quinta-feira, 4 de junho de 2026

Líder do PAIGC deixa o Tribunal Militar Superior e regressa à residência após audição. Domingos Simões Pereira, líder do PAIGC, deixou o Tribunal Militar Superior esta quinta-feira (04-06), e regressou à sua residência, onde continuará a cumprir prisão domiciliária, após ter sido ouvido no âmbito do processo relativo à alegada tentativa de golpe de Estado.


O Tribunal Militar Superior ouviu, esta quinta-feira, o líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, no âmbito do processo relacionado com a alegada tentativa de golpe de Estado que culminou na detenção de Daba Na Walna e de outros elementos ligados à estrutura militar.

Inicialmente considerado declarante no processo, Domingos Simões Pereira passou à condição de suspeito, após o Conselho Superior da Magistratura Judicial ter nomeado juízes civis para o Tribunal Militar Superior.

Após mais de três horas de audiência, o porta-voz da equipa de defesa, Roberto Indequi, classificou a sessão como “tensa e pedagógica”. Segundo o advogado, ficou demonstrado que, em nenhum momento, Domingos Simões Pereira esteve envolvido em qualquer alegada tentativa de subversão da ordem constitucional.

Sem que lhe tenha sido aplicada qualquer nova medida de coação, além da prisão domiciliária, o líder político aguarda uma nova decisão judicial. De acordo com a defesa, o tribunal deverá pronunciar-se sobre os requerimentos apresentados pelos advogados.

Roberto Indequi reiterou que a trajetória política e pessoal de Domingos Simões Pereira é incompatível com qualquer atentado contra a ordem constitucional. O advogado afirmou ainda que o antigo chefe do Governo nunca teve conhecimento da suposta tentativa de golpe de Estado.

Entretanto, no passado mês de abril, o Conselho Superior da Magistratura Judicial nomeou juízes civis para o Tribunal Militar, através de uma deliberação datada de 7 de abril de 2026.

@RSM: 04/06/2026



NOTA DE ESCLARECIMENTO. Bissau, 04 de junho de 2026 A DIRECÇÃO DA COMUNICAÇÃO E IMAGEM DO PRS





Hezbollah rejeita acordo e exige retirada de Israel do Líbano... O líder do movimento pró-iraniano Hezbollah rejeitou hoje o mais recente acordo de cessar-fogo alcançado entre Israel e o Governo libanês, exigindo a retirada israelita.

© MAHMOUD ZAYYAT/AFP via Getty Images     Por  LUSA   04/06/2026 

Numa declaração escrita lida no canal de televisão do movimento Al-Manar, Naim Qassem afirmou que a exigência do acordo para que os combatentes do Hezbollah abandonem o sul do Líbano sob fogo equivaleria a uma "rendição, derrota e à concretização dos objetivos do inimigo".

"O que nos preocupa é o fim da agressão, o cessar-fogo e a retirada de Israel", afirmou, acrescentando que o movimento não assume "qualquer compromisso com qualquer parte para deixar de resistir enquanto houver ocupação".

Israel e o Líbano acordaram na quarta-feira renovar o cessar-fogo e criar várias zonas de segurança "piloto" dentro do Líbano, nas quais os militantes do Hezbollah estariam proibidos de permanecer.  

Num comunicado conjunto divulgado após uma quarta ronda de negociações mediadas pelos EUA no Departamento de Estado, os dois lados afirmaram que o cessar-fogo "está condicionado à cessação completa de fogo do Hezbollah e à retirada de todos os operacionais do Hezbollah" das áreas a sul do rio Litani.

Porém, não é claro, para já, como serão estabelecidas as zonas de segurança, mas o acordo prevê que o exército libanês assuma o controlo total dessas áreas.

"O cessar-fogo deve ser global (...) e sem liberdade para o inimigo matar no Líbano", declarou Naim Qassem, sublinhando que não haverá segurança para o norte de Israel sem segurança para as aldeias do sul do Líbano.

Do lado israelita, o ministro da Defesa reafirmou hoje a ameaça de atacar Beirute se sofrer ataques do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, e avisou que o acordo de cessar-fogo no Líbano prevê a continuação das operações israelitas no sul.

