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segunda-feira, 8 de junho de 2026

CHINA: Xi declara que amizade entre Pequim e Pyongyang "perdurará para sempre"... O Presidente chinês defendeu hoje a continuidade da aliança entre China e Coreia do Norte e apelou ao reforço da coordenação face "à hegemonia" e "política de força", num artigo no jornal norte-coreano Rodong Sinmun.

© Lusa     08/06/2026 

O texto, divulgado também pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua, foi publicado por ocasião da viagem de Xi Jinping à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, e no ano em que se comemora o 65.º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua entre os dois países.

Xi afirmou que a relação bilateral se encontra num "novo ponto de partida histórico" e sustentou que Pequim pretende "impulsionar o desenvolvimento" dos laços com Pyongyang.

Isto após anos em que as relações arrefeceram devido aos ensaios nucleares norte-coreanos e num momento em que Pequim procura preservar a influência face à crescente aproximação da Coreia do Norte à Rússia.

O líder chinês salientou que a "amizade tradicional" entre os dois países "perdurará para sempre" e recordou que se reuniu seis vezes com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, nos últimos anos.

Xi defendeu também que Pequim e Pyongyang preservem o sistema internacional centrado nas Nações Unidas e a ordem baseada no direito internacional, ao mesmo tempo que se opõem "à hegemonia" e à "política da força" .

O dirigente chinês condenou ainda qualquer tentativa de "reavivar o militarismo", uma expressão que as autoridades chinesas têm usado de forma reiterada nos últimos meses em referência ao Japão.

O artigo não menciona a desnuclearização da Coreia do Norte, um assunto que Pyongyang voltou a descartar no domingo, ao afirmar que o estatuto nuclear do país é irreversível.

A visita do líder chinês ocorre em pleno reatamento dos contactos entre Pequim e Pyongyang, após uma reunião que Xi e Kim mantiveram em setembro de 2025 em Pequim, uma visita do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, à Coreia do Norte em abril e o reinício, em março, das ligações ferroviárias e aéreas de passageiros entre ambos os países, após seis anos de suspensão.


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O Presidente chinês, Xi Jinping, chegou hoje a Pyongyang para uma visita de Estado de dois dias à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, durante a qual deverá reunir-se com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

sábado, 6 de junho de 2026

Defesas antiaéreas russas abatem 376 drones ucranianos em 14 regiões... As defesas antiaéreas russas abateram durante a noite 376 drones ucranianos em 14 regiões russas, informou hoje o Ministério da Defesa da Rússia, em comunicado.

© Lusa    Por noticiasaominuto.com    06/06/2026 

Um condutor morreu na região de Tver, a pouco mais de 200 quilómetros de Moscovo, quando um fragmento de um drone atingiu o seu automóvel, segundo as autoridades locais, citadas pela agência de notícias EFE.

Os ataques atingiram tanto a região de Leninegrado, banhada pelo mar Báltico, como as regiões fronteiriças de Briansk, onde foram abatidos 133 aparelhos não tripulados. 

Também foram atacadas a região de Moscovo, a península anexada da Crimeia e a região separatista georgiana da Abecásia, onde Moscovo possui uma base militar.

Por sua vez, na região sul de Krasnodar, uma das mais atingidas nas últimas semanas, um dos fragmentos de um drone provocou um incêndio numa refinaria.

Além disso, as autoridades de São Petersburgo ordenaram hoje, pela primeira vez em toda a guerra, aos habitantes da segunda maior cidade russa que não saíssem de casa, na sequência de um novo ataque massivo ucraniano com drones.

"Fiquem em casa e não saiam à rua", escreveu Alexandr Beglov, governador da antiga capital czarista, no seu canal do Telegram.

Por sua vez, o governador da região vizinha de Leningrado, Alexandr Drozdenko, informou que tinha sido abatidos 141 drones durante a noite, sem especificar os danos pessoais e materiais causados.

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tinha avisado na quinta-feira, numa carta aberta dirigida ao chefe do Kremlin, que se este não aceitasse a proposta de negociações diretas Kyiv continuaria com a sua campanha de ataques contra a retaguarda russa.

Putin rejeitou a oferta, alegando que "não lhe vê sentido", apelando publicamente ao exército russo para que continuasse a avançar para assumir o controlo de todo o Donbass.


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O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu pessoalmente ao homólogo chinês, Xi Jinping, que utilize a influência de Pequim sobre Moscovo para pôr fim à guerra na Ucrânia, segundo fontes citadas pelo jornal South China Morning Post.

sexta-feira, 5 de junho de 2026

Putin rejeita encontro com Zelensky após carta: "Não vejo interesse"... Vladimir Putin afastou, para já, a possibilidade de um encontro com Volodymyr Zelensky, defendendo que as negociações devem prosseguir. O presidente russo reiterou que a guerra só terminará quando Moscovo atingir os objetivos definidos e voltou a rejeitar um cessar-fogo imediato.

© KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images    Por  noticiasaominuto.com  05/06/2026 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, comentou a carta aberta do seu homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante um discurso no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, defendendo que um encontro "não tem sentido" para já. 

"Não vejo o interesse de um encontro. Isso só tem interesse para a parte ucraniana, a fim de travar o avanço das nossas forças armadas", declarou Vladimir Putin, citado pela agência de notícias TASS.

"[É necessário] deixar os especialistas trabalharem, desenvolverem soluções e, depois, poderemos encontrar-nos", acrescentou.

Para Putin, a guerra na Ucrânia só vai terminar quando a Rússia tiver alcançado os seus objetivos.

"Partimos do princípio de que as hostilidades vão terminar um dia. E, sem dúvida, vão cessar quando tivermos alcançado os objetivos que nos propusemos", declarou Putin.

Antes, o presidente russo tinha afirmado que era necessário dirigir-se "não aos autores da carta, mas sim aos soldados russos na linha da frente".

"Dirigindo-me a eles, quero dizer: Camaradas, todo o país olha para vós, todo o país se orgulha de vós e deposita em vós a sua esperança", afirmou Putin. "Trabalhem, irmãos!" 

