sexta-feira, 7 de julho de 2017

MINISTÉRIO DA COMUNICAÇÃO SOCIAL ACUSA CIPRIANO CASSAMÁ DE USURPAR COMPETÊNCIAS DO PODER JUDICIAL

O Ministério da Comunicação Social acusa o líder do Parlamento guineense de usurpação do poder judicial quando, na segunda-feira, declarou, em comunicado, que o Governo de Umaro Sissoco Embaló era inconstitucional, “demonstrando o seu total desconhecimento do princípio de separação de poderes consagrada na Constituição da República”, refere.

A reação do Executivo vem na sequência da declaração tornada pública pela ANP em relação à suspensão, pelo Governo Guineense, das atividades da rádio e televisão públicas de Portugal no país.

Em comunicado, o Gabinete de Comunicação de Victor Pereira diz estranhar-se com a posição assumida por Cipriano Cassamá, pois revela uma ausência de patriotismo e dignidade para com outro órgão da soberania.

Neste sentido, acusa ainda o líder da ANP de aliar-se aos ditames e interesses de estrangeiros, apenas com o intuito de seguir na sua senda “destruidora, demagógica e ilegal contra os interesses supremos da Guiné-Bissau”.

O Gabinete de Comunicação de Victor Pereira entende, no entanto, que Cipriano Cassamá não representa a Assembleia Nacional Popular e que está a agir por conta própria e de interesses inconfessáveis, cujo funcionamento da ANP foi por ele, deliberadamente, bloqueado há dois anos.

Bloqueio esse que, na observação do gabinete, impede que se chegue ao fim da crise prevalecente no Parlamento, “não permitindo a manifestação da vontade da atual maioria que sustenta o Governo de Umaro Sissoco Embaló”.

“O Presidente da Assembleia Nacional Popular depois de proferir na sua santa ignorância, a sentença da inconstitucionalidade do Governo, não se compreende a contradição, uma vez que recebe salário do mesmo Governo, que afirma ser inconstitucional, astronómicos salários, subsídios de representação, bem como despesas inerentes às inúmeras missões ao exterior, incluindo os encargos com saúde”, questionou.

Gabinete revela, contudo, que ao longo de dois anos da crise Cipriano Cassamá terá recebido, entre várias despesas já inumeradas, do “Governo Inconstitucional”, um montante de 332.000.000 (trezentos e trinta e dois milhões) de francos CFA, perto de meio milhão de dólares, ou seja, uma média estimada em 18.000.000 (dezoito milhões de francos) CFA por mês, mas “nunca ouvimos contestar a ilegalidade das referidas verbas, antes pelo contrário, registamos reclamações quando existem eventuais atrasos nos pagamentos”, sustenta o comunicado.

“Na perspectiva do presidente do Parlamento, tais rendimentos provenientes de um Governo inconstitucional, são passíveis de responsabilização criminal por configurarem crime de rendimento ilícito.

Afinal onde estão os alicerces morais e patrióticos deste presidente da Assembleia Nacional Popular”, questiona, outra vez, para em seguida ilustrar que, à luz do acórdão número 4/2017 do Supremo Tribunal de Justiça, o Governo liderado por Umaro Sissoco Embaló é legal.

E é justamente em função deste argumento que o Governo de Sissoco Embaló desafia ao Cipriano Cassamá, à luz da lei existente e tal como está designadamente no regimento de ANP, a convocar, imediatamente, a plenária do Parlamento guineense, único órgãos competente, para a legitimação do Governo, “caso contrário deverá assumir as consequências que possam resultar da sua atitude”, concluiu. 

Por: Filomeno Sambú
OdemocrataGB



quarta-feira, 5 de julho de 2017

Guiné-Bissau vai beneficiar de 4,1 milhões de dólares

João Alage Fadia, ministro guineense da economia e finanças
A Guiné-Bissau vai beneficiar de 4,1 milhões de dólares, graças à aprovação do pedido de isenção de crédito da não observância do desempenho de revisão da garantia de financiamento.

No primeiro semestre de 2017 uma equipa técnica do FMI deslocou-se à Guiné-Bissau para concluir a terceira avaliação do acordo ECT - Facilidade de Crédito Alargada. O documento foi submetido para análise e aprovação ao Conselho de Administração e que se pronunciou favorável à avaliação.

Serão, assim, disponibilizados 3,030 milhões de Direitos Especiais de Saque (DES), cerca de 4,1 milhões de dólares à Guiné-Bissau.

O anúncio foi feito à RFI por João Alage Fadiá, ministro da Economia e das Finanças da Guiné-Bissau, à margem da 29ª cimeira de chefes de Estado e de Governo da União Africana, que decorreu a 3 e 4 de Julho em Addis Abeba, Etiópia. O governante guineense diz tratar-se de um bom indicador para a economia do país e encorajador para outras instituições.

Cristiana Soares/RFI

HÉLDER VAZ - A LIBERDADE DE IMPRENSA/EXPRESSÃO TEM ATÉ DEMAIS NA Guiné Bissau.


A liberdade de imprensa/expressão que existe na Guiné Bissau ultrapassa os seus limites, por isso, ela precisa ser diminuída um pouco para poder encaixar-se nos padrões universais.

É importante ressaltar e agradecer o nosso Embaixador Hélder Vaz pelas palavras verdadeiras e corajosas proferidas sobre o assunto. 

A Guiné-Bissau já não precisa daqueles "meios cidadãos" que ficam sempre encima do muro, fingindo estar neutros, mas que no fundo são piores conspiradores. 

A imprensa guineense e as estrangeiras que ali atuam, precisam de um bom puxão de orelha, pois não existe a liberdade que dá o direito de um cidadão, um jornalista ou uma emissora de pôr em causa a dignidade e o respeito daquele que é considerado a Primeira Figura da Nação. Isso só pode ser apelidada de outra coisa e não a liberdade. 

De todos os países que conhecemos, é crime injúria contra o PR, não existe um único país que tolera isso. Nesses países, as pessoas são punidas severamente quando extrapolam os limites. É isso que tem de funcionar na Guine Bissau, como sinal de ensinar as pessoas a conhecerem os seus limites e saber distinguir um cidadão simples de um PR.

Mais uma vez, o nosso muito obrigado, senhor embaixador! 

É chegada a hora dos guineenses pararem de rastejar atrás desses Tugas intrometidos. 
Já, já voltaremos com mais verdades flagrantes sobre esse assunto.