Por sua vez, o presidente libanês Joseph Aoun afirmou que o acordo constitui "a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo", numa altura em que ainda aguardava resposta do Hezbollah.


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O acordo anunciado em Washington após negociações entre Israel e o Líbano constitui "a última oportunidade para alcançar um cessar-fogo global e definitivo", afirmou hoje o presidente libanês Joseph Aoun, que aguarda "a resposta" do Hezbollah.

Trump critica resolução "antipatriótica" da Câmara dos Representantes... O Presidente norte-americano, Donald Trump, qualificou hoje como antipatriótica uma resolução dos deputados norte-americanos sobre a retirada dos Estados Unidos da guerra com o Irão, que disse perturbar as negociações com Teerão.

©Fox News  Por  LUSA   04/06/2026 

"Quem faria algo tão antipatriótico? Eles sabem bem em que ponto estão as negociações", escreveu Trump na rede social de que é proprietário, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

A resolução foi aprovada na quarta-feira pela Câmara dos Representantes, a câmara baixa do Congresso dos Estados Unidos.

Contou com os votos de quatro representantes do Partido Republicano, liderado por Trump.

A resolução tem um alcance sobretudo simbólico, devido ao direito de veto do Presidente.

Os Estados Unidos lançaram uma ofensiva conjunta com Israel contra o Irão em 28 de fevereiro, que desencadeou uma guerra em parte do Médio Oriente.

O Irão reagiu com ataques contra países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente cerca de um quinto dos hidrocarbonetos do mercado mundial.

Os dois países estão a tentar negociar o fim do conflito desde 08 de abril, sob mediação do Paquistão, mas ainda sem perspetivas de um acordo, cuja iminência Trump anunciou sucessivas vezes.

A guerra causou milhares de mortos, sobretudo no Irão e no Líbano, país que foi arrastado para o conflito pelos ataques do grupo libanês Hezbollah contra Israel em apoio de Teerão.

O conflito provocou também aumentos nos preços do petróleo com repercussões a nível global, fazendo recear uma recessão económica e a degradação das condições de vida das populações de países com menos recursos.

Sindicato dos Enfermeiros Portugueses anuncia adesão à Greve Geral de 75,3%... Os enfermeiros rejeitam as "propostas inseridas no pacote laboral apresentadas pelo Governo e pedem a revogação das 'normas gravosas' do código do trabalho".

Por  sicnoticias.pt   04/06/2026

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) anunciou esta quinta-feira que 75,3% dos profissionais aderiram à greve de quarta-feira contra a reforma laboral.

O sindicato disse que a "massiva adesão" demonstra que "os enfermeiros, de todos os setores (público, privado e social) rejeitam o pacote laboral" e a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) do Ministério da Saúde.

Num comunicado, o SEP descreveu a reforma laboral como "um retrocesso, [que] desequilibra a relação dos trabalhadores com as entidades empregadoras com implicação direta nos direitos dos enfermeiros".

O sindicato deu como exemplo a parentalidade, a "impossibilidade da conciliação da vida pessoal com a profissional e a eternização dos vínculos precários".

Também o ACT irá potenciar “maior desregulação dos horários de trabalho e consequentemente mais conflitos nas instituições de saúde”, o que poderá agravar a "fuga para o estrangeiro" dos enfermeiros, alertou o SEP.

O sindicato garantiu que os enfermeiros "continuam disponíveis para todas as ações de luta que garantam a valorização da carreira de enfermagem", incluindo aumentos salariais.

O SEP acusou o Governo de não resolver "nenhum dos problemas dos enfermeiros", entre os quais o pagamento de retroativos, um modelo de avaliação do desempenho "justo e objetivo" e a "carência de enfermeiros que se agrava todos os dias".

A paralisação de enfermeiros realizou-se entre as 00:00 e as 24:00 de quarta-feira, tendo ainda efeitos na terça-feira devido ao início do turno da noite, sendo assegurados os serviços mínimos.

Os enfermeiros rejeitam as "propostas inseridas no pacote laboral apresentadas pelo Governo e pedem a revogação das 'normas gravosas' do código do trabalho".