A carta aberta de quinta-feira, a primeira mensagem pública que Zelensky escreveu diretamente a Putin desde que a Rússia enviou tropas para a Ucrânia em 2022, constituiu uma crítica contundente aos 26 anos do líder russo no poder.

Nesse sentido, ao rejeitar a proposta de Zelensky para uma reunião, Putin considerou-a grosseira, qualificando com esse mesmo adjetivo a atitude e o documento apresentado pelo homólogo ucraniano, sobretudo depois de um ataque com drones ocorrido a 22 de maio contra uma residência estudantil na região de Lugansk, controlada pela Rússia, que, segundo Moscovo, causou 21 mortos e dezenas de feridos.

"Será uma forma de criar condições para encontros pessoais e conversações ou de criar um ambiente que torne impossível qualquer encontro pessoal?", perguntou Putin, respondendo acreditar tratar-se da segunda opção.

Na carta aberta, Zelensky reconheceu a mudança de prioridades dos Estados Unidos, considerando que seria errado limitar-se a esperar que a administração norte-americana de Donald Trump volte a concentrar a atenção no fim dos combates na Ucrânia, enquanto permanece fortemente focada na guerra com o Irão.

Em Washington, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que "seria ótimo" que Putin e Zelensky se reunissem.

Putin já tinha anteriormente sugerido que Zelensky se deslocasse a Moscovo para conversações, proposta que o líder ucraniano rejeitou de forma clara.

No mês passado, o presidente russo afirmou não excluir um encontro num país terceiro, mas apenas quando existir um acordo pronto para ser assinado.

Na quinta-feira, Putin voltou a rejeitar a exigência de Zelensky para um cessar-fogo imediato, argumentando que Moscovo pretende uma solução abrangente e não uma trégua temporária.

O presidente russo afirmou que a Rússia está disponível para um compromisso relativamente à Ucrânia, em linha com os entendimentos alcançados na cimeira realizada no ano passado com Trump, em Anchorage, no Alasca, acrescentando que Kiev terá de os aceitar para que seja possível alcançar um acordo que ponha termo ao conflito, agora no quinto ano.

"Naturalmente, a parte ucraniana gostaria que suspendêssemos os avanços das tropas russas. Mas seria melhor acabar com a guerra através da aceitação dos compromissos discutidos em Anchorage", acrescentou.


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O Presidente francês, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, manterão conversações entre si antes de se reunirem com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

Putin minimiza dificuldades económicas da Rússia e insiste na soberania... O presidente russo, Vladimir Putin, minimizou hoje as dificuldades económicas enfrentadas pelo país, preferindo destacar a soberania e as parcerias com os países do chamado sul global.

© Lusa    05/06/2026 

"De todos os lados nos dizem que tudo está a correr mal no nosso país. [...]. Sim, a dinâmica económica está atualmente moderada", declarou Putin durante um discurso perante responsáveis políticos e empresários russos e estrangeiros durante um importante fórum de investimento em São Petersburgo.

"Num contexto tenso e difícil, a Rússia continua a reforçar a sua soberania [...] alargando o círculo dos seus parceiros", acrescentou, salientando que os países em desenvolvimento têm assumido um papel cada vez mais importante na economia global, enquanto a participação dos países ocidentais na produção diminuiu.

No discurso no Fórum Económico Internacional de São Petersburgo, Putin acusou o Ocidente de minar a economia e as finanças globais com sanções unilaterais, frisando que, ao congelar os ativos russos no exterior, as nações ocidentais corroeram a confiança em suas próprias moedas.

"As sanções e o bloqueio das reservas soberanas da Rússia impactaram irreversivelmente a posição das moedas internacionais, o dólar e o euro", disse.

"Assim como a Rússia, qualquer outro país pode perder o acesso aos seus ativos legítimos em dólares ou em euros, bem como aos sistemas financeiros e de pagamento ocidentais", referiu, alegando que a alta dívida pública "contribuiu para minar a confiança global" nas instituições ocidentais.

Para Putin, as raízes da atual turbulência global residem na transição de um modelo vertical e hierárquico, que servia aos interesses de um pequeno número de Estados, para um modelo mais complexo, distribuído e multipolar.

"A Rússia vê as mudanças globais não apenas como uma ameaça, mas também como imensas oportunidades. E para capitalizar sobre elas, pretendemos agir com rapidez e pragmatismo", acrescentou


O fórum ocorre em um momento em que as perspetivas económicas da Rússia se tornaram incertas face ao conflito na Ucrânia. O governo aumentou os impostos e intensificou os empréstimos internos para manter seu défice orçamental sob controlo.

Na quinta-feira, numa sessão de perguntas e respostas com a imprensa estrangeira, Putin indicou ser "um exagero" dizer que a economia da Rússia estava em dificuldades, observando que Moscovo tomou medidas destinadas a arrefecer a economia e manter a inflação sob controlo.

Putin tem usado o fórum de São Petersburgo, comparado ao Fórum Mundial em Davos, na Suíça, para exibir os avanços económicos russos e incentivar o investimento estrangeiro.

Embora autoridades e líderes empresariais ocidentais se tenham mantido afastados desde que Putin enviou tropas para a Ucrânia em 2022, a Rússia tem procurado convidados de outras zonas geopolíticas para reforçar o objetivo declarado de promover um "mundo multipolar".

A Arábia Saudita enviou uma grande delegação este ano, e os presidentes do Uzbequistão e da Tanzânia, bem como o vice-presidente da China, também estão presentes. Um representante dos EUA, Rodney Mims Cook Jr., chefe da Comissão de Belas Artes dos Estados Unidos, participa do evento pela primeira vez em anos.


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Oreshnik dava nome a um míssil hipersónico, mas agora os amantes de adrenalina vão poder testar os limites na nova atração do parque de diversões de São Petersburgo, na Rússia, que também se chama "Oreshnik".

ONU alerta para "deterioração das condições humanitárias" em Cuba... A ONU alertou hoje para a "deterioração das condições humanitárias" em Cuba devido ao impacto da crise energética, agravada pelo endurecimento do bloqueio e das sanções dos EUA, e aos recentes desastres naturais que afetaram serviços básicos.