Abraços

Fonte: antipaigc.gb

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Cabo Verde: um problema chamado alcoolismo


A problemática do alcoolismo está na actualidade em Cabo Verde, onde a mesma afecta gravemente a estabilidade das famílias. A fins de lutar contra o flagelo social uma campanha foi lançada há um ano em Cabo Verde. Um ano depois sob a égide da presidência cabo verdiana foi efectuado na cidade da Praia, um balanço sobre a campanha contra o alcoolismo,com a participação de instituições e organizações da sociedade civil.

O consumo abusivo de álcool é uma das principais causas de morte em Cabo Verde e considerado um problema grave para as famílias, afectando mais de 60 por cento da população do arquipélago.  Em Cabo Verde o alcoolismo é uma das dez causa mais frequentes de incapacidade no trabalho.

Há um ano, a Presidência da República lançou a campanha “Menos Álcool Mais Vida”, para sensibilizar os cabo-verdianos aos malefícios do alcoolismo. Um ano depois o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca reuniu na cidade da Praia várias instituições e organizações da sociedade civil para fazer o balanço da campanha. Jorge Carlos Fonseca sublinhou que actualmente os cabo-verdianos estão mais conscientes sobre os males do alcoolismo. Contudo ol Chefe de Estado realçou que ainda há um longo caminho a percorrer.

A campanha “Menos Álcool Mais Vida" promovida pela Presidência da República prossegue com a participação de vários sectores, instituições e personalidades da sociedade cabo verdiana. Estatístcas do INPS revelam que em 2015, 27% das pessoas que beneficiaram de uma pensão por invalidez em Cabo Verde , deveu-se ao excessivo consumo de bebidas alcoólicas, como uma das principais causas. Dados divulgados por ocasião do início da campanha anti-alcoolismo em Julho de 2016 mostraram que em 2010 cada cabo verdiano consumia em média 6,9 litros de álcool por ano.

Um estudo da OMS(Organização Mundial de Saúde) relativo ao consumo de bebidas alcoólicas em Cabo Verde no ano de 2015, apontava para um acréscimo comparativamente à 2010. Em 2015, os cabo verdianos ingeriam per capita o volume de 7,2 litros de álcool puro.

RFI

domingo, 2 de julho de 2017

PRS não foi consultado sobre suspensão da RDP e RTP na Guiné-Bissau

O líder do Partido da Renovação Social (PRS) da Guiné-Bissau, Alberto Nambeia, disse hoje à Lusa que o partido não foi consultado nem antes nem depois da decisão do Governo de suspender as emissões da RDP e RTP-Áfica no país.

"É uma decisão do Governo sobre a qual o partido não foi consultado nem antes e nem depois", afirmou Alberto Nambeia.

Para já, o PRS não quer assumir nenhuma posição em relação ao fecho das emissões, adiantou Nambeia, que prometeu falar do assunto assim que receber uma orientação dos órgãos do partido.

"Eu funciono de forma colegial, sempre foi assim e assim vai ser", notou o líder do PRS, referindo-se ainda a uma posição do partido relativa à suspensão das atividades e das emissões da RDP e RTP-África na Guiné-Bissau.

O PRS é a segunda maior força política do país e faz parte do Governo liderado pelo primeiro-ministro, Umaro Sissoco Embaló.

Na sexta-feira, o ministro da Comunicação Social guineense anunciou a suspensão das atividades da RTP, da RDP e da agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.

No entanto, posteriormente, anunciou que o Governo guineense recuou na decisão de suspender a atividade da agência Lusa naquele país, mantendo-se a decisão no caso da RTP e RDP.

O Governo de Bissau alegou que não recebeu qualquer resposta ao pedido de revisão do protocolo de cooperação na área da comunicação social entre os dois países, algo que o chefe da diplomacia portuguesa nega.

"Recebemos no passado dia 07 de junho uma proposta de revisão do protocolo na área da comunicação social", que foi dirigida ao Ministério da Cultura português, explicou Augusto Santos Silva. "Essa proposta foi reencaminhada para a RTP, empresa pública, para que ela desse o seu parecer e, do nosso ponto de vista, os trabalhos necessários [para iniciar a renegociação] estão em curso. Ao contrário do que ouvi dizer ao senhor ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau, o ministro da Cultura [português] respondeu à carta", disse Augusto Santos Silva.

O atual Governo da Guiné-Bissau, de iniciativa presidencial, não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e este impasse político tem levado vários países, entre os quais Portugal, e instituições internacionais a apelarem a um consenso.

MB (MSE) // VM
Lusa/Fim


Trump volta a ameaçar jornalistas com vídeo onde 'esmurra' CNN

O Presidente norte-americano voltou hoje a atacar a comunicação social, com um vídeo na rede social Twitter em que aparece a bater num homem de negócios com a cara tapada com o logótipo do canal televisivo CNN.


O vídeo, cuja autoria se desconhece, foi colocado na conta oficial de Donald Trump.


A CNN lamentou, através de um porta-voz, o conteúdo das imagens, considerando que hoje "é um dia triste", na medida em que "o Presidente dos Estados Unidos encoraja a violência contra repórteres".

A estação de televisão entende que Trump, que se tem multiplicado em ataques contra os media, em particular os canais de televisão por cabo, tem um "comportamento juvenil muito abaixo da dignidade" que o seu cargo exige.

"Continuaremos a fazer o nosso trabalho, ele deveria começar a fazer o dele", afirmou o porta-voz da CNN.


O assessor da Casa Branca para a segurança interna, Tom Bossert, disse, em declarações à televisão ABC, que o Presidente Donald Trump é "agredido de tal forma" nos canais por cabo que "tem direito a responder".

O vídeo original, que foi manipulado para incluir o logótipo da CNN, é o de uma luta em 2007, quando Trump enfrentou na qualidade de empresário o diretor-executivo da empresa de luta livre World Wrestling Entertainment, Vincent McMahon, num combate do espetáculo 'A luta dos milionários'.

NAOM

Suspensão da RTP e RDP na Guiné-Bissau não coloca em causa liberdade de imprensa

Jorge Malú, ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades da Guiné-Bissau

Suspensão da RTP e RDP na Guiné-Bissau não coloca em causa a liberdade de expressão e à liberdade de imprensa. As delcaraçoes são do chefe da diplomacia de Bissau.

O Governo da Guiné-Bissau anunciou esta semana a suspensão da RTP e RDP no país. Uma decisão que teria como fundamento a caducidade do acordo de cooperação no âmbito da comunicação social entre Portugal e a Guiné-Bissau.

