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terça-feira, 21 de abril de 2026

Cerca de 54 mil pessoas sem energia após ataque com drone russo... Cerca de 54 mil pessoas ficaram hoje sem energia elétrica na região de Chernihiv, no norte da Ucrânia, após um ataque com um drone russo, segundo a empresa estatal de eletricidade da região.

© REUTERS   Por  LUSA  21/04/2026 

"A infraestrutura energética no distrito de Nizhin foi danificada", afirmou a empresa em comunicado.

Nizhin é um importante entroncamento ferroviário e já foi alvo de vários ataques nos últimos meses.

Na noite passada, a Rússia lançou um total de 143 drones de longo alcance contra a Ucrânia.

Dos 143 drones, 116 foram neutralizados pelas defesas aéreas ucranianas e 22 atingiram 17 locais diferentes em todo o país, que não foram especificados pela Força Aérea Ucraniana no seu relatório de bombardeamento.

De acordo com a agência de notícias estatal ucraniana Ukrinform, citando os canais russos do Telegram, drones ucranianos atingiram a infraestrutura ferroviária na segunda-feira à noite na região de Rostov, no sul da Rússia.

Por sua vez, o Ministério da Defesa russo afirmou que as suas defesas aéreas "intercetaram e destruíram 97 drones ucranianos de asa fixa" na noite passada sobre oito regiões russas e o Mar Negro.


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domingo, 19 de abril de 2026

Candidatos à ONU começam a ser ouvidos terça-feira em Nova Iorque... O diálogo interativo com os quatros candidatos a secretário-geral da ONU arranca na terça-feira, num processo que moldará o futuro do multilateralismo e que poderá levar, pela primeira vez na história da organização, à eleição de uma mulher.

© Getty Images     Por  LUSA   19/04/2026 

A ex-presidente chilena Michelle Bachelet será a primeira candidata a ser ouvida, na manhã de terça-feira, em Nova Iorque, seguindo-se o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Mariano Grossi, na tarde do mesmo dia.

Na quarta-feira será a vez da ex-vice-presidente da Costa Rica Rebeca Grynspan, que terá a sua audição de manhã, e do ex-presidente senegalês Macky Sall, que será ouvido no período da tarde.

A diplomata argentina e ex-representante especial da ONU para Crianças e Conflitos Armados, Virginia Gamba, chegou a entrar na corrida para suceder a António Guterres como líder da ONU através da nomeação das Maldivas. Contudo, a nação insular acabou por retirar o apoio à sua candidatura, eliminando-a assim do processo eleitoral.

Cada potencial candidato teve de ser oficialmente indicado por um Estado ou grupo de Estados, mas não necessariamente pelo seu país de origem.

Todas as sessões de diálogo interativo serão transmitidas 'online' e decorrerão na sala do Conselho de Tutela das Nações Unidas, um dos seis principais órgãos da organização, em Nova Iorque.

Cada candidato terá a oportunidade de apresentar a sua declaração de visão para a organização, responder às perguntas dos Estados-membros e interagir com entidades da sociedade civil.

A sessão de cada candidato terá três horas de duração, período que será dividido, numa primeira fase, em torno das declarações de visão pessoal e das competências de gestão do candidato.

Na segunda parte, serão abordados três pilares: a paz e a segurança, o desenvolvimento sustentável e o clima, e os direitos humanos.

A próxima pessoa a chefiar o Secretariado das Nações Unidas iniciará o mandato de cinco anos em 01 de janeiro de 2027, sucedendo ao antigo primeiro-ministro português António Guterres.

Em consonância com uma tradição de rotação geográfica, nem sempre observada, a posição de secretário-geral da ONU está a ser reivindicada pela América Latina.

Já se passaram 35 anos desde que um latino-americano liderou a ONU. A região argumenta que ignorar essa tradição agora quebraria o pacto informal e não escrito que mantém o equilíbrio geográfico da ONU.

Contudo, muitas nações africanas argumentam que, como Guterres (Europa Ocidental) representou uma "interrupção" na rotação em 2016 (informalmente, era a vez da Europa Oriental), o ciclo está efetivamente quebrado e alegam que o fardo da manutenção da paz de África confere ao continente o direito de liderar.

Muitos países também defendem que uma mulher ocupe o cargo pela primeira vez nos 80 anos de história da ONU.

Contudo, são os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU, que devem iniciar o processo de seleção até ao final de julho, que realmente têm a decisão nas mãos.

É apenas por recomendação do Conselho de Segurança que a Assembleia-Geral pode eleger o secretário-geral para um período de cinco anos, renovável por mais um mandato.

O Conselho de Segurança realizará votações secretas - chamadas de votações informais -- até que chegue a um consenso. 

Por fim, os cinco membros permanentes do Conselho com poder de veto - Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França - devem concordar com um candidato. 

O Conselho adotará então uma resolução, tradicionalmente a portas fechadas, recomendando uma nomeação para a Assembleia-Geral. A resolução precisa de nove votos a favor e nenhum veto para ser aprovada.

Embora se presuma que a resolução conterá o nome de um único candidato (uma convenção que remonta a 1946; não uma regra restrita), crescem os apelos para que o Conselho apresente à Assembleia-Geral dois ou mais candidatos, entre os quais uma seleção possa ser feita. 

A Assembleia-Geral, assim como líderes mundiais através do Pacto para o Futuro, incentivaram todos os Estados a considerarem a nomeação de candidatas mulheres.

A carta de competências exige que o próximo secretário-geral demonstre fortes capacidades de liderança, dedicação e eficácia, com experiência em estruturas de governação, assim como em relação às Nações Unidas e à gestão da instituição à luz das reformas.

Embora a escolha de um secretário-geral da ONU seja sempre um momento de grande atenção no universo dos assuntos multilaterais, a eleição deste ano chega num momento de grave crise multidimensional da instituição, que tem em risco a sua influência e orçamento.

Apesar dos esforços do atual secretário-geral para tentar convencer o mundo de que a ONU é hoje mais vital do que nunca, a organização fundada após a Segunda Guerra Mundial tem hoje a sua influência desacreditada e o seu pleno funcionamento em risco devido aos cortes de financiamento de nações como os Estados Unidos, país que acolhe a sede da instituição, em Nova Iorque, e o seu maior doador.

António Guterres assumiu a liderança da ONU em janeiro de 2017, tendo sido reconduzido para um segundo mandato, que termina no final de 2026.


