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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026
PR da República do Congo no poder há 40 anos é candidato às eleições de março... O Presidente da República do Congo anunciou hoje a sua candidatura às eleições presidenciais marcadas para 15 de março neste pequeno país da África Central rico em petróleo.
Por LUSA
"A presentarei a minha candidatura às eleições presidenciais", declarou Denis Sassou Nguesso, que aos 82 anos acumula mais de 40 anos no poder, perante uma multidão de vários milhares de pessoas em Ignié, no sul do país.
O movimento de que faz parte, o Partido Congolês do Trabalho (PCT), tinha designado, no final de dezembro, em congresso, Denis Sassou Nguesso como "candidato natural".
As eleições, inicialmente previstas para 22 de março, realizar-se-ão afinal a 15 de março.
A votação das forças de segurança terá lugar alguns dias antes da data oficial do sufrágio, para que estas possam garantir a ordem pública no dia da votação.
Denis Sassou Nguesso governou a República do Congo sob um regime de partido único entre 1979 e 1992, antes de ser derrotado nas primeiras eleições pluralistas por Pascal Lissouba.
Regressou ao poder em 1997, na sequência de uma guerra civil, tendo sido eleito em 2002 e reeleito em 2009.
Em 2015 alterou a Constituição para eliminar o limite de dois mandatos presidenciais e foi reeleito em 2016.
Guterres condena ataque terrorista na Nigéria e pede justiça... O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou hoje, "nos termos mais fortes", "o ataque terrorista" de terça-feira no estado de Kwara, na Nigéria, que fez mais de 170 mortos.
Por LUSA
Guterres reiterou a solidariedade das Nações Unidas para com o Governo e o povo da Nigéria "nos seus esforços para combater o terrorismo e o extremismo violento" e destacou "a importância de levar os perpetradores à justiça", segundo um comunicado divulgado pelo gabinete do secretário-geral.
O Governo nigeriano atribuiu o ataque armado de terça-feira contra as comunidades de Woro e Nuku, no centro-oeste da Nigéria, ao grupo jihadista nigeriano Boko Haram, que causou pelo menos 175 mortes, segundo indicaram líderes locais à agência espanhola EFE.
Num comunicado divulgado na noite de quarta-feira, a Presidência da Nigéria informou que o Presidente, Bola Ahmed Tinubu, ordenou o envio de um batalhão do Exército para Kwara, onde "terroristas do Boko Haram assassinaram moradores indefesos na noite [de terça-feira]".
"Até o momento, recuperamos 175 corpos. Muitos deles foram encontrados na floresta durante uma busca realizada por jovens e agentes de segurança", disse o líder comunitário de Woro, Khaleed Abba, à EFE, por telefone, na noite de quarta-feira.
Considerado um dos piores massacres no país nos últimos meses, o ataque ocorre num momento em que o país, com o apoio dos Estados Unidos, intensifica esforços para combater a insegurança endémica relacionada com grupos criminosos e extremistas.
Face à insegurança no estado de Kwara, as autoridades locais impuseram um recolher obrigatório em certas zonas do estado e encerraram as escolas durante várias semanas, antes de ordenarem a sua reabertura na segunda-feira.
O aumento dos ataques e sequestros levou o Presidente nigeriano a declarar, no final de novembro, o estado de emergência no país e a aumentar o efetivo das forças armadas e da polícia, a fim de intensificar a luta contra os criminosos, que geralmente encontram refúgio em áreas florestais remotas e de difícil acesso.
A insegurança na Nigéria tornou-se um tema de interesse para os Estados Unidos, cujo Presidente, Donald Trump, afirma que os cristãos da Nigéria são "perseguidos" e vítimas de um "genocídio" perpetrado por "terroristas".
A maioria dos especialistas nega veementemente, afirmando que a violência geralmente atinge indistintamente cristãos e muçulmanos.
O exército norte-americano realizou ataques no estado de Sokoto no dia de Natal, visando, segundo declarou, membros do Estado Islâmico.
Desde então, a cooperação militar entre os dois países fortaleceu-se com o fornecimento de armas dos Estados Unidos à Nigéria, a partilha de informações e o envio de uma equipa de militares norte-americanos encarregada de ajudar o exército nigeriano.
