terça-feira, 29 de março de 2022

Modernização do aeroporto Osvaldo Vieira: GUINÉ-BISSAU E TURQUIA ASSINAM ACORDO

  Jornal Odemocrata  29/03/2022 

O Governo da Guiné-Bissau, através do ministério dos Transportes e Comunicações, rubricou um acordo de cooperação bilateral com a República da Turquia, para ampliar e modernizar o Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau.

As obras que deverão durar dezoito meses, foram avaliadas em 90 milhões de euros. O ato da assinatura do acordo teve lugar em Bissau esta segunda-feira, 28 de março de 2022.

Depois da formalização, o ministro dos Transportes e Comunicações, Aristides Ocante da Silva, revelou que o contrato foi feito na base de um procedimento segundo o qual vão construir para depois fazer a transferência do aeroporto. 

Ocante da Silva realçou que o contrato é um investimento importante para a Guiné-Bissau, garantindo que o governo vai facilitar todo o processo de execução da obra que vai permitir que o país tenha um aeroporto internacional de qualidade e referenciado na sub-região, com capacidade para receber aeronaves e um número importante de passageiros. 

“Tudo isso irá facilitar novas perspetivas no que tange ao transporte aéreo. Isto é o resultado da Cooperação entre a Guiné-Bissau e a República Turca, sobretudo o resultado do empenho e determinação dos chefes de Estado dos dois países”. 

Aristides Ocante da Silva garantiu que dentro de 18 meses o país terá um aeroporto completamente moderno, que vai responder às normas internacionais a nível das organizações internacionais da Aviação Civil.

“A empresa SUMMA, que será encarregue das obras do aeroporto, já construiu vários aeroportos no mundo, em particular na África. Por exemplo, um aeroporto no Senegal, outros no Níger e na Serra Leoa”, contou.

Por: Djamila da Silva 

Foto: D. S

DSP- Nações Unidas

 Hernani Kafft Kosta 

O Presidente da República General Umaro Sissoco Embaló recebeu, em audiência, a Delegação das Nações Unidas chefiada pelo Diretor do Departamento de Assuntos Políticos para a África Ocidental, Sr. Abdel Fatau Musah.


 Presidente da República da Guiné-Bissau Umaro Sissoco Embaló

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ALTO DIRIGENTE DO MADEM-G15 E ACTUAL MOPCUH, CAMARADA FIDELIS FORBS OFERECEU HOJE 29.03.2022 OS LIVROS AS DIFERENTES ESCOLAS NO BAIRRO DE CUPILUM DE BAIXO ESCOLA DE AFONSO, ESCOLA DE SENE, E ESCOLA DE BLO.

O ATO É TESTEMUNHADOS PELOS DIRETORES DAS ESCOLAS BENEFICIÁRIOS.


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UMA MENSAGEM CLARA PARA PORTUGAL E O MUNDO

 Por Gervasio Silva Lopes






Abramovich foi envenenado? Se sim, não foi o único na era Putin

© Shutterstock

Notícias ao Minuto   29/03/22 

Envenenamentos são uma prática russa que o Kremlin sempre negou. Recorde os casos.

Roman Abramovich - presente novamente nas negociações desta terça-feira, dia 29 - e os dois negociadores ucranianos poderão ter sido vítimas de envenenamento após uma reunião em Kyiv no início deste mês.

Consumiram apenas “chocolate e água” nas horas anteriores aos sintomas e, a confirmar-se alguma espécie de má índole, o objetivo seria apenas assustá-los, uma vez que a dosagem de veneno utilizada não era suficiente para estes corressem perigo de vida, avançou o site de investigação Bellingcat.

Por outro lado, um funcionário do Governo norte-americano esclareceu, já esta segunda-feira, que os serviços secretos sugerem que os sintomas apresentados pelo bilionário russo Roman Abramovich e pelos negociadores ucranianos, na sequência de uma reunião negocial em Kyiv, deveu-se a um fator "ambiental" e não a envenenamento.