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segunda-feira, 13 de abril de 2026

Rússia disposta a receber urânio enriquecido iraniano... A Federação Russa mostrou-se hoje disposta a receber o urânio enriquecido da República Islâmica iraniana, como parte de um eventual acordo de paz, um dia após o fracasso das negociações entre Washington e Teerão, no Paquistão.

Por LUSA 

"Essa proposta foi feita pelo presidente [russo] Vladimir Putin durante contactos com os Estados Unidos da América (EUA) e com países da região. A oferta ainda está de pé, mas ainda não foi concretizada", disse o porta-voz do Kremlin (presidência russa), Dmitri Peskov, em conferência de imprensa.

As delegações de EUA e República Islâmica iraniana deixaram Islamabad no domingo sem acordo, no encontro cara-a-cara de mais alto nível entre os dois países desde a revolução islâmica de 1979.

Os EUA anunciaram que vão iniciar o bloqueio dos portos do Irão a partir das 15:00 de hoje (hora de Lisboa) na sequência da falta de acordo após 20 horas de negociações realizadas no fim de semana na capital do Paquistão.

A guerra em curso no Médio Oriente foi desencadeada por uma ofensiva militar conjunta de EUA e Israel lançada em 28 de fevereiro, quando decorriam negociações entre Washington e Teerão precisamente sobre o programa nuclear iraniano.

A ofensiva israelo-americana foi retaliada pelo Irão com ataques a Israel e a países da região, terá causado mais de quatro mil mortos até à trégua iniciada na sexta-feira, maioritariamente no Irão e no Líbano.

Provocou também subidas nos preços do petróleo dado o bloqueio pelo Irão do Estreito de Ormuz, por onde passa um quinto da produção de energia mundial, o que fez recear uma crise inflacionária global.


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Os testes integram a terceira de quatro fases do processo de certificação e destinam-se a avaliar a segurança do modelo através de voos adicionais exigidos pelo regulador europeu, de acordo com fontes citadas pelo jornal.

domingo, 12 de abril de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia diz que "divergências" com Ucrânia "são apenas uns quilómetros"... O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que as divergências territoriais entre a Rússia e a Ucrânia resumem-se a poucos quilómetros, numa altura em que os dois países trocam acusações de violações de cessar-fogo.

© Alexander Zemlianichenko / POOL / AFP via Getty Images   Notícias ao Minuto com Lusa  12/04/2026 

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou este domingo que as "divergências territoriais" que ainda existem entre a Ucrânia e a Rússia resumem-se a "apenas alguns quilómetros de distância". 

"São apenas alguns quilómetros", enfatizou aos jornalistas, citado pela agência de notícias russa TASS.

"De grosso modo, representa de 17 a 18% da República Popular de Donetsk, que ainda precisamos de libertar", acrescentou, frisando que a Rússia precisa de "alcançar as fronteiras administrativas". 

As declarações de Peskov surgem numa altura em que os dois países trocam acusações de violações ao cessar-fogo por ocasião da Páscoa ortodoxa, em vigor desde sábado, com Kyiv a denunciar quase 2.300 violações e Moscovo cerca de 2.000.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na quinta-feira um cessar-fogo de 32 horas durante o fim de semana da Páscoa Ortodoxa, ordenando às forças russas que suspendessem as hostilidades até ao final do domingo.

Por sua vez, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu respeitar o cessar-fogo, descrevendo-o como uma oportunidade para avançar com iniciativas de paz.

No entanto, advertiu que as forças ucranianas iriam responder a quaisquer violações na mesma medida.

Este é o quarto cessar-fogo desde o início da invasão russa em 2022, cujas negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, estão num impasse há quase dois meses devido ao conflito no Irão.

As tentativas anteriores de cessar-fogo tiveram pouco impacto, com ambas as partes a acusarem-se mutuamente de violações.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.   

No plano diplomático, a Rússia rejeitou até agora qualquer cessar-fogo prolongado e exige, para pôr fim ao conflito, que a Ucrânia lhe ceda pelo menos quatro regiões - Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporíjia - além da península da Crimeia, anexada em 2014, e renuncie para sempre a aderir à NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental).  

Kyiv e Moscovo trocam acusações de violação da trégua de Páscoa... A Ucrânia e a Rússia acusaram-se hoje mutuamente de violações ao cessar-fogo por ocasião da Páscoa ortodoxa, em vigor desde sábado, com Kyiv a denunciar quase 2.300 violações e Moscovo cerca de 2.000.

© Nina Liashonok/Ukrinform/NurPhoto via Getty Images    Por LUSA   12/04/2026 

O exército ucraniano acusou hoje as forças russas de, até às 07h00 (05h00 em Lisboa), terem violado 2.299 vezes o cessar-fogo da Páscoa, que entrou em vigor na véspera na linha da frente na Ucrânia, com mais de 1.200 quilómetros de extensão. 

O Estado-Maior ucraniano, num relatório publicado no Facebook, especificou que foram registados "28 ataques inimigos, 479 bombardeamentos de artilharia, 747 ataques com drones de ataque ('Lancet', 'Molniya') e 1.045 ataques de drones FPV".

"Não houve nenhum ataque com mísseis, bombas aéreas guiadas ou drones do tipo Shahed", acrescentou.

Segundo o Ministério da Defesa russo, "no total", entre as 16h00 (14h00 em Lisboa) de sábado, quando a trégua teve início, e as 08h00 (06h00 em Lisboa) de hoje, "foram registadas 1.971 violações do cessar-fogo por parte do exército ucraniano".

Mais concretamente, Kyiv terá lançado 1.329 drones de vigilância e atacado as posições russas em 258 ocasiões com lançadores de mísseis, artilharia e tanques, indicou, num comunicado citado pela agência noticiosa TASS.

O Presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na quinta-feira um cessar-fogo de 32 horas durante o fim de semana da Páscoa Ortodoxa, ordenando às forças russas que suspendessem as hostilidades até ao final do domingo.

Por sua vez, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, prometeu respeitar o cessar-fogo, descrevendo-o como uma oportunidade para avançar com iniciativas de paz.

No entanto, advertiu que as forças ucranianas iriam responder a quaisquer violações na mesma medida.

Este é o quarto cessar-fogo desde o início da invasão russa em 2022, cujas negociações de paz, mediadas pelos Estados Unidos, estão num impasse há quase dois meses devido ao conflito no Irão.

As tentativas anteriores de cessar-fogo tiveram pouco impacto, com ambas as partes a acusarem-se mutuamente de violações.

No sábado, a Rússia e a Ucrânia anunciaram também a troca de 350 prisioneiros de guerra, 175 de cada lado, com a mediação dos Emirados Árabes Unidos.


