quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Pescas - Mauritânia desposta a ajudar Guiné-Bissau a solucionar problemas do sector

(ANG) – As autoridades da Mauritânia estão dispostas a apoiar a Guiné-Bissau para ulrapassar as dificuldades que o secor pesqueiro guineense enfrena.

Essa disposição, segundo a Rádio Sol Mansi, foi manifestada na quarta-feira ao Chefe de Estado Guineense, José Mário Vaz pelo seu homólogo , Mohammed Ould Abdelaziz, durante a visita de 24 horas que o chefe de estado guineense efectuara aquele país. 

No balanço da visita ,José Mário Vaz considerou posiiva a deslocação à Mauritânia,deixando garantias de que brevemente o país vai sentir os efeitos dessa cooperação. 

José Mário Vaz acrescentou que Mauritânia está aberta para ajudar a Guiné-Bissau a solucionar os seus problemas. 

“Como sabem, as pessoas estão a aproveitar das nossas fragilidades para nos deixar cada ves mais pobres. Por isso, o pais tem de assumir as suas responsabilidades”,disse. 

O Presidente da República disse que durante a visita abordaram com o seu homologo Abdelaziz várias questões,entre as quais, o combate à corrupção. 

A visita de José Mário Vaz à República Islâmica da Mauritânia realizou-se na seuquência da decisáo que tomou recentemente de obrigar à todas as embarcações estrangeiras que pescam na Zona Económica Exclussiva guineense a descarregarem o pescado em Bissau para abastecer o mercado nacional. 

ANG/LPG /SG 

CEDEAO E GUINÉ-BISSAU CONCORDAM NA IMPOSIÇÃO COMUNITÁRIA

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a Guiné-Bissau assinaram memorando de entendimento com o objectivo de discutir e de sensibilizar as partes interessadas sobre o mecanismo comunitário de imposição.

O protocolo foi assinado entre o vice-presidente da Comissão da CEDEAO, Edward Singhatey, e o ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, João Aladje Mamadu Fadia, após a visita de dois dias ao país que a delegação da CEDEAO fez na passada segunda-feira (06) e terça-feira (07).

Segundo uma nota de imprensa da comissão da CEDEAO emitida a partir de Abuja, que a Rádio Sol Mansi tem acesso, durante a visita de dois dias em Bissau, Singhatey, que é também o Presidente da Comissão do Levantamento Comunitário, manteve encontros de cortesia para o Presidente da República, José Mário Vaz, o Presidente do Parlamento Nacional, Cipriano Cassamá, o Primeiro-Ministro, Umaro Sissoco Embalo.

Segundo a CEDEAO o principal objectivo da visita foi discutir com as autoridades do país a imposição comunitária, que é um dos principais mecanismos utilizados pela CEDEAO para financiar as suas actividades.

“Com a presença do Primeiro-Ministro da Economia e Finanças, João Aladje Mamadu Fadia, a delegação do Vice-Presidente chegou à solução para o pagamento dos atrasos da União Europeia por parte da Guiné-Bissau”, refere o mesmo comunicado.

O encontro serviu para a comissão da CEDEAO e a Guiné-Bissau adoptaram um roteiro para o pagamento dos pagamentos em atraso que abrange o período de 2003 a 2016.

Segundo a comissão da CEDEAO o montante devido pela Guiné-Bissau será pago nos próximos três anos em fracções de 20 por cento para 2017, 20 por cento em 2018 e finalmente 60 por cento em 2019, representando um montante fixo de quatro biliões e trezentos e cinquenta e nove milhões e novecentos e setenta e dois mil e quatrocentos e quarenta e um francos (4.359.972.441) francos cfa.

Na 77ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros da CEDEAO, realizada em 15 e 16 de Dezembro de 2016, e na 50ª Cimeira de Chefes de Estado e de Governo realizada em 17 de Dezembro em Abuja, as autoridades da Guiné-Bissau concordaram em Conta as recomendações de ambas as reuniões estatutárias sobre os atrasados no pagamento de contribuições comunitárias.

Segundo a mesma fonte após a visita à Guiné-Bissau, a delegação da CEDEAO chefiada pelo Vice-Presidente da Comissão da CEDEAO, Edward Singhatey, deve viajar para outros países da região oeste africana com o mesmo objectivo de sensibilizar os Estados-Membros sobre o seu compromisso e de Mecanismo comunitário de imposição.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos
Radiosolmansi

DIREÇÃO DA CULTURA E DESPORTOS EM RISCO DE FICAR SEM INSTALAÇÃO

O Sindicato Nacional da Cultura ameaça boicotar o desfile de carnaval deste ano por falta de instalação para continuar os trabalhos porque a direcção da Cultura e dos desportos foi tomada pelo Ministério dos Combatentes da Liberdade da Pátria


Entretanto, esta quarta-feira, numa conferência de imprensa para reagir a esta situação, o Presidente do Sindicato dos homens da cultura, Nicolau Mendes Fernandes, disse a direcção da cultura não teve aviso prévio sobre a mudança do ministério e acusa as autoridades nacionais de uso de forças.

“Iremos boicotar tudo, assim população vai ter conhecimento desta situação. Não foi apresentado nenhum documento que comprova a saída da direcção da cultura e dos desportos. Mudaram a fechadura e não podemos reagir. Vieram com polícias e mandaram retirar a placa da direcção da cultura”, explica o responsável que considera o acto de infantil.

Ainda Nicolau Mendes Fernandes revela que o ministro da cultura está a entabular contactos juntos dos superiores para ultrapassar a situação.

“Se não for resolvido vamos até ao fim porque não temos nenhum gabinete todos os materiais vão para contentor”, adverte

A repórter da RSM constatou no terreno, que na direcção da cultura e dos desportos foram colocadas duas polícias e a placa do ministério dos combatentes da liberdade da pátria foi colocada há dias.

No pátio a RSM viu que foram colocados dois contentores vazios onde deveriam ser colocados os materiais do museu que estavam naquela instituição e até agora são encontram-se espalhados na rua junto com placa da direcção da cultura.

Esta situação acontece numa altura em que faltam 16 dias para o carnaval, a maior festa cultural guineense.   

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Bibia Mariza Pereira
Radiosolmansi

“DOMINGOS SIMÕES PEREIRA SERÁ OUVIDO NO PARLAMENTO”

A mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP) reunida, na quarta-feira (08), deliberou por unanimidade que o deputado, Domingos Simões Pereira, e igualmente líder do PAIGC, vai ser ouvido no parlamento.

