ucrânia.

*Da Agência Fonte Exclusiva

Ucrânia ataca centro logístico da Ozon em Omsk, diz governador... A Ucrânia atacou com drones um centro de distribuição da Ozon, na cidade siberiana de Omsk, indicou o governador local, Vitaly Khotsenko, nas redes sociais.

© Andrey Rudakov/Bloomberg via Getty Images    Por LUSA   24/10/2026 

A Ucrânia atacou com drones um centro de distribuição da gigante russa de comércio eletrónico Ozon, na cidade siberiana de Omsk, indicou o governador local, Vitaly Khotsenko, nas redes sociais.

A Ozon confirmou que se tratava de uma das suas instalações.

"Retirámos rapidamente todos os funcionários… Um incêndio deflagrou e os serviços de emergência estão a trabalhar no local", disse a empresa em comunicado.

Segundo a Ozon, alguns pedidos serão cancelados e outros serão entregues a partir de outras instalações.

Desde o final de agosto, vários centros de distribuição da Ozon em diferentes regiões da Rússia foram danificadas por ataques de drones, tendo a empresa referido incêndios em instalações nas regiões de Samara e Orenburg, bem como nas cidades de Krasnodar e Makhachkala, no sul do país, indicou a agência noticiosa espanhola EFE.

Segundo outras autoridades locais russas, as defesas antiaéreas do país abateram na noite de sexta-feira para hoje 616 drones ucranianos em cerca de 20 regiões, num "ataque maciço" que provocou também cortes de água e eletricidade na Crimeia.

Referiram ainda que a queda de destroços de drones provocou incêndios e causou vários feridos.

Do lado ucraniano, a Força Aérea anunciou que a Rússia lançou pelo menos 126 drones contra a Ucrânia durante a mesma noite, dos quais 101 foram abatidos.

Duas pessoas ficaram feridas em Kyiv, segundo os serviços de emergência.


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Nove pessoas foram detidas e mais de 370 ficaram retidas pelas autoridades em Itália, em manifestações em várias cidades do país.

Nove pessoas foram hoje detidas e mais de 370 ficaram retidas pelas autoridades em Itália, na sequência de manifestações realizadas em várias cidades do país.

Em comunicado citado pela Agência France-Presse, fonte oficial da polícia revelou que entre das 371 pessoas levadas para as esquadras 110 eram menores de idade...

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Ucrânia ataca centro de dados do Serviço Federal de Impostos da Rússia... Â instalação atacada é "um dos dois centros principais de processamento de dados do SFI da Rússia (...). É nele que são armazenados e processados registos estatais, incluindo bases de dados fiscais".

Militar ucraniano prepara um drone de reconhecimento e ataque para um voo junto à linha da frente, na região de Donetsk.STRINGER   Por  SIC Notícias/Lusa   23/10/2026

A Ucrânia atacou durante a noite um centro de processamento de dados do Serviço Federal de Impostos (SFI) em Gorodets, na região de Nizhny Novgorod, a 400 quilómetros a leste de Moscovo, divulgou esta sexta-feira o portal ucraniano Exilenova+.

De acordo com o meio de comunicação, a instalação atacada é "um dos dois centros principais de processamento de dados do SFI da Rússia (...). É nele que são armazenados e processados registos estatais, incluindo bases de dados fiscais".

"O ataque a este centro poderá afetar potencialmente o funcionamento dos sistemas de informação estatais da Rússia", indicou o Exilenova+.

O ataque não foi oficialmente confirmado pelas autoridades russas, que se limitaram a informar sobre o abate de drones na localidade e interrupções nos serviços do aeroporto de Nizhny Novgorod.

O presidente da Câmara de Moscovo, Sergei Sobyanin, declarou na rede social Max que, durante a noite, as Forças Armadas ucranianas lançaram 155 drones contra a região da capital. Cinco foram neutralizados nas imediações da cidade.

Já o governador de Voronezh, Alexander Gusev, anunciou o abate de 33 drones sobre a capital regional e 10 distritos. Nem as autoridades russas, nem os meios de comunicação independentes reportaram danos em infraestruturas críticas durante a noite passada.

Segundo o Ministério da Defesa russo, nas últimas 12 horas, as defesas antiaéreas "intercetaram e destruíram 433 drones ucranianos de asa fixa" sobre 20 regiões russas, a península da Crimeia e os mares Negro e de Azov.