Não se sabendo ainda se Abramovich foi ou não envenenado pelo Kremlin, a sê-lo, não foi o primeiro sob a era Putin. Recorde, abaixo, os casos mais mediáticos:👇

Viktor Yushchenko

© Getty

O primeiro caso - e talvez o mais mediático - remonta a 2004, na Ucrânia. Yushchenko, pró-europeu, e Yanukovych, simpatizante e preferido do Kremlin, disputavam as eleições presidenciais. Dois meses antes, Viktor Yushchenko ficou gravemente doente tendo-lhe sigo diagnosticada uma  pancreatite aguda. Veio depois a descobrir-se que foi envenenado com TCDD, ficando com a cara desfigurada. Desde então, já se submeteu a cerca de 24 cirurgias. 

Yushchenko diz saber quem o envenenou, mas não cita nomes.

Sergei V. Skripal

© D.R.

Em 2006, a Justiça da Rússia condenou Skripal, um ex-coronel que trabalhava no setor de inteligência do país, de vender segredos ao Reino Unido. Em 2010, saiu da prisão mudou-se para a Inglaterra. Em 2018, ele a filha, Yulia, foram expostos a um agente nervoso do grupo novichok, desenvolvido pela União Soviética, na cidade de Salisbury, no sul de Inglaterra.  Alguns dos profissionais de saúde que os atenderam também sofreram uma intoxicação.

A substância terá sido pulverizada na maçaneta da porta de casa de Skripal e poderá ter sido assim que ele a filha tiveram contacto com o novichok.


Alexander Litvinenko

© Getty

Litvinenko, agente da KGB que se tornou um crítico do governo de Vladimir Putin, acabou mesmo por morrer. Foi envenenado com um agente raro e altamente tóxico, o isótopo de polónio 210. Litvinenko foi envenenado ao conhecer Andrei K. Lugovoi, um ex-guarda-costas da FSB num bar de um hotel em Londres, em Inglaterra, em 2006. Morreu três semanas depois A Justiça do Reino Unido concluiu que o polónio usado no envenenamento provavelmente saiu de um reator de energia russo.

“Poderá ter sucesso em silenciar um só homem, mas o coro de protestos em todo o mundo, sr. Putin, irá reverberar nos seus ouvidos para o resto da sua vida”, terá dito antes de morrer. 


Alexei Navalny

© Reuters

O maior opositor de Putin, Alexei Navalny, foi também vítima de envenenamento com novichok em agosto de 2020. Adoeceu durante um voo entre Tomsk e Moscovo e foi transportado de avião para Berlim, onde permaneceu cerca de um mês no hospital Charité. Chegou a estar em coma. Um médico russo chegou a afirmar que nenhum veneno foi encontrado no corpo de Navalny mas em setembro de 2020, o governo alemão afirmou que testes toxicológicos de amostras de sangue de Navalny mostravam, sem possibilidade de equívoco, que houve envenenamento pelo agente novichok.

O advogado foi recentemente condenado a 9 anos de prisão por fraude e injúria em tribunal.


Vladimir Kara-Murza

© Getty

Kara-Murza diz que houve tentativas de envenená-lo em 2015 e 2017. Um laboratório alemão identificou altos níveis de mercúrio, cobre, manganésio e zinco no seu corpo. O governo russo nega qualquer envolvimento.


 

Anna Politkovskaya

© Getty

Anna Politkovskaya, jornalista russa do Novaya Gazeta - que cessou pontem funções até que a guerra termine - foi envenenada enquanto viajava para Beslan, em setembro de 2004. Era conhecida por investigar crimes de altas figuras governamentais russas. Recuperou do envenenamento mas dois anos depois foi  assassinada com quatro tiros no prédio onde vivia em Moscovo.

