segunda-feira, 31 de outubro de 2022

ONU afirma que risco de fome em África é "maior do que nunca"

© Lusa

Por LUSA  31/10/22 

O risco de fome em África, especialmente nos países subsarianos, é "maior do que nunca", advertiu o novo diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, Gilbert Houngbo, que renunciou hoje ao cargo de presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola.

"Receio que nos próximos anos tenhamos de ver muito mais atividade humanitária nessa região para podermos alimentar o seu povo", afirmou Houngbo numa conferência de imprensa para discutir os efeitos da guerra na Ucrânia e outras crises no mercado de trabalho atual.

Além do aumento dos preços dos alimentos e das dificuldades com a Iniciativa dos Cereais do Mar Negro (um acordo de exportação suspenso na semana passada pela Rússia), o diretor-geral mencionou que existem também problemas de acesso aos fertilizantes.

"A falta de acesso a fertilizantes reduzirá a produção e as oportunidades de emprego em países onde a agricultura representa até 25% do PIB [Produto Interno Bruto] ", disse Houngbo, e acrescentou que as dificuldades do setor primário em África "aumentarão as desigualdades" entre países ricos e pobres.

Houngbo alertou, ainda, para as consequências que a crise alimentar pode trazer para a segurança da região. Nesse sentido, mencionou que muitos grupos terroristas recrutam os seus membros em áreas especialmente afetadas pelo desemprego e pela pobreza, como o é, por exemplo, Sahel.

Por outro lado, a crise atual pode servir, segundo o diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência das Nações Unidas, e antigo presidente do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), para reduzir a dependência de muitos países africanos das importações e apenas um ou dois fornecedores.

Houngbo, a quem o espanhol Alvaro Lario sucedeu como presidente do FIDA, deu como exemplo países como o Sudão, que antes da guerra importavam 30% dos seus cereais da Rússia e Ucrânia, celeiros tradicionais globais.


Míssil russo cai na Moldova. Não há feridos, mas há danos materiais... Projétil atingiu o país depois de ter sido intercetado pela defesa antiaérea ucraniana.

© Nexta

Notícias ao Minuto  31/10/22 

Um míssil russo caiu, esta segunda-feira, no território da Moldova, junto à fronteira com a Ucrânia, na vila de Naslavcea, avança a Nexta.

De acordo com esta agência noticiosa, que cita o ministério do Interior moldavo, o projétil russo caiu no país, numa zona de mato, depois de ter sido intercetado pela defesa antiaérea ucraniana.

A explosão não terá feito nenhuma vítima, contudo, terá causado alguns danos materiais, tal como mostra a Nexta no Twitter.

Recorde-se que a Rússia voltou a atacar, esta segunda-feira, a Ucrânia, com mais mísseis.


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O novo Ministro do Interior e da Ordem Pública, tenente-general Sandji Fati, inicia contactos com visitas a vários departamentos.

Radio Voz Do Povo

O MOVIMENTO PARA ALTERNÂNCIA DEMOCRÁTICA,(MADEM-G15) vem por esta via felicitar o Presidente Lula da Silva pela vitória arduamente alcançada.

Por Movimento para Alternância Democrática - MADEM G15

Luiz Inácio Lula da silva, mais conhecido como Lula, foi eleito a 31 de outubro com 50,9 % dos eleitores brasileiros para ser o 39º Presidente da República Federativa do Brasil, numa segunda volta frente a Jair Bolsonaro com 49.1%

Nascido a 27 de outubro de 1945 em Pernambuco. De origem humilde, saiu ainda criança da sua cidade natal migrando para São Paulo, onde exerceu a profissão de metalúrgico, sindicalista e político.  Nos anos 80 ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores( PT), foi deputado federal pelo estado de São Paulo, mais tarde ocupou o lugar de líder do partido num período entre 1990 e 1994. 

Em 2002 foi eleito o 35ª Presidente da República Federativa do Brasil no mandato de 1 de janeiro a 2003 a 1 de janeiro de 2011.

É com o regresso ao Palácio da Alvorada, que o MADEM-G15 por via do seu líder, Braima Camará vem congratular vitória da democracia ao país irmão. O Brasil ganhou tolerância, compromisso e igualdade. 

Votos que o novo ciclo seja próspero e regozije os anseios do povo irmão brasileiro

Sua Excelência Presidente da República, General Umaro Sissoco Embaló felicita a Lula da Silva pela sua vitória nas eleições Presidenciais do Brasil.

O General Umaro Sissoco Embaló deseja que o Brasil e a Guiné-Bissau trabalhem juntos e fortaleçam as excelentes relações bilaterais existentes entre os 2 países.

Presidente da República da Guiné-Bissau Umaro Sissoco Embaló

"Tentaram enterrar-me vivo", mas "estou aqui para governar o país"

© Getty

Por LUSA  31/10/22 

O Presidente eleito do Brasil, Lula da Silva, afirmou domingo à noite que o povo brasileiro é "o grande vencedor" das eleições e declarou-se pronto para governar o país "numa situação muito difícil", após terem tentado enterrá-lo "vivo".

"Hoje chegamos ao final de uma das eleições mais importantes da nossa história. Hoje tem um único e grande vencedor, o povo brasileiro", declarou Luiz Inácio Lula da Silva, na sua sede de candidatura, em São Paulo, perante apoiantes e membros do Partido dos Trabalhadores e de outros partidos que o apoiaram na corrida eleitoral.

"Agradeço de coração" aos brasileiros, repetiu, no seu discurso.

Nas suas primeiras palavras após a confirmação da sua eleição como Presidente da República do Brasil, Lula da Silva afirmou-se como "um cidadão que teve um processo de ressurreição na política brasileira".

"Tentaram enterrar-me vivo e eu estou aqui", disse.

"Estou aqui para governar este país, numa situação muito difícil, mas eu tenho fé em Deus e com a ajuda do povo, vamos encontrar uma saída, para que este país possa voltar a viver democraticamente, harmoniosamente, e que a gente possa voltar a restabelecer a paz entre as famílias para construir o mundo que nós precisamos e o Brasil", salientou.

