sábado, 25 de abril de 2020

Discurso do director geral de Prevenção e Promoção da Saúde, Agostinho N' Dumba alusivo ao dia Mundial de luta contra paludismo.


Jornal O Democrata 

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Guiné-Bissau - Malária matou cerca de 280 guineenses em 2019


A malária matou cerca de 280 pessoas na Guiné-Bissau, em 2019, na sua maioria crianças com menos de cinco anos, disse hoje o diretor-geral de Prevenção e Promoção da Saúde Pública, Agostinho Ndumba.

No total, segundo dados apurados pelo Laboratório Nacional da Saúde Pública (Inasa) da Guiné-Bissau, a doença afetou diretamente mais de 160 mil guineenses.

Os dados foram apresentados numa comunicação feita por Agostinho Ndumba no âmbito do dia mundial de luta contra a doença, também conhecida por paludismo, que hoje se assinala.

"Apesar das melhoras registadas no domínio da prevenção, diagnóstico e tratamento, o paludismo continua a figurar na lista de preocupações no domínio da saúde pública" na Guiné-Bissau, notou Agostinho Ndumba.

O responsável apelou aos guineenses para dormirem debaixo de mosquiteiros impregnados com inseticida, sobretudo as crianças com menos de cinco anos, salientando que a doença "é a principal causa de mortalidade naquela faixa etária".

A malária é igualmente uma das principais causas de doença em mulheres grávidas, sublinhou Agostinho Ndumba, acrescentando que a Guiné-Bissau "é um país endémico", já que 22% de consultas médicas externas são derivadas daquela doença.

Apesar da sua gravidade, o diretor-geral da Prevenção e Promoção da Saúde Pública guineense considerou que a malária é uma "doença evitável e tratável", desde que haja recursos à disposição das autoridades sanitárias.

Agostinho Ndumba afirmou que a pandemia provocada pelo novo coronavírus fez com que este ano não sejam realizadas atividades para assinalar o dia mundial de luta contra a malária, mas exortou a população a respeitar as orientações para evitar a covid-19, ao mesmo tempo que se previne contra o paludismo.

Covid-19: Número de mortes em África sobe para 1.331


Redação, 25 abr 2020 (Lusa) - O número de mortes provocadas pela covid-19 em África subiu para 1.331 nas últimas horas, com 29.053 casos da doença registados em 52 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nas últimas 24 horas, o número de mortos subiu de 1.298 para 1.331, enquanto as infeções aumentaram de 27.427 para 29.053.

O número total de doentes recuperados subiu de 7.474 para 8.364.

O norte de África mantém-se como a região mais afetada pela doença, com 11.967 casos, 908 mortos e 3.187 doentes recuperados.

Na África Ocidental, há registo de 7.078 infeções, 174 mortos e 2.148 doentes recuperados.

A África Austral contabiliza 93 mortos, em 4.534 casos de covid-19 e 1.548 doentes recuperados.

A pandemia afeta 52 dos 55 países e territórios de África, com cinco países – África do Sul, Argélia, Egito, Marrocos e Camarões - a concentrarem cerca de metade das infeções pelo novo coronavírus e mais de dois terços das mortes associadas à doença.

O Egito regista 4.092 infetados e 294 mortos, a África do Sul conta 4.220 doentes infetados e 79 mortos, enquanto Marrocos totaliza 3.758 casos e 158 vítimas mortais e os Camarões contabilizam 49 mortos e 1.401 infetados.

O maior número de vítimas mortais regista-se na Argélia: 415 mortos, em 3.127 doentes infetados.

Entre os países africanos lusófonos, Cabo Verde lidera em número de infeções, com 88 casos e um morto.

A Guiné-Bissau mantém 52 pessoas infetadas pelo novo coronavírus e Moçambique tem 65 casos declarados da doença.

Angola mantém 25 casos confirmados de covid-19 e dois mortos e São Tomé e Príncipe, o último país africano de língua portuguesa a detetar a doença no seu território, regista sete casos positivos.

A Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), mantém 214 casos positivos de infeção e um morto, segundo o África CDC.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 200.000 mortos e infetou quase 2,8 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 736 mil doentes foram considerados curados.

Por Lusa

Nigeria - 114 new cases of #COVID19 have been reported;

80 in Lagos
21 in Gombe
5 in FCT
2 in Zamfara
2 in Edo
1 in Ogun
1 in Oyo
1 in Kaduna
1 in Sokoto
As at 11:30 pm 24th April there are 1095 confirmed cases of #COVID19 reported in Nigeria.

Active Cases - 855
Discharged: 208
Deaths: 32

Native Reporters

Reação de DSP ao Comunicado da CEDEAO na RTP África


Domingos Simões Pereira

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O Presidente do maior partido do país (PAIGC), Domingos Simões Pereira, tranquiliza os militantes e simpatizantes do partido e diz o que pensa sobre o comunicado da CEDEAO.



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Silvina Tavares, coordenadora 480 observadores da Célula de Monitorização Eleitoral da Sociedade Civil da Guiné-Bissau, disse à DW África que os pequenos incidentes registados não põem em causa a credibilidade da eleição.

A União Africana e a CPLP felicitam o povo guineense pela maturidade demonstrada na segunda volta das presidenciais.