A CGTP entregou um pré-aviso de greve geral para 3 de junho contra as alterações à lei laboral, após as negociações com o Governo terem terminado sem acordo.

O Governo aprovou em maio em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento.

O anúncio foi feito pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.

Acordo de cessar-fogo prevê retaliação contra Beirute se Hezbollah atacar Israel... Israel reafirmou hoje a ameaça de atacar Beirute se sofrer ataques do grupo libanês Hezbollah, apoiado pelo Irão, e avisou que o acordo de cessar-fogo no Líbano prevê a continuação das operações israelitas no sul.

Por  sicnoticias.pt  04/06/2026 

O acordo prevê "a liberdade de ação para Israel, com o aval dos Estados Unidos, para atacar Beirute em resposta a disparos contra as localidades e o território israelitas", disse o ministro da Defesa, Israel Katz.

O ministro israelita disse num comunicado que o acordo estabelece que, "nesta fase", o exército israelita "continue os disparos e as operações no terreno", e se mantenha na "zona de segurança" fronteiriça, sem o regresso da população libanesa.

Katz definiu o acordo concluído na quarta-feira em Washington entre negociadores israelitas e libaneses, sob mediação dos Estados Unidos, como uma “declaração de princípios”, segundo o comunicado citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Israel e o Líbano concordaram, após dois dias de conversações em Washington, na aplicação de um cessar-fogo condicionado.

O acordo condiciona um cessar-fogo a uma a uma "paragem completa" dos ataques do Hezbollah.

Prevê a retirada de todos os membros do movimento pró-iraniano de uma zona de 30 quilómetros a partir da fronteira israelita.

Katz disse que no acordo está prevista a criação de uma "zona desmilitarizada".

Um porta-voz em língua árabe do exército israelita, Avichay Adraee, apelou hoje aos habitantes da região para que se “abstenham de ir para o sul do rio Zahrani”, a 40 quilómetros da fronteira.

As tropas israelitas "continuam a visar" infraestruturas do Hezbollah nesse setor, justificou o porta-voz no aviso à população libanesa.

Um acordo de cessar-fogo tinha entrado em vigor em 17 de abril, mas as duas partes continuaram os ataques a um ritmo quase diário, acusando-se mutuamente de violar a trégua.

Esta foi a quarta vez que as delegações de Israel e do Líbano, que não mantêm relações diplomáticas, se reuniram em Washington para negociações diretas desde o início dos combates, em 2 de março.

O Hezbollah relançou nesse dia os ataques contra Israel para apoiar o Irão, alvo de uma ofensiva israelo-americana desde 28 de fevereiro, e arrastou o Líbano para a nova guerra no Médio Oriente.

A nova vaga de confrontos entre Israel e o Hezbollah já provocou mais de 3.400 mortos no Líbano e forçou a deslocação de mais de um milhão de pessoas, de acordo com as autoridades de Beirute.

BAD aprova apoio de um milhão para resposta às cheias em Moçambique... O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprovou este mês uma subvenção de emergência de um milhão de dólares (861,2 mil euros) para a resposta de Moçambique aos danos causados pelas cheias e inundações de 2026.

© Lusa    04/06/2026 

Em nota à qual a Lusa teve acesso hoje, o BAD refere que este montante vai ajudar Moçambique a fazer face aos impactos das cheias e inundações que atingiram sobretudo as regiões sul e centro do país na última época chuvosa. 

"A aprovação surge na sequência de um pedido formal do Governo de Moçambique para que o Banco Africano de Desenvolvimento prestasse apoio de emergência, com vista a acelerar as operações de recuperação e a prestar assistência vital às comunidades mais afetadas", lê-se no comunicado divulgado pela instituição financeira.

Conforme adianta o organismo, a subvenção, financiada através do Fundo Especial de Ajuda Humanitária (SRF) do Banco, vai ser implementada pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) em Moçambique.