Lula da Silva prosseguiu: "Esta não é uma vitória minha nem do PT nem dos partidos que me apoiaram. É a vitória de um imenso movimento democrático que se formou acima dos partidos políticos, dos interesses pessoais, das ideologias, para que a democracia saísse vencedora".

Para Lula da Silva, a sua vitória mostra que "a maioria do povo brasileiro deixou bem claro que deseja mais e não menos democracia, deseja mais e não menos inclusão social e oportunidades para todos, deseja mais e não menos respeito e entendimento entre os brasileiros, em suma, deseja mais e não menos liberdade, igualdade e fraternidade".

Nesta corrida eleitoral, que terminou este domingo à segunda volta, a sua candidatura não enfrentou "um adversário", sustentou.

"Enfrentámos a máquina do Estado brasileiro colocada ao serviço do candidato da situação [o Presidente Jair Bolsonaro] para tentar evitar que ganhássemos", comentou.

No seu discurso, com várias referências a Deus e Jesus Cristo e por vezes interrompido para que Lula da Silva, 77 anos, bastante rouco, bebesse água, o político também recorreu ao humor, quando disse que ia colocar os óculos "para parecer intelectual", arrancando gargalhadas na plateia.

Cumprimentou Fernando Haddad, seu antigo ministro da Educação e derrotado por Tarcísio de Freitas, ex-membro do Governo de Jair Bolsonaro, na corrida para o governo estadual de São Paulo, felicitando-o pela "campanha extraordinária" e também a ex-senadora Marina Silva, que o apoiou.

Aos candidatos do PT derrotados, deixou uma palavra de alento: "A nossa luta não começa e não termina com a eleição. (...) O Brasil é a minha causa, o povo é a minha causa, combater a miséria é o combate da minha vida".

De acordo com os resultados oficiais divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (STE) do Brasil, o antigo Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva venceu a segunda volta da eleição presidencial deste domingo, derrotando o chefe de Estado em exercício, Jair Bolsonaro.

Cerca das 23:00 de Lisboa o STE deu a eleição como matematicamente definida.

Quando estavam apuradas 99,66% das secções, o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT, esquerda), Lula da Silva tinha 50,88% dos votos, contra 49,12% para Jair Bolsonaro (extrema-direita).

Lula da Silva, que já cumpriu dois mandatos como Presidente, entre 2003 e 2011, regressa ao Palácio do Planalto após uma vitória na segunda volta, a primeira na história democrática recente do Brasil contra um chefe de Estado recandidato.

O antigo sindicalista terá como vice-presidente Geraldo Alckmin, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), que já tinha sido seu opositor nas eleições presidenciais de 2006, então pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).

Lula da Silva eleito e de regresso à Presidência do Brasil

© Lusa

Por LUSA  30/10/22

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT, esquerda), Luís Inácio Lula da Silva, foi hoje eleito Presidente brasileiro, com 50,83% dos votos, derrotando Jair Bolsonaro (extrema-direita), que obteve 49,17%, quando estão contadas 98,81% das secções eleitorais.

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT, esquerda), Luís Inácio Lula da Silva, foi hoje eleito Presidente brasileiro, com 50,83% dos votos, derrotando Jair Bolsonaro (extrema-direita), que obteve 49,17%, quando estão contadas 98,81% das secções eleitorais.

domingo, 30 de outubro de 2022

ELEIÇÕES NO BRASIL: Lula passa para a frente com 67,76% das secções de voto apuradas

© Lusa

Por LUSA  30/10/22 

O ex-presidente Lula da Silva passa a liderar com 50,01% a contagem dos votos na segunda volta das presidenciais brasileiras realizadas hoje quando estão apuradas 67,76% das secções de voto, divulgou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil.

Jair Bolsonaro, que liderou a contagem até mais de metade das secções de votos apuradas, tem agora 49,99% dos votos.

Na primeira volta, Jair Bolsonaro começou por ter mais votos que Lula da Silva e só quando estavam contabilizados três quartos das mesas de voto é que o candidato de esquerda passou a liderar a contagem.

As urnas de voto fecharam hoje às 17:00 locais (20:00 em Lisboa).

No Brasil, a votação pode continuar em mesas de voto onde ainda haja pessoas na fila para votar depois da hora de encerramento.

Guiné-Bissau: Caiu o primeiro poste de semáforos, antes mesmo da finalização dos trabalhos e, mais …


 Radio Voz Do Povo

ELEIÇÕES NO BRASIL: Lula ou Bolsonaro? Mesas eleitorais fecham no Brasil

© Lusa

Por LUSA  30/10/22

As urnas de voto fecharam hoje às 17:00 horas no Brasil (20:00 horas em Lisboa), numa segunda volta das presidenciais muito disputada e com um país polarizado entre Jair Bolsonaro e Lula da Silva.

Ao contrário das eleições anteriores, todas as assembleias de voto no Brasil abriram às 08:00 horas de Brasília (11:00 horas em Lisboa), numa espécie de subordinação de todas as mesas ao fuso horário da capital.

Os mais de 156 milhões de eleitores puderam votar em 577.125 urnas eletrónicas espalhadas por 5.570 cidades do país.

Logo de manhã, pouco depois da abertura das urnas, votou o atual Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro, mostrando-se confiante na vitória.

"Expectativa de vitória, pelo bem do Brasil. Só tivemos boas notícias nos últimos dias. Se Deus quiser, seremos vitoriosos hoje à tarde. Ou melhor, o Brasil será vitorioso hoje à tarde", disse aos jornalistas do lado de fora da Vila Militar, na zona oeste do Rio de Janeiro, onde votou.

Por seu turno, o ex-chefe de Estado Lula da Silva votou em São Paulo, acompanhado do candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin, do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo estadual, Fernando Haddad, e da deputada federal eleita Marina Silva.

"Hoje, possivelmente, será o 30 de outubro mais importante da minha vida e acho que é um dia muito importante para o povo brasileiro, por que hoje o povo vai definir o modelo de Brasil que deseja, o modelo de vida que quer", .