VIVA ESCOLA DE CONDUÇÃO Aiéié. - Ali Bona odja...

Assim keta aprende ianda na mota pa dipus é bai transporta djintes na ruas de Bissau (Táxi mota).
Dipus ita inda djintes kuta fala mota em vez de TÁXI.





Albano Barai/faladepapagaio

Declaração atribuível ao Porta-voz do Secretário-Geral da ONU sobre a Guiné-Bissau


O Secretário-Geral toma nota da decisão da Autoridade de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), no dia 22 de abril, de reconhecer Úmaro Sissoco Embaló como vencedor das eleições presidenciais de dezembro de 2019 na Guiné-Bissau.

O Secretário-Geral encoraja todos os atores da Guiné-Bissau a trabalharem de maneira inclusiva e construtiva na implementação das decisões relevantes da CEDEAO, particularmente no que diz respeito à nomeação de um Primeiro Ministro e à formação de um novo Governo, em total conformidade com a Constituição, e tendo em conta os resultados da as eleições legislativas de março de 2019.

O Secretário-Geral reitera o compromisso das Nações Unidas de continuar a acompanhar os guineenses nos seus esforços para consolidar a paz, a democracia e o desenvolvimento sustentável.

Stephane Dujarric, porta-voz do Secretário-Geral
Nova York, 24 de abril de 2020
Fonte: ONU na Guiné-Bissau

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Statement attributable to the Spokesman for the Secretary-General - on Guinea-Bissau

24 April 2020
Stephane Dujarric, Spokesman for the Secretary-General

The Secretary-General takes note of the decision by the Authority of Heads of State and Government of the Economic Community of West African States (ECOWAS) on 22 April to recognize Úmaro Sissoco Embaló as the winner of the December 2019 presidential election in Guinea-Bissau.

The Secretary-General encourages all Bissau-Guinean actors to work inclusively and constructively to implement relevant ECOWAS decisions, particularly regarding the appointment of a Prime Minister and formation of a new Government, in full compliance with the Constitution, and taking into account the results of the March 2019 legislative elections.


The Secretary-General reiterates the commitment of the United Nations to continue to accompany Bissau-Guineans in their efforts to consolidate peace, democracy and sustainable development.

Guiné-Bissau: A semana em que a CEDEAO deu razão a Sissoco Embaló

CEDEAO reconheceu Umaro Sissoco Embaló como vencedor das Presidenciais de 29 de Dezembro de 2019 na Guiné-Bissau. 
Por: Carina Branco

Esta semana, a CEDEAO reconheceu Umaro Sissoco Embaló como o vencedor da segunda volta das presidenciais na Guiné-Bissau. África continuou com as atenções voltadas para a pandemia de Covid-19, com a ONU a alertar para uma fome de “proporções bíblicas”. Na Guiné-Bissau, a suspensão da campanha de caju já está a provocar fome. A crise sanitária está a arrastar o mundo para uma crise económica e os países afro-lusófonos não escapam. Para ouvir nesta edição de SEMANA EM ÁFRICA.


RFI

Mãe do músico Charbel não morreu de coronavírus--Ministério da Saúde


Fonte: Bissau On-line

O ministério da Saúde Pública da Guiné-Bissau, através do Centro de Operação de Emergência da Saúde (COES) informou ontem, 22 de abril de 2020, que os resultados de testes de coronavírus realizados ao pessoal da "clínica madrugada" em Bissau, deram negativos, e que a mãe do músico Charbel não morreu de coronavírus.

"Felizmente os resultados dos indivíduos que estavam confirmados na clínica madrugada, todos deram negativos, logo já foram libertados e regressaram hoje às suas casas", informou o porta-voz da COES.

Questionado se a morte da mãe de estava ligada ao coronavírus, o porta-voz da COES respondeu: " Nós nunca dissemos que aquela senhora estava infectada, só que a senha era da cadeia daquele português (um cidadão português condenado), portanto era suspeitada porque teve contacto com um dos infectados; tendo contacto com um dos infectados, entrando no serviço da medicina dum estabelecimento, então, nós suspeitamos que eventualmente depois da sua morte, podia ter transmitido, daí que tínhamos que tomar medidas sanitárias epidemiológicas conforme ordena o protocolo, que é de mandar desenfectar o local, isolar os que tiveram contactos para evitar a propagação. Foram essas as medidas que tomamos, felizmente, os resultados deram negativos e tudo terminou", explicou.

As autoridades informaram ainda que vão produzir um despacho para autorizar a clínica madrugada, a retoma das suas atividades.

"Vamos fazer um despacho do ministério da Saúde hoje, para autorizar que amanhã ou depois da amanhã, a clínica remote as suas funções", acrescentou.

De recordar que as autoridades sanitárias da Guiné-Bissau obrigaram na passada quarta-feira, 15 de Abril do ano em curso, o encerramento da "clínica madrugada", em Bissau, por suspeitar que a morte de uma senhora idosa de Noad Aziz Harfouche, a mãe do artista guineense Charbel Pinto, naquela clínica poderia ser causada pelo Coronavírus. Contudo, na óptica de Charbel Pinto, a mãe dele estaria a ser utilizada como bode expiatório.

