quinta-feira, 25 de abril de 2013

China entregou à Guiné-Bissau 110 postes de iluminação solar

      

A China entregou às autoridades da Guiné-Bissau 110 postes de iluminação solar de via pública para colmatar a falta de energia recorrente na cidade de Bissau.

No ato da entrega formal dos postes, realizado terça-feira à noite, o primeiro-ministro do Governo de transição, Rui de Barros, elogiou a China pela forma como tem vindo a consentir sacrifícios em prol do povo da Guiné-Bissau.
"É um gesto muito importante que o povo da Guiné-Bissau agradece do fundo do coração ao povo chinês, pelo sacrifício que tem consentido em prol da Guiné-Bissau", disse Rui de Barros, salientando que a segurança pública ficará reforçada em Bissau.
O projeto, cujo valor global não foi revelado, consiste na fixação de 110 postes de energia solar nalgumas avenidas da capital guineense, sobretudo nas zonas circundantes da Câmara Municipal de Bissau, perímetro da presidência da República e alguns bairros adjacentes.
O embaixador da China na Guiné-Bissau, Li Baojun, afirmou que o seu país tem sempre a preocupação com o ambiente "por corresponder aos princípios da cooperação da China com a África" um continente que, notou, "tem uma abundância de energia natural".
O presidente da Câmara Municipal de Bissau, Artur Sanha, considerou que a capital do país passa a ser mais segura com a iluminação pública o que, enalteceu, irá dar uma outra qualidade de vida aos citadinos.
"São 110 postes que são inaugurados e entregues ao Governo de transição, mas é verdade que não são suficientes tendo em conta a demanda real desses equipamentos", frisou Artur Sanhá.
A capital da Guiné-Bissau, e quase todo país, tem estado sempre às escuras devido à falta de energia eléctrica da rede pública. Em Bissau, por norma, ou falta gasóleo para alimentar os geradores ou há problemas técnicos na central elétrica, o que faz com que a capital esteja quase sempre sem electricidade.
Como alternativa, as autoridades do país estão a tentar colocar sistemas de energia solar, com apoio nomeadamente das Nações Unidas e da China.
-- Angop

terça-feira, 23 de abril de 2013

Carlos Gomes Júnior diz ser “candidato natural” do PAIGC às presidenciais

                                     

O primeiro-ministro deposto da Guiné-Bissau fala sobre a candidatura e questiona a realização de eleições no país já este ano. Gomes Júnior comenta também a prisão do ex-chefe da Marinha guineense, Bubo Na Tchuto.
O primeiro-ministro guineense deposto e presidente do PAIGC esteve na Cidade da Praia para participar no XIII Congresso do PAICV, o partido que sustenta o Governo cabo-verdiano.
Em entrevista à DW África, RTP e Agência Lusa, Carlos Gomes Júnior falou de tudo um pouco, a começar pela prisão de Bubo Na Tchuto e do alegado mandado internacional contra António Indjai, por presumível envolvimento no tráfico de droga e de armas:
“Tenho acompanhado o que tenho ouvido e visto pela imprensa. Não tenho contacto direto com as coisas que estão a decorrer no dia a dia. Mas, pelas informações na imprensa, só tenho a lamentar.”
“O Governo liderado por Carlos Gomes Júnior foi deposto a 12 de abril de 2012 num golpe de Estado liderado pelo general António Indjai. Desde essa data, Carlos Gomes Júnior nunca mais falou com o homem agora procurado pela justiça norte-americana.
Não gosto de me pronunciar sobre os meus subordinados. Os meus subordinados têm de respeitar a hierarquia e eu sou o chefe. Não me pronuncio sobre seja quem for”, disse Gomes Júnior.
Eleições em 2013?
A comunidade internacional, com as Nações Unidas à cabeça, tem pressionado as autoridades de transição para começarem os preparativos para realizar eleições gerais até ao final do ano. Porém, Carlos Gomes Júnior duvida que o prazo será cumprido.
“Eu tenho as minhas dúvidas. Umas eleições têm custo. As últimas eleições presidenciais tinham um orçamento de cerca de cinco milhões de dólares. Hoje fala-se em eleições gerais, cujo custo se estima em cerca de 20 a 30 milhões de dólares. Alguém tem de o financiar”, afirmou.
Ainda no capítulo das eleições, Carlos Gomes Júnior admitiu, pela primeira vez, que venceu as presidenciais de 2012 na Guiné-Bissau à primeira volta com 54 por cento, mas a Comissão Nacional de Eleições alterou esses resultados para 49 por cento, ao ser pressionada por uma ala militar: “Eu nem gosto de falar disso. Porque, de facto, o povo reagiu em função das suas necessidades. Mas nós, como somos um partido democrático e que já enfrentou sérios desafios, entendemos que o povo da Guiné-Bissau não devia ser confrontado com outras situações. Aceitámos os resultados. Nem questionámos se nos tiraram, ou não, votos, em nome da paz e da estabilidade.”
“Candidato natural”
“”Carlos Gomes Júnior promete regressar ao país assim que as condições de segurança estiverem reunidas e considera-se o candidato natural do PAIGC às próximas eleições presidenciais:
Sou o candidato natural. Eu é que ganhei as eleições presidenciais, isso não há dúvida para ninguém.”
Mas, antes das eleições, Gomes Júnior quer que a comunidade internacional ajude a redefinir o papel dos militares.
“Nós entendemos que há questões prévias que têm de ser analisadas, porque o povo da Guiné-Bissau não se pode manifestar livremente, os jornalistas não podem exercer a sua profissão livremente. Devia-se chegar ao consenso de que as Forças Armadas devem ser apolíticas.”
Sangue novo no PAIGC
Sobre o seu partido, Carlos Gomes Júnior duvida que o Congresso marcado para o mês de maio se concretizará, invocando questões administrativas e financeiras.
O político quer sangue novo no PAIGC: “Nós queremos dar uma nova oportunidade aos jovens. Por isso retirei a minha candidatura.”
Sobre o seu sucessor, Gomes Júnior abriu ligeiramente o véu dizendo que defende um dirigente muito dinâmico.
“Uma personalidade dinâmica, capaz, que tenha convicções e que sirva os ideais do camarada Amílcar Cabral e dos combatentes da liberdade da pátria. Uma pessoa com o objetivo de servir e não servir-se do partido. Não falo de nomes, são todos camaradas do partido”, referiu.
Praia (Deutsche Welle, 22 de Abril de 2013) 