Em Portugal, as urnas tiveram ordem de encerramento pelas 17:00, com alguns eleitores a votar após essa hora devido à forte afluência. Em Lisboa e Porto, Lula da Silva venceu as eleições, à semelhança da primeira volta, a 02 de outubro.

No Brasil, a votação pode continuar em mesas de voto onde ainda haja pessoas na fila para votar depois da hora de encerramento.


Leia Também:  Bolsonaro lidera com 51,57% com quase 20% das secções contabilizadas

#Visita do Presidente de Transição de Tchad a Guiné-Bissau#


 Presidente da República da Guiné-Bissau Umaro Sissoco Embaló 

Presidente de transição do Chade pede apoio à Guiné-Bissau

© Lusa

Por LUSA  30/10/22 

O Presidente de transição do Chade, Déby Itno, pediu hoje ao chefe de Estado da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, apoio para a mobilização de recursos para que a segunda fase de transição no país tenha "sucesso".

"O apoio do seu país foi determinante na primeira fase de transição, as suas relações pessoais para a mobilização de recursos financeiros, materiais, técnicos e diplomáticos são necessárias e solicitam-se para que possamos ter sucesso nesta segunda fase de transição", afirmou o Presidente do Chade.

Déby Itno falava no Palácio da Presidência, em Bissau, durante uma declaração conjunta à imprensa no âmbito de uma visita oficial, de cerca de 24 horas, que está a realizar à Guiné-Bissau e que hoje termina.

Na sua declaração, o Presidente de transição do Chade defendeu também o reforço da cooperação bilateral entre os dois países, nomeadamente nos setores económico e de segurança.

Segundo Déby Itno, os dois países precisam de criar sinergias para reforçar as "relações de cooperação no setor de segurança, criando um quadro de partilha de experiências, formação e informação", para reforço da segurança e "travar a propagação dos grupos jiadistas" que atuam no continente africano.

"Destaco a importância da criação de uma comissão mista que permitirá imprimir uma nova dinâmica nas nossas relações de cooperação e concretizar a cooperação económica no interesse dos nossos países", acrescentou.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, condenou os atentados terroristas no Chade e manifestou toda a solidariedade ao povo e às famílias vítimas de terrorismo, lembrando que o antigo Presidente do Chade Idriss Déby, morto em combate contra grupo rebeldes, era como um pai para si.

O Chade tem estado sob a liderança do Conselho Militar de Transição (CMT, junta militar) desde a morte do ex-presidente Idriss Déby -- pai do Presidente de transição -, nos combates entre grupos rebeldes e o exército, em abril de 2021.

Após a tomada de posse, o CMT, liderado por Déby Itno, de 38 anos, anulou a Constituição e dissolveu o Governo e o parlamento.

Durante o diálogo nacional foi acordado dissolver o CMT e prolongar a transição por mais dois anos, embora fosse suposto durar 18 meses e terminar em 20 de outubro.

O diálogo foi amplamente criticado e boicotado pelos partidos da oposição e movimentos rebeldes, por não o considerarem inclusivo.

Desde o início, Déby Itno tem tido o apoio da comunidade internacional, liderada pela França, a UE e a União Africana, uma vez que o exército chadiano é um dos pilares da guerra contra os grupos terroristas na região do Sahel, juntamente com as tropas francesas da missão Barkhane.

Os lusófonos Angola e São Tomé e Príncipe integram a CEEAC.


porque de grande diferença no preço entre Guiné Bissau 7.500 CFA e Senegal 4.601 CFA




sábado, 29 de outubro de 2022

Coreia do Sul. Pelo menos 120 mortos nos festejos de Halloween... Multidão foi 'esmagada' numa rua estreita de Seul.

© Reuters

Notícias ao Minuto  29/10/22 

Pelo menos 120 pessoas morreram - o balanço anterior dava conta de 59 - e cerca de 150 ficaram feridas depois de uma multidão ter ficado “esmagada” numa rua estreita em Seul, na Coreia do Sul, durante as festividades de Halloween, avança a Sky News, que cita fonte dos bombeiros. 

Choi Seong-beom, chefe do corpo de bombeiros de Yongsan, em Seul, disse que o número de mortos pode subir à medida que se continuam a transportar os feridos para hospitais.

Há pelos menos 50 feridos graves e vários corpos ainda estão espalhados pelas ruas. 

Cerca de 100.000 foliões celebravam o primeiro evento de Halloween ao ar livre e sem máscara desde a pandemia.

Segundo as autoridades, as pessoas terão sido esmagadas até à morte, depois de uma grande multidão ter começado a avançar num beco estreito perto do Hotel Hamilton, um importante local de festa em Seul.

O Presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, emitiu uma declaração a apelar aos funcionários para assegurarem um rápido tratamento aos feridos e reverem a segurança dos locais de festividade.

Também instruiu o Ministério da Saúde para enviar rapidamente equipas de assistência médica em caso de catástrofe e garantir camas no hospital vizinho para tratar os feridos.

Os meios de comunicação locais disseram que cerca de 100.000 pessoas afluíram às ruas de Itaewon para as festividades de Halloween, que foram as maiores desde o início da pandemia de covid-19.




O União para Mudança (UM), no seu 5°congresso ordinário, sob lema: "Unidade Nacional e Defesa da Democracia"


Rádio Jovem Bissau 

Ataque ucraniano com 'drones' foi o maior desde fevereiro

© Lusa

Por LUSA  29/10/22 

O ataque com 'drones' que atingiu hoje de madrugada e manhã a frota russa do Mar Negro, na Crimeia, foi o maior desde o início do conflito na Ucrânia, admitiu o governador pró-russo da cidade de Sebastopol, na Crimeia.

"Esta madrugada e manhã ocorreu o maior ataque de 'drones' [aparelhos voadores não tripulados] e veículos de superfície pilotados remotamente nas águas da baía de Sebastopol na história" do conflito, disse Mikhail Razvojayev, citado pela agência noticiosa estatal russa TASS.