O músico, natural de Canchungo, localidade situada a cerca de 80 quilómetros a norte da Guiné-Bissau, diz que é tudo uma farsa das autoridades que pretendem obter dinheiro junto da comunidade internacional, daí estarem a inventar que existe o novo coronavírus na Guiné-Bissau.

Charbel Pinto sugere na sua página de Facebook que para dar consistência à tese, as autoridades estão agora a alegar que a sua mãe faleceu daquela doença e por via disso mandaram encerrar a clínica da Madrugada.

O cantor promete dar mais detalhes do que chama de "invenções das autoridades", numa declaração em directo na rede Facebook no próximo dia 27, sendo que as autoridades de saúde pública convocaram o cantor para um esclarecimento na próxima sexta-feira.

Seja como for, subiu para 52 o número de pessoas infectadas pelo covid-19 na Guiné-Bissau.Nas últimas 24 horas, testaram positivo, duas pessoas. Uma em Bissau e uma na região de Cacheu, concretamente em Canchungo.

Causa e efeito RTP Africa - atualidade política Guineese com Dr. Helder Vaz, Dr. Geraldo Martins e Dr. Jamel Handem

Guiné-Bissau: CPLP nota "urgência" de investidura formal do Presidente

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) disse hoje que registou a deliberação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental de reconhecer Umaro Sissoco Embaló como Presidente da Guiné-Bissau, sublinhando a "urgência" de uma investidura formal.


Em comunicado, a presidência do conselho de ministros da CPLP afirmou que "regista a deliberação da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) de reconhecer o candidato Umaro Sissoco Embaló como candidato vencedor das eleições presidenciais da Guiné-Bissau, realizadas em 29 de dezembro de 2019".

A CEDEAO reconheceu quinta-feira Umaro Sissoco Embaló como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais da Guiné-Bissau e pediu a formação de um novo Governo até 22 de maio.

Na sequência do anúncio da CEDEAO, a União Europeia elogiou a decisão da organização sub-regional africana por ter resolvido o impasse que persistia no país.

"A CPLP sublinha também a importância e a urgência na investidura formal e efetiva do Presidente eleito, bem como da nomeação de um primeiro-ministro e de um novo Governo, com respeito pela Constituição e demais leis da República, e tendo sempre em consideração os resultados das eleições legislativas de 10 de Março de 2019", salientou a organização lusófona.

No comunicado, a organização dos países de língua portuguesa destaca também o papel que a CEDEAO tem desempenhado nos esforços da "comunidade internacional para encontrar" a estabilidade política para o país.

A CPLP exortou ainda os políticos da Guiné-Bissau a "darem a sua contribuição" para que, através do diálogo, se possa alcançar e consolidar a "estabilidade, paz e o desenvolvimento".

O primeiro-ministro português António Costa também saudou o reconhecimento internacional de Umaro Sissoco Embaló como Presidente guineense, subscrevendo a posição da CEDEAO, apesar de a sua vitória nas presidenciais ainda ser contestada.

A CPLP tem como Estados-membros Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste, Guiné Equatorial e São Tomé e Príncipe.

Por LUSA

Covid-19: União Africana com contribuições de 61 milhões de dólares para pandemia


Adis Abeba, 24 abr 2020 (Lusa) - Os compromissos de financiamento destinados ao esforço da União Africana para o combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus ascendem a 61 milhões de dólares (56 milhões de euros) depois de novas contribuições anunciadas esta semana.

De acordo com o comunicado final de uma reunião virtual do conselho alargado da União Africana, hoje divulgado, os compromissos financeiros destinados, por países e instituições africanas, ao Fundo Covid-19 e ao reforço das capacidades do Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças (África CDC) passaram de 16 milhões de dólares (14 milhões de euros) em março para 61 milhões de dólares em abril.

Dos 44,5 milhões de dólares (cerca de 41 milhões de euros) de novas contribuições, 12,5 milhões (11,5 milhões de euros) destinam-se ao Fundo Covid-19 e 32 milhões (29,6 milhões de euros) são para reforçar os meios do África CDC.

República Democrática do Congo (4 milhões de dólares), Senegal (2 milhões de dólares), Ruanda (1 milhão de dólares), Zimbabué (2 milhões de dólares), Banco Africano de Desenvolvimento (26 milhões de dólares), Fundação Motsepe da África do Sul (6 milhões de dólares), Afreximbank (3 milhões de dólares) e Banco de Comércio e Desenvolvimento da África Austral (500 mil dólares) são os novos contribuintes.

Anteriormente, quatro países membros da organização tinham anunciado contribuições no valor de 16,5 milhões de dólares, 11 milhões destinados ao fundo e 5,5 milhões (4, 3 milhões de euros) para reforçar o orçamento do África CDC.

Egito (6 milhões de dólares), Quénia (3 milhões de dólares), Mali (1,5 milhões de dólares) e África do Sul (6 milhões de dólares) foram os primeiros países a contribuir para o fundo.

O Egito e a África do Sul são os dois países membros da organização pan-africana com mais casos registados de infeções pelo novo coronavírus.

Até ao momento não são conhecidas contribuições de países africanos lusófonos - Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe - para os esforços de combate à pandemia da União Africana (UA).