© Lusa   05/06/2026 

"As condições humanitárias estão a deteriorar-se à medida que a crise energética se aprofunda", indicou o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), responsável por coordenar respostas globais de emergência,

"O impacto combinado da crise energética resultante das ordens executivas dos Estados Unidos e de outras sanções, juntamente com os furacões e outros desastres naturais, é abrangente e expande-se diariamente" na ilha, referiu o organismo da ONU.

Cuba tem sofrido vários desastres naturais sobretudo desde outubro de 2024, quando o furacão Óscar e um colapso da rede elétrica nacional atingiram a ilha ao mesmo tempo.

Desde então, o país entrou num ciclo contínuo de emergência com o impacto consecutivo do furacão Rafael, fortes sismos no sul da ilha, e novas tempestades severas que se estenderam ao longo de 2025 e 2026.

Em janeiro, Washington impôs um embargo petrolífero à ilha, ameaçando com sanções e tarifas qualquer país que forneça energia a Cuba.

A Casa Branca afirma que o regime comunista cubano ameaça a segurança nacional ao acolher bases de espionagem eletrónica da Rússia e ao aprofundar a cooperação militar com a China, acusando ainda Havana de servir de porto seguro para grupos como o Hamas e o Hezbollah.

Todo este cenário tem agravado a crise de abastecimento de energia, sobretudo depois de Cuba ter perdido o seu fornecimento da Venezuela no início deste ano, após a operação militar dos EUA em Caracas, que resultou em mais de 100 mortes e no sequestro do Presidente venezuelano Nicolás Maduro e da sua mulher, Cilia Flores.

"Todos os serviços básicos, desde a água potável e saneamento à produção de alimentos e ao setor da saúde, estão a ser afetados pela falta de combustível e de eletricidade", explicou o OCHA.

"Mais de 100 mil procedimentos cirúrgicos foram adiados devido à grave escassez de medicamentos e material médico", lamentou o organismo de ajuda às emergências.

Segundo referiu, a ONU e os seus parceiros publicaram um Plano de Ação Humanitária para prestar ajuda a dois milhões de pessoas, embora "a crise energética esteja também a limitar a capacidade de entregar a ajuda já prometida".

Há "dezenas de contentores com alimentos e material médico que permanecem retidos nos portos devido à falta de combustível", alertou.

Por isso, apelou à comunidade internacional para que "facilite a entrega atempada e sem entraves de combustível para fins humanitários e outros auxílios vitais", bem como para que financie o Plano de Ação, que conta atualmente apenas com 21% dos fundos solicitados.

A campanha de pressão norte-americana a Cuba entrou numa nova fase na quinta-feira, com o anúncio dos EUA de que iriam impor sanções contra o Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, e outras quatro pessoas - incluindo o seu antecessor, Raúl Castro - bem como cinco entidades cubanas: o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias, os Comités de Defesa da Revolução, a agência de viagens Amistur Cuba S.A., o Instituto Cubano de Amizade com os Povos e a empresa mineira La Victoria.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Cuba, Bruno Rodríguez, classificou a decisão dos EUA como vil, enquanto Díaz-Canel considerou que estas sanções são uma tentativa de "reforçar as medidas de bloqueio" e criar um "cenário de conflito entre Cuba e os Estados Unidos".


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O Presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou na quinta-feira a "agressividade e perversidade" dos Estados Unidos, após a imposição de novas sanções norte-americanas a si e à sua família e a vários elementos da família Castro.

Xi Jinping visita Coreia do Norte na próxima semana (1.ª vez desde 2019)... O Presidente chinês, Xi Jinping, vai visitar a Coreia do Norte na próxima semana, naquela que será a primeira deslocação ao país vizinho em quase sete anos, anunciaram hoje os dois países.

© Lusa     05/06/2026 

Xi estará na Coreia do Norte entre segunda e terça-feira, segundo breves comunicados divulgados pelos órgãos de comunicação estatais dos dois países. A última visita do líder chinês a Pyongyang ocorreu em junho de 2019.

O anúncio surge um dia depois de a Coreia do Norte ter revelado uma nova instalação destinada à produção de materiais para bombas nucleares.

Especialistas consideram que a divulgação da unidade sugere que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, pretende reforçar o estatuto do país como potência nuclear, antes da visita de Xi.

A deslocação ocorre poucas semanas depois de Xi ter recebido, separadamente, em Pequim, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder da Rússia, Vladimir Putin.

Nos últimos anos, Kim deu prioridade ao aprofundamento das relações com a Rússia, enviando tropas e armamento convencional para apoiar a invasão lançada por Moscovo na Ucrânia.

No entanto, o líder norte-coreano também tem procurado reforçar os laços com a China, principal parceiro comercial e maior fornecedor de ajuda económica da Coreia do Norte.

Xi e Kim encontraram-se em Pequim, em setembro, e comprometeram-se a reforçar a cooperação bilateral e o apoio mútuo. Kim deslocou-se então à capital chinesa para assistir a um desfile militar, ao lado de outros líderes estrangeiros, incluindo Putin.

As Forças Armadas da Coreia do Sul avaliaram a nova instalação nuclear como uma unidade de enriquecimento de urânio.

Durante uma visita ao local, Kim anunciou planos para reforçar as capacidades nucleares do país "a um ritmo exponencial".


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Analistas consideram que sucessão de visitas de líderes estrangeiros à China este ano está a reforçar a imagem de Xi Jinping como figura central da diplomacia global e a narrativa de Pequim como servindo de pilar do multilateralismo.

Parlamento dos EUA aprova apoio à Ucrânia e novas sanções à Rússia... A câmara baixa do parlamento dos Estados Unidos aprovou um projeto de lei que poderá dar nove mil milhões de dólares em apoio à Ucrânia e impor sanções a setores-chave da economia da Rússia.

© Lusa   05/06/2026 

A Câmara dos Representantes aprovou na quinta-feira, com 226 votos a favor a 195 contra, a proposta apresentada pelo democrata Gregory Meeks, apesar das objeções dos líderes republicanos que alertaram que iria prejudicar as negociações de paz.