Na altura, o ministro guineense da Comunicação Social, Vítor Pereira, sublinhou que a suspensão das actividades dos órgãos nada teria a ver com os conteúdos emitidos pelos mesmos.

Os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Cultura de Portugal emitiram um comunicado a condenar a postura tomada pela Guiné-Bissau. No documento pode ler-se "Tal intenção constitui [...] um atentado à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa, princípios expressamente consagrados na Constituição da República da Guiné-Bissau".

Em entrevista à RFI, à margem da 29ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da União africana, Jorge Malú, ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Comunidades da Guiné-Bissau, defende que a liberdade de imprensa e de expressão não estão em causa no país.

Por Cristiana Soares 
RFI

Chibok Girls And Trump Appear In Unannounced Photo Op

President Donald Trump and his daughter Ivanka flank Chibok schoolgirls (left to right) Joy Bishara and Lydia Pogu. At far left is Doug Wead, president of the school the girls attend, and his wife, Myriam. Two of his daughters are at the right. This White House "Photo of the Day" was taken on June 27.
The White House usually picks a photo of the day. On June 28, the image they chose showed two girls from Nigeria who were abducted in 2014 by Boko Haram but managed to escape: Joy Bishara and Lydia Pogu. They're flanked by President Donald Trump and his daughter, Ivanka Trump. The photo had been taken the day before...      Read more

Deve deixar-se o motor aquecer antes de arrancar com o carro?

Se tem esta dúvida, o artigo que se segue é para si.


Muitos têm a dúvida: Quando se liga o carro, deve-se esperar para aquecer o carro ou podemos imediatamente iniciar a marcha?

A resposta é simples e é dada a conhecer pelo site Razão Autómovel. Se o carro estiver sob uma temperatura exterior normal (não radicalmente baixa), e tivermos um motor moderno, com o tipo de óleo adequado, podemos iniciar a marcha sem preocupações.

No entanto, nos primeiros minutos devemos evitar acelerações bruscas e levar as rotações por minuto ao limite.

E acelerar bruscamente para aquecer o motor rápido é correto? Não. Pode até mesmo ser prejudicial, uma vez que o motor não estando quente e o óleo também não, pode aumentar o atrito e o desgaste interno.

NAOM

Suspensão de atividades da RTP e RDP é «questão técnica e não política»


O ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau, Vítor Pereira, disse hoje que a decisão de suspensão das atividades da RTP África e da RDP no país não é uma questão política, mas apenas técnica.

«Esta situação não se trata de uma situação política. Na Guiné-Bissau aquilo que se chama liberdade de expressão, liberdade de imprensa e direito à informação, creio que é sobejamente garantido pelas autoridades», afirmou o governante, em conferência de imprensa.

Segundo o ministro, a «fundamental e essencial» preocupação das autoridades guineenses está apenas relacionada com a cooperação técnica no domínio do audiovisual com Portugal e «mais nada».

O ministro guineense considerou que o que está em causa é o Protocolo Adicional (Relativo à Instalação de uma delegação da RTP/África) ao Acordo de Assistência Técnica e de Cooperação no Domínio da Comunicação Social entre Portugal e a Guiné-Bissau.

«O acordo que nós referimos e que é válido para os dois lados é um acordo assinado a 31 de outubro de 1997», disse.

Vítor Pereira explicou também que enviou cartas ao seu homólogo em Portugal, o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, em setembro de 2016, outubro de 2016 e em março e junho deste ano, nas quais já falava sobre a necessidade de ultrapassar as lacunas existentes no acordo.

«Na realidade nós não estamos a mentir, nem a inventar absolutamente nada, por uma razão muito simples, nós não estamos sujeitos a faltas de respeito e de consideração. Nós quase que imploramos à parte portuguesa para que nos sentemos e conversemos como pessoas de bem, como amigos e países irmãos, dentro da excelente cooperação que existe entre nós», afirmou.

O ministro sublinhou também que a «suspensão do acordo explicitamente põe de lado jornalistas da RTP a exercer» na Guiné-Bissau.

«Não nos passa pela cabeça impedir de forma nenhuma que os jornalistas devidamente acreditados trabalhem livremente no nosso país. Nem pensar nisso. Se alguém pensa isso, nós não pensamos assim, nem agimos assim. Os jornalistas portugueses, sejam eles quais forem, têm todo o direito de trabalhar no nosso país desde que devidamente acreditado», disse.

O Governo da Guiné-Bissau efetivou hoje ao início da manhã o corte do sinal das emissões da RTP África e da RDP no país.

Na sexta-feira, o ministro da Comunicação Social guineense anunciou a suspensão das atividades da RTP, da RDP e da agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.

No entanto, posteriormente, anunciou que o Governo guineense recuou na decisão de suspender a atividade da agência Lusa naquele país, mantendo-se a decisão no caso da RTP e RDP.

O Governo de Bissau alegou que não recebeu qualquer resposta ao pedido de revisão do protocolo de cooperação na área da comunicação social entre os dois países, algo que o chefe da diplomacia portuguesa nega.

«Recebemos no dia 7 de junho uma proposta de revisão do protocolo na área da comunicação social», que foi dirigida ao Ministério da Cultura português, explicou Augusto Santos Silva. 

«Essa proposta foi reencaminhada para a RTP, empresa pública, para que ela desse o seu parecer e, do nosso ponto de vista, os trabalhos necessários [para iniciar a renegociação] estão em curso. Ao contrário do que ouvi dizer ao senhor ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau, o ministro da Cultura [português] respondeu à carta», disse Santos Silva.

O atual governo da Guiné-Bissau, de iniciativa presidencial, não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e este impasse político tem levado vários países, entre os quais Portugal, e instituições internacionais a apelarem a um consenso.

Lusa
Abola.pt

sábado, 1 de julho de 2017

PAIGC DI BOM BARDADI!

Jorge Herbert

Estou aqui a pensar que o PAIGC jamais sairá do seu crónico autismo e lá terá que ser o país a livrar-se do PAIGC, porque este PAIGC continua desinteressado ou incapaz de sair do seu crónico autismo. 

Infelizmente estou cada vez mais convencido que o verdadeiro PAIGC morreu e foi enterrado com o seu carismático líder Amílcar Cabral, pese a retórica PAIGCista de sempre se referirem e tentarem socorrer-se dos ensinamentos de Cabral, quando se sentem perdidos ou enfraquecidos... 