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Dmitry Peskov disse ainda que Abramovich não é, esta terça-feira, um membro oficial da equipa de negociadores presente na Turquia.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, garantiu esta manhã que o oligarca Roman Abramovich não foi envenenado, na sequência de uma reunião negocial realizada em Kyiv no início do mês, noticia a Sky News.

A informação foi divulgada depois de, na segunda-feira, o The Wall Street Journal ter noticiado que o oligarca russo Roman Abramovich teria apresentado sintomas de envenenamento após ter estado presente na já referida reunião, relativa à guerra entra a Rússia e a Ucrânia...Ler Mais


© Reuters

Notícias ao Minuto  29/03/22 

O ministro da Defesa russo voltou a sublinhar que se a NATO auxiliasse a Ucrânia com a aviões a Rússia ia responder.

O ministro da Defesa da Rússia disse, esta terça-feira, que a capacidade de defesa da Ucrânia estava "seriamente" debilitada.

O ministro disse ainda, segundo a Interfax, que o sistema da força aérea ucraniana estava "praticamente destruído".

Num discurso transmitido pela televisão russa, Sergei Shoigu voltou a realçar que "a primeira fase da operação militar na Ucrânia" já estava terminada, tal como o Kremlin tinha anunciado a semana passada.

Segundo a Interfax, o ministro disse que a Ucrânia já não tinha um navio e que o principal objetivo da Rússia era agora "libertar" Donbas.

"O combate com as forças ucranianas está significativamente reduzido, o que possibilita que nos possamos focar em alcançar o objetivo principal - a libertação de Donbas", disse, segundo a agência russa.

O responsável pela pasta da Defesa não aparecia em público há alguns dias por, segundo o ministro do Interior da Rússia, Anton Gerashchenko, ter tido um ataque cardíaco. Durante o discurso, o responsável voltou também a sublinhar que se a NATO fornecesse aviões e sistemas de defesa aérea a Rússia iria responder.

Rússia disposta a deixar Ucrânia aderir à UE, caso abdique da NATO

© Reuters

Notícias ao Minuto  29/03/22 

A informação foi avançada no mesmo dia em que as delegações de Moscovo e Kyiv estão reunidas, em Istambul.

Fontes citadas pelo The Financial Times terão dito que a Rússia está disposta a deixar a Ucrânia aderir à União Europeia, caso o país abandone quaisquer eventuais intenções de aderir à NATO.

Apelos quanto a uma eventual "desnazificação" da Ucrânia, que envolveria uma mudança de regime no país, terão também sido deixados de parte enquanto medida a negociar com Kyiv durante as conversações de paz.

Estas notícias vêm, assim, confirmar que a Rússia começa a reduzir os seus objetivos para esta operação militar. Aliás, uma das fontes consultadas pelo The Financial Times veio confirmar que Moscovo está a mudar "diariamente" tanto a sua pressão militar, como as suas exigências.

A informação foi avançada no mesmo dia em que as delegações de Moscovo e Kyiv estão reunidas, em Istambul, no âmbito daquela que se apresenta como a primeira ronda de conversações presenciais em mais de duas semanas. 

Várias rondas de conversações tiveram já lugar desde o início da guerra, embora não tenha sido atingido um acordo sobre um cessar-fogo definito. 


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© Lev Radin/Pacific Press/LightRocket via Getty Images

Notícias ao Minuto  29/03/22 

Moscovo e Kyiv estão, esta terça-feira, reunidos naquela que se apresenta como a primeira ronda de negociações presencial em mais de duas semanas.

Dmytro Kuleba, ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, aconselhou os representantes do país a não "comerem ou beberem" durante as negociações com a Rússia, informa a Sky News.

"A conselho qualquer pessoa que vá para negociações com a Federação Russa a não comer ou beber nada", apontou  Dmytro Kuleba. "E, de preferência, evitem tocar em qualquer superfície", acrescentou.