O projeto iria dar mais de mil milhões de dólares (861 milhões de euros) em ajuda para a segurança e reconstrução da Ucrânia e mais oito mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros) para a defesa do país, através de empréstimos.

A votação é um sinal de impaciência com a abordagem do Presidente norte-americano à guerra e representa a segunda grande divergência da Câmara com Donald Trump em matéria de política externa esta semana.

Na quarta-feira, a câmara baixa do Congresso aprovou, pela primeira vez, uma resolução sobre os poderes de guerra com o objectivo de travar a acção militar dos EUA contra o Irão.

"Todos queremos que esta guerra termine", disse Meeks.

"A questão é como. Vamos abandonar a Ucrânia e forçá-la a um acordo terrível? É com isto que [o Presidente russo] Vladimir Putin conta. Ou será que esta Câmara vai cumprir os compromissos que assumimos desde o início desta guerra?" questionou o democrata.

A grande maioria dos republicanos opôs-se à medida.

French Hill, presidente da Comissão de Serviços Financeiros da Câmara, alertou que a proposta prevê menos financiamento para a assistência de segurança à Ucrânia em comparação com o que o Congresso tinha acordado como parte da política de defesa deste ano.

Outra secção poderia levar a uma diminuição dos gastos com a defesa por parte de alguns membros da NATO, acrescentou.

No final, 18 republicanos, 207 democratas e um independente votaram a favor do projeto de lei. A democrata Ilhan Omar juntou-se a 194 republicanos e votou contra.

Os apoiantes esperam que a aprovação do projeto de lei sobre a Ucrânia pela Câmara pressione o Senado (câmara alta) a fazer o mesmo. Mas também sabem que o Senado provavelmente não concordará, a menos que Trump subscreva o projeto de lei.

A guerra que se seguiu à invasão em grande escala da Rússia ao país vizinho dura há mais de quatro anos, sem fim à vista. Nos últimos dias, ambos os lados procuraram vantagem lançando ataques com mísseis de longo alcance.

Os esforços de paz liderados pelos EUA perderam força à medida que a situação na Ucrânia se agravava.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, aceitou um cessar-fogo incondicional exigido por Trump, mas Putin recusou.

A discussão no Senado em relação à Ucrânia girou em torno de um projeto de lei que imporia tarifas abrangentes e sanções secundárias aos países que compram petróleo, gás, urânio e outras exportações à Rússia, que são cruciais para o financiamento das forças armadas russas. Mas o projeto de lei está parado.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Ataque aéreo ucraniano causa três mortos na Crimeia anexada... Um ataque aéreo ucraniano causou três mortos na Crimeia, anunciaram hoje as autoridades da península anexada pela Rússia, um dia após uma ofensiva contra São Petersburgo, onde estava a arrancar o principal fórum económico russo.

© Lusa   04/06/2026 

"Segundo informações iniciais, três pessoas foram mortas e outras sete ficaram feridas num ataque aéreo inimigo contra edifícios não residenciais em Simferopol", escreveu o chefe das autoridades da Crimeia, anexada em 2014.

"As equipas de emergência estão no local", acrescentou Sergei Aksyonov, na plataforma de mensagens Telegram, sem adiantar mais pormenores.

O mais recente ataque ucraniano ocorre um dia depois de instalações energéticas e militares terem sido visadas por 'drones' ucranianos, em São Petersburgo, no dia da abertura de um fórum económico.

O ataque ucraniano danificou "várias" infraestruturas na segunda maior cidade da Rússia, mas não fez vítimas, afirmou o governador local, Alexander Beglov.

O terminal petrolífero de São Petersburgo e a base militar de Kronstadt, nas proximidades, foram alvos dos 'drones' ucranianos, segundo o Presidente Volodymyr Zelensky, que descreveu os ataques como "justificados".

Os russos "devem saber que, se usarem 'drones' e mísseis contra nós, faremos o mesmo", declarou o Presidente ucraniano, que na quarta-feira recebeu em Kyiv o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

Os ataques interromperam as operações no principal aeroporto da antiga capital imperial russa.

O Kremlin prometeu "respostas sistemáticas" a estes ataques de Kyiv, que ocorreram um dia depois de 23 pessoas terem sido mortas na Ucrânia num ataque russo em grande escala com mísseis e 'drones'.

Os primeiros participantes do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) chegaram no meio de um denso fumo ao fundo do centro de conferências.

O SPIEF, conhecido como o "Davos russo" e o principal evento da Rússia para atrair investidores e empresas estrangeiras, tem como ponto alto o discurso do Presidente russo, Vladimir Putin, agendado para sexta-feira.

Este ano, a lista de participantes inclui nomes de aliados da Rússia, entre os quais os presidentes do Uzbequistão e da Tanzânia, e ministros de Cuba, Bielorrússia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, que na terça-feira condenou a onda de ataques russos contra a Ucrânia, é esperado em São Petersburgo e tem participação agendada num painel sobre o ambiente, na sexta-feira.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

terça-feira, 2 de junho de 2026

ONU: MNE do Bangladesh eleito presidente da Assembleia-Geral da ONU... O ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE) do Bangladesh, Khalilur Rahman, foi hoje eleito presidente da 81.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU, que terá início em setembro próximo, numa eleição que, excecionalmente, teve mais do que um candidato.

© Thierry Monasse/Getty Images     Por LUSA   02/06/2026 

Numa votação secreta em que participaram 190 dos 193 Estados-membros da ONU, Khalilur Rahman obteve 99 votos, contra 91 dos conquistados pelo diplomata cipriota Andreas Kakouris.

O MNE do Bangladesh sucederá à ex-ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock, que termina o seu mandato de um ano em setembro.

Khalilur Rahman juntou-se ao Governo do primeiro-ministro Tarique Rahman em fevereiro passado, como líder da diplomacia do Bangladesh.

Também atuou no Governo interino de Muhammad Yunus - que supervisionou a transição após a queda da ex-primeira-ministra Sheikh Hasina - como conselheiro de segurança e alto representante dos refugiados da minoria Rohingya em Myanmar (antiga Birmânia).

Formado em administração de empresas e direito, Rahman também participou em negociações comerciais com os Estados Unidos, país com o qual mantém laços muito estreitos.