Domingos Simões Pereira deverá ser ouvido no âmbito de um inquérito que incide sobre o Ministério da Economia e Finanças.

À revelação feita pelo segundo vice-presidente da ANP e igualmente presidente do Partido da Renovação Social (PRS), Alberto Nambeia, durante uma entrevista concedida a Radio Sol Mansi.

Nambeia disse que a decisão foi tomada em respeito aos procedimentos que há muitos anos são observados a nível da Assembleia Nacional Popular.

“Não é porque é Simões Pereira que tomamos a decisão de ser ouvido no parlamento. A questão da retirada da imunidade é da competência da plenária”, explica.

Nesta entrevista o líder do Partido dos renovadores admitiu equívoco a nível da Governação tendo garantido que o PRS saberá posicionar-se no momento certo em caso da violação do acordo que permitiu a integração dos renovadores no Governo de Umaro Sissoco Embalo.

“ (…) Poderá ter um inequívoco entre nós. Sempre exigimos respeito e por isso existe a governação com base no acordo e se isso não está a ser respeitado o PRS irá ser obrigado a assumir a sua posição, mas agora vamos ser prudentes porque o que nos interesse e defendemos é a estabilidade política.

Questionado sobre o quê de concreto de mal-estar existe entre o PRS e o governo de Sissoco Embalo, Nambeia defende que tudo o que disse era “só uma posição” e caso existir o PRS será obrigado a assumir a sua posição.

Sobre eventual agendamento para possível debate do programa de governo de Umaro Sissoco, Nambeia afirma ser urgente um entendimento para haver um programa de governação, independentemente da engenharia Política que possa haver.

“O país está cansado e se tiver uma forma como as pessoas poderiam sentar a mesma mesa para o diálogo e para resgatar o país da situação, será bem-vindo”.

O líder doa renovadores, sublinhou por outro lado que o seu partido estará sempre pronto em defesa dos interesses do povo Guineense, apelando urgente entendimento entre os actores políticos para tirar o país da difícil situação em que se encontra.

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos / Amadu Uri Djalo
Radiosolmansi

DIRECTOR NACIONAL ADJUNTO DA PJ GUINEENSE DEMITE-SE DO CARGO

Fernando Jorge Barreto Costa director Nacional Adjunto da polícia Judiciaria da Guiné-Bissau demitiu-se das suas funções que vinha exercendo desde outubro de 2014.

Em causa, conforme as fontes de Notabanca, o polícia alega a exoneração da Diretora Nacional da PJ, Filomena Lopes, que a sua permanência no cargo obedeceria na base de relação de estreita confiança “intuito personae”.

A fonte adianta ainda que a exoneração de ex-diretora leva à alteração das circunstâncias permitindo o novo Diretor Nacional da PJ, Bacari Biai possa livremente propor alguém da sua confiança.

Apesar de demitir-se, avança ainda a fonte, o policial manifesta-se a sua disponibilidade desde já a prestar toda a sua colaboração, na qualidade de Inspector Coordenador para o sucesso da PJ guineense.

“A dignidade não se compra conquista-se”.

Notabanca

OEA insta Governo de Maduro a devolver passaportes a deputados

A Organização de Estados Americanos (OEA) instou hoje as autoridades venezuelanas a restaurar os direitos e a devolver os passaportes a dois deputados de Caracas, que foram impedidos de sair da Venezuela.


"Condenamos este ataque à imunidade parlamentar e reclamamos o pleno gozo dos direitos dos parlamentares venezuelanos", afirma um comunicado da OEA.

O documento, firmado pelo secretário-geral daquele organismo, José Luís Almagro, explica que "os deputados foram legitimamente eleitos pelo povo" e "gozam de imunidades parlamentares outorgadas pela própria Constituição" da Venezuela, que "estão a ser violadas pelas autoridades nacionais (venezuelanas)".

Na última terça-feira os parlamentares da oposição Williams Dávila Barrios e Luís Florido, da Comissão de Política Exterior do parlamento venezuelano, denunciaram que foram impedidos, pelas autoridades aeroportuárias, de sair do país e que os seus passaportes foram anulados.

Apesar da situação, o presidente e o vice-presidente da Assembleia Nacional, Júlio Borges e Freddy Guevara, conseguiram viajar para o estrangeiro, para o Brasil e Estados Unidos, juntamente com outros deputados.

Freddy Guevara encontra-se em Washington, onde se reuniu com membros da Comissão de Política Exterior do Congresso norte-americano, e Júlio Borges, com parlamentares brasileiros, para denunciar a situação política venezuelana.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, já reagiu à visita e acusou os parlamentares de "trairem a pátria", de viajarem para solicitar uma intervenção estrangeira.

NAOM

Política - Presidente da República visita Mauritânia para adquirir experiência no domínio de segurança marítima

(ANG) - O Presidente José Mário Vaz, viajou terça-feira para a Mauritânia a convite do líder daquele país, Mohammed Ould Abdelaziz, com o objetivo de "adquirir experiência" no domínio da segurança marítima.

Em declarações aos jornalistas no aeroporto de Bissau, José Mário Vaz lembrou que na última semana tomou a decisão de obrigar todos as embarcações estrangeiras que pesquem na Zona Económica Exclusiva do país a descarregar pescado para abastecimento do mercado nacional. 

Na altura, determinou que as embarcações que não respeitarem aquela orientação seriam apreendidas, podendo até serem confiscados a favor do Estado guineense, sejam eles da União Europeia, da China, Rússia ou de outras nacionalidades, disse. 

José Mário Vaz afirmou hoje que desde a sua decisão foram já apreendidos seis navios. 

O Presidente guineense não revelou a nacionalidade ou a bandeira das embarcações capturadas. 

Sublinhou ser firme a sua determinação em lutar contra aqueles que se aproveitam das riquezas da Guiné-Bissau que disse ser cada vez mais pobre quando outros são cada vez mais ricos. 

O Presidente guineense apontou a falta de infraestruturas no país e a degradação social para justificar a determinação de controlar a ZEE e desta forma arranjar recursos financeiros "para resolver as dificuldades" que o Estado enfrenta, notou. 

A seguir a Mauritânia, o Presidente da República viaja com o mesmo propósito para Senegal e Marrocos. 