As declarações foram proferidas depois de terem sido, inicialmente, levantadas suspeitas acerca da possibilidade de Roman Abramovich ter sido envenenado durante um encontro negocial em Kyiv, informou o The Wall Street Journal.

Porém, a Reuters informou entretanto que, de acordo com um funcionário do governo norte-americano, os serviços secretos do país sugerem que os sintomas apresentados pelo bilionário russo Roman Abramovich e pelos negociadores ucranianos deveram-se a um fator "ambiental" e não a envenenamento.

Moscovo e Kyiv estão, esta terça-feira, reunidos naquela que se apresenta como a primeira ronda de negociações presencial em mais de duas semanas. 

Portugal: XV legislatura começa hoje com eleição do novo presidente da AR

© Lusa

Notícias ao Minuto  29/03/22 

A Assembleia da República eleita nas legislativas de 30 de janeiro reúne-se hoje pela primeira vez e vai eleger o novo presidente do parlamento, tendo o PS indicado para o cargo o ex-ministro Augusto Santos Silva.

A XV Legislatura vai começar quase dois meses depois das legislativas de 30 de janeiro, que o PS venceu com maioria absoluta. O processo foi mais demorado devido à repetição de eleições no círculo da Europa, determinada pelo Tribunal Constitucional, nos termos da lei, por terem sido misturados votos válidos com votos nulos em 151 mesas de voto.

A primeira reunião plenária da XV legislatura - com oito partidos representados, menos dois do que na anterior - divide-se em duas partes, uma de manhã e outra à tarde.

Na primeira parte, às 10:00, com os 230 novos parlamentares eleitos em 30 de janeiro, será aprovada a comissão eventual de verificação de poderes dos deputados eleitos, numa reunião que costuma demorar poucos minutos.

Como, a essa hora, não haverá ainda presidente da AR eleito e o presidente cessante, Eduardo Ferro Rodrigues, não é deputado, caberá ao partido mais votado, o PS, convidar um dos vice-presidentes cessantes que tenha sido reeleito (ou o deputado mais antigo) a dirigir interinamente os trabalhos.

Esse convidará dois deputados das bancadas maiores, PS e PSD, para secretários da mesa.

Após a aprovação da resolução que aprova a comissão eventual de verificação de poderes, os trabalhos são interrompidos.

Às 15:00, é lido e votado o relatório que discrimina os deputados que pediram substituição, a começar pelos membros do Governo.

Segue-se a eleição do presidente da Assembleia da República, por voto secreto, pelos deputados que serão chamados, por ordem alfabética, a votar numa urna no centro da sala de sessões.

Concluída a votação, a sessão é novamente suspensa para apuramento dos resultados.

De acordo com o Regimento, é eleito Presidente da Assembleia da República "o candidato que obtiver a maioria absoluta dos votos dos deputados em efetividade de funções", sendo que neste caso Augusto Santos Silva deverá ser candidato único.

O novo presidente da Assembleia da República usará da palavra, seguindo-se intervenções dos grupos parlamentares.

A conferência de líderes decidiu que a eleição da restante Mesa da Assembleia da República - que, além do presidente, integra quatro vice-presidentes, quatro secretários e quatro vice-secretários - e do Conselho de Administração será feita apenas numa outra sessão plenária na quarta-feira.

Em paralelo, decorre a partir das 09:00 - e durante uma semana - o acolhimento dos deputados no Salão Nobre da Assembleia da República, em que os parlamentares têm de cumprir uma série de formalidades, como identificar-se, receber um 'login' e palavra-chave para entrar no sistema da Assembleia, tirar a fotografia que irá figurar no 'site' do parlamento ou preencher o registo de interesses.

Nesta legislatura, não há partidos 'estreantes', mas desaparecem duas forças políticas do parlamento: o CDS-PP, que tinha presença desde 1976, e o Partido Ecologista "Os Verdes" que, apesar de nunca ter ido a votos sozinho, tinha assento graças à coligação com o PCP.