Então o PAIGC reúne-se em jeito de Convenção e daí não sai nenhuma reflexão nem tão pouco alguma conclusão sobre as barbaridades cometidas pelo partido nos últimos quarenta anos e ao bloqueio que impuseram ao país nos últimos dois anos! Das conclusões mais aplaudidas que vi, foi que aqueles que falam e escrevem sobre eles, praticam o "fala-baratismo"! Quase todas as projecções para o futuro que vi, nada fala das transformações projectadas para o seio do próprio partido em Convenção. Apenas falam das transformações projectadas para o país! 

O PAIGC continua a querer confundir-se com o Estado e continua a não tolerar as críticas quer as provenientes de fora do partido, como aquelas vindas de dentro. 

A solução para as críticas internas e a expulsão desses militantes e a solução para as críticas de fora é a rotulação de "fala-baratismo"! 

Depois não digam que não avisei, mas a solução da maioria dos problemas do país tem de passar pela extinção deste PAIGC ou um tratamento sério do seu autismo... Mais uma vez, depois não digam que não avisei!

Portugal e a União Europeia devem ter em conta a conjuntura política e social actual da Guiné-Bissau, ajudando a ultrapassá-la pacífica e construtivamente ao invés de promoverem campanhas que possam contribuir mais ainda para o agudizar da instabilidade política e social na Guiné-Bissau.


Se a decisão da suspensão unilateral, por parte das autoridades da Guiné-Bissau, do contrato entre os Governos da Guiné-Bissau e de Portugal, relativamente à presença e ao fornecimento de serviços de canais públicos de comunicação pode e deve ser questionado, importa também, considerar as razões que alegadamente estão na origem dessa suspensão unilateral.

Com efeito, o Governo da Guiné-Bissau contactou previamente o Governo português sobre a eventualidade dessa suspensão, dando a conhecer os motivos dessa suspensão, independentemente de se poder fazer juízos políticos sobre essa decisão, juízos esses que, em abono da verdade e do respeito pelas relações entre Estados, não mereciam, por parte das autoridades portuguesas uma resposta tão "agressiva", e inaceitável no contexto das Relações Internacionais e do Direito Internacional.

Os Acordos entre Estados visam a satisfação comum dos Estados que rubricam entre si os Acordos, independentemente das quotas dos ganhos em presença serem repartidos em fatias numéricas proporcionais.

As autoridades da Guiné-Bissau, como de Portugal ou de qualquer país, podem sempre, da mesma forma que anunciam a celebração de um Acordo com qualquer País, anunciar a suspensão ou o fim desse Acordo, facto mais que natural nas relações internacionais e com suporte no Direito Internacional público ou privado.

As autoridades da Guiné-Bissau anunciaram a suspensão e não a revogação do Acordo sobre a presença da RDP África, RTP África e Agência Lusa na Guiné-Bissau, justificando essa suspensão com a necessidade de renovação do Acordo, face à expiração contratual do Acordo até então existente.

Onde está o problema, ao ponto de, as autoridades portuguesas e a União Europeia se insurgirem contra as autoridades da Guiné-Bissau, com alegações infelizes, de atentado à liberdade de expressão, etc., etc.?

Portugal e a União Europeia devem ter em conta a conjuntura política e social actual da Guiné-Bissau, ajudando a ultrapassá-la pacífica e construtivamente ao invés de promoverem campanhas que possam contribuir mais ainda para o agudizar da instabilidade política e social na Guiné-Bissau.

Será que ao invés de condenar de forma agressiva a suspensão do Acordo em causa, custava algo ao Governo português dar a conhecer as razões que não deram a conhecer até hoje, sobre o porquê de não terem chegado a um entendimento para a discussão e renovação do Acordo até então em vigor?

Posso até discordar da suspensão unilateral, por parte do Governo da Guiné-Bissau das emissões da RDP África, RTP África e Agência Lusa, no actual contexto político e social da Guiné-Bissau, mas tenho que reconhecer que os políticos e os governantes de cada País devem saber privilegiar o Interesse Nacional sempre que Acordos entre Estados, envolvendo a Guiné-Bissau são assinados ou têm que ser revistos.

Se eu fosse governante da Guiné-Bissau ou de Portugal, seria essa a minha postura.

Aconselho às autoridades portuguesas mais tolerância, mais realismo e prudência na forma de lidar com este assunto, pois uma suspensão unilateral pressupõe que a parte que suspendeu algo, está interessada em renegociar e renovar algo suspenso e não propriamente, em renunciar e consequentemente, dar por terminado algo suspenso.

A bem das relações históricas, identitárias e culturais, entre a Guiné-Bissau e Portugal, mas também, em nome do respeito pela essência das Relações Internacionais e do Direito Internacional, gostaria que houvesse por parte das autoridades portuguesas e também da União Europeia uma outra postura na abordagem deste assunto, visando uma solução a bem de ambas as partes e em benefício da afirmação do espaço lusófono no qual a Guiné-Bissau e Portugal estão inseridos.

Positiva e construtivamente.

Didinho 30.06.2017

Guiné Bissau corta emissão da RTP e da RDP

O ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, alegou a caducidade do acordo de cooperação no sector da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.


O Governo da Guiné-Bissau efectivou este sábado ao início da manhã o corte do sinal das emissões da RTP África e da RDP no país, disse à agência Lusa fonte do Ministério da Comunicação Social guineense.

Segundo a mesma fonte, o corte ocorreu ao início da manhã.

Várias testemunhas confirmaram à agência Lusa não conseguir ver, nem ouvir a RTP África e RDP, respectivamente.

O ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou sexta-feira a suspensão das actividades da RTP, da RDP na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no sector da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.

Na sexta-feira ao início da tarde, o ministro da Comunicação Social guineense anunciou a suspensão das actividades da RTP, da RDP e da Agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.

Em conferência de imprensa, Vítor Pereira informou que a partir da meia-noite de hoje em Bissau (01h00 em Lisboa) ficariam suspensas todas as atividades naquele país dos três órgãos portugueses até que o governo de Lisboa abrisse negociações para a assinatura de um novo acordo.

No entanto, posteriormente, o ministro da Comunicação Social anunciou que o Governo guineense recuou na decisão de suspender a actividade da Agência Lusa naquele país, mantendo-se a decisão no caso da RTP e RDP.