Leia Também: Governo nigeriano culpa grupo Boko Haram por ataque que matou 175 pessoas
O Governo nigeriano atribuiu o ataque armado da passada terça-feira às comunidades de Woro e Nuku, no estado de Kwara (centro-oeste), ao grupo jihadista nigeriano Boko Haram, divulgou hoje a imprensa internacional.
Cabo Verde passa a exigir visto prévio para cidadãos de 91 países... Cabo Verde passou a exigir visto prévio para cidadãos de 91 países, de acordo com uma avaliação de riscos, segundo uma resolução publicada no Boletim Oficial e informações prestadas por fonte oficial à Lusa.
Por LUSA
Entre eles está um único país europeu, a Bielorrússia.
O despacho de 23 de janeiro corrige uma versão de novembro, na qual se indicavam 96 países, e complementa a lei de entrada e permanência de estrangeiros, atualizada em maio de 2025 (decreto-lei 13 de 2025).
A lei estipula que "é vedada a atribuição de visto 'online' e à chegada aos nacionais dos países constantes da lista aprovada".
Segundo fonte oficial, é agora exigido que o visto seja solicitado presencialmente, numa embaixada ou consulado, antes da viagem, para "reforçar a segurança através de entrevistas diretas, impedindo a emissão automática 'online'".
Nos casos em que não houver embaixada no país de origem, o requerente terá de recorrer a representações noutros países e aguardar a validação da Direção de Estrangeiros e Fronteiras (DEF) de Cabo Verde.
Ou seja, os cidadãos dos 91 países na lista terão de fazer o mesmo que os cabo-verdianos fazem quando precisam de um visto para um país sem representação local em Cabo Verde -- deslocando-se, por exemplo, a Dakar (Senegal), a capital mais próxima e que concentra várias representações diplomáticas.
Entre as economias asiáticas mais influentes, a lista de 91 países inclui a Indonésia.
Entre os países africanos, constam da lista o Egito, Argélia e Etiópia.
O México é o único país da América do Norte na lista, ao lado de pequenos territórios da América Central e Caraíbas, enquanto a América do Sul inclui países como Colômbia, Chile ou Venezuela.
Além da Bielorrússia, único país europeu, na lista estão 31 países asiáticos, 28 países africanos, 11 da América Central, 10 da América do Sul, nove países da Oceânia e um da América do Norte, totalizando os 91.
O decreto-lei 13 de 2025 prevê que a DEF, em articulação com outras entidades, proponha ao Governo os países isentos ou não de visto prévio à chegada, "mediante uma avaliação ponderada dos riscos, tendo em consideração os superiores interesses do país, a prevenção da imigração irregular, o tráfico de seres humanos, a manutenção da ordem pública e a salvaguarda da segurança nacional, designadamente a prevenção e combate a fenómenos ilícitos internacionais, a saber o terrorismo".
Além dos casos típicos (tripulantes, pessoal em missão, entre outros), os nacionais dos 91 países listados só beneficiam de exceção se forem residentes em Cabo Verde, na União Europeia, Islândia, Liechtenstein, Reino Unido, São Marino, Suíça, Vaticano, Brasil, Canadá ou Estados Unidos.
Leia Também: Cabo Verde acompanha Brasil e apoia chilena para secretária-geral da ONU
O Governo cabo-verdiano anunciou hoje que vai acompanhar o Brasil e apoiar a candidatura da chilena Michelle Bachelet para secretária-geral das Nações Unidas.
Guiné-Bissau : Após sair das celas, DSP vai ser ouvido no Tribunal Militar
Por CFM
O presidente do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira (DSP), deverá ser ouvido no Tribunal Militar Superior, em Bissau, no dia 13 de fevereiro deste ano, a partir das 09h30, disse à Rádio Capital FM, uma fonte próxima do processo que pediu para não ser identificada.
A audição de Simões Pereira, disse a fonte, vai ocorrer no âmbito do alegado envolvimento do líder político num caso de "tentativa de golpe de Estado", em outubro de 2025, que resultou na detenção de vários militares, entre eles o Brigadeiro-General Daba Naualna.