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O Exército ucraniano informou, este sábado, que as forças russas realizaram até 469 violações do cessar-fogo declarado na quinta-feira pelo Presidente Vladimir Putin para o feriado da Páscoa Ortodoxa, que Volodymyr Zelensky tinha proposto há cerca de uma semana.

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Trump afirma que iranianos "não têm cartas" para negociações exceto Ormuz... O presidente norte-americano afirmou hoje que as autoridades iranianas "não têm cartas" para as negociações entre as partes, previstas para sábado em Islamabad, exceto o bloqueio ao transporte marítimo de hidrocarbonetos no estreito de Ormuz.

© Lusa    10/04/2026 

"Os iranianos parecem não perceber que não têm cartas, exceto a extorsão de curta duração do resto do mundo utilizando as rotas marítimas internacionais. A única razão pela qual ainda estão vivos hoje é para negociar", escreveu Donald Trump na sua rede social.

Numa mensagem separada, o político republicano acrescentou: "Os iranianos são melhores a manipular os 'media' mentirosos e nas 'relações públicas' do que a lutar!"

A analogia de um jogo já tinha sido usada pelo Presidente norte-americano em fevereiro de 2025 quando destratou publicamente o homólogo ucraniano, num tenso encontro na Sala Oval da Casa Branca, avisando Volodymyr Zelensky que já não tinha cartas para usar no conflito com a Rússia.

O controlo do estreito de Ormuz, por onde passavam 20% do petróleo e gás natural liquefeito do mundo antes da guerra lançada em 28 de fevereiro por Estados e Israel contra o Irão, está no centro das negociações de paz, em Islamabad, no fim de semana, entre as delegações norte-americana e iraniana.

O Irão e os Estados Unidos tinham afirmado que o estreito de Ormuz seria desbloqueado depois de terem anunciado na terça-feira à noite um cessar-fogo de duas semanas, mas desde então apenas um pequeno número de navios conseguiu utilizar esta via marítima estratégica colocada sob ameaça militar por Teerão.

Na quinta-feira, Trump acusou o Irão de que "não estava a cumprir a sua parte" em Ormuz, no âmbito do cessar-fogo, anunciado pouco antes de expirar o prazo de um ultimato dado à República Islâmica de levantar o bloqueio sob ameaça de apagar "uma civilização inteira".

Em declarações ao jornal New York Post, o Presidente dos Estados Unidos indicou também que as forças armadas norte-americanas estavam a preparar-se para novos ataques caso as negociações no Paquistão não produzam resultados.

"Estamos a começar tudo de novo. Estamos a carregar os navios com as melhores munições, as melhores armas alguma vez construídas, até melhores do que as que tínhamos antes, quando já tínhamos destruído tudo", afirmou, ameaçando: "Se não houver acordo, vamos usá-las, e vamos usá-las com muita eficácia".

O presidente do parlamento iraniano exigiu, pelo seu lado, que o cessar-fogo abranja também os confrontos entre Israel e o grupo xiita libanês Hezbollah e o desbloqueio dos ativos do país antes de se sentar à mesa das negociações.

"Duas das medidas acordadas pelas partes ainda precisam de ser implementadas: um cessar-fogo no Líbano e o desbloqueio dos ativos do Irão, antes do início das negociações", escreveu Mohammad Bagher Ghalibaf numa rede social.

O levantamento do congelamento dos ativos iranianos sujeitos a sanções não tinha sido mencionado publicamente por Teerão como condição prévia para as negociações, embora esteja incluído na lista de dez exigências para um acordo de paz.

Israel e Estados Unidos consideram que o Líbano não está abrangido pelo cessar-fogo em vigor, apesar de a mediação paquistanesa ter dito inicialmente o contrário e Teerão inclua os ataques de Israel no país vizinho nas violações da trégua que diz terem sido já cometidas.

Antes da mensagem de Ghalibaf, o vice-presidente norte-americano, JD Vance, esperado em Islamabad para liderar a delegação de Washington nas conversações, aconselhou o Irão a "não brincar" com os Estados Unidos.

"Se nos tentarem enganar, vão descobrir que a equipa de negociação não está muito recetiva", advertiu.

As negociações de paz têm como temas centrais o fim duradouro da guerra, do bloqueio do estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano e a produção mísseis de longo alcance, o apoio de Teerão a grupos armados no Médio Oriente, como o Hezbollah no Líbano, os Huthis no Iémen ou o Hamas na Palestina, e as sanções económicas à República Islâmica.

Além de JD Vance, a delegação norte-americana é constituída pelos enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump.

Embora não confirmada oficialmente, a parte iraniana deverá ser liderada pelo presidente do parlamento e pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi.

O último processo negocial, que decorria sob mediação de Omã, foi interrompido pelo início da ofensiva aérea israelo-americana contra a República Islâmica em 28 de fevereiro.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

EUA ignoram ajuda de Rússia ao Irão: "O problema é que confiam em Putin"... O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou hoje que o Governo norte-americano ignorou as provas do apoio russo ao Irão na guerra no Médio Oriente porque "confia" no Presidente russo, Vladimir Putin.

© Alberto Gardin/SOPA Images/LightRocket via Getty Image.    Por LUSA  09/04/2026 

Em entrevista à estação pública italiana RAI, hoje transmitida, Zelensky detalhou ter alertado o governo de Donald Trump para imagens de satélite de infraestruturas energéticas e instalações militares em Israel e nos países do Golfo que a Rússia terá fornecido ao Irão para facilitar os seus ataques. 

"O problema é que confiam em Putin. É uma vergonha", lamentou.

"Disse-o publicamente. Notámos alguma reação dos Estados Unidos em relação à Rússia, uma reação do tipo 'têm de parar com isto tudo'?", questionou Zelensky.

Na entrevista, o Presidente ucraniano abordou a relação que mantém com o homólogo norte-americano desde a sua tumultuosa visita à Casa Branca no final de fevereiro de 2015, considerando-a "boa" e fruto da necessidade mútua.

"Não há muitas pessoas que possam dizer ao Presidente dos Estados Unidos que nem sempre tem razão", assegurou Zelensky.

"Eles precisam de nós e da experiência que adquirimos durante estes anos de guerra", declarou.

Relativamente às negociações mediadas pelos norte-americanos com a Rússia, Zelensky afirma-se confiante de que poderão ser retomadas rapidamente, agora que Washington conseguiu chegar a um acordo de cessar-fogo com Teerão, e reiterou estar "pronto" a reunir-se com Vladimir Putin. 