Em relação a 2019, o PS cresce de 108 para 120 deputados, o PSD baixa de 79 para 77, o Chega torna-se a terceira força política, passando de um para 12 deputados, e a IL a quarta, subindo de um parlamentar para oito.

O PCP perdeu metade dos deputados, passando de 12 para seis, o BE reduz-se a praticamente um quarto da bancada de 2019 - de 19 para cinco parlamentares - e o PAN de quatro eleitos para um. O Livre mantém um assento parlamentar, apesar de em grande parte da legislatura a sua deputada eleita (Joacine Katar Moreira) ter estado na qualidade de não inscrita.

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MANIFESTAÇÃO AMANHà AS 09 DA MANHà NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA👇

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Oito aviões e três helicópteros russos abatidos em 24 horas

© Getty Images

Por LUSA  29/03/22

A Força Aérea das Forças Armadas da Ucrânia informou ter abatido 17 alvos aéreos "inimigos" nas últimas 24 horas, incluindo oito aviões e três helicópteros.

"A força aérea atingiu 17 alvos aéreos: oito aviões, três helicópteros, quatro veículos aéreos não tripulados [drones] e dois mísseis de cruzeiro", pode ler-se numa publicação na rede social Facebook.

As Forças de Defesa Ucranianas "continuam a manter a defesa da cidade de Mariupol e defendem e dissuadem o avanço do inimigo na região de Chernihiv", acrescentaram.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.151 civis, incluindo 103 crianças, e feriu 1.824, entre os quais 133 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 3,8 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.


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© Getty

Notícias ao Minuto  28/03/22 

As acusações contra as forças russas quanto a este tipo de crime em solo ucraniano acumulam-se.

A deputada ucraniana Maria Mezentseva acusou os soldados russos de violar e de assediar as mulheres ucranianas no decorrer da invasão, assegurando que a Ucrânia “não ficará em silêncio” perante estes crimes de guerra.

Em declarações à Sky News, a líder da delegação permanente da Ucrânia na assembleia parlamentar do Conselho da Europa apontou como exemplo o caso sob investigação por parte do Ministério Público da Ucrânia, no qual um soldado russo terá violado uma mulher repetidamente à frente do seu filho menor, após ter invadido a casa onde vivia e morto o seu marido, na capital ucraniana.

“Há um caso que tem sido muito discutido recentemente porque foi registado e [o Ministério Público abriu uma investigação], e não entraremos em detalhes, mas é um cenário muito assustador quando um civil é morto na sua casa numa pequena região próxima de Kyiv”, referiu.

“A sua mulher foi – e peço desculpa mas tenho de o dizer – violada repetidamente em frente ao seu filho menor”, disse, adiantando que o soldado terá ameaçado a criança após o ataque.

Segundo a deputada, há muitos mais casos como este, ainda não reportados, esperando que o Reino Unido possa dar ferramentas à Ucrânia de como ajudar as vítimas após os ataques.

“Há muitas mais vítimas do que as deste caso, que foi tornado público pela procuradoria-geral", recordou. “E, claro, estamos à espera de muitos mais casos, que serão públicos quando as vítimas estiverem prontas para falar sobre o assunto.”

Acima de tudo, Mezentseva reforçou que o país “não ficará em silêncio”.

Também a deputada ucraniana Lesia Vasylenko denunciou ataques semelhantes perante o parlamento britânico, no início de março.

“Temos informações de mulheres que foram violadas em grupo. Estas mulheres são, normalmente, aquelas que não conseguem sair. Estamos a falar de cidadãs idosas. A maioria destas mulheres foi executada depois do crime, ou acabou com a própria vida”, apontou, citada pelo The Guardian.

Por sua vez, o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, afirmou, no início do mês, que são "muitos" os casos "de soldados russos a violar mulheres em cidades ocupadas".

