terça-feira, 30 de julho de 2019

FALTA DE OXIGÉNIO NO HNSM PREOCUPA PROFISSIONAIS DE SAÚDE


O Bastonário da Ordem dos Enfermeiros da Guiné-Bissau diz estar preocupado com a falta de produção do Oxigénio na fábrica do Hospital Nacional Simão Mendes (HNSM), maior centro da Guiné-Bissau, facto que coloca em risco a vida das pessoas

Entretanto, ontem (29 de Julho), numa entrevista à Rádio Sol Mansi (RSM), o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros, Alberto Gomes, sustenta que a preocupação já foi tornada pública junto das autoridades competentes.

Alberto diz que a falta de Oxigénio coloca em causa os trabalhos no bloco enfermaria e no bloco operatório porque a Clinica Madrugada (que fornece oxigénio) não está a conseguir abastecer com a quantidade suficiente.

“Nesta época chuvosa temos vários doentes que padecem de problemas respiratórios e que precisam de oxigénio e constitui um grande problema. Não se pode tratar um doente no bloco operatório sem oxigénio e na enfermaria se não tiver oxigénio para oi ajudar a respirar, o paciente o médico fica de mãos atadas e o doente corre o risco de morrer”

Para o Bastonário, comprar Oxigénio não é solução para o Hospital Simão Mendes.

“Deve-se ter uma fábrica para produzir o oxigénio em quantidade desejada para fazer cobertura de todas as enfermarias para, de certa, forma suprimir a necessidade da população”

Para breve funcionamento da fábrica do oxigénio

Entretanto, também numa entrevista à RSM, o secretário de Estado da Gestão Hospitalar, Anaximandro Casimiro Menut, promete que, até ao final do próximo mês de Agosto do corrente ano, a fábrica de Produção do Oxigénio no Hospital Nacional Simão Mendes, vai voltar a produzir este produto indispensável no sistema da saúde.

Anaximandro explica que o governo está mobilizado em resolver o problema e chama a atenção que não é preciso ser alarmada a falta de oxigénio no “Simão Mendes” e não significa que o país está em carência total.

“Apesar de na saúde tudo é urgência e emergência mas é preciso, essencialmente, na saúde para não haver pânicos. Não significa que não existe a carência total do oxigénio, o problema é que não existe o suficiente porque a clinica madrugada não consegue abastecer com a quantidade suficiente devido a alguns constrangimentos.

Casimiro Menut diz que a actual direcção está a trabalhar para retornar a confiança da população no sector da saúde.

“Vimos o sector da saúde desmotivado e nos olhos das pessoas não se vê médicos e profissionais com brio de trabalhar”.

A falta de oxigénio no Hospital Nacional Simão Mendes (maior no país) foi por várias vezes motivo de series de críticas devido ao seu impacto na vida humana. 

Por: Elisangila Raisa Silva dos Santos

radiosolmansi.net

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