A Crimeia, anexada em março de 2014 pela Rússia após uma intervenção das suas forças especiais e de um referendo denunciado por Kiev e pelo Ocidente, serve como quartel-general desta frota e como base logística de retaguarda para a ofensiva russa na Ucrânia.

Algumas instalações militares e civis já foram alvejadas várias vezes nos últimos meses.

Entretanto, em Moscovo, o Ministério russo da Defesa responsabilizou a Ucrânia e o Reino Unido pelo "intenso ataque" com 'drones', que, no entanto, "causou danos menores" num dos navios, um caça-minas Ivan Goloubets, bem como na barragem de contenção da baía de Sebastopol.

"A preparação para este ato terrorista e o treino dos militares do 73.º centro ucraniano para operações marítimas especiais foram realizados por especialistas britânicos baseados em Ochakov, na região de Mykolaiv, na Ucrânia", afirmou o Ministério russo da Defesa na rede social Telegram.

Segundo Moscovo, o ataque envolveu "nove veículos aéreos não tripulados e sete drones marítimos autónomos" e visavam atingir navios que participam na proteção dos cargueiros responsáveis pela exportação de cereais ucranianos.

Antes, Razvojayev adiantou que a Marinha russa tinha repelido um ataque de 'drones' contra a frota russa do Mar Negro na Baía de Sebastopol, garantindo que nenhum edifício tinha sido atingido e que a situação estava sob controlo.

A Rússia, que lançou uma ofensiva militar contra a Ucrânia a 24 de fevereiro passado, anexou em 2014 a península ucraniana da Crimeia (sul).

Os ataques ucranianos a Sebastopol ocorrem numa altura em que as tropas de Kiev lançaram uma contraofensiva para recuperar terreno no sul da Ucrânia.

Os ataques contra a Crimeia aumentaram nas últimas semanas, à medida que as forças ucranianas avançam na frente sul em direção à cidade de Kherson, transformada em fortaleza pelos russos que aguardam o inevitável ataque.

Quinta-feira, Razvojayev anunciou que a central termoelétrica de Balaklava havia sido alvo de um ataque de 'drones', salientando, porém, que não causou grandes danos ou baixas.

Um aeródromo e uma base militar na Crimeia também foram alvo de explosões em agosto, ataques pelos quais a Ucrânia acabou por reconhecer a responsabilidade, mas só várias semanas mais tarde.

No início de outubro, foi a Ponte da Crimeia, uma infraestrutura fundamental para a península que a liga à Rússia, inaugurada em 2018 pelo Presidente russo, Vladimir Putin, que foi danificada pela explosão de um camião-bomba.

No terreno, os militares ucranianos relataram combates nas regiões de Lugansk e Donetsk, no leste, incluindo perto de Bakhmout, a única área onde as tropas russas avançaram nas últimas semanas, e bombardeamentos em várias outras regiões.

Em agosto, o governador pró-russo da Crimeia relatou um outro ataque, o segundo em menos de um mês, com 'drones' ao quartel-general da Frota Russa do Mar Negro, em Sebastopol, que não causou feridos.

A 31 de julho, um 'drone' caiu no pátio da sede da frota e feriu cinco funcionários, levando ao cancelamento de todas as festividades planeadas para o Dia da Frota Russa.

Acusada pela Rússia de estar por trás desse ataque, a Ucrânia negou qualquer envolvimento, considerando as acusações uma "provocação".

Entretanto, separatistas pró-Rússia que lutam ao lado de Moscovo anunciaram uma nova troca de prisioneiros com Kiev envolvendo 50 pessoas de cada lado.

Na frente sul, jornalistas da AFP testemunharam batalhas de artilharia na vila de Kobzartsi, a última cidade do lado ucraniano antes da linha de contacto com os russos.

"Ali pode correr tudo mal, mas sabemos que eles sofrem muito mais do lado deles do que do nosso", assegurou um soldado ucraniano, Oleksiï, na casa dos 20 anos, citado pela AFP.

Ambos os lados estão a preparar-se nesta área para a batalha pela cidade de Kherson, a capital regional, de onde as autoridades de ocupação russas retiraram dezenas de milhar de civis, que a Ucrânia descreveu como "deportações".

PARLAMENTO EUROPEU: Sanções europeias à Rússia "transformam-na num Estado pária"

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Por LUSA  29/10/22 

O porta-voz do Parlamento Europeu (PE) defendeu hoje que a União Europeia (UE) deve manter as sanções à Rússia enquanto durar a guerra na Ucrânia e assegurou que os pacotes sancionatórios estão a transformar a Rússia num Estado pária.

"Acredito que, neste momento, a Rússia se tornou um Estado pária e esperamos que, dentro de pouco tempo, sejam os próprios russos a perceber isso", sustentou Jaume Duch numa entrevista à Europa Press.

O porta-voz do Parlamento Europeu sublinhou que os oito pacotes de sanções aprovados até hoje "isolam o núcleo duro do Kremlin" e são uma forma de fazer a Rússia "perceber que esta guerra, entre outras coisas, é como um cancro para o seu próprio futuro", pois as sanções estão a causar muitos danos à economia russa.

Duch lembrou que as sanções levaram à saída de centenas de empresas europeias, bem como ao isolamento diplomático internacional.

"A Rússia foi retirada de muitos fóruns de discussão sobre praticamente qualquer tipo de política" e também em debates no âmbito das Nações Unidas, acrescentou.

Duch argumentou que "ainda há muito a fazer" em termos de sanções e lembrou que o Parlamento Europeu aprovou várias resoluções, com ampla maioria, embora não por unanimidade, "que se comprometem a insistir nas sanções contra a Rússia nos próximos meses".

A ofensiva militar lançada em 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia -, entrou hoje no 248.º dia e foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição de sanções políticas e económicas ao Kremlin.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, 6.374 civis mortos e 9.776 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

UCRÂNIA: Marinha russa repeliu ataque de drone na Baía de Sevastopol

© Lusa

Por LUSA  29/10/22 

A Marinha Russa repeliu um ataque de drones contra a frota russa do Mar Negro na Baía de Sebastopol, disse hoje o governador desta cidade na península anexa da Crimeia.