"Certamente não [um encontro] em Moscovo ou Kyiv. Mas se ele estiver disposto a encontrar-se comigo, há muitos lugares para isso. Podemos encontrar um no Médio Oriente, na Europa, nos Estados Unidos, em qualquer lugar", disse.

Estas negociações continuam focadas no estatuto dos territórios ocupados pela Rússia, que continua a ser um grande ponto de atrito. 

"Não podemos simplesmente falar em entregar o Donbass", reiterou Zelensky, acerca da região histórica do leste, composta por Donetsk e Luhansk.

"Que garantias de segurança teremos se a Rússia decidir avançar novamente? Talvez não imediatamente, ou talvez ataque novamente daqui a dois ou três anos. Também queremos que as garantias de segurança incluam uma presença europeia e americana", observou, referindo-se a outra exigência da Ucrânia nas negociações.

Zelensky afastou ainda a convocação de eleições até que a segurança da população esteja garantida, incluindo a dos "soldados que precisam de votar", e manifestou o seu desejo de que a Ucrânia continue a receber armas e que os Estados Unidos restabeleçam o mais rapidamente possível as sanções ao petróleo russo, que foram levantadas devido à crise energética provocada pela guerra no Irão. 

Numa reunião posterior com media ucranianos, Zelensky abordou a questão do Donbass em resposta às críticas do vice-presidente dos EUA, JD Vance, que esta semana em Budapeste pareceu minimizar as aspirações da Ucrânia, que criticou por continuar a insistir "em alguns quilómetros quadrados".

"O vice-presidente, com todo o respeito, não está envolvido nas negociações entre os Estados Unidos, a Ucrânia e a Rússia", observou Zelensky, acrescentando acreditar que, se estivesse, Vance e "outros funcionários" compreenderiam muito melhor a importância de reivindicar o território que é ucraniano.

"Cada metro quadrado do nosso território é ucraniano. E, com todo o respeito pelos nossos parceiros, não é definitivamente vosso", acrescentou.

Caso esta parte do país seja cedida, a Rússia usá-la-ia como plataforma para novos ataques, pelo que as garantias de segurança são vitais, disse o líder ucraniano.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.  

"Existe risco de russos e os chineses se envolverem mais ainda no Ártico"... O secretário-geral da NATO afirmou hoje partilhar a preocupação do Presidente norte-americano de que Pequim e Moscovo "se envolvam mais ainda" na Gronelândia, considerando que a Aliança Atlântica deve defender-se.

© Lusa  09/04/2026 

"Partilho da sua opinião de que existe um grande risco de os russos e os chineses se envolverem mais ainda no Ártico. Creio que o Presidente [Trump] tem razão ao afirmar que devemos defender-nos", declarou Mark Rutte em Washington, ao ser questionado sobre o interesse de Donald Trump em controlar a ilha dinamarquesa.

"O que acordámos em Davos [onde se reuniram em janeiro, no Fórum Económico Mundial] é, em primeiro lugar, que, no que respeita ao Ártico, a NATO deve desempenhar um papel nessa zona", acrescentou.

Donald Trump, que ameaçou repetidamente retirar-se da Aliança Atlântica devido à falta de apoio da organização na guerra com o Irão, indicou que o descontentamento com a NATO "começou com a Gronelândia".

"Lembrem-se da Gronelândia, aquele enorme e mal gerido bocado de gelo", concluiu Trump numa mensagem publicada nas redes sociais depois do encontro com Rutte, na quarta-feira, numa aparente referência à escalada de tensões em janeiro, quando afirmou não excluir o uso da força para tomar a ilha, território autónomo da Dinamarca, o que irritou muitos aliados.

O secretário-geral da NATO transmitiu no final da reunião, que decorreu à porta fechada, que Trump se mostrou "claramente dececionado" com a Aliança, mas que também "foi recetivo" durante o encontro.

Rutte disse que no Fórum Económico de Davos acordou-se que a Aliança Atlântica desempenhe um papel mais ativo naquela área geográfica e foi posta em marcha uma operação para reforçar a segurança na região, em coordenação com o Canadá e os Estados Unidos.

O responsável explicou que, além disso, a Dinamarca, a Gronelândia e os Estados Unidos mantêm conversações bilaterais e trilaterais centradas em duas questões: as possíveis implicações de uma mudança futura no estatuto constitucional da Gronelândia dentro do reino dinamarquês e formas de impedir que a Rússia e a China acedam à sua economia.

"O que aconteceria se a Gronelândia alterasse futuramente o seu estatuto constitucional dentro do Reino da Dinamarca? Os acordos vigentes continuariam a ser válidos em tal cenário?", interrogou-se Rutte.

"Acho que é uma questão legítima e que pode ser respondida. Acho que tem solução", acrescentou.

Quanto às críticas de Trump sobre a falta de apoio dos Estados-membros da NATO, Mark Rutte afirmou que, "quase sem exceção", estes responderam aos pedidos de apoio dos Estados Unidos na guerra com o Irão, embora reconhecendo que alguns foram "algo lentos" na resposta.

"O que observo hoje, ao olhar para a Europa, é que os aliados estão a prestar um apoio maciço, a facultar bases logísticas e a tomar outras medidas para garantir que as poderosas Forças Armadas dos EUA conseguem impedir que o Irão obtenha uma arma nuclear. Quase sem exceção, os aliados estão a fazer tudo o que os EUA pedem", disse Rutte.

Num debate no Instituto Ronald Reagan, em Washington, o responsável da NATO indicou que "quando chegou o momento de fornecer apoio logístico e de outro tipo de que os EUA necessitavam no Irão, alguns aliados se mostraram um tanto lentos".

No entanto, acrescentou que, "para ser justo", estes também "foram surpreendidos" pela ofensiva lançada pelos EUA e por Israel a 28 de fevereiro contra o Irão, sem consultar os membros do bloco ou as outras nações aliadas.

O responsável da Aliança Atlântica indicou ainda compreender a estratégia de Trump que, "com o objetivo de preservar o fator surpresa nos ataques iniciais, optou por não informar os aliados com antecedência".

Depois de se reunir com Trump durante duas horas na Sala Oval na quarta-feira, Rutte tentou amenizar as tensões, numa altura em que a Casa Branca intensifica as críticas à Aliança e chegou mesmo a ameaçar diretamente retirar-se da organização.