O conselho alargado da UA, presidido pelo chefe de Estado da África do Sul e presidente em exercício da organização, Cyril Ramaphosa, esteve reunido com os líderes empresariais africanos para discutir o papel do setor privado na resposta à pandemia.

Na reunião participaram, além do Presidente da África do Sul, os chefes de Estado do Senegal, República Democrática do Congo, Egito, Quénia, Mali, Ruanda e Zimbabué e o primeiro-ministro da Etiópia, bem como o presidente da Comissão da UA, Moussa Faki Mahamat, e vários comissários da organização.

Cyril Ramaphosa salientou, durante o encontro, além crise de saúde pública causada pela covid-19, os impactos socioeconómicos "devastadores" da pandemia nos países africanos.

Por isso, defendeu a necessidade, de um "apoio rápido e concreto dos parceiros internacionais" para garantir que os fluxos comerciais e de investimento "não sejam ainda mais perturbados" durante, o que considerou, um "extraordinário choque externo global".

Os chefes de Estado e de Governo e os líderes empresariais defenderam "um congelamento" da dívida pública africana durante dois anos, bem como a apresentação de uma proposta para resolver o problema da dívida privada.

O Presidente Ramaphosa salientou igualmente a importância de levantar todas as sanções internacionais contra o Zimbabué e o Sudão para permitir que estes países possam ter recursos para lutar contra a pandemia.

Na sequência da reunião, o Presidente do Senegal, Macky Sall, anunciou em comunicado ter sido nomeado para dirigir a 'task force' de chefes de Estado de África no quadro das negociações para a anulação da dívida africana, mas o comunicado final do encontro não faz qualquer referência à sua nomeação.

As mortes por covid-19 em África subiram para 1.300 nas últimas horas num universo de mais de 27.800 casos confirmados em 52 dos 55 países e territórios que integram a União Africana.

Do total de infeções registadas, 7.633 doentes já recuperaram.

A nível global, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 200 mil mortos e infetou mais de 2,7 milhões de pessoas. Mais de 720 mil doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Por Lusa

sexta-feira, 24 de abril de 2020

PM português saúda reconhecimento internacional de Sissoco Embaló

O primeiro-ministro português saudou o reconhecimento internacional de Umaro Sissoco Embaló como Presidente guineense, subscrevendo a posição da Comunidade Económica dos Estados de África Ocidental (CEDEAO), apesar de a sua vitória nas presidenciais ainda ser contestada.


Em duas publicações na sua conta do Twitter na quinta-feira à noite, António Costa considerou que o reconhecimento internacional constitui "um passo importante para a estabilidade da Guiné-Bissau e o retorno à normalidade institucional, respeitando princípios democráticos e valores do Estado de Direito".

"Felicito @USEmbalo pela decisão da #CEDEAO, que reconhece a sua vitória nas eleições presidenciais da #Guiné-Bissau", escreveu Costa, prometendo ainda: "Vamos trabalhar em conjunto para aprofundar a amizade, a solidariedade e a cooperação, alicerçadas numa história e língua em comum. #Portugal e #Guiné-Bissau estarão sempre juntos".

Na quinta-feira, a CEDEAO reconheceu a vitória de Sissoco Embaló nas eleições presidenciais de 29 de dezembro de 2019 e, pouco depois, a União Europeia elogiou a decisão da organização sub-regional por ter resolvido o impasse que persistia no país.

Também no mesmo dia, antes das publicações de António Costa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros português disse que tomou "boa nota" da decisão da CEDEAO e instou Umaro Sissoco Embaló a nomear um novo Governo "tendo em conta os resultados das eleições legislativas" de março de 2020, que deram a vitória ao Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau (PAIGC), opositor de Sissoco Embaló e que tem uma maioria no parlamento.

Da mesma forma, o ministério liderado por Augusto Santos Silva exortou os órgãos de soberania guineenses, como o Presidente da República, a Assembleia Nacional Popular, o Governo e os tribunais a "colaborarem para a estabilidade institucional no uso das competências que lhes estão cometidas pela Constituição e no respeito dos princípios e valores do Estado de Direito".

O MNE apontou que Portugal e a Guiné-Bissau têm "uma relação de estreita amizade, solidariedade e cooperação" e que pretende "incrementar esses laços, como uma verdadeira parceria estratégica".

Por Lusa

GUINÉ-BISSAU - Oposição satisfeita com reconhecimento de Presidente pela CEDEAO

O líder do Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau (Madem-G15), Braima Camará, disse hoje ter registado com "bastante satisfação" a posição da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, que reconheceu Umaro Sissoco Embaló como Presidente do país.

© Lusa

"O Madem-G15 congratula-se com este clarividente posicionamento da CEDEAO por traduzir não só o respeito escrupuloso da vontade soberana do povo guineense expressa de forma livre e democrática nas urnas, nas últimas eleições presidenciais", mas também por demonstrar o compromisso da organização com os "valores da liberdade, justiça eleitoral e do Estado de direito democrático", disse, em comunicado, Braima Camará.

O Madem-G15, o segundo partido mais votado, apoiou Umaro Sissoco Embaló nas eleições presidenciais da Guiné-Bissau.

