sábado, 18 de julho de 2026

GUERRA NA UCRÂNIA: Rússia reivindica avanços no leste e ataque ucraniano faz oito mortos... O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas anunciou hoje a tomada de Krasny Liman, Piskunovka e Myrne, no leste da Ucrânia, enquanto um ataque de drones ucranianos a dois centros logísticos russos resultou em oito mortos.

© Svitlana Horieva/Anadolu Agency via Getty Images     Por LUSA   18/07/2026 

Valery Gerasimov sublinhou que as forças russas "continuam com a libertação de Donbass e Novorossiya" e destacou que "estão a avançar em todas as direções". 

Efetivos do 25.º Exército "romperam" as defesas da cidade e trabalham na eliminação de "bolsas" de resistência das forças ucranianas, de acordo com Valery Gerasimov.

No sul, as tropas russas entraram em Alekseevo-Druzhkovka e "libertaram" a localidade de Piskunovka e estão já às portas de Nikolaevka, sempre segundo a versão russa. Além disso, há efetivos russos a menos de 5 quilómetros do limite oriental de Kramatorsk.

Entretanto, na zona central, os militares russos tomaram a localidade de Myrne --- Lenina para os russos --- e asseguram que "a libertação de Shevchenko, Krasnoyarsk e Svetlie está quase completa", referem.

Na zona ocidental, conseguiram repelir uma tentativa das forças ucranianas de cruzar o rio Oskol e avançam em direção a Shevchenkovo. Além disso, continuam os combates na localidade de Podliman.

Por sua vez, um ataque de drones ucranianos contra dois centros logísticos na Rússia provocou, pelo menos, oito mortos, e um incêndio de um depósito de petróleo na região de Moscovo levou à evacuação de uma maternidade, segundo as autoridades locais.

"Sete funcionários do turno da noite foram mortos quando drones inimigos atingiram um centro logístico da Wildberries", a gigante russa do comércio eletrónico, escreveu no Telegram o governador da região de Tambov, Evgeny Pervyshov, precisando que o ataque ocorreu em Kotovsk (oeste).

Um outro armazém da Wildberries localizado em Elektrostal, na região de Moscovo, foi atingido pela queda de um drone, segundo o governador Andrei Vorobiov, que acrescentou que uma pessoa morreu.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assegurou que as "duas grandes instalações logísticas" atingidas nas regiões de Moscovo e de Tambov eram utilizadas "para fornecer componentes sob sanções destinados à produção de drones e de equipamentos de navegação".

Além disso, deflagrou um incêndio "num depósito de petróleo em Noginsk", acrescentou Vorobiov, precisando que uma maternidade nas proximidades tinha sido evacuada "por motivos de segurança".

Uma jornalista da AFP observou uma espessa fumaça negra a subir no céu acima dessa localidade esta manhã, bem como vários veículos de bombeiros a dirigir-se para lá a partir de Moscovo.

Ao final do dia, os bombeiros continuavam a lutar contra as chamas em Elektrostal, na região de Moscovo, enquanto o incêndio em Tambov já tinha sido controlado, indicaram ainda as autoridades regionais.

Quase 90 pessoas ficaram feridas durante os ataques perpetrados nestas duas regiões e foram transportadas para o hospital, informaram as autoridades regionais.

A região de Moscovo foi alvo de mais de 370 drones na noite de sábado para domingo, indicou o presidente da câmara da capital, Sergei Sobyanin.

"A maioria foi derrubada pelas defesas antiaéreas quando ainda se encontravam longe. Sessenta e quatro drones inimigos foram destruídos na aproximação à própria cidade de Moscovo", escreveu no Telegram.

Na Ucrânia, os ataques russos provocaram cinco mortos e perto de 20 feridos em regiões situadas no sudeste do país, segundo as autoridades.


Leia Também: Após saída de ministro da Defesa, Zelensky fala em "decisões no exército"

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, sugeriu hoje que poderão ocorrer mudanças no seio do exército, numa altura em que se organizam manifestações pelo terceiro dia consecutivo contra a demissão do popular ministro da Defesa, Mykhailo Fedorov.

Guineenses manifestam-se em Lisboa e pedem a Seguro que pressione comunidade internacional pela libertação de Domingos Simões Pereira... Em frente ao palácio de Belém, manifestantes acusaram Sissoco Embaló de "traidor da pátria" e apelaram à intervenção de Seguro junto da CPLP, CEDEAO e ONU.