Prisão de Bubo Na Tchuto: PM de Cabo Verde desvaloriza declarações de governantes da Guiné-Bissau

                                                  

O primeiro-ministro, José Maria Neves, desvalorizou as declarações do porta-voz do Governo de transição da Guiné-Bissau, que acusou Cabo Verde de estar envolvido na operação que levou a detenção de Bubo Na Tcuto, considerando-as descabidas de qualquer credibilidade e sem qualquer significado para o Governo cabo-verdiano.

Sobre a acusação de que Cabo Verde foi cúmplice "na passagem pelo seu território de armas e medicamentos destinados aos combatentes do MFDC (independentistas de Casamansa, no sul do Senegal)”, José Maria Neves que não comenta as declarações dos governantes da Guiné-Bissau em relação a essas matérias, “desvalorizo-as, completamente”.

De recordar que ontem, numa conferência de imprensa em Bissau, o porta-voz do Governo, Fernando Vaz, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Faustino Imbali, disseram ter provas de que o antigo chefe da marinha Bubo Na Tchuto, actualmente detido nos Estados Unidos, foi preso em território guineense e com a participação de polícias cabo-verdianos.
Fernando Vaz diz que o Governo de transição quer esclarecimentos cabais sobre as circunstâncias que levaram à prisão de Bubo Na Tchuto, já que "há factos novos" que indicam que a prisão do antigo militar ocorreu em território guineense e foi "realizada por agentes policiais cabo-verdianos".
O Governo "não pretende caucionar a impunidade sobre este ou qualquer outro caso dito de polícia", disse Fernando Vaz, acrescentando: "mas não deixamos de ficar surpreendidos com mais este insólito e provocatório comportamento do Governo cabo-verdiano, quando usa dois pesos e duas medidas na sua contribuição no combate à criminalidade na sub-região".
É que, disse Fernando Vaz, Cabo Verde foi cúmplice "na passagem pelo seu território de armas e medicamentos destinados aos combatentes do MFDC" (independentistas de Casamansa, no sul do Senegal), e o Governo de transição tem provas disso.

Mais de 60 por cento dos guineenses sem registo civil -- Governo

Mais de 60 por cento de cidadãos da Guiné-Bissau não têm registo civil e apenas 320 mil têm Bilhete de Identidade, disse hoje à Agência Lusa Joazinho Mendes, diretor-geral dos serviços de identificação civil, do Ministério da Justiça.
Segundo o responsável, o registo civil da população "tem sido um problema real" para a Guiné-Bissau, por isso o Governo de transição lançou uma campanha de 90 dias para o registo civil gratuito dos "cidadãos invisíveis perante o Estado".
O diretor-geral de Identificação Civil explicou que parte das pessoas não se registou devido ao facto de ter de pagar, optando por gastar o "pouco dinheiro que tenham" na subsistência familiar.
"Por falta de dinheiro, porque o registo civil é pago, as pessoas preferem gastar o pouco dinheiro que têm na sua subsistência, em vez de pagar para o registo. Portanto, as pessoas não dão importância ao registo civil que até aos sete anos é gratuito, dos sete até aos 13 anos custa 4.700 francos CFA (sete euros) e dos 14 para frente custa mais, porque já é feito fora do prazo", afirmou Joãozinho Mendes.
"Para evitar isso tudo, o Governo decidiu, à luz do Plano Nacional de Registo Civil, permitir que todas as pessoas que ainda não tenham um registo civil o façam dentro de 90 dias de forma gratuita. De março a julho", disse.
O responsável adiantou que "é um problema grave" para o Estado já que as pessoas não podem tratar do Bilhete de Identidade porque não têm o registo civil.
"O número de cidadãos da Guiné-Bissau com Bilhete de Identidade não ultrapassa as 320 mil pessoas. Ora, para se ter o BI, primeiro a pessoa tem que ter registo civil e só depois faz o bilhete. E as pessoas que não têm registo civil, numa população de 1,6 milhões de habitantes, talvez serão a volta de 60/70 por cento", admitiu Mendes.
"Estamos a falar de pessoas de todas as faixas etárias. Esta é uma oportunidade para resolverem este problema", assinalou o diretor-geral do registo civil, ressalvando, contudo, que cidadãos de outros países residentes na Guiné-Bissau não estão abrangidos pela campanha de registo civil gratuito.
"A campanha decorre em todo o território nacional, em todas as delegações do Registo Civil. Mas, não inclui os estrangeiros. Sabemos que há muitos estrangeiros tentados a registarem-se como sendo cidadãos nacionais, mas devemos sublinhar que isso não pode ter lugar. Os filhos nascidos cá sim, agora os pais não", frisou Joãozinho Mendes.
Além do problema do dinheiro - que o Governo suprimiu - há um outro problema que é a legislação, que data de 1967. O diretor-geral do registo civil disse que é preciso atualizar a lei do registo porque constitui um entrave em situações de pessoas que se queiram registar tardiamente.
"Essa lei tem sido um obstáculo sobretudo para o registro de pessoas a partir dos 14 anos. Deve remover-se essa barreira legal porque dificulta" o registo, observou.
 