Rússia atacou Ucrânia durante a madrugada

Já na Ucrânia, as forças russas atacaram instalações energéticas e edifícios residenciais na região de Jitomir, a oeste de Kiev, durante a madrugada, sem registo de mortos ou feridos, declarou o chefe da administração militar, Vitali Bunechko, através da rede social Facebook.

Às primeiras horas da manhã, mais de 900 localidades estavam sem eletricidade. Seis habitações sofreram danos. As infraestruturas críticas da região estão a utilizar fontes de energia de reserva.


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As declarações do líder russo surgem depois de Volodymyr Zelensky ter reiterado a rejeição à cedência legal de territórios à Rússia e de ter proposto para "congelar" a atual linha da frente no Donbass.

Apesar de a Rússia afirmar estar pronta para retomar negociações tripartidas com a Ucrânia e Estados Unidos, com vista a um acordo de paz definitivo, Vladimir Putin garante que a Rússia não está disposta a abdicar dos territórios na Ucrânia, defendendo que estes pertencem historicamente a Moscovo...

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Trump pediu a Musk que suspendesse limitações do Starlink na Ucrânia... O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou ao dono da SpaceX, Elon Musk, pedindo que suspendesse as limitações à versão militar do sistema de satélites Starlink na Ucrânia, noticiou hoje o The Wall Street Journal.

© Getty Images  Por  LUSA  22/10/2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, telefonou ao dono da SpaceX, Elon Musk, pedindo que suspendesse as limitações à versão militar do sistema de satélites Starlink na Ucrânia, noticiou hoje o The Wall Street Journal.

Segundo o jornal, que cita responsáveis norte-americanos, Trump manifestou a Musk frustração com o limite de velocidade imposto aos equipamentos ucranianos ligados à rede — que perdiam a ligação ao ultrapassar cerca de 160 quilómetros por hora —, o que, por sua vez, prejudicava a eficácia dos drones de ataque e dos intercetores ucranianos face às ofensivas russas.

Fontes oficiais de Washington e Kiev indicaram ao jornal que o serviço passou a funcionar com maior normalidade hoje, após a conversa; contudo, alguns representantes ucranianos salientaram que o sistema ainda não funciona com total normalidade.

O telefonema aconteceu depois de o mesmo jornal ter afirmado que Musk ordenou a redução da velocidade do serviço, no meio de versões contraditórias entre a SpaceX e a Casa Branca sobre se o magnata agiu por conta própria ou a pedido do governo norte-americano.

Trump destacou hoje a importância de Musk, ter "restabelecido" as funcionalidades completas do serviço Starlink.

"Não quero entrar em detalhes", afirmou Trump quando questionado pela imprensa, na Casa Branca, sobre o alegado telefonema feito a Musk. Trump limitou-se a dizer que a sua relação com o empresário do setor tecnológico "é muito boa".

"A verdade é que, quer tenha sido eu a ligar, quer tenha sido outra pessoa, não faz diferença nenhuma. No final de contas, o que importa é que ele restabeleceu o serviço", acrescentou o Presidente norte-americano.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, saudou na terça-feira o restabelecimento dos alertas precoces dos Estados Unidos destinados a detetar mísseis russos, outro problema de que as forças ucranianas se queixaram nas últimas semanas, marcadas por críticas de Trump a Kiev.

A capital da Ucrânia foi alvo de um novo ataque com mísseis na última noite noite, após as negociações entre a Rússia e os Estados Unidos na quarta-feira em São Petersburgo para pôr fim ao conflito.

Poucas horas depois das negociações, e de Trump declarar que o fim da guerra nunca esteve "tão próximo", um ataque com mísseis contra Kiev deixou seis feridos, segundo o presidente da câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko.

O exército ucraniano emitiu durante a noite um alerta para mísseis balísticos provenientes do leste da Rússia.

Steve Witkoff, enviado de Trump, reuniu-se com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em São Petersburgo, na sequência de uma reunião, na véspera, em Oslo com líderes europeus e Zelensky, que apelou a uma cessação dos combates nas posições atuais como primeiro passo para as negociações.

O conselheiro diplomático do Kremlin, Iuri Ushakov, indicou, no final de uma reunião "detalhada e franca" ao longo de três horas, que Moscovo está na disposição de retomar as negociações a três com Kiev e Washington, mas não de imediato, "por volta de 10 de novembro".