A iniciativa vai fornecer 9.000 abrigos de emergência e 'kits' domésticos essenciais, beneficiando aproximadamente 45 mil pessoas, especialmente mulheres e crianças, além de incluir transporte, instalação, armazenamento, promoção da higiene e atividades de limpeza ambiental, refere-se no comunicado do BAD.

"Estamos profundamente gratos pela resposta rápida e positiva do Banco Africano de Desenvolvimento ao nosso apelo. Esta subvenção de emergência permitir-nos-á restaurar a segurança e a dignidade de milhares de famílias afetadas através do fornecimento rápido de abrigos temporários e de artigos domésticos essenciais", disse a ministra das Finanças de Moçambique, Carla Loveira, citada na nota.

Laura Tomm-Bonde, chefe de missão da OIM em Moçambique, destacou que este apoio permite à agência fornecer rapidamente abrigos de emergência e artigos essenciais, reforçando simultaneamente os esforços nacionais liderados pelo Governo, e elogiou os esforços internacionais no apoio a Moçambique quando choques relacionados com o clima se intensificam.

 "Vidas e meios de subsistência foram virados do avesso nas províncias afetadas e as necessidades no terreno continuam a ser imensas. Estamos gratos ao Banco Africano de Desenvolvimento por esta contribuição vital, que surge num momento crítico para milhares de famílias deslocadas pelas inundações", disse a responsável, também citada no comunicado.  

Segundo a nota, a intervenção do BAD baseia-se no seu compromisso contínuo com respostas inovadoras a catástrofes, incluindo a recente utilização de avaliação assistida por drones, no âmbito do Projeto de Gestão de Catástrofes com Base em Drones, financiado e apoiado pelo Grupo Banco Africano de Desenvolvimento através do Fundo Fiduciário de Cooperação Económica Coreia-África (KOAFEC), para melhorar a prestação rápida de ajuda humanitária.

"As comunidades afetadas enfrentam dificuldades extraordinárias. Ao apoiar o Governo em parceria com a OIM, estamos a garantir que a ajuda chegue às famílias de forma rápida e eficaz quando mais precisam. As nossas equipas continuarão a trabalhar em estreita colaboração com o Governo para reforçar os esforços de resposta," afirmou Rômulo Corrêa, representante residente do Banco em Moçambique, também referenciado no comunicado.

Moçambique é considerado um dos países mais severamente afetados pelas alterações climáticas no mundo, enfrentando ciclicamente cheias e ciclones tropicais durante a época chuvosa, que decorre entre outubro e abril.

O número de mortos na última época das chuvas em Moçambique ascendeu a 311, com 1,07 milhões de pessoas afetadas desde outubro, segundo a última atualização do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, feita já no início de maio.


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O Governo anunciou na quarta-feira (03) a chegada ao país de 545 cidadãos moçambicanos repatriados da República da África do Sul, na sequência dos recentes actos de xenofobia registados na cidade de Mossel Bay, província do Cabo Ocidental.

Irão: Câmara baixa dos EUA aprova resolução que determina fim da guerra... A Câmara dos Representantes (câmara baixa) norte-americana aprovou na quarta-feira uma resolução que determina a retirada das tropas norte-americanas da guerra contra o Irão, um golpe para o presidente Donald Trump, que comprometeu os Estados Unidos com o conflito.

© Reuters    Por  LUSA   04/06/2026 

A resolução, adotada com os votos de quatro congressistas republicanos, é sobretudo simbólica, devido ao poder de veto do presidente dos EUA. 

Os Estados Unidos e o Irão têm trocado mensagens contraditórias nas últimas horas a propósito das suas negociações de paz, pois Teerão afirma que estão paralisadas, enquanto Trump declara que estão em curso.

"O Congresso ordena ao Presidente que retire as forças armadas dos Estados Unidos das hostilidades contra a República Islâmica do Irão", pode ler-se na resolução.

Os membros democratas da Comissão dos Assuntos Externos saudaram a votação como "uma mensagem forte e inequívoca do povo norte-americano para Donald Trump".

"É tempo de pôr fim a esta guerra ilegal e profundamente impopular", acrescentaram.

Uma resolução semelhante passou por uma etapa processual crucial no Senado (câmara alta) no final de maio, e a aprovação pela câmara alta poderá ocorrer já esta semana.