Bissau, 23 abr (Lusa)  
 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Conheça as verdades e os mitos sobre a combinação de cigarro e café pela manhã

                  
Consumir cigarro e café pela manhã todos os dias aumenta os danos à saúde. (Foto: EFE)
Para muitas pessoas é um ritual cotidiano. Elas afirmam que o cigarro e o café de manhã "têm sabor de glória". No entanto, os efeitos de consumir cafeína e nicotina no início do dia, são muito diferentes do que se acredita.

Em algumas pessoas a dependência à cafeína é tão forte que, ao consumi-la, elas não obtêm um benefício real com a primeira xícara de café, mas voltam a seus níveis básicos de alerta, segundo um estudo da Universidade de Bristol (UB) no Reino Unido.

"Parte da excitação prazerosa causada pela cafeína, consumida no começo da manhã, poderia provir do leve aumento da ansiedade que provoca", assinalou Peter Rogers, do departamento de psicologia experimental da UB.

Quem fuma imediatamente ao se levantar mostra níveis mais altos de nicotina em relação aos que esperam até o café da manhã para acender um cigarro, correndo assim mais risco de câncer de pulmão, segundo um estudo da Universidade de Penn State (EUA).

"Não sei começar o dia sem tomar uma xícara de café. Ela ‘recarrega minhas pilhas’ de manhã e seu aroma já começa a meestimular. Me aviva e levanta o ânimo. É a primeira coisa que faço, e não poderia passar sem tomá-la", diz Luis, um bancário de meia idade.

Ester, uma jovem profissional da publicidade que mantém um intenso ritmo de vida durante o dia todo, dorme com seu maço de cigarros na mesinha de cabeceira e acende um pouco depois de o despertador tocar. "O cigarro me inicia, o corpo pede. Preciso dele para começar a funcionar", afirma.

Para muitas pessoas, fumar e tomar café de manhã são atos quase reflexos, que consideram estimulantes e necessários. No entanto, as pesquisas nem sempre aprovam os supostos efeitos destas substâncias.

Ao contrário do que se acredita, o primeiro café realmente não nos aviva tanto como percebemos. A dependência à cafeína é tão forte que seus consumidores não obtêm um benefício real com a primeira xícara de café, segundo um estudo britânico.

Ao pesquisar 379 adultos com um consumo nulo/leve ou médio/alto de cafeína e quem não a tomou durante 16 horas, os pesquisadores da Universidade de Bristol comprovaram que os “viciados em café” desenvolvem uma tolerância aos efeitos estimulantes da cafeína, por isso que a substância só os devolve a seus níveis básicos de alerta, mas não os eleva.

A primeira xícara

"Embora os consumidores frequentes se sintam despertados ao ingerir a cafeína de manhã, essa sensação na realidade consiste em uma inversão dos efeitos fatigantes da abstinência aguda", segundo os psicólogos.

Então, o verdadeiro estímulo que os consumidores de café percebem, chegaria com a segunda xícara da manhã? Os pesquisadores ainda não o averiguaram, mas o que se sabe é que "parte da prazerosa excitação causada pela cafeína, poderia provir do leve aumento da ansiedade que provoca", assinalou Peter Rogers, do departamento de psicologia experimental de Bristol e diretor da pesquisa.

De acordo com outro trabalho, o cigarro pela manhã é o mais nocivo de todos os fumados durante o dia. As pessoas que costumam fumar imediatamente ao se levantar mostram níveis mais altos de nicotina que quem espera até o café da manhã para acender um cigarro, de acordo com um estudo de cientistas da Universidade de Penn State, nos Estados Unidos, que mediram os níveis de um subproduto nicotínico que reflete o risco de desenvolver um câncer pulmonar.

Por outro lado, as pessoas que costumam esperar para fumar meia hora depois de levantar mostram níveis mais baixos desta substância química denominada cotinina, independentemente do número de cigarros fumados.

"Quem fuma ao se levantar, uma conduta classificada como de alta dependência, deve usar estratégias mais intensivas que outros fumantes para deixar o hábito de forma sustentada ou permanente", assegurou o professor Joshua Muscat, que dirigiu o estudo.

Segundo os pesquisadores, o aumento do risco de câncer não se deve ao fato de consumir um cigarro na primeira meia hora do dia, mas sim porque este comportamento mostra que quem precisa fumar logo ao começar o dia apresenta uma forte dependência psicológica e física do tabaco e fuma mais cigarros.
Por Eugenio Frater | EFE – ter, 13 de nov de 2012

Emigrante português detido na Alemanha por rapto de criança

                                  

Um emigrante português de 48 anos foi detido pela polícia alemã por alegado rapto de uma criança de sete anos e tentativa de extorsão, no sul da Alemanha, disseram hoje à agência Lusa fontes policiais.