O Governo de Bissau alegou que não recebeu qualquer resposta ao pedido de revisão do protocolo de cooperação na área da comunicação social entre os dois países, algo que o governante português nega.

"Recebemos no passado dia 7 de Junho uma proposta de revisão do protocolo na área da comunicação social", que foi dirigida ao Ministério da Cultura português, explicou Augusto Santos Silva.

"Essa proposta foi reencaminhada para a RTP, empresa pública, para que ela desse o seu parecer e, do nosso ponto de vista, os trabalhos necessários [para iniciar a renegociação] estão em curso. Ao contrário do que ouvi dizer ao senhor ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau, o ministro da Cultura [português] respondeu à carta" da Guiné-Bissau, disse Santos Silva.

O actual governo da Guiné-Bissau, de iniciativa presidencial, não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e este impasse político tem levado vários países, entre os quais Portugal, e instituições internacionais a apelarem a um consenso.

rr.sapo.pt

Fazer muito sexo ajuda o coração. Mas mais aos homens que às mulheres

Atividade sexual regular pode prevenir doenças de coração, mas só nos homens.


Os benefícios de manter relações sexuais de forma regular são amplamente noticiados. Agora sabe-se que a atividade sexual regular pode também prevenir doenças de coração. Mas só nos homens, de acordo com o Daily Mail.

Um novo estudo indicou que fazer sexo várias vezes por semana pode diminuir os níveis de homocisteína, um químico prejudicial que se encontra no sangue e que pode espoletar problemas cardíacos.

Acredita-se que atividade sexual frequente nos homens melhora a sua circulação sanguínea e torna os vasos sanguíneos mais saudáveis, o que é crucial para prevenir a acumulação de homocisteína.

As mulheres, dizem os cientistas, beneficiam muito menos nesta situação porque a excitação sexual feminina é menos dependente de uma circulação sanguínea saudável, um fator determinante para manter a homocisteína controlada.

NAOM


Sex prevents heart disease – but only in men: Making love can protect the heart from a dangerous chemical in the blood, study finds


  • Study shows making love several times a week can cut levels of homocysteine
  • This is a harmful chemical in the blood which can trigger cardiac problems
  • Benefits women less because sexual arousal isn't as dependent on blood flow
  • Researchers called on doctors to advise at-risk male patients to have more sex

Regular sex really is the best medicine for preventing life-threatening heart disease – if you're a man, scientists have found.

New research shows making love several times a week can slash levels of homocysteine, a harmful chemical in the blood which can trigger cardiac problems.

It's thought men getting sex often have better circulation and healthier blood vessels. This is crucial for preventing a build-up of homocysteine.

But scientists say women benefit much less because sexual arousal is less dependent on having a healthy blood flow, which is a key factor in keeping homocysteine under control.

Researchers behind the study called on doctors to advise male patients at risk of heart disease to have more sex.

New research shows making love several times a week can slash levels of homocysteine, a harmful chemical in the blood which can trigger cardiac problems

Britain's biggest killer 

Every year, around 73,000 people in Britain die from coronary heart disease. It remains the country's biggest killer.

Doctors have suspected for years that frequent sex can reduce the risks.

One previous study found intercourse twice a week halved a man's chances of clogged arteries compared to those indulging less than once a month.

But there has been little scientific evidence to explain why a healthy sex life protects against illness.

The latest findings, published in the Journal of Sexual Medicine, are the first to show it works by driving down homocysteine levels.

What is the chemical? 

The chemical is a vital building block of proteins and occurs naturally in the body.

But excess levels, which can be caused by poor diet, are thought to damage blood vessels supplying the heart - raising the risk of a deadly clot forming.

A major review of scientific data in 2015 found raised homocysteine levels increased the risk of death from heart disease by 66 per cent.

And last year experts at Boston University discovered the chances of a stroke jumped by almost a third in those with high readings. It has also been linked with Alzheimer's disease and cancer.

It's thought men getting sex often have better circulation and healthier blood vessels

How was the study carried out? 

Researchers from the National Defence Medical Centre in Taiwan tracked more than 2,000 men and women, aged from 20 to 59.

They analysed blood samples to measure levels of homocysteine and matched the results up with volunteers' sexual activity.

The results showed the lowest traces of the chemical were found in men claiming to have sex at least twice a week, while the highest readings were found in those restricted to less than once a month.

But in women there was no significant variation.

First study of its kind

In a report on their findings they said: 'This is the first study of its kind to evaluate the correlation between sexual frequency and homocysteine levels.

'A good quality sex life, frequent sex and libido are all related to health in the middle-aged and elderly.

'Increased sexual frequency could have a protective effect on general health and quality of life - especially in men – so doctors should support patients' sexual activity.'

'Interesting result' 

Dr Mike Knapton from the British Heart Foundation said the study produced an 'interesting result' but did not prove regular sex reduced homocysteine levels.

He said: 'A relationship does exist between sex and heart disease risk.

'Checking your blood pressure and cholesterol, as well as keeping active and not smoking, remain the best ways to ensure a healthy future.'

THE BENEFITS OF SEX 

Many people worry about the impact their sexual experiences may have on their health.

From STIs to unexpected pregnancies, regular sex can come at a cost.

Yet, spending time between the sheets can also seriously boost our wellbeing from strengthening our immune systems to lowering blood pressure and even giving our memories a boost.

Here are 10 proven benefits of regularly making love: 

1. A stronger immune system

2. Better heart health 

3. Lower blood pressure

4. Natural pain relief

5. A reduced risk of prostate cancer

6. A restful sleep

7. Less stress

8. A sharper memory

9. A longer life

10. Stronger self-worth 


By Pat Hagan for MailOnline
PUBLISHED: 12:31 BST, 26 June 2017 | UPDATED: 13:32 BST, 26 June 2017
DailyMail


sexta-feira, 30 de junho de 2017

Quarta ronda negocial UE/Guiné-Bissau sobre pescas marcada por "divergências"

A quarta ronda de negociações do acordo de pescas entre a União Europeia e a Guiné-Bissau, esta semana, foi marcada por “divergências”, nomeadamente a nível da contrapartida financeira europeia, disse à Lusa fonte europeia.

No entanto, segundo a mesma fonte, as duas partes mostraram vontade de regressar em breve às negociações, de modo a ultrapassar questões financeiras e técnicas que permitam a entrada em vigor do acordo, em novembro.

A contrapartida financeira que a União Europeia (UE) paga para os seus navios, nomeadamente portugueses, poderem pescar nas águas guineenses é “a principal divergência”, salientou a fonte europeia.