Recorde-se que a Rússia lançou, na madrugada de 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou pelo menos 1.151 civis, incluindo 103 crianças, e feriu 1.824, entre os quais 133 crianças, segundo os dados mais recentes da Organização das Nações Unidas, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.


Dosagem utilizada não era suficiente para causar danos permanentes nas vítimas.

Roman Abramovich e os dois negociadores ucranianos que apresentaram sintomas de envenenamento consumiram apenas “chocolate e água” nas horas anteriores aos sintomas e o objetivo seria apenas assustá-los, uma vez que a dosagem de veneno utilizada não era suficiente para estes corressem perigo de vida, avança o site de investigação Bellingcat...Ler Mais


A fabricante russa de 'software' antivírus Kaspersky foi colocada numa lista negra pelo regulador de telecomunicações dos Estados Unidos (FCC), que condena empresas consideradas uma "ameaça à segurança nacional" norte-americana.

Alista negra inclui sete empresas chinesas, incluindo a Huawei e a ZTE, mas a Kaspersky é a primeira russa a ser abrangida. As companhias sancionadas veem o seu acesso a subsídios de um fundo regulador estatal para apoiar as telecomunicações em áreas rurais bloqueado.

A declaração da FCC, divulgada na última sexta-feira, não mencionou a invasão russa da Ucrânia...Ler Mais

segunda-feira, 28 de março de 2022

Vice-presidente do PAIGC diz que comunidade internacional “sabe que a Guiné-Bissau vive num horror”

Bissau, 28 mar 2022 (Lusa) – A segunda vice-presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Odete Semedo afirmou hoje que a comunidade internacional “sabe que a Guiné-Bissau vive num horror”, mas estranha a passividade perante a situação.

“A comunidade internacional já sabe tudo na Guiné-Bissau, sobre a política na Guiné-Bissau, sobre a situação de horror que se vive na Guiné-Bissau, porque tudo o que se passa aqui nós reportamos em carta para esses parceiros”, disse Semedo, em declarações à Lusa.

Na semana passada a dirigente lançou, nas redes sociais, um grito de alerta sobre o que disse serem perigos de a Guiné-Bissau entrar “num problema grave” se a comunidade internacional não “intervir já”.

Odete Semedo disse que todas os parceiros do país, nomeadamente a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), todas as agências do sistema das Nações Unidas e União Europeia “foram informados sobre o que se passa” na Guiné-Bissau.

O PAIGC enviou cartas a todas aquelas instituições mesmo dando conta de situações que Odete Semedo disse ter vergonha de referir.

“Por exemplo casos em que as pessoas vão às nossas casas à noite, batem à porta, dizem que vão a mando de ordens superiores para entrar na nossa casa, para vasculhar as nossas coisas. Eu tenho vergonha disso”, observou Semedo.

 A dirigente afirmou ainda que o PAIGC relatou nas cartas situações em que, alegadamente, as pessoas foram detidas e conduzidas à Segunda Esquadra (sede da polícia guineense) apenas por terem “gritado viva PAIGC” num lugar público.

Odete Semedo, escritora e poetisa, acusou ainda a comunidade internacional de estar a dar “mais atenção ao Presidente” Umaro Sissoco Embaló do que ao povo guineense “que sofre”.

Neste particular, criticou a passividade da CPLP e acusou as autoridades portuguesas, nomeadamente o primeiro-ministro, António Costa, de “andarem ao colo com o Sissoco”, dando o mote para o resto da comunidade internacional.

Odete Semedo disse ainda que o guineense “se calhar desconhece o que o país tem em termos de riqueza” para despontar tanto interesse.

Em relação aos países da sub-região africana, a dirigente do PAIGC afirmou que a CEDEAO “anda a brincar com os guineenses” ao mandar para a Guiné-Bissau missões “que vêm brincar” com os sentimentos do povo.