Ou seja, após as eleições intercalares nos Estados Unidos, que poderão alterar o panorama político norte-americano, e sem que aconteça, até lá, uma pausa nos combates, que prosseguem sem avanços significativos de nenhum dos lados.

Volodymyr Zelensky afirmou ser favorável a um encontro a três, "o mais rapidamente possível". "A ordem do dia é clara: pôr fim à guerra, promover a paz e, se bem compreendi, preparar tudo para um encontro ao nível dos líderes", afirmou.

Já em sinal contrário, Ushakov afirmou na quarta-feira que as propostas apresentadas por Kiev e pelos europeus em Oslo "não contêm grande coisa".

A Rússia exige, nomeadamente, que o exército ucraniano se retire dos territórios que ainda controla na região de Donetsk (leste da Ucrânia), o que Kiev considera inaceitável.

Também Witkoff deu nota da distância entre as partes beligerantes, considerando na rede social X que as discussões com Putin tinham sido "construtivas e que iriam prosseguir no âmbito de conversações trilaterais", mas reconhecendo haver ainda "muito trabalho a fazer".

Ushakov referiu-se igualmente a uma possível reunião que está a ser preparada entre Vladimir Putin, Donald Trump e Xi Jinping na China, à margem da cimeira da APEC, em novembro, em Shenzhen, mas a Casa Branca não confirmou ainda a deslocação do Presidente norte-americano à cidade chinesa.


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Donald Trump acusou o Irão de tentar inflacionar os preços do petróleo antes das eleições legislativas norte-americanas, através de inventados ataques no estreito de Ormuz. Em resposta, a Guarda da Revolução iraniana ameaçou expandir o conflito regional e atingir bases militares americanas na região.

O presidente dos Estados Unidos acusou hoje o Irão de aumentar deliberadamente o preço do petróleo antes das eleições legislativas americanas de 03 de novembro, no mesmo dia que a Guarda da Revolução iraniana ameaçou expandir o conflito regional.

Ao criticar as escoltas criadas pelas forças americanas para fazer passar navios pelo estratégico estreito de Ormuz, cujo controlo Teerão reivindica, a poderosa força armada do Irão advertiu os Estados Unidos de que "se esta tendência continuasse, o conflito se estenderia às suas bases na região"...

GUERRA NA UCRÂNIA: Putin está pronto para "acordo final" com Ucrânia e não "breve pausa"... O presidente russo, Vladimir Putin, declarou estar pronto para retomar negociações com a Ucrânia e EUA, mas apenas para um acordo de paz definitivo. Moscovo rejeitou a proposta de Volodymyr Zelensky para congelar a linha da frente e reiterou a exigência sobre o território do Donbass.

© NIKOLSKY / POOL / AFP via Getty Images  Por LUSA  22/10/2026 

A Rússia está pronta para retomar negociações tripartidas com Ucrânia e Estados Unidos, mas para alcançar um acordo de paz definitivo, e não um cessar-fogo "curto", declarou hoje o Presidente Vladimir Putin, que reiterou a exigência de território ucraniano.

"O objetivo destas discussões será tratar a questão das garantias de segurança, tanto para a Ucrânia como para a Rússia (...) no âmbito de um acordo final, e não após uma espécie de breve pausa nos combates", disse Putin a um jornalista da televisão estatal.

As futuras conversações, após o conflito armado, deverão incluir também um debate sobre a "arquitetura de segurança europeia", adiantou Putin, que se reuniu com o emissário da Casa Branca, Steve Witkoff, quarta-feira em São Petersburgo.

Segundo Putin, Witkoff "destacou que, se forem abordadas questões relacionadas com a segurança futura tanto da Ucrânia como da Rússia, então, naturalmente, será também necessário falar sobre a arquitetura de segurança europeia".

"De um modo geral, concordo com isso", assegurou Putin.

O Presidente russo rejeitou categoricamente a última proposta apresentada pelo seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, para "congelar" a atual linha da frente no leste do país - o Donbass, que compreende as regiões de Donetsk e Lugansk - em troca do início de negociações diretas.

Putin refutou ainda a visão de Zelensky sobre a integridade territorial da Ucrânia, argumentando que toda a região oriental é "território russo", invocando referendos sobre a independência realizados nas partes das duas províncias ucranianas sob ocupação russa.

Os referendos não foram reconhecidos internacionalmente como legítimos, à exceção de alguns aliados de Moscovo. Depois dos não reconhecidos referendos, as duas províncias foram incorporadas na Federação Russa.