No comunicado, o líder do Madem-G15 criticou também o candidato às presidenciais Domingos Simões Pereira, considerando que teve uma "postura antidemocrática", que "desacreditou" a Comissão Nacional de Eleições (CNE) e "fragilizou" o Supremo Tribunal de Justiça.

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) reconheceu quinta-feira Umaro Sissoco Embaló como vencedor da segunda volta das eleições presidenciais da Guiné-Bissau e pediu a formação de um novo Governo até 22 de maio.

Na sequência do anúncio da CEDEAO, a União Europeia elogiou a decisão da organização sub-regional africana por ter resolvido o impasse que persistia no país.

O primeiro-ministro português António Costa também saudou o reconhecimento internacional de Umaro Sissoco Embaló como Presidente guineense, subscrevendo a posição da CEDEAO.

Por Notícias ao Minuto

Membros governo doam 30% do salário pra combater COVID-19.

Primeiro-Ministro Nuno G Nabiam

Acabo de sair de mais uma reunião da Comissão Interministerial de combate a Covid-19, de acompanhamento epidemiológico e de seguimento das Equipas de Respostas Rápidas(ERR).

Fizemos avaliação das ações em curso no âmbito dos cuidados sanitários e analisamos responsavelmente uma futura decisão de aligeirar os termos do despacho regulador do Decreto Presidencial de Estado de Emergência em relação a algumas medidas restritivas.

Nessa matéria, depois de ponderação, decide que medidas de afrouxamento só depois de pareceres científicos e fundamentação dos técnicos.

Brevemente, iremos anunciar tomada de novas medidas, com grande sentido de responsabilidade, visando mitigar os custos sócio-económicos da pandemia.

Em relação a esses custos, a nível Governamental já estamos a aquilatar as melhores formas de suporta-las. Para garantir a segurança alimentar da nossa população, já estamos a preparar a aquisição de 20 a 30 mil toneladas de arroz para serem distribuídos diretamente a nossa população.

Por forma a dar exemplo e motivar mais a solidariedade de toda a nação, decidi oferecer um mês integral do meu salário e os restantes Ministros 30% do seus ordenados para serem afetados ao combate contra o Coronavírus.

Em relação ao preço de compra da castanha de cajú, ainda hoje iremos informar da decisão do Governo relativamente ao preço base.

A prevenção continua a ser a nossa arma de combate

#JuntosVamosVencerCovid

Eng° Nuno Gomes Nabiam, Primeiro Ministro da República da Guiné-Bissau

RAMADAM MUBARAK a todos !

Presidente da República da Guiné-Bissau Umaro Sissoco Embaló

Caros irmãos muçulmanos,
Começa hoje o mês Sagrado do Ramadão.
Nesta ocasião, estou feliz por vos cumprimentar e vos transmitir a minha saudação por ocasião da celebração deste pilar da religião muçulmana.

Este mês especial para os muçulmanos, dedicado principalmente ao jejum, à oração e à esmola.

É um período de intensa oração que devemos aproveitar para que seja também de reflexão para todos nós, muçulmanos e não muçulmanos, num momento que o mundo vive a Pandemia do CORONAVIRUS.
Pese as circunstâncias adversas, quero desejar
Que a Paz e a União reine entre os Guineenses.

RAMADAM MUBARAK a todos !

ANP - COMUNICADO À IMPRENSA



COMUNICADO DE IMPRENSA - MADEM-G15




Covid-19: Seis novos casos em Cabo Verde elevam total para 88

O Ministério da Saúde de Cabo Verde anunciou hoje seis novos casos de covid-19 no arquipélago, um dos quais importado de Portugal, elevando o total de infetados para 88, diagnosticados desde 19 de março.



Em comunicado, aquele ministério refere que nos restantes casos confirmados hoje, quatro são de transmissão no concelho da Praia e um foi diagnosticado no concelho de São Domingos (interior da ilha de Santiago).

Outras 58 amostras analisadas nas últimas horas no Laboratório de Virologia do Instituto Nacional de Saúde Pública deram resultado negativo para covid-19, acrescenta-se no comunicado, assinado pelo ministro da Saúde, Arlindo do Rosário.

Refere ainda que todos os doentes covid-19 "estão em isolamento" e estão a evoluir "sem sintomas ou com sintomas ligeiros".

Depois da Praia, Tarrafal, São Vicente e Boa Vista, São Domingos é quinto concelho, de um total de 22, a registar casos da doença.

Cabo Verde conta agora 88 casos da covid-19, distribuídos pelas ilhas da Boa Vista (54), de Santiago (33), entre Praia, Tarrafal e São Domingos) e de São Vicente (1). Um destes casos, um turista inglês de 62 anos -- o primeiro diagnosticado com a doença no país, em 19 de março -, acabou por morrer na Boa Vista, enquanto outro dos doentes já foi dado como recuperado.

Desde sábado que está em vigor um segundo período de estado de emergência, mantendo-se suspensas as ligações interilhas e a obrigação geral de confinamento, além da proibição de voos internacionais.