 

Em declarações à agência Lusa, o porta-voz da polícia de Waiblingen, cidade próxima de Estugarda, no sul da Alemanha, adiantou que o cidadão português de 48 anos encontra-se em "prisão preventiva, onde aguarda o "desenrolar da investigação criminal".

"O suspeito já admitiu os factos, mas as autoridades ainda estão a efetuar uma série de exames periciais, incluindo também à viatura" do suspeito, afirmou o porta-voz, acrescentando que o emigrante português "vai permanecer detido ainda algum tempo".

De acordo com o porta-voz, só quando estiverem concluídos esses exames complementares, o Ministério Público de Estugarda deverá acusar formalmente o suspeito.

O responsável escusou-se a adiantar mais pormenores sobre o suspeito de 48 anos, referindo apenas que o cidadão português já residia na zona de Estugarda há algum tempo.
Em comunicado conjunto, o Ministério Púbico de Estugarda e a Polícia de Waiblingen referem que o rapto da criança, filho de um empresário da região, ocorreu na sexta-feira de manhã, quando o rapaz de sete anos ia a caminho da escola.

Pouco depois, o pai da criança recebeu um telefonema a exigir um resgate que a polícia indicou ter sido de "seis dígitos".

A família da criança alertou imediatamente a polícia, que, em coordenação com o Ministério Púbico de Estugarda, criou uma equipa de investigação, que também contou com o apoio de várias outras unidades da polícia do estado federado de Bade-Vurtemberga.

Sob orientação e vigilância da polícia, a família pagou o valor exigido, tendo horas depois a criança sido libertada pelo raptor "nas imediações de uma escola da região".

Com a criança em segurança, precisou a mesma nota, as autoridades intensificaram a investigação até "possuírem fortes indícios contra o cidadão português de 48 anos", que foi detido na noite de sexta-feira num apartamento no distrito de Esslingen, região de Estugarda.

"Após o silêncio inicial, [o suspeito] confessou integralmente" os factos, refere o comunicado conjunto do Ministério Púbico de Estugarda e da Polícia de Waiblingen.

A polícia descarta, para já, que o cidadão português tenha contado com a ajuda de um cúmplice, mas continua a investigar várias possibilidades, acrescenta o comunicado.

O emigrante português, desempregado, conhecia o pai da criança e ter-se-á decidido pelo rapto depois de o empresário da zona de Waibingen lhe ter negado emprego na sua empresa, lê-se na mesma nota.

O dinheiro pago pela família foi encontrado "na viatura e no apartamento" do emigrante português, onde a polícia também detetou "várias outras provas incriminatórias, entre as quais um esboço da carta em que exigia resgate e uma fotografia da criança".

A agência Lusa contactou, sem sucesso, o consulado geral de Portugal em Estugarda.
Lusa 22 Abr, 2013, 16:55

CARLOS GOMES JR diz ter perdido eleições devido a pressão militar

                                                

http://ditaduradoconsenso.blogspot.com/2013/04/carlos-gomes-jr-diz-ter-perdido.html

Guiné-Bissau quer informações oficiais dos EUA sobre militares acusados de narcotráfico

                              

O Governo de transição da Guiné-Bissau pediu à Procuradoria para que solicite informações oficiais aos Estados Unidos sobre os casos de militares acusados de tráfico de droga e armas, que, se for o caso, quer ver julgados no país.
Numa conferência de imprensa hoje em Bissau, o porta-voz do Governo, Fernando Vaz, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Faustino Imbali, disseram também ter provas de que o antigo chefe da marinha Bubo Na Tchuto, atualmente detido nos Estados Unidos, foi preso em território guineense e com a participação de polícias cabo-verdianos.
O Governo, disse Fernando Vaz, pede também a "colaboração judiciária dos Estados Unidos em todos os casos de natureza criminal que envolvam cidadãos nacionais em ilícitos comprovados de narcotráfico, tráfico de armas e terrorismo, para que sejam julgados à luz das leis guineenses, e posteriormente, se for caso disso, remetidos a outros tribunais internacionais".
O julgamento de Bubo Na Tchuto na Guiné-Bissau, e eventualmente de outros cidadãos nacionais, incluindo o chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (acusado pelos Estados Unidos de tráfico de armas e de droga), é, de acordo com o Governo, "um direito constitucional".
O caso, a prisão de Bubo Na Tchuto e a acusação a António Indjai, está a causar um "efeito nefasto" na Guiné-Bissau, devido a boatos e "receios" das populações. De acordo com Fernando Vaz, no entanto, não está em causa o Governo de transição, que "não é uma instituição militar nem os militares estão no Governo".
Para o Governo de transição, tendo em conta que as autoridades judiciárias guineenses foram ignoradas e os canais diplomáticos não funcionaram, "esta acusação, segundo a qual alguns destacados oficiais" das Forças Armadas "teriam participado em tráfico de armas contra os interesses dos Estados Unidos é simplesmente inaceitável e inadmissível".
"O Governo assegura que tudo fará para a clarificação judiciária cabal e independente destas suspeições, em colaboração com a comunidade internacional", disse Fernando Vaz, advertindo que ainda que se trate da "primeira potência do mundo" os Estados Unidos devem "respeitar o princípio do direito internacional" e "a soberania, a integridade territorial e direitos dos cidadãos".
Por isso é "urgente" que se "faça justiça" sobre essa matéria, para que o Governo avance, se for caso disso, "para esclarecimentos judiciais contra todos os que invadiram e violaram a integridade nacional".
O porta-voz lembrou que na Guiné-Bissau não existe pena de morte ou de prisão perpétua e reiterou que o Governo quer esclarecimentos cabais sobre as circunstâncias que levaram à prisão de Bubo Na Tchuto, já que "há factos novos" que indicam que a prisão do antigo militar ocorreu em território guineense e foi "realizada por agentes policiais cabo-verdianos".
O Governo "não pretende caucionar a impunidade sobre este ou qualquer outro caso dito de polícia", disse Fernando Vaz, acrescentando: "mas não deixamos de ficar surpreendidos com mais este insólito e provocatório comportamento do Governo cabo-verdiano, quando usa dois pesos e duas medidas na sua contribuição no combate à criminalidade na sub-região".
É que, disse Fernando Vaz, Cabo Verde foi cúmplice "na passagem pelo seu território de armas e medicamentos destinados aos combatentes do MFDC" (independentistas de Casamansa, no sul do Senegal), e o Governo de transição tem provas disso.
Lusa 22 Abr, 2013, 16:57