ANTÓNIO COTRIM/LUSA   Por observador.pt   18 jul. 2026

Algumas dezenas de guineenses manifestaram-se este sábado em frente ao palácio de Belém, em Lisboa, num apelo ao Presidente da República, António José Seguro, para que atue junto da comunidade internacional para a libertação de Domingos Simões Pereira.

“Queremos que o Presidente intervenha junto das instituições internacionais, nomeadamente a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa [CPLP], a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental [CEDEAO], a União Africana e a União Europeia e depois, posteriormente, também junto das Nações Unidas […], influenciando favoravelmente a libertação de Domingos Simões Pereira”, disse à Lusa o organizador da manifestação, Mariano Quande.

O presidente eleito da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, está “injustamente detido nas celas da Segunda Esquadra em Bissau, sem uma acusação formal, com um tribunal constituído à revelia da Constituição, propositadamente só para julgar um político”, asseverou o representante.

Na manifestação os participantes erguiam bandeiras da Guiné-Bissau e cartazes acusando o ex-Presidente da Guiné-Bissau Sissoco Embaló de “traidor da pátria”. Entoavam gritos de ordem como “a luta continua” e “abaixo os traidores”.

“É todo um conjunto de repressões que existem no país neste momento, que merecem atenção e uma voz firme de Portugal, um país comprometido com a democracia, com os valores da liberdade, da justiça, e que pode dar um apoio importante neste momento à Guiné-Bissau para que se estabeleçam canais de comunicação e de diálogo entre os guineenses que possam de facto resolver e [permitir] sair deste impasse em que se encontram”, afirmou Quande.

Os manifestantes acusaram também o ex-governante Sissoco Embaló de usar “mãos de ferro para reprimir todas as liberdades e garantias do povo”, e de ter dissolvido a Assembleia da República “para não ser escrutinado, para fazer passar leis e acordos internacionais não avalizados pelo povo guineense”.

“Queremos denunciar um referendo, a proposta de um referendo do regime que sai de um golpe de Estado sem qualquer legitimidade popular“, disse Mariano Quande.

Esse referendo que é proposto no país, acrescentou, serviria para “a validação de uma nova Constituição aprovada por representantes deste Conselho de Transição, que saiu do próprio golpe de Estado, por isso não tem qualquer reconhecimento do povo guineense”.

Um pouco por todo o mundo, incluindo em Londres, vários guineenses têm saído à rua para apelar à libertação de Domingos Simões Pereira, que foi levado para a prisão no dia 10 de julho, onde permanece encarcerado durante o desenrolar do processo no Tribunal Civil.

O cidadão Samba Só lamenta as condições em que se encontra o Comité de Estado de Gabú.

Por: Redação Rádio Sintchan Occo 18.07.2026

Acidente em Xitole deixa população em risco

Por  Radio TV Bantaba

Um acidente de viação ocorrido na tarde de ontem, na localidade de Mansambo, setor de Xitole, provocou a queda de um poste de média tensão da Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné-Bissau (EAGB), deixando várias localidades sem energia elétrica.

Segundo informações apuradas, uma viatura da marca Toyota, cabine dupla, embateu contra o poste, causando a interrupção do fornecimento de energia em Bambadinca e noutras zonas da região.

De acordo com moradores locais, o excesso de velocidade poderá ter estado na origem do acidente, embora as circunstâncias do ocorrido ainda devam ser esclarecidas pelas autoridades competentes.

O condutor sofreu ferimentos graves e foi imediatamente transportado para o Centro de Saúde de Bambadinca. Posteriormente, devido à gravidade do seu estado clínico, foi transferido para o Hospital Regional de Bafatá, onde recebe assistência médica.

Entretanto, os moradores manifestam preocupação com o perigo representado pelo poste derrubado e apelam a uma intervenção urgente das autoridades competentes, em particular dos serviços técnicos da EAGB na zona leste, para remover o risco e restabelecer o fornecimento de energia elétrica o mais rapidamente possível.

Zeca Braima Sama

O Conselho Nacional de Transição (CNT) manifestou o seu mais profundo e categórico repúdio às declarações do Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, considerando que as suas posições representam uma tentativa de ingerência nos assuntos internos da Guiné-Bissau, em particular no funcionamento da justiça nacional.