O Presidente norte-americano também criticou duramente os membros do bloco, chamando-lhes "cobardes", por não apoiarem um plano para garantir a passagem segura pelo estratégico estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão em retaliação à guerra --- um conflito que os países europeus afirmam não ser assunto seu.

Rutte defendeu, no entanto, que "o Reino Unido, em particular, lidera uma coligação de países que estão a alinhar as ferramentas militares, políticas e económicas necessárias para garantir a livre passagem pelo estreito de Ormuz", de cuja reabertura depende a manutenção do atual cessar-fogo de duas semanas acordado entre os EUA e o Irão.

Insistiu também, como já tinha feito após a sua reunião com Trump, que "os aliados reconhecem (...) que se está num período de profunda mudança na Aliança Transatlântica".

Inquirido sobre a possibilidade de os Estados Unidos se retirarem da NATO, como Trump já ameaçou, o secretário-geral da Aliança não respondeu diretamente e, em vez disso, repetiu que o chefe de Estado norte-americano lhe transmitiu estar dececionado, embora saudando a "conversa franca" que ambos mantiveram.

Mark Rutte falou igualmente do aumento do investimento em Defesa dos Estados aliados, concluindo "tratar-se de uma transição de uma codependência malsã para uma Aliança Transatlântica assente numa verdadeira parceria" e apelando para uma "mudança de mentalidade" que, na sua opinião, "já está em curso".


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O exército do Kuwait indicou hoje estar a ser alvo de um ataque de drones, numa altura em que o cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão entra no seu segundo dia.

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia anuncia cessar-fogo de dois dias durante Páscoa Ortodoxa... O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, esta quinta-feira, um cessar-fogo, que irá durar dois dias, durante a Páscoa Ortodoxa, notando que espera que a Ucrânia siga o "exemplo" da Rússia. A trégua irá começar às 16h00 locais de sábado e terminar no final do dia de domingo.

© Alexander KAZAKOV / POOL / AFP via Getty Images    noticiasaominuto.com  09/04/2026 

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou, esta quinta-feira, um cessar-fogo, que irá durar dois dias - 32 horas -, durante a Páscoa Ortodoxa, notando que espera que a Ucrânia faça o mesmo.

"Tendo em conta a proximidade do feriado da Páscoa Ortodoxa, será declarado um cessar-fogo a partir das 16h00 locais do dia 11 de abril até ao final do dia 12", referiu o Kremlin, em comunicado citado pela Reuters.

E acrescentou: "Partimos do princípio que a Ucrânia seguirá o exemplo da Federação Russa".

De recordar que, em 2025, também durante a Páscoa, a Ucrânia e a Rússia concordaram num cessar-fogo.

No entanto, durante esse período de tréguas, os países acusaram-se mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo.

A guerra na Ucrânia em grande escala, recorde-se, teve início a 24 de fevereiro de 2022 com a invasão russa, após anos de tensões entre os dois países. 

O conflito tem sido marcado por combates intensos no leste e sul da Ucrânia, destruição de infraestruturas e uma grave crise humanitária, com milhões de deslocados internos e refugiados.

A comunidade internacional, incluindo a União Europeia e a NATO, respondeu com sanções económicas à Rússia e apoio político, financeiro e militar à Ucrânia.


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A Rússia defende que o acordo de cessar-fogo entre Washington e Teerão "se estende" ao Líbano, afirmou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros, após uma conversa telefónica do ministro, Sergey Lavrov, com o homólogo iraniano, Abbas Araghchi.

França considerou traição os contactos do Governo da Hungria com a Rússia... O ministro dos Negócios Estrangeiros francês considerou traição as ações do executivo da Hungria referindo-se aos contactos telefónicos entre o chefe da diplomacia húngaro e o homólogo russo.

© GEOFFROY VAN DER HASSELT/AFP via Getty Images    Por  LUSA   09/04/2026 

"Esta é uma traição à solidariedade essencial entre os países da União Europeia", declarou hoje Jean-Noel Barrot à rádio France Inter. 

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Peter Szijjarto, prometeu repetidamente fornecer ao homólogo russo, Sergey Lavrov, documentos internos da União Europeia.

Na quarta-feira foram divulgadas novas gravações de contactos entre os ministros dos dois países.

As gravações publicadas pelo VSquare, FrontStory, Delfi Estonia, The Insider e pelo Centro Ján Kuciak de Jornalismo de Investigação da Hungria, registaram as conversas entre os dois ministros entre dezembro de 2023 e agosto de 2025.

"Estas gravações revelam que, entre outras coisas, Szijjarto entregou documentos da União Europeia a Lavrov", afirmou Szabolcs Panyi, editor da publicação húngara VSquare.

O Governo húngaro, liderado por Viktor Orbán, é o aliado mais próximo de Moscovo na Europa.

Panyi, especialista em segurança nacional e espionagem, já tinha publicado em março a transcrição de uma chamada telefónica de 2020 na qual Szijjarto pedia a Lavrov apoio para um aliado político, o que demonstraria a coordenação entre Budapeste e Moscovo em questões internacionais.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria não negou ter contactado Lavrov e afirmou que as conversas apenas demonstram que "a Hungria defende firmemente a paz", mas não se referiu a nenhuma conversa ou conteúdo específico.

Orbán reconheceu na quarta-feira que conversou com Vladimir Putin, depois de a agência Bloomberg ter revelado uma conversa em que o primeiro-ministro húngaro se colocou "inteiramente ao serviço" do Presidente russo.

Szijjarto afirmou que a divulgação as gravações áudio constituiu "interferência dos serviços de informações estrangeiros nas eleições parlamentares" que a Hungria realiza no próximo domingo.

As sondagens indicam a possível derrota de Orbán para o conservador Peter Magyar.


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O ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, Péter Szijjártó, passou informações por telefone ao homólogo russo, Sergey Lavrov, em 2023, sobre uma cimeira da UE relativa a negociações de adesão da Ucrânia, segundo chamadas hoje divulgadas.

Mark Rutte diz que Trump está "claramente desapontado" com a NATO, mas "recetivo"... O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, afirmou que o Presidente norte-americano, Donald Trump, se mostrou, durante a reunião de ambos quarta-feira na Casa Branca, "claramente desapontado" com a aliança, mas que saiu "recetivo" do encontro.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump recebe o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, na Casa Branca, a 13 de março 2025.AP  Por  sicnoticias.pt

Em entrevista à CNN, Rutte assegurou que, apesar do claro descontentamento do Presidente norte-americano com a Organização do Tratado do Atlântico-Norte(bloco de defesa ocidental), "ouviu atentamente" os argumentos apresentados sobre a situação na Europa em relação à guerra no Irão.