Bruxelas contribui com 9,5 milhões de euros anuais (os acordos são renegociados a cada quatro anos) e Bissau quer ver essa verba aumentada.

A Comissão Europeia quer que a contribuição financeira “seja baseada numa avaliação séria e mais realista dos preços e modalidades”.

Por outro lado, segundo a mesma fonte, falta o acordo para aplicar um sistema de quotas de pesca, tendo Bruxelas declarado a sua disponibilidade para ajudar a Guiné-Bissau a nível técnico, no sistema eletrónico de controlo das capturas.

No entanto, a UE considera que o Sistema de quotas proposto pela Guiné “colocaria um peso desproporcional sobre a frota da UE, o que tornaria suas atividades economicamente inviáveis”.

Fonte: Braima Darame

Atividade da agência Lusa "não está suspensa" - Governo guineense

O ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau, Vítor Pereira, anunciou hoje, em declarações à agência Lusa, que o Governo guineense recuou na decisão de suspender a atividade da agência de notícias portuguesa naquele país.

"Não seria justo. Apesar de insistências várias da nossa parte em separar as duas entidades, que o delegado que viesse para a Guiné não fosse o mesmo delegado para os dois órgãos ou os três nesse caso. Mas também estivemos a ver bem e cremos que dada a própria individualidade da Lusa não faz sentido a metermos na mesma situação com quem temos uma relação acordada em papel", explicou Vítor Pereira.

O ministro guineense tinha anunciado hoje a suspensão das atividades da RTP, da RDP e da Agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.

Em conferência de imprensa, Vítor Pereira informou que a partir da meia-noite de hoje em Bissau (01:00 em Lisboa) ficavam suspensas todas as atividades naquele país dos três órgãos portugueses até que o governo de Lisboa abra negociações para a assinatura de um novo acordo.

Nas declarações à Lusa, o ministro disse também que a decisão de suspender a RTP e a RDP não é "fácil".

"Desde logo por causa dos laços de amizade de cooperação, laços até mais íntimos que estes que nos ligam a Portugal. Estas decisões, nestas situações em particular, não são fáceis", afirmou.

Questionado sobre as razões de fundo que levaram à tomada de posição, o ministro explicou que estão relacionadas com a "promoção deliberada de contribuir para denegrir a imagem do país".
"A isenção quer se queira, quer não, e o contraditório não é garantido por estas duas organizações (RTP e RDP)", afirmou.

Segundo Vítor Pereira, a Guiné-Bissau vive num ambiente político extremamente complicado e "várias organizações pedem uma situação de acalmia e promovem gestos de apaziguamento e pedem aos guineenses que apaziguem os espíritos para que nos possamos entender".

"Ao contrário disso, sistematicamente estas duas organizações caem-nos em cima e quando na realidade nós esperamos, e bem, da parte portuguesa que haja a promoção de entendimentos entre nós, o que nós vemos na RTP e na RDP são situações de sistematizar o incómodo de quem está no poder com notícias complicadíssimas e completamente descontextualizadas", afirmou.

Vítor Pereira deu como exemplo um programa que passa durante o período da manhã na RDP, que na sua opinião, promove o "insulto, a injúria, o impropério para as altas figuras do Estado guineense".
"Isto é muito difícil de engolir e aceitar. Não podemos estar a ouvir apenas um lado da história. 

Nunca se ouviu um governante deste governo a ser entrevistado na RDP, mas o outro lado é constantemente entrevistado. Nós somos sistematicamente despromovidos", disse.
Para o ministro, há também "desenquadramentos das próprias afirmações dos responsáveis" que promovem o outro lado.

"Há um ano que ando a promover o diálogo com Portugal, mas ninguém me atende, ninguém me escuta, ninguém me responde, as cartas, fui lá pessoalmente, implorei, supliquei, as pessoas não me atendem, porquê?", questionou o ministro.

"Chega a um momento em que as pessoas têm de dizer basta", acrescentou.
O ministro da Comunicação Social da Guiné-Bissau disse também esperar que tudo não passe de um mal-entendido.

"Estou à espera que as pessoas me digam, mesmo que não se chegue a parte nenhuma, porque não querem falar comigo, com o Governo guineense", acrescentou.

O ministro sublinhou que pretende o Governo português "se sente" com as autoridades guineenses para conversarem e chegarem a "bom porto sobre" o assunto.

"É o que se pretende. Na Guiné-Bissau que eu saiba a imprensa é livre. Ninguém é tolhido de exercer a liberdade de imprensa na Guiné-Bissau", disse.

MSE // EL
Lusa/Fim

Suspensão RDP & RTP: LISBOA DIZ QUE RESPONDEU A BISSAU SOBRE REVISÃO DO PROTOCOLO SOBRE “MEDIA”

O Ministério da Cultura disse hoje que enviou uma carta ao Governo guineense, na semana passada, na qual admite iniciar um processo negocial com a Guiné-Bissau para rever o Protocolo de Cooperação no domínio da Comunicação Social.

A carta, assinada pelo ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, surge como resposta a duas missivas anteriores do ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, uma de 09 de março e outra de 01 de junho. Na primeira dessas cartas, Bissau referia a necessidade de os dois países procederem à revisão do Protocolo de Cooperação, assinado há 20 anos.

O ministro da Comunicação Social guineense, Vítor Pereira, anunciou hoje a suspensão das atividades da RTP, da RDP e da Agência Lusa na Guiné-Bissau, alegando a caducidade do acordo de cooperação no setor da comunicação social assinado entre Lisboa e Bissau.

Em conferência de imprensa, Vítor Pereira informou que a partir da meia-noite de hoje em Bissau (01:00 em Lisboa) ficam suspensas todas as atividades naquele país dos três órgãos portugueses até que o governo de Lisboa abra negociações para a assinatura de um novo acordo.

O governante guineense explicou que, desde há 14 anos, Bissau tem tentado sentar-se à mesa das negociações com o governo português, mas “sem sucesso”.

“Perante o insistente silêncio que para nós se traduz em manifesta falta de vontade política da parte portuguesa, no dia 01 de junho de 2017, foi enviada com caráter de urgência, uma nova carta ao ministro da comunicação social de Portugal, onde não só se elencam os motivos da proposta de suspensão das atividades da RTP na Guiné-Bissau, como também se propõe a data limite de 30 de junho para esse efeito”, salientou Vítor Pereira.