"Navios da frota russa do Mar Negro estão a repelir um ataque com 'drones' (veículos aéreos não tripulados) na Baía de Sebastopol", disse Mikhail Razvojayev, acrescentando que nenhum edifício foi atingido e que a citação esta "sob controlo".

A Rússia, que lançou uma ofensiva militar contra a Ucrânia em 24 de fevereiro passado, anexou em 2014 a península ucraniana da Crimeia (sul).

Os ataques ucranianos a Sebastopol ocorrem numa altura em que as tropas de Kyiv lançaram uma contraofensiva para recuperar terreno no sul da Ucrânia.

Na quinta-feira, Razvojayev anunciou que a central termoelétrica de Balaklava havia sido alvo de um ataque de 'drone', salientando, porém, que não causou grandes danos ou baixas.

Em agosto, o governador pró-russo da Crimeira relatou um outro ataque, o segundo em menos de um mês, com drones ao quartel-general da Frota Russa do Mar Negro, em Sebastopol, que não causou feridos.

Em 31 de julho, um 'drone' caiu no pátio da sede da frota e feriu cinco funcionários, levando ao cancelamento de todas as festividades planeadas para o Dia da Frota Russa.

Acusada pela Rússia de estar por trás desse ataque, a Ucrânia negou qualquer envolvimento, considerando as acusações uma "provocação".

Justiça dos EUA liberta homem preso há 38 anos por crime que não cometeu

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Por LUSA  29/10/22 

A Justiça norte-americana libertou um homem que passou mais de 38 anos atrás das grades por um homicídio em 1983 após o teste de ADN apontar para outro autor do crime.

Maurice Hastings, agora com 69 anos, tinha sido condenado a prisão perpétua, uma sentença revogada a 20 de outubro, a pedido dos procuradores e dos advogados do Projeto de Inocência de Los Angeles na Universidade do Estado da Califórnia.

"Rezei durante muitos anos para que este dia chegasse", disse Hastings numa conferência de imprensa esta sexta-feira. "Não estou a apontar dedos; não está aqui de pé um homem amargo, quero apenas desfrutar da minha vida enquanto a tenho", acrescentou.

"O que aconteceu (...) é uma terrível injustiça", disse o procurador do Distrito George Gascón. "O sistema de justiça não é perfeito, e quando tomamos conhecimento de novas provas que nos levam a perder a confiança numa condenação, é nossa obrigação agir rapidamente", sublinhou.

A vítima no caso, Roberta Wydermyer, foi agredida sexualmente e morta com um único disparo na cabeça, disseram as autoridades. O corpo foi encontrado no porta-bagagens da sua viatura, no subúrbio de Los Angeles, em Inglewood.

Hastings, que disse sempre estar inocente, foi condenado em 1988 a prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Na altura da autópsia da vítima, o médico legista realizou um exame de agressão sexual e o sémen foi detetado numa zaragatoa oral, segundo o procurador distrital.

Hastings procurou fazer testes de ADN em 2000 mas, nessa altura, o Ministério Público negou o pedido. Hastings apresentou uma queixa de inocência à Unidade de Integridade da Convicção do Ministério Público no ano passado e os testes de ADN em junho passado provaram que não era o seu sémen.

O perfil de ADN foi colocado numa base de dados estatal este mês e coincidiu com o de um outro homem, condenado por um rapto armado no qual uma mulher foi colocada no porta-bagagens de um veículo e forçada a sexo oral.

O suspeito morreu na prisão em 2020.


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UCRÂNIA: "Quatro milhões de ucranianos" afetados pelos cortes de energia

© Alexey Furman/Getty Images

Por LUSA 28/10/22 

Quase quatro milhões de pessoas foram afetadas por cortes de energia após os recentes ataques russos a infraestruturas energéticas na Ucrânia, adiantou esta sexta-feira o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Em muitas cidades e distritos do nosso país, foram introduzidos cortes para estabilizar" a situação, explicou o governante durante a sua mensagem de vídeo diária dirigida à nação.

"Quase quatro milhões de ucranianos estão atualmente a enfrentar estas restrições", acrescentou.

Os cortes afetam a cidade de Kyiv e a sua região, bem como as províncias de Zhitomyr (centro-oeste), Poltava, Cherkasy e Kirovograd no centro, Rivne (oeste), Kharkiv (leste), Cherniguiv e Sumy no norte, apontou o chefe de Estado.

Logo no início do dia, a operadora privada ucraniana DTEK tinha anunciado cortes de energia "sem precedentes" para "os próximos dias" na capital e a sua região, devido aos grandes danos infligidos ao sistema de energia ucraniano pelos ataques russos.

Durante mais de duas semanas, a Rússia tem intensificado os ataques à infraestrutura energética da Ucrânia, o que causou a destruição de pelo menos um terço das suas capacidades naquela região, numa altura em que se aproxima o inverno.

Como resultado, e para evitar apagões, cortes de energia com duração de algumas horas têm sido impostos diariamente em muitas regiões.

O governador da região de Kyiv, Oleksiy Kuleba, adiantou através da rede social Telegram que os moradores da capital podem esperar falhas de energia "mais duras e mais longas" em comparação com o início da guerra, noticiou a agência Associated Press (AP).

Na região de Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, o governador anunciou no Telegram o início de cortes de energia diários de uma hora a partir de segunda-feira em toda a província, incluindo a capital regional, que é a segunda maior cidade ucraniana.

As medidas "são necessárias para estabilizar a rede elétrica, porque o inimigo continua a bombardear a infraestrutura de energia", sublinhou Oleg Syniehubov.

Um pouco por todo o país as autoridades estão a apelar à população para uma poupança de energia, reduzindo o consumo de eletricidade durante os horários de pico e evitando o uso de aparelhos de alta tensão.

A agência France-Presse (AFP) visitou na quinta-feira uma central de energia ucraniana atingida pelos russos, onde dois funcionários se encontravam a trabalhar na reparação de um cabo num poste de grandes dimensões.

Segundo um dos funcionários, a central foi atingida duas vezes por mísseis, e uma terceira vez por um 'drone' suicida, de fabrico iraniano.