ANG/Lusa

Cipriano Cassamá: “GUINÉ-BISSAU É CONHECIDO PELAS SUAS CÍCLICAS CRISES POLÍTICAS E SOCIAIS”

O Presidente da Assembleia Nacional Popular (ANP), Cipriano Cassamá, reconheceu esta quarta-feira, 8 de fevereiro 2017, que a “Guiné-Bissau é um país conhecido pelas suas cíclicas crises políticas e sociais, que têm minado qualquer tentativa de instaurar um processo de desenvolvimento socioeconômico e um projeto de sociedade que sirva os interesses de todos os guineenses”.

Cassamá falava durante a cerimónia de abertura do Simpósio Internacional organizado pela Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Reconciliação, sob o lema “Nó Nfrenta Passado Pa Nó Kumpu Guiné-Bissau di Amanhã”. O evento reúne várias personalidades políticas, responsáveis da organização da sociedade civil, académicos e entidades religiosas. Simpósio contou ainda com a participação do antigo chefe do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau, igualmente ex-Presidente da República de Timor Leste, José Ramos Horta, que foi convidado como orador de um dos temas da conferência.

Cipriano Cassamá recordou no seu discurso de abertura que a criação da Comissão Organizadora da Conferência Nacional, obedece justamente a ambição de fazer a família guineense falar a uma só voz, por isso o lema ‘Caminhos para Consolidação da Paz e Desenvolvimento’, é um anseio de todos os guineenses em ver eliminado definitivamente os fatores que concorrem para o aparecimento endêmico de conflitos nocivos às suas convivência e ao desenvolvimento da sociedade.

“O povo guineense já provou que, quando unido, consegue forjar empreendimentos espantosos, pelo que a resignação, o deixa andar, o conformismo e o alheamento que grassam a nossa população, sobretudo a camada juvenil, é sintomático da dimensão a que chegou a crise política e social no nosso país. Assistimos, para a nossa desgraça coletiva, que a Guiné-Bissau, outrora um país respeitado e admirado mundialmente pelos seus feitos, mas após mais de 40 anos da sua independência política não logrou concretizar as aspirações e os desígnios mais básicos que estiveram nos ideias daqueles que, ontem, deram a sua juventude e as suas vidas, em prol de uma Guiné-Bissau livre e independente”, espelhou Cassamá.

Explicou ainda que o simpósio que se inicia tem um duplo cunho de natureza avaliadora, por um lado e, por outro, sufragar os resultados obtidos e as propostas feitas pela Comissão Organizadora da Conferência Nacional de Reconciliação, durante o seu percurso de quase uma década.

“Independentemente dos constrangimentos de várias naturezas, os resultados obtidos permitirão que se avalie a existência de condições objetivas para se avançar para a fase da realização da conferência nacional, cujo pressuposto principal é o comprometimento dos principais órgãos de soberania e de todas as forças que detém ou influenciam efetivamente o poder político no seu exercício”, adevertiu.

O Presidente da Comissão Organizadora da Conferencia Nacional de Reconciliação, Padre Domingos da Fonseca, explicou que a comissão tem como mandato e missão preparar a organização da conferência nacional capaz de delinear modelos, estratégias e mecanismos de implementação de um verdadeiro processo de reconciliação.

“Ao longo da sua história recente a Guiné-Bissau passou por vários ciclos de crises políticas, econômicas e sociais com muitos reflexos no seu percurso de desenvolvimento. Tendo variado essas crises de intensidade, algumas mais violentas do que outras e com duração diferente, mas a consciência de que nenhuma delas trouxe vantagens gerais, contrariamente às justificações que serviram para colocar o país em determinadas situações”, descreveu. 

Por: Aguinaldo Ampa
OdemocrataGB

Crise Política: SISSOCO QUESTIONA A ‘IMPARCIALIDADE’ DO MEDIADOR ALPHA CONDÉ

Tínhamos alertado desde inicio deste processo que Alpha Condé não era mediador da CEDEAO mas sim um agente ao serviço de interesses da máfia lusófona no nosso país. Um mediador que não foi capaz de apresentar aos seus homólogos um documento assinado por todos em Conacri sobre a figura ou o nome de consenso  escolhido para chefiar o executivo bissau-guineense nem sequer um relatório/ata, não tem condições para continuar como mediador. Esse bandido em colaboração com os mafiosos lusófonos inventaram que o nome de Augusto Olivais foi o nome de consenso em Conacri mas não foram capazes de apresentar provas porque não existem. Fora com o  mentiroso e bandido Alpha Condé, amanhã já é tarde. 
 
 
Primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Úmaro Sissoco Embaló, questionou nesta terça-feira, 07 de fevereiro 2017, a ‘imparcialidade’ do mediador da crise política guineense, Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, noticia a ‘Pressafrik’.

Úmaro Sissoco disse ainda durante a entrevista que pondera pedir a substituição de Aplha Condé como mediador da crise da Guiné-Bissau.

“Mediação de Condé não nos convém, vamos dizer a CEDEAO para escolher outra pessoa. O papel de um mediador não é permanente. Sei que o Presidente Alpha Conde é contra mim pessoalmente”, revelou o primeiro-ministro.

“Para ser mediador, é preciso ser aceite. Se entre ele e eu ou ele e o presidente [José Mário Vaz] que foi eleito como ele, reina um clima de desconfiança, isso significa que não tem as qualidades para prosseguir a mediação da nossa crise”, frisou. In pressafrik

O primeiro-ministro guineense, Umaro Sissoko, afirmou que o presidente da Guiné Conacri e presidente da União Africana, Alpha Condé, está contra si e que não esconde essa posição.

Em declarações à AFP, retomadas pela BBC, Umaro Sissoko disse que relatórios dos serviços de informações da Guiné-Bissau revelaram que Alpha Condé terá ligado a homens políticos em Bissau para que estes bloqueiem o seu Programa do Governo no parlamento.

Considerando que a mediação de Alpha Condé na crise política guineense está a ter um papel negativo, Umaro Sissoko disse à AFP que poderá pedir à CEDEAO para escolher outro mediador em vez do actual Presidente da União Africana. In © e-Global

Parlamento da Guiné-Bissau rejeita levantar imunidade ao ex-PM Domingos Simões Pereira

A direção do Parlamento da Guiné-Bissau rejeitou hoje levantar a imunidade parlamentar ao deputado e ex-primeiro-ministro Domingos Simões Pereira, presidente do PAIGC, anunciou hoje Alberto Nambeia, presidente do PRS, maior partido da oposição.


Em conferência de imprensa, o líder do Partido da Renovação Social (PRS) adiantou ter sido a posição unânime assumida pelos cinco membros da mesa da Assembleia Nacional Popular (ANP, Parlamento) hoje reunidos para analisar o pedido de retirada de imunidade parlamentar a Domingos Simões Pereira.