Ramos-Horta pede “total calma e serenidade” à Guiné-Bissau após acusações de droga

O representante da ONU na Guiné-Bissau, José Ramos-Horta, pediu hoje às autoridades civis e militares do país para que tenham “total calma e serenidade” em relação às acusações de tráfico de droga feitas pelos Estados Unidos.

Na quinta-feira, o chefe do Estado Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, foi acusado pelo procurador de Manhattan, Estados Unidos, de participação numa operação internacional de tráfico de drogas e armas.

A acusação surge poucas semanas depois de os Estados Unidos terem anunciado a prisão de Bubo Na Tchuto, antigo chefe da Marinha da Guiné-Bissau, e de outros guineenses acusados de tráfico de droga.
Hoje, questionado pelos jornalistas, Ramos-Horta disse que seria contraproducente que as autoridades reagissem a essa matéria “com grande emoção”.

“Como amigo e irmão digo ao Governo e à liderança das Forças Armadas para fazer uso de total serenidade e calma”, disse o ex-chefe de Estado timorense.

Nas acusações a António Indjai “deve de prevalecer o princípio de direito, de inocente até se provar culpado. O facto de alguém dizer que A, B ou C é culpado não prevalece, porque o que deve prevalecer é o que é decidido num tribunal justo”, disse Ramos-Horta.

Salientando que a ONU não intervém nesse processo, Ramos-Horta considerou que até agora o Governo da Guiné-Bissau tem sabido manter a serenidade.

“Este processo só agora é que está a ser lançado pelos Estados Unidos em termos de acusação, ainda vai levar muito tempo o processo da justiça americana para alguma conclusão em relação a Bubo Na Tchuto e em relação às acusações ao general António Indjai”, disse Ramos-Horta, frisando a “total confiança” na justiça americana, pelo que ter-se-á que provar as acusações feitas.

“Creio que os acusados e os seus familiares podem estar tranquilos”, disse.

Na conferência de imprensa o representante especial do secretário-geral da ONU lembrou também que em maio haverá a cimeira dos 50 anos da União Africana e que “seria altamente simbólico e positivo se a suspensão da Guiné-Bissau fosse levantada”, sendo que para isso teria de haver da parte guineense um roteiro de transição e um “governo mais inclusivo”.

Também em maio, recordou, será a reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre a Guiné-Bissau, que vai “aprovar ou não” uma resolução para uma nova configuração do mandato para o país.

Em fevereiro passado o Conselho de Segurança prorrogou por três meses o mandato do Gabinete Integrado das Nações Unidas para a Consolidação da Paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS), para dar tempo a Ramos-Horta para fazer propostas para um novo mandato.

Abrir escritórios das Nações Unidas fora de Bissau, em mais quatro regiões, ter mais guineenses a trabalhar para a ONU, visitar todas as províncias com agências especializadas da ONU e com embaixadores, e encorajar a ida a Bissau de personalidades mundiais são alguns dos desejos de Ramos-Horta.

Bissau (Lusa, 19 de Abril de 2012) 

“Os Americanos queriam raptar António Indjai da mesma maneira que raptaram Bubo Na Tchuto” – Daba Na Walna

                 

O porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, Daba Na Walna, afirmou no ultimo sábado que o ex-chefe da Armada Bubo Na Tchuto teria sido raptado nas águas do país e não internacionais como alegam os americanos.
“Nós temos informações seguras de que Bubo Na Tchuto estava aqui” e que teria sido “chamado” ao alto-mar, “e ao contrário daquilo que foi veiculado de que terá sido capturado em águas internacionais, soubemos que terá sido capturado aqui na zona de Orango (ilha dos Bijagós)”, disse, em conferência de imprensa, Daba Na Walna.
O porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas guineenses contou que a captura de Bubo Na Tchuto foi uma cilada dos serviços secretos norte-americanos que visava também “raptar” o Chefe do Estado-Maior, o general António Indjai.
“Esta história começou de uma forma muito rocambolesca aqui no Estado-Maior. Nós recebemos um certo senhor aqui que foi ter com o Chefe do Estado-Maior, que também queria raptar da mesma forma como raptaram o Bubo. Disse que era um homem de negócios, com negócios na Libéria, na Guiné-Conacri, no Senegal, na Costa do Marfim, e veio com a promessa de oferecer ao Estado-Maior General o que nós quiséssemos”, explicou Na Walna.
O general António Indjai, contou ainda o porta-voz dos militares guineenses, teria desconfiado da oferta do alegado homem de negócios, que teria proposto oferecer viaturas e fardamento ao exército.
Na Walna disse que o alegado negociante negou estar envolvido com negócios de droga e que afirmava ser um cidadão de Israel.
O mesmo indivíduo, contou Daba, voltou depois a Bissau num avião particular e quando soube que António Indjai estava no Senegal (por ter perdido a ligação a Bissau depois de ter ido ao Burkina Faso) prontificou-se a ir buscá-lo.
“O objetivo era raptar o Chefe do Estado-Maior”, afirmou o porta-voz, acrescentando que António Indjai recusou a oferta e que mandou os serviços secretos investigarem a proveniência do suposto homem de negócios.
“Como viu que o seu plano não ia passar resolve telefonar, no dia anterior à detenção de Bubo Na Tchuto, dizendo ao Chefe do Estado-Maior para que se encontrassem no alto-mar que ele teria o dinheiro correspondente ao número de viaturas e fardas que prometeu”, disse Na Walna.
De acordo com o porta-voz, António Indjai disse que não costumava “fazer encontros secretos” com quem quer que fosse, e que se tinha viaturas e fardas para oferecer o devia fazer no porto de Bissau e durante o dia, para que todas as pessoas pudessem ver.
Daba Na Walna disse não ter dúvidas de que o objetivo era raptar António Indjai no alto-mar.
“Se o Chefe do Estado-Maior tivesse lá ido era raptado também, com alegada argumentação de que teria sido capturado nas águas internacionais”, afirmou.
Bissau (Lusa, 19 de Abril de 2012)   

Amigos da Guiné-Bissau de Paris com boas perspectivas para o futuro do país

                                 

 Os Amigos da Guiné-Bissau reuniram-se na capital francesa para uma conferência-debate, um ano após o golpe de estado militar de 12 de Abril de 2012.
Balanço e perspectivas para a Guiné-Bissau foi o tema central da conferência.

Várias ideias saíram desta conferência-debate, a que assistiram e intervieram os guineenses da diáspora.
Para Jorge Albino Monteiro, porta-voz do Colectivo dos Cidadãos, Simpatizantes e Amigos da Guiné-Bissau em Paris, o país está parado há já um ano, e em nome do colectivo pede a realização de eleições o mais rapidamente possível. 
Opinião diferente tem Djaló Pires, ministro dos negócios estrangeiros do governo deposto, para quem é necessário erradicar o medo e o poder dos militares, antes de se pensar em eleições na Guiné-Bissau. Primeiro é preciso uma força de intervençao pacífica das Nações Unidas no país.
Também presente nesta conferência esteve o jornalista António Aly Silva, ontem convidado na antena da RFI sobre o mandado de captura internacional por tráfico de droga a António Indjai, chefe do estado maior das Forças Armadas.

Hoje António Aly Silva e colocou em causa o possível interesse e proveito da União Europeia no tráfico de droga que passa pela Guiné-Bissau.
Já Valdir Medina, membro da direcção do Colectivo dos Amigos da Guiné-Bissau, lamenta que esta situação de corrupção e sucessivos golpes de estado já dure há mais de 30 anos, e também ele pede uma missão de acompanhamento por parte das Nações Unidas.
RFI Guiné-Bissau -Artigo publicado em 20 de Abril de 2013 - Atualizado em 22 de Abril de 2013
André Ferreira

Coreia do Norte prepara mais dois lançamentos de mísseis, diz mídia

         

A Coreia do Norte transportou dois lançadores de mísseis de curto alcance para sua costa leste, aparentemente indicando que está avançando nos preparativos para o lançamento de um teste, informou uma agência de notícias sul-coreana neste domingo.
A Coreia do Sul e seus aliados vêm esperando algum tipo de lançamento de míssil norte-coreano durante semanas de hostilidade intensa na península coreana.
Uma fonte militar sul-coreana disse à agência de notícias Yonhap do Sul que imagens de satélite mostraram que as forças norte-coreanas tinham movido dois lançadores móveis de mísseis de curto alcance Scud para a província de South Hamgyeong.
"Os militares estão observando de perto os últimos preparativos do Norte para o lançamento de um míssil", disse a fonte.
A Coreia do Norte transferiu dois mísseis Musudan de médio alcance no início de abril e colocou sete lançadores móveis na mesma área, segundo a Yonhap. Um show norte-coreano poderia ser encenado para coincidir com o aniversário da fundação de seu exército, em 25 de abril.
Um funcionário do Ministério da Defesa da Coreia do Sul disse que não poderia confirmar a informação e afirmou não haver sinais de atividade incomum na Coreia do Norte. A Coreia do Norte com bastante regularidade dispara mísseis de curto alcance no mar ao largo da costa leste.
A Coreia do Norte intensificou seu desafio às resoluções do Conselho de Segurança da ONU em dezembro, quando lançou um foguete que disse ter colocado um satélite científico em órbita. Críticos dizem que o lançamento foi destinado a desenvolver tecnologia para uma ogiva nuclear montada em um míssil de longo alcance.
A Coreia do Norte prosseguiu, em fevereiro, com o terceiro teste de uma arma nuclear, o que ocasionou novas sanções da ONU, que por sua vez levaram a uma intensificação dramática de ameaças de ataques nucleares contra a Coreia do Sul e os Estados Unidos.
A tensão com o Norte diminuiu nos últimos dias. No sábado, a Coreia do Norte reiterou que não desistirá de suas armas nucleares, rejeitando a condição dos EUA para negociações, embora tenha afirmado estar disposta a discutir o desarmamento.
SEUL, 21 Abr (Reuters)