Já esta sexta-feira, o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, pediu ao homólogo iraniano que pare "imediatamente" de fornecer armas a Moscovo, na primeira conversa telefónica entre os dois ministros desde que Kyiv acusou a Rússia de atacar cidades ucranianas utilizando os 'drones' Shahed 136.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano reiterou as suas negações sobre estas acusações.

Por seu lado, Volodymyr Zelensky, não estavam muito otimista sobre este tema, alertando que a liderança russa irá procurar todas as possibilidades para continuar a guerra, principalmente "através dos seus cúmplices no Irão".

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa -- justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que hoje entrou no seu 247.º dia, 6.374 civis mortos e 9.776 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.


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sexta-feira, 28 de outubro de 2022

Umaro Sissoco Embaló, foi informado sobre a necessidade de alterar a data das legislativas antecipadas, que estavam marcadas para 18 de dezembro, disse fonte do Governo guineense.

Segundo a mesma fonte, a informação foi dada durante a sessão do Conselho de Ministros, presidida pelo chefe de Estado.

Radio TV Bantaba Oct 28, 2022

O enviado especial do Rei de Marrocos, Nasser Bourita, ministro dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Africana e Diáspora está em Bissau e, entregou hoje uma mensagem ao Presidente da Republica, Umaro Sissoco Embaló. A Ministra de Estado dos Negócios Estrangeiros Suzi Carla Barbosa destacou a importância da visita.

Radio Voz Do Povo

Veja Também:

  •  Visita do enviado especial da Sua Magestade Rei de Marrocos à Guiné-Bissau, Ministro dos Negócios Estrangeiros, da Cooperação Africana e dos Marroquinos Residentes no Exterior, Nasser Bourita.


@Radio TV Bantaba 

Três Médicos Portugueses estão no país a convite do hospital de Bor para formação aos técnicos da saúde Guineense


Radio Voz Do Povo 

Este dito ativismo seguindo o modelo de carnaval, não faço parte (não canso de o dizer)... Carlos Sambu

Falta muito debate e ideias, mas sobram ataques, ofensas e futilidades! estou muito ocupado e começando (embora bem debaixo) uma carreira como técnico na função pública e de Empreendedor e isto, tem me levado muito tempo e para ser verdade se antes não era meu apanágio acompanhar campeonato de futilidade agora é que mais estou distante disto!  

Uma escala de ataques, de intriga e de odeio, fora de comum longe de ativismo de outrora, onde se imperava sobretudo respeito e ideias assertivas sobre deferentes temas! Eu era desse tempo e estarei para sempre quando assunto é debate não impróprios de gentes sem quaisquer preparação! Vão me ouvir por aqui, só na divulgação da estratégia do meu partido, não neste carnaval. Portanto, não merecem a minha resposta e nem preocupação da ameaça ou intriga.

Por:  Carlos Sambu


ESTUDO: Alterações climáticas já afetam 96% da humanidade

© iStock

Por LUSA  28/10/22  

Entre outubro de 2021 e setembro de 2022, mais de 7,6 mil milhões de pessoas, 96% da população mundial, sofreram temperaturas médias diárias claramente influenciadas pelas mudanças climáticas, conclui um estudo divulgado hoje pela agência EFE.

O estudo, que aplicou o Índice das Alterações Climáticas (CSI na sigla em inglês), detalha padrões e classificações globais com base em avaliações diárias nos últimos 12 meses, com uma nova ferramenta baseada em mapas que permite a visualização dia a dia das pontuações daquele índice em 1.021 cidades de todo o mundo, refere a agência noticiosa espanhola.

As pessoas mais afetadas foram as que vivem perto da linha do equador e em ilhas pequenas: no México, Brasil, África ocidental e oriental, península arábica e arquipélago malaio.

Em todos os 365 dias analisados, pelo menos 200 milhões de pessoas enfrentaram temperaturas com um nível CSI três ou superior, indica a Climate Central (organização que pesquisa e informa sobre o impacto das alterações climáticas) num comunicado citado pela EFE.

O Índice das Alterações Climáticas aplica uma escala crescente de cinco pontos para indicar a frequência ou a probabilidade de as temperaturas num dado local terem sido influenciadas pelas alterações climáticas.

O estudo mostra que durante 75 dias, mais de mil milhões de pessoas foram afetadas por temperaturas com um nível CSI três ou superior, com um pico de 1,7 mil milhões a 21 de outubro de 2021.

As cidades com o maior número de pessoas expostas a mais dias com temperaturas de nível CSI três ou superior incluem a Cidade do México, Singapura e Lagos (Nigéria).

"Ser capaz de detetar de modo fiável as impressões digitais das alterações climáticas no clima quotidiano, em qualquer parte do mundo, representa um avanço essencial", considerou Andrew Pershing, responsável pela área da ciência climática na Climate Central.

Pershing salientou que o CSI é uma ferramenta que "pode ajudar as pessoas a compreenderem e falarem sobre como as alterações climáticas estão a moldar o clima à medida que tal acontece".

Federação Nacional de Associação de motoristas e Transportadores de Guiné-Bissau exige a demissão do diretor geral da Viação e de Transportes Terrestres