"A nossa posição foi unânime, pensamos que o deputado Domingos Simões Pereira deve ser ouvido no Parlamento", declarou Nambeia, sublinhando ter sido esta a prática em casos semelhantes no passado.

O líder do PRS destacou que a direção do Parlamento não tomou esta decisão por se tratar da figura de Domingos Simões Pereira, ex-primeiro-ministro (demitido pelo Presidente da República em agosto de 2015), mas sim para manter coerência.

A Procuradoria-Geral da República pretende ver levantada a imunidade parlamentar ao líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) para ser ouvido no âmbito de um inquérito conduzido pelo Gabinete de Luta Contra a Corrupção em que é apontando como testemunha.

O dirigente encontra-se em missão pelo seu partido ao estrangeiro.

MB // VM
Lusa/Fim

Caso ”Gabussinho” - Primeiro-ministro promete inquérito para confirmar a actuação policial

(ANG) – O Primeiro-ministro garantiu hoje que haverá uma comissão de inquérito no Ministério do Interior para apurar a verdade dos factos, se houve ou não ilegalidade da polícia, na execução da decisão do tribunal que ordena o despejo, na semana passada, em 250 casas, em Gabussinho, arredores da capital, Bissau.
Umaro Sissoco Embaló que, no final da manhã de hoje visitou o local, e num encontro com as famílias despejadas, assegurou que “se se confirmar” a actuação, à margem da lei, de policias que acompanharam o oficial da diligência do tribunal a Gabussinho, “haverá punição”. 

Em relação à decisão do Tribunal Regional de Bissau que ordenou o despejo de milhares de pessoas, o chefe do executivo disse que estão limitados, devido ao princípio de separação de poderes entre o governo e o poder judicial. 

Contudo, informa que estão em curso, diligências com vista a averiguação do processo em causa, para saber se a decisão do despejo foi ou não legal. 

O Primeiro-ministro que manifestou a sua solidariedade para com os moradores de Gabussinho, admitiu a possibilidade de “excesso” da polícia na execução da decisão judicial. 

Também o Ministro do Interior mostrou-se solidário com os moradores de Gabussinho e afirmou que a “execução da decisão do tribunal nunca pode justificar que os agentes da polícia batessem nas populações”. 

Botche Candé pediu aos moradores de Gabussinhos para identificarem os polícias que supostamente os agrediram durante esta acção de despejo, para que possam ser punidos, caso fossem confirmados os seus actos. 

Em nome dos moradores, Lamine Marna agradeceu a solidariedade do governo, e reiterou que adquiriram os terrenos em causa e que têm em posse os comprovativos de compra e venda. 

Este proprietário duma casa em Gabussinho disse que os polícias chegaram no local “sem qualquer tipo de mandado, e arrombaram as portas das casas, expulsaram as pessoas e até roubaram alguns bens de moradores”. 

“Queremos deixar claro que estamos determinados a defender os nossos patrimónios”, avisou Marna, acrescentando que os moradores de Gabussinho já interpuseram uma acção contra a decisão judicial de despejo. 

Nesta deslocação à Gabussinho, o Primeiro-ministro , para além do Ministro do Interior, esteve acompanho pelo Ministro da Administração Territorial, Sola Nquilim Nabitchita que, igualmente acumula as funções de Presidente da Câmara Municipal de Bissau, a título interino. 

Na semana passada, e por ordens do Tribunal Regional de Bissau mais de 100 famílias foram despejadas nesse novo bairro de arredores de Bissau cujo terreno é reivindicado por um senhor que alega ter comprado o espaço à um senhor já falecido, cujos filhos descontentes com o negócio decidiram vender o mesmo espaço aos novos proprietários agora vítimas de despejos. 

Depois de o caso ter sido julgado pelas instâncias judiciais, dando razão ao primeiro comprador, os agentes da Polícia de Ordem Pública executaram a ordem de despejo, o que levou a detenção de algumas pessoas que resistiram à ordem de expulsão, deixando, por conseguinte, muitas crianças e mulheres ao relento, já que a porta da maioria das habitações foi acorrentada, impedindo a entrada das famílias expulsas e dos seus bens. 

Em reação a esta situação, depois duma visita ao local, o Ministro da Administração Territorial, Sola Nquilim Nabitchita, questionou da legalidade da decisão judicial e pediu um trabalho de fundo que abrange várias entidades públicas, nomeadamente a Câmara Municipal de Bissau, por forma a evitar mais dados. 

As famílias despejadas, por intervenção do Governo, já se encontram de novo nas suas casas. 

Entretanto, sobre esta disputa de terreno em Gabussinho, sabe a reportagem da Agência de Notícias da Guiné (ANG), junto do Ministro da Administração Territorial que, tanto o primeiro proprietário, como os actuais, não legalizaram os seus terrenos junto da Câmara Municipal de Bissau. 

ANG/QC/SG

POLÍTICA: MINISTRO DO INTERIOR AFIRMA QUE SUBSTITUIÇÃO DE FORÇAS DE SEGURANÇA NA ANP FEZ-SE A PEDIDO DO PRÓPRIO HEMICICLO

(ANG) – O ministro de Estado do  Interior disse esta terça-feira que a substituição da força de segurança na Assembleia Nacional Popular (ANP)  foi feita por  solicitação da própria direcção deste órgão de soberania.   

Citado pela Rádio Nossa, Botche Candé que falava á Imprensa revelou que a direcção da ANP pediu duas vezes ao seu Ministério  para  substituir  a força de segurança naquela instituição . 

Candé afirmou que  nunca ordenou a substituição da força de segurança na ANP, contrariando as  acusações do parlamento segundo as quais o ministério do interior decidiu substituir os agentes sem prévio concertação com a direcção da ANP.

Botche Candé, segundo a Rádio Nossa, promete trazer ao público mais informações sobre esse assunto.

O presidente da ANP, Cipriano Cassamá discorda com as afirmações do ministro Botche Candé e desafia-o a apresentar provas de que terá sido a ANP a pedir ,por duas , a substituição dos agentes de segurança .

Cassama considera vergonhosas as declarações de Botche Candé.

O presidente da ANP não tem estado a trabalhar no seu gabinete, desde que foi denunciado um alegado assalto ao local  por indivíduos não identificados, acto ocorrido após a denúncia de substituição do corpo de segurança da ANP por alegada decisão unilateral do Ministério do Interior. 