Se o projeto de lei for aprovado por ambas as câmaras do Congresso após o processo parlamentar, Donald Trump irá provavelmente vetá-lo para impedir a sua promulgação.

Para contornar este veto presidencial, seria necessária uma nova votação em ambas as câmaras, sendo essencial uma maioria de dois terços, algo praticamente impossível, dada a atual composição da Câmara dos Representantes e do Senado, noticiou a agência France-Presse (AFP).

De acordo com a Constituição dos EUA, apenas o Congresso tem autoridade para declarar guerra.

Com estas resoluções, os democratas visam reafirmar a autoridade do poder legislativo sobre esta questão, em contraposição ao poder executivo, representado por Donald Trump.

Embora a lei permita ao Presidente iniciar hostilidades em resposta a uma ameaça iminente, exige que obtenha autorização do Congresso no prazo de 60 dias.

Contudo, no início de maio, Donald Trump ignorou esse prazo, argumentando que o conflito, iniciado em 28 de fevereiro com ataques norte-americanos e israelitas, havia terminado devido ao cessar-fogo em vigor.

Os democratas contestam este argumento e afirmam que as forças norte-americanas ainda estão posicionadas no país para impor um bloqueio aos portos iranianos.

Desde o início da guerra, os norte-americanos têm visto os preços da gasolina dispararem nos postos de abastecimento, aumentando a pressão inflacionista sobre o consumo.

O Irão conseguiu interromper o transporte marítimo através do estreito de Ormuz, um canal vital para grande parte do petróleo, gás natural e produtos relacionados, como fertilizantes, do mundo.

Embora tenha sido declarado um cessar-fogo no conflito em abril, a situação continua instável e incerta.

As negociações para um fim mais duradouro dos combates arrastam-se, cada vez mais complicadas pela expansão da guerra de Israel contra os militantes do Hezbollah, apoiados pelo Irão, no Líbano.

Entretanto, os ataques militares entre os EUA e o Irão continuam a intensificar-se.


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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou uma resolução para restringir os poderes de guerra do presidente Donald Trump contra o Irão. A deliberação segue agora para o Senado para apreciação.

Mães de Tiananmen exigem que China preste contas 37 anos após massacre... As Mães de Tiananmen exigiram hoje que as autoridades chinesas esclareçam quantas pessoas morreram, ficaram feridas ou desapareceram na repressão militar de 1989, quando se assinala o 37.º aniversário do massacre.

© Lusa     04/06/2026

O grupo, que reúne familiares das vítimas da repressão de 04 de junho de 1989, apelou ao Governo chinês para que "enfrente honestamente" os acontecimentos, "reconheça os seus erros", "revele a verdade" e "preste contas" às famílias e à sociedade chinesa.

Num comunicado divulgado pela organização Human Rights in China (HRIC), fundada em 1989 por cidadãos chineses no estrangeiro, as Mães de Tiananmen lamentaram que continue sem existir um balanço oficial sobre o número de mortos, feridos e desaparecidos.

"Ainda hoje não existe um número claro de quantos morreram, quantos ficaram feridos ou quantos desapareceram durante a repressão", afirmou o grupo.

O massacre ocorreu na noite de 3 para 4 de junho de 1989, quando tropas e tanques do Exército chinês avançaram sobre a Praça Tiananmen e as áreas circundantes, em Pequim, onde estudantes e trabalhadores se manifestavam há várias semanas contra a corrupção e a favor de uma maior abertura política.

As autoridades chinesas nunca divulgaram um número oficial de vítimas. Estimativas independentes apontam para centenas ou mesmo milhares de mortos.

No comunicado, o grupo denunciou que, apesar dos avanços tecnológicos registados nas últimas décadas, os relatos sobre a repressão continuam inacessíveis na China, onde o tema permanece sujeito a forte censura.

As Mães de Tiananmen afirmaram ainda que as homenagens privadas às vítimas têm sido alvo de vigilância ao longo dos anos, contribuindo para que muitos jovens chineses desconheçam os acontecimentos de junho de 1989.