O ministro guineense disse que não teve qualquer resposta da parte portuguesa à carta pelo que manteve a decisão de suspender a atividade das empresas portuguesas, alegando que Bissau “fez todos os esforços” para evitar esta situação.

A carta de resposta do Ministério da Cultura português surge sem data, mas fonte oficial da tutela afirmou à Lusa que foi enviada a 22 de junho.

Na missiva, Luís Filipe Castro Mendes escreve que a proposta de revisão do Protocolo “foi reencaminhada à RTP para a obtenção de parecer técnico com vista a habilitar o eventual processo negocial”.

Por outro lado, o ministro que tutela a comunicação social pública portuguesa também solicita ao governo guineense que envie “elementos que melhor permitam” a Lisboa “apreciar em que medida a RDP África e a RTP África não têm respeitado o protocolo” de outubro de 1997.

“(…) E, em paralelo, de que forma a proposta em apreço permitiria ultrapassar o eventual problema”, prossegue a carta.

O Governo guineense, pela voz do ministro da comunicação social, diz que não recebeu esta carta do Ministério da Cultura português.

A Guiné-Bissau tem vivido uma situação de crise institucional desde as últimas eleições, com um afastamento entre o partido vencedor das legislativas e o Presidente da República, também eleito.

O atual governo não tem o apoio do partido que ganhou as eleições com maioria absoluta e este impasse político tem levado vários países, entre os quais Portugal, e instituições internacionais a apelarem a um consenso. 

Fonte: Lusa

Caducidade do acordo: GOVERNO GUINEENSE SUSPENDE ATIVIDADES DA RTP E RDP NO PAÍS

O Governo da Guiné-Bissau confirmou hoje, 30 de junho 2017, a suspensão das atividades da Rádio e Televisão de Portugal (RTP) no território nacional. O Executivo guineense justifica que a decisão sustenta-se na caducidade do acordo de cooperação no domínio da comunicação social entre o país e Portugal, num vínculo que ligava as duas partes desde o ano 1997.

Numa nota à imprensa lida pelo Ministro da Comunicação Social guineense, Victor Pereira que na ocasião traçou as diligências feitas pela parte da Guiné-Bissau com intuito de sentar-se à mesa com as autoridades portuguesas, mas sem sucesso.

Em junho de 2016, Victor Pereira diz manter um encontro com o Embaixador de Portugal em Bissau, António Leão Rocha, no qual espelhou ao diplomata luso a situação do acordo existente entre os dois países, tendo explicado das lacunas constantes do documento, quer no domínio técnico, quer no aspeto dos programas e informações. De acordo com Pereira, o diplomata luso diz ter desconhecido a referida situação relatada pelo ministro da tutela.

O executivo guineense, através do Ministro da Comunicação Social, que endereçou uma carta datada de 13 de setembro de 2016 ao Ministro da Cultura de Portugal que também tutela o setor público dos media luso, Luís Filipe de Castro Mendes, pedindo este último um encontro para que juntos pudessem analisar os problemas existentes com vista a encontrar as medidas corretivas necessárias. Na mesma missiva Victor Pereira alertava da iminente caducidade do acordo em causa a partir de 31 de outubro de 2016.

Já a 20 outubro de 2016, o Governo enviou uma nova carta por via diplomática a Portugal, onde as autoridades guineenses chamavam a atenção para a necessidade de assinar um segundo acordo de cooperação no domínio da comunicação social, justificando que o primeiro tinha esgotado, assim como os progressos registados no domínio das novas tecnologias da informação e comunicação (TIC), e a emergência das novas realidades nos dois países, mas a referida correspondência não teve a resposta da parte portuguesa, informa Victor Pereira.

“A 9 de março de 2017, desloquei-me a Lisboa, e apesar de manifestas dificuldades, tive, na companhia do Senhor Embaixador, Dr. Hélder Vaz, a oportunidade de apresentar os cumprimentos ao Senhor Ministro da Cultura de Portugal, entidade que tutela o setor, e com quem abordei várias questões sobre o estado do protocolo de acordo assinado em 1997, no domínio da comunicação social, salientando, a necessidade de assinatura de um novo acordo”, conta Victor Pereira numa conferência de imprensa.

Na mesma ocasião, em Portugal, Victor Pereira diz ter deslocado à RTP, na companhia do ministro-conselheiro Mbala Fernandes, onde mantiveram conversações com os responsáveis, na qual receberam a garantia de que em março deste ano estaria em Bissau uma missão desta emissora pública portuguesa com vista a iniciar o processo negocial, mas segundo Pereira não receberam nenhum sinal até a data da suspensão das atividades da RTP, RDP e agência de notícias LUSA.

“Infelizmente, todos os nossos esforços tiveram como resposta, um preocupante e injustificável silêncio da parte portuguesa”, lamenta o governante.

De referir que os serviços da empresa pública de notícias de Portugal, denominada de RTP – Rádio e Televisão de Portugal e RDP – Radiodifusão Portuguesa serão suspensos a partir das zero (00:00) horas de hoje, 30 de junho 2017. 

Por: Sene Camará
Foto: SC
OdemocrataGB

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Justiça - Ministério Público interpela Presidente da Associação dos Importadores por alegada difamação ao ministro do Comércio

Bissau, 29 Junho 17 (ANG) – O Presidente da Associação Nacional dos Importadores e Exportadores da Guiné-Bissau afirmou que o motivo da sua audição hoje no Ministério Público prende-se com a alegada calúnia que teria feito contra o ministro do Comércio, no Programa “Caminhos par o Desenvolvimento”, da Rádio Bombolom FM.

Em declarações à imprensa à saída da audiência que durou mais de duas horas, Mamadú Iero Jamanca disse que no referido programa estava a representar, promover e defender os interesses dos exportadores da Guiné-Bissau, sem contudo se referir aos dizeres que teriam sido considerados “calúnias” contra  o ministro Victor Mandinga (Nado) .

“Tomei conhecimento do processo que pende sobre mim. A audição decorreu de uma forma tranquila e estou sossegado como cidadão e empresário”, manifestou tendo acrescentado que a sua presença no referido programa no passado dia 6 de Maio, se justifica, porquanto ele é o Presidente desta organização.

Jamanca adiantou que a preocupação da sua associação tem a ver com a campanha de caju que, segundo ele, iniciou de uma forma confusa, situação que persistiu até a data.
“Na altura chamamos a atenção de que devia-se precaver os interesses dos cidadãos, directa ou indirectamente implicados na campanha”, explicou.