Após a eleição, o secretário-geral da ONU, António Guterres, saudou o tema escolhido pelo diplomata para o seu mandato.

"É um inspirador apelo à ação para o sistema multilateral: 'Restaurar a Confiança, Gerir a Transformação: Uma Organização das Nações Unidas que Funciona para Todos'. Isto reflete o seu empenho em reforçar o sistema global de resolução de problemas que tem beneficiado o mundo desde 1945", afirmou Guterres.

O secretário-geral assinalou que Khalilur Rahman assumirá funções num momento de "desafios gritantes", mas também de grandes possibilidades para a ONU e, nesse sentido, depositou esperanças no "árduo trabalho de diplomacia, diálogo e colaboração".

O líder da ONU também agradeceu a Annalena Baerbock, a quinta mulher a assumir o cargo de presidente da Assembleia-Geral, a "sua excecional liderança" como presidente da 80.ª sessão.

O presidente da Assembleia-Geral da ONU é eleito anualmente para um mandato de um ano, mas raramente há mais do que um candidato, escolhido por rotação geográfica, numa eleição que geralmente ocorre por aclamação.

Este ano, a vaga foi atribuída à região Ásia-Pacífico.

Um terceiro candidato havia entrado na corrida no início do ano: o embaixador palestiniano na ONU, Riyad Mansour, mas acabou por retirar a sua candidatura, devido a uma alegada pressão norte-americana.

A Assembleia-Geral é o órgão no qual os 193 Estados-membros da ONU se sentam em pé de igualdade e tem uma função exclusivamente representativa, uma vez que o verdadeiro poder é exercido pelo Conselho de Segurança (com capacidade de fazer aprovar resoluções com caráter vinculativo), que conta com cinco potências como membros permanentes e com direito de veto: Estados Unidos, China, Rússia, Reino Unido e França. 

Os poderes do presidente da Assembleia-Geral incluem a supervisão do orçamento da ONU, a nomeação dos membros não-permanentes para o Conselho de Segurança e a condução do processo de nomeação do secretário-geral da ONU. 

Outras atribuições incluem receber relatórios de outras áreas das Nações Unidas, fazer recomendações na forma de resoluções, bem como estabelecer vários órgãos subsidiários. 

O professor catedrático e político português Diogo Freitas do Amaral foi presidente da 50.ª Assembleia-Geral da ONU entre setembro de 1995 e setembro de 1996. 



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O Hezbollah não aceitará um "cessar-fogo parcial" com Israel, afirmou hoje um responsável do movimento pró-iraniano, ameaçando com uma retaliação caso Israel ataque Beirute ou os subúrbios do sul.

Ucrânia ordena retirada de milhares de residentes junto à fronteira russa... As autoridades ucranianas ordenaram hoje a saída de mais de 7.000 pessoas de várias localidades da região de Kharkiv, junto à fronteira russa, face ao receio de um avanço das forças da Rússia.

© Liubov Yemets/Gwara Media/Global Images Ukraine via Getty Images   Por  LUSA  02/06/2026 

"Tendo em conta a situação de segurança e os ataques sistemáticos do inimigo, estamos a alargar a zona de evacuação obrigatória", anunciou o governador regional, Oleg Synegobov.

A medida aplica-se a sete localidades de Kharkiv, no nordeste do país, e abrange mais de 7.000 pessoas, incluindo mais de 1.700 crianças, precisou o governador num comunicado citado pela agencia de notícias France-Presse (AFP).

As autoridades ucranianas ordenam regularmente a deslocação de civis no leste do país, onde se concentra a maior parte dos combates há mais de quatro anos, mas este tipo de medida é menos frequente noutras zonas do território.

O exército russo controla faixas de terreno com várias dezenas de quilómetros quadrados ao longo da fronteira, nas regiões de Kharkiv e na vizinha Sumy, embora o principal esforço militar esteja concentrado noutras regiões.

A Rússia ocupa cerca de 19% da Ucrânia, incluindo a Crimeia e zonas da bacia industrial do Donbass (Lugansk e Donetsk) que já estavam sob controlo russo ou de separatistas pró-russos antes da invasão de fevereiro de 2022.

A maior parte dos avanços russos ocorreu durante as primeiras semanas do conflito.

Num relatório divulgado hoje, o Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) anunciou que a Ucrânia recuperou 282 quilómetros quadrados (km2) em maio, reduzindo pelo segundo mês consecutivo a área sob controlo russo.

Desde outubro de 2023, a Rússia vinha ganhando terreno sem interrupção, mas os avanços começaram a abrandar no final de 2025, passando de 579 km2 para apenas 23 km2 em março.

Em abril, a área controlada pela Rússia diminuiu pela primeira vez em dois anos e meio, em cerca de 120 km2.

O recuo das forças da Rússia relatado pelo ISW não é, no entanto, total, dado que militares russos continuam infiltrados na maioria das zonas onde a Ucrânia recuperou terreno.

O exército russo envia constantemente pequenos grupos de soldados para posições na frente, de forma a facilitar posteriormente o avanço da maioria das tropas.

Os ganhos ucranianos em abril e maio são, além disso, marginais à escala do país (0,07% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e o Donbass) e à escala dos territórios controlados pela Rússia (0,4%).


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O secretário-geral da ONU "condena veementemente" o mais recente "ataque em larga escala" de drones e mísseis russos contra a Ucrânia, que matou pelo menos 22 pessoas, disse hoje o porta-voz de António Guterres.

Guerra na Ucrânia. Rússia perde terreno pelo segundo mês consecutivo... A Ucrânia recuperou 282 quilómetros quadrados (km2) em maio, reduzindo pelo segundo mês consecutivo a área de território controlada por Moscovo, indicou hoje o Instituto para o Estudo da Guerra.

© Svitlana Horieva/Anadolu Agency via Getty Images    Por  LUSA   02/06/2026 

Desde outubro de 2023, a Rússia vinha ganhando terreno sem interrupção, mas os avanços começaram a abrandar no final de 2025, passando de um avanço de 579 km2 para apenas 23 km2 em março. 