@Radio TV Bantaba  Oct 28, 2022

𝗔𝗟𝗜𝗦𝗢𝗡 𝗖𝗔𝗕𝗥𝗔𝗟 É 𝗢 𝗡𝗢𝗩𝗢 𝗗𝗜𝗥𝗘𝗧𝗢𝗥 𝗗𝗔 𝗥Á𝗗𝗜𝗢 𝗝𝗢𝗩𝗘𝗠

 Rádio Jovem Bissau  28/10/22

𝗢 𝗣𝗿𝗲𝘀𝗶𝗱𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗱𝗲 𝗡𝗮𝗰𝗶𝗼𝗻𝗮𝗹 𝗱𝗲 𝗔𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮çõ𝗲𝘀 𝗝𝘂𝘃𝗲𝗻𝗶𝘀 𝗱𝗮 𝗚𝘂𝗶𝗻é-𝗕𝗶𝘀𝘀𝗮𝘂 (𝗥𝗘𝗡𝗔𝗝-𝗚𝗕), 𝗔𝗯𝘂𝗹𝗮𝗶 𝗗𝗷𝗮𝘂𝗿𝗮, 𝗻𝗼𝗺𝗲𝗼𝘂 𝗲𝘀𝘁𝗮 𝘀𝗲𝘅𝘁𝗮-𝗳𝗲𝗶𝗿𝗮 (𝟮𝟴.𝟭𝟬.𝟮𝟬𝟮𝟮), 𝗼 𝗷𝗼𝗿𝗻𝗮𝗹𝗶𝘀𝘁𝗮 𝗔𝗹𝗶𝘀𝗼𝗻 𝗖𝗮𝗯𝗿𝗮𝗹, 𝗽𝗮𝗿𝗮 𝗼𝗰𝘂𝗽𝗮𝗿 𝗼 𝗰𝗮𝗿𝗴𝗼 𝗱𝗲 𝗗𝗶𝗿𝗲𝘁𝗼𝗿 𝗱𝗲 𝗮𝗻𝘁𝗲𝗻𝗮 𝗱𝗮 𝗥á𝗱𝗶𝗼 𝗝𝗼𝘃𝗲𝗺.

𝗦𝗲𝗴𝘂𝗻𝗱𝗼 𝗼 𝗱𝗲𝘀𝗽𝗮𝗰𝗵𝗼 𝗮𝘀𝘀𝗶𝗻𝗮𝗱𝗼 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗽𝗿ó𝗽𝗿𝗶𝗼 𝗹í𝗱𝗲𝗿 𝗷𝘂𝘃𝗲𝗻𝗶𝗹, 𝘀𝘂𝘀𝘁𝗲𝗻𝘁𝗮 𝗾𝘂𝗲 𝗮 𝗿𝗲𝗳𝗲𝗿𝗶𝗱𝗮 𝗻𝗼𝗺𝗲𝗮çã𝗼 𝘃𝗲𝗺 𝗻𝗮 𝘀𝗲𝗾𝘂ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗮𝘀 𝗿𝗲𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝘀 𝗲𝗺 𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗻𝗮 𝗿𝗲𝗱𝗲.

"𝗖𝗼𝗻𝘀𝗶𝗱𝗲𝗿𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝗻𝗲𝗰𝗲𝘀𝘀𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 𝗱𝗲 𝗶𝗺𝗽𝗿𝗶𝗺𝗶𝗿 𝗮 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿 𝗱𝗶𝗻â𝗺𝗶𝗰𝗮 𝗻𝗮 𝗲𝘅𝗲𝗰𝘂çã𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗽𝗼𝗹í𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀 𝗮𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗲𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗹 𝗱𝗮 𝗥á𝗱𝗶𝗼 𝗝𝗼𝘃𝗲𝗺, 𝘁𝗲𝗻𝗱𝗼 𝗲𝗺 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗮 𝗮𝘀 𝗿𝗲𝗳𝗼𝗿𝗺𝗮𝘀 𝗲𝗺 𝗰𝘂𝗿𝘀𝗼 𝗻𝗮 𝗥𝗘𝗡𝗔𝗝", 𝗹ê-𝘀𝗲 𝗻𝗼 𝗱𝗼𝗰𝘂𝗺𝗲𝗻𝘁𝗼.

𝗔𝗹𝗶𝘀𝗼𝗻 𝗖𝗮𝗯𝗿𝗮𝗹 𝗲𝘅𝗲𝗿𝗰𝗲𝘂 𝗲𝗺 𝗱𝘂𝗮𝘀 𝗼𝗰𝗮𝘀𝗶õ𝗲𝘀 𝗳𝘂𝗻çã𝗼 𝗱𝗲 𝗰𝗵𝗲𝗳𝗲 𝗱𝗮 𝗥𝗲𝗱𝗮çã𝗼, ú𝗹𝘁𝗶𝗺𝗮 𝘃𝗲𝘇, 𝗻𝗼 𝗮𝗻𝗼 𝟮𝟬𝟮𝟭.

𝗔𝗶𝗻𝗱𝗮 𝗻𝗮 𝘀𝗲𝗾𝘂ê𝗻𝗰𝗶𝗮 𝗱𝗮𝘀 𝗻𝗼𝗺𝗲𝗮çõ𝗲𝘀, 𝗮 𝗮𝗱𝗺𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁𝗿𝗮çã𝗼 𝗱𝗮 𝗥á𝗱𝗶𝗼 𝗽𝗮𝘀𝘀𝗮 𝗮 𝘀𝗲𝗿 𝗼𝗰𝘂𝗽𝗮𝗱𝗮 𝗽𝗲𝗹𝗼 𝗔𝘂𝗿𝗲𝗹𝗶𝗮𝗻𝗼 𝗠𝗮𝗻𝘂𝗲𝗹 𝗚𝗼𝗺𝗲𝘀.

𝗗𝗲 𝘀𝗮𝗹𝗶𝗲𝗻𝘁𝗮𝗿 𝗾𝘂𝗲, 𝗼 𝗮𝗻𝘁𝗶𝗴𝗼 𝗗𝗶𝗿𝗲𝘁𝗼𝗿 𝗱𝗲 𝗮𝗻𝘁𝗲𝗻𝗮 𝗲 𝗔𝗱𝗺𝗶𝗻𝗶𝘀𝘁𝗿𝗮𝗱𝗼𝗿 𝗱𝗮 𝗥á𝗱𝗶𝗼, 𝗟𝗮𝘀𝘀𝗮𝗻𝗮 𝗙𝗮𝘁𝗶 𝗲 𝗢𝗹í𝘃𝗶𝗼 𝗠𝗲𝗻𝗱𝗼𝗻ç𝗮, 𝗿𝗲𝘀𝗽𝗲𝘁𝗶𝘃𝗮𝗺𝗲𝗻𝘁𝗲, 𝗳𝗼𝗿𝗮𝗺 𝗲𝘅𝗼𝗻𝗲𝗿𝗮𝗱𝗼𝘀 𝗼𝗻𝘁𝗲𝗺 𝗮𝘁𝗿𝗮𝘃é𝘀 𝗱𝘂𝗺 𝗼𝘂𝘁𝗿𝗼 𝗱𝗲𝘀𝗽𝗮𝗰𝗵𝗼 𝗾𝘂𝗲 𝗶𝗻𝘃𝗼𝗰𝗼𝘂 𝗿𝗮𝘇õ𝗲𝘀 𝗱𝗲 "𝗶𝗺𝗽𝗿𝗶𝗺𝗶𝗿 𝗺𝗮𝗶𝗼𝗿 𝗱𝗶𝗻â𝗺𝗶𝗰𝗮 𝗻𝗮 𝗲𝘅𝗲𝗰𝘂çã𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗽𝗼𝗹í𝘁𝗶𝗰𝗮𝘀 𝗮𝘀𝘀𝗼𝗰𝗶𝗮𝘁𝗶𝘃𝗮𝘀 𝗲𝗺 𝗽𝗿𝗼𝗹 𝗱𝗮 𝗥á𝗱𝗶𝗼".