"A minha posição a este respeito é que este não é território deles; historicamente, é território russo", afirmou Putin, rejeitando tratarem-se de "perdas territoriais" da Ucrânia.

Putin insistiu ainda que qualquer ideia de uma vitória militar contra a Rússia é uma ilusão, e que Zelensky e os seus aliados devem abandonar esta estratégia, apesar de as forças russas não fazerem avanços significativos no terreno há vários anos e o conflito se aproximar do 5.º aniversário.

Putin desvalorizou ainda como "esquizofrenia política" a ideia de uma "ameaça russa" entre os países europeus, que têm vindo a lidar com crescente número de ataques híbridos atribuídos a Moscovo, incluindo contra infraestruturas críticas como aeroportos.

Zelensky, defendeu hoje que o país não pode abdicar das cidades de Sloviansk e Kramatorsk, em Donetsk, porque se o fizesse, abriria caminho à Rússia chegar à província de Dnipro.

"Podem apoderar-se de muitas das nossas cidades. O risco é real", advertiu.

"Se lhes entregarmos as nossas cidades, o risco é enorme (…). Ninguém nos garante nada (…). Se retirarmos, onde estão as garantias de segurança?", perguntou Zelensky, numa entrevista concedida ao 'podcast' britânico "The Diary of a CEO".

O chefe de Estado ucraniano salientou também "quão injusto" seria entregar essas duas zonas de Donetsk, que são os últimos bastiões que restam à Ucrânia, não só nessa província, mas em toda a região oriental do Donbass, onde Lugansk já está sob controlo russo desde julho de 2022, apenas meses depois do início da invasão russa da Ucrânia, a 24 de fevereiro do mesmo ano.

Atualmente, a Rússia controla entre 75% e 85% de Donetsk, mas não as cidades de Kramatorsk e Sloviansk — zonas de grande importância simbólica e estratégica, que albergam um extenso polo industrial, do qual depende a economia local, e uma rede ferroviária e rodoviária vital para a ligação às províncias de Kharkiv e Dnipro.

Se esses bastiões caíssem, a defesa ucraniana no resto do Donbass acabaria por colapsar.

Putin reafirmou há dias que o objetivo prioritário é "libertar" Donetsk do que resta do "regime de Kiev".

Zelensky estimou que a Rússia controla entre 18% e 19% do território ucraniano e alertou que Putin também tem como alvo cidades como Zaporijia e Mykolaiv, "embora não o diga diretamente".

O líder ucraniano voltou também a sublinhar que a Ucrânia já está a fazer "uma grande cedência" à Rússia só ao "manter a situação atual" e na quarta-feira, numa entrevista ao canal televisivo norte-americano Fox News, manifestou inclusive disponibilidade para "congelar" a atual linha da frente, caso isso permitisse avançar para um plano de paz.

A linha da frente estende-se por cerca de 1.000 quilómetros, e as forças russas controlam aproximadamente 20% do território ucraniano, incluindo a península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014, e as zonas do Donbass.


Leia Também: Rússia aumenta produção de combustíveis após acordo com os EUA

O governo russo anunciou o aumento da produção de gasolina e gasóleo, prevendo o envio do primeiro petroleiro com combustível para os Estados Unidos. A medida insere-se no acordo firmado entre Vladimir Putin e Donald Trump para abastecer o mercado norte-americano e estabilizar o consumo internacional.

OGabinete do Ministro da Rússia anunciou hoje um aumento na produção de gasolina e gasóleo no país, notícia que surge no âmbito do cumprimento do acordo alcançado com os Estados Unidos para o fornecimento de combustível russo.

"Graças às medidas compensatórias adotadas anteriormente, o mercado mostra uma dinâmica positiva tanto para a gasolina como para o gasóleo: a produção aumentou e estão a acumular-se reservas", indica um comunicado, divulgado no final de uma reunião presidida pelo primeiro vice-ministro russo, Alexandr Nóvak...

PM finlandês obrigado a refugiar-se num abrigo durante visita à capital ucraniana... Petteri Orpo tinha viajado para Kiev pela manhã para demonstrar “o firme apoio da Finlândia à Ucrânia, enquanto a guerra de agressão continua e o país se prepara para o inverno”.

Por  SIC Notícias/Lusa  22/10/2026 

O primeiro-ministro finlandês foi levado esta quinta-feira de urgência para um abrigo antiaéreo enquanto visitava uma escola em Kiev, devido a um alerta de ataque com mísseis balísticos à capital ucraniana, segundo a agência finlandesa STT.