Questionado sobre se reafirma as declarações proferidas na Rádio Bombolom, o Presidente dos Importadores e Exportadores do país disse que tratando-se de Registos Magnéticos, eles têm que as  auscultar de novo para poder confirmar ou desmentir.

“Mas, pelo que percebemos, é uma acção pessoal contra a minha pessoa. Contudo não me sinto perseguido porque não faço política mas sim emito opiniões em defesa da economia nacional, mas as pessoas não entendem isso”, explicou.

Reiterou que  defendeu a promoção de indústria de processamento de caju no país como forma de lutar contra a fome e pobreza, através da criação de empregos. “Isso é da responsabilidade dos governantes”, apontou a concluir.

ANG/MSC/ÂC/JAM/SG

ACOBES EXIGE INTERVENÇÃO DO GOVERNO PARA REDUÇÃO DOS PREÇOS DOS PRODUTOS DA PRIMEIRA NECESSIDADE


O Secretário-geral da Associação dos Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES) exige do governo a tomada de medidas urgentes junto das entidades que efectuam cobranças nos portões das alfândegas para permitir a redução dos preços dos produtos da primeira necessidade

O pedido feito, esta quinta-feira (29/96), por Bambo Sanha, presidente da organização, durante entrevista a Rádio Sol Mansi, sobre aumento galopante dos produtos da primeira necessidade nos últimos meses nos mercados do país.

Na Ocasião Sanha entende que o governo tem que tomar medida sobre estas cobranças caso contrário os consumidores serão principais vítimas.

Para disciplinar o mercado em relação aos preços dos produtos da primeira necessidade, Bambo Sanha defende a criação de uma comissão semelhante da que existe a nível de produtos petrolíferos e derivados que controla venda do combustível no mercado em função do preço de importação e que determina certa margem desde importador até distribuidor final.

“O que verifica é que um produto que já entrou no país há meses, o comerciante, só pelo facto da escassez no mercado, aumenta o preço sem mínima necessidade e nós achamos que isto constitui um roubo”, denuncia.

Sanha assegura, por outro lado, que os bens fundamentais da primeira necessidade devem ser reduzidos drasticamente e o governo não pode pensar que a sua fonte principal de arrecadação das receitas é na importação de produtos da primeira necessidade.

“Enquanto não existir uma produção local capaz de abastecer o mercado nacional o preço dos bens da primeira necessidade devem ser reduzidos drasticamente, sugere.

O aumento do preço dos produtos da primeira necessidade nos mercados do país iniciou desde a altura que o governo fixou o preço mínimo de um quilograma da castanha de Caju por 500 CFA.

Actualmente um saco de arroz de 50 kg que dantes custava 17.500 francos cfa subiu para 20.000 franco cfa, 20L de olho que custava entre 17.500 a 18.000 CFA subiu para 20 mil a 22 mil CFA.

Entretanto, o governo defendeu recentemente que não aumentou a taxa e a Rádio Sol Mansi (RSM) soube através de uma fonte que o conselho da concertação social vai reunir amanha sexta-feira às 12 horas para posicionar sobre o aumento dos produtos da primeira necessidade nos últimos tempos.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Braima Siga
Radiosolmansi.net

Agricultura - Ministério de tutela distribui 514 toneladas de sementes aos camponeses

Bissau, 29 Jun 17 (ANG) -  O Ministério da Agricultura, Florestas e Pecuária através da Direcção Nacional de Vulgarização Agrária prometeu esta quarta-feira distribuir mais de 500 toneladas de sementes aos camponeses em todo o território nacional.

Segundo a  Rádio Sol Mansi, a promessa  foi feita pelo Director Nacional de Vulgarização Agrária numa conferência de imprensa sobre o lançamento da campanha de distribuição de sementes aos camponeses.

 Lourenço Abreu disse que os 514 toneladas de sementes serão distribuídos consoante as capacidades de cultivo que cada região do país. 

Aquele responsável acrescentou  que as referidas sementes serão ainda distribuídas de acordo com números de sectores  que constituem cada região.       
   
Abreu adiantou que caso não houver o problema da fraca chuva este ano a campanha de distribuição de sementes será um dos melhores do país, e poderá ajudar os agricultores em termos de produção.   

Informou que a sua prioridade é  a preparação dos  terrenos com os tractores  para colocar  sementes, aguardando o mês de Julho que como é habitual chove mais intensamente.

Lourenço Abreu disse que apesar das insuficiências de meios materiais e financeiros com que a Guiné-Bissause confronta, o Ministério das Finanças  conseguiu disponibilizar 40 milhões de francos CFA para  a compra de  gasóleo para   32 tractores disponibilizados aos camponeses das regiões de  Bafatá ,Gabú, Quinara, Oio e Cacheu, como forma de apoiar os agricultores na lavoura.    
  
O Ministério da Agricultura distribuiu aos camponeses, 16 toneladas de arroz, 50 de mancara, 26 de milhos entre outros.

ANG/ PFC/SG   

Conselho de Ministro - Guiné-Bissau beneficia de mais de quatro milhões de Dólares do FMI

Bissau, 29 Jun 17 (ANG) – A Direcção Executiva do Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou o pedido da Guiné-Bissau de Isenção de Critério da não Observância do Desempenho de Revisão da Garantia de Financiamento.

A informação consta no Comunicado da reunião de Conselho de Ministros desta quarta-feira à que a Agência de Notícias da Guiné teve acesso.

De acordo com este informe governamental, que cita o Ministro da Economia e das Finanças, a medida deste organismo financeiro internacional permitirá ao país  “beneficiar de, aproximadamente, 4,1 milhões de Dólares americanos”.

Segundo o documento, o titular da pasta da Função Pública, Tumane Baldé, falou da “necessidade urgente” de encontrar uma solução para os 2.257 agentes ao serviço do Estado “sem qualquer vinculo” laboral.

No plano legislativo, o Governo agendou para a próxima sessão, as aprovações dos Projectos de Decreto do Regulamento Geral da Lei de Terra e de Estratégia para Relançamento das empresas públicas Guiné-Telecom e Guinetel.

O comunicado ainda refere que o executivo prevé para a próxima reunião, a aprovação   do Projecto de Decreto que cria a Autoridade de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior, cujo presidente foi  nomeado na pessoa de Alfredo Gomes, ex-ministro da Educação. 

ANG/QC/JAM/SG