ANG/ PFC/SG

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

FILIPINAS - Cerca de 15 mil pessoas perdem casa em incêndio em favela de Manila

Cerca de 15.000 residentes de uma favela junto ao porto de Manila perderam as suas casas num incêndio que lavrou durante a noite até ser extinto na manhã de hoje, informaram as autoridades nas Filipinas.


Cerca de 1.000 casas foram destruídas no 'Parola Compound', onde normalmente várias famílias partilham pequenas habitações dispostas ao longo das ruas estreitas, informou o departamento dos bombeiros.

O responsável dos bombeiros Edilberto Cruz disse que sete pessoas sofreram ferimentos ligeiros no incêndio que deflagrou na noite de terça-feira e se propagou rapidamente.

As causas do incêndio estão sob investigação.

A responsável da Segurança Social, Regina Jane Mata, afirmou que centros de abrigo foram abertos e que alimentos e água estavam a ser fornecidos a cerca de 3.000 famílias que perderam as suas casas.

Muitas pessoas estavam na estrada nas imediações com os seus pertences, incluindo roupas e mesmo eletrodomésticos como máquinas de lavar e ventoinhas.

NAOM

ONU alerta para violência no Sudão do Sul

O assessor especial da ONU para a Prevenção do Genocídio, Adama Dieng, alertou hoje sobre os altos níveis de violência em várias zonas do Sudão do Sul e advertiu que há risco de serem cometidas "atrocidades".


Segundo dados da ONU, mais de 52.000 sul-sudaneses fugiram em janeiro para o Uganda.

Muitos daqueles refugiados, refere a organização, testemunharam assassínios de civis, destruição de casas, casos de violência sexual e saques de terras e propriedades.

O responsável da ONU pediu a todas as partes do conflito para cessarem as hostilidades e trabalharem para a paz "antes que a fragmentação territorial e a destruição do tecido social seja irreversível".

O Sudão do Sul, o mais jovem país do mundo, entrou em crise em dezembro de 2013, depois de o Presidente do país, Salva Kiir, denunciar uma tentativa de golpe de Estado liderada pelo seu rival, Riek Machar, que lidera o Exército de Libertação Popular do Sudão na Oposição.

Em agosto de 2015, ambos assinaram um acordo de paz, mas a tensão voltou a instalar-se no país em julho passado.

NAOM

Cada dente é ligado a um órgão - a dor de dente pode revelar problemas nos órgãos do corpo!

Você sabia que uma dorzinha de dente pode ser sinal de problemas em um órgão que nada tem a ver com a região da boca?


Isso mesmo!

Os dentes  têm relação com os nossos órgãos.

Pelo menos é o que acredita a medicina tradicional chinesa.

Você certamente já ouviu falar do sistema de meridianos tão explorado pela acupuntura, certo?

Pois bem, esse equilíbrio energético entre os meridianos que interligam todos os órgãos também nos permite saber que os dentes estão “ligados”, pelos meridianos, aos órgãos do corpo.

Se um dente tem um processo inflamatório crônico, uma restauração desencadeadora de reatividade, uma doença periodontal ou qualquer outro problema que a pessoa considera inofensivo, esse dente pode ser a causa escondida de uma dor ou disfunção crônica no órgão com o qual está conectado através dos meridianos.

Na medicina convencional, sabe-se há muito tempo que os dentes purulentos/focos dentários podem causar problemas cardíacos e até mesmo ataques cardíacos.

Os dentes incisivos superiores e inferiores, por exemplo, estão associados aos rins, bexiga e orelhas.

Os caninos, por outro lado, estão ligados ao fígado e à vesícula biliar.

Agora, se a dor for nos dentes molares, provavelmente há algum problema em seu estômago, baço ou pâncreas.

E, acredite, os dentes do siso podem acusar problemas no coração e intestino delgado.

Essas dores são chamadas de “dor fantasma”.

Saber quais órgãos estão relacionados a cada dente pode ser de grande valia.

Apesar disso, não pense que toda dor de dente é necessariamente um sintoma de doença nos órgãos.

A dor pode ser motivada por alguma lesão ou uma cárie originada por uma má escovação, por exemplo.

Abaixo, apresentamos uma lista de possíveis problemas para a dor de cada tipo de dente de acordo com a tradicional medicina chinesa.

Veja:

- Dor nos incisivos superiores e inferiores: sinal de cistite, otite ou pielonefrite.

- Dor no primeiro incisivo: sinal de tonsilite e prostatite.

- Dor nos dentes caninos: sinal de colecistite ou hepatite

- Dor nos dentes pré-molares: pode ser sinal de colite, reação alérgica, pneumonia ou disbiose intestinal.

- Dor no quarto dente superior ou inferior: pode ser doença do cólon ou até mesmo artrite,  problemas nos joelhos, cotovelos e ombros.

- Dentes molares: indica úlcera gástrica, pancreatite, úlcera duodenal, anemia e gastrite crônica.

- Dor no sexto dente inferior: sinal de problemas nas artérias.

- Dor no sexto dente superior: é frequentemente associada a inflamação dos ovários, baço, tireoide, sinusite e doenças da faringe.

- Dor nos dentes molares inferiores: tem relação com varizes, pólipos no cólon ou esteja com algum problema no pulmão, como asma, bronquite e pneumonia.

- Dor nos dentes do siso: está relacionado com problemas cardíacos e defeitos congênitos

Este é um blog de notícias sobre tratamentos caseiros. Ele não substitui um especialista. Consulte sempre seu médico/dentista.


José Vaz visita Mauritânia para ganhar experiência em segurança marítima

O Presidente da Guiné-Bissau, José Mário Vaz, viajou hoje para a Mauritânia a convite do líder daquele país, Mohammed Ould Abdelaziz, com o objetivo de "adquirir experiência" no domínio da segurança marítima.


Em declarações aos jornalistas no aeroporto de Bissau, José Mário Vaz lembrou que na última semana tomou a decisão de obrigar todos as embarcações estrangeiras que pesquem na Zona Económica Exclusiva do país a descarregar pescado para abastecimento do mercado nacional.

Na altura, determinou que as embarcações que não respeitarem aquela orientação seriam apreendidas, podendo até serem confiscados a favor do Estado guineense, sejam eles da União Europeia, da China, Rússia ou de outras nacionalidades, disse.

José Mário Vaz afirmou hoje que dessa sua decisão foram já apreendidos seis navios.

O Presidente guineense não revelou a nacionalidade ou a bandeira das embarcações capturadas.

