© Reprodução Por LUSA 06/11/2026
Mais de 200 pessoas foram executadas na Arábia Saudita em 2026, incluindo duas que foram detidas quando ainda eram menores de idade, indicaram hoje organizações sauditas que atuam no exílio.
A organização não-governamental (ONG) ALQST afirmou que 203 pessoas já foram executadas neste ano, incluindo os cinco etíopes que foram mortos na quinta-feira na região de Asir, no sudoeste do país, condenados por contrabando de haxixe.
Segundo a Organização Saudita-Europeia para os Direitos Humanos (ESOHR, na sigla em inglês), a pena de morte foi aplicada este ano a 32 etíopes — 29 deles na prisão de Asir —, todos acusados de contrabando de haxixe.
A ESOHR detalhou que 70% das execuções tiveram como alvo pessoas "acusadas de crimes que não são considerados entre os mais graves segundo o direito internacional", como os relacionados com o tráfico de droga.
Além disso, "mais de metade das execuções tiveram como alvo estrangeiros", outras 14 foram de natureza "política" e, entre os executados, havia dois que eram menores no momento da detenção.
Este número, a pouco mais de um mês do final do ano, está ainda longe das 356 pessoas executadas em 2025 — um recorde no país em termos de número de execuções num só ano.
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