A declaração do atual estado de emergência prevê para as ilhas da Boa Vista, Santiago e São Vicente, todas com casos de covid-19, que permaneça em vigor até às 24:00 de 02 de maio. Nas restantes seis ilhas habitadas, sem casos diagnosticados da covid-19, a prorrogação do estado de emergência é mais curta, até às 24:00 de 26 de abril.

O número de mortos provocados pela covid-19 em África subiu para 1.298 nas últimas horas, com 27.427 casos registados da doença em 52 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 190 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

NAOM

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COVID-19 - Novo coronavírus detetado em partículas de poluição atmosférica

Cientistas temem que a pandemia se propague com maior facilidade em locais mais poluídos.


Um estudo levado a cabo pela universidade de Bologna, em Itália, detetou a presença do novo coronavírus em partículas de poluição atmosférica, o que poderá evidenciar que a pandemia se propague com maior facilidade em locais mais poluídos.

Um grupo de cientistas liderado por Leonardo Setti recolheu amostras de poluição atmosférica de uma zona urbana e de uma zona industrial de Bergamo, nas quais identificaram um gene altamente específico à Covid-19.

As informações obtidas pelo jornal britânico The Guardian apontam para que esta seja, de resto, uma das explicações encontradas para que a região norte de Itália, uma das mais poluídas da Europa, tenha registado um número tão elevado de pessoas infetadas.

"Sou um cientista e estou preocupado quando não sei algo. Se soubermos, podemos encontrar uma solução. Mas, se não soubermos, podemos apenas sofrer as consequências", afirmou Leonardo Setti, à publicação.


Os resultados desta investigação são, para já, preliminares, o que significa que esta terá de ser mais aprofundada para saber se o novo coronavírus permanece, de facto, suficientemente ativo em partículas de poluição atmosférica para causar uma infeção.

Covid-19: Desenvolver e disponibilizar vacina é a prioridade da UE - von der Leyen


Bruxelas, 24 abr 2020 (Lusa) – O desenvolvimento e disponibilização de uma vacina para a covid-19 é a prioridade da União Europeia (UE), disse hoje a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen numa conferência de imprensa virtual sobre o combate ao novo coronavírus.

“Precisamos de ações sustentadas em muitas frentes, precisamos de desenvolver uma vacina, de a produzir, de a distribuir por todos os cantos do mundo e de a disponibilizar a preços acessíveis”, disse von der Leyen, na sua intervenção, a partir de Bruxelas, numa conferência de imprensa coletiva organizada pela Organização Mundial de Saúde.

“Esta vacina será o nosso bem comum universal e quero convidar todos - governos, empresários, filantropos, artistas e cidadãos - para ajudarem a criar uma frente unida contra o coronavírus”, acrescentou ainda.

Neste sentido, a líder do executivo comunitário reiterou que, em 04 de maio, decorrerá uma conferência virtual de doadores para angariar fundos para o combate à covid-19, adiantando serem precisos, para já, “7,5 mil milhões de euros para financiar os trabalhos de prevenção, diagnóstico e tratamento”.

Von der Leyen disse também querer deixar uma “mensagem de esperança”.

“Esperança de que juntos possamos derrotar o coronavírus e regressarmos às nossa vidas quotidianas o mais breve possível”, vincou.

A UE, garantiu ainda, “não poupará nenhum esforço para ajudar o mundo a combater o coronavírus”, porque, unidos, destacou: “Faremos história com uma resposta global a uma pandemia global”.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou cerca de 200 mil mortos e infetou mais de 2,7 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 720 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 854 pessoas das 22.797 confirmadas como infetadas, e há 1.228 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

IG // EL

Lusa/fim

Covid-19: Restrições afetam celebrações do Ramadão em quase todo o mundo

Mesquitas fechadas, reuniões de família proibidas e recolher obrigatório devido à pandemia de covid-19 marcam o começo do Ramadão na maior parte do mundo, embora algumas autoridades religiosas tenham rejeitado as restrições, informou hoje a agência AFP.


Assim, este ano, o Ramadão - mês sagrado e espiritual de jejum muçulmano -, sinónimo de período religioso de partilha, generosidade e encontro familiar, promete ser sombrio para as centenas de milhares de muçulmanos na Ásia, Oriente Médio, Norte da África e também na Europa.

As restrições impostas na maioria dos países, incluindo Portugal, obrigaram as mesquitas a permanecerem fechadas e o iftar, a refeição diária de quebrar o jejum, um momento geralmente amigável ou festivo, não pode ser partilhado como é habitual na família ou entre vizinhos.

O rei Salman, da Arábia Saudita, pais dos dois lugares mais sagrados do Islão, revelou estar "angustiado" pela impossibilidade de haver orações coletivas, mas insistiu na necessidade de "proteger a vida e a saúde" do seu povo.

As medidas de contenção são rigorosas na Arábia Saudita, onde as orações foram suspensas nas mesquitas e um recolher obrigatório foi imposto na maioria dos sítios, com exceção da Grande Mesquita de Meca, onde os fiéis, em número limitado e cercados por forças de segurança, participaram na oração na sexta-feira.

Em contrapartida, a quase sempre lotada esplanada da Kaaba, a estrutura cúbica localizada no coração da Grande Mesquita e para a qual os muçulmanos vão durante a oração, estava deserta.