Em abril, a área controlada por Moscovo diminuiu pela primeira vez em dois anos e meio, em cerca de 120 km2.

O recuo das forças de Moscovo relatado pelo Instituto para o Estudo da Guerra (ISW, na sigla em inglês) não é, no entanto, total: militares russos continuam infiltrados na maioria das zonas onde a Ucrânia recuperou terreno.

O exército russo envia constantemente pequenos grupos de soldados para tomarem posição em partes da frente de batalha e onde ficam escondidos, a fim de facilitar posteriormente o avanço da maioria das tropas.

Os ganhos ucranianos em abril e maio são, além disso, marginais à escala do país (0,07% do território ucraniano, incluindo a Crimeia e o Donbass) e à escala dos territórios controlados pela Rússia (0,4%).

No entanto, refletem uma tendência positiva para o lado ucraniano.

O ISW referiu na semana passada "campanhas bem-sucedidas de ataques com drones de médio alcance" lançadas nesta primavera pela Ucrânia.

Estas operações permitiram "limitar a capacidade da Rússia de transportar pessoal" para a frente e de "reforçar as suas posições na linha da frente".

Em maio, o exército ucraniano avançou principalmente nas regiões de Donetsk e Zaporijia.

As estimativas do ISW excluem os avanços reivindicados pelo lado russo, mas que não foram confirmados nem desmentidos por este instituto, que trabalha com o Critical Threats Project (uma ramificação do American Enterprise Institute ou AEI), outro centro de reflexão norte-americano especializado no estudo de conflitos.

Mais de quatro anos após o início da invasão russa da Ucrânia, Moscovo ocupa pouco mais de 19% do país, incluindo 7% na Crimeia e nas zonas da bacia industrial do Donbass, que já se encontravam sob controlo russo ou de separatistas pró-russos antes da invasão de fevereiro de 2022.

A maior parte dos avanços russos ocorreu durante as primeiras semanas do conflito.

Em contrapartida, nos últimos meses a Rússia tem aumentado o volume de bombardeamentos contra cidades ucranianas, com grandes salvas de drones e mísseis balísticos. 

Para intercetar estes aparelhos e mísseis, Kyiv recorre frequentemente ao sistema norte-americano Patriot, mas as munições escasseiam, o que levou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a reiterar os seus pedidos a Washington para o envio de mais mísseis intercetores.

Em resposta ao mais recente ataque noturno russo que provocou pelo menos 18 mortos, o líder ucraniano voltou a sublinhar que se o país não estiver protegido contra mísseis balísticos os ataques de grande escala vão continuar.

Nesse sentido, Zelensky pediu à Administração norte-americana que determine um programa de fornecimento de mísseis Patriot capaz de proteger a Ucrânia dos bombardeamentos da Rússia.

Madrugada de pânico na Ucrânia termina com vários mortos após grande ataque da Rússia

Ataque a Kiev (X)   Por  cnnportugal.iol.pt

Alerta foi lançado para praticamente todo o país e em Kiev pediu-se à população que procurasse abrigo no metro e em bunkers. A Rússia prometeu "ataques sistémicos" à capital e este pode ser só o início de algo maior

A madrugada tinha acabado de começar em Portugal e já ia longa na Ucrânia quando todos os avisos soaram, apontando para um grande ataque a caminho vindo da Rússia que só parou quase duas horas depois.

Kiev, Dnipro ou Kharkiv, três das maiores cidades da Ucrânia foram apenas alguns dos locais atingidos por um ataque que contou com disparos vindos dos mais variados sistemas de mísseis que a Rússia tem apontados para o inimigo.

Às primeiras horas da manhã a contabilização atirava já para pelo menos cinco mortos e dezenas de feridos, com o pior cenário a verificar-se em Dnipro, onde quatro pessoas morreram e pelo menos 16 ficaram feridas, de acordo com o governador regional, Oleksandr Hanzha.

Os feridos foram imediatamente levados para hospitais e nenhum deles está em condição crítica, mas as imagens que chegam daquela cidade mostram bem a dimensão do ataque, que atingiu em cheio uma zona de edifícios residenciais, queimando também veículos que estavam na rua e até um parque infantil.

Na capital, Kiev, os primeiros dados apontam para um morto e 29 feridos, de acordo com o chefe da administração militar da cidade, Tymur Tkachenko, que deu conta de estragos verificados um pouco por toda a cidade.


Uma das situações mais sensíveis surgiu depois daquilo que as autoridades ucranianas acreditam ter sido um míssil que atingiu um edifício com 24 andares, que acabou por colapsar parcialmente com o impacto, estando as autoridades à procura de eventuais vítimas nos escombros.

“No distrito de Obolon, carros incendiaram-se depois da queda de destroços de míssil. Também houve fogos em duas localizações de áreas abertas, incluindo num jardim infantil”, esclareceu o presidente da Câmara Municipal de Kiev, Vitali Klitschko.

Percebendo rapidamente que o ataque seria de grande dimensão, as autoridades de Kiev aconselharam logo a população a procurar refúgio, indicando as estações de metro e os abrigos da cidade como locais preferenciais para o efeito.

De resto, o presidente da Ucrânia já tinha avisado que um “ataque maciço” poderia estar a caminho, tendo alertado a população no seu habitual vídeo diário que é publicado à noite.

“Os nossos defensores estão prontos a toda a hora com os mantimentos disponíveis”, garantiu Volodymyr Zelensky, talvez sem saber que o seu aviso ganharia forma horas depois.

A Rússia já tinha avisado que se estava a preparar para o que chamou de “ataques sistemáticos” a Kiev, nomeadamente às zonas onde ficam os centros de toda a decisão, incluindo a militar. O aviso do Kremlin ganhou especial forma quando se aconselhou à saída de todos os cidadãos estrangeiros da cidade.

É a resposta, segundo a Rússia, ao ataque conduzido contra um dormitório da Universidade de Lugansk, onde morreram 21 pessoas, sendo que a Ucrânia negou ter realizado qualquer ataque.

Caso a Rússia pretenda levar a sua ameaça “sistémica” avante, é de esperar que as próximas noites na Ucrânia possam ser de sobressalto semelhante à da madrugada desta terça-feira.