Após 65 dias detido, Domingos Simões Pereira foi libertado na semana passada e colocada sob residência vigiada, uma condição que os seus advogados contestam, alegando que a "prisão domiciliar" é estranha ao ordenamento jurídico guineense.
Esta não é a primeira vez que o líder do PAIGC é ouvido no Tribunal Militar Superior. Em 2013, antes de assumir a liderança do partido, também foi ouvido na mesma instância, mencionado num caso de alegada tentativa de golpe de Estado, de 21 de outubro de 2012, do assalto ao quartel dos para-comandos.
O processo, no entanto, acabou por não provar a participação de Domingos Simões Pereira na suposta manobra de subversão da ordem constitucional e nunca mais o político foi ouvido.
DSP foi detido no dia 26 de novembro de 2025, sem culpa formada, momentos após os militares assumirem o poder na Guiné-Bissau, num golpe de Estado que interrompeu o processo eleitoral que estava em curso.
GRUPO DE REFLEXÃO NEGA ACUSAÇÕES DA DIREÇÃO E APELA AOS VETERANOS PARA SALVAR O PAIGC
Por: Filomeno Sambú odemocratagb.com
Grupo de Reflexão, que integra dirigentes e militantes do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), reagiu ao comunicado do Secretariado Nacional do partido, negando que seja movido por ambições pessoais. O grupo apela aos veteranos do PAIGC para que assumam o processo de transição, com o objetivo de “salvar o partido de nós”.
Segundo o grupo, a sua ação é motivada exclusivamente pela convicção de que o PAIGC deve voltar a ser “o farol da democracia e da justiça social”.
Na terça-feira, 4 de fevereiro, o Secretariado Nacional do PAIGC acusou o grupo, liderado por Aladje Seco Sanó, de protagonizar ações sistemáticas de hostilidade contra o partido, alegadamente ao serviço de interesses alheios ao PAIGC e em conluio com o regime instalado desde 2019, com o objetivo de fragilizar e assaltar a liderança partidária.
Em reação a essas acusações, o Grupo de Reflexão afirma que o seu objetivo é congregar todas as sensibilidades internas, restaurar a unidade e erguer novamente o PAIGC como referência incontornável da vida política guineense.
“Amílcar Cabral já dizia que nem todos são do partido. Hoje, assistimos claramente que as opções políticas assumidas resultam da incompetência e da falta de visão estratégica. Porque, de facto, nem todos são do partido”, sustenta o grupo.
Num comunicado datado de 5 de fevereiro, a que O Democrata teve acesso, o Grupo de Reflexão garante que continuará firme e defende que a única opção é os veteranos do partido assumirem o processo de transição para “salvar o partido de todos nós”.
“Este Grupo de Reflexão sente o PAIGC, vive o PAIGC, e entende que não se pode continuar parado à espera que a atual direção, movida por mera obsessão, ambição e nepotismo, acabe por aniquilar um partido que sempre foi símbolo de esperança e referência para o povo guineense”, lê-se no comunicado.
O grupo denuncia ainda que o PAIGC, um partido forjado numa gloriosa luta que custou sangue, suor e lágrimas aos combatentes da liberdade da pátria, encontra-se hoje “desamparado, impotente e abandonado” pelos seus dirigentes máximos do Presidium e da Comissão Permanente. Estes estariam, segundo o comunicado, num “silêncio ensurdecedor”, “escondidos ou exilados”, com receio de aceitar e enfrentar a realidade atual e “incapazes de defender os superiores interesses do nosso grande partido”.
Face a esta paralisia, o Grupo de Reflexão — constituído por militantes e dirigentes “com elevado sentido militante e patriótico” — decide assumir, “com determinação inabalável”, o compromisso de resgatar “o nosso grande partido” e colocá-lo novamente ao serviço “deste martirizado povo”.
“A política faz-se com dignidade, coragem e determinação, mas sobretudo com a convicção de defender um bem maior, longe de interesses mesquinhos ou de grupo”, conclui o comunicado.