O confinamento generalizado afetou particularmente os mais desfavorecidos, privados da caridade de mesquitas ou associações, conforme relatou Salah Jibril, um trabalhador palestino desempregado em Gaza: "As mesquitas estão fechadas e aqueles que nos ajudam normalmente também passam por dificuldades".

Também em Portugal, os muçulmanos começaram o Ramadão na sexta-feira com as mesquitas fechadas pelo menos até 02 de maio devido à pandemia.

Em declarações à Lusa, o imã da Mesquita de Lisboa, xeque David Munir, explicou que a decisão já estava tomada há algum tempo e que o retorno à oração nos espaços de culto nos formatos habituais ainda está por decidir, esperando-se orientações do Governo para que possam ser tomadas decisões sobre o futuro.

Admitiu ainda que, mesmo quando houver a possibilidade de reabertura das mesquitas, o número de fiéis presentes terá de ser menor do que o habitual e "com certeza" com o uso de máscaras.

Também no Iraque, os iraquianos não puderam partilhar o iftar com seus parentes à noite e o mausoléu de Abdelqader al-Gelani, um dos maiores santuários sunitas do Iraque, que foi fechado, assim como a maioria das mesquitas.

Por outro lado, o recolher noturno foi imposto em vários países do Oriente Médio, tendo no maior país muçulmano do mundo, a Indonésia, os fiéis sido convidados a ficar confinados em casa, quando tradicionalmente nesta data todos se reúnem com outros familiares.

"Este Ramadão é muito diferente, não é festivo. Estou dececionado por não poder ir à mesquita, mas o que podemos fazer?", queixou-se o indonésio Fitria Famela, citado pela AFP.

Na Indonésia, à semelhança de outros países da Ásia, continente onde residem mais de mil milhões de muçulmanos, alguns líderes religiosos recusaram-se a cumprir as restrições. Foi o caso da principal organização muçulmana da província indonésia de Aceh, onde milhares de fiéis assistiram à oração na maior mesquita da capital, Banda Aceh.

"Não estou preocupado porque uso máscara e mantenho distância", contrapôs Cut Fitrah Riskiah, presente na cerimônia.

No Bangladesh, dignitários religiosos não cumpriram as recomendações para reduzir o acesso às mesquitas e no Paquistão as mesquitas estiveram cheias quando o Ramadão chegou.

Em contraste, Mohamad Shukri Mohamad, clérigo conservador da Malásia, em Kelantan, optou por abdicar as orações coletivas e as refeições em família, mesmo que isso significasse não ver seus seis filhos e 18 netos.

"É a primeira vez na minha vida que não consigo ir à mesquita. Mas nós aceitamos e cumprimos as medidas de distanciamento social para proteger nossas vidas", justificou

Na Rússia, os fiéis tiveram de rezar sem ir à mesquita e as tendas geralmente instaladas à noite com água e comida não existiram este ano. O chefe do conselho muçulmano da Rússia, Ravil Gainoutdine, disse aceitar as restrições para este Ramadão como um "teste enviado por Alá".

Na Ásia Central, as autoridades religiosas do Quirguistão, Cazaquistão e Uzbequistã proibiram celebrações e reuniões familiares no Ramadão.

No Tajiquistão, poupado oficialmente da pandemia, as autoridades religiosas pediram aos fiéis que não cumprissem o jejum para não se tornarem vulneráveis a doenças infecciosas.

O Ramadão é o mês sagrado para os muçulmanos porque foi durante este período que o profeta Maomé recebeu as primeiras revelações do Alcorão. O jejum é um dos pilares do Islão e é obrigatório. Todos os muçulmanos adultos e saudáveis devem fazê-lo, mas crianças doentes e idosos estão isentos.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de Covid-19 já provocou cerca de 200 mil mortos e infetou mais de 2,7 milhões de pessoas em 193 países e territórios.

Mais de 720 mil doentes foram considerados curados.

Em Portugal, morreram 854 pessoas das 22.797 confirmadas como infetadas, e há 1.228 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, alguns países começaram entretanto a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos, como Dinamarca, Áustria, Espanha ou Alemanha, a aliviar algumas das medidas.

24.sapo.pt

CEDEAO quer anulação da dívida publica africana e reestruturação da privada

Os países da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) defendem a anulação da dívida pública e a restruturação da dívida privada dos países africanos para atenuar os impactos económicos da pandemia de covid-19 no continente.


A posição comum dos 15 países, onde se incluem Cabo Verde e a Guiné-Bissau, foi adotada, na quinta-feira, durante uma reunião virtual da conferência de chefes de Estado e de Governo da organização, atualmente presidida por Issoufou Mahamadou, presidente da República do Níger.

Os chefes de Estado da CEDEAO decidiram "apoiar a iniciativa da União Africana de negociação com os parceiros para a anulação da dívida publica e uma reestruturação da dívida privada dos países africanos", adiantou a organização, em comunicado divulgado hoje.

No mesmo sentido, os países decidiram "lançar um apoio à comunidade internacional para a mobilização de recursos adicionais" para "fazer face aos desafios económicos e sociais" com que a região está confrontada.

Foi também a aprovada a possibilidade de emissão de títulos e obrigações do Tesouro de longo prazo para financiar "as necessidades críticas de investimento" do setor privado.