𝘑𝘶𝘯𝘵𝘰𝘴 𝘧𝘢𝘻𝘦𝘮𝘰𝘴 𝘮𝘢𝘪𝘴!

UCRÂNIA: Exército ucraniano reivindica ter abatido 300 'drones' desde setembro

© YASUYOSHI CHIBA/AFP via Getty Images

Por LUSA  28/10/22 

As defesas antiaéreas ucranianas abateram cerca de 300 'drones kamikaze' disparados pela Rússia desde 13 de setembro, data em que foi detetado o primeiro "Shahed 136" derrubado na região de Kharkov, reivindicou hoje o exército da Ucrânia.

Segundo o porta-voz do Comando da Força Aérea ucraniana, Yuriy Ignat, o exército russo esteve a utilizar 'drones' num regime de "vagas sucessivas", com base nos cálculos estratégicos, mas começou a reduzir os disparos porque o número de dispositivos que possuem está a diminuir.

As informações do exército seguem-se a uma declaração do Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na mais recente das mensagens que costuma transmitir ao amanhecer, em que afirmou que, desde o início da invasão russa, a Ucrânia sofreu mais de 8.000 ataques aéreos.

Zelensky sublinhou que nos últimos dois dias as forças ucranianas abateram 23 'drones' de um total de 30 lançados por tropas russas e direcionados principalmente contra infraestruturas críticas, energéticas e outros alvos civis.

Zelensky também se referiu ao progresso que a Ucrânia fez em termos de eficácia e capacidade das suas defesas antiaéreas nos oito meses que passaram desde o início da invasão russa, a 24 de fevereiro.

A mensagem de Zelensky foi divulgada numa altura em que a contraofensiva lançada pelo exército ucraniano em Donetsk e Lugansk parece ter desacelerado.

Segundo o portal Ukrinform, que cita o Estado-Maior das Forças Armadas da Ucrânia, as tropas russas estão a concentrar esforços na manutenção do território ocupado na margem direita da região de Kherson.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia, que entrou hoje no 247.º dia, causou a fuga de mais de 13 milhões de pessoas -- mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,7 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança do país, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com o envio de armamento para as autoridades ucranianas e a imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.374 civis mortos e 9.776 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.


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"Fui nomeado para cumprir mais uma missão de estado", disse Sandji fati...

 Radio TV Bantaba

ACNUR: Inundações em África já causaram 3,5 milhões de deslocados

© Reuters

Por LUSA  28/10/22 

As inundações que têm afetado a África Central e Ocidental desde o verão, forçaram mais de 3,5 milhões de pessoas a abandonar as suas casas, anunciou hoje o Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

A porta-voz do ACNUR, Olga Sarrado, explicou hoje que este êxodo é mais uma prova de que "a ligação entre o deslocamento forçado e a crise climática é cada vez mais clara e crescente" numa situação de "deterioração geral" que apenas "agrava os desafios subjacentes enfrentados pelos países afetados".

"Estamos a assistir à pior seca dos últimos 40 anos no Corno de África, que está agora sob a ameaça de fome", enquanto as operações humanitárias estão "cronicamente e perigosamente subfinanciadas", disse, observando que no máximo receberam metade dos fundos solicitados para a ajuda ao Níger.

A situação tem sido especialmente alarmante na Nigéria, onde as chuvas torrenciais, as piores registadas na última década, deixaram 1,3 milhões de pessoas deslocadas e cerca de 2,8 milhões afetadas, especialmente nas regiões do nordeste do país, nomeadamente nos estados de Borno, Adamawa e Yobe.

No Chade e nos Camarões, mais de um milhão de pessoas foram afetadas, particularmente no sul do país, onde os rios Chari e Logone inundaram aldeias inteiras.

A isto, acresce o impacto na região do Sahel Central, especificamente no Níger, Mali e Burkina Faso, onde mais de um milhão de hectares de culturas foram destruídos e mais de meio milhão de pessoas (cerca de 375.000 só no Burkina) foram forçadas a fugir das suas casas.

Em países como o Chade e Burkina Faso, a percentagem de financiamento pouco ultrapassou os 40%. A ajuda recebida pela Nigéria, apesar da gravidade da situação, não atinge sequer esta percentagem (39%), de acordo com as estimativas de Sarrado.

Na África Ocidental e Central inundações graves resultaram, então, em mortalidade e migração forçada devido à perda de abrigo, terras cultivadas e gado, enquanto o clima extremo prejudica o abastecimento de água e alimentos, aumentando a insegurança alimentar e a desnutrição, que causa 1,7 milhões de mortes anuais em África.

As mudanças na ecologia dos vetores, provocadas pelas cheias e pelos danos à higiene ambiental, conduziram também a aumentos da malária, dengue, vírus do Ébola e outras doenças infecciosas em toda a África subsaariana.

No total, estima-se que a crise climática tenha destruído um quinto do Produto Interno Bruto (PIB) dos países mais vulneráveis aos choques climáticos.


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