Sublinhou ser firme a sua determinação em lutar contra aqueles que se aproveitam das riquezas da Guiné-Bissau que disse ser cada vez mais pobre quando outros são cada vez mais ricos.

O Presidente guineense apontou a falta de infraestruturas no país e a degradação social para justificar a determinação em controlar a ZEE e desta forma arranjar recursos financeiros "para resolver as dificuldades" que o Estado enfrenta, notou.

A seguir à Mauritânia, José Mário Vaz pretende visitar com os mesmos propósitos, o Senegal e Marrocos.

NAOM

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Direitos Humanos - LGDH acusa estado guineense de negar justiça aos cidadãos

(ANG) – O Presidente da Liga Guineense afirmou, segunda-feira em Bissau, que o Estado da Guiné-Bissau “continua a negar a justiça aos cidadãos”.

Discursando na abertura da Conferência Internacional sobre os Direitos Humanos, organizada pela Liga guineense dos Direitos Humanos, em colaboração com as Organizações Não Governamentais portuguesas: Associação de Comunidades entre os Povos (ACEP) e Centros de Estudos África, Ásia e América (CESA), Augusto Mário da Silva fundamenta que existe uma “enorme distância entre a esmagadora maioria da população e os tribunais”. 

Acrescenta que o país se depara com “morosidade e elevada instabilidade de alguns operadores da justiça ”. 

Como exemplo de supostos males dos tribunais, o Presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos cita o caso do recente despejo colectivo de centenas de famílias, num dos bairros periféricos da capital que, nas suas palavras, a acção em causa, “constitui uma demonstração clara da urgente necessidade de se proceder a reforma do sector da justiça”. 

Para assim, prossegue Augusto Mário da Silva, o sector judicial tornar num instrumento de protecção dos direitos e “não de propagação da incerteza e da segurança jurídicas”. 

Sobre esta decisão judicial que apelida de “inovadora”, o responsável máximo desta ONG que luta pela defesa dos direitos humanos afirma que, “para além de ser insensata, viola, de forma grosseira, o direito vigente na Guiné-Bissau”. 

Porque, segundo ele, entre outros fundamentos, “os factos revelam que a maioria esmagadora das famílias despejadas exercia a posse pública e de boa fé sobre os terrenos em causa, nalguns casos, há mais de dez anos, sem qualquer tipo de perturbação ou interpelação, quer judicial, quer extrajudicial”. 

Na semana passada, a disputa sobre a propriedade de um terreno provoca despejo de mais de cem famílias, no bairro Gabussinho, nos arredores da capital, Bissau. 

Segundo as testemunhas, em causa está o diferendo sobre um vasto terreno que é reivindicado por um homem que alega ter comprado o terreno a um idoso já falecido, na qualidade de proprietário tradicional. 

Negócio este, posto em causa pelos filhos do antigo proprietário que, entretanto, teriam vendido o mesmo terreno aos atuais proprietários. Os herdeiros alegam que o primeiro comprador teria burlado o pai em cerca de 5 milhões de Francos CFA. 

Depois do caso ter sido julgado pelas instâncias judiciais, dando razão ao primeiro comprador, os agentes da Polícia de Ordem Pública executaram a ordem de despejo e que levou a detenção de algumas pessoas que resistiram à ordem de expulsão, deixando, por conseguinte, muitas crianças e mulheres ao relento, já que a porta da maioria das habitações foi acorrentada, impedindo a entrada das famílias expulsas e dos seus bens. 

Em reação a esta situação, depois duma visita ao local, o Ministro da Administração Territorial, Sola Nquilim Nabitchita, questionou da legalidade da decisão judicial e pediu um trabalho de fundo que abrange várias entidades públicas, nomeadamente a Câmara Municipal de Bissau, por forma a evitar mais dados. 

As famílias despejadas, por intervenção do Governo, já se encontram de novo nas suas casas. 

ANG/QC/SG

O que acontece quando nossas emoções ficam guardadas no corpo


Nunca é tarde demais para prestar atenção nas emoções não expressadas que arquivamos no corpo, que se manifestam através de dores, desconforto e tensões.

Quando olhamos para a linguagem que usamos para falar das nossas reações emocionais, normalmente existe uma sensação física associada a elas: um caroço na garganta, borboletas no estômago, falta de ar, o peso do mundo nos ombros. Isso não é mera coincidência. Essas reações viscerais são mensagens do nosso corpo.

Chamamos de “conexão entre mente e corpo”. Essas reações são associadas com o uso da mente – através de pensamentos positivos – para ajudar a melhorar o estado geral do corpo, sua imunidade e provocar sensação de bem estar. Embora usar a mente para atingir o corpo seja extremamente útil e preciso, não podemos ignorar que nosso corpo pode também ser uma forma de acessar e tratar nossas emoções mais escondidas.

A maioria de nós pode se lembrar de um tempo quando expressar uma emoção era desencorajado pelos adultos que nos cercavam. Pais ainda dizem para as crianças que “sejam valentes”, ou “engulam o choro”. Ou ainda diminuem suas sensações de dor com o clássico “não foi nada”. Nossos corpos simplesmente gravam aquilo que acontece com nossas emoções – mesmo que tenhamos sido convencidos intelectualmente a lidar com elas, ou a ignorá-las. O impacto físico e emocional de dores e sentimentos não expressados é algo que perdura. Fica marcado.

Abaixo há uma ilustração de padrões típicos de emoções guardadas no corpo, reconhecidas pelas entidades de trabalhos corporais. Cada pessoa desenvolve também seus padrões individuais, mas esses são alguns dos padrões mias comuns:



Nossos corpos sabem das coisas que nossas mentes gostariam de se livrar. Das coisas que estão esquecidas em algum nível de consciência, estão sempre presentes concretamente no corpo. A boa notícia é que nunca é tarde para acessar esses assuntos, e que os resultados de um olhar para o corpo, podem afetar tanto o plano físico como o mental e emocional. Alguns passos que você pode dar para liberar emoções mal resolvidas:

1) Encontre uma atividade física diária que você goste. Perceba, não se trata de “faça exercício”. Cuidar do corpo é importante, mas a intenção aqui é ser feliz, através do olhar para o corpo. Portanto tem que ser alguma atividade que amamos fazer. É interessante também que seja algo que acalme um pouco a mente. Muitas pessoas encontram na ioga, nas corridas e outras atividades do gênero esse componente meditativo. Pode ser simplesmente uma caminhada silenciosa de dez minutos, onde você pode prestar atenção na sua respiração e outras sensações corporais.