Por Radio Voz Do Povo 

O CNT questiona Daniel Chapo sobre a sua posição relativamente aos processos judiciais envolvendo os antigos Presidentes brasileiros Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

Segundo o Conselho, se as autoridades moçambicanas defendem o respeito pelas decisões da justiça brasileira nesses casos, o mesmo princípio deve ser aplicado às decisões da justiça guineense, sem interferências externas.

O órgão considera que a Guiné-Bissau é um Estado soberano e independente, cujas instituições devem ser respeitadas, rejeitando qualquer tentativa de influenciar ou comentar decisões que são da competência exclusiva das autoridades nacionais.

O comunicado critica igualmente a situação de segurança em Moçambique, afirmando que o país continua confrontado com uma rebelião armada e ataques terroristas, sobretudo na região norte. Na ótica do CNT, o Governo moçambicano deveria concentrar os seus esforços na resolução desses desafios internos, em vez de emitir posições sobre questões políticas e judiciais da Guiné-Bissau.

O Conselho recorda ainda que o então Presidente da Guiné-Bissau esteve presente na cerimónia de investidura de Daniel Chapo, em Maputo, como gesto de solidariedade e amizade entre os dois países, defendendo que esse espírito de respeito mútuo deve continuar a orientar as relações bilaterais.

No final da nota, o CNT reafirma o compromisso da Guiné-Bissau com a defesa da sua soberania, da independência das suas instituições e do princípio da não ingerência nos assuntos internos dos Estados, apelando ao respeito recíproco nas relações entre os países.

O comunicado foi divulgado pelo Gabinete do Porta-Voz do Conselho Nacional de Transição e está datado de 17 de julho de 2026.

CABO VERDE: Parlamento cabo-verdiano aprova moção de confiança no Governo... O parlamento cabo-verdiano aprovou hoje a moção de confiança ao programa do Governo do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), que venceu as eleições de 17 de maio.

© Lusa     18/07/2026 

""Este programa representa um contrato de confiança renovada com o povo cabo-verdiano", resumiu o primeiro-ministro, Francisco Carvalho, no final do debate parlamentar.

A moção, exigida pela Constituição para o arranque da atividade do Executivo, foi aprovada com os 37 votos da maioria do PAICV, enquanto os dois partidos da oposição, Movimento para a Democracia (MpD) e União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID), votaram contra, somando 32 votos.

Participaram na votação 30 dos 33 deputados do MpD e os dois da UCID.

"É uma visão realista, ambiciosa e mobilizadora para os próximos cinco anos, que conjuga responsabilidade fiscal com justiça social, modernização institucional com proximidade aos cidadãos e crescimento económico com coesão nacional", acrescentou Francisco Carvalho.

O líder do Governo reafirmou como prioridades o acesso gratuito aos cuidados de saúde, à universidade pública e à formação profissional, bem como a criação de um sistema de transportes interilhas acessível.

O líder da bancada parlamentar do MpD, Luís Carlos Silva, criticou o documento, considerando que "parece querer fazer tudo ao mesmo tempo" e que apresenta contradições entre reduzir a dimensão do Estado e criar estruturas.

O presidente da UCID, João Santos Luís, considerou que o programa identifica problemas do país e apresenta uma visão de transformação, mas alertou que "não pode ser apenas um catálogo de boas intenções".

Carla Lima, líder parlamentar do PAICV, apontou-o como um "documento orientador" para o "mandato de cinco anos" e referiu que os detalhes seguir-se-ão noutros instrumentos como o Orçamento de Estado.

O debate parlamentar decorreu três dias depois de o Ministério Público ter acusado Francisco Carvalho, também presidente do PAICV, de 26 alegados crimes relacionados com o período em que liderou a Câmara Municipal da Praia, cargo que ocupava desde 2020.

A acusação visa ainda três vereadores e envolve falsificação de documentos, abuso de poder, peculato, corrupção passiva e burla qualificada, entre outros ilícitos.

Francisco Carvalho rejeitou as acusações e afirmou que se tratava de uma "tentativa de golpe de Estado disfarçado de oposição", reiterando que considera estar a ser alvo de perseguição.

O MpD já tinha invocado o processo como argumento para rejeitar o programa de governação.


Ataque ucraniano contra centro logístico na Rússia faz sete mortos... Os ataques coincidiram com uma operação de grande escala contra a península da Crimeia, ocupada pela Rússia.