Disponibilização pelos bancos centrais de liquidez para que o setor financeiro possa financiar o setor privado, particularmente as Pequenas e Médias Empresas (PME), e para que as instituições de microfinanças apoiem o setor informal foram outras medidas decididas na reunião.

Os chefes de Estado reconheceram também a necessidade de mobilizar "apoios importantes" para os setores sociais, incluindo medidas como o ensino à distância, reforço dos sistemas e infraestruturas de saúde e facilitação de acesso à internet, bem como o reforço da ajuda às populações mais pobres.

A conferência de chefes de Estado sublinhou a urgência de apoiar a produção local de produtos agrícolas, para reduzir a fatura da importação de bens, e apelou aos países para "evitarem impor restrições às importações" provenientes de outros países da comunidade, nomeadamente de bens de primeira necessidade como medicamentos ou produtos alimentares.

Foi ainda decidido lançar um programa de apoio ao setor de fabrico de produtos farmacêuticos e de equipamentos de proteção sanitária, cuja produção local cobre apenas 20% das necessidades atuais da região.

O conjunto de medidas aprovadas integra um pacote global de propostas para estabilizar e relançar a economia da região, que segundo as projeções passou de uma previsão de crescimento inicial de 3,3% para 2% se a pandemia de covid-19 terminar em junho.

Mas a situação pode piorar, alertam os chefes de Estado, e num cenário em que a região não tome as medidas adequadas para travar a propagação do vírus e a doença se prologue para além de 2020, a economia pode desacelerar 2,1%.

A CEDEAO integra o Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Bissau, Guiné-Conacri, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

Além dos chefes de Estado dos países-membros, participaram na reunião, como observadores, o presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, bem como o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a África Ocidental, Mohamed Ibn Chambas.

A Guiné-Bissau esteve representada por Umaro Sissoco Embaló, numa reunião em a CEDEAO reconheceu oficialmente a sua vitória na segunda volta das eleições presidenciais de dezembro.

A África Ocidental regista 6.525 infeções pelo novo coronavírus, 171 mortos e 1.948 doentes recuperados, sendo a segunda região africana mais afetada pela pandemia.

O Gana é o país com o maior número de infeções registadas (mais de 1.100), seguindo da Costa do Marfim (cerca de 1.000), da Nigéria (cerca de 900) e da Guiné-Conacri (cerca de 800).

Entre os países africanos lusófonos, Cabo Verde lidera em número de infeções, com 82 casos e um morto, e a Guiné-Bissau contabiliza 52 pessoas infetadas pelo novo coronavírus.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 190 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 708 mil doentes foram considerados curados.

CFF // VM

Lusa/Fim

GUINÉ-BISSAU/ Boletim diário covid-19: de 24 de abril de 2020. MINISTÉRIO DA SAÚDE PÚBLICA



Jornal O Democrata 

DESPACHO №15 /GMOPHU/2020


African-Chinese couples on the rise in Guangzhou, China

África regista 1.298 mortos e 27.427 infetados por Covid-19

O número de mortos provocados pela covid-19 em África subiu para 1.298 nas últimas horas, com 27.427 casos registados da doença em 52 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.


Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), nas últimas 24 horas, o número de mortos registados subiu de 1.242 para 1.298 enquanto as infeções aumentaram de 25.937 para 27.427.

O número total de doentes recuperados subiu de 6.534 para 7.474, um aumento superior ao registado nos últimos dias.

O norte de África mantém-se como a região mais afetada pela doença com 11.442 casos, 889 mortos e 3.029 doentes recuperados.

Na África Ocidental, há registo de 6.525 infeções, 171 mortos e 1.948 doentes recuperados.

A África Austral contabiliza 89 mortos em 4.234 casos de covid-19 e 1.130 doentes recuperados.

A pandemia afeta 52 dos 55 países e territórios de África, com cinco países -- África do Sul, Argélia, Egito, Marrocos e Camarões - a concentrarem quase metade das infeções pelo novo coronavírus e mais de dois terços das mortes associadas à doença.

O Egito regista 3.891 infetados e 287 mortos, a África do Sul conta 3.953 doentes infetados e 75 mortos, enquanto Marrocos totaliza 3.568 casos e 155 vítimas mortais e os Camarões contabilizam 49 mortos em 1.401 infetados.

O maior número de vítimas mortais regista-se na Argélia, que contabiliza 407 mortos em 3.007 doentes infetados.

Entre os países africanos lusófonos, Cabo Verde lidera em número de infeções, com 82 casos e um morto.

A Guiné-Bissau contabiliza 52 pessoas infetadas pelo novo coronavírus e Moçambique tem 46 casos declarados da doença.

Angola soma 25 casos confirmados de covid-19 e dois mortos e São Tomé e Príncipe, o último país africano de língua portuguesa a detetar a doença no seu território, regista três casos positivos.

Na Guiné Equatorial, que integra a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), estão confirmados 84 casos positivos de infeção e um morto, segundo o África CDC.

A nível global, segundo um balanço da AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 190 mil mortos e infetou mais de 2,6 milhões de pessoas em 193 países e territórios. Mais de 708 mil doentes foram considerados curados.

Por LUSA

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