Petteri Orpo tinha viajado para Kiev pela manhã para demonstrar “o firme apoio da Finlândia à Ucrânia, enquanto a guerra de agressão continua e o país se prepara para o inverno”, de acordo com um comunicado do Governo finlandês.

Durante a visita, Orpo reuniu-se com vários membros da cúpula política ucraniana e manifestou o seu apoio às reformas que o país deve conduzir para avançar no seu percurso de adesão à União Europeia (UE).

Estas reformas “são importantes não só para a integração da Ucrânia na União Europeia, mas também para os cidadãos, as empresas e a recuperação económica”, continua a nota.

No âmbito da visita do primeiro-ministro finlandês, está prevista a realização de um fórum empresarial ucraniano-finlandês, que contará com a presença de representantes de mais de dez empresas finlandesas e de outros intervenientes.

O Governo finlandês anunciou esta quinta-feira uma doação de dois milhões de euros em ajuda humanitária à Ucrânia, com o objetivo de ajudar a aliviar a difícil situação da população civil devido à intensificação dos ataques por parte da Rússia.

Um milhão de euros será canalizado através do Programa Alimentar Mundial (PAM), que colabora com parceiros locais para fazer chegar pacotes de alimentos e outros suprimentos às zonas próximas da linha da frente.

O outro milhão será destinado a prestar assistência, em especial, às pessoas deslocadas internamente na Ucrânia, através da Agência da ONU para os Refugiados (ACNUR).

Segundo o Governo finlandês, o país nórdico doou à Ucrânia cerca de 5.000 milhões de euros desde o início da guerra, dos quais 3.600 milhões correspondem a material de defesa.

"Tendo em conta a dimensão da sua economia, a Finlândia é um dos países que mais firmemente apoia a Ucrânia", acrescentou o Governo finlandês no comunicado.


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As autoridades ucranianas ordenaram a retirada obrigatória de todas as famílias com crianças em Kramatorsk e Sloviansk. O agravamento dos ataques russos aos dois últimos bastiões de Kyiv no Donbass motivou a decisão, face ao avanço das tropas de Moscovo na região de Donetsk.

As autoridades ucranianas ordenaram hoje a retirada obrigatória das famílias com crianças de todas as localidades dos dois grandes aglomerados urbanos ainda sob o seu controlo no Donbass, no leste da Ucrânia: Kramatorsk e Sloviansk.

Estas duas cidades são os últimos bastiões do Exército ucraniano na região oriental de Donetsk, que o Kremlin estabeleceu como objetivo conquistar integralmente. As tropas russas têm vindo a aproximar-se lentamente há meses...

Ucrânia alvo de mísseis russos após negociações entre Rússia e EUA... A capital da Ucrânia foi alvo de um novo ataque com mísseis esta noite, após negociações entre a Rússia e os Estados Unidos em São Petersburgo, que visavam pôr fim ao conflito.

© Lusa    22/10/2026 

A capital da Ucrânia foi alvo de um novo ataque com mísseis esta noite, após as negociações entre a Rússia e os Estados Unidos na quarta-feira em São Petersburgo para pôr fim ao conflito.

Poucas horas depois das negociações, e de o Presidente norte-americano, Donald Trump declarar que o fim da guerra nunca esteve "tão próximo", um ataque com mísseis contra Kyiv deixou seis feridos, segundo o presidente da câmara da capital ucraniana, Vitali Klitschko.

O exército ucraniano emitiu durante a noite um alerta para mísseis balísticos provenientes do leste da Rússia.

Steve Witkoff, enviado de Trump, reuniu-se com o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, em São Petersburgo, na sequência de uma reunião, na véspera, em Oslo com líderes europeus e o chefe de Estado ucraniano, Volodymyr Zelensky, que apelou a uma cessação dos combates nas posições atuais como primeiro passo para as negociações.

O conselheiro diplomático do Kremlin, Iuri Ushakov, indicou, no final de uma reunião "detalhada e franca" ao longo de três horas, que Moscovo está na disposição de retomar as negociações a três com Kyiv e Washington, mas não de imediato, "por volta de 10 de novembro".

Ou seja, após as eleições intercalares nos Estados Unidos, que poderão alterar o panorama político norte-americano, e sem que aconteça, até lá, uma pausa nos combates, que prosseguem sem avanços significativos de nenhum dos lados.