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Putin avisado por governo que gastos da guerra são incomportáveis... O presidente russo, Vladimir Putin, foi avisado por altos funcionários das Finanças e do banco central de que os gastos com a guerra na Ucrânia estão numa trajetória insustentável, noticiou a Bloomberg News.

© Vyacheslav PROKOFYEV / POOL / AFP via Getty Images  Por  LUSA  01/06/2026 

Segundo a agência, que cita fontes próximas do assunto e documentação analisada, as referidas autoridades alertaram o Kremlin de que o nível atual de gastos projetados com defesa corre o risco de aumentar perigosamente o défice orçamental do governo e propuseram novos cortes nestas despesas.   

Uma divisão entre os decisores políticos fez com que altos funcionários do Ministério da Defesa e alguns no Kremlin, determinados a prosseguir os objetivos de guerra de Putin, insistissem em proteger as despesas militares, argumentando que muitas empresas dependem de contratos militares para produzirem e criarem emprego.

Putin pediu aos funcionários do Ministério das Finanças que identificassem cortes de despesas noutras áreas do orçamento, antes da defesa, segundo as fontes da Bloomberg, que não obteve reação da parte do Kremlin.

O Ministério da Defesa exige mesmo financiamento adicional, segundo duas fontes próximas do Governo russo.  

As pressões orçamentais, tanto no ano passado como este ano, são do conhecimento do Presidente russo, de quem dependerá exclusivamente a dimensão de quaisquer cortes nas despesas.

No quinto ano da invasão em grande escala da Ucrânia, a economia e as finanças da Rússia enfrentam dificuldades crescentes, apesar da recente subida dos preços do petróleo resultante da guerra no Irão.

Segundo a Bloomberg, o preço do petróleo teria de se manter acima dos 100 dólares por barril durante pelo menos um ano para que a economia melhorasse significativamente, e este ganho inesperado não resolveria os problemas estruturais que afetam o crescimento, a inflação e o setor bancário.

Mesmo os setores ligados às encomendas da indústria de defesa estatal deverão expandir apenas 4% a 5% em 2026, tendo crescido perto de um terço nos últimos anos, devido às encomendas militares.

Depois de ter reduzido a sua previsão de crescimento em maio, a Rússia está à beira da recessão, com o Ministério da Economia a prever agora que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 0,4% em 2026, abaixo da estimativa anterior de 1,3%. Os dados oficiais mostram que a economia contraiu no primeiro trimestre pela primeira vez em três anos.

Apesar do aumento das receitas petrolíferas devido à guerra no Médio Oriente, o défice nos primeiros quatro meses do ano aumentou para 2,5% do PIB, cerca de 50% acima do orçamentado, segundo dados oficiais.

Fortemente afetada pelas sanções internacionais, a economia russa está mais debilitada e o governo aumentou alguns impostos, estando ainda a considerar novos agravamentos fiscais, nomeadamente sobre alguns produtores de matérias-primas e bancos para ajudar a cobrir o défice orçamental.

O crescente rombo financeiro da Rússia provocou na semana passada a ira de um parlamentar veterano da câmara baixa do parlamento, Valery Gartung, que recordou a hiperinflação após o colapso da União Soviética.

"O que vamos fazer em relação a isso?", questionou. "Imprimir dinheiro ou quê? Como em 1992, quando os preços subiam 30% todas as semanas? Sabemos que não é essa a solução", afirmou o parlamentar.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).  


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Mais de 50 países, incluindo membros da União Europeia e da NATO, denunciaram hoje na ONU o comportamento "inaceitável" da Rússia, num comunicado lido pela chefe da diplomacia romena após a queda de um drone alegadamente russo na Roménia.

Kremlin condena interceção de navio russo por França: "A roçar pirataria"... A presidência russa (Kremlin) declarou hoje ilegal a apreensão feita no domingo pela França de um petroleiro que tinha partido da Rússia e estava no Atlântico, alegando que o caso se assemelha a um ato de pirataria.

© PAVEL BEDNYAKOV/POOL/AFP via Getty Images  Por  LUSA  01/06/2026 

"Consideramos estas ações ilegais, a roçar a pirataria internacional", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante a sua conferência de imprensa diária.

"A Rússia está a tomar medidas para garantir a segurança dos seus navios de carga", acrescentou, sublinhando que "terá em conta esta experiência negativa".

A Marinha francesa, com o apoio do Reino Unido, intercetou um petroleiro sob sanções internacionais que partira da Rússia, no mais recente esforço das nações que apoiam a Ucrânia para atingir as exportações de petróleo russo que ajudam a financiar a guerra.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou a interceção numa publicação feita hoje nas redes sociais, referindo que o navio 'Tagor' tinha sido abordado no domingo no oceano Atlântico.

A publicação incluía um vídeo que mostrava uma pessoa a descer em 'rapel' de um helicóptero para um navio.

Esta é a mais recente de uma série de interceções navais francesas de petroleiros suspeitos de ligações à Rússia.

"É inaceitável que as embarcações contornem as sanções internacionais, violem o direito do mar e financiem a guerra que a Rússia trava há mais de quatro anos contra a Ucrânia", escreveu Macron.

"Estes navios, que não respeitam as regras mais elementares da navegação marítima, representam também uma ameaça para o ambiente e para a segurança de todos", disse.

As receitas do petróleo são uma parte fundamental da economia russa, permitindo ao Presidente, Vladimir Putin, injetar dinheiro no esforço de guerra contra a Ucrânia sem agravar a inflação para a população em geral e evitando um colapso da economia.

Acredita-se que a Rússia está a utilizar uma frota de centenas de navios para contornar as sanções internacionais impostas devido à guerra.

A França e outros países prometeram reprimir a chamada "frota paralela" ou "frota fantasma", que viola as sanções.

As autoridades marítimas francesas adiantaram que o petroleiro foi intercetado a mais de 400 milhas náuticas a oeste de França, em águas internacionais no Atlântico.

O navio partiu, segundo as autoridades francesas, do porto russo de Murmansk, no noroeste do país, sendo que o petroleiro é suspeito de operar sob uma bandeira falsa.