Conselho de Ministros autoriza contrato para exploração de bauxite em Boé
Por RTB
O Conselho de Ministros reuniu-se esta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, em sessão extraordinária, no Salão Nobre General Umaro Sissoco Embaló, em Bissau, sob a presidência do Presidente da República de Transição, General do Exército Horta Inta.
No capítulo deliberativo, o Governo deu anuência à assinatura do contrato com a Empresa de Mineração de Boé (EMB), uma sucursal da companhia russa RUSSAL, com vista à construção de infraestruturas necessárias ao início da exploração de bauxite na localidade de Boé.
Durante a reunião, foram igualmente aprovados, com alterações, o projeto de decreto sobre o Regime Jurídico de Empreendimentos Turísticos de Alojamento e o projeto de decreto relativo ao Regulamento de Inspeção do Turismo.
No âmbito das informações gerais, o Ministro do Turismo e Artesanato apresentou uma exposição sobre os constrangimentos enfrentados por turistas à entrada e durante a circulação no território nacional, situações que foram denunciadas por agências de viagens da Gâmbia.
O Conselho de Ministros deliberou ainda sobre nomeações na Administração Pública. No Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Economia Digital, foram nomeados Manuel José da Silva Júnior como Diretor-Geral e Lucas Na Sanhá como primeiro vogal do Conselho de Administração do Conselho Nacional de Carregadores. No Ministério das Obras Públicas, Habitação e Urbanismo, foram nomeados Luzia Fernandes para o cargo de Diretora-Geral de Infraestruturas de Transporte, Armando Bame Ié como Diretor-Geral de Geografia e Cadastro e Aguinaldo Garcia Varela como Diretor-Geral de Habitação e Urbanismo.
Em consequência destas nomeações, foi dada por finda a comissão de serviço, nas mesmas funções, dos anteriores titulares.
A reunião teve lugar em Bissau e o comunicado foi assinado pelo Ministro da Presidência do Conselho de Ministros e dos Assuntos Parlamentares, Usna António Quadé.
Cuba sofre colapso parcial do sistema elétrico afetando 3,4 milhões de pessoas
Por cnnportugal.iol.pt
Empresa estatal de eletricidade cubana afirmou que está a "verificar as causas" do incidente
O sistema elétrico nacional de Cuba sofreu um novo apagão parcial, afetando aproximadamente 3,4 milhões de pessoas em quatro províncias do leste da ilha (Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo), confirmou a empresa estatal Unión Eléctrica.
Segundo a empresa, a interrupção deveu-se a um linha de alta tensão de 220 quilovolts (kV) na província de Holguín, que se desligou de forma repentina.
O incidente, explicou a empresa, levou ao encerramento da central termoelétrica de Felton, a maior geradora de energia do leste de Cuba, bem como de outra central e de uma subestação na mesma província.
Este é o segundo apagão parcial do sistema elétrico nacional de Cuba em pouco mais de quatro meses e ocorre numa altura de grave crise energética, agravada pelo embargo petrolífero imposto pelo governo norte-americano, que ameaça agravar a situação já crítica.
No entanto, o apagão de quarta-feira parece estar relacionado com os problemas crónicos da infraestrutura elétrica do país, tal como outra interrupção parcial, em outubro, também causada por uma sobrecarga de energia.
A empresa estatal de eletricidade cubana afirmou que está a "verificar as causas" do incidente.
Desde meados de 2024 que a ilha enfrenta uma grave crise energética, refletida em apagões diários que ultrapassam as 20 horas em todas as localidades.
Em 31 de janeiro, Cuba registou o maior apagão desde que começou a publicar regularmente estatísticas energéticas em 2022, que deixou 63% do país sem energia em simultâneo.
Sete das 16 centrais termoelétricas de Cuba - que representam aproximadamente 40% da geração energética do país - estão fora de serviço devido a avarias ou manutenção, incluindo duas das três maiores.
Desde meados de janeiro que os relatórios diários da Unión Eléctrica deixaram de especificar o número de centrais que estão inoperacionais devido à falta de combustível.
Especialistas independentes salientam que a crise energética cubana decorre do subfinanciamento crónico do setor, que é totalmente estatal desde a revolução de 1959.