Depois de na semana passada Trump ter admitido o abandono da NATO pelos Estados Unidos devido à falta de apoio aliado no conflito no Irão, a reunião na Casa Branca terá durado cerca de duas horas, sem que o Presidente norte-americano se tenha pronunciado sobre o encontro com Rutte.

Na capital norte-americana, Rutte reuniu-se ainda com o secretário de Estado, Marco Rubio, também sem declarações finais, dispondo-se ambos apenas a ser fotografados e filmados juntos antes da reunião, visivelmente bem dispostos.

Em comunicado, o Departamento de Estado disse que Rubio e Rutte discutiram o conflito com o Irão, juntamente com os esforços norte-americanos para negociar o fim da guerra entre a Rússia e a Ucrânia e "reforçar com os aliados da NATO a coordenação e a transferência de responsabilidades".

Antes da reunião, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reiterou que o futuro na NATO dos Estados Unidos, de longe o aliado com maior capacidade militar, está em aberto.

A saída da Aliança Atlântica dos Estados Unidos "é uma questão que o Presidente já abordou e, creio, é algo que discutirá dentro de algumas horas", disse a porta-voz em resposta a perguntas dos jornalistas durante a sua conferência de imprensa semanal.

A visita a Washington do secretário-geral da NATO, que já estava agendada há algum tempo, ocorre numa altura de crescente tensão entre Trump e os Estados-membros, dado que o líder republicano não tem poupado críticas públicas aos aliados por não participarem ativamente numa operação para reabrir o Estreito de Ormuz.

Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO

Trump chegou a chamar "cobardes" aos membros da NATO, a descrever a aliança como um "tigre de papel" e a ameaçar várias vezes nas últimas semanas, com a retirada dos Estados Unidos da organização.

Perante as perguntas da comunicação social a esse respeito, Leavitt insistiu na posição oficial da Casa Branca: "Tenho uma citação precisa do Presidente dos Estados Unidos sobre os Estados-membros da NATO, e vou partilhá-la convosco: 'Foram postos à prova e falharam'".

"E acrescentaria que é lamentável que a NATO tenha virado as costas ao povo norte-americano nas últimas seis semanas, quando é precisamente o povo norte-americano que tem financiado a sua defesa", sublinhou, referindo-se à falta de apoio dos aliados à guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada a 28 de fevereiro.

Sobretudo quando o motivo invocado para a ofensiva foi a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que sempre afirmou destinar-se apenas a fins civis.

terça-feira, 7 de abril de 2026

Rússia e China bloqueiam resolução da ONU a exigir reabertura de Ormuz... A Rússia e a China vetaram hoje no Conselho de Segurança da ONU uma resolução que exigia a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado pelo Irão, e encorajava os Estados a coordenarem esforços para assegurar a segurança nesta rota.

© Getty Images   Por LUSA   07/04/2026 

O projeto de resolução, proposto pelo Bahrein e bem diferente da versão inicialmente apresentada aos representantes diplomáticos, obteve 11 votos a favor, duas abstenções - Colômbia e Paquistão - e o veto de dois membros permanentes do Conselho de Segurança: Rússia e China. 

A resolução rejeitada indicava que todos os navios gozariam do direito de passagem em trânsito pelo Estreito de Ormuz, e que essa passagem não poderia ser impedida, em conformidade com o direito internacional, incluindo o disposto na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Encorajava fortemente os Estados interessados na utilização de rotas marítimas comerciais no Estreito de Ormuz "a coordenarem esforços, de natureza defensiva, proporcionais às circunstâncias, para contribuir para assegurar a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, inclusive através da escolta de navios mercantes e comerciais, e para dissuadir tentativas de fechar, obstruir ou interferir de qualquer outra forma na navegação internacional" pelo estreito.

A versão inicial do texto, mas que acabou alterada a pedido de vários países durante o processo de negociação, defendia um mandato claro para libertar o Estreito de Ormuz pela força.

O projeto de resolução foi proposto pelo Bahrein em estreita coordenação com os membros do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) --- composto por Bahrein, Kuwait, Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos --- bem como com a Jordânia. 

A resolução exigia que o Irão cessasse imediatamente todos os ataques contra navios mercantes e comerciais e qualquer tentativa de impedir o trânsito ou a liberdade de navegação no estreito.

Exigia igualmente o fim dos ataques contra infraestruturas civis, incluindo infraestrutura hídrica e centrais de dessalinização, assim como instalações de petróleo e gás.

As negociações que visaram o projeto de resolução foram difíceis e a votação no Conselho de Segurança acabou adiada várias vezes.

Apoiado pelos países do Golfo, o Bahrein, membro eleito do Conselho, tinha iniciado há duas semanas negociações sobre um texto que teria conferido um mandato claro da ONU a qualquer Estado que pretendesse recorrer à força para libertar esta via marítima crucial, paralisada pelo Irão, por onde passa perto de um quinto das exportações globais de petróleo e gás. 

Mas, face às objeções de vários membros permanentes, o texto foi gradualmente enfraquecido e a votação, inicialmente prevista para quinta-feira, foi adiada várias vezes devido ao risco de vetos por parte da Rússia e da China, que acabaram por se concretizar hoje.

Contudo, mesmo que fosse adotada, muitos representantes diplomáticos duvidavam que a resolução tivesse impacto real na guerra, que já dura há cinco semanas.

Após o veto russo e chinês, o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, que presidiu à reunião, lamentou que o Conselho não tenha adotado o projeto de resolução e afirmou que a rejeição do texto mina a credibilidade do Conselho de Segurança.

"A não adoção desta resolução envia um sinal errado ao mundo, aos povos do mundo --- um sinal de que as ameaças às vias navegáveis internacionais podem passar sem qualquer ação decisiva da comunidade internacional", disse.

Acrescentou que o Conselho deveria assumir a sua responsabilidade, sublinhando que o projeto tinha como objetivo garantir a liberdade de navegação no estreito.

Exortou ainda o Irão a cumprir integralmente as suas obrigações, em vez de lançar ataques contra os países vizinhos.

Também o embaixador norte-americano junto da ONU, Mike Waltz, criticou os vetos de Moscovo e Pequim e disse que o Estreito de Ormuz é demasiado vital "para ser utilizado como refém, bloqueado ou instrumentalizado por qualquer Estado".

Enquanto os Estados Unidos se solidarizam com os povos do Golfo, a China e a Federação Russa, por outro lado, "aliaram-se a um regime que procura intimidar o Golfo para o subjugar", argumentou Waltz.