Chefe da diplomacia guineense diz que Serifo Nhamadjo regressa ao país dentro de dias

                              


O ministro dos negócios estrangeiros do governo de transição na Guiné Bissau, afirmou em Dacar, que o Chefe de estado interino, Serifo Nhamadjo, em tratamento médico na Europa, regressa dentro de dias ao país.

O chefe da diplomacia da Guiné Bissau, Faustino Imbali, de passagem por Dacar a caminho de Bissau, no término de um périplo de uma semana através do Senegal, Burkina Faso, Costa do Marfim e Nigéria, fez o balanço com o correspondente de RFI na capital senegalesa, Cândido Camará.

Por outro lado, Faustino Imbali, reagiu à acusação de tráfico de droga e armas feita ao general António Indjai pelas autoridades americanas, mas também à  ausência do país do Presidente de transição Serifo Nhamadjo. 
O chefe da diplomacia guineense, sublinhou na entrevista que a Guiné Bissau, está implicada seriamente no combate ao narcotráfico e que o governo de transição vai dar nos próximos dias uma conferência de imprensa para clarificar todo este assunto. 

RFI 
Faustino Imbali, chefe da diplomacia guineense, entrevistado por Cândido Camará em Dacar

Ex-Presidente de Cabo Verde fala sobre detenções da Guiné-Bissau

Praia - O antigo Presidente de Cabo Verde, Pedro Pires, considerou que a prisão do ex-Chefe de Estado-Maior da Armada guineense, Bubo Na Tchuto, pelos serviços secretos norte-americanos, pode ajudar a estabilizar a situação na Guiné-Bissau mas não resolve os problemas daquele país.
 
Em entrevista à rádio pública cabo-verdiana (RCV), Pedro Pires disse acreditar que, com a prisão de Bubo Na Tchuto, o espectro da impunidade desapareceu e que ninguém está acima da lei.

«Já vêm que não estão impunes e que pode haver uma intervenção de fora no sentido de os neutralizar», acrescentou o antigo Presidente da República, em exercício entre 2001 e 2011, e Primeiro-ministro de Cabo Verde entre 1975 e 1991.

Pedro Pires recebeu o «Prémio Mo Ibrahim», em 2011, e vai ser homenageado esta sexta-feira, 19 de Abril, na abertura do XIII Congresso do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, no poder), do qual foi Presidente e Secretário-Geral.

Na sua perspectiva, a prisão de Bubo Na Tchuto, figura que conheceu durante a luta pela independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, demonstra a fragilidade do Estado guineense.

«Para haver qualquer mudança foi necessário que fossem os americanos, a DEA. Isso demonstra a fraqueza evidente do Estado da Guiné-Bissau», sublinhou Pedro Pires.

O contra-almirante José Américo Bubo Na Tchuto foi detido em águas internacionais, a 2 de Abril, juntamente com quatro oficiais guineenses, por agentes do departamento anti-droga dos EUA (DEA).

Foram todos apresentados a um tribunal de Nova Iorque, que legalizou a prisão sob as acusações de conspiração para fornecimento de armas à guerrilha colombiana FARC, armazenamento cocaína da mesma organização terrorista, venda de armas para uso contra as forças norte-americanas e tentativa de introduzir cocaína no mercado dos EUA.

Esta quinta-feira, 18 de Abril, o Procurador de Manhattan (EUA), Preet
Bharara, apresentou uma queixa juntamente com a DEA num tribunal dos EUA, contra o Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, António Indjai, acusando-o de participar numa operação internacional de tráfico de droga e armas.

Bharara e a DEA acusam Indjai de ter usado a sua posição no topo da hierarquia militar guineense para ser intermediário, fazendo da Guiné-Bissau um ponto de passagem de pessoas, que se acredita serem terroristas e narcotraficantes.

Além de Indjai, Preet Bharara e a DEA acusam também o Chefe de Estado-Maior da Força Aérea guineense, Ibraima Papa Camará, pelos mesmos crimes.

Espera-se agora que as autoridades norte-americanas emitam um mandato internacional de captura contra António Indjai que, a 12 de Abril de
2012, liderou um golpe de Estado contra o Governo de Carlos Gomes Júnior, derrubando o antigo Primeiro-ministro e o Presidente Interino, Raimundo Pereira.

Há precisamente um ano, António Indjai foi incluído na lista de indivíduos alvos de sanções do Conselho de Segurança da ONU, por ter protagonizado o referido golpe de Estado, interrompendo a segunda volta de eleições Presidenciais. Em 2010, os EUA já tinham emitido um mandado internacional de captura a Papa Camará.