2) Receber algum trabalho corporal com frequencia. Massagens terapeuticas são uma das formas mais efetivas de se liberar emoções guardadas. Quando alguém trabalha nos nódulos do pescoço, onde guardamos estresse e raiva por tanto tempo, as emoções começam a vir à tona. É comum ver clientes chorando nas mesas dos massagistas. É importante somente lembrar que os profissionais de terapias corporais não são psicoterapeutas, portanto são tidos como agentes auxiliares para liberar as emoções e iniciar o processo de cura, individual de cada um, que pode necessitar em outro momento de ajuda de outros profissionais.

3) Fazer do toque parte integrante de nossos relacionamentos primários. Isso soa simples, óbvio até. Mas infelizmente podemos nos deixar levar pela cultura do “não-me-toque”. Menos e menos das nossas interações diárias envolvem o toque. Na medida que apoiamos nossas estratégias de comunicação nas mídias sociais e demais tecnologias, nossos relacionamentos tem menos contato corpo a corpo do que precisamos. Encoste nas pessoas, nos braços ou ombros, quando fala com elas. Cumprimente os amigos com um abraço. Vá jogar basquete com os amigos, ao invés de assistir na TV. Quando começarmos a compreender que não somos mentes presas dentro de um corpo, e sim mente e corpo atuando em perfeita harmonia, podemos começar a curar velhas feridas de uma forma mais profunda e duradora.


Caso queira saber mais, envie email resilienciahumana@hotmail.com e conheça nossos atendimentos individuais.

Trinta por cento dos trabalhadores em Portugal ganham até 600 euros - OCDE

Atualmente, 30% dos trabalhadores portugueses ganham até 600 euros, conclui-se do relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) sobre a economia portuguesa publicado na segunda-feira.


"Um aumento para os 600 euros pago 14 vezes por ano, por exemplo, a ser decidido pelos parceiros sociais e como previsto no programa do Governo, seria mais do que o que 30% dos trabalhadores atualmente ganham", lê-se no documento.

Fonte da OCDE explicou hoje à Lusa que, na prática, isto quer dizer que atualmente 30% dos empregados ganham salários mensais de menos de 600 euros.

De acordo com o relatório trimestral de setembro de 2016 sobre a evolução do salário mínimo mensal, a proporção de trabalhadores que ganham o salário mínimo nacional passou dos cerca de 12% em janeiro de 2010 para os 19,6% em abril de 2016, "coincidindo os aumentos mais intensos com as atualizações do valor da remuneração mínima mensal garantida, especialmente na alteração dos 485 euros para os 505 euros e na alteração dos 505 euros para os 530 euros".

Neste relatório elaborado pelo Governo, é ainda referido que, "em virtude dos dois últimos aumentos da remuneração mínima mensal garantida (outubro de 2014 e janeiro de 2016)", a proporção de trabalhadores que ganham o salário mínimo aumentou de "cerca de 16% para aproximadamente 19%".

Reconhecendo que estes aumentos salariais podem ter efeitos positivos na igualdade salarial, a OCDE refere que há um risco de "exacerbarem as desigualdades de rendimento na medida em que reduzem as perspetivas de os trabalhadores pouco qualificados conseguirem encontrar trabalho".

A organização de Angel Gurría indica que o aumento do salário mínimo nacional de janeiro de 2016, para os 530 euros, "fez com que o salário mínimo atingisse os níveis salariais de 30% dos trabalhadores empregados e que o valor do salário mínimo atingisse quase 60% da média dos salários".

A OCDE alerta que as perspetivas de continuar a subir o salário mínimo nacional "arriscam-se a desfazer as melhorias alcançadas na competitividade, que são vitais para os exportadores".

O executivo de António Costa aumentou o salário mínimo para os 530 euros em 2016 e para os 557 em 2017 e pretende continuar a subir o seu valor gradualmente até atingir os 600 euros em 2019, tal como ficou assumido no programa do Governo.

Outro aspeto apontado pela OCDE é que estas pressões salariais "podem fazer ressurgir as extensões administrativas de acordos de negociação coletiva [as chamadas portarias de extensão], incluindo para empresas que não estavam envolvidas no processo de negociação".

Para a OCDE, promover a negociação salarial "ao nível da empresa através de requisitos de representatividade mais rigorosos (...) e com possibilidade de as empresas saírem iria resultar num melhor alinhamento da evolução dos salários e a saúde e produtividade das empresas".

Desta forma, seria possível reforçar a competitividade das empresas portuguesas e, assim aumentar os incentivos ao investimento, defende a OCDE, acrescentando que a negociação feita ao nível da empresa (em vez de a nível setorial) "pode ser acompanhada de medidas que reforcem a representação dos trabalhadores".

ND/SP // SB
Lusa/fim

Escola guineense à procura de ajuda


Na Guiné-Bissau está a decorrer uma campanha de angariação de material escolar e donativos para o estabelecimento de ensino primário do professor Júlio Deter Nhod. A escola foi criada em 2000 para ajudar as crianças carenciadas que não têm acesso à educação no país.

Segundo o artigo 26 da declaração Universal dos direitos humanos " Toda a pessoa tem direito à educação", no entanto há ainda muitos países onde a educação é um privilégio das classes mais abastadas. A Guiné-Bissau é exemplo dessa realidade, no país são muitas as crianças privadas do direito à educação.

Todavia há iniciativas que pretendem inverter esta situação como é o caso do projecto Deter Júlio. O projecto nasce em 2000, no bairro Pluba, com a missão de levar educação gratiuita às crianças socialmente desfavorecidas. " Criámos essa escola sobretudo para ajudar as crianças do bairro que estavam a mendigar e que estavam privadas do acesso à escola.", sublinha Júlio Deter Nhod.

Neste projecto trabalham apenas dois professores que são responsáveis pelo ensino de mais de 200 alunos, distribuídos pelos quatro anos escolares.  "Os alunos começam aqui no pré-escolar e saiem daqui a saber ler. ". Contudo, o responsável reconhece as dificuldades financeiras que os impedem de contratar mais professores. "Nós não temos dinheiro para contratar mais professores, somos apenas dois docentes para 200 alunos.", refere o professor.

As necessidades são mais do que muitas e deram o mote para a campanha de angariação de donativos e material escolar que está actualmente a decorrer. O apelo foi lançado pelos guineenses na diáspora que pedem ajuda para as crianças mais desfavorecidas e que não têm meios de comprar o próprio material escolar: " os meus parceiros lá na diáspora estão a pedir para ajudar as crianças que estão a sofrer aqui no país. As crianças precisam de caderno, de lápis, afia e giz para trabalhar.", acrescenta Júlio Deter Nhod.

