sexta-feira, 14 de março de 2025
Said Rais Daula di cumpo terra
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O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, considerou hoje que a estação africana da Radiodifusão Portuguesa (RDP-África) é hostil à sua pessoa como o foi com Serifo Nhamadjo e Malam Bacai Sanhá, antigos líderes guineenses, já falecidos.
Por Lusa 14/03/2025
Embaló diz que rádio portuguesa RDP-África é hostil à sua pessoa
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, considerou hoje que a estação africana da Radiodifusão Portuguesa (RDP-África) é hostil à sua pessoa como o foi com Serifo Nhamadjo e Malam Bacai Sanhá, antigos líderes guineenses, já falecidos.
Sissoco Embaló reagia assim depois de uma reportagem recentemente divulgada pela RDP-África no qual são citados os caminhos por si percorridos desde a infância até chegar à Presidência da Guiné-Bissau em fevereiro de 2020.
A reportagem é baseada em testemunhos de cidadãos guineenses e ainda em recolha de informações sobre a vida de Embaló.
À saída de uma reunião com a associação de régulos (chefes tradicionais), o Presidente guineense, questionado por um jornalista, comentou a reportagem da RDP-África para dizer que a estação é-lhe hostil.
"As pessoas que falaram nessa reportagem não conhecem a minha infância, mas quero vos dizer que a RDP é hostil à minha pessoa, como também foi hostil à Serifo Nhamadjo e Malam Bacai Sanhá. Olhem os nomes que vos citei", salientou Umaro Sissoco Embaló.
Embaló, Nhamadjo e Bacai Sanhá são todos de confissão muçulmana.
"A RDP é sempre hostil quando se trata de presidentes assim (muçulmanos)", salientou Umaro Sissoco Embaló.
Um dos testemunhos recolhidos na reportagem da RDP-África, intitulado: "Quem é Umaro Sissoco Embaló", é de Aristides Gomes, antigo primeiro-ministro guineense, exilado em França, após o seu Governo ter sido demitido por Embaló, em fevereiro de 2020.
Entre outros testemunhos, Gomes referiu na reportagem que é dos poucos responsáveis políticos guineenses por apreender de forma efetiva droga que entrou no país por intermédio de redes mafiosas.
Para Umaro Sissoco Embaló, Aristides Gomes "não pode falar quando o assunto for sério".
"O mais lamentável é o que o Aristides Gomes fala de mim. Aristides não pode falar de mim. Quando o assunto é sério, o cidadão Aristides não pode falar", disse, lembrando que no governo daquele a droga apreendida foi depositada nos cofres do Tesouro Público.
"Mas essa droga acabou por desaparecer de lá", enfatizou Embaló.
Sobre as alegações de várias pessoas ouvidas na reportagem da RDP-África de que contrariamente ao que afirma, o Presidente não era uma pessoa chegada ao falecido ex-Presidente guineense, João Bernardo 'Nino' Vieira, Umaro Sissoco Embaló disse que conheceu 'Nino' ainda muito novo.
"Eu conheci o Presidente 'Nino' Vieira em 1985 ainda muito novo (...), mas eu não admiro ninguém atualmente. Eu admiro o meu percurso, as pessoas é que me devem admiração", respondeu Embaló.
Umaro Sissoco Embaló disse que é o Presidente da Guiné-Bissau, não pode estar a responder à RDP-África ou a Aristides Gomes, e considerou ainda que a estação não faria o que fez com o Presidente de Angola ou de um outro país africano de língua portuguesa.
Aos régulos, disse ter explicado sobre as obras em curso no país, a nível de construção de estradas e hospitais e que recebeu garantias de que o querem na presidência da Guiné-Bissau para um segundo mandato.
Mamadu Nene Baldé, presidente da associação dos régulos da Guiné-Bissau, afirmou que felicitaram o Presidente da República, "pelo excelente trabalho que está a fazer" no país, nomeadamente pela forma como decorre a campanha de comercialização da castanha do caju, principal produto agrícola e de exportação.
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Exército da Ucrânia desmente Trump e nega estar cercado em Kursk
Por SIC Notícias
A declaração do Estado-Maior do exército surge poucas horas depois de Trump ter apelado ao homólogo russo, Vladimir Putin, para que poupasse a vida de "milhares de soldados ucranianos" que disse estarem cercados.
O exército ucraniano desmentiu esta sexta-feira afirmações do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que as suas tropas estavam cercadas pelo exército russo na região de Kursk.
"Não há qualquer ameaça de cerco das nossas unidades" na região russa de Kursk, disse o Estado-Maior do exército nas redes sociais, citado pela agência francesa AFP.
Segundo o Estado-Maior ucraniano, trata-se de informações "falsas (...) criadas pelos russos para fins políticos e para pressionar a Ucrânia e os seus parceiros".
O exército russo reivindicou a recuperação da cidade de Goncharovka, na região russa de Kursk, no mais recente exemplo dos rápidos avanços de Moscovo na zona, que está ocupada pelas forças ucranianas desde o verão de 2024.
O exército ucraniano disse que a situação não se alterou significativamente no último dia.
"As operações de combate na zona operacional do grupo de forças de Kursk continuam", acrescentou, também citado pela agência ucraniana Ukrinform.
Trump pede a Putin que poupe vida de "milhares de soldados ucranianos" cercados
A declaração surgiu poucas horas depois de Trump ter apelado ao homólogo russo, Vladimir Putin, para que poupasse a vida de "milhares de soldados ucranianos" que disse estarem cercados.