O pedido do Bahrein não era descabido, observou ainda o representante norte-americano, destacando que era uma resolução simples: "O Irão precisa de parar de atacar o Golfo".

E acrescentou: "Quando os carregamentos críticos são atrasados, o mundo saberá quem exatamente escolheu a destruição em vez da responsabilidade".

Os Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande envergadura contra o Irão.

Teerão respondeu com ataques contra interesses norte-americanos e israelitas nos países do Golfo Pérsico, além de bloquear o Estreito de Ormuz, o que fez disparar os preços do petróleo.


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A presidência norte-americana (Casa Branca) negou hoje que os Estados Unidos estejam a considerar o uso de armas nucleares contra o Irão, após declarações do Presidente, Donald Trump, que ameaçou exterminar "uma geração inteira".

Três mortos em ataque de drone russo a autocarro ucraniano.... Três pessoas morreram na cidade de Nikopol, no centro-leste da Ucrânia, devido a um ataque russo com um drone contra um autocarro de transportes públicos, anunciou hoje o chefe da administração militar regional, Oleksandr Ganzha.

© Press service of the State Emergency Service of Ukraine/Handout via REUTERS   Por  LUSA  07/04/2026 

Dezasseis outras pessoas ficaram feridas no ataque, três das quais em estado grave, estando oito hospitalizados com ferimentos que incluem estilhaços, lesões nos tecidos e fraturas.

"Este não foi um ataque acidental. É terrorismo deliberado contra civis. Contra pessoas que estavam simplesmente a tratar da sua vida", escreveu Ganzha nas redes sociais.

"O inimigo atacou um autocarro urbano no centro de Nikopol com um drone. O autocarro aproximava-se de uma paragem, havia pessoas dentro e na paragem", explicou.

O responsável regional já tinha avançado anteriormente que um rapaz de 11 anos tinha sido morto noutro ataque de um drone russo contra uma aldeia no distrito de Sinelnikove, na mesma província de Dnipropetrovsk.

De acordo com a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou um total de 110 drones de longo alcance contra a Ucrânia durante a noite, incluindo cerca de 70 drones 'kamikaze' (suicida) Shahed.

As defesas aéreas ucranianas neutralizaram 77 dos drones russos, mas 31 atingiram 14 locais diferentes na Ucrânia, que a Força Aérea não especificou.

O relatório da Força Aérea indicou ainda que fragmentos de drones intercetados caíram em outros nove locais na Ucrânia.


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Pelo menos quatro pessoas morreram hoje na sequência de um ataque ucraniano com drones contra a região russa de Belgorod, a cerca de 200 quilómetros a leste de Moscovo.

Conselho de Segurança da ONU vota resolução exigindo reabertura de Ormuz... O Conselho de Segurança da ONU agendou para hoje a votação de um projeto de resolução exigindo reabertura de Estreito de Ormuz, após vários adiamentos e atenuando o texto inicialmente proposto pelos países árabes.

© Murat Gok/Anadolu via Getty Images   Por LUSA  07/04/2026 

A última versão do texto, a que a AFP teve acesso, continua a condenar os ataques iranianos contra navios e "encoraja vivamente os Estados" em causa "a coordenarem esforços, de natureza defensiva e proporcionados às circunstâncias, para garantir a segurança da navegação no Estreito de Ormuz, incluindo a escolta de navios mercantes e comerciais". 

O projeto de resolução "exige" igualmente que o Irão "cesse imediatamente qualquer ataque contra os navios" que transitam por esta rota comercial crucial e "qualquer tentativa" de impedir a liberdade de navegação. 

O texto indica também que o Conselho estaria disposto a "considerar outras medidas" contra aqueles que comprometem essa liberdade de navegação. 

Apoiado pelos países do Golfo, o Bahrein, membro eleito do Conselho, tinha iniciado há duas semanas negociações sobre um texto que teria conferido um mandato claro da ONU a qualquer Estado que pretendesse recorrer à força para libertar esta via marítima crucial, paralisada pelo Irão, por onde passa perto de um quinto das exportações globais de petróleo e gás. 

Mas, face às objeções de vários membros permanentes, o texto foi gradualmente enfraquecido e a votação, inicialmente prevista para quinta-feira, foi adiada várias vezes devido ao risco de vetos por parte da Rússia e da China. 

A votação está agora prevista para hoje às 11:00 de Nova Iorque (16:00 de Portugal continental), algumas horas antes do termo do ultimato estabelecido pelo Presidente norte-americano Donald Trump, que ameaçou destruir o Irão "na totalidade" à noite se Teerão não reabrisse o Estreito de Ormuz.

Na sexta-feira, o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC na sigla em inglês, e que inclui a Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Qatar, Kuwait e Omã) pediu à ONU que autorize o uso da força para desobstruir o Estreito de Ormuz. 

"O Irão fechou o estreito de Ormuz, impedindo a passagem de navios comerciais e petroleiros e impondo condições para permitir que alguns o façam", declarou, na quinta-feira, o secretário-geral do GCC. 

"Pedimos ao Conselho de Segurança que assuma as suas plenas responsabilidades e tome todas as medidas necessárias para proteger os corredores marítimos e garantir a continuidade segura da navegação internacional", insistiu Jassem Al-Budaiwi, em Nova Iorque. 

A declaração do dirigente do GCC surgiu perante resistências à resolução por parte da França, a Rússia e, em particular, a China. 

"No contexto atual, autorizar os Estados-membros a usar a força equivaleria a legitimar o uso ilegal e indiscriminado da força, o que conduziria inevitavelmente a uma escalada ainda maior", afirmou o embaixador chinês Fu Cong, enquanto a Rússia, aliada de longa data de Teerão, denunciou o texto como tendencioso. 

Na quinta-feira, numa reunião do Conselho de Segurança sobre a cooperação entre as Nações Unidas e a Liga dos Estados Árabes, o chefe da diplomacia do Bahrein apresentou mais detalhes sobre a resolução. 

"O objetivo é proteger uma das rotas marítimas mais vitais para o comércio e a segurança", assumiu o ministro dos Negócios Estrangeiros do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, manifestando esperança de que o texto seja adotado por unanimidade. 

O Bahrein detém em abril a presidência rotativa do Conselho de Segurança da ONU, durante a qual dará destaque à guerra no Médio Oriente, à situação no estreito de Ormuz e à cooperação da organização com outros organismos regionais. 

