14 de julho de 2020

UNTG ATENTA AO DESRESPEITO DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES


O Secretário-geral da União Nacional dos Trabalhadores da Guiné (UNTG) considerou, hoje (14), que os direitos dos trabalhadores estão a ser beliscados durante esta pandemia da Covid 19.

Júlio Mendonça falava aos jornalistas no âmbito da cerimónia de posse que devia acontecer para novos membros do Conselho Permanente de Concertação Social.

Este sindicalista diz que a segurança social devia assegurar os trabalhadores suspensos durante o período da pandemia da Covid-19 a fim de minimizar o sofrimento da classe trabalhadora.

“Direitos dos trabalhadores estão beliscados neste período de pandemia porque a lei previa que quando acontecer esta situação, principalmente nas empresas privadas e com as ONGs que funcionam no país uma vez que a lei-geral do trabalho impõe obrigatoriedade a segurança social, a dar cobertura salarial do trabalhador que ficasse sem trabalho mas o facto não aconteceu e a segurança ficou a inactivo enquanto o governo passivo”, sustentou Júlio Mendonça.

Em relação a tomada de posse dos novos membros do Conselho Permanente de Concertação Social que ficou adiada para quarta-feira devido ao impasse nas duas Câmaras do Comércio sobre a representatividade neste espaço, o Secretário-geral da UNTG lamenta o facto mas apela bom senso para evitar a política.

“Temos só que lamentar dado o desentendimento a volta das duas câmaras de comércio sobre a representatividade neste espaço por isso queremos apelar bom senso para evitar o uso da política nos assuntos que não porque há leis no país”, atirou o Secretário-geral da UNTG.

Mendonça alerta ainda o executivo, liderado por Nuno Gomes Nabian, no sentido de cumprir na íntegra o projectado Orçamento Geral de Estado e caso contrário poderá ter grandes problemas uma vez que as centrais sindicais estão determinadas.

“As pessoas devem respeitar regras de jogos ou seja as leis que criarem” diz para depois acrescentar que “ o orçamento-geral do estado está como vemos, e se fosse implementado nas bases das projecções, conseguirão resolver problemas sociais caso contrario terão problemas sérios”, alertou Mendonça.

No que se refere as exigências das duas centrais sindicais para o aumento do salário mínimo na função pública para 100 mil Franco CFA, Júlio Mendonça diz que estão a aguardar o Conselho Permanente de Concertação Social para que a proposta seja discutida e decidida.

Por: Marcelino Iambi

Radiosolmansi.net

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