"Atualmente, milhares de soldados ucranianos estão completamente cercados pelo Exército russo, estão numa posição vulnerável e muito má. Pedi a Vladimir Putin que lhes poupasse a vida", escreveu Trump numa mensagem na sua rede Social Truth.
O exército ucraniano disse que as suas unidades se reagruparam, e se retiraram para linhas de defesa mais vantajosas, estando a desempenhar as tarefas que lhes foram atribuídas na região de Kursk.
"Os nossos soldados estão a repelir as ações ofensivas do inimigo e a infligir-lhe danos de fogo eficazes com todos os tipos de armas", disse o comando, acrescentando que ocorreram hoje "13 confrontos de combate" na região.
Os Estados Unidos apelaram a uma trégua o mais rapidamente possível e exerceram pressão sobre o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que acabou por aceitar, na terça-feira, uma cessação das hostilidades por 30 dias, desde que a Rússia também cumpra.
Trump, que adotou muitas das posições da Rússia para grande desagrado de Kiev e da Europa, quer que Moscovo silencie rapidamente as armas, mas o Presidente russo, Vladimir Putin, parece estar a arrastar as coisas.
A posição de Putin tem em conta a situação no terreno, dado que as forças russas estão em vantagem na frente de Kursk, depois de terem recuperado território controlado pela Ucrânia nos últimos dias, segundo a AFP.
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Comissão permanente da ANP sob presidência de Adja Satu Camara Pinto Reuneu-se hoje deliberaram o seguinte: em nexo

BAFATÁ DIZ ADEUS À POEIRA E À LAMA: ARRANCA O ALCATROAMENTO DAS VIAS URBANAS
BAFATÁ DIZ ADEUS À POEIRA E À LAMA: ARRANCA O ALCATROAMENTO DAS VIAS URBANAS
Já arrancaram as obras de alcatroamento das vias urbanas da cidade de Bafatá, num projecto que prevê a construção de cerca de 10 quilómetros de estradas ao longo de 12 meses, incluindo a época chuvosa. A empreitada está a cargo da empresa Arezki e faz parte do plano de requalificação urbana, iniciado a 11 de Novembro de 2024.
A cidade, que há anos enfrenta dificuldades com ruas degradadas, poeira intensa na estação seca e lamaçais na época das chuvas, verá melhorias significativas na circulação de pessoas e veículos. Com o alcatroamento, espera-se mais segurança rodoviária, melhor acesso a serviços essenciais e impulso ao comércio local, garantindo uma infraestrutura urbana mais moderna e funcional.

O Governo norte-americano não renovou a autorização que permitia aos bancos russos continuarem a utilizar os sistemas de pagamento dos EUA para transações relacionadas com contratos existentes na indústria petrolífera russa, confirmou quinta-feira o Departamento do Tesouro.
© Reuters por Lusa 14/03/2025
Washington não renova isenção de pagamento para petróleo russo
O Governo norte-americano não renovou a autorização que permitia aos bancos russos continuarem a utilizar os sistemas de pagamento dos EUA para transações relacionadas com contratos existentes na indústria petrolífera russa, confirmou quinta-feira o Departamento do Tesouro.
"O Tesouro dos Estados Unidos confirma que a Licença Geral 8L expirou no dia 12 de março, às 00h01", destacou uma porta-voz do departamento à agência France-Presse (AFP).
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, tinha adiantado antes à estação CNBC que o seu departamento estava pronto para reforçar as sanções contra a Rússia.
"Isto faz parte do desejo do Presidente Trump de criar as condições necessárias para negociações bem-sucedidas. Ele está preparado para colocar a máxima pressão em ambos os lados", garantiu Bessent.
Esta licença permitiu que os bancos russos, mesmo os alvos de sanções, continuassem a utilizar o sistema de pagamentos norte-americano para determinadas categorias de transações relacionadas com a energia.
Foi atribuído pelo governo do ex-presidente Joe Biden nos últimos dias da sua presidência.
O banco central russo e a antiga subsidiária do Société Générale no país, o RosBank, estão entre as instituições que foram isentas desta exigência.
O ex-presidente democrata anunciou uma nova série de restrições no final de novembro, que visaram especificamente o sistema bancário russo, afetando nada menos do que cinquenta instituições, incluindo o Gazprombank, o braço financeiro da gigante do gás Gazprom.
Estas sanções tinham como objetivo impedir que estas instituições realizassem quaisquer novas transações financeiras relacionadas com contratos de energia estrangeira que envolvessem o sistema financeiro americano.
O fim desta isenção torna mais difícil para os bancos russos realizarem transações relacionadas com o setor energético, uma das principais fontes de financiamento do Estado russo.
O republicano Donald Trump, que quer chegar a um acordo rápido para a guerra na Ucrânia, propôs um cessar-fogo de 30 dias, que foi aceite pelo Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky, mas considerado precipitado por Moscovo para já.
O Presidente russo Vladimir Putin disse que apoia uma trégua, mas com nuances, apontando que certas "questões importantes" devem ser resolvidas.
O chefe de Estado russo falou logo após a chegada a Moscovo do enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, cuja tarefa é convencer o Kremlin a aceitar a proposta norte-americana para tréguas na Ucrânia.
Leia Também: O ex-primeiro-ministro da Rússia Mikhail Kasyanov, que ocupou o cargo entre 2000 e 2004, quando Vladimir Putin cumpria o primeiro mandato como presidente, afirmou, esta quinta-feira, que o chefe de Estado russo "não quer um cessar-fogo", mas também não está interessado em "ofender Donald Trump".