Várias estimativas independentes sugerem que seriam necessários entre oito e dez mil milhões de dólares (entre 6,8 e 6,5 mil milhões de euros) para estabilizar o sistema elétrico.
Os prolongados apagões diários estão a prejudicar a economia, que contraiu mais de 15% desde 2020, segundo dados oficiais, e têm sido o catalisador dos principais protestos dos últimos anos.
Na quarta-feira, o porta-voz do secretário-geral da ONU disse que António Guterres está "extremamente preocupado" com a situação humanitária em Cuba, "que vai piorar, ou mesmo entrar em colapso" se as necessidades petrolíferas do país não forem atendidas.
Depois de suspender o envio de petróleo venezuelano para Cuba na sequência da captura de Nicolás Maduro no início de janeiro, o Presidente norte-americano, Donald Trump, emitiu na semana passada uma ordem executiva que permite aos Estados Unidos impor tarifas aos países que vendam petróleo para Havana.
No domingo, o Presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos iniciaram um diálogo com o Governo cubano e disse prever "um acordo" com Havana.
Moscovo confirma saída do Novo START, o último tratado nuclear com os Estados Unidos... A Rússia declarou oficialmente que já não está vinculada ao Tratado Novo START, o acordo de desarmamento nuclear com os Estados Unidos que expira esta quinta‑feira. Assinado em 2010, o tratado era o último instrumento de controlo de armas entre as duas potências, limitando o número de ogivas e lançadores nucleares.
Por Sicnoticias
A diplomacia da Rússia declarou que já não está vinculada ao Tratado Novo START sobre desarmamento nuclear com os Estados Unidos, que expira na quinta-feira.
"Presumimos que as partes do Tratado Novo START já não estão vinculadas a quaisquer obrigações ou declarações recíprocas ao abrigo do tratado", afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Moscovo em comunicado.
Anteriormente, as autoridades russas tinham afirmado que iam agir de forma "ponderada e responsável" em relação às suas atividades nucleares.
Em que consistia o Tratado Novo START?
O Tratado Novo START é o último acordo de controlo de armas entre Washington e Moscovo. Assinado em 2010, limitava cada parte a 800 lançadores e bombardeiros pesados e 1.550 ogivas ofensivas estratégicas destacadas, e era acompanhado por um mecanismo de verificação.
O fim do prazo do acordo marca a transição para uma ordem nuclear menos regulamentada, embora as inspeções das partes já estivem suspensas desde 2023, devido à invasão russa da Ucrânia, iniciada em fevereiro do ano anterior.
O que dizem a China, Rússia e EUA?
Durante uma conversa com o homólogo chinês, Xi Jinping, o Presidente russo, Vladimir Putin, disse que Moscovo ia usar cautela e responsabilidade em relação ao seu armamento, indicou o conselheiro diplomático do Kremlin Yuri Ushakov, em conferência de imprensa.
"Continuamos abertos a encontrar formas de negociar e garantir a estabilidade estratégica", disse Ushakov.
O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, afirmou, pelo seu lado, que não tinha qualquer anúncio a fazer, remetendo comentários sobre o assunto para o líder da Casa Branca, Donald Trump.
O chefe da diplomacia de Washington indicou ainda que os Estados Unidos pretendem incluir a China em quaisquer discussões sobre este tema.
"O Presidente Trump já deixou claro que, para se alcançar um controlo de armas genuíno no século XXI, é impossível agir sem incluir a China, dado o seu arsenal considerável e em rápida expansão", observou Rubio.
"Mundo vai ficar mais perigoso" avisa o Kremlin
Na terça-feira, o Kremlin alertou para as consequências do fim do prazo do tratado, descrevendo um mundo que corre o risco de ficar "numa situação mais perigosa do que antes".
Em setembro de 2025, Vladimir Putin propôs a Washington um prolongamento de um ano dos termos do entendimento, uma proposta descrita como uma "boa ideia" pelo homólogo norte-americano, mas à qual não houve resposta.
Os Estados Unidos retiraram-se em 2019 de outro importante tratado de desarmamento, concluído em 1987 com a Rússia, relativo às armas nucleares de médio alcance.












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