A acusação agora feita pelo Procurador de Manhattan e pela DEA, que terão pedido a colaboração dos militares da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), estacionados na Guiné-Bissau, criou um ambiente de «medo» nos Quartéis e em certos círculos políticos guineenses, que receiam que os militares da CEDEAO tentem deter as principais chefias do país, entre políticos e militares.

A PNN sabe que António Indjai e Papá Camará têm permanecido entre o Estado-Maior das Forças Armadas e o Quartel da Força Aérea, evitando circular na rua com receio de uma possível captura.


(c) PNN Portuguese News Network

Daba Naualna refuta acusações contra General António Indjai

           

O coronel Daba Naualna, porta-voz do Estado maior das forças armadas da Guiné-Bissau, refutou hoje, Sábado, todas as acusações contra o General António Indjai.

No princípio desta semana, os Estados Unidos da América acusaram o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau de estar envolvido no tráfico de droga e de armas.
Mas, em declarações à imprensa, Daba Naualna evocando o princípio da presunção inocência, disse “enquanto não se provar que o General Indjai em juízo é o responsável, presume-se inocente”.
O porta-voz do Estado maior disse estar irritado com aquilo que considera de “propaganda barata” cujo único objectivo é “crucificar o homem antes do julgamento”. Naualna considerou de preocupante esta situação porque “estamos imolar o general Indjai no altar da liberdade da imprensa”.

O Chefe de Estado-Maior General das Forcas Armadas (CEMGFA), General António Indjai
Daba Naualna serviu-se da ocasião para descrever o estado emocional do Chefe de Estado-maior, em consequência das acusações da prática do crime: “É muito natural que o general Indjai sinta frustrado, desesperado, agoniado, triste, por tudo quanto se fala porque ele é também gente como qualquer um e ninguém de vós gostaria de ouvir o seu nome a ser badalado como agora está a ser feito com o General”.
Durante o encontro com os jornalistas, Daba Naualna admitiu a gravidade da situação porque “o general é considerado como um conspirador contra os estados unidos da América. Quem conspira contra os estados unidos da América tem problema serio”. General Indjai não se teria “sentido bem com isso”, indicou Naualna, tendo acrescentado que toda a família do mais alto oficial militar guineense “está preocupada”.
Apesar destas frustrações, o porta-voz do Estado maior das forças armadas da Guiné-Bissau disse não ser contra a decisão dos EUA investigarem e procurarem saber sobre o tráfico de drogas e de lutar contra a criminalidade transnacional organizada. Aliás, nas palavras de Daba Naualna, “o terrorismo, o tráfico de drogas, o tráfico de armas incomoda todo e qualquer indivíduo do bom senso”.
Todavia, Naualna lamentou a forma como as operações norte-americanas foram feitas no país. Para ele, apesar de se falar tanto da existência de traficantes de armas e de drogas na Guiné-Bissau, “chega-se à conclusão de que chegados aqui os americanos, não constataram e não conheceram nenhum traficante porque senão, não inventariam cenários, tal como vimos”.
Para Daba Naualna, os agentes secretos norte-americanos “teriam aliciado a Bubo na Tchuto” para participar nas suas operações e depois “trefilou-se de que o chefe de estado-maior estaria a conluiar com Bubo, mas toda a gente sabe que desde 26 de Dezembro do ano passado Bubo e o Estado-maior general estão de costas viradas”.
Para além de contestar a forma como os americanos investigaram o suposto tráfico de drogas e de armas, Daba Naualna questionou a forma e até a tese Americana quanto à prisão do antigo chefe da marinha nacional da Guiné-Bissau. Segundo a explicação de Naualna, “nenhum bote chega às águas internacionais. Os botes que temos aqui para a fiscalização marítima só servem par ir até às doze milhas, mais nada. Não vão para além disso”.
Daba Naualna acrescentou ainda ser também este o caso dos botes mais fortes, como os da fiscalização, “mas nem estes conseguem fazer as doze milhas, a não ser que o barco tenha vindo até aqui apanha-lo [José Américo Bubo Na Tchuto] e se então não o apanharam aqui em Bissau, então não foi capturado nas águas internacionais”.
Daba Naualna mostrou-se convencido de que Bubo Na Tchuto teria sido levado para as águas internacionais através doutros meios porque “se for com bote, não chegaria às águas internacionais porque afogaria. Agora onde isto terá sido? Seguramente no território da Guiné-Bissau”.
Recorde-se que uma operação da agência anti-narcotráfico norte-americana (DEA) levou à detenção, a 4 de Abril, do contra-almirante Bubo na Tchuto e assim como doutros cidadãos guineenses e que foram transportados para Nova Iorque, onde estão a aguardar o seu julgamento.
Duas semanas mais tarde, os EUA formalizaram as suas acusações contra António Indjai, o Chefe de Estado Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau. Indjai é acusado de tráfico de droga e de armas.
De acordo com o documento que indicia António Indjai, o alto oficial guineense terá supostamente participado numa conspiração para fornecer armas à guerrilha colombiana das FARC, considerada terrorista pelos EUA, e terá usado a sua posição no topo da hierarquia militar guineense para fazer passar no país terroristas e narcotraficantes.
Acusações entretanto desmentidas agora pelas autoridades guineenses, através do porta-voz do Estado maior das forças armadas da Guiné-Bissau, o coronel Daba Naualna.
(GBissau.com, 20 de Abril de 2013)