 A Ucrânia tem intensificado nos últimos meses os ataques em território russo.Foto: X (antigo Twitter)  Por  DN/Lusa  18 Jul 2026

Um ataque de drones ucranianos contra um centro logístico na cidade russa de Kotovsk provocou hoje pelo menos sete mortos e 24 feridos, anunciou o governador regional Evguéni Pervyshov. Segundo o responsável, os aparelhos atingiram esta madrugada um armazém da empresa Wildberries, causando a morte de sete trabalhadores e ferindo outras 24 pessoas. Um incêndio deflagrou no local, mas foi entretanto controlado, embora os bombeiros se mantenham em operação.

A Ucrânia tem intensificado nos últimos meses os ataques em território russo, visando sobretudo infraestruturas logísticas e ligadas aos hidrocarbonetos, numa tentativa de reduzir a capacidade de Moscovo para financiar a guerra.

Entretanto, o presidente da Câmara de Moscovo, Serguei Sobianine, informou que a região da capital foi alvo de mais de 370 drones durante a noite. “A maioria foi abatida pelas defesas antiaéreas ainda longe da cidade. Sessenta e quatro drones inimigos foram destruídos já na aproximação a Moscovo”, escreveu o autarca na rede Telegram.

Pelo menos 10 pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas em ataques lançados na sexta-feira na Ucrânia, na Federação Russa e em territórios ocupados pelas forças armadas russas, segundo as respetivas autoridades.

A Ucrânia tem intensificado as ações contra infraestruturas russas ligadas à logística e à energia, procurando reduzir a capacidade de Moscovo para sustentar o esforço de guerra.

As forças ucranianas atingiram 12 navios da chamada “frota sombra” russa no mar Negro, anunciou o comandante das Forças de Sistemas Não Tripulados da Ucrânia, Robert Brovdi, na plataforma de mensagens Telegram. De acordo com o responsável, foram atingidos nove cargueiros, um petroleiro, um navio de transporte de gás e um rebocador, durante uma ofensiva lançada na sexta‑feira.

Os ataques coincidiram com uma operação de grande escala contra a península da Crimeia, ocupada pela Rússia, onde se registaram explosões em várias cidades, seguidas de incêndios em múltiplos locais.

Irão reivindica morte de militares norte-americanos em ataques no Kuwait e Barém

 A Guarda Revolucionária iraniana informou igualmente ter realizado "operações contundentes.Foto: ABEDIN TAHERKENAREH / EPA  Por  DN/Lusa   18 Jul 2026

A declaração surge um dia depois de os Estados Unidos terem desmentido as alegações iranianas de que as suas forças tinham matado militares norte-americanos num ataque na Síria.

O Irão anunciou este sábado, 18 de julho, que vários soldados norte-americanos morreram em novos ataques contra alvos militares dos Estados Unidos no Kuwait, numa nova vaga de operações de retaliação que incluiu também ataques no Barém. Os ataques atingiram bases militares, radares, centros de comunicações, depósitos de combustível, aeronaves e várias pontes.

"Os poderosos combatentes das Forças Terrestres da Guarda Revolucionária atacaram o local de concentração das forças agressoras em Arifjan (Kuwait) e provocaram a morte de vários militares", afirmou a força militar de elite iraniana num comunicado divulgado pela agência Fars e citado pela EFE.

A declaração surge um dia depois de os Estados Unidos terem desmentido as alegações iranianas de que as suas forças tinham matado militares norte-americanos num ataque à zona militar de Al Tanf, na Síria. A Guarda Revolucionária indicou ainda que, noutro ataque com drones, destruiu o radar da base norte-americana de Ali al Salem, no Kuwait, bem como um hangar de reparação e manutenção de armamento e um abrigo para ‘drones’.

Num outro comunicado, a Guarda Revolucionária informou igualmente ter realizado "operações contundentes" com drones e mísseis contra o cais de apoio e abastecimento de combustível da frota norte-americana no porto de Al Ahmadi, no Kuwait, e contra a área de concentração de aeronaves de combate inimigas na base de Sheikh Isa, no Bahrein.

O Kuwait disse hoje que uma segunda central de energia e dessalinização de água foi atacada pelo Irão, o que provocou um incêndio e forçou a paralisação de várias unidades de produção. Além disso, o Irão afirmou ter destruído o centro de dados de inteligência do inimigo conhecido como "Batelco", no Barém, bem como um centro norte-americano de sinais e comunicações no Kuwait.