O coletivo reiterou as suas reivindicações históricas, incluindo a divulgação integral dos factos, indemnizações para as vítimas e familiares e a responsabilização legal dos autores da repressão.

O grupo criticou também a evolução da narrativa oficial chinesa, que passou de referências a "distúrbios" e a uma "rebelião contrarrevolucionária" para a designação mais recente de "grave distúrbio político".

Segundo as Mães de Tiananmen, estas formulações procuram ocultar o facto de o Governo ter mobilizado o Exército contra a própria população.

As autoridades chinesas continuam a rejeitar qualquer revisão oficial dos acontecimentos e sustentam que já existe uma conclusão definitiva sobre o episódio, que permanece um dos temas mais sensíveis da história contemporânea da China.

O grupo recordou ainda o general Xu Qinxian, então comandante do 38.º Exército, que recusou cumprir a ordem para mobilizar tropas contra os manifestantes.

Xu foi posteriormente condenado a cinco anos de prisão por um tribunal militar, expulso das forças armadas e afastado da vida pública até à sua morte, em 2021.


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O líder de Taiwan, William Lai Ching-te, apelou hoje à China para que "reconheça a verdade" sobre o massacre de Tiananmen e abra caminho à "reconciliação e ao diálogo", no 37.º aniversário da repressão.

Ataque aéreo ucraniano causa três mortos na Crimeia anexada... Um ataque aéreo ucraniano causou três mortos na Crimeia, anunciaram hoje as autoridades da península anexada pela Rússia, um dia após uma ofensiva contra São Petersburgo, onde estava a arrancar o principal fórum económico russo.

© Lusa   04/06/2026 

"Segundo informações iniciais, três pessoas foram mortas e outras sete ficaram feridas num ataque aéreo inimigo contra edifícios não residenciais em Simferopol", escreveu o chefe das autoridades da Crimeia, anexada em 2014.

"As equipas de emergência estão no local", acrescentou Sergei Aksyonov, na plataforma de mensagens Telegram, sem adiantar mais pormenores.

O mais recente ataque ucraniano ocorre um dia depois de instalações energéticas e militares terem sido visadas por 'drones' ucranianos, em São Petersburgo, no dia da abertura de um fórum económico.

O ataque ucraniano danificou "várias" infraestruturas na segunda maior cidade da Rússia, mas não fez vítimas, afirmou o governador local, Alexander Beglov.

O terminal petrolífero de São Petersburgo e a base militar de Kronstadt, nas proximidades, foram alvos dos 'drones' ucranianos, segundo o Presidente Volodymyr Zelensky, que descreveu os ataques como "justificados".

Os russos "devem saber que, se usarem 'drones' e mísseis contra nós, faremos o mesmo", declarou o Presidente ucraniano, que na quarta-feira recebeu em Kyiv o secretário-geral da NATO, Mark Rutte.

Os ataques interromperam as operações no principal aeroporto da antiga capital imperial russa.

O Kremlin prometeu "respostas sistemáticas" a estes ataques de Kyiv, que ocorreram um dia depois de 23 pessoas terem sido mortas na Ucrânia num ataque russo em grande escala com mísseis e 'drones'.

Os primeiros participantes do Fórum Económico Internacional de São Petersburgo (SPIEF) chegaram no meio de um denso fumo ao fundo do centro de conferências.

O SPIEF, conhecido como o "Davos russo" e o principal evento da Rússia para atrair investidores e empresas estrangeiras, tem como ponto alto o discurso do Presidente russo, Vladimir Putin, agendado para sexta-feira.

Este ano, a lista de participantes inclui nomes de aliados da Rússia, entre os quais os presidentes do Uzbequistão e da Tanzânia, e ministros de Cuba, Bielorrússia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, que na terça-feira condenou a onda de ataques russos contra a Ucrânia, é esperado em São Petersburgo e tem participação agendada num painel sobre o ambiente, na sexta-feira.

A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste e "desnazificar" o país vizinho, independente desde 1991 - após a desagregação da antiga União Soviética - e que tem vindo a afastar-se do espaço de influência de Moscovo e a aproximar-se da Europa e do Ocidente.