Volodymyr Zelensky afirmou ser favorável a um encontro a três, "o mais rapidamente possível". "A ordem do dia é clara: pôr fim à guerra, promover a paz e, se bem compreendi, preparar tudo para um encontro ao nível dos líderes", afirmou.

Trump, por seu lado, manifestou-se na quarta-feira otimista e garantiu mais uma vez que o fim da guerra está próximo, tal como tem afirmado várias vezes desde o regresso à Casa Branca, em janeiro de 2025.

"No outro dia, conversei com Vladimir Putin sobre a resolução da sua guerra com a Ucrânia e penso que, aliás, estamos a aproximar-nos disso. Talvez nunca tenhamos estado tão perto", afirmou o chefe de Estado norte-americano.

Já em sinal contrário, Ushakov afirmou na quarta-feira que as propostas apresentadas por Kyiv e pelos europeus em Oslo "não contêm grande coisa".

Também Witkoff deu nota da distância entre as partes beligerantes, considerando na rede social X que as discussões com Putin tinham sido "construtivas e que iriam prosseguir no âmbito de conversações trilaterais", mas reconhecendo haver ainda "muito trabalho a fazer".

Ushakov referiu-se igualmente a uma possível reunião que está a ser preparada entre Vladimir Putin, Donald Trump e Xi Jinping na China, à margem da cimeira da APEC, em novembro, em Shenzhen, mas a Casa Branca não confirmou ainda a deslocação do Presidente norte-americano à cidade chinesa.

Zelensky apelou na quarta-feira, em entrevista à emissora norte-americana Fox News, a um congelamento da linha da frente como primeiro passo nas negociações, proposta rejeitada por Moscovo, que exige um acordo sobre a questão de fundo, antes de qualquer cessação dos combates.

A Rússia exige, nomeadamente, que o exército ucraniano se retire dos territórios que ainda controla na região de Donetsk (leste da Ucrânia), o que Kyiv considera inaceitável.

As forças ucranianas denunciaram nos últimos dias dificuldades de acesso a informações dos Estados Unidos, bem como ao sistema de satélites Starlink, situação que parece ter sido corrigida por Washington.

Zelensky saudou na terça-feira o restabelecimento dos alertas precoces dos Estados Unidos destinados a detetar mísseis russos.


Leia Também: Trump defende enviado da Casa Branca que chamou Putin de "humanista"

O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu o emissário da Casa Branca, Steve Witkoff, que classificou o líder russo, Vladimir Putin, como "um humanista". Trump afirmou que a Rússia está a colaborar na resolução da guerra na Ucrânia.

OPresidente norte-americano, Donald Trump, defendeu o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, que classificou o líder russo, Vladimir Putin, como "um humanista".

"Suponho que se poderia dizer isso para este caso específico: o de permitir a saída da prisão de um homem (norte-americano Stephen Hubbard) que acreditava que passaria o resto da vida encarcerado. Não diria uma coisa nem outra", respondeu Trump quando questionado, na Casa Branca, se concordava com as palavras de Witkoff...

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Trump chama "tonta" a uma jornalista da CNN e "estúpida" a outra da ABC News... O presidente norte-americano já entrou em confronto diversas vezes com jornalistas, especialmente com repórteres mulheres, durante o seu segundo mandato, que começou em janeiro de 2025.

Por  SIC Notícias/Lusa  21 out.2026 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insultar jornalistas ao chamar "tonta" a uma repórter da CNN e “estúpida” a outra profissional da ABC News, que lhe perguntavam sobre a libertação de um americano detido na Rússia.

À saída da Casa Branca para ir a um comício na Carolina do Sul, as repórteres perguntaram ao Presidente se a libertação do professor americano Stephen James Hubbard estava ligada ao recente alívio das sanções de Washington a Moscovo.

"Não sabes do que estás a falar. Tens um baixo coeficiente intelectual, és tonta e trabalhas para a CNN", respondeu o presidente a Kaitlan Collins, uma das figuras mais conhecidas do canal.

Quando à outra repórter, da ABC News, colocou-lhe questões sobre o mesmo assunto, e Trump voltou a atacar: "És uma pessoa estúpida e, já agora, o teu canal é o pior de todos".

Na mesma manhã, no entanto, o próprio Trump tinha confirmado na sua rede Truth Social que a libertação de Hubbard estava ligada à sua decisão de não aplicar as sanções à Rússia.