A rede das mulheres parlamentares da Guiné-Bissau associou-se iguelmente a este projecto. Liliana Casemiro explica que o objectivo é sensibilizar as pessoas a contribuir para esta causa: "Estamos a pensar visitar, ainda esta semana, a escola para nos inteirarmos das reais necessidades do estabelecimento de ensino e das crianças.", concluiu

Por Neidy Ribeiro
RFI

Sissoco Embaló: "não há bandidos na Guiné-Bissau"

Umaro Sissoco Embaló , primeiro-ministro da Guiné-Bissau

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, entregou hoje ao líder do Parlamento guineense, Cipriano Cassamá, o seu programa do Governo. O governante disse esperar que o documento seja brevemente debatido em sessão plenária do órgão.


De acordo com as palavras do primeiro-ministro, Umaro Cissoko Embaló, o encontro com Cipriano Cassamá decorreu dentro de um clima de cordialidade entre camaradas do mesmo partido e responsáveis políticos preocupados com o país.

Como é da praxe o primeiro-ministro entregou pessoalmente o programa do Governo e disse que esperar que o documento seja apreciado nos órgãos competentes do Parlamento para que depois possa ser submetido à apreciação e aprovação dos deputados em sessão plenária.

Sobre a troca de galhardetes registada nos últimos dias entre os dois dirigentes, Umaro Embaló disse ter sido tudo um mal-entendido perfeitamente sanado na conversa que ambos tiveram esta manhã.

Em causa estão as declarações de Cipriano Cassamá que afirma ter indicações de que o Governo se prepara para tomar de assalto o Parlamento e forçar a aprovação do seu programa de ação. Sobre o assunto Umaro Cissoko Embalo refere que " como eu já disse aqui não há bandidos. Essa casa é a casa do povo, portanto não pode haver assaltos. Assaltos faz-se aos bancos, não é?! Aqui como eu disse, eu não vou permitir nenhum assalto na Assembleia. Os deputados vêm para a Assembleia. Agora assalto, eu não tenho conhecimento disso", refere o chefe do executivo.

Antes de receber o programa do Governo, Cipriano Cassama, fez questão de entregar a Umaro Embalo dois livros,  um contendo a Constituição da Republica e outro sobre o regimento de funcionamento do Parlamento.

Correspondência de Mussá Baldé

RFI 

CAN: Atsu no onze ideal, ex-Sporting no banco

Zezinho, da Guiné-Bissau no onze de eleição da CAN 2017 
Football Soccer - African Cup of Nations - Semi Finals - Cameroon v Ghana - Franceville Gabon - 2/2/17. Christian Atsu Twasam of Ghana reacts after losing their semi-final soccer match of the 2017 African Cup of Nations against Cameroon. Picture taken February 2 2017. REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
Fotografia: REUTERS/Amr Abdallah Dalsh
Antigos jogadores de equipas portuguesas estiveram em destaque na última Taça das Nações Africanas

Christian Atsu, ex-jogador do FC Porto e atual atleta do Newcastle, faz parte do onze de eleição da CAN 2017, que terminou no domingo com o quinto título dos Camarões.

Zezinho, da Guiné-Bissau, formado no Sporting e atualmente nos gregos do Levadiakos, também aparece em destaque, apesar de ficar como opção no banco de suplentes.

Onze do CAN: Ondoa (Camarões); Mbodji (Senegal), Hegazy (Egito) e Ngadeu (Camarões); Salah (Egito), Kaboré (Burkina Faso), Amartey (Gana), Atsu (Gana) e Traoré (Burkina Faso); Bassogo (Camarões) e Kabananga (Congo).

Suplentes: El Hadary (Egito), Kouyaté (Senegal), Nakoulma (Burkina Faso), Bance (Burkina Faso), Moukandjo (Camarões), Zezinho (Guiné-Bissau), Boussoufa (Marrocos).

Ojogo.pt/faladepapagaio

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, entregou nesta segunda-feira, 6, ao presidente do Parlamento guineense o seu programa do Governo.

Umaro Sissoco Embaló espera debate sobre programa do Governo
Umaro Sissoco Embaló garante que nunca pedirá assalto à Assembleia Nacional Popular

O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, entregou nesta segunda-feira, 6, ao presidente do Parlamento guineense o seu programa do Governo.

Embaló disse a jornalistas depois do encontro que ele e Cipriano Cassamá analisaram a situação do país e espera que o programa do Governo seja debatido em breve pela Assembleia Nacional Popular (ANP).

Por sua vez, Cassamá entregou ao primeiro-ministro uma cópia da Constituição da República e do regimento do Parlamento.

Questionado pelos jornalistas sobre denúncias de Cipriano Cassamá de que o Executivo quer assaltar a ANP, Umaro Sissoco Embaló respondeu que "em nenhum momento irá permitir um assalto à sede da Assembleia".

VOA

MANELINHO PROMETE REVELAR O QUE ACONTENCEU NO GABÃO

O Líder da Federação de Futebol guineense promete revelar tudo o que passou em Gabão, com vista a esclarecer aos guineenses, o motivo da nao utilizaçao do capitão da turma nacional no torneio, disse esta sexta-feira o vice-presidente do organismo que rege o futebol nacional.


Apesar de até agora não haver críticas sobre a participação da seleção nacional de futebol no CAN 2017, os guineenses querem saber da razão da não utilização do capitão da seleção, Bocundji Cá em nenhum dos três jogos dos ‘Djurtus’ no CAN pela equipa técnica, liderado por Baciro Candé.

Em declaração no programa desportivo da Rádio Jovem “Rádio Futebol”, Celestino Gonçalves, não revelou a verdadeira essência da conferencia de imprensa de “Manelinho”, mas assegura que ele vai mesmo falar depois do seu regresso ao país.

De relembrar que a primeira participação dos Djurtus terminou com uma derrota, 2-0 frente à equipa de Paulo Duarte,(Burkina Faso) isto após a derrota frente aos Camarões, 2-1, e o empate frente ao Gabão, 1-1.

Apesar de ter sido eliminada logo na primeira fase da competição, os guineenses, políticos e cidadãos anónimos, consideram de positiva a primeira participação dos Djurtus no mais alto torneio de futebol do continente.

Por: Alison Cabral
Ogologb.com