MB // LFS

Lusa/Fim

Guiné nacionaliza Armazéns do Povo, maioritariamente de capitais lusos

© Lusa

Por LUSA  28/03/22 

O Governo da Guiné-Bissau decidiu nacionalizar a empresa Armazéns do Povo, detida maioritariamente por capitais portugueses, uma situação que o presidente do conselho de administração, Alfredo Miranda, disse hoje à Lusa ser "estranha e ilegal".

Os Armazéns do Povo, conglomerado de edifícios públicos, foram vendidos pelo Estado guineense em 1992 e o grupo português Interfina comprou 55% das ações da empresa, a que se juntam mais participações de outros grupos lusos, perfazendo cerca de 96% de capitais portugueses, declarou à Lusa Alfredo Miranda.

O Estado guineense detém um total de cerca de 3% do capital da empresa, observou Miranda que não compreende a decisão do Governo do país em nacionalizar o grupo.

"Nós fomos surpreendidos pela aprovação de um decreto-lei, na última reunião do Conselho de Ministros, que teve lugar na quinta-feira passada, em que, efetivamente, pelo teor do decreto, o Estado decidiu nacionalizar a empresa Armazéns do Povo SARL", afirmou Alfredo Miranda.

O presidente do conselho de administração precisou ainda que a empresa Armazéns do Povo investiu, nos últimos anos, mais de sete milhões de euros na modernização dos imóveis e ainda emprega, de forma direta, mais de 200 trabalhadores guineenses.

"A empresa Armazéns do Povo SARL é uma empresa de capitais portugueses, mais de 95% do capital é português", observou Alfredo Miranda, para quem, talvez, seja pelo facto de a empresa se ter modernizado é que poderá suscitar "algum interesse de certas forças".

O presidente da administração da Armazéns do Povo "não compreende" como é que se decide pela nacionalização de uma empresa privada "de capital maioritário estrangeiro", e que representa cerca de 15% das exportações de Portugal para a Guiné-Bissau.

O grupo Armazéns do Povo, que se dedica ao comércio de produtos diversos de Portugal para a Guiné-Bissau, está, segundo Alfredo Miranda "em cumprimento de todas as normas" do país e até hoje não foi informado pelas autoridades da decisão da suposta nacionalização.

"O que a empresa pensa fazer é que se faça a justiça, que se cumpra a lei. Todos os documentos da empresa estão em dia, apresentamos o balanço regularmente", afirmou Alfredo Miranda, realçando que a empresa faz reuniões regulares onde o Estado guineense pode participar como sócio que é.

Miranda notou ainda que o Estado guineense tem um representante permanente no conselho de administração da empresa Armazéns do Povo e que pode facultar todos os documentos, se for o caso, disse.

O presidente da administração também considerou estranho o facto de o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos "não cumprir com a lei" ao não pagar uma indemnização fixada pelo tribunal guineense e ainda mandar invadir as instalações da empresa.

Alfredo Miranda referia-se a um caso em que o Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos foi condenado, "com a sentença transitada em julgada", por ocupação ilegal das instalações da empresa.

"Estranhamente, a ministra da Justiça e dos Direitos Humanos rebentou os nossos cadeados e ocupou as nossas instalações. Pôs lá uma segurança privada. Isso foi na quinta-feira da semana anterior e nesta quinta-feira nós fomos surpreendidos com a decisão do Conselho de Ministros em nacionalizar a empresa", sublinhou Alfredo Miranda.

Está no horizonte do grupo Armazéns do Povo, que abastece o mercado guineense, entre outros, com produtos de construção civil, eletrodomésticos, produtos alimentares, expandir-se para os países da sub-região africana onde a Guiné-Bissau está inserida, adiantou Miranda.

"E de repente surpreendem-nos com esta decisão que não sabemos como é que podemos posicionar sobre isto", disse Alfredo Miranda notando, contudo, que a empresa poderá recorrer aos tribunais "se tiver de ser".

O presidente da administração dos Armazéns do Povo considerou ser "muito mau" para a imagem do país o que se está a passar com a empresa.