"Se as sanções tivessem sido impostas, sem dúvida essas negociações teriam parado completamente", escreveu o Presidente dos EUA, que assegurou que várias pessoas que tinham pedido para sancionar a Rússia o chamaram para se desculpar, porque "não sabiam que ele estava a negociar a libertação de Stephen Hubbard".

Estes insultos a jornalistas acontecem um dia depois de Trump ter-se confrontado na sala Oval com Andrew Feinberg, do jornal The Independent, a quem alertou de que mais valia "ter cuidado" e perguntou-lhe se era "um doente".

O presidente norte-americano já entrou em confronto diversas vezes com jornalistas, especialmente com repórteres mulheres, durante o seu segundo mandato, que começou em janeiro de 2025.

Em novembro daquele ano disse: “cala-te, porquinha” à jornalista da Bloomberg Catherine Lucey quando esta lhe perguntou, a bordo do avião presidencial Air Force One, sobre o caso do pedófilo Jeffrey Epstein.

Em maio passado, o Trump chamou “tonta” a Akayla Gardner, da MS NOW, depois de a jornalista lhe perguntar sobre o sobrecusto das obras de um grande salão de baile na Casa Branca.

Além disso, o republicano mantém uma batalha judicial para impedir o acesso à Casa Branca de repórteres da CNN, MS NOW e Politico, uma medida que um juiz federal bloqueou por enquanto.

Segundo publicou na terça-feira o The New York Times, Trump pondera transformar a atual sala de imprensa da Casa Branca numa piscina coberta, o que, na prática, expulsaria a imprensa do recinto presidencial.

Elon Musk terá cortado o acesso da Ucrânia à rede de satélites Starshield... O empresário Elon Musk ordenou a limitação dos serviços da rede de satélites Starshield na Ucrânia, noticiou na terça-feira o Wall Street Journal, após o multimilionário afirmar a última decisão seria de Donald Trump.

© Getty Images   Por  LUSA  21/10/2026 

O empresário Elon Musk ordenou a limitação dos serviços da rede de satélites Starshield na Ucrânia, noticiou na terça-feira o Wall Street Journal, após o multimilionário afirmar a última decisão seria de Donald Trump.

Elon Musk decidiu limitar a velocidade de ligação dos equipamentos ucranianos a este sistema, colocado em prática pela sua empresa SpaceX, tornando inutilizáveis alguns drones de Kyiv, segundo o diário, que cita responsáveis americanos anónimos e pessoas conhecedoras da situação.

Por sua vez, o ministro da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, assegurou terça-feira que o Pentágono não tinha ordenado qualquer alteração relativa ao Starshield.

"Nada mudou do nosso ponto de vista. Não demos qualquer instrução, nem nada do género", afirmou.

O presidente americano Donald Trump também afirmou na sexta-feira que não tinha pedido qualquer restrição ao Starshield.

"Não fui eu. E não penso que tenha sido Elon", declarou o Presidente dos Estados Unidos.

Na semana passada, Kyiv informou que a sua capacidade de ligação à rede, que considera crucial para evitar a invasão russa, estava limitada. O anúncio surgiu pouco depois de críticas de Donald Trump à Ucrânia, que o bilionário republicano tinha apelado para deixar de visar as refinarias de petróleo russas.

Elon Musk tinha sugerido que o governo americano era responsável por esta desaceleração.

"Os sistemas Starshield são propriedade e são controlados pelo governo americano. Qualquer limitação de fluxo ou de utilização é decidida pelo exército americano e, em última instância, pelo presidente americano", escreveu o homem mais rico do mundo na rede social X.

A Ucrânia utiliza o Starshield, o serviço satélite da Starlink destinado nomeadamente a uso militar, para as suas comunicações no campo de batalha, os seus ataques de médio alcance contra territórios ocupados pela Rússia e os seus drones intercetores.

Mas, o país utiliza também o sistema civil de satélites Starlink, operado pela mesma SpaceX.

As relações entre Washington e Kyiv têm sido novamente tensas nos últimos dias. Donald Trump pediu a substituição de Volodymyr Zelensky, depois de o líder ucraniano ter criticado duramente o acordo surpresa entre os Estados Unidos e a Rússia sobre o gasóleo.


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As conversas entre Zelensky e emissários de Trump resultaram em progressos, apesar das tensões entre Washington e Kyiv, com o presidente ucraniano exigindo um lugar nas negociações com Moscovo...