A Marinha francesa está a escoltá-lo até uma área de ancoragem para novas inspeções.

Entre os petroleiros anteriormente intercetados pela França está o 'Deyna', abordado no Mar Mediterrâneo em março, e o 'Grinch', também intercetado no Mediterrâneo mas em janeiro. Este último foi libertado em fevereiro após o pagamento de uma multa multimilionária.


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O Ministério Público de Brest, França, disse hoje que o capitão do petroleiro, sujeito a sanções europeias e apresado no domingo no Atlântico, se recusou repetidamente a cumprir ordens da Marinha francesa.

domingo, 31 de maio de 2026

Ucrânia ataca uma das refinarias mais importante da região russa Volga... O Exército da Ucrânia atacou durante a madrugada de hoje a grande refinaria de Saratov, oeste da Rússia, considerada uma das unidades de processamento de petróleo mais importantes da região do Volga.

© @Guerranaucrania/X     Por  LUSA   31/05/2026 

O bombardeamento foi confirmado pelas autoridades locais russas, que se limitaram a constatar, por agora, danos na infraestrutura.

O Estado Maior do Exército da Ucrânia, numa publicação no Facebook, informou que esta noite unidades das Forças de Defesa da Ucrânia "atacaram a refinaria de petróleo de Saratov" e puderam confirmar "um incêndio de grandes proporções" nas instalações.

O governador da região de Saratov, Roman Busargin, confirmou nas redes sociais que, segundo os relatórios preliminares, há "danos na infraestrutura civil", mas o ataque não causou vítimas mortais.

A refinaria, operada pela petrolífera Rosneft, processa anualmente sete milhões de toneladas de petróleo e produz "gasolina, gasóleo e outros combustíveis" que, denuncia o Estado Maior ucraniano, estão a ser usados pelo Exército russo na guerra.


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Há várias teorias da conspiração que envolvem o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Uma delas é a de que o russo morreu e que um sósia ocupou o seu lugar enquanto chefe de Estado. A teoria reapareceu após o vice-primeiro-ministro russo ter chamado Putin de "Pal Laich".

sexta-feira, 29 de maio de 2026

NATO reage à Rússia com respostas graduais e mensagens dissuasivas... A NATO reagiu hoje à queda de um drone russo na Roménia, membro da Aliança, com manifestações de solidariedade e promessas de proteção, tal como fez em situações idênticas no âmbito da guerra na Ucrânia.

© Lusa   29/05/2026 

A NATO está "pronta para defender cada centímetro quadrado do território dos Aliados", assegurou o secretário-geral Mark Rutte, depois de ter manifestado ao Presidente romeno, Nicusor Dan, a "solidariedade absoluta" da organização.

A Aliança destaca o efeito dissuasor das mensagens, bem como de respostas graduais, um conceito que permite uma escalada de medidas proporcional à gravidade da ameaça.

A mais famosa de todas as medidas, o Artigo 5.º, prevê uma cláusula de solidariedade e estipula que um ataque armado contra um país membro da Aliança seja considerado como um ataque dirigido contra todos.

Este artigo do Tratado do Atlântico Norte foi utilizado apenas uma vez, em 2001, após os atentados de 11 de setembro nos Estados Unidos.

O Artigo 5.º "sustenta todas as atividades da NATO no domínio da dissuasão e da defesa", incluindo "a realização regular de exercícios militares e o destacamento de forças militares permanentes", segundo a Aliança, citada pela agência francesa AFP.

A queda de um drone num edifício residencial na Roménia, na noite de quinta-feira para hoje, que causou dois feridos ligeiros na cidade de Galati, perto da fronteira com a Ucrânia, deu origem a uma reação calibrada.

Num primeiro momento, a NATO manifestou muito rapidamente solidariedade para com um dos 32 países membros, primeiro através da porta-voz e, depois, por Rutte.

A organização também condenou o "comportamento irresponsável" da Rússia, prometeu proteger o território da Aliança e reforçar as capacidades de defesa na fronteira oriental.

Num segundo momento, e apenas se o país em causa o solicitar, os Aliados poderão reunir-se para consultas.

Para o público em geral, isso não vai muito mais longe, mas o impacto é real, segundo a própria NATO, a sigla em inglês por que é mais conhecida a Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Em diplomacia, cada palavra conta e os russos distinguem muito bem cada nível de reação, explica-se em Bruxelas, sede da Aliança criada em 1949, de que Portugal é um dos 12 países fundadores.

Além das declarações e das condenações, o acionamento do Artigo 4.º é claramente entendido como uma etapa suplementar.

Este artigo prevê que os Aliados se consultem "sempre que, na opinião de qualquer um deles, a integridade territorial, a independência política ou a segurança de qualquer uma das partes estiver ameaçada".

Isto é algo que os russos notam e que pôde, no passado, modificar o comportamento de Bruxelas, disseram elementos da organização.

O Artigo 4.º foi acionado nove vezes, três das quais antes da anexação da península ucraniana da Crimeia pela Rússia, em 2014.

O ritmo acelerou de seguida, com seis acionamentos desde então, três deles depois da invasão russa da Ucrânia de fevereiro de 2022.

As consultas à porta fechada resultam frequentemente em decisões, nem sempre muito visíveis, mas destinadas a reforçar a capacidade de dissuasão da NATO, elemento central da organização.

Uma reunião ao abrigo do Artigo 4.º, solicitada pela Polónia em setembro de 2025 após uma intrusão de drones russos, resultou na operação "Sentinela Oriental" (Eastern Sentry).

Com esta operação, a NATO dotou-se de "capacidades e meios adicionais para a postura de dissuasão", explicou o Quartel-General das Forças da NATO na Europa (SHAPE).

O mesmo aconteceu com a operação "Sentinela Báltica" (Baltic Sentry), decidida em janeiro de 2025, após atos de sabotagem atribuídos à Rússia no mar Báltico.

A única diferença foi que, neste caso, o Artigo 4.º não foi acionado pelos países bálticos.

O mesmo artigo foi acionado em setembro de 2025 pela Estónia, que solicitou consultas após três caças russos terem sobrevoado o país.


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