Um jornalista da agência AFP, na capital do país, Manama ouviu várias explosões durante a manhã, após terem sido acionadas as sirenes de alerta. "Os sistemas de defesa antiaérea da Força de Defesa do Barém intercetaram e destruíram vários ataques aéreos iranianos traiçoeiros este sábado", declarou o exército em comunicado, depois de o Ministério do Interior ter anunciado que as sirenes de alerta foram acionadas por quatro vezes desde o amanhecer.

Por sua vez, o Exército iraniano anunciou que atacou os hangares de aeronaves e os depósitos de combustível das forças norte-americanas na base de Sheikh Isa, no Barém, bem como várias pontes.

Segundo as Forças Armadas do Irão, estes ataques foram realizados em resposta aos bombardeamentos norte-americanos contra território iraniano, que prosseguiram durante a madrugada deste sábado pelo sétimo dia consecutivo. "Os países que acolhem militares norte-americanos e que colocaram os seus territórios à disposição destes agressores criminosos para atacar o Irão devem preparar-se para receber uma resposta equivalente", advertiu a Guarda Revolucionária no seu comunicado.

A força militar iraniana afirmou que, para já, optou por atacar objetivos militares nos países que acolhem forças dos Estados Unidos, mas alertou que a resposta poderá ser alargada caso os ataques contra o Irão continuem.

Conselheiro especial do presidente senegalês demite-se após visita de Macky Sal ao Palácio

Por correiokianda.info  18/07/2026 

O conselheiro especial do Presidente da República do Senegal anunciou a sua demissão, por alegadas divergências com a nova orientação política adotada pelo poder, tecendo críticas a recepção do ex-presidente Macky Sall no Palácio da República.

O agora ex-conselheiro afirmou num comunicado divulgado em véspera da chegada de Maccky Sal ao país, ter apresentado a sua carta de demissão ao Presidente Bassirou Diomaye Faye, encerrando mais de dois anos de serviço na Presidência da República, onde exerceu funções ligadas à comunicação e ao protocolo presidencial.

O responsável agradeceu a confiança depositada pelo chefe de Estado, destacando ter sido nomeado como o mais jovem conselheiro presidencial e reconhecendo o apoio recebido durante a sua missão ao serviço do Estado.

Segundo o ex-conselheiro, o seu compromisso político sempre esteve ligado aos ideais militantes, anti-imperialistas e pan-africanistas que defende desde 2016. No entanto, considera que a actual linha política se afastou desses princípios.

“A chegada de Macky Sall ao Palácio foi a decisão de mais. Este homem deve explicações ao povo senegalês”, declarou, responsabilizando o antigo presidente por vários problemas que o país enfrenta actualmente.

O ex-conselheiro citado pela imprensa senegalesa afirmou ainda que a reaproximação com Macky Sall contribui para restaurar a imagem do antigo chefe de Estado, algo com o qual diz não concordar nem pretende associar-se.

A demissão surge poucas horas depois do encontro entre o Presidente Bassirou Diomaye Faye e Macky Sall, que regressou a Dakar para solicitar o apoio do Senegal à sua candidatura ao cargo de secretário-geral das Nações Unidas (ONU).


BANJUL: PRESIDENTE DA GÂMBIA RECEBE MACKY SALL E UMARO SISSOCO EMBALÓ PARA APOIAR CANDIDATURA À ONU

Por Radio Voz Do Povo 

O Presidente da Gâmbia, Adama Barrow, recebeu esta sexta-feira no Palácio Presidencial de Banjul o antigo Presidente do Senegal, Macky Sall, acompanhado pelo ex-Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló.

O encontro teve como tema central a candidatura de Macky Sall ao cargo de Secretário-Geral das Nações Unidas. Segundo declarações após a reunião, a candidatura “é a de toda a África” e “carrega a nossa visão comum: uma África unida, erguida, um ator em paz, segurança, direitos humanos e desenvolvimento sustentável no mundo”.

Umaro Sissoco Embaló agradeceu ao Presidente Barrow pela “recepção fraternal e ouvimento”, sublinhando o apelo à unidade continental: “Juntos, carregemos orgulhosamente esta ambição continental”.

A deslocação a Banjul surge nesta sexta-feira depois de Macky Sall e Umaro Sissoco Embaló terem sido recebidos em Dakar pelo Presidente senegalês Bassirou Diomaye Faye, numa série de contactos diplomáticos para promover a candidatura africana à liderança da ONU.

O atual Secretário-Geral, António Guterres, termina o segundo mandato a 31 de dezembro de 2026. A eleição do próximo líder das Nações Unidas está prevista para o segundo semestre do próximo ano.