Estados Unidos e Israel têm em curso desde 28 de fevereiro uma ofensiva militar de grande escala contra Teerão, que provocou mais de três mil mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano. 

Em reação aos ataques norte-americanos e israelitas, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques de retaliação contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. 

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas. 


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O exército iraniano rejeitou a "retórica grosseira e arrogante" do Presidente norte-americano, Donald Trump, garantindo que esta "não tem qualquer efeito" nas suas operações. 

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Rússia denuncia cooperação ucraniana e japonesa na indústria de armamento... O Governo da Rússia criticou hoje a cooperação entre empresas japonesas e a indústria do armamento ucraniana, por considerar que ajuda a prolongar o conflito, ao cabo de quatro anos de invasão russa da Ucrânia.

Por  LUSA 

"Ao apoiar o regime neonazi de Zelensky [presidente da Ucrânia], o Japão se envolve cada vez mais no conflito ucraniano, prejudicando ainda mais as relações com a Rússia, que já se tinham deteriorado significativamente pelas ações de Tóquio", declarou a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova.

Quando passam já quatro anos desde a invasão russa à Ucrânia, esta colaboração "claramente apeada pelas autoridades oficiais" do Japão torna-se "abertamente hostil e prejudicial aos interesses de segurança" da Rússia, incluindo "a proteção da população civil".

"É evidente que estas decisões não contribuem para uma pronta resolução da situação na Ucrânia, antes prolongam o conflito", declarou Zakharova, em conferência de imprensa.

Moscovo reagia a um acordo fechado entre o fabricante de 'drones' japonês Terra Drone Corporation e a ucraniana Amazing Drones, considerando ainda como alvo legítimo quaisquer infraestruturas de produção de material militar.


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As autoridades russas confirmaram hoje a morte do comandante do Corpo de Aviação Mista da Frota do Norte, tenente-general Alexandr Otroshenko, na queda de um avião na Crimeia em 31 de março

domingo, 5 de abril de 2026

Irão alerta ONU para riscos após ataque contra central nuclear... O embaixador do Irão pediu à Organização das Nações Unidas (ONU) que preste atenção às consequências humanitárias e à exposição à radiação, após um ataque norte-americano e israelita contra a central nuclear de Bushehr.

© Lusa   05/04/2026 

Numa carta enviada ao secretário-geral da ONU, o português António Guterres, no sábado, Amir Saeed Iravani alertou que os ataques contra instalações nucleares são ilegais e violam o direito internacional.

No documento, citado pelo jornal norte-americano New York Times, o diplomata iraniano descreveu os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra centrais nucleares como "um crime de guerra" e "um claro ato de terrorismo de Estado".

Na missiva, também dirigida ao Bahrein, que atualmente preside ao Conselho de Segurança da ONU, Iravani sublinhou ainda que a central nuclear de Bushehr é utilizada apenas para fins pacíficos.

No sábado, um ataque norte-americano e israelita causou a morte de um segurança da central de Bushehr, situada no sul do Irão, que antes da guerra contava com 600 trabalhadores.

Um projétil caiu perto da central, construída em cooperação com a Rússia, mas as instalações principais estão operacionais.

Horas depois, as autoridades russas disseram que quase 200 funcionários foram obrigados a abandonar a central.

"Cerca de 20 minutos após o infeliz ataque, os autocarros partiram da estação de Bushehr em direção à fronteira entre o Irão e a Arménia. Com 198 pessoas. Esta é a maior evacuação até à data", disse o diretor-geral da agêcnia de energia atómica russa Rosatom, Alexei Likhachev, citado pela agência de notícias oficiial russa TASS.

Na quinta-feira, Alexei Likhachev tinha anunciado que a fase final da retirada dos funcionários russos da central ia decorrer na próxima semana, mas foi antecipada devido ao ataque.

A Rússia tem alertado repetidamente para o perigo que a central de Bushehr enfrenta, uma vez que já sofreu quatro ataques.

"A probabilidade de danos, de um possível incidente nuclear, infelizmente só aumenta, como confirmam os acontecimentos desta manhã [sábado]", acrescentou Likhachev.

Esta semana, a Rússia anunciou que a primeira unidade da central nuclear continuaria a operar, recorrendo a funcionários voluntários e trabalhadores locais.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que justificaram com o fracasso de negociações sobre o programa nuclear iraniano, que Teerão afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região, como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


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Os rebeldes Huthis do Iémen, aliados de Teerão, reivindicaram a responsabilidade por um ataque contra o aeroporto Ben Gurion, no centro de Israel, em retaliação pela ofensiva norte-americana e israelita contra o Irão.

sábado, 4 de abril de 2026

Irão: Quase 200 funcionários russos deixam central de Bushehr... Quase 200 funcionários da central nuclear de Bushehr, no Irão, foram obrigados a abandonar o estabelecimento, depois de um ataque norte-americano e israelita esta manhã, anunciaram hoje as autoridades russas.

 

Por LUSA 

"Cerca de 20 minutos após o infeliz ataque, os autocarros partiram da estação de Bushehr em direção à fronteira entre o Irão e a Arménia. Com 198 pessoas. Esta é a maior evacuação até à data", disse o diretor-geral da agêcnia de energia atómica russa Rosatom, Alexei Likhachev, citado pela agência de notícias TASS.

O ataque causou a morte de um segurança da central, situada no sul do Irão, que antes da guerra contava com 600 trabalhadores.

Um projétil caiu perto da central (construída em cooperação com a Rússia), mas as instalações principais estão operacionais.

Na quinta-feira, Alexei Likhachev tinha anunciado que a fase final da retirada dos funcionários russos da central ia decorrer na próxima semana, mas foi antecipada devido ao ataque registado pela Organização de Energia Atómica do Irão.

A Rússia tem alertado repetidamente para o perigo que a central enfrenta, uma vez que sofreu quatro ataques.

"A probabilidade de danos, de um possível incidente nuclear, infelizmente só aumenta, como confirmam os acontecimentos desta manhã", acrescentou Likhachev.

Esta semana, as autoridades russas anunciaram que a primeira unidade da central nuclear continuaria a operar apesar da retirada de trabalhadores, indicando que funcionários voluntários e trabalhadores locais iam continiuar a gerir o estabelecimento.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, justificando o ataque militar com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o Estreito de Ormuz - uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero - e lançou ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.


A Rússia condenou hoje o "ataque fatal" à central nuclear de Bushehr, no sul do Irão, onde trabalham funcionários russos, muitos dos quais tiveram de ser retirados.